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INSTITUTO DE DIREITO CANÔNICO DA ARQUIDIOCESE DE LONDRINA

CONVENIADO AO PISDC - RJ - UNIVERSIDADE GREGORIANA


MESTRADO EM DIREITO CANÔNICO

DISCIPLINA: Normas Gerais II


PROFESSOR: Dr. Pe. Valdinei de Jesus Ribeiro, CMF
ALUNO: Pe. Alex Gonçalves Dias
ATIVIDADE: Trabalho 3

1. Explique os elementos necessários para a validade do ato jurídico.


Três são os elementos que constituem a natureza essencial do ato jurídico:
O primeiro é a vontade, trata-se de um ato humano livre e deliberado, de autonomia
privada (ato jurídico privado) ou de poder (ato jurídico publico), no caso de possíveis
vícios de vontade, somente quando na ação de violência praticada, ou pela falta do uso
da razão, ou pelo erro da mentira, falsidade, é que se dão a inexistência do ato, os
demais: medo, ignorância não exclui o ato.
O segundo é a exteriorização da vontade de maneira perceptível por terceiros. A
ausência completa da manifestação externa da vontade interior torna inexistente o ato.
Ao contrário do dos vícios de forma, ou seja, quando se manifesta a vontade
externamente, mas se quebra a forma prescrita obrigatoriamente. Neste caso, o ato
existe, porém, é invalido, reincidente ou somente ilícito segundo a regulamentação.
O terceiro é o objeto do ato jurídico, que precisa ser idôneo, efetivamente realizável, e
em si mesmo, licito. Se faltar algum dos elementos constitutivos do objeto (elementos
externos à pessoa que integram o ato), exemplo: batismo sem água, profissão religiosa
sem votos públicos, etc., estes o tornam inexistente.
O direito positivo pode exigir para a validade do ato, além de um determinado
formulário, outros requisitos, que podem referir-se a qualidade do ato em si ou a um
procedimento especial: a provisão de um oficio deve ser feita sem simonía; o ato deve
ser realizado pessoalmente sem possibilidade de representação ou delegação; a exclusão
da possibilidade de se realizar um ato sob condição; a maioria requerida para a
formação de atos colegiados.

2. Indique e explique os principais vícios que podem afetar o ato jurídico?


Ato (válido) ilícito: o ato cumpre todos os requisitos para a sua validade, porém infringe
uma prescrição que não tem caráter irritante ou inabilitante.
Ato rescindível (anulável): ato válido desde o princípio, porém sofre de vícios, para os
quais, a lei proporciona a possibilidade de rescisão com efeito constitutivo, a partir da
petição e recurso da parte afetada. Uma modalidade especial do ato rescindível é a
revogação, que não pressupõe necessariamente a ilegitimidade do ato.
Ato ineficaz: é um ato em si mesmo completo e corretamente estabelecido, porém, que
não produz efeitos porque falta algum elemento externo ao ato, que a lei prevê que deva
conter.
Ato inválido (nulo): é o ato que devido a vícios irritantes e inabilitantes, não produz os
efeitos buscados, que a forma canônica atribui, sem excluir, contudo, que o ato produza
alguns efeitos jurídicos, por exemplo a presunção de validez, ou a obrigação do
ressarcimento por danos causados ilegitimamente pelo ato. A nulidade pode afetar o ato
em sua totalidade ou somente a uma parte, neste caso pode ser sanável ou não, segundo
a prescrição da lei.
Ato inexistente: O ato carece de um ou mais elementos constitutivos, ou da capacidade
jurídica ou da capacidade do agir da pessoa. Ao contrário do anterior, este ato não se
abre à convalidação ou sanação, não pode ser revogado, anulado, declarado nulo, nem
prescrito, nem confirmado.

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