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WILLIAM MARIANO DOS SANTOS


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JULHO/2011
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WILLIAM MARIANO DOS SANTOS
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Trabalho de Conclusão de Curso c
apresentado à escola Técnica c
Estadual ³Lauro Gomes´ com o c
objetivo parcial para a conclusão c
do Curso Técnico em Química.
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Orientador: c
Profº Carlos Roberto Jerônymo c
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SÃO BERNARDO DO CAMPO
JULHO/2011


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c Dedicamos em primeiro lugar a


Deus, que permitiu que
viéssemos a concluir este
trabalho, e em especial a
nossos pais e ao Auxiliar
DocenteManuel Messias
Brilhante e Aparecida Danizeti
Martins Fraccheta
 
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Agradecemos a Deus em primeiro lugar, porque reconhecemos que ele nos Deus
forças e direção durante toda essa caminhada, agradecemos também a todos os
professores que nos auxiliaram, em especial a professora Aparecida Danizeti
Martins Fraccheta e ao Auxiliar Docente Manuel Messias Brilhante, que estiveram
conosco desde o começo nos encorajando a continuar e a buscar novos desafios,
além deles agradecemos também a todos que estiveram conosco e contribuíram
fornecendo informações e idéias novas ao nosso proje to.

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Este trabalho tem por objetivo o desenvolvimento de pigmentos de óxido de
ferro de uma forma sustentável e inovadora, visando dar as respostas do amanhã
hoje.
Vivemos em um momento critico, pois pouco a pouco as matérias primasvem
se tornando muito escassa, e com isso a necessidade de reinventar e inovar, n este
quadro e uma delas são os pigmentos produzidos através da sucata do ferro.
Os pigmentos são usados em praticamente tudo a nossa volta, tem uma
importância muito grande desd e o começo da história da raça humana, os primeiros
registros de nossos ancestrais as pinturas nas cavernas são exemplos da
importância dos primeiros pigmentos.
O tempo passou e atualmente os pigmentos não são apenas para ³colorir´,
hoje seu uso se abrangeu de diversas formas.
O pigmento que estamos desenvolvendo tem como proposta uma melhor
resistência contra o calor e com menor custo, e da forma mais sustentável possível.

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 c  pigmentos, sucata do ferro, reciclagem, tinta.
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Este trabalho tem por objetivo o desenvolvimento de pigmentos de óxido de


ferro de uma forma sustentável e inovadora, visando dar as respostas do amanhã
hoje.
Vivemos em um momento critico, pois pouco a pouco as matérias primas vem
se tornando muito escassa, e com isso a necessidade de reinventar e inovar, neste
quadro e uma delas são os pigmentos produzidos através da sucata do ferro.
Os pigmentos são usados em praticamente tudo a nossa volta, tem uma
importância muito grande desde o começo da h istória da raça humana, os primeiros
registros de nossos ancestrais as pinturas nas cavernas são exemplos da
importância dos primeiros pigmentos.
O tempo passou e atualmente os pigmentos não são apenas para ³colorir´,
hoje seu uso se abrangeu de diversas f ormas.
O pigmento que estamos desenvolvendo tem como proposta uma melhor
resistência contra o calor e com menor custo, e da forma mais sustentável possível.

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³A Glória de Deus consiste em ocultar certas coisas, a glória dos reis é descobri-las´
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DEDICATÓRIA ................................ ................................ ................................ .......... IIIc
AGRADECIMENTOS ................................ ................................ ................................ . IVc
RESUMO ................................ ................................ ................................ .................... Vc
Abstract................................ ................................ ................................ ...................... VIc
Epigrafe ................................ ................................ ................................ .................... VIIc
LISTA DE FIGURAS ................................ ................................ ................................ VIIIc
LISTA DE TABELAS ................................ ................................ ................................ .. IXc
SUMÁRIO ................................ ................................ ................................ .................. XIc
1. Introdução ................................ ................................ ................................ ............. XIIc
2. RECICLAGEM ................................ ................................ ................................ ...... XIIc
3. PIGMENTOS ................................ ................................ ................................ .......XIVc
4. COR E COLORIMETRIA: ................................ ................................ ................. XXXIc
5.DISCUÇÃO DOS RESULTADOS ................................ ................................ ........ XLIIc
CONCLUSÃO: ................................ ................................ ................................ ....... XLIIIc
7. BIBLIOGRAFIA: ................................ ................................ ................................ .XLIV c
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A importância da reciclagem e da produção de materi ais de forma sustentável
e rentável é indiscutível nos dias atuais, diferentemente do que ocorria a poucos
anos atrás as empresas tem buscado cada vez mais em obter de forma mais
sustentável seu produto.
Esse pensamento foi o que nos encorajou a escolher esse tema, pensávamos
de que forma poderíamos evoluir buscar respostas e inovar, andando lado a lado
com a sustentabilidade, assim resolvemos sintetizar os óxidos férricos, como já é
feito por algumas empresas a transformação de sucatas em pigmentos de óxidos de
ferro, vão totalmente de acordo com o nosso pensamento, pois eliminamos dejetos
da natureza e o transformamos em um produto que comparado com o obtido na
natureza através das ferritasgeotitas e etc. como poderemos ver nesse trabalho, os
pigmentos sintéticos apresentam características superiores aos naturais, como a
fidelidade da cor, pureza do óxi do e uma variedade maior de cores
Entenderemos o que é um pigmento, no que ele é importante, e o diferencia
um bom e um mau pigmento, além disso, veremos aonde eles são mais utilizados,
quais testes são feitos para avaliar a qualidades destes além de enten dermos os
mistérios que a sobre as cores e o quanto o fator cor interfere na qualidade dos
pigmentos

