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ESCOLA SECUNDÁRIA DO PADRÃO DA LÉGUA

Área Disciplinar de Ciências da Terra e da Vida


ANO LECTIVO 2007/2008
Curso Científico – Humanístico de Ciências e Tecnologias
Biologia e Geologia I – 10º ano

Ficha de trabalho: Intervenções do Homem nos subsistemas terrestres

A - No séc. XIX assiste-se à Revolução Industrial, a qual provocou alterações no


funcionamento do sistema Terra.

1 – Identifique os dois factores associados à Revolução Industrial.

2 – Existe uma discrepância notória de valores entre os


países desenvolvidos e os países em desenvolvimento.
Explique esta situação. .

3- Apresente razões plausíveis que justifiquem o


deslocamento populacional para áreas urbanas.

Figura 1

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B- A Revolução Industrial e os acontecimentos a ele relacionados provocaram um
grande consumo e procura de energia.

11FFigura 2

200

100 Energias renováveis

carvão
0
Xistos e areias asfálticas

Urânio e tório

1. Explique as variações no consumo de carvão e petróleo até 1998.


2. Explique as prováveis alterações de energia a partir de 2020.
3. “ Podemos considerar, segundo os dados da figura, que o petróleo, o gás natural e o
carvão são recursos não renováveis”. Justifique.

Isabel Limpo de Faria 2


C- Assim, o petróleo, o carvão e o gás natural são também denominados por
combustíveis fósseis porque são ricos em carbono, fornecem energia e contêm restos
orgânicos

1. Relacione a concentração de CO2


com a utilização excessiva dos
combustíveis fósseis

2. Indique a principal consequência


sobre o ciclo hidrológico da concentração
progressiva de CO2 na atmosfera.

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D - Com o aumento populacional o Homem teve de aproveitar também para
transformar as matérias-primas em bens de consumo, com o fim de satisfazer as mais
variadas necessidades. No entanto, a sua exploração mineira provoca alguns impactos
negativos, como demonstra o texto seguinte.

Texto:
As minas da Panasqueira encerraram em Fevereiro. Os mineiros partiram e apagou-se a
luz ao fundo de um túnel que durante décadas ofereceu o melhor volfrâmio do mundo.
De herança deixaram uma terra esventrada e montes de sarrisca que deixam estéreis os
campos e que cobrem o vale como uma enorme campa.
Desde o século XIX que o Homem rasgou o ventre desta terra à procura de minérios – de
mica, de cobre, de quartzo e, sobretudo de volfrâmio – e, descendo à terra, arrancou das suas
entranhas toneladas de minério e detritos. A área agrícola viu-se repentinamente ameaçada. O
minério era aproveitado pela empresa, mas os inertes eram despejados nas encostas,
abatendo-se ao longo do vale.
A sarrisca escorregou pelas vertentes, a flora morreu sufocada, as areias tornaram
inférteis os campos. A agricultura extinguiu-se nos lamaçais. A oxidação dos minérios e o
desaguar de ácidos trazidos pelas infiltrações tornaram as águas poluídas. A serra, outrora
verde, transformou-se num ermo ácido e deserto.
Para tratamento e separação dos minérios, a empresa mineira criou, propositadamente,
tan ques artificiais para depósito de lamas. Toneladas de cal procuravam neutralizar os ácidos
e uma estação de tratamento tentava proteger as águas. Mas todos os cuidados resultaram
pouco perante o volume de atentados contra o meio ambiente. As multas infringidas à empresa
nunca reverteram a favor da região. O dinheiro ficou nos cofres em Lisboa, a poluição nas
terras cada vez mais degradadas.
A fauna piscícola desapareceu, nem um simples insecto como o alfaiate subsiste já na
sua superfície.
Na zona antiga de S. Jorge da Beira, a laboração da mina acabou há mais de 40 anos e
nas últimas décadas estas terras viviam exclusivamente da mina. Após o seu encerramento, a
agricultura podia ser a salvação de muitas famílias, mas os campos estão queimados. “Nem as
oliveiras aguentam, que são árvores bem resistentes ”, diz Horácio Canhoto, dono de umas
terras que herdou dos pais, mas que delas tira pouco proveito. “Onde passa a água fica uma
mancha, até as ervas estão castanhas. Não adianta gastar dinheiro em sementes, ter o
trabalho todo, se depois não temos água para regar e esta água das ribeiras ou do rio vem
carregada de ácidos que queimam tudo.”

1. “Desde o século XIX que o Homem rasgou o ventre desta terra à procura de minérios –
de mica, de cobre, de quartzo e, sobretudo de volfrâmio.”
1.1 Comente a frase sabendo que o volfrâmio é utilizado no fabrico de filamentos de
lâmpadas eléctricas.

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1.2 Apresente soluções para minimizar os efeitos referidos na questão anterior

1.3 Refira duas graves consequências ambientais da actividade


mineira.

1.4 A água é um bem renovável. Contudo tende a esgotar-se.


Transcreva uma frase do texto que comprove a afirmação citada.

E- No Japão registam-se, em média, mais de trezentos


terramotos detectáveis por ano.
Extraído de Expresso, 21 de ja neiro de 1995

1. Explique este facto. Figura 4

2. Comente a frase com o auxílio da figura 5:


Mais vale uma parte a oscilar em harmonia com a Terra do que a Terra mexer com uma
estrutura metálica.

Figura 5

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F - Os sismos são, de todas as catástrofes naturais conhecidas, as que provocam
um maior número de vítimas e estragos colossais.
Actualmente verifica-se um grande aumento destes números em consequência de
inundações e desmoronamentos.
A fig. 6 representa uma das causas de desmoronamento.
Redija um pequeno texto que descreva toda a situação representada na fig. 6.

G -Tal como os desmoronamentos as inundações são cada vez mais frequentes


devido à acção humana. Maioritariamente efectuada de modo inconsciente e em menor
grau como consequência de tentativa de minimizar os efeitos destas catástrofes.

A construção em planícies aluviais pode provocar grandes inundações.

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1. Explique o grande número de inundações em planícies aluviais habitacionais.

2. Baseando-se na análise da figura 7, mencione medidas preventivas de inundações em


planícies aluviais.

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