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CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO

RIO DE JANEIRO – CRCRJ

Conferência de
Notas Fiscais

IPI | ICMS | ISS

Rio de Janeiro-RJ

13 de set. de 2021| V.04

Apresentação: Inês Oliveira


Perita Judicial e Professora no CRC-RJ

ines.oliveira@sigestaotreinamento.com.br
www.sigestaotreinamento.com

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SUMÁRIO

MÓDULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO DO IPI, ICMS


E ISS 5

1.1 IPI ( IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS) 5

1.2 ICMS (IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE


MERCADORIAS E SOBRE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
INTERESTADUAL, INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO) 12

1.3 ISSQN (IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA) 33

MÓDULO 2– DOCUMENTOS FISCAIS 38

2.1 DOCUMENTOS FISCAIS OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA 38

2.2 TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS E SUAS FUNCIONALIDADES 41


2.2.1 NF-e Modelo 55 (Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou Mercadorias) 41
2.2.2 CT-e Modelo 57 (Conhecimento de Transporte Eletrônico) 45
2.2.3 NFC-e Modelo 65 (Nota Fiscal Ao Consumidor Eletrônica) 51
2.2.4 CF-e (Cupom Fiscal Eletrônico) - Vedado a emissão 68
2.2.5 MDF-e Modelo 58 (Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônicos) 68
2.2.6 NFA-e Nota Fiscal Avulsa 77
2.2.7 CT-e OS Modelo 67 - Conhecimento de Transporte Eletrônico Outros Serviços 81
2.2.8 BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico 83
2.2.9 NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) - NOTA CARIOCA 85
2.2.10 DANFE 90
2.2.11 DANFAE 90
2.2.12 NOTA FISCAL/CONTA DE FORNECIMENTO DE GÁS 91
2.2.13 NOTA FISCAL/CONTA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA 91
2.2.14 EMISSÃO EM VIA ÚNICA DA NOTA FISCAL/CONTA DE FORNECIMENTO DE
ENERGIA ELÉTRICA 92
2.2.15 EMISSÃO EM VIA ÚNICA DA NOTA FISCAL DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE
COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO 93
2.2.16 CONTINGÊNCIA 93

2.3 INCLUSÃO DO TELEFONE E ENDEREÇO DO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO DO


ESTADO DO RIO DE JANEIRO 95

2.4 PREOCUPAÇÕES ANTES DE EMITIR O SEU DOCUMENTO FISCAL 96

2.5 PREENCHENDO OS CAMPOS DE UMA NOTA FISCAL 97


2.5.1 Código NCM 98
2.5.2 Código CST - Código da Situação Tributária 104
TABELA DE COMBINAÇÕES DO CST 106
Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.5.3 CRT - Código de Regime Tributário 113
2.5.4 CSOSN - Código de Situação da Operação no Simples Nacional 115
TABELA B – Código de Situação da Operação no Simples Nacional – CSOSN 115
2.5.5 cEAN e cEANTrib 119
2.5.6 CFOP 124
2.5.7 QR CODE 130

2.6 CARTA DE CORREÇÃO ELETRÔNICA (CC-e) 136


2.6.1 NF-e Modelo 55 (Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou Mercadorias) 138
2.6.2 NFA-e - Nota Fiscal Avulsa 138
2.6.3 BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico 139
2.6.4 NFC-e Modelo 65 (Nota Fiscal Ao Consumidor Eletrônica) 139
2.6.5 CT-e Modelo 57 (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e CT-e OS Modelo 67 -
Conhecimento de Transporte Eletrônico Outros Serviços 140
2.6.6 MDF-e Modelo 58 (Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônicos) 140
2.6.7 BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico 141
2.6.8 NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) 141

2.7 INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS DO ICMS 143


2.7.1 A quem as regras se aplicam 144

2.8 REGRAS DE VALIDAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS 145


2.8.1 Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, e Nota Avulsa (NFA-e): 145
2.8.2 Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), modelo 65: 164
2.8.3 Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), modelo 57: 173
2.8.4 Conhecimento de Transporte Eletrônico Outros Serviços (CT-e OS), modelo 67 178
2.8.5 Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), modelo 58 178
2.8.6 Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e), modelo 63: 180
2.8.7 Guia de Transporte de Valores Eletrônica (GTV-e), modelo 64 180

2.9 EVENTOS DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA 181


2.9.1 Eventos De Manifestação Do Destinatário Da Nota Fiscal 184

2.10 CANCELAMENTO DE DOCUMENTOS FISCAIS ELETRÔNICOS 188


2.10.1 Cancelar Extemporaneamente Documentos Fiscais Eletrônicos - Reabertura de
Prazo 189
2.10.2 Cancelamento de NOTA CARIOCA 190

2.11 SITUAÇÃO DOS DOCUMENTOS FISCAIS 193

2.12 DOCUMENTOS FISCAIS - NATUREZA DE OPERAÇÃO 195


2.12.1 Natureza de operação (NOP) x Código Fiscal de Operações e Prestações
(CFOP): O que muda? 197

2.13 SISTEMA FISCO FÁCIL Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro 198


2.13.1 Quem está autorizado a acessar o sistema 199

2.14 MEI E OS DOCUMENTOS FISCAIS 200


2.14.1 NF-e, NFC-e, NFA-e 200
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2.14.2 MDF-e 201
2.14.3 NFS-E 202
2.14.4 Conhecimento Avulso de Transporte Aquaviário e Rodoviário de Cargas 203

2.15 PRODUTOR RURAL 204


2.15.1 NFA-e - Nota Fiscal Avulsa Eletrônica para Produtor Rural 204
2.15.2 Produtor Rural Pessoa Física Inscrição Estadual obrigatória 204
2.15.3 NF-e 205
2.15.4 MDF-e 206

2.16 ICMS – NF-e – DEVOLUÇÃO DE MERCADORIA EFETUADA POR


ESTABELECIMENTO NÃO-CONTRIBUINTE DO IPI. 206

2.17 DESAFIOS DO RECEBIMENTO ELETRÔNICO DE NFSE 207

2.18 GUARDA DE DOCUMENTOS FISCAIS 209

2.18 PENALIDADES 209


2.18.1 Denúncia Espontânea 212

MÓDULO 3– DOCUMENTOS FISCAIS RECEBIDOS DE TERCEIROS 213

3.1 DOCUMENTO INIDÔNEO 214

3.2 ICMS DESTACADO ERRADO NA NOTA FISCAL 216


3.2.1 Destaque do imposto à maior ou à menor na Nota Fiscal - Regularização 216
3.2.2 ICMS Inferior ao correto 217
3.2.3 ICMS não destacado 217
3.2.4 ICMS superior ao correto 217

3.3 RECEBIMENTO DE MERCADORIAS ACOBERTADAS COM NOTA FISCAL AVULSA


218

3.4 LOCAL DE ENTREGA DIVERSO DO INDICADO NO DOCUMENTO FISCAL, PODE


RECEBER A MERCADORIA? 219

3.5 CNPJ - CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA 220


3.5.1 Situação cadastral no CNPJ 220

COMENTÁRIOS DA AUTORA 226

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MÓDULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS
ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO DO
IPI, ICMS E ISS

1.1 IPI ( IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS)


IPI é uma sigla que significa Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI). Trata-se de um imposto federal que incide sobre os
produtos da indústria nacional ou na importação de produtos estrangeiros no
desembaraço aduaneiro.

O IPI é um tributo cujo período de apuração é mensal, exceto para os


casos de operação de importação quando o imposto será recolhido antes da
saída do produto da repartição que processar o despacho de desembaraço
aduaneiro (262, I, RIPI).

Legislação Básica aplicável:

➔ Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010, que regulamenta a cobrança,


a fiscalização, a arrecadação e a administração do Imposto sobre
Produtos Industrializados – IPI.
➔ Decreto nº 8.950/2016 - Aprova a Tabela de Incidência do Imposto
sobre Produtos Industrializados - TIPI.
➔ TABELA DE INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS (TIPI)
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1.1.1 Previsão Constitucional do IPI

A Constituição Federal, ao estabelecer em seu artigo 153, § 3º, inciso II,


que o IPI “será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada
operação com o montante cobrado nas anteriores”, deixa claro que o critério
material de sua hipótese de incidência é a realização de operações com
produtos industrializados.

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

(...)

IV - produtos industrializados;

§ 3º O imposto previsto no inciso IV:

(...)

II - será não-cumulativo, compensando-se o que for


devido em cada operação com o montante cobrado nas
anteriores; (grifos da autora)

Assim, o aspecto material da hipótese de incidência tributária do IPI


pode ser verificado apenas num momento posteriormente à
industrialização e que logicamente só pode ser aferível pelo Estado
mediante a realização de atos ou negócios jurídicos (operações) com o
produto industrializado.

Critério Espacial

Com relação ao critério espacial, o fato tributário do IPI pode ocorrer


em qualquer lugar do país, apresentando, entretanto, os conceitos de

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“coordenada específica de espaço” e “coordenada genérica”. O primeiro diz
respeito ao efetivo local onde ocorreu o fato tributário, ou seja, o posto
aduaneiro específico em que o produto foi desembaraçado ou o
estabelecimento do qual o produto saiu. Já o segundo relaciona-se com a
ocorrência do fato no próprio território nacional.

1.1.2 Princípios Gerais do IPI

Fato Gerador

O legislador elegeu duas hipóteses para estabelecer o momento no qual


incide a norma de incidência do IPI, sendo a primeira delas:

● A saída do produto industrializado do respectivo estabelecimento


industrial, ou equiparado a industrial;
● Na importação e reimportação: o instante do respectivo desembaraço
aduaneiro de produtos de procedência estrangeira;

Art. 2º, incisos I e II, da Lei nº 4.502/64 e Art.46, incisos I e II, do Código
Tributário Nacional.

Contribuinte
São obrigados ao pagamento do imposto como contribuinte:

● O importador, em relação ao fato gerador decorrente do desembaraço

aduaneiro de produto de procedência estrangeira;

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● O industrial, em relação ao fato gerador decorrente da saída de

produto que industrializar em seu estabelecimento, bem assim quanto

aos demais fatos geradores decorrentes de atos que praticar;

● O estabelecimento equiparado a industrial, quanto ao fato gerador

relativo aos produtos que dele saírem, bem assim quanto aos demais

fatos geradores decorrentes de atos que praticar;

● Os que consumirem ou utilizarem em outra finalidade, ou remeterem a

pessoas que não sejam empresas jornalísticas ou editoras, o papel

destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, quando alcançado

pela imunidade prevista na Constituição Federal.

Atenção: considera-se contribuinte autônomo qualquer estabelecimento

de importador, industrial ou comerciante, em relação a cada fato gerador que

decorra de ato que praticar.

Base de Cálculo

● Na operação interna: O valor total da operação de que decorrer a


saída do estabelecimento industrial ou equiparado a industrial;
● Na importação: O valor que servir ou que serviria de base para o

cálculo dos tributos aduaneiros, por ocasião do despacho de

importação, acrescido do montante desses tributos e dos encargos

cambiais efetivamente pagos pelo importador ou deste exigíveis.

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Alíquota

São várias e estão presentes na Tabela de Incidência do Imposto sobre


Produtos Industrializados (TIPI).

Período de Apuração
O período de apuração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),
incidente nas saídas dos produtos dos estabelecimentos industriais ou
equiparados a industrial, é mensal

O período de apuração mensal não se aplica ao IPI incidente sobre


produtos de procedência estrangeira, na importação.

São os seguintes os prazos de recolhimento do IPI:

I - antes da saída do produto da repartição que processar o despacho,


nos casos de importação;

II - até o décimo dia do mês subsequente ao de ocorrência dos fatos


geradores, nos casos dos produtos classificados no Código 2402.20.00
da TIPI;

III - até o vigésimo quinto dia do mês subsequente ao de ocorrência


dos fatos geradores, no caso dos demais produtos;

Se o dia do vencimento de que tratam os incisos II e III não for dia útil,
considerar-se-á antecipado o prazo para o primeiro dia útil que o anteceder.

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Distinção básica existente entre o IPI e o ISS

De acordo com a Constituição Federal, a distinção básica existente


entre o IPI e o ISS está no fato de que o primeiro resulta de uma obrigação
de DAR e o segundo de uma obrigação de FAZER.

Assim, sustenta que se pode afirmar com certeza que:

● A transformação - constitui industrialização e, portanto, deve ser


submetida ao IPI;
● O acondicionamento - é uma prestação de serviço que deve ser
alcançada pelo ISS.

No entanto, salienta que as operações de montagem e beneficiamento,


e também o fornecimento de materiais, permanecem numa zona cinzenta
em que dúvidas podem ser suscitadas. Afinal, nessas operações, o “fazer
típico dos serviços vem juntar-se a uma obrigação de dar de materiais”.[1]1

A Constituição Federal nos artigos 146, I e 156, III prescreve o que


segue:

Art. 146. Cabe à lei complementar:

I - dispor sobre conflitos de competência, em


matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios; (Grifo da autora)

1
[1] VIEIRA, José Roberto. Imposto sobre produtos industrializados: uma águia garcia marquiana entre os
tributos. In: SANTI, Eurico Marcos Diniz de; ZILVETI, Fernando Aurélio e MOSQUERA, Roberto Quiroga
(Coord.). Tributação das empresas. São Paulo: Quartier Latin; FGV, 2006, p. 181.
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
10
...

Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos


sobre:

III - serviços de qualquer natureza, não


compreendidos no art. 155, II, definidos em lei
complementar. (Grifo da autora)

Como visto acima, o artigo 156, III nos remete ao artigo 155, II do
mesmo diploma legal. Vejamos o que descreve o referido artigo:

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal


instituir impostos sobre:

II - operações relativas à circulação de mercadorias


e sobre prestações de serviços de transporte interestadual
e intermunicipal e de comunicação, ainda que as
operações e as prestações se iniciem no exterior; (...)

Portanto, para evitar o conflito entre o IPI e o ISS deve-se considerar o


disposto pela Constituição Federal nos núcleos das respectivas hipóteses (dar
e fazer), mas, não sendo possível diferenciar tais condutas, por estarem
presentes na área nebulosa acima citada, deve-se recorrer à Lei
Complementar, competente para dispor sobre os conflitos de
competência.

Hoje, a lei a que se deve recorrer é a Lei Complementar nº 116, de 31 de


julho de 2003, que contém em anexo uma lista de serviços que serão

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submetidos ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de
competência dos Municípios e do Distrito Federal.

1.2 ICMS (IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À


CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SOBRE PRESTAÇÕES DE
SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERESTADUAL,
INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO)

O ICMS é um IMPOSTO, de competência dos ESTADOS e do


DISTRITO FEDERAL, que incide sobre qualquer MOVIMENTAÇÃO
FÍSICA / REAL de BENS MÓVEIS (mercadorias, produtos, materiais,
equipamentos, etc), realizada de modo habitual e dentro do contexto de
exploração de uma atividade econômica (indústria, comércio ou prestação de
serviços de comunicação e de transporte em percurso intermunicipal ou
interestadual).

Cada uma das 27 Unidades Federativas (26 Estados e o Distrito Federal)


aprovou sua Lei do ICMS.

Legislação Básica aplicável:

➔ LEI COMPLEMENTAR Nº 87, DE 13 DE SETEMBRO DE 1996 -


(LEI KANDIR) - Dispõe sobre o imposto dos Estados e do Distrito
Federal
➔ Lei 2.657/96 – Lei do ICMS do Estado do Rio de Janeiro
➔ Decreto 27.427/00 – Regulamento do ICMS-RJ

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➔ Resolução SEFAZ 720/14 - Consolida a legislação tributária relativa
ao ICMS-RJ

1.2.1 Previsão Constitucional do ICMS

A Constituição Federal de 1988 estruturou o Sistema Tributário


Nacional em 6 (seis) seções, compostas pelos artigos 145 a 162, abrangendo
grande quantidade de matéria tributária entre competências, limites,
definições, etc. As referidas sessões são as seguintes:

Seção I - Dos Princípios Gerais

Seção II - Das Limitações do Poder de Tributar

Seção III - Dos Impostos da União

Seção IV - Dos Impostos dos Estados e do Distrito Federal

Seção V - Da Repartição de Receitas Tributárias

Destas seções serão abordados apenas os dispositivos contidos na


quarta, referente aos impostos dos Estados, mais especificamente o conteúdo
do artigo 155 e algumas minúcias da seção II, especificamente do artigo 150
acerca das limitações do poder de tributar quando pertinentes ao ICMS.

ICMS | Competência para Instituição

Preliminarmente, aborda-se a competência para sua instituição. Dispõe


o caput do artigo 155:

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“Art. 155 - Compete aos Estados e ao Distrito Federal
instituir impostos sobre:

(...)

II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre


prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e
as prestações se iniciem no exterior;”

Assim, a primeira informação que podemos extrair do texto


constitucional é que o ICMS é um imposto estadual, que foi criado pela CF
de 1988, sendo que anteriormente a este vigorava o ICM, previsto na
CF/1967 e regulamentado pelo Decreto-lei nº 406/1968.

Imposto Seletivo

O inciso III do § 2º aborda outro princípio importante para o ICMS, que


é o “Princípio da Seletividade”.

Estabelece a norma que o imposto pode ser seletivo em função de


determinada mercadoria ser mais ou menos essencial:

“III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das


mercadorias e dos serviços;”

É este princípio constitucional que faz com que, por exemplo, produtos
alimentícios que formam a cesta básica possuam alíquotas menores (base

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reduzida) que produtos mais supérfluos como maquiagem, perfumes, tacos de
golfe, etc.

Imposto Não Cumulativo

O parágrafo segundo do artigo 155 da CF/1988 é a grande fonte


constitucional do ICMS, que traz em seu bojo importantes regras e princípios
de observância obrigatória pelo legislador infraconstitucional.

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal


instituir impostos sobre:

(...)

II - operações relativas à circulação de mercadorias


e sobre prestações de serviços de transporte interestadual
e intermunicipal e de comunicação, ainda que as
operações e as prestações se iniciem no exterior;

(...)

“§ 2º - O imposto previsto no inciso II atenderá ao


seguinte:

I - será não-cumulativo, compensando-se o que for


devido em cada operação relativa à circulação de
mercadorias ou prestação de serviços com o montante
cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou
pelo Distrito Federal;” (Grifos da autora)

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Este dispositivo consagra um dos maiores princípios do ICMS,
denominado “Princípio da Não-Cumulatividade”.

Ele concede a característica de “crédito e débito” tão peculiar ao


ICMS, que corresponde ao fato de adquirir mercadorias e, no ato de entrada
das mesmas no estabelecimento de contribuinte, creditar o imposto destacado
em documento fiscal idôneo que acompanhou o transporte da mercadoria.

Isto ocorre porque haverá, na sequência, um novo fato gerador na saída


da mercadoria que, novamente, ensejará o destaque deste.

Evita-se assim o chamado “efeito cascata”, em que o tributo incide sobre


tributo, pois com a aplicação deste princípio caberia ao contribuinte o
recolhimento apenas da diferença entre os valores apurados na entrada e na
saída.

Já o inciso II do § 2º aborda questões acerca da manutenção e estorno


de crédito em operações amparadas com não-incidência ou isenção:

§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao


seguinte:

(...)

“II - a isenção ou não-incidência, salvo


determinação em contrário da legislação:

a) não implicará crédito para compensação com o


montante devido nas operações ou prestações seguintes;

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b) acarretará a anulação do crédito relativo às
operações anteriores;” (Grifos da autora)

Em suma, este dispositivo legal prevê que não haverá crédito de ICMS
em operações amparadas com a não-incidência ou isenção, devendo ser este
estornado na escritura fiscal se for o caso.

A expressão “salvo determinação em contrário da legislação”


significa que se houver previsão expressa no texto legal poderá ser mantido o
crédito nesta situação.

Princípio da Incidência sobre a Saída da Mercadoria

O ICMS tem como momento de incidência o instante da saída da


mercadoria, não interessando a natureza da operação realizada.

É bem verdade que é exigido do contribuinte que a natureza da


operação seja claramente indicada na nota fiscal, contudo, a obrigação de
pagar o imposto não decorre do tipo de operação realizada, mas da saída da
mercadoria (seja por venda, por doação, por transferência ou por qualquer
outro motivo), ou seja, o fato gerador e o momento de incidência do produto
independem dos efeitos econômicos da operação.

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Princípio da Incidência Múltipla

O ICMS acompanha a mercadoria em todas as fases de sua


circulação, desde sua origem (importação ou produção) até sua entrega ao
consumidor final.

Princípio documental

A função do sistema orgânico do ICMS, torna-se imprescindível para o


controle das operações a emissão de documentos fiscais, nos quais fiquem
consignados os respectivos valores.

Mesmo para aquelas operações em que, por disposição legal, não ocorra o
fato gerador ou não se exija o tributo, a emissão de documentos (notas
fiscais) é indispensável.

Princípio da Escrituração

Em decorrência do princípio da não cumulatividade e da forma como


são documentadas as operações realizadas com mercadorias, torna-se
necessária a escrituração fiscal, de modo que, a qualquer tempo, se possa
conhecer com clareza e precisão a situação do contribuinte, de forma não só a
se positivar as operações gravadas, como também o débito ou crédito do
imposto.

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HIERARQUIA DAS LEIS NO ICMS – ANÁLISE DA PIRÂMIDE DE
KELSEN

1.2.2 Princípios Gerais do ICMS

Fato Gerador

É o fato real ou não, definido em Lei, necessário e suficiente à


caracterização da ocorrência da obrigação principal (obrigação de pagar o
tributo).

O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e


sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação - ICMS tem como fato gerador a operação relativa à
circulação de mercadoria e à prestação de serviço de transporte
Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
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interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que a operação
ou a prestação se inicie no exterior.

Os fatos geradores do ICMS estão definidos no Art. 2º da LC. 87/96, o


imposto incide sobre:

I - operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive fornecimento de


alimentação e bebida em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;

II - prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por


qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;

III - prestações onerosas de serviços de comunicação por qualquer meio,


inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a
repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;

IV - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não


compreendidos na competência tributária dos municípios;

V - entrada de mercadoria importada;

VI - sobre serviço prestado no exterior ;

VII - entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive


lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo e de energia elétrica

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VIII - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao
imposto sobre serviços, de competência dos municípios, quando a legislação
aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.

IX - operação de circulação de petróleo desde os poços de sua extração para


a empresa concessionária;

Art.1º e 2º do Livro I do Decreto nº 27.427/2000

Contribuinte

Contribuinte é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com


habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operação de
circulação de mercadoria ou prestação de serviços descritas como fato
gerador do imposto.

Incluem-se entre os contribuintes do imposto:

1. o comerciante, o industrial, o produtor e o extrator;

2. o industrializador, no retorno da mercadoria ao estabelecimento do


encomendante;

3. o fornecedor de alimentação, bebida ou outra mercadoria em qualquer


estabelecimento;

4. o prestador de serviço não compreendido na competência tributária dos

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municípios e que envolva fornecimento de mercadoria;

5. o prestador de serviço compreendido na competência tributária dos


municípios e que envolva fornecimento de mercadoria, com ressalva de
incidência do imposto de competência estadual definida em lei
complementar;

6. o importador ou qualquer pessoa, física ou jurídica, de direito público ou


privado, que promova importação de mercadoria ou bem do exterior,
qualquer que seja sua finalidade;

7. o destinatário de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha


iniciado no exterior;

8. o arrematante ou qualquer pessoa, física ou jurídica, de direito público ou


privado, que adquira em licitação mercadoria ou bem apreendidos ou
abandonados;

9. o prestador de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de


comunicação;

10. a cooperativa;

11. a instituição financeira e a seguradora;

12. a sociedade civil de fim econômico;

13. a sociedade civil de fim não econômico que explore estabelecimento de


extração de substância mineral ou fóssil, de produção agropecuária,
industrial ou que comercialize mercadorias que para esse fim adquira ou
produza;

14. o órgão da administração pública direta, a autarquia, a empresa pública

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federal, estadual ou municipal e a fundação instituída e mantida pelo Poder
Público que vendam, ainda que apenas a comprador de determinada
categoria profissional ou funcional, mercadoria que, para esse fim,
adquirirem ou produzirem;

15. a concessionária ou permissionária de serviço público de transporte, de


comunicação e de energia elétrica;

16. qualquer pessoa indicada nos itens anteriores que, na qualidade de


consumidor final, adquira bem ou serviço em operação ou prestação
interestadual;

17. o adquirente de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos


derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando
não destinados à comercialização ou à industrialização.

18. o remetente de mercadoria ou prestador de serviço, localizado em outra


unidade da Federação, nas operações e prestações interestaduais que
destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte do imposto,
localizado neste Estado;

19. o concessionário, direto ou não, que realiza a operação de circulação de


petróleo desde os poços de sua extração.

As pessoas físicas ou jurídicas indicadas nos itens 6, 7, 8, 17 e 18 acima são


contribuintes do imposto independentemente da habitualidade com que
pratiquem as operações ou prestações neles descritas.

Art.15 do Livro I do Decreto nº 27.427/2000

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Base de Cálculo

Pode-se definir “base de cálculo” como a grandeza econômica ou


valorativa sobre a qual se aplica a alíquota para se obter o montante do
tributo a pagar.
O valor do ICMS integra a sua própria base de cálculo,
constituindo o respectivo destaque no documento fiscal mera indicação para
fins de controle.

A base de cálculo do ICMS será:


O valor da operação
• Nas saídas de mercadorias
• Transmissão de propriedades de mercadorias depositadas;
• Transmissão de mercadorias sem trânsito pelo transmitente.

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O valor da operação, incluindo mercadorias e Serviço
• No fornecimento de alimentação e bebidas

O preço de serviço
• Na prestação de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação.

O preço corrente
• Nas saídas de mercadorias em prestação de serviços de
competência do Município.

O valor de que decorreu a entrada


• Na entrada no território do Estado de destino, de lubrificantes e
combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo.

O valor, no Estado de origem, do serviço prestado.


• Na utilização por contribuinte, de serviço iniciado em outro
Estado e não estejam vinculadas a operação ou prestação subsequente.

Integra a Base Tributável


● Seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou
debitadas, bem como os descontos sob condição;

● Frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou


por sua conta e ordem e seja cobrado em separado;

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● O IPI, quando a operação for realizada de contribuinte para não
contribuinte ou entre contribuintes e o produto não se destinar à
industrialização ou comercialização.

O ICMS não terá o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados


(IPI) incluso em sua base de cálculo quando a operação for realizada entre
contribuintes, relativa a produto destinado à industrialização ou à
comercialização e que configure fato gerador tanto de IPI quanto de ICMS.

Base de Cálculo Nas Transferências


Na saída de mercadoria para estabelecimento localizado em outro

Estado, pertencente ao mesmo titular, a base de cálculo do imposto é:


● O valor correspondente à entrada mais recente da mercadoria;
● O custo da mercadoria produzida, assim entendida a soma do
custo da matéria-prima, material secundário, mão-de-obra e
acondicionamento;
● Tratando-se de mercadorias não industrializadas, o seu preço
corrente no mercado atacadista do estabelecimento remetente.

Gorjetas Exclusão da base de cálculo


Através do Convênio ICMS 125/11, incorporado à legislação
fluminense por meio da Resolução SEFAZ nº 588/13, fica autorizada a
exclusão da gorjeta da base de cálculo do ICMS incidente no fornecimento
de alimentação e bebidas promovido por bares, restaurantes, hotéis e
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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estabelecimentos similares, desde que limitada a 10% (dez por cento) do
valor da conta.

A exclusão não se aplica aos contribuintes optantes pelo Simples


Nacional. As gorjetas, sejam elas compulsórias ou não, integram a receita
bruta que serve de base de cálculo do Simples Nacional .

Integra a base de cálculo do ICMS na importação:


• O valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de
importação
• O imposto de Importação (II)
• O imposto sobre produtos industrializados (IPI)
• O imposto sobre operações de Câmbio (IOF)
• Quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas
aduaneiras.
• Taxa de Armazenagem (Parecer Normativo nº 1/2013)

Descontos Incondicionais, não integra a base de cálculo


Os valores concernentes aos descontos ditos promocionais, assim
como os descontos para pagamento à vista, ou de quaisquer outros
descontos cuja efetivação não fique a depender de evento futuro e
incerto, não integram a base de cálculo do ICMS.
art. 4º do Livro I do Decreto 27.427/2000.

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Alíquota

Com regra geral:


● em operação ou prestação interna a alíquota do ICMS é de 18%
(dezoito por cento);

● em operação ou prestação interestadual quando o destinatário,


contribuinte ou não do imposto, estiver localizado:

a) nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e no Estado


do Espírito Santo: 7% (sete por cento);

b) nas demais regiões: l2% (doze por cento);

● em operação de importação, na prestação de serviço que se inicie


no exterior ou quando o serviço seja prestado no exterior: 16%
(dezesseis por cento);

CLIQUE AQUI E VEJA

TABELA DE ALÍQUOTAS INTERNAS ICMS RJ

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Demais Alíquotas em operação ou prestação interna
● Em operação com energia elétrica 18% , 25%, 6%
● Na prestação de serviços de comunicação 26%
● No fornecimento de alimentação 12%
● Operações com óleo diesel 14% ou 6%
● Fornecimento de energia elétrica para cooperativas 12%
● Operação com máquina, aparelho, equipamento e veículo,
destinado à implantação, ampliação e modernização ou
relocalização de unidades industriais ou agro-industriais 12%
● Operação com material ou equipamento especializado para
pessoas portadoras de deficiência física 7%
● Com cigarro, charuto, cigarrilha, fumo e artigo correlato 35%
● Com gasolina e álcool carburante 30%
● Operação de circulação de petróleo 18%
● Operação com aguardente 17%
● Com gás natural veicular (GNV) 6%
● Querosene de aviação (QAV) 12 %

Em operação interna e de importação, com os produtos abaixo


especificados: 37% (trinta e sete por cento):
1. Arma e munição, suas partes e acessórios;
2. Perfume e cosmético;
3. Bebida alcoólica, exceto cerveja, chope e aguardente de cana e de
melaço;
4. Peleteria e suas obras e peleteria artificial;
5. Embarcações de esporte e de recreio;
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As alíquotas do imposto estão previstas no art. 14 da Lei nº 2.657, de
26 de dezembro de 1996, e no art. 4º da Lei nº 7.183, de 29 de dezembro de
2015.