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A reciclagem de ferro e aço é uma das formas de reaproveitamento mais


antigas do mundo. Já no Império Romano, os soldados recolhiam utensílios e armas
após guerras para serem refundidos. E quanto mais foi aumentando a utilização do
ferro, mais a reciclagem desse material foi crescendo.
Hoje, as empresas e profissionais que trabalham com isso são chamados de
recicladores, mas eles, na verdade, são os antigos sucateiros. Quem era criança há
30 anos deve lembrar o carroceiro gritando: ³garrafeiro, metaleiro, ferro velho...´.
Estes charreteiros que circulavam, inclusive em cidades grandes, eram a ponta
desse processo.
As empresas de sucatas começaram a surgir no Brasil na década de 40,
quando a indústria brasileira se consolidava. É um mercado razoavelmente
pulverizado, mas ainda concentrado na região sudeste. Segundo o Sindicato do
Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa do Estado de São Paulo -SP
(Sindinesfa), 49% das empresas de sucata estão em São Paulo e 13% se dividem
entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.
São vários os produtos que usam ferro ou aço, muitos mesmo: Autopeças, latinhas
de produtos alimentícios, latas de outros produtos como tintas, grades, esquadrias,
alicerces de construções, enfim o aço e o ferro estão em vários lugares. Da mesma
forma que o leque de produtos é grande. Também é grande as opções de destinos
para o tal ³ferro velho´. Se você tiver curiosidade, entre no Google ou outro
mecanismo de busca e digite palavras como sucata ou ferro velho para ver a
quantidade de empresas que trabalha m com venda e compra desses materiais.
Assim, a reciclagem de ferro, na verdade, tem muito a ver com
reaproveitamento.
A sucata é responsável por mais de um quarto do material que sai novinho
em folha no país. Em 2006, das 31 milhões de toneladas de aço produzidas no
Brasil, 8,3 milhões foram utilizadas, ou seja, 26,7% do novo aço produzido. (Fonte:
Cempre)
Além de ser uma mão na roda para quem produz, a reciclagem de aço
colabora para o ambiente. Cada tonelada de aço reciclado representa uma
economia de 1.140 quilos de minério de ferro, 154 quilos de carvão e 18 quilos de
cal. (Fonte: Reviverde).

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‡ 1200AC
‡ Irã, Síria, Anatólia, Palestina«
‡ Dúctil e maleável a frio torna -se plástico a quente. Pode ligar -se diretamente a
muitos não metais.
Na Europa, a idade do Ferro encontra -se dividida em Primeira Idade do Ferro,
que dura até 500AC, e Segunda Idade do Ferro, que dura até a conquista romana .
Pensa-se que o primeiro ferro produzido tenha sido por acaso, quando algum do seu
minério tenha sido usado nas fogueiras em vez de pedras. Embora este metal já
fosse conhecido desde 3000AC, só passou a ser usado por volta de 1200AC quando
as reservas de cobre e estanho começaram a rarear. Foi já no século XVII que o
ferro passou a ser produzido através de um novo método ± a ³incarbonização´ ± em
que se adicionava carbono ao metal de modo a este ser mais resistente, dando
origem ao aço.

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Os arqueólogos têm descoberto desenhos em cavernas e gravuras sobre


rochas que datam antes da última Era Glacial. Alguns desses desenhos foramfeitos
em monocromia, com óxidos de ferro ou ocre vermelho. Outros artistas
paleolíticosusavam um conjunto de materiai s que consistia de cal,carvão, ocre
vermelho ou amarelo e terra verde. A técnica empregada era simples, pois as cores
eram separadas com os próprios dedos e algumas prensadas entre pedras.
Naturalmente estes desenhos não possuíam nenhuma durabilidade a não ser em
ambientes favoráveis (como os da caverna).
(FAZENDA, 1995).
Outro exemplo de uso dos pigmentos vem dos egípcios, eles usavam
pigmentos inorgânicos no período de 8000 a 5800 a.C. Os egípcios são exemplos
nas artes decorativas, utilizadas em pinturas de paredes, sarcófagos ou em papiros
manuscritos. Foi durante esse período que surgiram os primeiros pigmentos
sintéticos, embora algumas das primeirascores egípcias fossem derivadas do solo
natural. O que hoje é conhecido como Azul do Egito era composto de óxido de
cálcio, alumina, sílica, resíduos de soda e óxidos de cobre. Era preparado segundo o
métododescrito por Vitruvius, arquiteto e engenheiro romano, pela calcinação de
uma mistura de areia , soda e cobre. Este pigmento tornou-se um importante de
exportação durante os anos posteriores. As cores naturais incluíam ocres vermelhos
e amarelos, hematita, calcário amarelo, ouro em folha, malaquita carbonato básico
de cobre, carvão, negro de fumo e gesso natural. (Fazenda, 1995)

No período clássico, os matériasutilizados pelos gregos e romanos eram


similares àqueles empregados pelos egípcios. Cola e albuminas de ovo eram
usadas como ligantes.

Além dos pigmentos inorgânicos, os romanos conheciamoutros artificiais, tais


como: chumbo branco (alvaiade), litargírio, zarcão, óxido amarelo de chumbo,
verdete e ossos escuros. Muitas das pinturas de Pompéia foram preparadas com
massa de óxido de cálcio por artesãos comuns, e a maioria das paredes, pintadas
em monocromia (FAZENDA, 1995).

Por sua vez, a técnica de suspender pigmentos em água, com ou sem


ligante, era muito comum desde os primórdios da Europa Renascentista, adquirida
através dos italianos. A mesma pratica prevalecia nas decor ações das antigas
cavernas do Oriente.

