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Paciente feminina, 16 anos, solteira, comparece no pronto

atendimento, acompanhada de sua mãe, com queixas de náuseas


e vômitos de difícil controle. Refere atraso mestrual. Normal ao
exame físico. Feito diagnóstico de gravidez. A paciente ao saber
do diagnóstico de gravidez verbaliza o desejo de levá-la a termo.
O médico, por suspeitar que a paciente tenha comportamento de
risco - uso de drogas IV - solicita pesquisa do anti-HIV, sem
conhecimento da paciente e de seu responsável. O resultado é
positivo.

É feita a consulta ao Comitê de Bioética sobre as seguintes


questões:

 Qual a conduta que deve ser tomada pelo profissional que


vai atendê-la no pré-natal ?
 A informação do resultado do teste HIV deve ser revelada ?
 A quem esta informação deve ser revelada ?
o À paciente ?
o À mãe da paciente ?
 Qual a conduta frente ao namorado atual da paciente ?
 Qual a conduta frente ao grupo de pessoas que
compartilharam o uso de drogas com ela ?
 Qual a conduta frente a gravidez ?

O Serviço de Ginecologia solicita uma consultoria ao Comitê de


Bioética do hospital.
Uma paciente feminina, 23 anos de idade, no quarto mês de
gravidez realiza exame ecográfico e é diagnosticada a presença
de feto anencefálico. Ao ser informada do fato, a paciente e seu
marido solicitam que seja interrompida a gravidez. Os membros
do serviço de ginecologia tem pareceres diferentes com relação a
melhor conduta a ser tomada e solicitam uma consultoria ao
Comitê de Bioética com os seguintes questionamentos:
a) é moralmente aceitável indicar o aborto nestas circunstâncias?
b) é moralmente aceitável a alternativa de levar a gravidez a termo
e eventualmente usar recém nascido após sua morte como
doador de órgãos?
Baby Doe foi um bebê que nasceu em 1982, em Bloomington, no
estado de Indiana, com malformações múltiplas. Os seus pais se
negaram a assinar um termo autorizando a realização de uma
cirurgia corretiva da fístula, que tinha 50% de chances de lhe
salvar a vida. Os pais, que tinham outros dois filhos sadios,
alegaram que a criança era muito comprometida. Solicitaram,
ainda, que fosse suspendida a alimentação e os demais
tratamentos. A equipe médica solicitou à Justiça autorização para
realizar a cirurgia, suspendendo, temporariamente o pátrio poder.
A Justiça negou em primeira instância. A promotoria apelou e a
Suprema Corte do Estado de Indiana se negou a apreciar o caso.
Foi feita a tentativa de apelar para a Suprema Corte dos Estados
Unidos. O bebê, aos seis dias de vida morreu, não dando tempo
para que fossem feitas outras tentativas. O advogado da família
alegou que a mãe esteve sempre ao lado do bebê. Afirmou que
"não foi um caso de abandono, mas sim de amor".

 Quais são os deveres do profissional para com o paciente ?


 Quais são os deveres do profissional para com as outras
partes envolvidas ?
 Qual a maior objeção que pode ser feita na identificação da
convergência dos deveres ou nos argumentos utilizados
para chegar nesta conclusão ?
 Como o conflito ético o que poderia ter sido prevenido ou,
pelo menos, atenuado ?
Na publicação "Vidas em Revista", de 08 de março de 2004, foi
publicada uma reportagem onde há o relato da
eutanásias realizadas no hospital Salgado Filho, no Rio de Janeiro,
pelo auxiliar de enfermagem Edson Isidoro Guimarâes, em 1999.
Ele afirmava que fazia isto por compaixão, para aliviar o
sofrimento dos pacientes, que podiam ser jovens ou velhos. O
método utilizado consistia na injeção de cloreto de potássio ou no
desligamento do equipamento que fornecia oxigênio aos pacientes.
Foram apuradas 153 ocorrências deste tipo em seus plantões,
com as mortes ocorrendo entre as duas e as quatro horas da
manhã. Destas, quatro foram comprovadas e assumidas pelo
auxiliar de enfermagem, que foi julgado e condenado a 76 anos de
prisão, em 19/02/2000. A sua pena já foi reduzida duas vezes,
primeiro para 69 anos e depois para 31 anos e oito meses. Havia
o envolvimento de empresas funerárias que pagaram entre 40 e
60 dólares norte-americanos por paciente encaminhado.

