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ALEXiS LEÕNTIEV

O DESENVOI-UIMENTO DO
PSIOUISMO

I
Cics

i 5/ r.q3
Capt: l\nht (ìaitt
Un vefsidad) EstadLral de l\,,lafingá
I)igilrçaor 1ìí).Ji1?xe d Rogérit Boluttlto S stema (le Bibliotecas - BCE
lÌlitorâçio: Cotuxão Ltlìtorkl
I ()lolitos dc Capa: SM lìotolito
Nt .1 l7q2-A ít;
Inrfrcssaio c Aciìbâmcúot Proro DísÍrÌbüídorú e Gftí/ìc(1 l.ttId
R5 1ililIilltIililIililIilt]l]
Títuìo Oliginaì: Le tlévektppnent du psl-t:hiunc
1 ftd\ttot,r: H e I I e n R o baLk)
;;t. LËi;'u,"*'ÍiVÍ 0 0000 0 806 2

2" Dtliçiro: Outubro tle 2001

Dados Intemacionais de Catalogação na Publicação (CÌP)


Introdução.07
(Câmara Brasileira do LivÌo, SP, Brasil)
l)reÍácio da Pr-iIrreira Edição ( 1959).
PleÍácio da Sc-sunda Edição ( 1964).
Leonticv, Alexis, 1904-1979
O dcsenvolvimcnto do psiquismo / Âlex is
IiNSAIO SOBiìE O Dl-.SÌr.NVOI-VIMljN1'O DO PSìQUISMO
Lcontiev ; Itr-adrÌtor Rubcns ljdiìar.clo Frias]. -,
2- ed. -- São Paulo : Centauro,2004.
| - (J deserrvoìvirrento clo psiquisrììo animaÌ
Titulo Original crr fLancês: Lc dé\'eloppcmcnt
dLì psychjsnrc 1. EstLi:1ìa do p.sìtluisttto \entot.íel elementdr,21
Bibljografia 2. t slágìo do psìqLtìsno penepti,o,43
3. [i.sttígio do intcl(.c1.), 53
4. ('ar.rctcres aerdi.t.la bÌquìsna (1 inal,64
ì. (-on.cìrr ci.t 2 l(.out.r f"i(ologt:r
I l.icolôgir Ili.,ó iJ a P. cuìu-i.Ì- lcôr r,
II - Aparecimento da coÌ1scìência humana
rÌ1ótodos ctc. L Titulo

0.1 2408 CDD-150 u;ndições tle ttpdrecínento .la t:ot,tscìênci.t, j5


1. ,1,s
2. O c \luhe lcc iüÌcuÍ o do pensanento e do linguugen, ST

Índices para catálogo sistcmático;


Sobre o dcsenvoÌvirìtento da llistóriiÌ di! consciênciâ
l. Psiquisrno hrrrrrrrrro I I)sicoiogia 150

o cuN fAU Iì() Iit ) t'lÌ )Ìì^ L I 1tsìcologfu da tt)nscien.Ìa 95


'lì-avcssa Roberto Salì1â lìosiì. 2. tl constìêntìa prinìtiut 107
.Ì0
01304-010 - São Paulo - SI' 3- A cott.stìéncitt hunat at e Lt socicdatd( de cld.';ses,
'Itl ll .1976-2399 Tet./Fxx ll_3975,2203
E tDiÌil: rLirt{rlcrììtiluÍo@tcÍa.coÌìl.br
\!\t \!.fr tÌ1l LI I Ì.(lil()ril,con].br
A DI:,MAIìC]IItJ IIIS T(iRICA NO ES'I'(JDO DO PSIQUISMO TITJMANO

|. /'l\ la,,ri.)\ nalttratli\t.t\ hrtnrttt t l55


int l'\t(trlúltJ INTRODUÇAO
2. ',1 correníe socirtlógìca em psicologìa' 159
3. O tlesenvolvímenlo do dénurche" histt)tìtu ttu 1t;ìcologìtt
vniélk:a. 162
A obra psicológica de Alexis Leorrlicr' é clas ttrais nolÍivois da

nossâ época, c, tàdavia pouco conhecida nos paises


de lirrgr'ra lìanccsa As
4.O individuo nlcio o honten r 4 sot ìctttrtle l69
eo
iroJuç0", de alguns trabalhos seus^ dispersas por órgàos
cspcciâlizados
5. O tlesenvrtlvìtttcttto hidógitrt c \ó(:to-hislóri(:a do hontent ll I inlernQtbndle\ ì1 la
6. A apropríu1:ãtt ltclrt httnen tla expert'nci't tócìo-hí\l(itìcu l16 conto o Buttetíi tle psvchologie oLt tlLLs llcchercha\
lumÌère th.r nurxisttlc e a sua participação constaltc
em encontros
7. Os mccanìsntos lúnclontnt'ttt d't tr'tnp"t l'ttn'nr't n't "nlo{Lnesc Ltnünal
incontesÌável Faltava a
c humarut 186 ínternacionais valeram ao atltor tlnla âtltÔridâde
3.ls purl ìculdr idatles duJòtmttção dtts ttÇõcs íntelecludìs 195 obra furìdamer'ìtâl que aqui apreselltamos'
Trata-se rios eletlentos dc uma teoria do psiquist.no
9. O cérchra c 4.tíi\)ídade psíqttìca do ltoment,20l humano
Cont eÍèito' no
l,eonticv rccusa, l'ìo crtalìto, a qualificação de "teórico"
O MI]CANISMO DO REFLEXO SENSORIAL' 2]5 e dirigiu un.t
decurso de nleio século de atividade ciel'ìtíÍlca'
c1'etuou
o Btor-oclco E o socÌAL NO PSIQUISMO DO ìlOMllM, 2'19
O I IOMEM E A CT-ÌL]'IJRA, 277
nú*"ro"nnri,l"ravcldctraballìosexperimentais'Foiapartirdelesepara
mctodológicos c
O DI'SENVOLVIMENTO DO PSIQUISMO NA CRIANÇA.30] ,r,"tho, o. interpretar que se iÍÌteressou pclos problemâs
afirmar
lu" "ft"gou a uma conccpção de oonjtrnto Seria simplista dcmais
EO 'r,,u teoria cleve bastaÍìtc aÕ marxisnro enriquecendo-o' en
OS PIìINCiPIOS DO DESENVOT,VIMENTO PSÍQUICO NA CRIANÇA lu" o na lJnião Soviética'
PROI]LEMA DOS DEFICIF]NTES MENTAIS, 3JJ Jo"traparti.la, pelo simples 1àto clc Leontiev trabalhar
qlÌe o icvaralìl a ilefender a natureza sócio-
Foram as suas investigações
L O desenvolvimenlo mental dd crianç'! enqMlnlo Proce\so de
histórica clo psiqtrisrno humano c' a Paftir claí' a teoril tnarxista do
aproPrì11Ção da experiência humana' 339 desenvolvimetrto social tornavâ-se-lhe indispensável
2. O tlesenvttlvimento de Ltmd aptídão cotna proce!;\o de fòrnução de
lìxperintentaclor. Alexis ['eoutiev não limita o seu
horizortc ao
as ce reb ra i s Ji.t nc i ona ìs, 3 4 I cm que o
laboratório. Preocupa-se cotn os problemas da vidâ hunrana
s is te nt
de
3. O tlesenvolvimanlo inteleclual da citinç'1 enqttanla pracesst) comgrlcn!9 â pedagogiâ' a
das uç:ões menldís 348 psiquismo intervétn. O seu campo de estudos
forttação Mais diretanente
c.rltìt.a no seu corljunto, o p!-obleìlìa da personalidadc
Psicologia da
Índices dos autores citados. 353 ensina, dirige e org;niza a irlvestigação' criou a Faculdade.de
Universidaãe de úos",,,,. clc quc é decano, itttcrvém
c é consellìeiro em
filosófica e polílica
numerosos órgãos e olganisrrros da vida científicâ'
1) 1t \t t1r, lvtjt ttttt tt l \rrttti tir , O l)t,trtì\,)l\t,ú iÌ,',t,' l ,t,1ttr.ttt,'

Ap<is ns srlrs plinrcilas investigaçòcs sobrc as lclçircs lrÍclivas, (J autol alltlna irliciitìtllenlc clitc estc livttl tcriticrr ttito liri csctiÍrr
cnrprccnclcu. sob l rlilcçlìo de Vygotskì, r'ários lrabltllros soblc cr pelo gosto cle lcorizar: "Os csÍìi'çtls pittil csclatcccr os ptoblcttllts
ilcscrrvolvirrrcn{o oltogônico clo psiquisnto, cspccialnrcnlc soblc a rnetodológicos cta ciência psicológica loranr sctrpre tllotivarlos llot ttrlta
rucnrurizaçào. I'lnr 19i2. cslucia. ern Klrarl<or'. o clcscnr,oÌvinrcnlo dir necessiclacle colÌstiuì1c de rclerêtlcias letiricas, rcfetêtlcias scnl as tltt;ti' rts
rutividadc intclcctual prática e da consciôncia na criarça c clcclrc.r se ut.'s invcstiglções concrclas pcrmaneccriatl inevitavcltllcnlc alirrgitllts clc
-.
ploblctlas te(rrioos das rcìações cn1Íc a cstrututl da atividaclc c us lìrlltas nriopia E cotÌtilltÌ?Ì:
clo rcllcxo psíc1uico. Isso concluz a invcsliguçrìcs nos clontinios da "Ì lá ttrtl seculo a psicologia vive tlma crisc tlc tncÍotlologia
clLrase
Psicolrsiologia e da zoopsicologia. ao nlcsnlo lcn1po cÌLìc dilige Lrnt gl.Lrpo O sistelna clos conhecitnentos psicoltig!cos' par-lilha no scLl tcnlpo elì1Íc 2ìs
tìc pesquisas corr lins priilicos sobrc u pclccpção das ilustr.rçires nas ciêrrcias hLrnanas e as ciêtlcias lliÌtLlrais, cilìdido nulìriÌ parlc tlcsetìliirL e
u ialças. rìulna piìÌ'fe e\plicativa, abrc oada vez nrais brcchas por onclc o pr'(lplio
De regtcsso a Moscou cnr 1935. l-conlicy consagrâ sc aos ob.jeto cla psioologia parecc desapatecer' Ì-lste ob-ieto redttz-se' e ttrrtit'ts
ploblcrnas da gêncsc da scnsibilidadc c da teoria gelal t1o tlesenvolvimerrto vezes sob o pretc\to do ncccssaÌÌio dcscnvolv imetlto das pesquisils
;rsirlrrico. [)uraÌìte a gucrra cslucla o reslaÌre]ecimento das Íìlnções rn(ìtrizcs irrterclìsciplinalcs. Ouvettl-se nlcslllo vozcs que claÌì'ìaln: "Vinde a
rlrrs lclirìos c orgarriza Lrnr hospitaì especializaclo. As obsclraçòcs c psicolo-eia c rcirrai sobre Ììós " O parâdoxo c qtle. nlau grado todas as
IllrLrallros lcik)s nesta ocasião condLrziram. após algLins aros" à hipótcsc da cliÍìcLrlclaclcs teciticas. se tlbserva atttaltnelì1e no nlulìdo itrtcito tttrla
eslrulura (lo sistcnla das 1unções psíclLricas (1954). Iìegressa cntão aos cxtlaorclinária âceleÌação clo descnvolvitrellto das pcsquisas psicológicas
ploÌrÌernas cìa psioologia da criança e zì peclagogia e à psicologia gcral. E, sob a prcssão dìreta clas cxigências da vida Doncle unra contradição
ncslc rìl()lrerìto que iÌparecc a prirrcila ediçào da plcsentc obra. cresccllte enlì'c â ellortÌÌe qtlâllti{ladc de fììtos actltrulados
Desde então. paraleÌarrente às suas pr.rlrlicações c ao scLl lrlct]so cscrup Lrìosalìre!'r1c pela psicologia ctn laboratcirios Pcrfeitalììentc equipados
tr:ri'.rllr,' Je,'rÈ'lìtti/açao c 'lc crìçitìo. o iìì ut colìlitì .lt J\ \Lti]\ pc\qUiìJs. c o estado lanreutávcl clo scLt 1ìlrdamcl'ìto tcórico e Inctodológico A
Iulclcssou se pelos problemas da crgtrrrorrria. f,ìr ccrtr5 qLlestões negligência c o ccticisrllo em relação iì tcoria geral do psiqtrisnro c a
lcvunt:rclas pcla aLriornatìzação. l)rossegLrindo os seus trabalhos sobre a .ata'r.i,. t.,,n,',1,r llcìü lhl,,l,ìli5lìl,r u u ciclìli\lììu qllc eariÌ\'lcri'/illìl il
pcrccpção e ar irnagenr descobriLr. r'ecentenìerì1e, Llnì cLrirìso 1ènômeno psìcologia nncricatta coÌìtc llì porâ ncâ 1e não sti eìa)' sno crigidos oolÌìo unìa
batizaclo por ele de "efèito de lobo", nas conìrecido hoje sob o norre de barleila no catrtinho clo cstttclo clos problenlas psicológicos oâpitais'
"c1èilo l-co!ìtic\," (prinrcira publicação cnr lc)74) c quc lornccc rrovos Ircrcebc-se scnt dilìcLrldaclc (ì ('lu elìtrr' !'\Ìcs lclìolìletlos e a
drdo. rubrc r íorrrtirr'rr,.rl;r. irttaS.rt: r isrni, rt,r ...rì\ai( rìcit. clccepçirr:r cluc srtscitli o 1Ìacetsso das prinleìras tondências eulopói:rs
Fiualnìcn1c, urÌr pcquerìo livlo nruilo inporla,rtc, aplcciado cm ociclentais e iìlìlericiìl]as que prctcndiarll reiìlizar em psicologia^ a levoltìção
Moscou cllr Íìns clc I975. [cirrc os lrabalhos c rcflcxõcs dos irltirnos rnos lcó[iça 1ão cspcracla. Quanclo o bcÌtaviitt'isttto ÍÌparccctl' lalott-sc de utlt
sob o tílulo: Álit)idudc. cortstíintir.r. persorrulitlutÌe ("Atividadc" ó lonrada lósÍìrlo junio de unr barril cle pólvola: <ìepois ncrcditoLr-sc qtte cnÌ vez do
cxplicitarnenlc aquì no sentido corìcreto do âlcmão Tãtigl(ei1). IJm lrehaviolisrno. selia a psicoìogia da ticstalt clue leria clcscobcrto o prirìcípio
prclãcio-llro1ìssão de lé inlr-oduz este livro e não poderiarros Íàzel nrelhor ger'âì que scria capaz cle fitzer slil a Psicologia ilìlpasse a que a titlha
'lo l'otanl
cìo clire clar dele alguns breves extratos. JoncìLrzìclo a arálisc cÌcllìcìl1ilristll. "atottrizada"; por 1ìm' bastarrtes
aclucÌes a (lLtc|n o fict.tdÌ\ÌtÌrr lèz virar a cabcça cllcontrando' diganìos
,) Dt ït1tõlünìLnt,,,l , Ì it,ttr,tr t O Iteçrnt'th utt' tttt"!" l','1't!\ttt,'

iìssirìì. r1o inconscienle o porto de apoio qLlc pcrnitiria rccolociìr a dados empíricos cadiÌ vc;1 lllais Prcci()sos. (tiott-se tttttlt iltlsiìo tlc
psicologia sobre os scus pés e dar-llìe vc rdadc iranl elìte vi{la. Outras "desmetodologização" clo donrírlio das pesquisas concrctasi o t;rtt tn:tis
tcndôncia psicológicas burguesas tiveran'ì selÌr dúvida menores plctclsões, reforça a irr.rpicssão de desconexão das ligações internas entrc 2ìs bascs
(le Iììl()s
nlas a mesma sorte as espeÍava; encontrâmo-las todas na caldcirada que gerai; teóric;s marxistâs da psìcologia cienlifica e o seu nÌatcriaì
coz'nlrarn hoje, cada utn a sua mâneirâ os psicólogos paltcnì eln busca de ìÌesulta claqui uma espécie de vazio no sistema dos conccitos psiookigioos'
urna [eputação de "grande espírito". vazio no q;al se infiltram concepções engendradas por opiniõos cslrlìnlìas'
l,eoÍìtiev fala ern seguida da psicologia soviética. O esscncial no no seu fundo. ao marxismo
carninho que r:lâ percorreu, escrevc l,conticv é clue "Íoi o carninho dc urna O autor indica en seguida que os tÍabâlhos que conduziram âo setl
Iuta inccssalrte orientada para a assimilação criadora clo nrlrrislro novo livro resuhâm sinÌLlltaneaÍÌentc da tomada de consqiôncia das
leninismo e coÍìtra as conccfções idealistas c lììccanìs{as biologizantes, que dificulclailcs clescritas e dos resultados das pcsquisas concretas
l()nìlìva ora Lnn rosto ora ou1[o. Scgrtinclo ul]la ìinha oposta a cstas oontemporâl'Ìeas. Ele qualiÍ'ìca-as como "um ensaio de comprecnsio
cotìccpçõcs havia quc prcservar-se qLrer clo isolacionisno cientí1ìco qucr da psicológica das categorias nìais impoíantes para a construção de um
r;i.t"tl.tu- nan contraditório da psicologia eÌ'ìquanto ciência da
rrloçiìo rlc posições durra das cscolas psicológicas cm presença. gênese do
( ortt prourd íarrros lodos que â psisologia nafxista l']ão é urra tendência l'uncionatnerto e da estrutura do reflexo psíquico da realidade que
assirn
plrlticLrlar, não é uma esoola, rnas uma r'loviì etaptÌ hìsla)[ìca qrÌe represcnta mediâtìza a vida clos inclivíduos. E explica-se sobre as três categorias
o princípio de uÌÌÌa psicoìogia autclllicaulente cieutífica e cncâradas: a atividacle concreta, a consciêncìa hunrana' a personalidade
coIscq iìcrìtcmcntc mâterialista". "A análise psioológica (.. ) não consiste em extràir clesta os
clementos psíquicos parâ os estudaÍ a pâfie; ÍÌìas em introduzir
Na opinião ilo autor, "há que reconhcccl qLtc uestes [rltimos anos a na
rtcnção pclos problernas metodológicos da psicologia dimiruiu urn pouco. psicologia uniàades dc anális< que loÌ'tern em si mesmas o reflexo
humana
Isso não qucr dizer evidentemente quc sc discuta rrenos sobÍe questões psíqLricã na sua indissociabiliclade com os elenìeÍìtos da atividade
tctiricas ou que sobre elas se cscrcva menos. Tellho para rrinr outÍa razão: qr"'o e são medìatizados por ele A posição que defendo exige
Lìrìriì ccrta negligência netodológica ent nuìtas pesquisas trrsicológicas "ng"ndrulì
n reorgar',i.ação de todo o apârclho conccitual da psicologia'
o que apenas
concrctas, inclusive em pesquisas aplicadas (...). CrioLr-se col'ììo que umâ lbi esboçaclo neste livro e represcntâ süa maior parte tarefa do futuro"'
''ìa como
itnplcss:ro cle dicotonia: de urn lado, o donrínio da problcnrática filosó1ìsa No que concerne a cottsciência "ela deve scr considcrada nào
as suas
psicoìógica, do outro o das cÌuestõcs rrctodológicas cspccialnrente um canpo oontemplado pelo suieito c sobre o qual se projetam
lrovimenlo interno particuìar
l.rsicológicas sLrrgidas dc pestluisas e:rlelirtrt'rrrrLis coììcrcti!s (...). Mas é imagcns e os seìJs;onceitos. mas conìo üm
rcccssár'io que os ploblcnras parciais não esconclarn os problertrus rnais cngJrrdratlo pelo rìlovincrìto cìa atividade lrunrara" lìá
que "pôr etn
ilerais c que os rrélodos rla invcstigaçào não dissintulcrr a sua cv;dência a categoria cìe cotrsciêucia psicológicu' o que sigtlifioa
indivídrtos
mctodologia. Com eíèito, o psicólogo cxpelimeltador preocupado com o comprecnder as passagens Íeâis quc ligarr o psiquisrno dos
cstudo de questões cor-ìcrctas contilua inevitavelmerrte a collfiortiÌr se cot'ì'ì destit lsto não pode porém'
co,,cretc,s e a co;sciêllcia social e as lortnas
individual
os problenras metodológicos fundameutais da psicologia. Só qLre eles sc fazer-se senr a análise ptévia dos componentes da consciência
lhe apreserrlarr sob ulna Í'olrra disfarçada pois a solLlção das (Ìucslõcs cujo movitnenlo car:rctel iziì a sLla eslruttlrzì ìnteÌÍìa"'
concrclas parccc não depender delcs c cxigil iìpeuiÌs iÌ multiplicaçào de
O !)esental\,Ìttrct1to (/o l): ìq t.\ 1ìtr) () l)L v|r t ittt|,,t,,,!,t
t t
1',ttt,t\t)ir,

QLranto à personalidade, Alexis Leontiel,consjdcra qLrc conccbê-la A vclsiio inicilì rkr l)lLtio *tltrL' () (lt.\(uyt)lrìutt ltt) tI|) I)\tt!ttì\tttt)
corno o[r.jcto de csÍLrdo psicológico é absoÌutanÌente
ìnconrpatÍvcl conr as tlata dc lt).17. Iroi adaptacla pclo arÌtor crl lìrnçr-ro (le r)utlrs sÌtiÌs
conccpçõcs antropoltigico-cultUrais e coÌÌì âs
cot.Ìcepções da sua clupla publicações c dos debatcs sLrscitaclos por cste trabalho. () Pr.iIrcir.o
tlotcrntinação biologica e sociaì. lsso parecc_lhe sobressair
par.ticrrlrr.mcnte parágralo resLlme a segunda partc da lese clc dou tor.alìì cìl1o clc A. Lconlicv
tlo cxarne dos "lìlotores interrros cla pcrsonaliclatle e da Iigaçlìo da ("O desenvolvimento do psicluisrlo". I940): os clois oullos cor)stituenÌ its
pcrsolalidade do honrem com os seus caracteres
sornáticos,,. lcses gcrais de Lrnta monogralìa prepalada pelo aLrtor.. nrits crrjlr bibljograÍìa
"A concepção largantenle cspalhada das nccessiclades
e inclinações c docurÌlertaçào plevia sc pelclerant <Jurantc a gucr.tlr.
ckr honrent pretencle qLrc sejam elas qLrc clclcr.milant
a ativiclacle cla pcsca e L) rcsto dcsta lecolha é l'orrrado por un conjunto tlc cstrrclos erl
a oriclÍatr; a tarefa plincipal ila psicolitgia ó. portaìltil.
esludaÌ quiìis as que Alcxis Leontiet, desenvolve certos aspectos das suiÌs lcscs geluis ou
rrcccssidadcs que são ìrÌerctìtcs ao lrontcnr c qL,ais
as enoçôcs pslcìLucas cxpõe os Ícslrltados dâs ilÌvestigações c das experiências clue o conduziranr
linclinaçires, dcsejos. scrrlirlcntos) clrrc clas sirscitalt.r. A ou1r.a corrcepção,
iì elaboração dcssas teses. E parliculalntente o caso ilos trabalhos sobr.e o
pol sctr lado, cot.ìsistc cl.tì cornprecnder colìo c qrrc
o dese nvolyirlerrto da lrsiqrrisnro inlàrrtìÌ e sobrc a perccpção. 0 capítulo sobr.c O homen c tr
rrlilirlrrrlc Itrrrrrana, dos scLrs n.rotivos dos s",rs meios.
rr ccess itllrcics lruntanas " na seqiiôncia transt.orrra as
e cngcldra novas,
tuÌ1w'u reÍonta uma rcl-lexão gcraì de grarrde an.rplitude publicada pcla
c1a qual a sua prinreira vcz por ocasiào clo colóquio ilìtcrnacional da Tachkent em 1967.
lricllrlilrria sc rnodilÌca. pois a salisfação clc algunas
delas reciuz_se ao A c rescerì laìÌì os clue a obla qLlc apreselltanlos collhecerr ÍÌun]cfosas
sirnplcs oslalulo dc conciições ncoessárias da atividacle
hurrana e da (raduçõcs.. Ao colocá-la rì clisposição dc unr vasto público 1ìancófono de
cr islóncia do hontent con.ro pessoa,..
psicólogos. clc pcda-uogos, clc Í'ilósof'os, dc nroralistas e. nrais gcralntente,
Opondo ao ponto de vista IlalLrralista o seu ponto cle
vista de honrens e nrLrìhcres prcocupatlos cnt compreendcr o tlestino dos homens
psicol(rgico, o autor precisa que. para Mar.x, "a
perso rr aricra<i e é Lrnra para agir sobrc ele. tentos oonsciôncia cle prccncher unla laculla b:Ìslante
qLralidrde particular que o individuo latLrral adquire
no sistcnra das trclasta na forrlação do pensarncltto corÌtelìl poÌiirÌeo lleste vaslo e clecisivo
rclaçtìcs sociais. O problclrra torna-sc então incvitável.
as pr-opriedades tlorr ín io.
an{ropol(rgìcas do indivíduo não se manifeslant
corro detcrnrìnando a
pusonalìcladc ou crìtraììdo rìa sua eslrlrtura.
tras coll.to cctnilições dadas
gcnclicanÌentc da 1òr.rlação da personaliciade c.
iìo rììesÌllo lcrrpo. cotìlo
aclirilo quc dctcnììina, nào os seus traços psicológicos,
lììas iÌpcníÌs as
Iìrrnrls c os moclos das sLras nt an iÍèstações...
n obra quc íÌproscrÌtaÌll os lqui rtlt.Llrer.rr
,,._^ 1tel.r ptirneila vcz ent
1959. -,.ll uma recollra dc tfabalhos qrrc o aLltot. consiclcra
csscnciais. Una
sceLrnda cdiçào, revista c a.'cr1acla. aparccctr
enr ì964 e uma tercerraÌ erÌl
I972. l.'oi csta últinìa quc tracìuzinros paroialnrcnte para
evitar.climcnsões
cxcessivas. O própr.io Âlcxis Lcontjev quis proceder
à escolha dos
capítul's quc 1Ìgu.anr nesta traduçào. assim c.nro aconserhou
crÌcaznrcnte
0s tradutorcs.
PREFÁCIO DA PRIMEiRA EDIÇÃo (l9se)

Exlrotus

dos problcmas
O probìema do desenvolvimento do psiqüismo é unl
centrais da psicologia soviética lsto deve-se ao
fâto de a teoria do
desenv olv itn ento do psìquismo não estâl'âpenas
na base da solução das
pedagogia A
n*i, inrpononr", questões da psicoÌogia, mas também daIartìì cnl e lìeste
i,r.rfottan"i" destcs problemas aumentou urttito pat-ticu
psíquico e dâ
lnomento, âo passo que as queslões do desenvolvimento
persotralidade tonram uma graude atualiclade
dc
Cono o problema tenr miìltiplos âspectos e se.reveste
uÌÌ'Ìa
em várias direções' sob
grande complexiiade' o seu estudo deve fazer-se
Os trabalhos
diferentes planos e por meto de métodos iliversificados
livro são apenas uÍìa das muitas
;;;;;t;#i; e teóricos reunidos neste esta obra não
porque
tentativas en.rpreendirlas para o resolver' Razão
geral ou uma síntese dos trabalhos psicológicos
Or"r""a" a". um apanhado
ioviéticos *u'.tàiui. sobre o probìema do desenvolvimento psíquico'
"
afirmação quc se aplica pafliculartnente às .numelosas
pesqulsas
lìa crlâÌÌça'
consagradas ao desenvolv itnetrto do psiquisnro
Se bem que cligarn respeito a aspectos diÍèreltes
doprobletna' os
itnica e estão unìdos por
trabalhos ptrblicados aq-ui obedecem uma intetrção
|lmadëmarchecol-ìlulÌÌlìoestudodosfenômenospsíquicos'Cornodatam
ã.'ììt"t"""t perÍodos. podem conter idéias qtre o autor modificott
reccttÍes'
posterioÍlÌellte Razão por que a escoìha colnpoílÌ artigos
PIÌEF'ACIO DA SEGUNI}A EDIçÃO (I961)

A scgunda cdição deste livr.o difèr.c cla pr.irncira pcla arljurrção cìe
"O biológicq e o social no psiqLrismo hLrnrann,' c ..C)
rrrivos traballros:
lromern e srra cultuta", não obstanlc ceftos arljgos psicopcdagirgicos rnlis
cspecializtdos tclcnr siclo relir.ados e oLltros de ccrto nlodo r.csLrrniclos.
Eslas ntodiÍìcações tênr por causa o dcse-jo do autor cle ntelhor
rcalçar a ideia cerrtral do lìvro. a sabcr a da natureza sócio histórica do
D.iqLrisrno lrrrnrarro. l.trr icìcil qtrc .c crIrinritr. pclr prirlcira rez. rra
psicologia de L. S. Vygotski. conservoLr toda sua alualidaile. Encontrarnos
lioqiieutenlente hoje ailda concepções segurtrÌo as qutÌs os proçessos
psíquicos superiorcs e as aptidões hu:ranas depeldcr.ianr diretatnente e
ÍÌrlalÍÌ'ìcnte dos caractclcs bioìcigicos hercditários.
Estas coucepçõcs ltão são âpenas propagadas ativantcntc pol certas
escolas psicolcigicas estrangciras. ManiÍèstam-sc tanrbcnt sob Íornras
ircorrscientcs e invisíveis. nos prcconceitr.rs pedagógicos oLl oLltros,
rcslrìtâltes cla dcsiqualdadc secula;. clas concliçõcs sociais do
rlcsenvolvinrcn to das pessoas.
Sc este lit,r'o colÌltitlLtir parâ a Iutiì contra estas opinicìes
lrioìogizanles soLlle a tìatLlrcza e o clcsenvolvinteulo cle psìquisnro hLrntano.
() Íìutor 1er1ì atiugido o scu objetivo prirrcipal.
oxôrslr|rõrsd oü
OJ,illflr{rilroÁ"ürflsil(I
o trusos
orvsNfl
I

O DESENVOLVIMENTT) DO PSIQUISMO ANIMAL

l. Dstágio do psiquismo sensot'ial elcm€ntar

de sensibilidade está
O aparccimento de orgauistr.tos vivos dotados
reside na
figoao a pf"*iclade cla suJatividâde vital Esla complexidadc
"o,i
;"'pr""essos cla atividrde exterior que mediatizam
as rclações
;ìï;;ç;;
crÌlre os orgauismos c as do nreio dorde dependc a
pr-oprieclatìcs
-"
o dcsenvolvinrento da stlâ vida A lorrnação destes
",t"*.""nu"é ,lcter'''.,inada pelÒ iÌparecìr'Ìrcnto cle ttna irritabilidade cm
;ì;;;;;t sitral Assim
i"fuç* *r, âgelìtes exlerio[e' qt't 1""tncht'"'.a 1unçào cìe tla realidade
,*,r." u .p,iifao clos organistros plle lellctir âç rçòc\
r.:ircundantenassLlasligaçõeserclaçõcsobielir'as:éoreflexopsíqtti..''
lrstas tbrrlas cle lelìexo psíquiccl dcsenvolvenl se
colì'l a
do descnvolvitncnto
ç(n plexidade cstrtltural dos organisnos e enl ltltlção
razão' é irnpossível arralisá-las
,f,, ,,ii"ii"J" quc elas acompanhau t'or esta
e iclrtificamcnic senl exatlinar
a lìlÚpriiì ativitlaclc do* rninrais
A que alil'itlade allimal sc ìigu ir tìrlnrr dc pstqrttsnlo nrats
suscitacla por tal e tal
t:lunentar? A sua particularidacle esselcial é set
proplieclaclc para a sc oriellta'
t,,.rf.i"aoa" que age sobre o animal' .qual a
,,,u, qu" ,,ão .oinai.:l" as ptoplietlacles tlc...1Lrc tlcpcnde,'/trel(tfilenle
"u''t.t csta atir'idatle c detçrntiuada rrão pelas
vida do anirrral. Assitn.
' '' REG-: Ji;i 6a:èraí
rrftrnriedadesatllantlJsdotttcit'.ttlaspol-cstaslllesmâsproptiedadcs'
.?-j
O t)cscntrtlttrn, ttt,, '1,' l''t,1ttr',rtt"
Ò Desentaltìnrnlo da I'sitlutstìtt)

no Írìusgo: a fornra zrlongatlâ tolroll para elc o sctltitlo biokigico


de
de aranha'
se deir'a prender nutna tciir ao sitpo aranhas'
Sabe-se que quando o inseto com seus fios' uli,r.,"ntol Fìn coltrapartida se fotttecertlos inicialnrcnlc
ele e oomeça a envolvê-lo que se assemclha pela sua forlrla a tttrll allttlha c não
.'sliÌ so (lilige imediatamente para a orientação? cle âtira-se ao musgo
qu" lh" determina
O que suscita tttu uttu'àuA" " o rcage de maneira ulgu,rtu uo fósforo: agora' os objetos cslóricos
lollìâranl'
uns após oulros' diversos
|,itl'iì l.cspondeÌ. a estâ questào .onvén] "liminur, para ele, o sentido dc alimento.
clerrictrtos suscetiveis a" ug't-toút"
a aranha Várias experiências Devemos notar que os elos tlo sentido aparecidos rra atividade
ì,.,,' ; i ; ;,"
J.",ob" r".", t
ï:,'ffiï T:,11ï'."*",ï::ïr::il:
:: .:-." arrimal são liP.açòes condiciouais que aprcsentám un cariiter
pafticLrlar')
ttilidatncttte
I r.rr rsttr itit e m-se
à teia. suscìtan podemos tneJmo dizcr extraordiirário Èles distitrguerrr-se
,;;;;,' ;;;;;;;"' *"; g. ï:::,:11;:.1;ïl'ì11",,1ïïï;i5;.| :S; ïf : clas ligaçOes condicionais que formam o mecanisnro do
" próprio
tÌovâ isto é, das ligações com a aiuda das quais se rcaliza o
sr lr vititrla.
Ilìvcrsamelltc'
daqui que e a vibração
,o-poïro.nnro,
irrrrrltit sc clirija pata o insçto lioclcr sc-i concltrir compoíamento.
experiência
rlrre crtgcnclra a ativiclaclç a'u'nniu-"-o orieÍì14. Ulna seguntla QLrando o animal ao ver o aliuento
se dirige para ele' isto é'
a aranha (luando estamos a traiar com uua ligação de sentido "vista do alimetrto-
"""" " iX'ì:;:l;,'i'arr'os tla teia urn diapasào,
"' ]'::T::' alimento", esta ligação aParece e:noclifica-se âbsolutamente
de tnatleira
p-o qual Ibrtna nele o hábìto de
,r i,.i r,"-,.'ì,,'"',iinin,ì'"n'"

srrt leirl c lcntâ lnordê-lo coln s


"Ï;ï:l:,,:1;lilJi.t'ltï'JJ;iltï:Ï : difèrente das que sutgenr no processo pelo
contoruar um obstáculo cncontrado no catninho
se
(ligação "obstáculo
n"t"o
li,rriìnre uo vibratório u tuu'u,
poit o diapasào- c : contorno").
(le ;rlilnlìil nào lëln oÌllro pollto co'nuln
I Iìâo \cr 'll::,t":-:0"ïnudo
a vthÍaçao'
Várias pesquisas rrlostrararr que as ligações do primeìro tipo
se
t( rir
'' "' ''' "ii;;;.,; ligada a uma vibração que
é que a ativiàade da aranha esta lormanr rnuilo rapidamente "em oampo" e quc de igual maneira se
p"p:]-l: sua vida?
r1,.r: solttu cla' mas uu" nto ì"J"'"penha Qtralguer normais. em relação dcstroenì, basta para isso urta ou duas cornbirlações
|,()I(lllc íÌ iìção da vibração.. "n"on*u'
rras condições
na Irm contrapadida, as ligações do segundo tipo nascem e
u'tuú"an"io nutritiva' o inseto çxtir'ìguem-sc lentanlente, progressivamellte Por.exetnplo'
os pitltos
estirvcl c tlclcrminacla
que existe entre l propriedade
"ol'.t ^capturadoatuânte logo à
a bicar efetivamente a gcrra do ovo partido com sucesso
lr..ilt' ( ltttr arctno, u ".tu ,"tuçao
.lt
biológica- sentido
(irJletl(. cslirnrrlot c a 'atistac'io" ii-u'nu "ttttt;dtdc
".,tnio,r.t
prim"ira; basta então a um pinto de dois dias bicar rttna ou duas vezes urna
idadc 'la aratlha é
PÔis quc a atir
I'i,'li,!.rir' da açào cottsideraoll Oi*'"tl' i:l:O:.];.,?r:'l:çio casca dc laranja amarga para qlÌe o seu compoftâmento alimentar
lace à
tn' t.:r tomado pintos devem
ilirigitla para utr corpo ""t u'U'u.-"o ncttto' gcma do ovo se lMo,gan e outros) Por outro lado' os
1\pcc ì Íì\ it o ictltid.' fc a ltt "xtinga movimentos de bicagetn
).rrrr \'lir no ctecu riÔ da stta er oluçio ììrr". uáriu. d"rena, ãe ensaios para que Òs seus
r
''"',,t ttà.'i ittrariárcl para o
"'' ,."i,n" hi.ló[ico 't"-t'ut "y"'tt" crlcriur da sua atividade enr se adaptem perfeitarnente às corldiçõcs exteriores em que recebenl o
no dccurso
irrrinral. []le clesenvolve-sc " ntnJifttï-'" as propriedades lu lime n1o.
existet'ìl entre
lttttçito clos elos objetivos que
(1930) fez
Pala estudâr a formação dos hábitos no sapo' lìujtendijk
ittselos
(\ììtìtìLlclìt!-s do tneio' rttttil sirie dc expeticncil' clìì (ìllc tìiÌ\'l:Ì L\ìln(t rrrr\;ttritttuis ''ttjl
'' 'l " ';'ì;ìì. aì*'tdn t"
(.L I
sisternaticanìente de vermes
Lrm sapo
srtlrstância provocava tlelcs tttna lcação nruitcl tlcgativa Baslâva uÍìl ensalo
"li''t.t"ntu boÌa
(,,1i,'ìciì(lo e crtt scgttida lh" ;;;;;;t;;;"t para que o'sapo recusasse dLtrantc vária horas engolir todo o
um inseto deste
]ósloLo-e^ul11.pequcrra
e não toca
,ì1" ,'t i,,'1,.-' a" Íii'iito que e along.do corno o verme
ì'.. ì;;,';ìì,.
() l)eset.],ol \,ì tlte nl a dt) P tiiq 11 t \ ltt t ) L t I t' t, ttr, lrttt, Ir, ,lt t",tr,\1tt,j
'
.ti

liÌ)o ou rìrestrro qualqLLer oLltro itlseto clue se assçtrcìllassc Notttras plelererl rìrorrer a cotììcr orìtriÌ tlttc sctia pct lcitatttctt{c itecillivel ltrlt clas
cxperiôncias Bujtcndijk colocou tlttt viclro entre o sapo c lt sLra presa (no Ììo pouco quc telharn sido habitLradas.tlcscle o rltscintctrlo
ciÌso uurâ Iombliga); ncstas condições, o sapo nanilestava uttta gratlde Os trabalhos clássictts tie Pavlov e clos sctts colitlrotittlotcs
pcrseverarÌça se bem quc lodas as Yezes chocassc contra o vidro;1'oí dcrronstrararn igrralnrcnlc a Íortnação destas ligaçõcs clc scttlickr "r'iipiclas".
nccessário utn grandc nútllcro de tcntativas ântes que a reação sc rrrcsrno quando não sublinltaranr particulârnlcntc tt sctt prtpcl lÌttttlatrrctrtaì
cxlinguisse. Mcstno o eslorço do eletlento de "purrição" (re1òrço negativo) r'Ìo conr portarìr erìto (cl. os plinrciros ttabalhos cìe I. S. Isitor,ìtcìr c. nlais
lìão provoca tÌestcs casos a cessaçào dos l'novitttclltos do sapo A rã das tarde. as expcriôncias dc L 0. NatbLrtoviclh e oultos).
cxperiêrrcias de Abbot estcvc dLlriìlltc 72 horas a lançar-sc a uÌna presa O rellcxo do rreio pclos attimais errcotrtra se ertt ltrriclaclc cotn it
envolvìcla enr agulhas. cr'ìqtriìr11o a cpiilct mc cla stta uandíbultr sttpcrior não sua atividade. Isto sigrrilìca t1uc. sc bettt qtre se.ian clilèrcn1cs. riro rto
Iìcou seriamente I'erìda. O signifìcatlo biolcigico das dilercnças cntrc as nìcsmo terìrpo insepatávcis. IIh "passagens" clltrc cles.
Ì:.lstas passiÌgcns cor'ìsislcrÌl cnì (ÌLrc. poÍ unt laclo, o reflexo l'orma-se
velocidades de lbrrraçâo dcstes dois tipos dc ligações conprecnde-se betn
sc sc corrsidcrar as corrdiçõcs de vida da espécie "Sc durallte as sìias scrìrprÇ no dccurso da ativicladç do anitnal; assiu. a exislôncia e a exatidão
caçadas vesperais o sapo cltega à vizirrlrança de utn lbrmiguciro e caçÍì do relìcxo, uiìs scnsações de Lttr anirnal. de um objeto qLte agc sobte eÌe.
são dctcrnrinadas pela cxistência oLt não de Ltnta ligação real etttre o atlitrraì
Lrnra I'or-miga. a Íblnração r/rpida de um hhbito protege-o então corllra a
irrgestão doutros insctos serllclharles prejudiciais pelo serr ácido fórnico'
c o objelo considerado. Ìro pÍoccsso de adaptação cio anintal ao lltËiu c tlx
Ilìversanerìtc. quatrdo utl sapo apanlta unla lombriga e a perde sua atlvidaclc. assim corno da naturcza desta ligação. Po[ otltlo lado, tocla a
LuÌra repetição cle nrovitlcntos poderá ainda proporcionar-lhe o alimenlo
atividade animal rr.rediatizada pclas açõcs sol'ridas realiza-sc em função da
csperadoì .
maneira colto cstas ações se tel'letem nas seltsações tlo atlirllal. E cvidentc
As tênr tanlbém outro caráter. o de serenl
ligaçc-ies clc senlido que o que é essencial nesta Lrnidade complexa do reÍlexo e da atìvicladc e a
''bilaterais"; conr eÍèito. a sua lornlação Ilão telìl apellas como t'csultado atividatle do anìnral, quc t't liga prulícaare/rte zì realidadc ob.jetiv:r, o lelìexo
psíquico das proprietìatlcs agcl'ì1cs dcstas realiclacles é intediato, derivado.
que :ì ação do cxcitaÌ1tc provoca Lìlìllì reação detelminirtla, um
comportanlcÍìto detcrnrinado. lllâs tanrbém que a nccessidade A ativiclacle anirraÌ ro plinreiro estágio tlo clesenvolv imento cior/ì
psiquismo, caracteriza-se pelo lato cle que ela corlesporcle a lal agcrìtc
corrcspondenle "sc reoonhcça" desdc logo dc certa nraneila no ob.ieto
particular-(orr a um grupo cìe agentes) enr lazão da ligação esseroial destes
excilantc consìderado, se collcretìze nele c provoque uln colnpoÍtameÍìto
agertes com as açõcs de que depende a realização das furrções biológicas
ativo de procura ent Ielação a ele.
cssenciais dos auimais. Por cste làto. o reÍlexo da rcalidadc, ligado a esta
A originalidade destas liSaçõcs f'oi sLrblinhada por Darwirt. que
estrutura da alividadc, tcrr a lìrma cle uma serrsibiliclaclc aos agentes
relata cspccialtnente as segttil'ìtcs obselvações: "E nruito rlais l'ácil
partioulares (oU a um grupo de iìgentes), islo e, dc LlrÌìa sellsaçào eleltìentar.
aìimerlar arliiioiallltentc um vitclo ort tttlla oriatlça se trtttlca loram
Chanrarcnos a esle eslágio do dcsenvolvinento do psiquismo "cstágio do
alinrcntaclos pcla nìãe clit clttc se o lbratrr tretn qLle tìlniì vez apetras " As
p"siqrrisnro scnsorial elenenlcu:'. E o csla.lio dr- tttrrr lutrL,rL sriric de anitrais.
ìalvas "que se â lirÌt cl'Ìtararìì clurante algLtnl tetllpo dc urna dada planta,

?
Ch-Darrvin. Ocrrrcs 1. ltl. r"Ll-I.. 1919. p. ? l5 (otÌ lingud russir)
'l'.Ì .Ì llLrllcndi.jk: t ut nrt lu ps.tclnlogic arrlrrrdlr'. l)arìs. 1930
O l)es.!nyoltinknto do l,siq t\ ìt) () l\\, t'1,'l\!|r,,t, ,1, I tt,1ttr,,u,,

c lx)ssÍvel que ccrlos infusórios sUpetiores possuam Ultìa scrìsibilidade


c lçnr cltar.
Podenos ser Ìnllito ìl1ais aÍÌrnlativos no caso de ceftos vorÌnes.
cIust/rccos. insetos c naturalntente todos os vertebrados.
Numerosos investigadorcs puscratn em evidência a variação do
c{)rìÌ porfameÌ'ìto dos Vermes, qurric]o se crjarn ltovas ligações. As
cxpcliências de Copelad e Brown (Ì934) provararn que os Anelídeos não
rciì$cnÌ ou rcagem negativarììentc ao conlato dc Uma vareta de vidro.
lÌrdavia. se ligarntos o cotÌ1ato cla varcta ao alinrento, a reação do vennc Irl(i. I llsquctna dos (lilcrentcs tipos de cstflxura da lì)tosscnsibìlidadc (sctLrndo
rroclilìca-se: doravantc o colllalo provi.rca rrcle um ntovirnento posirivo err lluddcnhr ock )

clilcçiio ao alimerrtol .
Nos aninrajs iníèriot'cs. por.cxemplo, as ceìuìas sensíveis à luz
Nos Crustáccos. cstc géllero cle variação pode tomar um caráter
estão repartidas por toda a superfície do corpo, de modo que a
rrriris cornplexo. (lorìlo tìlostraram as experiôncias cle B. .l.en Catc
íòtossensibilidade destes aninrais é muito dilìrsa. Os prineiros animais quc
l..irzc'lr:r.vir ( 1934), urna ligeira cxcitação rnccânica do abdôncn de um
apreseÍìlatn células l'otossensíveis que se flecharr.r junto da extrcrnidacle
lrc|rritrrlo-crcntiÍa que en1[oLl na sua cclnclta provoca um certo movrmento
cefálica (Fig. l, Â) são os Vermcs. Ao conce:ttrarem-se. as células tonram
rìestc (rl1ilìto. Se prolongar.ntos a excìtação, ele sai da concha e afasta_se4 .
a forma dc plaoas (B); estes órgãos perntitem já uma orientação bastanle
Ìrste fato apreselìta pouco inlcresse crn si; o que é interessante são
precisa para a luz. Por flm, nunr cstágio ainda nais evoluído d<r
as lrociificações ulteriores do colìpoftamento do crustáceo. Com efeito, se
desenvolvimento (Moluscos) estas placas invagilarr e l'orntam uma
reÌl)ctilmos sistematicanìente estas experiências o coÌÌtportamenlo do
cavidade interna lotossensír,cÌ de 1'ornta esférica. quc âge colìto rlna
itrtimal nrodifica-se. Neste caso, o bernartlo-e renì itâ rctira o abdômerr da
"câmara clara" (C)que permite perccber o nrovimento dos objetos.
concha logo ao prinreiro contato, lnas não se afasta c retotna quase
irnccliatamcnte a sua posição inicial. O contato tonlou para ele doravante
Urì) icrìtido dilcrerrte: loíìoU-se si a l d,..saida iio abclórrren.
Conrpreende-se que o dcsenvolvinrento da atividacle e da
scnsibilidade aninrais tenha por base nrateriaì o tjesenvolvinrento da
sua
olganização anatômica. No estágio do psiquisrno sensorial elementar. a via
gcral. r1;r5 modificaçõcs dos organisnos passa prinreiro pela tliferenciação
e
ntultiplicação tìos órgãos da sensibiìidade; âs sensações diÍèrenciam_se
c()rre IativanìetÌte.

' M {lopclacl. Iì. lllow n: ..Moclifìcaça)cs clo compoÍtarìllcnto ÌÌo Ncreis Vtrcns...
/i?
l't..1,.\:,,,tl lthtt. tt,, r,, h{,türrr,.hr,rlc!r(1,J. I XV . lqì4. \ ì.
' It Lrlì ( ,llr K.rrclerrrL l/g,rrar.ô nhseryações Irig. 2. O sislcma ncrvoso rcticLllar da nlcdus2l
.rohre os bernurdo.r-sr?ltdr ..^rqujvos
ll(ìlrÌÌì(lcscs dc lri\ìologil do llomcnr c dos Aninìais... XIX- l914 n"4
t) Dr\ttìt,'li ìtit, tì J,' l'\t,tLt\ t,t
O ltt':tttt llt rn ntt' ,1,, ! . tttut\ttÌ,, .19

I)or outro laclo. deserrvolven-se os órgãos tnotolcs, órgãos de Na ot igem. o sistenìrÌ nclvoso ó Lrnlr sirtrplcs lcrlc t rrjirs Iilrlrrs rlLrc
irtivirlirtlc extcrior dos aninrais; o seu desenvolr' ìmento é particulâÍmente
parterÌì etìl todas as dircçõcs ligam diretanrerrlc cólrrlirs serrsivris rlispostas
rriliilo err [elação com duas mudanças principais: a passagerr à vida na supcrlÍcie ao tecido contrá1ìl clo al'ìilìtal. Estc lipo rlc sisleln rrclvoso
lcrrcslrc e, nos hidr-obióticos (anirrrais qLre vivern enr meio aquático), a ìtão se erìcontra nas cspócics atuâis. Na medusat. a rcrlc lcrtilslr (luc piÌrtl:
l)iìssiì!ìcr'ìr rì perscguiçâo ativa dc presas. " tlas células scl'ìsívcis es1á -iá lìgada ao tecido rlt.rsculur pol inlclrrrctlio dc
cóìuìas nervosas rnotrizes.
Ilste sisten'Ìa ncívoso reticular trârìsnrite a cxcitiÌção pol dilìrsão, as
íÌbras nervosas que â cornpõe aprcscntâm urna condutibilidadc bilatcraÌ;
cviclentenrente. Íaltanr os processos cle inibìção. A etapâ seguille do
descnvolvimento do sistena rrcrvoso é narcada pcla individLralização dos
rteurônios qLre 1'ornranr os gânglios centrais. Nunra das raniÍìcações da
cvolução (nos Equinoclernres), os gânglios nervosos tbrntatn urr :rnel
pcriglótico mLrnido de circuilos nervosos ccnlÍíhìgos. Esle centro nervoso
l)crmite -iá nrovit'Ì1clìtos relativametìtc cotllplexos e coordenados, coltìo os
clle efetua a eslrela-do-rnar para ablir a colcha cle urr bivalve. Nas dLras
lilg. l. Sistcnlâ ncrvoso ci! estrcla-do,ÌÌlar
oLrtras gralcles ranrifìcaçõcs
da evolução (dos Verrrres iufèri.rres .ros
Com o desenvolvimento dos órgãos da sensibilidade c dos órgãos Crustáccos e Aracnicleos. dos Verrnes inferjorcs aos illsetos), vetlros
tlo rnovitlento" veÍnos desenvolver-sc o cirgão de ligação e dc coordeÌ.Ìação Íìparecer unr gânglio anterior (cefálico) nrais nraoiço. ao quaì se subordina
il0s ptitccssos: o sisteÌnâ ncrvoso. o trabalho dos gânglios irrÍèrjorcs (Figs. 2, 4).
A formação dcste tipo de sistetììa ncrvoso é corrdicionzrcla pela
indivìclualizaçào. ao latio dos oLrtlos ór'gãos clos serrtidos, dc Lrrn orgào
diretor. que se torna o órgão ftrnrlarr- ental que rrcdìatiza â atividadc vital
do orgal ismo.
A evolução dcsle sistenra ncrvoso ganglionar conduz a uma
cliÍèrenciação posterior, Ìigada à scgntentação c{o corpo do anintal.
As nrodiÍìcaçõcs da atividade, neste estágio de desenvolvimento,
consiste rrunra complcxidade clescclltc, parâlelarnente ao descnvolvimento
dos órgãos dc percepção e Ce ação e do sistel'Ìla nclvoso dos anirnais.
'Iodavia o tipo geraÌ de estruturâ da atividade c o lillo geral tle reÍìexo do
nlcio lâo se nodificam radicalnentc no dccurso clcste estágio. A atividade
ú excitacla c rcgirlada pclo lclìcxo de Lrnta sér'ic {ic agcntes isolados: a
conseqiiôncia disto e que a pcrccpção da realidadc.jarnais é a lìercepçàL)
I:ig ,1. Sistcma nervoso.lo ìnsolo t1rls objctos em sLra totaliclaclc. Assilt" nns aninais rnenos organizados
-
O De)^entoltìmenlo do Psìquìsnt0
O l)c.';t:nvlt inr'utr rl,t l':tt1t Itt,, I

()s Vcnììcs tlotoriâu.l etÌtc - a atividade


c engendrada pela ação dc urn só sacudidelas da cabeça e da parte anterior do cot.po (lìtc plojcllrrrr os gr.àrts
iìltçntc: tÌa sua basc de aìinento. estes lnirnlis trtiìrzurn serlpre .,uln
só tle areìa para cima. Assim se forma urn íìnil regular no crrìlr() rlo tlual sc
r!rgào dos sentidos, não participanclo os outros (ór-gãos
dos senfidos); c crìcontra a cabeça da forniga-leão. Ao cair lestc l-unil. as lìrr.rrrigirs dcixant
tttLtilas vezes o tato. mais râÍânìellte o olfato orr a uisìa.
rrar., 3enry)re uDt'o inevilavelmente cair alguns grãos de areiâ. Istcs últirnos ao rrlirrgil
t tÌlt t' t lt)" tWlgrre|t' a
cabeça da formiga-leão provocanì nela os reÍlexos ilc '.pr.oicção" já
.

A cornplexidadc da atividade 1àz_se em duas direçõcs principais. A


dcscritos. UÍÌìâ parle dos grãos de areia pro-jetados atirge a lìrr.nriga que é
plirrrcira ó particulanìlente rnaniÍèsta na Iinha de evolução que
vai clos ârrastadâ com a areia para o fundo do lLrnii. Quando a fonlìga sc rproxima
vcrtnes aos lllsetos e aos Aracnítlcos. A ativiclaclc arrintal tenr por
vezes aí das mandíbuÌas da formiga-leão. estâs feclÌaÌn-sc e a vítinra é aspirada
a;rnrplitude de cadeias nrrilo conrpridas, corÌs1i1uÍdas por um grande
( Fig. 5. segundo Doflein. simplificada).
nírrncro de reaçõcs quc rcspoldem a dilèrcntes agenles succssivos.
colrllodalnenlo da ìarva da í'orrriga lcâo ó un.ì cxcelente exenrplo.
O O mecanisrno desta atividade é um rnecanismo dc reÍìexos
clementares, itratos. incondiçionais e corrdìcionais.
A lbrmiga lcão esconde-se na areia; quando eslá bâstanle cnter_
Este tìpo de atividade e caraclerístico dos Insetos, onde atinge os
lrrrll pura quc os grãos cle arcia lhe toqlÌenl a cabeça, isso provoca-lhc
nrais altos graus de desenvoIv imento. Esta linha de corrplexidade da
alividade não é progrcssiva e não conduz a rr.rodificações qualitativâs
tu lterioles.