FECP
As alíquotas previstas no art.14 da LC 87/96 (acima), ficam
acrescidas de dois pontos percentuais a serem destinados ao Fundo
Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP)
de que trata a Lei n.º 4056, de 30 de dezembro de 2002.
Não se aplica à hipótese de operação ou prestação interestadual.

Não se aplica sobre as operações com as seguintes mercadorias:


• Mercadorias que integra a cesta básica
• Medicamentos excepcionais
• Material escolar
• Gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha)
• Energia elétrica residencial
• Consumo residencial de água até 30 m³;
• Consumo residencial de telefonia fixa ;
• Geração de energia eólica, solar, biomassa,

Não será devido o FECP nas seguintes atividades:


• Comércio varejista de caráter eventual ou provisório
• Fornecimento de alimentação;
• Refino de sal para alimentação;
• Demais atividades relacionadas no livro v do RICMS/RJ
• Atividades com recolhimento por estimativa
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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• Sobre as microempresas e empresas de pequeno porte

Além da incidência percentual, tiveram mais 2 (dois) pontos


percentuais, transitoriamente até 31 de dezembro de 2023:

• Em operação com energia elétrica: 25% (vinte e cinco por


cento) quando acima do consumo estabelecido
• Na prestação de serviços de comunicação: 26%

ALÍQUOTA BENS IMPORTADOS


A partir de 1º.01.2013, a alíquota do ICMS nas operações
interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior é de
4%.
Essa alíquota é aplicada aos bens e mercadorias importados do
exterior ou que possuam Conteúdo de Importação, que, após seu
desembaraço aduaneiro:
a) não tenham sido submetidos a processo de industrialização; ou

b) ainda que submetidos a qualquer processo de transformação,


beneficiamento, montagem, acondicionamento, reacondicionamento,
renovação ou recondicionamento, resultem em mercadorias ou bens
com Conteúdo de Importação superior a 40%.

(Resolução SF nº 13/2012, art. 1º, caput e § 1º; Ajuste Sinief nº 19/2012,


cláusulas segunda e décima primeira)
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Conteúdo de Importação
Conteúdo de Importação é o percentual correspondente ao
quociente entre o valor da parcela importada e o valor total da
operação de saída interestadual da mercadoria ou bem submetido a
processo de industrialização.

Exemplo:
Conteúdo de Importação
- Valor total da saída interestadual: R$ 10.000,00
- Valor da parcela importada do exterior: R$ 5.000,00
(R$ 5.000,00 ÷ R$ 10.000,00) x 100 = 50%
- Conteúdo de Importação: 50%

O Conteúdo de Importação deverá ser recalculado sempre que, após


sua última aferição, a mercadoria ou o bem objeto de operação interestadual
tenha sido submetido a novo processo de industrialização.
Considera-se:
a) valor da parcela importada do exterior aquele da importação que
corresponde ao valor da base de cálculo do ICMS incidente na
operação de importação; e

b) valor total da operação de saída interestadual o valor total do bem


ou da mercadoria, incluídos os tributos incidentes na operação própria
do remetente.

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A alíquota interestadual de 4% não se aplica:
Aos bens e mercadorias importados do exterior que não tenham
similar nacional, a serem definidos em relação a ser editada pelo
Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
Somente se aplica a alíquota de 4% para produtos que tenham
similar nacional.

Período de Apuração

O imposto devido resulta da diferença maior entre os débitos e os


créditos escriturais referentes a cada período de apuração (mensal).
art. 26 do Livro I do Decreto 27.427/2000.

1.3 ISSQN (IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER


NATUREZA)
O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência
dos Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS constantes da lista anexa à Lei
Complementar 116/2003, ainda que esses não se constituam como atividade
preponderante do prestador.

O ISS até 31.07.2003 foi regido pelo DL 406/1968 e alterações


posteriores. A partir de 01.08.2003, o ISS é regido pela Lei Complementar
116/2003.

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Legislação Básica aplicável:

➔ Lei Complementar 116/03 - Dispõe sobre o Imposto Sobre


Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos
Municípios e do Distrito Federal, e dá outras providências.

➔ Decreto 10.514/91 - Regulamenta as disposições legais


relativas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza no
Município do Rio de Janeiro

1.3.1 Previsão Constitucional do ISS

Assim como determina quais são os serviços públicos que os


Municípios devem prestar, a Constituição Federal de 1988 estabelece
normas com a finalidade de lhes proporcionar os recursos financeiros
necessários à prestação desses serviços.

As principais fontes de recursos dos Municípios são os tributos de


sua competência, ou seja, instituídos e arrecadados pelos próprios
Municípios.

A competência para a instituição de tributos é outorgada pela


Constituição Federal, que, em seu art.145, estabelece que os Municípios
possam instituir:

I - Impostos;

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II - Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;

III - Contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

“Art. 156 – Compete aos municípios instituir imposto sobre: I –


[…];

...

III – “serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art.


155, II, definidos em lei complementar”. (Grifos da autora)

Art. 146. Cabe à lei complementar:

I – […];

III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação


tributária, especialmente sobre:

a) “definição de tributos e de suas espécies, bem como, em


relação aos impostos discriminados nesta Constituição, e dos
respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes...”

Os municípios somente podem instituir o ISS sobre os serviços


que, cumulativamente:

1- Não esteja sujeito à incidência do ICMS

2- Sejam previstos em lei complementar editada pela União (LC


116/03). (Grifos da Autora)

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O art. 156, § 3º, II determina que a lei complementar deva
excluir da incidência do imposto as exportações de serviços para o
exterior.

1.3.2 Princípios Gerais do ISS

Fato Gerador

O ISSQN tem como fato gerador a prestação de quaisquer dos


serviços relacionados na Lista de serviços anexa à Lei Complementar nº
116/2003, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante
do prestador.

O imposto NÃO incide sobre:

I – as exportações de serviços para o exterior do País;

II – a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores


avulsos, dos diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho
fiscal de sociedades e fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos
gerentes-delegados;

III – o valor intermediado no mercado de títulos e valores


mobiliários, o valor dos depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos
moratórios relativos a operações de crédito realizadas por instituições
financeiras.

Art.2º da Lei Complementar 116/03


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Contribuinte

Contribuinte é o prestador do serviço.

Base de Cálculo

A base de cálculo é o preço do serviço.

O imposto é parte integrante e indissociável do preço do serviço,


constituindo o seu destaque nos documentos fiscais mera indicação para fins
de controle e esclarecimento ao usuário do serviço.
O valor do imposto, quando cobrado em separado, integrará a base de
cálculo.

Alíquota

A alíquota mínima de incidência do ISS foi fixada em 2% e a máxima


em 5% pelo art. 8º, II, e 8º-A da Lei Complementar 116/2003.

É nula a lei ou o ato do Município ou do Distrito Federal que não


respeite as disposições relativas à alíquota mínima no caso de serviço
prestado a tomador ou intermediário localizado em Município diverso
daquele onde está localizado o prestador do serviço.

Dentre a alíquota máxima e mínima, elas podem variar de município


para município, sendo assim, é preciso consultar as regras da sua região.

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Período de Apuração

O mês de competência para apuração da base de cálculo será o da


ocorrência do fato gerador (prestação dos serviços), ressalvadas as
disposições especiais constantes deste Regulamento, ou de outro ato
específico.
Art.21 do Decreto 10.514/91

MÓDULO 2– DOCUMENTOS
FISCAIS

2.1 DOCUMENTOS FISCAIS OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA


Documentos fiscais são algumas das obrigações acessórias mais
importantes para as mais diversas operações, pois ele prova as transações de
vendas, compras, circulação de serviços e mercadorias, tanto entre pessoas
jurídicas como pessoas físicas.

Atualmente, os documentos fiscais são emitidos de forma eletrônica, e


aqueles que ainda não têm essa opção passam por um sistema de validação
do fisco, como é o caso das notas fiscais de energia elétrica e telefone.
Porém, ambas já possuem projetos em andamento para que sua emissão seja

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validada de forma eletrônica, assim como já acontece com a Nota Fiscal
Eletrônica (NF-e) e outros tantos modelos.

Esses documentos fiscais são escriturados no livro emitido por Sistema


Eletrônico de Processamento de Dados, o qual é impresso a partir dos dados
constantes no sistema de informática do contribuinte. Assim, com a
informatização das empresas, surgiu a possibilidade de emitir esses
documentos pelo computador, além dos dados digitados poderem
automaticamente preencher os livros fiscais.

É preciso estar atento a todas as exigências do fisco, seja na emissão,


na escrituração ou na guarda dos documentos fiscais. Também é preciso
entender sobre os principais modelos de documentos fiscais, sobretudo antes
de gerenciá-los e escriturá-los.

Assim, neste material traremos os conceitos básicos de determinados


tipos de documentos fiscais e as devidas preocupações, a fim de auxiliar você
nessa tarefa que é tão importante tanto para o empreendedor quanto para o
contabilista.

Legislação Básica Aplicável:

➔ Convênio SINIEF S/Nº, DE 15/12/1970. Sistema Nacional Integrado


de Informações Econômico-Fiscais;
➔ Ajuste SINIEF 07/05 - Institui a Nota Fiscal Eletrônica e o
Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica.
➔ Ajuste SINIEF 03/12, que institui o Cupom Fiscal Eletrônico -
CF-e-ECF, modelo 60.
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➔ Ajuste SINIEF Nº 09, 25 de outubro de 2007, Institui o
Conhecimento de Transporte Eletrônico e o Documento Auxiliar
do Conhecimento de Transporte Eletrônico.
➔ Ajuste SINIEF 19/16, de 9 de dezembro de 2016 - Institui a Nota
Fiscal de Consumidor Eletrônica, modelo 65, e o Documento
Auxiliar da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica.
➔ Ajuste SINIEF 7/09 - Autoriza as unidades federadas a emitir Nota
Fiscal Avulsa e de Produtor Rural por meio eletrônico de dados em
papel formato A4.
➔ Ajuste SINIEF 21, de 10 de dezembro de 2010 - Institui o Manifesto
Eletrônico de Documentos Fiscais MDF-e.
➔ Ajuste SINIEF Nº 09, 25 de outubro de 2007 - Institui o
Conhecimento de Transporte Eletrônico e o Documento Auxiliar do
Conhecimento de Transporte Eletrônico.
➔ Ajuste SINIEF 1, de 7 de abril de 2017 - Institui o Bilhete de
Passagem Eletrônico, modelo 63, e o Documento Auxiliar do Bilhete
de Passagem Eletrônico.
➔ Resolução SEFAZ 720/14 - Consolida a legislação tributária relativa
ao ICMS-RJ

Benefícios esperados

• Dispensa de homologação do software pelo Fisco;

• Redução significativa dos gastos com papel;

• Apelo ecológico;

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
40
2.2 TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS E SUAS
FUNCIONALIDADES

2.2.1 NF-e Modelo 55 (Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou


Mercadorias)

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, é um documento de


existência exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente,
com o intuito de documentar uma operação de circulação de mercadorias
ou de prestação de serviços inserida no campo de incidência do ICMS,
cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e
pela Autorização de Uso pela administração tributária do domicílio do
contribuinte. A Nota Fiscal Eletrônica - NF-e -55 tem validade em todo
território nacional

As seguintes normas regulamentam a matéria:

Âmbito federal:
• Ato COTEPE 72/05;
• Ajuste SINIEF 07/05;

Âmbito estadual - RJ:


• Livro IX do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00);

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
41
• Anexo II da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14. A documentação
técnica da NF-e está disponível no Portal Nacional da NF-e.

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55:

Substitui
● Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A;
● Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

Quando Deve Ser Emitida


Em operação de circulação de mercadorias ou de prestação de serviços
inserida no campo de incidência do ICMS, ENTRE PESSOAS
JURÍDICAS CONTRIBUINTES OU NÃO:

➔ NF-E PARA ACOBERTAR OPERAÇÃO DE SAÍDA:


▪ antes de iniciada a saída da mercadoria;
▪ por ocasião do fornecimento de mercadoria pelo prestador de serviço
de qualquer natureza, quando houver incidência do ICMS indicada em lei
complementar;
▪ antes da tradição real ou simbólica da mercadoria;
▪ na transmissão da propriedade de mercadoria, quando esta não
transitar pelo estabelecimento transmitente;
▪ no caso de mercadoria cuja unidade não possa ser transportada de
uma só vez, desde que o imposto deva incidir sobre o todo;

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
42
▪ nas operações destinadas a consumidor final com valor igual ou
superior a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
▪ em outras hipóteses previstas na legislação tributária.

Nota:
De acordo com o Decreto 27.427/2000 e os manuais, o contribuinte
“emitirá”, conforme o caso, NF-e Mod.55 nas operações destinadas a
consumidor final com valor igual ou superior a R$ 200.000,00 (duzentos
mil reais).
Entende-se, que o contribuinte não pode emitir a NF-e Mod.55 destinada a
consumidor final, com valor inferior, já que a norma cria uma exceção
somente com valor igual ou superior a R$ 200.000,00.
Inclusive, o fisco entende ser indevida e o contribuinte pode ser autuado
por emissão de documento fiscal irregular.

Transporte Parcelado
A primeira NF-e deve ser emitida por ocasião da saída inicial , com
especificação da mercadoria em sua totalidade, com destaque do ICMS.
Informar que a remessa será feita em peças ou partes.
As demais NF-e que iram acompanhar a mercadoria parcelada deve ser
emitida sem destaque do ICMS e fazer referência a NF-e INICIAL.

➔ NF-E COMPLEMENTAR: emitida para acrescentar dados e valores


antes não informados no documento fiscal original:
▪ no reajustamento de preço, em virtude de contrato escrito de que
decorra acréscimo do valor da mercadoria;

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
43
▪ na regularização, em virtude de diferença de preço ou de
quantidade de mercadoria;
▪ para lançamento do imposto não pago na época própria, em
virtude de erro de cálculo ou de classificação fiscal.

➔ NF-E DE AJUSTE: destinada a escriturar valores que não


correspondam a uma efetiva operação ou prestação:
▪ para efetivação de transferência de crédito;
▪ em outras hipóteses previstas na legislação tributária.

➔ NF-E PARA ACOBERTAR OPERAÇÃO DE ENTRADA DE


MERCADORIA:
▪ acobertada por Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e);
▪ em retorno de exposição ou feira para a qual tenha sido remetida,
devendo ser acompanhada, obrigatoriamente, da Nota Fiscal originária ou do
DANFE;
▪ em retorno de remessa feita para venda fora do estabelecimento,
inclusive por meio de veículos;
▪ estrangeira, importada diretamente, bem como arrematada em
leilão ou adquirida em concorrência promovida pelo poder público;(a
primeira remessa será acobertada pela DI, a partir da segunda, a remessa
será acompanhada pela Nota Fiscal referente à parcela remetida)

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
44
▪ em face de sua devolução ou troca por outra de espécie diferente,
quando efetuada por pessoa física ou jurídica não obrigada à emissão de
documento fiscal;
▪ em retorno, nos casos de sua não entrega ao destinatário;
▪ destinada a uso, consumo ou integração ao ativo imobilizado ou a
emprego em objeto alheio à atividade do estabelecimento, de mercadoria
adquirida para comercialização, industrialização, produção, geração ou
extração;
▪ em outras hipóteses previstas na legislação tributária.
arts. 2º a 5º do Anexo I do Livro VI do RICMS/00;

2.2.2 CT-e Modelo 57 (Conhecimento de Transporte Eletrônico)

O Conhecimento de Transporte Eletrônico - CT-e (modelo 57) é um


documento de existência apenas digital, emitido e armazenado
eletronicamente, com o intuito de documentar, para fins fiscais, uma
prestação de serviço de transporte de cargas intermunicipal e
interestadual realizada por qualquer modal (rodoviário, aéreo, ferroviário,
aquaviário e dutoviário), no campo de incidência do ICMS, cuja validade
jurídica é garantida por duas condições necessárias: a assinatura digital do
emitente e a autorização de uso fornecida pela administração tributária do
domicílio do contribuinte.

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
45
As seguintes normas regulamentam a matéria:

Âmbito federal:
• Ajuste SINIEF 09/07;
• Ato COTEPE 01/14;
• Ato COTEPE 06/10;
• Ato COTEPE 08/08;
• Convênio ICMS 93/12;
• Convênio ICMS 96/09;
• Protocolo ICMS 149/09;

Âmbito estadual:
• Livro IX do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00);
• Anexo III da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.

O CT-e Modelo 57 (Conhecimento de Transporte Eletrônico):

Substitui
● Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;
● Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;
● Conhecimento Aéreo, modelo 10;
● Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11;
● Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas,
modelo 27;
● Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando
utilizada em transporte de cargas, inclusive por meio de dutos.
● Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas, modelo 26.
Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
46
Quando Deve Ser Emitido
Antes do início da prestação de serviços de transporte intermunicipal e
interestadual DE CARGA em qualquer dos modais.

Nota: Deve-se frisar que o serviço de transporte intramunicipal


não configura fato gerador do ICMS, sendo tributado pelo
Imposto sobre serviços – ISS, de competência municipal, e não
deve ser acobertado pelo CT-e. Além disso, o CT-e só deve
acobertar transporte de carga. Transporte de pessoas,
passageiros ou valores deve ser acobertado pelo documento
fiscal correspondente.

Modais2 Que o Ct-e Abrange


O CT-e, modelo 57, poderá ter 6 modais:
01 - Rodoviário,
02 - Aéreo,
03 - Aquaviário,
04 - Ferroviário,
05 - Dutoviário,
06 - Multimodal.

2
De modo simplificado, podemos dizer que os modais de transporte correspondem às formas usadas para
que os produtos e as mercadorias sejam levadas do endereço em que são fabricadas até o seu destinatário
final.
Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
47
Transporte Multimodal

O CT-e com modal “multimodal” está tratado nos §§ 7º, 8º e 9º da


cláusula primeira, e na cláusula décima primeira-B, ambas do Ajuste SINIEF
09/07.
Para a caracterização do transporte multimodal, devem estar
presentes os seguintes requisitos:

1) utilização de duas ou mais modalidades de transporte (são


modalidades de transporte: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e
dutoviário);
2) execução sob a responsabilidade única de um Operador de
Transporte Multimodal (OTM); e
3) regência por um único contrato.

O OTM é a pessoa jurídica, transportadora ou não, contratada para


realização do Transporte Multimodal de Cargas, da origem até o destino, por
meios próprios ou por intermédio de terceiros. Esse operador assume a
responsabilidade integral pela execução desses contratos, pelos prejuízos
resultantes de perda, por danos ou avaria das cargas sob sua custódia, assim
como por aqueles decorrentes de atraso em sua entrega. O exercício da
atividade do OTM depende de prévia habilitação e registro na Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Quando contratado para a prestação do serviço de transporte


multimodal, o OTM emitirá o CT-e, modelo 57, no modal multimodal,
informando todos os documentos relativos à carga transportada (regra de
validação G46).

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
48
Identificação Das Partes Envolvidas No Transporte

Conforme Livro IX do RICMS/00, Decreto nº 27.427/00:

“Art. 75-A. Para efeito das disposições deste Livro,


considera-se:
I - remetente, a pessoa que promove a saída inicial da carga;
II - destinatário, a pessoa a quem a carga é destinada;
III - tomador do serviço, a pessoa que contratualmente é a
responsável pelo pagamento do serviço de transporte, podendo ser o
remetente, o destinatário ou um terceiro interveniente;
IV - emitente, o prestador de serviço de transporte que emite o
documento fiscal relativo à prestação do serviço de transporte.
V - expedidor, aquele que entregar a carga ao transportador
para efetuar o serviço de transporte;
VI - recebedor, a pessoa que receber a carga do transportador.”

Possíveis Tipos De Serviço Do Ct-e

Os tipos de serviço do CT-e (tpServ) são:

0- Normal
1- Subcontratação
2- Redespacho
3- Redespacho intermediário
4- Serviço Vinculado ao multimodal

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
49
Subcontratação

Na subcontratação, tanto o subcontratante quanto o subcontratado


deverão emitir o CT-e, modelo 57. O subcontratado emitirá um CT-e, no qual
conste indicado o “Tipo de Serviço 1: Subcontratação”, devendo ainda
referenciar o CT-e emitido pelo subcontratante.

● Ocorre na origem da prestação do serviço, por opção do


prestador de serviço de transporte (contratante) em não
realizar o serviço por meio próprio.

Redespacho

Consoante o disposto no inc. III do § 1º do art. 75 do Livro IX do


RICMS/00, Decreto nº 27.427/00, redespacho é o contrato entre
transportadores pelo qual um prestador de serviço de transporte
(redespachante) contrata outro prestador de serviço de transporte
(redespachado) para efetuar a prestação de serviço de parte do trajeto.

● Ocorre quando o transportador é contratado


(redespachante) para executar todo o percurso do
transporte, mas executa apenas parte do serviço e contrata
outro transportador para cumprir outra parcela do trajeto
(redespachado).

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
50
Redespacho Intermediário

Trata-se de uma modalidade específica de redespacho, mediante o qual uma


terceira transportadora é envolvida na operação para realizar o transporte
da carga num trecho intermediário.

2.2.3 NFC-e Modelo 65 (Nota Fiscal Ao Consumidor Eletrônica)


A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), modelo 65, é um
documento de existência apenas digital, emitido e armazenado
eletronicamente, com o intuito de documentar as operações comerciais de
venda presencial ou venda para entrega em domicílio (delivery)
consumidor final- no varejo (pessoa física ou jurídica) em operação
interna e sem geração de crédito de ICMS ao adquirente, exceto nos casos
em que a emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) seja obrigatória.

As seguintes normas regulamentam a matéria:

Âmbito federal:
• Ajuste SINIEF 19/16;

Âmbito estadual:
• Livro VI do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00);
• Anexo II-A da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
51
A documentação técnica da NFC-e está disponível no Portal Nacional da
NF-e.

NFC-e Modelo 65 (Nota Fiscal Ao Consumidor Eletrônica):

Substitui

● A Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2;


● O Cupom Fiscal emitido por ECF.

No Estado do Rio de Janeiro, a NFC-e foi instituída em 13 de maio de


2014 com a publicação do Decreto nº 44.785, que alterou o Anexo I do Livro
VI do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 27.427/00.

Benefícios esperados

• Dispensa de homologação do software pelo Fisco;

• Uso de Impressora não fiscal, térmica ou a laser;

• Simplificação de obrigações acessórias (dispensa de impressão de Redução


Z e Leitura X, Mapa Resumo, Lacres, Revalidação, Comunicação de
ocorrências, Cessação, etc.);

• Dispensa da figura do interventor técnico;

• Uso de papel não certificado, com menor requisito de tempo de guarda;

• Transmissão em tempo real ou on-line da NFC-e;


Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
52
• Redução significativa dos gastos com papel;

• Não há necessidade de autorização prévia do equipamento a ser utilizado;

• Uso de novas tecnologias de mobilidade;

• Apelo ecológico;

• Integração de plataformas de vendas físicas e virtuais.

Quando Deve Ser Emitida

Nas operações comerciais de venda presencial ou venda para


entrega em domicílio consumidor final (pessoa física ou jurídica) em
operação interna e sem geração de crédito de ICMS ao adquirente.

A partir de 1º.01.2019, fica vedada a emissão de Cupom Fiscal por


ECF e de Nota Fiscal de Consumidor, modelo 2.

Requisitos necessários para a emissão da NFC-e

• Acesso a Internet;

• Possuir certificado digital no padrão ICP-Brasil, contendo o CNPJ da


empresa;

• Fazer o credenciamento como emitente de NFC-e;

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
53
• Desenvolver ou adquirir um software emissor de NFC-e;

• Solicitar o Código de Segurança do Contribuinte (CSC) de produção


através do Portal da NFC-e;

• Estar com a inscrição estadual regular;

Ressalvas:

a) fica vedada a emissão da NFC-e nas operações de varejo quando for


obrigatória a emissão de NF-e;

b) fica facultado ao contribuinte emitir NFC-e ou NF-e, vedada a


emissão conjugada:

b.1) em operações com pessoa jurídica não contribuinte;

b.2) em operações realizadas por estabelecimentos industriais


destinadas a consumidores finais;

b.3) em prestações de serviço de conserto ou reparo com fornecimento


de peças em que haja emissão de NF-e para registro da entrada e saída de
bem do ativo imobilizado ou mercadoria pertencente a terceiros, tais como as
realizadas por oficinas de conserto de veículos, eletrônicos e
eletrodomésticos.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
54
Informações Exigidas

As informações exigidas pela Lei nº 5.817/10 devem constar da


NFC-e. No DANFE NFC-e, serão impressas no campo destinado a
“Mensagem de Interesse do Contribuinte”.

“Art. 1º. É obrigatória a inclusão de telefone e endereço


do órgão de fiscalização do Estado do Rio de Janeiro em Defesa
do Consumidor – Programa de Orientação e Proteção ao
Consumidor - PROCON–RJ e da Comissão de Defesa do
Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro – ALERJ nos documentos fiscais emitidos pelos
estabelecimentos comerciais do Estado do Rio de Janeiro.”

O número do PROCON-RJ é 151 e o endereço Av. Rio Branco, 25 - 5º


andar, Centro/RJ.

O número da CODECON (Comissão de Defesa do Consumidor) é


0800 282 7060 e o endereço é R. da Alfândega, 8 – Centro/RJ.

Vale lembrar que o programa de sorteio público “Cupom Mania” foi


extinto pelo Decreto nº 45.093/15. Portanto, as informações relativas a ele
devem ser retiradas dos documentos em que vinham sendo impressas.

Das Hipóteses de Dispensa

Estão dispensados da emissão da NFC-e:

a) o produtor rural não inscrito no CNPJ;


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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
55
b) o microempreendedor individual (MEI), de que trata o art. 18-A da
Lei Complementar federal nº 123/2006.

O MEI somente pode emitir a Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e) ou o


Conhecimento Avulso de Transporte Aquaviário ou Rodoviário de Cargas.

A identificação do destinatário na NFC-e deverá ser feita:

I - nas operações com valor igual ou superior a R$ 10.000,00

II - nas operações com valor inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), quando
solicitado pelo adquirente(é opcional a identificação completa do endereço,
podendo ser feita somente a identificação do CPF ou CNPJ)

III - nas operações com entrega em domicílio (deverão ser informados


simultaneamente, - identificação do destinatário; nome do destinatário e
endereço do destinatário)

IV - quando realizadas por estabelecimentos comerciais que possuam,


concomitantemente, no CNAE, comércio atacadista e outra relativa a
comércio varejista dentre as suas CNAE Principal, Secundária 1 e Secundária
2.

As CNAE relativas a comércio atacadista são aquelas com números


iniciais de 462 a 469, e a CNAE relativa a comércio varejista é aquela
iniciada com o número 47.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
56
INFORMAÇÕES

● Deverá conter, além da identificação das mercadorias, a indicação do


correspondente capítulo da Nomenclatura Comum do
Mercosul/Sistema Harmonizado (NCM/SH)
● Deverá conter o código de barra GTIN quando o produto
comercializado possuir
● Deverá conter Código Especificador da Substituição Tributária (Cest),
● É vedada a emissão da NFC-e nas operações com valor igual ou
superior a R$ 200.000,00, sendo obrigatória a emissão da NF-e.

Em se tratando de vários itens de produtos cuja soma ultrapasse esse valor,


poderá o contribuinte separá-los e incluí-los em outra NFCe. Contudo, caso
se trate de um único item, o contribuinte deverá emitir a NFe, no Modelo 55.

Operações Especiais

● Troco

A informação sobre o troco consta no leiaute da NFC-e em campo


específico (vTroco) e deve ser informado no DANFE NFC-e.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
57
● Gorjeta

A gorjeta (limitada a 10%) deve ser incluída como “item” da NFC-e,


a fim de ser excluída da base de cálculo do ICMS – Convênio ICMS
125/11, incorporado à legislação fluminense por meio da Resolução SEFAZ
nº 588/13.

Advertimos que a exclusão acima não se aplica aos contribuintes


optantes pelo Simples Nacional. As gorjetas, sejam elas compulsórias ou
não, integram a receita bruta que serve de base de cálculo do Simples
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
58
Nacional. Base normativa: art. 2º, § 4º, inciso II, da Resolução CGSN nº 140,
de 2018. Saiba mais no Portal Nacional do Simples Nacional, seção
“Perguntas e Respostas”.

● Brinde e Promoções

Na entrega de brinde ao consumidor final, fica dispensada a emissão


de NFC-e, devendo ser observados os procedimentos previstos nos artigos
46 e 47 do Anexo XIII da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.

Vale lembrar que somente é considerado brinde a mercadoria que, não


consistindo objeto normal da atividade do contribuinte, tenha sido
adquirida para distribuição gratuita a consumidor ou usuário final.

