Você está na página 1de 7

1) Desenvolva a relação entre o senso de comunidade, solidariedade entre os

cristãos e os islâmicos. 

A solidariedade é pedra angular para a formação e sustento das comunidades


seja para os cristaos, seja para os islâmicos. Os valores de solidariedade,
baseados na caridade e piedade para com o próximo, são fartamente ensinados
por estas duas doutrinas, na tradição oral e escrita. Tais valores fortalecem as
respectivas comunidades e se justificam como solução para os males do mundo
e caminho para a busca de um mundo melhor, mais justo e fraterno.

O Islamismo e o cristianismo são religiões que foram formuladas sobre os


fundamentos da caridade, da generosidade e do altruísmo. A estreiteza de
visão, a ganância e a avareza são males que perturbam sua estrutura. Por isso,
aconselham que seus adeptos sejam generosos e caridosos.
Uma comunidade só poderá ser bem sucedida neste campo da vida quando o
relacionamento entre os seus indivíduos for forte e sólido. Nenhum indivíduo da
comunidade deve ser tão cerceado a ponto de ter que passar fome, nem algum
homem opulento deve ser tão ganancioso a ponto de só gastar sua fortuna
unicamente para o seu prazer e luxo pessoal.

2)      Explique a relação entre os valores, as tradições e a modernidade no


entendimento das religiões afro-brasileiro e o judaísmo. 

3)      Argumente e desenvolva a relação o profetismo, messianismo e


espiritualidade no judaísmo, cristianismo e islamismo. 

Profetismo é uma doutrina religiosa baseada na figura do profeta.


Etmologicamente definido como alguém que fala em nome no lugar de outro,
como um porta-voz, ou ainda, no termo hebraico, “nahbi” que quer dizer aquele
que fala com mente fervorosa, inspirada por Deus. O que caracteriza
o profetismo é a capacidade de alguém revelar, por gestos ou palavras, uma
verdade oculta a outras pessoas, verdade esta de origem divina.
Messianismo significa o retorno de um enviado divino libertador – messias (que
em hebraico é o mashiah, em grego é christós), retorno do ser divino enviado
pela divindade para libertar a humanidade. A espiritualidade pode ser definida
como uma "propensão humana a buscar significado para a vida por meio de
conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com
algo maior que si próprio As Três Grandes Religiões Abraâmicas, por mais que
pareçam diferentes uma da outra, tem vários pontos em comum. Por
exemplo,ambas acreditam no Monoteísmo, ou seja que só há um Deus. Todas
seguem leis mais ou menos parecidas, leis contra homicídio, contra roubo, etc.
Nas três religiões se acredita na Vida após a Morte que pode ser boa ou ruim
dependendo de como a pessoa viveu na terra. O desenvolvimento da
espiritualidade no sentido de busca de conexão com planos astras,
transcendentes é, tem termos amplos, muito parecido, devido a estas
características em comum.O profetismo é outro ponto de intersecção entre
essas religiões, tendo todas elas profetas em comum, porém, também profetas
específicos de cada uma. Com relação ao messianismo, nota-se uma
divergência de opiniões.

Para o Cristianismo, o messias já esteve entre os homens e corresponde a


Jesus Cristo. Para o Judaismo e Islamismo, pode ser reconhecido como profeta
mas não messias. Os seguidores de ambas as religiões ainda aguardam a vinda
do messias

4)      Explique a relação entre hierarquia social e divisão social do trabalho no


hinduísmo, budismo e islamismo. 

As castas na Índia possuem relação com a religião hinduísta, a qual é formada a


partir do pluralismo de cultos, deuses e seitas. O Hinduísmo é uma das religiões
politeístas do mundo, ou seja, não existe uma divindade única, mas uma grande
quantidade de deuses considerados no âmbito desta religião.  Um dos deuses
do Hinduísmo é o Brahma, considerado como Deus da Criação. No caso das
castas, considera-se que os Brâmanes são sujeitos que saíram da boca de
Brahma, formando, portanto, a casta mais elevada, do conhecimento. Já os
Xátrias teriam saído dos braços de Brahma, sendo esta casta formada por
guerreiros. Enquanto os Vaixás seriam aqueles que saíram das pernas de
Brahma, os quais são comerciantes e camponeses. Os Sudras são aqueles que
saíram dos pés de Brahma, sendo servos e escravos, constituindo a casta mais
inferior.

