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CAP 76 – HORMÔNIOS METABÓLICOS DA TIREOIDE

A tireoide, localizada abaixo da laringe é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo. Ela
secreta dois hormônios principais, a tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3). Ambos aumentam
intensamente o metabolismo do organismo. A secreção tireoidiana é controlada principalmente
pelo hormônio estimulante da tireoide (TSH) secretado pela adenohipófise. Também secreta
calcitonina, importante no metabolismo do cálcio.

Síntese e secreçã o dos hormô nios


metabó licos tireoidianos
Cerca de 93% dos hormônios metabolicamente ativos secretados pela tireoide, são T3 e T4.
Entretanto, praticamente todo o T4 é por fim convertida em T3 nos tecidos. As funções desses
dois hormônios são qualitativamente iguais, mas diferem na velocidade e na intensidade de
ação. O T3 é cerca de 4x mais potente que T4, mas está presente no sangue em menor
quantidade e persiste por tempo muito menor.

Anatomia e fisiologia da tireoide. A tireoide é composta de grande número de folículos,


cheios de substância secretora, chamada de coloide. É constituído em sua maior parte pela
glicoproteína tireoglobulina, cuja molécula contem os hormônios tireoideanos. Uma vez que a
secreção chega aos folículos, deve ser reabsorvida através do epitélio folicular para o sangue,
para poder realizar sua função no corpo.

O iodo é necessário para formação de T4


Para formar quantidade normal de T4, é necessária a ingestão de cerca de 50mg de iodo na
forma de iodeto por ano. Para prevenir isso, o sal de cozinha é suplementado.

Destino do iodeto ingerido

O iodeto ingerido via oral é absorvido pelo TGI assim como o cloreto. A maior parte do iodeto é
rapidamente excretada pelos rins, mas cerca de 1/5 é seletivamente removido do sangue
circulante pelas células da tireoide e usado para a síntese dos hormônios tireoideanos.

Bomba de iodeto – o simporte de sódio-iodeto (captação do iodo)


A membrana basal das células tireoidianas tem a capacidade especifica de bombear,
ativamente, iodeto para o interior da célula. Isso é realizado pela ação de simporte de sódio-
iodeto (NIS), que cotransporte um íon iodeto junto com dois íons sódio. A energia vem da
bomba de sódio-potássio-ATPase, que bombeia o sódio para fora da célula.

Esse processo da concentração de iodeto na célula é chamado de captação de iodeto. A


catação de iodeto pela tireoide é influenciada por diversos fatores, dos quais o mais importante
é o TSH. Ele estimula a atividade da bomba de iodeto nas células tireoidianas, enquanto a
hipofisectomia a reduz de forma considerável.

O iodeto é transportado para fora das células da tireoide pela membrana apical para o folículo,
por meio da molécula contratransportadora de íons cloreto-iodeto chamada de pendrina. As
células epiteliais da tireoide podem também secretar tireoglobulina para o folículo que contem
aa de tirosina a que o iodeto vai se ligar.

Tireoglobulina e a bioquímica da formação de T4 e T3


Formação e secreção de tireoglobulina pelas células tireoidianas

As células da tireoide são típicas células glandulares secretoras de proteínas. O RE e CG


sintetizam e secretam para os folículos bastante tireoglobulina.

Cada molécula de tireoglobulina contem cerca de 70 aa tirosina, que se combinam com o iodo
para formar os hormônios tireoidianos. Eles se forma no interior da molécula de tireoglobulina
isto é, os hormônios T4 e T3 são formados a partir dos aa tirosina e formam parte da molécula
de tireoglobulinas durante a síntese dos hormônios tireoidianos.

Oxidação do íon iodeto

O primeiro estágio é a conversão dos íons iodeto para a forma oxidada o iodo, ou iodo
nascente, capaz de se combinar diretamente com o aa tirosina. Essa oxidação é promovida
pela enzima peroxidase e acompanhada de peroxido de hidrogênio.

Iodização da tirosina e formação dos hormônios tireoidianos –


“organificação” da tireoglobulina

A ligação do iodo com a molécula de tireoglobulina é chamada de organificação da


tireoglobulina. O iodo oxidado se liga diretamente ao aa tirosina. Nas células da tireoide,
entretanto, o iodo oxidado está associado a enzima peroxidase tireoidiana, que reduz a
duração desse processo para segundos ou minutos.