A outra direção da cornplexidade da atividade e da sensibilidade é,


l:nì contrapartida, progressiva. Ela conduz à nudança da própria estÍutura
da atividade e cria uma fotma nova de reflcxo do meio exterior; esta forma
caracteriza o segundo estágio. já ntais elaborâdo, do desenvolvimento do
psiquisrno animal. o estágio do psiquismo perceptivo. Esta orientação
progressiva pâra üna atividade complexa está ligada à linha progressiva da
cvolução biológica (dos Velmídeos aos Protocordados inÍeriores e depois
âos Veltl3brados).
A cornplexidade da atividade c da sensibilidade nos animais
rnanifesta-se aqui peìo fato de que o seu comportanrento e comândado pela
combiração de vários agentes sintultâneos. Este tipo de compodamcnto
encontra-se nos peixes. Obselva-se treÌes cont particular nitidez a
Iig. 5 l.unil da íonr]iga-lcào (scgundo Doflciì1) contradição entre unt conteÍrdojá relativanente contplexo dos processos de
atividade e un alto desenvolvimento das diver.sas funções, por Ltrr lado. e
de unlâ estrutura ainda prirnitiva, por olllro.
Esludenros agora experiências parlìculares sobrc os Peixes.
t W. Á. Wagucr': N($.ínlento e desejltol\,i Nunr aquário. onde vivcm jovens silúriformes da Arnérica,
1ent() tlas ./ucuLlucles psíquìccrs (em línguâ
nrssl). lìrs. lì l92ll. dispolros de unra divisória transvcrsal, rnais estreita que o aquário, para
O I )ts.n|olt,ìnr nb tlo /rtirl i ""'
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O I )tt, tn olrtnt,,nrrt, ht
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alti\iìr lltÌla p:Ìssa-gem entl.e â
cla ciivisór'ia c tlnÌa
1io ,ìcsrìì() A tlivisór-ia o o
"*t'"'tt't'uoe clas paredes
*,i ,;;;;ilï,.';.:"::l'ï::ì"ï,1;jJ.,:,1:ïlì.j"ì1,,,;ï.'re
., .,. ",.,.,
lìr,'ttttr,'., rrrrr d,' g11111,15e L.rìc,,rìrrì,ìì ,,,,,,., ,l^ plrle\.
rìlrlll r.dJq
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,r,r.;r.r(,. (Jcita.\c ,,,, jì ìÌr(\arir do
,r"dììn',"""t'rll
crtlttc tto lttttd,',h
Ir,.l(, ,ì{h,r,j, .;,,;.. :,ìï,rj''
rt cJa 'utnÌ rr:r.rc. lrcirrdor
i,,,,,r,,. r,,,, ,.1,,i,ìo'.ì" ;,ì.ï,i):'.'i".tiitetru' tr;rrlrtttio r,, ÌorrF,' do
a dtr tsóti'r d(' gaze; qtrrrìclo
,'';ii,,'.rr,,ì1"1,ì.'i"ì;,,;lrï'li;ï' e\1ão a iÌlsurìs
rr' lorìg(Ì ,r" ai.,,;.,rìi,,.',,,,.r,i;i] :"t'"n'" colrìo Par'ì a obsetvar' 'lepois naclanr
u,ìco,,rfiì,Ìì a passâlrc,ìì. ,,,,;l que por acaso
;, :l:",;ì,1;l:';j$::lï:,:::,J::
lista atividrrcic cstirltclc
rrír1., lllir rl (.r!(.r(lr,rLljr r)c'r \'llì lllllçio dc dnit aucttte' dclcrrtii-
'ìdor (h.(ar'c c rrrarri'c't'ì-'c rta rJite1i.,
'{lLir( ,r-r'rr( ,;,. :,,;;;,,,.ì; ,.] 'l: ':':'^ hd" .'5 psltt' tcparattr
rrr, r,Ír'r'rr;r
,,,..1.,,r,,'ii,, ,,',,;..'';;' r'3'/;o rris.al
,lrr, ç.rr',r,,:',r;',':i;1,.:, |cla qrrrl os scrr\ rÌt.'\ irììerÍr,ç ra
,':.,.ì,lLU,ri':
.tr r,,.r,,';,,. ,,,i.,';,;':;.;;i;ìi; "1]].::r,tárct c''trrlrç1" zigticzrsrr.rrrr, rr ig. (,
r(.rçir,, jr rrir/c. <1epoi. I 1ç2ç11y prirnei.o n
ì"1ïi:'i:jlÏi::-rno\irr)(rrru\:
I aÍrìbcrÌr rìãu hi
rrllrr.rr, irr ,t,,. ,r,,i, ,,g.,,ì1,. :.:'.:: , o tnori11lç1116 'irnplc. aLliça,, dr
;,."1
Pr!v(ìciÌrrdo
Ir,rr:r s.. rtr' ,,',, ,,ìiìì:;;;: nch 'tta 1ç.1111o111ç.
mrncira corrrplera da qLrar
rr,riçrrr',,.bjclivanenre,,.,,,n,.,,ll'l"ll '-11 ,de,
, i,,,,crì,i;çiì,, a","n,, j,,"0o' ;i,
;;ll::j:
tl)l l'l iir(lo I-slq coIllerrdo antt.r ïlll":j,ìi), ",,ïlï.[;il];
i'.,,,'"',, iì "'o.
il*, Jj".:T J l, :,,,::' ï
l l lll
'('rìt()ftìo "'
proprianÌente :''', ; ] : :,,,'"i',ì ^o l
ditos: cste outro contcúclo "1:,
da ativiciade "1",
está

c lt

Iìig. 6. lìsqucrras das crpcriôncìas sobrc pei\cs


(.,\ V. Zaporojcts c L DiIìanstcjn)
O Desen\)alfìnìento lo l)rkluì.v)t()
O | )r\t ut t,lytrt, tjt,),1,,

ligirrlo a unt agentc dcteÍnrjnaclo (o obstáculo).


clistinto do oclor cio
rrlirrrcrr.. Ì'o. si prrip.io não potìe clese.cacrear n discoldância cie unta conlrailição no scrÌ conìllorlatììctÌt(ì. A rrtir itlltlc
átiui.ru,l. dos aninrais: a tlos
lirlc cln sl lltcslìì:ì nào provocl qualquer rcação nos peixes. O agente peixes (e evidenteulenle de outros Vcrlebr.arios) lìllrcscltlit jii rrnt corrtc(rdo
não
cstii. p()rtanto, ligado ao ob-jcto que clesencaileia que rcspolde objetivanlenlc t'rs corrdiçõcs iÌgcrllcsi
o utiuiloa. prru quot .rto I)tìriì o ltlriprio lnirrral.
sc.oricnta. rras às conclições nas quais.c clado " csÌe contcúldo cstá ligado iÌos iÌgcrtes. para os rluiris sc tliris,: ,r srra
este otrjctã; taÍs sao a
tlilcrcnça c a r.elação ob-jetìvas clus L-\isrcln enrr.e ativiriaclc no seu conjLrnto. Dito por outr.lrs plrlavlrs. ir trtit,icltrclc dos
os dois agentes. Esta
le lirçrìo ob.jetiva reflete-se na atiliciacle
dos peixes anìmais é, nos fìrtos. cletcrntinacla pela açiiil clas c.or.ra.ç lirrticrrlarcs
t;llbim ".tra"A"rf
ü1,,;f*J_."
para o peixe conro dir idida cnì ciLras,? prìmeiramenle. cotìro (alimento. obstácrrio). ellquatìto o reflexo cla realicladc
cstlnclo ligada ao ob.jclo. isto é. ao gcraclor de
1,"r,,,,,,,... ,,o
ativiclade; rellexo do coniLÌnto das suas proltrícdotle: i.listiltas.
."gun.lo,
corto lclacionando-sc cont as concliçõcs dc atividacie
e, em",,,
geral, como Esta ciiscordância rcsolvc-se no dccurso cla cvolLrçiìo pcla rnLrclança
da fornta donrìnante do reflero e pcla rcorganizaçâo do iipo ger.al cla
Só o pr.ossegu irncnlo cla cxperiência pode
dar a rcsposta. atividade aninral; hil â passascnr a unr estágio mais clevado do desen-
Sç pr.sscgLrirrr.s as cxpcriências crc nurrição volvinlento do relìexo.
cros peixes corocanclo
lixlrts its r,czcs Lrnt obslácLtlo no scrr carninhcl. Antes de abordar o cslrÌdo dcsle novo cstágio. dcverros clebruçar_
u"n.ro:; op"roa_r" ,,nra especie
tlc rcabsor'çlìo" dos llovilllcrllos inúteis c os pa;r"a,,"utunl nos sobre um pro[rlerra parlicular. ]igâdo a estc. mais geral,
cla variação cJa
irrcLliutanrcnlc para â passagcll qLle c\iste lrnr se ciirigir
cntre a divisória clc gaze e a atir idade e drr serrsihiliil;rdc lrrirrrrris.
palcdc tìo aqLrário e enr segrricla para o alinrcnto (ìrig. lìata-se do problenta clilo instinfiyo- isto c. ina1o. ou ainda .,conr_
6 B).
I)asscrnos :ìgora áì rìnliÌ segLrncla íàse da
cipcriência Retilentos a porlâttrctìto lellexo incondicjonal,'. c do co lÌ1pofiatÌì elllo que se
modilìca
tlivistir-ia anles de alincntar os peixcs. A gazc
linha sido colocacla bastanle sob a ação das coldiçôes exteriores de existêlçia do animaì e sob
a
l)crl() do polllo cle particìa dos pcixes par,r quc elcs nàu p,,.lcrrc,l, irrfluêrrcja da sua expcr.iêlcia inciividual.
<jeixar clc
rìolaÍ a sua ausência nrau grado a sua visão rclativantente As conccpçõcs qLrc liganr os graus sucessivos do desenvolvimento
aperÍèiçoatìa;
contrnLlaranl a repetir os ntovitlentos dc do psicluisrno a cstcs cliltrerrlcs rnecanisnos dc atlaptação do anintal ao
contorno no, ,]ouu, conclições,
islo c. dcslocar-se cor.ìlo se l.Ìouvesse clivisória (Fig. nrcio cs1ão Iârgarr.rcnlc cspalhaclos crn psicologia. Assinl, lessâ
6. C). ó1jcâ. o
Como indica a F ig. 6- D, a tr.a jetória clos pcixes conlportanìcnto l]a base do q0iìl sc (jt.tcollttallt os ,.tr.opisntos,. oU ilìstitìtos
acaba natural!ì.ìertc
por se r-etiÍicar; bdavia- trala-sc dc rrn proccsso dos anin.rais seria o iÌrau inleriol clo clescnvolvinrento psíquico.
lento (A. V. Zaporo-ieÌs e unr grau
L l)irrIrrrr.iIt irr). superior caracteriza r.-se- ia por uìl colnportan.t etìto lìnclado sobre
reÍlcxos
Âssirn. o agenle qrrc dcrerrrina o rlovirrelllo condicionados, isto é, susoetíveis de se rrodiÍìcar indiviclualntentc.
cro co.torro rros
ltcixcs cstuclacJos es1á lorçosarncntc ligatìo iì ação clo próprio alrnlcnto. Estas cot'Ìcepções apoiant-sc no làto incontestável cìe que quanto
ao
sctr odor. Isto significa cÌLrc os pL.i\e5 0 pc.cebcrr mais se sobe rra escaja biológica. nrais se aperleiçoa a aclaptação
.lesc.le irrrci.r como Lrnitlo tlos
ir() odor e lão corno làzcndo paftc clc Lrnr aninrais às'ariações do nreio. nrais dinârrica é a sua atividade.
oLrtro..nci..clc propriecJatlcs mais lâcil_
ligirclas cllre si. isto ó. de ulllíì oLttra (,.rôíl. nìentc se tàz a sua "aprcncÌizagent,'.'fodavia. cste ponto de vìs1â concreto
Obscrvanros, porlanlo na scqiiôlcia desta pr.ogressiva lespeitante ao processo da ativitlacjc anintal é extr.elrantente sirìplista
cclmplexì_ c
rlrrrlc iir rrtiviclade c da sensibjljdadc aninrais. funcionalntente errailo.
n upnrl.inr.rì,u ,1. unl,
( ) I)r:trt)\ r t!\\ rt' ìttt' tl,t I't rr Itt t .trt, '
.t-
t t Dc!Luri.lvn'nlo d., !'!nu^|t1)

Primeiro, nada nos perrlitc opor conìo gralÌs geneticos diferentes o Ârranja-se LLm pequeno aqtlltrio raso' i t t t I I r t I ltpcttits tlc ttttt I t i t I t I

lado. No centro, lìxa-se um tubo tle vìdlo curvaclo ctll llllgttlt' tclo. tle tllocltr
c o rÌì po rtalnerìto herdado, dito invariável sob a ação dos agelìtes e\teriores

c o cor'ìlpoÌtamento que se lorma no decurso do desenvolvimento que um clos braços Íiquc debaixo cle ágtta cn ;losìçìo ltotizotltltl c o
irrtiivicÌual do animal, da sua adaptâção individual. "A adaptação individual segundo <ìc pé na vertical, com a extremidade fora da irgrrrr (l ìg 7)
cscreve I. Pavìov existc em todâ â extensão clo mundo animal"ô. No princípio das experiêtrcias. a partc hotizotttrtl tlo lrrtro cstá
A oposição entre- o oompofialnento inato e o compodalnento adap- dirigida para a parede iluminada tlo aquárìo' isto c' ao cttcortlro clit lonte
lunrì,rnro (posição lepr-esentada na Fig.7). Coloca-se utna tlltlìria tro tubo
lÍì1ivo rÌasceu da redução faìaciosa dos mecanismos cle atividade atrirraì a
por meio de ulra pipeta; ela desce rapiclamelìÌe ao longt-r da partc vcrtical
sirnplcs rrecanismos inatos c da velha concepção idealista do terrno
" irstinto". do tubo e conÌeçâ a cleslocar-sc no braço lrorizclntal, dirigitlo para a lttz
Clonsjdera-sc geraltnerrtc os tropisnìos cotno el lortna mais simples Depois sai do tr-rbo e nacla livrerncnte para a parede ilLrminada clo aqr-rário'
(l(Ì Çorìr portarÌ'Ì ento inato. Scgundo o autor da teoria clos ttopismos anitnlis. O seu comportamelìto pertÌ'ìanece, assim' estritanretlte sLìbnlctido à ação da
Itz..
.l|cclucs l,oeb. o tropisnto é un movitlento autolnático inlposto. deter-
As experiôncias segtlinics consisteln etl l'azer gìr'ar o tubo 45o ern
rrrirlrtlo pclo fato dc quc os processos físico-quírnioos que se tlesenrolant
rìirs plrtcs sinrctricas do organismo não são idênlicos devido às difèrelças relação :ì linha de propagação da luz (posição represcutada a ponteado na
(rìtrc iìi irìllucrìcias que e\erce'ìì sohrc elc Fig.7).
NestiÌs conclições a dáfilia sai do tubo cono anteriorlìlente, elìlbora
L) renovo das raízes dos vegetâis ol'crece um bonl exemplo destes
nrovimentos impostos e ooustantes: com cfeito. qualquer qtre se-ia a mais leltanentc.
para baixo Este lâto explicà-se perfeital'ì.ìcnte cotn a teoria dos tropisnlos
1.rosição que se dê a uma Plâlta. as sttas taízes ilirigem-se a influêr-
podcnr ser observados nos animais, mas a atividade Poclemos admitir estarmos perante a adição tlc duas in1ìuências:
licnômenos auálogos
animal não se reduz apenas ao tnecanisnlo dos tropismos; ela é plástica, cia tla Iuz e a da parecle do tubo ligeiraneÌ'Ìte orientâdo de lado' que impede
isto é. variável sob a inÍ'luênoia da experiência. o movimenlo direlo. A adição destes dois l.Ì1olìlctllos erptinrc-se pelo
Assim. sabc-se que a tnaior pârte das dá1ìias apresentanl unr movilnento retardado cla dáfnia artravés do tubo Torlavia, a rcpetiçàrì
clestas experiências l'ÌÌostrou que a dáfnia atravessava o ttlbo cada r cz
tnaìs
I'ol(ìtropisn'ìo positivo, isto é, efetuam movitnetlÌos forçados em direção à
Irrz. lodavia. G. Blees e algul'ìs autores soviéticos (A. N. Leontiev e F. I deprcssa ate cluc sua veìocidacìe se avizinhava da que ela necessár'ia para
eìtravessar o tubo quatldo este estâva virado para a lLtz Por conscqtiêtlcia'
Iìassìnc) delìlonstraran experimcÍÌtaltnellte que o colllportâmento das
rliÍìrias não se assenrclha de nodo algunr ao "comporlantento" das raizes observa-se na dhhlia ulìì certo exercício, ou scja. qtle o seu
corr po rtanÌ elìto se adaPla pÍogrcssivanretlte às condiçõtes dadas.
vcgctais8 .

I-ìis a descrição destas expcriências.

'' L I'avlov: Ocuvrcs CoDlplòtcs. I II. N4oscou. Lenìngrado: 1949; pág'115 (,rnì linguâ
rÌrssa )

' { 1 .1 Ì.ocb ()! to\'ìrt,tìlo:.rtr'çodas e aI lrcpí!ntas \4oscou. 1924 (cnl lingtriì russa)
O I)í.sental\,i11enÍa do I'sìqtti' !t) r.)I\.\'rt',1\i t"1tt,tl ,l':r 1tt' trt" .1,

tl
tl \l\
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I1 ,,_

Ìrig. 7 l)isÌìositivo pltra iìs c\pcrlôncias sobrc as alí1niiÌs (scglrlìdo IlÌccs)


ll
À ,.^^* [.
_l_
Nas cxpctiências seguintes, vira-se o ttrbo a 90", 130' e ÍinalrÌentc .c

l ltì0''. I)ara cada unìa destas posições do tubo a dáfiria aplerldc a sair clclc
rclalivanrerrte deprcssa. se bcnì que deva, nos dois írltinlos casos. iÌYiuìçiìl'
rìo serìtido oposto ao siual do seu tropisrro (Fig. 8).

l
ttllll
It' ll'
Ì'ig lÌ VlLriLrçiro ckr ct)nlponânìcnlo dâ diilìÌia: l- cxperiôocias dc l:Ìlccs (1919ì
cxpcriôncias Llc l,conliev- Ìlâssinc c Solomakh ( l9ì l Ì91-1)

 prirlciraYista. estc fato pode não parecel cotllraclitório conl a


"coaÇão" do Í'ottlttopismo positivo da dáf'nia; podc-se supor cltÌe o l'ototro-
pisnro positivo cja dáfìtia se trânsÍbrÌÌla nunì lotolrollisÌÌì(l llegativo- sob a
influência cle corrclições desconhecidas pala nós Mas clc iltto' esta

suposição é clesnrerrtida pelo Íato dc que rÌtra vez saída do tLrbo' a <lrihria sc
dirige de rov,l para a lttz.
Assim. ressalta dos 1àtos allteíiortlìclÌ1c cxpostos qtle o colìlporta-
mcnto da cláfrria rrão se rcclLlz aos ttlovitrcnlos automáticos Í-olçados clttc
são os tropislllos. Os tropisnlos tjos arrìnraìs não são os cìetlclllos clc tlnr
cor'ìì poÌ tanr en to globaltnenlc trlcçâtrictl. uras os lrlecatlistllos dos
proccssos
O I )1,.*,tn,lt rn, ttt,',1,, I'tttlut:rtt',
O Dcs.nvol\,i ìenla do I'sìLluìs1)ìt)

intlivitlLritÌ tIr itttitttitl lsttr


nodilìqLre sob a ação das condições dc vicla
elerÌìclìtiìrcs de um collì po rta Il.ìe lÌ1o scllìprc plástico c capâl de se Ìeor- L.ristc. cstt'ito'r"nte falatrdo' cotrrlrtrtrrttrtctrlo
tlclìtriti-
;';i;;;';;;-;"
liuÌi/iìr crÌl função das ttansÍbrnlações do tneio cslele(ì1il)(' l)ì(L\i!tclìtc no
vamente Ílxaclo, que segtllrla sÌÍÌÌplejllìcnte unì
O outro conceito. ligado err psioologia à idéia de Lrrrl corÌÌpor'- ittrittt'tl Ie'rtÌl t 'lt ttttln
oróuri., ltlirn;tl. lstl c,rrliepçio Jo cotnpotlattlcttt"
l;ìrÌìcrìto alìimal illato estritânlente 1ìxado. e o instillto tìxistell.ì diversas nriìi.e h,r.trrrtc pullcô pr"ltìlÌJa tl"s fato'
c(Jrìccpçõcs do instirrto. A rnais dilìrrrdjda é a que vê lìo compoltamento l"abrc qLrc lìri apcrfci-
Eis o cxetnplo de uma clas expeliências dc
rìs{i!Ìtivo un.ì collìpoftanlcnto hcrcditário que não exige qualquer apren-
çoada posterionrente.
rlizlgcrr, quc se folttta sob a ação dc estínlLllos dcternlinaclos, sc realiza de Para proviu qüe o collÌportatrento instintivo
só r'cspondc às condi-
urììrì ccÍta lìancira. delcrlnittacla ulrla vez por tocias c irrleirarnerllc ìdêntìca irl ada s dc uma datìa espéoic c
que não é
ções cle vida csrritamente {letcr-ln
|)rr|u todos os represcl'ìtíìlÌlos dc ltnllt nlesnla cspócic
aninral l{azào ltrr qtle :;;;t.;" sc adaptar a cortligões não lrabituais' Fabre lez do nirllro pela
uua cxperiência
o irrstinlo c "ccgo". trÀo ìcvit ctll lirtlla cic conta as particularidades das .oi',, nt .rrlitário, No clìa eur qtrc essas abelhas saenr
errrrliçircs cxlctiotes rlc vitllr clc Ltnr dado atlitrraì e não pr:de rlroclificar se a "ltlo,
plilncira vez, clas ténl que foer â ì'ìliÌssa conÌpac1a
que o ot]tura
rìir(ì scr no clccurso ria lcttta cvolução bioìógrca Esla conccpção do itlstinto trabr.edivìcliLlentãooninlroemcloisgrupcls'Recobritlaetltradir
lì)i \Lrstcnliì(ia cm espccial por J. Il. Fabree. ,1,,. nri,reir.os ninh,,rs cortr uma lolha clc papel. dc
tllatlcira que csla adetisse
lrlctivanìcntc na tnaior parte dos anitnais allanlcttte organizaclos. ; ;,;" g'upo" utilizou um corre do mesmo papel qtte
pLrrlcrrrirs distinguir bastante niliclarneììte. por tlnl lado. os processos qtte
'..'g,,n.l"
'i;,;",iia nlun"ira a clcixar tÌnì cello ilìtelvalo elltre as çraredcs do cone c
siro lr rranilìstação cle ullt ctltnportalìlcnto qtlc se lbrtlott ucl clecttrso da do uitrho qLte as
;; ;''ìr. l) prinreiro grLrpo cìe abelhas roeu a patccle
"olo"nu
cvoìtrçrìo histórica de uua cspécie e qLre são Íixados h cred ita riarrl crìte (por aprisionave. bcrì1 corno o papcl c lihsthrtr-,sc a""Ìto ï,..:n:-ll^,.1:
crcnrplo. ccftos insclos "sabcnl" construir l'avos) e. por, outro' os proces- Lìr' lìllìlÌu lììJ\ lìiìo
-^,,,,','1,, nr,,,1,, ell. latnhcttt ltrCliÌlìì it parede tlttIa
stls tìc cotttpottatrerìto qLle:Ìparcoelll tlo decurso da "aplerrd ìzagenl" dos ,.i-"ì.,iàì" t."':. p.ttedc dc vorrc dc papel scparado do ni'ho c acharau-
rrninrris (pol cxcnrplo. as abelhas aprendcnr a escolhet'os rccipicntes qrre s". pn.-,runln, votadiìs à nÌorte'
coltélÌÌ xiìropc uarcado por um sinal figurado particular). prolongar ulÌÌ pouco o ato
Fabrc conclui claqui que o inseto porlia
Os dados experinlentâis denrollstratn lodavia qLle llão é possível a it-tstintivtlderocrparadcìxlronìnho.tlasqucttãoelâcâpaZdcorenovar
oposiçào entrc o corìlpotlamelìto do espécie e colnpoftanÌellto claborado que 1ìssc: isto
por nlínimo
quando se apreselÌtaYa unr segundo obstáculo'
inrlìviclualueltc, nlesmo enÌ gratls inleriorcs do dcsenvolv imetìto aÍìilnal clo. itlseto ó ccgo e qtre so se
significaria, poúatÌto clue o colll podâmel'Ìto
O corìrportamcnto anirrtal é cvidetllenÌente ulÌ colllpoÍlallìellto especifico. efïtua pcrante uma otclem estcÍeotipada e prcexìstentc
Não aprol'url
rurs ó igualrrente mLtito plásTicit. Todavia a cxperiêrrcia de Fabrc não c convincente
r\ssit'tt o conpol'tiìlìlento inslintivo cstÍi1iìlìlclìte lìxado não é o grau dou stt lìc icnte nl e ntc o seu çs1udo das condiçõcs artiÍlclâls ìliìs qLlâls

irrleliol do tlescttvolvitnetrlo cla atividade tlos atlitnais Eslc é o plinlcilo clLle as abelhas dcr
oolocott as abelilas. Posteriormcnte' deÌÌìÒllstroLl-sc
não porlltlc 1ìlssclll illciÌpiLzcs
l)( ì tl l()
segundo gtttpo lìcar,'au plcsas tla arnladilha
Scgunclo, rllcsrrìos nos graus tnais elevados do desenvolvitrento da condiçilcs cliacltrs pela llrescllçiÌ
de aalaprar o scu collìpollanìclìto às ÌÌoviìs
rrliVitlrrilc artinral. não há tipo dc colnpol'talnenlo irlstintivo qLlc lrào sc clc papel que etrvolvia o tlinlto)'
de unt obstáculo insLiìito (a scgtttrcìa parcilc
das suas
rnas trtrrilo silììplcslÌ1cll1c Plrlcltlc !Ì próplil coniòrnlaçào
I'eris. l9l0
O l)t;r'ttvtlttn' ntl tl" l'\ìtlttt\ìtt"
(t l)!.\cn\ulrII.tltì J', l ttttulrttt )

(lllc iìs:Çlltll-âllì a
rìrirr(lil)lrliìs não lhcs pcrnrilia agarriìr a stlperllcic ìisa clo Papeì. sc bclìì qLle Assim. a di1èrença entre os tiPos dc tlrccatlistllt's
adaptação dos atliurais às tnudanças do meio não prxlctiit
scl o ítnico
tIrìlr;uìr tcrìlaclo íàzô-lo. Outfas expcriôl]cìas provlrallì que o insclo podia ú allctlas de
psiclttisrto O csscttciitì ttlto
rr.ll{)\iìr () ato de roer- sc losse necessaìrio: conl elèilo. s(] se coloca à saída critàrio do clesenvo lv iln ento tìo seu
rlo rrirrlro ìrìÌ tubo de vidÍo obturado nur'ììa extrerrìidacle por argiìa, a abelha qu" ,rtott"iru sc moclifica prirrcipalmente a atividatlc rttlittrltl' ttras é
sobretudo o conteúdo e a estrutura interlla dcsta alividatlc
c as Íìrttttas cle
nr ir pirrcclc do ninho. pcrcorÍc o tirbo c tói o segLtnclo obstáctìlo ( o pcclaço
rlL rr|lila). Isto prova que o collìportzìlÌìeuto institltil,il (liìs abclhas não cslá reflexo da realidade qtte a ela se ligam'
l()lirlrììcrì1c subnrctido a Lrnla sLìcessão clc atos pteestabelecìdos.
O cstrìdo detalhado do cofÌlllollanÌellto ìnalo de Ltnla espócic (as
!cslrirs solitárias. as ararlltas. rts carattgttc-jos. os 1lcìxcs c oLtttos aninlais) 2. Es1ágio do psiquismo perceptivo
rìì(ìslriì. por-tíÌrìto. qÌìc cslc itltinto dc tttoclo algtttlr e corslittlído por
do psiquismo" que stlcede
C) segLrrrdo cstágio do dcsenvolvitnettto
r'rrelrrlclrncnlos de rrovinrctrlos inrtrlávcis. fÌxados pcla hereditariedadc c
,in friq,iir,rlo serrslriaì elcmerltaÍ' pode scr chamaclo estágio do
crrjrrs rliÍclcntes elos sc strccdcriatn autolÌlaticametÌ1e; bctl pelo contrário,
"o pela atitude pnra reÍÌetir a
crrrl;r rrrr (los clos ó cxcilado por sinais scnsoriais dclcrtrinados, etn frlquirnìn perocptivo tìlc catacteriza-se
t."utìaoa" oújctiva exterior'. não sob a lorma de sensâções
elenÌel'ìtarcs
torrserliiôrcia clo quc o conl portaìn c rrto globirl dtr ert itn al e senlprc rcgulaclo
'r. isoladas (provocadas por propriccladcs isolaclas ou
grupos de propric-
lrclirs condições ilarjas c pode poúJnto \rriar cotrsiclctareltttctttc
Ìr:rindir tlais cvidente clue aqtrilo a que se cl'ìal'1.ìa o colllPorl.ìlììento dades). rr.ras sob a lorma dc rellexo clas coirzts
A passagem a estc novo estirgio cle clesenvolvimento psíquico
está
;inirrrl individLral se lonna scrÌrpre. por sLlâ vcz, a partir do cotììportiìlreIìto já preparada no
ligacta à nìoclihcação dâ cstrÌÌttrrâ da atividade anirnal'
inslinlivo da especie; não poderia ser. àliás, de oLttto nodo. Assinr. tal
c()ìììo lìiìo existe corÌlporlar'ìrcnto integraìntctìtc rcaìizado pclos nìLl\ ilÌìcll estágio antcriol.
lrstâ nluclança cle cstrutura consistc en que tcmos agora cìilelen-
tos iìratos. insensíveis aos agcntes exteriores. 1ânìllélìl não cxistcrtr hábitos
rrrr rclìcxos condicionais qLlc scjanr inclependcntcs dos eletleutos ittlttos. ciadooconteitdodoatividarjequcâlltessedesenhava,contcúdoqì.lese
relaciona otr.ietivaìnelÌre com as condições do meio ell qtle é datlo o objeto'
Iìaziro pol qLìe rìão podcn'ìos opor esles dois tipos de c o nl pot'talìì clìto.
c não corn o próprio obicto para o qual está orìentadâ a.atividarde do
l)trdcnr,ts cllranto rluilo alìfnìar que os mecaristrros itratos clesetlpctthattr iìqiriìo quc
rr!Ìr plpcl bastante grarcle erìì ccrtos anìnrais. etrqttatllu uoLltlos o sào os ani'ral. Neste scgirnclo cstágio. . c.ntcítdo 'ão está.iá ligado
mas responclc as açi'es
nrccanistttos da experiência irclividual. Mas tnestno csla {li1èlençiì nÌ(' cxoita a atividatlc. tontado !Ìo seu cou.ìunto-
rcllclc os vcrdadciros estágios tio dcsenvolvitncnlo tlo psiqitisnto n..r particularcs cltle o PlovocalÌÌ.
nrrrnclo anìrrll. Ela põc antes etn cvidôncia as paltictrlaridadcs cpre Assirtr rttl ttlatllífettl contol11a IÌatulâltrrcllte Llnl obsláctl1o colocaclo
entre cÌc c o âlilìlclìlo lsro sigrliÌica quc lll ctrtn'r t's
peires do atltrário
clìractcriz:ìm as di1'clcntcs lirrhas cle evolttção dos anintais. E assinr qrrc ,r
clir,ìclitlo clcscrito antcriormetÍc. poclcmos distinguir na
aliviclaclc tlo
rìonìportiÌrÌìcìllo irlalo cncor'ìtra a sLta ntanifcstlção ntais níticla tÌr)s itìscÌo5
rnanríÍòro Lrrr celto colltcíl{lo obictivatllcute ìigadci atl obstltcLtlo' que
(ìuc rcpresentârr trrn dos lantos latcrais da evolttção.
coustitui utra clas corldiçõcs cxteriotçs t1a ativiclaclc' e não
lo prôprìo
lÌír. tocln'ia' rtua gratrde clilìrclça
alinrcnto que c o objelo cla ltivicladc
ent|e a atividacie clos pcixes c a tlos tllatnílcros. Conl eièito' eììqtliìnto o

lì;rlrLrrl /.rrl,ralir1r,,rfuyrr.rr,rts.Í. 1l l:ttbtc .Jtnnnl tlc /'.r'r i /rolr.,3rr'. 1921.n"1{


O Dexenwhìaento da Psìqrtsuto O I)e v nLoh ì nt p n t o à t I'rt, t r r t: rt,'

'','rìlrÌr(l() da atividade dos peixes (o contornar) sc conscrva depois de suâs correÌações ânâtônlicas com o apatellro ne[\'oso ccr]trìì. Sc. rì() csliigio
r clrr irlo o obstáculo c só dcsaparcce
ptogr.ess jvamcnte. os anitlais superio_ precedente, a diÍèrencìação dos ót'gãos clos seuticlos corcluzirt r sc ìsolar
rcs. ciilocados llulì câso análogo, dirigenr-se ent geral diretamenlc para o dcrÌtre clcs os órgãos doninitntes. rìos Vertebtados os órgãos rlitctorcs sào
,ritrrrttrlr'. cada Vcz mais ór'gãos que irlegram os cstimuios exteriores. lista inlcgiìção
restes últirnos, o estímulo para o qual está orictllâda â c possivcl graças a Lltìrâ reorgalìização do sistena nervoso ccrrtral cttt'n a
rrtivjrltrtlc^ssinì,
não se coníunde conr a ação do obstácuìo: eles attetlr indenen_ Íòrrlação do córebro anterior, clepois do córtcx cerebral (eÌn prinreito lugar
(lcrìlcnrcntc uur do outro pala o arrinral. Do
;,rinreiro. .1.p",ì.,ll u n,:i"n- nos Répteis).
trçiìr) c o rcsultado final da atividade, da segLrncla as nrodalidaclcs tla sua Inicialrrente (nos pcixes nos anfíbios e nos réptcis), o cércbro arìte-
rellizlrçlìo, por cxemplo. os lnov jrrrcltos clc rocleio. rior ó Lrnra 1'olnração puÌâlìer'rlc ollatì\,a. espeoìe de plolongantcnto do
(lhi:rtrarentos opcrttção csliì conìposição, este :Ìspecto âpiìrclho olfativo ccntral. À inportância rclativa clos oenlios ol1ì1ir L,s no
ila atividade
r
Jrrc lcspontìe às condições nas quais se ctlcotìtra o objeto que a suscita.
lÌ prccisanrcntc a cxistôncia dc operaçôes distirrtas na ativicìade que 5*7
rrrtlicrr tlrrc os cstíntulos (1lc agen.ì sobre o anintal, quc até Iá se succiliant
rrìs iì()s ollfos. cot'ììcçalÌl iì feagrupar_se: de url ]ado, as propriedades qtte
rlìr'iìclcrirarr o objeto, visado pela atividadc e suas interações, do outl.o
"qi:?;:',:n
^'..â.^á.Àô:
,'"i""if"'.'i ã.'" ;,,'
\
lirltr. irs propriedadcs tlos ob-jetos quc deternrinarr o ntocìo cla alivitlaclc, : I ti
"r-L-
islo c'. a operâção. Se no estágio do psiquismo sensorial elerrcntat.a
rlilclcrciação dos es1ímLrlos estava ìigada à sua simplcs r-eurrião à volta dc
irnr cxcilalte predominante, agora apalceetn os plirneilos processos clc
iutculação dos estírrulos nurla imagent única e acabadal eles reunclll_se
crì(lLÌarìto plopricdadcs de rrrrta só e mcsÌtÌâ coisa. lJoravantc o animaì
rcllctc a rcalialade cjrcundarrte sob a fotnta dc intagens rrais ou menos
scgrÌÌcr'r1iÌres dc coisas individualizadas.
EtÌcol'ìtramos a ntaior parte clos Vertcbrados atuais nos diversos .

rivcis clo estágio do psiquisnro perceptivo. A passagcnr a este estágio está Irig. 9 Crirtcx oÌiàtivo do oüriço-oilchciro
rrl)lìrcnlcnlente ligada à passagol dos vertcbrados a unt rnocio cle vida
córlex ccrebral dirrirrui considcravclnrente tro decurso do clesenvolvimcuto
I
lctrcstÍc.
!
O lascìlìlento e o dese|volvimcnto do psiquistìto percepti\o nÒs nos nranríleros) eur plovoito da rcpresentação cÌe órgãos dos setttidos. lsto
irrrirrais sào condiciolados por nrudanças anâtômicas e fisiológicas vê-sc niticlanente se se cor'Ì1piÌra o lLtgar ocupatlo pelo córtex ollttlivo no
lrlrlìurrlirs. A pr-incipal dcntre clas é o desenvolvincnto e a transfonnaÇão ouriço-cachciro (l:ig. 9) e uo simio (Fig. I 0).
rl,r pr1-rcÌ .1,;s tirgõcs dos senlidos que agent à clistância. ern prinrcir.o Iugar
rlir lislìo. O scit cicsenvo lv ill ìclio t!-:Ìduz-se por unra nodificação tanto da
itnpollincia rltre clcs tônt llo sistenla geral da atividaclc conto da l'or.nra clas
í1
O I)esenrtli'ìneüto da P.\ìLt ìst a O l )esaì t)ìen t o (l, t l' tu 1
t t t:,tt t,'
^,alt1

&,
9:
,l cérebro onterior
*i
ë
I

I
Olhô í
Fi!1. ll. Cércbro clc alc

I)or vezes. chama-se hábilo a todâ a ligação que aparece na


at
experiência irrdividual. Mas cottt tÌnìa acepção tão siÌ'ìrples do tetlro
"hàbito" esfc cottceito torra-sc muito vago e errgloba ulll vasto con-junto dc n
I ig. 10. C(i{c\ oÌlatìvo do sinìio inlcrioì'
processos totalllìetrte cliferenïes, dcstle rnodificações nas reaçõcs dos
I)clo contrário, a visão, cujo prooesso de "oorticalização" cot.neça àrhrsór'ios iìs agiies hutnanas tlais conrptcxas Ao contrário desta extensão
injustilìcacla do conrplexo hábito" designâremos apenas por
"lrábìtos" as ã
no lcptil, ocupa Lnn lugal cada vez nrais inpoftante (Fig 12). Nas aves, os
ollros são o receptor principal (Fig. 1 l). A visão desempenha igualtncnte o operações ÍÌxadas.
papcl prircipal enr uuitos manríleros sttpetiores. Esta definição clo hábiro coincide cotn a percepção proposta pela ã
Ao mesmo tenrpo, desenvolvcÍl'ì-se os órgãos cla motrisidade prirle ira vez rla U.R.S.S. por V P. I'r'oiopor LlLlc Pro\ oLr expclìtncntalnlente H

c\lcrior. esses "instrunrenlos traturais" dos anitnais que permitcrn realizar que os hábìtos nottizes dos alninrais se lbrtrlatn a partir dos cìetnctrtos {
ls opclações conrplexas cluc exige a vida no lneio tc!'reslre (oorreÍ. tlepal. Ìì
pclscguiI Lìrìrâ presa. transpor obstlìcLllos etc.). As futlções tllotrizes dos
rrninrais corlicalizarm-sc cada vez t'tlais (islo c passân] para o córtcx
cclcbral). de nodo qlte o pleno desenvolvitnerrto das operaçòes nos ïi
lrinrais prodLtz-se ettt rcìação cotrt o dcsettvolvilrento do córtex ll
Assinr- se a atividacic dos Vc!'tebrados inferiores está ;t
principalnrcnte ìigada aos centros infcriores (gânglìos subcorticais). ela
rlcpcndc posteric)l-lllcììtc uÌLtito nais do cór'tex. cujas translormaçõcs il
{}
cslrutLrrâis rcÍletem todo o desenvolvintento ultcrior. :l.!
ll. rÌos ccnlros {iticos no c'ìrlc\ dos \'crlcLìrâclos (scgundo
A dilereroiação das opctiìçòcs tlttc carretctiza o estágio do li-q. O dcslocenìcnlo lfrglcssiuo
nìanìílèÍo:
úonakou): a) rs Vias c {ls oonlìos olicos no cÚrcbÌr) dr ìii: b) no róplil: c) lìo
ì

lrsiqrrisnro dá origelr a Lln'ìa Iìova lottrra de fixação da expcriêtloia anitnal. Ccrcbro anrerior'.2 alercbro inlcnÌediár'ìol 3.
(iér'cbr''1 nócl io: 'l Celcbclo; 5 ï}rlho-
r lìruçrìo sob Íòr'ma de hábitos lnotrizcs. no senlido lestrjlo clo ternlo raquirliano
,'
ti
O Desen|olvin?nto da Psnutvilo O l)cttn* lytnttrtr tÌo I'rtiytttuo J9

tìr(ì{rìrcs (11ì transposição dc utl obstácLrlo, que é o oarátcr do pr'óprio ( ) \,.\ i.ilic,' \ I \ oitoni. lcz currr rrrrrlr rrrlr,s;1 11|1.1i..11. i2
olrstricrrlo (lLle cleten'ÌÌina o conle(ldo dos hábitos e clue o pr'óprio estímulo rrttálogl. qrrc llro\lrilrilr)r o\ rÌre5rnos rcsrrlÌtdo5''.
(islo i.
o iÌgcntc cxcitantc principâl) tem apcnas urna inÍluôncia dinânica estc pr,rpósito. as obsclvações sobre cães descrilas por Ilcritov
{rllrrc ,r r.rDiclcz c.r estrbilid.Ìde do hábito). rniìs qLre não sc reflete sobre o ' lpresentanr grande irrtcressc.
, ,rtrlL ir,i,,,l',, h,ibi1, r
. Colocava o cão nu!r'ì dclclnt iirado lugar. aprescntava-lltc enr
Os clenertos nìotores que cntrall Ìliì conrposição dos hhbitos dos seguida um sinal convenientc ao qual ele rcspondia colrcudo para Lllïa
Itrirriris podcm ter difel.errtes caracteres; tanto podcm ser nìo\ilììetìtos nranjedoula que se abria nessc ÌìÌcslllo ulonìellto. Na seqtiêrrcia da
us|cciÍlcos, inatos, corÌìo rÌrovilÌ'ìcn1os aclqtriridos qualtdo de uma experiência, antes de fazel o cão entrar no laboratório, condLlzia-o até o
t rpcliôncia ânterior; por' Ílrn. Íìrrtuitos qLre o animiÌl faz quando contrai utÌì {ìm de um correcior orrde se cncorltravâ âìime!ìto. mostrava-lhe o alimento
lr ri b ito. senì no entanto o autorizar a abocanhá-lo. Após o que o reconduzia ao
I,lnconlrarììos pcla prinleirâ vcz hábitos bem marcados, no sentido labolatório; ao sinal conrbinado, clc corria palzr o conedouro, mas nada
lrlilrrio do ternto. iÌperas ros anirnais qLlc possuenì oórtex cercbral. Razão lecebia. Ncstas condiçõcs, o cão não vollava ao seu lugar como era hálrito,
l)or !llc (icvetros consiclelar o mecanismo da 1òrmação e dc fixação clos lnas corria pclo corredor e dirigìa-se para o looal onde anteriorlnente r, ira o
rislurlls clc Iigaçõcs ncrvosas coÌrdicionais corlicais, a basc lìsiológica cla aÌìrrento.
lìtlttuçrìo dos hábitos. As experìências corr cães cle tìLritendijk c dc Fichcl são nais
A passagcm ao cstágio do psiquismo pcrccplivo acarreta igual- especializadas. Os dois aLìtores di:monstraran.ì cxpcrin.ìcÍÌtalrncntc que,
rÌìcrìle ün'ìiì transfornração qualilaliva cla Íbrna sensorial da fixação da contrariarneule aos vertebrados rnenos organizacios (os peìxes), os càes, rìa
cxpcriôncia. Pela prirreira vez âpiìrecelìl no alimal as represertações sua reação a urla situação antcrionneÌìte perccbida (o cngodo cscorrdido
scnsilivas. sob os seus olhos), or ientaur-se para a próplia coisa quc lhcs foi mostlada.
A qucstão da presença dc represertáções no ani:lal ainda ho.je é Assilr, como a rnodifìcação da estrulura da atividade dos animais c
objclo tlc debates. Os latos são lodavia runrerosos para testenlrìrìhar dc con a correspondcntc nodificação da forrra do reflexo da realidade por
ttl odLr convilrÇcntc csta prescnça- eles realizada, produz-se igualurertc uma rcorgarização da lìnção
Âs experiências de l'inklcpaughl2 estiveranr na origcrn do esluclo memória. No estágio do psiquismo scnsorial elcmcntar, csta função
crpcrintcntal sistenìático destc problerna. TinklepaLrgh dissinulava fr-utos cxplirnia-se na csfera motriz dos anìrnais sob a forÌÌìa dc tra'Ìsfolmação
it{r1ìs dc LrÌla divisória opaca, sob os olhos de um aninraÍ (rrm sírrio). [irr.r sob a ação clos agentes exteriores dos rnovinrcntos ligados ao agcnte que
sc!lLlidiì. substituía-os, scrìì o seu corhecirnento, poI urì.Ìâ couve, objeto excitava o anirnal c. na csl'cra scrìsorial, sob a lorÌììa dc fixação crtle os
cvidcntenrcnte nìenos atr:Ìente paia o sínrio. O simio di|igia-se então atrás diversos agentcs. Ai:ora ncstc es1áiÌio ì1ìuito nrâis elevado. a função
tll clivisór-ial dcscobria â couvej rras couiinuavtr não obstallte a plocuÍar os
lìulos vìstos aÌrteriornlcnte.
rr (11ì N. Ì \toiLonis. A. V. Krcknina: llnterìljìs
!)turt un t,.;nttlo dt: p.;ìcologìLt trnlxtrctlu
( l V I) lr )lopofor: (ondiçôcs clc lÌrÍnrüçào dos hábilos nlolÌircs c sLra caraolcristica íla ìÌent(iriú.Iìccolha 'instinLti i navvki (-instiotLrs e hiihitos ). N4oscou. 19i5.
lr:i,rlL l.lr.rrl,,,r l\iL r. l'tli '{ L S. Bc,ìtr,": ÌÌc/le.ro L,Ltnnprtrtitncrtn llrLrrir biologuitchcskogo scLloÍâ Akadcnrii
Iì I 'r'rt,r.
lrìL (lì LUÈh | .tuJ,' t\lrrrìrrrììliìl (los 1ìlorcs reprcsontali!os nos sirrios .iou|nal naoük CICCP (l-rabaÌhos do sc()r .Ìc tìiologiiì da .\cadcmia dc (liôncirs .la lJ Ìì S.S.)
,ll ( r)rììtril|irll\! 1,\\!hol(ì!Ìir (lornrìl dc Í'srcologia corìrpâr?Ìdâ)1. Vlll. Ì1)21Ì. N" l Dcparlanìcrlo dc Gcorgìa. t Ì. l9lil.
O Desenwlvínttnto tLt Ì's t,1t rt n t, 5t
Ò I t, t, nt olvun, iÌt, J ' I'strlLu.\ìtl ì '
'

Orn geral o cão é capaz de distinguir com grande 1ìnuta utrl oclor tlttc lcnhet
nrr( rììiirìica nlanifèsta-se na eslera nÌotriz sob forma de hábitos nlotrizcs e
urn seltido biológico para eÌe: segundo dados expcritrctltrtis. tlils
rrr rs lcm scnsotial sob folma {[e tttenlória figurada plinitiva
condições da experiência. um cão distingue o odor de ácidos orgánic,,: cnr
(.)Lranclo da passagem ao psiqlistno perceptivo. os processos de
solrrçòc. atc J rniìiurìi.lrna Parlc.
;rruilisc c tlc generalização do rrreio cxterioi que âgeÍÌl sobre o âllilÌlal A passagenr ao psiquisttl,r pcrceptiro d!aìrc1íì corno nlodificação
.roli cnr lrarrsÍbrmações ainda maìs inlpoftalÌtes.
principal dos prooessos de di1èrenciaçào c de genelalização o itpittcciuetrto
I)oclemos observar processos de diferenciação e de associação dos
nos animais da diÍèrenoiação c da generalização das inragcns das coisas
rliversos cstírnulos desde as prìmeiras etapas do desenvoìvitlento do O aparccinrento e o desenvoÌvimento do reflexo gcneralizado clas
que Íìa sua
;lsitlrisnro animal. Se colocarnos, por excmplo, unr atlirnal coisas é un problena nruito tnais complexo sobre o qual convém determo-
oligcnr rcage de ltraneila iclôntica a dois sotls diiererltes. etr condìções tais
rros mais particu larnlente.
rlrrc rrrr sri dcstes dois sons se.ia ligado a urn estílrulo biologicamerrte
A irnagerr dc um objcto não é a simples soma de diversas
irìrl)r)rliìnlc. tt scgttntlo sonl ccssará gradualtnente de provocar qualquer' sensações, o produto mecânico de diversas propriedadcs que pertencem
rerrçrìo. tlttra cìilìrcrrciação apiìrecc. portanto, eÍìtre os dois sotts; o aninral e agcnr simttltaneamente Assim,
objetivamenle a diferentes ob-jctos
rr:l1.ic rlolavartc tlc ttlttlt tttarneira seletiva Se, pelo contrário. se liga toda
tomenlos dois objetos quaìsquer A e Iì^ possuirrdo as propriedades a, ó, c,
rrrrrir sclie ilç sotts a cstc lÌìesÌno estírnulo biologicatrrelÌte importaÌ1te, o d, e n, n, o, p, pa'a que se forme uma imagem é necessário que estas
rrrrirrrirl rcirgirlt idcl'ìticatllcnte a cada unt dcsses sons: elcs adquirirão para
diversas propriedades agerrtes se nranifestenr cotlo formando duas
r.lç o rrrcsttto sentido biológico. É a generalização prìnitiva. No estágìo do unidades distintas (Â e B), isto ó. que a dilcrenciação cntre elas deva
psirlrrisnro sensorial clemetttar observatli-se portaììto. processos cle precisamente íazer-se sob esta rclação. lsto significa tambóm que. se os
Llilçrcrrciução e cle getteralização dos diversos estílllulos' das diversas cstímulos correspoDdentes se rcpetem cntre outros. a uniclade
prrrlrlictludcs agentes. É ilÌlporlante lÌotaÍ que estes processos nào sào aÍrtel iornrcntc dislinguida cleve ser pcrcebida cotno setrdo o mesnlo objeto
riclcIrniìatlos por ì-ÌÍìa correlação dos estímulos tomada âbstratâmente, Mas con a valiação incvitável do tneio e das concliçõcs da pr'ópria
urits rlcpcrtlcltt do scu papcl na atividade do aninral. Razão por que o làto percepção. isso sti é possivel rlo ciìso em qLle a inragetll I'ornrada lbr utra
tIrs lrrrirtrais cliÍèrenciarem facilrnente ou não, gereralizarem ou ltão imagem genetalizada.
rlilcrcrtcs cstíllrulos, depelde nrenos do seu gratt de semeìhança ob-ieliva Nos casos descritos, trós observamos processos correlatìvos
rlrrc rio seu papel biológico concreto. Assim as abellras diferenciam duplos: de unr tado, processos de trattsfcrêtrcia de unra operação dc urra
lìrçilnrcnte as lormas vizirrhas das flores; em cÒntrapartida' têm dificul- situação coÌlcrcta IìUma oLltra objetivamcnte semelhante; por outlo laclo.
,llrlcs cm ciistinguir lormas abstratas, l'ììas peÍfcitamerrte nítìdas (triângulo, plocessos de forntação generalizada cle tim objeto A imagem gcneralizada
q Lra(lrrdo etc.).
deste objeto, que âparece couo a fortnação da operação respeitante a este
Lstâ sittlrÌção e!Ìcoììtra-se igLtalmentc nas etapas ttlteriores do ob.jelo c soble a basc deste, per-mite eÍètuar posterionrcnte a lransferência
tlcscnvolvirnento do tttundo arritnal. Os cães, por exemplo, reagelÌl aos
{a operação numa siluação nova: dada â trallsíorrÌrâções das cordiçõcs
nuris lì ucos ocÌorcs de orìgem anìnral. mas não tnaniÍèstant qualqttcr reaçào objetuais da atividacle, a operação prccedentc clÌcontrtì-sc enl dcsacorclo
rro llcllirrtc das llores, aos produtos de pcrlìrrniu ia elc (l'assy e Bìnct)' com estas: cla deve. portallto, ser rclocada. Il reloca-se collseqtieÌltclnellte'
cÀo) Zcilschrilì lorna-se nlâis exata, piìfccc "absotvcr" o conlcÍido tlovo e utllt itllagem
' ll llcnrrirrg: (;(nt.l^(t:u(lte M1 //Íril (c\l)eriôncias sobrc o ollìto clo
lilr llrLjloir. ( l{r\ lslrr (lc lìrologia). N'70. 1921.
O Descn|obimenÍo da Psì.luìsno O Des(n|oÌvinìenta do l'sitttlÌtt)tt )

1'{ .rirli/.iìda do objcto cotrsideraclo. o que por sua vez pode acârrctar Llma 3. Estágio do intelecto
rrov;r llrrnsÍèlônoìa cla operação lìas llovas oondições do objelo. ls qLrlis
r'\iiicrìì erìtaÌo urn te1ìexo generalizado ainda nraisjusto e tnais conlplcto da O psiquisnro da maior patte dos nramíferos pennârece no cslaÌgio
prrr le rltt anirtal. do psiquisrlo perceptivo, rrras os rnais altameÍrte olgarizados cntr'o clcs
elevanr-se a um grâu superior dc dcscnvolvimcnto.
Este grau superior é coÌì1ulÌcllte chaÌÌrado cslado clo inlelecto.
Naturah'ÌÌerìte, o inteÌecto zurinral é algo âbsolutaÌrlcntc dìlererrte da
razão humana; vercÌÌos que há entre eles unta enoltne difererrça
qualitaliva.
C) estágio do irrtelecto caractcriza-sc por Lrrna atividade
extrerliìllc[tc complexa c por lormas de reí]exo da realidaclc tarrrbérrr
complexas. Razão por que não podcnos tratar das condições da passagenr
l'i! l.ì. ()c(i11c\ cc|cbral clo coclllo. do sinio inlcrior c do honenl Os sonlhrclrdos
âo intclccto antes de descreveÍ nâ süa cxpÍessão exlerior a atividade dos
lr(ì1i/{rÌìriìis ÌcfrcscnLurrt o canrpo dc projcção; os sombrcados !crlicais. os caìÌpos c1e
irìlc!.11ìçio Vcrilìc^ sc o aLrnÌcnto rclalivatìcntc Ibrte dâ sLìpcrlicie dos canìlo\ nìo animais quc se encoÍÌtrarn leste esli:ìgio.
sl)rììbrcâdos (a itì1cgraçào) quando sc passã llala nivcis supcriorcs cle dcscnvol\'iÌncnlo W. I(iihler loi o prirneiro a {àzer um estudo experinental sisterná-
(\LigÌIìLlo Vo1ì l'lcononìoì a cscala c1c solìjulllo dcstas rcprcsenLaçõcs dos córcbn'\ nào e tico do coÌrportame nto inteleclual l]os atrimais mais altamente otgalìiza-
rcsPcì1âcla ncslc csqucnla)
dos, nos sim ios antropóides.
Eis o esquetna dessas experiêucias.
Assirt. ncste estágio, a pcrcepção esïii airrcla totaìmente inclttsa Ilas
Coloca-se unr sírrio (um chinpanzó) nunra gaiola. NÒ e\terior.
opel1rções r]rotrizes cxternas do atlimaì. A gener-alìzação e a difcrenciação'
coloca-se um engodo (bartana, laranja etc.) a ulìa distância suí'icìente pata
iì \r l(.\' r;r lrláìisc- dctctttolatn \e iÔllì(r lllìì pÌL'.c"'ì illìico
quc o chimpanzé não possa apauhá-lo diretamente colì â mão. Há um pau
O dcsenvolvinento {las opcrações e da pcrcepção gencralizada da
na gaiola. O sírrio, atraído pelo cngodo só pode âÌcançar o frtÌto ntrrrriÌ
ativicladc cxlerior cncortra a stla cxprcssão llLtlììa lìovâ colrple\idadc do
condição: utilizar o pau. Como se conlpofia o símio ttestas condìções?
s(irtc\ ccrebral. Intcrvénl unla clilcrerrciação urais aqet'ìtuada dos catrpos Num prirneiro tcmpo, terta apoderar-se do cngodo com a a.luda apenas da
dc inlcglação, que ocupalÌ1 tttr lugar rclativametlte cada vez nrais mão; colr'ìo os esforços são vãos, a sla atividade extingue-se após algum
inìpodâr'ìte no cór1ex (Fig. 13)
tempo. AÍàsta-se do cngodo c abandona toda a telìtativa. Ern se-quida, a sua
Estcs câlrpos sttpcriores de inlegraçãÒ tôln por Íunção, coÌÌìo o sell
atividadc ícapaÌlece, !nâs csta vcz por oLltra via. Sem tentar apatrhâr
nonrc indica, intcgrar os diversos estínltrlos
diretaÌÌeÌì{e o liuto à rì]ão. pega no pau, estende-o crr direção ao frltto,
tooa-o, plÌxa o pau pâra trás, cstcnde-o de novo. depois prrxa-o para trás,
numa seqiiência etr.t qLìe o fiu'.o se aproxinra catla vez rnais até o poder'
apanhar. O problerna está resoh ìclo.
Corl base ncstc prirrcípio, irìventirnuìr-sc nLlnìer(ìsos ploblemas"
que foran proposlos aos sínrios antropóidcs, para os resolver, cra prcciso
;ttlo O l)esrn\ oÌtinìtnto tlo l':ii4rt\ttu
O De sí, ntal| i n?nlÕ Llô Ps ìqIt ì

criar tlo dccul'so da latos quc apresctìtiìlu tìlra certa oÌigjnalìdadc qtltÌlilativa. e\1(s lìrtos
rirrrrlrúIr usar de umurodo de atividacle quc só podia
i,.,ï,,çi,, ,lu problel.ìla co.sìdcraclo. Eis eor.ìt) se pr.ocedìa. Snspcncliam-se as testelìlun'ìatrr a aptidão dos sínlios antlopóìdes para reutlit.drtas "pur't\òcs
distintas nuura úttica e tresttia atil'ìdade
superior da gâiola dos simìos: cra portarìto i!ìrpossiveì
?ìo
fìrrr,,,ì,,s
'r"'U"*"
rrnìrrrl apoclerar-se delas direlamcnte Não longe dali' coloca-sc
unr
ctn
.,rir,,rç Ncsras cor.rdições' o úttico tleio cle alcançar os frutos'
consistia

colrrcut o caixote exatameÌlte debaixo das batlanas


e utilizh-lo como
resolvcm estc segundo
csclckrtc. As observações mostrâÌn que os símios
qrroblcnra sern aprendizagem prévia notávcl'
' Vinro, que a trm nír'el irllclior ilo dcscrvolvilllento' â
operação sc

lìrtttava lentanrerlte. lla seqiiêl'Ìciâ clc Lttla lottga serie -de


tcntatì\as' lìo
se llxavam proSles-
oooooooooooooooooo
rlccrrrso tlas quais cls I'ÌlovillÌcntos conseguidos
sivolììclìtc. cnqllanto os tlovimentos inútcis eran ilrìbidos tanbém
extitrguirem' em cont'opartida' no
,rì;;;;".rri";'tt"";" âte aoabar por se
sirrrìos obscrvatt-tcls unl prttneit'o periodcl de
rrr u llìplicidade de terìtativas
frâcasso total.' com uÍÌa
que uio corduzcu à rcalìzação de atividade;
a--n Errgocl
n,,n,r.g,,,,d,,tempo.hácotnoadescobertasúbitadaoperaçãoqueconduz
rlrrasc itlcdiatamellte ao stlcesso lll csta a
prirlcira pafiicularìdade da
a operaçìo tltte
C
nii"iAu,f" irtclectuaÌ clo aninal se sr repete a experiência' resolvc um Ìrie. l'1 IisqLrcnra dc unì PÌobÌcrrrt! hi1Ììsico'
ììri elòtttircla utla itnica vcz rcprocluz-sc' isto e' o 'sitrrio.
"1r"ìl^t analogo seÍÌl ÌeÇorrcr â ensaios prelìmirlarcs llstc c o segutldo
uoblerla
Por exerlltlo- coloca-se utn etlgodo Í'ora da gaiola onde sc cllcoÌltra
tr,,r,' errr,. let t'ti.:o da ltir icla..lc ilìlclcclÌriÌl i'
símio e capaz o animal. a uma ccrtâ distância das barlas. lJm pouco mais perto da gaiola'
A sua terceira particu lar itlaclc resìde no tàto de que o
outras nìas serÌìpl'c iora do alcance pârâ o sílÌlio, encoÍìtra-sc utr patt oonlprido'
tjc lransÍèriI rapidatletlte a solução cncontÍada anleriorme]ìte.pâra
a plinreira solução Na gaiota. polros otttro pau, muito nlais cutlo qLlc o plimeiro, quc pct rll ite !

