Você está na página 1de 12

POLÍTICAS PÚBLICAS E DÍVIDA PÚBLICA: IMPACTO E CONSEQUÊNCIAS PARA

OS BRASILEIROS

Marcio de Lima Urbaneja 1


Marcio Messias Miranda 2
Marcos Sirlesio de Carvalho 3
Robson Paulo Ribeiro Ferras (professor orientador) 4

RESUMO

Não há mais espaço para o mau uso do dinheiro público. Eficiência e honestidade são cada vez
mais cobradas por uma população ciente de seus direitos, cada vez mais disposta a fiscalizar.
Buscar-se-á analisar qual é o impacto da dívida pública do Brasil na efetivação das políticas
públicas. Busca-se levantar dados em sites oficiais e paralelos, porém confiáveis, para tentar
entender o problema brasileiro, possibilitando assim contribuir para que seja despertado o
interesse de todos para o problema, contribuindo assim para que outros se interessem pela busca
da verdade. Analisar-se-á a dívida pública em proporção ao PIB, bem como a configuração dos
investimentos públicos.

Palavras Chave: Dívida pública; Economia; Juros; Políticas Públicas; PIB.

ABSTRACT

There is no more room for misuse of public money. Efficiency and honesty are increasingly
demanded by a population aware of their rights, increasingly willing to enforce. It will seek to
analyze what is the impact of Brazil's public debt on the implementation of public policies.
We seek to collect data from official and parallel, but reliable, websites to try to understand
the Brazilian problem, thus contributing to arouse the interest of everyone to the problem,
thus contributing to others interested in the search for truth. Public debt will be analyzed in
proportion to GDP, as well as the configuration of public investments.

1
marciourbaneja@hotmail.com.
2
marciomm12@yahoo.com.br.
3
marcusliber@hotmail.com.
4
rferras@unicentro.br.
3

1. INTRODUÇÃO

Hoje, graças à cobrança da sociedade, pode-se fiscalizar a transparência dos governantes


no que diz respeito principalmente aos gastos e efetivação das políticas públicas. A importância
da eficiência e lisura no trato com o dinheiro público.
Os objetivos buscados são os de mostrar como as políticas públicas são afetadas pelo
crescimento de nossa dívida pública. Como os gastos cada vez mais crescentes com tal dívida
impedem que nossos governantes das três esperas sacrificam o dinheiro de políticas básicas
como saúde, educação e segurança pública.
Trata-se de um estudo realizado principalmente na internet, baseando-se em sites
oficiais, livros, como também em entrevistas realizadas pelo YouTube.
Tem este o objetivo de informar sobre quanto de nosso PIB é usado para fazer o
pagamento de juros e rolagem da dívida. Quanto sobra para investimentos em áreas como a
saúde e a educação, sucateadas pela escassez de dinheiro, enquanto nossos governantes, sejam,
eles de direita ou esquerda, garantem religiosamente o pagamento da dívida, dívida essa que
cada dia é maior, quase se aproximando de cem por cento do PIB.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O desenvolvimento de um país passa necessariamente pelo seu equilíbrio orçamentário,


quanto ele arrecada e quanto dispende desse valor ele destina para suas despesas. Suas políticas
públicas devem ser coerentes com as reais necessidades da nação. Quando não sobra dinheiro
suficiente, ele recorre a empréstimos para fazer frente às suas necessidades. Porém, às vezes este
endividamento torna-se grande demais, comprometendo muito suas arrecadações futuras. Os juros
pagos pelo Brasil são exorbitantes, comprometendo significantemente seus compromissos internos.
Paga-se muito em dívida e investe-se pouco com políticas públicas básicas. Menos investimento,
menos crescimento. E, em decorrência, o país é visto como país de risco. Então, classificado como em
risco, menos dinheiro externo entra como investimento, piorando a situação (Direito sem Fronteiras,
2019).

