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Francisco Rosário Jaime

Lídia André Daniel

Ofrildo André

Timamo Anela

Ciclo de substâncias (água, dióxido de carbono e azoto)

(Licenciatura em Ensino de Química)

Universidade Rovuma
Extensão de Lichinga
2021
Francisco Rosário Jaime
Lídia André Daniel

Ofrildo André

Timamo Anela

Ciclo de substâncias (água, dióxido de carbono e azoto)

Trabalho da Cadeira de Química Ambiental,


a ser entregue ao Departamento de Ciências
Tecnologia, Engenharia e Matemática para
fins avaliativos leccionada pela:
Dra: Merce Nambale Combe

Universidade Rovuma
Extensão de Lichinga
2021
Índice
Introdução.............................................................................................................................................3
Objectivos:............................................................................................................................................3
Geral......................................................................................................................................................3
Específicos............................................................................................................................................3
Metodologia..........................................................................................................................................3
Ciclo de água.........................................................................................................................................4
Ciclo do carbono...................................................................................................................................5
Ciclo de Nitrogénio...............................................................................................................................7
Conclusão............................................................................................................................................10
Referencias Bibliográficas...................................................................................................................12
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Introdução
O presente trabalho de pesquisa aborda sobre ciclo de substâncias (água, ciclo de dióxido de
carbono e ciclo de azoto). A água e a substância mais reciclável na natureza e faz parte
essencial de todas as formas de vida dos reinos vegetal e animal, encontrando-se por toda a
parte na crosta terrestre e na atmosfera.
A composição da atmosfera modifica-se continuamente em resposta as interacções biológicas
e geológicas que ocorrem nas interfaces com a litosfera e a hidrosfera. As altas concentrações
de nitrogénio e oxigénio devem-se a regeneração continuam dessas substâncias por
organismos vivos (actividade microbiana e fotossíntese, respectivamente). A atmosfera do
planeta teria altas concentrações de gás carbónico na ausência da biota, ao passo que o
oxigénio seria apenas uma substância com concentração em nível de traços.
Objectivos:

Geral
 Estudar o ciclo das substâncias na natureza, tais como: água, carbono e azoto.

Específicos
 Analisar a origem e distribuição da água no planeta;
 Compreender a importância do elemento carbono na natureza;
 Entender os processos de deslocamento do nitrogénio na litosfera, hidrosfera e
atmosfera.

Metodologia
Para a materialização do trabalho recorreu-se ao uso dos manuais bibliográficos e alguns
PDFs contidos na internet como forma de compilar o trabalho.
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Ciclo de água
Ciclo da água é o fenómeno global de circulação fechada da água entre a superfície terrestre e
a atmosfera, impulsionado fundamentalmente pela energia solar associada à gravidade e à
rotação terrestre.

O ciclo da água (Figura 1) está ligado ao movimento e à troca de água nos seus diferentes
estados físicos (sólido, líquido e gasoso), que ocorre na Hidrosfera, entre os oceanos, as
calotas de gelo, as águas superficiais, as águas subterrâneas e a atmosfera. Este movimento
permanente deve-se ao Sol, que fornece a energia para elevar a água da superfície terrestre
para a atmosfera (evaporação), e à gravidade, que faz com que a água condensada caia
(precipitação) e que, uma vez na superfície, circule através de linhas de água que se reúnem
em rios até atingir os oceanos (escoamento superficial) ou se infiltre nos solos e nas rochas,
através dos seus poros, fissuras e fracturas (infiltração). Nem toda a água precipitada alcança
a superfície terrestre, já que uma parte, na sua queda, pode ser interceptada pela vegetação e
volta a evaporar-se.

Figura 1. Ciclo de água. Fonte: (ROCHA, 2009).