siuplesmenle anáìogas às quc sLtscitatatlr ,j


""r.aiiu". collsiste.clr aproxllllâr ulÌ alcançar o pau corrpr-ìcio, u:ts não o ellgocio. Para rcsolver este problenla o
Assim, urr síntin que tesolvctt o problenla qtle ì

qttalquer outro objeto sírrrio tlcve primeiro apodet-ar-se clo pau pequeno para alcançar o gratlcle.
1ìuto cot'u a a-iuda de Lm pau. trtilìtorá làcilrncrrtc ;
a posição do rclação à que dcverá scr utilizado pata sc apocletar do engodo (Fig. la)'
aclecluado, sc iilc tirar-cnt o patl se se nlLrcla llto 1 o atlitnal
sittlação' F.rrr gcral, os símios chcgattr ao fìrn destc tipo de problenras .'
goioro.."'a" uma maneittr gerat sc nloclilìca tllìl llotlco
a

crìoorìtra ilnedi:ìtalrclìte a solução convetlicnte


A solução' isto é' â "bifásicos" seÌÌ.Ì cus1o. A {luarta parlicularitladc da atividade iÌìtclectual
pâra utrla otltrâ sitì'lâção e adâptâda à tlova
situaçãcr consistc. portanto. ua apticlão do anina! para rcsolvcr problenlas bilásìcos'
opcraçào e transfericla
.i,,l', ,.' ,rtr 1',,rtc., dilctettte Ja 1'r'irncirl'
de cxperiôncias
!.nlrc ()s ntlmeÍosos ciaclos aeutttltlaclos tro dccrttto
Llnl colÌiLlnlo dc
platiclttllts ctrtlt sittrios anttopoicles, clelctttos tttctlciotlar
O Desenol|inlenl ô tlo P t ìt1 uì t tttrt
0 Destn\,'lrtntal,' da Prtqttìt t't

()utras cxperiências mostraram que estes traços caÍacterísticos se Como se compoda o animat rlesta situação? Ao repalar no lruto,
dos sítr-rios tel'ìta primeirâmcnte aparhá-lo através das barras llm seguida' contortra a
f{)tìricrvatìì nìesnìo nunì colÌìLtoltamento nìâis complexo
caixa. obsérva o früto através da fenda. tenta apanhá-lo coln o pâtl' lnas ctrr
rrrrtlolxiidcs (ct E. G. Vatsouro e N N Ladyguina- Kots)ì6
vão; finâlmente cmpuÍra o frÌÌto com o pau através das fenda e depois
,
lìis um dos problemas maìs colnplexos que um sírrio
antropóide
gaiola dos símios; uma das contornâ para Ò apanhar do lado das barras.
prrìe, r'esolver (F'ig. l5): coloca-se uma caixa na
de barras' a outra apresentâ uma fenda Como se formam as opeÍações complexas que podemos observar
irì,r.ì"r; a"r*'.4"*a está munjda um lruto no decurso das experiêncìas descritas? Aparecetn elas verdadeiramentc de
l,r,rgilrrclinal estreilâ Col'ìtra a parede posterior da caixa.coloca-se
,1,,.:,, sítlin tanlo pode ver através das barras como
pcla fenda O engodo sirbito, senr qualquer prepârâção como estaríâmos tentados a erer à
nào pode alcançá-lo' primeira vista, ou aÌlles se irrstauram coÌÌÌo llllr estágio precederrlc do
cslli ir unra rlistância tal clas batras (ltre ll nìàu clo sirnio
lior a mào .do sín.rio e desenvo lv intento, ísto e, pelâ via de seleção e fìxação progressivas clos
lurtrltén.r não é acessívcl da p:rr:c''lc poste pois
parede postcrior da caìxa movitncntos conseguìdos só oom a dilèrença de que o processo é neste
l)irslarìtc grossa para passzÌr tra fstldJ l;erlo da
(ì ìviì-ric L ìtíÌ sólicla cstaca, à qual se prende um pau por uma cadeiazinha caso rn u ilo mai' ráp idol
As experiências dos investigaclores lìanceses dão umâ resposta
rlc lct trt-
I'ara rcsolvcr estc problema' ó preciso deslizar o
pau peÌa Íènda clâra a esta questão. Eis como el,ls procederam: colocaranr tttr síntio
o Íìuto das barras dar parede antropóide numa gaiola; no exterior, contra âs barras, uma peqrrena caixa
postcÌior da caixa e aproximar' por este meio
munida de uma entrada na parede oposta à das barras Colocaram uma
arÌtcrior; eÍìr seguida. basta âgarrar o fìuto à mão
laranja na caixa, perto da parede mais pr'óxirna. Para alcançar o frrrto nestas
condìções, o animal devia fazê-lo rolar para fora da caixa dando-lhe urna
sacudidela. Mas esta sacudidela podia ser um acâso Para suprimir esta
eventualidade, os invostigadoles empregaram um meio deveras
jttdicioso;
recobrìrarr a caixa com uma rede apeÌtada. A grossura dzis lnalhas era tal
que o sÍr.rio não podia aí passar senão um dedo e a altura da caixa cra
calculada para que o sírnio pudesse, após ter intr-oduzido o dedo, tocar a
laranja, mas r'Ìão fortemente. Assinr cada contato âpenas iazia avarçar o
: tt- fruto alguns cenlímetlos. isto eliminiÌva todo o acaso na solução do
problema. Por outro lailo, tanrbé:r permitia seguir com tnaior precisào o
'1
trajeto do fruto. Iria o ÌÌÌacaco empurraÍ o lìuto em qualquer direção, de
modo que a sua trajetória seria a soma clos deslocamentos que o conduziam
pelo caminho mais culto, isto é, que as suas ações não serianr a soma dos
.....ljrúroìÍtlì seus movimentos fortuitos, mas de movimentos diligidos cotr pt'ecisão?
A
rneìhor resposta é nos dada pelo próprio símio Sendo o processo de

Fig. Ì5 tisqlìcìnâ dc tln problcìna conÌplÊxo deslocauento progressivo da laran-ja longo e evidentelnente fâtigante' a
rneio canrinho, o animal, impaciente, esboça um movimenlo de avalìação
l,|,.1]L'ìlll|'t1'|'n|.'1.:il1llt.).ll]sl.ttLtldtldcs.lecogniçãa(locll4orrn:cj.Ìr4oscou.1928'
O Desen|al|in ta ílo I'st4ttrttttrt
( ) l)csa n|ah,ìncn I t) da l' ! t ql t ì t tlìt)

ra teoria iclealisra cla ''Gestalt" revcla-se tnuito lraca lì' absolì11lìnlcnte


.,rìì iì rrtiìo. isto é. tellta apoderar se do frtlto' mas pelccbendo clue é
claro cFrc não llasta evocar a cstrtltüra da perccpçaìo pata cxplicar a
rrrrlr,rssivcl. rccorreça a etnptlrrá-lo lelllaÍÌlente aló quc a laratlia csttjl
ao
orìginalidacle do cotnporliÌlì1e lìto dos anítnaìs sLtperiores Conl el'cìto' paia
rrlt rrrtcc rlc suâ lììào (P. Griillaunie c.l Meyetson)17 '
os particlários clo "principio cle csttrtlura". a percepção cstruturada tlÀo é
l(ailÌler pellsava que o qtìe iiistingue o colÌÌportalncllto dos síntios
atributo aperas clos sinios superiorcs; scgttndo eles. vale;'ia tanlbénl pala
rlo rlos orttros ÌcPrescntâlìtes do tlruncltl animal e tlue cl aproxitlra dil
se lottlanl animais para auiirais lllrtito metlos de setlt'o lv idos; nlas estcs iìlrirn'ìis lìào
I (llìÌll(ìtlanÌelìto lrunrano, ó quc. ncles. as opelações tlão
o scu aparecilnetlto é súbito e mani1ìstam colìlportalllclìto intelectuaì.
Prrrgtcssivatncnte. por tentativa e cìÍo: I',sia cxpìicaçào revela-se insatìslatórla por tllìa outra razão aitrda
irrrlclrcncicnle cla expcliôncia passacla; clas sno uma espécie clc intLrìçito!8
( ) \ot.lull(lo carlttcl clo colll po rltìlìl cll lo ìtllcleclultì' delivado do prittteirt' 'r'
Ao ìnsistir sollre a ilìsl alltalÌe idacìe da solução ilÌtelectLlal c ao isolar este
"tltrra vez lato do conteirdo da cxpeliência anirral' l(óhler ncgligcnciotl toda ttrna
segirnrlo l(iiìtlcr. I âpti(lão llala t'nctnorizat a solttção elìcontradíì
pariì otllrâs oondiçõcs serie clc çircurstâtrcias caracterislicas do comportametìto síÍìlio llâs
|),rÌ tixlas" c pata translìtí-la trlLtito latgauelìte corrJ içi'c. ttatttrli' dc cri.ti'ttei;-r'
,,,,,,1,,g"r,t, y,iint.iru.. (Jttanclo a solLlção aprcsenlada pclos sinrios aos
autolcs qLle o segtlelÌì pcnsatll clttc ela l(. Uiihler foi, segundo parece' o primeiro a ohatnar a ateução prrrt
1,,,,1,1",,1,s bilásìcos. Kiihlcr e os a sernclhattça que há entre o ato dc atrair um fruto a si com a a-irrrla
de utn
l,irrlc tlrr cotrtbinação de dois elenletllos:
"a intLrição" do aninlal e a
não é' pau e o de apanhal urn lrrtto na atvore utilizando um ranìo'
tlirrrslcrôrtcia cla solnção encontracla anteriortllclìte lÌsle fã1()
Clharlou sc a ?Íclìção, enl seguicla, pala o fato dc que os rodeios
l)()rtiìrìlo. lìrndanental para eles. clctuacÌos pclos sírnios antropóìcles poclenl lanrbétl ser explicados pclo làto
Para comprcender toda â sua originalidade da atividadc
irrlcleotual
principal, a saber: a clescoberta dc eslcs iurimais. vìvenclo nas Ílorcstas e passando sem cessar dc utÌa
rros sírnios basla nesfa citica explical o làto
árvore para a outra tereÌn co lì statìten'Ì ellte de "calcular" o seu catnitlho' sc
siìl)itiÌ de um meio que pernrita resolver o problenla.
não arrìscatr-se â c!ìoolìtrarelìr-se tlum dos impasses do labirinto rlattrlal
Kijhler lcrìtotÌ explicar este lato pela apÍidão dos sírnios
lal lnaneira cluc são as árvotes. ììazào por que l1ão é por acaso qtrc os símios lÌìoslratll
runtropiiicles para relacionar nâ sua pcrceìlção coisas dislirrtas de
"siluação global" única' âptidão tão tlcsenvolvida pura rc.nì.'er os problcmas dos "rocleios"Ì" '
qLrc cÌas sc-iam pelcebicìas como fornlando Ltma
' seria para Kôhler L'lsta conccpção alo oonìportalnento itltelectual tlo sínlio cottcordit
Lsia proptieclacìe cla percepção. a stra estruttrrtì'
perleitarlenle con] certos ÍÌrlos: lerl o rnérito dc não opor o intelecto dcr
iìt)cniìs uul caso particular. cxprcssão rio "princípio geral de estrtttura"
qLte
animal à experiência individual ou espccifica; tambénl não separa o
cstaria oliginarìamelllc lìâ lrase não só clo psitlLlisrrro dos anirrais e do
irltcleoto dos hábitos. lììâ clroca lodavìa cour serìas dificuldades'
Ìrorncnr e ila sua atividade vital. nlas tanlbdttl tla base dc todo o t'nundo
Primçiro é çr'iclentc que neu a lbrrnação de uma operaçào nem a
lisico.
sua transferência ern ootrdições de ativirlade novas podem ser irldícios
Nesta ótica. o "princípio dc cslrlrlLrra" ptlde ser ttm principio cxpìi-
distintos do coll.ÌpoÍtanlellto dos sírlios superiores' pois os encotllranros
cirtìr,o. rras e crn si irrexplichvcl e nãit cxige qLtalcluer cxplìcação Nalural-
iguahnente tros attitrais mcnos evoluídos. Encotltratlos estes dois
rììrììto. csla telltativa pala clescobrir a essôncia do psiclttistno apoiancio-se
,nomentos. cmbora sob utrla 1Ìlrttla tnetlos tlarcada' cm nluì1os otltros

' l' l;rrillirrrrrrc. .l. Mcrcrs(Ìl: lÌecherchL:s sur Iusttgc t{t: I tnslrut])enl thr let :ìttgL'ti
' ldrrnrrl rlc l'\) chol(ì8i! . 1930. n" l-.4..
" ( l K l'lilhlcr lìases tlo deçent'olvintcnlo lsiquiLo- ÌvÍoscotl l924'
' i l \\ l\iilÌ1.r. Ì:.tttklo lò ìnttletta los !í ta! ürol)óìl(s MoscoLr. l9i0
fi\,olttncnlo tlo lt: tq ìLt süu) ól
O Dese
O De se nv o l vìnte nta do I) s t(l u ís nl o

rilÌiris. ç!ìì cspecial os Manriíeros e as Aves Daqui resulta


que as Ela está. tatnbeu' oricntada para o objeto qtte cslitrula
anirnais ir.Ìledia1âlreÍìte o anirnal e ela constrói-sc em
fuução de condiçòcs obietivas
t.,:.,,çu, nu atividade e llo psiquismo que existenl eltre estes
e
ao objeto' lrlclr.ri por conseqiìêì]cia tal ou tal
operaçào tlttc sc
quantitativa:
l sirrri.,s arltr.opóides se recluzem a uma difefença pulanlente "on,".''..nt".
rápida' transíerências mais ou torïla ut'ìr lrábito sufìcierlterr-renlc estável'
rrir {ìrltnação àas operaçõcs nlais ou ntenos animal
dos símios Assinr, a passagem ao teroeiÍo estágio dc desenvolv.inrento
.i,r,,'' uur,or. Todavia a diferença entre o compofiamento da atividacle Anles' a
,r,,,1uii,1", e o dos mamí1èros inferiore s é igualmente
quâlitativâ C) uso manifesta uma nova compÌexidacle lìa estrutLÌÍâ
..itrstrLrrrtcrltoscocaráterparticulardasoperaçõesqueelesefetuam atividacleassentavanurÌ'ìprosessoírnico;agora'iliferencia-seemduas
e a fase da realização É a existência de
uma lase
rsllìrìt l'iì o Provar'
I)iì
;;;;r,;i"t; pruparatória
:lconstitu i o trâço característico do colnportalreÍì1o
l)ot otrtto lacÌo, a oonccpçito tlo intelecto animal que acabamos de a" pt=p"ruçin ,t4 ue
vercladeira natureza inteiectLral. f) intelecto aparcce, poftanto. pela
prinìcifâ vez, onde aparece
rp,rl tlcit'rr o mais inlporlatltc tla sombrtt' a saber' a
que prepara a possibilidade de realizar tâl ou tal operação
ou
Llm processo
- lr,,gn lransÍcr0ncia dc ação c a sr'la cxplicação'
"11',
;;r problcntas "bilTrsicos" mostram particularmente bem qle toda a hábito.
não
O signo essencial da atividade bifásica e que lrovas condições
trvirllil( in{clççturtl animal con]pofta cluas fases Ele dcve primeiro em
pegar
mas lentativas de
ì; ,;;'r. scgLti<Ja no frrrto ElL deve prìrneiro afastar
o fruto de si' provooam nJ anirral sitnples movimentos de exploração'
Cotlo sç
"',,
.pl,ri,lir c,,trlotiar a gaiola e agarrar o íruto no lado oposto Em' si' o fato diferentcs ptocedimetltos' operações elaboradas alÌÍeriormente
Lança-se às
elc posstti o pall'.mas lìão o uma galinha que prencleranl atrás de tllìla vedação?
,l
'r*.,,r',l',,
lìrlt significa para o sitnio quc "on.,porta unt IaJo para o ouiro, isto é. não lãz selì ão. att tÌ'Ì entar sua atividade
seguinte' ela é
,',,,,1 ..,ttir,,,io. I- i primeira fase Destacada da
íase cegas cle
sair' O
l,irl,,,,r,i,la'tl" sentido tiológico É uma fase preparatória A
segunda fase' rìolriz. ate cÌüe, pol- um nrovimcntcl fbrlttito' corlsiga
fo,rlponom"n,o dos animais superiores diante de uma
orientada diÍiculdade é
, ,,1,,,lu p,,,,. ó a lase de reaìização da atividade no seu conjunto' são
absolutamente diferente. Por ceío' Í-azem válias
telìtativiÌs' Ì'nas
ir srLlisÍàção de unra necessiclade biológica do animal Assim'
se se 'ìào
rrrur
.slttrllt.segLlntloestaóticaarespostatlossírniosaqualquerdosproblemas teltativasdenrovitnentos,sãotentâtivasdeoperações.derrroclosde
fechada Ele tenta
,,,r1,,u p,,r l(ithler. veriÍica-se que ela exige todas as vezes
uma atividade atividacle. Observemos ulÌì lnacaco diante cle unra caixa
pelo puxador;. qrra'do isso
'lrilìiricit': âgârrar o pau - aproximar o fruto de si - aÍàstar-se do engodo - ;;i'";i; umâ opcÍação habittral' agarranilo-a recorre em seguicla a ulrr l'ìovo
'orÌl(jr-ìÌiìr a caixa - agarrar o fruto etc' ruão lesulta, tenta roeÌ um ângttio da caixa; 'feÍÌÍâ cm
das duas fases da atividade do símìo? A fase processo: teÍÌtâ penctrar tla caìxa atlavés da fenda da porta
QLral ó o
"ont"údo
,rel,alatiìria rrão é evidcntemente estinlulada pelo obieto para
a qual é I"griao orrun"u, o puxador com os cÌelltes' depois com rs màos
derrubar a caixa
.'ri.,rt",lu. o patr por cxctrplo Se Llm simio percebc um pau numa
situação l]racassatlo tudo isto' empregâ uÌn irltimo rrretoclo: tcnta
L.rr rlrc rtão llte ó dc nenllunra ufilidade' mas
que cln contrapaúida exige (Buitendrjk). RË(}.: l5J sgêlo5
' Ett" particularitlade do cornportameÌlto dos síl'Ììios' a.stra aptìdão
tttttlttttvitl]{]t]todecontorllo,osínrionãoprocuraráapoderar-sedele' constLtul pariì lìos
para resolverenr o lrÌeslÌo probìetlra dc várias matleìras'
qtte a qttc se encolÌltaln !ìo
lr!: i) l)iìtt ç o fiuto A reâção a esta rclação não é outra coisa
{^,sirrr'estalaser-tãocstáligadaaopau,masàrelaçãoobjctivaqueexiste ,, ,nelho, prova cle que. crtrc elcs e lìos oLltÌos aninlais
cìe desenvolvitllctÌto' tllì'ìa operação deixa de
estal ligada de
atividade, a lase de realização' ,u"rrl.,u
1,,.;,,rr,,ç,ì,, cllt scgutrcla lase de "r,ágiu de1ìnido e
l:rt tlrtc cottsislc esta segunda fase? n.raneira es1ãvel a trua atividade cluc rcsponde a unr problema
6J
O D!sa]t|ol].mct1lo do I'sìt1Ltìttntt

() I)r\tü\'t)ltttìt. ttlo tlÒ [)sì(!tList)ta

lto passo
resolver probÌemas "bilásicos"'
cornolelos, os torna inclpazes cle a aiurla tlc trnr
com o de apaubar um cugodo com
c\igc. pala ser 1râlÌsièridiÌ' nllììç
qLle Lllììlì '!ììlÌ1(ìgia íìpr(ì\illÌadâ ;ï: ï:;"Ì;;;";;'"ì'"n'i"..a"
lliì{J
1't"l'lcrrr'l l.rteee'lente . ^.,.idacle ìntelectrral tlos aniulais clo Pol'ìto de
iì, e *,,,."' oà o: u',, 11L.-0.'' ""rl
il:' 'ligatìos ïïï
::li:;, :,"'JIi: iï J ::::ì
ccrebral tlão prodttz o ttrcsllo
t

l.\tlìrì(jllì'ì5 iì1(ìÌA d Jtl\ I "i:,: I realizrção da alivicladc


circttndatlte r'Ìovos carìpos estão cspccilìcÃcrrte
r r:,1rr rltr rellcxo da realicladc intelecltral'
Na sLtn crpressão o"t"r.'o''
" f i'tttirrr 1ìse dr atir iclLìc til*' islo qtrcr
"b ìÍás ica"
rr i,"uuaodoinlclectoclossinrjosstlpericrresnostraqtleo
lrr:c rìc btse. estlÌ oricrìtada pâra PrcprÌirçìr' 'f1 1t'.st1"''ll.
ltttrtra-do animal ,..,,ì.â,ìr.'Ì11rì Irrrmauo é realn-ìeìltc preparailo tro
tntludo atlimal e qtte a eslc
pela ativiclaclc
rlizr:r rtttc clit é ob.jelivarlcn" l"ì"ìttiinntfu quc ele é entlt: o ltotlent e os sctts.lscetlclctltes
tì1;,';.;';,'";ta;'q,,. " "nin'"1 i"'ì' t'tt t iti^ a ol.rctação
seguinte' respeito tlào há losso rnlratlspolìivcl
nã. sc apiiia cur qLtalqttcr 1ìndamento' animais. l'oclavia. accìtandÚ tut""an
nlttttll no desctrvo lv itrl c trto do
:,,i,:l) iìJ',:J'ì:.,.ì't,iìl'ì t " ' I'ip"t"'" iì\ colìls' ai1:11:ï;_ï "
à .... i" t '- rlsrr,,rt.l;;r rel:r',;ì" "lri'lirirttrctrle eritletllc clllrcpas\r'r(rrì r ;;'il;J,"ì',*rcertos
; *-lïì11,,:uì,':::'il,: ;:':;ï1i1,ïlï:ï
As'ittr euttt rì zoofslc(ìl
;'].',,"*iì'.;;'':',,:''l':r,.l ttr r' lì,'ti,.ìrr lÌelL' .rìirììirl couro o Iazem
que este "coll'l1-lortatlento
iclìexo psiquico da r-ealidadc pelos DÌovar com expetietlctas t"t- ttto"o"o'
rrltvi,littlc intclccttral " tt""t""'tlt' l'; ton'o''ne conì.a natÌìr'eza ta! como
o trabalho ctn
iìrÌilriìis irllclìlìs sc tttoiliílclt nn ttt"aiao
c qtle não Ilá aperlas rcllcxo dc ï;;ì":t-;ì ",",i"o " lnonetat'lils
í\lÌllaçLrcs) troca de um salário ou as trocas
.,'r.,r- r',,l.rrìltt. tttits'le teì;troi- opoÍ lotalnlcntc o
( ) ca[álcr cÌa tlansièt'éncta' po' cortseqitcttcia' o das Seria absolutanìente errôneo queler ao dos rranliÍèros
"
tt'ì-li"ii"'""it" Doravante"a trausfèrência corÌìDortâlìlento intelcctrtal clos sittrios
arÍropóicìes
ttausllrttrra-se
1r'rtctrrlizirc.:tìcs plin' rpi^ Ol t.""t':tli jÏ :ËÏLÏ:iïì;t;;ì;;-ìì;* i" nun'"'n'u' darros que lestetrttnhattr a

,ì, ìrr,r .rl'rtrr\"iô ìrá" '.. Iiìl lrf"'o"tgtrr'.'i.' 'rìiËar'r tiolu operaçao' ativiclaclcs bìlásicas Ìl o caso dos
cães'
tluxis se presença, elÌl baslallte attttlats' cie
olrictrrs {obstiroulor. por.xentpìt'.1 'Ìos :tt": (rra verdaile' nestes itltimos' l"i::11
de analogia,.das rela.ll;1,..das lisaroes -i.r.- e rìcsrÌo dos gatos isso exprinre-sc dc lììancita 1"" ììrtìlto
rrrts lrttttbútl scgLtttclo o p''ntifio
(los hâmstcrs
por erenrplo) Agora' rigillntes"'
ertltc os objclos aos clttais ela respottde (ranÌo-tru1Ò'
.,*;,ì"'alìza oìn" ""'*"is enconlra tlos ttlanrileros
ì,':;,,;,''ìi as ligaçeics e as, relaçòc-s -L1:.,..::]"u
uttu' -^'-ri-',ì.r\ (l côlnDoúamento iÌìtelectual que se particular'os srrÌ'Ìros ì

ll:^::;':: ;;" uiinn",'n, d cser'ìv o lv iìì.erìto rruito


ì::ïi:i l*
'"'' " ,t'ì0,l,:,
I i:l *nlï*ll:Jï j::::,:ï : i".ïl;;:oï';":"""^'i:*
o Jcicttruìritttctlln rlo ilrteleclo
lrrirrt'' '
lttlittlal tétn por
a das suas
irrìcnrô p.iqrric.' p:tra
ììilr'";ï aìl ,l;;".",,,i " ii,"i,. .,.p(rior do dc'i'\ot\ dii'lr'erìrc o:."']]
,iïÏ; .ï. ;,;ìï"'n..çì " I'i''o'o d( rrnr p-iLIrri'ìììÔ
qtlc é exclrtsivo do ltoneur' tÌ coÌlsclencla
].I:
1,

;::
destnuoluin.tcntn do ctirtex cerebral I'r rndâmelltalnentc llovo"
l,rtsc ltttiittltrlil-tìsiol(tgica o uo córtex nos
obsctvamos h
lrtttçtlcs. (]uc tralìsloÌ!naçocs ltttlcianrctltltìs
nìan a.
que clilerencìa o ì:
gtìtirs sttpctiotcs clo ttrtltrdo aninal?
0 clclì1i]nlo novo ta.
é o
cìo dos animais mcuos evoluídos
c('r'cbto dos trtauílcltls tt'p"'in"' lrorrtal cttto
.,trrp" o
lri'.rì r' ìirli\irrììLt'r" rr''''' rr"p"'ì"'u" qt't.drt rrtert' 1111c1, ls .a
,i.'.,.ì,,, ,,tr i,,,, tr',, sc trtz 1,tlr J ilerettciaçao
nre-lli'lrlJ
Jackobsetl lììostraì'Ìl qtle a ablação da
()s cslttclos J-: ( i \''
"*p"'int"tttoi'dc que antes da '' Ì. ll \\toilc: Ì'llìtiLìti l" ltt rattttttpt:nst ,\i:, t.t. t 't,rt, \'/ i ":rl
rllìltll1)r tìos lob''rs fitltltais nos anitrlais silpetitlrcs \ll l')ì6 rr ì
l)lll. Lllìì cert(l tríttlcto clt: ptobietrtas l'\)cholog\ N{onographs-- (ÌvÌono11rlllìas
rlr' tì.r(',1,r!rJ tLrnìlì.rr'r!l'rì1
ol)(rirçrl{) cliìlll L'll)'l'l'r:s tr" '"'oru"t
O Desenyalvinenta da lr t ì(l ultttìtj
O Dcs e nrol \' I n] e n ! o í1 o I's t Ll uì\ ttk)

Assirn, a evolução cla vida provoca uua 1ra tls lìrt ttr açlio da
-1. ('iìr'iìctcrcs gerais do Psiquismo animal (tirurìos clos
orgarização física dos aninrais e o âpareciÌïer'ìto de órgãos
1ìrnçirr rclìctir
,"itiao r,'O.geo. da ação e clo sistem:r rretvoso) que têm por'
A pré-história da consoiência humana é. cotno vitnos' ooÌlstittiída
do psiqtrisnto arealidadccir.cur]dalìte'Dequedependeocaráterdestal.trnção?()t1uca
1l,rl rrrr longo e complcxcl prooesso de desettvolvimento ì"tar*;nuf l)otque se tracluz cla clìì cerlas cìtctttlstâncias pelo rc1ìcxo
dc
:rrirrirl.
propriedacìes isola,las c em outras pelo rc'{ìcxo de coisas.intcilas':'
Sc se percorre cont o olhar o úajeto seguido por esle
Vimos que isso clepentlc t1a estlLrtura otjetìr'a da ativìdadc
animal
,le scnvolvimento, <listinguctr-sc nitidametltc os estágios prirrcipeis c as (itc t' t"r.ca L'rr resposta à
clue liga. na pútica. o atrinral oo n-'i'ndo
tlilcçõcs fundamentais da sua lógica intcrna aniual uucla a sua
transdLnação' clas conclições de cxjstência' a aljvidade
O psiquisrro animal dcsenvolve-sc no seio do processo de
cstrutura,oLìenloutraspalavras.asua'l-{q4rorl!q-"Eistoquccrtaa
cvolução biológica e obctlccc its suas lcis gerais Cada grau do deservol- suas hrnções. qLre dá
necessidáde cle uma tr.tnslìrmação dos órgãos e das
virnclto psicológico correspotlclc à passagem a novas condiçõcs extctiorcs
rlc cxistôrrcia para os arliuais e iì um pâsso adiante na complexìclarÌe da sua
lrig". n uura f'orma supcrior tlo relìexo psíquico Enr resumo' poderiatnos
tal forrna
airã, o ."guint", tal estiutura objetiva cla ativiilade de urr animal'
r'f!,rììi/iÌçllo I iiiCiì.
de reflexo da realidadc.
Assint, I adâptação ao tneio mais cotllplexo, otldc as cotsas 'l'oclavia, o dçsenr' o lv ine nto do reflexo psíquico do meio exterior
lorÌìiÌliìnÌ l'olnta, acurela a cliferenciação do sistema Ì]crvoso eìenìentar e deseuvolvimcnlo da
circuldante peìos aninlais parece retardal-se soble o
clrrs rirgãos da sensibilidade. É sobre csta base qtte nasce o psiquistno
srLaatividade'Assin.aatividacÌernaìssin-rplcs,qtreédeterrrrinadapelas
l;.,,.uràl elcrnentar. isto é, a lacuìdade clc refletir as ploprìedades isoladas estimuìação e qttc põc o
IigacOes objerivas qLle cxislelll etÌtre os agcntes de
rlo mcio. Seguidamente, conì a pâssagenl dos anirlaìs ao nrodo de vida relação corl unr nreio collplexo' em que as colsas
tol'ìliìram
unin'tol
lcrrcstre e o desenvolvimento do cóftex cerebral que eìe acârreta, âparece o "n, que não
lurtrru, d"t"r,ni,io o dcsetrvolv ime nto das selìsações elenlelìtales
rcÍìexo psíquico de coìsas inteiras, o psiquismo perceptivo' dos
Po,l fim, u,ua cornplexitlacle acrcscida das condições de existêrrcia
,"fl"t"- ."nan estimulos isolados A ativiilade muito rìais complcxa está
por situações'
u"rt"bro.lor, deternrillada pelas reìações entïe as coisas' ri
tluc cortiluz ao aperleiçoamento dos i)rgãos dc percepção e de ação' benr
tiguau uu ,.Íl"to r:1" coisas inteilas Por fi'-' tro estágio do intelecto' em
conro clo cérebro. cria nos anitnais â possibilidade de uma perccpção
fr'r" ," ai.tingu" rro auittral uma 'fasc pteparatória"'
obietivameute
i!
scrsível das correlações otrjetivas elltre as coisas' sob forura de "situações" do próprio
lclativas aos objetos.
i"t nrr;nuan p"ela possibiliclacic de uma atividade ulteriorrelações elltre
animal. a lornta clo psiquisrllo oaractcriza-se pelo lcÍìexo
de i
Vemos assim que o dcsenvolvimento do psiquisrllo é detelminado
as coisas. tle situaçõcs conccrrìentes às coisas ,i
pcla nccessidacle para os animais cle sc adaptatem ao ttlcio c que o reflexo parecc
Assim. o clesenvo lv imento ilas fornlzrs do reflexo psíquico
priquico e lìnção dos órgãos corresponclentcs lormados no decurso da atividade clo alimal' de
oolocâdo um glau abaixo em relação à estrutura da
lrlaptação. Convcm sLtblinhar que o rcÍìexo psíquico não e de rnodo algurn
nodo que.jamaìs há correspondêtrcia entre eles
rrrtt Ícnirtrtctro "purameutc" subjetivo. acessório, sern real signilìcação na 'Pn.u
,., n.rais preciso. csta correspondôtlcia só pode existir como
vìrll rlos anitnais c pâÍâ a sua luta pela existência. Pelo conlrário' o de desenvolvimcnto
momento que signilìca a passage'n ao grau superior
psitlristtto anitnarl nasce e desenr'olrc-se, colnLì \ilÌlos' ptecisanrente aparecinento cle uma lorma nova de
,n da- discordância f,elo
lrìr(llr( \(rìì elt ,,s itttittlais tlào poderiattt orietlllr-'c tlo mcio "fi.inoçto
(luisÌtlt 6i
O Deseì1')ol\ Lmenlo do I's
)

() De scn'r olN i me nla do P s iLl üistlu)

c suas colr\.lxçi'c. ('lc 'ilrliìçò(s)'


rital cm rclaçào r c-timlll()5 objeto'
oLt
r'çlìcxo itbrc lìovas possibilidades de atividade; esta Írltitna adquire
uma daquilo quc csrr ligad.' li ';11ltl:tçãtr
cslrrrlrrra ainda mais evoluída e daí resulta unÌa nova discordàtcia' trma ;,;';;.r;;';o;,a o attintal o:crrriioiofOgi"u Razão.por quc toda nroditì-
de una delerlninodu n"t""toni"'f agente concreto que
lr(iviì contradição entre elas. mas a um outro nível lì.r^ ì" ii"ia^ae aninral exprime a transÍbrmação dovitâl
O fundamento material do desenvolvimento complexo do e nao a da relação quc ela rcalìza
"instru- :ï:ï:;'"':';i;il'''"'.,'ã"i"'l^ condicional no
psiqrrismo dos animais é, poftanto, constituído pela forrnação de ï;;..';.;to;'ie classicas de lòrrnação do rcflexo
,r,",ìtus naturais" da sua atividade, os órgãos e âs suas funções A evolução 'cias
atrimalt.tãoapafecelìaturaÌm"nt"quulqu".relaçãonova.o^anirr-ralnão
rlos tlrgãos tlo cerebro e das íunções que lhe corresponden.r'
que se produz
manifesta necessìdades norua,- "'
se responcle doravante ao sirral
,,u r"ià d" oada estágio do desenvoÌvimento da atividade e
do psiquismo este sinaì tobt",:l como um
de passagem a uma {rondicional e simplesmetrte porque .agc rumerosas
rlos anitnais. prepara progressivâmelìte as condições ;i;;i; inconclicional F'm gt'ut' se sc aralìsa a relaçào
Ltrna
geral da 'das biológica
rnais elcvacla; a modificação da estrutüra
cslrÌrt'fa de ativiclade
de uma atividades animais' pode-se ïttp'" "ttutttttcer qLtaì e e necessidade
rrtividatìc animal que daí resulta' cria por sua vez a necessidade determinada que a atividade '"ulJ-u'" "ntnnt'ur
assirn
que parece dirigir-se agora a uma nova
rrrva cvolução dos órgãos c funções
- - ern quc rcPousa d(ì5 anill)ais perlniltìcce sctnPre dentro dos
biolóÍlica
rlileçrìo. Iìsta rroclilìcação nranifesta-se nruito cla;'anlente l..itt.,- iì ali\ idadc
irstintivas' com â natLrreza. E unll
lci
Assitl, loestágio do psiquismo sensorial elementar' a função lirr.rites das suas relações biológicas'
rrrrçrrôrtica fonna-se, pã, u- loao' no setrtiilo da fixação das ligações
de
geral da atividadc animal
ccrtos cstímulos e, por otÌtro ìado' enquanto a tìnção de fìxação das -- Poss cle reflexo psíq,ico dos a'imais
Correlativamenlc as -^-ribilidades
lìgações motrizes elementares. Esta mesma função do cérebro
manifesta-se rrluito limitadas luuclarnental-
da realiclade circundarte 'ao lguul"'"nt"
nã estágio clo psiquisrro perceptivo sob a forma de memória
das coisas e' entra em ilteÍação com diversos
nÌente. Na medida enr que o iuinral relações
p,,, o.tõ,t lado, sob a foima de desenvolvimento da aptidão para formar obictos do meio que age sobre elc
e tt'ansfere sobre eles as suas
vai ainda pelas propriedades e
hhbitos rtotrizes. Por fim' no estágio do intelecto, a sua evoÌução ;ïl.tàïil; ;;. lrr:"À-t r.efletidos por ele apenas
llurììiì rlova clireção, o desenvolvimerto da memória das situações'
aspecìos.r i gad os
""
" l"-" l li:i:::',
Assin.r, se na consclencl ri Jiilllï;"
Observam-se transforlìações qualitativas atlálogas no desenvolvi- rri â. gu o é i'dependente da
r

e se caracteriza antes de tudo'


nrcnto das outras luÍìções. relacão efetiva que ele pocle t"' to* "lu capaz
No decurso do nosso estudo do ciescnvolvimento psíquico dos do' scu' á'gLrlos crc '.pariì um anìtnal
animais. sublirlhamos sobretuclo as diferenças qrte existem entre
as suas "ïLìï;,,;,";;';';ìo' 'u"n"'o'
n r'i.'"euto só :erá disringuìdo na ntedida
em que
diferentes ;Ï;.ì;ì'f;;iìi,ïnu' porque uma coisa é como se
rtivcrsas Íòrmas. Agora, devemos realçar o quc é comum a estas i*rr" ",f .",],;a" biológico par.a ele. Razao
o que clisìirrgtre qualitativanentc a atividadc e o psiquismo dos existìr relação instintiva "."ï" :1" '"::11
lì,rn,^,
" não exista para o atrimtrl se não estlver
aninrais da ativiilade e da cotlsciência humatras' coìsa ou um dado agelte a quc
ele respeite e se esta coisa não
sua atividade'
A nritncirl ciilcrelrça \otÌsisle clìì qtre a atiridade dos anirnris é ìü"ãï *rit."* d'esta tcleçao o anirnal manifesta' 'a
hiot(igica e instirrtivr2r . PÁr outras palavras, a atividade do animal
não
umainrliferençatotâlpclosestín.ìulosque.sebeilqJepo.SsamSerobietos
potlcïxercer-se senão em relação ao objeto de uma necessidade biológica ã" *ì o"t""onão' jamâis sc lorne'l
es1írrrulos nessas condições

''' AqLrì c nlrs pílliniÌs scguintes o termo


"instinlilo" ó üsado poÍ nós na sua accÈçàt' mais
rrllrPlrr. crtnlo iìncrlintanìcn1c niltural (A L )'
O [-)escn|olvimenlo Ia PsÌ4 ìr]ìtI)
O Desenvolvìtnenío do Psiquìsnut

íìrn, se o bcruardo-cretn ita leÍìl fonìe, a actílria mudar'á oltlrll


vcz linda de
lì isto que explica porque o rrrullclo percebido pclo ânimal se limitâ baixo)"
,"nii.lo binlógi.o para elc e corrê-la-á (desenlro de
rrri,-'rrrnente ao quâdro estrito de suas lelações instirrtivas Assitn, cclntl'a-
Por outro laclo, se pala o atrimal todo objeto da rcalìcìade
ri;rrrrerrlc ao hometn. ttão há no arlirnal o leflexo objetivanerte concreto irrslitrtires-
circunclante é sctnpre inseparável das suas necessidades
cslrivcl cìa rcaÌidade. p.'sse
(cÍ Fig l6)' comprcende sc que a ptóplia relação do animal com o ob.ieto -iattrais
lJnr eretnplo ilusilará nossa afimação o oposlo colìl a
cxistiÌ ellquatlto tâ1, indcpelldertelrente do ob-ieto Passa-se
humana. Quantìo o homem entra em relação oonl trrtrrt coislì'
"onsciôncia por ottlro â
ele tlistiugue, por unl lado, o ob.ieto objelivo da sua relação'
plóprìa rc'iaçãir. Esta disiinção làlta no anirr.ral "O animal - c)'iz Matx - não
e,sta ent raluçãooom llada. não corhcce enì sümâ
qualqtter relaçã""21
Pot 1ìnr. develnos evocar aincla ulÌ traço essencial do psiquìsrno
animal quc
As
o distingue q uâljtat;vafiì ente da corrsciência lrunrana
relaçõcs t1e um ani,,ral colll os seus semelhantcs são fundâl'Ì'Ìelltalmcnte
qucr dizer
ìdênìicas às relações que ele terì com os objetos exter;ores, isto
que clas pertenccn.ì igualrrretlte à única esíera das reìações biológicas
i,rrtintiuor.Isto liga-se âo Íàto de que há socieclade cntrc os rrri'ììais
Podemos por certo observar a atividade de vários arlitnais'
por vezes dc
etttre eles qualquer
rnuitos animais en cotljutlto. mas jamzris observamos
quando utìlizamos esla
atividadc coletiva, no sentì<lo err qtte a entendemos
humana Estudaram-se' por excmplo' as
fulouru porn q.,aìifica, a ativiclacle haste otl
iorrr'tig", trânsportarrdo utr lardo baslarte pesado' quaÌquer
quulqi,.r. grande irseto. Constatou-se clttc o caminho Ílnalmcnte conrum
rras da atliçãcr
;;; t;gr;1àr'do não tesulta de âções comuns organizadas'
mecânìca dos eslorços fonrecidos pelas dìíerentes lormigas,
Ììig. 16. BcÍnârclo-crcÌni1â c actínia (scgundo tJc\ktilÌ c Kriszal) "rr.ituí.nt"
cada qual agindo como se estivesse sozinha a tlabalhar' O
mesmo é
organìzerdos, a
tambérn claÀmcnte visível nos aninrais mais altamente
Se sc a1àsta cle Ltm bernarclo-cretlr ita a actínia que ele traz
saber: nos sírnios antropóides Corn efcito. se puserlÌìos
sil'nuìtaneaÌneÌlte â
logo que a eÌlcoÍltrc caixas' para sobrc eìas
!,crallnerÌte sobre a cotlcha. eìe :ri reìtlstalará otttra vár'ios símios um probìetra que exi.ia cleies empilhar
(,lcsenho de cit.na da figura 16). Se cstiver privado da concha, rcceberá a trepârem e alcançarem unla banana' observa-se clue cada macaco age senì
rìclinia cot]lo utÌÌa proteção pârâ o seu abdotne que' sabemo-lo, não tem âção "comunl" dcste
ter conta os outros. Razão por quc não é raro que uma
caralliÌça e telltará pcnetrâr na actínia (segulda scrie dos desenhos) Por
22 Y. fJcxkiill- C Kriszat: SÍt'cÌlzüge dutch dic Ljnlwellen van T ieren und Menschen
1914. p.35.
íllxcursòcs clo m,3io circun.Ìan1c dos aniniìis c dos hornens)' Bcrlim'
it Mu.*: .,1 ideologìu aletnã. feuerbach" p 59 1ì1 Sociàles l975
O Desenvobìnenb da psìquìsno
í1 () Desenyalvimento do Ps klu ì!nÌt)

lrpo tç1111i;1ç ent luta pelas caixas, gritos e zaragatas entre


os sítììios e que â
'c()lìslllrção" scja abandorada, tleterminaclo tènômeno. A contunicação vocaÌ nos animuis ç tlilcr.cnrr:. É
se benr que cada sínio sozinìro seja capaz
rlc. rcsolver cste problema, mesmo quancJo não Ìnanifestc l'hcil derronslrar que um animal. ao reagir à voz de urn corrgôrrolc. r.rão
grande
lrrrbilidade. responde àquilo quc o sinal vocal relìete objetivamente, ÌÌìíìs a() pri)prio
Mau grado estes fatos, há autores que pensam que existe sinal, que tomou para ele um sentido biológico determinado.
em ceÌtos
lrrirrrais uma divisão do trabalho. Geralrncnte invocam o caso bem
çonhccido da vida das abclhas, das fonnigas c de outros
animais..sociais,,.
Nrr lcalidade, tal como não há verdadciro trabalho, processo
que é social na
sulr cssência.
Sc bern quc. cnì ocrlos anìntais, dilereutes indivíduos
rlcscrrrpenharn funções diiòr-entes na colcÍividade, são fatoÍes
cliretamerrte
lriolrigicos que detcr-nrinarn estas dilèrcnças de funções.
A prova nos é
rl;rrlrr rlucr pelo carátcr estritaÌneÍìte deterrnirrado e fixatlo
das ploprras
IirÌçòcs (nas abcÌhas, por exemplo, as .,operárias,, fabricarn células,
a
"r'irirrlra" aí deposita os ovos), quer pelo caiáter
fixo da sua sucessão (as
rcntliçõcs sucessivas das furrções nas ..operárias,', por exenrplo).
A divisão
das lunções tem um carátcr mais comprexo nas sociedades
cie anirrais
supcriores, numa horda de símios. por exelnplo; mas também
ai a divisão
decon-e diretamente de causas biológicas e não ilas condições
objetivas que
sc lormam no decurso do desenvolvimento da própria atividade da
associação an intal considerada.
As particularidades das rclações entre animais determinâm
tambem
a s padicu laridades da sua ,,linguagem".
.
Sabe-sc que a comunicação dos
aninrais entre si se faz muitas vezes pela ação exercida por
um sobre os
outÌos por nreio de sons vocais. Foi isto quc levoi a falar_se
de \\: r.ry'/,Y.i2È*7
"linguagem" aninral. Referirno-nos, por exenrplo, aos
sinais clirigidos pelas íí ', í'/- : --. .. f ,'
'='
2
rìvcs que vão à freÍìte aos outros meÍÌ.Ìbros do banclo.

. ^Mjr
será um processo senrelhante ao cla comunicação verbal
lr('nìcrne E inegável quc eriste uma certa analogia exterior,
do
mas os dois
íÉw
l)r'occssos são fundarne ntalmente difèrenÍes interiormerte. O homenr
cxptirnc pela sua linguageni um ceÍo conteírdo objetìvo; alem
disso.
tcspontle ao discurso que Ihe dirigern, corno à realidade
refletida pela
littgLragcm, e não corììo a um simples som ligado pernlârenter.Ì.Ìente
a um
Fig. I7. Calinlìa e piülainlìo (scgündo Ucxküll)
O Desennlt ìmento tla Psiqlttsttlo
O De se n\,ÒlN i ne n I o d o I's Lcl uì s n1o

uitidíìtììontc. na
Assinr se apanlìarlros uln pilìtainllo e o retivelll.ìos à força' este lna!Ìtém com eles Este 1ènônreuo manifesta-se 'nuito vocal se '
com efeito' ele terá a mesma rcação
rlebale sc c pia: o seu pio atrai a n'ìãe qüe se precipita na dircção desse som or"pìì" "rirtU"O" do arrirnal. mls sc li\cÌcln o
qllc rFcm 'obrc elc lorettt de caraler idetìtico-
r' rcsl)or]de com um cacàÍeja[ particulaÌ O colrpofiamcnto vocâl do ia
"f-li",". quando totaÌmente diferentcs Assim'
à comuricação pela mesmo senticìo biológico' tlesmo
lrirlainho e da galinha é, exteriornente' sernelhante pirìto noa aves que vivem enr baudos gt-itos
específicos pata prevctìlr o
li,,g,,,rg",,t. Coni efcito, a nâturezâ e totalmelìte diferente O grito do "rirt" a" ,t* o"rìno ctnitlcnte Estes gritos reproduzem-sc todas as vezes
e rrrrir rcação inata. instintivâ (reflexo incondicional) que não pertencc ao
".,-" a chegada
rrúrtte|o dos nrovimentos ditos exprcssivos. que não dcsigllarn qualqucr ilÏï"* t" "1""0;"'u"' t"a^it elas aisinalam indife'entenìentc um ruíclo
oirjcto clcterntinado. qLlalqLrer' Íìttôtretto' clualcluct' ação; estão apenas :1"ït ;il ;.t-. u,... t"'n'' o'o ou a presença cle fatos
com certos
l::
'l::l']:' não
da realidade'
ligltkrs a Lttr daclo eslaclo clo animal cngctrcìritcltl pot estímulos e\ieriures i",*"oiiàn"io. estes gritos relacionam-sc qe
t,"'n rt"rna dc carlclcrcs lna5 porque
oLr irtlcrìoles. O co nÌ portânì ellto da galinha é iguallncnte uma respostiÌ o"rq"l'"pr".. 'crncllrartça.objetira colìì â avc Ì:lcs não se
pr.rrilìììcntc instiìÌtiva ao grito do pinto. qrre age soble.ela.cnquauto
taì' L,,aontrurn Iìullìa mc\lìliì rclaçào insrìrrtira
sub-ietivos do
nào cotììo relacionam com os objetos cÌa realidacle' nlas com os estados
conrc cstít'nttlo quc provociÌ uma rcação irlstirrtiva deternlinatla' e Por outras paìavras' os gritos dos
rig.rilicando,lualq,icr. ooisa, islo c, refletindo tal ou tal fato da realidade ;;;;;ì ;"; ;t ob1"to'
'ng'nd'um significação obictiva
;;;ì,';,, ì;0"; o"uborrro. ,tì falar não têm qualquer
,,lrjctivir. A cxpcriôncia scgrtinte pertlite convclìcermo-!'ìos disto Encer-
grosso
rurros o 1'tinlaitllto prcso, sempre piando. ruma campânula de 'ridro estável. nos litlites da
qrre isolc o som; a galirrlta que vê muito bcn.r o seu pintainho' nles nào Assirn, a comunicação tros animais Pernlallece
pelÕ seu souteitdo como pelo oatáter
,,,,u" ,,:i ,",,, gritos, não rlanifesta a uenol atividade em relação a cle;
a ativiOacte estLiiamente irstitrtiva, tanto
vista clo pinto debatenclo-se deixa-a indiferente Vemos' portanto' que a dos plocessos cÒtìcrelos que a lealizanr'
do grito' no caso O psiquismo humatlo, itcousciêtrcia n1*:ltn ltrrma
galinha nào reage de tnoclo algum à significação objeriva ^L -ttma
que se caraclcriza po| propliedadcs
i pr"."nço dJurn perigo para o pinto, lÌìas apenas ao som do gtito absolutamcnte clilerentc t1e psicluisrrto,
frrncirtnallnctlte di lercntes
(lìig. l7). na passagem t:":::
compoÌlamento vocal dos anirnaìs superiores' dos sinrios
() A passageÌn à cotlsciência lÌtllì.Ìana' asselìte " nâo
I

traballro que é social pol natureza' i


antropóiclcs especialnrente, é fttndamentalnretlte do mest'tto caráter
que c> t un,ronrr-aïuiaã- e na atividade do da atividade e
Aa esÍutura funclanrentaì
da galinha. As experiências de Yerkes e de l'earnedza ' por exenplo' esta ligada apcras à lt'anslbrtraçao psiquisrno 'l
cla realidade ; o
aos símios ;;o;ï;i;'u" cle uma trova fo'''ln tì" reflexo
nrr,rlrrurr, .1t.," é in.rpossível ensinaL uma verdadcira linguagern comuns aos diversos estágios do
i
hurtatlo não sc ìiberta apenas dos trâçÔs
antropóides. de analisar; não reveste aperras trâços
lbdavia, o làto do colrlponanìollto vocal dos atritlais ser instirltivo ;;ü;;ì,.,;';'"."1, que acabanros de prs'agctn l ]ttttnani.Iadc.
nào significa que não este-ia ligado de qttalquer- nrodo a um reflexo qttalillrtìrartlcttte nÚ\lìS: o c\\cllciaI. qulndo
psíquià da realidade exterior obietiva Coutudo, o corrpoìlamelto
g'1inx1nodificlçà.-rdltsIct-qttcl'rcsidetnaodescttro|ritn..ttioclo
do animal jamais se rclaciotrâ com o próprio objekì' poìs os ï; ;;:y:
;:;;,,';; itttcttlo p'l(llllco sa'r il\ (rr r!urrr\í'u ,ïJ,ï-ïiJi;i:ï,ï.Jï;:
:::::';,":"';;"ffi ".' '",-'''' ';
""pr".riuo
,rìjctos rla realidade circundante são para ele indissociáveis da relação
que desctrr.rlr ,
sttcto-
o p,iqui'n.to subr'ìlete-se às leis tlo tlesettvrtlvìmento
;;ìì;";;;'
'rÌ{ Ycrlcs. l]. w Ì.cillncd. / l]ltelig.nciã clo chìpan:é e stj.s nttnìfestações
Baìtilìore' histrirìctt.
t1l:Ì5
II
APARECIMENTO DA CONSCIÊNCIA HUMANA

1. As condições de âpàrecimento da consciência

A passagem à consciência é o início de uma etapa superior ao


desenvolvimento psíquico. O 1eflexo consciente, diferentemente do reflexo
psíquico próprio do animal, é o ieflexo da reãìidade concreta destacada das
relações que existem entre ela e o sdçito, ou seja um reflexo que distingue
as propriedades objetivas estáveis da realidade.
Na consciência, a imagem da realidade não se confunde com a do
vivido do sujeito: o reflexo é como "ptesente" ao sujeito. lsto significa que
quarrdo tenlro consciêtrcia de um livro, por exemplo, ou muito
simplesmente consciência do meu próprio pensamento a ele respeitante. o
livro lão se confunde na minha consciência com o sentimento que teÍÌho
dele, tal corno o pensamento deste livro Íìão se confunde com o sentimento
que tenlro dele.
A consciência lrumana distingue a realidade objetiva do seu
reflexo, o que leva a distinguir o mundo das itrpressões interiores e torna
possivel com isso o desenvolvimento da observação de si mesmo.
O problema que se nos põe corrsiste em estudar as diversas
condições que engendram esta forma superior do psiquismo que e a
consciência humara.
'l

O De se nt,al\)ìnrcnta do Ì'si .tít"ú) !) Ì)crcìtrrltt'n.n1,t lo l':t4ttttnt,'

Sabe-se que a horrìrrização dos antepassados animais do l'romem sc irrento no honlem atual. é o caso especialmcrtlc clas átcas
desen vo lv
,1,.r'e ao aparecimerrto do tlaballto e, sobíe esta base. da sooiedade. "C) designadas pelos nílnìeros 44, 45 e 46 (segundo a classillcação de
tr:rbirllro. cscreve Iìngels, oriou o próprio ì,o,,r",,,2t." Ele criou tambónr a Brodman) do lobo lrontal, das áreas 30 e 40 do lobo parietal, das áreas 4I e
eorrsçicncia do hontent. 42 do lobo tcr'ÌÌporal (Fig. 18).
O
aparecimento e o deseÌrvolvinrento do trabalho. condição Ventos bem como os rlovos tlaços especificanlellte hunlatros sc
lttinrcira e lundamental da existência do lrontcm, :Ìcarfetaran] a trans- refleleln na est[ltura do córtcx cerebral qltanclo se estuda a área de
lìrlrnaçiìo c a honrinização do cereblo, dos órgãos de atividade extenìa e pro-jeção trotliz (dcsignada pelo n" 4 nâ lìgura l8) Se excitarrnos
rlrs rilgãos dos sentidos. "Prinreiro o trabalho, cscreve Engels, depois dele, cletrioarreÌìlc, conÌ precaução. dilèlcntes poÌllos desta árca, podemos com
c iìo lr'ÌcsÌlìo telÌ.ìpo quc cìc. a Iinguagcnt: lais são os dois cstímulos
csscnciais sob a influôncia tlos quais o cctebro de urn nacaco se trans-
Íìrr.rrotr pclrco a pouco rÌurìr cércbro humano, que n'Ìau grado toda a
scrrclharça o supcrâ dc Iongc cnt larlanho e err perfciçãorô."
O órgão principal da atividade do trabalho do honrem, a sul rlìo.
rir lxrilc ulingir a sLra pclleição graças ao próprio trâbalho. "só graçâs a ele,
grirçirs a adírptação a opetações setÌÌpre lìovas... c que a rrão do horlent
irlìrrgiu cstc allo grau de pcrfeição que podc fazcr sulgir o rnilagre dos
rlrndros de Ralael. as estátuas <.le Thorrvalciscn, a ntúsica cle Íragarrini2T."
Sc sc compara o volul)e ltáximo do ctânio nos símios antlopóìdes
c no hourcnr prirritivo. apercebemo-rros de que o cérebro desle úìtimo
Lrllraplssa mais de dtias vezes o dos sínlios rrais evoluídos clas espécics
rrr,',lcr rlr' ( 140{} côntra 600 cl t'1.
A diÍèrença de tananho entrc os cérebros sínio e hurrano é ainda
Irig. l8 CâÍta .lâs árcâs ccr.büis (scgundo BrodnÌall)
rìrais nitida se o colltpâramos quanlo ao peso: o cérebro do orangotango
pcsa 350 glamas, o do hontem 1400 grarrras, ou scja, quatro vezes rnais.
precisão detcrmir'ìar o ltrgar quc aí ocupa a pro.ieção de tal ou tâl órgão,
Além disto. a estrutura do cérebro humano é nruito nais complexa
c nrais cvoluída que a do cérebro sínio. graças à oontì'ação alos grupos t'ltuscrtlares provocada pela excitação'
No honrem dc Ncandelthal distingLrcm-sc.já nruìto nitidamente as Penfield resutniu eslas experiêtrcias I'ìLllìì desenlro esqltemiitico^
IÌtrvas ár'eas (ou cartrpo) corticais. colÌto o nÌostralÌt as moldagens da evidcrìterrentc cor'ìvellc ion a l. clue rcproduzinlos aqui (Fig l9) Reaìizado a
strpcrl'ície ilìten'ìa do seu crânio. Nos sÍrrios altropóides. cstâs áreas estão urìrâ cscala definida, nostta a supcÍfície quc ooupa. re lâtivaln elllc, a
rrintlu inrperícitantente difcrcnciadas: elas atingcnt o seu pleno pro.jeção de órgãos trtotores (corno a tnão) e sobretudo a dos órgãos da
lìnguagem sonora (mÍtscrtlos da boca, da língua. laringe) cujas Íìrrrções
' cstão rrruito mais desenvolvidas nas condições da sociedade htrurana
| . lrnucls. l)ìdlcLtd d Nrtut c:d. lÌl Socìales. lqTi lì lrl (trabalho, comun icação velbal).
" ll,irl 1r 175
ll) r( I. tì I7l

