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Amperímetro 

       O amperímetro é um aparelho usado para medir a intensidade no fluxo


da corrente elétrica em um circuito elétrico, sua utilidade é muito semelhante ao
galvanômetro, suas diferenças são pela alta sensibilidade e precisão deste
último. A corrente é medida em ampère (A), nome dado em homenagem ao
físico francês André Marie Ampère, ela pode ser continua (DC) ou alternada
(AC). 
     São representados por círculo, acompanhado por uma seta e geralmente
com a letra “A” no seu interior, como indicado na figura 01. Dentre seus
modelos, possuem os analógicos e os digitais. 

 
Figura 01 – Simbologia do Amperímetro 
 
     Para sua funcionalidade, o amperímetro deve ser ligado em série, nunca em
paralelo. Sua resistência deve ser mínima, pois quanto menos sua resistência,
maior será seu desempenho. Por essa razão, um amperímetro ideal teria
resistência interna nula (figura 02).
Quando utilizado para medidas em correntes continuas, deve sempre se
atentar ao sentido da corrente, ela deve ser introduzida no amperímetro pelo
polo positivo e sair pelo polo negativo. Caso ao contrário, o instrumento
analógico não dê flexiona seu ponteiro indicador e o digital mostra valores
negativos. 
O amperímetro real, são aqueles que normalmente usamos no dia a dia,
ele apresenta uma resistência elétrica muito baixa, esse amperímetro possui
uma capacidade pequena de opor-se à corrente elétrica. Ao conecta-lo ao
circuito, temos que verificar se sua resistência é realmente muito menor que a
resistência do circuito, para que as medidas realizadas não sejam alteradas
pela presença do amperímetro (figura 03).

Figura 02 - Amperímetro Ideal Figura 03 - Amperímetro real


Há muitas maneiras de calcularmos o amperímetro, dentre as mais usadas
temos, a Lei dos Nós (1ª Lei de Kirchhoff), Lei das Malhas (2ª Lei de Kirchhoff)
e 1ª Lei de Ohm.

- Lei dos Nós: são onde há ramificações nos circuitos, ou seja, quando houver
mais de um caminho para a passagem da corrente elétrica.

iT = i1 + i2
- Lei das Malhas: são caminhos fechados em que iniciamos em um nó e
voltamos ao mesmo nó. Em uma malha, a soma dos potenciais elétricos é
sempre igual a zero.

ε – R1i – R2i – RAi= 0

- 1ª Lei de Ohm: determina que a diferença de potencial entre dois pontos de


um resistor é proporcional à corrente elétrica que é estabelecida nele. Além
disso, de acordo com essa lei, a razão entre o potencial elétrico e a corrente
elétrica é sempre constante para resistores ôhmicos.

U – Tensão ou potencial elétrico (V)


r – resistência elétrica (Ω)
i – corrente elétrica (Ampere – A)

Tipos de Amperímetros

Amperômetro PMMC- Pode ser usado apenas para medição da corrente


contínua (DC). Quando o condutor é colocado em um campo magnético, uma
força mecânica atua no condutor, se ele estiver ligado a um sistema em
movimento, com o movimento da bobina, o ponteiro se move sobre a escala.

Moving Amil Coil (MI) - É utilizado para corrente contínua (DC) e alternada
(AC). Neste tipo de amperímetro, a bobina move-se livremente entre os pólos
de um imã permanente. Quando a corrente passa pela bobina, ela começa a se
desviar em um certo ângulo. A deflexão da bobina é proporcional à corrente
passa pela bobina.

Eletro-dinamômetro Amperímetro – Também pode ser usado para DC e AC.


Temos duas bobinas, fixo e em movimentos. Se a corrente passar pelas duas
bobinas, ela permanecerá na posição zero devido ao desenvolvimento de
torque igual e oposto. Se de alguma maneira, a direção de um torque é
invertida à medida que a corrente na bobina é invertida, um torque unidirecional
é produzido.
Retificador Amperímetro – Utilizado para medir apenas corrente alternada
(AC). É conectado ao secundário de um transformador de corrente, a corrente
secundária é muito menor que a primária e conectada com um retificador de
ponte a um amperímetro de bobina móvel. Esse tipo de instrumento é usado
para medir a corrente no circuito de comunicação.

