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A pergunta que não quer calar: qual é a diferença entre conto, novela e

romance na literatura?
Um ponto em comum entre esses três tipos de produção literária é que são todos gêneros narrativos. Isso
significa que, em todos eles, há um enredo que constrói um clímax, no qual personagens agem dentro do
enquadramento de uma sequência temporal.

O conto
Segundo o autor (COSTA, 2020, p. 86), o conto, assim como a novela e o romance, pertence à esfera da
narração. Diferente do romance (geralmente mais longo), o conto é mais curto.
Por conta desse perfil pouco extenso, o conto apresenta poucos personagens, enredo e estrutura temporal
sintética, chegando a ser, em muitos casos, restrito a uma ou poucas ações. Isso também faz com que
não haja intrigas secundárias, como acontece no romance ou na novela.
Também por isso, por outro lado, o conto pode conter uma unidade e um tom uniforme que o romance não
consegue ter. Essa estrutura econômica do conto tem a ver com sua origem sociocultural, entre outros
fatores. Isso porque ele veio dos causos e contos populares, próprios da tradição oral, que podiam ser
contados a auditórios e reuniões privadas por um contador.
Quer um exemplo? O conto “O espelho”, de Machado de Assis, que está em domínio público.
A novela
Em linhas gerais, veja a seguir algumas características desse gênero:
– apresenta diversos enredos que vão se conectando ao longo do enredo (a gente sabe que Fulano e
Ciclano são irmãos, mas eles ainda não… É bem isso);
– para fazer sentido, o enredo se dá numa sequência cronológica (embora tenha direito a flashbacks de
vez em quando);
– existe dependência de elementos como data e hora (se as ações forem desconectadas de sua cadeia de
acontecimentos do enredo, ficamos perdidos e não vemos sentido nelas);
– o número de personagens não é estipulado de antemão, então eles podem sair e voltar à trama,
dependendo do que o autor planejou pra eles;
– o autor é onipresente e sabe tudo de tudo: quem vai ficar com quem, todos os enredos paralelos, todas
as conexões. E ele vai, aos poucos, nos revelando isso, pra manter um suspense, né?);

Sérgio Costa, no Dicionário de gêneros textuais (2020, p. 181-2), traz um pouco da origem da novela.
Basicamente, ela remonta à Idade Média, com o surgimento das novelas de cavalaria, que narravam
aventuras e feitos heroicos, passando pelas novelas sentimentais do Renascimento. Contudo, foi no
Romantismo que esse gênero alcançou sua maturidade, com temáticas de aventura, passionais e
fantásticas. A partir daí a novela ganhou status de um gênero narrativo com aspectos diferenciadores de
seus dois colegas, o conto e o romance.

Só para complementar o que já coloquei nos tópicos, ainda na cola do Dicionário do Sérgio Costa, aí vão
algumas coisas que ajudam a gente a diferenciar a novela do romance e do conto.

– a novela não é tão curta quanto o conto, mas também não chega a ter a extensão de um romance,
embora esse não seja um critério tão definidor pra diferenciar uma coisa da outra.
– a novela tem suas especificidades como, por exemplo, a ação se desenvolve num ritmo rápido e tem
relativa simplicidade, quase sempre concentrada num único desfecho.
– o tempo é linear e quase não tem grandes desvios, e o espaço pode ficar em segundo plano, dando
relevância à caracterização de uma personagem à exploração de seu horizonte psíquico.

Na novela, existe uma unidade da linha principal da narrativa que, por um lado, foge das minúcias e teias
de relações do romance e, por outro, se distancia da tendência sintética (e quase restritiva) do conto.

Exemplos de novelas:
“A metamorfose”, de Frans Kafka
“O alienista”, de Machado de Assis

O romance

Antes de mais nada, romance não é um clima que paira no ar ou uma historinha de casais que superam
tudo pra viver aquele amor bem açucarado. Apesar de a gente, no dia a dia, atribuir um significado
sentimental à palavra “romance”, quando falamos de literatura, temos que guardar na caixola que se trata
de um termo técnico. Isso mesmo: é o nome de um tipo de gênero narrativo cheio de complexidade.

