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PROGRAMA Módulo:

Atenção à saúde
DE EDUCAÇÃO
da criança:
PERMANENTE crescimento e
EM SAÚDE desenvolvimento
DA FAMÍLIA

UNIDADE 2
O crescimento e
desenvolvimento
na Unidade Básica
de Saúde

Nadja De Sá P. D. Rocha
Maria de Lourdes Magalhães
José Adailton da Silva
Aula 1: O crescimento e desenvolvimento
e a importância da caderneta de saúde
da criança

Adotar medidas para o crescimento e o desenvolvimento saudáveis significa garantir um


direito da população e cumprir uma obrigação do Estado, conforme recomendado na Reu-
nião de Cúpula em Favor da Infância (Nova York, 1990), na Conferência Internacional de
Nutrição (Roma, 1992), nas políticas de saúde da criança (1980 aos dias atuais) do Minis-
tério da Saúde, no Estatuto da Criança e Adolescência, bem como na semana de saúde
integral (BRASIL, 2002).

Se a caracterização do risco e o diagnóstico precoce forem subestimados, a condição de


saúde da criança pode deteriorar-se e até levar à morte, se não forem tomadas medidas
adequadas. Assim, nota-se que o acompanhamento sistemático do crescimento da criança
constitui o eixo central desse atendimento.

A avaliação do estado nutricional tem por objetivo verificar as proporções corporais em um


indivíduo ou em uma comunidade, visando a estabelecer atitudes de intervenção. Dessa
forma, é de fundamental importância a padronização da avaliação a ser utilizada para cada
faixa etária, uniformizando assim os critérios empregados pela equipe de saúde que irá rea-
lizar essa avaliação. A avaliação do crescimento é a medida que melhor define a saúde e o
estado nutricional das crianças, já que distúrbios na saúde e nutrição, independentemente
de suas etiologias, invariavelmente afetam o crescimento infantil (ONIS, 1993).

O CD (Crescimento e Desenvolvimento) estará centrado na organização desta atividade na


unidade de saúde da família segundo o olhar da família, da equipe e da comunidade. Res-
gata as orientações da Caderneta de Saúde da Criança, por ser um documento importante
e norteador para acompanhar a saúde, o crescimento e o desenvolvimento, do nascimento
até os 9 anos. Contém ainda informações e orientações para ajudar a cuidar melhor da saú-
de da criança tanto para as famílias como para os profissionais.

Vamos pensar um pouco: Helena participava desse CD? Embora não seja possível afirmar,
podemos dizer que, provavelmente, ela não era acompanhada regularmente na Unidade de
Saúde, já que o pai sempre batia na criança e a médica pareceu surpresa com a cena. Num
acompanhamento regular, o vínculo certamente já estaria estabelecido pela equipe, não acha?

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ALGUNS CONCEITOS

Crescimento: é um processo dinâmico e contínuo, expresso pelo


aumento do tamanho corporal. Constitui um dos indicadores de saúde
da criança. Ele é influenciado por fatores intrínsecos (genéticos) e
extrínsecos (ambientais), entre os quais se destacam a alimentação,
a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança,
que atuam acelerando ou restringindo tal processo. Deve-se também
levar em conta o crescimento intrauterino, pois diversas pesquisas
atestam que alterações no crescimento fetal e infantil podem ter
efeitos permanentes na saúde do adulto (ONIS, 1993). O acompa-
nhamento sistemático do crescimento, do ganho de peso e altura,
um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência,
permite a identificação de crianças com maior risco de morbidade,
por sinalização precoce de subnutrição e da obesidade. Ele deve
ser avaliado e colocado nas curvas da OMS (2006) que constam na
Caderneta de Saúde da Criança/MS.

Desenvolvimento: o conceito é amplo e se refere a uma transfor-


mação complexa, contínua, dinâmica e progressiva, que inclui, além
do crescimento, maturação, aprendizagem e aspectos psíquicos e
sociais. Costuma-se falar: desenvolvimento físico, cognitivo e psi-
cossocial. O desenvolvimento da criança será sempre mediado por
outras pessoas, pelas famílias, pelos profissionais de saúde, educação,
entre outros que delimitam e atribuem significados à sua realidade.
A interação com os membros da família e com a sua rede social de
proteção assegura a sua sobrevivência e a sua relação com o mundo,
contribuindo para o seu desenvolvimento psicossocial. Na sua relação
com os adultos, assimila habilidades, tais como: sentar, andar, falar e
controlar esfíncteres. Por um lado, durante os primeiros 2 anos, um
aspecto importante é o desenvolvimento afetivo, caracterizado pelo
apego (vínculo afetivo básico). Por outro lado, o desenvolvimento é
qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se inde-
pendente e geralmente é um processo contínuo.