A divisão da sociedade em castas é determinada a partir da hereditariedade. As


castas se definem de acordo com a posição social que determinadas famílias
hindus ocupam. Fator que estabelece um tipo de “hierarquia” social marcada por
privilégios e deveres.

Em geral, pode-se ver que o Islã é uma religião que não apenas governa a vida
religiosa privada de um indivíduo, mas também determina e regula todos os
aspectos da vida pública.  Como a noção de adoração no Islã não está restrita a
meros rituais, mas inclui todos os atos de obediência e bondade, da mesma
forma o conceito de religião se estende a todas as jurisdições de vida na Terra. 
Para um muçulmano, os conceitos de religião e estado são inseparáveis.
Existem muito títulos para designar os líderes religiosos e políticos porém sem
um consenso. Não se identifica, claramente, apesar disto, uma divisão social
baseada e justificada pela doutrina islâmica, a não ser entre muçulmanos e não-
muçulmanos.

O budismo não acredita em divisão social e, hoje, principalmente na Ìndia, vem


sendo um refúgio aos marginalizados, os párias, que buscam a conversão
religiosa como modo de fugir a repressão social que milenarmente controla a
sociedade indiana, apesar de oficialmente abolida desde 1950.
5)       Desenvolva a relação entre o ethos cristão, ethos das religiões afro-
brasileiro e ethos budista. 

Ethos é uma palavra com origem grega, que significa "caráter moral". É usada
para descrever o conjunto de hábitos ou crenças que definem uma
comunidade ou nação.

No âmbito da sociologia e antropologia, o ethos são os costumes e os traços


comportamentais que distinguem um povo. 

6)      Qual a relação entre os cristãos ortodoxos e os judeus ortodoxos? 

Ortodoxia é a condição de cumprimento absoluto com todas as decisões,


preceitos e ideais de certo padrão ou dogma considerado tradicional, de modo
rigoroso e rígido. Para os pensadores ortodoxos, a visão apresentada pela
ortodoxia é tida como a única correta.
A Igreja Cristã Ortodoxa considera como sua fonte de fé a Sagrada Escritura, ou
seja, há uma unidade e uma continuidade entre o Antigo e Novo Testamento,
tomados como a palavra de Deus, como toda sua revelação aos homens. O
Antigo Testamento que ela aceita é a tradução grega do texto hebraico, oriunda
da “Septuaginta”, que, segundo a tradição, teria sido copilada por 70 sábios, em
Alexandria, no 3º século antes de Cristo.
A fé ortodoxa se manifesta continuamente, seja no pôr os vestidos litúrgicos ou
em muitas formas rituais, as quais têm uma origem judaica, p. ex. no casamento,
ou num lugar ortodoxo de culto, o qual, como o Templo de Salomão, está dirigido
também hoje, em regra, para o oriente, significando como símbolo da esperança
e da vida.
Os Judeus ortodoxos são os que cumprem estritamente os 613 preceitos
estipulados pela Lei Judaica, conhecida como Halachá. Os preceitos estão
ligados a alguns hábitos a serem adotados: a dieta, kosher, que estipula quais
alimentos devem ser consumidos; o descanso aos sábados e as leis da pureza
familiar.
Os ortodoxos dão ainda privilégio à dimensão ritual: com a adoção de roupas
simples; separação das funções entre homem e mulher, sendo que as mulheres
têm algumas proibições, principalmente na participação da religiosidade pública,
tais como conduzir as rezas, estudar o Talmude e ser ordenada rabina.
A Torá, por ser um livro revelado por Deus, não deve ser alterada em nada,
mantendo sua integralidade, resultando na manutenção rígida das tradições.
Além disso, os ortodoxos se isolam em locais específicos, espécies de guetos,
onde o contato com o restante do mundo não ortodoxo é reduzido. As crianças
têm uma educação distinta da educação secular, com o objetivo de formá-los
estritamente na ortodoxia religiosa. Também não aceitam a revisão dos valores
judaicos tradicionais frente às mudanças do mundo moderno.
Ambos os grupos religiosos apresentam por intersecção a lei mosaica e se
inspiram nos hábitos e costumes milenares do povo hebreu, por sua eterna
aliança com Deus.

7)      Explique o significado do judaísmo e do islamismo na cultura ocidental. 