Os índios americanos e os da costa do Canadá usavam carvão vegetal como


pigmento preto para suas canoas e outro tipo de carvão para sua pintura facial.
Utilizavam também negro de fumo natural, grafite e lignita em p ó, como pigmentos
negros. Para a cor branca, usavam diatomita retirada do fundo de alguns lagos ou
de ossos calcinados do ocre amarelo ou de fungos das pináceas, e os amarelos
consistiam do amarelo ocre ou dos fungos das pináceas; os azuis e verdes eram
preparados do carbonato de cobre e peziza (material proveniente de um fungo que
cresce nos restos em decomposição de algumas madeiras (FAZENDA, 1995).

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É normal ao falarmos de pigmentos ou até mesmo pesquisar sobre estes,
acharmos no artigo associando um ao outro e vice -versa, mas na realidade há
propriedades que nos permitem diferenciar cada um deles vamos apresentá -las
abaixo: c
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c Corante é toda substância que quando adicionada a outra substância altera a
cor desta. Os corantes além de conferirem cor ao substrato são solúveis no meio em
que serão aplicados, possuem baixa propriedade de solidez à luz e são
transparentes.

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c Pigmento é um colorante insolúvel no meio ao qual será aplicado, dele são
preparadas dispersões e quando convenientemente manipulado confere cor ao
substrato, geralmente apresenta -se na forma de pó. Possui boa propriedade de
solidez a luz e alta opacidade. Os pigmentos subdividem -se em orgânicos e
inorgânicos, cada categoria possui uma especificidade de composição que
trataremos logo mais.
Fundamentalmente as diferenças entre pigmentos e corantes estão em sua
capacidade de solubilidade, presente nos corantes e ausente nos pigmento s,e que
os pigmentos são insoluveis no meio, enquanto os corantes são translucidos e
soluveis no meio.
Há duas categorias básicas de pigmentos:

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Proporcionam volume a um custo relativamente pequeno. Oferecem um poder


de cobertura muito menor do que TiO 2 e interferem em diversas características,
incluindo brilho, resistência à abrasão e retenção exterior de cor, entre outras.
Algumas das cargas usadas mais freqüentemente são:
• Argila: silicatos de alumínio (também chamados de caulim ou argila da China)
são usados principalmente em pinturas de interiores, mas também em
algumas pinturas exteriores. Calcinada (aquecida para remover a água e criar
ligação entre as partículas e o ar), a argila proporciona maior poder de
cobertura que a maioria das cargas em tintas porosas; a argila delaminada
aumenta a resistência a manchas.

• Sílica e silicatos: proporcionam excelente resistência à escovação e à abrasão.


Muitos deles têm grande durabilidade em pinturas exteriores.

• Sílica diatomácea: é uma forma de sílica hídrica que consiste em antigos


organismos unicelulares fossilizados. É usada para controlar o brilho em tintas
e vernizes.

• Carbonato de cálcio: também chamado de giz, é um pigmento de uso geral,


baixo custo e reduzido poder de cobertura, usado tanto em tintas para exterior
como nas para interior.

• Talco: silicato de magnésio - é uma carga de uso geral relativamente macio


usado em tintas para exterior e interior.

• Óxido de zinco: É um pigmento reativo muito útil por sua resistência a mofo
(bolor), como inibidor de corrosão e bloqueador de manchas. É usado
principalmente em fundos e em pinturas exteriores .

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São os pigmentos que proporcionam a brancura e as cores; são também a
principal fonte do poder de cobertura.
O dióxido de titânio (TiO 2), é o principal pigmento branco. Tem as seguintes
características:
• Proporciona uma brancura excepcional ao dispersar a luz.
• Proporciona brancura e poder de cobertura em tintas foscas e brilhantes,
tanto úmidas como secas ou reumedecidas.
• É relativamente caro.
• O uso de um extensor (ou carga) correto garante o espaçamento adequado
(veja seção abaixo) das partículas de TiO2 para evitar o acúmulo e a perda do
poder de cobertura, especialmente em tintas foscas ou acetinadas.
• Em tintas para exterior têm maior tendência à calcinação do que a maioria
dos pigmentos coloridos.
O pigmento polímero esférico opaco é o segundo pigm ento branco mais
usado. É usado em conjunto com o TiO 2 para proporcionar dispersão e
espaçamento adicionais. Pode ajudar a reduzir o custo de formulação da tinta e
aprimorar certos aspectos da qualidade da tinta.
Pigmentos coloridos proporcionam cor pela absorção seletiva da luz. Há dois
tipos principais:
• Orgânicos: Incluem os de cores mais brilhantes, alguns dos quais são
bastante duráveis no uso em exteriores. Exemplos de pigmentos orgânicos
são o azul ftalo e o amarelo.
• Inorgânicos: Geralmente não são tão brilhantes quanto as cores orgânicas
(muitos são descritos como cores terrosas), são os pigmentos exteriores mais
duráveis. Exemplos de pigmentos inorgânicos são o óxido de ferro vermelho,
o óxido de ferro marrom e o óxido de ferro amarelo.
Os pigmentos coloridos são combinados em dispersões líquidas chamadas
corantes, que são adicionadas no ponto de venda às bases de pigmentação
(mixingmachine). Na fábrica, os pigmentos de cor são usados nas formas de pó
seco ou líquido no preparo de tintas pré -embaladas.