O desenvolvimento também deverá ser anotado na Caderneta de Saúde da Criança/MS e


ambos, crescimento e desenvolvimento, deverão ser mostrados aos pais e ou cuidadores.
A equipe de saúde deverá estar preparada para orientar os pais em relação à saúde de seus
filhos, no sentido amplo da palavra saúde, ou seja, no seu contexto biopsicossociocultural,
sempre levando em conta todos esses aspectos. Vale ressaltar que a observação contínua
de quem cuida é muito importante e subsidia/complementa a avaliação pelo profissional
no momento da consulta.

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Por ser um documento que permite registrar os fatos mais significativos da saúde infantil,
agrega o potencial de facilitar a comunicação entre os profissionais inter e intrasserviços.
Além disso, de favorecer o diálogo com a família, que se sente fortalecida, uma vez que o seu
conteúdo oportuniza reconhecer os direitos sociais advindos da maternidade/paternidade
e identificar os deveres no cuidado com a saúde da criança.

No conjunto histórico das versões da primeira Caderneta de Vacinação de 1970, para regis-
tro apenas das vacinas, até a Caderneta de Saúde da Criança – Passaporte da Cidadania
2015, o processo evolutivo foi muito além do visual. Seu conteúdo foi acrescido de assuntos
indispensáveis para nortear o cuidado com a saúde integral da criança. Ficamos curiosos
para ver a caderneta de saúde da criança de Helena. Será que a mãe ainda a possui?

A caderneta constitui, portanto, uma das políticas de saúde da criança e é distribuída gra-
tuitamente para todas as crianças nascidas no território brasileiro, existindo uma versão
para a menina e outra para o menino, em função das suas especificidades distintas no
crescimento e desenvolvimento.

A caderneta apresenta: direitos da criança e dos pais; orientações sobre registro de nas-
cimento, amamentação e alimentação saudável, vacinação, crescimento e desenvolvimen-
to, sinais de perigo de doenças graves, prevenção de acidentes e violências, entre outros.
Veremos ainda o calendário de consultas, a primeira e as subsequentes; os marcadores de
crescimento e desenvolvimento; e a classificação da criança segundo risco.

Conhecer a caderneta de saúde da criança é fundamental.

Acesse:

Caderneta do menino:

<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_
crianca_menino.pdf>

Caderneta da menina:

<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_
crianca_menina.pdf>

Quando inicia o CD?


O CD inicia ainda no período intrauterino, no pré-natal, conforme estudado no módulo de
Planejamento Reprodutivo, Pré-Natal e Puerpério, com identificação precoce de fatores de

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risco, prevenção de doenças graves neurológicas, infecciosas e não infecciosas, destacando
a importância de mecanismos de promoção, proteção e diagnóstico precoce da criança, a
exemplo do uso de ácido fólico e testes sorológicos para citomegalovírus, rubéola, toxo-
plasmose, sífilis e HIV. Nos eventos periparto, na identificação de fatores de risco, como
prematuridade, asfixia e bebê macrossômico.

As equipes da maternidade devem ser orientadas para uma articulação com os profissionais
da APS por ser considerada a principal articuladora da gestão do cuidado da criança, no terri-
tório, em conjunto com a família e a comunidade. Na APS, a equipe multiprofissional é a princi-
pal articuladora da gestão do cuidado da criança, em conjunto com a família e a comunidade.

O preenchimento deve ter início ainda na maternidade com o registro das informações sobre
o parto, as condições de alta do bebê, as primeiras vacinas e os exames ou testes realizados.
Além disso, sua continuidade deve ser dada, preferencialmente, pelos profissionais das Uni-
dades Básicas de Saúde (UBS), onde a análise da CSC deve ser o primeiro cuidado prestado
ao recém-nascido. Apesar dessa suma importância, estudos sobre o uso da CSC ainda são
escassos e todas as publicações destacam falhas importantes, envolvendo principalmente
o seu preenchimento (BRASIL, 2013).

Como monitorar o CD?


O monitoramento do CD da criança por meio da caderneta de saúde da criança é considerado
como ação eixo na APS. A caderneta tem duas partes. Veja no Infográfico 3 que está no AVASUS.

Infográfico 3

É importante, também, considerar registros internos na Unidade Básica, por meio de ficha
espelho que contemple as informações necessárias para o adequado acompanhamento da
criança e metas do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica –
PMAQ. Alguns desses indicadores foram identificados na atividade da Unidade anterior.

