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DISCENTE: PAULO HENRIQUE CRUDE NABARRO

Nº DE MATRÍCULA: 201700080650

RESUMO DA CAPÍTULO 1 E 2 DO LIVRO: “O CUSTO DOS DIREITOS”

AUTORES: STEPHEN HOLMES E CASS R. SUNSTEIN

Ao longo do Capítulo 1, os autores demonstram que não há motivos para


haver uma dicotomia entre os direitos negativos, tais como garantia da propriedade
privada, e os direitos positivos, ou seja, aqueles que exigem uma prestação
chamada “positiva” do estado, tais como os direitos sociais.

Ainda que aparentemente em um primeiro momento o estado não despenda


gastos públicos para garantia dos chamados direitos negativos, quando tais direitos
são violados, são necessários assegura-los e garanti-los através do remédio jurídico
equivalente, sendo que estes sim despendem um alto gasto público, segundo os
próprios autores “os direitos têm um custo alto porque o custo dos remédios é alto”.
Não há direito sem o seu respectivo remédio que o garanta, sendo que assegurar
aos cidadãos o acesso a estes remédios geram gastos públicos vultuosos, não
somente com tribunais e demais órgãos judiciais, mas diversos outros órgãos
existentes com funções semelhantes. Os autores citam alguns destes órgãos:
Comissão de Segurança de Produtos de Consumo; Conselho Nacional de Relações
de Trabalho; Administração de Segurança e Saúde no Trabalho, entre outros.

O primeiro capítulo nos serviu basicamente para desmistificar está dicotomia


entre os direitos positivos e direitos negativos, nos convencendo que ambas
necessitam que o estado despenda vultuosos gastos públicos.

O capítulo 2 deixa implícito que há também uma dicotomia entre os direitos


privados e os direitos constitucionais, sendo que os primeiros os cidadãos buscam a
tutela estatal para sanar as injustiças que terceiros particulares os acometem,
enquanto que no segundo, existem para limitar a ação do estado sobre os
indivíduos, ou seja, evitar os abusos estatais.

Os autores descontroem novamente está dicotomia, pois segundo eles até


mesmo para barrar os abusos estatais é necessário a atuação do próprio estado,
como no sistema de freios e contrapesos, pois em um estado democrático somente
o próprio estado tem a capacidade para sanar tais abusos, a fim de se evitar o uso
da autotutela exercida por particulares que se utilizam de seus próprios meios para
buscar pretensão própria.

Os remédios constitucionais existem justamente para este fim, ou seja, limitar


a atuação do estado a fim de se evitar abusos contra os particulares, sendo que
garantir que o indivíduo que o indivíduo tenha acesso a órgãos estatais visando
afastar e até mesmo reverter estes abusos demandam um alto gasto público, gasto
este absolutamente necessário tendo em vista que a garantia destes remédios são
imprescindíveis.

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