Amperímetro Analógico – Nada mais é do que um galvanômetro adaptado


para medir correntes de fundo de escala maiores que a sua corrente de fundo
de escala, do galvanômetro, IGM. Por isso, é necessário desviar a sobre
corrente, formando um divisor de corrente com o galvanômetro em paralelo
com uma resistência denominada shunt (desvio) RS.

Amperímetro Digital – É um instrumento de medição de corrente elétrica, que


possui uma entrada de alimentação e outra pra medição. Ao alimentar o
amperímetro digital com tensão e a entrada de corrente através de um
transformador de corrente Vca ou Vcc. A leitura dos amperímetros digitais é
equivalente a corrente que circula no primário do transformador de corrente.

Temos o amperímetro de alicate, figura 04, que não precisa ser conectado
no meio de um circuito. Ele mede a corrente elétrica que flui por um fio através
do campo magnético gerado por ela, quando a peça do móvel envolve o fio
condutor.

Figura 04 - Amperímetro Alicate

Voltímetro
O voltímetro, também chamado de voltómetro ou voltômetro, é um
instrumento utilizado para medir a diferença de potencial (ddp), tensão entre
dois pontos de um circuito elétrico ou entre qualquer ponto e a referência.
Também são constituídos por um galvômetro. Sua unidade de medida de
tensão é o volt, a qual teve sua origem em homenagem ao italiano físico e
químico, Alessandro Giuseppe Antônio Anastásio Volta, por todos seus estudos
sobre potencial elétrico e força eletromotriz.
São representados pela letra “V”, com um círculo ao seu redor como
indicado na figura 05. Dentre seus modelos, possuem os analógicos e os
digitais.

Figura 05 – Representação do Voltímetro

É preciso que o voltímetro seja colocado em paralelo ao trecho ou ao


elemento do circuito no qual essa ddp será medida, pois os objetos em paralelo
experimentam a mesma diferença de potencial. Assim como o amperímetro,
ele também pode interferir no circuito, fornecendo uma medida de ddp diferente
da real. Para que isso não ocorra, a corrente que passa pelo voltímetro deve
ser mínima, o que só é possível desde que a resistência interna do voltímetro
seja muito maior que a resistência do elemento que se deseja medir.
O voltímetro ideal (figura 06), são aqueles que possuem resistência interna
infinita, tornando a intensidade da corrente elétrica que passa por ele
desprezível, caso ao contrário, os elétrons tendem a passar por ele. Já o
voltímetro real (figura 07) deve possuir resistência elétrica muito alta, de forma
que a sua inserção não modifique as características do circuito.
Figura 06 – Voltímetro ideal Figura 07 – Voltímetro real

Tipos de Voltímetros

Voltímetro PMMC – O condutor é colocado em um campo magnético, com


isso a força atua no condutor, se ele estiver ligado a um sistema em
movimento, com o movimento da bobina, o ponteiro se move sobre a escala.
São utilizados para medição CC, pois a precisão do instrumento é muito alta,
tendo baixo consumo de energia.

V é a tensão de alimentação em volts;


Rv é a resistência do voltímetro em Ohm;
R é a resistência externa conectada em série (Ohm);
V1 é a tensão através do voltímetro.

Voltímetro MI – O instrumento MI significa mover o instrumento de ferro. Sua


deflexão é diretamente proporcional à tensão da bobina, assumindo que a
impedância do medidor é constante, então o que é polaridade da tensão,
mostra a deflexão direcional, por isso são usados para medições AC e DC. São
classificados de duas formas, tipo de atração (Moving Iron Instrument) e de
repulsão (instrumento de ferro em movimento).

Voltímetro Eletro-dinamômetro – São usados para medir a voltagem do


circuito AC e DC, pois eles possuem a mesma calibração. Temos bobinas fixas
e bobinas moveis. Se uma tensão é aplicada nas duas bobinas como resultado
de que a corrente flui duas bobinas, ela permanecerá na posição zero devido
ao desenvolvimento de torque igual e oposto. Se a direção de um torque é
invertida à medida que a corrente na bobina é invertida, um torque não-
direcional é produzido.