I
79
O Desent'oh,ìnento da Psiqutst)to
O l)esenvol\,ìmento da Psìquísn1o

peÍscrutante, o ouvido torlìou-se oapaz de perceber as dilèr-cnças e as


sob a
Os órgãos dos sentidos estão igualmente aperfeiçoados !",r'r"tt',unço, nrais ligeiras eÍìtre os sons da linguagern
alticrrlada do
irrIlrrôncia do trabalho e em ligação com o desenvolvimento
do cérebro
dos se'tidos agi' ern
adquiriram traços ho,.,.,",r]. ó desenvolvimento do cérebro e 6os órgãos
lll c;orno os órgãos da atividade exterior, também eles Ihcs "dar' a um e a
mais preciso, o olho contrapãÌtida sobre o traball.ro c sobre a Iinetragenl para
rlrral itativamente novos. O senrido do tato tornou-se
o olho da ave mais -
oulro, itnpulsòc' selnpre lìo\iÌs Pala culllilÌuar a âperlclçoar-5e
hrrrnanizado vê nruito mais nas coisas do que
As modificações anatômicas e fisiológicas devidas ao trabalho
acârretâram Íìecessariâmente uma transformação
global do otganistno'
dada a interdcpenc{êtrcia natural clos órgãos Assinr'
o apaÍecimeÍìto e o
desetrvolvirlentodotrabalìro.modificar.amaaparênciafísicadohomem
bern como a sua orgânização anatômica e fisiológica'
aparecimento do
Um outro eì"mento dcveria iguaìment€ preparâÍ o
entre os.animais que
tlabalho. Corn cfeito, o traballro só poderia nâscer
desenvolviclas
vivessent em grupo e apresentassem tonnas suficientelnente
alasladas das
de vida em coÍìum. fiìesmo se estivessetn ainda bastante
deverâs
ìornrutrr-lui, primitivas da vida social ìrumana As experiências
in,"r"..un,"rdeN.lVoitonisedeNATikhpraticadascomsímiosda
que
de desenvolvimento
criação de Soukhoumi testemunhâlÌ o alto nível
p"ãlì as lbrmas de vida comum entre os animais Estas
"lttttt
ãr,p"rie""i"t"t"o.tram a existôtrcia, nas hordas de sinrios' de trm sistcma
constituido de inter-reìações c de uma hierarquia
e cle um sistema de
essas pesqttisas
correspondente muito complexo Além disso'
"oauni"oçao
nernritenrconvel]cef-nostl[tavezmaisquemaugradoasuacomple-
iìi^oà. no interior de uma horda de símios estão linritadas
"tìr"ru"s
,"-ruçà", rriorogi"us diretas e que jamais são determinadas
pelo
;;;;;
objetivo concreto cla atividade animal'
"ont"ú,ioPor fim. ulna outra condição neccssária ao aparecinrento do
de reflexo psíquico
trabalho é a existêrciâ de formas rnuito desenvolvidas
da realicÌade llos Íeplesentantcs stlperiores
do mundo animal' como vimos
as condìções
Todos estes elemerÌ1os cànjutrtanrente constituíram
no..decurso da evolttção' do
principais quc permitiram o "patecitn""to'
iruUutito da sociedade humana assente no traballro'
"
Fig. I9- 'O lÌomen1-cércbro dc I'cnficld
ts F'. Engcls: DÌdlecticd cld NLllLu-et'r' Iid Socialcs' f l75
O De saNolvinìe nto.lo I'slLltLtrlìtt) 8/
a) Dercn|olrirtenta do I's lLtu ís D1o

podcmos limitar às dìssenrelhanças de l'ornra extct'ior' Para dcscobtir a


Que atividade ó esla, especificamcnte ltumana. a que chamamos
lrrrlrlllro'? verdadeira diferença entre os ilÌstrumentos hulnanos e os "instrLttllcntos"
O trabalho é unr proccsso quc iiga o hotlerr à naturezâ' o processo arimais, devcmos exarninar objetil'amente a atividadc etn que eles totnatl't
rlc rrçlìo do ltomem sobre a llatuÍezâ Marx escrcve: "O trabalho é parte.
pr irrcìr'ltnrente um ato que sc passa cl'ìtre o hollÌenÌ e a nattlreza O homem Por maìs complexa que seja a alividade " itrstrttuentaì" cl's an ìma is
jarrrais tem o caráter de ttttl processo social. rtào é rcalizada colelivamente
rlcscrrperha aí para cotn a natureziÌ o pâpcl de uma potênciâ n'ìlrlfal As
lìrrças de que o scu corpo é dotado. braços c pertlas' cabcças e mãos, cìe as e não dcter-tnina as reìações de comunicação cntre os seres que a efettlanl'
poç cnr movimcnto a ftrr dc assitljlar as nlatérias dando-lhcs ttma Íòrna Por outro lado, por complexa qLre seia, a conrunicação instintiviì e'Ìtre os
úlit lì sua vida. Ao rnestrro tenìpo que lge por eslc rno\ilnetìto sobre a membros de uma associação atlitnaì jamais se confunde conl a atividade
rìiìlrìrczâ exte[ior e a nroclifica. elc rnodilica a sua própria natureza tatnbém
"produtiva" clos animajs. não depeucÌe dela. não é rnccliatizacla por ela
c tlcscrrvolve as l'actrldades qtle llelc estão adormecidas"'' ,:' O trabâllÌo hutratro é ctn ootttrapattida, trma atividade originarìr-
O trabalho é attlcs dc trrais nada caractcrizâdo por dois clcuentos mente social, âssetìte na cooperâção etltlc indir'ídLttls qLle sLlpòe tllna
ìrrlcltlcpcucìentcs. Ulr clcles e o rrsô e o Ízrbrico instrunìentos "C) divisão tecnica. cnrblionár-ia quc se.ia, das ftrnções do trabalho: rssirn, o
'lc trabalho é unla ação sobrc iì liÌlurezâ, ligarrdo cntre si os participantes'
llubalho. cliz Engeìs, colìleça conÌ a labricação clos itrstrunentos "-10
O segutüo é que o tr-abalho sc elètua enr cotldições de atividadc rneclializarrdo a sua comutlicação. iVlarx escreve: ''Na prodr'lçiro os honrens
conrurl coletiva, tjc modo quc o honlem. no seio clestc processo! não c!ìtra não agen.ì apenas sobrc a natureza flles só produzcnr colaborando dc uma
iìl)cnlìs tìLrT1a relação determinaila conl a llatllleza. lllas coÌì olltros tleterminacla tttaneira c tlocattdo enlì'c si âs suas atìvidades Para produzir'
horncns. nrcmbros de unla dada sociedadc E apenas por interméclio clesta entram erìr li-eações e telações cletelulinadas uns colll os outros c Ilão é
lclaçiro a otltros holncns qrte o hotnetl se cllcolltra em telação com a scÍÌão nos linrìles desliìs relaçõcs c ticstas Iigações sociais qLte se estabelcce
rìat Utela- â sua ação sobre a tratutczit. a procltlçitolÌ .
O trabalho. é PofiaÌìto. clesde a origem rnediatizado sitrrttllanea- Para conrprecnder o signiiìcado coÌlcreto destc Íato paliì o
rrcnte pclo ir'ìstrtrrnel'Ìto (cnr scntìdo lato) c pela sociedade dcsenvolv imettlo clo psiquistlo irunrano. basta analisar as Íornlas qrte
A preparação dos insttLllìlelltos pelo houenl teln tâlììhém srrâ revcste iì cstluttlra da alividadc ao rnocliÍìcar-sc, cluando eia se rcaliza nas
histór'iâ ratural. Conrc]) sabetnos, certos auimais telìl Lllra atìr'iclacle condições clo trabalho coletivo !.ogo no início do desenvolvirlcnto cla
instruncntaI rucliutctltar que se nlanitèsta pela utilìzação de nleios sociedaclc hunzrtra sutge ìnevilavcltnentc a patliìha' entre os divcrsos
cxtcriorcs que lhes pettllitetl realizar opcraçõcs (cf o uso do par"r nos paúiciplrrtes da prodrrção. c1o ploccsso de atividade alltcrioÌlììcnte ilnico
sinrios antropóicles). Estes meios exteriores. os "itlstt'umentos" dos aninlais Inicialnrentc. esta ciivisào é r'crossinrilmente lorluita e instável No clccLrrso
srìo todavia rruito cliÍèrentes, qtlalitativanlente, clos do hotnenr qLle são os clo desenvoìvinrento r:la tonra -iii a lorrra prirniLiva da divisão lecnica do
iu\t r't lrìrclll05 do I raba lì1., trabalho.
A clilercnça não cstá apenâs cln os animais utilizem os seus
qLle A cer-los intlivídrros, pot excmplo. itlcLttnbe a conservação do fogo
"irÌslnllÌÌclltos'' ntais tatantcnte que os hotncns prìrnitivos Mttito nrenos a e a píeparação das ref'eições, a cutros â procula de âlilnel'ìto Elltre as

' li Nlrrrr O í ìrTritrri. Ì i!r'o I. r I. lricl. Socialcs. p IÍÌ0


' Ì lrrrcls: lttrtluttrrt,ht '\irlrrl1':í. Ììd S(ìciâlcs.p 176 " K. NIrtrr: .1.\rrt', Ga.rtd Ilen nd. t llÌ. Ììcl Socialcs. p 217
B'
O Dcl. n\'Õl\ ntLüta dr' I'sLqttt:tn"
() Desen|olYiütenlo da Psiquisn1o

é' a separação. do obieto da


Con.ro pode nasccr uma ação, isto
Íìrnção hater a ceça,
de caça coletiva' umas têm por
l)çss()as er'ìcarÌegadas atividadeedoseunrolivo?Visivelmenteaaçãosóépossivelnoseiode
oLrltas cspreitá-la e aparìrá-la' ;;';;;"t." coletivo agindo sobre a natureza ocoletividade'
produto do processo
ìocliticaçào proÍìrrda e radical da ltón11
;i; ïilil;"ud
lst(t i1'. dr r
slobal" quc responde a uma lrecessidade da acârreta
que experimenta u'i inclividuo
e\lllìlìI13daatiriJldedosinJirrduo.qucpartl(l[ìâmdopr(ìCç55Uul i;ilitì.'il', .JJça. th necessidacle
efetuar as operações finais. ( o ataque
t rabalho.
animal' realizando^ as pïir"rf-, se benl que ele possa não
Vimos anteriot'mellte quc toda alividade direto ao animal e a sua matança, por exernplo )
que conduzem diretalnente
instinlivas' entre os arllmals e a (isto e' pela sua
lclaçõcs ìì""ii","rrr"*" bioìógicas' à porr" do objeto desta ""t""idud" Geneticarnente
ser senìpÍe orientada para da atividade individual é o
natrrreza citcutìdante, tinha por característica origcm), a separação entre o n.Ìotivo e o objeto
unra üesessidade bioìógica e ser de ur.ìÌa atividade
,rìrìrrrï ìt" t"acriatn 'atislazcr animal que não.responda a resultado do paÍcelaìneÍìto em diferentes operações
;ì-"';;' J;;"i ;,,"t uttl"to'Não há atividade i"i"i"lmeltc "polifásica"' nras itnica Essas diversas opcrf,ções'
;,,:i;,;;;":;"rd"o. ::,,:ll:::ï,i,';1",.ïï;ïïÌ"'11,,ì,ïl iïJ:ït*,:ï "".pi"*,
uàrá"nio doravante todo o conteúdo de uma clada atividade
do
continuando
indivíduo. transloÍma-se para elc en ações
rllì irLrclìte com tlnla 5l8lìlllciìçâl indeperrrlerrtes'
ttlrittto elo da ca''leia rìào csrcrr elos do processo
:ìlll ::;ì';Jì;ì nuì'tï'""''auaer e cuio lem entendido a não ser senão unr só dos numerosos
Corno clissetnos, o obIeto da
ctlte oricntado pu,u ..* objeto'
tlil.r: l irtlt lrioìógico; estes global do trabalho coletivo
iviclacle dos animais oonfunde-se
;rl
,.'p," .on. seu nlotìvo Dois clos elementos principais (mas nào irnicos)
constituem
e da
clois cletnentos coincidenr senrpre
a estrutura fundanrental da precuÍsoÍes rìaturais desta seprraçào d,: ".p"*'::,: ,l^"lcularcs
Ilstudemos agora' sob este ângulo' lquisiçao por elas dc uma certl irrdepcndôlcia
na atiridade.individual C)
Ël
,ni" id"d;"d"';;- inaiïiat'o "oto"uao
nà condições do trabalho coletivo' éo caráter nruitas vezes coletivo da atividade
instintiva e â
realiza a atividade de trahalho' "lir].r"iro ;.
-"';; :i i"'u'quio" primitiva nas relaeões tutre os ìndividuos' til
()rrando um nlembro da It
"ot"tJid"d" utna neccssidade sua Assirn' a ;;;.:ì,;; nos sítnios tlrl
;ffi;ï:; H-'ue,ï';; n r'- a" satisfazer que se observâ nas assoclaçòes dc errintais sttpcriore.s'que colìseÍva
atividaile do batedor qu" purii"iou
na caçada coletiva primiliva ó
Itf*ì"f "*,u" O segundo é a drr isào da atir' idadeaanitral' : rì
lalvez dc se vc'lir com a fasc preparatória c a
.'ììì,,inì"ì"', rìeces\idadc de se alirnenlar orrorientada.a sua atividade? toiu',,iu u sua globalidade em duas fases distirrtas:
I

pclc clo arrirnal Mas para qu" "'tu di'"tot"nte iã." i" quc potlem ser muito.fasladas uma da outra
tìo tc'.''po
de uma
r,]
Á.rit'tt, o, cxperiências rnostram qtle a interrupção
|,.'dcser.porexentplo.as\lI5lariìcaçacorientd-la.nadireçàodeoutt.os
"*".unï". lorçada
isso 9rte, Jere ser o
quc c(tâo à ciprcrlíì l Propriamellle
:
lììediocrenìente a
çrrÇadotes
páia ai: lazern o os oulrus caçaJores
;,;;;;;" numa das duas fases apenas pernite retardar duas fases .,
,.1"u"àìnì "ì,tì,ìad. rtn coçndor' Fìa(âsstìstar a inten upção el'ÌÌre
r.rão acaì'reta por sl iàuçao ,,r,"rio, dos auimais, oo pu"o qu"
a caça) vezes mais comprido que no
-as
Ícsto.Fl evidelltc que estc resultado deixa lhes um retardamento dez a ccm
da necessidade de-alirnento' de
rÌÌcsrÌìo a não poderia o"ot'"tu' o-'uiiìfução pritncirn caso rA \'. ZaPorojetsì'
vcsluário etc., que o t'ut"on' '"ni"
Àt'irn' aquilo p*" q'-"-:,:11" orienlados l'odavia. mau grado á existência incìubitávcl de uma relação
o seu nÌotivo' os dois são animais supcriores a de
;;ì;;.;;;Jt de atividade.ão coincide com g"neri"u u utivicìadã inlelectual "bifásica" clos
tnoliro
.r'l'rr|ìt,ì,': ( lìalìlarctnos qt"t' t"' Procec\os e]n quc o ohjeto c ,.-ridadc "nìr"
um indivíduo humalo que participa rrurn
processu tìc trabaìlro colctivo na
it"'npln' qtte a clçadl e I atir do
há urna cliÍèrcnça tnuito grandc e'tte chs
Esta diferença
r:r,,.. ',itr, irletn. p!,dclìr05 tr'"'- pot' ;;;ld*l";;;,
ação
l''rt,,,,1,,r. o lìrto tle levantar a caqa é a sua
"
t) l\'\tür lt|rìt !, J,' l''qtu\t1t,t () Dcsenvoh'ìncnto do ]jsíquij to ,3i

\l'1Ìe iro rìivel das ligações e relações objetivas que estão na bâse destas subrnctida a relações socìais desde a sua origenr. Esta é a caLrsa irnediata
,lrrrs irlividacles. às quais elas lesponclcm. e que se rcÍletelll no psiquìsnlo que dá origem à lorma especificarnente lrurrana do reÍlexo da realicladc. a
,l,rs ìntlivítluos agetttcs. consciência huntana.
A atividacle intclecttral biÍásica clos aninrais caracteriza-se conro A decomposição dc urna ação supõe que o su.jeito que âge tcnl a
rirros. pclo fato dc que a lìgação cntle duas (ou várìas) Íàses é deter'- possibiÌidade de reflctir psiquicantente a relação qìle cxiste entre o tììoti\o
rrrirutlu por ligações c telações Íìsicas. natcriais, espacjais' tetnporris. objetivo da relação e o seu objeto. Senão, a âção é irnpossível, ó vazia de
rrrccârrìcas. Nas corrdiçõcs nattlrais da existêr'rcia huÌìla'.ìa, estas relações e sentido para o su-jeito. Assint, se retonìarmos o nosso exemplo do batedor,
liglrçtìcs são forçosâlnente nattttais. O psiqLrismo dos animais superiotes é evidente que â sua ação só é possível desde que leflita as ligeçòes quc
lcrn. por conseqtiência. a propliedacle dc reÍlçtir estas relaçõcs e ìigações cxisterÌr entrc o resultado clue ele goza antec ipadanr ente da ação que realiza
rr:rlulais. atettdo-se às coisas. Qttandtl tttn animll cÍètua um nrovimento de pessoalmcntc e o resultado final do processo da caçada cornplcta, isto é, o
rotlcio c se alasta cla sÌriÌ presâ para só a apanhar em seguida, esta atividade alaque do anìrral em fuga, a sua nÌatânça. e por filr o seu colrsunro. Na
conrplcxa cst/r sttborclinada às rclações espaciais da situação çonsidelada^ or igem, csta ligação é percebida pclo honrern sob a sua for.nta sensível, sob
lclrrçrìcs pctccbiclas pcìo animat; a prinleira pâÍte do tra.ieto. prirneira tàse a fornra dc agões reais e1ètirados pelos outros padicipantcs no trabalho. As
rlr rrtivitlacle. corrtiuz o animaì. cotl uma recessidade natural, à suas açõcs comunicam um sentìdo ao objeto dâ ação ao batedor. O inver.so
possibììidade dc realizar a segunda lìse é igualmente verdadciro: só as ações do batedor.justificaln as ações do
A base objetiva da torn.ra de atividade huntatra que aclui estudamos homern que esprcila o aninal c lhe dão urr scltido; scm a ação do batcdor..
c oLrtÍa. a espera seria despr-ovida de sertido c injustilìcada.
Bater a caça corttluz à satisfàção de unra nccessidade, mas de nrodo Assim, estanros aintla pcrante uma rclação, urra Iiglç.ìo qLre
aìgum porcluc se.janr essas as relações naturais da sìtuação materìal dada; é condiciona a orieÍìtação da atividade. Esta r.elação é, todavia, fundamen-
illÌle5 (' (olìlliÌi,,r; ttotmalnrettlc c'tJs relaçòe' natllrai' 5itu lai' que talmer'Ìte diferente das relaçõcs que govcrnam a ativjdade do anirnal. EIa
arìÌcdÌorìtiìr a caça retira toda a possibilidade de a aparlhar' O clue então' cria-se no seio de uma atividadc huntana colctiva e lão poder.ia existir fora
rìcs1c ciìso. reìiga o resultado ilnccliato desta atividade ao seu resrthado dela. Aquiìo para que é orientada a ação governada por esla nova rclação
!lnrl'/ llyidentemente nào é outra coisa scnão a relâção clo indivíduo aos pode em si não ter sentido biológico imedìato para o lronenr e ÍÌlesrno
oulr'os trertbros da coletiviciarlc. graçâs ao clual cle tcccbe a sua pâlte da contrâdizê-lo. Por exenplo, asslrstaÍ a caça é em si desprovido dc sentido
prcsa- parte clo produto cla ativicladc do trabalho colctivo Esta relação' esta triológico. Isso só toma urn sisnificado nas condições do trabalho coletivo.
ìigação. realiza-se glaças às atividadcs dos orttros indivíduos lsso sigrrifica São clas que conferem a esta ação o seu sentido lrumano c racional. Clom a
qu. c precis",uetrte a atividade dos oulros hotretls que constitui a base ação, "esta urridade" principal da atividade hunrana, surge assìm "a
rratclial objctiva da eslrirtura cspecílìca tla alividade do inclivídtto hrrmano: rrnidade" Íìndarnental, socìal por naturczâ. do psiqLrisrno hurnano. o
ììisl()ricâtrerltc. peio sett urodo cle aparição. a lìgação clìtÌe o eo
'l()tivt)
scntitlo racionaÌ para o lronem daqLtilo para que a sua aliviclade se oÍien1a.
objclo clc u a ação não rellcte telaçòes c ìiglçòes rraturais. rles ligações e Devernos dclcr-nos espcciallììetìte aquì, pois é extrcÌÌÌaÌrente
r clrrçircs ob jetivas sociais. impoftar'Ìte para contpreender a qônese cla consciêucia nLrnta ó1ica cie
Assitn. a ativìclacle cotlplexa cÌos aninrais superiores' subnetida a psicologia concreta. Precisemos rrma vcz ntlis ô noss() lensarnento.
r,. lrrçrrcs nlrlrtltis crrtrc coisas, ttittlslortla-se. no hotnenl' nunìa atividadc
O Dese Nol\'ì nlenb d a P s ìq I ! is t]tt) E;

O DesenYolt'imento do lsiquìsmo

htturana fará
Todavia, o passo decisivo já está clado A corlsciência
Elcs cotreçaur a totnar
doravante a distinção enLre a atividade e os objetos
OuandoumaaÍal,ìhasedirigeparaumobjeto,enrvibração,esta
tambim destcs pela sua relação. Isto significa que a própria
,,r i" i,tuoJ ïú"a""e a I'i;-i': -l'l::' #ï,ï1i:
reração
;,ìit::'t"1ï"t; "o*"ien"io
nui,o"ru (o. obietos <lo.murrclo cirourrclante) se destaca tan.rbéln
para eles e
as do ;nse'l,llìiï"ïX'ï'ï'*ì."'à.,ì'Ã"ì'. t" 0..
u',ì'riedades nurriÌi\ qu" uòor""" t.ra sua relação estável com ai necessidades
da soletividade
r iÌrr';rçàu toma para a .Íarìha ';il;ìJ# "f" o,uu atividade Assim, o honrem recebe o alimento' por exemplo'
" ;"'.ïi,.,,",o .'",.'.. de pror
ocar
tlrre a ligaçào que cxi'te l.ll'l"i"ri.auo. de Í-ato "comoobjetodeurnaalividadeparticular-procura'caça'preparaçâo-e
"o,l.,
sua cle ser alitnento derermina
rrnlt vibração na teia e a Pro
ptit'ntt" dis'imrrlada à arrnhapor enquanlo necessidades
da aranha' uá *arnlo tempo, como objeto que satisfaz determinadas
;r atiridade "tu existe para ela" Razão
que a
;;*;;;t, indepentlenternente do fato do lromem considerado
sentir ou Íìão
ì',*ì"1 *0"*. relaçào; ele, "rão vìbráção que se aproxime da sua o-n"""rriau,f"'i,r.tediala ou cle ela ser otÌ não âtuâlmente
o objeto da sua
rranha se dirige para tooo o ooi"tl-",t., alìmento pode sel distinguido'
o
atividade própria. Conseqiierìterìentc
lcìa' seia ele um diapasão iguaìmente a sua oietos de ativiclacle. tìão apenas "praticamente" mas
também
usia o animal' subn.retc
"",." "-i.*
;t"ori"ont"nt"", isto quer dizer que ele pode ser conservado na cotlsciência
,,uu,,,,:":ï:1""'ì:;;niiï#.ïlïï",*'"""',",ï:ï*rlÍ:"":nïË:ri:
rÌ"'ì.,ft; e tornar-se "idéia".
pre\it ir sua caplura,ulrerror: ì;:ì;i o r.luçoo dc traballio do
rclrçào naturcì' mas. uml
rrntlt coletiva
batetlor ctlm os outros pârtlclpantes
-""imal
na caçada
não incita
ïììu" ì" só por si
2. O estabclecimento do pcnsamento e da
linguagem
Como dissemos, " -
se encarreg^ue da sua
função
âssustá-lo. eoau qu"*ìu, hornem para
raìr.ìrcnte que tornam possível o
açòes estejarn nutna correlação Acabamos de analisar as condiçires gerais
rì atu
dc bate<1ot'é necessário qu" * t*t de trabalho
:i'.ì,," upur""i-"ntu da consciêllcia Encontramo-las nas atividade
ì,ì"
"ì"
ot "1" r ::,!Ìïliil*::,;*::nrcflexo
ï"":"::ï:iiï^t: comumaoshoncns.Vitrrosquesótlestasconcliçõesé.queoconteirdo
srras uçüeq se descubra- o,'. d., \eu obìcro da sua fusão com
ì;'^:;:";; ; i"rì". o" ãuluilo pu* que se orienla uma ação humana se desloca
significado de ttma ação Ícall
as relações biológicas
clìqtralìÌo finr consctenle .--^-?nte existe entre o o da formação
âo strjeito a ligação que ljÍìcoÌ'Ìtranìo-nos agora diante de outro problema'
rra
ao u'iuiaua" (o-'etr tn'rtivor dos processos especiais aoi.quais se liga o
reflexo coÌìsciente da realìdade'
,,n'"," o?ïïïìÏii. Ï':.iïì:ì;";"ão' scttsir cl sob a lorma
da atividadc
Vimos que a cottsctencia clo fim de umâ ação de
trabalho supõe o
.rrroe-llre tta sua fortna irrrtoil**!"tt independentemerlte da
ìì*non' tlli,f reflexo tlos obietos Para os quaìs ela se orienta'
Jc ïraballro dr coletiriaua'
ju iioil";'llï:;:ïXï::i: relação que existe entre eÌes e o sujeito'
r:abeca do homem trão "1,,ïì,ï il:j':'"rì;; Eiii"nt"n.,"nt", nu. deste reflexo?
Oncle eÍÌcontraÍÌ.Ìos nós ãs condições especìaìs
prático-o9j"1"i--d:^ coletiro; pot'este fato' do trabalho O trabalho não
'clagão sellrPr ,i" um sujeito
."-pr"s.'" Encontramo-las de novo ro pr'óprio processo ,:
conclições estudadas, trata-se ^ll' ,]--i. são inicialmente
rr,." são não engendra
dÔ lriìballìo rnodifica apenâs â estrutura geral ãa atividade lrunrana,
:,' ì";ìril dos prrticipanres indiririuais próprias relações da atividade a que chatnamos
por eìes' ttu *"o''o'u "'ì"0.'" to** L,nicun',"nt" ações ot-ietltacìas; o conteirdo il
as suas
't'llcliclas as r'.la colclivioade de
trabalho'
:,;;ì:ììì.'"'ï' '
t) It,tttn, h untnn'J,, I' .tuj\tt,t u9
O Descnvolvunento do Psiquísmo

tanrbcnÌ cstc mcio de ação, elaborado socialnienle. estas opclaçõcs de


0l)criÌça)cs sofre tambéln uma trânsformação qualìtativa no
processo de
trlbalho realìzadas nlalcrialr.Ììcrì1c c cotlo eristalizads5 1elç ft22à,r ltot que
Ilirbit lho. dispor de um instrumerìto nào significa simplcsmcntc possui lo. uras
[-sta transfortÌ1ação das operações efetua-se com o aparecimento
e
de trabalho dominar o rreio de ação dc que elc c o ob-jcto material cle reaìização. O
r, tlcsctrvolvimento dos il'ÌstrLlmentos de trabalho. As operações "instrunenlo dos aniIÌais r-ealiza igualracntc uma ccrta operação, rÌìâs estâ
tlos ltorrct'rs têrn isto de r.rotável; são realizadas com a ajuda cle
úrltin.ra não sc fìxa para ele. Logo qì.re o pau dcsctnpcnhou a sua Íìnção nas
rì\lrìrìrcrtos, de tncio. de trahirllro mãos do macaco, ela torna-se para o aninral um objcto qualquer, sent
O que é um irstrumenlo? "O meio de trabalho' diz Marr' e ttma ilìleresse. Não sc tornou suporte permiìÌrente da operação consìcleracla.
.,,i.".r,, ,t,t, conjurlto cle coisas (lue o honletlt inlcrpòe clìtÍe ele.e o objeto Razão porquc os aninrais não fablicarr iustrumerìlos e nâo os corlscÍvarÌì.
tl() scLr tlabalho col.Ììo condutof tle su:r rçào'' .'
() instrutììento é, poÍaÍÌto,
de trabalho' operações de O instrunento do homcm, cnl cor'ìtrapartida. é Íàblicaclo e é procu;'ado. é
rrnr objcto co:r o qual sc realiza tln'ìa âção conscrvado pclo lromcnr e ele pr'óplio conserva o nreio cle ação tlue realiza.
lrirbalho. Só considerando, portarto, os irlstrulÌ1q'ì1os hunranos conro
l'ablico e o uso c]c irstrumelìtos só e possível enì ligâção com
a
o instrurìcrìlos da atividade de trabalho do ltomcm ó quc dcscobtirenros.r
colsciôr'tcitt cìo fì rrl tia ação de trabaÌho Mas a utilização
de um
da ação nas suas verdadcjr-a difcrcnça qLÌ.: os separa dos "irlstl'umentos" dos aninais. No seLt
i sln|tÌìclÌ{o ?Ìoiìrretâ que se tenha consciência do objeto
não rcsponde ao "irsllurncrìto". o animal só encoltra urÌrâ possibilidade natural de realizar a
pnrplicclades ob.jetivas. O uso do machaclo, por exemplo' sua atividadc iustintiva. por exerrplo, aproximar o fi uto cle si. O homem vê
as propricdadcs
írnico lìn.r clc uma ação concreta; eÌe r-ellete objetivamente no instruurellto uma coisa qlre elìcerre ent si utn meio dc ação dctermilado,
qual orienta a ação O golpc do machado
clo otricto de tr-abalho para o se
clabora socialrnentc.
feito este objeto a.uÍììa ptova
subnrotc as proprieda<1es do tnaterial de quc é
Iìazão por que, nìesmo quando utiliza unr instrumenlo humano
irrlÌrìível; assi''... se realiza uma análise prática e uma
generalização das
especializado c artificial. unr símio só agc nos linites orgânicos dos seus
plopliccladcs objctivas dos ob.jetos segunclo unl índicc
deterrninado'
quc e de ceía rnodos inslintjvos de atividade. Em contrapadida, nas mãos do hourctn, o
objctivacÌo no prlprio instrulrento Assin' é o instl'ttrÌlento
colìscicnte e lacional' rnais sirnplcs objcto natulal tonì3-se Inuilas vczcs Llln verdadeiro
nrancira portaáol da primeira l'etclacleira abstração instrumerìto, quer isto dizer que ele eletua unìa opcração verdade irarr ell le
ila prinreira gcrreralização cotrsciente c rirciotlal instrulental. elaborada socialmente.
elemento que
[)cvetll,.ls agora tonìaÌ'etl.t cottsidetação Ltfi] outro Nos anirrais, o "insÍrumento" não cria nova opcração, está
um objelo de forma
caractelizlt o instruttlento O instlumelìto não ó apetlas submetida aos seLrs movimenÍos r'Ìâturais no sistema dos quais sc incJuì. No
é tambénl trrn obieto
rrì'ì"r.,ft. clc proprìeclacles físicas cleteruinadas; socialmetrte no homcm, é o cortrário que se vcrifica: a sua própria Ììão está incluída trum
social, isto é, tendo r.ttl.t ceúo nlodo cÌe cmptego' elaborado sistema de opcraÇões eìaborado socialmente e fixado rro próprio
,l.curso clo trabalho coletìvo e atribuíclo a ele Assinr'
quarrdo
e não enquanto simples instrumcnto e es1á submctida a ele. As investigações atuais demottstram
con s itÌerarnos o rnachado cnqualìto instrumento com bastantc precisão estcs dois iatos. R.azão por que se Pode dizer, â
collurìtas' LIIììa a
corpo Íísictl. ele não e apenas a reunião de duas partes propósito clo símio, que o desenvolvitnento natural da sua ntão detertniua
eficaz: é
rlrrc clutntatros cabo e a outra que é a paíc verdadeiramente nele o uso do pau cnquanto "inslrutnento", tenìos as rìossâs razòes pariÌ

' I. Nl,',r, ( ) ( tìt:ttttl I i\tt) I- I I. p' lnr Ed Socìalcs Ì'aÍis


o tl o i t tn ct
9I
O De s e nv ol vì nent P s it1 t r

O [)es envob ime nl o cla I's ìq uì sì)la

' por ìsso ladicalmente da


O pensalnetrto clo homeu distingue-sc' só
atividade instrumental que cÍlou
as mãstram experiêtrcias cspcciais'
inteligência dos animais, que, como o
irlirtìÌrÌl'que Íìo homem foi a sua de urna dada situitçào e não pode
i! lr lirriJadcq cip(c iÍìcas da, nÌão' se realizam r-rma aclaptação às condiçòes
r rI
lì:
Assìm o instrumenlo e u; ohjeto
socirl' o produto 91.-t1t''.tu Otát'"u traÍÌSforl]ìarestasúltimasal,ìãorerpeloacuso.poisaatìvidade'animalno
ltunrutto tnlis sirnples' que se llào para estas condtções' nas
seu conjnnto pcrll'ìanecc scmplc orivnladJ
irclivìcltral. Pol estc Íato' o conhecilrento honrem' é
tle um das suas necessidtrdes biológicas No
rcaliza diretament" nu*u oçao "oncteta
dc tt'abalÌro com-.a
'ajudaantcs se ;;;" ;"i ", tàl ob.leto preparâção" donde surge o pensamento humano
irìs1nÌrÌ1eÌ]to, não se ìimita ir
experiência pessoal cle um indivíduo' difcrente. 4 "1ãse cÌe fim e pode'
du experiência e da.prática sociaÌ i"r""-r" a" uç0"' indcpcndentes 'ìrìenÌadas plra trm
rcaliza na base da aqLrisição po' "1" na ativida- ""tu"Oa" capaz de se lrarìsÍbrmar
Por fìm. o ltt'mono' assente inicialmente ìori"rinrnt.n,", lonÌar-5e atir itladc indcpcndctrle-
t tultut' ãit"o'"trrtc.da,a^trr'idade intelectual
"onh""in.t"ntJ irumu arit l,laAc lotalrììcnl( ilÌlcrlÌa islo
e tncttlal'
cls ìnstrumental de trabalho' como o conhecìtnento humano etn geral'
arr pcll5lllììclÌlo iìtÌÌclìllcu Por fim, o pelìsailgnlo,
irrstitttiva dos attitnais- dc pltsltt dos aniulais porque só ele
Chamamosp"ntnnt"ntn'"-senticlopróprio'oprocessodereflexo distingue-se fundamentalmeÌ1te do irrtQlcclLr
proprieclades' ligações e relações node aoarecer e desenvoì'vel se etn união corl
o desenvolvimento da
conssicttte tla realiclade, nn'' 'uut ltotnetn rìáo sãÔ apcrìíìç
oblctivas, incltrindo os rÌestrros ãt'i"to'
i'ìut"ttiutis'.à percepção sensívcì
tnas
Ii"*i.1,.i" t".i"l os firrs d:ì açào irrlclectualetto os tncios desta âÇão são
itllctliala' O homenr, por exenplo'
llào percebc os t.aios Ltltra v ioletas'
lornr
;;;;; p", r'ìatureza, vimos que os tnodos conseqüência' quando âparecc o
;;;;j.";;; "tuuor-uaát socialtrrentc Polpode
'
Que
iJ descotthece a 'tla e\istincì; e a' \rra\ Ptopriedades
,''.,,,
rrl.r n,rl
r" ' isso -- F csla efctuar-se a lão ser pcla
c\lc conhccrrnerllo lc e Do-.r\cl
El:.' lìr'r
t"_,1.l^,-1.'. \ic dc rncdiaçòe' p""ll*nl"n,o verbal abstrato, elc nao
elaboradas socialtnente' a saber
':
fô\:ivcl
r ir .1tte i a r irr do pett'atnen'o19
,,^,.ì, o
",,. tï:
tet' principi'-r *"''al,t-O]l: srrhmercrno, a.
;;;i*t" pclo homcnt dc gcnctalizações lógicas, igtraimerrte elaboradas
(ol5as c lolnalìdo cÚlÌscicncil das rclaçõe' os conccitos verbais e as operaçõcs
c
1
.:Lrirlt: à prora de outras a parlir
l'o*r"'"'- etrlte elas' julgamos
das
i.
ì;ïJ#J';;"ì"' .-'''.'
socialmente
deter pafticularmente
propriedrdcì qrre tìos rìào :ão i,trl,r.tn problerna sobre o qtral nos devetnos
il :,ì,ììì;ì.ìr".J u"" u' pt"tl"'nn'' ai ô
reflexo conscierte pelo homem da
!

ircl.atlente acesslvels
é o da lorma enÌ qlÌe se produz o
n"::ssália do apaÌecilÌìelìto do pensa-
cl

Razão Por que é condição * -''


real idade circundante'
tem um base
inragern cotlsciente, a representação' : :o,n""i:o
,
J;;;;;;;;'rsciência i* l""i1nï,ï?',ï ,""1ì;#lì
A
er nos rinrires tl
da realidade trão se lirnita ao
"Ï:l;nu.ï
torìra.a uts çurrrvtltrwrg " ;ìt*'ir
:ìïl:'ïiï::::#';;;;;
",""," i:'lY:i:*ï:lÏ':ï s"nrín"I. Todi'iu, o reflexo consciente
ostiì de trabalho' da percepção de um obieto
clos auimais Uma vez ainda'
eìii;;r" realiza no proccsso
---^ ^.,^- "^hrê ,
,ã"ri"*",. scnsível que clele se tem Já a simpÌes ulna, cor etc ' mas
:Ïì;ïïÏ'il ;','ì;;; "o'n
o"''= :ì1:11ì:::"iïi'ï,.:ïï::
n'^
: não o rellete apelìas somo pt'ssuindo uttra .forma'
e cstavel determinado'
ÏlilÍ:::" ô:ì,, ;;' ;;;'" ; t.rn s rot:tr aç ào'r
" " ^'1':1^Ì:1:,r'::' ",:': ,^,"f,,i"l ."t"" t"t'tdo utttu significado ob'ietìvo
etc Por conseqüência' cleve
I

ìlll'1, li;
",ï)ï
itil. il;' ;" ;i o rundo'n'n'o,'n"':
.,
dl^LoTt*:::":1.1:":^llii;
attmentou na
;;;;, p.r exemplo, alimenrol instrutncuto
;;;;ìt; ;;^ loma particular de reflero consciente da realidade' qualitati-
:ìì;.;;; pcllsall,crrtu hunrano c r
lltcl!) (lo pensamento
inteligència --
do reflexo psíquico próprio
â nalllre'/a 'ì vatrente diferente tla Íbrma seusível imediata
rr.,lirlrt ertl qtte elc aprendeu a lrrtltslormar
dos animais.

út ttttlttlc:ú l:'d sociales' p 233'


I rt'r1... t )tt1t,, tt< t1
nvo lr nl o o P s íq ü tsnu )
r t l'tttcrttn^ttuLntl J,' I'st,1ttt't,t't 93
O I)e tL i u1c Ll

J Mas cntão, sob qLÌe fortna cÕncrela opcra realnìentc a conscièlìcia verdadeirarrente em ntovinrenlos dc trabalho. Estcs moviucntos, bem
lc r{riìti(lade circundante? Esta fortna é a lirrguagerr que' scgundo
Marx é corÌo os solrs vocais que os rcompanhâm. separaut-se da tarelìr dc agir
rì c()lÌsciêlìcia pÍá1ica" dos Ìromens lìazão por que a consciênsia é sobre o objeto. sepâram-se da ação dc trabalho c só cotlservanl a lunção
so que colsistc cnr agir sotrre os hot'nens. a Íìrnção de comunicação verbal.
irrscpalrivcl da lir.tgtragern Couo a oonsciôrrcia humana' a 'li.ng!3gçln
quc elc Taì como a PÒr outras palavras, transforntatl-se en1 gcsto. O gesto nada n.tâis é que tllì
iìl)iìrlcc llo pro""aro J" trabalho, âo lllcslÌo tenlPo
r:onsciúcj.a*a linguaget! e o prodtrto da coletividade' o produto
da movimento scparatlo do seu resultado, isto é, ttm nrovimento cltre lÌìo se
;ìfi" lruìãiln*u..', c igLtalrnente "o scr l'alaute da coletividade" aplica ao objelo para o qual cstá orientado.
(Marx): c apenâs por isso qtte existc igllalnrente para o honlem tonlado Ao mesmo telnpo. o papcl principaì na comunicação passa dos
inrliv iciiralrlcnte. gestos ao som da voz; assitn aparece a lingtlagem sonola articulada.
"A linguagem é tão velha cotno a cottsciência' a lingLragem
ea Tal oLr tal conteÍtdo, significado na palavla. 1'ìxa-se na lingLragem
consciôncia rcal, prática, que existc tarnbénl para outros homens' que Mas para que um lenômeno possa ser- significzrdo e relletir'-se tta
34
cxis(o. portarlto, então. apcnas para mim tambem " linguagerl, cleve ser destacado. toÍrat-se fato de consciênoia. o que, conlo
O nasçinrento clir ìitrguagem só pode ser comprecndido em relação vimos^ se laz inicialrnente na atividade prática dos hot.ttctrs, tra produção.
çon a rtcccssidade, nascicla do trabalho, que os hornens sent,:lll
de dizer "Os homcns, escteve Marx, conìeçârâll1 cÍètivamente por sc aplopriar etc.
irlgLrmrt coisa. etc.. de ccrtas coisas clo mundo exteÌior como mcios de satìsfazer as suas
Cotno se formaram a palavra e a linguagem? No trabalho os próprias neccssiclades; nais larde conreçarâm a designar igualrnentc pela
uns colÌì os linguagcrrr o quc elas são para elcs nr erperióncia pritica.:r saber tneios de
h()rììcns entram forçosamente en.r relação' em comunlcação
oLrtros. Originariamente, as suas ações' o trabalho
propriamente' e a sua Satiçlazer t\ \ltiì\ lCCe\\i(l.ldC\. c,ìi.its qUc o' \;ìtiSl:l/<ln
oonrrrnicação formatn um processo único Agindo sobre
a Ì'Ìatureza' os * A produção cla lingLragcrr como da cotlsciôtlcia e do pelìsamento,
novintcnlos cle trabalho dos lromcns agenr igualmente sobre os outros cstá dirclarlìcl'ìtc nristutacia na ,ltigem, rì atividade plodLrliva, à
tênl nestas
parliciparì1cs lla produção. lsto significa que as açõres do lìomem oornun icação materiâl dos holrlclls.
corclições ut,.ta àuplu função: urna função imediatamente
produtiva e uma O elo dircto qtie cxiste etltrc a palarrra e a litlguagem' de urr lado, e
lìrnçlo cle ação soúrc os outros homens. uma frrnção de conrunicaçào a atividadc cle trabatho dos honens. do outro, e a condição plimordial sob
I)osteriotnlente. cstâs duas funções separam-se Para isso' basta a influência da quaì eles se desenvolveran enquanto poltadores do reflexo
r;uc a própria experiência sugìra aos honrens que se em
ceÌtas condições conscicnte e "objetivado" da reaìidade. Significando no proccsso de
urrr movimento de trabalho não conduz, por umâ razão ou
outra' ao trabalho, um objeto. a palavra distingtte-o e generaliza-o parâ â consciêllcia .ì.
,.r,,ltu,lo prático espcrarrlo. ele está, mau grado tudo' apto para agir
sobre indiviclual, precisaÌÌente na sua relação objetiva e social, isto é, como
,,s oLtttos participal'ìtes, por excmplo, levá-los a efetuar essa âção objeto social.
,,,|i:livanrcnie. Nascem assinr os ntovintetltos que conservam a sua forma Assim, a linguagen.r não desempetlha apenas o papel de mcio de
<lc rrovirncntos de trabalho, mas que perdem o coÍìtâto
prático coln o comunicação cnlre os ìromens. ela e tarnbénr utn nleio' uma lortla da
fransforma consciôncia e do pettsamento humattos. tlãô dcstacado airrda da prodtrção
objcto r,: t1uc, por conseqüência perdem assim o esforço que os
li
" K. Ìvlr.r, Noías atgìnois a li'dktdo d c(onoÌt1ìo polilica dc Adolphc wagner
"^obl'e
tt O (dpít.t l. I 976. Ìivrc Ì1.
" l. lul,',r .1 irh,logìa utnttí l'eterbach"'p 159 ' Ed' Socialcs' 1975 Bcl. Socialcs. ccliça)es dc bolso.
O Des e nval\, út1a üla d o P s í quisìlu)

llliìlcIial.Tornâ-Seâlbrnìaeostlpoftcdageneralizaçàocotlscienteda
prlar ra e a lrrìguaqerÌ. sc
;;'ìiil" Por iss., quando, poste riot rnerÌtc' 3 são Iï1
a" uiiu io"it p.rti':r imeclìata' as significaçõescomo 'erbais
lato de
-*r^ììì
lbstlaíclas do objero teal e sti podern
poftanto exislir
consciêuoia, isto é, como pellsatllcnto SOBRE O DESENVOLVTMENTO TIISTÓRICO DA
Aoestudarascolldiçõesclepassagenldopsiquisrllopró-cotlsciente CONSCIENCIA
encontramos certos trâços
4,,, onittìoi,t à consciêrlcia clo hotnern'
psíquico'
."roct"rirtì.o, desta Íòrma sLtperior ilo reflexo
rrão podia aparccer a não scr
Vimos igualtltcnte tlttc it consciência
era nrediatizada
nas oondições que a relação do hotrtetl cotn a Ììatureza
elr a
l. A psicolr-rgia da consciência
honrctts Por corÌseguintc'
;r";"; ;ì;: ,eluçoc, 'lc lraballro conr outros
.:,;'.. a ;.;t p'u'1"'" lristÜr'ieo clestlc t' inici'i'rMrrx\' A consciôtrcia hrtnratla tlão é u*ra coisa ilntrtáveì AlgLtns tlos seus
'"" - - ""' só podia. apareoer rìas
Viao:; enr seguicla que a consciêtlcia nas condições de uma
'a;t:;. traços caracteristicos são. cnr iiaclas crltlclições hìsltiricas coìlcÍetâs'
a rìatureziÌ' soblcvi-
.un.fiço.t'aJ"unta açã-o el'etiva sobre
tcìÌ1po
progressivos, cotrr petspectivars rie dcsctlloìr'inletÌlo' otllros são
iustrunrentos, a qual é ao Ineslno vên-cias conclcnacias a desapateccí devcnlos consiclcrar a
ativiclade de trabalìro pol llelo de Portanto.
lermos' a conscìêtrcia e a itlento' na stla
l lbnla prática do conlrecimento ìlrtmano Nestes conscìôncia (o psiclLlisrrro) no sctt ticvir c tlo scu tlcsetl vtl lv

tbrma dil reflexo que conhece ativanrente rJependêrcia essenciaì do mocio dc r'icla" quc é dcterrrinado pelas rclações
Vìmos que o tun"ienllo só podia existir nas condições da sociais cxistcrrtcs e pclo lugal que o individuo considerado.octìpa
Íìestas

reiações. Assirn. devcttttls consiclerar o desenvolvinento do psitlui\lno


cxistênciaclalinguagenl,queaparcoeâomcslnotelÌlpoqueelanoproccsso
ralìalho.
Lle I"-'-0,:r. ii,iniuno aott,u Llttl processo cle l rails i'ortn ações qtlarlitativas Clorlo e[cito'
I
"" pâfiiculâÍmente - que a
e devemo-lo srrblinhar visto que as contlições sociais da eristência dos homens se desetlvolvem
I
f
- ,*. vimos
individual do honeln so podia
cxistìr nas condições em que por modiÍìcaçõcs qualitativas e Ììão apenas quantitativas' o psiqttistno
tcir t realidacle'
"on."iên"io humzrro. a consciência hLtnlatla. lratrslorma-se igualnretlte dc
tllaneir:t
existe a consciência social 'i co't'ciô , " i:l:Ï^-d^ lingüísticos'
e dos conceitos
significações qualitativa no dccurso do rlesenvolvitnento histórico e sociaì
refratada através do prisma das
Em que consistetl cstas transÍbttnações clualitativas?
''"""'-ìr,", socialmcnte'
elaborados todavia apetlas os
Podetr oonsistir apcnas nunra rnodiÍìcação do contcítdo que os
são.
,."nos catactcl isiicos da cotlsciêtrcia
"
homens percebcrì, senlem' pcllsiìlr'Ì Este ponto de vista foi sttslcntâdo
na
i, o,': ^'' ": :i:ï':ï, i;, JlïÏ :,ilr: ï' i:ii:ï
n o i.
g"'"n
""
hisltirica cotlcreta do seu Pslq
i rï: "^ïï1,ïï
hourens c transÍìrrma-se na psicologia tratlicional especialmente por W Wundt' quc considcrava
irs

.;;;'.;; ;; contliçòes sociais da vicla dos proprieãades do psiquismo humatlo "são ctrr toda a paíc
e sempre
ì.t,,.1"ì," o" o'.t.n'oì'itnt"ro da: çrta' tclrçje'
ccorì\'rìÌica\'

.
O I)rse,''alIin?nlo lo lsìqti5t)tt)
t) Dr\tn\'òl\t Ent') l" I t4t'itttut

loalizava cotìsecutivalÌÌellt(] ao apíÌrecilÌ'ìclìto das teìaçõcs (lc p[odução


irìôrticas". e que apel'las o coÌÌteúdo da cxpcriêucia e dos
conhecinlentos
foi abandonacla há -iá nrLritcr eutrc os hotrrens. As-farllculalidades do psiqtrisrllo llutttatto são
lrr arr(i)s sc ntodiÍìca. Mas esla conccpção ,tetcrntirta..las oclls pilticLrlrrldlcÌes dcstas rclaçõcs. dependenl dclas Por
a evoluçãÔ acalrcta
1enr1-lo. IIttie podctetlos cotlsìcìctat çolllo iÌssente
cÌLle
do ,*r'ì f;"-.1t.-.c .1t,c ;ì. r(ldç"L' (lc I\lir(llrçi" :c lfiìrr'lorlrriìrll (lrl( iì5
,,,,,,1,"n, ,,,,,u ,,r.rcli1ìcação clls patticirÌalidacles qtlalitativas iisi!ìtlisìll'ì
relações dc Ìlrodtlção lliìs colÌìrllìi{!a(lcs ptinlilivas slìo urrla coisit c tlue as
Irrrtnâno. cla socieclltlc capitalista. pot ercrttplo são otllriì. Razão por qLte pocìetnos
Fstas rrrociilìcaçòcs tlão clevcttt redttzir-se às dos clilerctllcs pensar qLìc tìr'ìliì tratlsÍorÌìÌação radical das relaçòes tlc ptodLtção acalreta
l)roccssos c futlçircs psirltricas. se bcm tlue a tllaitlr parte dos aLtlolcs ttìrtllc urìra il arì s lòrtì]aÇào ll!ìo nlclì(ìs radical cla consciência hrttnana' qttc se torlla
11,," n .:t"r"nunlvirllcnro histiilico clo psiclLlistno lìtllllano !trlì\i\l!
lìlclìl(lrla c diÍèrentc qual ilativarrcnle.
prccisatttetttc tltl tllanc'io cios clililcntcs l-lroccssos: l)elccpçiìo' I'ara rcsolvcr estc problclna cotlr'étll lazer unla abordagelr da
o sctl papcì'
sobrclucÌo perìsiììlclllo o pllltvta. o tltlc lìtlaltttente modilìca consciência. raclicalnlerìte clilèrerltc da quc 1ìli fixada pelas tradições da
pol qtlcr por otÌtlo\
pois o papcl plinciprl selia .lcsctltpenhado qtler tlns
psicologia burgucsa.
(l.cvy-BrLrhl. f hurnr'" ald. l)antzel) postttlar a cotlsciêtlcia c1o honenl da socicdadc de classes conlo
cstá provado que os dilìrerlles prÒccssos sc reâJtlstatÌl
pr(rpria de lodos os houcns, lt psicologia burguesa aprescnta colììo
cterna c ^o
uo clccttrso clo clescnvolvitncrlto histórico Sabcmos clLtc
a
^1ualrrcn1e.
clctivârììcnte
atrasados nos.pìanos clualcluct coisa cle absoltlttl. senr clrtalitlades e "indeternritlável" Scria ntr
rncnr(rria de houclls qìle pertcllccllÌ a certos gruPos cspaço pskluico patticttlar ("a octa" tle .laspers); por esle fàlo, ela seria
cconôurico e cuìtulal tenì tlaçÒs carâcterislicos lnulto
orlgltìals' "4
surpreetldenle as apenas "a condição cla psicrllogia c uão o seu obicto" (P Nalorp)
cspccialmcnte a âptidào para fìxar conì LIIììa precisão cousciôttcia. cscrcvia wundl- consiste sirlplesrrlcnte cll-ì poclertllos ctloot't-
(nrerlória dila lopográ1ìca) Sabetnos clue o
parliculari<lacles dos lugalcs trar seuÌpt'c eu nós eslados 1lsícltttcos
e extleD'ìanlentc original' telirr rrlc'snlo
f"'tru,r't"nto destes lrolncrrs tatr.tbétll Dcste ponto dc visla^ a collssiôtlcia, psicologicatnentc l'a la r clo,
uìììíì r'sPccic Je lógi;ll lalli'rrlar' apreselÌtâ sc corllo tltÌìâ csllecic de '-illtminação" intelior, qttc podc scr
clestes
l'odavia se noi liniitarmos ao estuclo destas transfbrmações rnaii otr rncrtrrs lt-rttc. qrt. lr,rclc ttre.ttto !\lilrcllir-5c. (ulÌìrì c o caso rìo
processos psiquicos. não pocleuros comprcetlder a história real tio
ntelÌel'ìte que lÌonlells tlesmaio prolundo (l.edd). Ill pot' isso que a coirsciôncia apenas podc 1eÌ'
.l"a.nunlui',.t"nio do psiqtlisnlo humano Evide proplicdadcs puralìl(lÌte li'tttt.ri-: :i" a5 (lllc e\pril)lelÌl J' leis ditas
epocas dileretrtcs da ltistór'ia. etr condiçires sociais
dìlerentes'
uiu"nao psicológicas cla cotrsciência: urlidadc, oontinLridadc. linlitação
"n,
clistirgueur-se tanrbént por acluilo clLrc'l9l9t são os
proccssos de percepçãt'' '
nos ptocessos cxplica Nìo itá uucÌançl qtliìl'Ìto l1o futldo^ tnestlro quando se oottsidera a
tlc nrernória. cìe pettsalnetrlrl etc. Mas Ãa dìlelcnça
sorrsciência como "sLrieiLo çrsíc1Lrico" ort segutldo a expressão dc latllcs'
p;-i ;; àiÍèicrrça clos scLrs psiclLrisnlos. cla stta consciência? ,Adrn itimos como o "seuhor" das lìnçtìes psícluicas. Mistilìcal assint o suieito real
qLrc não é assiu qLte se ptodttzcln igLlaln.ìelìte' no, decurso
do
da consciêrlcia identificando-o com a consciência não coulere a esta conteÍldo psicológico:
rlcscrrvolvintcnlo hislórictt. rrtodilìcações cle carálet geral finalrnente a consciôucia. e!Ìquanto su.jcito, e igualnletrte "rnctaí'ísica"'
isto
de vida.
Irrrnrana. etrgctrdtadas pelas tlansfornações do trrodo .
e, sai dos lirnites da Psicoìogia.
de una
Vintos qitc a passagelì1 à hurlanidadc era acompanltarla Assim conr a aborclagern traclìcional da consciência da psicologia
de Ltrll tipo
rrrrrrllnça tlo ripcl gerai .lc tefl"to psíqtliccl c do aparecitnento burgucsa não podenos estucìar aqrrìlLl cluc "se encontttr" na consr:iêtrcia
ou
srrpcr ìor clc psiqtrismo: tÌ--9alìsg.eL9ii- Vinos que cstâ passagern se
99
lo ['s tqu isnla
O DL'.çent;lYìnetta dô P!iq Ìstìta
0 Dtft tt\,ol\' Ìme nlo

para com a relaçào sttbiclirrr tlt-tl.- o


e proccssos psìcológicos sua artotromia. tta sua ìncicpctldêtrcia
iìouilo que "lhe pettenr.lc , rsto é^ os ienôtnenos c1ètivas tlcstç irìtinto:
homctn trilntétn cotti ola c pâra ccllll as tleccssidacles
t,i,'a6,-'' a niìrlc c a\ \ììiÌ\ rclaçòe\ lìalrlriìi\' 'aprcse lÌta-se'' a cle couo se diz cotrctíÌÌr.ìcllte
Delàto.clestuclodacotlsciêtlciaÍìiprincipalrrrerltcoestudodo ã" lu"tqu.l tlntlcit:i. cla dita' e a
tinha em irr" ll.r",-" "apÀlsflúl4âo" é tonrada clc consciência proptiatncnlc
Daqui resrrlta quc. falarldo cle consciência' apctlas se 'a" r'cÍìcro psíqrrico itrconsciente etn tc1'lcro cotrscicnte
,.r",'rrarr'rer',l,-r.
i:Jì";;:;.'ï;;'...ì't'" rcfre\crìrr\ne\' cl''s eorrccit.'s l"o e irr't.' n"ìì iirr"l
^ça" llosslÌs paìavras'
,' 'r.,' Tott'tctttrts utl exettlpìo pata ilLrslrar as
(lLlJtìdu se tl.Ìla de eqtLldLìr () ou .errrolrirrtcrtt,,do;oIlìrccitncnt,ìììrtlllallô. tla rlta' absotvìcÌo ua
não se reduz ao -Sttpotllran,,,s Lutl llnn''"tlt canitlhanclo
üìr. p.i*tngi"^*etltc. o desettvolviuento cla oousciôuciaas sttas próprias au,,u"rrn Jo,,, ,tt't, au,,'potthcirtl. Nos casos
tlott'nais toclo sctt colìlporta-
cotrsciôncìa tem
senvolvimctlto do pcnsatlentct A passa à sua I'olta: r'etarda o
rrento corrcspottcle pgrlèitanenlc ao cÌus se
cle
ico
calaclct ísticas dc colìteildo psicolóo njrssr, Utìt LIU/iìlìì(lrlÔ. C\lllì,'. Ir.Ô(]' rlllc <ìl'rrlìlla
pclf ltctltc 'lìta dtr
para rlcscobrir cstas câr-alteríslicas psìoológi-cas da consciência. p"'" " pa'''ei" !lc l c\iJetttc qLtc cle
concepçõeS tletal.ísioas quc isolanr
a Ïrìì.'"ì'',,.'. ".. ",'n..1",','t.'
.1"u",''-'o, ob,ulut"nrctrtc re.icì1at. :ìS Mas terá una i1ai11 da
contrár'io' esludar
;;;;;ii,ì.i; tla vick real l)cvemos' pelo cle v ida httmano' da 'suit
conro a
;";..;"';';..ì ,i"i"'.i""ntr''n" .cottsciente
rìa collversâ é possível que
ilt.*çao au rtta'Ì Se eslivcr nruito absorviclo
:;,,;;i;;r;itt .i" homeur depende do scr'r *oclo re Ìações rrão. I)odemos, reste caso. dizct qtlc
a sitr:ação da rLtl não eslá "ptesctlte"
à