Por fim, ressaltamos que não se confunde com brinde a mercadoria


objeto de promoções do tipo "Compre 3 e Pague 2". Nessas promoções, as
saídas de todas as mercadorias devem estar devidamente registradas no
documento fiscal, com seus respectivos códigos CST/CSOSN e CFOP,
devendo constar no mesmo documento como desconto o valor não cobrado
do consumidor.

● Nota Fiscal conjugada com NFC-e

Diferentemente da legislação de ECF, que prevê a possibilidade de


emissão de NF-e, modelo 55, conjugada com Cupom Fiscal (CFOP 5.929) –
art. 52 do Livro VIII do RICMS/00 –, a de NFC-e não permite essa
Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
59
possibilidade - § 4º, II, do art. 49 do art. do Anexo I do Livro VI do
RICMS/00.

Nas operações com contribuintes ou com as pessoas tratadas no inciso


II do § 4º do art. 49 do Anexo I do Livro VI do RICMS/00, caso o adquirente
solicite a emissão de NF-e, modelo 55, imediatamente após a emissão da
NFC-e, modelo 65, essa NFC-e deve ser cancelada. Caso a solicitação não
ocorra imediatamente, não há previsão legal para emitir a NF-e, modelo
55, posteriormente. Importante ressaltar que a legislação permite a emissão
do DANFE da NF-e em formato simplificado, de modo a permitir que seja
impresso no mesmo equipamento utilizado para imprimir o DANFE-NFCe

(art. 14 do Anexo I do Livro VI do RICMS/00).

● Postos de combustíveis: emissão de NF-e englobando o total de


NFC-e emitidas no mês

No Estado do Rio de Janeiro, não há previsão legal que possibilite a


emissão de NF-e, modelo 55, para englobar o total de NFC-e, modelo 65,
emitidas no mês (ou qualquer outro período) para determinado cliente –
diferentemente do cupom fiscal, para o qual havia permissivo legal (§ 2º do
art. 44 do Livro VIII do RICMS/00).

Nas operações com contribuintes, os postos de combustíveis devem


emitir NF-e, modelo 55, a cada operação. Sugerimos que o contribuinte
adeque sua aplicação para alterar o modelo de documento (de 65 para 55)
quando inseridos os números de CNPJ e Inscrição Estadual. O mesmo pode
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
60
ser estendido para todos os seus clientes pessoas jurídicas, ainda que não
contribuintes do ICMS.

Importante ressaltar que a legislação permite a emissão do DANFE da


NF-e em formato simplificado, de modo a permitir que seja impresso no
mesmo equipamento utilizado para imprimir o DANFE-NFCe (art. 14 do
Anexo I do Livro VI do RICMS/00).

A SEFAZ entende que documento fiscal NÃO se presta a ser “capa


cobertura”, “capa de lote”, “nota resumo”, “nota agrupamento” de outros
documentos fiscais, para servir como instrumento de cobrança.

Em caso de acordos para pagamento semanal, quinzenal etc., o


fornecedor deve utilizar os instrumentos de cobrança instituídos pelo Direito
Comercial. O documento fiscal acoberta operações fiscais, no caso da NFC-e
e NF-e, saídas de mercadorias, obedecendo às regras de tributação (Direito
Tributário).

● Operações de ISS

Embora tecnicamente haja possibilidade de inclusão de serviços


tributados pelos municípios (ISS) na NFC-e, a sua utilização depende de
convênio firmado entre o Estado e o município. Atualmente, não há
nenhum convênio.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
61
● Venda fora do estabelecimento

Nas operações realizadas fora do estabelecimento, o contribuinte deve


observar o disposto nos artigos 21 a 25 do Anexo XIII da Parte II da
Resolução SEFAZ nº 720/14.

Tanto a remessa para venda fora do estabelecimento quanto o


retorno devem ser acobertados por NF-e, modelo 55.

Na saída de mercadoria destinada à realização de operação fora do


estabelecimento, inclusive por meio de veículo, o contribuinte deverá emitir
Nota Fiscal relativa à totalidade das mercadorias transportadas, com
destaque do ICMS, calculado pela aplicação da alíquota vigente para as
operações internas sobre o total da mercadoria.

A Nota Fiscal tem validade até a data do retorno do vendedor ao


estabelecimento emitente.

Por ocasião do retorno do vendedor, o estabelecimento deverá emitir


Nota Fiscal de entrada relativa à totalidade das mercadorias transportadas,
com destaque do ICMS, a fim de estornar os valores constantes da Nota
Fiscal de saída.

Na entrega efetiva da mercadoria, deverá ser emitida Nota Fiscal,


com destaque do ICMS, quando devido, que, além dos demais requisitos
exigidos, conterá o número, a série e a data da emissão da Nota Fiscal
emitida por ocasião da saída.

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62
Poderá ser impresso DANFE simplificado. Tanto a remessa para venda
fora do estabelecimento quanto o retorno devem ser acobertados por NF-e,
modelo 55.

Na venda efetiva devem ser utilizados os seguintes CFOP, conforme o


caso:

5.103 - Venda de produção do estabelecimento, efetuada


fora do estabelecimento;

5.104 - Venda de mercadoria adquirida ou recebida de


terceiros, efetuada fora do estabelecimento.

Desde 01/01/2019 está vedada a emissão de cupom fiscal por ECF


(Equipamento emissor de cupom fiscal) e de nota fiscal, modelo 2, em
virtude da substituição do ECF pela NFC-e.

● Venda fora do estabelecimento x entrega em domicílio

A venda realizada fora do estabelecimento, geralmente por meio de


veículos, não se confunde com a venda de mercadoria para “entrega em
domicílio” (delivery).

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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● Venda fora do estabelecimento

Na venda fora do estabelecimento, o comprador (destinatário) não é


conhecido quando da saída da mercadoria do estabelecimento. Nesse
momento, é emitida uma NF-e, modelo 55, para acobertar a saída de todas
elas, e, quando da entrega efetiva (da venda) da mercadoria, é emitido
outro documento fiscal.

Vale ressaltar que desde 01/01/2019 está vedada a emissão de cupom


fiscal por ECF (Equipamento emissor de cupom fiscal) e de nota fiscal,
modelo 2, em virtude da substituição desses documentos pela NFC-e. Desta
forma, se for utilizada a Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, o
documento fiscal será considerado inidôneo e o contribuinte ficará
sujeito a penalidades.

Operação:

1. Na saída da mercadoria do estabelecimento, o remetente deverá


emitir NF-e, com destaque do imposto, se devido, para acobertar a
totalidade das mercadorias transportadas, que deverão estar devidamente
especificadas. A NF-e deverá ser escriturada no registro C100 da EFD.

2. Por ocasião da entrega efetiva da mercadoria, o vendedor deverá


emitir, conforme o caso, NF-e (se destinatário contribuinte) ou NFC-e. O
documento destinado ao adquirente deverá ser escriturado, normalmente, no
registro C100 da EFD. O imposto devido será apurado com base nesse
documento.

3. Por ocasião do retorno do vendedor, o estabelecimento deverá emitir


NF-e de entrada especificando novamente todas as mercadorias
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
64
transportadas, com o objetivo de "estornar" a NF-e emitida para acobertar a
saída. O documento deverá ser escriturado, normalmente, no registro C100
da EFD.

● Venda para entrega em domicílio

Na venda para entrega em domicílio (delivery), o adquirente já é


conhecido e a operação é similar a ocorrida presencialmente, ou seja, a
mercadoria deve sair do estabelecimento acobertada com documento fiscal
destinado ao adquirente. É obrigatória a emissão de NFC-e, modelo 65,. e a
identificação do adquirente (CPF/CNPJ) e do endereço de entrega.

Capítulo III (arts. 21 a 25) do Anexo XIII da Parte II da Resolução


SEFAZ nº 720/14.

● Entrega em domicílio

Nas operações em que a mercadoria for entregue em domicílio,


deverão ser informados obrigatoriamente:

- os dados do consumidor: CPF e endereço;


- os dados do transportador.

Quando o transporte for feito pela própria empresa, os dados da


empresa devem constar no campo “dados do transportador”,

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
65
independentemente se quem realiza o transporte é um motoboy, ciclista etc.,
da própria empresa.

O valor cobrado para entrega em domicílio deve ser inserido no campo


“Frete”.

● Venda para entrega futura

A NFC-e não pode ser utilizada nas vendas para entrega futura (CFOP
5.116 e 5.117) quando tiver sido emitida Nota Fiscal de Simples
Faturamento, conforme procedimento estabelecido nos artigos 31 a 34 do
Anexo XIII da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14. Isso porque, nesses
casos, a nota fiscal de simples faturamento deve ser referenciada no
documento relativo à saída efetiva da mercadoria. Diferentemente da NF-e, a
NFC-e não possui campos próprios para que seja feita essa referência.

● Devolução de mercadorias

Para acobertar a devolução de mercadorias, o contribuinte deve utilizar


NF-e, modelo 55. Verifique os procedimentos previstos nos artigos 36 a 37
do Anexo XIII da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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● Operações Interestaduais

Nas operações interestaduais, o contribuinte deve utilizar NF-e,


modelo 55.

● Couvert artístico

No Estado do Rio de Janeiro, o inciso III do artigo 4º da Lei nº


2657/1996, determina que a base de cálculo do ICMS no fornecimento de
alimentação, bebida ou outra mercadoria por qualquer estabelecimento é o
valor total da operação, compreendendo o fornecimento da mercadoria e a
prestação do serviço. O imposto incide sobre o total do fornecimento,
inclusive sobre o couvert artístico, conforme inciso XII do artigo 14 da
mesma lei.

● Crédito Fiscal

É vedado o crédito fiscal de ICMS relativo às aquisições de mercadorias


acobertadas por NFC-e.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.2.4 CF-e (Cupom Fiscal Eletrônico) - Vedado a emissão
Todos os estabelecimentos do Estado do Rio de Janeiro, nas operações
de varejo, substituíram o Cupom Fiscal, emitido pelo ECF, pela Nota
Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e.

Desde 01/01/2019 está vedada a emissão de cupom fiscal por ECF


(Equipamento emissor de cupom fiscal) e de nota fiscal, modelo 2.

2.2.5 MDF-e Modelo 58 (Manifesto de Documentos Fiscais


Eletrônicos)

Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), modelo 58,


é o documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas
digital, ao qual são vinculados os documentos fiscais (NF-e e CT-e)
relativos à carga transportada no veículo. A validade jurídica do MDF-e é
garantida pela assinatura digital do emitente e a autorização de uso pelo
ambiente autorizador.

As seguintes normas regulamentam a matéria:

Âmbito federal:

• Ajuste Sinief 21/10;

• Convênio SINIEF 06/89.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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• Convênio ICMS 92/12

Âmbito estadual:

• Livro IX do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00) ;

• Anexo IV da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.

Também encontram-se disponíveis para o contribuinte no Portal SVRS


do MDF-e:

• Manual de Orientação do Contribuinte (MOC MDF-e) na opção


menu “Documentos”.

• Notas técnicas na opção menu “Documentos”.

• Cartilha MDF-e.

Quando deve ser emitido o MDF-e

No Estado do Rio de Janeiro, deverá ser emitido MDF-e sempre que


for prestado, em qualquer modal, serviço de transporte de carga
intermunicipal ou interestadual.
A obrigação do uso do MDF-e na prestação de serviço intermunicipal
começou no dia 1.º de janeiro de 2018 (art. 1º do Anexo IV da Parte II da
Resolução SEFAZ nº 720/14).

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
69
O manifesto deve ocorrer por:

● empresas prestadoras de serviço de transporte para operações


que envolvam mais de um CT-e, ou
● pelas demais empresas nas operações cujo transporte seja
realizado em veículos próprios, arrendados, ou mediante
contratação de transportador autônomo de cargas, com mais de
uma nota fiscal.

§§ 2.º e 3.º do art. 74-J do Livro IX do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00),

Deve-se frisar que a emissão de MDF-e trata exclusivamente de


transporte de carga. Transporte de pessoas, passageiros e valores não estão
inclusos.

MEI, pessoa física não contribuinte e pessoa jurídica não contribuinte


Conforme Cláusula terceira-A do Ajuste SINIEF 21/10, atualmente, a
o MEI, pessoa física não contribuinte e pessoa jurídica não contribuinte,
embora possam emitir NFA-e, NÃO ESTÃO CREDENCIADOS para emitir
NF-e e, portanto, caso transportem bem ou mercadoria em veículo próprio ou
arrendado, não estarão obrigados a emitir MDF-e, já que o credenciamento
para emitir esse documento está vinculado ao credenciamento para emitir
NF-e.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
70
Transbordo, redespacho, subcontratação ou substituição do veículo

MDF-e também deverá ser emitido sempre que haja transbordo,


redespacho, subcontratação ou substituição do veículo, de contêiner ou
inclusão de novas mercadorias ou documentos fiscais, bem como na hipótese
de retenção imprevista de parte da carga transportada.”
Nas hipóteses de transbordo de carga (transferência de carga de um
veículo para outro, ou mesmo de dois veículos para um só), deverá(ão) ser
encerrado o(s) MDF-e anterior(es) e ser emitido um novo.

Redespacho: é o contrato entre transportadores em que um prestador de


serviço de transporte (redespachante) contrata outro prestador de serviço de
transporte (redespachado) para efetuar a prestação de serviço de parte do
trajeto (Inc. III do art.75 do Livro IX do RICMS/00, Decreto nº 27.427/00).
Inicialmente, o redespachante faz o transporte (e emite o “MDF-e do
redespachante”), mas, a partir de um trecho, ele entrega a carga para o
redespachado. Nesse momento, o redespachante deverá encerrar seu MDF-e
e o redespachado tem que emitir outro MDF-e ao receber a carga, o “MDF-e
do redespachado”. Ou seja, nessa operação, todos estão obrigados a emitir o
seu MDF-e referente ao trecho do serviço executado.

Em que momento devo emitir o MDF-e e imprimir o DAMDFE


O MDF-e deverá ser emitido e autorizado antes do início da
prestação do serviço de transporte intermunicipal e interestadual de
carga. Nos casos de contingência, a emissão deverá ser feita antes do início
da prestação, tendo como condição resolutória a sua autorização de uso.

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
71
Além disso, o respectivo DAMDFE deverá ser impresso e acompanhar a
carga desde o início da prestação.
No entanto, a legislação estabelece alguns casos nos quais
excepcionalmente a emissão do MDF-e e a impressão do respectivo
DAMDFE poderão ocorrer após o início da prestação de serviço.

Conforme o § 4º da cláusula décima primeira do Ajuste Sinief 21/10,


na prestação de serviço de transporte de cargas, ficam permitidas a emissão
do MDF-e e a impressão do DAMDFE para os momentos abaixo indicados,
relativamente:
I - ao modal aéreo, após a decolagem da aeronave, desde que a
emissão e a correspondente impressão ocorram antes da próxima
aterrissagem;
II - à navegação de cabotagem, após a partida da embarcação,
desde que a emissão e a correspondente impressão ocorram antes da
próxima atracação;
III - ao modal ferroviário, no transporte de cargas fungíveis
destinadas à formação de lote para exportação no âmbito do Porto
Organizado de Santos, após a partida da composição, desde que a
emissão e a correspondente impressão ocorram antes da chegada ao
destino final da carga.

Além disso, conforme § 5º da cláusula décima primeira do Ajuste


Sinief 21/10, no transporte de cargas realizado no modal ferroviário, fica
dispensada a impressão do DAMDFE, devendo ser disponibilizado em
meio eletrônico, quando solicitado pelo fisco.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Não poderá haver divergências entre o MDF-e e sua representação
gráfica (DAMDFE), razão pela qual o ideal é que o DAMDFE seja impresso
pelo mesmo sistema gerador do MDF-e. Respeitada essa condição, o
DAMDFE poderá ser impresso, reimpresso ou copiado, de forma a atender às
diversas exigências impostas pela legislação.

Quantos MDF-e sou obrigado a emitir na minha operação


De acordo com o § 2.º da cláusula terceira do Ajuste Sinief 21/10,
“deverão ser emitidos tantos MDFe distintos quantas forem as unidades
federadas de descarregamento, agregando, por MDF-e, os documentos
referentes às cargas a serem descarregadas em cada uma delas”.

Exemplo: uma empresa transportadora “A” carregou um caminhão no


RJ e quer descarregar parte da carga nos seguintes municípios:
• São Paulo, SP;
• Ribeirão Preto, SP;
• Campinas, SP;
• Curitiba, PR;
• Londrina, PR.

Nesse caso, há 2 (duas) UFs de descarregamento: São Paulo e Paraná.


Portanto, a empresa “A” deverá emitir 2 (dois) MDF-e para essa carga no
RJ:
• 1 (um) MDF-e com UF de descarregamento SP- e transportar
nesse MDF-e os documentos referentes à carga que será
descarregada em SP;

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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• 1 (um) MDF-e com UF de descarregamento PR – e transportar
nesse MDF-e os documentos referentes à carga que será
descarregada em PR.

Vários contribuintes se juntam para contratar um TAC (transportador


autônomo de cargas) para realizar o transporte.

Quem deve emitir MDF-e?, nesse caso, quem está obrigado a emitir o
MDF-e é o contratante do TAC. Quando diversos remetentes (ou
destinatários) contratarem um TAC, cada contratante deverá emitir o(s)
MDF-e referente à sua carga. Frisamos que o contratante poderá ser tanto o
remetente como o destinatário, a regra é a mesma.

Por exemplo, se três (3) remetentes (X, Y e Z) contratarem um TAC


para levar uma carga do Rio de Janeiro (UF de carregamento) até São Paulo
(UF de descarregamento), deverá haver três (3) MDF-e acompanhando a
carga durante o percurso.
MDF-e X: emitido por X vinculando as NF-e emitidas por X;
MDF-e Y: emitido por Y vinculando as NF-e emitidas por Y;
MDF-e Z: emitido por Z vinculando as NF-e emitidas por Z.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Tipos de emitente de MDF-e

Há três tipos de emitente (tpEmit):

Tipos de Emitente de MDF-e (tpEmit)


Prestador de serviço de
transporte 1. “tpEmi=2” para emitentes de NF-e e pelas
transportadoras quando estiverem fazendo
Transportador de Carga transporte de carga própria.
Própria

Prestador de serviço de 1. tpEmit = 3 será utilizado pelo transportador


transporte que emitirá que emitirá CT-e Globalizado a posteriori
CT-e Globalizado. para englobar repetidas prestações

2. tpEmit =1 Nos demais casos de serviço


transporte com emissão do CT-e antes do
início da prestação, o emitente deverá
preencher o tpEmit =1, listando no Grupo
de Documentos Vinculados (campo
InfDoc) o (os) respectivo (os) CT-e.

Tipos de transportador e preenchimento do MDF-e


No MDF-e, há três tipos de transportador que podem ser
identificados no campo tpTransp:
▪ 1 - ETC (Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas) quando
se tratar de: pessoa jurídica constituída por qualquer forma prevista em Lei
que tenha o transporte rodoviário de cargas como atividade econômica
(Resolução ANTT 4.799 de 27/07/2015);
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▪ 2 - TAC (Transportador Autônomo de Cargas) quando se tratar de:
pessoa física que exerce, habitualmente, atividade profissional de transporte
rodoviário remunerado de cargas, por sua conta e risco, como proprietária, co
proprietária ou arrendatária de até três veículos automotores de cargas
(Resolução ANTT 4.799 de 27/07/2015);
▪ 3 - CTC (Cooperativa de Transporte Rodoviário de Cargas)
quando se tratar de: sociedade simples, com forma e natureza jurídica
própria, de natureza civil, constituída para atuar na prestação de serviços de
transporte rodoviário de cargas, visando à defesa dos interesses comuns dos
cooperados (Resolução ANTT 4.799 de 27/07/2015);.

Quando o emitente for Transportador de Carga Própria (tpEmit=2) e o


transporte ocorrer em veículos próprios ou arrendados (ou seja, se não houver
contratação de TAC) a informação do tipo de transportador (tpTransp) não
deverá ser preenchida.

DAMDFE e MDF-e são a mesma coisa


➔ Documento Auxiliar de MDF-e – DAMDFE é uma
representação gráfica simplificada do MDF-e impressa em
papel comum e possibilita a consulta do MDF-e nas Barreiras
Fiscais por meio de seu código de barras.

Dessa forma, DAMFDE e MDF-e não se confundem. Enquanto o


MDF-e é o documento fiscal propriamente dito, com validade jurídica e
existência exclusivamente digital (arquivo XML), o DAMDFE é apenas uma
representação gráfica do MDF-e, impresso em papel.
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O DAMDFE deverá ser impresso e acompanhar o transporte da carga.
No entanto, no transporte de cargas realizado no modal ferroviário, fica
dispensada a impressão do DAMDFE, devendo ser disponibilizado em meio
eletrônico, quando solicitado pelo fisco (§ 5º da cláusula décima primeira do
Ajuste Sinief 21/10).

Ressalta-se que a Administração Fazendária não oferece software


emissor gratuito. Os contribuintes deverão buscar soluções disponíveis no
mercado ou o desenvolvimento próprio.

2.2.6 NFA-e Nota Fiscal Avulsa

A NFA-e (Nota Fiscal Avulsa eletrônica) integra o projeto de


documentos fiscais eletrônicos, iniciado em 2005 com a instituição da NF-e
(Nota Fiscal eletrônica), modelo 55, que utiliza a série 895 e 899, para
substituir a Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A. Esse novo documento é emitido de
acordo com as especificações técnicas impostas às NF-e, previstas no Manual
de Orientação do Contribuinte (MOC), correspondendo, portanto, ao mesmo
modelo 55.

Por premissa, o documento fiscal eletrônico tem existência apenas


digital, sendo emitido e armazenado eletronicamente. Sua validade jurídica é
garantida pela assinatura digital do emissor.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Diferentemente dos demais modelos de documentos fiscais eletrônicos
(NF-e, NFC-e, CT-e e MDF-e), que são assinados digitalmente pelo próprio
remetente, a NFA-e é assinada pela Secretaria de Estado de Fazenda.

As seguintes normas regulamentam a matéria:

Âmbito federal:
• Ajuste SINIEF 07/05;
• Ajuste SINIEF 07/09.

Âmbito estadual:
• Livro VI do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00);
• Anexo VI da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.

A documentação técnica da NFA-e está disponível no Portal Nacional da


NF-e.

Substitui

A NFA-e será utilizada em substituição à nota emitida manualmente.

Quando deve ser emitida

Esse documento se destina, especialmente, a usuários não obrigados


à inscrição estadual, mas que, eventualmente, necessitam de documentos
fiscais para movimentação de bens.

● micro e pequenas empresas,


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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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● contribuinte na situação cadastral paralisado, para movimentar
bem do ativo ou material de uso e consumo;
● autônomos que não possuem CNPJ,
● microempreendedores individuais
● pessoas não obrigadas à emissão de documentos fiscais e que
dela necessitarem.

Acesso

O aplicativo da NFA-e está disponível em www.fazenda.rj.gov.br/nfae.

O acesso à aplicação NFA-e dependerá de certificado digital ou cadastro


(senha), de acordo com o usuário:

Resposta da SEFAZ

A SEFAZ enviará para os e-mails do remetente e do destinatário


informações relativas à NFA-e, como seu número, sua chave de acesso.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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NÃO É EXIGIDA a emissão de NFA-e por não contribuinte do ICMS
para acobertar a:

I - circulação de bem do ativo fixo e material de uso e consumo


pertencente à pessoa jurídica;

II - circulação de móveis e utensílios pertencentes às pessoas físicas;

III - devolução de mercadorias;

IV - importação de bens e materiais de uso e consumo, observado o


disposto no parágrafo único do art. 5º do Livro XI deste Regulamento;

V - exportação de bens.

Nesse caso poderá ser utilizada simples declaração, romaneio e ainda,


caso se trate de empresa prestadora de serviço sujeito ao ISSQN, documento
fiscal previsto na legislação municipal.

§7º e 8º, art. 35, Anexo I, Livro VI, RICMS RJ

Consulta a NFS-e

Após a concessão de Autorização de Uso da NFA-e, a SEFAZ


disponibilizará consulta relativa à NFA-e e aos eventos relacionados.

A consulta à NFA-e será disponibilizada na página da SEFAZ, na


Internet, pelo prazo mínimo de 180 (cento e oitenta) dias.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Emissão de NF-e de Entrada

O contribuinte destinatário de NFA-e deverá acobertar a entrada da


mercadoria mediante emissão de NF-e, cuja escrituração se fará com
referência à NFA-e recebida.

2.2.7 CT-e OS Modelo 67 - Conhecimento de Transporte


Eletrônico Outros Serviços

O Conhecimento de Transporte Eletrônico Outros Serviços - CT-e OS


(modelo 67) é um documento de existência apenas digital, emitido e
armazenado eletronicamente.
Deve-se deixar claro que o CT-e OS só tem valor fiscal quando tiver
sido autorizado pela SEFAZ.
A obrigatoriedade de utilização do CT-e OS se iniciou em 02 de
outubro de 2017.

As seguintes normas regulamentam a matéria:


Âmbito federal:
• Ajuste SINIEF 09/07;
• Convênio ICMS 93/12;
• Convênio ICMS 96/09;
• Protocolo ICMS 149/09;
Âmbito estadual:
• Anexo III-A da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.
A documentação técnica do CT-e OS está disponível no Portal SVRS
do CT-e.
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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Substitui
O CT-e OS, modelo 67, é a versão eletrônica da Nota Fiscal de Serviço
de Transporte, modelo 7.

Quando deve ser emitido


CT-e OS, modelo 67, deve acobertar prestações de serviço de
transporte em todos os modais (rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário).
Quando acobertar a prestação de serviço de transporte de pessoas.

Quem deve emitir


O CT-e OS deverá ser emitido por:
▪ Agência de viagem ou por transportador, sempre que executar, em
veículo próprio ou afretado, serviço de transporte intermunicipal,
interestadual ou internacional, de pessoas;
▪Transportador de valores para englobar, em relação a cada
tomador de serviço, as prestações realizadas, desde que dentro do período de
apuração do imposto;
▪ Transportador de passageiros para englobar, no final do período de
apuração do imposto, os documentos de excesso de bagagem emitidos
durante o mês.

O que é e para que serve o DACTE OS


O DACTE OS (Documento Auxiliar) é uma representação gráfica
simplificada do CT-e OS impressa em papel comum. Ele não se confunde
com o CT-e OS, sendo sua validade vinculada à existência de um CT-e OS

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
82
(documento digital). O DACTE OS, no caso de serviço de transporte de
pessoas, obrigatoriamente deverá acompanhar o veículo durante o transporte.
O DACTE OS serve apenas para acompanhar o veículo durante a
prestação do serviço de transporte e para a consulta do CT-e OS por meio da
chave de acesso numérica ali impressa, representada e impressa em código de
barras. Permite ao detentor do documento confirmar a efetiva existência do
CT-e OS, por meio dos sítios das Secretarias de Fazenda Estaduais
autorizadoras ou Receita Federal do Brasil.

2.2.8 BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico

O Bilhete de Passagem Eletrônico – BP-e (modelo 63) é um


documento de existência apenas digital, emitido e armazenado
eletronicamente.
Importante ressaltar que o BP-e, modelo 63, deve acobertar
prestações de serviço de transporte de passageiros nos modais
rodoviário, ferroviário e aquaviário. A validade jurídica do BP-e é
garantida pela assinatura digital do emitente e pela autorização de uso, sendo
sua autorização de uso concedida pela administração tributária, antes da
ocorrência do fato gerador. Deve-se deixar claro que o BP-e só tem valor
fiscal quando tiver sido autorizado pela SEFAZ.

Importante frisar que a obrigação de BP-e abrange os modais


rodoviário, aquaviário e ferroviário. O modal aéreo não está incluso, já que
as empresas de transporte aéreo de passageiros têm regime especial conforme
disposto no Ajuste SINIEF 05/01.
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Obrigatoriedade do uso do BP-e a partir de 1º de julho de 2019.

As seguintes normas regulamentam a matéria:


Âmbito federal:
• Ajuste Sinief 01/17;
• Convênio SINIEF 06/89;
Âmbito estadual:
• Capítulo XIX do Livro IX do RICMS/00 (Decreto nº 27.427/00)
• Anexo III-B da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.
A documentação técnica do BP-e está disponível no Portal do BP-e
SVRS.

BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico

Substitui
Os contribuintes que realizarem prestações de serviço de transporte
interestadual e intermunicipal de passageiros deverão emitir BP-e, modelo
63, em substituição ao:
1. Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13
2. Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14;
3. Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16;
4. Cupom Fiscal Bilhete de Passagem emitido por equipamento
Emissor de Cupom Fiscal (ECF).

art. 1º Anexo III-B da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14

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Quando deve ser emitido
Quando realizarem prestações de serviço de transporte interestadual e
intermunicipal de passageiros.

Quantos BP-e deve ser emitido


Será emitido um BP-e por passageiro por assento, caso o passageiro
opte por ocupar mais de um assento deverá ser emitido o número
correspondente de BP-e.

O que é e para que serve o DABPE


O DABPE é um documento fiscal auxiliar, sendo apenas uma
representação simplificada em papel da transação de venda do bilhete de
passagem, de forma a facilitar a consulta do documento fiscal eletrônico, no
ambiente da SEFAZ, pelo comprador por meio da chave de acesso numérica
ali impressa. Ele não se confunde com o BP-e (arquivo XML), sendo sua
validade vinculada à existência de um BP-e (documento digital).

2.2.9 NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) - NOTA

CARIOCA

Considera-se Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e o documento


emitido e armazenado eletronicamente em sistema próprio da Prefeitura,
com o objetivo de registrar as operações relativas à prestação de serviços.

