Você está na página 1de 72

Pilares

• NBR 6118:2014 item 14.4.1.2: Pilares são “elementos lineares de eixo


reto, usualmente dispostos na vertical, em que as forças normais de
compressão são preponderantes

• Funções principais:
• Transmitir as solicitações da superestrutura aos elementos de fundação
• Contribuir de forma significativa na estabilidade global da estrutura
• Resisitir às solicitações provenientes das ações horizontais na estrutura
Características geométricas
• Dimensões mínimas: A seção transversal dos pilares qualquer que
seja a sua forma, não pode apresentar dimensão menor que 19 cm
(item 13.2.3 NBR 6118-2014)
• Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19
e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços solicitantes de
cálculo a serem considerados no dimensionamento por um
coeficiente adicional tabela 13,1 NBR 6118/2014.
Nota: A norma 6118, especifica valores para garantir estruturas com vida útil no mínimo 50 anos
• NBR 15575 – 2 -2013
• 7.2.2.1

Nota: 6 m, se refere a medida desde o respaldo da fundação até o ponto mais alto,
contando com telhado e reservatório
Características geométricas
• As recomendações referentes aos pilares são válidas nos casos em
que h ≤ 5b.
• Quando esta condição não for satisfeita, o pilar deve ser tratado
como pilar-parede.
• Em qualquer caso, não se permite pilar com seção transversal de área
inferior a 360 cm2
• Valores limites para armaduras longitudinais de pilares :
Características geométricas
• Armadura longitudinal:
• Colaboram para resistir à compressão, diminuído a seção do pilar, e também
resistem às tensões de tração.
• Têm a função de diminuir as deformações do pilar, especialmente as
decorrentes da retração e da fluência
Características geométricas
• Comprimento equivalente para pilar vinculado em ambas
extremidades é o menor valor entre (item 15.6):
Características geométricas
• Raio de giro:

• Índice de esbeltez (item 15.8.2):


Características geométricas
Otimização dos pilares
Modificação posição do pilar
Otimização dos pilares
Viga de travamento entre pilares
Otimização dos pilares
Viga de travamento entre pilares
Otimização dos pilares
Viga de travamento entre pilares
Otimização dos pilares
Rotação da seção do pilar
Otimização dos pilares
Tipo de Ligação
Flambagem
• Deslocamento lateral na direção de maior esbeltez, com força menor
do que a de ruptura do material.
Classificação dos Pilares
• Quanto a solicitação
Classificação dos Pilares
• Quanto a solicitação
• Pilar intermediário
Classificação dos Pilares
• Quanto a solicitação
• Pilar de extremidade
Classificação dos Pilares
• Quanto a solicitação
• Pilar de extremidade
Classificação dos Pilares
Classificação dos Pilares
• Quanto a solicitação
• Pilares internos: aqueles submetidos a compressão simples, ou seja , que não
apresentam excentricidade inicial.
• Pilares de borda: as solicitações inicias correspondem a flexão composta
normal, ou seja, há excentricidade inicial em uma direção. Para seção
quadrada ou retangular, a excentricidade inicial ocorre na direção
perpendicular à borda.
• Pilares de canto: são submetidos a flexão obliqua. As excentricidades iniciais
ocorrem nas direções das bordas.
Classificação dos Pilares
• Quanto a esbeltez:

Item 15.8.2
Solicitações Normais
• Os pilares podem estar submetidos a forças normais e momentos
fletores, gerando os seguintes casos de solicitação:
• Compressão simples (compressão centrada ou uniforme): aplicação da força
normal Nd é no centro geométrico da seção transversal do pilar.
• Flexão composta:
• Flexão composta normal ou reta: existe a força normal e um momento fletor em uma
direção
• Flexão composta oblíqua: existe força normal e dois momentos fletores, relativos às
duas direções principais do pilar
Solicitações Normais
• Flexão composta normal: ação combinada de força normal e apenas
um momento fletor, em relação ao eixo z ou em relação ao eixo y