ìtì; tìinint" qt'" devenros cst.ttlar couro se lornam as


"ïit;ì;. tais conclições sociais lrislór'icas e
qlrc estrLrturâ ,uo"nn,"ien"lol]cslcilìStiìl'Ìlcpi.cciso.Maseis.clue'tentlìlidatncntc
;i-,;;;, ì.t;'" J,n tui"'u cm scgtticla csludrr cotno a consciêucia dc qüe a casa para que dirige
está diantc
collì o seu interloctttor
ettg.ctrdra dlcles releções' Devetnos c tjos eclil'ísios acaba dc certa maneira cle se
""ììi""'", oo''' a eslruttrr!Ì da sua ;ì;- õ ;;Jt; cla
it,,:.;;; ;':;;r;'ié,'"ia .lo Ito,''te"' 'c translornraintcrtla da cousciência ó
'ua
ã"t""Ot tr ttu r"t't a","l"o: cstii-lhe cìoravantc
"presetlte"'
aÌividadc. l)eternlinar (" da estrtllurâ
tu'o"'"'"' ttnl 1cnômcno psicológioo
Ev idenletrl etttc. este cxctlplo t'cllrçsenta
.,,,' nio é setrão atrálogo ao qrtc rcaltnente cstuclanios lìlc
. it tir(l Cri./a- lJ P\icol,)giCalìlelìlc podL: todavìa
quc a um dado-tipo de tstluttlra de
Já nos esÍorçatros por n]ostrar
ì'"]'",1 ìu,n',r."n.ts1 3'r-leitot etr clue
sentido lìós enìpregarì1os o teímo
tipo cle reflexo psíqttict' cssl
atividacle corlespnntìiu tttt.t cleterminado
clependellcia consur\a-sc . pu't"'io'nt"nt"
nas clilèrentes etapas da "apresenl4ão'
ra sua collsclellcla
cItlsi:1t clìi cncrrlìlrílt \\5 Ãìãiaoa" está, pofiallto" pfcserìte âo l.ÌorÌlerl
.rrn:eiincir lÌlllnJlìJ A prrtleip;rl JifierrldlJr" iltre cstc lìrto é psìcologicatlcutc possiveì'Ì
.^'- é-lludu
i

:.,,,ìì;;;;";,.. ' ,..a i, da ç,,..ciÉrrcir.:r..ttr' rctditJ.itas r(laçòci iììrcrìras Corno de uma


colno contradizenÌ por o telìexo psíquico tesulta clc uura relação âçtro'
,,ì,., ,i,,o 4o se esct'tldçtlt da tlosstt introspecção' ,"ot eÌltre uuÌ suicito materìaì vlvo, alt1mefl.:tl:i:':1L"
int"ruçau pìíq'i:";i]::
Ito' dc'eobt e
\ (,,ü . .ì (lllc <l t ":'":
lçilcs prtnclpltts tru l"::ï:::" ';ï':;;;';,,;; ""i"ì tluu"' aos órgãos doosrenexo
Pala preparar a artálisc das tratls lo rnl ;ïï.";;.;ì:;;,ìp" dcsta irrteLãção' órsãos da ativid.de
corsciêttci:t que se prorluzetr't ttt'
pt.ot""o cle descnvolvin.rerto-.-da "'ì.gtÀ
cirracteres gct iÌ!s v ital.
_ì,;t;.il; 1,r,,.,o,.,o. d.r"n.,u, dcter-r'ìos primeìro ern ccrtos O leflexo psíquico rlão f(ìdr- 3paÌccel ÌoIa
d ricìe' 1'ora da
,
plitprios clo de scnvolvimerrlo da sua csttLlttlra nOto*",1:- rclaçõcs
atir idade du sLtjeittr'
de lortna do reflexo atividacle cto sLleito Depencle da
Fizenlos 1ll lìolar qlìe I pritrcrpll rnoclilìe:tçlìo palcial' colìro Parcìars são as
resitìia tlo ínto de a realidade uìiul. ,1,," ela realiza. não poclc ser do
psír1uìco tluatttlo da passagent a'hLtntatlidacle
das suas proprieclades' tta próprias I elações
\r'rn()strar ao hotlem na estabiliclade objetiva
() Driüroivnknlo lo Itsitlut:ttto
o ! )esc üt,olvitnento da Ps Ìqulsttu)

c
histórico. cstá ao trtcstllo tetltpo arnlaclo e lifritaclo pelas rcprcsclÌÌaçõcs
À t)ito por outras palavras o rel-lexo psíquico depende lorçosânìeÌltc couhecinentos cla sLta ópoca c da sua sociedaclc A rirlucza
tla stta
vital para o
rlir lclaçãro do suieito cÁn o objeto reiletido' clo seLt serrticìo consciêttcia uão se tcclttz à [lnica licltteza da sua cxperiência irrtlìvitlrraì O
passrgem à
ìì,1"n".'fta é vcrdadciro ta:rbérn parra o homcm l'odavia a Ironrcnr não cotrhccc o tllrttldo cott-to rl Robinson da ilha dcserta' l'azctlcltl as
qLte qualdo o
ctìnsciôrrcia huurana tàz surgir um Íàto novo. Saberlos próprias tlcscobeltas. No dccLlrso tia stta vicia' o ltotncnr assinrila as
pof unl agente
tunimal senle necessidacle de se alilìlcntar e estitlluìado cxperiôrtcias das gclações prc':ccìen1cs; cstc Processo rcaliza-se
ele' cste agente revestc a virtttdc
ìig,li" a" matreita firme ao aìirrcntol para precisanrcnte sob a tbtnra cla aclLrisição clas signilìcaçòcs c rra mccliila desta
,li unr estírluÌo tlutritivo apcnas praticanìentc Para o hrlrnenl é aquisiçio. A sigrrilìcação é. poÍanto. a 1ìrrnra sob a qrtal rttl hotrlctn
que cspântâ Lrrll
absolutallente ìnclilercnte. o bafccìot dc caça prilnilivo assimila a experiôncìa hLtnlana gcneralizadir e reflctida.
ó o ob-jelivo inlcclirrto tlc striì irç'tr lr'tll cotlsciÉncia do scu
,,nin]ot
- "rt. - rclações ob'jctivas (no
A sigrrificaçìo. crr(Ìuant() tÌr1o cla consciôncia irrcljvidtral não perde
objclivo. isto qrrer clizcr qüe cstctsc Ícflcle nâs suas
por isso o seu corrtc(rcltl obietivo: l1ão sc torlÌíÌ de tnodo algttm rttrlit '-oìsl
llprlliclttâtl'
-' ' trata-sc clc reì:tçircs clc tlabalho) na sLra
caso.
irur,,rt.t"',,"
'psicolrigica". NiìtLlÍaìlììclìte. o qlÌe eLl pcltso' cottlpreetlcltl e
objeto ott lcttônretto sc descobre
A-:tgtlliSaçào c aquilo que ntrnÌ e de relações sei do trìângulo, pocic rrâo coincìclìr' pcrfeitanrentc con a significação
ob+r:ú-iu:re.rtfe n,',r, ,irt"'''.to de ligaçdres' de intcraçòes "triârrgulo" aclrnitida tra geometria tnoclenla Mas não ó ttnra tlposição
A signilìcação e rellelicla e lìxada na ìirrgLragcrn' o que lhe
tú;;;- ísticas, Íìndaircntal. As sìgni1ìcações não têln exislência l'ora dos cótcbros
íï-iLl." n srra ìstabilidade. Sob a lomra dc sìgniÍìoaçircs lir.rgiì
lrurnanos colìcrctos: não e\iste qLlalquer reino de sìgnificaçiìes
o conteúdo cla çgrsciência social: etltratlclo no conteírdo cla indepcrrdenle c cotrparávet ao tnundo platônioo das ideias Por
consc-
"u,,.tilr,i
consciêucia social. torna-se ot"- o 'iútòìencia
rcal" dos indìvíduos' "geornél'ica"'.1ógicn c cnt
para eles qiiência. rìào podcnros opor uìr1a signilìcaçãro
ut.,i.rluunao en si o sentido subjetivo tltre o rcÍìetido
teÌ'Ìr cll'ltÌallto
izado peÌa gcral. objetìva. a esta llrcsln:ì signilìcação cle rrm ittclivíclLto
Assitn. o reflcxo cotlscientc é psicotogicanlente caractcl ilgrilìcaçno psicoltigica parlìcular. A dilèr'cnça não é entrc o lógico e o
pr"r.nç" d" uma relação interua espccifica' a relação cnlrc
scntido
psìcolcigico. rÌas erl1rc o gcral c o partic,ular. o individtral tJm conceito
não
sLrt.rjetivo c si gnifi oação. ,l"i^n d. .", conceilo quittrcio se tornaió corceito de u11 i1d!yj{qg\ Poderia
' SenciJ esta relação fìtttdamenlal' dcvemos estLrclá
ìa especialmcntc
cxistìl urr conccìto qLte não lbsse o de ttnla pcssoa?
(..tltloocottccilociesignìfìcaçãoecosnraisclaboradosttaltsicologia O plincipaì problema psicoltlgico quc a signilìcação pirc é o do
rÌ1, LtìlÌl\çilrclnô\ pol cl(
'rlcrtriì. lugar c clo papel reais clttc cla tcnÌ rla vitla psíquica do honlem'
cla realidadc tluc é cristalizada e
$igrq[-cqção é a gcnelalização A rcaliclade apzÌrece ao ìrotlretl rla stla sigtliÍìcação' nlas dc
,ìr,'r.,ì"t* i"niiu"l.ntãinotialÌìentc a paìavra ott a locirção tr a
rrrancira partìcular. A signìiìcação nrcdiatiza o rellcxo do nlutldo
tìroao pelo
sociais
ìf,ììì fa;"i, espirin'al rla cristrlização cla expcrìêrrcia e cla prática honenr tta ucdicla etll qÌle eìc lefi cotlsciência deslc. isltt é' na
rrredida en.t
social e a
rlahttrnanidadc'Âstlaesleraclasrcpresetltaçõesdeunrasociedadc,asua que o seu rc1'lexo tlo mutrdo se apÓia tla experiôrrcia da prátìca
.ier.r.i". o sua lingtra existetÌ enquanto sistc'nas de signilìcação iÌìtegra.
antes dentais aolr-tlndo
ant r"apon.l"nt", A silnificação pe!-tct.tcc' lorlallto' ninha consciência não rcfletc urna fblha dc papel apeuas como
devcrtos parttr'
,lu. f"uôn.t"no, obietivarnente históricos Íì dcstc lìrto clue Lrm objeto reta gulat. branco. qrradr'ìculâdo ou colÌ]o
LllÌìâ celta estruttlra'
Mas a sigrlitrcação e\istc lanrbótl't cotlto làto da
coltsciência
utì'Ìa cc'Ía Íbrna-acabada. A nrinìta cottsciôtrcia reflete-a
cono utna lblha
sct sôcitr-
irrrliVidLral. 0 hontenr que percebc e pensa o Inlttl<lo ctltluanto
t03
( ) I ).sa nrrlrúnetÌlo tla I's tt! u isrìo
t )I 1c \. 1 t\,'l|t nt' nt",l,' I's ì t1 tt itnn

a lingLta l'attlìlan
toìha de dilèrcntc e só consiclefarr o sctitido cm ligação ctttll
(lc piÌpcl, como papcl. As irr.rpressões sensíveis clLre petccbo da a"r,n;u o senticlo corI0 it cottiut.ito tlos lctlôtrrentls psicltricos crrscilaclos
nalrinha consciéncirr' polqtte -llilchtttct. LUtlìo LllÌ1iÌ conccpç'ìt' cotltcxtual
ìr"r*i'r"ir"t.- t" á" n,otl"ita dctertniuaclase lÌão as possuísse' a lolha dc p"i" p"f"t'a na cotlsciêncìal
io,"pf.t^ e llartlel. nais rig''rtt)sarnerrlc' cotÌ'Ìo a sìgrrilìcação cli
cla pela
ll()sslìo iìs signiticaçõcs corrcsponclctltes:
i.,,,ncl r,ào ouìa^rio por" urirrr dc uur objcto branco.
retangular elc.'foclavia.
'rf,rl^f iarA;' cle Lrnla si1,'rlçào. oittro-'r' ajtrcÌâ' conro a concretizaçao
cla
urn papel
."1ì,, ;,,"ì;; i',ìpnrr.,,,.i. lìrndanrerrtal' qrtando eu percetro --'--
signi lìcação. conro prodtttct cla si gn i1ìcância'
a signilìcação clo "papei"'
i"ì:."t.,,u *t. papcl lerl e trãro gclalìììerìtc auscrrtc.tla nriuha
do
úlo,t gtacìo as sLtas drvcrgências' essas dilcrentes concepções
i,ìi,,rrp""tiuurrtcr,tc. tr signiÍìcaçao Çst/ì sclÌtido têfi lodas r'tlll poÌì1o cnì colìltllll: coln cÍèito'
os scus autores tolììall]
ela próplìa não e
corsciôtrcia: ela tclÌa1a ,, 1,c"el.'itlt' ort tr pctlsaclontas todos corDo f'cllôlltcrro t1c parlicla p,ara a atlálise.
Íènôtllcllos qtle peltcllccm
c lìtnclanlcut'rltt'
corscìctrlizacìa. nlìil ó pcrtsarlll iìstc lato psicológico à estèr'a da cotlscicttcia: r'azlio por tlue totlos
elcs pctmanccenl cnccrtados
Assinr. psicologiolìlÌìclllc a sigrlil'ìcação ó' cntracla tra tllitlha a consciôtrcia não podc ser comprcetrdicla a
partir de
os setls iìsPectos)' o ,r".iu
r:onsciôtrcia (nt"is u,, ,,t.'',o, 1''l"n"nt"ntc c sob todos ".tlr".'fodavia'
si própr'ìa.
httntanitlatìc e lìxatlo sob
r"it.r,, g.,,","li,,,rtlo cla rcalicìadc claboracla pela C) estudo genctico. histórico da consciêncil
colÌ.ìportâ toda urÌìâ
cle tltlt sabcl làzer (.'rnodo cle
,r iì,r',lnic conccilos. tle tttn sabcr ou nìesìllo oulra dénru'thc tlÌa não parlc da análise dos
lenômcnos da lomada de
irçrìo 9erlcliilizaclo. tlclrtua dc co'lÌporlamçlìto etc ) consciôrrcia. mas dos 1çtliìtlcnos cla vida' caractcríslicos
da itltetação real
A sìgnilrcação c o rcflexo da realidacle itlclcpencle tlÏenetlte ttltt cla
qra- al<;"" entre o suieito teal e o tllutrdo que o
cctca' cu tilda a
csta hontent cncontta
rclaçao ìndiìidual ott pcssoal ilo hotlrctn a
C)
Jui"ritij"a" e etrtc dc suas relaçõcs' ligações e
inclependc nlr:rr
protrto, elaboratli) historicalnclì1e' e aploptia sc lrist(irico da consqìôtlcia' o
sìsletna de sìgniÍìcaçõcs
esse precLlrsor nalcrial da proprìeclades. lÌazão por qllc lìulì esttldo
,t"1" tol aonto.-." apropria de Lllll illstrunellto' !"nìian I antcs cle lrais tracla uma relação que sc ctia
na vida' na atividade
lato da mirrha vida' e tluc
silnitìcaçao. O íato prnpliamcnte psicológico' o do sr.rjcito.
utrla cìada signilìcaçào' cm
eu lnc âprorie ou lìão' que ctl assimilc ort tlão F'.sta rclação cspecilìca estabelece-se tlo decttrso
tlo
sc lorrra para urim' para a mittha os
;,ì. g;"ì1",., a assinlilo e também o qrte elaclcpettcle clo scrrticlo strbielivo e
desenvo lv itl cnlo da ativjclaclc qLle
telìga concrctiÌìllelìte otganistros
n"rrl,."iia"a"' este Írltimo elcuetrto mim' o scLr rneio; e inicialmenìc biológica e o rctlcxo
psiquico tlo meio
1,"rro"l ,1u. csta siglìificação tetrìla para "ninìoi. p"tu, anirrais c irrdispcnsável clcita relação PosleriornÌ çlì1e' e pela
' .*,.rinl.
ò .le serìtìdo loi cstuclado na psicologia burgucsa con] tto hotuctn' o sujeito tlisLinguc esta lclação cor'ì'ìo
serrdt) (/ !'/úr'
",,n"ciru chamou "sentido" à irnag'etn ;;;t,'.;rr'""t
or i(jutac(ìcs nluilo divcrsas: Mtiller etc,n-."c.lnsciêl,.iaclisso'DeuffponÍocìevistapsicrrlógìc0concrcto.csle
Van cler Weldt
errtbrionária: lJincl. ntais pelìclralìtc' à açlìo cntbrionária: scnlido cotlsciente ó criaclo pcla relaçdo obictiva
qtlc sc rctletc tro cércbrcr
conro rcsltltatlo
t",Ìtou,,turtto. cxpcrirlÌcììtiÌllììcl]1e a Íonlração do scntido do hotnetìl, enr|c aqLrilo quc o incila a agir e atluilo
para o qual a sua itçãto
,ü'.q,,i.iç* po, L,t,l l;iu"l cr'teriorlììerìte irldilèrerrtc ao sujcito
da
palavras' o selllido
a cste sinal' ,. ori"n,o ..,n,o ì":ìul1ado inlediato Por outras
significação clc uula açrxr condiciotraltretrtc ligada tradrtz a rclação clo inotivo ao fitn Dcvernos
apenas sublinlrar
"tp"rlen.lo.parte dos autores coÌìtel.ÌÌ porâncos vão ttLtma dilcçào tnLritLt o sentimento de tllna
A naior "ona"ian,"
que nau Ltilitan,os o tcrllìo "nln1ivct" para desigrlar
se cottctetizl cle
necessidacle. ele designa aqrilo cm qìre a necessidade
' \ .LIrìilicitçiìo /od! loclllvia scr conscicntìzldrl trata-se cnt'io
dc unr lìrlôntcno
própria signilìcação e nào o sienilìcadfo o obloÍr
,,,,,',1., i,, ,11rr'ri, \c pr-oduz quanLÌo c a
1,,, rL , r, r, ,,ìrÌìr,,'r) rilso pilrao csLudo dc üÌÌla líÌ1.quil
O I )tsanvoh'Ìnenro do Psiqütsnt.) I ) DL\L nNol\ tn. tin Jo l':ì4uì.tnt' 105

oìrjeÌivo nas condiçõcs considcradas e pala iÌs cÌuais a alividâdc sc orielìta. para o çampo de batalha a defeudcÍ a sua pátria e dar a vida pol ela. Os
o qrre a estirl u la. seus conhecimentos do acoÌllecimento, da data história, nrodillerranr-se, l
Inragincmos unl aìluuo lenclo rrrra obra cicnlilìca que lhe loi .1
aumentaram? Não. Pode mesmo acontecer serem lnenos precisos. que 'tI
recorrrerdada. Eis um processo conscicrtc clLrc visa urn objetivo prcciso. O certos elemcíìtos tenham sido esquecidos. Mas eis que por utÌa riÌzào
scrr finr consciente ó assinrilar o contcúdo tla obra. Mas clual c o scntido quaìquer esle âcontccirìlcr'ìto lhc venr de sirbito ao espírito; elc aparece à I
pirr'licLrlar qLlc tonla pâla o aluno csle Íìrr c por corrscqtiônciâ a.rçiìo,-1ue coììsciôncia nurna ilurrinação totalnlente nova, de certo modo ntÌnl I
ìhc corrcspondc'? lsso clcpencìe do motivo qLìc cstimula a atividadc conteúldo rnais completo. Tornou-sc outro. não conlo signilricâção e sob o I
I
lcalizacla na ação da leilura. Se o nrotiro consislc crrr lìrrpiìtlr o ìeitol para aspecto do co hecínenlo que tem d(]le, mas sob o aspecto do sentido que I
a suíÌ l'rìlLlrâ p[olìssão, a ìeitula terá um scrrtido. Sc crl contrapartida. sc ele revcste para ele; lorrou urÌ1 novo scntido para ele mais prol'undo. K. D.
:l
,;l
triÌta pafa o lcitol tle pâssiÌÌ rÌos cxarres. quc não passam de uma sintples Ouchinsky registlou oulras tralìstbr'Ì'ÌÌações deste tipo. it
lìrrrralidadc. o sentido cia sua leitLrla scrá oLtlro. ele lerá â obla con oLrtros Quando se distingue ser{ìdo pcssoal e significação pÍoprian'ìente E
ollros: assinrilh la-á dc rnancira dilctcnle. dita, é indispcnsávcl sutrlirìllar qLre esta definição Ììão corÌcenÌe a totalidadc
1

Dito d(] outro modo. para cncontrar o scntido pcssoal clcycntos


rlcscoÌrril o ulotivo clue lhc corlesponcle.
do contcúrdo reÍletido, mas uricamentc conr aclLtilo para quc cs1á orietrtada ilìï
a atividacle do sujcito. Com efèìto. o sel'ì do pcssoal tladuz prccisarrìcrìte a
'Ibclo o sentido é sentido de qualqLrcr coisa. Não hh scnlidos ;l
"pulos". Iìazão por que, subjet ivalr cntc. o scnliclo laz cle cer'1a llrncilu
relação do sujeito conr os lcnôtrenos objetivos cott scient izados. it
lstLrdânìos cnr dctalhe a questão do Sg4!&- e da .significaçã-o ïtz
partc integrarÌtc do contcúclo da cotÌsciL'tìciiì c lìlrec(r cntrilr IJ siunitìcação porque a sua relação c a dos prj.rlglp4iS "conlponcntes" da estrutura intcrna I
otrjetiva. Iroi cste fhto que errgcltlrou rra psicologia e na lingiiística da corr.scifrlcin.LqIBl1"; daqui não decorre, poróm, que seiam clas as :.1
.t
psicologizanle um grave mal entcndjdo quc sc l[aduz quer por unra lotal :::
únicas. tóìr eleik). nresulo i:squenÌatizando as relações conìplcxâs .l
indil.rlcnciação destes conccitos. quer pelo lÌrto do seltido scr considerldir inerentes à corsciência desenvolvida, não podemos abstrair-nos dr: um :ì
conro a sigrificação cm lunçÀo do contexto ou da situação. Na verdade. se outro cle scu "com porÌelÌtes"- a sntrcr: o seu conteítdo scrlsívcl. I
bcrr quc o scntido ("sentido pessoal") e a sigrrificrçio ptÌr'eçiÌu. na
irtrospccção. Íìrndidos conr a consciência, clcvcntos distìngLrir esses dois
Iì o c:onlcírc1o sensível (scnsações, irnagcns dc pcrccFçìrì.
reprcscntações) clLte crìa a base e as ,- ll']94!$ 39 todit I eonscìôtrcia [)e
r'l
conccilos. Eles estão intrinsccamcntc ligados um ao oLì1ro. lras apenas por cefto lrodn. c o tecido nrateriltl dr cottsciéne il qtrc clia a titluezl c as cotes
'1
tttnli lcìação inversa da assinalacll precedetÌlerrelìte; oLr scja, c o scntido
clttc sc explinre nas significaçõcs (oorro o motivo llos lìns) e nìo a
do rcÍlexo coÌ.ìscicrìte ckr urutrrlo. Por outro laclo. cstcicontqldo c intcdiato
na consciéncia: clc c acluilo cluc clia diretatnentc "a tlansl'oÍl'Ììação dâ
:l
)l

I
s ign il'icação no sentido. cnergia do cs1írÌluÌo exteri()r cnr lì1o de çottsqiôncia". Mas tlit tredida etn I
E,rl certos casos, a dissociação etìlre o sentido e a significação ao que este "coÌlÌponcnlc' é a biìsc c â condição de loda a consciência. ele llão
nivcÌ da consciôncia aparece nrLrito uitidarnente. Podcmos, por exemplo,
,l
exprirrc cm si tocla a cspccificidade da eoirsciêncirl.
lcl a consciôncia perleìta de unì acontccintenlo histórico, cot'Ììprccllder â l'onrcntos o caso dc uttt honem qtrc pcrde subitamenle u I istal o
sigrrilìcação de unra data: isso não exclui o 1àto dc que a datâ eÌn questão nundo obscurece-se dc ccrla tnatreitl tta stla erìnsciclìciil, lnas pode dizer-
I)r)ssr tcr vár-ios scnticlos para o lronrcm. [Jnt seltic]o para o jovent aiuda se qlle iÌ sLliÌ cotlsciênçia do tnrtltclo nìlldâ'/ Não. por cefto. Mas a coisa é ';
rros blrcos tla csqola, utìì outfo sentido para o lììesmo -jovcnt tlLre plrltiLr absolutarìentc clilerente sc os processos ccrebÍais superiores deste lrotlrctll
t:
107
O DesenNolrÌÌt1e to Lit) PsiqLLisnn
0 Duse tìvoh'úììenÍo do P s iq lis n|í)

evidência as particrrlaridades
denois. a paftir desta esLrutura, pôr em
Íicarcnt pcrturbacìos. Neste caso a consr:iôncia trâllsforma-se' se bem
que Itometts
dos
sensível irrcdiata clo psicolngi.rs da c.lrutttra tla con'ciéncia
pe nììarÌeçall'l todas as possibiliclades cle llercepção
rnrrrdo. Isto é bem conlrecido.
É absolutamente claro tambóm quc a modilìcaçi() c o
2. A consciência Primitiva
dcscnvolvitrteuto clo cotlteittlo scrlsível irncdiato da consciôncia
se

plocluzetl apenas no clccLtrstl clo desctlvolv imento clas lolmas hutraras


da
devido aos lrotnens Demaneirainjustificada.aliteraturapsicológicaburguesadáao
aliviclacle. Àssim o ouvido lonético criott-se tlo homent (diz-se mais freqüentcmerte mentalidade
começa a ver de conceilo dc conssiôrcia prirrritiVa
empregareìTì a palavra sonora' tatl como o olho hutnano sir r.rrirr.ritiva) LÌma sigr.ìihcaçào tnuito ampla
e muito imprecisa
l:i.l],:
nìo:o;iftrente do oltro grosseiro clo aninral na nredida eìn qLÌe o objeto se consciôncia
'tétt
quc difere da consctencta
:,;;;;; ;;J;.";"d. prir'iti' a toda a
tonÌa para o hometr um ob-ieto social' ditas civilizadas lsto cria utra
;;;;;;'';t. q-" p"'à"t"'tt às sociedades tipos
Por'finr. o ílltirno probtema que clevemos tratar brevct.nentc diz t""almcu te erracla enlrc tlois
i.r"-f" "--ooo'iruo de psiquìsmo' "inferior" e
da
fttrtt'lrrttcnra rs
"dourrittr""
reaciottrrirs
rcspcilo ao métoclo geral Jo estLrilo psicológico do desenvolvitrrento
e
:lï;:ì;;:""'
"""r ".
cousc iôncia. ;in"in,unt ien'iu psíquica de povos.inteiros
Sabe-se que o desenvotv imetlto cla consciônoia não tenì história ":ïÏi;ï't,;t; consciência primitiva' entelldellìos
unra
.

pela evoltlção tla Quando nós falanros cle nos prittlciros


intlcpcndente, qLre cle é deteruinado uo finl das ootltas coisa absoìutamentc diltrcnle: a consoiêrlcia os homens' tnuttidos
htlmana
cxisiôncia. llsta concepção nlarxista gelat conscrva l'ìaiuíallÌcnte todo o socieclade' qttauclo iá
individual
iàì.'*olvincnto cla a l'Ìaturczal
scu valor em relação ao de senvolvitncllto da consciêtlcia "ï,r*r"ï.-À ut'tla luta coletiva oortra
a" li"*u,tr"n,na prirlitivtls' trâvavam
lìlì1 quc consiste a tigrçio cotlcrelr qtÌe cxislc entÍe as
e1ètuavam o trabalho cm comtilll c a propriedarlc dos meios da
e o seu ^,,anrlo
prrticularidacles psicológicas da consciêncìa individLral do hotnctr produçào L' dos srtls lrtltns era collÌltlì11
quandtl' por cottseqüência' a
ser social? pol outras palavras, collìo passar da atlálisc das condiçõcs da privada e a
ãìtiài" *r"'.' dcr tlabaìho' as telagões de propriccladc testttt'to' qtleÍelnos
vidaclasocicdadcàarlaliseilaconsciôrlciaindividual?lìstapi.rssagenré honletn pelo ltotrem não existiam l'ìtn
".Oa*tt"-d" etapas do desellvolvitrrcnto das
alìás, possível? lalar da consciêrrcia hutnatla,]u, p,in-,"i.u,
A rcsposta decorre do ía1o psicologicatnente fundamenlal de qtte a sor'Ììutridades Prirnitivas
rstrLrtrrra cla ionsciência humatta está rcgulaltÌìctìte ligada
a cstrutura da a cstrutura da cotlsciôncia
icologicamente. colllo se câracteÍiza
Ps
ativ iclade humana. destes lrouens no início da hist(rria'l
ativiclacle hutnana tlão podcria. aliás' ter outra cstrtltura
que
A
decorrem
a
iÏ "il'il;f""i"- a.'t cncaradas'
[5ld çòtr rrLLrr
patlìc'laridacles essenciais " lÏ1"^:-1
r! u'í-"'_-
criatia pelas cottdiçõcs sociais e as relações humanas que dclas ativiauO"ìo ì,o',,"nt no, concliçòes ç^**:li,"i-l*1.:i]::.'l:]::
Srrblinlrcnos. todavia' ao lÌlesnìo lclllpo' que quatldo se trata da
iiljÏ;" Ï;;: d' pot ttarrrreza' ttào
tcl plcselìte, tlo espírito' as
r.:orrsciência dc urn indivícluo isolaclo deverÌtos
" "'"""''" ",'ì'ìdil"
" ïo(los os asPcslos ett"
'ì'^ ,..'llì:r
i"'"i"r.etltc ^i*ld:d.::
concìições concÍetâs eÍÌ'ì que o ltomenl se encontra colocado
pelas "'.ïi""tcj;;"ì;''.i" relações do indiv idLro
do cotrscicnte lir.ira-sc às únicas
"A produção
clrcunstâucias e que esta rclação está longe de scr direta qr" r"ri'oï..t'..iir",t,,"'.'" ao pÍoccsso n" "l,,tLÏï]: t

O rtosso rnétodo geraì consiste, portallto, em elÌcontÌaì'a cstruturâ


"n]:1ï1ï
c"*" ittr'ia cstá prittteiru' diretamente
;;. ;''' ..
'la
ila ativiilade hrttltara erlgcnclrada por condições históricas corcrctas' 'ì.;: '"f,"'",,,n.n.-
O l)esctÌnl\'ìÌ cnto lo Ì':ìtltrttnnt t09
t) Dc:t nt olvtütcn t
".1,'
I s tqr t t : tn,'

c irÌtirìramente, ligada à atividade Ínateriaì e âo comórcio matcÍial dos consciêlcia lolrar ììcle o lLrgar do instinto oLl do seu itlstinto sc torna[ un.Ì
i8
Ironrcrrs..."
lt, Malx. Razão poÍ qnej por exemplo, a esfera das instinto consciettte."
"r".""i,
lclrçõcs sexuais lìão eslil Ììur]ca rcpresentadiÌ nâs significaçõcs lingiiísticas Nas ctapas ulteri':rcs. qrtallclo a conscìência hulratla realizztl os
plirritivas; a prova é-nos dada pclo lato de que todos os tcrmos quc sc grandcs ptogressos qLle veretnos. as sigiliÍìcaçõcs lingiìisticas cltte sc ctianr
reIclcnr à scxüalidade serem na oligern tcrmos assexuâis. Pot esla mcsnìa ia ativiáa.le colctiva de trabalho não tc11e1etn apcnas as rclações dos
Iromens cott.t â lìaturezà. lnas talnbéln as relações do hometls enÍre
si Mas
r:ì:/iìo. os termos qLrc scrvem parâ designar os aninais donéslicos
as relações que tôlìr os dilcrerrtes pârticipalìtes do trabalho
coletivo conr as
apaÍccem antes dos que designalr os anilrais selvagcns: o mesrÌìo se piìssiÌ
idênticos;
para iÌs plantas. condições e os meios cle plodLrção irerlrranecerÌl' r1o corìjtnìto'
po, forn. o tnuntlo c relìctickr cla mestna tlatreira sob a forrra das
I)or outras palavras. rìa aLrror-a do dcscnvoìvirnerìto lìulÌìâuo, a "rt" sislcura
rnesrnas sigrrilìcaçõcs, taÌ'Ìto na consciôncia indivitltral comrl tro de
cslua das sigíliÍìcaçires lingiiísticas coexiste conì a esÍera, tttttit() tttuis
vusta. dos scntidos biol(')gicos iÌ1stitìtivos, tâl cot'ìlo coeristent aittcla as signiÍìcações lirrgüísticas que lottnattt a conscìênoia tla coletividatle
"
lcluçõcs socialmclìlc rÌlediatizâdas do horrenr na natlrÍcza corÌì as IjsicoìogicalÌ1cnte. isto dcve-se a qLle o selltido qttc um íètltìmetlo
tenì pâla
nluììerosas ligaçi-res instintivas que ele nlatìtclÌ'ì cotÌì esta. Este ó o primeilo sonscieÌlte tcm pal-a ttt.ti irldir'ídLro coincìdc sont o scrltìdo qtÌc elc
a coletivìcla<ic e que se 1ìxa rras significaçõcs Iingiìisticas Esta inseprttação
por ) lo.
clos serrtidos e cìas signilìcações tra consciôtrçia é possíveì
neste es1ágio'
Ulr tlgçg que caractcriza a consoiêttcia nesta fase precoce do sctt ìinìi1ado
clcse nvolv imento é que, mesnro nos seus Iiurites estreitos, o consciente não porqüe o clorrÍrlio do conscicnte llcrlllalÌecc dLtranle nluilo telìllìÒ
às ,"laçO"s dirclas cle totio o grirpo' e lambém porclue as prtiprias
cstá ainda na sua plcnitucle. assint, o catnpo itrterior da pcrcepçào. clil'erenciadas
inicialmcrrtc sonbrio. não sc ilumina de sÍrbito regularrrerlte da "luz da significações lingtìislicas rìão es1ão aincla su1ìcicntcnrenle
conscìôncia", íraca e vacilantc à pafticìa, dcpois cada vez nlais fot'te e A coinciclôn,::ia dos serrticlos c clas siguitìcaçircs constittri a
lìraìnrentc bastante intensa para pcrrnitir distinguir cotl .jttsteza e precisãct principal caracteÍístìca da consciôncia prinritiva Se bem clue a
cltla vcz nraior o corteírdo que nela se naniltsta. Na origcrn, o cor)sciclìte d""onìporiçao dcsta coilrciclêroia se plepate tro seio do. rcgitr.rc das
está 0strcilaÍì'ìente lim itado. prinritivas. ela só se elì1ua cotr a desagregação dcste lcgintc'
"orr.ru,rldod". ponto de vista tio clesenvolvinlento dâ ool'Ìsciôncia' é o
Eis por finr o terceiro traço da cousciôrrcia primitiva qrrc lhc Do
o
dclcrn ina a estrutura geral, corno a lorntação geral. c que se conserr ará lo alargantettto do clotnítlio tlo collscientc. ao quttl conduz necessitriamettte
desc;volvimelto do trabalho, clos instrumenlos. das lorntas e relações de
longo da cxistência da cotnunidade prinritiva.
Na origem. os horncns não têrÌl !llralqLlcr consciência da sLta trabalho. clue prepar':ì a separaçalo clo scntido da signiÍìcação'
relação corn a coletividadc. Não surgc scrlào tlrÌr plincípio dc cotlsciénei.r A' pl:irncìra 1r'anslolnìâção ilÌportante' no setllido de utlt
alargan.rento clo dorrrirlio clo cotlscìetttc. é realizada pela
corr.rplexicladc cìas
cìc que o horncm vive enr sociccladc. "...Lste início. diz Marx, é tão arrirnal
À prodÌrçâo exìge cacÌa vez trrarìs'
corlro o é a próplia vicia social ncste estágio; ó unra sitlples cousciência ,,per-açò"s cle trabalho c dos iltstrullrelttos
rttnas 2\s Ôìr1las e^
grcgária o horncnr distingue-se aqui do carneiro pclo úlico 1ìto dc a sua cle cacla trabalhacjoì. Lllll sistctìla de ações subordirladas
por colseqtìêlìcia. utn sistetlla clc Íìns conscictttcs qtlc Poì' r'rrrfro !ado'

(íì
"- Ir Ìt1,rr. .1 rth oltlltrt rtluni Ìtcutrhach '. I-,c1. SociaÌcs. paris. p 50
ÌNKarl
Marx: .'l iclertlogìa ttlentã l:etrt:rhrtih 'lìcl Socialcs l']aris p
ntô O I )e\. nvol|i nt ]1ta Ao P s i qu t tDÌ. )
!ia O DesetlN.)lrinenlo do ['51tltt ìs

erìtrâm num processo íÌnico, lltll'ìla âção colÌÌplcxa útnica Ps ìco log ican rente' que os clos que â colÌÌPõcn'l se fòrnatn iricialnlentc colìlo aç')cs scllaradas
â fusão de difercutes açõcs palciais llLltrâ ação (tnica constitui a sua e só se trattsl'ormatn clÌÌ opcr:ìçõcs tlltel ìorlìlente.
transfolmação euì opelâções. Por este fato' o conteitdo qtre outrora Eslas opelações dislingucnl-se todavia. das quc aparccelÌÌ por
ocupâva, na estrutura, o lugar de.fns conscientes de ações parcìlis'
octtprt sinrples aclaptação da açãro às corlcliçtìes cla sua realização As crpeliêncìas
objctivamerrte pela
,toráuuni., na estrutura da ação cornplexa, lLlgar de condições de -oatront ,1r" estas operações se caractetizatll sobleluclo
realização da ação. Isto sigrriÍìca que doravanlc as operações e oondições sua Ílcxibiliclacle e âptidão para sclerlì diligidas' [ìlas distingLrcnt-sc
de ação tarnbúnr elas poclenr entrar no dorllínìo do cotrscienle Em ìguatmentc por todâ umâ outra realìzação con a consciência
contrapartida. lìão eÌl1ram aí cla tnesnra tlatreira clue as ações e os
seus fitrs' A ação c o sctì 1ìrn. quandci enlraÌr ÍÌa composição de outra iìção'
Estâ lnetamorfose das açõcs, a sabcr: a stla translortnaçìo ellr não se "aprcsetltam" clirelatncnLe na ci:rnsciôncia lsto não significa qtle
operâções, e. por cottsecltiência' o nascimento de opcrações de tttll tipo deixem cle scr collsoic!ìtes. Octtpanr apenas outro lugar na cotlsciêncial são
novo (chamar- lhe-errros operações cotrscientes) foi muitíssirro bem igualncnte, por assiut dizer. contlolados. coÌìscielìtenÌeÌìte' o qLre sigrlifica
estudaia, nas oonclições atuais' bem entenclido Razão por que
nos c Íãcil q-u". .,tt contlições ytotícn ser collscielltcs Na consciôtlcia do
"..toa
atiraclol cxpelientc. por exentplo âs operações que cotlsisten ctrl ajttslar
o
dcscr evê-la.
todar irr Ll trletlot
'fomenos o caso de unl atiracÌor: cluarrclo ele atingc o alvo' e1ètua tiro ou apontar ao alvtl podenl não cslar presentes Basla
urra ação bent clcternlinada Como caractelizíÌ csta ação? lìtn prinleiro desvio err rclação à execllção nortllal cla operação pala que esta Ílltima'
i Iugar. Ëvicìentemente, pcla atividacle cm qLle sc iuscre, pelo seu
nrtrtivo e' benr cottto as sttas concliçòcs nlaterìais, apârcçaln nitidatncrlte à
pJnun,n, pelo scnlido que elâ teÌÌ1 para o indivíduo que a elctua
Mas elâ consciência.
: caraotcrizâ-se tambélr pclos proccssos e operações através dos
quaìs se Esta traÌìsforlÌ1ação clo contcúclo inconscienle etl't cotlteítdo
i realìza. Llnr tiro justado rcqLler llLllllcrosas olcrlçòes' cada unla conscìcrÌlc e irlvelsamentc cluc se proelttz cnl ligação corl a rnodilìcação
com o lugar ocLlparlo por esÌc cotlteitdo tìâ estrutLtla da atividade'
rlsstllÌì ir poclc
rcspondendo às condÌções deletminaclas cla ação dada: é rccessári()
0 ulna certa pose, apontar. dctertlinar corlctalììcìì1c a tlìlra' cncostar ao a1lìalnrcr'ìtc sct expìicada pcìa netlrofi sioÌogia'
As invcsïigaça)es atuais mostram que toda a atividadc e' cle unt
:
orììbro, lelcr a respiração e Prclril'corrctlÌlì)cn1c o galilho
1

q
ponto cle vìstn fisiológico, rtrr sistetna funcioual dinâmico' regido
ììào sòo pot'
Para o atirador cxperinlentado. esLcs diferentes Proccssos
quer do
ações ciiÍèr'crrtes. Os fins correspolìdcntes nào se distinguctll tla sinais con,plcxos . t'ari"tlos. provenienlcs quer do nrcio exterior
sua
d
divcrsos centros nervosos
oonsciêucia. O nliraclot não ciiz: "Agora devo por a arnìa llo otlbro'
agora pr'óprio organisrlto listes sìnais pellctram nos
li
" lìm: proprroceptlvos' e sao
:
relenlro a minlta respiraçào ctc Na sua consciência só há unl íttrico
iq,ri "stau lìgados ctrtre si). erìtre otrtl'os os centros
.int"tira.l,rr.ì1 prcqisalllet'ìte o fÌrto de tal or tal celìtro lìcrvoso intervir
operaçòcs tnottizcs tlrt': otl
1
fi atin.qit o alvo. Isto sigrifica quc ele ciomirla as
" neLrlolirgico A
tI tiro exigc. não {ìue carâcteriziì a estrütula cÌa ativìdaclc sob o aspecto
nervoso' com
c A coisa é abso lLltalÌìentc clilcrerlte ttaqttelc que se iuiqia tlo tirÒ' ativiJaclc;rocle clcsetllolar-se clrr dil'cretltes ctapas do sistettra

Deve plineiro ter por fin agÍÌl'raÍ â cspingarda; ó nisso quc resitle
I sLta o concurso de cliÍèrentes "rriycis" lbrlavia cstes íl11inìos
nãtl fêtn todos os
clcsempetlham o
ação; enÌ sequìda, a sua açiro couscientc consislc elì \'isâr eto iAo estuclar a nresn.ros poclcres tJln ó clonlinantc. eÌìqÌlâtÌto os oLìtlos
papel tic ftrr.rclo (os "níveis dç Íìrldo'' segundo a termitrologia
vellÌos de
aprenclizagcm dLì til'o otl quâlquer oulra ação complcxa' Pofianto^
'Belnstei,r;. t:
O qrte clevcntos rcter ó quc N A) Bcrnstein subljnhotr
() )et e nto i n1 t n ô do 1) : ì:; ttt t t 3
t) Ltet, jt\, 'lt
tnlctìt') J t l'\ttlu t\nìt, Ì I \) t Lt1 u

parl icu larmetrte, c que os sìnais sensiveis conscientizados são sempre os do Sobrc o plano dâ cstrtÌtura da consciência hutrlalla' a lorrllação de
nivcl nais elevado. o nível dominunte. [r L-stc col]tcúdo coltsciente qtle rcge operaçõcs col]scielltcs ÍepresclÌta ulll novo passo llo desenvolvincnlo da
a atividacle cria estrutura podc variar. Quanto ao seu tlivel dominallte' elc consciência hunratta. Este pâsso consiste no aparecimento dc Ll conleíldo l
prtlprio foi dcterminado por aquilo a que Bernstein chama a tarela' ou se-ia "controlaclo collscientementc" ao laclo do conteúdo apÍesclìtado Íìa ê
t
aqLrìlo que nós clesignanros pelo tcrmo dc "finl" na nossa própria consciência e nas passageÌìs de unt ao outro. Para evitar todo o mal I
entendido convéu notar que a reiaçãti da cotrsciência que nós descrevetlos I
tcrnrinologia. (Nós charlamos talefa a uma coisa urn pouco difcrente. um I
dado fim em detcrminaclas condições). subsiste nrcsmo nas lormas deserrvolvidas dcsta ílltinrâ; todavia' rrão é t
Sc beu que as rclações dcscritas eslejarn estabclecidas píÌra ülna imediatarrente apreeldida pela nossa introspccção. QLtatrdo unr homem lê, I
por excmplo. ele tenr zt inlptessão de qtle as ideias expressas no livro e a I
cr>rscìôrcia intcirarnetrtc clesenvolvida. elas pcrtnitcm conpreerrder a

origenr histórica da possibiìidadc de uma tomada dc cottscióncia ttào lbrma cxterior gráfica c1a sLra cxpressão, o 1cx1o propr ialìlcnte dito' são ii I
:.I
apcnas do conteútlo que ocupa o lugar dc fim Íla estrutura da atividade' consciellìzados de nrodo scntelhante. Corn el'cito não é bcm assitll; tla -lI
rrras lambém una tomatla dc cotlsciência dos modos tlc atividade das rcalidacle. só as ideias estào llresclÌtes na consciência; quanfo à sttit
I
conclições cm quc se elètua a ativjdade. uxDrcssà(). u latlo extcriot do texto, ela podc ser cotìsciclltc. mas
-fodavia sc o I
A necessidade da tomada de cotlsciêllcia das operações tem a sua ,,rjott trrltttcttt, . E o clso qLrundo Ilá ouissõcs- gralhas ctc :t
clÌusrì rìa passâgent à Íabricação de Lrlerlsílios dilercnciaclos' cm paúicttlar lcitor pergutìtar sc tettl igr.lalnlcnte cotlsciôncia do aspccto extetiol do .t
I
dc instrulllelìtos colnpostos. Os itlsttutllentos tltais antigcls. colno tcxto. o scu lìur dcstoca-se cÌo contçtrdo liìla o aspccto e\teriLìr do texto e I

testcnlLrnllaÌÌr as descobeúas arqucológicas. podianl ainda resultar dc utna lica en1ão. por ccrto. cotrscìcnle dcste âspecto [1stâs translorlrações I

sinìplcs "adaptação" clos objctos traturais às corldições cla ação de trabalho inapercebiclas clas opcraçõcs etr ação (uo ciìso. o tetto perccbiclu prinlcìr'rr I
ì

( c1. "o retocluc natural" dos ilìstlLÌlìlelìtos dc pedla, Íèito no deculso da stla como meio de lcitura é agora pelcebido corÌìo âção irrtcrior'. indepcnderrlc e 'j
.)
ìlização). orientada) criatrt a ilusão dc que "o catrpo cja cottsciôncia não c
tut t:
especializados ó diÍèrcnte A sua
O labrjco cle instrtttretrtos estrutLlÍado.
proclução exige a distinção c a consciêuoia das operaçõcs  proclução de Irrlcgranilo as contliçõcs concretiÌs. os ttlcìos c niodos cÌe ação, o
unì instrumento cleste tipo lcl'ì'Ì colÌl elèito cotllo 1ìm una opelação de conscicnte alatga sLta cstìra: tlr-t cntalìto isso não collstitüi toclo o ploccsso
1rabalho. material izaclo no ìlìstrLìmelìto Conr cïeilct. a trlivicladc soÍìe uttta otttta translbt nlaçito cssetlcial; a ,

Âssin. as opelações de lrabalho que sc 1ìrtraratll inicialnlente no plocluçiro imcdiala não e a itnica a scr cottscietlle. a das oulras relaçiles
ticcutso cie unta sinples adaPtação às corrdiçõcs e\lcriores cotrlrecctn uma lr,,lnunn, tatìtbéln sc toÌlìâlì1 iguiìllÌÌeillc ctlltscietrtcs Esta transft)rnÌaçã') Ì

nova gêresc: cluanclo o fitn clc uula açào enlra nrttla segunda ação' lonlou-sl; treccssát iit pelo apareciucnlo clc trma tlivisão téctlica clo trabalho :'
corrcìição cla sua reaìização. ela trattsf'ortlta-sc enr nleicl dc r.clatiVantcnlc cstlÌ\,cì- (Ìür sc tradLlz no lìr1o de ceflos Ilolì1clìs tcrellì
"n.1uontu
rcalizaÇão cla segutrcla ação. por outla palavras' toÌna-se operaçìo rloravante 1Ìrnções cle ptodLrçào fixaclas. rlLtcr dizer' cièlttarenl
colrscierltc. Isso íÌcarlcta ulrr alargamellto consiclerável da espera do pcrrìaÍìcntcr'ìletltc açòcs qtic pertclìça â Lttrl tlotrlitlio bcm ptcciso Â
conscielìte. Cottlpteendcr-se-á facilrnctlte tocla a inportânoia desle fato conseqiiência rraluraì (á exposla pcla psicologìa antiga) é Lrtra cspécic de
pala o desenvolvimeuto ultcrior da atividade hurrarla' rlcsloçatrrentit clo irrotir,tl dcstas lÌç(ìcs para o fitll A ação tânlbenl se Ii
lransl'ornla. lÌã(t' cllÌ (Ìleraçào. conlo vitlltls atrtct iortlente' lDas cììì
O D€:? ntoltì t)rc nl a Llo l' \ 1.l1Li t tììt) u5
O t)rvnv)lúìti€nk) da PruuístììÕ