A água que se infiltra superficialmente no solo pode evaporar directamente para a
atmosfera ou ser absorvida pela vegetação, que através da transpiração, a devolve à
atmosfera. Este processo chamado evapotranspiração ocorre no topo da zona não
saturada, ou seja, na zona onde os espaços entre as partículas de solo contêm tanto ar
como água.
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Ciclo do carbono
O carbono, embora seja o décimo sétimo elemento em abundância na crosta terrestre,
apresenta-se principalmente na forma de carvão, petróleo e diversos carbonatos, como:
calcários ou dolomita, totalizando cerca de 2. 1016 Toneladas.
No Universo, a sua abundância é insignificante uma vez que o hidrogénio (H) ocupa o 1º
lugar com 92%, o hélio (He), o 2 o com 7%, e o carbono, juntamente com outros elementos,
compõe o restante do percentual que é de 1%. O carbono se apresenta na natureza
constituindo os compostos orgânicos existentes nas plantas e nos animais, assim como
também combinado com elementos inorgânicos nas rochas e minerais (MARTINS, 2003).
O carbono circula no nosso ambiente através da crosta terrestre, da água e do ar e faz parte de
um grande ciclo biogeoquímico que se apresenta através de dois modos: um rápido em nível
biológico, e um lento, em nível geológico.
O ciclo rápido do carbono se caracteriza principalmente pela produção de CO 2, pelo carbono
existente na atmosfera em forma de outros gases, pelos organismos vivos compondo suas
células, pelos compostos dissolvidos nos oceanos e em minerais carbonatados existentes no
fundo dos oceanos. Na atmosfera, a concentração de CO2, em média, é de 0,046% em peso, e
0,031%, em volume (MARTINS, 2003).
Embora com percentuais tão pequenos, a existência do CO 2 é essencial à vida no planeta uma
vez que ele é essencial na ocorrência da fotossíntese, efectivada pelas partes verdes das
plantas e por algumas algas marrons e azuis, que removem cerca de 300 bilhões de toneladas
de CO2 da atmosfera correspondente a 15 % do total, gerando produção de oxigénio tão
importante para os seres vivos. As plantas, através da fotossíntese sob a acção da luz solar,
absorvem o CO2 do ar atmosférico, produzindo O2 e hidratos de carbono em forma de
açúcares, como vemos na Reacção 1 (fotossíntese).
Reacção 1: 6CO2 + 6H2O + energia (luz solar) → C6H12O6 + 6O2
Através da respiração, os animais liberam para a atmosfera, em forma de CO2, parte do
carbono absorvido na alimentação, conforme Reacção 2 (respiração).
Reacção 2: C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6 H2O + energia
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Figura 2: Ciclo de Carbono, Fonte: ((MARTINS, 2003).


Dessa maneira, parte do CO2 fixado na fotossíntese e reemitido na respiração. O restante será
armazenado na forma de biomassa pelas folhas, caules, raízes, no que e chamado de
Produção Primaria Liquida (PPL). Essa biomassa, ao ser consumida como alimento por
organismos heterotróficos e parcialmente reconvertida a CO2 pela respiração e,
posteriormente, por processos de decomposição da matéria orgânica, pela morte de animais e
plantas e por microrganismos. No decorrer de um tempo suficientemente longo, a respiração
e a decomposição dos organismos heterotróficos tende a balancear a PPL. A fixação do CO 2
pelos oceanos se da através da dissolução do gás na água e por fotossíntese. A dissolução do
CO2 pode ser expressa pelas seguintes equações:
CO 2( g) ⇄ CO 2(aq)
CO 2(aq) + H 2 O (l) ⇌ H2CO3(aq)
H2CO 3(aq) + H 2O(l) ⇌ H 3 O (aq) + HCO3 (aq)
+ ¿¿ −¿ ¿

HCO3 (aq) + H 2O(l) ⇌ H 3 O (aq) + CO 2−¿¿


−¿ ¿ + ¿¿
3 (aq)