Todas as cargas devem ser reduzidas ao


centroide da seção transversal.
Solicitações Normais
• Flexão composta oblíqua: Ação combinada de força normal e dois
momentos fletores, em relação ao eixo z e ao eixo y.
Solicitações Normais
• Traçar diagrama da tensão normal com relação ao eixo v para uma
seção do pilar, admitindo-se e = 20 cm
Solicitações Normais
Solicitações Normais
Solicitações Normais
Solicitações Normais
Solicitações Normais
Não Linearidade
• Fisica: Quando o material não obedece a lei de Hooke
Não Linearidade
• Geométrica: Ocorre quando as deformações provocam esforços
adicionais que precisam ser considerados no cálculo, gerando os
chamados esforços de segunda ordem, como o momento fletor
Métodos de Cálculo 15.8.3.3
• Método do pilar-padrão com curvatura aproximada
• Método do pilar-padrão com rigidez k aproximada
• Método do pilar-padrão acoplado a diagramas M, N, 1/r
• Método do pilar-padrão para pilares de seção retangular submetidos
à flexão composta obliqua.
Excentricidades
1ª ordem
Excentricidades
1ª ordem
Excentricidades
1ª ordem
• Excentricidade inicial: É a razão entre o momento fletor e o esforço
normal obtidos da análise da estrutura

• Excentricidade de forma: os eixos de vigas e pilares não são


coincidentes
Excentricidades
1ª ordem
Excentricidade Acidental por Imperfeições Locais
Excentricidades
1ª ordem
Excentricidade Acidental por Imperfeições Locais
Excentricidades
1ª ordem
Excentricidade Acidental por Imperfeições Globais
Excentricidades
1ª ordem
Excentricidades
1ª ordem
• Momento mínimo: (11.3.3.4.3): O efeito das imperfeições locais nos
pilares e pilares-parede pode ser substituído, se for atendido o valor
do momento mínimo
• A este momento se for preciso devem ser acrescidos os momento de
2ª ordem
Esbeltez limite
• É o valor a partir do qual os efeitos de 2ª ordem começam a provocar
uma redução da capacidade resistente do pilar.

(15.8.2)
Excentricidades
Excentricidades
• Excentricidade de segunda ordem: A força normal atuante no pilar,
sob as excentricidades de 1ª ordem (excentricidade inicial), provoca
deformações que dão origem a uma nova excentricidade,
denominada excentricidade de 2ª ordem.
Comparação entre métodos ( Sander David
Cardoso-mestrado)
Disposições construtivas
• Em seções poligonais, dentre as quais estão incluídas as seções
retangulares, deve existir pelo menor uma barra em cada canto ou
vértice do polígono.
• Em seções circulares, deve existir pelo menos seis barras, distribuídas
ao longo do perímetro.
Disposições construtivas
• Item 18.4.2.1 diâmetro mínimo e taxas de armadura
Disposições construtivas
• Item 18.4.2.2 Distribuição transversal da armadura longitudinal: em
seções poligonais, deve existir pelo menos uma barra longitudinal em
cada vértice, em seções circulares, no mínimo seis barras distribuídas
ao longo do perímetro.
• O espaçamento mínimo livre entra as faces das barras longitudinais
Disposições construtivas
• Item 18.4.2.2 O espaçamento máximo entre eixos das barras, ou de
centros de feixes de barras, deve ser menor ou igual a duas vezes a
menor dimensão da seção no trecho considerado, sem exceder
400mm
• Item 18.4.3 Armaduras Transversais: devem ser colocados em toda a
altura do pilar, sendo obrigatória no cruzamento com vigas e lajes.
Disposições construtivas
• Item 18.4.3 Armaduras Transversais: o espaçamento entre estribos
medido na direção do eixo longitudinal do pilar, para impedir a
flambagem das barras longitudinais.
Disposições construtivas
• Item 18.2.4 Proteção contra flambagem das barras

Todos protegidos Todos protegidos Barra intermediária não protegida


Disposições construtivas
• Armadura Transversal:
• Constituída por estribos e quando for o caso por grampos suplementares
• Deve ser colocada em toda a altura do pilar, sendo obrigatório sua colocação na
região de cruzamento com vigas e lajes
• Funções:
• Garantir o posicionamento e impedir flambagem das barras longitudinais
• Garantir a costura das emendas de barras longitudinais
• Confinar o concreto e obter uma peça mais resistente ou dúctil
Tensão admissível do solo