A tirosina é inicialmente iodada para monoiodotirosina e então para di-iodotirosina. Então, nos
minutos e dias seguintes, cada vez mais resíduos de iodotirosina se acoplam uns aos outros.

O principal produto hormonal da reação de acoplamento é a molécula de tiroxina (T4), formada


por duas moléculas de di-iodotirosina que se unem. Outra possibilidade é o acoplamento da
molécula de monoiodotirosina com uma de di-iodotirosina, formando a tri-iodotirosina (T3) que
representa cerca de 1/15 do total dos hormônios.

Armazenamento da tireoglobulina
A tireoide tem a capacidade incomum entre as glândulas endócrinas de armazenar grande
quantidade de hormônios. Após o final da síntese, cada molécula de tireoglobulina contem
cerca de 30 moléculas de T4 e algumas de T3. Ambos são armazenados nos folículos em
quantidade suficiente para suprir as necessidades normais do organismo por 2 a 3 meses.

Liberação de T4 e T3 pela tireoide


A própria tireoglobulina não é liberada para circulação em quantidades mensuráveis; ela é
primeiro clivada formando T4 e T3 e esses hormônios livres são liberados. A superficie apical
das células da tireoide emite pseudópodes que cercam pequenas porções do coloide,
formando vesículas pinocíticas. Então, lisossomos se fundem com as vesículas. Múltiplas
proteases entre as enzimas digerem as moléculas de tireoglobulinas e liberam T4 e T3, em dua
forma livre. Elas se difundem pela base da célula tireoidinana, ara os capilares adjacentes.
Assim, os hormônios tireoidianos são liberados no sangue.

Cerca de ¾ da tirosina iodada na tireoglobulina jamais se tornam hormônios, permanecendo


como monoiodotirosina e di-iodotirosina. Durante a digestão da molécula de tireoglobulina,
essas tirosinas isoladas também são liberadas das moleculas de tireoglobulina, mas não são
secretadas para o sangue. Seu iodo é clivado pela enzima deiodinase, que disponibiliza
praticamente todo o iodo para a reciclagem na glândula e a formação de novas moléculas de
hormônios tireoidianos.

Intensidade diária da secreção de T4 e T3

Cerca de 93% dos hormônios secretados pela tireoide são formados pelo T4 e apenas 7% pelo
T3. Mas após poucos dias, cerca de metade de T4 é lentamente desiodada, formando mais T3.
O hormônio finalmente transportado e utilizado pelos tecidos consiste em sua maior parte pelo
T3!

Transporte de T4 e T3 para os tecidos


O T4 e o T3 estão ligados a proteínas plasmáticas

Ao serem liberadas no sangue, mais de 99% do T4 e T3 são transportadas por proteínas


plasmáticas, principalmente pela globulina ligadora de tiroxina e muito menos com a pré-
albumina ligadora de tiroxina e albumina.

O T4 e T3 são liberados lentamente para as células teciduais

Devido a alta afinidade das proteínas plasmáticas de ligação dos hormônios tireoidianos, essas
substâncias (principalmente T4) só são liberadas de forma lenta para as células teciduais.

Ao penetrar nas células, o T4 e T3 se ligam novamente a proteínas intracelulares; a ligação de


T4 é mais forte que a de T3. São de novo armazenadas e usadas lentamente, ao longo de dias
ou semanas.

A ação dos hormônios tireoidianos tem inicio lento e longa duração

Após seu longo período de latência, antes do inicio de sua atividade, a atividade se inicia, e
aumenta progressivamente até atingir um máximo em 10 a 12 dias.

As ações de T3 ocorrem cerca de 4x mais rápidas de que de T4.


A maior parte da latência e o prolongado período de ação desses hormônios se devem a
ligações com proteínas, seguidas por sua lenta liberação. Também resultam do modo como
esses hormônios realizam suas funções nas próprias células.

Efeitos fisioló gicos dos hormô nios


tireoidianos
Os hormônios tireoidianos aumentam a transcrição de um grande
numero de genes
O efeito geral dos hormônios tireoidianos consiste em ativar a transcrição nuclear de grande
numero de genes. É sintetizado grande numero de enzimas, proteínas estruturais e transportes
de proteínas. O resultado final é o aumento generalizado da atividade funcional de todo o
organismo.