A principal rota de transferência do CO2 para o fundo dos oceanos é pela sedimentação de
carbonato de cálcio insolúvel, CaCO3, na forma de organismos formadores de exo esqueletos,
como conchas, moluscos, etc. Sua decomposição ao longo de milhões de anos leva a
formação de depósitos ricos em hidrocarbonetos (petróleo) e carvão. Outra parte e
redissolvida por processos químicos e biológicos, permanecendo como fracção solúvel. O
CO2 e também fixado na forma de carbono orgânico, pela fotossíntese de algas na superfície
ensolarada das águas e pelo crescimento resultante do fitoplâncton. Esse CO 2 retorna a
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atmosfera através da respiração e decomposição da biomassa assim formada. O balanço de


massa no fluxo de CO2 entre a atmosfera e o oceano e resultado de um desequilíbrio nas
concentrações desse gás entre os dois compartimentos, de acordo com a localização. Assim,
em regiões próximas ao equador, as águas quentes favorecem uma transferência maior do
oceano para a atmosfera, enquanto em medias e altas latitudes predomina o processo inverso,
em que CO2 da atmosfera e dissolvido nas águas frias (MOZETO, 2001).

Ciclo de Nitrogénio
O nitrogénio é um microelemento essencial para a vida, sendo um dos principais
componentes de aminoácidos, formadores de proteínas. Muitos compostos contendo
nitrogénio são encontrados na natureza, pois este elemento químico possui grande capacidade
de fazer ligações químicas, com números de oxidação variando de –3 a +5. É o mais
abundante elemento químico na atmosfera (78% de sua constituição). Porém, a maior parte
está agregada a rochas ou na forma de nitrogénio molecular (N 2). Apenas 0,02% do
nitrogénio se encontra em uma forma disponível para ser utilizado pelas plantas. A forma N2
é considerada um composto inerte porque a maioria dos seres vivos não consegue utilizá-la
em seus processos energéticos. Algumas bactérias têm a capacidade de retirar N 2 da
atmosfera e convertê-lo em espécie reactiva. Para ser considerado reactivo, o nitrogénio deve
estar ligado ao carbono, oxigénio ou hidrogénio (MOZETO, 2001).
Os constituintes minoritários, tais como óxido nitroso (N 2O), óxido nítrico (NO), dióxido de
nitrogénio (NO2), ácido nítrico (HNO3) e amónia (NH3) são quimicamente reactivos e têm
importantes papéis nos problemas ambientais contemporâneos, incluindo a formação e
precipitação ácida (chuva ácida), poluição atmosférica (smog fotoquímico), aerossóis
atmosféricos e a depleção da camada de ozónio. Os óxidos de nitrogénio, NO e NO 2, são
rapidamente interconversíveis e existem em equilíbrio dinâmico. Por conveniência, a soma
das duas espécies é geralmente referida como NOx (NOx = NO + NO2) (MOZETO, 2001).
Outra forma natural de transformar N2 em uma espécie reactiva se dá quando relâmpagos são
formados na atmosfera, em um processo denominada fixação atmosférica de nitrogénio.
A elevada temperatura produzida na faísca faz com que o nitrogénio e o oxigénio se
combinem e formem óxidos de nitrogénio, os quais podem ser transportados ao solo pela
água da chuva.
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Para estar disponível para os organismos vivos, o nitrogénio tem que estar na sua forma
combinada com outros elementos, formando nitratos, nitritos amónia, etc. Apenas certas
bactérias chamadas de nitrificantes e algumas algas cianofíceas podem fixá-lo directamente
do ar através de reacções bioquímicas. A quantidade de nitrogénio que circula no meio
ambiente é cerca de 108 a 109 toneladas ao ano. O processo da circulação do nitrogénio
através do ar, do solo, da água e dos seres vivos é chamado de Ciclo do nitrogénio, a figura 3
mostra as principais rotas de nitrogénio no ciclo.

Figura 3: Ciclo de Nitrogénio, Fonte: (MOZETO, 2001).


