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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

DEPARTAMENTO DA SAÚDE

LICENCIATURA EM ENFERMAGEM GERAL

A importância da estatística nas organizações

AVALIAÇÃO 4 DE ESTATÍSTICA

Esperança João de Meniz Calieque

Chimoio, 07/Outubro/2021
ÍNDICE

Conteúdo

1. INTRODUÇÃO ..............................................................................................................................1

1.1 Contextualização .......................................................................................................................1

1.1 Objectivos .................................................................................................................................2

1.1.1 Geral ...................................................................................................................................2

1.1.2 Específicos .........................................................................................................................2

1.2 Metodologia ..............................................................................................................................2

1.3 Estrutura do trabalho .................................................................................................................3

2. REFERENCIAL TEÓRICO ...........................................................................................................4

2.1 Conceitos básicos da estatística ................................................................................................4

2.2 A importância da estatística nas organizações privadas e públicas ..........................................5

2.3 Meios e métodos que auxiliam na solução de problemas .........................................................8

2.4 O uso de ferramentas estatísticas na empresa ...........................................................................8

3. CONCLUSÃO ..............................................................................................................................12

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................................................13


1. INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização

O presente trabalho de Estatística, visa analisar a Importância da Estatística nas


Organizações, desde os seus os conceitos básicos da estatística, a importância da estatística nas
organizações e o uso das ferramentas estatísticas na empresa.

É de referir que segundo Andrade (2009), A estatística na actualidade tem contribuído de


forma significativa para o processo de tomada de decisão, pois grande parte do que se faz se baseia
em métodos quantitativos, e a estatística é uma dessas áreas. Possível notar que com os números se
consegue tirar informações onde os riscos nas empresas serão menores e é por isso que cada vez
mais a estatística é utilizada como ferramenta vital dentro da organização. Além disso, o
funcionário que tem maior conhecimento na área está ganhando mais espaço no mercado e se
valorizando.

Seguindo este raciocínio diz o Instituto Nacional de Estatística (2004) que é recorrente que
tal conhecimento torna-se parte fundamental de diversas áreas, principalmente da área de pesquisas
científicas. Através desta área é possível aumentar o lucro das empresas, aumentar a qualidade dos
processos ou produtos, minimizar custos, tomar decisões de valor político ou económico, aumentar
a análise crítica, entre outros.

Ao analisar uma empresa em suas quatro principais áreas: finança, produção, marketing e
recursos humanos, percebe-se que os métodos estatísticos influenciam directamente ou
indirectamente cada um destes elementos. Enquanto nas finanças e na produção são feitas análises
que apontam valores quantitativos e são afectadas directamente por estes resultados, nas áreas de
marketing e recursos humanos esses impactos ocorrem de forma indirecta. A estatística faz parte da
área de estudo de pesquisa operacional que oferece ferramentas para identificar problemas através
de seus sintomas e procurar solucioná-los para tomar a decisão correta (Andrade, 2009).

É possível notar que com os números se consegue tirar informações onde os riscos nas
empresas serão menores e é por isso que cada vez mais a estatística é utilizada como ferramenta
vital dentro da organização. Além disso, o funcionário que tem maior conhecimento na área está
ganhando mais espaço no mercado e se valorizando.

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Segundo Vieira (2013, p.1), a estatística é a ciência que fornece os princípios e a
metodologia para colecta, organização, apresentação, resumo, análise e interpretação de dados.
Seguindo este raciocínio é recorrente que tal conhecimento torna-se parte fundamental de diversas
áreas, principalmente da área de pesquisas científicas. Através desta área é possível aumentar o
lucro das empresas, aumentar a qualidade dos processos ou produtos, minimizar custos, tomar
decisões de valor político ou económico, aumentar a análise crítica, entre outros.

Reconhecendo as áreas citadas verifica-se um enorme potencial de crescimento da


empresa. Presume-se utilizar dos conceitos e das fórmulas da área como indicadores de decisão para
as empresas e solução de problemas.