A maior parte de T4 secretada pela tireoide é convertida em T3

Antes de agir sobre os genes, átomo de iodo é removido de quase todas as moléculas de T4,
formando T3. Os receptores intracelulares tem afinidade muito maior pelo T3. Mais de 90% das
moléculas de hormônio tireoidiano que se ligam aos receptores consistem em T3.

Os hormônios tireoidianos ativam receptores nucleares

Os receptores de hormônio tireoidiano estão ligados as fitas de DNA ou próximo delas.

Hormônios tireoidianos parecem também ter efeitos celulares não genômicos que são
independentes dos seus efeitos na transcrição gênica. Nesse caso os receptores estão na
membrana ou citoplasma, e talvez nas mitocôndrias. Isso se vê em tecidos como coração e
hipófise e tecido adiposo. Ações genômicas incluem a regulação de canais iônicos e
fosforilação oxidativa.

Os hormônios tireoidianos aumentam a atividade metabólica celular


Em quase todos os tecidos corporais isso ocorre. O metabolismo basal pode aumentar por 60%
a 100% acima do normal quando é secretada grande quantidade de hormônios. A velocidade
de utilização dos alimentos para a produção de energia é muito acelerada. A velocidade do
crescimento de pessoas jovens também tem grande aumento. Os processos mentais são
estimulados, e a atividade de maior parte das glândulas endócrinas também.

Os hormônios tireoidianos aumentam o numero e atividade das


mitocôndrias

A superfície total de membrana das mitocôndrias aumenta a medida que aumenta o


metabolismo do animal.

Os hormônios tireoidianos aumentam o transporte ativo de íons através das


membranas celulares
Uma das enzimas que aumenta a atividade é a Na+-K+-ATPase. Como esse processo utiliza
energia e aumenta a quantidade de calor produzido, seria um dos mecanismos pelos quais o
hormônio da tireoide aumenta o metabolismo corporal. Ele faz as membranas celulares ficarem
mais permeável aos íons sódio.

Efeito do hormônio tireoidiano sobre o crescimento


É essencial para a transformação metamórfica de girinos em sapos. Nos humanos o efeito é
mais visível sobre as crianças.

Ele faz a promoção do crescimento e desenvolvimento do cérebro durante a vida fetal e nos
primeiros anos de vida pós-natal.

Efeitos do hormônio tireoidiano sobre mecanismos corporais específicos


Estimulo do metabolismo de carboidratos

Ele estimula quase todos os aspectos do metabolismo de carboidratos, incluindo a captação


rápida de glicose pelas células, o aumento da glicólise, da gliconeogênese, da absorção pelo
TGI e até da secreção de insulina.

Estimulo do metabolismo de lipídios

Todos os aspectos do metabolismo de lipídios são estimulados. Os lipídios são rapidamente


mobilizados do tecido adiposo, o que reduz os acúmulos de gordura no organismo. Também
aumenta a concentração de ácidos graxos no plasma e acelera, de modo acentuado, sua
oxidação pelas células.

Efeito sobre os lipídios plasmáticos e hepáticos

O aumento do hormônio tireoidiano reduz as concentrações de colesterol, fosfolipídios e


triglicerídeos no plasma, embora aumente a de ácidos graxos livres. O contrario também vale.

Um dos mecanismos disso é pelo aumento significativo da secreção de colesterol pela bile,
perdendo nas fezes. Isso pois, ele induz um numero maior de receptores de lipoproteínas de
LDL nas células hepáticas, levando a rápida remoção do lipoproteínas no plasma e
subsequente secreção de colesterol nessas lipoproteínas, pelas células hepáticas.

Necessidade aumentada de vitaminas

Como o hormônio tireoidiano aumenta a quantidade de muitas enzimas corporais e as


vitaminas fazem parte delas, ele aumenta a necessidade por vitaminas. Pode ocorrer
deficiência relativa de vitaminas quando o hormônio tireoidiano é secretado em excesso.

Aumento do metabolismo basal

Como o hormônio tireoidiano aumenta o metabolismo em quase todas as células corporais, seu
excesso pode aumentar o metabolismo basal por 60% a 100%.

Redução do peso corporal


Quantidade muito elevada de hormônio tireoidiano quase sempre reduz o peso corporal e o
contrario também vale. Porem ele aumenta o apetite, podendo compensar a variação no
metabolismo.