Em segundo lugar, o deslocamellto dos nlotivos para os firrs das


atìvjdade, 1cÍÌdo Urlì motivo próprio lsto permitc então aos rìrotivos ações perrnite comprcerder psicologicatnente conìo novas uccessidades
r'lllIiìr'iÌn larììhërìì tìa c'lcri1 d{' (olìçcictllc podem aparccer e como se tratlslorma o seu tipo cle desenvolv itlcnto'
Nos eslágios sLtperiorcs clo clese nvolvimclìto obser\:ìlì1-se A prirleira conclição cie toda a atividadc é unra nccessidade
constantemclìte cieslocatttctlltls de nloliYos atlálogos. SÀo Lrs casos habì- Todavia, em si, a necessidade não pode detctminar a oricÍÌtação collcreta
tuais clo hontcnt qtle colÌìcçâ a eÍèttlar certas opclações solr a irlflLrôrrcia dc cie uma atividade pois é apcrras no objcto cla atividaclc quc eliì eÌÌcorltra
a
urìl Drìtivo prcciso e quc acaba por clctLrá-los para si Ilesllos. lcncio se o sua detertninação: dcve, por assim dizer' enconttar-sc nele Unla vez
que â
nrotìvo cle certo ntoclo deslocado pâlâ o scLl Ílrn. Isto significa que estas rrecessidade eÌìconlra â sua detenlinação no objeto (sc "objetiva" nele), o
açòes se tornarâÌÌl ativiclacle. Os nìotì\'os de atividades colÌì csta
(rrigenl çìtì o estitlula Na
dito obielo torna-se nrotivo da atividade, aquìlo qLre
1n61i11,' çottr.ietttc.. Va. lìiô \e l'ìllÌiltn cottsii.'ttlL' por sì ttlestttc'
':

al ìviclade anitnal. ,t
I
arÌtoulaticamente. Este ptocesso cxige unra atividade espccial, um âto O dorrínio dos trotivos possíveis está estritarnente lirrlitado aos
()
cspccial. Este ato é aqucle tltlc relìctc a relaçiro qLte existe elltre ìnoti\Lì objetos nduraìs corÌcrelos quc responclenr às rlççessidarlss-hlulógicas do
cle uma ativitlacle col'ìcreta e o c1c tltnit atividacle tllttito mais ampla que cria . toda a evolLlção cltts neccssidades eslá condicionada por ulniì
runa rnaoir relação vital, mais gclal cnl qüc enlra a atividaclc concrcta ",,imul.
nrudança cla organização fisica dos anirr.rais.
crìì questão. A coisa é absolÌltarleÌlte dilerentc nas condições da produção
Surgindo itricialtnctrte do desìocatrcnto el'ctivo dos moti\ (ìs nara social pclos hotnens dos ob-ietos quc são utl tlcio de satisÍazct as suas
os firs cottscicntes, o plocesso cla tomada cle cousciêtlcia dos lnotivos nccessidacles. A proclução, cliz Marr. tlÌo propotcìorl apettas ttm
nralerial
tonla-se. postcrjorltlcnte, dc ccrto nlodo. o mccatlismo geraì da
para a rccessiclacle, proporcioua igLtaltncnte urna nccessidade para uttt
c,:nsciôncia. Ììazão por qLte ptlcìctn igtteltllctlte lornür-se c()Ìlscientcs' elìtl'ar nìaterial.
no ciouríttio ilo cotlscientc. os motivos clue cortespondeul às lelações O quc isso signiÍìoa llo plano psicológico? Ilm si' a satislação de
rurna neccssiclacle por itltermedio clc objctos novos ob-jetos
biológicas origirtais. de consunÌo
[,s1c tìrto tcnr rinr cluplo sìgni1ìcado '' só pocle conduzir a dar unt sentido biológico zrdcqttaclo a cstes objetos e
Pritreiro. pelnlite comprecrlcler psicoìogicanlelÌte colìlo t'ttttna claclit laz,cr cle rrodo que futuranelÌtc a sua pcrcepção sttscite uu:t atividade
qtte
ctapl cla evoìução sticio histórica. ascetlcletll à consciência o rcflexo ttãtr visa ar sua posse. 1ì.ata-se tla l'r",luç,'ì" qLle scr\crn plra sltisïÌrzcr Ltma
ap"nas do cslera da procitlçâo ntatcrial imetliata. tllas 1al.nbótr o da cs1èta necessiclaclc. Para o 1ìzcr. o collsLìÍrìo sob qLtalquer lormar que se
das outras t clações ltumanas produza devc conduzír ao ieflexo cltls tleios dc {rolìsllÌ1lo como scnclo o
Assìtr. na aut-ora clo clcsetlvo ìv inr etlto da sociedades as relações que cleve scr produzido. Fsicotogicamentc' isso sigrrifica qrre os objctos
scxuais. que nacla ainda ìiuitavam. pcrtetlciant à eslera das relações rneio de satislazer as ttcccssidacles dcvem aparccet à cotlsciêllcia na
eslritamellte ilìstilìtivas. Quaudo o círcttlo dos laços matrimoniais possíveis qualiclacle dc tttotivos. ott scja tlctent tllrttrifesrlr-se nit cLìlìseiôllsia
coÌìÌo
cntÌe os sexos colììeça a aperlar. é prova de qLte as relações se 'Ltllis inragetn inlcrior. como ueocssiclatlc. conlo estimulação e cot'llo firrr
cntraralì'r na csÍèr'a clas relações collscicntes O próprio lato de ceÌ1âs Flv idcìltemclì1e. a consciôncia dos tllotivos cluc respotlcle
às

ruriões screu obieto cle intertlição irnplica que os laços de parelrtesco rrccessicìades l.Ìatufaìs não constitLli, cla sii. a rcliìçào qtle exisTe
elltle a
ll()dcrt lol lÌar-sc coììscielltcs collsciênçia clos rnolìvos c a cvoìução dls neccssidades. o lato psicológictr
O I )t\?nvoÌr1t1ìenLt) la l'tiì.lut:,rü)
|) !1t\rnrnli tnt, nta JÕ I'\tqtti\nt"

seu aspccto tunciorlal, sob a lelaçiro do desetlvolvinretlto do


ploccsso da
de unla açào para os fins
decisivtl cotlsistc llo clesìociÌl'ì'ìellto clos niotivos tornada dc cottsciôt.tsia. Itstzìs etapas sobrepõem-se e follranl 1ìnallllcnte
a
ditetamente às uecessicÌades biológicas
Ur" fr."it"t,l"tl," não tcslloudeu't quc iìpaÌccenl cstrutur-l funcionaì cla corrsciôncia O que caraclcriza csta estftltura é que o
n^urti, o especialnretlte clo caso clos lttotivos de cogniçãouma açào' pode proccsso cle totrada clc cousciência do conteúdo cìue ocupa tttn
lugar
cotrl'l fitn collscìente de
Lr lter'ìormcntc. O cotlhecinlcttto. sc elctLta sob utna fortra oot.ìcrela
tltte responde à necessidade. natural dc cliÍèr-ente r'ìa estrurura cla atividacle.
ì.,1 .r,i*utoao pot ttm tnolivo
'Mas psicologicanreulc dilcreltc.
a tlansÍbrnração deste fit'n cnr motivo é tanbótn
a
qì,"fi,,.',: ..riro dc O conteitdo. que octlPa nâ estruturiì da ação o lLrgal de fir'r'r' cstá
ltì"*.:l a" uttla tteocssitlacìe nova' neste caso tle tlma
necessiclade
serrpre presente. quer clizcr' cslaì sellìpre conscictttizado como atttal'
conlÌecilÌìento. quanto ao conte[ldo qrlc elltra Ìla estrutura de atividade na qr'lalidatle de
O lìascìlnculo cle novos ttrrltivos superiot'es e a lolmação de r inlos
contìiçòes de ação c cle opclações cotltormes coln cstas condiçôcs'
cspcc i lìcad a nr etlte lt u rn art as, corrcspon
delìtes'
neccssidades l'ìovas. qtte quc err concientizaclo de rllarreira dìÍèretrte Os nrotivos da atividade'
ittri tttl
Processtl e xlrelllanlellte
complexo E csle proccsso sc
cotrsl
para os fins e pela sua cnfìn. tarnbcrrr chegatll aitlcla clifereutetncnte à oonssiôncìa Assìtn' sob
produz sob a 1òrrna dc tleslocanrctrto dos motivos parcce de nlodo
cste aspcclo funciorral e tlcscl itivo. a collsciêtrcia nito nos
'r ì- tÌl i/Jçìô liniitado
(( ''esPaço psiquico'' homogêneo e sem qualidades'
'Ìr imiliva' o algun ooltto urn
Assirn, ainda nas conclições da sociedade
pt
pcìo s.,, i,t'tico volLtme e pcla clalidade apenas da sua "iluntinaçìo" nras
das relaçòes ìntcr-
volv itlento cla proclttção material e a corstiluição por tltÍa
caracterizada pelas inter-rclações detcrmitradas e
clcse n estttllüra
da csfcra dtr
extensão
;;;',;,,;; crianr iá a neqcssidacle de uua plcna r ìda httrnatla' sctllprc clel'inida,histoiicatncnte íòrtrada' é a Fortlação dcstâ estrutLrrâ Íìrncional
a"ttt.i"'r,a A medicla que os aspcctos c tclaçòcs da e' a lorlìarem- rla consciônçia que se opera tlo quadlo geraì do tipo prirnitivo
da
niuir,,unt"roaor' colììcça,.,.' a tlctcttltittat-sc sttcilltlletrle'' isto da
humaniclacìc, qlÌe colìstitrji o contcúdo essensial do
desetìvolYimellto
cada vez uais o
sc sociais por llatllreza' a consoiência vaì rcvcsLindo pelo homem consciência Irunrana
;;.;;.' ;" 1...,r" ,,',i,r"rral rlc rc1'lcxil psitluico da rcalidade cle lato tra Este tipo geral da consciêttcia caracteriza-se' como vimQus'
pell
Nìiììr","t"'l", isso não signiiìca quc toda a realidade
cntre
coincidêttcin clos senticlos e tìas sigrritìcações Iuiciaìmertte' estiì
quer sirrplcsurente dizcr quc tudo para ti
potle enrrar.
,i,,..n..i",rte; coincidencio cxprirnc psicologicâm e!ìte a iclentidade da
relação que liga os
"rlJ" estuclar os fetlôtltctros
Num brcvc esboço cotno este Íì'lo podcmos produtos cio lrabalho' prinleilo os objetos a entrar
as suc-essiU\ €1âpas do homers aos n,"in,
da ia coltcLeta que clisrc cnÌrc
interdeperldêtrc " "à.
,ìll cslcra J'\ 'ull:ci(ìì1c c. r'' glittl\ .Ìì1.-l rlcÔs no clotn in io tlo cotlsciente.
(r(r
'IÌr,:lavi:r o desenvolvilllclÌto dos tllcìos c relaçõcs de plodução e'
"ìarra',t.',in da cxatnc
prinritiva lsso exigc espccial
;;;;;;,ir';;""u, socicclacle
dcpois, o iìláÌrgiu'Ììelìto cll esi'cra elos Ietlirtletlos cottscietlÌcs
que ilaí testtlta'
portanto' cttl assinalar qLIe os tàlos quc
aprol-unclatlo. (lontelìtar-nos-elììos, estcs lenònlenos
dâs relâções enlre os rlcviam irrevitavcllììclìte lazcr ciivergil a naneira como
.lro.,"rirunl o nível dc clcsenvolvimcnto da pr.odução siro relleticlos tlos cércbros cìc's hometls lonlados
à pafte c a nratrcirl cottto
irldiscutivclmente qtle o processo
Ìromens e a sua litlguagetn testenlunham
.in g"n"rnlir.^do, nas signilìcaçÕes lingiìísticas' únioas quc.pcrntitenr
as a
está acabado estágio do
;;';ü;';;; du--dqfii'1io-da-corlsciência iá 'o
prirr itiva
inn,ido ,1" consciência dos Íènô'renos. Na ép.c. da s.cicclade 1'rinritìra.
rcgitnc da cott'tttttidüe o serticlo dos
'- conscicnte' a quc csta ciivelgência tradnzia-se no fato clo hotnctn conscietltizar
Aa ctapas cìo clesetlvolvimettto da cs{ìra do
o dcsettvo lv itn cnlo da consciêrrciit sob tl l"non]"n,i,,i rcais nu*r círorlo rcslrit' cle sìgr.rificações. [,stes irllinros
rìes,.:t evctttos. apctlas tracluzetl
O L)esen|altì mc nÍa do I's ìq11 ìs t)Lo ÌÌ9
O Desenralvímenlo do Ps itltr i; nto

unl dornínio dos o trigo tôrìr elelivalnenle unì ponto cotllum: são os clois tlt.rie'tos cÌe que
aclquirirarr, em conlraPâfiida, a aptidão paÍâ p?rssar de
depende a cxistência da tlibo.
1tnômenos da realidade' que reÍìetem, Para ottlro' (Js mcmbros desta tribo afirmam qLtc o trigo cra outrora unl veado
desta
Podel.nos. eÌì certas con<liçõcs detectar sobrevivências '['êrl urra ccrìnrônia parlicular. cn que colocam ttm veaclo cm cìtrla do
primitiva E o quc
clivergôncia muito após a desagrcgação da comlnidade
fatual lrigo e se dirigen] a clc corro sc cle lbssc urrr Íèixc deste ccreal Lévy-
t"rt"riunh"nt o, ,.tu,rt"roro, dadÀs que constituem o aspecto
da
divergência fornece- Iìrulrl e L,unrgoltz consideram qLle isto provénl tlo lato que, "na
celcbre concepção de L.évy-Bruhl Mas esta mesma
dos fenômenos desct itos por rcprescntação dos índios o trigo é unr veado".
nos a chavc de uma nrelhor con'ìprcensão
Se sc paÌ1c clo fato dc que â eslrtltLlriÌ cla corrsc iência prirn itiva e da
Lévy-Íìruhl sob o nome de ''pré-lógicos"'
identificam o consciênoia clo hotncm modcrno são idênticas, a hipótese clc Lév)'Bruhl é
Irtdica o autor que os membros da tribo dos Huichols :í
etc Segundo ele' a conccbível, sc lrenr que esleja em conttadição gritante corn os Íàtos da vida
veado cotl as penas de aves, o trigo com o veado ,:
nestes casos' catactcrizaril prátioâ dcsta tribo. Se" pelo colltrár'io, se acìrrilc que a consciência
ir'r'rog"tt qu" se apresentâ à consciência deles'
Esta imagem genérica' isto é' prirritiva tcnÌ uÌra estrutura interna totaìttrcnte dil'ercnte da nossa. carac-
;;;.Ì;;.J;t" a sua mcnlalidade "inplica algo de diferente da inragem lerizando-sc precisatlrente pela não dil'erenciação dos senticlos c clas
l"ì**i.^a". escreve Lévy-Bruhl. cìrcunstâtrcias' ocorre no cspírito de unl significações, os fenômenos dcscritos têir enlão todo um outto valor'
biÌstânte anáÌogâ quc, nas mesmas
rìesta tribo Nesta ótica, a aprr-rximação das significações "veado"- "tÍigo" não
;;;;;"1t . Nït"rol-"nt"' isto não e possívcl A rnentalidade justarììerÌte nãÒ passa cvidentemente da Íbrtna da colìscientização de unla transferêrrcia dos
;;;-;;J" ser tâl colno ele a clescteveu EÌa caractet'iza-se numa única c sentitlos, isto quer d:zer qLre as relaçõcs práticas da coletividade co:n o
o trigo com o veado
f"il:i"i a" participação", que conÍìnde o fato dos tnembros tlcsta veado, são transfericlas para o lrigo. Ilsta translerôncia teflete o fato de a
ir.,arnto ln,og.tt.t generalizatla, mas sobrctudo
o veado.cotn a plcna agricullura ter substituído a caça pela criagão inioialnrente prcdominautes,
irit.,u ,"n]"Ãm iacionalnrente o trigo e oaçarem
ações. Na prática agem de maneira totalnìeÍìte o que Íìcarretâ utrra transfortnação itrlpotlatlte do seio de utna sot:icdade
consciôncia clo fìmdas suas
tcm destes agora dc clãs. A cerimôr.ria dcscrita pol l-évy-Bruhl fixa idcologicut etttc
ãiú"na" r.ros cloìs casos: ó evitlcnrc que as rcpÍesentâçòes.que uma conì a csta translerêrcia.
lìão confundem
of,;"*ur aao colÌìpletamclte difercntes e que sc l-lncontramos cstes fctlômeno elÌÌ otltÍos casos: a "p?Ìrtir.:ipaçào'
ouia" o p"naun.tento deles quanclo se cultivam o cereal ou quando
fizeram-lho' âliás rìotaÌ ainda nrais tnìsteriosa das significações ''veado" e "pcna'' exprime
;;;g;""1 a caga. Os críticos de l-évy-tllLrhl urÌicamenlc a conscientização do ialo de que a flcclla dcve ser faht icada de
ntu ilas vezes-
(lt-ttra coisa ó saber sob quc lorna o sentido daquilo que
e rnaneira a âtirìgir o veado: teslelnunhos. os pêìos de veaclo fixados à
por ou1Ías palavras' quats extrenridacle cnrplumada da llccha.
,"p."r"ntudo se trlanilcsta à sua consciência' ou C)s Bantos considerarr a eslcrilidade da esposa unra calamidadc'
o reflextr
,ã'. lirrgtiisticas que objetìvam aincla diretamente
"r-rlgniti*çUesna colrsciência' sob o ângulo cìas relagões que cxistetr Lévy-tìruhl explica eslc fenôtrcno aÍirnrauclo que a sua rrentalidadc
.i"-*,a"r'objetos irìentifica a esterilidade da rntrlher conì urÌÌâ rrriir colheita Frascr até
o .of"r;'ria"de e estcs objctos. Sob o
ângulo clestas relações. o veado c
"nt,"l construiu ulta leoria a pâdir daqtli, segLtndo o c1ual. no nlais baixo nível do
scu descnvolv imento, os lÌou.ìens ignorarianr de lato as causas nattlrais da
Íccundação (e isto maLr grado a expcriência sociaì da criação de gado!)'
ì' l.cr,r-ìllLrlrlr Irt /t)]ÌLtiatls nLnktles LleLtn\ ltt to(iólttt iúiriclr/c'ç l'aris t95l
1

O Dc!cìtilllrÌ 1cn1o lo l':;ìrrut:nt,t t2!


O Desent,ol|tmenla Llo P s iLlt.t ts nl o l

corrsciôncia. corìtcntar-nos-clllos ettr eslrtdar a caracletistica gcraì cla sua


l)everros, todavia. re-ieitar a ìdéia pré-conccbida de que a consciência seia l
osLrutìlra lrais plirlitiva. iì clual lìzenos alusão anteriortllenlc.
dcterminada pelo pcnsanlento, pelo conheoinretlto Assin' por dctrás dcstâ
A deconposiçãc) dâ cstl LttLiriÌ primitiva da cotlsciôtteiiLs Illts
"participação das representações" ou dcsta ignorâtrcia surge algo de muito
colcliçòcs clo ,:Ìcscnvolvintcnto ptogressivo clctua-se no próprio scitl cla
clifelente. a saber: uma fornra original cle expressão, ua consciência'
da
socieclacle dc clãs. Enr cottlt aparlicla. a sLÌa llova cstluttlrlì só st crpt itllc J
iilentidade do senlido social (da signilicação) destes dois fcnômenos' cottt
plerrancnle niìs ctapíÌs tarclìas da socicdadc tlc classcsl llropolllo-ìÌos agoriì
il
cÍèito. uma Íamília composta <1e pottcos netnbros' recolhe uma qLrantidaclc
insulìciente de grãos, o que equivale a uma rlrá colheita'
descrcr,cr os seus prircìpais caracteres Ilcstas etapas. ll
tl
Os investigadores dcscreverat'l'l grandc rlitmero de fatos bastante íl
notáveis de "participação mís1ica" das proprieclades dos ob.ietos e
das
3- A consciência hunìânâ na sociedadc de classcs
ações ou relações hulranas. Nos primórdios do desenvolvirncnto
da
revesterl-se
il
divisão social do tr-abalho c da propriedade privada' os objetos rl
"supra-sensiveis" que não Âclbatlos dc ver a cstrutura illlci'tla elencntat da cotlsctcucta
clèlivamcnle para o hotncm dc propriedadcs do horlretl collì a nattlrezâ c colÌì os olltros g
tlas Itrrlnana clrrc fcflcte a rclação
cJcpcnclerl dos pr-óprios objetos netl da sua natureza' mas
i relações
ì. homens. nas conclições da corrrunidadc pr-inlitiva. Bsta esLrutìiÌa illtÈIlì3
1
huìr,,.nn, criaclas na produção São estas reÌaçõcs clttc dcternlinatn clenentar caractcriza-se pclo {'ato do serrtido dos fenôtrenos reais coincidir
realnreutc a tnaleira como o obicto sc nrauitèstit rcalnlcnte ao homen
Sc a
nossas' isto sc linda totalmcrte para o hotretll cotn as significações claborad:rs ã
corscìentização revcste follìas partictllarcs' diÍèrerrtes das
ao làto \r\ciaìtÌl. lc e firld:r. rrr litlr:tt;rgclrr. lorttlrt ..rb a qttal ot fctlotltett,'' 1t
deve, uma uat,noir, não ao "nislicislllo" da nreutalidade
rnas clc
L:lr"lnn, ,, conseictrcia. Â pr.,pr-ieclade coletivâ coloca os ltomens cltt l1
t:
r'ìesta época as relaçõcs sociais estarenr .iá objetivarnente .diÍèrcttciadas' ueios c frLrlos cla proclução. sclìdo estes
alìt'gâ' o sctl tlpo rclaf,õres ii1ônticas cnr telaçãct aos
i. entboLa a sua cotlsciôncia conserve ainda a sua estrLllura ïl
do sentido cotlscientizado últimos, portanttt. rcileticlos dc maueira idêr'rtica na consciêtrcia indìvìdrral Èl

ìi anligo de conscicntização. por integrâçãÒ clireta c ua conscìênciit coletiva. O prodLtto clo trabalho colctivo tinha o seuticlo
Ìr

rras signiÍìcações sociallìlente elaboradas


colnurn clc ''beu". por exetttplo ltitr scnticlo social ob-ietivo tla vida cla 1
1l
A clificuldacle quc há para distilguir as tbrrnações psicológioas e conrunitlade c LLn senticlo subietilo para cada ltm dos setts tnetltbros. Pol'
consideravcl
lìngiiisticas clas formações Purarìlcrìtc itleol(rgicas cornplica cste lato, as sigrrilìcaçõcs lingiÌisticas elaboradas socialtnetrtc qLte
:

as difcrenles formas descritas


,r.rJnt",, q,,u.lro clc coniutllo qLle sol'ìstituel'ìì
cristalizâyar'Ìì o sentitlo social obictivo dos lenômetros podìa igualmcnte
r',a  análise deste quadro apela evidentenlentc p:Ìra LlÌl'ì constitriir a lornta inrecÌiala da cousciênoia indiviciual dcstes tnesmos t
"ottsciên.ia. os lenômcnos
cstudo prelirrinar cuiclatloso clas ligações qttc existenr elltre
ica s concretiìs lcnôtnenos. RË{5": jç;J gg.3
que caractelizaln a consciência e as conclições sóc io-ccotlôm
i

ficietltcmente lcalizaclo Ila A ciccorrposição clcsta Íbitlação da corrsoiêtlcia - podcriatnos L

.1,,. oa Estando este traballro itlsLl .

",'tg.n,lru,n prirritir'a qualiÍrcá-la c1c 1òr'mação primitiva inLcgrada ioi preparada no plciprio
psicologia "ettlica" r'ioclerna. o próprio conceito dc consciência
scio da sosicdade prirrìtiva. Como dissenos. 1ìri prepar-ada (sc
Jr'llìilìtla c\ÌreÌllAlÌÌ(lìlc \a-:o. LUlnrì \ illlo\'
considcralrnos as traustbrnlçõcs quc sc produzem de nlaneila rcflctida rlo
l.lstc estìldo não se Propõe segttir o curso clo tlesetrvolvitnetlto
iniciais da scio da consciência) pelo alarganletlto cla esÍ'era dos Íìrrôrneuos cotrscicutes li,
hìs1órico cla consciôtlcia; llo que collccrìÌe i'is 1ìrmas
r-: pela clelàsagerr consecutiva e trc a riqucza do col]scielltc e a rclativa

',

l1
123
O Desenvotvintento do Psíq isnlo
( ) I )e se n, o h' Ì me nto lo P s ì q LLìsnÌo

t"t'1i:: l..c'l ''íiì'c


conrlitiri dirclarnenle a reali/iìçào l)r'ìlira..d(çla
rlc tr brììho qtlÉ colrslitlli o sctt
insuficiência usftcct'r
t)ol)rcza da linguagen,
o que 'se traduziu
ll-,i-iii":llt '*" preparaloria da atiridldc prattcl
do proc<" ' O::"':"1t"'t qti'l::
lo l)\r'írli'xiLLí
,l:r ,rlrtrrllt,7'.ri,''l';!i, '/ Parr drler
cttcilr a: sigrr ilìcrrçòcs' teórìco. I ste irllitno dcçtaca sc Oo'tun'o
rnv;lvimeuto da divisão social do corfirnJido cülÌì a comLll'llcaÇao
Mls s..i o aparccilnclìlo e o desr ..-- r^ ,..,\,ì,\ , do trabaÌho, cmbora petntaneça ainda
,r,,r'orlo'ïïoi"ri"iJ"t ï" o'"nti"oacle prirada lodcriim novâ :::i:i
:t]Ì1:1: rcspon- verbal da palavra e a sua lunção
;,,;; ;;;';,"^ initiatiçòcs
cta cotrsciêttcia
"*:'::.1',',*:ï.,i-,Ta o separação da função teórica' cognitivâ' uÍì novo passo lìsta
de cotnunicação p'op'iu"t"ntJ Jitu'
soc io cco"uln iç3s. cla '
t-onttiltti
.i.;.; ;'';;.,; ."nrì
"lt -hiÏ:i1 Tem por prelimi'ar o
itil'ï"* ï;;,'ï.ãu- caractcriza-se
.s principa" '""-*:^"1::l::',,,.1:
"ont"ien"ia ï11,::,',^ti: ::;;;;ilt"'uo'"t"0" l'ittó.ito "guinte di t]":1^ "' ry ]:::
,,','d","i;',ï,"::,"; ï:l:;"';.,;-lifa isolanlento da tunção cle organizagão
cla p-l'odtrção
,t
palavra a sua rnotrvaçao
:ìï"'"ì;;;';:;; ;lntidos e as signilìcações' V.ere*os ti:..;:
:::::':"ï:: ì""çã" a" ação Es1c fato confere à
qtralilicaretnos esla cçlrttlttra dc '"":ï;,^;;
independer.rtc, ou seja' a''"t- otì"
elc a transíòrrr.ra em atividade
rclação clc exterioridade' Por -ï.;;,t;'".
".lc: irt HI"r'r
cgla d.t" relativanlente alltônoma uma cetta
t
a cottsciência nas clivisão do trabalho e
trJtlsfurltlaçào c5sclìL Ial qutJ caÍâctcrizâ
A Gracas ao desetrvolvimento da -cle
não assegurârn
da sociedade 0," "'i::-::.."" ^" intelectuâl' as ações verbais :

conclições do dcseuvolvimcnto c :ïi:::":1:


o prano das i,'di"id;i;;;;;'iììiì'iim"
;:J"::ï:J;'i"ï,,,;;;;;;;;; ;;." : tlï::::"::::dos unicamellteaconrutlicação,,..u,o,'",..u*-'"agotaigualnrentepalafins
laculiativa e reslÌo supérflua:
9

rvu!ò r'al j--'"


l' rì''ìì..ì... l uo i','
"- r "'''., lil-n.1 1. :1 ""'"'-":'":ì: àquilo que sc
p'od teóricos. o que torna o 'uu
to''ì*
"*t"'ior
posteriormcnte o câráteí dc
processos
i
"1
A "
segunda translorÍnação
rcspeito rital cliz
caF razão por que eÌas reveslem
+;,.^,Íê,rôc .
;;.n"J da consc ienc ia''u"
.""r""â":ïï;:;;ï;' " -"..^ ":^tn::lÏ":: 0""'""'ilì,.ll*'i'ilc.s'o' int"ri"r"s (ações verbais eur
: : ;;;ï::
"
ïï "'' il".il; ;-'J :"" J
:" 1'"'*, :: ",ï:':, :,-".:li" i: 1"1:l]]::'depois'
àt' tlt'lotontento dos ìrotivos" *t11:i:*
:::iìlì"ïì';:ìi"ï,,ì.1i"ì'"r a" cot.tsciência' esta trânsrormaçã:.:ï]:::,]l: conlormiclade com a lei g"'ot
interros Primeiramentc ior
peìa f:l'L1,.:."tìe operaçocs
i:il|ïl il;"."tt"' nt'0"'t"t proprìamente i'ïï"^ïììã"i"
'ingüisriãa'
ugo'o
intt-t
'"u.
coglÌitivxs; proccssos de
estudaremos esta transforlração interiores) n.ìâniÍêstam-se "o*o'pu'onÌente
desenvolvimento de lingtrrgern
Estando o e da.fr{111a na b
oensar.ì.ìento verbal ou tutu",
ì" *",l-rurizzrção ativa
",.t.""]"i,lilili:;
quc so
inlelecltrarì
Íettomeros panicular ''lc procc-''r< irrterrros
desta transfornração devemos
regrcssar às folltes destes dois ï;;lìï';ì,ì; ;;';;"'" aptas
O desenvolvimento Oo tì'"tuti"oçao
-rltl verbal Í'zz aparec-er ações dc
são verbais tra mcdida "nt
quì o' sào trs significaçòes lirlgüisticas o sett
fim especial: tlansmissão verbal' do signilicarlo clue cot'tstituem
ì Dalâvra. isto é' açÒcs tendo pïï"' ri'd".f.""*m da ação clireta
cotnrtttitlrç1,' dc uttr cerlo cottlcirdo da tecido isto é' a-maneira sensível
O desenvolümerto Íbrma subjetiva destas significações'.
Eslc cor'Ì1cÍrdo e cstritanìentc cleÍìnido qualquer' unr fato a o
i"'ìt"ieï"i" intlividuaì - imagem sonora
cla
sobre umtema
nalavra trão comcça pelatolìu""oçao
1
:' como são representadas "" é mesmo
otiuiJoa" coletiva dos homens que determina it,'tt"io' não é futrtlameutal Ncm
ï ::ìil ";;;;ill'ìnttu'o no
Qual é' pois' o f,ïffiï';ï;;;n'ìi"'ut -totaÌrnente processos do
:":ïï;;": il; ;;;ú'^' pnnonto u".' ceúo conteúdo obrigatório que a sua
'"rl"'"'"i" :t"tl"::.9:
conteúclo <le atividacte q*t ooà"
ser realizado nas açòes verbais?
que respeite a planificação, à f l,''-u n, ",',u "
pnd:,
l
t.'
l:,i: jÌ. *,; :: :ff ::.::;ï:ï li i::: ".1ïì
Eviclenteurente, só pode ser uJì-"onr.udo palavras. sobre fórmulas tna ": "
direção tle t"'a atividad'' isto
é' urn conteúdo que nãtr
ci
*l
;;;;;';;;;;;;
1,
nt.)lyit1lcì1to da l'siquis,'tt)
t)5
0 Dtk
O Desen\Òl\,ìttì(nto la Ps ìLlrtsnto

atividacle Íìi
''escÍito" Sob o geral por atluilo que cles trào sào na rcaliclade Esta
s()b ir li)nna de pensanÌento cm voz altâ otl pelìsanìcnto
lonrid"rud^ na psìcologia 11ão coìlìo utra das lonras'
hìstorìcâlìrelÌte
o esscncial é qLle
iìrrgLrlo dc desertvolvirnerlto clas lortnas tlc vida lrumana' rcal (constituindo aPelìiìs' em
prua.rroa não transfornram inrecliatarnente o lnul'ìdo matetial
c o sett ,urglan., dc rcaiização de vicla huulana' de Lrnra
essencial da vicla
"r,1", exterlor' cerãs c,rncìições hiskiricas precisas' o cotlteitdo
prrrcluto e teórico qualquer qtte se.ia a sua forma col.ìcreta como um tipo dc
' ,lt" ho"lcttt qllc cxerça uma ativìcl:rdc quc tenha oarlc cÌas pcssoas), tlìas cofÌlo ulna alividadc particrrlar"
,',,t.
"nnr"qtiê,,aio,
pol conleúclo princìpal estes ptocessos interiores' só pode existir elll troca il..t;;. ;;'a;,'lares, ÍìLl.lrnretrtalnìerrte opostos aos da aliviclatlc exterior'
pr,rti.,r tut,,l,,,ct,lc ilìJcPcll(l( lìlc Ll('lü ull irìrü
i

.ìu pt.oduto clesto atiuicloclc se recebcr Uma partc dos lruttls cia
prodr.rção
"
os pr-oclutos ideais da sua atir,ìdade próplia dcvem I--videtltenrente.aatlvldadeidcaliltcriot.éproítlndanrenteorigirral
,,rai"rial .ta sociedacle. de..ser utna verdadcira
ideal Assinr' a e qualitativarnente particular' Nem por isso deixa
scr triÌnslormados para elc cm ob-ietos clue nada têm dc trabalho sc benl que a
ativiclacle tcórica tolna-sc para o próprìo hottlcnl Ltm
meio de rcalizar a sua otiuia.A". O traballio intctectuaÌ é porlanlo' tttr
lotttrt .ciJ t'ârlicllì3r'
vitla prática. Natttlaltrcutc. isso só itrrplica que a suiì atividailc
teórioa srra
gcrats
às cotlclìções
Conro cltralqLrer outro trabllho' está srÌblrìetido
runt o proocsso nratcrial da stta vicla Mesnlo sttbictivanrente- levat cnt conta o tetrpo,lreccssário à
",,incida Não ó isso' cia plotìLrção: devcnos. por exclnpìo'
ur.r,uo pri"ologi.aurcnte, ela dìstilgue-sc da prática autêntica pclo ucttos' ao
rÌlas outra coisa: o làto dc ar"r."fir^tu" "De otttrlo modo' exponho-rrc' dizia Ì\larx' para erltriìr rlo
f,r:c," u inlpoìiont. para nós treste nìorrlerìto'tlc poder' tras condições de p"ti*. l:f" ìneu obicto .ianraìs rìeixar o cloininio cia icleia valor que o de
runla oriui,laà" hurnarra itlcal tla sua lbrnla otllro
,"f,,ruçao entre trabatlro ìntelectttal c trabalho lísico' ser
ctrpaz tlc rcalizar a objeto cla realiciade; que lliio po\s'ì' poÌt'rnto adqLllril
trm (,bjeto inragirririo isl'"'i ti'it r''tlt)t'ttltttËtttttl
t(l
vida clc utn homenr ' pocleria crial colldiçòes teìs qttc
Assim apareoc a Íbrma tle alividacle que a vellra psioologia í. Sri a iivisào sociaì clo traballro
q""ll::,1
viesseut a pelnrilir ao itottrct't'l tltte cslc reprcserltasse't:'l: -t"i::
idealistaconsiclcrâvacolÌoexcltlsivantclte..psioológica...comorclel'ando cxtcrlot'
de absolLrtarncntc ditèr.erlle dos processos rlc atividadc
os
apresellta utn itltcrc<se
apenas da psicologia Sob este ânguto a sua análisc dois processos tttna
particular. proa"r,n, clc arìviclaile interior exìstindo cntre estes
Vinos que a divisão social do trabalho leva a que a atividacle contradição origirral e eterna'
do honenl
Ao mesmo processo de clesetlvolv im ento histórico
A análisc tlo
espilitual e a atividadc material incttmbarn a pessoas dilerentes conteirdo principnl' e mcsl'noì t:lÌÌ
i",ïp,r. Íbrl.ra de atividade é isolada da qlru{adelaterìql pr'ática'
na mostra que a vida hunlana pode ter pol
ideal' teórìca L)
.;u,*"i; "rruJo isolanento das ligações t relttiões pessoais dos indivíduos .fna içfr"., por conteúdo ítnito' tt'''.ta ativiclade
""*u.- se transformanl pala
por:r, q,,",,.t ela coirstitui a ocupâção cxcltlsiva' f,",ìt" "tl^ neste caso ptodr:tos ideais teóricos quc pr'áticas: alìrncnto'
F]steisolanlcntoclaativìcladeirlteleclualref]ete'seigualnletltcna lf"'"n'l orrj.to, que satisfazcnl as sttas necessidacles das cltt'ris se opcta
tlma das lormas sugeridas u"a,rurio. nloi",n"n,o clc As rcìacões sociais' tlo scio
cabeça clos honens clue colncçâÌll a ver tleìa trão ideal da arividadc nlalcrial
histoiicamentc do prooesso irrrico da vida real do homenl' mas na csta rrlctaììlo11bse. scpâra11ì a stra atividaclc
o Se' atl tìrzê lo' a sua ativiclade
de urrprincípio cspiritual patticular mundo da prática qtlc ittetttnLrcnt itos outl.os hotnctts
rÌÌânifestação - i"àri." 1r"r.1", o scrt setrli''lo próprio e rcvestir o scntido
vrrìgar de salário' o
cor.rsciôtrcia, oposto ao nrtttldo da rnatéria e da cxtensão'
rnatÓria levoLt
[-,sta concepção iclealista errada' que opõe espírito.e
a (luc sc iÌprcselltasse o pensalnel'Ìto e todâ ativìdade
espiritual irÌterior em
SocÌrlc\' I'rris' l')72' p' 62
"' K. N4rr\. Iu \ttintr l tütttÌlt licl'
O Dasen|al\'t tìit tú a i:lo l)\ Lq Ìt I s t)Ì.
1:(, O [ )(senrol|in1enIo do Ps íluis]]to

oxteriorcs, âo passo que a atividade cxterior incìuì ações c operaçocs


ìrorrern procurará afiLnar-se ainda rnais lìulÌa outla ativicladc intelcctuaì' interiot es dc pensa!nclìto
A ,ua,ìova atividacle rr.rais lhe parecetá agora peftellcer a un tlrrtnclo Quarrclo elctuo um trabalho cicntífico onde
a mitlha atividlclc é

pallicular. nrrtndo qtte po<1e sel cotlsidcraclo o Útnico rcal Qurtrttr tltais evidenteurcnte nìen1al. tcórica Todavìa no decurso do rleu tratralho
iápiclo o trabalho irrtelcctual se scpara do lraballro lísico, a alividade apreserta-se unta sót-ic de 1ìns cLria lcalizaçãr: ncccssita de ações
e\t!-riores
csfiritull cla ativiclaclc trtatcrial, tnetlos capaz é o hotnctn dc reconìleccr' Ilil práticas. Suponhanlos que telll'Ìo quc nlont:ÌÌ (montar c niìo llÌÌaÍllllar otl
prin,"iao. a matca cio segttttclti c pelccbcr a cotllunidadc diÌs eslrtltìlrâs c diÌs projelar) tirra inslalaçào iaboratorial: colrÌeço a cstendet os fios' a
lcis psicolôgicas das duas atividacles parahrsar, serrar. soìclar ctc : ao ÌìloÌÌtiìt csta instalação, cÍètuo opcraçòes
sc
il
F,ste lato nlarcou a psioologia quc duratlte tnuito tenlpo sc
:,
t"r',, .1,," práticas, não clÌtriìnÌ menos no conteÍrdo da rninha atividade
tlcsertvolveu estudanclo apenas a ativiclade psíquica interior conìo atividacle teóÍicâ c quc fora delas estariam desligacias de sentido'
totalnÌente irtcìeperlclente da ativitìade extcrior' Razão poÍ quc os pÍocessos :'
Sttponharlos agora que, para çltìt'etl oìrcLtito Ltnr dos aparclhos da
a-. psicoìógicos eranr ctinsìclcraclos unilateralnretlte. unioanrctlte na qualìcladc instalação. devo ter cm conta a gtatlcleza cla rcsistôncia cletrica
do cotljttnto
tlc detJ-rrinanles da ativicladc extct'ior' Quc a Í'olrnação cla atividade clo cirsLlìtoelitrico: ao colocar o Íìo tro borne' calctlìo mcnlaì1ìlcllte esta
ii intcÍioÍ dcpencle cla atividadc exterìot. isso pet-nlanecia à sombra Qtran1('' a grantlcza: lìestc ciìso é a mirrha açào prática que incìui Lllra olìcrJçàrì
iÌ:
ii
lìrruração dos processos intelccttrais na ct'iatlça. considerava-se'
do,
"u.roa,
tto nlclhol
quc a sua origem se clcvìa procurar Ì1as pcrcepções setrsiveis: o
inteleclual.
O quc hlir de conrultl errlrc a ativiclacle prática exteriot'e a atividadc

liIt desenvolv inretlto das açõcs intelectuais cra aprescntado col'ì1o


um processo estrutura E
próprias interior tcórica não se linrita utlicanlente à slta comunidade de
autônonro de que deperrclia o desetlvolvitrento das açi'es
qtte clas retigLtell' as duas^ se betn
psicologicalnenlc essencial. igualtncnle

il
teóricos
exterioles. Negligenciava-se o [ato de qllc os plocessos inlcriorcs que cleìrancira di1èrcnte, o homeln ao seu meio circundante'
o qual' por
se clestacarn iniclaì,.,.,ent" do scio cla atìvidacle exterior. e só clcpois
são Íìrrnras
este fato. se reílete tto cércbro hunrano; quc ulÌìa e a oLttra
de
trarslorntados trum tipo particular de atividade
rlividades sc'iarn nediatizadas pelo reflexo psíqLrico da rcalidade;
quc
Digarlos a propósiro qtlc a qucstão de saber se devemos considerar sejam a títulil igual processos dotados dc sentido e lormadolcs ile setltido
o pelsalìlellto c os outros 1ìpos cle proccssos interiores "ìdeais" cotno Os seLrs pontos colnulìs tcstemu hatl a L:nidatlc da vida
hunratla
L,rlmas cla ntividacle hutlana ott d i l'cretlte m cl]te' colìstittÌi' verdadeiratlcntc Occ,rlida nul'Ì1a etapiì histólica precisa' a "desintegração" da vida
o probÌerna cssetlcial do método psicológico, cla abordagem cierrtífica huntanet acerrrctotl ttma oposição elltre âtividade metltal
interior e atividade
.oIcrcla Jo ls iq u i.lno entre clas Por conseqiiência' ì

frâtica, .lepnis de urna relação de ruptura


,f ottatit" psicoltigica nÌostrl qtrc a ativiclacle iuteriol tcórica possut osta relação trão é netn tlllivcrsal llerr eterna O horncrn
cu.ia vidn não se I

a r'ÌleslÌÌrì cstrtrttlla qLre a aliviclade prática l'or conseqiiência'


devemos'
limita ao trabalho irrtclecrttal tras que tcnr diversos tipos de
atividade'
a atividade pÍopriamente dita' as
tarnbém no peìsamerlto. cìistinguir crrtre física entre otÌtrâs, tenì lambénl itnl pellsanlellto de aspcctcls diversos Este
açoes e as operações e as lunçõcs oerebrais qr're as possibìlitan cio
pensalrettto ttão sc 1ìxa. portallto. em pensalìento abslrato e a.passagcnr
::

' Fì precisamente a conluttidade de estrutlÌra da atividade


intelior
p"rtrut,-,"t,1o rì atiridadc prática e1ètLla se collìo tlllÌ íÌto absolutalìlcnte
dilèrerltcs
tcórica e àa atividatle extctior pr'áticl qLte pettnite iìos seus
I

natulal. Llste pel'Ìsanlcllto "ó senlprc tlllìlÌ1olÌìclìlo da vìcla total do i


elcmcntos cstruturais passaÌ e cles passanr reâllnente dc uns para os

oulros: iÌssinì. a ativiclade extelior irlclui setnpre ações c ('periìÇòes


O Dcsenvolvìnento clo I'silutsnto t29
O I)e sc n|ol\'ìn1cnl a do l's itlu6nlíJ

se fu: Esta "alìerração" é criacìa pelo desenvo lv inr etlto das f<rrmas de
intiil,íiluo que sc clesvanecc e se reproduz Consoan[e u tlt:ces'sìdatÌe
propriedadc e tlas lelações de troca. Na origetr, o Lrabalh'l tlo hotrcn nàtr
em
estava sepalado clas suas corrdições tnateriais O honleu cllool'ìtrava-se
F, psicologicanletlte tnttilo illlportal'ìte pôr enr cvidôrrcia a
objetivanrente neces-
comLtliclaile de estÍtìllìra erllre atir' iclade ìrrtelectttal
etl prática e a pcrÍèita relação cle unìcladc tratutal cotn as condiçõcs
Ela pclulitc' ctn sárias rì vida. Mas o clesc nvo lv itrcnto das forças prodtLlivas dcsagrega
connnidacle de seu clo ilìterno collì o rcflexo cla realidadc
inevitavcìntcnte csta rclaçào. o que se lracltrz pelo descnvolvitlrcltto
das
particLìlar. cLllrpreellder oollìo. lìâs concliçircs de
tlnÌ descnvol\'in'lelllo
é psicologicanrente possÍvel chegar a Íoruas tlc propriedadc A ligação inicial do trabalhaclor à tcrra' aos
ir,,"pf"u, cla personalìdacle hLttlatra'
quc a história inslrurÌlcrltos tle trabtrìho. ao prOpt'io lrabalho encontla-se clestrtlídaa: '
unra uniàro equilibracla dcslas ilLtas tbrmas dc atividade
l; F-in;ilnrentc, a gr-anc1e tnassa dos procltlttltcs trallslòÍnlâ-se eu operátios
isolala.
assalariados cúa única propriccladc e a capacidade de tlabalho
pelo As
A printeira 1ÍatÌsforllìâção t1a consciênoia' . cngendrada
i cotlsistiu' portalto' rlo corrdições objctivas da produção opõetn-se-lhes doriÌvallc enqual'Ìto
I clcsenvolv itnenlo da divisão social do tr-i'rbalho'
propricdadc Para vivel', para satislàzcr as suas nccessidades
i
ìsolanrento cla ativìdade intclecttral teórica. "str'"nha.
vitais, véetll-se, porlatlto coagicìos r rcttclel I stta lorça de,ttaballlo'
ii a
lìtnciorlal
t. Isso é acotnpatlhado de utna tratlsÍbrtnação lìa estrutuì'a csscncial da vida'
toìlla cotlsciôllcia tamlrétl dos alienar o seu tr.abilho Sendo o lrabllho o tottteú<i'r nrais
ll cla consciêtlcia. no sentido elì.ì cìue o lìotnelÌÌ
Ì; o qLre lhc permilc atingiIo setr cievem alienar o conleúldo da sua própria vida'
cucacìeamentos intcriores cla sua ativiclacle. as
lsolatrclo os produtores. este Proc,:sso ìsola na mesma ca.iadacla
pleno dcsenvolr itllelrtr:r' l-lcs aclquirenr rcìatìva autotromia e
torlìuÌllì-sc
isto quer dizct' qtte próprias conclições quc, sob I íorna dc capitiìl, são a propliedtrde dos
ãrÌa,t,"4"t, gorcrtrarcis c ntotivados conscierìtcllerìlc' ['ara o trabalhaclor. o capitarlista e a ercarnação das condições
.1".."li"o.]I'.onlnLtnltipoclcatir'idadcprecìso'Subjetivalncnte'o "upìroii.r"r.
que se opõerrr a cìe.'l'oclavia o capital tcm tantbótrt a.sua própria
cxistôncia'
:!
psiqirismo hutrratro, tnan i lcstar- sc-á doravante ootrr
o pensamento' oolno
iistinta do câpitalistâ c quc donrina a sua vicla e a sttbmetc'
ativ,ìdadeillteleçttlalenrget.al.cotnolugarousujeiLodosprocessos nto da
Estas relações objetivas engetrdradas pclo clesenvolvime
psiquicos lal fbi a descrição que clele fez a
t:
psicologin
hut.lìana
"ì,",ì"*, propriedade privada clcternrinam as propriedatles da consciência
trad iciorral.
a maìs importattte' é' nas condições da socìcdadc de cìasscs'
I,
i\ scgttnda translotmação da conscìência'
NaturalrncÍìte, o psicóÍogo tladiciorlai recusâ-se â estLldar
âs
revela-se cle tlatrcira
uì,,,oa,- a ntudarça de cstrutura irlterna Flla
eotre coisas Exige qtte a
i "o,,t.. desetrvolvidas A grande relagões nas qrtais tlão vê scnão relaçÕes
cvidente nas ooncliçircs da stlcieclade clc classcs "psicoìógico" qtre elc
1

nleios de ploclução e as relações entre pri"ltogio pcrllrancça absolLttatnentc nos linrites clo
nrassa clos produtorcs scPafou-sc dos
l. aon"abJ pltrâlììente objetivo Mesmo o csttrclo da ativiclade industrial
oshottlelstralìst0f[âtaÌì'ì-sccadaveznraisetl,tpuÍasfclaçõesentÍeaS "o,l,u "compollcntes
é quc do horletn se retlttz, para ele. arl sinples esttldo dos sctl
i t" ."p"raul ("se alienanr") do próprio homern O resultado
-f-oti"
U.'. Nem vê
""i.". po'u o hotnetn o que ela c psíquicos", isto é. clas apticÌões psíqLricas cltle as técnioâs teqLter':rn
rì" ativiclade clcixa de
i "" '"i i.qu"I. q,,. a atividaáe industrial ó inseparável tlas rclaçòes sociais
verdadeiratletltc.
I

I'trrrs l91j 12
K. N4arr. -I'rrrrrlane ntos iQ ctílí(':l cla ccónatitid palítictt l l págs l2-42 lld ÀnlÌopos
't' K. Ìtlrrt, 1 ìtlroloFìu.1lcu1íí O concílio dc I ery-ig p 296'Ed Socr.Lles.
O Descwolvitì1r nta do ÌjsìLluì\nta ( ) l)r\eü\,olIitrlento Llo Pstqul\r1o t3l

hunranas. que ela cria ao deserrvolver-se e que deternr ina a oonsciôncia dos colìsidcradas e tecelageln não telìl paÌ'â cle o scÌìlido srrbjctivo de
home n s. le,-clrrr:ern- filrçrto ort dc lttrrcão...
Voltemos à analise destas reìaçõcs. "As doze holas dc lrabalho não têtn, de modo algum. para clc, o
À
"alicrração" da vida do horncn tem por conseqiiêncìa a sentido cle tccl:r. de lìar'. dç lìrrar etc., r]ìas o rle gunhur aqtrilo cluc lhe
discordârrcia entre o resultado ob.jetivo da atjvidade hunana c o seu pcrnrita scntzìr-se íÌ rÌìesiì. dr)rìì1iÌ 11a carnal-l ."
nrolivo. Dito por outrâs palavras, o contc[ldo objetivo da atividade não A tccelagenr tcrr- poÍanto. para o operár'io a sìgnificação ob-jetiva
concorda agor:r corÌ o scr.t conteúdo objetivo. isto e. corn aquilo que ela c dc tccclalrcnr. a fìação dc lìlçìo. l-oclavia não é por ai que sc carxctctiza a
para o pr-óprio honrem. Isto confcre trâços psicol(rgicos particulares à sua consciôÌlcia. nras pcla rclação quc cxiste erìtre estas sigrilìcaçòcs e o
t;onsciência. senlicio pcssoal qrìc terÌÌ pl'ìriì elc âs ações cle trabalho. Sabctrros qtte o
A atividade clo balcclor prirritivo ó subjetivanrente n'Ìolivada pelâ senliclo dcpcnde do motivo. Pol corscqüência. o senticlo da tccclagettl oLl
partc da presa que lhe caberá e quc correspoÌìde às suas necessidades; por da fiação pariì o ollcrárìo é cletetnrinlclo ;rol atlttiìo qtle o illcila a tccer ott â
outro lado, a presa é o rcsultado objetivo da sua atividade, no quadro da fiar. Mas são tiìis as suas corcliçircs dc cxistência cltte clc não fle ott tlJtr
atividade coleliva. Na produção oapitalista, o operário assalariado procura, tccc para corlespondcr'às necessitlacles dt sociedade ent Íìo ott cnl lecido,
cle tarnbém. sub.jetivanrente, a sa1is1àção clas suas ncccssiclacles de mas LlniciÌlÌlente pelo salário: e o sallttict quc conÍ'cre ao Iìo e ao tccido o
alin'ìeÌìto, vestuário. habitação etc., peìa sua atividadc. Mas o seu produto seu scnlido para o opcrário qLtc o produzìu.
objetivo é diferente: este pode scr o nliÌìério de oLrro que extrai. o palácio Cerlarìrelle quc a sigrritÌcação social do prodtrto do scu trabalìro
quc constrói. "O quc clc produz poro ,si ntesmct não é a scda que tece, não é não cstá cscondida ao opcÌ'íÌrio^ mas ela é estranha ao setttido quc cste
o our-o que extrai dl mina, não é o palácio quc constrói. O que produz para produlo tclì'ì para ele. Sc tivessc a possibilìdade dc cscolher o seu trabalho.
si próprio ó o sultírio
-- e a secla. o ouro! o palácio redrrzerr-se para clc a ser-ia coagido a escolhel antes dc n.ìais entre dois salários e lìão clìtre a
uma quantidacie deterniÍÌada dc nreios de subsistência. talvez a umâ tecelagerr e â lìação.
car'Ì'ìisola de algoclão. ao papcl de crét{ito e a Lrn aìo.jamento numa cave".4l O operário cxperinìelta o sentimento da sua dcpendêtlcia cnr lace
A sua atividadc de trabalho tralslòrnra-se. para clc cnt qualquer de condições que nada tem de conìutll corrì o colllcúdo do seu traballro,
coisa de diiclente daquìlo qLte cla c. Doravâlìle. o seu sentido para o corn ulÌì ser'Ìtirnerto cÌ'cscente de insegurança fÌrce ao í'utLrlo Ccdas
operár-io não coincide com a sua sigrifìcação objetiva. investigtrçõcs psioológicas recentes revelam que, na Inglaterra. os
Nas condições da socicdadc capitalisla. o opcrário sabe o que é a operários tìe unra 1àblicit procuraÍìl arrtes dc tnais nada a seguratlça do
firção ou a tecelagcm? Possui ele os oonhecirnentos e as significações enìprego. Orrtros t'ittos vãro no nresmo selltido. Por exetnplo. a reciclagcm
correspondcr'ìlcs? Naturaìnerrte quc possui cstas significações; em todo o profissional, organizada pelâs sociedades induslrial é em gcral nral aceita
caso só na n'ìedidzì em que isso c l'Ìccessário para tecer, liar. furar' pclos operários. precisatlctttc porque "nt ina o sentimelllo de segul ança que
racionalmerte * nun'ìa palavra. parâ el'etuâr as opetâções de trabalho que lhes ploporcionava o seu antigo crì'rprego."
constituenÌ o corìteíldo do seu trabalìro. Todavia. nas condicões E,stas sìenilìcações cstratthas ao sentido que se escolìde pol detrás
delas cncorLranr-se lìaturáì ltr clìlc tto outro poìo cla socieciadc Corr e1èito,

" K. N,lr.t. tbi,:1, p.229

I
I ìl
Ò D.s?n\)ol\)inenb do PsìLltLìsttu

l) l)crttì ìh lntLttli J" Irtr/rrirat' t

vi<1a dependc disso' tlnla


vcz cÌtlc os
<los doctltes, porque a sua pltiplia
"ü;l''"^i"'l"r indisf cnsn' et r'r ere rc iu i'r,cla-sttrprt'1ìssão
pa, a o c,Ìpiraris,a
" :"'lll." 1i,]iïiï; ;"rï:rï::'jf"ïi:ï;fi ïiï:#:
'::" ::il;;:il scntirnelltos nlris elelrcntatcs no
,lcla tile. isto e. nlttnit col\iì csllz llstc clualisrno cìesrlalrrra Òs quc partc
ttoluuo liouticr' aÌegra-se con o granizo
'"- significação objetiva rclaçôes
c'- à sua tlo,r.t.n,.'õ"uiir.o"ti'o. rc'-'e'tir es objetivas;
ï uii",.,ução cias |essoais dos^ honren-s ," " ::11 todos os vitlros N4csrììo o "rr'"ilo..i.
t.nnrlorlnoçeo cm puras relaçõcs clìtre
;il;;
coisas Inltnilcslatìì-\e de lÌlaÌìelra
ìà*;J;' iu" o alnt't"i'o u.iodo clc lroca utrivcrsal'
totìlou sobre a ' ,:
scm lalar tlo amot pclo clinìrcilo

1',"1:''
'"ilt1:.Ïì:
tlttc pod€ turlìrr-se tlllÌll \"I(ìíìdeìÍa
'':': :1,:, l:l;il:ll::' ,, "ìlï
paixão'

.l:l;;:::i ,:lli ;ì:c


vida do homerr. ô: ''rìr idü'
cotlprar livros' for ao rrc
(
rr rrç,ro 'ìc ''iìicrìa\ iìô
"Quanto uetlils cacln unr ctttltet' beber' l;llll;)'ll ''ì-: i;,";
ii"ì. .Ì:ìil ,. 'Iì
sc rcÍìatanr
nas quais u ntunio c ir \tra Ììroprìx r idrt
1ciìtÍooLtaobaile.aobar.qtlantotrrctroscaclaLtl]ì.pclìSâr.antar.tcorizlr. será o sett as significaçõcs. "t'
carìtar-. falat. 1àzer csgtiuir
etc ' tanlo tt'tttis ltoupurti' tâlìto mâior n"t""'';lìì:":' tlrtrlqrtcr qttc sLlr o lraço
tcsouro. que ncm iÌ 1raça uetrt
a Íèrrugem roerão o setl capìlal QLtàrlo r'cirro d'r p''pric'ladc p'i'rtìa' (quer ele
arão Li'lÌ expfessar a sua vida.
tanto
ao p' iqu nlto qu" no' c.nsiderelros
rnenos cada lrn lbr.. quluto,.r.,"r',o, acunruÌará do sett histórict'r concrclo '''t-'ì'ìì'ìtn ele
tnais "- ::^::':1]it"ntos)'
ìì.;ìì;;;;;';, ,"'ìlo nìâìor '"tá o tuo vicla ulienttcltr' dinheiro se relaciotre oorìì o peìrsarncrìt"l
"tì'ì-ttt-i'tl*t*:
estrtrtura da consciôncja
e só çrodc
podcs por ti rn!-slÌ'ì'-o tcu
scr alietrado". Mas "tudo n qto 'tàn compoúa Í'orçosamenlc u
i' briìc' ao tcatro Poclc adquirir a "tu""ì"**u
.o*or""noiiu' ì,ì L,nçao clas caracleristicas
desta
consegui-lo-á: cle potìe con.te'' útbt'' "u sef oorfclírmente de
o po<1er político; podc vialar' estrlÌtltrâ Razão por u'" "t
i;i;";tt"s cle laclo cstas par-ticularidacles
:ilìï "'',J;.;;-"i-.ì ,otia"a* ttittó'i..ot' todas as coisas. [:'lc c a verdadeira fn-t'"'.:'ll.ll"ïltiìi;":,:.ï':ïïi.i:::
apropliar todüs estas "t"'o'' "oìttp'u' eslrutura tla consciência n*"n'*' "
capec itÌadeu"'. psicoÌógica. privan,os i l:::;,ï';::ì:,ì;ì;;;; ;.,
:.hon,e,,, en, g",.ai"
dos nreios cle Prodtrção tudo pt'0"'Ì'"i1,ï,ïl"tt'ã"'""t""*
Sob o reino da proprlcdade plirld'r ou clo dela uma ciência do
o^ cousciência hunraua'
tro ptoprtll rtir iihcle do ltonrem O qLrc clissetnos altcrt
lorììa trlÌÌ aspecto drtplo' t,uer t"ìì* c aincla rrLtito rrì\trÍlcicrrte para
nrundo dos objetos elll qLlc vl\e nas contliçõcs da procìução ""fit"l'"o'
a stlíÌ lLtlc l:lc c obrigaclo a
O clttltcìto clÌl qttc o pìrlrtlr pOc toda ''''...r.,izrr..lcttllncttap,...i...',opì:rrrop'ic.,l"5ic.''Pat'llarlttç:ttttln
pel'ì rÌì(rìo-
l"rô-1,, ;;;ì;;';to'"."t' ""t clirrhciro
(oisi (lLrc nrdrr let' de comum con.r'a :ï;:;:;:': ì;' t;ì..ti"' ..i"'i" cìtt;t' cir'ttrt'rjtt'ia\
vcrdadeiro sentido pa!a o rlco tl;;;;;; ;;"'"za da alìenação da atividadc
pjntura. () quaelro cotlsctra lotlavia o scLt d<
l TÌÌ1,ì delas dccotte
t'-'rllc prtr cslc ttltiln., L' 'clrliJo
ìrrclrrtrlial qllc 'r (onìpríì llltc)
"l'ictu qualquer
mttito sinrplesmcute que
humana.
colocat un'titln'"utt'tt" Ìllììl palte do-seu dinheiro' A "alienaçãr'r" nãto st1-rnifica
no qual cle entende ò^t;alho alienaclo não é cle tuodo
ãa prospeliclacle do seu proprieiário' de exislir o"*
{alvez^ o tle tlrrl objcto tcstcrÌìLrnlro coisa deixou '";;; Ixi'lc l)or (crt''' c
urna olientela para exercer''a -'ittt'
n
C) mcdico qtlc col'ìlprâ a crédito alsrrrÌì tttn ttrbrrllto ittcrirtcttÌe la'n "l'erá'io ?:,1: :l:
tnattcit:t ttcgrtirr c dc tttrttetra
clc provincia podc qrrcreÍ mLÌl1o r1c I

li.,.l'"iiì' ;;;';rn(rìtú Ir'ì '"'


rncclicìna numa pcqLÌella aldeia I
doentes' talvez scia essa a sua I
li'"""r","""," "'itiar os sofrinrentos clos seus o trúmero
positiva.
ii
coagiilo a clesejal ver âumenlar
vocação. Mas si'nultan"ameT te é 'i

k \4 "\..\/,/rr'! JA /, /\Jl I lr'i l d \L'\ìJl( ìor'q l"r:'


I

/,lJ
tt l).\rtì\ ]l\tn,ut 'Jn l ',t'1ttt.rnt', O De:;en\,.)lrihìanl) do Psiqìtisn )

na sua boca a fìaternidade clos homens torna-se realidaclc c


a tlobtcza da
Ì\cgati\'.t ÌeItle, porquc o traballlo lhe tollla unìa parte da vi{la pois l
lazcl pela vida não c viver. A vicìa cotlcça llara cle ontìe aciìlla esta humanidade brilha sobre estas 1ìgttras endLtteciclas pelo trabalhoas
"
As relações ilos operários cntlc si criaÌlì uelcs "o seuticlo
(Sinn) da
atir, iclacle. à rresa. crn câsa. Ira catÌla46 .