O facto de que a estatística constituir uma ferramenta importante nos contextos


organizacionais na tomada de decisões sustentáveis, motivou a elaboração do presente estudo.

1.1 Objectivos

1.1.1 Geral

 Compreender a Importância da Estatística nas Organizações em geral.

1.1.2 Específicos

 Identificar os conceitos básicos da estatística;


 Caracterizar a importância da estatística nas organizações privadas e governamentais
 Identificar os meios e métodos que auxiliam na solução de problemas
 Descrever o uso das ferramentas estatísticas na empresa.

1.2 Metodologia

No entender de Vergara (2016), a metodologia é a sequência dos procedimentos que são


fundamentais para descrever a forma como será elaborado a pesquisa, em razão de que responderá
como é possível atingir as metas estabelecidas. Assim sendo, metodologia exibe o universo em que
é feito a pesquisa, o tipo, o método de análise e qual instrumento utilizado para a colecta de dados
para realizar a pesquisa.

A pesquisa bibliográfica foi elaborada por meio de livros, internet, artigos já publicados,
de maneira qualitativa, em que é um estudo não-estatístico. Segundo Vergara (2016), os dados
qualitativos são codificados, analisados e expostos de maneira mais estruturada. As pesquisas

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bibliográficas contribuirão para o compreendimento dos possíveis encalces relacionados a
Estatística.

O material foi colectado nas bases electrónicas de dados Medline, Lilacs e SciELO. Foram
seleccionados os periódicos com textos completos, na área das ciências da saúde, especificamente,
Medicina e Enfermagem.

1.3 Estrutura do trabalho

O presente trabalho está organizado em capítulos, com isso para uma melhor ilustração
segue abaixo o resumo da estrutura: Capitulo I: Introdução contendo os objectivos, a estrutura do
trabalho e Metodologia; Capitulo II: Revisão da Literatura; Capitulo III: Considerações finais;
Capitulo IV: Referências Bibliográficas (segundo a regra de APA).

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2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Conceitos básicos da estatística

A estatística é o ramo da matemática interessada nos métodos científicos para colecta,


organização, resumo, apresentação e análise de dados, bem como na obtenção de conclusões válidas
e na tomada de decisões razoáveis baseadas em tais análises. Portanto, a estatística é uma ciência
que se preocupa com o planeamento de uma pesquisa, envolvendo desde a forma de colecta das
observações obtidas em experimentos ou levantamentos, até a maneira como será feita a
organização, a descrição, o resumo dos dados e a avaliação e afirmação sobre características de
interesse do pesquisador. Tudo isso corresponde às fases do método estatístico (INE, 2004).

A palavra estatística tem origem da palavra em latim “status”, que traduzida tem o sentido
de estudo do Estado, significava uma colecção de informações de interesse para o estado e sobre a
população e economia. Desta forma as informações colectadas têm o objectivo de obter o resumo
de informações indispensáveis para que os governantes conheçam a nação e a construção de
programas de governo. Estatística é uma ciência dedicada ao desenvolvimento, utilizando métodos
de colecta, organização, resumo, com apresentações e análises de dados (IESE, 2008).

Para compreender os métodos é preciso conhecer certos conceitos utilizados na área que
são necessários para a interpretação dos resultados. Dentro das análises encontram-se os seguintes
conceitos conforme Webster (2006):

 População: conjuntos de todos os itens ou elementos;


 Parâmetro: característica que descreve a população;
 Amostra: uma parte da população que será analisada;
 Variável: característica da população que será analisada;
 Dado: valor colectado no estudo;
 Estimador: característica numérica estabelecida na amostra e;
 Observação: descrição.