Aumento dos hormônios tireoidianos sobre o sistema cardiovascular


Aumento do fluxo sanguíneo e do débito cardíaco

O aumento do metabolismo provoca a utilização mais rápida de oxigênio que a normal e a


liberação de grande quantidade aumentada de produtos metabólicos, que provocam
vasodilatação, aumentando o fluxo sanguíneo. Com isso, o debito cardíaco se eleva.

Aumento da frequência cardíaca

Esperado pelo debito cardíaco.

Aumento da força cardíaca

A elevação da atividade enzimática provocada por apenas ligeiro aumento da secreção do


hormônio tireoidiano já e capaz de aumentar a força de contração cardíaca.

Pressão arterial

Permanece aproximadamente igual. A pressão de pulso aumenta; a pressão sistólica se eleva


por 10 a 15 mmHg no hipertireoidismo

Aumento da respiração
O maior metabolismo aumenta a utilização de oxigênio, e ativa todos os mecanismos que
aumentam a frequência e profundidade da respiração.

Aumento da motilidade gastrointestinal


Além do maior apetite e ingestão alimentar, aumenta tanto a produção de secreções digestivas
como a motilidade do TGI.

Efeito excitatórios sobre o SNC


Em geral, o hormônio tireoidiano aumenta a velocidade do pensamento e sua falta reduz essa
função.

Efeitos sobre a função muscular


Leve aumento do hormônio tireoidiano faz os músculos reagirem com vigor. Ao contrario, a
falta do hormônio torna-os vagarosos.

Tremor muscular

Um dos sinais mais característicos do hipertireoidismo é o tremor muscular leve. Causado pela
atividade aumentada das sinapses neuronais nas áreas da medula espinhal que controlam o
tônus muscular.
Efeito sobre o sono
Devido ao efeito exaustivo do hormônio tireoidiano sobre a musculatura e o SNC, a pessoa
com hipertireoidismo se queixa de cansaço constante e o sono e dificultado. Ao contrario, se
tem sonolência extrema.

Efeito sobre as outras glândulas endócrinas


Aumenta a secreção de varias ouras glândulas endócrinas, e as necessidades teciduais pelos
hormônios. Também aumenta a inativação de glicocorticoides adrenais pela fígado. Isso leva a
elevação por feedback da produção de ACTH pela adenohipófise, e assim ao aumento da
secreção de glicocorticoides pelas adrenais.

Efeito do hormônio tireoidiano sobre a função sexual


Em homens, a falta desse hormônio frequentemente causa a perda de libido; grande excesso
leva a impotência.

E algumas mulheres a falta leva a menorragia e polimenorreia (sangramento menstrual


excessivo e frequente).

Regulaçã o da secreçã o de hormô nio


tireoidiano
Para manter níveis normais de atividade metabólica no organismo, quantidade precisa de
hormônio tireoidiano deve ser secretada a cada momento, para atingir esse objetivo,
mecanismos específicos de feedback operam por meio do hipotálamo e adenohipófise.

O TSH aumenta a secreção tireoidiana


O TSH, ou tireotropina, vem da adenohipófise, e aumenta a secreção de T4 e T3 pela tireoide.
Seus efeitos são:

1. Aumento da proteólise da tireoglobulina já armazenada nos folículos, com o aumento da


liberação dos hormônios tireoidianos.
2. Aumento da atividade bomba de iodeto que aumenta a “captação de iodeto”.
3. Aumento do tamanho da tirosina, formando os hormônios tireoidianos.
4. Aumento do tamanho e atividade secretória das células tireoidianas.
5. Aumento do numero de células tireoidianas.

O TSH aumenta todas as atividades secretórias conhecidas das células glandulares


tireoidianas.
O AMPc medeia o efeito estimulador do TSH

A secreção de TSH pela adenohipófise é regulada pelo hormônio


liberador de tireotropina do hipotálamo
A secreção de TSH é controlada pelo hormônio hipotalâmico, o hormônio liberador de
tireotropina (TRH). A partir da eminencia mediana, o TRH é transportado para a adenohipófise
pelo sangue porta hipotalâmico-hipofisário.

O TRH, um tripeptideo-amida, afeta diretamente as células da adenohipófise aumentando sua


secreção de TSH, através de receptores de TRH nas suas membranas. Isso ativa o mecanismo
de AMPc.

Efeitos do frio e outros estímulos neurogênicos sobre o TRH e sua secreção

Um dos estímulos para o aumento da secreção de TRH e portanto de TSH é a exposição do


animal ao frio. Sabe-se que pessoas que se mudam para regiões árticas desenvolvem
metabolismos basais de 15% a 20% acima do normal.