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Os pigmentos básicos são divididos em dois grupos, os pigmentos


inorgânicos e os pigmentos orgânicos.
São considerados pigmentos inorgânicos todos os pigmentos brancos, cargas
e uma grande faixa de pigmentos coloridos, sintéticos ou naturais, de classe química
de compostos inorgânicos (1)

Pigmentos Cargas Rutilo

Inorgânicos Dióxido de Titânio

Pigmentos verdadeiros Anatase

Naturais

Óxido de ferro

Sintéticos

. Cromatos de Chumbo

Cromatos de Zinco

Verdes de Cromo

Pigmentos verdadeiros Azul de Prússia

Sulfetos e Sulfonetos de Cádmio

Óxido de Zinco

Óxido de Cromo

Azul de Ultramar
Negro de Fumo

Pigmentos metálicos

Fosfato de Zinco

Silico Aluminato de Sódio

Pigmentos verdadeiros Niquel Titanatos e Cromos Titanatos

Bismuto Vanadatos

Azuis e Verdes de Cobalto

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Os Pigmentos orgânicos como o próprio nome indica, são substancias


orgânicas insolúveis no meio em que estão sendo utilizadas e normalmente não tem
características ou funções anticorrosivas. Apresentam-se na forma de pequenos
cristais das mais variadas formas, porém normalmente aciculares, ou seja, na fo rma
de pequenas agulhas esses pequenos cristais ( cristais primários na ordem de 0,0 a
0,1µm), devido á sua alta energia superficial e as condições ambientais como
utilidade, impurezas, cargas elétricas, etc. não se apresentam isoladamente, porém
em suas associações ( visando baixar a energia superficial), que podem ser dos
tipos agregados ou aglomerados.
Para utilização em pleno potencial de benefícios em tintas e vernizes, por
exemplo, devemos processar essas associações cristalinas das partículas primárias
visando sua dissociação e a obtenção, no maior grau possível, de cristais primários
no meio liquido da solução de resina ou aditivos. Esse processo é chamado de
moagem e o estado finalatingido é a dispersão do pigmento.
Todos os pigmentos orgânicos apresentam em sua estrutura química
grupamentos denominados cromóforos que são responsáveis pelo fenômeno cor.
Apresentam ainda grupamentos chamados auxocromo, que são aqueles
quemodificam e/ou intensificam a propriedade de cor como a intensidade, t onalidade
e limpeza

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-N=N- azo
-CH=N- azometino
=C=O carbonil
-N=NO azóxi
=C=S tiocarbonila
-N=O nitroso
=C=C= etenodileno

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-OH Hidroxila
-NH2 Amino Primario
-NH-R Amino Secundário
-N-R Amino Terceário
OCH2 Metoxila
-CH3 Metila
-Br Bromo
-Cl Cloro

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Os óxidos de ferro, naturais e sintéticos, possuem uma grande importância no
mercado de pigmentos pela sua ampla variedade de cores, baixo custo estabilidade
e pela sua natureza não tóxica.

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Pigmentos de óxidos de ferro natural são descritos na tabela 3. 6.1A, 3.6.1B e


3.6.1C, se observa que o conteúdo de ferro (Fe2O3) varia de tipo para tipo e de
fonte para fonte. As várias classificações do minério utilizadas pela indústria muitas
vezes se baseiam no nome da região onde eles são derivados e não em uma
classificação mineral exata.
Os óxidos de ferro naturais são usados como pigmentos de cores primárias
em tintas industriais, plásticos, papel e cerâmica. Os óxidos de ferro marrom
metálico são usados em tintas para estruturas metálicas conferindo cobertura de
baixo custo, e também como pigmento que protege o veiculo orgânico de
degradação de luz, intemperism o ácido e álcalis. Em alguns casos, o pigmento
promove uma barreira que ajuda evitar a passagem de umidade até o substrato.
As propriedades dos óxidos de ferro natural variam de acordo com a fonte de
onde são extraídos. Alguns minérios de ferro estão associados, por exemplo, com
quartzo, que é muito difícil de der moído; outros com o sulfato ou matéria orgânica.
Assim, estes devem ser submetidos a tratamentos específicos como calcinação,
moagem aquosa, etc. para eliminação das impurezas indesejadas.
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Estes representam o maior segmento dos óxidos de ferro sintéticos e são


produzidos seguindo-se um dos quatro processos a seguir:

• c 6#02(0c .-c '3&)#2-c )%00-'-c ; c c Este é calcinado a altas


temperaturas para produzir uma linha vermelha conhecida como copperasreds, o
processo envolve duas etapas de calcinação com as seguintes reações:


c
O produto calcinado é então lavado, seco moído e embala do. Este processo
permite a produção de uma faixa de cores que varia dos tipos claros e escuros. O
tipo de partícula obtido por esse processo é esferoidal.

• -0c 60%*(6(2#+,- ± Em meio aquoso, a reação consiste na nucleação


na qual germes cristalinos são formados pela reação de sal de ferro e um álcali. Os
germes são então deixados crescer em presença de uma solução de sal ferroso,
limalhas de aço e ar (oxigênio). O ferro se dissolve e é precipitado sobre os germes,
causando seu crescimento. O tamanho da partícula determina a cor do produto. A
um determinado momento da reação o óxido de ferro é precipitado é filtrado e seco.
A partícula formada é do tipo romboédrico. È possível obter uma ampla variedade de
cor por esse processo e o produto obtido apresenta partículas macias e
desprezíveis.