É importante lembrar que geralmente nas grandes empresas ou na economia, enfim em


áreas que englobam muitos dados, usa-se a amostra como forma de execução da pesquisa. Como se
torna muito trabalhoso e com um custo muito alto pesquisar a população toda, faz-se um estudo
preliminar da mesma a fim de encontrar os parâmetros e então buscar a amostra que tem
confiabilidade no seu resultado, sendo menos trabalhoso e com menor custo (Webster, 2006).

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2.2 A importância da estatística nas organizações privadas e públicas

A estatística tem sido utilizada na pesquisa científica nas mais variadas áreas do
conhecimento, visando à optimização de recursos económicos e de processos de produção, bem
como ao aumento da qualidade e produtividade, nas questões judiciais, na medicina, em pesquisas
envolvendo levantamentos por amostragem, em previsões de safras e em muitos outros contextos.
Trata-se de uma ciência multidisciplinar, que vem sendo empregada nos diferentes ramos do
conhecimento, dentre eles a agronomia, biologia, direito, economia, engenharia, farmácia, física,
geologia, hidrologia, matemática, medicina, nutrição, odontologia, psicologia, química e
sociologia).

Actualmente os dados estatísticos são obtidos, classificados e armazenados em meios


magnéticos e disponibilizados em diversos sistemas de informações acessíveis a
pesquisadores/gestores, cidadãos e organizações da sociedade, que, por sua vez, podem utilizá-los
para o desenvolvimento de suas actividades. A expansão no processo de obtenção, armazenamento
e disseminação de informações estatísticas tem sido acompanhada pelo rápido desenvolvimento de
novas técnicas e metodologias de análise de dados estatísticos (Rodrigues et al., 2003).

Praticamente todas as informações divulgadas pelos meios de comunicação provêm de


alguma forma de pesquisas e estudos estatísticos. O crescimento populacional, os índices de
inflação, emprego e desemprego, o custo da cesta básica, os índices de desenvolvimento humano
são alguns exemplos de pesquisas divulgadas pelos meios de comunicação e que se utilizam dos
métodos estatísticos.

Na área tecnológica, a corrida espacial criou diversos problemas relacionados ao cálculo da


posição de uma nave espacial, cujos cálculos dependem de teorias estatísticas mais avançadas,
considerando que estas informações, como sinais de satélite, são recebidas de forma aleatória e
incerta (Ence, 2010).

Na engenharia agronómica a estatística tem sido utilizada de forma constante em diferentes


aplicações. Na pesquisa científica, a estatística é empregada desde a definição do tipo de
experimento, na obtenção dos dados de forma eficiente, em testes de hipóteses, estimação de
parâmetros e interpretação dos resultados. Permite, assim, ao pesquisador, testar diferentes
hipóteses a partir dos dados empíricos obtidos.

No sector da indústria, os engenheiros utilizam técnicas estatísticas com o objectivo de

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acompanhar o controlo da qualidade dos produtos dentro de um determinado nível de aceitação.

Na indústria, o Controle Estatístico de Processos (CEP) é uma ferramenta que utiliza a


estatística com o objectivo de fornecer informações para um diagnóstico mais eficaz na prevenção e
detecção de falhas/defeitos, identificando suas causas em tempo real, o que, consequentemente,
auxilia no aumento da produtividade/resultados da empresa, evitando desperdícios de matéria-
prima, insumos, produtos.

No mercado financeiro e instituições bancárias, os métodos estatísticos são empregados


para modelagem financeira e económica, visando modelar o comportamento do crédito, da
inadimplência, a movimentação de acções e previsões de taxas de juros, possibilitando estabelecer
estratégias para a concessão de empréstimos que maximizem os lucros.

Em empresas de pesquisa de mercado e opinião pública, a estatística é de fundamental


importância na realização de estudos científicos sobre comportamento e perfil dos consumidores de
determinada região, segundo género, classe social ou idade, com o fim de identificar as
necessidades e oportunidades de produtos e serviços gerados para um determinado segmento da
população. Por meio de pesquisas de opinião avalia-se a aceitação de pacotes turísticos para viagens
e entretenimentos, hábitos de consumo, avaliação da imagem de instituições e pesquisas eleitorais,
estimando a tendência de voto para fazer a previsão dos resultados de uma eleição.