O mundo ocidental, do ponto de vista religioso, tem orientação


predominantemente cristã. O Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo são
religiões monoteístas que surgiram no Oriente Médio e que tem em Abraão, um
elo de ligação. Enquanto a cultura ocidental, embora identificada pelo
cristianismo, apresenta-se, hoje, com uma tendência liberal e marcada por certo
relativismo em suas concepções, em prol de uma aceitação multicultural, o
Judaísmo e o Islamismo, apresentam maior rigidez e defendem maior rigor em
suas condutas e práticas religiosas, tornando-os, em sua maioria, “ilhas” em
meio ao “mar multicultural” ocidental. Apresentam-se menos passíveis de se
deixarem imiscuir por imposições externas embora, hoje, vemos correntes
liberais dentro de cada uma das religiões que questionam essa rigidez e abrem
uma disputa doutrinária interna e cisão com os conservadores e ortodoxos. (****)

8)      Qual o fundamento do judaísmo, do islã e das religiões afro-brasileiro nas


sociedades ocidentais? 

(****)

As religiões afro-brasileiras são aquelas originadas da cultura de diversos


povos africanos trazidos como escravos ao Brasil, ao longo dos séculos XVI e
XIX. Tendo um importante papel na preservação das tradições culturais dos
diferentes grupos étnicos negros (afro-brasileiros), há também, atualmente, um
grande número de brancos e outros grupos étnicos que aderem a tais religiões,
em especial o candomblé e a umbanda. Várias religiões afro-brasileiras
possuem, em maior ou menor grau, influências de religiões vindas da Europa
(Catolicismo, Espiritismo) ou dos povos ameríndios (religiões indígenas). Uma
característica muito presente nas religiões afro-brasileiras é
esse sincretismo religioso, que lhes dão uma característica multicultural, mesmo
que muitas vezes resultado de uma adaptação necessária à sobrevivência de
seus cultos originais, incorporando elementos religiosos da cultura dominante,

9)      Desenvolva a relação entre a doutrina cristã, doutrina islâmica e a doutrina


budista. 

Os budistas acreditam que a consciência física e espiritual leva à iluminação e


elevação, o chamado nirvana. É o plano mais alto de consciência, onde o ser
está livre da dor do mundo físico.
O Budismo também acredita que todos os seres possuem encarnações e
reencarnações, inclusive os animais e plantas. Por isso o indivíduo deve ser
bom a todos os seres, já que em outra vida pode-se experienciar aquela forma.
Este ciclo de reencarnação é chamado de Samsara.

Os princípios doutrinários desta religião encontram-se definidos no Corão ou


Alcorão, o livro sagrado dos Muçulmanos. Os pilares do Corão são os seguintes:
crença em Alá, deus único, e em Maomé, seu profeta; Oração cinco vezes ao
dia, e segundo certos rituais; o jejum nos 40 dias do Ramadão (9º mês lunar
árabe); a esmola aos pobres e a peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na
vida.O Corão para além de definir os mandamentos religiosos, também define
regras sociais, de comportamento e de costumes.

Os muçulmanos devem acreditar em cinco pontos fundamentais, tão importantes


para a religião que são chamados os "Pilares da Fé". São eles a Unidade Divina,
a Profecia, a Revelação, a Intercessão dos Anjos e a existência de uma Outra
Vida.

O cristianismo ensina que há apenas um Deus em toda a existência, que Deus


criou o universo, a Terra. Igreja cristã acredita que a sua doutrina foi sendo
gradualmente revelada por Deus através dos tempos, atingindo a sua plenitude
e perfeição em Jesus Cristo,[2] que é considerado o Filho de Deus, o Messias e
o Salvador do mundo e da humanidade.  a observância dos Dez Mandamentos e
dos outros ensinamentos revelados, que se resumem nos mandamentos de
amor ensinados por Jesus.

10)  Explique a relação entre o cristianismo reformado e os fundamentos da


modernidade nas sociedades ocidentais. 

Há 500 anos, o monge alemão Martin Luther, Martinho Lutero, pregou suas 95
teses na porta da igreja do castelo da cidade alemã de Wittenberg. Elas
representavam uma tomada de posição contra o que Lutero considerava
práticas abusivas do clero católico romano. Do século XVI para cá, a reforma
marcou a história, tanto da Europa quanto dos demais continentes, por meio da
atuação de missionários luteranos, reformados (congregacionais,
presbiterianos), batistas, metodistas, anglicanos/episcopais. No século XX
surgiram os pentecostais, expressão de um movimento de protesto e afirmação
da população negra, migrante, feminina e pobre nos Estados Unidos. Apesar de
criticados pela sua cumplicidade com a colonização, a história destaca a
contribuição de protestantes em ações pela justiça social e os direitos humanos
como os movimentos de promoção da paz durante guerras. Também contra o
racismo, como as lutas pelos direitos civis e contra o apartheid na África do Sul.