O romance é herdeiro da tradição das epopeias, embora seja um gênero narrativo, como o conto e a
novela. Ao contrário das epopeias (como a Ilíada, a Odisseia (link) de Homero e a Eneida (link) de Virgílio),
o romance é construído em prosa e tem uma extensão que costuma ser longa. O que não quer dizer que a
gente não encare, né?

Nesse gênero, o foco está voltado para o relato de fatos imaginários, que podem ou não ser inspirados em
fatos reais, com a finalidade de dar enfoque a aventuras, ao estudo de aspectos psicológicos, à crítica
social, entre outras coisas.

Podemos dizer que o romance tem pontos que conferem a ele uma narrativa fluida, organizada e
harmônica, combinando várias ferramentas literárias para criar uma narrativa linear dotada de
profundidade. O romance, enquanto gênero literário, apresenta algumas características em sua
composição:

– paralelos estilísticos com vários outros gêneros literários;


– absorve, quando é o caso, diversos trejeitos da narrativa oral cotidiana;
– se apropria de vários gêneros narrativos (é possível usar-se dos capítulos e estruturá-los tal qual o conto
ou mesmo havendo mais grupos familiares e clímax menores de personagens como nas novelas);
– tem uma grande variedade de aspectos, de acordo com seu contexto de produção, momento histórico,
intenção do autor e proposta artística, entre outras coisas;
– existe um aprofundamento em aspectos como o ambiente em que a ação acontece e o universo
psicológico dos personagens (em diferentes medidas, dependendo do nível de protagonismo dele, claro)
– possui diálogos e discursos individualizados e próprios (pois as personagens são construídas de modo
complexo e conseguimos diferenciá-las em suas peculiaridades)

Alguns tipos de romance são: de capa e espada, de folhetim, didático, histórico, policial, psicológico,
social, epistolar...

Quer um exemplo? A obra “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes é considerada uma precursora desse
gênero no ocidente.

Diferenças entre romance e novela

Em resumo, dá pra dizer – de uma forma bem simplista – que a novela tem muito comum com o romance,
mas é menos aprofundada que ele, já que tem muitos elementos e variantes, mas não atinge o
aprofundamento e a abrangência do romance quando se trata de tempo, personagens e enredo.

Embora não haja uma regra que defina o número de páginas que têm esses dois gêneros narrativos, é
natural que a novela tenha uma extensão textual menor que o romance. É isso mesmo que você leu: a
probabilidade de o calhamaço da novela ser menor é muito grande.

Outra diferença é que, enquanto o romance apresenta um personagem central (ou poucos deles), a novela
geralmente traz diversos personagens com enredos e tramas diferentes e com maior nível de
independência. O romance pode abrigar, paralelamente, várias ações e núcleos narrativos. No romance,
pode acontecer de uma personagem aparecer no meio da narrativa e desaparecer depois de cumprir sua
função. Enquanto isso, na novela, o que há é a justaposição de várias ações de forma individualizada.
Essa diferença de hierarquia entre os personagens pode ser uma pista se em algum momento você quiser
loucamente saber se o livro que você acabou de ler pode ser classificado como romance ou novela.
(Quero acreditar que não sou só eu que fico acordada à noite pensando nisso…)
Embora, na novela, você encontre essa independência maior entre os personagens e suas tramas, no
romance, a coisa é diferente. Embora haja muitos personagens, todos aqueles que não são os
protagonistas acabam girando em torno do enredo principal, sem ter uma história independente e
particular pra chamar de sua. Isso acontece, pois o foco é o enredo principal.