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Quem está obrigado à emissão da NFS-e

Todos os prestadores de serviços sujeitos ao ISS prestados por


estabelecimentos sediados no Município do Rio de Janeiro estão obrigados à
emissão da NFS-e (NOTA CARIOCA) quando da prestação de serviços.

Emissão da NFS-e em Regime Especial

Alguns prestadores, devem emitir NFS-e em regime especial, com


dados agregados, e portanto, não têm que entregar a Nota Carioca aos
tomadores de serviços.

São os casos de:

I – transporte público coletivo rodoviário de passageiros, prestados por


permissionárias e concessionárias (1 NFS-e por dia, por linha);

II – transporte público coletivo de passageiros, ferroviário, metroviário,


aquaviário, teleférico ou por qualquer outro modal não citado no inciso I
deste parágrafo, prestado por permissionárias, concessionárias ou
arrendatárias (1 NFS-e por dia);

III – exploração de rodovias (1 NFS-e por dia);

IV – venda de bilhetes e demais produtos de loteria (1 NFS-e por dia);

V – exploração de banheiros públicos (1 NFS-e por dia, por banheiro


explorado);

VI – reprografia, cujo valor seja inferior a R$ 10,00 (dez reais), quando


o tomador do serviço for pessoa natural (1 NFS-e por dia);

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VII – serviços de valor adicionado suportados por serviços de
telecomunicações, nos termos da Lei Federal nº 9.472, de 16 de julho de
1997 (1 NFS-e por mês);

VIII – administração de benefícios relativos a planos privados de


assistência à saúde coletivos (1 NFS-e por mês, por operadora de plano de
assistência à saúde e por cada pessoa jurídica contratante);

IX – instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco


Central do Brasil (1 NFS-e – NOTA CARIOCA por mês, para cada código
de serviço prestado, emitida pelo estabelecimento da inscrição municipal
centralizadora);

X – intermediação de serviços entre pessoas físicas, inclusive o


Microempreendedor Individual – MEI de que trata o art. 18-A, § 1º, da Lei
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, realizada exclusivamente
pela internet (1 NFS-e – NOTA CARIOCA por mês, no valor total das
comissões recebidas);

XI – competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com


ou sem a participação do espectador (1 NFS e – NOTA CARIOCA por jogo,
disputa ou evento, no valor correspondente ao total auferido com a venda de
ingressos);

XII – veiculação de publicidade na internet, contratada por pessoas


naturais (1 NFS e – NOTA CARIOCA por mês, com o valor total da receita
auferida, no mês, com serviços de veiculação de publicidade na internet
prestados a pessoas naturais, informando-se, no campo “Discriminação dos
serviços”, a quantidade de tais prestações) ;

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XIII – disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio,
vídeo, imagem ou texto por meio da internet, para pessoas naturais (1 NFS e
– NOTA CARIOCA por mês, com o valor total da receita auferida, no mês,
com serviços de disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de
áudio, vídeo, imagem ou texto por meio da internet, para pessoas naturais,
informando-se, no campo “Discriminação dos serviços”, a quantidade de tais
prestações);

XIV – administração de cartões de crédito ou débito e congêneres; e

XV – prestação de serviços de profissionais-parceiros para


salões-parceiros, nos termos da Lei federal nº 12.592, de 18 de janeiro de
2012.

A vedação à emissão da NFS-e abrange quais prestadores de serviço


A emissão da NFS-e – Nota Carioca é vedada:

a) aos profissionais autônomos;

b) aos leiloeiros; e

c) às corretoras de seguros, quanto aos serviços de corretagem


prestados a seguradoras estabelecidas no Município.

Entidades Imunes ou Isentas


As entidades Imunes ao ISS, enumeradas pelo art. 150, VI, da
Constituição Federal, ou Isentas estão obrigadas à emissão da NFS-e,
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
88
observado o cronograma definido em ato da Secretaria Municipal de Fazenda
e Planejamento.

O sistema da NFS-e permite a seleção do tipo de tributação do serviço,


no caso em questão: "imune" ou “isento”.

Neste caso, não serão concedidos incentivos em favor do tomador dos


serviços.

Como deve ser emitida a NFS-e


A NFS-e deve ser emitida “on-line”, por meio da Internet, em sistema
próprio da Prefeitura, somente pelos prestadores de serviços estabelecidos no
Município do Rio de Janeiro, mediante a utilização da SENHA WEB ou
Certificado Digital, ou ainda mediante conversão de lotes de Recibos
Provisórios de Serviços (RPS), importando arquivo TXT ou XML (upload)
ou transmitindo os lotes por Web Services.

Quando deve ser emitida a NFS-e


A NFS-e deve ser emitida pelos prestadores de serviços a ela obrigados
por ocasião da execução do serviço, ou quando receberem adiantamento,
sinal ou pagamento antecipados, inclusive em bens ou direitos.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.2.10 DANFE

O DANFE (Documento Auxiliar da NF-e) é apenas uma


representação gráfica da NF-e, destinado à impressão em papel, que tem
como únicas funções:
• acompanhar o trânsito das mercadorias acobertado por NF-e;
• facilitar a consulta da NF-e.

O leiaute do DANFE deverá observar as especificações técnicas


definidas no Manual de Orientação do Contribuinte disponível no Portal
Nacional da NF-e.
Ressaltamos que, de acordo com o art. 14 do Anexo I do Livro VI do
RICMS/00, o DANFE poderá ser impresso em tamanho inferior ao A4 (210
X 297 mm), caso em que será denominado “DANFE Simplificado”,
observadas as definições constantes do Manual de Orientação do
Contribuinte, nas seguintes hipóteses:
I - venda ocorrida fora do estabelecimento;
II - estabelecimentos varejistas,
incisos do § 4.º do art. 49 deste Anexo.

2.2.11 DANFAE

O Documento Auxiliar da NFA-e (DANFAE) será utilizado para


acompanhar o trânsito de mercadorias acobertadas pela NFA-e e para facilitar
a sua consulta.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.2.12 NOTA FISCAL/CONTA DE FORNECIMENTO DE GÁS

A Nota Fiscal/Conta de Gás poderá ser emitida em uma única via por
SEPD e o contribuinte deve estar devidamente autorizado ao uso.
A emissão, escrituração, manutenção e prestação das informações
relativas aos documentos fiscais atenderá o disposto na legislação e demais
instruções previstas no Manual de Orientação do Convênio ICMS 115/03.

Art.1º, Anexo XVII, Parte II da Resolução Sefaz 720/14

2.2.13 NOTA FISCAL/CONTA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA

As empresas concessionárias de distribuição de água canalizada ficam


autorizadas a manter apenas um de seus estabelecimentos inscrito no
CAD-ICMS, dispensados dessa exigência os demais locais onde exercer sua
atividade.
O estabelecimento inscrito, designado centralizador, fica responsável
pelo cumprimento das obrigações principal e acessórias.
A concessionária de distribuição de água canalizada pode imprimir
(papel térmico) e emitir simultaneamente Nota Fiscal/Conta de
Fornecimento de Água em via única, por meio de impressora térmica, no
momento da leitura dos dados relativos ao consumo, desde que observado o
disposto na legislação.
Para emissão e impressão do documento fiscal na forma prevista, a
concessionária deve estar devidamente autorizada ao uso de SEPD (Sistema
Eletrônico de Processamento de Dados).

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
91
Fica dispensada a autorização mediante AIDF e a indicação do prazo
de validade do referido documento.
No retorno do equipamento de coleta de dados e emissão de Nota
Fiscal/Conta de Fornecimento de Água ao estabelecimento da empresa, os
dados gravados devem ser transferidos para o computador central da
empresa de forma a possibilitar a geração do registro.

Art.1º ao 9º, Anexo XIV, Parte II da Resolução Sefaz 720/14

2.2.14 EMISSÃO EM VIA ÚNICA DA NOTA FISCAL/CONTA DE


FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
A Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6, ou qualquer outro
documento fiscal relativo ao fornecimento de energia elétrica, poderá ser
emitida em uma única via por SEPD.
Para emissão e impressão do documento fiscal na forma prevista, o
contribuinte deve estar devidamente autorizada ao uso de SEPD (Sistema
Eletrônico de Processamento de Dados).
Deverá ser impressa na 1ª via do documento fiscal a chave de
codificação digital que atenda a especificação prevista no Manual de
Orientação do Convênio ICMS 115/03.

Art.3º, Anexo XV, Parte II da Resolução Sefaz 720/14

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.2.15 EMISSÃO EM VIA ÚNICA DA NOTA FISCAL DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO E
TELECOMUNICAÇÃO
Poderão ser emitidos em uma única via, por SEPD, os seguintes
documentos:

I - Nota Fiscal de Serviço de Comunicação, modelo 21;

II - Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações, modelo 22;

III - qualquer outro documento fiscal relativo à prestação de serviço de


comunicação.
A emissão, escrituração, manutenção e prestação das informações
relativas aos documentos fiscais atenderá o disposto previsto no Manual de
Orientação do Convênio ICMS 115/03.

Art.1º, Anexo XVI, Parte II da Resolução Sefaz 720/14

2.2.16 CONTINGÊNCIA

NF-e
Quando não for possível transmitir a NF-e ou obter resposta à
solicitação de autorização de uso em decorrência de problemas técnicos, o
contribuinte poderá operar em contingência para gerar arquivos, indicando
este tipo de emissão, conforme definido no Manual de Orientação do
Contribuinte.
Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Em relação às NF-e que foram transmitidas antes da contingência e
ficaram pendentes de retorno, o emitente deverá, após a cessação das
falhas:
I - solicitar o cancelamento da NF-e que retornaram com
autorização de uso e cujas operações não se efetivaram ou foram
acobertadas por NF-e emitidas em contingência;
II - solicitar a inutilização da numeração das NF-e que não foram
autorizadas nem denegadas.
art.21, Anexo I, Livro VI, RICMS RJ

NFC-e
Quando não for possível transmitir a NFC-e ou obtiver resposta à
solicitação de autorização de uso em decorrência de problemas técnicos, o
contribuinte deverá efetuar a geração prévia do documento fiscal eletrônico
em contingência, do qual constará a indicação “emitido em contingência” e,
posteriormente, autorizá-lo, observado o Manual de Orientação do
Contribuinte.
art.62, Anexo I, Livro VI, RICMS RJ

Para demais contingências, consultar os Manuais disponibilizado pela


SEFAZ-RJ.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.3 INCLUSÃO DO TELEFONE E ENDEREÇO DO ÓRGÃO DE
FISCALIZAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
É obrigatória a inclusão de telefone e endereço do órgão de
fiscalização do Estado do Rio de Janeiro em Defesa do Consumidor –
Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor - PROCON–RJ e da
Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro – ALERJ nos documentos fiscais emitidos pelos
estabelecimentos Comerciais, Industriais e de Serviços do Estado do Rio
de Janeiro.

Sempre que ocorrer alteração dos telefones, endereços ou


nomenclatura do(s) organismo(s) os estabelecimentos ficam obrigados após
30 (trinta) dias da publicação providenciar a alteração.

A inobservância ao disposto nesta Lei sujeitará o infrator às


penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor, instituído pela
Lei nº 8078, de 11 de setembro de 1990.

Devem ser informados nos DF-e os seguintes dados do PROCON-RJ e


da CODECON:

1. PROCON-RJ: tel. 151, end. Av. Rio Branco, 25 - 5º andar,


Centro/RJ.
2. CODECON: tel. 0800 282 7060, end. R. da Alfândega, 8 –
Centro/RJ.

Lei nº 5.817/10

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.4 PREOCUPAÇÕES ANTES DE EMITIR O SEU DOCUMENTO
FISCAL
Com o fim do emissor gratuito disponibilizado pela Sefaz (Secretaria
da Fazenda), empresas que utilizavam o sistema precisam buscar outras
alternativas para realizar o processo.

Mas primeiramente, você precisa saber algumas informações antes de


começar a emitir suas notas fiscais. Para se adequar à nota fiscal eletrônica é
preciso se atentar à algumas questões:

Saiba qual tipo de nota fiscal a sua empresa deve emitir


Existem tipos de notas fiscais diferentes para determinadas categorias,
dependendo de qual você precisa formalizar conforme vimos anteriormente.

Verifique o cenário geral da sua empresa


Para a emissão da nota fiscal, é preciso entender qual é o
enquadramento tributário da sua empresa e o tipo de nota fiscal que você
irá emitir.

Faça seu cadastro no governo


Para emitir qualquer tipo de nota fiscal eletrônica, você precisa estar
credenciado nos órgãos competentes da sua cidade ou estado, dependendo da
sua atividade.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Geralmente, o cadastro pode ser feito online e são exigidos
documentos como contrato social da empresa e CPF/RG do responsável.

Mas, como a legislação varia em cada cidade e estado, você deve


consultar para saber quais são os procedimentos.

Tenha um certificado digital


Para emitir, é necessário ter um certificado digital. Trata-se de uma
assinatura digital utilizada por pessoas físicas ou jurídicas que valida a NF-e.
Funciona como uma identidade eletrônica usada para identificação no meio
virtual. Para possuir esse documento é necessário ser cadastrado em uma
certificadora, que é facilmente encontrada.

Tenha um programa com emissão de NF-e


Após todas as etapas acima, você precisa encontrar um software com
emissão de nota fiscal eletrônica.

2.5 PREENCHENDO OS CAMPOS DE UMA NOTA FISCAL

A emissão de nota fiscal é uma das tarefas mais importantes para


qualquer empresa. Ela não só é responsável pela garantia dos pagamentos dos
tributos, mas também ajuda a contabilidade a ficar em dia.

Ao mesmo tempo, a emissão pode se tornar muito complexa quando


você não conhece o que deve ser feito. Cheia de campos cabíveis ao
preenchimento, a nota fiscal exige que tudo seja inteirado corretamente para
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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a sua aprovação. Quanto mais conhecimentos você tiver sobre o assunto,
mais fácil e descomplicada será a execução dessa tarefa.

2.5.1 Código NCM

NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) é um código de oito


dígitos estabelecido pela legislação federal para identificar as mercadorias
e facilitar o comércio internacional.

O código NCM é adotado por todos os países membros do Mercosul


desde janeiro de 1995 e tem como base o método internacional de
classificação de mercadoria (SH – Sistema Harmonizado de Designação e de
Codificação de Mercadorias) .

O código deve ser informado obrigatoriamente na NF-e, NFA-e e


NFC-e.

Ele pode ser consultado em:

- Portal Nacional da NF-e (no menu, clique em "Documentos" e, em


seguida, em "Diversos")

- Receita Federal do Brasil (Tabela de incidência TIPI)

Fique atento a mudanças. Frequentemente, novos códigos são criados e


outros extintos.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Para mais informações sobre NCM, consulte os manuais disponíveis
em www.fazenda.rj.gov.br/dfe

Em caso de dúvidas sobre a correta classificação fiscal de mercadorias,


entre em contato com a Receita Federal do Brasil.

documentosfiscais@rfb.gov.br

Composição do código NCM


O código NCM é composto por 8 dígitos, os 6 primeiros
representam a classificação SH da mercadoria e os 2 últimos dígitos
representam classificações específicas do Mercosul, seguindo a estrutura
apresentada a seguir:

● 2 primeiros dígitos do SH – Capítulo: características de cada


produto.
● 4 primeiros dígitos do SH – Posição: desdobramento da
característica de uma mercadoria identificada no Capítulo.
● 6 primeiros dígitos do SH – Subposição: desdobramento da
característica de uma mercadoria identificada na posição.
● 7º dígito da NCM – Item: classificação do produto.
● 8º dígito da NCM – Subitem: classificação e descrição mais
completa de uma mercadoria.

Agora vamos entender a estrutura do código NCM analisando o caso


real do NCM 0102.29.10.
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● NCM: 0102.29.10
● 01: Capítulo do SH – Animais Vivos;
● 0102: Posição do SH – Animais Vivos da espécie bovina
● 0102.29: Subposição do SH – Bovinos domésticos
● 0102.29.1: Item – Para reprodução
● 0102.29.1.0: Subitem: Outros

Na hipótese de se tratar de item que não possa ser classificado


(alimentos servidos nos restaurantes, por exemplo), o campo deve ser
preenchido com 8 zeros: “00000000” (Nota Técnica 2014/004).

NFC-e e o NCM
O código NCM consta do XML, mas não é impresso no DANFE NFC-e.

Os erros Comuns
É através do código NCM que é possível saber os custos, exigências
fiscais e administrativas para um processo de importação seguro.
Outro fator importante é saber que a NCM da mercadoria é que
define a tributação de impostos como IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados), II (Imposto de Importação) e ICMS (Imposto sobre
circulação de Mercadorias e Serviços).

Ou seja, um produto classificado de forma inadequada complica o


cálculo das alíquotas e, em alguns casos, pode causar a devolução da
mercadoria ou a retenção alfandegária. Um erro no preenchimento do NCM
pode, inclusive, prejudicar a saúde das operações, uma vez que os benefícios
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
100
fiscais e as aplicações de substituição tributária, reduções e isenções, utilizam
esse código para os cálculos.
Os erros mais comuns são a empresa informar incorretamente a NCM,
que foi classificada de maneira negligente ou mesmo tendenciosa, para
escapar do regime de substituição tributária ou para ter uma margem de valor
agregado menor.
Nesses casos, a multa pode chegar a 1% do seu valor.

Um preenchimento de NCM incorreto ou ausência na BL (Bill of


Landing, ou, em português, Conhecimento de Embarque) pode incorrer em
multa de R$ 5.000,00. Se isso acontecer na LI (Licença de Importação) e a
descrição estiver incorreta pode causar multa de 15% sobre o valor da
mercadoria mais 1% por causa da classificação errada.
Outro erro está relacionado às alíquotas de tributos incidentes na
comercialização e circulação desses produtos, que podem incluir IPI, II e
ICMS. A mercadoria pode ficar presa na alfândega ou até mesmo ser
devolvida ao país de origem.
Se para uma empresa varejista isso já é uma dor de cabeça e tanto,
agora imagine essa escala em uma empresa do setor automotivo, por
exemplo, que trabalha importando peças de carros: todas as milhares de
peças que compõem um automóvel precisam ser classificadas a partir de uma
tabela com mais de 10 mil códigos. Já visualizou o tamanho do rombo nas
contas?

Os Motivos De Errar

O maior desafio para as empresas é escolher o NCM mais adequado a


cada item. Como resultado dessa complexidade, muitas vezes as empresas
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
101
não encontram um código específico e acabam utilizando a classificação
genérica.
Ao entregar os arquivos fiscais às receitas estaduais e federais, a
movimentação dos produtos na empresa passa a ser de conhecimento do
Fisco. Analisando essas informações, a fiscalização pode cruzar o que o
varejista vendeu e como vendeu, constatando a consistência dessa
informação.

Fazer o preenchimento do NCM com descrição de itens incompletos


ou inexatos, falta de padronização, utilizando classificações diferentes para o
mesmo item, ou pior, escolhendo o NCM genérico, como falamos, tem um
potencial enorme de estrago nas contas da empresa.

Além disso, existe o outro lado: um comerciante que receber um


produto com código incorreto precisa passar para o seu fornecedor o código
correto para não correr o risco de ser autuado. Se for constatado o erro na
codificação, o Fisco vai verificar os lançamentos realizados pela empresa no
passado e poderá ser cobrada a diferença de alíquota, com as multas e juros
relacionados.
Novamente, errar no preenchimento do NCM é um tiro no pé!

Como fazer correção da NCM


Uma das causas da demora para se encontrar o código certo e o
artifício e usar um genérico é porque são mais de 10 mil linhas de códigos.
Existem diferentes formas de fazê-la, dependendo do caso. A primeira
delas pode se dar logo ao constatar o erro. Essa alternativa, porém, só é
válida durante as primeiras 24 horas após a emissão da NF-e a

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
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102
mercadoria não pode ter entrado em circulação. Sendo assim, basta emitir
uma nova NF-e.
Outra opção de correção consiste em, ao receber uma mercadoria com
a codificação equivocada, informar imediatamente ao fornecedor a
numeração correta.

Há, ainda, a possibilidade de emitir uma Carta de Correção


Eletrônica (CC-e). De acordo com o texto do Ajuste SINIEF 7/2005,
cláusula 14ª – A, pode-se corrigir erros em diversos campos da nota fiscal,
inclusive na NCM, por meio da carta. Ela deve ser transmitida, segundo a lei,
“à administração tributária da unidade federada do emitente”.

De qualquer modo, é preciso ter muito cuidado, pois a CC-e não pode
corrigir erros relacionados a:
● variáveis que determinam o valor do imposto;
● data de emissão ou de saída;
● dados cadastrais que alterem o remetente ou o destinatário.

Como evitar erros da NCM


Orientamos os contribuintes a procurar no mercado um sistema
atualizado para que o seu produto esteja sempre com o código correto e o
preenchimento do NCM seja realizado da maneira como deve ser.
Contar com apoio de uma consultoria externa significa obter olhar
estratégico!
Para evitar problemas com o Fisco, é importante atualizar a base
cadastral em relação aos códigos NCM que a empresa utiliza, já que com
um NCM inexistente, a nota fiscal será rejeitada.
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2.5.2 Código CST - Código da Situação Tributária

O Código de Situação Tributária, ou apenas CST, é um classificador


que determina a incidência do ICMS sobre um produto ou serviço.
Ele serve para orientar os contribuintes no processo de comercialização
de mercadorias e auxiliar as entidades federativas no processo de fiscalização
tributária.

Como ele se constitui


O Código de Situação Tributária é formado por três dígitos, cada qual
deles indica algum detalhe sobre o produto ou serviço a que se aplica. E,
nesse aspecto, existem duas tabelas que orientam a composição do CST. São
as chamadas de:
● Tabela A – Origem da Mercadoria ou Serviço
● Tabela B – Tributação pelo ICMS.

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104
Como identificar o correto CST de um produto
Para classificar suas mercadorias ou serviços de acordo com o Código
de Situação Tributária, os contribuintes devem se basear, principalmente, nos
dados dispostos nas tabelas de origem e de tributação pelo ICMS que
acima foram apresentadas. O processo é bem simples, exigindo apenas
conhecimentos básicos sobre o produto e o regime de tributação adotado
pela empresa.

Se o item que se deseja classificar é de origem nacional, por exemplo,


basta consultar na Tabela A – Origem da Mercadoria e Serviço qual é o
indicador numérico para essa característica — no caso, é o zero. Depois
disso, basta verificar na Tabela B – Tributação pelo ICMS qual é o dígito
equivalente à modalidade de apuração em questão. Se a cobrança do ICMS
sobre o produto tiver, hipoteticamente, ocorrido de forma anterior no regime
de substituição tributária, o indicador numérico será o 10. Assim, o CST final
da mercadoria será 010.

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TABELA DE COMBINAÇÕES DO CST

É a tabela que apresenta todos os resultados possíveis do cruzamento


entre as tabelas A e B do Código de Situação Tributária. Dessa forma, há o
seguinte:

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O CST e outros tributos
Embora possua relação direta com o ICMS, o Código de Situação
Tributária também pode se conectar a outros tributos, como o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social (PIS) e a
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Para esses
casos, existem tabelas específicas, como se pode ver abaixo:

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TABELA CST DO PIS, COFINS

CST (CÓDIGOS DE SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA)

Os Códigos foram estabelecidos através da Instrução Normativa RFB nº


1.009, de 10 de fevereiro de 2010.

Os CST devem ser utilizados para a parametrização dos produtos contidos


na empresa, item a item.

PIS E COFINS

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SAÍDAS

Código – Descrição

01 – Operação Tributável com Alíquota Básica

02 – Operação Tributável com Alíquota por Unidade de Medida de Produto

03 – Operação Tributável com Alíquota por Unidade de Medida de Produto

04 – Operação Tributável Monofásica – Revenda a Alíquota Zero

05 – Operação Tributável por Substituição Tributária

06 – Operação Tributável a Alíquota Zero

07 – Operação Isenta da Contribuição

08 – Operação sem Incidência da Contribuição

09 – Operação com Suspensão da Contribuição

49 – Outras Operações de Saída

ENTRADAS

50 – Operação com Direito a Crédito – Vinculada Exclusivamente a Receita


Tributada no Mercado Interno

51 – Operação com Direito a Crédito – Vinculada Exclusivamente a Receita


Não-Tributada no Mercado Interno

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52 – Operação com Direito a Crédito – Vinculada Exclusivamente a Receita
de Exportação

53 – Operação com Direito a Crédito – Vinculada a Receitas Tributadas e


Não-Tributadas no Mercado Interno

54 – Operação com Direito a Crédito – Vinculada a Receitas Tributadas no


Mercado Interno e de Exportação

55 – Operação com Direito a Crédito – Vinculada a Receitas Não Tributadas


Mercado Interno e de Exportação

56 – Oper. c/ Direito a Créd. Vinculada a Rec. Tributadas e Não-Tributadas


Mercado Interno e de Exportação

60 – Crédito Presumido – Oper. de Aquisição Vinculada Exclusivamente a


Rec. Tributada no Mercado Interno

61 – Créd. Presumido – Oper. de Aquisição Vinculada Exclusivamente a


Rec. Não-Tributada Mercado Interno

62 – Crédito Presumido – Operação de Aquisição Vinculada


Exclusivamente a Receita de Exportação

63 – Créd. Presumido – Oper. de Aquisição Vinculada a Rec.Tributadas e


Não-Tributadas no Mercado Interno

64 – Créd. Presumido – Oper. de Aquisição Vinculada a Rec. Tributadas no


Mercado Interno e de Exportação

65 – Créd. Presumido – Oper. de Aquisição Vinculada a Rec.


Não-Tributadas Mercado Interno e Exportação

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66 – Créd. Presumido – Oper. de Aquisição Vinculada a Rec. Trib. e
Não-Trib. Mercado Interno e Exportação

67 – Crédito Presumido – Outras Operações

70 – Operação de Aquisição sem Direito a Crédito

71 – Operação de Aquisição com Isenção

72 – Operação de Aquisição com Suspensão

73 – Operação de Aquisição a Alíquota Zero

74 – Operação de Aquisição sem Incidência da Contribuição

75 – Operação de Aquisição por Substituição Tributária

98 – Outras Operações de Entrada

99 – Outras Operações

Abaixo o Pis e Cofins pela classificação, os produtos podem ser


classificados nas seguintes categorias:

Tributados

A grande maioria dos produtos, nessa categoria é devido o débito de Pis e


Cofins, mas também poderá se creditar caso a empresa pertença ao regime
não cumulativo;

Monofásicos

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Nessa categoria a regra das alíquotas gerais de 0,65% ou 1,65% para o PIS e
3% ou 7,6% para a COFINS já não é mais válida, isto acontece por que os
produtos Monofásicos possuem alíquotas diferentes dos demais produtos,
temos como exemplo, cervejas, refrigerantes, produtos de perfumaria,
dentre muitos outros, quem é obrigado a recolher tal tributo é o primeiro da
cadeia, sendo o industrial ou o importador, que irá recolher por toda a cadeia
seguinte, as demais empresas não pagarão o imposto em cima dos produtos
monofásicos mas também não poderão se creditar;

Substituição Tributária

Temos como exemplo os tabacos, cigarrilhas e também as motocicletas;

Alíquota Zero

Os produtos elencados na Alíquota Zero, geralmente são utilizados como


forma de incentivo pelo governo, para que fiquem mais baratos, geralmente
produtos da cesta básica, adubos, estes produtos não geram direito a crédito,
mas também não é devido o Pis e Cofins nas saídas;

Isenção

Na Isenção os impostos também não são devidos e os produtos não geram


direito a créditos;

Não Incidência

A não incidência ocorre quando naquela operação especifica não incide Pis
e Cofins

Suspensão

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Na Suspensão o produto é tributado de Pis/Cofins, porém ao vender o
produto em uma situação especifica, ele é suspenso de Pis e Cofins, temos
como exemplo a exportação.

2.5.3 CRT - Código de Regime Tributário

O CRT, instituído pelo Ajuste SINIEF 7/05, identifica o regime


tributário ao qual o contribuinte está submetido:

1 - Simples Nacional - O código 1 será utilizado pelo contribuinte


optante pelo Simples Nacional.

2 - Simples Nacional - excesso de sublimite da receita bruta. Deverá


ser preenchido o campo CST e não o campo CSOSN

3 - Regime Normal O código 3 será utilizado pelo contribuinte que


não estiver na situação 1 ou 2.

Como saber o Código de Regime Tributário

O primeiro passo é consultar o CNPJ ou Inscrição Estadual no Portal


do SINTEGRA.

1. Selecione o Estado em que a empresa se localiza; Exemplo: Rio


de Janeiro.

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2. Em seguida aparecerá uma caixa de CAPTCHA para preencher
os caracteres, e 2 opções de consulta: CNPJ ou Inscrição
Estadual.
3. Na sequência irá aparecer as informações disponíveis da
Empresa para consulta, basta observar o campo “Regime de
Apuração”.

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114
2.5.4 CSOSN - Código de Situação da Operação no Simples
Nacional
O CSOSN é a sigla para Código de Situação da Operação do Simples
Nacional. Em síntese, é uma numeração obrigatória que deve constar nas
notas fiscais das empresas que optaram pelo Simples Nacional como forma
de tributação.

Quando o Código de Regime Tributário – CRT for igual a “1”, e


SUBSTITUIRÁ os códigos da Tabela B – Tributação pelo ICMS do Anexo
Código de Situação Tributária – CST do Convênio s/nº de 15 de dezembro de
1970 PELO CSOSN ABAIXO.

TABELA B – Código de Situação da Operação no Simples


Nacional – CSOSN

101 – Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito –


Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da
alíquota do ICMS devido no Simples Nacional e o valor do crédito
correspondente.