2.1 Políticas Públicas

Políticas Públicas, para Leonel Fadigas, é o conjunto de ações do Estado, visando


promover o bem dos cidadãos, de acordo com o orçamento disponível. É a busca de
harmonização da sociedade, visando o bem comum, naquilo que podemos chamar de contrato
social.

São baseadas em modelos sociais e políticos buscados pelo Estado, e seu sucesso ou
fracasso determina a continuidade ou não dos que se encontram no poder. Significam os
anseios da sociedade, já que seus objetivos são as aspirações do povo ( FADIGAS, 2015).

Para Maria do Carmo Albuquerque, graças à Constituição Cidadã de 1988 o Brasil se


destacou sobre os demais países do cone sul, devido à maior participação dos cidadãos no
melhor implemento de políticas públicas. (CARMO p.124, 2006).

Políticas Públicas referem-se às ações do Estado nas áreas de Educação, Saúde,


Segurança e em tantas outras que são, de fato, sua obrigação. É o desejo da sociedade
4

cumprido pelo poder público. Embora ainda de forma incipiente, os objetivos delas é corrigir
qualquer distorção no seu implemento.
Podemos definir, portanto, Políticas Públicas como um conjunto de medidas que
visam a inserção da população num projeto de desenvolvimento da nação, almejando melhor
qualidade de vida para todos ( FADIGAS, 2015).

2.2 Políticas Públicas e orçamento no Brasil

Segundo conceito do Ministério da Economia, Planejamento, Desenvolvimento e


Gestão, Orçamento é o que o governo tem para gastar, após feita a arrecadação, com todas as
suas obrigações, como construção e manutenção de estradas, despesas com construção e
manutenção de hospitais, educação, segurança e outras. Despesas da administração pelo
período de um ano, respeitando-se o equilíbrio fiscal.
Segundo (PIRES et al., 2006), orçamento tem suas origens no Estado de Direito,
(KORFF, 1984, p. 09) tem a mesma opinião, alegando que orçamento se origina na conquista
do direito dos cidadãos, bem como instituições que lhes representam.
Quando ocorre um déficit orçamentário, em que o governo arrecada menos do que deve
gastar, surge a necessidade de recorrer ao mercado para conseguir dinheiro. Isso é dívida
pública. A remuneração da dívida, atrelada à política de juros altos, acaba por produzir mais
dívida, tornando-se um ciclo vicioso, com significativa deterioração da economia (ROCHA et
al., 2017).

2.3 Análises sobre a dívida pública e as políticas públicas no Brasil

Na citada entrevista é mostrado que todos os países devem. Muitas vezes, 220 por cento
de seu PIB, como o Japão, Estados Unidos devem próximo de cem por cento do PIB, bem como
Itália por volta de 130 por cento. Portanto, dever nem sempre é o problema.
Em se tratando de Brasil, devemos por volta de 70 por cento do PIB, com previsões de
chegar a 90 por cento do PIB em 2020, segundo análise do site de Economia do G1. Porém, a
dívida brasileira, está em sua maior parte atrelada à política de juros altos e a curto prazo, em
detrimento do investimento em áreas básicas de nossa política pública.
E tudo isso porque o governo, muitas vezes, congela e corta recursos destinados a
políticas públicas para honrar o pagamento da dívida.
Quando a arrecadação de impostos não se realiza como o esperado, o poder público
endivida-se para fazer frente às suas necessidades de investimento, lançando títulos públicos no
mercado, que é a garantia do pagamento a quem comprar, acrescido de juros, segundo segundo
Júlio Edstron, e Maurício Ejchel do site Direito sem fronteiras, quanto maior for a desconfiança
com relação ao não pagamento, maior será o juro a ser pago.
Segundo o site Infomoney, a ausência de resultados primários positivos criará a
tendência de aumentar a dívida bruta do Brasil, devido ao aumento de gastos realizados pelo
governo. Com isso, há a tendência de haver maior emissão de títulos do tesouro e, em
consequência, maior o endividamento.
Segundo o site de economia do G1, em agosto de 2019 a dívida pública teve um aumento
de 8,9%. A dívida externa aumentou 1,74% em agosto, perfazendo um total de R$ 3,913
5

trilhões, enquanto a dívida interna sofreu o aumento de 9,55% no mesmo mês, ou seja,
R$ 160,87 trilhões. Segundo o mesmo site, houve retração de investidores externos na dívida.
Os principais investidores obedecem a seguinte ordem:

