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RESUMO FICHA 10

OBTENÇÃO DE MEDIDAS DIGITAIS

SISTEMA DE NUMERAÇÃO BINÁRIO

O sistema binário é um sistema de numeração posicional em que todas as quantidades se representam


utilizando como base o número dois, com o que se dispõe das cifras: zero e um (0 e 1). Os computadores
digitais trabalham internamente com dois níveis de tensão, pelo que o seu sistema de numeração natural
é o sistema binário (aceso, apagado). Com efeito, num sistema simples como este é possível simplificar o
cálculo, com o auxílio da lógica booleana. Em computação, chama-se um dígito binário (0 ou 1) de bit,
que vem do inglês Binary Digit. Um agrupamento de 8 bits corresponde a um byte (Binary Term). Um
agrupamento de 4 bits é chamado de nibble.

Conversão de Decimal para Binário

Para encontrar o número binário correspondente a um número decimal, são realizadas sucessivas divisões
do número decimal por “2”. Em seguida, o resto da divisão de cada operação é colectado de forma
invertida, da última para a primeira operação de divisão, como na figura 1.1, onde foi obtido o número
binário correspondente ao número decimal 25:

Conversão de Binário para Decimal

Para descobrir o número decimal correspondente a um número binário, basta calcular a soma de cada
um dos dígitos do número binário multiplicado por 2 (que é a sua base) elevado à posição colunar do
número, que, da direita para a esquerda começa em 0.

1.3.1 Sinal Analógico


É um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo. A representação de um sinal analógico é
uma curva.

1.3.2 Sinal Digital

É um sinal com valores discretos (descontínuos) no tempo e em amplitude. Estes sinais possuem geralmente
amplitudes limitadas entre 0 e 1 e são utilizados quase sempre para o transporte de dados.

As maiores desvantagem no uso de sinais digitais em relação aos analógicos, é essencialmente o alto
custo e o uso de esquemas bastante complexos.

1.3.3 Escolha do Processamento Digital

Como deve ser do nosso conhecimento, o processamento analógico de sinais é feito através do uso de
componentes analógicos: resistores, capacitores, indutores, etc.. Associados à estes conforme vismos no
estudo de transdutores, os erros são bastante presentes nestes casos. Estes erros são causados por
tolerâncias inerentes componentes, temperaturas, variações de tensão e vibrações mecânicas podem
afectar dramaticamente a eficiência dos circuitos analógicos.

Com o Processamento digital temos como vantagens:

 Alta precisão;  Maiores velocidades no processo de


transmissão;
 Alta faixa de medida;
 Alta estabilidade às perturbações
 Susceptibilidade ao Ruído;
mecânicas e climáticas  Tempo de Desenvolvimento;
 Fácil manipulação da informação;  Consumo de Potência - baixo consumo de
energia.

Obtenção do Sinal Digital

A digitalização é o processo pelo qual uma imagem ou sinal analógico é transformado em código digital.
A digitalização é o processo que permite obter sequências binárias através da transformação de um sinal
analógico para um sinal digital, o sinal PCM (Pulse Code Modulation). Ela divide-se em tres fases:

• Amostragem - que consiste em retirar amostras do sinal original conforme uma frequência
prédeterminada;

• Quantização - que consiste em refinar o sinal amostrado;


• Codificação - que transforma o sinal quantizado em um sinal binário.

2.1 Amostragem

Discretização do sinal analógico original no tempo. Na verdade, neste processo o que se obtêm é um
sinal PAM (Modulação em Amplitude de Pulso) como mostra..

2.2 Quantização

A partir das amostras obtidas pelo processo de amostragem, podemos quantificar as amplitudes, que
pertencem a um intervalo contínuo de valores, em um conjunto finito de valores possíveis, chamados
níveis de quantização. E cada amplitude é alocada ao nível de quantização mais próximo, ou seja, ao
nível que leve ao menor erro absoluto. E o conjunto de níveis possíveis é definido pelo numero de bits que
serão usados para a codificação. Nº de Níveis = 2n

O grande objectivo da quantificação é, essencialmente, o de restringir o número de valores que o sinal


digital poderá tomar, de modo a reduzir o espaço de armazenamento em Bytes que o sinal digital
ocupará amplitude.
2.3 Codificação

A codificação consiste em associar um grupo de dígitos binários, designado por palavra de código, a
cada um dos valores quantificados. Este processo gera uma sequência de códigos binários, sinal digital,
que correspondem ao sinal analógico digital.

A figura 2.6 ilustra-se um exemplo de transformação de um sinal analógico, onde são mostrados os códigos
digitais de 3 bits. Desta forma, é possível ter até 8 níveis para quantizar as amplitudes amostradas do sinal
analógico utilizado, sendo quatro para amplitudes positivas e quatro para amplitudes negativas.

2.4

Filtro Anti-Aliasing passa-baixas

Estas frequências podem então sofrer alias em uma faixa de frequência apropriada e assim dar-lhe
resultados errados (frequencias parasitas). Para ter certeza de que o conteúdo da frequência do sinal de
entrada é limitado, um filtro passa baixa (um filtro que passa baixas frequências, mas atenua em altas
frequências) é adicionado antes da amostragem e do conversor AD. Este filtro é um filtro Anti-Alias por
atenuar as altas frequências (maior do que a frequência de Nyquist), evitar que os erros causados pelo
aliasing sejam amostrados. Porque nesta fase (antes da amostragem e do conversor AD).

Fase 1 – amostragem fase 2 e 3 – quantização e


codificação

O processo de PCM é geralmente implementado num único circuito integrado e é geralmente referido
como um conversor analógico-digital A/D (ADC).

Por exemplo, um conversor A/D de 10 bits, preparado para um sinal de entrada analógica de tensão
variável de 0V a 5V pode assumir os valores binários de 0 (0000000000) a 1023 (1111111111), ou seja, é
capaz de capturar 1024 níveis discretos de um determinado sinal. Se o sinal de entrada do suposto
conversor A/D estiver em 2,5V, por exemplo, o valor binário gerado será 512.

A FICHA TERMINA COM ALGEBRA DE BOOLE-REVER

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