102 – Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito –


Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da
alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não
estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900.

103 – Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita


bruta – Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Simples Nacional contemplados com isenção concedida para faixa de receita
bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006.

201 – Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e


com cobrança do ICMS por substituição tributária – Classificam-se neste
código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido
pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e com cobrança do ICMS por
substituição tributária.

202 – Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e


com cobrança do ICMS por substituição tributária – Classificam-se neste
código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS
devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas
nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900, e com cobrança do
ICMS por substituição tributária.

203 – Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita


bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária – Classificam-se
neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional
contemplados com isenção para faixa de receita bruta nos termos da Lei
Complementar nº 123, de 2006, e com cobrança do ICMS por substituição
tributária.

300 – Imune – Classificam-se neste código as operações praticadas por


optantes pelo Simples Nacional contempladas com imunidade do ICMS.

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400 – Não tributada pelo Simples Nacional – Classificam-se neste
código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional não
sujeitas à tributação pelo ICMS dentro do Simples Nacional.

500 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária


(substituído) ou por antecipação – Classificam-se neste código as operações
sujeitas exclusivamente ao regime de substituição tributária na condição de
substituído tributário ou no caso de antecipações.

900 – Outros – Classificam-se neste código as demais operações que


não se enquadrem nos códigos 101, 102, 103, 201, 202, 203, 300, 400 e 500.

Qualquer erro com o código, acaba gerando problemas fiscais, indo


desde pagar indevidamente alguns impostos.

CSOSN que deverá ser destacado é o CST a ser usado pela empresa
101: 00 (Tributada Integralmente), 20 (Com redução de Base de
Cálculo), 90 (Outras);

102: 00 (Tributada Integralmente), 20 (Com redução de Base de


Cálculo), 90 (Outras);

103: 40 (Isenta), 90 (Outras);

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201: 10 (Tributada e com cobrança de ICMS de substituição tributária),
30 (Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição
tributária), 70 (com redução da Base de Cálculo de Cobrança de ICMS), 90
(outras);

202: 10 (Tributada e com cobrança de ICMS de substituição tributária),


30 (Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição
tributária), 70 (com redução da Base de Cálculo de Cobrança de ICMS), 90
(outras);
203: 10 (Tributada e com cobrança de ICMS de substituição tributária),
30 (Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição
tributária), 70 (com redução da Base de Cálculo de Cobrança de ICMS), 90
(outras);

300: 40 (Isenta), 41 (Não tributada);

400: (Isenta), 50 (Suspensão);

500: 60 (ICMS pago anteriormente por substituição tributária);

900: 00 (Tributada Integralmente), 20 (Com redução de Base de


Cálculo), 51 (Diferimento), 90 (Outras).

§ 5º da cláusula terceira do Ajuste SINIEF 07/05,

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ATENÇÃO
A partir de 03.04.2023 fica REVOGADO o Anexo I - CÓDIGOS
DE DETALHAMENTO DO REGIME E DA SITUAÇÃO (TABELA A
(CRT) E TABELA B CSOSN) - pelo Ajuste SINIEF 14/19.
Após essa data a NF-e deverá conter o Código de Regime Tributário
- CRT - de que trata o Anexo III do Convênio s/nº, de 15 de dezembro de
1970.

ANEXO III

CÓDIGO DE REGIME TRIBUTÁRIO - CRT

1 - Simples Nacional

2 - Simples Nacional - excesso de sublimite da receita bruta

3 - Regime Normal

4 - Simples Nacional - Microempreendedor Individual - MEI

2.5.5 cEAN e cEANTrib


cEANTrib
Código de barras GTIN (antigo código EAN) do produto tributável,
ou seja, a unidade tributável que é utilizada para calcular o ICMS de
Substituição Tributária, como por exemplo a unidade de venda no varejo.

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119
cEAN
O cEAN é o código de barras GTIN (antigo código EAN) do produto
que está sendo enviado ao cliente na NF-e, de acordo com a forma/volume
de comercialização do produto, enquanto que o cEANTrib será o código de
barras GTIN (antigo EAN), da unidade tributável, ou seja, a menor unidade
comercializável
Exemplo: o cEAN é o identificador do pacote que está sendo vendido
enquanto o cEANTrib corresponde ao identificador dos itens dentro do
pacote.

O que é o GTIN
O GTIN, sigla de “Global Trade Item Number” é um identificador
para itens comerciais desenvolvido e controlado pela GS1, antiga EAN/UCC.

Os GTINs, anteriormente chamados de códigos EAN, são atribuídos


para qualquer item (produto ou serviço) que pode ser precificado, pedido ou
faturado em qualquer ponto da cadeia de suprimentos. O GTIN é utilizado
para recuperar informação pré-definida e abrange desde as matérias primas
até produtos acabados. GTIN é um termo “guarda-chuva” para descrever
toda a família de identificação das estruturas de dados GS1 para itens
comerciais (produtos e serviços). Os GTINs podem ter o tamanho de 8, 12,
13 ou 14 dígitos e podem ser construídos utilizando qualquer uma das quatro
estruturas de numeração dependendo da aplicação. O GTIN-8 é codificado no
código de barras EAN-8. O GTIN-12 é mais utilizado no código de barras
UPC-A, o GTIN-13 é codificado no EAN-13 e o GTIN-14 no ITF-14.

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120
Atenção:
Se você está negociando a exportação de seus produtos para os Estados
Unidos ou Canadá, algumas vezes, os importadores, tradings, consultorias e
varejos desses países, solicitam a utilização do código GTIN-12/UPC para
identificação de produtos. Mas, é importante saber que se o seu produto já
possui o GTIN-13/EAN-13, já atende a esta solicitação. Dessa forma não é
necessário utilizar o GTIN-12/UPC.

Quem é o responsável pela atribuição dos GTINs


A GS1 é a responsável pelas atribuições dos GTINs. No Brasil, a GS1
Brasil - Associação Brasileira de Automação, antiga EAN Brasil, é sua
representante. Para mais informações, entre em contato com a GS1 Brasil:
atendimento@gs1br.org
ou 11 3068-6229.

Sou obrigado a ter GTIN no produto para emitir NF-e e NFC-e


Não há necessidade em ter um GTIN e associar-se a GS1 Brasil para
emitir a Nota Fiscal Eletrônica e ter sua nota validada. Caso a empresa queira
ter o controle automatizado e fazer a referência entre o código de barras do
produto e a NF-e, a dona da marca deste produto poderá se associar para
obter o GTIN e aplicar o código de barras, mas pelo ajuste SINIEF não
existe a obrigatoriedade.

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121
Quais os benefícios do GTIN na NF-e
Automação no recebimento, melhoria no controle de estoque,
conferência do pedido enviado com a NF-e recebida, código único para
controle de produtos e rastreabilidade.

Como sei se o produto faturado na NF-e tem o GTIN


Se a empresa que atribuiu o código do produto for associada à GS1 em
qualquer lugar do mundo, os GTINs dos seus produtos serão iniciados por 3
dígitos que representam a GS1 a qual ela se associou. Por exemplo, se a
associação for realizada na GS1 Brasil, o GTIN será iniciado por “789” ou
“790”. Para a lista completa dos prefixos das GS1s ao redor do mundo
acessar o link:

https://www.gs1.org/company-prefix

Também disponível em:

http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal/listaConteudo.aspx?tipoConteudo=Iy/5
Qol1YbE

Como evitar que a NFe/NFCe sejam rejeitadas pelos sistemas de


autorização por causa do GTIN
Os donos devem cadastrar e manter atualizados os dados de
produtos no Cadastro Nacional de Produtos, que será a fonte de consulta
para validação dos campos cEAN e cEANTrib conforme ajuste SINIEF nº 06

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122
e 07, de 14 de julho de 2017. Caso o seu GTIN não esteja cadastrado no
Cadastro Nacional de Produtos​, entrar na página do Cadastro Nacional de
Produtos​-
https://cnp.gs1br.org/

Segundo a nota técnica, existem duas validações:

1- Validação estrutural do GTIN – códigos GTIN-8, GTIN-12,


GTIN-13 ou GTIN-14 (antigos códigos EAN, UPC e DUN-14), prefixo
válido atribuído por alguma GS1 no mundo (Verificar “Tabela Prefixo GS1”
publicada no Portal Nacional da NF-e) e dígito verificador
https://www.gs1.org/services/check-digit-calculator

2- Validação das regras do Cadastro Centralizado de GTIN. Para


esta validação, a obrigatoriedade passa a valer de acordo com o ramo de
atuação das empresas. As Secretarias da Fazenda disponibilizaram o
cronograma completo dos setores que passarão pela validação do GTIN na
Nota Fiscal Eletrônica, é possível verificar o prazo atual no site da NFE:
www.nfe.fazenda.gov.br

O Cadastro Nacional de Produtos é uma ferramenta simples e fácil de


usar que centraliza os cadastros de GTINs e está disponível gratuitamente
para associados da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação.

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123
Não sou o fabricante do produto, preciso preencher os campos cEAN e
cEANTrib
Sim. Se o produto comercializado na NF-e/NFC-e possuir código de
barras com GTIN, ele deve ser destacado no documento, seja a NF-e/NFC-e
gerada pelo fabricante, distribuidor, revenda, varejo, etc.

Como saber o código EAN de um produto


Para encontrar basta olhar no código de barras na embalagem do seu
produto, lembrando que o código EAN possui 13 dígitos e o produto sendo
do Brasil começará com 789, porém o Mercado Livre aceita outros códigos
como o ISBN e UPC podendo ter de 8 a 14 dígitos dependendo da
procedência.

2.5.6 CFOP
O CFOP ainda é um tema de grande repercussão para contribuintes e
contadores. De forma resumida, ele possui uma vasta tabela de códigos
possíveis para identificar a operação de cada mercadoria e serviço contido
nos documentos fiscais. No entanto, a partir de 2022 estão consideradas
mudanças para o CFOP.

Por isso, a correta utilização desses códigos é uma tarefa importante


para as empresas. Para entender melhor esse tema, a seguir apresentaremos
sua definição e as próximas mudanças na tabela de CFOP.

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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O que é CFOP
O Código Fiscal de Operações e Prestações, ou simplesmente CFOP,
é o código determinado e instituído pelo governo para indicação nas notas
fiscais. Cada CFOP identifica a operação e a natureza da circulação de cada
mercadoria ou serviço mencionado no documento fiscal que o acompanha.

A relação completa dos códigos consta no Anexo II – CÓDIGO


FISCAL DE OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES – CFOP, do Convênio s/nº, de
15 de dezembro de 1970.

Diferente do que se pode pensar numa primeira impressão, o CFOP


não é utilizado apenas nas notas fiscais que envolvem mercadorias. Isso
porque sua tabela também apresenta uma diversidade de códigos para
serviços como telecomunicações, energia elétrica e serviço de transporte.

Como é formado o CFOP


Instituído pelo convênio S/N de 15 de dezembro de 1970, que
inicialmente contava com apenas três dígitos para as devidas identificações,
hoje o CFOP conta com quatro dígitos. Além disso, esse convênio faz parte
do conjunto de normas instituídas pelo Sinief – Sistema Nacional Integrado
de Informações Econômico-Ficais.

Em relação aos quatro dígitos citados, os códigos CFOP possuem uma


lógica e um significado para cada um.
Nesse sentido, o primeiro algarismo se refere ao trajeto da circulação
da mercadoria ou serviço. E define também se a operação é de entrada ou
saída, tanto para a emissão do documento fiscal quanto para a sua
escrituração nos livros de registro.
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Se for uma entrada, seguirá o seguinte padrão:
1.000: entrada ou aquisição de serviços do mesmo Estado;

2.000: entrada ou aquisição de serviços de outro Estado;

3.000: entrada ou aquisição de serviços do Exterior, isto é, para


quem faz importação.

Por sua vez, se a operação for uma saída, o padrão será o seguinte:
5.000: saída ou prestação de serviços no mesmo Estado;

6.000: saída ou prestação de serviços em outro Estado;

7.000: saída ou prestação de serviços para o Exterior; isto é, para


quem faz exportação.

Referente à escrituração fiscal, devemos lembrar também que, ao


escriturar as entradas de determinado contribuinte, deve-se sempre substituir
o CFOP na nota fiscal para a operação de entrada.

Por exemplo: na compra de determinada mercadoria, consta destacado


na nota fiscal um CFOP com início 5.000. Portanto, ao efetuar a escrituração
fiscal relativa à compra dessa mercadoria, deverá ser utilizado o CFOP com
início 1.000.

Em sequência, os dois algarismos seguintes determinam a finalidade da


circulação da mercadoria, em que, por meio da tabela em vigor, é preciso
identificar também no CFOP se a mercadoria está sujeita à substituição
tributária ou não.

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Para entender melhor essa questão, vamos exemplificar com CFOPs
utilizados na venda de mercadorias industrializadas:

5.101 – Venda de produção do estabelecimento.

5.401 – Venda de produção do estabelecimento em operação com


produto sujeito ao regime de substituição tributária, na condição de
contribuinte substituto.

Substituição tributária do ICMS


A fim de contextualizar as alterações da tabela de CFOP para 2023,
trataremos brevemente sobre o tema de substituição tributária do ICMS. Esse
é um tema cheio de particularidades e especificações que ainda gera grandes
dúvidas para os contribuintes.

Sendo assim, a substituição tributária do ICMS é a transferência de


responsabilidade do pagamento do ICMS para o primeiro contribuinte da
cadeia de circulação da mercadoria. Isto é, o pagamento é feito na primeira
venda, sendo na indústria ou no distribuidor, e nas próximas cadeias e fases
de venda, até alcançar o contribuinte, o ICMS não é mais recolhido.

Para o Estado, a substituição tributária proporciona uma eficácia no


controle e na fiscalização, além de garantir e antecipar a arrecadação do
imposto.

De acordo com a legislação vigente até a data da publicação deste


conteúdo, as mercadorias sujeitas ao regime de ST, até 31 de dezembro de
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2022, contavam com CFOPs específicos para o preenchimento das notas
fiscais de circulação desses produtos.

Assim, segundo a tabela que ainda está em vigor, a venda de


mercadorias sujeitas a esse regime sempre conta com a indicação de CFOP
específico na emissão do documento fiscal.

Alguns críticos relacionam a alteração na tabela de CFOP com uma


possível extinção do regime de substituição tributária. Apesar de vários
estados já estarem desembarcando a ST, com a exclusão de grandes grupos
de mercadorias desse regime, esse assunto ainda é delicado e não deve ser
confundido com a alteração da tabela de CFOP.

Mudanças do CFOP para 2023


Os Ajustes Sinief são os instrumentos utilizados para as alterações no
convênio S/N de 1970. O convênio já passou por alterações com inclusões e
exclusões de CFOP, por exemplo, e em 2023 haverá mais uma grande
mudança.

De acordo com a legislação vigente, trazida pelo Ajuste Sinief


16/2020, a nova tabela entrará em vigor somente a partir de 03 de abril
de 2023, e entre as mudanças do CFOPs, estão:
EXCLUSÃO dos seguintes Códigos Fiscais das Operações de
Substituição Tributária: 1.401 – 1.403 – 1.406 – 1.407 – 1.408 – 1.409 –
1.410- 1.411- 1.414- 1.415- 2.401 – 2.403 – 2.406 – 2.407 – 2.408 – 2.409 –
2.410 – 2.411 – 2.414- 2.415- 5.401 – 5.402 – 5.403 – 5.405 – 5.408 – 5.409
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– 5.410- 5.411 -5.412-5.413-5.414-5.415-6.401 – 6.402- 6.403 – 6.404 –
6.408 – 6.409 – 6.410 – 6.411 – 6.412- 6.413 – 6.414 e 6.415.
Além dessa mudança prevista para 2023, a tabela conta com outras
inclusões e exclusões de CFOPs.

Cabe ressaltar que essa alteração de CFOP não extingue a


substituição tributária, apenas altera a forma de emissão dos
documentos fiscais, em que eles passarão a ser classificados em relação à
tributação do produto através da tabela de CST.

Também instituída pelo ajuste Sinief e constante no convênio S/N de


1970, a tabela de CST (Código de Situação Tributária) é utilizada na emissão
de documentos fiscais, classificando o item quanto à procedência da
mercadoria, isto é, de onde veio (mercado interno ou externo), e como será
tributada – se é tributada integralmente, se está sujeita ao regime de ST, ou se
é isento de ICMS, por exemplo.

A relação dos códigos CST consta no Anexo I – CÓDIGO DE


SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA – CST do convênio SN de 1970. A tabela conta
com uma divisão entre Tabela A e Tabela B, sendo a Tabela A relativa à
origem da mercadoria, enquanto a Tabela B é relativa à tributação do ICMS.

Logo, vemos que, mesmo com as alterações de CFOP, a tributação da


mercadoria ainda deverá ser indicada em cada mercadoria constante no
documento fiscal. E será definida e interpretada de acordo com o CST
utilizado para a emissão do documento.

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Tendo em vista tudo o que foi exposto ao longo deste texto, é possível
observar que o CFOP é um campo muito importante tanto na emissão
das notas quanto na escrituração fiscal das empresas. Assim, esse código e
suas alterações são assuntos de extrema importância.

Dessa forma, as mudanças do CFOP para 2023 devem ser entendidas e


acompanhadas com atenção, pois deverão causar uma grande alteração nos
sistemas e na emissão das notas fiscais.

A tabela completa do CFOP em vigor até 02.04.2023


A tabela completa do CFOP está disponível no portal nacional da
(NF-e). Será disponibilizado material à parte.

A tabela completa do CFOP em vigor a partir de 03.04.2023


A tabela completa do CFOP está disponível no portal nacional da
(NF-e). Será disponibilizado material à parte.

2.5.7 QR CODE
QR Code é um código de barras bidimensional, cuja sigla QR, vem do
termo em inglês Quick Response Code, traduzido em português como
Resposta Rápida. ... Estes códigos podem ser colocados em vitrines de lojas
físicas para divulgar promoções exclusivas e informações dos produtos.

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O código QR é bastante utilizado dentro da indústria para identificação
de peças, produtos e mercadorias. Dessa forma, ele facilita bastante diversos
processos presentes na cadeia de suprimentos como o inventário de estoque.

Ele também é muito usado em ações de marketing e comunicação,


estabelecendo uma conexão entre o modo de comunicação online e offline.
Está presente em diversos tipos de mídias, desde programas de televisão até
jogos de videogame.

Com o QR Code é possível transmitir mensagens, informações, dicas


ou qualquer outro conteúdo de interesse da empresa. Ele pode conter um
texto, um link, uma localização GPS, um contato, um e-mail, um número de
telefone ou um SMS.

Os QR Codes possuem uma alta capacidade para armazenamento de


caracteres. Confira abaixo:

Alfa-numérico: 4.296
Numéricos: 7.089
Binário (8 bits): 2.953
Kanji/Kana (alfabeto japonês): 1.817

Estrutura De Um Qr Code
A estrutura de um código QR é composta por alguns elementos
funcionais como:
● Informações sobre a versão
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● Informações sobre o formato
● Chaves de correção de dados e erros
● Padrões exigidos (posição, temporização, alinhamento)

Cada um dos módulos de um código QR possui uma função específica,


por isso que sua estrutura é tão importante.

Os três quadrados maiores localizados nos cantos do código são


responsáveis por informarem onde estão todos os dados. Além disso, também
funcionam para que ele possa ser lido em qualquer posição.

O quadrado maior localizado mais ao centro do código é responsável


pelo alinhamento que possibilita a leitura correta da imagem. Dessa forma,
ele mostra como ela deve ser processada.

A versão do QR Code pode ser encontrada ao lado dos quadrados


maiores presentes no canto superior direito e inferior esquerdo.

Ao lado dos quadrados maiores superiores também podem ser


encontrados os padrões de temporização, responsável por informar qual o
posicionamento das colunas e linhas dentro do código.

Os QR Codes precisam apresentar margens brancas em seus quatro


lados. Esta margem possibilita a delimitação da área do código QR.

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Além disso, existem partes no QR Code que identificam qual o seu
formato e qual é a composição dos dados presentes nele. Por exemplo, é
possível identificar se há números, letras ou combinação de caracteres.

Qual a Diferença Entre o Código QR e o Código de Barras Comum

Os códigos QR são considerados uma evolução do código de


barras. Devido ao fato de ordenarem as informações em duas dimensões,
eles podem armazenar até 100 vezes mais caracteres do que os códigos
de barras 1D.

Visualmente os dois códigos também são muito diferentes entre si. Isso
porque a representação gráfica do código de barras tradicional é composta
por faixas escuras e claras e um código numérico.

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Já a representação gráfica do código QR é composta por uma imagem
quadrada com códigos e caracteres decodificados. Os pixels presentes no
código são chamados de módulos.

Código de Barras - Leitura do código de barras tradicional só pode ser


feita por um scanner com emissão de raio vermelho

QR CODE - pode ser escaneado por qualquer aparelho eletrônico


móvel com um software instalado para a leitura dele.

No caso da leitura do código de barras 1D, o scanner transfere as


informações para um computador, estas informações são convertidas em
números e podem ser interpretadas através do código e de informações
presentes em um banco de dados.

No código QR os dados e informações podem ser facilmente


decodificados e interpretados. E ele dispõe de uma capacidade para
armazenamento de dados muito superior à do código de barras comum.

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Como Funciona o QR Code
Como vimos acima, o QR Code carrega informações e dados que
devem ser decodificados e interpretados. Ele possui um padrão que
possibilita a leitura destes dados, para isso, é necessário escaneá-lo com a
câmera de um dispositivo móvel e um software para leitura.
Este software, através da câmera do aparelho, faz a leitura do código
QR e praticamente traduz o código para que o usuário saiba qual a
informação presente nele.

Portanto, para efetuar a leitura de um código QR, basta apontar a


câmera do dispositivo móvel para o código.

O QR Code pode ser utilizado até mesmo em realidade aumentada.


Dessa forma, o usuário precisa estar em um local específico com a tecnologia
disponível para ter acesso à informações e conteúdos com exclusividade.

Como Gerar um QR Code


Devido ao fato da licença do QR Code ser livre, qualquer pessoa pode
gerar um destes códigos. Através dele é possível disponibilizar um link,
imagem, texto, localização GPS, SMS ou informações de contato.

Qual a finalidade do QR-Code impresso no DANFE-NFC-e


A impressão do QR-Code no DANFE-NFC-e tem a finalidade de
facilitar a consulta dos dados do documento fiscal eletrônico pelos

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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consumidores, mediante leitura com o uso de aplicativo leitor de QR-Code
instalado em smartphones ou tablets.

Atualmente existem no mercado inúmeros aplicativos gratuitos para


smartphones que possibilitam a leitura de QR-Code disponíveis para
downloads na internet.

2.6 CARTA DE CORREÇÃO ELETRÔNICA (CC-e)

A Carta de Correção Eletrônica (CC-e) é utilizada para regularização


de erro ocorrido na emissão de documento fiscal, desde que o erro não
esteja relacionado com:
• valores ou quantidades;
• dados cadastrais que impliquem mudança da inscrição
estadual ou do CNPJ do remetente ou do destinatário;
• data de emissão ou de saída.

A CC-e é de existência apenas digital (não é impressa).

A CC-e deve ser emitida no prazo de 30 (trinta) dias, contado da


data de emissão do documento fiscal (desde que exista a possibilidade de
utilizar) correspondente. Caso o envio eletrônico do pedido seja realizado
após o prazo, a SEFAZ recepciona o evento Carta de Correção. Entretanto, o
contribuinte fica sujeito à penalidade por descumprimento de prazo. As
penalidades estão previstas na Lei nº 2.657/96, que pode ser consultada no
Portal da SEFAZ.
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A CC- e só deve ser usada caso os erros de preenchimento sejam
constatados após o início da prestação do serviço ou circulação da
mercadoria. Antes, o procedimento correto é de cancelamento com uma nova
emissão do documento.
O registro de uma nova Carta de Correção substitui a Carta de
Correção anterior, assim a nova Carta de Correção deve conter todas as
correções a serem consideradas.

Como sanar os erros que não podem ser corrigidos pela CC-e
1.Se ainda não ocorreu a circulação da mercadoria, a NF-e pode ser
cancelada.

2.Se após a circulação da mercadoria for constatado erro de


quantidades ou valores, deverão ser adotados os procedimentos previstos no
Capítulo XXXIX do Anexo XIII da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14.
I - Ausência de Destaque ou valor inferior ao correto
Emitir NF-e para complementar o valor referenciando o
documento fiscal relativo à saída da mercadoria;
II - se o destaque apresentar valor superior ao correto:
a) o remetente deverá escriturar o débito, inicialmente,
pelo valor do destaque e exigir do destinatário a emissão de
Nota Fiscal de ajuste para que então se credite da diferença;
b) o destinatário deve creditar-se pelo valor do destaque,
debitando se, pelo valor da diferença, mediante emissão de Nota
Fiscal de ajuste contra o remetente

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3.Se após a circulação da mercadoria for constatado que o
documento foi emitido com erro de dados cadastrais (IE ou CNPJ) que
implique mudança do remetente ou do destinatário, o erro é insanável. O
contribuinte pode se valer da denúncia espontânea (disciplinada na Lei nº
2.657/96, que pode ser consultada no Portal da SEFAZ) para usufruir das
reduções das penalidades cabíveis. A denúncia espontânea deve ser
apresentada à unidade de cadastro do contribuinte. Não há formulário nem
modelo específico para efetuá-la.

2.6.1 NF-e Modelo 55 (Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou


Mercadorias)

A emissão da CC-e é feita utilizando-se o mesmo aplicativo emissor


utilizado pelo contribuinte para emitir a NF-e.
Com relação ao preenchimento da CC-e, o contribuinte deve
preenchê-la como faria se fosse uma Carta de Correção em papel, seguindo o
que determina a legislação tributária vigente.

2.6.2 NFA-e - Nota Fiscal Avulsa

A carta de correção não altera o arquivo digital original (XML) nem o


DANFAE impresso. Também não é gerado um documento para impressão. A
carta passa integrar a NFA-e como evento, podendo ser consultada na
opção “Consultar”.

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Ao clicar no botão, o sistema exibirá a tela para preenchimento da
Carta Correção.

Leia as orientações da tela sobre o preenchimento. O sistema permite


que sejam feitas até 3 cartas correções. Após o preenchimento, clique em
“Confirmar”.
A CC-e não produzirá efeitos quando a regularização for efetuada após
o início de qualquer procedimento fiscal.

2.6.3 BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico


Após a concessão da Autorização de Uso, o BP-e não poderá ser
alterado, sendo VEDADA A EMISSÃO de carta de correção, em papel ou
de forma eletrônica, para sanar erros do BP-e

(Art. 12 do Anexo III-B da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14).

Se o erro for constatado antes do momento do embarque, deverá


cancelar o BP-e e emitir um novo com as devidas alterações.
Ultrapassada a data e hora de embarque para qual foi emitido o BP-e,
para cancelar o documento é necessário solicitar a reabertura do prazo no
link “Sistema de reabertura de prazo para cancelamento” em
www.fazenda.rj.gov.br/dfe.

2.6.4 NFC-e Modelo 65 (Nota Fiscal Ao Consumidor Eletrônica)


A legislação NÃO AUTORIZA a utilização de Carta de Correção para
NFC-e. Por isso, o contribuinte deve ficar atento ao preenchimento do
documento.

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2.6.5 CT-e Modelo 57 (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e
CT-e OS Modelo 67 - Conhecimento de Transporte Eletrônico
Outros Serviços
Após a prestação de serviço ter se iniciado, caso constate que houve
erro de preenchimento do documento, o emitente poderá sanar erros em
campos específicos do CT-e, por meio de Carta de Correção Eletrônica -
CC-e transmitida à Secretaria da Fazenda, conforme previsto na cláusula
décima sexta do Ajuste SINIEF 09/07.

Não poderão ser sanados erros relacionados:


▪ às variáveis que determinam o valor do imposto tais como: base de
cálculo, alíquota, diferença de preço, quantidade, valor da prestação;
▪ à correção de dados cadastrais que implique mudança do emitente,
tomador, remetente ou do destinatário;
▪ à data de emissão ou de saída.

2.6.6 MDF-e Modelo 58 (Manifesto de Documentos Fiscais


Eletrônicos)
Após ter o seu uso autorizado pela SEFAZ, um MDF-e, como regra,
não poderá sofrer qualquer alteração, pois qualquer modificação no seu
conteúdo invalida a sua assinatura digital. Dessa forma, não existe Carta de
Correção Eletrônica (CC-e) para MDF-e.
Se no decorrer do transporte houver qualquer alteração nas
informações do MDF-e (placa do veículo, carga, documentação, etc.), esse
deverá ser encerrado e será emitido um novo MDF-e com a nova
configuração. A exceção é a troca ou inclusão de motorista no modal
rodoviário, que pode ser realizada por registro de evento.
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2.6.7 BP-e Modelo 63 - Bilhete de Passagem Eletrônico
NÃO. Após a concessão da Autorização de Uso, o BP-e não poderá
ser alterado, sendo vedada a emissão de carta de correção, em papel ou de
forma eletrônica, para sanar erros do BP-e.
(Art. 12 do Anexo III-B da Parte II da Resolução SEFAZ nº 720/14).

2.6.8 NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica)

NÃO. A legislação do Município do Rio de Janeiro não prevê a


utilização desse instrumento para a regularização de erro ocorrido na
emissão de documento fiscal.
Mas o documento poderá ser substituído.
A substituição da NFS-e é indicada quando, tendo sido prestado o
serviço, houver necessidade de correção ou alteração de alguma
informação nesse documento fiscal. Ela consiste em uma dupla operação: o
cancelamento de uma NFS-e emitida incorretamente e a emissão de uma
nova NFS-e para substituí-la.