Na Administração, os métodos estatísticos podem ser empregados para o planeamento e


controle da produção, visando à implantação de técnicas administrativas eficientes que garantam
menores custos e maiores lucros, na estimação de receitas, previsão de estoques e de demandas, e,
principalmente, ao conhecimento do mercado e de seu cliente.

Na indústria farmacêutica, química, siderúrgica, têxtil, alimentícia e de bens


manufacturados, os métodos e técnicas estatísticos são utilizados desde a fase de definição dos
produtos até a produção final, através de pesquisas de mercado, controle de qualidade, custos e
previsão de vendas. Na Medicina, os métodos estatísticos de planeamento de experimentos são
empregados em análises de drogas e em ensaios clínicos, permitindo testar hipóteses que
possibilitam decidir sobre a eficácia de um novo medicamento no combate a determinada doença.

As informações fornecidas pelos testes bioquímicos são analisadas por métodos estatísticos
visando estabelecer diagnósticos e previsões de possíveis causas de doenças. A aplicação de
técnicas estatísticas tornou o diagnóstico médico mais objectivo e preciso, o que permite identificar

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situações críticas e, consequentemente, actuar em seu controle, desempenhando papel crucial no
estudo da evolução e incidência de uma doença, como, por exemplo, a AIDS (Ence, 2010).

Em estudos arqueológicos, técnicas estatísticas de comparação entre diferentes objectos


encontrados têm representado um eficiente método para determinar a cultura a que pertenciam
antigos artefactos, bem como para estabelecer uma ordenação cronológica (UFPE, 2010).

Na área jurídica, a estatística é utilizada por uma das partes do tribunal com o intuito de
fornecer evidência sobre a ocorrência de determinado evento. Nesse sentido, pode fornecer a chance
de um réu ser considerado culpado ou inocente de crime, baseando-se na colecta de informações
sobre o local onde ocorreu o crime. Além disso, pode-se utilizar a estatística como ferramenta para
controlar de forma mais eficiente o gerenciamento dos tribunais no que diz respeito ao
acompanhamento das acções, processos, causas etc. (Coelho, 2010).

Nas companhias de seguros e previdência privada, os métodos estatísticos são empregados


para estabelecer avaliação de riscos, a partir do cálculo de estatísticas securitárias, permitindo a
criação de diferentes modalidades de seguro, mais sofisticadas, complexas e economicamente
viáveis, de forma que a empresa tenha solidez no mercado.

Nas organizações não-governamentais a estatística tem sido aplicada com o objectivo de


auxiliar na geração e avaliação de indicadores, tanto para definir seus focos de actuação quanto para
o acompanhamento e avaliação da eficácia dos projectos sociais implementados nas diferentes
esferas de governo.

Na economia, a estatística, a partir de um modelo teórico económico estabelecido, tem a


finalidade de investigar, com base em dados empíricos, a capacidade de explicação das equações
económicas ajustadas, avaliando a significância dos parâmetros de cada regressão, os testes de
hipóteses globais, os testes dos coeficientes individuais da regressão, o teste dos resíduos de
Durbin-Watson, bem como o coeficiente de determinação do modelo.

A modelagem econométrica tem sido amplamente utilizada na estimação das funções de


oferta e demanda, permitindo a obtenção das elasticidades preço, renda e cruzadas, no curto e longo
prazos. É usada também no cálculo e análise dos números índices, visando medir o custo de vida de
um país, estado ou município e o nível de emprego e desemprego.