1. Fundos de investimento (R$ 1,062 trilhão, ou 27,15% do total);


2. Fundos de previdência (R$ 945 bilhões ou 24,16% do total);
3. Instituições financeiras (R$ 897 bilhões, ou 22,93% do total).

Mister destacar, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa juros básica de 14,25%,
vigente em 2016, para 5,0% em outubro de 2019, segundo dados do próprio Banco. Com isso,
observa-se que quanto maior é a taxa de juros paga, maior é a participação de dinheiro
estrangeiro na dívida pública.
Esta é a razão de empresários brasileiros não poderem investir em máquinas e produtos
para suas empresas, já que não podem arcar com o pagamento de elevadas taxas, sucateando o
parque industrial brasileiro. Com isso vendem menos, o governo arrecada menos impostos.
Arrecadando menos impostos, não poderá investir em políticas públicas. Ou seja, o Brasil torna-
se pura e simplesmente um mercado especulativo, deixando a sociedade brasileira à deriva.
Segundo Maria Lúcia Fatorelli, Coordenadora do movimento Auditoria Cidadã da
Dívida, o sistema da dívida pública interfere nas políticas sociais, causando atraso no
desenvolvimento do país
A proposta de auditoria da dívida está inserida na Constituição de 1988. Porém,
interesses escusos impedem que tal auditoria seja realizada.
Segundo site de notícias UOL, governo, através de uma PEC do Orçamento, tenta unir
os gastos de saúde e educação, dando maior flexibilidade para os estados investirem mais ou
menos em um ou outro respeitando o valor mínimo destinado a cada uma das pastas. Existe um
movimento feito no senado, cujo objetivo é frear tal proposta. O Brasil já investe menos em
saúde e educação que os países desenvolvidos, porém, em proporção ao seu PIB, de acordo
com o site da Agência Brasil, a porcentagem do gasto com relação ao seu PIB ultrapassa a
média de gastos de países como os da OCDE, O Brasil gasta 6% em Educação. Porém, encontra-
se nos últimos lugares em avaliações internacionais de desempenho escolar. A média da OCDE
é em torno de 5.5 por cento. Já países como Argentina gasta 5,3% e Colômbia e Chile 4,7% e
4,8 % respectivamente. Segundo proposta, os mínimos constitucionais se somariam para
compor o valor obrigatório em investimento nas áreas, pelos estados e municípios. Hoje os
estados gastam um mínimo de 25% por cento da arrecadação em educação e, pelo menos, 12%
em saúde. Já os municípios, pelo menos 15% e 25%, respectivamente, segundo site de economia
do G1.
Analisando o gráfico abaixo, elaborado pelo Movimento Auditoria Cidadã da Dívida,
com dados extraídos do Siafi, podemos perceber que muito do que arrecadamos poderia corrigir
várias políticas públicas que se encontram deficitárias. Na saúde por exemplo, minimizariam
os problemas de pessoas que necessitam de cirurgias e tratamentos urgentes, adiadas pela falta
de dinheiro. Na área educacional, poderíamos investir mais em pesquisa, alavancando nosso
precário desenvolvimento, com mão de obra especializada. Basta uma leve pesquisa, inclusive
na internet, para termos a certeza que os países desenvolvidos têm uma educação de qualidade.
Que um povo com saúde consegue fazer frente às adversidades da vida com maior sucesso.