A substituição da NFS-e deverá ser solicitada pelo emitente, no Portal


da Nota Carioca, e, como regra geral, será autorizado automaticamente
quando solicitado dentro do prazo de 180 dias.

Passado o prazo, a nota ainda poderá ser substituída, mas não


automaticamente. Sua solicitação será analisada por um Fiscal de Rendas.

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O prazo não é o único critério para o deferimento automático. A
substituição de Nota Carioca para a qual se constatar o recolhimento do ISS,
quando tal substituição implicar a redução do valor do ISS em mais de R$
5.000,00, mesmo dentro do prazo de 180 dias, não poderá ser substituída
automaticamente e o pedido fica pendente de deferimento.

Nas hipóteses em que a substituição da NFS-e dependa de deferimento


(depois do prazo ou redução de mais de R$ 5.000,00 no valor do ISS), a
análise será feita de ofício e, se necessário, o Fiscal de Rendas solicitará
documentos adicionais.

A substituição de Nota Carioca vinculada a uma guia de recolhimento


emitida e não paga, ou não integralmente quitada com a utilização de créditos
disponíveis no sistema, dependerá do prévio cancelamento desta guia.

A competência da NFS-e substituta será sempre IGUAL à competência


da NFS-e substituída, a não ser quando o ISS da NFS-e respectiva for retido
na fonte e puder ter a competência alterada.

Casos em que a NFS-e não poderá ser substituída:


1 – Quando for caso de retenção do tributo pelo tomador ou pelo
intermediário dos serviços, se verificado o recolhimento.

2 – Quando a NFS-e que se pretende substituir já estiver cancelada.

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2.7 INCENTIVOS E BENEFÍCIOS FISCAIS DO ICMS

Regras de Preenchimento de Documento Fiscal

Estaremos disponibilizando o Manual da SEFAZ RJ (ANEXO III),


que tem o objetivo de orientar o contribuinte que usufrui de diferimento
ou de incentivos e benefícios de natureza tributária, dispostos no manual
instituído pelo Decreto nº 27.815/01, no preenchimento de seus
documentos fiscais, e de sua escrituração, em razão das exigências impostas
pelo Decreto nº 46.536/2018, pela Resolução SEFAZ nº 13/2019 e pela
Portaria SUCIEF nº 55/2019.
Respectivamente, essas normas alteraram o Livro VI do Regulamento
do ICMS, Decreto nº 27.427/00, e a Resolução SEFAZ nº 720/14, para
estabelecer regras gerais de preenchimento e escrituração de documentos
fiscais com intuito de aprimorar os controles fiscais sobre a fruição de
incentivos e benefícios de natureza tributária.

Desoneração do ICMS
As pessoas jurídicas obrigadas ao uso de NF-e e NFC-e devem efetuar
o preenchimento das informações relativas à desoneração do ICMS na
forma prevista neste Anexo.

Anexo XVIII, Parte II Resolução Sefaz 720/14

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
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2.7.1 A quem as regras se aplicam

As regras de preenchimento do documento e de escrituração


tratadas neste manual se aplicam a todos os contribuintes que usufruem de
incentivos e benefícios fiscais listados no Manual de Diferimento:
● Ampliação de Prazo de Recolhimento,
● Suspensão e de Incentivos e
● Benefícios de Natureza Tributária,
Todos aprovados pelo Decreto nº 27.815/01 (Manual de Benefícios),
disponível no Portal da SEFAZ. Esses benefícios e incentivos correspondem
a operações enquadradas nos CST 20, 30, 40, 51 e 70 (Anexo XVIII da Parte
II da Resolução SEFAZ nº 720/14).
Cabe observar, contudo, que elas se aplicam especificamente ao
contribuinte que diretamente USUFRUI DO BENEFÍCIO. Assim sendo,
na EFD ICMS/IPI, as regras de escrituração se aplicam, por exemplo, ao
contribuinte que emitiu a nota fiscal para acobertar a operação
beneficiada com isenção, e não ao contribuinte que a recebeu, que goza
indiretamente do benefício.
Há de ressalvar, decerto, situações especiais como benefícios em
operações de importação (diferimento na aquisição de ativo), quando o
contribuinte é emitente e destinatário do documento.
Nesses casos, deve emitir o documento de entrada e escriturá-lo
segundo as regras descritas neste manual.

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2.8 REGRAS DE VALIDAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

As regras de validação dos documentos fiscais eletrônicos são


exigências feitas pelo sistema que devem ser cumpridas para evitar a
rejeição dos documentos. Assim, os usuários emitem com sucesso os
documentos fiscais eletrônicos que cumprem com os requisitos exigidos pelo
sistema emissor.

A questão central com relação às regras de validação é que elas


variam de acordo com o estado. Assim, cada contribuinte pode se sujeitar a
normas diferentes, dependendo do estado, atividade exercida e outras
variáveis.

No Estado do Rio de Janeiro, através da PORTARIA SUCIEF Nº 69


DE 09 DE OUTUBRO DE 2019, foi divulgado uma Tabela contendo as
regras de validação por tipo de documento fiscal, identificadas pelo código
(Msg) de rejeição:

2.8.1 Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, e Nota Avulsa


(NFA-e):

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Msg Descrição Erro Observações

245 Rejeição: CNPJ Emitente não cadastrado

246 Rejeição: CNPJ Destinatário não cadastrado

267 Rejeição: Chave de Acesso referenciada inexistente


[nRef: xxx]

268 Rejeição: NF Complementar referencia uma outra


NF-e Complementar

317 Rejeição: NF modelo 1 referenciada com data de


emissão inválida [nOcor:nnn]

322 Rejeição: NF de produtor referenciada com data de


emissão inválida [nOcor:nnn]

340 Rejeição: Não informado o grupo de exportação


indireta no item

342 Rejeição: Chave de Acesso informada na Exportação


Indireta com DV inválido

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343 Rejeição: Modelo da NF-e informada na Exportação
Indireta diferente de 55

344 Rejeição: Duplicidade de NF-e informada na


Exportação Indireta (Chave de Acesso informada
mais de uma vez)

345 Rejeição: Chave de Acesso informada na Exportação


Indireta não consta como NF-e referenciada

346 Rejeição: Somatório das quantidades informadas na


Exportação Indireta não corresponde a quantidade
total do item

350 Rejeição: Número RECOPI inválido

351 Rejeição: Valor do ICMS da Operação no CST=51


difere do produto BC e Alíquota

352 Rejeição: Valor do ICMS Diferido no CST=51 difere


do produto Valor ICMS Operação e percentual
diferimento

353 Rejeição: Valor do ICMS no CST=51 não corresponde


a diferença do ICMS operação e ICMS diferido

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357 Rejeição: Chave de Acesso do grupo de Exportação
Indireta inexistente [nRef: xxx]

358 Rejeição: Chave de Acesso do grupo de Exportação


Indireta

cancelada ou denegada [nRef: xxx]

362 Rejeição: Venda de combustível sem informação do


Transportador

375 Rejeição: NF-e com lançamento relativo a Cupom


Fiscal referencia uma NFC-e [nItem:nnn]

392 Rejeição: Não informados os dados da operação de


pagamento por cartão de crédito / débito

*407 Rejeição: CPF do Emitente somente no serviço de Faculdade


NotaFiscal Avulsa no site do Fisco descrita na
observação da
regra de
validação.

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** 417 Rejeição: Total do ICMS superior ao valor limite Valor limite de
estabelecido3 R$
300.000.000,00,
observado o
disposto no art.
1º-A.

** 418 Rejeição: Total do ICMS ST superior ao valor limite Valor limite de


estabelecido R$
300.000.000,00,
observado o
disposto no art.
1º-A.

450 Rejeição: Modelo da NF-e diferente de 55

*467 Rejeição: Dados da NF-e divergentes do EPEC Faculdade


[tag:xxxx] descrita
naobservação 2
da regra de
validação.

479 Rejeição: Data de Emissão anterior a data de


credenciamento ou anterior a Data de Abertura do
estabelecimento

3
Na hipótese de o contribuinte necessitar emitir documentos com valores superiores aos estabelecidos
no inciso I do art. 1º desta Portaria para os campos “ Total do ICMS”, “Total do ICMS ST”, “Valor total
da Base de Cálculo” e “Valor Total da NF-e”, respectivamente indicados nas mensagens 417, 418, 628
e 935, deverá solicitar autorização por meio do canal de atendimento de Documentos Fiscais
Eletrônicos, em www.fazenda.rj.gov.br/faleconosco.
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480 Rejeição: Código Município do Emitente diverge do
cadastrado na UF

482 Rejeição: Código do Município do Destinatário


diverge do cadastrado na UF

504 Rejeição: Data de Entrada/Saída posterior ao


permitido

505 Rejeição: Data de Entrada/Saída anterior ao


permitido

506 Rejeição: Data de Saída menor que a Data de


Emissão

510 Rejeição: Operação com Exterior e Código País


destinatário é 1058 (Brasil) ou não informado

511 Rejeição: Não é de Operação com Exterior e Código


País destinatário difere de 1058 (Brasil)

512 Rejeição: CNPJ do Local de Retirada inválido

514 Rejeição: CNPJ do Local de Entrega inválido

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518 Rejeição: CFOP de entrada para NF-e de saída

519 Rejeição: CFOP de saída para NF-e de entrada

520 Rejeição: CFOP de Operação com Exterior e UF


destinatário difere de “EX”

521 Rejeição: CFOP de Operação Estadual e UF do


emitente difere da UF do destinatário para
destinatário contribuinte do ICMS

522 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com UF


inválida[nOcor:nnn]

522 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com UF


inválida[nOcor:nnn]

523 (Item 523 excluído pela Portaria SUCIEF nº


93/2021, vigente a partir de 28.04.2021)

[ redação(ões) anterior(es) e/ou original ]

524 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com


Ano-Mês inválido[nOcor:nnn]

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524 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com
Ano-Mês inválido[nOcor:nnn]

524 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com


Ano-Mês inválido[nOcor:nnn]

524 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com


Ano-Mês inválido[nOcor:nnn]

525 Rejeição: CFOP de Importação e não informado


dados da DI

527 Rejeição: Operação de Exportação com informação


de ICMS incompatível

528 Rejeição: Valor do ICMS difere do produto BC e


Alíquota

*529 Rejeição: CST incompatível na operação com Faculdade


Contribuinte Isento de Inscrição Estadual [nItem: descrita na
999] exceção 3 da
regra de
validação.

530 Rejeição: Operação com tributação de ISSQN sem


informar a Inscrição Municipal

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531 Rejeição: Total da BC ICMS difere do somatório dos
itens

532 Rejeição: Total do ICMS difere do somatório dos


itens

533 Rejeição: Total da BC ICMS-ST difere do somatório


dos itens

534 Rejeição: Total do ICMS-ST difere do somatório dos


itens

535 Rejeição: Total do Frete difere do somatório dos


itens

536 Rejeição: Total do Seguro difere do somatório dos


itens

537 Rejeição: Total do Desconto difere do somatório dos


itens

538 Rejeição: Total do IPI difere do somatório dos itens

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153
539 Rejeição: Duplicidade de NF-e com diferença na
Chave de Acesso

[chNFe:
99999999999999999999999999999999999999999999]
[nRec:99999999999999]

Observação: Na resposta assíncrona, a SEFAZ pode


devolver o nREC - Número do Recibo do Lote caso
tenha condições.

540 Rejeição: CPF do Local de Retirada inválido

541 Rejeição: CPF do Local de Entrega inválido

547 Rejeição: Dígito Verificador da Chave de Acesso da


NF-e Referenciada inválido

547 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com Dígito


Verificador inválido [nOcor:nnn]

548 Rejeicao: CNPJ da NF referenciada invalido

549 Rejeição: CNPJ da NF referenciada de produtor


inválido.

550 Rejeição: CPF da NF referenciada de produtor


inválido.

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551 Rejeição: IE da NF referenciada de produtor
inválido.

552 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com CNPJ


inválido[nOcor:nnn]

552 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com CNPJ


inválido [nOcor:nnn]

558 Rejeição: Data de entrada em contingência


posterior a data de recebimento

560 Rejeição: CNPJ base/CPF do emitente difere do


CNPJ base/CPF da primeira NF-e do lote recebido

560 Rejeição: CNPJ Base/CPF do emitente difere do


CNPJ Base/CPF da primeira NF-e do lote recebido

564 Rejeição: Total do Produto / Serviço difere do


somatório dos itens

569 Rejeição: Data de entrada em contingência muito


atrasada

590 Rejeição: Informado CST para emissor do Simples


Nacional (CRT=1)

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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591 Rejeição: Informado CSOSN para emissor que nãoé
do Simples Nacional (CRT diferente de 1)

592 Rejeição: A NF-e deve ter pelo menos um item de


produto sujeito ao ICMS.

597 Rejeição: CFOP de Importação e não informado


dados de IPI

599 Rejeição: CFOP de Importação e não informado


dados de II

601 Rejeição: Total do II difere do somatório dos itens

602 Rejeição: Total do PIS difere do somatório dos itens


sujeitos ao ICMS

603 Rejeição: Total da COFINS difere do somatório dos


itens sujeitos ao ICMS

604 Rejeição: Total do vOutro difere do somatório dos


itens

605 Rejeição: Total do vServ difere do somatório do


vProd dos itens sujeitos ao ISSQN

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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606 Rejeição: Total do vBC do ISS difere do somatório
dos itens

607 Rejeição: Total do ISS difere do somatório dos itens

608 Rejeição: Total do PIS difere do somatório dos itens


sujeitos ao ISSQN

609 Rejeição: Total da COFINS difere do somatório dos


itens sujeitos ao ISSQN

610 Rejeição: Total da NF difere do somatório dos


Valores compõe o valor Total da NF.

623 Rejeição: CPF Destinatário não cadastrado

625 Rejeição: Inscrição SUFRAMA deve ser informada na


venda com isenção para ZFM

626 Rejeição: CFOP de operação isenta para ZFM


diferente do previsto

627 Rejeição: O valor do ICMS desonerado deve ser


informado

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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** 628 Rejeição: Total da NF superior ao valor limite Valor limite de
estabelecido pela SEFAZ [Limite]4 R$
300.000.000,00,
observado o
disposto no art.
1º-A.

629 Rejeição: Valor do Produto difere do produto Valor


Unitário de Comercialização e Quantidade
Comercial

630 Rejeição: Valor do Produto difere do produto Valor


Unitário de Tributação e Quantidade Tributável

635 Rejeição: NF-e com mesmo número e série já


transmitida e aguardando processamento

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: apenas o
bloqueio
Quantidade de rejeições encontradas: XXX,
temporário
Inutilização: ID_INUT]

4
Na hipótese de o contribuinte necessitar emitir documentos com valores superiores aos
estabelecidos no inciso I do art. 1º desta Portaria para os campos “ Total do ICMS”, “Total do ICMS
ST”, “Valor total da Base de Cálculo” e “Valor Total da NF-e”, respectivamente indicados nas
mensagens 417, 418, 628 e 935, deverá solicitar autorização por meio do canal de atendimento de
Documentos Fiscais Eletrônicos, em www.fazenda.rj.gov.br/faleconosco.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
158
656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se
empresa [det: Quantidade de rejeições apenas o
encontradas: XXX, NF-e: ID_EVENTO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: Número máximo de consultas apenas o
excedido (10) para a NF-e: CHAVE_ACESSO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: Número máximo de consultas apenas o
excedido (40) para o recibo: NUM_RECIBO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: Quantidade de rejeições apenas o
encontradas: XXX, NF-e: CHAVE_ACESSO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: DESC_ERRO ] apenas o
bloqueio
temporário

660 Rejeição: CFOP de Combustível e não informado


grupo de combustível da NF-e

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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663 Rejeição: Alíquota do ICMS com valor superior a 4
por cento na operação de saída interestadual com
produtos importados

678 Rejeição: NF referenciada com UF diferente da


NF-e complementar

679 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com


Modelo inválido[nOcor:nnn]

679 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com


Modelo inválido[nOcor:nnn]

680 Rejeição: Chave de Acesso referenciada em


duplicidade na NF-e [nOcor:nnn]

680 Rejeição: Chave de Acesso referenciada em


duplicidade na NF-e [nOcor:nnn]

681 Rejeição: Duplicidade de NF Modelo 1 referenciada


(CNPJ, Modelo, Série e Número)

682 Rejeição: Duplicidade de NF de Produtor


referenciada (IE, Modelo, Série e Número) [nOcor:
999]

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
160
683 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com
Número inválido[nOcor:nnn]

683 Rejeição: Chave de Acesso referenciada com


Número inválido[nOcor:nnn]

684 Rejeição: Duplicidade de Cupom Fiscal referenciado


(Modelo, Número de Ordem e COO) [nOcor: 999]

685 Rejeição: Total do Valor Aproximado dos Tributos


difere do somatório dos itens

686 Rejeição: NF Complementar referencia uma NF-e


cancelada

687 Rejeição: NF Complementar referencia uma NF-e


denegada

688 Rejeição: NF referenciada de Produtor com IE


inexistente [nRef: xxx]

689 Rejeição: NF referenciada de Produtor com IE não


vinculada ao CNPJ/CPF informado [nRef: xxx]

771 Rejeição: Informado idEstrangeiro em operação


interestadual

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
161
795 Rejeição: Total do ICMS desonerado difere do
somatório dos itens

805 Rejeição: A SEFAZ do destinatário não permite


Contribuinte Isento de Inscrição Estadual

*860 Rejeição: Valor do FCP informado difere de base de


cálculo*alíquota [nItem: 999]

863 Rejeição: Total do IPI devolvido difere do somatório


dos itens

865 Rejeição: Total dos pagamentos menor que o total


da nota

866 Rejeição: Ausência de troco quando o valor dos


pagamentos informados for maior que o total da
nota

*868 Rejeição: Grupos Veiculo Transporte e Reboque não Faculdade


devem ser informados descrita na
observação 1 da
regra de
validação.

904 Rejeição: Informado indevidamente campo valor de


pagamento

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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923 Rejeição: Referenciado documento de operação
interna em operação interestadual ou com o
exterior

924 Rejeição: Informado Cupom Fiscal referenciado

*927 Rejeição: Número do item fora da ordem sequencial

928 Rejeição: Informado código de benefício fiscal Aplica-se aos


paraCST sem benefício fiscal [nItem: nnn] CST 20,30, 40,
70 e 90.

929 Rejeição: Informado CST de diferimento sem as


informações de diferimento [nItem: nnn]

930 Rejeição: CST com benefício fiscal e não informado Aplica-se aos
o código de benefício fiscal [nItem: nnn] CST 20,30, 40,
70 e 90.

931 Rejeição: Informado código de benefício fiscal Aplica-se aos


incompatível com CST e UF [nItem: nnn] CST 20,30, 40,
70 e 90.

932 Rejeição: Informada modalidade de determinação


da BC da ST como MVA e não informado o campo
pMVAST [nItem: nnn]

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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933 Rejeição: Informada modalidade de determinação
da BC da ST diferente de MVA e informado o campo
pMVAST [nItem: nnn]

934 Rejeição: Não informado valor do ICMS desonerado Aplica-se aos


ou o Motivo de desoneração [nItem:nnn] CST 20, 40, 70

** 935 Rejeição: Valor total da Base de Cálculo superior ao Valor limite de


valor limite estabelecido [Valor Limite: R$ R$
XXX.XXX,XX] (valor definido pela UF)5 300.000.000,00,
observado o
disposto no art.
1º-A.

2.8.2 Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), modelo 65:

Msg Descrição Erro Observações

245 Rejeição: CNPJ Emitente não cadastrado

5
Na hipótese de o contribuinte necessitar emitir documentos com valores superiores aos
estabelecidos no inciso I do art. 1º desta Portaria para os campos “ Total do ICMS”, “Total do ICMS
ST”, “Valor total da Base de Cálculo” e “Valor Total da NF-e”, respectivamente indicados nas
mensagens 417, 418, 628 e 935, deverá solicitar autorização por meio do canal de atendimento de
Documentos Fiscais Eletrônicos, em www.fazenda.rj.gov.br/faleconosco.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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*384 Rejeição: CSOSN não permitido para a UF [nItem:
nnn]

391 Rejeição: Não informados os dados do cartão de


crédito / débito nas Formas de Pagamento da Nota
Fiscal

392 Rejeição: Não informados os dados da operação de


pagamento por cartão de crédito / débito

417 Rejeição: Total do ICMS superior ao valor limite Valor limite


estabelecido de R$
200.000,00

479 Rejeição: Data de Emissão anterior a data de


credenciamento ou anterior a Data de Abertura do
estabelecimento

480 Rejeição: Código Município do Emitente diverge do


cadastrado na UF

482 Rejeição: Código do Município do Destinatário


diverge do cadastrado na UF

511 Rejeição: Não é de Operação com Exterior e Código


País destinatário difere de 1058 (Brasil)

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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512 Rejeição: CNPJ do Local de Retirada inválido

514 Rejeição: CNPJ do Local de Entrega inválido

528 Rejeição: Valor do ICMS difere do produto BC e


Alíquota

530 Rejeição: Operação com tributação de ISSQN sem


informar a Inscrição Municipal

531 Rejeição: Total da BC ICMS difere do somatório dos


itens

532 Rejeição: Total do ICMS difere do somatório dos


itens

535 Rejeição: Total do Frete difere do somatório dos


itens

536 Rejeição: Total do Seguro difere do somatório dos


itens

537 Rejeição: Total do Desconto difere do somatório dos


itens

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
166
539 Rejeição: Duplicidade de NF-e com diferença na
Chave de Acesso

[chNFe:
99999999999999999999999999999999999999999999]
[nRec:999999999999999]

Observação: Na resposta assíncrona, a SEFAZ pode


devolver o nREC - Número do Recibo do Lote caso
tenha condições.

540 Rejeição: CPF do Local de Retirada inválido

541 Rejeição: CPF do Local de Entrega inválido

558 Rejeição: Data de entrada em contingência


posterior a data de recebimento

560 Rejeição: CNPJ base/CPF do emitente difere do


CNPJ base/CPF da primeira NF-e do lote recebido

564 Rejeição: Total do Produto / Serviço difere do


somatório dos itens

569 Rejeição: Data de entrada em contingência muito


atrasada

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167
590 Rejeição: Informado CST para emissor do Simples
Nacional (CRT=1)

591 Rejeição: Informado CSOSN para emissor que não é


do Simples Nacional (CRT diferente de 1)

602 Rejeição: Total do PIS difere do somatório dos itens


sujeitos ao ICMS

603 Rejeição: Total da COFINS difere do somatório dos


itens sujeitos ao ICMS

604 Rejeição: Total do vOutro difere do somatório dos


itens

605 Rejeição: Total do vServ difere do somatório do


vProd dos itens sujeitos ao ISSQN

606 Rejeição: Total do vBC do ISS difere do somatório


dos itens

607 Rejeição: Total do ISS difere do somatório dos itens

608 Rejeição: Total do PIS difere do somatório dos itens


sujeitos ao ISSQN

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168
609 Rejeição: Total da COFINS difere do somatório dos
itens sujeitos ao ISSQN

610 Rejeição: Total da NF difere do somatório dos


Valores compõe o valor Total da NF.

627 Rejeição: O valor do ICMS desonerado deve ser


informado

629 Rejeição: Valor do Produto difere do produto Valor


Unitário de Comercialização e Quantidade
Comercial

630 Rejeição: Valor do Produto difere do produto Valor


Unitário de Tributação e Quantidade Tributável

635 Rejeição: NF-e com mesmo número e série já


transmitida e aguardando processamento

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se apenas


o bloqueio
empresa [det: Quantidade de rejeições
temporário
encontradas: XXX, Inutilização: ID_INUT]

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: Quantidade de rejeições apenas o
encontradas: XXX, NF-e: ID_EVENTO] bloqueio
temporário

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656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se
empresa [det: Número máximo de consultas apenas o
excedido (10) para a NF-e: CHAVE_ACESSO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: Número máximo de consultas apenas o
excedido (40) para o recibo: NUM_RECIBO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: Quantidade de rejeições apenas o
encontradas: XXX, NF-e: CHAVE_ACESSO] bloqueio
temporário

656 Rejeição: Consumo indevido pelo aplicativo da Aplica-se


empresa [det: DESC_ERRO ] apenas o
bloqueio
temporário

685 Rejeição: Total do Valor Aproximado dos Tributos


difere do somatório dos itens

*704 Rejeição: NFC-e com Data-Hora de emissão Faculdade


atrasada descrita na
exceção 2
daregra de
validação.

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170
714 Rejeição: NFC-e com opção de contingência
inválida (tpEmis=2, 4 (a critério da UF) ou 5)

751 Rejeição: NFC-e com valor total superior ao


permitido para destinatário não identificado
(Nome) [Limite]

752 Rejeição: NFC-e com valor total superior ao


permitido para destinatário não
identificado(Endereço) [Limite]

775 Rejeição: Modelo da NFC-e diferente de 65

795 Rejeição: Total do ICMS desonerado difere do


somatório dos itens

865 Rejeição: Total dos pagamentos menor que o total


da nota

866 Rejeição: Ausência de troco quando o valor dos


pagamentos informados for maior que o total da
nota

878 Rejeição: Endereço do site da UF da Consulta por


chave de acesso diverge do previsto

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171
904 Rejeição: Informado indevidamente campo valor de
pagamento

*927 Rejeição: Número do item fora da ordem sequencial

928 Rejeição: Informado código de benefício fiscal para Aplica-se aos


CST sem benefício fiscal [nItem: nnn] CST 20,30,
40, 70 e 90.

930 Rejeição: CST com benefício fiscal e não informado Aplica-se aos
o código de benefício fiscal [nItem: nnn] CST 20,30,
40, 70 e 90.

931 Rejeição: Informado código de benefício fiscal Aplica-se aos


incompatível com CST e UF [nItem: nnn] CST 20,30,
40, 70 e 90.

934 Rejeição: Não informado valor do ICMS desonerado Aplica-se aos


ou o Motivo de desoneração [nItem: nnn] CST 20, 40 e
70.

935 Rejeição: Valor total da Base de Cálculo superior ao


valor limite estabelecido [Valor Limite: R$
XXX.XXX,XX] (valor definido pela UF)

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
172
2.8.3 Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), modelo 57:

Msg Descrição Erro Observações

230 Rejeição: IE do emitente não cadastrada

232 Rejeição: IE do destinatário não informada

421 Rejeição: IE do remetente não cadastrada

422 Rejeição: IE do remetente não vinculada ao CNPJ

426 Rejeição: IE do destinatário não cadastrada

427 Rejeição: IE do destinatário não vinculada ao CNPJ

434 Rejeição: IE do expedidor não cadastrada

435 Rejeição: IE do expedidor não vinculada ao CNPJ

442 Rejeição: IE do recebedor não cadastrada

443 Rejeição: IE do recebedor não vinculada ao CNPJ

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173
489 Rejeição: IE do tomador não cadastrada

490 Rejeição: IE do tomador não vinculada ao CNPJ

*52 Rejeição: Carta de correcao invaìlida (campo/grupo “xxxx”


5 informado não existe no schema do CT-e ou não existe no grupo
informado)

652 Rejeição: NF-e não pode estar cancelada ou denegada

661 Rejeição: NF-e inexistente na base de dados da SEFAZ

662 Rejeição: NF-e com diferença de Chave de Acesso

690 Rejeição: CT-e multimodal referenciado inexistente na base de


dados da SEFAZ

[chCTe: 99999999999999999999999999999999999999999999]

691 Rejeição: CT-e multimodal referenciado existe com diferença de


chave de acesso

[chCTe:
99999999999999999999999999999999999999999999][nProt:999999
999999999][dhAut: AAAA-MM-DDTHH:MM:SS TZD]

692 Rejeição: CT-e multimodal referenciado não pode estar cancelado


ou denegado

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174
[chCTe:99999999999999999999999999999999999999999999]

709 Rejeição: CT-e da Ferrovia de Origem referenciado inexistente na


base de dados da SEFAZ

710 Rejeição: CT-e da Ferrovia de Origem referenciado existe com


diferença de chave de acesso

711 Rejeição: CT-e da Ferrovia de Origem referenciado não pode estar


cancelado ou denegado

716 Rejeição: IE do Remetente não informada

717 Rejeição: IE do Expedidor não informada

718 Rejeição: IE do Recebedor não informada

719 Rejeição: IE do Tomador não informada

722 Rejeição: Tomador do serviço deve ser remetente ou destinatário


para CT-e Globalizado

723 Rejeição: CT-e Globalizado deve conter apenas NF-e nos


documentos transportados

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175
724 Rejeição: CT-e Globalizado deve conter NF-e com CNPJ diferentes
para múltiplos remetentes

725 Rejeição: Razão Social do Remetente do CT-e Globalizado inválido

726 Rejeição: Razão Social do Destinatário do CT-e Globalizado


inválido

727 Rejeição: CNPJ do remetente do CT-e Globalizado deve ser o


mesmo do emitente do CT-e

728 Rejeição: CNPJ do destinatário do CT-e Globalizado deve ser o


mesmo do emitente do CT-e

729 Rejeição: NF-e de múltiplos emitentes informadas nos


documentos transportados sem indicador de CT-e Globalizado

730 Rejeição: Razão Social inválida para remetente/destinatário sem


indicador de CT-e Globalizado

737 Rejeição: O CT-e globalizado deve conter pelo menos 5 NF-e para
o mesmo emitente

743 Rejeição: CT-e Globalizado não pode ser utilizado para operação
interestadual

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176
744 Rejeição: CT-e Globalizado para tomador remetente com NF-e de
emitentes diferentes

748 Rejeição: CT-e referenciado em documentos anteriores


inexistente na base de dados da SEFAZ

749 Rejeição: CT-e referenciado em documentos anteriores existe


com diferença de chave de acesso

750 Rejeição: CT-e referenciado em documentos anteriores não pode


estar cancelado ou denegado

832 Rejeição: Município de início e fim de prestação do CT-e de


subcontratação devem ser iguais ao CT-e subcontratado

836 Rejeição: CNPJ do desenvolvedor do sistema inválido (zerado ou


dígito inválido)

861 Rejeição: NF-e em duplicidade no evento comprovante de


entrega

863 Rejeição: NF-e já possui comprovante de entrega para este CT-e

864 Rejeição: NF-e não possui relação com este CT-e

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177
2.8.4 Conhecimento de Transporte Eletrônico Outros Serviços
(CT-e OS), modelo 67

Msg Descrição Erro Observações

230 Rejeição: IE do emitente não cadastrada

489 Rejeição: IE do tomador não cadastrada

490 Rejeição: IE do tomador não vinculada ao CNPJ

* 525 Rejeição: Carta de correção invaìlida


(campo/grupo “xxxx” informado naÞo existe no
schema do CT-e ou não existe no grupo
informado)

719 Rejeição: IE do Tomador não informada

2.8.5 Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e),


modelo 58

Msg Descrição Erro Observações

* 228 Rejeição: BP-e com Data-Hora de Emissão muito


atrasada

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178
230 Rejeição: IE do emitente não cadastrada

673 Rejeição: CT-e informado não pode estar


cancelado/denegado na base da SEFAZ

[chCTe:
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX]

675 Rejeição: NF-e informada não existe na base de


dados da SEFAZ

[chNFe:
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX]

676 Rejeição: NF-e informada com diferença de chave


de acesso

[chNFe:
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX]

677 Rejeição: NF-e informada não pode estar


cancelada/denegada na base da SEFAZ

[chNFe:
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX]

713 Rejeição: CNPJ do desenvolvedor do sistema


inválido (zerado ou dígito inválido)

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179
2.8.6 Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e), modelo 63:

Msg Descrição Erro Observações

230 Rejeição: IE do emitente não cadastrada

510 Rejeição: CNPJ do responsável técnico inválido


(zerado ou dígito inválido)

2.8.7 Guia de Transporte de Valores Eletrônica (GTV-e), modelo


64

Msg Descrição Erro Observações

230 Rejeição: IE do emitente não cadastrada

232 Rejeição: IE do destinatário não informada

421 Rejeição: IE do remetente não cadastrada

422 Rejeição: IE do remetente não vinculada ao CNPJ

426 Rejeição: IE do destinatário não cadastrada

427 Rejeição: IE do destinatário não vinculada ao CNPJ

489 Rejeição: IE do tomador não cadastrada

490 Rejeição: IE do tomador não vinculada ao CNPJ

716 Rejeição: IE do Remetente não informada

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
180
719 Rejeição: IE do Tomador não informada

836 Rejeição: CNPJ do desenvolvedor do sistema inválido (zerado ou


dígito inválido)

2.9 EVENTOS DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA

É o registro de uma ação ou situação relacionada com a NF-e.