• c 6#02(0c .-c 4/(.-c .%c )%00-c 60%2- ± Este é submetido à calcinação,


com a reação podendo ser representada como segue:

O óxido ferro preto sintético, já lavado é geralmente usado como fonte de


alimentação para esse processo, em que a etapa de lavagem pode ser dispensada.
O produto é moído e embalado.
• c6#02(0c.-c4/(.-c.%c)%00-c#5#0%&- ± o processo é semelhante ao do
óxido preto, mas as partículas formadas nesse caso são derivadas do óxido amare lo
e por isso são aciculares (forma de agulhas). As propriedades do óxido de ferro
vermelho sintético varam com o processo de fabricação, bem como o tipo de óxido
obtido, como veremos a seguir:

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Os primeiros amarelos foram obtidos a partir do minério de ferro,


principalmente ocres e sienas. Para superar desvantagens existentes nos depósitos
do produto natural, como mudança de cor pureza química, desenvolveu -se a síntese
dos óxidos amarelos.
Os três principais métodos de produção são:

• 0-*%''-c %11(5#1-67 ± O primeiro passo é a formação de


pequenos núcleos ou germes cristalinos, obtidos pela reação álcali com uma
solução de sulfato ferroso em presença de ar, sob condições que produzam núcleos
extremamentes finos. A reação abaixo esquematiza essa etapa:

Os núcleos são transferidos para um vazo de reação contendo limalha de aço


e sulfato ferroso diluído. Em presença de ar, o sulfato ferroso é oxidado ao óxido
amarelo que precipita sobre os núcleos, causando seu crescimento. A oxidação leva
à produção de ácido sulfúrico, que reage com o ferro metálico, regenerando o sulfato
ferroso. A reação continua até o cristal atingir o tamanho apropriado para cor
desejada. A reação envolvida é:

O produto é então lavado, seco, moído e embalado.

• 0%*(6(2#+,-c.(0%2# ± Este processo se inicia com um núcleo cristalino


como no processo anterior. Estes são levados para o vaso de reação que contem
uma solução de sulfato ferroso. Ar e um álcali (Amônia ou soda caustica) são
adicionados sob condições controladas. O oxigên io oxida o sal ferroso ao óxido
amarelo, que precipita sobre os núcleos, que começam a crescer. O ácido sulfúrico
é neutralizado pelo álcali adicionado.

A principal diferença entre esse processo e o outro é que não se utiliza


limalha na etapa de crescime nto.
• 0-*%''-c #1(&(1# ± A produção envolve a redução de nitrobenzeno,
utilizando ferro como agente redutora reação envolvida.

Os óxidos de ferro amarelo apresentam uma estreita faixa de distribuição de


partículas, o que aumenta a pureza da cor. A Foto a seguir mostra a foto micrografia
eletrônica do produto, na qual se observa que ele apresenta partículas de forma
acicular.

Pelo fato do óxido amarelo conter uma molécula de água hidratada, ele esta
sujeito a limitações de temperatura ± ele perde sua água de hidratação por volta de
180°C ± que podem torná-lo marrom e, eventualmente vermelho. Desasa forma, há
restrições quanto ao seu uso em aplicações plásticas. Mas o fato de partículas de
óxido amarelo apresentar forma acicular representa uma característica importante
para indústria de gravação na formulação de fitas de áudio e vídeo.
c  c  8 c8 9 8 c

As propriedades técnicas de aplicação dos pigmentos estão diretamente


relacionadas com as características de sua estrutura e com seu estado físico, ou
seja, dos cristais de pigmento, (forma, tamanho, tratamento físico e químico durante
o processo de fabricação, etc.), e, por isso, a definição do tipo de pigmento a ser
usado em cada caso deve ser levando em consideração essas características físico -
químicas, ao lado das características da cor.

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Cada pigmento, de acordo com sua estrutura química e seu processo de


fabricação, possui uma determinada capacidade de tingimento. Pata se avaliar essa
capacidade individual em relação a outros pigmentos, costuma -se relacionar a
quantidade ou proporção entr e o colorido e o dióxido de titânio, com o qual se atinge
uma intensidade de cor padronizada. Esses dados devem ser tomados com cuidado,
pois essa intensidade pode variar de acordo com o veiculo utilizado, ou conforme as
condições de dispersão empregadas. Quanto maior o teor de titânio a ser misturado
com determinada quantidade de pigmento para de obter a intensidade padrão, maior
será a intensidade ou o poder de tingimento desse pigmento em relação a outro
pigmento. Os pigmentos orgânicos em geral têm um p oder de tingimento mu ito
maior do que os inorgânicos

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Um dos aspectos mais importantes quando se trabalha com pigmentos é sua


durabilidade, ou propriedade de permanência sem alteração da sua cor.
A isso chamamos resistência ou solidez a luz. A luz do sol contem radiações
de vários níveis de energia, sendo a radiação ultravioleta a mais energética e a mais
destrutiva para as moléculas de pigmentos.
Ao incidirem sobre uma partícula de pigmento, os raios ultravioleta causarão
uma quebra de ligações químicas, principalmente dos grupos orgânicos insaturados
que compõe o grupo cromóforo do pigmento.
Nesse momento as moléculas não fornecerão mais cor e ocorre o que se
chama de desbotamento (perda de intensidade ou alteração de tonalidade). Es se
será tanto mais intenso ou mais rápido quanto menor for a proteção dos grupos
cromóforos na molécula de pigmento, ou menor a força de ligação entre química dos
átomos componentes, ou ainda quanto mais desprotegido estiver o pigmento no
veiculo de camada, como por exemplo na tinta. Ou consequentemente, quanto maior
a incidência de raios ultravioletas mais rápidos será sua degradação.
Para avaliar a solidez dos corantes á luz, estipulou -se uma coleção de 8
diferentes corantes azuis tingidos em tecidos , q ue é a escala de azuis ou escala de
lã.
Ao corante que fornecia tingimento que não desbotavam sob a luz do sol
durante um período de 2 anos, foi dado o grau 8. Subsequentemente cada grau
inferior corresponde à metade do tempo anterior, ou seja, o grau 7 c orresponde a
um ano e assim por diante.
Para períodos abaixo de um ano, devemos considerar que a época de verão
é a mais agressiva e a que de inverno, sendo que um mês de exposição no verão
equivale a quatro meses de exposição no inverno. Dessa maneira um a afirmação de
que o pigmento é estável por 3 meses pode ser muito imprecisa.
Como os diversos aparelhos que existem para um teste artificial de solidez a
luz possuem variáveis distribuições e intensidades espectrais na sua fonte de luze
inclusive variações dessa intensidade conforme o tempo de vida dessa fonte, a
maneira correta que encontramos para avaliação d solidez à luz é através de
comparação com a escala azuis, exposta às mesmas condições. Desse modo, a
escala de azuis tem se mostrado muitoadequada como medida de energia luminosa
para qual um determinado matéria tenha sido exposta. Ela é de uso simples e a
avaliação independe do número de horas gastas durante a exposição à luz.
De um trabalho realizado na cidade de FrankFurt (MALIN) no período de maio a
agosto de 1972, foram obtidos os seguintes dados de solidez à luz solar,
correspondentes aos graus de 1 a 8 da escala de azul.
 c  c"c c
c  c c 
 c  cc c
c  c c  c