1.É moralmente aceitável aceitar a eutanásia nestas


circunstâncias?
2.Qual o dever do profissional de enfermagem com o paciente?
Interna por dificuldade respiratória progressiva. No momento da
internação queixa-se de muitas dores que não estão sendo
controladas por um esquema analgésico muito forte, a base de
morfina por via oral, que também lhe provoca muitos sintomas
desagradáveis (náusea, tontura e constipação rebelde).

O paciente tem conhecimento do seu diagnóstico bem como sua


família. No seu primeiro dia de internação pede ao seu médico
assistente que não institua nenhuma medida terapêutica
extraordinária e que acelere sua morte. A família tem
conhecimento das vontades do paciente e fica dividida: a esposa
acha que o paciente deve ser atendido em seus desejos finais, ao
passo que seu filho único acha que os médicos devem fazer tudo
que estiver ao seu alcance para mantê-lo vivo .

O paciente em uma madrugada apresenta um quadro de


insuficiência respiratória aguda, decorrente de um episódio de
aspiração de vômito. A equipe de plantão decide transferir o
paciente para a Unidade de Tratamento Intensivo, uma vez que o
médico assistente não havia sido localizado, não havia qualquer
recomendação de conduta em prontuário, o paciente estava
sofrendo e a família estava dividida com relação aos limites de
tratamento.

Na UTI o paciente é intubado e responde bem ao tratamento


clínico com antibióticos, mas permanece clinicamente instável,
com episódios convulsivos , dor e dificuldade respiratória
progressiva.

O paciente insiste em retornar para seu quarto com o apoio de


sua esposa. Seu pedido é atendido por seu médico. O falecimento
ocorre em 4 dias, diante de um novo episódio de infeção
respiratória, que o seu médico, sem consultar a família, decide
não mais tratar.

Qual a conduta correta a ser tomada pelo profissional da saúde


neste caso?
Uma paciente de cinco anos de idade com insuficiência renal
progressiva não tem conseguido se adaptar bem à hemodiálise
crônica. A equipe médica está considerando a possibilidade de
realizar um transplante renal, mas a sua probabilidade de sucesso,
neste caso, é "questionável". Contudo, existe uma "possibilidade
clara" de que o rim transplantado não seja afetado pela doença
existente. Os pais da paciente concordam com a possibilidade de
realizar o transplante, mas um obstáculo adicional é apresentado:
a paciente tem características de histocompatibilidade difíceis de
serem encontradas em um doador. A equipe médica não cogita a
possibilidade de utilizar os rins das duas irmãs, pois tem dois e
quatro anos, respectivamente, sendo muito pequenas para
doarem seus órgãos. A mãe, quando testada, demonstrou que
não é histocompatível. O pai, além de ser histocompatível, possui
características anatômicas circulatórias que favorecem o
transplante.

Em uma consulta, realizada apenas com a presença do pai, o


nefrologista dá a conhecer os resultados dos exames e comenta
que o prognóstico da paciente é "incerto". Após refletir, o pai
decide que não deseja doar seu rim à filha. Ele tem várias razões
para isto, tais como: medo da cirurgia de retirada do rim; falta de
coragem; o prognóstico "incerto", mesmo com o transplante; a
possibilidade, ainda que remota, de obter um rim de doador
cadáver; e o sofrimento que sua filha já passou. O pai solicitou ao
médico que "diga a todos os demais membros da família que eu
não é histocompatível". Ele tem medo de que se os membros de
família souberem a verdade, o acusarão de intencionalmente
deixar a sua filha morrer. Ele acredita que contar a verdade
poderá provocar a desestruturação de toda a sua família. O
médico, que ficou em uma situação incômoda, após ter refletido
sobre os pontos envolvidos, concordou em dizer à esposa que
"por razões médicas, o pai não podia doar o rim".

Qual a conduta correta a ser tomada pelo profissional da saúde


neste caso?

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