Como realizar o acolhimento


O acolhimento do recém-nascido deve ser orientado por critérios de risco e pelas distintas
condições de vulnerabilidade presentes no contexto familiar e comunitário. A PNAISC rea-
firma a necessidade de priorizar, no seu Art. 12, as ações estratégicas do eixo de atenção
à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade:

I a articulação e intensificação de ações para inclusão de crianças


com deficiências, indígenas, negras, quilombolas, do campo, das
águas e da floresta, e crianças em situação de rua, entre outras, nas
redes temáticas

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II o apoio à implementação do protocolo nacional para a proteção
integral de crianças e adolescentes em situação de risco e desastres; e

III o apoio à implementação das diretrizes para atenção integral à saú-


de de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil (BRA-
SIL, 2015a, p. 38).

Os Direitos da criança e dos pais, abordados na Unidade 1, devem ser orientados e obser-
vados quanto à sua violação, em cada encontro da criança/família com a equipe condutora
do cuidado. Isso é muito importante para ajudarmos a evitar ou minimizar o impacto de
casos como o de Helena, de nossa situação-problema.

Aleitamento materno e alimentação saúdável


Como já discorrido neste módulo, a alimentação adequada é ponto fundamental durante o
acompanhamento do CD. Veja, no Infográfico 4 que está na plataforma, os 10 passos para
alimentação saudável para menores de 2 anos.

Infográfico 4

Acesse o Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos.

Promovendo o aleitamento materno

É importante ressaltar que o aleitamento materno exclusivo deve ser estimulado até os 6
meses de vida.

É comum ouvirmos considerações como:

– Meu leite é fraco!

– A criança não dorme, por isso dou mingau!

– Não posso mais amamentar, pois comecei a trabalhar.


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O profissional de saúde precisa estar preparado para garantir orientações adequadas.

São inúmeros os benefícios do aleitamento materno para o bebê: diminuição da morbidade


e das taxas de morte súbita do lactente; redução do risco de hospitalização por Vírus Sin-
cicial Respiratório (VSR) e alergias. O aleitamento materno exclusivo reduz o risco de asma
e de sibilos recorrentes; protege contra o desenvolvimento de dermatite atópica; reduz a
obesidade; diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes; melhora a nutrição,
entre outros benefícios (BRASIL, 2012).

O aleitamento também traz muitos benefícios para a mãe:

• involução uterina mais rápida e redução na hemorragia uterina


pós-parto, devido à liberação de ocitocina, além de perda mais
rápida do peso acumulado na gestação;

• auxílio no aumento do intervalo entre as gestações;

• maior interação mãe-bebê;

• benefício relativo aos aspectos econômicos, uma vez que o leite


materno não tem custos;

• praticidade, pois o leite materno está sempre pronto para ser


consumido;

• diminuição do risco de câncer de mama e ovário.


(BRASIL, 2012, p. 136-137)

Para conhecer as contraindicações do aleitamento materno e outras


informações pertinentes, leia as páginas 137 a 139 do Caderno de
Atenção Básica N33.

Diante da impossibilidade de ser oferecido o aleitamento materno, e avaliando a condição


socioeconômica e cultural da família, o profissional de saúde deve orientar a mãe quanto à
utilização de fórmula infantil ou de leite de vaca integral fluido ou em pó, adequadamente
preparados (BRASIL, 2012).

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Reconstituição do leite para crianças menores de 4 meses Leite
em pó integral:

• 1 colher rasa das de sobremesa para 100ml de água fervida.

• 1½ colher rasa das de sobremesa para 150ml de água fervida.

• 2 colheres rasas das de sobremesa para 200ml de água fervida.

• Preparo do leite em pó: primeiro, deve-se diluir o leite em pó em um pouco


de água fervida e, em seguida, adicionar a água restante necessária.
Leite integral fluído:

• 2/3 de leite fluído + 1/3 de água fervida.

• 70ml de leite + 30ml de água = 100ml.

• 100ml de leite + 50ml de água = 150ml.

• 130ml de leite + 70ml de água = 200ml (BRASIL, 2010a).

Ordenha ou expressão manual do leite

O processo manual é o método mais útil para a retirada do leite do peito. Está indicado para
aliviar mamas muito cheias, manter a produção de leite quando o bebê não suga bem, aumen-
tar o volume de leite, guardar leite para oferecer ao bebê mais tarde na ausência da mãe e,
também, para doar a um banco de leite. Tais orientações constam na Caderneta de Saúde da
Criança, que pode ser utilizada pelo profissional de saúde para explicar o passo a passo.

A seguir, disponibilizamos o Vídeo 1 de como realizar esse procedimento, bem como o seu
adequado armazenamento.

Vídeo 1

Gostou? Fique à vontade para reunir as gestantes ou mães para um encontro coletivo e exi-
bir este vídeo. Elas vão adorar!