Voltímetro Retificador – Este tipo de instrumento é usado em circuitos AC para


medição de tensão. Para conseguirmos medir circuitos DC, temos que conectar um
medidor PMMC que mede a tensão CC pulsante.

Voltímetro Analógico – Usado para medir a tensão AC. Ele consiste de um


galvanômetro sensível (medidor de corrente) em série com uma alta
resistência. A resistência interna de um voltímetro deve ser alta. Caso
contrário, ele atrairá uma corrente significativa e, portanto, perturbará a
operação do circuito sob teste. A sensibilidade do galvanômetro e o valor da
resistência em série determinam a faixa de tensões que o medidor pode exibir.

Voltímetro Digital – Exibem a leitura na forma numérica e dão o resultado


preciso. Eles possuem a necessidade de converter os dados analógicos, que
são representados por valores contínuos, para uma cadeia de bits a fim de
poderem ser processadas por sistemas digitais. Esta conversão é conhecida
com Conversão Analógica Digital (A/D) e são feitas por aparelhos chamados
transdutores.

Variações da Resistência com a Temperatura


  A resistência de um condutor varia com a temperatura. No caso dos metais, a
resistência aumenta quando a temperatura aumentar. No entanto, há certas
substâncias cuja resistência diminui à medida que a temperatura aumenta; as
principais são o carbono e o telúrio. E ainda temos o caso de materiais em que
não ocorre variação da resistência, mesmo variando a temperatura.

Alguns metais, como prata, cobre, alumínio, que possuem muitos elétrons
livres. Esse tipo de material pode conduzir corrente facilmente, significando que
eles são menos resistivos. Sua resistividade é altamente dependente de sua
temperatura, para os metais, quanto maior for sua temperatura, maior será sua
resistência elétrica. Já a resistência de uma substância não metálica,
normalmente diminui com o aumento da temperatura.

A fórmula que determina a resistência elétrica em função da temperatura.

R = R0 [ 1 + α (t – t0)]
R0 – resistência elétrica do fio na temperatura inicial t0;

R – resistência na temperatura final t.

Ou

R = Ro (1 + α ∆ θ ¿

R é a resistência do condutor na temperatura f  (final) 


Ro é a resistência do condutor na temperatura i  (inicial)
f  - i  é a variação da temperatura
é uma constante chamada de coeficiente de temperatura.

Para os metais o coeficiente de temperatura vale aproximadamente 0,004C-


1
 sendo positivo, isto é, se a temperatura aumentar a resistência aumenta.
Existem materiais que tem o coeficiente de temperatura negativo, portanto se a
temperatura aumentar a resistência diminui, é ocaso dos semicondutores.

A variação da resistência com a temperatura é frequentemente usada para


determinar a variação de temperatura de qualquer máquina elétrica. Durante o
aumento da temperatura, se tornarmos a sua resistência em um intervalo
regular, vamos descobrir que a resistência elétrica da peça de metal é
aumentada gradualmente com o aumento da temperatura.

Da equação acima, podemos calcular a resistência de qualquer material a


diferentes temperaturas. Suponha que nós tenhamos medido a resistência de
um metal em t1℃ e isso é R1.

Se soubermos a temperatura de resistência zero inferida, ou seja, t0 desse


metal particular, então podemos facilmente calcular qualquer resistência
desconhecida R2 a qualquer temperatura t2℃ da equação acima.

Já para determinarmos a resistividade do material em função da temperatura,


usamos a seguinte fórmula:
ρ = ρ0 [ 1 + α (t – t0)]
Em geral, as propriedades características dos materiais variam com a
temperatura. A resistividade varia com a temperatura.

Abaixo, temos a tabela da resistividade e coeficiente de temperatura de


alguns materiais:

Fontes:

https://www.portalsaofrancisco.com.br/fisica/amperimetro
https://www.infoescola.com/eletricidade/voltimetro-e-amperimetro/
https://illustrationprize.com/pt/196-voltmeter.html
https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/amperimetro.htm
http://educacao.globo.com/fisica/assunto/eletromagnetismo/medidores-
em-circuitos.html
http://uab.ifsul.edu.br/tsiad/conteudo/modulo1/fis/fis_ud/at1/01.html#:~:te
xt=A%20resist%C3%AAncia%20de%20um%20condutor,o%20carbono
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