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1.

Ar, na condição padrão, entra em um compressor a 75 m/s e sai com


pressão e temperatura absolutas de 200 kPa e 345 K e velocidade V = 125
m/s (Figura P.1). A vazão é 1 kg/s. A água de resfriamento que circula na
carcaça do compressor remove 18 kJ/kg ar. Determine a potência
requerida pelo compressor.

V2
Q 2

1
Compressor

V1 Ws

Figura P.1. Compressor de ar


Equações básicas
∂ r r
0= ∫ ρ d ∀ + ∫ ρ V ⋅ dA (1)
∂t VC SC

∂  p r r V2
Q −W =
& & ∫ ρed∀ + ∫  e + ρ ρV o dA em que e = u + 2 + gz
∂t VC
(2)
SC  

Considerações:
(1) escoamento permanente
(2) escoamento incompressível
(3) propriedades uniformes nas seções das superfícies de controle
(4) a entrada e saída do compressor estão na mesma elevação (∆z = 0)
(5) W outros =0

Solução

Da consideração (1):

Q -W =  u+ +gz+  ρV


.dA

V2 p
SC 2 ρ
Q -W =  u1 + +gz1 +  ρV
.dA
+  u2 + +gz2 + 2  ρV
.dA

V21 p1 V22 p
1 2 ρ 2 2 ρ

Das considerações (4) e (5), e considerando que h=u+pυ:

Q -W =  u1 +   .dA



V21 p1 V22 p2
+  ρV.dA+  u2 + +  ρV
1 2 ρ 2 2 ρ

Q -W = h1 +
V21 V22
 -m + h2 +  m 
2 2


Considerando que Q =m
dQ
dm

dQ 1 2 2
-W = h2 -h1 - +
V -V m 
dm 2 2 1

Da termodinâmica, h=cp T:

dQ 1 2 2
-W = cp T2 -T1 - +
V -V m 
dm 2 2 1

kJ
cp =1 .K
kg

-W = (1)345-298--18+ 1252 -752    1


1 1
2 1000

W =-70 kJ/s
2. Uma bomba retira água de um reservatório por meio de uma tubulação
de sucção de 150 mm de diâmetro e, na descarga, o diâmetro da
tubulação é de 75 mm. A sucção é feita a dois metros de profundidade
com relação à superfície livre do reservatório. A pressão manométrica na
tubulação de descarga, a dois metro acima da superfície livre do
reservatório, é de 170 kPa. A velocidade média na tubulação de descarga é
de 3 m/s. Se a eficiência da bomba é de 75 %, determinar a potência
requerida para funcioná-la. Utilizar volume de controle já desenhado na
Figura P.2.

Ws

z2 = 2 m
V2 = 3 m/s
2
p2 = 170 kPa
z
1 D2 = 75 mm

D1 = 0,15 m 2m vc

Figura P.2. Bomba succionando água de reservatório.

Equações:

0=

 . 
 ∀ +  !  (1)
 "!

# − %& − %'(& − %)*+)& =  . 


 .
 ,∀ +  ! -, + /0 
 "!
(2)

"2
,=1+ + 45 (3)
3

Considerações: 1. escoamento permanente;


2. escoamento incompressível;
3. propriedades uniformes nas seções em que o fluido
atravessa a superfície de controle;
4. %'(& = %)*+)& = 0;
5. 6 ≈ 0;
6. 56 = 0; 96 = 0; e
7. não há variação de temperatura da entrada para
saída da bomba e nem perdas de calor
:
-13 − 16 − ; = 00.
Da equação (2) e considerações (1), (2), (3) e (4):

Q -W s =-m -u1 + 1 +gz1 + 10 +m -u2 + 2 +gz2 + 20


2 p 2 p
V V
(4)
2 ρ 2 ρ

Das considerações (5) e (6):


2
# − %& = −<16  + < -13 + 2 + 453 + 20
" .
(5)
3 /

2 
−%& = < - 2 + 453 + 2 + 13 − 16 −  0
" . :
(6)
3 / ;

Da consideração (7), a potência ideal é:


2
−%& = < - 2 + 453 + 20
" .
(7)
3 /

A vazão em massa é calculada por:


@
< = 3 3 = 1000 × 3 × 0,0753 → < = 13,2 H4/J
4

A potência ideal pode então ser calculada:

−%&,(KLMN = 13,2 - + 9,81 × 2 +


O 2 6,R×6S T

3 6SSS
0 (8)

%&,(KLMN = −2560 % = −2,56 H% (9)

A potência real, considerando a eficiência de 75 % é:



%&,+LMN = W,XYZ[\ = −
V 3,^_
= −3,41 H% (10)
] S,R^
3. Uma bomba de óleo consome 35 kW de energia elétrica enquanto
bombeia óleo com ρ=860 kg/m3 a uma vazão de 0,1 m3/s. Os diâmetros
dos tubos de entrada e de saída são respectivamente de 8 e 12 cm. Se a
elevação da pressão do óleo na bomba for de 400 kPa, e a eficiência do
motor for de 90 %, determinar a eficiência mecânica da bomba.

Equações básicas
∂ r r
0= ∫ ρd ∀ + ∫ ρV ⋅ dA (1)
∂t VC SC

∂  p r r V2
Q −W =
& & ∫ ρed∀ + ∫  e + ρ ρV o dA em que e = u + 2 + gz
∂t VC
(2)
SC  

Considerações:
(1) escoamento permanente
(2) escoamento incompressível
(3) propriedades uniformes nas seções das superfícies de controle
(4) a entrada e saída da bomba estão na mesma elevação (∆z = 0)
(5) W outros =0

Solução

Da consideração (1):

Q -W =  u+ +gz+  ρV


.dA

V2 p
SC 2 ρ

O motor da bomba consome 35 kW e apresenta eficiência ηmotor = 90%,


portanto, a potência mecânica (de eixo) que fornece à bomba é de

W s =ηmotor W elétrica =0,9×35=31,5 kW


Para a vazão de 0,1 m3/s:

Q 4Q 4×0,1
A πD1 π0,082
V1 = = 2= =19,9 m/s

Q 4Q 4×0,1
A πD2 π0,122
V2 = = 2= =8,8 m/s

A variação de energia mecânica total do fluido à medida que escoa através


da bomba é

Q -W s =-m  u1 + +  +m  u2 + + 


V21 p1 V22 p2
2 ρ 2 ρ

1 1
`;L'âa('M = b# − <
u2 -u1 c-W s =m  d
V22 − V21 +
p2 − p1 e
2 ρ

E mecânica =860×0,1 8,82 -19,92 + 400000


1 1
2 860

E mecânica =86f-159,29+465,12g

E mecânica =26,3 kJ/s=26,3 kW

Portanto, a eficiência mecânica da bomba torna-se

E mecânica 26,3
W
ηbomba = = =0,84 ou 84%
31,5

Da potência de eixo de 31,5 kW fornecida pela bomba, apenas 26,3 kW


são transferidos para o fluido como energia mecânica. Os 5,2 kW
restantes são convertidos em energia térmica devido aos efeitos de atrito,
esta última podendo se manifestar em aumento de temperatura do fluido
e perda de calor pela carcaça da bomba.

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