Por essa razão, os valores indicados no catalogo dos fabricantes são


relacionados às escalas dos azuis e expostos à luz solar sob uma placa de vidro em
ângulo de 45° voltado para o sul, determinados conforme norma DIN 54.003.

  c c   c c

Na arte da pintura, assim como na fotografia e outras artes, compreender as


bases da teoria da cor, é um conhecimento indispensável para o sucesso na correta
utilização e combinação das mesmas.
A teoria da cor compreende um conjunto de regras básicas que permite m misturar
as cores para conseguir um resultado desejado. Devemos entender que as cores
são tanto produzidas por pigmentos, como produzidas por luz.
Assim como os pigmentos e a luz se comportam de forma diferente em termos de
como eles se combinam para criar as cores, assim também são diferentes as regras
para lidar com cada um deles.
Uma boa compreensão da teoria das cores compreende temas que
abordaremos sucessivamente, neste blog, mas como sempre e mais uma vez, só a
traves da pratica, este conhecimento teórico fará algum sentido.
  c
 c c c    c

   c   c

Ao falarmos de cores, temos que diferenciar duas linhas de pensamento


distintas: a Cor-Luz e a Cor-Pigmento. A cor-luz baseia-se nas emissões da luz solar
e pode ser vista percebida através dos raios luminosos e da sua decomposição a
traves de um prisma.
A cor-pigmento refere-se à substância usada para imitar os fenômenos da
cor-luz. Estas cores podem ser extraídas da natureza, de materiais de origem
vegetal, animal ou mineral, como resultado de processos de processos industriais,
que dão origens aos pigmentos.
 c   c
c c c

Modelos de cor referem-se ao padrão de representação e estudo das cores e


as suas combinações. Estes modelos servem para estudar o comportamento da cor
em diversos âmbitos. Alguns dos modelos de cor mais conhecidos, englobam -se em
dois grandes grupos, Modelos de cor aditiva e Modelos de cor subtrativa.
O modelo de cor aditiva mais conhecida é o Modelo RGB, alem do modelo
tradicionalmente utilizado em Belas Artes. Entre os modelos de cor subtrativa mais
conhecidos, temos o Modelo CMY e o Modelo CMYK.
 c   c
c c c

c   
c
c; c   <

Quando falamos estritamente em termos de conceitos de pintura artística


tradicional, vermelho, amarelo e azul são as cores primárias e puras a partir das
quais todas as restantes cores são obtidas. Este modelo é conhecido como modelo
de ³Cor subtrativa´ e do qual muitos de nó s aprendemos na escola através da
mistura das cores primárias.
Fora do âmbito da mistura da cores pigmento, este modelo, baseado nas
cores primarias nomeadas, é raramente utilizado. Para efeitos impressão, as cores
utilizadas nos modelos de cor subtrativa, são o ciano, magenta e amarelo, este
modelo é chamado ³CMY´.
Neste modelo, o preto é criado através da mistura de todas as cores, e o
branco é a ausência das cores (assumindo que o papel é branco). Este modelo
corresponde também a um sistema de ³Cor subtrativa´. A combinação dos primários
dá como resultado uma cor preta suja ou indefinido, pelo que é possível adicionar a
cor preta obtida por outros meios, quando assim for, o modelo u tilizado é o ³CMYK´.
No Modelo CMK o circulo cromático é baseado nas cores primarias ciano,
magenta e amarelo, cuja mistura dão como resultado o vermelho, verde e azul,
como cores secundárias.

  c
c
c; c
 <c

Existem por tanto outras áreas d e aplicação da cor e outros modelos de


estudo da cor. Os modelos de cor baseados nas misturas de pigmentos
correspondem a modelos de cores subtrativas. Quando misturamos cores de luz,
usualmente Vermelho/Verde/Azul, estamos a utilizar um modelo de ³Cor Adi tiva´.
Podemos nos referir a este sistema através do conhecido modelo ³RGB´.
Todas as possíveis cores podem ser criadas através da mistura destas três cores
luz. Todas estas cores quando misturados em partes iguais produzem o branco;
quando não existe nenh uma cor luz, obtemos o preto.
Este sistema de ³Cor Aditiva´ aplica-se aos monitores de computador,
televisão e vídeo projetores, todos os quais resultam da combinação das cores
vermelho, verde e azul, cores primárias do círculo cromático para este modelo
³RGB´.
A luz branca é composta das três cores primárias no modelo de cor aditivo,
mas combinando essas mesmas cores em pigmento, ou seja, no modelo de cor
subtrativa, o resultado será uma cor negra.