Também por isso, o aprofundamento da ambientação (espacial e psicológica) é mais aprofundado no


romance, e mais superficial na novela. Enquanto aquele foca em dar o máximo de detalhamento sobre um
enredo e poucos protagonistas, essa está voltada a desenvolver a trama (ou melhor, as muitas tramas), e
não em dar profundidade aos personagens (o que nem seria possível, tendo em vista que são muitos).
Pensa só: se a novela resolvesse dar uma de conto e sair de casa toda aprofundada, teria que ser picada
em diversas partes, pois seria tão grande quanto uma enciclopédia. Pera…. Vocês são da época em que
era estiloso ter a Barsa em casa? Não? Pausa para momento de silêncio pelo termo “são da época de…” 
É nessas horas que me dou conta de que tô ficando velha!

Um exemplo desse gênero é a novela “A Metamorfose”, de Frans Kafka, que ode ser uma grande obra,
mas não é tão longa em termos de extensão.

Ainda bem que o livro do Kafka é bem menos extenso que a Barsa, né? Quero saber qual é a sua
desculpa pra não ler depois dessa…

E as telenovelas ou radionovelas?

A telenovela tem núcleos que, muitas vezes, são independentes, um aprofundamento das histórias das
personagens e muitas características que estão mais para o romance, que pra novela literária, que é mais
ágil. MAS… não é possível comparar a telenovela de maneira tão estrita com os gêneros literários como a
novela ou o romance. Ela é uma história de ficção, desenvolvida no meio televisivo, e tem atrizes e atores
que dão vida aos personagens.

É possível criar telenovelas a partir da adaptação de diversas obras literárias, como contos, novelas e
romances. Também por isso, não podemos confundir uma novela literária com uma telenovela, apesar do
nome ser parecido.

Diferenças entre conto e romance (com exemplos)


Entre as diferenças entre o conto e romance as variações de duração, estrutura da narrativa e unidade
de ação se destacam, entre outros fatores. Embora ambos os gêneros se caracterizem por serem
constituídos pela história de uma ação fictícia, as formas de narrar são diferentes em cada caso.

Não se deve ser leviano para dizer que o conto é um gênero menor que o romance, e que serve apenas
como um exercício prático para ele. Cada gênero tem seus próprios valores que devem ser apreciados de
forma diferente.

O romance se caracteriza por ser uma narrativa geralmente longa, escrita em prosa e com amplo
desenvolvimento do enredo central da trama. Ao contrário, a história é um conto que pode ser escrito ou
oral e que propõe o desenvolvimento de um enredo muito menos complexo, baseando-se em alguns
personagens.

História Novela
Fonte Isso remonta à tradição oral, na velhice.. Século onze.
Extensão História curta. Mais longo e ilimitado.
Personagens Descrições curtas. O personagem é mais conhecido.
Descrição Ação é preferida. Descrições longas.
Geralmente é baseado no resultado do
Estrutura Grande variedade.
problema-nó-clímax.
Unidade de
Um único fato.  Várias ações.
ação
Unidade de
Período curto. Período longo.
tempo
Lugar Um único espaço ou lugar. Vários espaços ou lugares.
Atmosfera Não muda. Está mudando.
Geralmente, leva vários dias ou semanas para
Leitura Pode ser lido em pouco tempo.
terminá-los.
Branca de Neve e os Sete Anões, O Cem Anos de Solidão, As Aventuras de
Exemplos
Patinho Feio, Chapeuzinho Vermelho. Huckleberry Finn, Viagem ao Centro da Terra.

Principais diferenças entre conto e romance

Origem do conto - Pode-se dizer que a história é muito mais antiga que o romance, pois suas primeiras
manifestações vêm da cultura oral.

Podemos supor que a história, entendida no sentido lato de “conto”, passou a existir praticamente desde
que o homem desenvolveu a capacidade de se comunicar por meio da linguagem.

Muitos contos antigos da tradição oral foram compilados por escrito, conseguindo ser preservados como
parte da história da literatura. Alguns exemplos são: fábulas de Esopo (Grécia, século 4 aC), As Mil e Uma
Noites (Oriente Médio, século 9 DC) e Os contos de Canterbury por Geoffrey Chaucer (Inglaterra, século
14).