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2.3 Meios e métodos que auxiliam na solução de problemas

Para que seja possível identificar problemas, existem meios ou métodos a serem usados.
Estes se tornam substanciais não apenas para a identificação dos problemas, mas também para saber
como agir perante o mesmo. A pesquisa operacional influencia nas decisões, que só serão tomadas
através de análises matemáticas e estatísticas.

Para Andrade (2009, p.1): Outra característica importante da Pesquisa Operacional, que
facilita muito o processo de análise de decisão, é a utilização de modelos. Essa abordagem permite
a “experimentação”, ou seja, a possibilidade de uma tomada de decisão ser mais bem avaliada e
testada antes de ser efectivamente implementada. Assim, analisando essa área, na pesquisa
operacional se ganha importância o espírito crítico, sensibilidade em descobrir o problema correto e
analisar o que é essencial para resolvê-lo, ou quais informações são acessórias e auxiliam na
solução (Rabenschlag, 2005).

Os cálculos são importantes para obtenção dos dados, para construção dos gráficos, porém
mais valioso do que tudo isso está a interpretação destes. A avaliação só será correta quando se
trabalha valores reais, interliga questões realmente necessárias e que influenciam no resultado
esperado pelo administrador. Para Brejon e Belfiore (2006, p.4) A importância da Pesquisa
Operacional estaria, então, na sua influência sobre o modo pelo qual os administradores abordam os
problemas, na maneira como os formulam, na avaliação que fazem do relacionamento com outros
problemas e na forma usada para sua comunicação a outras pessoas.

A estatística é apenas um dos componentes da pesquisa operacional, onde são aplicadas


também modelos como programação linear, modelo simplex, problemas de transportes, método de
Vogel etc. E é no âmbito da pesquisa operacional que se encontram os conceitos que servem de
suporte ao entendimento da decisão a se tomar. Segundo Taha (2008, p.6) a definição adequada das
variáveis de decisão é uma primeira etapa essencial no desenvolvimento do modelo. Portanto, é
crucial analisar as restrições e ter um objectivo quando da realização de uma análise estatística
sobre um problema organizacional.

2.4 O uso de ferramentas estatísticas na empresa

As informações são algo de extrema importância para as empresas, e saber colectar e


analisar a maior variedade de dados estatisticamente se torna um diferencial para obter uma gestão
de sucesso. Na qual a utilização da ferramenta estatística é capaz de produzir um método de gestão,

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pois funciona como uma base sólida em relação na tomada de decisões e nas conclusões
apresentadas. Dentro de uma empresa é possível utilizar o método de distribuição de frequência
para que desta maneira analise cada recurso de acordo com a quantidade e classe. (Santos et al.,
2016).

Como por exemplo, a quantidade de funcionários que frequentaram a empresa no mês


analisado, outra análise que pode fazer é por meio de índices. São instrumentos de decisão que
apresentam o comportamento geral das variáveis ao longo do tempo, para que se faça comparações
significativas. Segundo Santos et al. (2016) para obter a análise da população, é analisado amostras
quando estas forem em grandes proporções. Mas ainda existem dificuldades em estabelecer quais
dados devem ser analisados.

Segundo Tavares (2007) a estatística inferencial tem como um dos principais objectivos
estimar os valores de parâmetros populacionais que são desconhecidos utilizados em dados
amostrais. Visto que a amostra é uma das ferramentas fundamentais, e aplicada de maneira correta
permite que o administrador tome as decisões com mais confiança. Porém as escolhas só
apresentarão resultados positivos se ter como base dados de exactidão ou que comprove o uso
adequado dessas amostras.

A estatística colabora juntamente com os sistemas implantados na empresa, para obter


materiais, controle de estoque, compra e entre outros. Pois cabe à estatística interpretar os dados
para as análises de resultados, e desta maneira reduz os riscos dentro da empresa, tendo em foco ao
financeiro. Os métodos estatísticos são utilizados para o planeamento e controle de produção, para a
implantação de técnicas administrativas eficientes, que garantam menor custo e maior lucro
(Andrade, 2009).

