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CONTRATO DE ESTÁGIO

LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008.


Altera a redaçã o do art. 428 da Consolidaçã o das Leis Trabalhistas - CLT aprovada pelo
Decreto-Lei 5.452/43 e a Lei no 9.394/96.
Art. 1º Está gio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de
trabalho, que visa à preparaçã o para o trabalho produtivo de educandos que estejam
freqü entando o ensino regular em instituiçõ es de educaçã o superior, de educaçã o
profissional, de ensino médio, da educaçã o especial e dos anos finais do ensino
fundamental, na modalidade profissional da educaçã o de jovens e adultos.

CONCEITO
Estágio é um vínculo educativo-profissionalizante supervisionado e desenvolvido como
parte do projeto pedagógico e programação formativa que compõe o processo de
formação do estudante, tem como objetivo proporcionar experiência laboral para o
estudante e prepara-lo para que possa desenvolver atividades associadas a sua futura
profissão. As atividades envolvem integrar as dimensões do ensino, pesquisa e extensão,
constituídas por ações que o discente realiza junto a pessoas jurídicas de direito público
ou privado, ou na comunidade em geral, que articulam a teoria e prática.
O Estágio terá sempre caráter curricular e se classificará em obrigatório e não obrigatório,
conforme determinação do Projeto Pedagógico do Curso.

PESQUISA - Pontos principais

Art. 2º. O estágio poderá ser obrigatório ou não-obrigatório [...]


§ 1º Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso [...]
§ 2º Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional [...]

Art. 3º. O estágio, tanto na hipótese do § 1º do art. 2º desta Lei quanto na prevista no § 2º do
mesmo dispositivo, não cria vínculo empregatício de qualquer natureza [...]
Requisitos para o estágio de acordo com o Art. 3º:
I - matrícula e freqüência regular do educando
II- termo de compromisso entre o educando, empresa e instuição de ensino
III - compatibilidade entre as atividades do estágio e as previstas no termo de compromisso.
§ 1º - o estágio deverá ser supervisionado pelo professor orientador da instituição de ensino

Art. 10º. Jornada de atividade em estágio [...]


I - 4 horas diarias e 20 horas semanais
II - 6 horas diarias e 30 semanais
§ 1º Poderá até 40 horas semanais, desde que esteja previsto no projeto pedagógico do cuso
e da instituição de ensino.

Art. 11. Duração máxima de 2 anos.

Art. 12. Poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação, sendo compulsória a sua
concessão, bem como auxilio-transporte no caso de estágio não obrigatório.
§ 1º A eventual concessão de benefícios relacionados a transporte, alimentação e saúde, entre
outros, não caracteriza vínculo empregatício.
§ 2º Poderá o educando inscrever-se e contribuir como segurado facultativo do Regime Geral
de Previdência Social.

Art. 13. [...] Sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 ano, período de recesso
de 30 dias, preferencialmente durante as férias escolares.
§ 1º [...] Deverá ser remunerado [...] (no caso dos estágios que recebem bolsa)
§ 2º Os dias de recesso previstos neste artigo serão concedidos de maneira proporcional, nos
casos de o estágio ter duração inferior a 1 (um) ano. OU SEJA, se o contrato for rompido
antecipadamente, é garantido o período proporcional de recesso. No entanto, não se tem ⅓ de férias
nem 13° salário como em um vínculo regulado pela CLT.
Número máximo de estágiarios em relação ao quadro pessoal das empresas:
Art. 17.
I - 1 a 5 empregados: 1 estágiario;
II- 6 a 10 empregados: até 2 estágiarios;
III- de 11 a 25 empregados: até 5 estagiarios;
IV- acima de 25 empregados: até 20% de estágiarios.

§ 3º Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo resultar em


fração, poderá ser arredondado para o número inteiro imediatamente superior.

CONTRATO DE TRABALHO EVENTUAL


LEI Nº 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.
Altera a Lei nº 6.019/74, que dispõ e sobre o trabalho temporá rio [...].
Os artigos 593 a 609 da Lei 10.406/2002 (Có digo Civil) regulam as normas aplicá veis à prestaçã o
de serviços nã o sujeitas à s leis trabalhistas ou à lei especial. E, nã o sendo o prestador de serviços
contratado para certo e determinado trabalho, entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer
serviço compatível com as suas forças e condiçõ es (artigo 601 do Có digo Civil). 

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?
codteor=247357&filename

Trabalhador eventual é todo aquele que presta serviço específico, ocasional,


esporádico, sem ter por objeto a necessidade normal do contratante. Também é
chamado de Contrato de Atividade e são regidos pelo código civil Art. 593 a
609.

O trabalhador eventual é aquele que presta serviços sem vínculo empregatício, não
tendo como característica do trabalho a permanência 

Trabalhos como o de diaristas, jardineiros e carregadores também podem ser


caracterizados como eventuais, cumprindo a regra de não estarem em atuação
constante para o mesmo contratante.

Em geral, os trabalhadores eventuais possuem um maior grau de


autonomia, que inexiste tanto nas relações celetistas quanto nas relações
temporárias da Lei 6.019.

As principais diferenças aplicáveis a estes trabalhadores são:

 Podem faltar ao trabalho, sem que nada lhes aconteça.


 Não há desconto de valores e apenas não recebem por serviço que, por
óbvio, não prestaram.
 Também não recebem penalidade.
 Podem optar por não ir a um chamamento da empresa para execução
de determinado serviço em uma semana, e irem na próxima.
 Recebem pagamentos das suas diárias semanalmente.

o trabalhador eventual realiza um trabalho eventual, ou seja,


não há rotina no seu trabalho, e o mesmo realiza uma vez ou
outra em determinado lugar, um exemplo desse trabalho é um
encanador que vai arrumar um vazamento, somente realizou o
trabalho uma vez, esse modelo de trabalho não configura um
vinculo empregatício, visto que o mesmo não preenche os
requisitos, a lei 8.212/91 alínea a do inciso IV do art. 12, define
trabalhador eventual como sendo:
“Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural em
caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de
emprego”.

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