 cc    c

O círculo cromático, tradicionalmente é representado como o próprio nome


indica, por um círculo com 12 cores: três primárias, três secundárias (formadas pela
mistura das primarias) e seis terciárias, criadas pelas misturas das primárias com as
secundárias.
No âmbito artístico, normalmente são utilizadas como cores primarias o
amarelo, azul e vermelho, com as cores secundárias, laranja, violeta e verde,
resultantes da mistura das cores primarias.
As misturas de cores primárias formam as secundárias:
• Amarelo misturado com azul em partes iguais dão como resultado o verde
• Azul misturado com vermelho em partes iguais dão como resultado o violeta
• Vermelho misturado com amarelo em partes iguais dão como resultado o
laranja

A partir destas cores, muitas outras são criadas, por adição do negro para
formar as sombras o cores escuras e por adição de branco para formar as luzes,
cores claras ou cores pastel. Esta gradação das cores conforma outras das suas
características, as tonalidades, tema que abordaremos num próximo artigo
 c c   c

As cores complementares são aquelas que se localizam diametralmente


opostas no círculo cromático. O complemento de uma cor primária será uma cor
secundária. O complemento de uma cor secundária será uma cor primária.
O complemento de uma cor intermédia será outra cor intermédia.
O complemento de uma cor primária é a cor resultante da mistura das outras

duas cores primárias.

Por exemplo, a cor complementar do vermelho, será o verde, porque esta cor

se obtém a partir da mistura das outras duas cores primarias que não o vermelho, ou

seja, o azul e o amarelo. O complementar de uma cor secundária e aquela cor que

não interveio na obtenção de dita cor.

Assim o complementar da laranja será o azul, isto é a cor que não interveio na

formação da laranja.

c c
 c   c
c c c

Muito se associa o conceito de temperatura de cor com a sensação térmica


psicológica que elas causam ou com o calor físico dissipado por uma fonte de luz,
mas na verdade o termo é usado para indicar com precisão a cor aparente deuma
luz emitida, ou seja, o seu matiz
c

O uso do termo temperatura está associado aos experimentos do físico


britânico William Thomson, também chamado de Lord Kelvin, que no século XIX
criou um método que podia mensurar o desvio da luz branca e definir exatamente
quando um corpo começa a irradiar luz visível. Esse experimento consistia em
aquecer um bloco de carbono (mais tarde chamado de ³corpo negro´) até o p onto de
sua fusão. Kelvin percebeu que o calor faz com que um corpo comece a produzir
energia, e conforme a sua temperatura aumenta, produz luz em diversos
comprimentos de ondas visíveis, gerando vários matizes.
Até certa temperatura as ondas de calor irr adiam ondas infravermelhas,
portanto não visíveis aos olhos, passando por todas as ondas do espectro visível até
chegar às ondas ultravioletas, também invisíveis aos olhos humanos. A partir dessas
temperaturas, aferidas na grandeza kelvin (onde 0K = -273,3ºC), criou-se uma
escala que relaciona um matiz gerado por uma fonte de luz com o calor necessário
para consegui-lo.

Percebemos através da imagem acima que, ao contrario do fenômeno


psicológico, quanto maior a temperatura de cor, mais ela tende ao azu l, portanto
menor é a sensação psicológica de calor e vice -versa. Temperatura de cor e
temperatura psicológica da cor são conceitos inversamente proporcionais.

c  c   c c


c c=>c

Todo corpo que recebe calor emite radiação. Um ferro de passar, por
exemplo, quando ligado emite ondas de calor sensíveis ao tato. Porém, essa
radiação, por ter uma temperatura baixa, não é visível aos olhos, estando na faixa
das ondas infravermelhas. Entretanto nem toda fonte de luz necessita da mesma
quantidade de energia para acelerar os átomos e assim gerar luz em seu espectro
visível. Isso quer dizer que quando nos referimos a um matiz com temperatura X,
isso não quer dizer necessariamente que ele alcance aquela temperatura física , mas
que,por analogia, seu matiz tem o valor igual ou parecido com um matiz gerado por
incandescência naquela determinada temperatura .Isso se chamatemperatura
correlata de cor c Sendo assim,qualquer fonte de luz que não trabalhe por
incandescência ou que têm seu matiz alterado po r algum meio, são analisadas por
TCC
Um modo fácil de entender esse conceito é pensar numa lâmpada comum.
Este tipo de lâmpada atua pelo aquecimento de um filamento que transforma
energia elétrica e m energia térmica e em luz. Este filamento quando aquecido pode
chegar até 3000ºC (3273 K), que faz com que a luz emitida por ele seja de tom
amarelo-alaranjado. Ao usarmos esta lâmpada diante de uma superfície translúcida
azul, estamos aumentando a sua temperatura de cor para uma t emperatura de cor
correlata sem alterar a sua temperatura física c
A tabela a seguir mostra diversas fontes de luz com as respectivas
temperaturas de cor correlatas