Portanto, a estatística é possível calcular rigorosamente as possibilidades, tendo como base


os movimentos futuros em cenários que já são previstos estatisticamente, desta maneira facilita
gradativamente a gestão em uma empresa. Pois a estatística incentiva e influencia os gestores a ter
reacções de maneira inteligente e eficaz em relação às informações e dados disponíveis, para que
desta forma tenha uma reflexão antes da tomada de decisão. (Santos, 2016).

A área financeira possui uma grande aplicabilidade das pesquisas estatísticas, pois se
dedica aos lucros, aos custos, aos gastos, às avaliações, às análises dos processos, entre outras
considerações. É fundamental para um gestor ter uma ampla visão da empresa para que ele possa

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tomar atitudes. Os números lhe fornecem interpretações com mais exactidão e permite maior
confiabilidade na acção.

Nos estudos pioneiros de Taylor (1970), o trabalho do gerente começa a ser moldado pelas
suas responsabilidades pela concepção e andamento do processo produtivo.

Corroborando, Fayol (1990) identifica que além de ter autoridade e responsabilidade pelo
andamento do processo produtivo, o gerente precisa ter iniciativa e colaborar com o alcance de
objectivos organizacionais mais amplos, exercendo a função de controlador. Sendo assim,
Braverman (1987) afirma que o controle é, de fato, o conceito fundamental de todos os sistemas
gerenciais.

A área de produção lida com métodos utilizados para verificação de dados relacionados
aos produtos ou aos processos ou aos funcionários. É nesta área que há a necessidade de
monitoramento, como por exemplo, no controle de qualidade dos produtos. Existem gráficos que
demonstram a cada processo o avanço e as falhas de cada produto, permitindo parar a produção e
fazer a manutenção, ou mesmo descobrir novas maneiras de realizar cada tarefa (Grejo et al, 2015).

Na área de marketing que é vista como propaganda de uma empresa pelos leigos, mas
trata-se de um ramo fundamental e que engloba todas as outras, também se pode usar a estatística.
O marketing mantém uma empresa em actividade, ela é a imagem que a empresa quer passar aos
clientes e, portanto, é essencial.

Mas como os resultados quantitativos podem auxiliar o Marketing? Sendo a propaganda a


parte visual do marketing onde o cliente vai analisar o produto e decidir se gostou ou não, faz-se
necessário um método para verificar a aceitação do produto. A estatística pode analisar a população
através de amostra para avaliar a média ou aceitação do produto através da propaganda ou mesmo
analisar a aceitação por parte da amostra de sua propaganda (Malhotra, 2012;).

A área de recursos humanos é de extrema importância para a empresa se executada


correctamente, pois cuida das pessoas, do ser humano. O RH como é também chamado, é
responsável por intermediar as relações entre empregado e empregador, visando manter harmonia
na empresa e agregando potenciais na mesma a fim de fazê-la crescer e desenvolver, assim como
em seus funcionários também. Como o RH ocupa-se com questões humanas, dados quantitativos
são pouco usados na área (Mattar e Motta, 2012). Usam-se testes, dinâmicas e avaliações
qualitativas em suas atribuições, deixando os valores quantitativos de lado.

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Desta forma, a estatística desempenha relevante papel desde a concepção das pesquisas de
campo até a geração dos índices finais (Souza, 2010). Ainda segundo Souza (2010), actualmente as
ciências económicas têm buscado caminhos alternativos para explicar os fatos económicos,
utilizando métodos estatísticos multivariados, através das técnicas de análise factorial, análise
discriminante e correlação canónica, como uma alternativa eficiente para a escolha de variáveis
necessárias ao bom desempenho da economia, dependendo do problema a ser estudado.

Através dos métodos de análise estatística multivariada tornou-se possível


seleccionar/excluir as variáveis que não servem e analisar aquelas que estão explicando as inter-
relações entre as demais variáveis.