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Programa Nacional de Imunização (PNI) e
calendário vacinal da criança
O PNI (Programa Nacional de Imunização) inspira respeito internacional entre especialistas
de saúde pública, pois sabem que se trata do Programa Nacional de Imunizações do Brasil,
um dos países mais populosos e de território mais extenso no mundo e onde nos últimos 30
anos foram eliminadas ou são mantidas sob controle as doenças preveníveis por meio da
vacinação. A meta operacional básica do PNI é vacinar 100% das crianças menores de 1 ano
com todas as vacinas indicadas no calendário básico (BRASIL, 2003).

O Ministério da Saúde disponibiliza aos usuários de smartphones e tablets um aplicativo


capaz de gerenciar cadernetas de vacinação cadastradas pelo usuário, além de abrigar infor-
mações completas sobre as vacinas disponibilizadas pelo SUS e uma função com lembretes
sobre as campanhas sazonais de vacinação (BRASIL, 2015a).

A seguir, veremos o calendário vacinal para crianças, que deve ser observado durante o
acompanhamento do CD da criança.

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Tabela 1 - Calendário de Vacinação

Pneumocócia
Grupo Rotavírus Meningocócica Febre Hepatite Tríplice Tetra Pneumocócica
Idade BCG Hepatite B Penta/DTP VIP/VOP 10V Varicela HPV5
Alvo Humano C (conjugada)1 Amarela² A3 Viral viral4 23V6
(conjugada)1
Dose Dose ao
Ao nascer
única nascer
1ª dose (com 1ª dose
2 meses 1ª dose 1ª dose
penta) (com VIP)
3 meses 1ª dose
2ª dose (com 2ª dose
4 meses 2ª dose 2ª dose
penta) (com VIP)
5 meses 2ª dose
3ª dose (com 3ª dose
6 meses
penta) (com VIP)
9 meses Dose única
12 meses Reforço Reforço 1ª dose
Crianças 1° reforço 1° reforço Uma
15 meses Uma dose
(com DTP) (com VOP) dose
2° reforço 2° reforço
4 anos Uma dose
(com DTP) (com VOP)
Uma dose a
depender da situ-
5 anos
ação vacinal com a
PNM10v
2 doses (meni-
nas de 9 a 14
9 anos anos) 2 doses
(meninos de
11 a 14 anos
1
Administrar 1 (uma) dose da vacina Pneumocócia 10V (conjugada) e da vacina Meningocócica C (conjugada) em crianças entre 1 e 4 anos (4 anos 11 meses e 29 dias),
que não tenham recebido o reforço ou que tenham perdido a oportunidade de se vacinar anteriormente.

²Indicada às pessoas residentes ou viajantes para as áreas com recomendação de vacinação. Atentar às precauções e contraindicações para vacinação. Esta vacina
está indicada para todos os povos indígenas independente da Área com Recomendação para Vacinação (ACRV)

Para crianças entre 2 e 4 anos (4 anos 11 meses e 29 dias), que tenham perdido a oportunidade de se vacinar anteriormente, administrar uma dose da vacina hepatite A.
3

4
A vacina tetra viral corresponde à segunda dose da tríplice viral e à dose da vacina varicela. Esta vacina está disponível para crianças até 4 anos 11 meses e 29 não
oportunamente vacinadas aos 15 meses.
5
A vacina HPV também está disponível para as mulheres e homens de nove a 26 anos de idade vivendo com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos, de medula
óssea ou pacientes oncológicos, sendo o esquema vacinal de três doses (0, 2 e 6 meses).

Esta vacina está indicada para a população indígena a partir dos 5 (cinco) anos de idade.
6

Adaptado de: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/julho/11/Calendario-de-Vacinacao-2018.pdf>. Acesso em: 16 jul. 2018.


O calendário de vacinação sempre sofre atualizações. Acompanhe o
calendário de vacinação atualizado clicando aqui.

A suplementação de ferro e vitamina A


A anemia por falta de ferro e a hipovitaminose A nos primeiros anos de vida podem pre-
judicar o desenvolvimento físico e mental das crianças. A anemia pode provocar cansaço,
fraqueza e falta de apetite deixando as crianças sem ânimo para brincar. Para evitar a ane-
mia, toda criança de 6 a 24 meses deve tomar o suplemento de ferro, de forma profilática,
no período de 6 meses a 2 anos de vida.

Com relação à Vitamina A, as crianças de 6 a 59 meses devem ser suplementadas. Sobre


isso, destaca-se que a rede de unidades básicas oferta regularmente essa vitamina que pro-
tege a visão, diminui o risco de diarreia e infecções respiratórias e ajuda no desenvolvimento
e crescimento da criança.

O Brasil Carinhoso, programa do governo federal para proteger e cuidar dessas crianças,
amplia a distribuição de ferro e vitamina A para todos os estados brasileiros.

Na próxima unidade, discutiremos sobre o acompanhamento do Crescimento e Desenvolvi-


mento. Mas, vamos exercitar?

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