Diferentes formas de contos populares e literários se desenvolveram na Idade Média. Alguns tinham um
senso mundano e humorístico, enquanto outros - como o apólogo, o exemplum e a fábula - teve uma
marcante função ideológico-didática.

Origem da novela - O fim novela Vem do Renascimento italiano e inicialmente designava escritos


narrativos um pouco mais longos do que a história, feitos à maneira de Giovanni Boccaccio e com um
tema realista e satírico.

As novelas ou nouvelles no início não eram tão longos quanto romances, grandes composições que
contavam acontecimentos de natureza histórica ou mítica..

No entanto, o termo romance foi logo usado para designar qualquer texto narrativo que ultrapassasse as
dimensões da história..

Embora os primeiros antecedentes do romance datem dos tempos da Grécia Antiga, o romance não
atingiu a forma que realmente o caracteriza até o século XII no Japão. Por esta razão, é considerado um
gênero de aparecimento tardio..

Extensão - Uma das principais diferenças entre um conto e um romance é que o primeiro costuma ser
muito mais curto do que o último.

A principal característica que diferencia as histórias dos romances é a extensão. A história é um conto;
pelo contrário, o romance é uma longa história.

No entanto, categorias como "curto" e "longo" podem criar ambigüidade. Portanto, existem categorias
como romance curto ou história longa.

Exemplos:

Por exemplo, um conto clássico como Anaconda (1921), de Horacio Quiroga, tem cerca de quarenta
páginas. Outro tão clássico, Casa tomada (1946) de Julio Cortázar, não chega a dez páginas. Da mesma
forma, existem histórias que não possuem mais de uma página.

Ao contrário da história, a extensão do romance não tem limite. Um romance pode atingir proporções que
alguns considerariam excessivas. Um exemplo é Guerra e Paz (1864) de León Tolstoy, livro que tem
aproximadamente 1200 páginas.
As personagens - Um romancista geralmente se concentra em trabalhar meticulosamente em todas as
características físicas, éticas, sociais e psicológicas de seus personagens principais..

Esses aspectos devem ser bem desenvolvidos por meio de um processo evolutivo no qual o personagem
muda de acordo com os eventos que lhe acontecem durante a história..

Por outro lado, um escritor de histórias deve usar apenas alguns gestos, detalhes ou explicações breves
para dar uma ideia do personagem de um personagem. O narrador de uma história deve focar na
exposição concreta do conflito do personagem, não nas infinitas causas ou conotações que ele possa ter..

Na história, dá-se mais atenção ao correto funcionamento estrutural do enredo para não divagar e perder o
efeito de choque que é necessário. Geralmente o personagem, ao invés de um ser que ganha vida na
ficção, é reduzido a uma engrenagem na estrutura narrativa.

Exemplos:

No romance Robinson Crusoe (1719), Daniel Defoe centra sua narrativa na construção de um personagem


exemplar que demonstra os valores do bom cristão na modernidade. Este personagem cresce em todos
os aspectos de sua vida devido às dificuldades que enfrenta ao longo da história.

Em vez disso, se lermos a história A casa tomada de Cortázar, ao invés de nos identificarmos
emocionalmente com os protagonistas, deixamo-nos surpreender pela fantástica natureza do que lhes
acontece (são expulsos por entidades desconhecidas) e pelo suspense gerado pelo autor com as suas
técnicas narrativas.

A descrição - A concisão da história exige que a narração seja rápida. Por esse motivo, o contador de
histórias prefere usar ações antes das descrições, pois estas retardam, atrasam, interrompem o
desenvolvimento da trama..

Se for necessário descrever uma situação, o contador de histórias geralmente utiliza o recurso da
descrição dinâmica. Consiste em descrever por meio de ações, predominantemente usando verbos em
vez de adjetivos..

Por outro lado, os romances geralmente têm longas digressões descritivas que servem para definir e
enfatizar o significado simbólico de certos elementos.