Gráfico 1 – Orçamento Geral da União 2015 (Executado) total = R$ 2,268 trilhão


6

Fonte: SIAFI Elaboração: AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA. Disponível em:


https://auditoriacidada.org.br/

Muitos economistas argumentam sobre o Brasil recorrer ao FMI, já que os juros


praticados pela instituição muitas vezes são inferiores aos próprios bancos nacionais, como cita
o economista Júlio Esdron, em debate realizado no Direito Sem fronteiras, O FMI é um fundo
onde os países fazem sua contribuição. Uns mais outros menos. Quando o país recorre ao FMI
é para sacar este aporte por ele realizado. Mas é necessária a provação dos demais que
contribuem com mais. O país fica à mercê da política do fundo, perdendo bastante sua
autonomia, E perderá muito de sua credibilidade, já que o país será classificado de alto risco,
Outros sustentam a ideia da moratória, o que torna pior as coisas, segundo Júlio Esdron.
Um mundo globalizado implica uma associação bastante coesa entre os países. Ninguém toma
mais decisões próprias.

O impacto causado pelo pagamento de tamanha dívida para o Brasil é muito grande.
Deixa-se de investir não apenas em políticas básicas como saúde, educação e segurança. Mas
sobretudo em políticas desenvolvimentistas.

Além dos dados acima explanados, os gráficos abaixo também mostram a relação do
Brasil com países emergentes e, ainda, os de primeiro mundo na questão de suas dívidas e
gastos:
7

Como aponta o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) em seu


relatório, entre os países emergentes, a Argentina registra um dos maiores aumentos na relação
entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, na comparação com igual
período do ano passado. O Brasil aparece no quarto lugar nesse ranking, como pode-se verificar
pelos gráficos acima apresentados.

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2019/07/15/internas_economia,
1069801/entre-emergentes-brasil-teve-4-maior-avanco-na-relacao-divida-pib-
d.shtml

A partir da análise do diretor da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI), Felipe


Salto, pode-se conferir observando os gráficos superiores que mesmo com uma dívida bruta
que corresponde a cerca de 70% da sua produção econômica anual, o Brasil está atrás de vários
países desenvolvidos. Entre outras nações cuja dívida ultrapassava 100% do PIB em 2015
aparecia a Alemanha que também tinha dívidas superiores à brasileira na relação com o PIB. A
diferença é que, como essa economia é mais estável, há uma confiança maior no governo, que
assim paga juros menores e pode se endividar com mais segurança.
8

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especial-cidadania/divida-
publica-brasileira-aumenta-fica-mais-cara-e-e-desafio-para-a-recuperacao-
economica/primeiro-mundo-tambem-se-endivida

Hoje, a Argentina investe cerca de 10,2% do PIB em saúde, um pouco mais do


que pede o projeto de lei de iniciativa popular no Brasil, que acomete 4,7% do PIB e está
próximo de chegar a um baixíssimo nível histórico de financiamento, como explana os
gráficos. Mesmo com a retomada das discussões da CPMF, o imposto sobre o cheque que
custeou a saúde de 1996 a 2007, a porcentagem do PIB que seria gasta com saúde no Brasil
chegaria a 6%. São 4% a menos do que investe atualmente a Argentina, com base nas
avaliações do site SANAR.

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especial-cidadania/divida-
publica-brasileira-aumenta-fica-mais-cara-e-e-desafio-para-a-recuperacao-
economica/primeiro-mundo-tambem-se-endivida

Quando se compara a saúde pública do Brasil com os países e primeiro mundo, as


porcentagens presentes nos gráficos são impressionantes, como avalia-se acima. O Japão por
exemplo é um grande investidor em saúde pública. Isso é vigente pois o governo possui um
método diferenciado de acometer esses investimentos: ele proporciona o acesso aos
tratamentos, assim como segurança e coleta de lixo e as pessoas pagam um convênio por meio
de impostos e taxas. Já no Brasil, o atendimento é gratuito (com base no site Bradesco/Nikkei).

https://www.bradesconikkei.com.br/html/nikkei/noticias/saude-publica-
japao.shtm
9

DÍVIDA PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS

Política Fiscal e Política Monetária devem andar juntas, conforme Blinder (1982).
Porém, o que se percebe é a política fiscal se sobrepondo ao investimento em políticas públicas.