Estes métodos vêm sendo muito utilizados na economia quando estão envolvidas muitas
variáveis e é preciso seleccionar as mais relevantes para uma análise mais apurada da actividade
económica. Em qualquer país, a estatística é ferramenta fundamental para que se possa traçar planos
sociais e económicos e projectar metas para o futuro.

Técnicas estatísticas avançadas permitem estimar com um bom grau de precisão variáveis
como tamanho da população, taxa de emprego e desemprego, índices de inflação, evasão escolar,
demanda por determinados bens e serviços, assim como formular planos para atingir as metas
programadas de avanço no bem-estar social. Em face da imensa quantidade de dados e indicadores
socioeconómicos e demográficos actualmente colectados e analisados pelos diferentes institutos de
pesquisa (públicos ou privados), tornou-se inquestionável a importância da ciência estatística nos
últimos dois séculos (Reis, 2008).

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3. CONCLUSÃO

Mediante o que acima foi exposto, chegou-se a conclusão de que estatística é muito
importante nas organizações, e em outros polos de estudos, pois auxilia nas tomadas de decisões
para se efectuar uma determinada pesquisa ou estudo, no apuramento de forma imparcial os
resultados obtidos. A estatística nas organizações tem maior importância porque ajuda também de
forma clara ou pacifica a acreditarem nas investigações feitas, ou também na resolução de um
determinado problema.

É evidente que estatísticas confiáveis são cada vez mais indispensáveis para o sistema de
informação de uma sociedade democrática, servindo às diferentes esferas de governo, às empresas
privadas e à população em geral com dados sobre a economia, a demografia e as condições sociais e
ambientais do País. Isto significa que estatísticas confiáveis devem estar disponíveis para a
sociedade, processadas de maneira imparcial, livres de interferência política e acessíveis para toda a
população sob condições de igualdade.

A importância da estatística para o gestor público pode ser vista através da sua utilização
ao nível do Estado, de organizações sociais e profissionais, do cidadão comum e ao nível
académico. Não restam dúvidas de que uma base de informações qualificada é fundamental para a
adequada gestão das políticas públicas. O crescente uso da estatística vem ao encontro da
necessidade de realizar análises e avaliações objectivas, fundamentadas em conhecimentos
científicos.

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4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Andrade, E. L (2009). Introdução à pesquisa operacional: métodos e modelos para


análise dedecisões. UP. Maputo.

Downing, P. R. (2000). Estudo da Estatística Aplicada, cc editores Lisboa. Fayol, H


(1990). Administração Industrial e Geral. São Paulo, Atlas.

Grejo, L. M., Pavão, J. A., Camacho, R. R., & Abbas, K (2015). Análise crítica das
pesquisas sobre o tema custos da qualidade. Revista de Administração, Contabilidade e Economia
da Fundace, 6 (1), 2015.

INE (2004). Plano Estratégico do Sistema Estatístico Nacional (2003-2007).

Instituto de Estudos Sociais e Económicos-IESE (2008). Informação Estatística Oficial


emMoçambique: O Acesso à Informação. Maputo.

Levin, J (1987). Estatística Aplicada às ciências Humanas. Harbra editores, São Paulo.
Malhotra,

Mattar, F.; Motta, S (2014). Pesquisa de Marketing, 7ª Edição. Vol. 7. Elsevier Brasil

Santos et al (2016). A importância e o uso da estatística na área empresarial: uma


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Tavares, Marcelo (2011). Estatística aplicada à administração / Marcelo Tavares.


Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; Brasília: CAPES: UAB.

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Taylor, F. W (1970). Princípios de administração científica. São Paulo: Atlas.

Vieira, S (2013). Estatística básica/ Sónia Vieira. São Paulo: Cengage Learning.

Webster, A. L (2006). Estatística aplicada à Administração e Economia. São Paulo:


McGrawHill.

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