Po.\ili\,(ncnlc, sob tluas rclaçÕes. Prilneiro. cíìquallto urcio cle coletividaclc". Este serriido penetla lanrbétrl a sua telação con o trabalho' o

atividade. Elc constitui a riqLrcza real cio aspeclo "técuico" da sua vida' a jauais sc tratlslbrtlra para clc Illttrrzr simplcs tlrcrcadoli r'
seu trabalho
llotal' aplesctltiì-se assinr: sc
{l
riqueza en conhecinlcl'ìtos. ctll lrábi1os, ern saber-larzet qLre lhc ó
a
A segunda circunstância convét'ìl
alicnação de
necessário possuil pata elìtuar seLt tlabaìho. alienação prá-tica do tlabaìho do opcrário se acotttpituha cla
Scguncìo. erìqtìatÌto cotlcÌição cle enliqttecinlctlto dar sua vida por tunra parte cia sua vicla c se isso ellcontra expressito nr consciôncia' por
huurano pata ele'
unÌ ooÌ1tcíìdo ttor,o. tlritilo clifètentc do cla srta ativiclade alìenada. nlas outro lado. as relações rcais collscrvam os setl senliclo
pclo vóu
toclavia criada por cla. O opetltrio cle Llllla cnÌPrcsa capitalista não aliclta Este sentido não lhe cscapa e l'ìão esta dc rlodo alguul euvolvido
aperìas o sctt trabalho. clìlra taììlbcn'Ì por cstc lâto ctl relação colll otltros místico <ja religião. llstcs idcaìs espiriluais' a sua motal' são hLll'Ììanos;
â

Irorncrrs: cortt o cxplorador do scLt trabalho. pol Lrm lado, e co,'Ì'ì os seus suacolsciêncianãotenrnecessidadcderepresetttaçõesrcligiosasquese
tlc trabalho, por outlo NaturalnÌelltc' não sìu revelanr ocas. vazias de sentido para cle " E se tem por acaso
lrpL'llils quaìquer
corrpnnlteiros
praticameÌrle' cle
lclaçires "tctiricas". Para o honrent. elas clìcarnalll-se anles de trtrlo na llttit religião ela não é senão formal. nras neÍì sequer teórica;
clc classes qLlc tcm clLrc tlzlviìr ctìl todas as ctapas do desetrvolvitnetllo da rão vive scllão para cste mttrdo e tlele procura ter dircito áe cidatle'le "
sooieclacle dc classes. como cscravo. coll-Ìo scrvo otl colllo ploletár'io' F'sta flomo na sua atividade tlão há nrotivos para que outro honlem
coisa'
possa perder o seu sentido pala ele e possa tel a significação
de
luta colrprorììcte os dois pólos cla socicdade, tanlo o da dolìlillaçàtì eolììo o .lttla "Para
da exploração. o op"rá.io ó tnttito mais humano que o bLrrguês na vida cotidiana
âo pâsso qrìe
Do latlo da dontinação, a luta desenvolve o âspecto itlunratlo do eles (os opcrários - A L.) todo o homent é um ser lrumano'
homem e sabernos hoje ate ondc esta itlttnlallidade pode ir no horror' puru à bugr".i" o opcrário é Ìreros que ut'n hom""t5" "'
' il
No pólo oposto, a luta desetlvolve o aspecto auteì11 ican.ìelì te O; operários sentcn.r ódio e cólera pelos exploradores' mas estes
lrumano do lrometn. Assim. na sociecladc câpitalista, "unla r'ez tnais o Sentiì-ì]entosnãotestemullramumaperdadehunranidade...Estallaixào. 1ì

trabalhaclor só tetrr esta atternativâ: aceitar a sua softe. torlÌiìl'-se ttln 'bom sc resse'lteln
esta cólcra são peÌo contrátio a pt'ova de que os traballradores
resvalar il
operálio'. servir 'Íìelnrcnte' os itlteresscs da burguesia e, Ìleste cüso' cai do caríìter inttmano tla sua siluação' rie clue não querenl deixar-se
.:
de certo ao rível clo anirlal otl então rcsistir. ltltar quanto possa pela sua ao nível do aninal5ì ".
' ,'
- ì ::
dignicla<1c cle hontetr. c islo só ìhc e possível lutando contra a "A religião do capital" é utn sentilnerto que os trabalhadores l1
burguesiaaT ". ignoram totalrÌ"ellte. Para elcs, o dinheiro trão telÌl sentìdo
próprio' e se
clue esta irldignação expritne ctia tltltlt "aos seus olhos' o
O lnovirìlento prático bï,ll qu" sejant obrigados a trabalhar por dinheiro,
vcrdacleila união etì1tc irrcìivídLros: clcs recobrem a sua essência Iluinana e
i

'" K. Nla'*, ldanuscrits.le /,!l'1. p l0iÌ [-]d Socìalcs' I'arís' pp !12-lr'3 Fd sociules
"t fi. g,ìS"f.r. 1,, tr.tron tle lcr tllusst: l':thotieuse tn Á)lglcttrre
"' K M"tt, [,a Noutvllt (ìa:ellc t-henã]1e,I lll.f) 229 |rd. Socialcs. Iraris Pctrí.t, l9r5 i;
':' I' Ilngcls, !.Lr Síl t:úÌan de !o classe Ìuhoriause en )ttql?lel'r?. p l66 Èd Socialos l'arís' !oÌ.. íìngcls. /ói.1, p. 172.
t97i '' f. lrnrcls. Ihid. p. 165
() Desent,olvünento do Psìqtisnrt 137
O Desenvol\,inenlo do PsÌqüísna

tlinheiro só teìrì valor considerando aquilo que lhes perrrrite cornprar, ao natulezaacalretamfolçosamenteodesetrvoÌvinrentoeadilèI.cnciaçãodas
reflìtam cada vez
passo qlÌc para o burguês ele têm uu valor patlicular. intrinseco, o vaÌor de sign;ficaçOes. Esta precisão faz com que as signiÍìcações
relagõcs objetivas entre os objetos, relações às qLrais
sào
runr benr... Razão por que o opcrátio tent lalnbélr mttìto ntetlcls opitriões
*ãi, "r- da
submetitìos os meios e processos técnicos- socialmente elaborados -
Íèitas, está rnais aber-to à realidadc que o but'guês e lìão vê tudo atravcs clo
prisma cìo intcrcsse5z ". atividadc lturr.rana.
social'
imultaneamente. clas libeúam-se cíìda vez mais da relação
Assìnr, quarrdo sc cxanrina lììais de pcrto o quadlo cle conjttnto S
significados
corrstiLuido peÌa vida do homcm na sociccìade capitalista, imedi:Í itttrcnte nelas cristalizada, que elas têu com os fenôtnenos
parcialmente refletidas lras significações
Agora, estas relações são
clescobte não apcnas a stra dualidade, nras tanl[rétn a sua contradiçãtl é refletido não Iras próprias
partìcularJs. ìâdo, ests conteúdo
por unl
interrra. Ncstas condições. a vida drl hotnetrr uão se partilìra ptlra e
sinrplesmcnte erìtle o sl:Lt próprio corlte(rdo e o scu conteútdo aìienado. Pala iü"if."nu"t" ,""t por itrternléclio das sigrificações Para betn

,,., oa isto, clevernos igualrnente


ter presentes no espírito as
o próprio l]onretn, a sua vida ó "una" rra sua tottrlidade Razão por que cla "oïrlpr""nd"t as fotuas da consciência
revr:stc tanlbénÌ a 1òrnta de uma luta ìnlelior que traduz a rcsistênoia do transforrnaçõcs que as formas claìinguage- e
honenr à prcipria lelação que o subtnetc. O Í'ato do scntido e as social sofrem
Do poÌìto de vista da história da linguagem' tsto liga-seda
à
signilìcaçõcs selelll cstranhas uma às outrlÌs c dissirnr:lado ao honletl tla que' decorrente
srrir consciôncia, lÌãìo c\iste para a suiÌ introspecção Revcla-se-lhe toclavia.
"tecnização" da língua (V. Abaev) lsto significa
portadoras de
cla língua às palatras deixarn de ser diretaÌÌente
mas sob a fortna dc proocsso cle luta interior aquilo a que sc chama "toLrçat refletião: elas transformam-no indiretamente Do ponto de vista
coì'rentetrrerìtc as oolttaclições da cotlsciência, ou nrelhor, os ploblcnras dc ""","ttd. que isto está ligado com o
oonsciênoia. São etes os processos de toÌnada dc cotlsciôncia do sentido da au ltir,Oriu da consciêrrcia social, descobre-se
se substitui ulnâ ideologia
reaìiclade, os processos de eslatrelecinlctÌto do sentido pessoal nas iuto a" qu" "a urna idcologia expressa na língua
-'"
expressu pela lrngua
sign ificações. verbais está' portanto' apto
Ìlstuderììos princiro estcs processos sob sua lornra mais sirnples
ljnt n,"Ão sisteua de significações
contcírdos dilerenrÃ, até opostos Razão
por que nâo lrá
C) processo de tomada de consciôrrcia complica-se por unr lado' p-u ,l
"tfrì,tti,
i,"""rriJroa" dc iínguas clilcrentes' de sistemas clifcrentes' dc significaçõcs
pcla divergência inicial que e\istc eltre as relações da coletividade e a :l
raclicais cle represcnlaçõcs c {lc Pcnsamenlos
realidacle circundarttc, r'elações generalizaclas no sistema das significações furo .tpriti, as d-ilerenças Naturalmente' o
lingüísticas; por otrtro lado, pelas rclações pessoais dos indivícltros' ;;" ;ri*."'" ìnev itave lrrrente na socieclade de classes o operário e o
::
lr"r"uo o proprictário de esc'ravos' o camponês e o scnhor'
rclações que constituetn para cstes úìlirros o sentido clo refletido lìm
têrr.r maneiras clìÍèrerrtcs e mesÌÌìo conlraditórias
" de :
certas conCiçõcs, este pfocesso pode lolììar, cott'lo vitllos, as lorlllas t-nais ""pii^fi"^ de tlodo algum
cstranhas. cono as "participações". ,"ir"r.n,ur"nt o tllundo, lÌÌâs estâs dìferetrças não exigem qne eles
sigrrificações vetbais
Todavia- a corrsciôtrcia não pode dcsenvolvel-sc sob estas fortrras, uÌÌìa mesnÌâ ditêrença tla stta lítlgua, nas
elquanto lbrnras univcrsais, pala lá dc rrrn cefto limite A corrplexidade da possteor c tlão se rccluzent a clas'
prodLrção e a extcnsão consecutiva clos conltecimentos positivos sohre a
t' tu:yk t ntchlénìë ("4 ìíngua c o
V. ,\bu"u, 'A lillgua cnquanto idcol(igicil c tÚcnica'
russa)
pcnsanìenl{i'). 1 2. LcniÌìgrâdo 1914 (ollì lingua
" ì.. Ì,ngcls. lhìcí, p. 112.

. -.*- .-*.' *-*


do t39
r t Dttnt,,lt tn, nr', J,, I'tt4u t:nt, t O De.\untolND enIa PsitllLIsn1()

I
cìo. sistcttr;r c de
Do ponto de visla psìcológico, isto é, dos processos da consciêncja. lingtiísticas. llla tìomina-as, tnas aptopriando-se -tl..--.kléias
isto liga-se ao lato de quc este plocesso ten'ì do[avâl]tc un carálet or" I'sicoloiicanrcnte't lntltlttï^tl-'::sirrilá-las
elas expt'inrerr'
outras palavàs, a tplopriaçào do sistenra
das
deservolviclo. Com cleito, a revelação do sentido de un lènômeno à
"oi"ìoït-
dc oÌÌtro ntodo. por
corìsciênoia só pode realizar-se sob a l'orma de uma desigrlâção desle sistrifioaçòcslingüisticaséaon'ìes]'ì]olempoaapropriagãodettmcontcúdott't
lènômeno: cotno vitlros r,árias vezcs, utn sclltido não etrcarrlado nas ;:;ì:';,;:1'';i'; Ìì1ai\ Ècral, isro c Íì iìpÍ"rri:Ìçì.' da' 'ignific'rçocs
sigrrilìcaçõcs não ó ainda cotlscicnte para o homem. não é airrcìa "sentido'' """'"- tnais rtnplo dLratertllo
setttido
clominante' na socieclade dc classes'
éa
pai'a ele. Estc esrabelccinrelto do selltido nas siglificaçõcs passa do 'irt "t""t que idcologia socìais cxistentcs.
simplcs proccsso de concretização do scrrtido nas significações I unt du ãon,inn,,t" q,," r"fl"r" e reforça as relações
"to.." o honren' slrblÌ'Ìetcm a
processo bâstaÍìte complexo. que é dc celto lì.ìodo a solLtção dc tttll Vimos, alctn disto, quç essas relaçòcs çsctarizam ridl
,,,u u,a" ttcll ctiattt colltlJdiç'\<' irrterrrut
lal cuttto a ltrttnlna ltào
proble ma psicológico particular.
engendrados pela
lìste problerna psicológico é, por vezes, loúuraÌlte A literatura ,"ì,'""r"^" i",or,"e rÌtc ncstas L"laçoËlãi',r os sentirlos
nem de tnancira rutôn1ìca ll
cierrtílÌca c a literâtura esté1ica descreveralll várias vczcs "os tormelì1os da atividadc hrtt'nana t'tão se ercârnaln totalmcntc
palavra", isto ó, os tonlÌcntos da obietivação do sentido nas significações. ,irìrin*uu". qüe refletern estas rclações esttâlÌlìas à vida E esta a ll
"^, da corlsciência e da
os lonnctìtos da consoientização do sentido. quando para retolrar ulna causa da ìrnperÍèição e cla inadequação
explessão cle Dostoievski. "a icleia não el'ìtra lìas palavras". A ooisa não é iÌ consciet.ttização.
ii
trate de urna inadequação
tr'lesnla cm relação aos tornìelÌ1os criadorcs do pensanlentol esles são os Devemos sLrblinhar que, se betn que se não ser
pode ser elirninada de outro tnorlo a
tornìerìtos da consciência. da totnada de consc*iência. Por tal trolir o. set ir cla corrsciência intcrtla, cla não
que.a criaram Mais ïì
objetivas
vão proctìrar a sua ltatLlrezâ I'ìa naturcza da atividade proprialrentc nela transl'ornraçào pratica .ias conclìções só pode
't1
esta i*adequaçã.
cogrr it ir r . ï": :"Ï",';:''Ïì'i'ìàììa'iÀ"' '" "on"'uon''
pela consciência da vida real oLt num
sua râtureza não reside unioantclrte no lato do processo pelo
A ser eliminada à custiì cle unr repitclio
processo cìe ltlta at;va contra as dìtas
condições'
qüal o selltido se cstabelccc rras sigrlilìcações revestir doriìvâllte unÌ
aspecto n.Ìu;to cotnplexo; cour cfeito, a conlplcxidadc deste processo abre' o homem por por 1ìnl i desintegllçiro da sua
eslorça-se
pclo contrário imensas possibilidades À sua verdadeira nattrreza encolltra- consciêtlcia'MassebLtscaaadeqtraçàoeirlLttenticitla<lcdastta
Ìsso apenas tla.lì.lz a SLla
à
se nas contradições do conteírdo da próprìa vida hLttllana; ela cstá, por consciêtrcia, não e poÍ â1,Ììor abstlâto ''erclade.
;',tt"" r c'chdcir't r icla; e por tal razão quc esta aspiração c tão
oLltro lado, ligacla à estleitcza cla consciôtrcia socìal, lorrrada doravante ;;iì;r;;
consciência -- os tnais seclctos'
da
consc iência dc classe. intensa c os processos da totnada 'le
,,vicla irrterior,' clo holnc|r] loma!11 pol vezes tÌlll curso realtlenle
Vinros qttc o hotlcnr não está sozinho ent lacc do problema da
conscientização do scu meio cilcttndante, da sua vida e de si nlestrlo A sua dramático
consciência incliviilLral só poclc existir nas concliçõcs de uma couscièntir
social: ó aplopliattdo sc cla realidade quc o honreu a rellete como através
ilo prisrra das sigrrilìcações, dos conhccitllcntos e das reprcsenlâções quc clamos clo tcrrro si.enilìcaçào-:
elrrbLrraclus socialnct'ttc. Assitrr, nls conclições clc ttnta língua clcscnvolvida G;."", *r'ç,"-rrr," n,,*-, u"n," senti!Ìo ptr1"t"' ('iËnrlic'lçìo'\crhLlJÌloulrosos
u'n"
c "lccnicizatla". o ltometl lìão colìtrola apcnas o cionlinio clas signìÍìcações om ccÍlosaasos clc dcsigna a signillcilç'ro'lt p' rc 'r"ri'l LrLru
."',;:."; ì;;" ": ',, '' "' t ' 'r" i' " ' -'' r: r ir":r'r'|r1 rr

! ***, - .-- *i+!. s _+


ú !)^tn\ dl\ìttinl ),1,, l'\t41ti\ttü'
O l)tt" n1,.)lNi ki' nt ô th) l': ìiui.t nt o

cìc coisas 'ìÌ]aLrlôlìticiìs"'


EsIa aspiração é evidentemente difcrcnte segundo se corìsidera um icleologia quc prccisanerrte [eflele eslas rclaçrìes
d0 câpit.rl.
co,ìì a vicla tlc Igrláci.l Gor'cìciev ntìo é setlão acunlulação
ou outro póìo da socicdadc; cla reveste fortnls contrárias e o sett clestiuo é "r"itli).
ntat"rinlir"-s" tìisto NiÌ sua tlalerìaìização' ela strbotdina
,,1.,"trn:;
clifer-ente. "lo clc Gordcjev Ele clescia
Nos hornçns das classes dontitrantcs. cla apresenta-se cotno a r"rn.u .r:; serltìrnerltos c tts clesc-ios tllais íntinlos
- todaria tão hLlrìano!
negação de si, a negação de sua pr'ópria vida; não pode ser, portanto, arcleltetrtetltc trur lllho. ,tto' 'tt"'ìt.ttt cslc scrìtinìell1rl
pLlralllclìtc llìatcri'ìì "[-' tlllì
clualquer coisa dur'ável, de sóiidol a sua caracterizâção csscnciaì é a sua - rcn, n"la unt scrtido totâìlllelìtc dcsnatutâclo
qtrenr deixarci
irnpotêrcia; ela não pode |eaìizar-se senão ficticiatnettte nos scÍìtiÍì'ì cntos. fili,-r,1,;,r; laìta! Conlprecnclcs? Urrl fllho' um herclcit'o! A se apocìerava
o n,"u aupltot quanrlo nrorlcr'? ll urna angústìa
implacáve1
Máxinro (ìorki gravou a 1òrma ncgativa destâ aspiração c a sua adcquada é' pelo
inrpotêrrcia no ronìiÌnce Thonos (:iortleiet'c Ìla pelsorìageÍn de Bougrov. ã.ú." Nn poto clo trabalho. a aspiração a uma consciéncia
ira ttr errte vital'
A vida rle Ignácio Gordeiev é inteirarnente consagrada à i",ureri". o.*1rr"rrão psicoliigica cle uma aspiração vctclade
ila victa hutlana' Flla alirnra'
acurnulação do clpital e Ìlis1o a sLta avidez e a sua severidadc não Ela não se collttadiz. uão nega o conteítcÌo real
Lrelo c,rltlIilto,
" o .cÌl dc\\'ll\ ol\ ittlcnll| ttl tts iottrpleto
conhecenr lirrites. "Nos seLt períodos de entusiasnlo no tralraìho, tratava as
""'" i,,Lt. ,. qtlc' coÌ11 'r clcscnvolvinlctlto cla plodução caPiïalista' o
pessons c[ramerrte e sem piedade... Não dava tréguas a sì tnesmo na caça etlorncs nlassas clc
aos rublos." Iìstes períodos eranr seguidos de installtes dutaute os qttitis trallalho tolra tttn caláter cacla vez lnais colctivista:
ootltra a butgrtesia
a1Ìrstava da procula do clinheiro e o rtundo lhe aparecìa de súbito dilèrentc ,marorit, st: unenì c sc tÌpro\ilìlllìÌ na luta llrlÌtica
uão hít traco das
"lgnácio Gordciev sentià quc Íìão ela o scnhor do seu bcm, trìas o seLl nì"ìt,". ."'rJ'*.t^ qrte sà'r'as da vida clos trabalhatlores'
coucliçõcs cluc 1ìxam tlal sua cot'tsciêlcia as
tcllções clotrinantes Mesuro os
htrmilcle escravo. lìÌtão âcoÌdava nele outra alma..." "Cotl raìva atirat a se
,ifii-t", t"r"t c1o patriarcaclo qtìe lììiÌsciìr?Ì\a otltlora o
verdadeiro caráter
às pr-óprias cadeias que lbrjara e con que se tinlìa carregado, atirava se a
- -"--' rclações estão dc
cìestas filìitivâI-Ìlerltc qttcbraclos
elas c rrào tinìra lor'ça para as quebrâr." Vinha eÌ1tio trrr terìpo de pândega. bcnr col'tto
segtrcn-sc qrte as rclaçõcs pretlotrl itr ante s' "t "li:l"t::::
seguido de vários tlias dc arrependimento e de oração. "Serrhorl Tu vês! ..", clltre si' totnatll cacla vez lllals para
,,1" r"ìnçÁ.i nou"t qLre clas clissimLrlanì
sLrssul rava surdarncnle Ignácio.
Goïki rcgistra estas palavrâs de Bougrov: "Urr dia, cai em si, os opcritrios o seu senlitlo real. arttêtltico'
dc mlneira
NJ

acalnra-se e, de súbito a alma estremecida pettsa rcsignado: Senhor! [


Mas este scntido não é inletliatamentc cottscicnlc para a
elìtrar
adeouacla. l'a[a se Loll]ar uutlscìetlte' dcve
I encatnar'
possír,eì que todos os homens oLt quase todos lrabitem trcvas tão cegas que refletetrl a .eal
r como as tuas?" ..ìï.i"ìì.'"''."t ti",iìtitl.nçot'. claboraclas socialmcntc consiclcradas' as
natureza destas relações
()ra' nas contlições históricas
d "É muito estrat'tlto, nota Gorky saber que cste lrolllem que vive do as ideias que-.traduzenì a
trabalho dc algurs utillrares de honrens é capaz de dizcr que, na sua significaçOes dolÌ1inaìrtes são as Ícl.)l eselrtações' . o t"tl
opirião. cstc trabalho é inÍÌtile não leva a nacla." ü?"'"ti,ià, u"t*ucsìa Elas são' lorlârrto csttatrìras o ït',::''ll:" "
enraizamenlo tlas itlassa a c'rrtsa da irlaclecluação
tÌa collsclellçla -'ìr
A impotêrcia desta aspiração a adequação da consciôncia rpenas - iort:cièlrcilt
triìduz a inadcqLriLção objetiva das relações vitais reais do homem. psicoì,,3icrr...ìa ittrttterrticidrdc
clualqucr
l'sicologicarrente, cla é tluplantcnte condìcìonada' prinreiro. pela desna Vinos.ia que rìào c ttldil'ercnlc' betì peÌo cotrlrltrio' por
cle consciêucia: e cotr.r eÍèito'
Iuração dos senticlos quc criaratl as relaçõcs cle coisas às cluais cstá inaclequação Ja consciência c da lotttacla
clissinrLrla_sc a inaclecluaçào d. pr.ópria
vida. pois a c.nsciência
srrlrruetirlit a vida humana. enr seguida. peÌo sislcnra de signiÍìcações. pela ;;il;;i"
.l: O /)c.\ütalt i tÌ1uÌta (lo P s ì.t11 ì s tìl o
O Deseüt,(lti nk n! a do P s ìqI1ìs 1)ìo
I

lÀo é âpcnas uÌn "epifenôrneno" ou "unr Í'enômeno anexo": a consclêrctiì é As icléias qtre cxpritttem estns relações vcrdadcitas' as icléias do
tarnbern condição ncccssária da vìda. Isto explìca a aspiração ìrrevitáveì soci:tlislto cicntílico, quc ctiatn ulìÌa Íìova idcologia socirlista nas
a ciência
parâ superar esta inadequaçào. condições do capilalisur,.r. são o lcito de hotnells quc dotninanclo
estão ao ll.ìesmo tellìpo penctrados pela comptcensão do serltido do tlovi-
A aspiração à adequação cla consciência reveste, no Pólo do
trabalho, nas cot'tclições históricas consideradas, trua lornra particular, rncììl Lìpcrá1i,,.
O papel inpo antc das icléias do socìalismo cicntííico lbi
posto em
radicalnrente dilèrentes das foruas que podetnos observar no pólo do no
eviclência p"ìo t.o,:iu Marxista da penetlação da consciêrtcia.socialista
capital. Não cria nern a negação lleln o abandono da vida real, ncnl a perda airlda
rrovirncnto operário esponlâtteo Nós só quercuos aqLri sublìnlrar
ou a desnaluração do seu sentido para o homem; clia sim a ncgaçào s L)
uma vcz urì1 tÌos elententos l.rsicoìiigicos nais inportantes da
consciêrrcia
abandono das significações inadequadas. quc reftatân.ì lalsatllcutc a vicla tra os seutidos
nova colrelação que âpalece entre
consciôncia. Esta iìspirâção cria, pot otrlro laclo. Llm terrello psicoìógico ÍÌesta etapa i1a sua história: a
as ideias qLìe as ellcarÌlatrr dorâvallte' correlação quc
lÌrvorável à assirrilação de sigrrificações adequadas, de uma ideologia e as significações.
atìcquacla: crìa aqLrilo que sç rìanilestâ objctivarrentc por ulna atração pcla noton,o--, ,noir'a1r'ás e que corfere às signifioaçòes c às ideias unr papel
iilcologia sooial ista. pela consciência social ista cientifi ca prlticrtìrt tll I ida.
quc o
lsto dcvc-se a qlre. por um lado. o sentitlci das reìaçõcs ob.jetivas l.stâ uova corlelação é tal qtie a cotrscicrrlização dos sentidos
conlere às suas ações traços
r;xistentes não pocle aiuda t'ealizar-se dc tratreila adecluada Íìa collsclencla l'rolncln opera rro sistctr.ia destas significaçõcs'
psicológicos novos As ações hunlanas recobLent toda a
força e toda a
dos operários, c conservando aitrda a sua lornta de sentìdo incousciente. dc
iÌrslinto, por outro, nem por isso deixa de sc realizar na vida prática. na luta natr.rlalìdade do instilìto. conservanclo a racionalidade e a clareza dos fins
clu ativiclacle ìlunratra tlcseuvolvida'
cspontârrca, ra uirião prática, Ilos sclls colltalos. Sendo o senlido vcrdadeiro próprios
"ctrigtlrtr
das relações cxistenles, clc é e.fìtíente. Iìazão pcla qLral as tìi1ìculclades e as A stta lorça crcscenle ó para os icìeólogos burgueses um
fellôÍììcl'ìo cstá
contradições da corsciêlcia ïìão totrrarn a fornra de utlla rcvolta ilnpotelìte psicol(rgico". L-,les estão todavia couscientcs dc que este
iigodn ã pl.opngução das idéias cio socialisno cientifico'
o bastarrlc para
contra si rresma. de unì sentimetrto incficaz. tlas de uma revolta contra a
idcolog.ia tqrrc cscrar iza :ì côl\( iiìtcia e pot lllnJ l5piraçào I lllììil intensificar a stla luta colÌ1ra estas idcias
cornpressão e a uln saber autênticos. A revolia dos opcrários contra iìs Firì certas circunstâncias. esta força translìrma-se Íìrlaìnlcnte
numa Íbrça de ação histirrica. quc abole o domínio das
rclações de
gr-ilhctas da idcologia burgucsa e o seu Eosto por uma oolllpressã!)
Esta supressão prirlica
autêntica são sufìcicntemettte cottheciclos para qLle seja nccessairio dar' fr"iri"a",ì" priuaú e libcfia o tratralho do homen rlo trabalho
cxemplo. ãu.'r"tuç0".'a" proprieclailc privaria e csta libeftâção prátiotr
(Marx) do. próprio homem'
Do ponto de visla psicoiógico, 1ctÌÌos aqui no Íìtndo ull1iÌ novâ hun,unn'qrc con,lr.ìt"n, iì "rcintegração"
lrtinratla E
relação entre os con'ìpolleÌìtes prirrcipaìs dâ cstttltura ilìterl'ìa da c,rtrscitittcia conclrrzett'r ao lllcsllìo tclrpo à reintegração i1a consciência
inlerlìa da
quc nós ciistinguitttos, se betn quc isso seja ainda tlo quacìro i1a stta assirr clue se e1ètua a Passâgem a unla nova estruttx-a
cstr.Lrtula gcral anteliot. I'ista lelação exptinre se no novo papel quc as consciência.aunÌâllova"forrnação"daconsciência'àpassa{ctnì
signiÍìcaçòcs e as icleias adqLriridas clesempcnhau na Íbrça tnaiol cluc clas consciêtrcia do ltotrretn socialista'
trarrstòrmação psicológica çssencial é errtão a da
relação
porlcrn rrrìcluirir lefletindo as relaçõcs reais dc tnaneira adequada. A I
a sigtrificação Como
princìpal da consciência. a lclação crìlre o serìtido c
j
i
r
i
I
I
ffi.

do I's iq tt tsnlo
u5
O De sent' olv i nc nlrt

O DeseNotYimenlo Psiqtüstì1o
'lo
nas
rrão objetivado e não cotlcrclizado
nas significaçòes, pois urn sctlticlo
toda a relação do conteúclo' cste
último nào pode trlnst'ortnar-se
sem uÍìa
[ì'ìiil::: ;i ": tll' ::iï : ìl':'"ì':l]l t
i ] il' il: ï':'ii i:,ilï' :ï' ]:il
rrrodillcaÇàodc.rc'doi.elelìÌClìlÔ5qll(Úcolnpocln'Nlocolròttcia.esta existe ainda totalmente
r'ìão Pat
a cultrtra clo trabalho' cluc
r' duas conlPollclrte\'
Lrltitna tlào c idérrrica para ü';;-;"; ;tJ''t.tiluçao tloqt'ilu a que se chatna
n pïíticn cn"sect'tir'o' â aboìição da
irrteÌccluaì .-^-:.^.1a .^ â,,ôr.â ao hornen de
'p,-r'basc t
A sua '"to'no constitui nele o aspecto
lnalÌli(\rir-:( 'l-( "' rv
p-p,i.a"a" J .,.:_:l:::.:"ji
I senÌroo rl j:Jnlì:'ï;,,l.'Jï":"i: ;:li: lÏ,:: LJ tlltllì(lu da' 'iglrilìcaçr'cs
*- aìi.." " ie o bi ; " a1i;it ;ï'" lh,,ï;,, i",1Ì;" u' ÏJïÍ,i',
do
atìr idrde. isto é.
contcúdo objetivo, a sua nau-toi'ì"idência
e a sua contradição são
"* I

expcrièrrcia praricrt lrtttnatta ':l'ì:ií..:: ',ìq'u.rï "lï i


: ,nou it",,"-.c cto'ararrre
por otltro
""'t "tutïtoo"rurio sociaìis1a tal corÌo o opcrárìo da crrlpresa câpitalista
telÌ] realtllentc o sentido de Ë; ";'
i ;;. ^':;.': :::i:1"ì:':i:'"ïïïï'Iif : ;":ï,""iìï'J,:
nìuito il11('lìsalnclì[e.

icce, íla etc Mas para "i" o '"u-t'ut'uiboo produto objetivo do trabalho Lrutêtrtico se aPresenta a oollsc
pu'o e
lecelagenr. t'iação etc "t""n ".to'ìuo
porqtlc clc rtìo Para os ;';;;;ì;'.'ì:,1;;;l :.: l:l'',ïli:i:" ìïi'':lìì::.: :ï;:'ï"',ì,n,,o,
o i u
lìão são estranhos tlnl ao otrtro A estlrÌtlìríì llìTcrra
por estâ rìova relâção crìtrc senlido
^trabalha e
.ìn'rr"ã"*'. ììlJ\ fal elc prta a '11 çllssr' faríì
ir soLIcoaoc ;;;"'
"t'" "; tm troca do serr lrabalho;
;;";;;iu''o"iuti't '"""t" u'tt saláiiosignifieaçào dc salário' tlas il:llh, ;Ëit;:''t*m:r :ïï::ï:"' i' ;:ïlï:
à sLrc fitsào15;
Ptlrâ T :ì :*
tttltu e slllìPlc
tanrbém pala els o trabalho tem' onn"nto
i
p"'o eie ãc rellizur utna plnc do' dc como cÌut:
r)ala esl.' últitlto rtào t t""itt ""t' "'"io
ootnplcr.a< tt.nra |ara
pc',s''ral o 'crrtido do tlesenvolvida cle passagens '"lit'-ï^ l1O
l'.';; ;
Hìl''ì:";:;i;ta., '".int os seus motivos
';"'Lorììrrrnô Lllna rotação do plarro rJos '"ntijt"'
qut lbolc o tettottleno,dc.tlesintegração
sãro tlovos lìumâniì iìpresenta tÌlì1â cslrutllriì
polqtle
trabalho niodiÍìca-se tla conscìôtrcia Agota' a corlsciôrrcia
uma atitude rrova lace ao
A nova motivaçàn ao t'luiuttto é tanrbér.n irtlcgr adl iaìacl(r17l r-:r r er.l.dci
.

'ìa c"ll-'iclÌ(iiì
p,ob r"',,ì
oDcraÇl-rL'5
o,
"-
o?:
ploLltlti\
"
iìs l*:
L
:,llj;:ï"oij'llïi]1,^1" n'::i:"Ï.:
lì(ltlalì
Í,1:
-iËnilriaçò.- cLJrr'rclrs
| \l' ('I,ìelcriclicl L-llrltllìiÌl
tâ$el'ìtc /).!i.rolírg ícutttcttle'Ì
t,sta qucsfão tclì] razão enl se pôr na medida
outras' pela relação que a liga

:iì.'::;'tJ do riahallro c o totrìrtrtt.' 'la' crÌ que a cotrsciência "toni"itOo
^ '."'i'r'' '" ""*"i*')"' "ttire quc enr si não é
icleológico'
il cctlnhecinrentosquecomclassetcletcìot]an.ì'Estassigrrilìcaçõescol]cretas cot.tsciôtrcia sociaì' ao ttu
I ati*unl Ot set esttanhas'ao senticlo do ttt'n estutìo psicológico ,O., -1.']'ì::unt"nto' a
Oot
t; conhccimentos. 'al'e'-fatc' nâturahìrerlte objeto de loJa\ia
-trabalho. O seu cloïttitrio uão Ó apeuas 1. conclllio O" :-1it't ou'casos a
se se
ì L'\cnìpt,\. tt;., s dq rnodr'algrtttt ettt si urir ''hjeto P\icLilú!icÚ'-:
a corrdição cle lLtcto: nos
dois 'i"1"," ao irìstLumerlto c ao
]f
considera o empresátio capitalista :ilrH a'r atii iiade irrteÌcctual ligada
{ nacla tem cle cotnun conr a essêtlcia da
t"*'"*"ììto-t"'" indirbitavehncrrte ttttr
cotrtcítdo
cortclição cic obtenção tl" r."tultodu âparcccrll ao nroccsso de dotntnìo do
;;;";;" " ..lu""u' 1rtlkrs Estiìs
sìgnilìcaçõcs coììoretas
tonttíau prilprio' coutl contlìçàtl
tle Ltnra ilïÏ,Ë ;.talGü'd"
lìlâneiÌa que 1..:ïl
ll :
^:: i :i:'Sru :" :llï,llïìlï;':ïï^;
Ir"',"t",,, ,to sua realidac[" "u 'ert tl't" o scile de niza-a de
t',"r.. nrocltttiviclade Act rraìallto Conrpreendc-se.. conslitueln se lransfoLnran ou
gtíÌttr:le ttcsrrts (nrÌ(liLòcs' seiam elas extcrtort :s, práticas
:l]'ìì'..ï;ìì.;ì;;i ìiì po"it''1"'"'""'t cll-.consciência do
As dilèrentes açties uoiìilìcatn-sc
É nnra conclição irt''fitp""tìì"f i eroltrçio interiotes.teór'icas'a'uoo.ontit"nt"çincliaocicscnvolvitììentodoslìelos
çonl e[cito rcaìizar-se ps icologicameutc
houtctrt novo: o senticlo nnut"i"'"

1" --,...----""*'wç.*-**-----*-'--- -
. Gã
O l)!tiL nroÌ\,ìnt tola P:iqtì;]tÌa
0 t),tr /\.1)tt) nt', J,' t)\ryuì!t11,'

às suas dilerctltes
Intercssada ctr reiluzir a lace psicológica clo lronretr
clas significações' tras qtliÌrs
dc ação. clas operações e' por conseqüôtroia^ o apticlões c propr;edâdes. ela tendc a condrizir as suas
investigrçòes rto
cstas ações se cristalizatn pala a consciência
Por fim' colÌìo nlostranì seguc Por este
sentido oposto ao qlìe o Processo real da sua tratlsfornração
."ììor'l p"tq"it"t experìnreniais âttrais' âs próprias iìnções
elernentârcs é o deÌctmitlante'
íãto, irÌvertc todos os clemcntos: para eìa, ci cleternrinado
exetnpio bâstará: os
rluclarl segundo âs operaçõcs qtte realizam: utn só n aonr"qten"iu é a oausa Acaba nesmo por encotllral os
tlotivos da
enr lunção
lirrìalcs clas sensações são srtscctívcis de variações sensíveis' ativictai:lc humalla nos sentinlelltos sLrb.ietivos' llos sclìtìlÌlertos
ç sllìoçôcs
de scnsìbilidade c cla
tlo papcl que desenlpenha rra atividade da 1òrr'na clo ilìtelesse or.r do <lcsejo. Prossegttindo a sua anáìisc
nesta direção' acaba
c.lra rrcsta ativi6acie a operação setrsotial cortcspoudetrte
n,,",'"ii".oì',.,n por encontrar a lolìtc cleste sentinrenlos nas clìloções e desejos
inalos do
E csla rlcpendêrìcia estritalììc!Ìtc obictiva cntre os processos
dos hotlletrs ironrem, isto c, rras pâl'ticuìaridatlcs dos sctts iustintos'
oarsiais e a cstlulura gloLral cla atìviclacle e da consciôncia s A via aberia pela anátisc ltistórica nostra' pelo contrâ'io' qtte as
dn 5113 vids -'' tltrc relaçòes teris
i.i.tìtrì'r"a. p,--ìa, coìrdiç.'e-s histtiricas concrctâs prop.ildo.:l", do psiqiisnlo I'tuurano são cletertnitladas pclas
pr-opriedades e forças
cxplica psicologicar'ÌÌclrte a translorn'ìação das I tlorl' ão lton,",u c,t,,r o n,,,ndo1 as lclaçilcs qLre clcpencìenl
clas rclações históriças
lltttttltla.. llali5l(ìlììllìç;i( (lllc sc frodtl/ sob tìS Iì()\\(')-\ 'rllttrr.c.triade ver a cla sua vicla. Sãô estas rclações quc cria'. as palticrrlaridades
nào dciral
ì:ì."'p.ì." Logl.. clo honreln Não se pocle por eremplo "úl"ii""t
cstrutulais da consciônoia hunlana' c quc pot ela são
rcfletida-s Assim sc
a sua verdadeita
,"1,*1" i","tt" elìtrc o fato dos horrrcns clescobrirem caractcriza o psiquisrno hutrano lla sua vcrcladeira
essêtlcia sociaÌ
a lolura das coicrls qttt' a
comuricladc. cotrluniclade que não irltela doÏavallte Clonìo o nosso fil'll não é cstudar história cotrcreta do
sentilnenÍos otltroliÌ
alìtavatn as suas rclações tl'tiltttas e' o Í-âto dos vcrdaclei- cleser v o lv itncnto do psitltlislno hltnano'
linr itar- nos-ell.ìos a uma er po'içìo
.l{)millarìtes daletl lugar cada vez lÌiÌis â otltros sel'ìtimentos
nlulro t,r"u" d"s ,,ias "fbrmações" hisr(rrìcas mais gerais
Aliás este
vista ìtn.lávcl ntr
ratnettte htltnatltls.
tarnbérl distirlguir ,;;;;th"J" basta pâra provar que o cÌuc parece à prirreita
Distinguir os setlticÌos c os lllotivos é scmpre ììã"r"llr. pu.ro,1" lato tls un'ìa etapâ traflsitória tro scìo clo sert
qLlc tclll por lnoli\Ô ii "uo
runra Votrtade. scntìmel]tos. O atcl cle corâgclr tlesenvc,lvimcrtohislórico.lvíostra'Ì:)oÌottttolado'c1ucsócotla
tl" ]ir";rri"g*çao' da consôiência hutnana quc illlervétl cott.t a rcolgrnìz-açào
sujeição cÌe outro iìonìetn. a trstrlpação clo "]
be
"ittÌ']::li.-']-.1t::::T.l]:l
iïiì"ìiììr"-'".ni tcm qualidaclcs psicoìógicas bastante difc'erìte::1i.:.i:'1l:ì radical cia sociecÌade é qtlc colÌÌcça tl scl clcsetrvolvitncnlo
reâllìlen1c livre e
"rcrd'\lu'q t tt'nt ajucla para a cattsa cotlltttn lì11
corajoso ctt.jo nlotivo Ó contribttil "ìun . ì-- .,^.,ì:-^.r,, nr. complcto.
rcalizada. trns
t"ïïu"ì'ì"1," i'ì"*',ç^ p'itotógica entre ttrntr làçanha (portanto' tro (tnicir Nâ1tllâlmeììte. iÌ lìovlÌ cslrtlttlrâ psicolóeica da cotlsciônciil trão
:;;;i;;"t ;. ,'",a vida c.ntraditãria no seu corr'ittrrlo apalcce in stârltancatr cn lc ìtlgo apits a trausformação
das condiçõcs de
quanclo a.pe'sonaÌidade do ltot'nenr setl luta' fora do
;;;ì,i;;; n".t.,a) c a tre st.a Íàçarrha só rlcslas vida. flla não lìasce 1-ro. .t nt"'"tu' espolÌ1alÌcanlclìte'
," ctn totla a stta uuidatlc c totalidaclc l'Ìaturlis: prol.rro,:l" eclttoação clos houretls, c dâ pel'ìc1ração cla sua
consciêtlcia peìa
"tprint"con cfeittl. e qLtc a lbrça nrotal c a bcleza intcrior tlo gestir
a

:
iìeulogia socialista Pelo cotttrário. a tìrrnração ativa das tlovas qualicìadcs
"on.fìçocr. stta coustitLtìção'
po<1cur se rrranil'estar p le rl iÌ lÌ'Ì e Iìt e psicolÀgicas ó cotrcliçno ìnclispcns/rvel c1a

Uuta ;lsicologia qtte ignorasse qrte as parlictrlariclades


I do
A trretanrotlòsc tla consciôttcia não toca inlcdiâtatlretllc toclos da
os
I
gcral i1a cotrsciôncia. ele PróPritr ao nlttnclo
f psicluistr.to humano cleperlclerrt clo caráter aspectos tla vicla. totlas as ligaçõcs do honlcnl Quanclo I
pelas oorldições cla vida rcal do hottletrl.
acabarìli na
cLrnscìêtrcia' a tcitliciaclc rìão aPiÌrecelr cle sírhito
sLra
F
i ,l.t.rn,ino,lo irtït""ir" ^p^tiçe. c1a
dos traços Psicológicos
r
irt r ilrwcltrrctlte poI ncgal a rratureza históticlt
i
i
i
I
iÈ i 1
-
ffi'-'

O L)est n|ol.,,ì kìeììI a Io P s ìtt u ìstì1a


O l)rtenrolrtncnlo Llt ) P\iqìL$nto

da históriu do
rlo prirrcípio' uma gratlde parte da lìste cstuclo não telìl. pofianto a p!etcllsão dc ser um restttno
totaìiclacle sob tttlla ilttmiuação l'lova: psiquisuro: elc rcplescnta alllcs tll.Ìl aparlhado da tcot ia cìo descnvolvitlento
pofque as significaçõcs, as
;:;ì;;; g"n,ao " sua ilurninação anter.ior autorratioamctlte ' desdc que tlo psiquisno; mais exataÍììente. propôs-sc estudar o pr'óprio
princípio da
;;;;;.;o"t e as ideias não sc nrodilìcam concepção histórica clo psiqu isnro
objet]]a.s O"O"*
percleratrr o setr 1c[terìo tras cortdiçõcs 11^-"1L".,-U]*
apiis una luta Quais são as conolusircs gcrâis a
que clleganros?
c nrttitas vezes só
colìserval a sua tbrça ttlttto pt"tuttttitos aos olhos dos À .un""pçãn nadicional clo psiquisl.no clistinguc dois tipos dc
q,,"'clasa"abot''' por percler o scu prestígio lènônlcnos c llroccssos
;.;;;;.; tènôr'reno c clc processos. Os ptitrleiros são os
os cotrccil0s' 'ts
Ìrornens.
cotrsciètìcia nì{ì,conslitui dc irtteriorcs, qtlc eÌlcotìÌralìÌos ctl ir(ls: as ìmagetls scnsíl'cis'
Por outro lado' a "reitltegrlrçìo cll seÌrsações e tatr.tbénl os Processos do pettsanlento' da imaginação' da
a coineiclôtlcìa' i sirnples l'ttsão'
na
-Ì'odos cÌcs
modo algtttll. cotro vitttos " p""'ìgtut d: cotrscietr- neuorização voìì.lllt1ìria ctc. PcrtellcenÌ ao donlínio cltl
trabalho ìnterl:.i
.",,*là"-"ì"' a" sistctna das 'ìgnit'i""çt'"t O. priquirnlu. l1ì o sett conjLttllo qtrc cr)rlstìlui o Íãnoso cct14íto
de l)escârtes
srrbjetiras pcsso:tis ctrtn I r.eaìicladc'
tizaÇão e dc ob.ictivação cìas lclaçòcs rìiìo t(
::e"ì, eu etltenclo tLtdo o que sc passiì crn ntis de lal mancira
fur""* p,,rya-
,u' cìtr' tig'rificaçòt' cl;rìrorucìrr' 5o'iirlrÌÌcrìÌc por issn qtte tlãtr
oí,.t-,"'.'.ì. 'i.,tì't" qu" ná:i o pcr..bc,,ro, inrediataneute pot llós tnestnos; é
,i.t-,ru nt"noa cotllplcxo ou "tttto'
tctlso VetiÌìc'r-s.. sitrt como-que tttll coisa aclt'ri
ttnrr estcta de--rclações nars lo"'r,,ì i q,,.r.-r. intogi,'"' rlras lârìrbcm sentir' é a nresnra
;ï;i;.;;,;;ì,, ;"'i" oot.'"ttto ìnrer ior lìrrir qttc o honretn dcve totrttt' (ll
",
le pclì.J l'.'".
variadas. trrais profundas e tllais stttis Os otltros fenôtnctlos c processos são os que
colltlarlalììelìtc aos
nlatlcita nelas
cousciência para si. pata "se cllcolltrar" tlc certa plirncilos. constituctrì o l.tttttldo rrratcria] exlet iot' São a tealidade cotlcreta
c
I)sicologicatllcnlcacotrsciênciahtlnratladesenvolve-se.poftal'Ìto.
t','tt'tt ìr;tt li' rtllrti l'rd'' - que cir"u,,da o ltoltlcnl. o prirprio corpo clestc' os tìnômenos Plocessos
il. \rl:r' lììÌlJalìçl\ I I i I \ ' l1r rl 'lclitllt:tttt(ttltì 'l
(
ì
I i I Ii I ì
'
I

çucictladc hrtlrlanlt' lrsiológicos cluc se realizan neìc'


tt tlLtttlt Na lrtrota o clonlinio do l'ísiso' o trlrttldo
o,," ai'oclì o scLì ltig't'l
da
^cll inìcial: sti tr Llstc conitttlto constittli
^,rr"rì.""a ctapas cla srta fornlação
a cotrsciência passa pelas clìlerlentcs
cìa ciiuisau cìo tlabalho'. cÌa ttoca c das "cxtensãro".
e processos' de que
c{esenvolv ìmento ultclior
'.

"'ciaÌ Nesta ótica. opõen'ì-se dois tipos de fenônrcnos


.:

lìrrtnas clc propriedade acarrcta


uln clcsctrvtl lv ìtn euto .da stra eslrtttuta l-ìm que estes sc distinguem
só os pritrreiros relevatn do esruclo psicoìtigico
It colÌtraditória: depois' chcga trtrr
,;i.;;. ì;r;^,,à,,-a. por'érr' lirritada e cluc cria ulna nova consciêncìa clo
dos tèuôtreuos e processos físicos? A d-i1èrcnça está na
telìrpo llovo. o tcmpo (lc "n'ut '"tn"Ott' perspcctivas do scLt .uo,,otrr"tu ptlramenle subieLiva' istíl e' no tàto dcles não erislitenr for
"rp."itt"ot,.,"n,"
ìr",li"t" 'qi".f" nos e difiçil irrraginar as itrensas u.rin, ,:llt.r. serìão cnqLrâlìto daclos do vivido irrterior' inediato'
clo sLr'ieito c
{ tlcsabt ochar fìtLtro l1ão tcreìì orttra existêrrcia; corì] ct'cìto'
qttalquet otttta forma de existôncia
signitìoaria qtte eìes existctn tto munclo 1'ísico'
nunt mundo da extctlsão c
* Iìno ll,-r do Il( tì 5ll lìì f l) to.
sela que
l l.)ma concepção clo psiquismo que paíe dcsta distjnção'
iìId terrÌrìnar
IPara rçrrrrrrr('r esta
! breve exposição' resta-ììos ,ti*1, 11ï:']l]"t íìcha ìrrcv ilavc lrrrerrte à psicologia o livro da
e.lïqïlïli]. lìgura ric estiìo r;"
à aì'otdrgertt u" ot"l:'n': "ìrtp."gu".
conclusões tc(rricas concerrìcrÌtes
iÌté aqui lìão esgotaììl
PoÍ certo. os problctnas quc :tbordanlos , -.--.:.,,,;-,,
do processo de deselvolvimenlo psíc1uìco ÌllilosaPh ll:'tl Vrin l967) p 56
c\llì o cssencial
lÌì t) tlo conteítclo " Iì Dcsoarlcs: I'at; l'rìntipes tlt !(1
:

,i
i rl
EA
(.) I)escü\,olIitì1anta do I't rcl u ís tt tt t

U Lt!:cn\ t)lrt trttl"J ' /'trq'tiittt''

ideal; não deixa cle ser' [Ìel]os ulll processo realizalldo a vida lcal cle uÌn
sctl a qual a psicologia' cono dissc
aliviclade pr'ática e sensivel clo houretl' srúeito leal e não se torna "puratnente" espiritüal' oposta
verdadeiratrente rica dc conteúdo'
t"t:..'ìi.inìro" ter utrr ciência rcal e íìnclamcntalrrcnte à ativitlade e\terior, irncdiâtamente ptática Elisir cotno
Cottstiltti sua [':asc
lìxiste tlrna outra collccpçào do psiqLrisrlro o faz a psicologia idealista tradicional. esta oPosição cnr absolttto' traduz
Íìlosóficaaleoriadoreflexo'.l.atttbcmelaseapóilrlurnedistirrçãoinicial. iclcologicamentc â scParação quc de íalo sc criou. no decttrso do
cm clrte vivc
corcreta
tì"ti" t"terial cla vida e a realidade objetivade deselvolvitrento tla socieclacle. el'ltre traballìo intelcctLlal c trabalho
"'ììï" " interação materiaì
;;;.'*;i;, rsto é, segundo utna lotma paíicular rnanual. Esta separíìção tettl na realidade rttn carátcr tão potlco absoluto'
não se opõ€ ao tnundo'
Dito por outras palavtas' nesta óticâ' o sujeito Ìigados um atr
1ão lr'ansitirrio cotlo as rcìações ccotrôt'nìcas que a engencltanl
""u" de Fichtel pelo contrárìo' estão originalrnente A seguuda concepção do psiqLlisrro lr:icitiÌ. portalllo' a oposiçào e
"o*o'o o sujeito ao obieto
;;;;,; t;; uì,lu' u 'uu alividacle vital ligam realmente simplesmentc
â scparâção clualista cntre a atividade itrtcrior 1córica e a atividailc exterior
prátìca. Alónr disso. exigc urla nílida distirrção eutrc o reflero
traduzem
as passagens nútuas qttc' na otigenr'
se
"i"ir"'ta"
trocâ dc strbstãttcias' proprialììentc clito cttttto itrragetll cla rcalidade (apareça cle sob quc fbrrla
t'"'"ï";;
ncla
da vicla do sujeito rraterial
;;ì;o ,t't'"t a" tlcsenvolvimento
quc ret'leteln iìs i'or-- sob forua de sclìsaçõcs' de conceitos ctc ) e os processos dc
lrnor"."t,., ìt"a"rsariatnentc lenônlenos especí1ìcos ligações' isto quer atividailc proprianrcnte dita. irrclttsive de alividade ìrrterior'
:Ï:;;;;":';; ,""iiã"a" objctiva nas sttas relações. e Rccusando csta rüptura e esla collflìsão recusalììos ao fiÌesmo
sua nalerialii:larlc E a .o..a psíq.ica tlo
:ï;Ï;;"ì:ilil;*"tú"d. 'a lempo â conocpção iclealista tlo psiquismo que as cxprime Tornrt-sc assitn
reflexo. ,. possível superar a collcepçào de Lrtl psicluismo como essência cotn
CorrsideratlonosiStcl,ììatlasrelaçõeseligaçõesdanraÌeriaclcl
p'lrlicular dc\lil çxistência própria, o quc lhe pcrmitia elrÌÌar na cornposição clos proccssos
nr.,nr i{, \rricito. o reílero p'lqrlì(o Iìà\' pilJ-a Je Ìllìì csliìdrì rraleriais. interagir co't, elcs, conter qttalquet coisa etc Devemos ilìsistil
si:rcrìra relaçÓe' e
lìl;'ï";.';'|ì;;;,',t," ..1" "., cctcÌ'to cotr''idcríìllô rÌo reflexo 'ìas psíquico éa ncste potìto pois o pr'óplio tnoclo dc exptcssão dos conceitos e das rclaçõcs
o
ligaçõcs clo suieito com o tnttntlo citcttndante' psicoltigioas a qtrc astalìlos habituados. traz em si a marca desta conccpçdo
-Assinr,
irlagetn deste uundo crrar:la. por exetrrpÌo^ qttando dissertlos o que é habitual' quc "aìgo
o refleticlo. qria o rel'lexo' cr
{ Assitn' existe ulll Processo real no qual sc passiÌ uiì Irossa consciência, cÌevctntls veÍ nislo âperÌas o plcço
incl'ilável
e transpoúado" no. icleall) liste
ti id""l (.;;r;,;; u ""p'"ttão de Marx "ele rla tradição lineiiislica
cla vida cìo suieito F'xprin.rc
1l
nloccsso é pt-ecisametlte o processo rnatcrial Na nossa coìlcePção. a história rcal do desenvolvirrrctlto do
$
:";;;t;;;t'Ja uti' ìctadt que o ligam ao.rundo ooi"t],uo psiquisrlo não é a hislória tlo dese trvo lv itn el'ìto do "desdobrarnento" da
'ua
{ Ildevidoaofatodaativiiladccriruurrrelopráticocntreosujeitoc vida. inicialntcnte lì11zì; cste dcsclobramento cÌeLt origem ao psiqttisrtro
o rnLtudo circundatlte aginclo sobte
elc' e se subtneler às suas propriedades p|irnitivo do atlitnal e cncolltra a sua plctra cxp'essão na l'icia conscietltc clo
I
objetivas, que aparccenl rr''' sttieito
os lenômenos ,qLle cotìstituclÌt tÌllì hon.Ìelìì. ìlsta história ó. conto virnos, o fcllexo da histciria tla evolirção
da
Na rneclicla l:lÌì qtìe a atividatlc
i lcÍlcxo do nluudo. cada vez n''oi' utl"quudo própria licla c obedccc às sLtas lcis gerais: rro cst/rgio do clesctlvolr,itnenÌo
e.os collÌPoÌ1a de ccrtiÌ
c mctiilttizacl4 por estes Ictronrenos paíiculares i,lniOgi.o obcclccc às Icis da cvolução bioliigica' nas etapas do :

elr lottra-ce Ìrrna ali\ idade rttcttlaìizada Llcsenvolvintento histórica às leis sóc io-h ìst(irìcas I
'rr,,il;;;í+
Ntrììrâ etapa relativarr.rente tiudia
cla evolLtção O^
liUl ",1t11;11;1;
isto ó' fevestil'a tbrna cle ulra altvl{ladc ìììlerrt'1
potle sct ittlcriorizada.
t52 O Desenl)olvimenlo do Psiquísnto

Pensamos que esta concepção histórica pode


fazer.da psicologia
não s" ,"put" dos grandes problemas da vida' antes ajude
u*u
"ien"iu
lu" nova' a de um homem
u".dud"i.ut r"nt" a resolvê-los, a coistruir uma vida
de todas as suas
iiberto até ao desenvolvimento completo e harmonioso
aptidões e propriedades.

a "nÉlrilR.Úrm"
HISf,óR'ICA
NO ESTTil)O
DO PsrQrnsllo Irìu[raNO
t) l.)'.,t'r\ l\ tnt.nt , I I'st'1t,tttn '

1. As teoriãs n:lturâlistâs cnì Psicologia humana

qtre
Í1o-jc cilar'-se-iam corn diliculclade investigações psicoìcigicas
qtlc a
não tenha;ll erìÌ cotlta. clc tttna trratlcira ou outra' o 1ì1o cÌe
'sensíveis às concliçõcs
../conscicncia e o co llÌ porliÌ llì ento humanos
sào
tllrtdatlç:rs'
históricas c sociais c clue cles se modificltlem oonì âs sLlas
Mestno os csttldos ctxsagt ados a questõcs PtlÍan'ìelllc
psicoÍìsiológicas sito obrigaclos a levar orr consiclcração a ìu1ìrrência dos
pelo expet int errtadot dos
ìatores sociais instrução verbal- aprecìação
resLrltados obliclos pclo suicito tla expetiôtrcia etc O cstudo cla dcternri
nação do psitluisnio pelas corldiçtìes sociais collstitui tttcstno a
tarcl'a
sobre o
esscncial ilc celtos tanos cla psicologia É o caso clas invcstigaçôcs
clesenvolvintcnto histórico clo psiqtlisrlro l'tutllano e sobre o
dcsenvolvi-
nìel'ìto do psiclttisnro da criauqa: o nìeslììo se vcllllca
para a pslctì-
ú os ittrlivitÌrtos- a
peclagogia. a psicologia cia linguagctn c das relações enlre
\.
r psicologia da Personalidade
I
' i imiortância lcórica gcral do problcma do deteruinisuro social
,l coisa ó a nlatrcjra
clo psiquismo e tatrbem absolutanlente evidente' Outra
que Ihc é atribuida
,:l" ,"r.tlu". estc ptoblema e a imponância de princípio
í nas dilìr'entcs correutes iìa psicoiogia cientiÍica As diÍelcnças de opinião
i sãÒ corn e1èito cxtrel]ì afil cnte grancles e traduzellì-se clÌl colÌ[lrìl]liìçòr's 3