Tabela 4.2.1.1ª ± TEMPERATURA DE COR

TEMPERATURAc FONTE DE LUZc


c c
25.000k c Céu de dia no Pólo Norte c
13.000k c Céu ligeiramente encoberto c
12.000k a 9.000k c Céu azul aberto c
7.500k a 6.500k c Céu encoberto c
6.500kc Lâmpada Fluorescente do tipo ³luz do
dia´c
6000kc Lâmpada de Mercúrio c
6.000k a 5.500k c Luz do sol durante a maior parte do
diac
5.600k a 5.500k c Flash Eletrônico c
5.500k a 5.000k c Luz do sol ao amanhecer ou
entardecer c
5.000kc Lâmpada de Xenônio c
4.500kc Arco Voltaico c
4.500kc Lâmpada Fluorescente do tipo
³branca fria´c
4.100kc Luz do luar em noite de lua cheia c
4.000kc Lâmpada de Flash do tipo bulbo c
3.500kc Lâmpada Fluorescente do tipo
³branca quente´ c
3.400kc Lâmpada de Estúdio do tipo photo -
flood tipo A c
3.200kc Lâmpada de Estúdio do tipo photo -
flood tipo B (halógena) c
3.200kc Nascer/Por do sol c
3.000kc Lâmpada incandescente comum
(tungstênio)200W c
2.680kc Lâmpada incandescente comum
(tungstênio)40W c
2.000kc Lâmpada de vapor de sódio
(iluminação publica) c
1.700kc Candeeiro/Luz de vela c
1.200kc Luz do fogo c
c

  c  c9  c c c

Há uma grande confusão a respeito das terminologias ³luz quente´ e ³luz fria´.
Não é para menos, pois misturam-se aqui três conceitos: o calor que uma luz
produz, a temperatura de cor e a sensação psicológica que esta luz provoca .
Uma lâmpada fluorescente comum pode chegar até 6500K de temperatura
correlata de cor, porém, ela tem uma radiação de calor menor que uma lâmpada de
filamento. Isso acontece porque elas trabalham não com incandescência, mas usam
a eletricidade para energizar os átomos dos gases que compõem sua estrutura. Por
esta baixa emissão de calor, são chamadas de lâmpadas de ³luz fria´. Embora a luz
seja fria, ela pode assumir qualquer temperatura de cordependendo de como foi
balanceada, e é essa temperatura de cor que vai influenciar, em orde m inversa, nos
aspectos psicológicos do observador.
Ou seja, uma mesma fonte de luz pode assumir três aspectos distintos:
temperatura física (irradiação de calor), temperatura de cor (matiz) e temperatura
psicológica (cores frias e quentes) Abaixo estão alguns exemplos de como esses
três fatores podem se misturar em uma mesma referência luminosa:
• ?56#.#'c(1*#1.%'*%12%' Luz quente (alta dissipação de calor), de
baixa temperatura de cor (3000K) produzindo uma cor de temperatura psicológica
quente (amarelo);
• ?56#.#'c (1*#1.%'*%12%'c *-5c )(&20-c #@3& Luz quente (alta
dissipação de calor), de alta temperatura de cor (supondo entre 4000 e 5000 k)
produzindo uma cor de temperatura psicológica fria (branco -azulado);
• ?56#.#'c&3-0%'*%12%'c.#A&(B72 Luz fria (baixa radiação de calor),
de alta temperatura de cor (5500K), produzindo uma cor de temperatura psicológica
fria (branco-azulado).
• ?56#.#'c &3-0%'*%12%'c  Luz fria (baixa radiação de calor), de
baixa temperatura de cor (4000K), produzindo uma cor de temperat ura psicológica
quente (branco-amarelado).

 cc c
cc

A luz do sol, também denominada luz natural, é utilizada como referência de


ideal de iluminação, pois todos os seus comprimentos de ondas estão em harmonia,
gerando assim a luz branca. Ela naturalmente é a mesma em todos os horários,
porémasua temperatura de cor pode variar por causa da sua posição em relação à
atmosfera terrestre, que filtram determinadas cores pelas partículas de poeira,
poluição e água entre as moléculas de gás que a compõe.
As ondas de maior comprimento, como os tons avermelhados, contornam os
obstáculos mais facilmente, enquanto as curtas, como os azulados, são desviados e
acabam se espalhando pelo céu. Por isso o sol nos parece amarelo, pois é a mistura
das ondas longas que chegam até nossos olhos.
Conforme o sol muda sua posição em relação à Terra, seus raios têm uma
área maior para atravessar e as ondas longas também vão sendo espalhadas no
céu em ordem crescente até chegar ao vermelho, que por ser a cor de maior
comprimento de onda, é a última a desaparecer até que o sol esteja totalmente
abaixo do horizonte.
 c c cc

c  c8
 c
c  
c
c c= >c

O IRC é uma unidade de medida usada para avaliar o quanto a luz artificial se
aproxima da natural. Quanto mais próximo de 100% for o índice de uma fonte de luz,
mais fiel será a reprodução de uma cor. Abaixo está listada uma faixa provável de
IRC:
• $#(/-c.%cc reprodução precária
• 120%cc%cCccreprodução satisfatória
• 120%cCc%cDc reprodução boa
• 120%cDc%cccreprodução excelente
c
 c %&#240(-c)(1#&c

 c
c  
c

Os resultados deste projeto estão sendo satisfatórios já conseguimos produzir com


sucesso algumas amostras do pigmento, nosso maior desafio é reduzir o custo
deste pigmento e fazer certas modificações para que ele fique com melhor
qualidade.
 c

Concluímos que o pigmento produzido através da sucata pode ser uma das
soluções de mudanças nesta época em que se prezam cada vez mais soluções
ecológicas, existem grandes vantagens por ele ser mais resistente a temperaturas
elevadas e ambientes com PH alto ou baixo, porém existem controversas uma delas
é o preço de produção e modo mais econômico de produção deste pigmento que
são desafios que vamos nos propor a tentar solucionar para produzir um pigmento
de qualidade com baixo custo de produção.
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
c
 c    c

i cci  c  cccc c cc c


cccc
c
c ic c c c ccc
 c  c
 c c!c"cc
c

c

c 
ccc c c cccci  c
c c c c#cc
c
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cc
c@$ c cc% cccc  c&c
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c
ici
 c  )   ) ) c c
(*(*(cc'(c cc

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