No Brasil, a diversidade é enorme, são muitos os grupos confessionais, desde


os mais vinculados às raízes da reforma, aos que advêm do pentecostalismo do
século XX até aos que emergem dos novos movimentos evangélicos das últimas
décadas, denominados neopentecostais.

Ao mesmo tempo, é motivo de apreensão e suspeita de quem vê este segmento


religioso como uma ameaça devido a espiritualização de males sociais,
submissão da mulher, controle do corpo e da sexualidade, defesa de vingança
contra praticantes de crimes, do uso de armas mortíferas para a defesa da
população. Além do destaque dado por algumas igrejas à questão financeira, à
busca de benefícios materiais pelos fiéis somada à retribuição na forma de
ofertas em dinheiro. É preciso, no entanto, reconhecer que esta imagem
negativa acaba apagando outras muito positivas e bonitas da presença dos
evangélicos no mundo e no Brasil: desde projetos de promoção humana e
valorização da vida

11)  Desenvolva a relação entre o hinduísmo, o budismo e a religiões afro-


brasileira no desenvolvimento do núcleo social da vida em sociedade 

 12)  Desenvolva a relação entre fundamentalismo judaico, cristão e islâmico nas


sociedades contemporâneas. 

Em sua acepção mais geral, o fundamentalismo islâmico prega uma volta às


origens religiosas do Islã e uma reforma dos costumes e da sociedade segundo
os preceitos da "sharia", da lei do Corão. O termo recobre uma multiplicidade de
tendências. Entre elas, há uma orientação radical, que recorre à violência para
atingir seus fins. O fundamentalismo radical operou a princípio num quadro
nacional, mas, com o tempo, o fundamentalismo radical passou a atuar num
quadro internacional.
Para o judeu fundamentalista, a lei de Deus tem valor absoluto, valendo tanto na
vida privada quanto na pública. O casamento visa unicamente à procriação, a
educação dos filhos se esgota na educação religiosa, e devem-se evitar
contatos com pessoas alheias à própria comunidade. Contra os judeus liberais,
que propugnam a integração com a sociedade local, os fundamentalistas
cultivam uma atitude sistemática de auto-segregação, tanto com relação aos
gentios quanto com relação a outras tendências do próprio judaísmo.
O fundamentalismo cristão tem uma vertente católica, o integrismo, que remonta
ao antiliberalismo e ao antimodernismo. No entanto foi no protestantismo norte-
americano que o fundamentalismo floresceu. O próprio nome (fundamentalismo)
nasceu nos EUA, a partir de uma série de fascículos publicados entre 1909 e
1915, em que pastores de várias denominações relacionaram os "fundamentals"
ou pontos fundamentais da fé cristã, dos quais nenhuma das igrejas poderia se
desviar. O principal desses pontos era a infalibilidade da Bíblia. Durante a
Guerra Fria, desfraldaram a bandeira do anticomunismo e hoje combatem o
aborto e o homossexualismo. Defendem um patriotismo messiânico, vendo a
América como a nação eleita. A direita religiosa fundamentalista transformou-se
numa irresistível força eleitoral. Seu poder já ultrapassa os Estados Unidos.
Muitas das seitas evangélicas e pentecostais que hoje atuam no Brasil são
ramificações do fundamentalismo norte-americano.
Os três fundamentalismos têm em comum o tradicionalismo em questões morais
e uma posição retrógrada quanto ao estatuto da mulher. São puritanos e
misóginos. Mas esse tradicionalismo não implica uma rejeição em bloco da
modernidade.Todos eles aceitam a modernidade técnico-econômica. Os
fundamentalistas islâmicos vêm de estratos sociais urbanos, muitos têm
formação universitária, conhecem a fundo todos os segredos do capitalismo
financeiro (têm contas na Suíça e jogam na Bolsa) e manejam a tecnologia
militar mais sofisticada. Os pregadores fundamentalistas cristãos dominam todas
as técnicas da comunicação de massas, falam em estádios gigantescos e
alcançam audiências inimagináveis por meio do rádio e da televisão. Os
fundamentalistas judeus podem usar roupas e barbas do tempo do gueto, mas
muitos estão plenamente ligados aos circuitos financeiros do capitalismo
moderno.

Você também pode gostar