O conceito de dívida pública, segundo Júlio Edstron, e Maurício Ejchel, em entrevista


realizada pelo site Direito sem Fronteiras – dívida pública versus crescimento econômico,
disponibilizado pelo site do youtube, está relacionado ao endividamento realizado pelos
poderes Federal, Municipal e Estadual, para realizar investimentos em políticas públicas.

3. METODOLOGIA

O presente trabalho foi elaborado a partir de livros e sites confiáveis. Tais matérias,
objeto, de nossa pesquisa, encontram-se sob a forma de artigos, bem como vídeos do youtube.
Algumas matérias encontram-se inclusive em sites governamentais. A proposta é esclarecer a
todos a razão de não integrarmos o primeiro mundo, já que nossa fonte de riqueza é enorme.
Apenas para citar como exemplo, nossa fonte do material nióbio, raríssimo, sendo o Brasil
detentor de 98 por cento das reservas, vindo o Canadá em segundo com apenas 2 por cento.
Procura analisar a enorme despesa gasta em dívida pública, em detrimento das políticas
públicas governamentais. Faz um alerta sobre nosso futuro estado de penúria, caso não
revertamos tal problema.
Tenta despertar a atenção de todos para o problema, pois o desconhecimento e
desinteresse da população para o problema em nada ajudará na sua solução.
O trabalho procura se afastar de qualquer consideração ideológica, pois, em breve
pesquisa sobre o assunto, já se percebe que todos nossos governantes nunca tentaram colocar a
mão no problema de nossa dívida, tornando-se pactuantes com tal maléfico sistema. Todos
foram coniventes, sejam eles de direita ou esquerda.
Procura, enfim, provocar um debate sadio sobre o assunto, fazendo com que todos façam
suas próprias pesquisas, aumentando assim as chances do engajamento de todos na resolução
do mesmo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pensar em progresso tendo dívida tão alta não condiz com as regras da lógica. Há que
se prezar pela boa gestão dos gastos públicos, sob o risco de perdermos toda nossa soberania,
levando o país ao caos social. Por outro lado, recorrer a dinheiro externo para emergências não
é coisa tão maléfica. O que não pode acontecer é fazermos disso algo normal, fazendo com que
haja uma indústria da dívida, onde grandes corporações internacionais depauperam nosso rico
país. País este riquíssimo em riquezas e que possui as quatro estações, onde a agricultura
encontra solo fértil para saciar a fome dos brasileiros e também do mundo.
Mas, para que as políticas públicas atinjam resultados esperados, o uso correto de nosso
dinheiro deve merecer maior atenção de nossa administração. Nosso PIB deve ser usado de
10

maneira mais consciente. E o que observamos é um alto endividamento do Estado com nossos
credores.
Um fator que deve ser observado, responsável pela elevação de nossa dívida pública,
em proporção ao PIB foi a adoção de elevadas taxas de juros. E a maioria de nossa dívida está
indexada a essas elevadas taxas.
Países como Estados Unidos (acima de 100%), Japão (acima de 240%) e outros,
possuem altas taxas de endividamento. Porém a maioria dos contratos são de longo prazo,
enquanto no Brasil a maioria é de curtíssimo prazo, causando desestabilização nos
investimentos básicos que deveriam ser feitos, Saúde e Educação, por exemplo, andam
penalizadas com a situação. Municípios encontram-se às minguas.
Em CPI realizada na Câmara dos Deputados, realizada em 2009 e 2010 a respeito de
nossa dívida pública, apontou várias ilegalidades e ilegitimidades. Dentre elas podemos citar
dívidas vencidas que continuavam a ser pagas, o Estado assumindo dívidas privadas e até
mesmo o próprio setor financeiro ditando taxa Selic.
Se gastamos quase cinquenta por cento de nosso PIB com nossa dívida pública, pouco
resta para investimentos no Brasil.
Fala-se muito em corrupção, excesso de funcionários públicos, sangramento de cofres
públicos devido à nossa previdência. Nada se fala, porém que temos que trabalhar cada vez
mais para pagarmos algo que não para de crescer.
É maliciosa a ideia de falar em dívida pública em porcentagem do PIB, pois essa
proporção às vezes cai não porque a dívida baixou, mas sobretudo porque nosso esforço foi
maior para produzirmos mais riqueza. Tarefa inglória, pois, em outro momento, perante
qualquer dificuldade, produzimos menos, e sofreremos carga maior de dificuldade.