Diversas reações emocionais também podem afetar a liberação de TRH e TSH, como agitação
e ansiedade – causam redução aguda na secreção de TSH.

Efeito de feedback do hormônio tireoidiano para reduzir a secreção de


TSH pela adenohipófise
A elevação do hormônio tireoidiano nos líquidos corporais reduz a secreção de TSH pela
adenohipófise. Quase todo esse efeito depressor por feedback ocorre ate mesmo quando a
adenohipófise é separada do hipotálamo. Portanto, é provável que essa inibição ocorra
principalmente por efeito direto do hormônio tireoidiano sobre a adenohipófise.

Doenças da tireoide
HIPERTIREOIDISMO

Causas. Na maioria, o tamanho da tireoide aumenta por 2 a 3x acima do normal. O numero de


células aumenta muito, e cada célula aumenta sua secreção por muitas vezes.

A doença de graves é a forma mais comum, é doença autoimune, no qual anticorpos


chamados de imunoglobulinas estimulantes da tireoide (TSIs) se formam contra o receptor de
TSH na glândula tireoide. Os anticorpos TSI tem efeito estimulatório prolongado sobre a
secreção da glândula tireoide, durante ate 12 horas em contraste com 1 hora do TSH.

Adenoma tireoidiano. Pode ser uma das causas, e secreta grande quantidade de hormônio
tireoidiano. Enquanto ele continuar secretando grande quantidade do hormônio tireoidiano, a
função secretória de quase todo o restante da tireoide é quase totalmente inibida porque o
hormônio tireoidiano do adenoma suprime a produção de TSH da hipófise.

Sintomas:
Estado de alta excitabilidade, intolerância ao calor, redução da sudorese, perda de peso ligeira
e excessiva, fraqueza muscular, nervosismo ou transtornos psíquicos, fadiga extrema, insônia,
tremor nas mãos e exoftalmia.

Tratamento. Remoção cirúrgica da maior parte da tireoide.

HIPOTIREOIDISMO

Os efeitos do hipotireoidismo em geral são opostos aos do hipertireoidismo. É provavelmente


iniciado por autoimunidade contra a tireoide (doença de hashiomoto), mas a imunidade que
destrói a glândula em vez de estimula-la. Pode ocorrer inflamação da tireoide. Muito outros
tipos podem ocorrer, frequentemente associados ao aumento da glândula, chamado de bócio.

Bócio coloide endêmico causa por deficiência dietética de iodeto. “Bócio” significa grande
aumento da tireoide. Nas áreas onde existe quantidade insuficiente de iodo, as pessoas
desenvolvem.

O mecanismo de desenvolvimento é o seguinte: a falta de iodo impede a produção tanto de T3


como de T4. Como resultado, não há hormônios disponíveis para inibir a produção de TSH,
que passa a secretar quantidades excessivas desse hormônio. O TSH, estimula as células
tireoidianas a secretar grande quantidade de tireogloboulina nos folículos e a glândula torna-se
cada vez maior. Entretanto, devido a falta de iodo, a produção de T3 e T4 não ocorre na
molécula de tireoglobulina, e não causa a supressão normal da produção de TSH. Os folículos
adquirem um enorme tamanho e aumentam de 10 a 20 x.

Bócio coloide atóxico idiopático. O aumento da tireoide quando não há deficiência de iodo.
Podem secretar quantidade normal de hormônios tireoidianos, mas sua secreção é reduzida.

Características:

Fadiga e sonolência excessiva, extrema lentidão muscular, redução da frequência cardíaca, do


debito cardíaco e volume sanguíneo, aumento de peso, constipação, lentidão mental,
insuficiência de muitas funções tróficas do organismo, redução do crescimento do cabelo e
descamação da pele.

Mixdema: flacidez dos olhos e inchaço na face.

Aterosclerose no hipotireoidismo. A falta de hormônio tireoidiano aumenta a concentração de


colesterol no sangue, e isso se associa ao aumento da aterosclerose.

Tratamento. Ingestão de comprimidos de T4.

Cretinismo. Causado por hipotireoidismo extremo em fetos, bebes ou crianças. Há deficiência


de crescimento corporal e retardo mental. Causado pela incapacidade de produzir hormônio
tireoidiano devido a defeito genético ou ausência de iodo na dieta.

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