Exemplos:

Em uma história, ao invés de descrever um cenário com uma frase como: “Carlos vivia em uma cidade
barulhenta, poluída e violenta”, o contador poderia expressar a mesma coisa da seguinte forma: “O
barulho da corneta e o insulto do colecionador salvos Carlos de ser atropelado por um ônibus que estava
pulando semáforo e deixando tudo impregnado com seu rastro de fumaça ”.

No caso do romance, alguns romancistas tendem a dar grande ênfase à natureza sensível de suas
descrições, como é o caso de Marcel Proust e a famosa cena de Em busca do tempo perdido, em que
tudo o que o personagem sente ao comer um cupcake é descrito.

A estrutura - A estrutura narrativa da história é muito rígida, geralmente o esquema de apresentação do


problema-nó-clímax-resultado é usado..

O romance dá ao escritor mais possibilidades de brincar com a estrutura narrativa. Prolepsia, flashbacks e
entrelaçamento de diferentes tópicos narrativos podem ser feitos.

Exemplo:

Um caso paradigmático de experimentação romanesca é Amarelinha (1963) de Julio Cortázar, pois seus


capítulos podem ser lidos em diferentes ordens sem que a obra perca sentido..
Unidade de ação - A história geralmente apresenta o desenvolvimento de um único evento que
geralmente tem um caráter relevante, particular ou extraordinário.

Os romances apresentam uma grande diversidade de ações geralmente relacionadas por um motivo. Às
vezes, episódios justapostos podem ser vistos que têm pouco a ver com o enredo principal da peça.

Exemplos:

Na história A carta roubada de Poe, o escritor se limita à investigação do roubo. Por outro lado, em Dom
Quixote se observa a narração de acontecimentos que não têm muita relação com o tema central; tal é o
caso de romances intercalados.

A unidade de tempo - Cronologicamente, a história do conto é geralmente limitada a um curto período. O


acontecimento narrado é apresentado como um choque, um parêntese no cotidiano dos personagens..

No romance, as histórias representadas abrangem longos períodos de tempo. Por esse motivo, costumam
descrever mudanças importantes no contexto e na subjetividade dos personagens..

Exemplos:

Sobre Os assassinos, de Ernest Hemingway, o tempo da história dura apenas uma tarde, que leva a
intervenção dos gangsters no restaurante.

Em vez disso, o romance Cem anos de Solidão (1967) de García Márquez, é a história das vicissitudes de
uma família ao longo de sete gerações.

O lugar - A ação da história geralmente ocorre em um único espaço onde se concentra o acontecimento
extraordinário que está relacionado. Por outro lado, no romance, universos muito amplos são geralmente
construídos nos quais os personagens se movem.

Exemplos:

Um exemplo desse recurso é a história Casa tomada de Cortázar, já que toda a narrativa se passa em
uma antiga casa de Buenos Aires.

No caso do romance, em As Viagens de Gulliver (1726) de Jonathan Swift, o enredo se concentra na


jornada do protagonista por diferentes países fantásticos.

A atmosfera - Geralmente, o conto tem apenas um tipo de atmosfera que é consistente com o tema e o
efeito que a história tenta transmitir..

Por outro lado, nos romances, normalmente são mostradas nuances que são consistentes com o
desenvolvimento da trama e dos personagens..

Exemplos:

Nas histórias de H. P. Lovecraft predomina sempre uma atmosfera caracterizada por ser sombria e
aterradora.

Por outro lado, no romance As dores do jovem Werther (1774) de Goethe, o clima da narrativa muda de
acordo com o humor do protagonista, que às vezes fica entusiasmado, mas depois se afunda na
melancolia devido aos conflitos amorosos.

A leitura - A maneira de ler uma história e um romance são completamente diferentes. Edgar Allan Poe
disse que a história deve poder ser lida em uma sessão de 30 minutos a 2 horas. Ou seja, o leitor deve ter
acesso imediato a toda a obra. Por outro lado, o tempo de recepção de um romance é prolongado e
interrompido; leva ao descanso e à reflexão durante a leitura. O leitor pode fazer uma pausa na leitura de
um romance e retomá-lo algum tempo depois, sem diminuir seu efeito estético.