Você está na página 1de 4

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA XX VARA

CÍVEL DA COMARCA DE SOBRAL/CE

ANTÔNIO AUGUSTO, brasileiro, casado, autônomo, portador de RG


200428673891 SSP/CE, CPF n° 201.235.678-42, com endereço eletrônico
antaugusto@yahoo.com.br, residente e domiciliado na Rua Portal de Alencar, 332, Centro,
Sobral-CE. Por intermédio de seu advogado subscrito, vem respeitosamente perante
vossa excelência, ajuizar apresente.

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS

Em face de Max TV S.A. Com CNPJ nº XXXXXX, Endereço XXXXXX, e Loja


de Eletrodomésticos Ltda., endereço XXXXXXX. Com fulcro no artigo 319 do código de
processo Civil, pelas razões de fato e de direito a seguir narradas:

I- DOS FATOS

O Requerente ao se mudar para o seu novo apartamento, adquiriu, no dia


20/10/2020, diversos eletrodomésticos de última geração que dentre eles uma TV de LED
de sessenta polegadas, com acesso à Internet e outras facilidades, pelo preço de R$
5.000,00 (cinco mil reais). Depois de funcionar perfeitamente por trinta dias, a TV
apresentou superaquecimento que levou à explosão da fonte de energia do equipamento,
provocando danos irreparáveis a todos os aparelhos eletrônicos que estavam conectados
ao televisor. Posto que a reclamação foi apresentada no dia 25/11/2015, tanto ao
fabricante (Max TV S.A.) quanto ao comerciante de quem o produto fora adquirido (Lojas
de Eletrodomésticos Ltda.) e ambos permaneceram inertes, deixando de oferecer
qualquer solução.
Desta forma, fica evidenciado o sentimento de frustração, lesão e impotência
do requerente em não ver sanado o problema de forma administrativa, recorrendo ao
poder judiciário como forma de buscar a justa reparação pelo dano material sofrido.
II- DO DIREITO

2.1- Do direito à justiça gratuita


Assim diz o Código do Processo Civil sobre a possibilidade de beneficiar-se
com a justiça gratuita:

“Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência


de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários
advocatícios têm direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.”

Com efeito o legislador brasileiro garantiu a qualquer pessoa que não tenha
como pagar as custas processuais a possibilidade de se beneficiar com a gratuidade
judiciária.
No presente caso o autor é pobre a forma da lei, uma vez que não recebe
renda suficiente para arcar com as custas processuais sem prejuízo de ser próprio
sustento.
Assim sendo, o benefício da justiça gratuita deve ser concedido ao autor, por
ser medida de direito.

2.2- Da responsabilidade solidária entre comerciante e fabricante


Diante dos fatos supracitados o Código de defesa do consumidor assevera em
seu Art. 18:

“Art. 18: Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis


respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem
impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o
valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações
constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária,
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor
exigir a substituição das partes viciadas.”

Desta forma, existe solidariedade geral entre os fornecedores da cadeia de


produção e distribuição.
No presente caso, ambos causaram prejuízos ao requerente, e em nenhum
momento ofereceram solução ao problema, ficando inertes mesmo após sendo
solicitados.
O Código de defesa do consumidor adota uma interpretação extensa sobre o
conceito de “fornecedor”, conforme dispõe o caput do seu artigo 3º:

“Art.3°: Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional


ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem
atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação,
importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação
de serviços.”

Em se tratando da responsabilidade pelo vício do produto ambos deverão ser


responsabilizados pelos transtornos causados ao requerente.

2.3- Da indenização pelos danos sofridos


Os pedidos indenizatórios são de fundamental importância, previstos no Art.
27, do CDC:

“Art. 27: Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados
por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se
a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.”

Devido aos danos materiais e morais sofridos pelo requerente, pois o mesmo
teve prejuízo não só pela TV adquirida mas também com outros eletrodomésticos que
estavam ligados a TV no momento da explosão, causando danos materiais e inclusive
morais por todo constrangimento sofrido ao longo desta ação. Diante dos fatos, nada mais
justo que a reparação dos danos expostos.

III- DOS PEDIDOS

Diante de todo exposto, é a presente para requerer o que segue:

a) Seja a presente peça recebida e processada os termos do art. 319 do


CPC.
b) Seja concedido o pedido de justiça gratuita ao autor, nos termos do art.
98 do CPC
c) Seja citado o réu no endereço informado para que tome ciência da
ação.
d) A substituição do televisor por outro do mesmo modelo ou superior, e
em perfeito estado.
e) Ao final seja o réu condenado a pagar uma indenização do valor de R$
XXXXXXXX pelos danos materiais referentes a TV e dos demais aparelhos
danificados.
f) indenização pelos danos morais no valor de XXXXXXXXX em virtude de
a situação não ter sido solucionada em tempo razoável, ficando o requerente sem
usar a TV durante algum tempo.
g) Por fim, que seja o réu condenado a pagar as custas processuais e
honorários de sucumbência, uma vez que deu causa a presente ação.

Dá-se a causa no valor de XXXXXX

Nestes termos,
Pede e espera deferimento.

Sobral, 17 de Fevereiro de 2021.

ADVOGADO
OAB/ CE … XXX. XXX

Você também pode gostar