São eventos da NF-e, conforme dispõe o art. 24 do Anexo I do Livro


VI do RICMS/00:
• Cancelamento;
• Carta de Correção Eletrônica (CC-e);
• Registro de Passagem Eletrônico;
• Ciência da Emissão;
• Confirmação da Operação, manifestação do destinatário confirmando
que a operação descrita na NF-e ocorreu exatamente como informado nesta
NF-e
• Operação não Realizada, manifestação do destinatário reconhecendo
sua participação na operação descrita na NF-e, mas declarando que a
operação não ocorreu ou não se efetivou como informado nesta NF-e;
• Desconhecimento da Operação, manifestação do destinatário
declarando que a operação descrita da NF-e não foi por ele solicitada;
• Registro de Saída;
• Vistoria SUFRAMA;
• Internalização SUFRAMA;
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181
• Evento Prévio de Emissão em Contingência (EPEC);
• NF-e referenciada em outra NF-e, que consiste no registro de que esta
NF-e consta como referenciada em outra NF-e;
• NF-e referenciada em CT-e, que consiste no registro de que esta NF-e
consta como referenciada em um CT-e;
• NF-e referenciada em Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais
(MDF-e), que consiste no registro de que esta NF-e consta como referenciada
em MDF-e; e
• Manifestação do Fisco, assim entendido o registro realizado pela
autoridade fiscal com referência ao conteúdo ou à situação da NF-e.

Os eventos são registrados por qualquer pessoa física ou jurídica


envolvida ou relacionada com a operação descrita na NF-e, ou por
órgãos da administração pública direta ou indireta, e são exibidos na
consulta da NF-e conjuntamente com a NF-e a que se referem.
São obrigatórios os registros dos seguintes eventos:

I - pelo emitente da NF-e:


a) Carta de Correção Eletrônica de NF-e;
b) Cancelamento de NF-e;
c) Evento Prévio de Emissão em Contingência;
d) Comprovante de Entrega da NF-e;
e) Cancelamento do Comprovante de Entrega da NF-e.

Cláusula décima quinta-B do Ajuste SINIEF 7/05

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
182
II - pelo destinatário da NF-e:
a) Confirmação da Operação;
b) Operação não Realizada;
c) Desconhecimento da Operação.

Além da obrigatoriedade prevista acima, o destinatário da NF-e tem o


dever de registrar um dos eventos acima para toda NF-e que:
I - exija o preenchimento do Grupo Detalhamento Específico
de Combustíveis, nos casos de circulação de mercadoria destinada a:
a) estabelecimentos distribuidores de combustíveis, a
partir de 1º de março de 2013;
b) postos de combustíveis e transportadores revendedores
retalhistas, a partir de 1º de julho de 2013;

II - acoberte operações com álcool para fins não-combustíveis,


transportado a granel, a partir de 1º de julho de 2014;

III - nos casos em que o destinatário for um estabelecimento


distribuidor ou atacadista, acoberte, a partir de 1º de agosto de 2015,
a circulação de:
a) cigarros;
b) bebidas alcoólicas, inclusive cervejas e chopes;
c) refrigerantes e água mineral.

A realização dos registros dos eventos previstos para o destinatário


deverá observar o prazo constante no Anexo II, estabelecido no Ajuste
SINIEF 7/05, contados da data de autorização de uso da NF-e:

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183
PRAZOS PARA O REGISTRO DO EVENTO
OPERAÇÃO EVENTO DIAS
Confirmação da Operação 20
Em caso de Operações
Internas Operação não Realizada 20
Desconhecimento da Operação 10
Confirmação da Operação 35
Em caso de Operações
Interestaduais Operação não Realizada 35
Desconhecimento da Operação 15
Em caso de Operações Confirmação da Operação 70
Interestaduais destinada
a área incentivada Operação não Realizada 70
Desconhecimento da Operação 15

2.9.1 Eventos De Manifestação Do Destinatário Da Nota Fiscal

É obrigatório o registro dos eventos da NF-e arrolados no art. 8° da


Parte II, Anexo II da Resolução SEFAZ 720/2014. A cláusula décima
quinta-A e anexo II, ambos do Ajuste SINIEF 07/05 também definem a
obrigatoriedade do registro da Manifestação do Destinatário.

Manifestação do Destinatário é um conjunto de eventos que permitem


que o destinatário da NFe possa apontar a sua participação comercial
descrita no documento fiscal, confirmando e controlando as operações e
informações prestadas pelo seu fornecedor, que é o emissor do documento.

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184
Quais são os Eventos de Manifestação Destinatário
● Confirmação da Operação (O evento foi registrado após a realização
da operação, e significa que a operação ocorreu conforme informado na
NF-e. Quando a NF-e trata de uma circulação de mercadorias, o momento de
registro do evento deve ser posterior à entrada física da mercadoria no
estabelecimento do destinatário. Este evento também deve ser registrado para
NF-e onde não existem movimentações de mercadorias, mas foram objeto de
ciência por parte do destinatário, por isso é denominado de Confirmação da
Operação e não Confirmação de Recebimento.Importante registrar, que após
a Confirmação da Operação pelo destinatário, a empresa emitente fica
impedida de cancelar a NF-e. Apenas o evento Ciência da Emissão não inibe
a autorização para o pedido de cancelamento da NF-e, conforme o prazo
definido na legislação vigente)

● Desconhecimento da Operação (Este evento tem como finalidade


possibilitar ao destinatário se manifestar quando da utilização indevida de
sua Inscrição Estadual, por parte do emitente da NF-e, para acobertar
operações fraudulentas de remessas de mercadorias para destinatário
diverso. Este evento protege o destinatário de passivos tributários envolvendo
o uso indevido de sua Inscrição Estadual/CNPJ.)

● Operação não Realizada (Este evento será informado pelo destinatário


quando, por algum motivo, a operação legalmente acordada entre as partes
não se realizou (devolução sem entrada física da mercadoria no
estabelecimento do destinatário, sinistro da carga durante seu transporte,
etc.)

● Ciência da Emissão (O evento de "Ciência da Emissão" registra na NF-e


a solicitação do destinatário para a obtenção do arquivo XML. Após o
registro deste evento, é permitido que o destinatário efetue o download do
arquivo XML. O Evento da "Ciência da Emissão" não representa a
manifestação do destinatário sobre a operação, mas unicamente dá condições
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185
para que o destinatário obtenha o arquivo XML; este evento registra na
NF-e que o destinatário da operação, constante nesta NF-e, tem conhecimento
que o documento foi emitido, mas ainda não expressou uma manifestação
conclusiva para a operação. Todas as operações com o evento de solicitação
de "Ciência da Emissão" deverão ter na sequência o registro do evento com a
manifestação conclusiva do destinatário sobre a operação)

Uma vez que o destinatário tomou Ciência da Emissão é obrigatória


a sua manifestação.
Toda nota informada ao contribuinte tem que ter registrada a sua
respectiva manifestação até um prazo máximo de 180 dias, contados da
data da ciência. Este prazo máximo será reduzido gradativamente, conforme
o interesse das Administrações Tributárias.
Importante registrar, que após a Confirmação da Operação pelo
destinatário, a empresa emitente fica impedida de cancelar a NF-e.

Onde podemos consultar os eventos de Manifestação do Destinatário


A consulta pública na Internet foi alterada para exibir os eventos
registrados na NF-e e pode ser realizada diretamente no Portal da NF-e
(www.nfe.fazenda.gov.br) ou portais das Secretarias de Fazenda da
circunscrição do emitente, a partir da informação da chave de acesso da
NF-e. Os arquivos XML dos eventos também serão disponibilizados para os
emitentes/destinatários constantes no documento fiscal

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186
Como posso ficar sabendo das NF-e destinadas para a minha empresa
Várias empresas relataram a dificuldade de obter informações (Chaves
de Acesso) de todas as operações destinadas a sua empresa. Para resolver esta
questão, dentro do processo de Manifestação do Destinatário, foi
disponibilizado também um serviço que informa as Chaves de Acesso
destinadas a uma empresa.

Portanto, este serviço permite que o destinatário obtenha informações


reduzidas sobre todas as notas emitidas para o seu CNPJ, em todo país, num
determinado período (do dia anterior ao da solicitação até o prazo máximo de
15 dias), possibilitando também que este tenha condições de identificar o uso
indevido de sua inscrição estadual por contribuintes emissores.

A resposta a esta consulta retorna as seguintes informações sobre as


NF-e emitidas para o destinatário:
● Chave de Acesso da NF-e

● Inscrição Estadual, CNPJ e Razão Social do Emitente

● Data de Emissão e Data da Autorização da NF-e

● Tipo de Operação da NF-e (Entrada/Saída)

● Valor Total da Operação


● Situação da NF-e no Momento da Consulta
(autorizada/cancelada/denegada)

● Situação da Manifestação do Destinatário (ciência, confirmada


operação, operação não realizada, desconhecida e sem manifestação do
destinatário).

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
187
Como fazer Manifestação do Destinatário

A Manifestação do Destinatário poderá ser realizada utilizando-se o


Manifestador Gratuito de NFe disponibilizado pela Receita Federal do
Brasil através do Portal Nacional da NFe.

artigo 8° Anexo II da Parte II da Resolução SEFAZ 720/2014

2.10 CANCELAMENTO DE DOCUMENTOS FISCAIS


ELETRÔNICOS

Primeiramente, lembramos que o cancelamento de uma NF-e só é


permitido se não tiver ocorrido a circulação da mercadoria. Caso tente
cancelar uma NF-e cuja mercadoria já circulou, o contribuinte ficará sujeito
às penalidades cabíveis, previstas na Lei nº 2.657/96, norma que pode ser
consultada no Portal da SEFAZ.

Se ainda não passaram 24 horas do momento em que foi concedida


a Autorização de Uso da NF-e, o cancelamento da NF-e deverá ser efetuado
pelo próprio contribuinte por meio do registro de evento correspondente no
aplicativo emissor de NF-e.

Quando ultrapassado o prazo de 24 horas da autorização de uso da


NF-e, é necessário, para cancelar o documento, solicitar a reabertura do
prazo em www.fazenda.rj.gov.br/dfe, em “Sistema de reabertura de prazo
para cancelamento”.

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188
Importante frisar que antes de solicitar a reabertura deverá ser
verificado pelo contribuinte se existe atrelado ao documento algum evento
que impeça o deferimento do pedido de reabertura. Recomendamos a leitura
do Manual do sistema, disponível no próprio sistema. Se o pedido for
deferido, o contribuinte deverá, por meio do seu sistema emissor, transmitir o
evento de cancelamento.

As NF-e canceladas deverão ser escrituradas sem valores monetários,


conforme determina o § 1º da cláusula décima oitava do Ajuste SINIEF
07/05.

2.10.1 Cancelar Extemporaneamente Documentos Fiscais


Eletrônicos - Reabertura de Prazo
O cancelamento extemporâneo ou cancelamento fora do prazo é um
recurso que a Sefaz oferece para o contribuinte que precisa cancelar um
documento fiscal eletrônico depois de excedido o prazo para cancelamento
previsto em lei.

A partir deste sistema, será possível a solicitação e consulta de


reabertura de prazo para cancelamento extemporâneo de todos os
documentos fiscais eletrônicos e de reabertura de prazo para
cancelamento por substituição da NFC-e (modelo 65), conforme definidos
nos respectivos anexos da Parte II da Resolução SEFAZ n.º 720/2014.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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DOCUMENTOS PERMITIDOS

● NF-e (Modelo 55)


● NFC-e (Modelo 65)
● NFA-e (Modelo 55)
● CTE-e (Modelo 57)
● CT-e OS (Modelo 67)
● MDF-e (Modelo 58 )

Anexo II da Parte II; Anexo II-A da Parte II; Anexo VI da Parte II; Anexo III
da Parte II; Anexo III-A da Parte II; Anexo IV da Parte II da Resolução
SEFAZ n.° 720/2014

Para mais informações acesse o link:

http://www4.fazenda.rj.gov.br/dfe-cancelamento-ext/

2.10.2 Cancelamento de NOTA CARIOCA

Pode-se cancelar NFS-e emitida?


Sim, mas só se admite o cancelamento da NFS-e quando o serviço não
tiver sido prestado ou quando tiver ocorrido duplicidade de emissão para o
mesmo serviço.

O cancelamento da NFS-e deverá ser solicitado pelo emitente, no


Portal da Nota Carioca, e, como regra geral, será autorizado automaticamente
quando solicitado dentro do prazo de 180 dias.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
190
Passado o prazo, a nota ainda poderá ser cancelada, mas não
automaticamente. Sua solicitação será analisada por um Fiscal de Rendas.

O prazo não é o único critério para o deferimento automático. Isso quer


dizer que há Notas Cariocas que, mesmo dentro do prazo de 180 dias, não
poderão ser canceladas automaticamente e o pedido fica pendente de
deferimento, nas seguintes situações:

1) A NFS-e está associada a uma guia quitada, e o valor do ISS na nota


é superior a R$ 5.000,00.

2) A NFS-e foi emitida com indicação de retenção do ISS pelo


prestador ou pelo intermediário, e o tributo já foi pago (qualquer que seja o
seu valor).

Nas hipóteses em que o cancelamento da NFS-e dependa de


deferimento (depois do prazo, ISS na nota acima de R$ 5.000,00, pago, e
casos de retenção), a análise será feita de ofício e, se necessário, o Fiscal de
Rendas solicitará documentos adicionais.

Em se tratando de solicitação de cancelamento de NFS-e cujo imposto


tenha sido retido e pago pelo tomador ou intermediário, caberá ao prestador
do serviço solicitar o cancelamento no sistema da Nota Carioca.

O cancelamento de Nota Carioca vinculada a uma guia de


recolhimento emitida e não paga, ou não integralmente quitada com a

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
191
utilização de créditos disponíveis no sistema, dependerá do prévio
cancelamento dessa guia.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1 - Impedimento de cancelamento de NFS-e pelo não pagamento dos


serviços prestados

O fato gerador do ISS é a prestação do serviço. Caso tenha sido


emitida uma NFS-e para um serviço efetivamente prestado, o ISS será devido
e não será possível seu cancelamento simplesmente pelo motivo do serviço
não ter sido pago pelo tomador. Portanto, nesse caso não poderá cancelar a
NFS-e, esteja o imposto pago ou não.

2- impedimento de cancelamento da NFS-e se não houve devolução do


pagamento antecipado

Caso a NFS-e tenha sido emitida em decorrência de o prestador ter


recebido adiantamento, sinal ou pagamento antecipado, mas o serviço não
tenha sido prestado, a NFS-e somente poderá ser cancelada se efetivamente
ocorrer a devolução ao cliente da quantia paga antecipadamente.

3 - O prestador do serviço deverá comunicar o cancelamento da NFS-e


ao tomador.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
192
2.11 SITUAÇÃO DOS DOCUMENTOS FISCAIS

Para cada transmissão de documento fiscal eletrônico, é apresentada a


situação do documento, que pode divergir de acordo com a finalidade da
emissão ou por irregularidades com os contribuintes envolvidos na operação.
Agora, vamos ver os tipos de situações, baseados nos manuais de
documentos fiscais eletrônicos e sua escrituração, com códigos e descrição,
conforme (item 4.1.2- Tabela Situação do Documento do Ato
COTEPE/ICMS nº 09, de 2008), apresentado abaixo:

Código Descrição

00 Documento regular.

Documentos regulares são os documentos fiscais emitidos e transmitidos sem nenhum


tipo de particularidade ou divergência em sua transmissão. Ou seja, significa que a
nota fiscal, ou o documento fiscal, consta com validade normal no ambiente eletrônico
da RFB.

01 Escrituração extemporânea de documento regular.

De acordo com o manual de orientações do SPED, a escrituração extemporânea é


feita quando os documentos deveriam ter sido escriturados em períodos anteriores.
Nesses casos, a data de emissão e a data de entrada ou saída não devem pertencer
ao período da escrituração informado no arquivo em questão. Cabe ressaltar que é
preciso verificar a legislação de cada UF quanto à escrituração desses documentos.

02 Documento cancelado.

Essa situação de documento equivale a quando um documento é emitido


regularmente, porém é identificada alguma falha ou erro em sua emissão, sendo
cancelado posteriormente. Atualmente o prazo máximo para o cancelamento de uma
NF-e é de 24 horas.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
193
03 Escrituração extemporânea de documento cancelado.

Assim como no tipo de situação código 01 – escrituração extemporânea, esse código é


utilizado para escriturar documentos que deveriam ter sido escriturados em períodos
anteriores, porém na situação cancelada. Para esse caso, utiliza-se o código de
situação 03.

04 NF-e, NFC-e ou CT-e - denegado.

A situação de documento denegado é definitiva, isto é, para os documentos fiscais


denegados por qualquer motivo, essa situação não será revertida em regular, devendo
o mesmo ser escriturado sem valores fiscais, apenas com a chave de acesso para
declarar ao fisco que a numeração e o documento foram denegados.

O retorno da SEFAZ como denegada acontece quando esse órgão identifica alguma
irregularidade fiscal por parte do emitente ou do destinatário da nota. Alguns exemplos
são: quando a Inscrição Estadual está suspensa, cancelada, baixada ou em processo
de baixa.

05 NF-e, NFC-e ou CT-e - Numeração inutilizada.

A inutilização de NF-e tem como principal finalidade permitir que o emissor comunique
à SEFAZ os números de NF-e que não serão utilizados em razão de ter ocorrido uma
quebra de sequência da numeração da nota fiscal eletrônica ou uma rejeição que não
é possível ser corrigida.

06 Documento Fiscal Complementar.

A NF-e Complementar, como já citamos, é utilizada para acrescentar os dados e


valores que não foram informados na NF-e original. A legislação prevê a sua emissão
em alguns casos como exportação, quando o valor do dólar, por exemplo, for diferente
na hora da emissão da NF-e e no recebimento da mercadoria.

07 Escrituração extemporânea de documento complementar.

Assim como no tipo de situação código 01 (escrituração extemporânea), esse código é


utilizado para escriturar documentos que deveriam ter sido escriturados em períodos
anteriores, porém na situação complementar. Para ele utiliza-se o código de situação
03.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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08 Documento Fiscal emitido com base em Regime Especial ou Norma Específica.

Essa situação de documento se refere à situação do documento fiscal, não guardando


pertinência ao emitente ou ao destinatário. Assim, o uso do código “08” se aplica
especificamente àqueles documentos emitidos em virtude de regime especial ou
norma específica. Também é utilizado para a escrituração de documentos emitidos por
terceiros: os casos de escrituração de documentos fiscais, inclusive NF-e, emitidos por
terceiros (como o consórcio constituído nos termos dispostos nos arts. 278 e 279 da
Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) e das NF-e avulsas emitidas pelas UF
(séries 890 a 899). Esses casos devem ser informados como emissão de terceiros,
com o código de situação do documento igual a 08 – Documento Fiscal emitido com
base em Regime Especial ou Norma Específica.

2.12 DOCUMENTOS FISCAIS - NATUREZA DE OPERAÇÃO

A natureza da operação (NOP) é o termo que identifica a operação


comercial que está sendo efetuada no tempo da emissão dos variados tipos
de notas fiscais.

Ou seja, você irá identificar a descrição da operação, como por


exemplo:

● Venda ou compra de mercadoria;


● Prestação de Serviço;
● Devolução de mercadoria;
● Remessa;
● Importação ou exportação;
● Retorno..

Recorrendo ao Manual de Integração NFE, temos a seguinte


explicação sobre o campo da NOP:
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
195
“Informar a natureza da operação de que decorrer a saída ou a entrada, tais
como: venda, compra, transferência, devolução, importação, consignação,
remessa (para fins de demonstração, de industrialização ou outra), conforme
previsto na alínea ‘i’, inciso I, art. 19 do CONVÊNIO S/Nº, de 15 de
dezembro de 1970”.

Atente-se que, é permitido apenas uma Natureza da Operação por


Nota Fiscal Eletrônica, não sendo possível acrescentar mais que uma na
NF-e.

Para ajudar a perceber melhor essa situação em um caso prático, veja a


imagem a seguir, a qual o campo “Natureza da Operação” aparece em uma
nota fiscal:

Por exemplo: Se foi feita uma venda de produto, a natureza da


operação consequentemente será Venda, já se foi feita devolução de produto,
a Natureza será Devolução de Mercadoria.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.12.1 Natureza de operação (NOP) x Código Fiscal de Operações e
Prestações (CFOP): O que muda?
O Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) é um registro de
circulação de uma mercadoria, dentro ou fora do estado.

Trata-se de uma sequência numérica composta por 4 dígitos, sendo o


primeiro referente ao tipo de operação, e os outros três relacionados à
finalidade e tipo de produto e tem a natureza fiscal (VIMOS
ANTERIORMENTE).

Vale dizer que, ao contrário da natureza da operação, uma mesma


nota poderá conter mais de um CFOP dependendo da quantidade de
produtos, uma vez que esse código é específico de cada mercadoria.

Como observado, a NOP tem como finalidade incluir, excluir ou até


mesmo alterar a natureza de operação das operações que estiverem
cadastradas no sistema da empresa.

O principal objetivo desse número é o de classificar de maneira legal


os itens que constam na Nota Fiscal, evidenciando a operação a que aquele
produto será submetido.

São esses cadastros, realizados da forma correta, que identificam todo


o caminho dos produtos que percorrem o mercado brasileiro e que, também,
ajudam na fiscalização e no devido recolhimento dos impostos.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
197
CFOP = registro de circulação de CADA mercadoria

NOP = identifica a operação comercial

2.13 SISTEMA FISCO FÁCIL Contribuintes do Estado do Rio de


Janeiro

O SISTEMA FISCO FÁCIL é um portal de transparência e de


serviços. Dentre os diversos serviços prestados, destacamos os que segue:

● Acesso a dados do contribuinte nos Sistemas Corporativos ou


Conveniados (NFE)
● Divergência NFe (saídas) X EFD ICMS IPI, com possibilidade
de solicitação das chaves de acessos das Notas Fiscais
Eletrônicas apontadas como divergentes.
● Solicitação das chaves de acessos das Notas Fiscais
Eletrônicas
● Extrator de Documentos Fiscais Eletrônicos
● NFCE (ainda não implementada);

O objetivo é a Autorregularização, onde o contribuinte poderá verificar


as pendências que estão sendo acompanhadas pela SEFAZ RJ.

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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2.13.1 Quem está autorizado a acessar o sistema
Acessos autorizados:
● Pessoa Física ou Jurídica com Inscrição Estadual no Estado do Rio
de Janeiro (inclusive com situação cadastral de baixado) - E-CNPJ do
estabelecimento

● E-CPF do contabilista, bem como pelo E-CNPJ da empresa


contabilista. Importante ressaltar que o e-CPF do sócio não permite o
acesso ao sistema.

O acesso ao FISCO FÁCIL é realizado exclusivamente com


certificado digital.

Não é possível o acesso para o Sistema Fisco Fácil através de


e-procuração se o outorgante não possuir Inscrição Estadual.

O detalhamento das informações encontra-se no manual.

MANUAL SISTEMA FISCO FÁCIL CONTRIBUINTES

VERSÃO 10 – JULHO DE 2020

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
199
2.14 MEI E OS DOCUMENTOS FISCAIS

2.14.1 NF-e, NFC-e, NFA-e


Microempreendedor Individual (MEI) não pode emitir NF-e por não
possuir Inscrição Estadual.

Porém, existe a possibilidade de emissão da Nota Fiscal Avulsa


Eletrônica (NFA-e). De acordo com o art. 35 do Anexo I do Livro VI do
RICMS/00, podem emitir NFA-e:

▪ Microempreendedor Individual (MEI) que realiza atividade no


campo de incidência do ICMS;

▪ Pessoa jurídica não contribuinte do ICMS;

▪ Pessoa física não contribuinte do ICMS;

▪ Contribuinte paralisado pessoa jurídica;

▪ Contribuinte paralisado pessoa física; e

▪ Fisco

De acordo com a Resolução CGSN 140/18 (art. 106, II), o MEI é:

a) dispensado da emissão de documento fiscal:

a.1) nas operações com venda de mercadorias ou prestações de


serviços para consumidor final pessoa física;

a.2) nas operações com mercadorias para destinatário inscrito no


CNPJ, quando o destinatário emitir nota fiscal de entrada;
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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
200
b) obrigado à emissão de documento fiscal:

b.1) nas prestações de serviços para tomador inscrito no CNPJ;

b.2) nas operações com mercadorias para destinatário inscrito no


CNPJ, quando o destinatário não emitir nota fiscal de entrada.

Dessa forma, nas situações tratadas na alínea “a”, o uso da NFA-e é


facultativo. Já nas hipóteses da alínea “b”, o uso é obrigatório.

O MEI somente poderá emitir documento fiscal estadual caso exerça


atividade comercial ou industrial (atividade inserida no campo de
incidência do ICMS.

(Resolução CGSN nº 140/2018 , arts. 106 e 107; art. 35 da Resolução Sefaz


720/18)

2.14.2 MDF-e

Pode o transportador autônomo de cargas ser classificado como


Microempreendedor individual (MEI)?

O transportador autônomo de cargas pode ser optante pelo Sistema de


Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo
Simples Nacional – SIMEI, desde que atendidas as condições para ingresso
no sistema. De acordo com o Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018 o
MEI somente pode exercer a atividade de “caminhoneiro de cargas não
perigosas” CNAE 4930-2/02.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
201
Observa-se que o ingresso no SIMEI é opcional e não compulsório.

Cabe ressaltar que o entendimento é que se o transportador


autônomo for MEI, ele não poderá emitir MDF-e, mas ainda há obrigação
de emissão do MDF-e pelo contratante do serviço (remetente ou
destinatário), desde que emitente de NF-e.

(Resolução CGSN nº 140/2018 , arts. 106 e 107; art. 35 da Resolução


Sefaz 720/18)

2.14.3 NFS-E

A emissão de Nota Carioca pelo MEI é opcional (ele pode continuar


emitindo notas fiscais em papel) ou utilizar o modelo próprio.

Preencher no computador (não precisa fazer em gráfica). No campo


inscrição Municipal deixa em branco.

Você pode colocar o logo da sua empresa nesse documento.

