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• Constiuição Federal 1988: Art art. 5º, XVII (Direito de Associação) e Art.

144 (Segurança Pública)

• Código Cívil: Art 40 a 52 (Pessoas Jurídicas)

• Diretriz nº 3.02.05/2014 - PMMG (Estruturação e Funcionamento de Conselhos Comunitários de Segurança


Pública)

• Diretriz nº 3.01.01/2016 - PMMG (Diretriz Geral de Emprego Operacional)


• SOCIEDADE

Conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si
constituindo uma comunidade.
• COMUNIDADE

É um conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas, geralmente vivem no mesmo
local, sob o mesmo governo ou compartilham do mesmo legado cultural e histórico.

O conceito de Comunidade implica um sentimento de pertencimento a uma área particular, ou com uma
estrutura social dentro dessa área.
• MOBILIZAÇÃO

“Mobilizar é convocar vontades para atuar na busca de um propósito comum, sob uma interpretação e um
sentido também compartilhados” (TORO A. e WERNECK, 1997, p. 12).

A mobilização requer uma dedicação contínua e produz resultados quotidianamente. Assim, o CONSEP se
traduz como importante ferramenta no processo de convergência das vontades para os objetivos comuns.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL é o caminho para se alcançar objetivos pré-definidos. Pressupõe uma convicção da
relevância, um sentido de público, daquilo que convém a todos.
• Entidade de direito privado, com vida própria e independente em relação a qualquer órgão público.
Modalidade de associação comunitária, de utilidade pública, sem fins lucrativos.

• Tem por objetivos mobilizar e congregar forças da comunidade para a discussão de problemas locais de
segurança pública, desenvolvendo programas de prevenção do crime e cumprindo a função de planejar
junto com a polícia as estratégias de policiamento.
• Por meio do CONSEP o cidadão exerce seu poder de interagir e participar nos processos de
planejamento da prestação de serviços pelo Estado no que diz respeito à prevenção e ao combate ao crime,
mediante políticas públicas e atitudes que evitem ou diminuem a possibilidade do delito.

• O CONSEP é autônomo, porém, mantem um importante vínculo com a Polícia Militar na criação
conjunta de caminhos para agir sobre os problemas verificados no campo da prevenção, do combate ao
crime e de ações sociais que busquem soluções para os problemas verificados.
• É um ambiente de exercício da cidadania em que os residentes no espaço por ele abrangido, inteiram-se
do trabalho dos órgãos integrantes do Sistema de Defesa Social, tomam consciência da complexidade da
intervenção nos fenômenos sociais que interferem na criminalidade e se mobilizam no sentido no
acionamento de outros setores estatais.

• Assim, permite organizar pessoas e segmentos da sociedade civil para agir nas raízes de problemas
crônicos que normalmente desaguam em crimes, como o ingresso de crianças e adolescentes no mundo
das drogas e as diferenças sociais, sendo um meio para se incentivar e organizar o voluntariado para essas
ações.
• CONSEP não se confunde com os Conselhos Municipais de segurança pública
Estes são criações dos poderes legislativos municipais e voltados para a definição de ações estratégicas no
município.

• CONSEP não se confunde com Rede de Proteção Preventiva


Estas são mais simples e tem atuação em local mais restrito (normalmente uma rua), com o objetivo de
melhorar as relações entre as pessoas, despertar a consciência solidária e incentivar a vigilância informal, por
meio de pequenas mudanças de comportamento e compartilhamento de informações de interesse para a
segurança.
OBS: O CONSEP pode ser um meio interessante para que sejam criadas mais RPP's, aumentando ainda mais
a segurança de determinado local.
• ENVOLVIMENTO DA PM

Polícia Militar desenvolverá a atividade de apoio à sua criação, estruturação e funcionamento por meio de
reuniões, participação nas discussões comunitárias e incentivo à integração social na busca de soluções para
os problemas da segurança pública.

Fomentar a necessidade de agir sobre problemas da segurança pública muito antes de eles se manifestarem
danosos, por exemplo, mediante a retirada de menores das ruas, a participação em programas educativos de
sexualidade e reprodução humana.

SEGMENTAÇÃO: O apoio da Polícia Militar à mobilização comunitária em torno dos problemas da segurança
pública se da de forma regionalizada, em respeito às realidades culturais diferentes de cada local.
• ISENÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIA

Todos os atos relativos aos CONSEP devem ocorrer de modo que garanta a despersonalização no tocante à
publicidade desse ou daquele partido político ou de pretensos candidatos a cargos eletivos.
• Reconhecimento do CONSEP como serviço de utilidade pública

REGISTRADO EM CARTÓRIO E RECONHECIDO PELO PODER LEGISLATIVO

Atualmente as entidades que detém o reconhecimento quanto a sua utilidade pública conseguem isenções
diversas que facilitam o exercício das suas atividades propostas, como projetos, programas, etc.

Além disto, há o quesito da legitimidade que os CONSEP ratificam com o presente reconhecimento perante o
Poder Público, a iniciativa privada e a própria sociedade.
• Reunir as lideranças locais (públicas, privadas e comunitárias) para discutir sobre temas de segurança
pública e adotar medidas que vão além das ações da Polícia Militar.

• Democratizar (tornar acessível à população ordeira) o planejamento da atividade de polícia.

• Potencialidade de captação de recursos para o incremento de suas atividades (doação, emendas


parlamentares, verbas judicias, etc)

• Demonstra a importância da mobilização, ante os problemas sociais e da segurança pública

• A instalação dos CONSEP não inviabiliza a existência e funcionamento de associações de bairros e


outros conselhos e não os substituem. As associações de bairros ou outros conselhos existentes poderão
ajudar na solução de problemas do bairro, com participação de seus integrantes no CONSEP.
• A criação de CONSEP é ato jurídico resultante do exercício da liberdade de associação garantida pelo art.
5º, VII, da Constituição Federal;

• Dessa forma, é possível lidar com o fenômeno da criminalidade de forma proativa, já que, estando unidas,
as pessoas são mais fortes para superar os desafios sociais e da segurança pública.
1. Mobilização da comunidade;
2. Criação de uma comissão ou diretoria provisória do Conselho para elaborar a proposta do Estatuto;
3. Reunião com a comunidade para votação do Estatuto;
4. Convocação e realização das eleições para a Diretoria e demais integrantes;
5. Registro da entidade em cartório; (modelo PMMG);
6. Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;

ü Realização de reuniões periódicas com registros de atas, de acordo com o plano de ação traçado pela
Diretoria, defindindo objetivos e metas.

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