Parl iì Jc ìitì-rçòL'- lcori(a'


I
t.6 O I )esentnlyìntet*t do Psiqtlìst1k) O l]lttt*th ìn*nto lo PsÌrntÌ:rto

lJrna dcssas posiçõcs exprinre â linha teórioa derivada do aprendizagerr lrumana faz intcrvil tàtores partìcLrlares. corto lt "vontaclc de
e voìucionisr'ÌÌo positivista de Spencer-'r'. cujas idéias tiverarrr influôncia iÌprerìoer J
dirclil rì,,1iÌ\cl -obrr ,r p-ie,'1,'Si.r l)r.rgrììiÌliciÌ irrncricrIrì f\liì c( rì(cp\ì,r Na maioria das vezes. para os invcstigadores. o principal làlol cluc
paúe do pl incípio de qrìe o lÌi)uÌerrr. difèrcnterrrente clos animais, não vive "hunraniz:f' o colìlpoltanÌelìto é corrsliluíclo pelâ pâlavra. A adiçãÒ âo
apcras lLÌm rneio exc lus ivarÌl cntc l'tatural, lr'Ìas nunl nlcio iguallì1eute eslágio do lronrern, cla pâlâvra (e, por corscqiìênciiì. dos sistctttas ctÌerior
''supra orgânico". isto é. social: scnlc-llìc coustailtcÌ'Ì'ìcntc os e[eitos e é
e inlerior de comportamento verbal) é considcrado como satìslatórìa clas
coagido a adaptar-sc: admilc-sc. por isso, quc as lcis c os rlecanisrlos de aptidòcs especitÌcârnente l'rumanas: a apticlão para distingttir os íìns, para
aquisição da expcriôncia individuaÌ uão se lìlodifìcam lìnclamentalnente planificar as ações. pÍrra govcl'lìâÌ os n.Ìovimentos. E veldadc, cor'ìlo cot.ìl
qLranclo da llassagelì'ì ao holr.ìcr'ìì. Illcs conrplicanr-sc apcnas. daclo o bastnnte .jrrstiça lcmbrou L Nulinu', que desde a aurota das idéias do
aparecimento dc làtorcs novos como a linguagcrn a as diversâs instituiçires behaviorisrno 'fhorndik sc preciìverâ colllra a adj nção necânjca da
sociais. Por conscqiiôncil, piìrÌ cslLldar o honrerr, convém colservar lodas palavra ao colÌlpoÍanl(]rìto arìiiral para explìcar as particLllaridadcs
as roções 1ìrncianrentais relativas à evolução biológica: o cor'ìccito dc espccificiÌDlente humanas. (J hornenr. cscrcvia ele na sua prinleirl
âdâptação ao nrcio c dc sobrcvivôucia, o coÌÌccito da integração e tìe r'ìÌonograÍìa. lìão é url arimal nuuido de paìavra tal cotro o eÌelantc não é
clìlèr'cnciação tlos rirgãos e dâs suas firnções e o das cluas f'ornas clc riÍìla vaca mrrnida de trontba. lsso não o inìPediLI. lodavia. de alìrnar que o
expcliência hereclitária (específica) e indiviclual. Numa palavra, a homenr se caraclcriza pelo aperlèiçoame lìto das iìptidõcs psiclttiulls tlLIe
passagen.ì clo animaì ao lìomern provoca silì'ìplesÍncrÌtc Lrnìa cornplexidade possui -jii o aninral c cluc a evolLrçào do cornportamerrto çollsiste sr:nlllrc
quantitativa dos proccssos dc adaptação tanlo específicâ corno individuzrl. "uunra conrplicaçào qLìantitâtìva do processo de ligaçào instattrado entre a
Assim, a maioria dos investigaclores que proÍèssam esta tese apóia-sc situação e â rcâção de respostâ. pr(Ìccsso qtte se el'ìcol'ìtra elll todos os
habitualmente e seuì reselvas nos dados clas experiências praticadas por vertebrados e lnssnlo os auiniais ìnlèriolcs. da lanpreia ao honretr" "r .
aninrais: por exenplo. tratat dos nccanjsmos de aquisição da cxpcriôncia Esla dérnalchc, não slÌpi:Ía o quâdro do problema da adaptação do
indiviclual no honern (aprerdizagerr ìcarning. Os pontos de vista dos orgarismo ao rreiil- Ììlaììtón'ì-sc tto eslrangciro nurr glandc nÍltnero de
autorcs divcrgcm cvidcntcrìlcntc urÌr pouco sotrrc a inrportânciâ dcstes trabalìros coÌìlclì'ìporârìeos, lresn.ìo Ìlara tln.ì probletlra tão espccificatretlle
i dados. nras cslas dilèrclças nâo iìletâm â essôncia desta concepção. Assinr. hurnano colno o da pcrsonalidadc. A pcrsonalidadc hurrratla é neìes
t se ccrtos:rutores aÍlrrnaìÌ ciìtcgoricarììerìte tlue a aqirisição cla erperiénciJ consiclerada como Llrl organisÍÌto. c(lrrro o Produlo da irttegração cìe todos
t individual é iclêntica no alirnal e no homenr "lì. R. CìLrthrie)5Í, outros vêcrìì os alos de âdaptação ao treio l'ísico c sobreludo ao meìo social. colllo o
t
a especificiciade da aplendizagenr humana rrit lato dcla podcr rcalizar-sc no prodLrto de ligaçõcs "ìntercouelativas" que corìstituen rrn sistenla globaì
{
plano da palavra (F. Skinner5e: erÌÌ certos casos. adrrite-se em rigor quc I que se ibrrna na ìì.rta pela sobrevivôt'tcia. lìtn resutno, esta corcepção da
t,

"" IÌcsurrlo clos rcccnlcs 1raÌralhos anrcrrcanos soh|e os problcnas do cnsino (cl. Il. R.
x

"'Cl lÌ.Spcfccr: ìilclÌcntos clc basc. 1861: Os fltndúü?t1tos tLt psÌtologiu, L\9E llilgarcl. /ioIrrr r/0 rrl?r//ro. No!a ì,rrquc. l9,llÌ) t- l'. lhoqrc. Ní SchnìuÌÌer: 7.'í)r'l.rr-
"1. Ìr 'l'hcÌpc. A. M. Schmullcr: /eôn.t\ tt,ntc,tt,orL)n,,t, 'lo
apr.nJì-,u,nt Nova IorqLÌc. t otllp.tt atìtLts tlo tn:tìtto. No\ iÌ I{)rrlLtc. ì9'15. ^. ,l/rt;ttta1 .t( psì(ologii
S S Slclcns:
t954 i,.yrcrirrrntal. Norr Ìoftluc. l9-15.
"Ìi ìÌ ( irÌhric: ,'í pr icctlogìtt tlo en.tìno.Nova Iorque. 1953. ',1L r.-ultirr: 'lot.t:/1, i\ìta ?./tt1,.us\r) l.(ì\ ainiL 1!)51.
''lt. Skiun"r, () totltp(r't(tnÌet1ta tetúal. Nova lorquc. 1957 ": ll.'1'1ìorn,iikc O ensino no honen. MoscoLr. I9-15 (cnì 1íÌrgu1ì r'ussa)
t) l\\t n\,,1|tt 'nì" lrr I'r./trtittt'r
O l)tsetì\nl\,ittìcnla lí) l)\tquisrìt()

2. A corrcnte sociológica ern psicologia


lì IIììllìil'l:r llc5l<' lcllìr"5: ;r 1"i"'lt":irr 'ìl
1rçr'-,'rr.rli,l.r,l' 1ro'lt '<t
O"rr..,,r,,ii,rn.t. tenr pol
tlbleto tlc cslucìo o otgattistllo htinlano indivicltral: Os trabalhos da psicologia em qtle o honletl
é consicleÌacìo alltcs
de rnais lacla como ,t"t "' "t"iul e que proclÌrânl triìdtrzellì
: rcYclal as
!r,",u.g"nirntu nacla ,rrais ó clLre a hislóril clas sLtas
adaptaçcìcs
(ltlc ellcara as relações lrú{tlas existclltcs clltle o qtre ìhc são itrerelrles' rla ìlistória da sociedade'
Ilslil çolìcePçiio purtl"utu rlaoa",
aualogi't totll rlt
ltun.r"n, ì ,o.ic.ln.j. dc ulatlcirit natLllaìistlì' isto é' por i,',.,u.nn""pção tÁtalmente difetcntc Elas constituenr
a terldêrrcir histirrioa
" c o ln(lri c dlt eotl'tfç"'-
r.llei,c. tttttltlll- qllc.\ì5ì(llì (lìll( rì 'llìilììal i.*i"iog;i. da psicoÌogia..clistinta da corrcnÌe ìraltrrâlista e bioltigica'
Ììa litcraturâ
\r''ir nriìr-rrì:rri'"crrr ìcor';'rd"c'rrÌìr('rrrìLrrl' Fstiì corÌente socrológica eì'ÌcoÍìtÌa-se sobretuclo
;ì,.ì.ì,t, ì;.; i';..'..1"1",'" 1ì'' cttt <lcltt tt illr'' rllì" tbrrÌrâ rÌ nattlreza
Sl t;llltcrrte I r tJ;r -c ,.,1,,r. ltn'" o ìl^tltitlt científica Íìanccsa A tesc da particla é cltle a socicdâde
cltre o lìtndamento sttprctntr
ir,,i.o tìnì t a soirÍc\i!çììcia' clcvcnlos acltnitit hutrrana.istoquertlizerque..asocieclacleé.poftaì]to,opl.incipioda ,t
Lrtilidade (l êxito' o etèito
ì,, .o,ltf",1"nl"n,o c do cotrlrccitlcrìto é a suiÌ explicação clo ind ivídtront "' !
irnico critério de adcqrração c lirgar'à conccpção do
nnririu,r,.f. a'le i (lo cigitr)') e ncsta i)tìca' o Aqtri as tlivergências conccrrcm ctn primciro I,
o que c.nclrtz ao slrcesso Aquì r'cside
a
ll""irrï"ì t., .'ìuìn t t idealista na nlaior parte clos
"'''"''ltito ' descnvoIv itncnto ila sociccìade que pernìânece i
de opiniões' a-llâs d::oÏ: ,l
principal tesc tlc toilo o pÌagn.Ìiìtlsl'ìlo' ì autorcs cslrarìgeiros A segunda ilirergôttcia lue
são a conseqiiôr1cia ncsessária.da do
,tu print"iro, ielèrc-se à conprcerrsãì' iìo plocesso
à',-ï;;;;;-"';-i,ofn.'oti'"'o de
clas relações bìológìcas. c.' c1èit.. .''socialização
M llalbrvachs"ic ottttos ìl
,,",,rrèrài,.:;"ìì;;ã"iir. pìi",r'r,.,"err. ildìvícluo. AÌgurls atttores corrro E DLlrliheìrr"''
".'
,u,tia"i, são realllleÍìtc "pragnráticos praiticos"'
outro
no
Íìndalnellto
senticlo elr.t
a rlão set â
quc l
aolesentam prt,a.rrn dc acortlo coÌ.Ìl â sltâ olielìtaÇão sociológica'
"ìr" tla c'rtlrtttricação irtelectLral' verbal etltre os honlens e os
I
,.jr,'taçeo do seLl colììpoúallletllo não
Lclì1
os problemas clue sc aã'4. t"t"f"a"
,,rirì.ììi" ni",u*i.a. Mas eles ,ão rênr quc rcsolvcr "
i"u. ,"n.,"lhunt.r. c0r.r]o o r.esultado rla apropriação dos
"corceitos".sociais
aparccerla prlmelro' llos
nircttr ro ltotttettl c i lttrttl'rltidlt'le ,,, "r"pr"r"nrrço"s coletivas": assitl, a sociedade
"';;";;;j," ,r"1","rir,. torra i'rpossível a explicação científica cla cono:""ï1:","i" tl1
''" ,*toLn.s; clestes autores c dc outros da trtesmit
escoìa'
e da cotrsciêtrcia httmana: t'nas' pot Llllr scr "de reìaçito" clo que
u"raua"i,:o-".f".i1ìciclade da atividacle ,ocl"aua" e do individuo hu:rano nlais colÌìo
colìcepçõcs r:traclas enl biologia os trabalhos dcslâ corrcntc
outro laclo. reforça I etrosllccti\ allì elìte as ;;;;t;. social aginiìo pralicalÌìente fodavia
{ ',"r;::." ,ì,1 ,,i,',t,t" ..'ìi""'l nartìr dü corììlìorlarììcÌrl(' ìtrttttarr.'
crti;t -oontribuição
pteciosa' tnrtitas vezes ,sttbestinlada' à
;'; 'l ììl'rllllelìl i-ut"rrt,t uma
II nurticrtlltlclatlc' íìP:Ìl\'L(lÌÌ (rrllì (:lil dctttar''ltc
.'')lÌìo lìllìJlllìl( ' tro tlrrc lespeita ao probletra do desenvolvimcnto
rra próptia bìologia a idéìa-11Lr f.i"otogio. lloloriamcrrtc tla noção de t"tpol 1:
ì lÌiìrlll:"'ï"*ì',"1.ì,f in.uit'u;'in'"'rte' das lòrntas sociais da nrcmória ht'mana'
sterìta na leorrrì
;;ì;;ã;;i" prirrcipio ìncognoscivcl l"sta tl cm at chc-str do descnvolvimcnlo da linguagetn' da
{ clc urn
,,,"Z' Ìld" ain,u'" as coucepções metafísicas
c i""ru,"",'rro lógico em ligação
da evolução. nìas dcsla "instintivo" do:
ideaÌistas qtìc postulalìì tarlo LltÌl
nisleliostl tltovilnento
i ;otrt'
rì(trrorril 'ì5 in. t' J eÀi\tcrÌcir..dc
utrtr
;;i.;;;;rì,;"1 ou seja'^cttlclcqrti't
a cxistência cl|'-
univcrsal ç.rara a "Í'olnla pe|feita",
I
rrnta tenciência
etc
inclinações proÍìnilas agilìclo eterllanlente "' G. I),,nra,r, l ruìtt tlt ltst'ttnlrtgìe
1 Ìl Ì'''iri\- l()2'1- p' 766
't È. ól.r,,r.r't"it, Ás regrrts do ntétorlrt sattoÌogtLtt l'arìs l895-
''' n'r.l initt.' ,, Osìltndros tocì,. is (Ìtr ttlrì,tót ttt' I'rÌis l925
^.1
ffi

t ìq' ìsttto
rlo P['tìq'ìs]tta
seìÌnh'ìnì€ntu do
A ll)e)escttvoh'ìnento
O
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O e nttoltìnenlo
Dcte ì t o l) I'si':tÌIisÌna
olv nt e n o tlLlo s itt ui s
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r c.ììÌ\'(l\iir'' lìì-lorii 'l, l'']:1"1']]]. ..,,, .,. ,. ," ürirr..rialr.r.r ,lrr .,,. r.,l:r.lc.
Ì'- (rÌr' l'iìilrrl(líì
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:,ï;:J,'Jïffi1*:ìi:;',',,ï*i;:JÏü:ïÏ;'i:r!:ii[:yÏ*Jïl ' ::lìH:ì\'rïllÍÌi".;j,":1"'
srtbÌinhattl t) carlilcr colìcl
honrcnl ((ì Politzcr)'"''
cto 't'lr'care
lcrttâtivlì clc inlrocltrzil rìa
cLìrreÌl1e
lgualmenlc intportatrre, '- ti a
" ir" rtl':::::l:". ì;ì,,,..i,,
tcoti't :tÌrrrr'l' ^ .',"t o tlabalho'
lri.t,,rii,'-:oei:rì rìlrriìl
ilil f'l'r'l ': .:' ::":l
tran s íìrrtrr clo a rlatureza extcri"i e prutluzinJo o t"'ltl''.-tlot ::'L"'::
a pïoprla
translolna ao lllcslllo tell'Ìpo
arn

nralcriais c inteÌectuais'

,'
hunranos
a Lolìsciôllcia hr:nlana
(l Mcyersotr' )'
ÍriìttÌrcziÌ do Ìtotlrcnl c clla a"
111ï.;^y:ii::l cluas t"noenr:'"t'qìl ul"1i""s
l-'stiÌs uLr'r:i
Estas
':-;,,'.ï"rÌu;,;q;,r::.:ïi:ï;ì'ff""ì:ï::';"
alistrr c drrgcll hislt'r'ìt t'-social tlo -
cLìlÌÌclìrì\LìliìlÌe'l- a''cP'r"çlu
natrtt .lbot
psitltlistl-to huttlano cotlsel--

:iËìïlì;ï;,Ï"***ì:i*+*;;*+r*;jr*ri:,
cr,' \\ (oì ' o\ r\:i:".11ïlli:
:Ìlìiìlr:,::i
\aln tuLlil\ dc liìlo. lìlt 1"''''1.,':i"
Ïï:Ïlìi:ì1"ïiÍl'";,ç",iii
clo'rírios que fcllìolì1a à
c-lldÌìI]clriì
:"'lìlil::Ï::::":ilï:ï::
das cìcrcias Bacon. i.r. dLl enr

"':ope
uçào ' dos clois
t': ;l:ì:::'lìi,::'l$l:".,:;:'ÏÏ::
"rassiÍìclçào
^ .rììi, p,,'r( 1,,",.,,r,ir',,i
ô,Írra rì.ìí( u 'ociolL'ria
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'''" "",11'ï.'il;,i.,rì,ì .ì,''.r',"""i.'. rj.i,..ì..gi.,,
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psi.,,l,:.i.r rc,,rici, ,,ì,irali'r'];,,,ì'lì1, :t",,,""n,
l-"...pli.,rr'r,, e pri-"1.,S':t tìe\!flÌl\x "" :1i,,,,ì;".;:lì;
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l()) t) [Vstnv' l\ìnìLntÕ d. ] stqutlnt,t

psicologiatr. Os lrabalhos tlcsta cpoca trataram igualnlcrrte do prohlcma


da
inrportaute air'ìda para âlcançar de1ìrritìvarneutc. Nem o nraterialisnro
o
cletclnritraçào social clo colllpollalrellto hrttlatro' Fltn 1924' K N
I(olrrilov'
mccanicista nelÌl o idcalismo estão enÌ cstado de olielltar a pes(ltlisl proPós;1Ô "Não
quc delìncìia airrcla posições "reatológicas", cscrevia a este
psicológica de rnaueira a criar urr.riÌ ciência irnica da vida psíquica do
hoÌllen. Estc pÍobleÌÌ.Ìâ só pode ser resolvido sobre a basc de uma devernos ir tla psicologia indivitiiral à psicologia social, uras ao
consepção do nrundo filosófico q e estenda a explicação cil]ntífica e contlririo...". e "só a par'lir da lrase dos latoles sociais n]olorcs cotììpre-
Ao
materialista tanto aos Íènôtnettos naturais oomo aos fenôrnenos sociais. endelenros a psicologia indiviclual dc cÌLìc tratâ a psic'llogia ctnpír'ica"
enl gLtarcla çt-rtttta o t-ccotlhcc in'ì e nto clâ
Existe uma írnica corcepção do mundo quc responde a cstc ob-ietivo: a dizer isto. coloca-se resolLltamente -lodavia' o ptoblenra
fi losofia do matcrialisrno dialético. "onipotêrcia clo nctodo nalttralista" enl psicologiatt
,net,,.:1ol,i-qicn maiol. a saber o de una tlémalchc úrrica
para o eslrdo do
psiquisrro hutttatltl. tlão cstava resolvido C) {ìto era ntanilèsto tro nanttal
a tese dos
3. O desenvolvimcnto da "dómarche" histôrica na psicologia soviética pubìicacìo pol K. N. Kornilov tresta épocat'. etn que eìe defendia
comportarÌìcnÍo lrumarìo
.ìoi, lìtnr"-s (bìolóeico e social) quc dclerrritram o
elcmentares
Dcsde a sua origenr. a psicologia sovié1ica eÍìtregou-se â tarefa de c citava iugenuanìeÍlte. ao lado cla sLra descrição das relações
elaborar urra ciência psicológica ra basc do rnateria listl.lo dialetico, do as caraclciisticas psicológicas clos rcprescnlântes das divcrsas classes
Malxisrro. To'.Ì]ou. portânto, intediatauctltc consciêtlcia da importância sociais no espírito de Somba .
dccisiva do probleura da dctcruinaçãro sócio-histirrica do psiqtrisnto Utla trova etapa no cstudo do ptoblerla do delertllinismo sóoio-
de L S
hurl ano. histórico clo psiqLrismo huuano l-oi marcada pelos trabalhos
de que a
Por essa razão. os prineiros traballros de psicologia soviética Vygotski. Foi cle o prineiro erLre nós (em 1927) a expt'imir a te-se
dóÀarct.,e histórica devia torniìr_se o princípio cliretor da
ediÍìcação cla
avaÌÌçaram, por um lado, coÌÌr â tese do psiquisrro corto função de unl das ooncepções biológicas
psicologiâ do hotnem. Eletuou a crítica leórica
órgão material. o cérebro que se exprinre no reflcxo da realidade ob.ietival
nuturolãto, do hotlrenl e opôs-lhe a sLta teoria do desetlvolv imcnto
e por outro lâdo, estes primeiros trabalhos avâÌìçaram Í'ofiemente a tese dct na irrvesligação
papel rìo rrcio sooial c da deterrrinação histórica concteta dc cìasse do hist(rrico c cultural. o rrrais impoflalte e clttc introduzitt
psi.otOgica eorrorcta â idéia rla historicidade da nattrrcza do psicluisnto
psiqu isno humanot' . tlaturais dos processos
Não há neccssidade de ntostrar em dctallre quanto esta tarefa dos h,,,,,anJ e a da rcolganização dos urecanismos
e ontogênica Vvgotski
psicólogos soviétioos é conplexa ou dc falar clo longo trabalho sisÍerráÍico ;;i;;i."t ,,., dect,rsoia evolução sócio-hislórioatlecessário cla aplopriaçào
ï,tt"rpr"t"uu rcot-tanizaçiro cotno o lesuìtado
ncccssario pala a lcrar â bom lerlììu- lÌ1c5lno lìrllììl pritlteira aproxinlaçào. "rtu
E muito naturaì. poúanto que as primeiras tentâtivas dos investigadores
para elaborar ulra psicotogia Marxista se tenhanl limitado acr ttCf. P P. lllotrsk,,': lirrrírr; cfu Ptì(ôlogítl cl"'lficd' MoscolÌ' l9ll. K. N l(or rrl'n:
estabclecilnerìto dos princípios extremalncnte gerais respeitartes à ItsLcolcryta cttníttt4tot ttnctt e
'\lartìçna. Leninglado
.1924
I
conccpção nraterialista do psiquismo e à crítica do idcalìsrro militante enr i";"ni: i;;,,iiì'; isì,olos,a e rúrrtisrro Rer:olhr "psìcoloeia c ìÌriuxisrüo
Moscou'
"Ì do prinìciro congrcsso
l9r5; L.S v)'golsk)': 'l,xíro/og iü ! 't l(otiLldd lot:últ:dçiÌ' csos

lìcraniano dc ner.lropsicologiir". KÌra|kor' I934


ponto dc vista do nlatcrìalisnìo
Cl. f. N. Korniìov: i,Lr?llírl t|t pttt,tlotil'.l.llposto do
ìr Ì \ \ \nrr|nr.,r: J0 Ltttu: J. ioì,i.jlrcd 'Vofirl)ssy psikhoÌogLrìi lq57 N'5
(lialótico. Lcnìngrado. 1926.
1':tcologtu

.::

f
165
O Desttìrobt ìttúa do lts4üì:lttt)
I ()4 O Des,it:lil\ inlLllla lo lJst(luìsnlo

nreio c]e unr sigtttl tt,t tletl-totcc tr ico X: cnr oLItIoS casos cslc l]al]cl Volta à
pelo l]olnellì dos ptocltttos da cullura hrttrana uo dccurso dos seus oolìtatos
pallr ll"' .

com os seus senlellìalìtes. ' A..ittt. Vvg,.rLsì'i trirt' da atìr'iclaclc psíclLticir tlo
ria a origìnalidaclc
Cotno se sabe. Vvgotski ton'ìoll colllo base das suas irlvestigaçõcs ac
dc câráter ho*"nt ,"t"çau-à tlo ariinlal iÌpenâs lìa sua cotnplcxidaclc cÌtrarÌlrtirli\
as duas hip(rtescs seglÌinles: as funçi)cs psíqr'rioas do honenl são ",tt reflcte' t'nas ltt'tlcs dc
pì'ovêlÌì de uma atividadc ,to *rdonço cÌo pl óprio cotlte itclo objctil'o que cla
llrediatizâdo; os processos interiorcs iutcleotuais
tudo na tratr s lortllaçào da sua esirtlttrla
in icialrrente erterior. "inlcrpsìcológica" Vygotski não era lìlenos lrììportante: a
L
A segLtnclit hipótese cle
Segunclo a Prineila destas dLr35 hilìotcses' as parti';rrìaridades
gstnittìrâ ,ff ú-lallzrteto do processo psiqttico l'ortna-sc ìnìcialurcutc
nas
espccificanrentc huttlanas do psiqLtisrrlo nascellr cla translbrmação dos cx{ct ior (enr
etr processos mccliatizados' *Ã lti meiiatizalte tcrn a l'ornra tìc cstítrtLtlo
1,,ru."..or. arÌteriorrrlcnte cliretos. "natLtrais''. ";ììàiiu1t;;
quc, por collseqiiência. o processo corlespolìdellte
tem' tau'ibélrr cle' una
graças à intloclução, 1ìo coll'ì porlanl cl.tto. cle rttn nó interrncdiário Isto pcrlnitiu comprcencler a ot igenl social tla nova
de eìerìlcrlos t*mo e*tcrio$.
i"e itinu lo-méclio"). Daqtri resulta a teunjão no cclebto qu" ,tio surye clo interior'' não sc illventa' tlas se Í'orma
simples nunra "rtnicladc" nova Assitl se cria unr processo global qLte sc "riru,,,ro ó scmpte uredializada'
\egtlìlrlc: n"a"rauriu,.tt"nt" r'ra comr.rnicação que no homeur
r cpre.(ltlar p\'1,' c5qrl(lìÌa cla "eielLtação de Lrnra açào" é
lìo(lc Âssin.r. por cxetnplo. o processo volLrntário
outro hotrett.t
inicialnìerte nrecliatìzada por unr sìnal exterior. peJq clual ttnt
X ;;; ;;;;"'; ;";"Pofianìerì1o do sujcìto que cfetua.â ação
lìão
considerada
carlctcri/-a o
Nestc estágio cìe fornração a esttutura rlgdiatizada
mas o prooesso "interpsicológico"
n;;;t* r"ìtiroao pclo sr.ricìto agente'sctt cotljtttllo' l'Ìo qtlal iì]tervêlrl tanlo
/\ correspontìente. ìsto e. o ptocesso tto
à pessoa quc reage ao sitlal realizanclo a
açào colro a outrâs pessoas qrìe
estrLtlura an áloga o sirlal de
dao o rinut. Sci posleriorrnente. quzrrdo Iruttla .
("auto-conr ando")' é
/\ p"nia" a scr datìo pelo piírprio sujeito agerrte
".rt""ç" "intrapsicológico"' isto é'
qu" o prn."..o adquirc Lttrr carátcr mediaiizado
assim a cstl tìttlra
in,"grolt't.,.n,. realizaclo por uln só ltottlent; tlasoe
B clerierrtar dà ação vÒlun1ária. o ato 'le vorÌtadc'
Por outÍas palavras. a êstrlltllra rrediatìzadzr dos
pt'ooessos
lìig 20. Ìlloco-csqucììa dl instal:lçào c:lpcrììÌìenlal Lrrrr itrdividuo das
psicoltigicos apârecc sctÌìpre a pattir cla aproPriação.por
lortrlas e
AB simboliza o rìovo pl'ocesso mediatizado, A-X e X-B lortnas cle cotllportalre nto quc loram iniciaÌnlente assimila il
Íazê lo' o irldivicluo
colìlport?Ìlìlellto inrecliatarnerltc social Ao
lepresentaln as Ììgações eìemelltÍÌres que sc criatn a títttlo de illstaulação consideraclo' cste pode
nó (:'estirrulo-medio"l que rrccliatiza o processo
dos retlexos condiciorais. Nutrra tnemorização ncdìatizada' por exernpÌo' socialmente
*"r'u,r', ta.io nraterial furn inst[Llme1'Ìto)' cotlceitos vcrbais . tl
as ligaçõcs elct'Ì]ertares qtte sc irlstauranl LlnelÌÌ-se estfuturalmcnte por
i it
criiìnçâ." Journttl ttl Genetìc
/t
1,. S V,.gotski: I'roblona do dcscl-ì\'olvìnlcnto cullurlìl clrì

/,,,.r,,chr-,1r-,8-rì (.lo nr al tlc psicologìâ 8erléticiÌ) 1929 n'' l'

',:
t.
a â
t6ó ( ) Ì ).:p n\alti nú' nt ô lt) l) t íli! ì\ tìh) O Dtsc nvolv ìmenío do Ì's Ltl;rtsnt rt tó7

claborâdos ou qualquer outlo sitral. Assim se i]ìtrodLtz crn psicologiâ utna que "toda a psicologia qLtc comprcencle o que íìÌz cstLlcllt o psiqttistno e
rÌovâ idéia capital, a tese de que o principal lliccal'ìisl1ìo do apenas o psiquisnrott'. Mas se benl que o atltor, lÌos scr'ls Írrrbalhos
deserrvolvinrento psíquico no ìromern c o nrecarrismo da aplo;tliação clas rrlteriores. tenha várias vezes fornecido csclarecìmetrtos quc o
dìÍèrentes espécies e lornras sociais dc atividadc, hislorìc:rnentc salvaguarclavant colitrâ ì.lt'ì'ì2ì eventuaì interpretação sirrrplista clas suas
constituídas. Uma vcz quc a atividadc só podc cl'ctuar-sc 11â sua c\pressar) teses8L . estas lorant Ittttitas vezes comprcetldidas de tal tnatlcirrt quc
cxtcrior admitirFsc que os proccssos âpropriâdos sob â suâ lorlìl erteriol percliam praticamerìte o seu scnÍido íìttdatnental Eìas foram clc làto
sc translorrravam postlJriorr'Ììcnte cnì processos intcn.ros, inlelcctuiris. suplantadas por ulrra coì'ìcepção cssetlcialmentc difèr'ente, segunclo a qual
l)cvcmos. porónr. dizcr quc as idóias avançadas na cpoca por' [.. S. os processos psíquicos se uanifestam na atividadc e dcpcndeu da
V-v-gotslii r'ìão constitììcu.ì uu.ì sislenìa psicológico acabado. EIas c\lìrirìcrìì atividade; loi notoriamentc a posição caíacteríslica adotada nos tnunuais
niais a abordagern clo problema quc a suíÌ soluçãot''. universitários dessa época.
O estudo do protrlema da corsciência e cla atividade humanas A esta posição ctpuuha-se principalmente a coÍìccpção gcnÉtica'
corìstitui urÌl outro aspccto do princípio da historicidade do psiqLrisnro histór ica. do problerrra da atividade psíquica quc prosscguia a invesrigaçào
hLrnaro. É a teoÌiâ de Marx sobre a transfornìação da natureza hurrana no lìo sentido inclicado por Vygotsky Esta coÌ'ìcepção considerava a atividade
decurso do processo de desenvolvirnento da atividadc material c intclcctual psíquica como unra 1ònra pârticular dc atividade pÍoduto e derivaclo do
da socictladc, a fonte direta do aparecinento clesle problena. O altigo dc S.
-
desenvo lv inr ento da viila naterial, cla atividadc exlerior lnaterial. qtle se
ì,. Rubirrstcìrr, consagrado aos problenras de psicologia nas obras dc trarslbrtra no decurso do desenvolvirl.tcnto socio-histórico err atìvidade
MantT c aparecido e nr 1934, Íìri urn nlLlco irnpor lrntc n(ì cstudo dcstc interna. erl atividacle da consciência; assim, o problema cssencial
problcma. Infeliznrente, r'rão suscitou toda ir atcnçào qrre rttcrccilì8. continuava â ser o clo esttrdo da estruturâ da atividade .e da sua
Mais tarde, apoiando-se na íórmula célebre de Mârx a propósìto da interiorização.
ìndústria, "esta psicologia concretarrrerÌte presellleiJ, S. L. Rubinstcin. Cottvém noÌar que sr: concedia muito trrenos atellção aos
propôs ros Fundamerìtos da Psic,llogia (1935), a tese segundo a clual a mecartislnos fisiológicos nas investigações orientadas para a análise do
psicologia estuda as pa rt ic u laridades psicológioas tla atividade quc inclui problerra da arividade, cotllo alihs na maioria dos traballros psicológicos
ì". Esla
nas suas investigações também a atividade otì o oorrpÒltamenlo àos anos 40, por cxemplo. clo que nas plimeiras obras "lr istórico-cu ltr'rra is"
l-ormulação foi errr seguida modificada pelo autor. Nunì âúigo tcórico de l-. S. Vygotski. Razào pela qual a importância que tonrou posteri-
aparccido crn 1940, Rubinsteil ìnsisliu sobre a idéia cle que a psicologia onÌrente, em psioologia, a fisiologia da atividade nervosa srtperior'
estuda "não o psiquisnro e a ativiclade, rnas o psitluisno na atìvìdadc" c elaboracla pol L. Pavlov, veio a ctilocar o estudo do problema da rraluteza
socio-histórica do psiquisrrro ltumatlo eu lace dc dificuldadcs nruito sérias

i'ocicr sc-á encontrar urna anáÌisc c Lrna aprcciaçiÌo lÌais corìlplcla dos trabaÌhos,:le L. S que não ela possívcl evidentemcnte superar de irncdiato
VYgotski na introduçào dc A. LN. l-eontiev - À. Iì. L,ouria à ullìÌna cclição da obra.,l/-qr/rrd'
Por outro lado, estc probletna Íìndanrental da psicologia Marxista
expeticnLìds psi&lógrctr.r. 1,. S. Vygolski. Moscou 1956 Vcr rgLralnìentc N LconticV c
1.. S V)gotskì. .4 n?rü'ofsiolagta canlenpor(iüed, 1934. D'' 6. ^. encor'ìtrâva-se de certo moclo relcgzrdo para segttndo plano Ì'irriteva-sc
rrLlll S. IìubiÌrstein-. Problenas de psicologì,:1 ndsobrdscle ì74u, Psicotécnica,l9l'1.
l-
*"S.L. Rubinstcin: Reflctões soÌttc tt
lsl.t)logì'r- Mcnìi)rilìs (io lnsliìrÌto ltcdagógic'r A.J
r$
t) significaclo osscllciâl clcstc aíigo loi apcnas nolado. lanto clLlanlo sei. na obra dc Ì1. Ì\4
') üi\llo!: Trìntu .rno:i de cìêncÌ11 psìLalógicd so|iëÍtco, l.loscou. 191ì.
llcÍzen- de l-c0ingrado '. L XXXIV. Lcningrado. l9'10icnì linguaÌussa)
r":i 1,. ÌìÌrbinstcin: Os *'
ftndamentos da PsÍcologio. Moscou. 1915. (enì líÌrgue russa). CL S. L. Rutrinstein: Os Í:lnclanenlos dtt pr^i(ologiu getal, Moscou' l9'18'

a-:)

t'
!l
O l )r se n|ol\,inrcnb lt) t)!ìq isntt)
O De:ic n|oÌ,-ì ut?hl o da P s ìq ìttsttu)

do tllatcrialistlto ìlislriricosr '


navloviana e os problcmas estudados na base
sseÌÌcialrrerllc ao estudo do papcl da palavra (segundo sislcma de pelo
1,,. " u"'aua"i'a tarela cia psicologia consistc'
lr

sirralizâçio) rÌo colrPoì'tanellto. Natttralmentc qLle contilluâva etn r igor I fi;;;t;';;;" protrlcutas cla
;;'.;Lr;". ",'t npli.u, ttma démarche [tnica a toclos 's
tcsc clo carlúer hisliirico e cla çssência sociaì do honlcm e cÌa srtat cssótluilt'
nri"otns;u hunlana c itlseri-lt,,s assitn nunl sistetna unificado cla ciôncia.
i
nras unicarncnte nas declataçircs c pritlcipaìnlctlte cnr lelaçào a ptoblcmas '',
:'."';;.ì" c I'n1' de grrrrtdc irtttrìidarlc' scBrrrìdo pctt\(' loi5
se
"'''
psicoÌógicos cotno os clos traços sociais da pcrsorlalidade. do setrlitnetrlos
.llP(r iulci. Jl r,'ttlit.lc ln,rriìl cl(. renutrciássemosaelacriat.íatrroscrnpsìcologiaascondições|avorávcisaoas
ã"s".,,,ol' i,,r de toclas as terdências clue apoìarn objetivarrrcntc
Assint reapateceLl ltlra nova alternltiva qLlc. não ollstiìnti:. sc "nto
verilìcoLt Íalsa. conto o testemLlllha o conjtllllo da cxperiêtlcia acumulada concepçõcs naluraìistas positivistas
pela psìccilogia cicntí1ica. I)uas possibilidadcs sc olereciam: ctr pritleito
ì,rgor, ,,t.,t estucio psicoìrigico "â padir clc cinra"' o cstuclo dos problernas
.

',.
,,,ais espccilÌcamctltc lrttttlltttos. Miìs clìtàt) I investigação 4. O indivÍduo c o meio,o homenr e asociedadc
"ontpl"tlls.
entrava latalnrerlc, enl scgtlida. no clonlítlio das concepçõcs ptlÍanlelìtc rcais qtte apresenta a
;. Não há rrecessjcla'le cle ìnLlstríÌr as \irlltagens
ilcscrilir,as qttc sti poclianl pôr-sc enl liglçio corn culÌccitrìs crplicativos que parte dos mccanismos clemen-
reÌativos aos trrcsarìistros de processos Inais elenletltares à cllsla de dérnarchc ':a parlir de baixo", istct é
i, i"r"r. 1.a""1". esta clélnarchc' "o"to uit"os' choca
cotn sérias contradições
irrtct ptetaçoe: tolaìtncttlc arì'ittllir'
A prinrcira surge quanclo nos esÍ'olçamos poradaptação ao
t esÍudar o
I
A segunda possibilicìadc cottsistia enr partir "dc baixo"- isto c' do problenra clássico da
comportarnento hrttnano lto qttadro cio
Ê

estuclo analítico ou genetico das relaçtìcs c Ptocessos rnlis sirrplcs Sc


I
I
Ì e tìo equilíbrio conr ele. A cçlt1-fadiçãÒ reside eur qì!ìe! por um
paltjnros cla doutrina pavloviatla. tratall.ìos de relações de sinalização e cle n.,"iJ
;;; invcsrigação psicológica ïèita no quacìro. dolirlritados e' por
problerna da
E
proccssos cortcspottclcntes cle Íòrrrlação de ligações oLt associações ì;ã; "r,"rio,
dá resullados rnLrito
int"roçao enlre o rìeio " o o'go"i'".t'"
I
conrlicionais. EviderrtemenLc, poder-se-ia exigir do invcstigadol qtrc nÌo
I periìesse cle vista que o honlem é utn scr iÌlìtes dc lnaìs tlada sooial etc" estefato.inadeqtlnrcios:poroutrolado.nãopocìemosrrcgligenciareste
natural e tlão está
tazão nrohlenra c1a irlteraçào. pots o honreil é um ser
mas eslzr exigôrrcia rrão poclia ser realnrctlte lcspeitada. pcla sirrrples
de tllìl sistcma de relações :;"'il;.ìì,;" a" int"'oçao cou o meio Não podemos' portanto'
i de quc os col,."il.-,s dc basc são tirados
nÂr o nroblcma llestes ternìos: devetlos ou llão estuclar
';"nio este problctlla enr
t 1ìrclanrentaìnrcnte diÍèrerrtes do sistclÌla clas lclaçõcs hotnent-socìcda<1e 'i,;;;;,",ì-n J sjr lôrìnrrladr rq'ittt: qrre to'tcitdo
I I)or taì razão. não se pôtlc resolver, radioalnente, r-r problcma c sLlpcral iÌ
lÏ.,"';;': 'i""''"' d(\ ro
I dualidacle da psicologia tentando cotrlplexifioar e enriqttccer cstes
it;ì; oï';,,ì; n p,''l'1",''" 'rrg'riristtro ntei'.'' quattdtriÌ tclaçào
'r,rPìicrttno'
"honletl-
Í se tullì3
lrornem, isto ó, quatldo a questno lìrdanlcntal
conccitos para os aplìcar ao lrotletll. ilìtegrando' por exenrplo' o ítldice
tlc
à
atividade tto cottc"ito de adaptação ou a qrralitlade da socialidade' dc socicciacle"?
.fodaviaconlootestemLilì1,]alì]oseslorçosclesctlvolvidospala
ï caráter de classe c atividadc (aqui, ações educativas orientadas para os
"orgatlìsnct-tncio" tÌtlt novo contcitdo acleqLtado ao
rrm hilbito crìcontrar no pr'':blctla
I inclivíduos) tro conceito dc mcio etc Esta dLralidade lornou-se soluçuo sc pe[nìanccclnlos
às cliscussòcs cnt ulu"L an t.,o,.,.r"nì" C irrPossivcl chcgar a uma
tll que, ent arligo relativanlente deccÍìte, consagrado
psicàlogia. se tentou .iustiÍìcar teoriÇalÌlente a divisão dos problcrnas t.

psicoló!icos etr duas especies: os probletnas estudailos na base da doutritra *Qucstòcs lilosiificas dâ fsicoÌr)giâ . Vopross) lìlosolji. 195-1. n" 4 (crD línerta rttssaì
'r Cl.
O Dese nvolt inenl o do I's tq tttsÌt'l)
O D?sent,ohímenlo lo Psìquisnto

e dos diferentcs orgiÌlllslììos quc


um estudo da interação do mcio extcrior
nos limitcs rlo problcma collsiderado Para o tÍatal a este lìovo nível, organismos' é u'"a
dcvenìos previanÌcnte estudar â questão da relaÇão LÌtÌc existc entre as
;;; ì;;; ",,'t conta a própria natureza destes 'Ibsï:::::
seu rreio para o.organrsmo
propriccladcs da espécie e as dos indivíduos que a corììpõen'ì
ïir"ì",r"*," ilegítinra. com elèito. o queissoé odepende da própria naturcza
Sabendo como a psicologia etn geral ignora o problerra da cspecic
*nlo.*" nreiJse marrilcsta para ele'
questãol desta nâtttreza depe'den.r igu.lmcntc
as
";"*;;;;t;;; .m
e do indivícluo, c irtrlispensáveì que nos denorentos ttl'tt poLìco sohre o icamente' sob a ìn-tluência do
corteirdo deste ptoblema enquanLo problcna geral da biologia'
iànrfJ.,nuç0". que elt pod" sofrer ontogen
das gerações' o movinìento da
A definição rnais simples da espécie (definição descritiva) é a rneio. I isto que assegura a sucessãÔ
seguinte: a espécie ó o conjunto dos seres mais próxìmos uns dos outros A
_,oinãivíduolrutnatltl'comoqualquerservivo'refletetrassuas
evolução fiìogenetica.
teJria cla evolução lorneccu à noçãro cle espécic Ltn scrrtìdo Íìlogenetico: a sua espécic os aclquiriclos
partictr lar iclacles ploprias os caracteres cla -
espécie é uma etapâ do de seuvolv imerìto e o refìe:io de toda a evolução iìlÌlcrlor(s'
cìrtraÌìl( ô Je.ctrr olr itt lcrtlo Jat gerac.'cs
anteLior*'
dizcnlos que certt.rs lolmls de cornpofiarncnto' collìo a
A realidacle da cxistência da espécie enquanto fetrômeno --.on."iência
Qttaudo
putunru.-o eti' são espeoificatnente inerentes ao homem'
filogenético reside enl que as propriedades desla se trarÌsmitern por lonnadas fi logeneticatn ente
pqnsarÌìos preuisatnctltc tlas partìcularidades
herúitariedade de geração eÍìr geração c são reproduzidas pelos di1èrcntes cspecie "homem"' eÌìquanto
irá ã""ur.o'.tu c!oluçào <1o hotnem enquanto
organisntos que â compõerrr "Sc não lrouvesse hcreditariedade' não em Marx)'
-fodos gêrrero hlttnano (a Mensclrengattur.rg
halveria espécic. os indivíduos quc colocamos t'tuma nrestra espécic as particr'rÌalidades
Assinr. o protrlema cnltsìste em explicar
pertellcelìl a esta, precisanìeÌltc porqLlc tclÌì clìl (onìtllÌÌ tllr certo núneÌo n t:u. p\iqrri'tno'
dc proplicdades que ltcrrhram dc tttn parettle cotntttrt
crp"cific"' do irrLlirr'ìtrt' lttttttatto a 'uiì ali\idadc " tln::^t:i
(luc e\islenì enìrc cslaq Oi"':i lt
Por outro larlo, no plano do organistl.to, os dilc|entcs orgalìisrlÌt)s' -0"ìi. a relaçio c ir lrFircao
arrali.atrcirr
o ilcsettvolvitnento das geraçoes
f^.tOraes adquirìclas clurrtttc
(indivicluos) são ern relação à sua espécie a reprodução das sttas ", " dcsenvoìv inr etrto da sociedade'
proplieclatles. Esta reproclução é unì traço necessário e colllìim a todos
os """' '- clo homem. doN{arx foi o prìmeiro a dar a este ponto de vista uma
on,Jrior".
exprime a stlâ l'latllrcziÌ Assìnr' o ôo,,lo sc sabc,
orgalismos; e este meslÌlo fato clue ser ao llÌcsÍrìo telnpo lâtural e
análise científica da natuÌcza tlo l'cl'''.t"t.t.'t'
prãbl"r.,.to da uatureza de toclo o ser vivo é o das sttits proprieclacles a psicologia.
ìrtrírrsecas que expritnenr as particularidades tlit sua espécie
Dito por' ;;;1. A sLra clescobcrta Íòi rla maior irnpodância parra
pertetlça à
oulras palavras, a naturcza do indivíduo é cletenninada pcla sua
especie e é o reflexo do estâdo atingido ncsta época pcla cvolução
e sócio-histórico do homem
5. O tlescnvolvimento biológico
fi logetret ica.
l)este pontovista, o desenvolvinrellto oÍÌtogênioo do organtsmo
r:lc a conocpção do
Encolìtralnos ainda, bastanle freqúelltcllleÌlte'
que se realiza num processo dc inlcr-relaçòes cotn o meio' é afinaì
a
cofilo ul]l proocsso ilì il'Ìterrupto '
Razão por que (e quarrdo se ,l"a"nun-luint"nrn filogenetico do hotlrem
realização clas suas propriedades cspecíficas
conhecem as posições simplistas dc certos autores, ó inlportante
notá-lo) ;õ;';;il i;ì; ;
:; l::::": ::",1*f ì: ïÌ lìl.lï ;:ï ïï ï:::l:
,.los trÍti- atttig, . a.r- Iììiìli lcCC lli::
I
progresstvas quc se
1 *'('lì l)a|rrin: orìgcm.lLts csPécLes. Moscou. 1952 1Ìlxiste eclição portuBucsa l
;;;,;;;" .onu-ln."n,t clas vatìações nrorlológic:rs
t'V l. ''l
Konranru:.1 noçãotlc espëttt:s vegeldi\. N4oscou l9'14
() Desen|ol\,inento tÌa l'\iqtLis ìa t73
17) O l)est n|ah)irì( nta do l) s iq u í\ nlo

coletiva prinritivl trtilizando


confecção de ìnstruuentos e cle utna atividadc
opeì'avâm até o llorÌÌeln lnQdcrno c se prolongarão no Íìlturo. talvez tlcsmo isso significa Lìue neste estágio e-stlrlrn
etrr vias clc se
com a perspectiva clo aparccintetlto de Lllna nova espécie dc hotllcns'
i, i,.,ar,
-",un Lstc lato
"nura,
f"*l", embrionária do tlaheìho c da socicditr'le
tlualquer I ktnt.t fulurus. ".i"r
modificou
'"'-- 1ìnclatrentaÌtlente o cltrso da evolução
Esta coÌìccpção eslá ligada à cotlvicção de que a cvolução hunrana' itccr)s cr.âlìì as
L, íruicas leis da cvolrição no eslágio clos auslra Iop nos cslágios
obeclccen<ìo às lcis bioltigicas, se estelìcle a todas âs etâpas do setr â stra lttttna
l"is.ta evolr,çau biolirgica l"las conservanr toda
tlcsenvoìvirncnto no seio da sociedadc. Supòe que a selcção e a ,-l^ nrnloânttoDiaro e clo palcalllropiano Nestcs çstíìgios' talì.ìbclìì' o'
hercclitalicclade dos caracteres biológicos' qLre assegLrriÌrì1 a adaptação c .",,',i',u4" tìôr rrrna serrc cle r'rtirtç'i''s ttr.r'l,loj:i'as
::'J';:ì'';;;;
conslante do homerr às exigôncias da socicdaclc, prossigam ÍÌÌesn.Ìo elÌì nloditìcrçòc' clo endocrânìo'
bem cotlhecidas' colìlo as irnforLallte\
corrd içòes ttovas.
,"f"tfl";.intcriot- cla cavidade craniatrat"
A palcaltl opo logia nroclcrtra proglcssista está ern contradição pcla hcredilaricdade' que
As translbrl ações rrrorlìlógicas fixadas
í'lagrantc conì esla concepção da alltropogêlÌese e suâs conclttsões desÀvolv inretlto cla atividacle do trabalho
e
se opcravaÍÌr enl ligação corrr o
grosseit atletrte bioìogizatltcs sociais-
tle latores iá
da comuuicação vcrbal' isttl é' sob a ìrr[lirência biológicas o
A teoria segunclo a qual o clesetlvo lv inl ento filogenetico do honrenl
é lìrrraclo por ulllâ série dc .estágios sucessivos., fundanrenlalnrentc ;;J;;;^'r-' tatnbem. ev iclentemerìtc' rÌs teis cslritarrrcrte
concertle ao de-scnvolv imento da
problcma r: coìlì p letânìcn lc ('tÌtrc) llo tlue
diÍèrcntes.l ,oble os quais agem leis ditèrentes*', fortleceu uma os fenônretros qtte ela eugendra cour
contribuição bâstarrte importa!r1e à teoria científica da atltropogônese .1 ;;;;tì; pro,lrrçào social c dc todos ngt"o regiclo senão pcla-s leis sooiais'
oÍèito. este dcscnvoìv inr etlto 'úo "
O printeito clestcs estágios é o tlue prepara a passagem ilo hotnenr' leis funclatletltallììclltc Ìlovas'
Cort't"çn ná fitu da cra telciária e prossegue artc ao princípio dir tìtt'ttcl
ttltr'ìo' '" - socio-históricas,
leis "" soc.ial' obedeccm'
s dcste cstágio os 'ò, ìrrclivicluos, torrìados sLUeilo:' dc Lrnì proccsso
quuncl,, opar.cc o pitecalìtlopo Os represe l'ìtante
i açào de leis biológìcas (graças às
a tetta em hotdas: po,aun,ol dnrouont",
aLrslralopitccos eraln sítnios que vìviam sobre 'ittt'lru't"nnt"'lte rnorfológìcas ulteriores' tonladas
- pela posição vefiicâl e pela sua aptidão para cletuat' quais se p|oduzenì as t[ansÍolmações e à ação
caracterizavâlì.ì-se cla produção e cla comunicação)
necessarias pelo cìesvnvoll ttlento
operações manuais conlplexas, o que torllava possível o uso
clc
i"t cla própria proclução social)
ilas leis sociais (qlre rcgem o-tltt"nuniu
( irrsllumentos ruclilnentares. nruìto pottco elaborados As reìaçõcs "'tto
inlertnrclilrit-rs as noras leis sociais
se
I'ode-se clizer quc ïìesÌes cstilgios
cornptcxas qur: existem no seio cla lrorcla obrigatl-uos a adnlitir
a
I linlitldrs (luc elanÌ pelos progressos
,t*.til'"a,uuont ielativamentc nouco'
exislêrcia elìtÍe elcs de meios elemetrtales de comunicação a fott.antlo o hotnem
I il;;i;;a; bioltigica no d!'cLIrso cla qurtl se cstrr
O segundo estágio, estágio do pitecantropo ( protoantropiâno)' e o sapicns '\ r'cdida qrte sc desentola
este
í tcrceiro. o ão l,n,,rettt cle Nearrdcrthal (paleantropiano) poderian sot ;;r;;i",;;*" dito'- o ìÌo'ro inlpt'ftàttcia e t) rillììÔ do dcsenvolvimento
Processo, as leis
lotlrittlt tnaio|
qualilìcaclos de estágiils cle 1r'ansição para o cìo hot'nenr modettto
{
(Ìcarì1rop iâl'ìo).
' separa estcs cstágios do estágio
I
Ì A l'ronleira qualìtativa que
prcparatório antetior colrsiste Iìtì aparecilnerìto' n'rs pitecatllropos' da , il
L i.l
i;:^*,t;;;úr-,.'Ì" ,;;, trr (, !h,,..r', I2 re28: M
ï "(l Ì I lìoguiììski. N'Í. (l Ì.óvìnc: '1s ôrrs?r da d/?/r'rPok)gi/ N4oscou' 1955 (cm lingìrr r'"J.:"tt" l' lL \1"* r'(rÌr Ì:"
rir| l:l ill.:llll.::"'l
l rIirrr'-'\'rl
, n..,,r,||f '. t
|lrrslr )

-----++
() De*üvalIin? ïo Lla I'síquìsntrt Ìi5
O l)esen )oLritn?nb do Psìquisn1o

Íìlogenctico tlo
vez mclÌos do seu deservolv itllento Significaria isto que cessa toclo o desenvo lv inlento
sooial do honem depende cada enqualìto cxpressãtl cltt sua
estágio do"honelr? Qtte tlaturcza do honrem'
lì t(ì ìog tc ()
espé"cie. não se trttnslorltla. tlma vez formada'/
segundo momcnto crítico tla filogênese do lìoìÌìenr sltua-se
O tluc as lacrrìdades e
do honlem Se o aclmitinltls. teillos qüc admitir iguaìrlrcntc
quaudo da p""raug"ttt ao estado neantropiano' isto é' ao estágio col'no um ouviclo lbnômico muito
as tunçõcs próprias clo hotrlctl nodertro'
intcirarnente formatìo biologicamente. o lromenr tloderuo Esta
v iregent
produto de
rnanìfesta-se no fato tlc o clesenvolv imento socio-histórico do honìem
estar fìno, ou â aptidão Para o pelìsâmento ltigico' são .o
indcperrdcntes das
dorâvante totalmel'ìte liberlo da sua antiga dcpendência em relação ao sett rrrojil"oçu", Íìncionais ontogêrìicas (A N Sevcntsov)'
adquiridas cltlrante 'r de senvolvitnento especiÍìco'
das
das leis sociais
tlesenvolvimento morlológico: é a novit cra da clominagão "àr""ì"tìr,i*t
iro u i:içic i da. geraçòct attlctiorec
âpeÌlas.
Lnanii.srl I atlqincil de lìlnLlatnclìÌLl desla ltip'ite'c'
"Do outro lado da 1Ìonteira. isto é' uo hotnem em formação, a "
liuguagcm ou a aptidão para utilizar
âtividade tle trabalho cst.ìva enì rclâção estreita corn a sua
evolução fn ."ttt"";."ç,. pcll de geração 'em
"tcrminaclo". instluníerrtos e ulensílios tÍansllìite-se evidcntcmente
morlìlógioa. Dcste lacio da íì-otrteira, isto é. no homem a
ie,.^:umanâi O
g"r"ir", setrtitlo^ clas sào propriedadcs da
ativiclatli de trabalho clesenrola-se iudependentemente do scu progfesso """" -e:lÏ
qualqLter, Se I]ào.lolmarâm l.ìa
nrorlológìco"'* (lìoginski). irrdivícluo clì qLìen-ì. pof uI,Ì]â lazào
do I'amoso Kaspar
Ãssit',.t, a poitir,in honrem dc Cro-Magnon' isto c' do
homenr enr ;;ì";;;;." propri".lu,ì"t deste tipo (casos análogos ao
senticio própr-io, os indivíduos possüctn todâs as propriedades
[norlblógicas llauscr.descritospo].Vezcsnaliterattrra)'nãopodeserconsideradoutì-ì
homem moderno' poÍ poLlco
inctìspensáveis ao descnvolvimento socìo-histórico ilinritâdo
d: l]?-ï]: u"rAua"i- rcpreseutante clas c:ìracteíísticas do
rrrorlnìogico'
proccsso qLÌe não cxigc doravante nloclificação cla tlattircza hereditária
Eis "" 'c di.rirrga p.l"' \etl\ caracl(re\
cue delc
o honrem
'"' ;;,;,'; clo seu clesenvolvirreÍìto orìtogênico'
;f *t.t"n
couro se âprescnta vercladeir amente o curso real cio desenvolvjtrrento
clo

honretlldttranteasclezenasderrrilêniosquenosscpâra]ndoprimeit.ls reaìizanecessarianìellteasaquisiçõesda-suaespecie'cntleoutfasâS do
fodavia as aquisições
acurnulaclas ao ìongo cla era socio-histórica
representantes clo tipo Horno sapiens: por um lado' tlânsÍòítrrações acutnulam-se c lixan.r-se
a"a"nunf u i,tta*o so"oio histórico da humatlidacle
cxìraorriilárias de urna irnportância settt ptececlentes e 1èitas segurrdo tìrrma biológica sob a qual se
tl hunanos: sob uua forma radicaltretrte dì{èrente da
rilnros cada vez rnais rápidos' das corrcliçõcs e do modo de vida filogeneticalnente Por
acumuÍattt c Ílxanr as propriedac!cs lormadas
á
morfológicas ltunranas'
t por oÌìtro lado, â cstâbiiidâtle das particu la ridades
qualqtler a tratrsuissão clas aqLrisições cìo desenvolvimento