O MEI estará dispensado de emitir nota fiscal para prestação de


serviço

O MEI SOMENTE FICA OBRIGADO a emitir NFS-e em “regime


especial”, com dados agregados, e, portanto, não têm que entregar a Nota
Carioca aos tomadores de serviços no caso de:

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
202
I – intermediação de serviços entre pessoas físicas, realizada
exclusivamente pela internet (deve emitir uma NFS-e – NOTA CARIOCA
por mês, no valor total das comissões recebidas).

Para conseguir emitir a NFS-e, o MEI deve providenciar seu cadastro


junto a Prefeitura.

2.14.4 Conhecimento Avulso de Transporte Aquaviário e


Rodoviário de Cargas

Na prestação de serviço de transporte intermunicipal ou


interestadual de cargas, aquaviário ou rodoviário, o MEI pode emitir:

- Conhecimento Avulso de Transporte Aquaviário e Rodoviário


de Cargas observado o disposto no Anexo VI da Parte II da Resolução
nº 720/14 e no art. 74-A do Livro IX do RICMS/00, Decreto nº
27.427/00.

Esse documento não é emitido eletronicamente. Ele deve ser


adquirido em papelarias. Será impresso por gráfica autorizada e distribuído
na forma que dispuser a legislação específica.

Além das demais normas pertinentes à emissão dos documentos fiscais


previstos nos dispositivos acima citados, o MEI deve observar o disposto na
Resolução CGSN nº 140/2018.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
203
Pode ser emitido tanto nas operações realizadas com contribuinte do
ICMS como nas realizadas com consumidor final, pessoa física ou jurídica
não contribuinte do imposto.

art. 74-A do Livro IX, do RICMS/00

2.15 PRODUTOR RURAL

2.15.1 NFA-e - Nota Fiscal Avulsa Eletrônica para Produtor Rural


Alterado o Anexo I do Livro VI - Obrigações Acessórias - do
Decreto nº 27.427/2000 (RICMS) a fim de EXCLUIR a hipótese de
emissão de Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-E) por produtor rural
pessoa física (vigente a partir de 07.03.2020).
Decreto nº 46.928, de 05.02.2020 - DOE RJ de 06.02.2020 - Ret.
DOE RJ de 07.02.2020

2.15.2 Produtor Rural Pessoa Física Inscrição Estadual


obrigatória
O Produtor Rural Pessoa Física (PRPF) localizado no Estado do Rio
de Janeiro e que desenvolve atividade econômica primária agrícola,
pecuária, pesqueira, de extração de produtos vegetais, bem como a criação
animal de qualquer espécie, previstas no art. 9º do Anexo I da Parte II da
Resolução SEFAZ nº 720/2014, e listadas na Portaria SUCIEF nº 3/2015,
deverá solicitar inscrição estadual OBRIGATÓRIA.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
204
O Pedido de Inscrição Estadual ou de Alteração Cadastral da
inscrição estadual de Produtor Rural Pessoa Física (PRPF) deverá ser
realizado obrigatoriamente pelo respectivo Requerimento Eletrônico
(Formulário Exclusivo da SEFAZ-RJ)
Para informações mais detalhadas com o passo a passo para
preenchimento do pedido, consulte o Manual de Cadastro.

2.15.3 NF-e

SEM CNPJ
O produtor rural NÃO INSCRITO no CNPJ, não está obrigado a
emissão de NF-e.
Enquanto não obrigado à emissão exclusiva do documento fiscal
eletrônico previsto no caput, o produtor rural não inscrito no CNPJ poderá
optar, a cada operação, pela utilização de NF-e ou de Nota Fiscal de
Produtor, modelo 4.
O produtor rural que possui um Certificado Digital do tipo E-CPF
pode continuar emitindo Nota Fiscal Produtor Rural RJ através de um
emissor fiscal próprio, de forma ainda mais prática e segura.

COM CNPJ
Considerando que o produtor rural é obrigado a se inscrever no
CAD-ICMS, ele fica obrigado ao uso de NF-e, modelo 55, em
substituição à:
I - Nota Fiscal de Produtor, modelo 4;
Art. 1º, Do Anexo II, Da Parte II Da Resolução Sefaz Nº 720/14
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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
205
2.15.4 MDF-e

Conforme Cláusula terceira-A do Ajuste SINIEF 21/10, o


produtor rural acobertado por Nota Fiscal Avulsa Eletrônica - NFA-e,
modelo 55 NÃO ESTA OBRIGADO a emissão do MDF-e.

Considerando que:
- O produtor Rural não pode mais emitir a NFA-e;
- Está obrigado à inscrição Estadual no Estado do RJ;
- Para ter cadastro estadual precisa de CNPJ….

O produtor rural fica obrigado ao uso de NF-e, modelo 55, e,


portanto, caso transportem bem ou mercadoria em veículo próprio ou
arrendado, estará obrigado a emitir MDF-e, já que o credenciamento para
emitir esse documento está vinculado ao credenciamento para emitir
NF-e.

2.16 ICMS – NF-e – DEVOLUÇÃO DE MERCADORIA


EFETUADA POR ESTABELECIMENTO NÃO-CONTRIBUINTE
DO IPI.
Você empreendedor, comprou mercadorias para revenda de uma
indústria, agora precisa devolver e está com dúvida sobre como informar o
valor do IPI destacado na nota fiscal do fornecedor, uma vez que, sua
empresa não é contribuinte desse imposto? Então, se liga no que o Fisco diz:

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
206
I – O valor do IPI destacado na Nota Fiscal de aquisição do
estabelecimento fornecedor, contribuinte do IPI, deverá ser indicado no
campo “Dados Adicionais – Informações Complementares” da NF-e emitida
para acobertar a devolução e adicionado ao seu valor total, para que assim
reproduza o que foi citado na NF-e de aquisição.

II – O mesmo valor deverá também ser computado no campo “Outras


Despesas Acessórias” da NF-e de devolução como mecanismo operacional
destinado exclusivamente a viabilizar a validação e autorização para a
emissão do documento fiscal eletrônico.”

2.17 DESAFIOS DO RECEBIMENTO ELETRÔNICO DE NFSE


Apesar de existir um projeto nacional de padronização da NFSe,
atualmente o processo de emissão da NFSe, é realizado pelas prefeituras em
todo o país, não ocorrendo de forma padronizada e centralizada, pois não
existe uma padronização nacional (com exceção em DF).

Empresas que recebem NFSe de duas ou mais prefeituras, por


exemplo, enfrentam o desafio de ter acesso ao documento por meio de
processos variados, de acordo com as opções utilizadas por cada
administração municipal.

Na prática, cada prefeitura adota um layout e tipo de arquivo diferente,


que atende às necessidades específicas de cada município. Dessa maneira,
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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
207
esses formatos são desenvolvidos por empresas e pelas próprias
administrações municipais. Por isso, um dos grandes dilemas, de fato, é
manter a integração com vários formatos das NFSe emitidas. E para
potencializar ainda mais esse cenário de desconforto, o lançamento da NFSe
é realizado manualmente nos sistemas fiscais e de gestão das empresas, o
que gera baixa produtividade, erros de digitação e grande custo operacional.

Além do panorama já apresentado, durante o processo de entrada das


NFSe, também podemos encontrar os seguintes problemas:

• Perda de tempo em procurar notas no e mail

• Atraso do pagamento do fornecedor

• Entrar em contato com fornecedores em busca de nota extraviada

• Verificação de informações da NFSe e do DANFSE

• Custos com recebimento e tratamento de documentos fiscais

• Má qualidade de informações usadas

• Vulnerabilidade a multas ou descumprimento de prazos

• Documentos perdidos ou rasurados

• Organização e identificação de NFSe faltantes

• Checagem de notas canceladas

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2.18 GUARDA DE DOCUMENTOS FISCAIS
É correto afirmar que, como a Secretaria da Fazenda já recebe a NF-e,
a empresa emitente não mais precisa guardar a NF-e?
Não. O emitente e o destinatário deverão manter em arquivo digital as
NF-es pelo prazo decadencial de 05 anos estabelecido na legislação tributária
para a guarda dos documentos fiscais. Quando solicitado, deverão apresentar
os arquivos digitais à administração tributária.
É válido ressaltar que a NFe é o arquivo XML assinado e autorizado
digitalmente. É esse arquivo que deve ser armazenado, mantendo o formato
em que foi transmitido e autorizado.
Caso o destinatário (comprador) não tenha condições de receber o
arquivo digital, deverá armazenar o DANFE pelo prazo decadencial.

2.18 PENALIDADES

Engana-se quem acha que não emitir notas fiscais, falsificá-las ou


omitir os valores passarão despercebidos. Muito pelo contrário. Essas
práticas são ilegais, também conhecida como sonegação fiscal, e as
consequências são severas.

As infrações relativas à emissão de documentos fiscais e escrituração


de livros fiscais ensejará a aplicação das seguintes penalidades (Art. 62-C da
Lei 2.657/96):

UFIR RJ 2021 - R$ 3,7053

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209
1. Não escriturar operação ou prestação de entrada ou saída nos
livros fiscais próprios ou formulários de controle

MULTA: 3% do valor da operação ou prestação não escriturada, sem


prejuízo da cobrança do imposto, quando cabível;

2. Não possuir documento ou livro fiscal ou deixar de escriturar livro


fiscal

MULTA: equivalente em reais a 90 UFIR-RJ, por mês ou fração de


mês, limitada ao equivalente em reais a 1.080 UFIR-RJ, por livro ou modelo
de documento, contado da data da qual era obrigatória sua adoção ou
escrituração, sem prejuízo da cobrança do imposto, quando cabível;

3. Deixar de emitir ou de entregar ao adquirente ou destinatário da


mercadoria ou ao tomador do serviço documento fiscal ou outro
documento de controle exigido na legislação ou emitir
documentação inidônea

MULTA: 5% do valor da operação ou prestação, sem prejuízo da


cobrança do imposto, quando cabível;

4. Receber ou possuir mercadoria ou tomar serviço sem


documentação fiscal ou com documentação inidônea

MULTA: 5% do valor da operação ou prestação, sem prejuízo da


cobrança do imposto, quando cabível,;

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210
5. Transportar mercadoria desacompanhada de documento fiscal ou
de outro documento de controle exigido na legislação, ou
acompanhada de documentação inidônea, ou entregar mercadoria
a destinatário diverso

MULTA: 4% do valor da operação, sem prejuízo da cobrança do


imposto, quando cabível;

6. Cancelar documento fiscal sem observância das normas previstas


na legislação ou após a saída da mercadoria ou prestação de
serviços ou ainda após a sua escrituração em livro próprio

MULTA: 3% (três por cento) do valor da operação, sem prejuízo da


cobrança do imposto, quando cabível, e de penalidade prevista no art. 60;

7. Deixar de cumprir formalidade prevista na legislação relativa à


escrituração extemporânea de crédito do imposto

MULTA: 5% (cinco por cento) do valor do crédito escriturado;

8. Deixar de destacar imposto em documento fiscal ou fazê-lo


indevidamente ou ainda transferir crédito em desacordo com a
legislação

MULTA: 30% do destaque indevido ou omitido ou do crédito


transferido;

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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9. Emitir documento fiscal ou outro documento de controle, inclusive
eletrônico, inapropriado para a operação ou prestação ou em
desacordo com a legislação

MULTA: 3% do valor da operação ou prestação, sem prejuízo da


cobrança do imposto, quando cabível;

10. Deixar de comprovar a saída de mercadoria de território deste


Estado, quando exigido.

MULTA: equivalente em reais a 1.000 UFIR-RJ por operação, sem


prejuízo da cobrança do imposto, quando cabível;

11.Deixar de cumprir obrigação prevista na legislação, relativa a


livros e documentos fiscais, inclusive eletrônicos, para cuja
infração não exista previsão de uma penalidade específica

MULTA: equivalente em reais a 100 UFIR-RJ por obrigação,


limitado ao equivalente em reais a 3.000 UFIR-RJ, sem prejuízo da cobrança
do imposto, quando cabível.

2.18.1 Denúncia Espontânea

Lei 2.657/96 – LEI BÁSICA DO ICMS-RJ

Art. 68. A responsabilidade por infrações é excluída pela denúncia


espontânea da infração pelo sujeito passivo, antes de qualquer

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procedimento fiscal, desde que seja pago o tributo devido, com seu valor
atualizado monetariamente e os acréscimos moratórios.

Parágrafo único - Salvo nos casos previstos expressamente na


legislação, a denúncia espontânea não se aplica às infrações decorrentes
do descumprimento de obrigações acessórias, para fins de afastar a
aplicação de penalidade. (grifos da autora)

MÓDULO 3– DOCUMENTOS FISCAIS


RECEBIDOS DE TERCEIROS

Por sermos responsáveis solidários, abordaremos as principais


preocupações que precisamos ter quando do Recebimento de Documentos
Fiscais emitido por Terceiros.

Quando do recebimento das notas fiscais de mercadorias e de


prestações de serviços, devemos sempre efetuar a conferência dos dados
cadastrais da nossa empresa, tais como :

a) Razão Social

b) CNPJ

c) Inscrição Estadual

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d) Endereço

e) Natureza da Operação

f) CFOP – Código Fiscal de Operações e Prestações

g) Observar se alíquota destacada do ICMS e ISS é a alíquota


correspondente à operação realizada ( interna ou interestadual)

h) Base de Cálculo do ICMS (se for o caso, informar ao fornecedor


que sua empresa é contribuinte e consumidores finais e que portanto o IPI
deve integrar a base de cálculo do ICMS ).

i) O valor do ICMS ( O valor do imposto destacado no documento


fiscal, relativo à operação de que decorre a entrada da mercadoria, é
meramente informativo, cumprindo ao contribuinte conferir sua exatidão).

j) Produto ( cód.Produto, descrição, classificação fiscal, situação


tributária, und, quantidade, valor unitário, valor total da nota fiscal )

art. 32 Livro I do RICMS/RJ, aprovado pelo Decreto 27.427/2000

3.1 DOCUMENTO INIDÔNEO

Considera-se documento inidôneo para todos os efeitos fiscais,


sujeitando o infrator à penalidade cabível, fazendo prova apenas em favor do
Fisco, aquele que incida em qualquer das seguintes hipóteses:

I - omita indicação prevista na legislação;

II - não guarde requisito ou exigência prevista na legislação;

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penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
214
III - contenha indicação inexata, esteja preenchido de forma ilegível ou
contenha rasura ou emenda que lhe prejudique a clareza;

IV - tenha sido emitido além da data-limite, observado o disposto no art.


25 deste Livro;

V - não seja documento fiscal, a exemplo de "Nota de Conferência",


"Orçamento", "Pedido" e outros do gênero, quando indevidamente utilizado
como documento fiscal;

VI - seja emitido por equipamento ECF não autorizado pelo Fisco;

VII - não seja o documento fiscal exigido para a respectiva operação ou


prestação, quando a legislação expressamente considere esta hipótese como
caso de inidoneidade;

VIII - a impressão não tenha sido autorizada pelo Fisco, quando


obrigatória;

IX - apresente divergência entre dado constante de suas diversas vias;

X - seja utilizado fora do prazo de validade que lhe for atribuído pela
legislação tributária para o fim respectivo;

XI - tenha como destinatário contribuinte não inscrito no cadastro


estadual, ou que esteja com sua inscrição inabilitada, sempre que obrigatória
tal inscrição, observado o disposto no § 1º deste artigo;

XII - seja emitido por quem não esteja inscrito ou, se inscrito, esteja
com sua inscrição inabilitada, observado o disposto no §1º deste artigo;

XIII - não corresponda a operação realmente realizada, excetuadas as


hipóteses previstas na legislação;
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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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XIV - tenha sido emitido por pessoa distinta da que constar como
emitente;

XV - tenha destinatário diverso do constante no documento fiscal,


excetuadas as hipóteses previstas na legislação;

XVI - seja emitido por empresa cuja inscrição tenha sido declarada nula
nos termos do art. 44-B da Lei nº 2.657/96.

art 24 Livro VI do RICMS/RJ, aprovado pelo Decreto 27.427/2000

3.2 ICMS DESTACADO ERRADO NA NOTA FISCAL

Na hipótese do documento fiscal ter sido emitido com erro, observado


em relação ao valor do imposto (não sendo permitido qualquer alteração de
valores), devemos adotar os seguintes procedimentos:

3.2.1 Destaque do imposto à maior ou à menor na Nota Fiscal


- Regularização
O valor do imposto destacado no documento fiscal, relativo à operação
de que decorrerá a entrada da mercadoria, é meramente informativo,
cumprindo ao contribuinte conferir sua exatidão.

A seguir, analisaremos com base nos arts. 32 e 33 do Livro I do


RICMS/RJ, aprovado pelo Decreto nº 27.427/00, às providências a serem
adotados pelo destinatário da mercadoria quando não houver destaque do
ICMS na Nota Fiscal ou quando este for destacado a menor ou a maior.

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3.2.2 ICMS Inferior ao correto

Se o destaque se apresentar em valor inferior ao correto, o contribuinte


creditar-se-á, inicialmente (se for o caso), pelo valor destacado, exigindo do
remetente documento fiscal relativo à diferença havida (nota fiscal
complementar). Caso esse produto seja objeto de saída tributada, o direito ao
crédito do valor restante só poderá ser exercido mediante tal documento,
fazendo retroagir a escrituração do crédito ao período em que tenha ocorrido
à entrada da mercadoria.

3.2.3 ICMS não destacado

Na ausência de destaque, o contribuinte exigirá do remetente documento


fiscal suplementar (Nota Fiscal), no qual conste o destaque. Caso esse
produto seja objeto de saída tributada, o direito ao crédito do valor não
destacado só poderá ser exercido mediante tal documento, fazendo retroagir a
escrituração do crédito ao período em que tenha ocorrido a entrada da
mercadoria.

3.2.4 ICMS superior ao correto

Se o destaque se apresentar em valor superior ao correto, o contribuinte


pode, alternativamente:

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1 - creditar-se pelo valor do destaque, debitando-se no mesmo período
de apuração, pelo valor da diferença, mediante emissão de Nota Fiscal contra
o remetente, cuja primeira via ser-lhe-á enviada;

2- caso o contribuinte não se credita do ICMS, deve providenciar nos


termos do item 2 do § 3º do art. 32 do livro I uma correspondência ao
remetente, com Aviso de Recebimento (AR) dando-lhe conhecimento do não
creditamento do imposto, para que mediante tal documento o remetente possa
efetuar o crédito destacado à maior no documento fiscal.

A correspondência de que trata este item deverá ser previamente visada


pela repartição fiscal de circunscrição do contribuinte.

art. 32 e 33 Livro I do RICMS, aprovado pelo Decreto 27.427/2000

3.3 RECEBIMENTO DE MERCADORIAS ACOBERTADAS COM


NOTA FISCAL AVULSA

No caso de o emitente da Nota Fiscal Avulsa ser não contribuinte do


ICMS, deve ser emitida a Nota Fiscal de Entrada pela empresa
contribuinte que adquiriu a mercadoria.

Mas caso se trate de contribuinte do ICMS (pode acontecer de ser um


contribuinte paralisado pessoa jurídica), a nota fiscal avulsa deve ser
autenticada pela repartição fiscal competente e, assim, poderá ser lançada
normalmente no Livro Registro de Entradas, não cabendo a emissão de nota
fiscal de entrada.

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3.4 LOCAL DE ENTREGA DIVERSO DO INDICADO NO
DOCUMENTO FISCAL, PODE RECEBER A MERCADORIA?
SIM.

Na hipótese de operação que tenha como destinatário pessoa não


contribuinte do imposto, a mercadoria poderá ser entregue neste Estado em
local diverso do endereço do destinatário, desde que conste da Nota Fiscal o
endereço do local de entrega e a informação de que se trata de “Entrega por
ordem do destinatário”.

O disposto também se aplica:

I - ao contribuinte do imposto, desde que:

a) a mercadoria seja entregue a outro estabelecimento da mesma


empresa;

b) o estabelecimento destinatário emita Nota Fiscal de transferência,


na qual deverá fazer referência à Nota Fiscal de que trata o caput deste artigo;

II - na hipótese de entrega a canteiros de obra de construtoras


inscritas no CAD-ICMS.

Neste caso, a Nota Fiscal será lançada nos Livros Fiscais do


estabelecimento que der entrada real da mercadoria.

art. 30, capítulo VII do Anexo XIII da Resolução 720/2014

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3.5 CNPJ - CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA

Os procedimentos relativos ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica


(CNPJ) observarão o disposto na Instrução Normativa da Receita Federal do
Brasil nº. 1.863 de 27.12.2018, publicada no D.O.U. de 28.12.2018. O texto
encontra-se atualizado de acordo com o Ato Declaratório Executivo Cocad nº
2, de 04 de março de 2021.

3.5.1 Situação cadastral no CNPJ

A inscrição no CNPJ será enquadrada, quanto à situação cadastral, em:


1) ativa;
2) suspensa;
3) inapta;
4) baixada; ou
5) nula.

As condições para o enquadramento da inscrição das entidades nas


situações cadastrais referidas, relativamente à RFB, são aquelas definidas
abaixo. No que concerne ao enquadramento para os órgãos convenientes,
serão as estabelecidas em convênio.

Art. 38 da IN RFB Nº 1863/2018

São cinco as condições de atividade da entidade:


1.ATIVA

A inscrição no CNPJ é enquadrada na situação cadastral ativa quando a


entidade ou o estabelecimento filial, conforme o caso, não se enquadrar em
nenhuma das situações cadastrais citadas acima. Sem omissão de entrega de
declarações ou com omissão ainda não apurada pelo sistema
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2.SUSPENSA - pelos seguintes motivos

A inscrição no CNPJ é enquadrada na situação cadastral suspensa


quando, conforme o caso, a entidade ou o estabelecimento filial:
I - domiciliado no exterior, encontrando-se na situação cadastral ativa,
deixar de ser alcançado, temporariamente, pelas situações previstas ou não
cumprir com as obrigações da Inscrição de Entidade Domiciliada no Exterior
previstas nos arts. 19 e 20 ou se encontrar com seu cadastro suspenso perante
a CVM;
II - solicitar baixa de sua inscrição no CNPJ, enquanto a solicitação
estiver em análise ou caso seja indeferida;
III - for intimado por meio do edital previsto no § 1º do art. 31(Baixa
de Ofício da Pessoa Jurídica Inexistente de Fato);
IV - for intimado por meio do edital previsto no § 1º do art. 44 (PJ
com Irregularidade em Operações de Comércio Exterior);
V - apresentar indício de interposição fraudulenta de sócio ou
titular, nas situações previstas no § 2º do art. 3º do Decreto nº 3.724, de 10
de janeiro de 2001, e no § 1º do art. 40 do Decreto nº 1.800, de 30 de janeiro
de 1996, enquanto o respectivo procedimento fiscal estiver em análise;
VI - interromper temporariamente suas atividades e tiver
declarado tal situação ao órgão de registro;
VII - for intimado por meio do edital previsto no art. 30 (Baixa de
Ofício da Pessoa Jurídica Omissa Contumaz);
VIII - não reconstituir, no prazo de 210 (duzentos e dez) dias, a
pluralidade de sócios do seu QSA, quando for o caso;
IX - tiver sua suspensão determinada por ordem judicial; ou
X - possuir inconsistência em seus dados cadastrais.

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A inconsistência cadastral caracteriza-se, dentre outras situações, pela:

I - omissão da identificação do representante ou por ser a inscrição


no CPF do representante, ou a de qualquer outro membro do QSA,
inexistente, cancelada, nula ou suspensa por indícios de fraude;
II - omissão do QSA ou pela divergência com o constante no órgão
de registro;
III - omissão da identificação do ente federativo responsável, no
caso de entidades da Administração Pública;
IV - omissão da identificação da atividade econômica ou
divergência entre a atividade econômica informada no cadastro e a
constatada;
V - omissão ou invalidade do Código de Endereçamento Postal
(CEP);
VI - omissão do valor do capital social, para as entidades obrigadas a
prestar essa informação;
VII - incompatibilidade entre o Número de Inscrição no Registro
de Empresa (Nire) ou do Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas
ou da Ordem dos Advogados do Brasil e a natureza jurídica da entidade;
VIII - omissão ou invalidade do Nire ou dos números de Cartório
de Pessoa Jurídica ou da Ordem dos Advogados do Brasil;
IX - suspensão do registro ou de um ato alterador específico no órgão
de registro competente;
X - alteração da situação cadastral do CPF do titular da Empresa
Individual para "Titular Falecido" enquanto não for informada a situação
especial de Inventário do Empresário, do titular de Empresa Individual de

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Responsabilidade Limitada, do titular da Empresa Individual Imobiliária ou
do titular de Sociedade Unipessoal de Advogados;
XI - existência de pessoa jurídica, integrante do QSA, com CNPJ na
situação cadastral baixada ou nula.

3.INAPTA
Pode ser declarada inapta a inscrição no CNPJ da pessoa jurídica:

I - omissa de declarações e demonstrativos, assim considerada


aquela que, estando obrigada, deixar de apresentar, em 2 (dois) exercícios
consecutivos, qualquer das declarações e demonstrativos relacionados no
inciso I do caput do art. 29;
II - não localizada,
III - com irregularidade em operações de comércio exterior, assim
considerada aquela que não comprovar a origem, a disponibilidade e a
efetiva transferência, se for o caso, dos recursos empregados em operações
de comércio exterior, na forma prevista em lei.
O disposto não se aplica a entidade domiciliada no exterior.

Dos Efeitos da Inscrição Inapta

Sem prejuízo das sanções previstas na legislação, a pessoa jurídica cuja


inscrição no CNPJ tenha sido declarada inapta é:
I - incluída no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do
Setor Público Federal (Cadin);
II - impedida de:
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a) participar de concorrência pública;
b) celebrar convênios, acordos, ajustes ou contratos que
envolvam desembolso, a qualquer título, de recursos públicos, e
respectivos aditamentos;
c) obter incentivos fiscais e financeiros;
d) realizar operações de crédito que envolvam a utilização de
recursos públicos; e
e) transacionar com estabelecimentos bancários, inclusive
quanto à movimentação de contas-correntes, à realização de
aplicações financeiras e à obtenção de empréstimos.

O impedimento de transacionar com estabelecimentos bancários a que


se refere a alínea “e” acima, não se aplica a saques de importâncias
anteriormente depositadas ou aplicadas.

A pessoa jurídica com inscrição declarada inapta tem sua inscrição


enquadrada na situação cadastral ativa após regularizar todas as situações que
motivaram a inaptidão.

Da Inidoneidade dos Documentos Emitidos por Entidade Inapta ou


Baixada

É considerado INIDÔNEO, não produzindo efeitos tributários em


favor de terceiro interessado, o documento emitido por entidade cuja
inscrição no CNPJ tenha sido DECLARADA INAPTA OU BAIXADA.

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Dos Créditos Tributários da Pessoa Jurídica Inapta

A cobrança administrativa e o encaminhamento, para fins de inscrição


e execução, de créditos tributários relativos à pessoa jurídica cuja inscrição
no CNPJ tenha sido declarada inapta, devem ser efetuados com a indicação
dessa circunstância e da identificação dos responsáveis tributários
correspondentes.

4.BAIXADA

A inscrição no CNPJ é enquadrada na situação cadastral baixada


quando a entidade ou o estabelecimento filial, conforme o caso, tiver sua
solicitação de baixa deferida, ou tiver sua inscrição baixada de ofício.

5.NULA

A inscrição no CNPJ é enquadrada na situação cadastral nula quando


for declarada a nulidade do ato de inscrição da entidade ou do
estabelecimento filial, na forma prevista no art. 35.

Deve ser declarada a nulidade do ato cadastral no CNPJ quando:

I - tiver sido atribuído mais de um número de inscrição no CNPJ para o


mesmo estabelecimento;

II - for constatado vício no ato cadastral; ou

III - tiver sido atribuída inscrição no CNPJ a entidade ou


estabelecimento filial não enquadrados nas disposições na IN.
Art. 35,39,40,41,46,47,48,49,50,51 da IN RFB Nº 1863/2018

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COMENTÁRIOS DA AUTORA

Como vimos, os documentos fiscais são extremamente importantes


para regularizar as operações. A nota e sua boa utilização valem também para
manter uma relação saudável entre comerciantes e compradores. Além de
garantir os direitos do consumidor, a nota fiscal também evita a evasão do
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

A Nota Fiscal é a certidão de nascimento da compra. Ela mostra onde e


quando o consumidor adquiriu o produto. Além de comprovar a garantia,
informa o tipo, o modelo, a marca, a série e assegura o direito na hora de
registrar a reclamação nos Órgãos de Defesa do Consumidor.

O simples ato de não emitir uma nota fiscal é crime passível de


punição e pode gerar penalidades e atuações para qualquer natureza, sendo de
venda ou de prestação de serviços. Mais do que evitar problemas para o bolso
da empresa, a importância da emissão da nota fiscal tem a ver com assegurar
vantagens competitivas para o negócio, especialmente no caso dos pequenos
prestadores de serviço.

Hoje, o processo de emissão de nota fiscal não poderia estar mais


simplificado devido ao projeto SPED. Contudo, muitas vezes, cuidar da
contabilidade não é seu foco e é necessário contar com um sistema de gestão
para facilitar os processos. Assim, poder focar no que você realmente sabe
fazer se torna um grande diferencial.

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divulgação pública, mesmo que sem fins comerciais, sem a permissão expressa da autora. Os infratores estão sujeitos às
penas da Lei nº 9.610/98, que rege os direitos autorais no Brasil.
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Se você tiver dúvidas ou deseja fazer suas considerações, escreva
diretamente para a autora: ines.oliveira@sigestaotreinamento.com.br

Obrigada e Boa Leitura!!!!

Este Roteiro é de autoria da palestrante (Inês Oliveira), atualizado até a data do curso. É proibida sua reprodução para
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