REFERÊNCIAS

Auditoria Cidadã da Dívida. Disponível em: https://auditoriacidada.org.br/ Acesso em: 15 de


nov. 2019.

BLINDER, A. (1982), Issues in the coordination of monetary and fiscal policy, in 'Monetary
Policy Issues in the 1980's – A symposium sponsored by the Federal Reserve of Kansas City'.

CARMO, Maria do. (Org) Centro De Documentação e Informação Do Instituto Pólis


Albuquerque. Instituto Pólis. São Paulo 2006.

Direito sem Fronteiras - Dívida pública versus crescimento econômico. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=v76MMsppHak . Acesso em: 20 de nov. 2019.

Entendendo a dívida pública brasileira. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/colunistas/terraco-


economico/entendendo-a-divida-publica-brasileira/ . Acesso em: 20 de nov. 2019.
11

FADIGAS, Leonel. Urbanismo e território – As políticas públicas. 1ª Edição. Lisboa 2015.

KORFF, Eurico. O disciplinamento da gestão financeira do poder público. Revista de


Administração de Empresas, São Paulo, v. 24, n. 3, p. 09-17, 1984. Disponível em: Acesso em:
26 nov. 2019.

LEEPER, E. (1991), 'Equilibria under 'active' and 'passive' monetary and fiscal
policies', Journal of Monetary Economics 27, 129–147.

MARTELLO, Alexandre. Dívida pública tem alta de 2% e ultrapassa marca inédita de R$ 4


trilhões em agosto, diz Tesouro. Disponível em:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/09/26/divida-publica-tem-alta-de-2percent-e-
ultrapassa-marca-de-r-4-trilhoes-em-agosto.ghtml . Acesso em: 20 de nov. 2019.

Ministério da Economia, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão – Disponível em:


http://www.planejamento.gov.br/servicos/faq/orcamento-da-uniao/conceitos-sobre-
orcamento/o-que-e-orcamento-publico. Acesso em 26 de nov. 2019.

PIRES, José Santo Dal Bem; Motta, Walmir Francelino. A evolução histórica do orçamento
público e sua importância para a sociedade. Enfoque: Reflexão Contábil, Maringá, v. 25, n. 2,
p. 16-25, 2006. Disponível em: Acesso em: 26 nov. 2019.

ROCHA, K.; MOREIRA, A.; SILVEIRA, M. O fluxo de capital para as economias emergentes
e o grau de desenvolvimento do sistema financeiro. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 47, n.
02, p. 235-257, abr./jun. 2017.

Taxas de juros básicas – Histórico. Banco Central do Brasil. Disponível em:


https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros . Acesso em: 20 de nov. 2019.

Tesouro Nacional. Disponível em: http://www.tesouro.gov.br/consulta-publica-obtv . Acesso


em: 23 de nov. 2019.

WETERMAN, Daniel. Senadores se movimentam contra proposta para unir gastos com saúde
e educação. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-
conteudo/2019/11/20/senadores-se-movimentam-contra-proposta-para-unir-gastos-com-
saude-e-educacao.htm?cmpid=copiaecolahttps://economia.uol.com.br/noticias/estadao-
conteudo/2019/11/20/senadores-se-movimentam-contra-proposta-para-unir-gastos-com-
saude-e-educacao.htm. Acesso em: 23 de nov. 2019.
12

Você também pode gostar