Este ciclo descreve um processo dinâmico de intercâmbio de nitrogénio entre a atmosfera, a
matéria orgânica e compostos inorgânicos. Qualquer processo que resulte na transformação
do N2 da atmosfera em outros compostos de nitrogénio é denominado de fixação de
nitrogénio.
O nitrogénio também pode ser oxidado a nitritos (NO2-) ou nitratos (NO3-) num processo
chamado de nitrificação, o qual é facilitado pela presença de certas bactérias. A redução de
nitrato (NO3-) a espécies gasosas de nitrogénio (N2, N2O, NO), ocorre em processos químicos
e biológicos e é denominada de desnitrificação.
Como resultado deste processo, o N2 atmosférico constitui o principal reservatório de
nitrogénio na Terra. Por outro lado, a ausência de desnitrificação pode ter sido a responsável,
no passado, pelo grande acúmulo de nitrato nos oceanos. A desnitrificação ocorre em toda a
superfície terrestre, num processo que reduz o nitrogénio desde o estado de oxidação +5
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(NO3-) até zero (N2). Esse ciclo é fechado com o retorno do N 2 à atmosfera
(MARTINS,2003).

+¿¿
2N H 4 + 3O2 → 2NO2 + 2H2O + 4H+ (nitrificação)
2NO2- + O2 → 2NO3- (nitrificação)
NO3- → NO2- → NO → N2O → N2 (desnitrificação
O NH3 é devolvido ao solo através das chuvas, assim o ciclo microbiológico é completado.
O nitrogénio pode também retornar ao solo quando as plantas o absorvem do solo e estas
servem de alimentos para os animais, que podem também servir de alimentos para outros
animais. Após a digestão, esses animais excretam substâncias nitrogenadas, geralmente ureia
e ácido úrico, que são devolvidas ao solo. Na decomposição de animais mortos, todo o
nitrogénio é devolvido ao solo, completando assim o ciclo do nitrogénio ocorrido na natureza
(MARTINS, 2003).
As plantas precisam desse elemento para o seu crescimento e a reposição de nitrogénio no
solo é feita cerca de 60% pelas bactérias, daí a importância de não serem feitas queimadas
para que elas não sejam destruídas, evitando assim a existência de desertificação no meio
ambiente.
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Conclusão
Constatou-se que a água que se infiltra superficialmente no solo pode evaporar directamente
para a atmosfera ou ser absorvida pela vegetação, que através da transpiração, a devolve a
atmosfera. Este processo chamado evapotranspiração ocorre no topo da zona não saturada, ou
seja, na zona onde os espaços entre as partículas de solo contem tanto ar. O carbono na
natureza e seus compostos (proteínas, carboidratos e gorduras) são constituintes essenciais de
toda a matéria viva e fundamentais na respiração, fotossíntese e na regulação do clima. O
nitrogénio é um macro elemento essencial para a vida, sendo um dos principais componentes
de aminoácidos, formadores de proteínas. Muitos compostos contendo nitrogénio são
encontrados na natureza, pois este elemento químico possui grande capacidade de fazer
ligações químicas, com números de oxidação variando de –3 a +5. As plantas precisam desse
elemento para o seu crescimento e a reposição de nitrogénio no solo é feita cerca de 60%
pelas bactérias, daí a importância de não serem feitas queimadas para que elas não sejam
destruídas, evitando assim a existência de desertificação no meio ambiente.
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Referencias Bibliográficas
Rocha, J.C.; Rosa, A.H.; Cardoso, A.A. Introdução à Química Ambiental, Editora
Bookman, Porto Alegre, 2a edição, 2009.
Martins, C.R., Pereira, P.A. de P., Lopes, W.A., Andrade, J.B., Ciclos Globais de
Carbono, Nitrogénio e Enxofre: a importância na Química da atmosfera, Cadernos
Temáticos de Química Nova na Escola, no 5, 2003, 28-41.
Mozeto, A.A., Química atmosférica: a química sobre nossas cabeças, Cadernos
Temáticos de Química Nova na Escola, Ed. Especial, 2001, 41-49.

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