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 0587 - Administração da Micro e Pequena Empresa


 Painel Meus cursos G_ADM_PME0_4_1 18 agosto - 24 agosto Aula 5_A função organizacional nas MPEs

 Aula 5_A função organizacional nas MPEs


Temática: A função organizacional nas MPEs 


 A globalização faz com que a competitividade entre as empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, fique cada vez mais acirrada. A informação mais acessível a todos e a qualidade
deve ser o objetivo a ser alcançado por meio de um sistema de produção “enxuto” em que se possam agregar melhoramentos contínuos a cada etapa de produção. Isso implica na utilização de um
 sistema organizacional adequado e de uma mão-de-obra qualificada.


É preciso saber como elaborar uma estrutura organizacional que facilite o processo de satisfação dos clientes ou consumidores no ramo de negócio escolhido, e que, ao mesmo tempo,
 atenda aos objetivos de todos que, direta ou indiretamente, participam do empreendimento.

Acreditamos que, em um pequeno negócio, a complexidade funcional não é diferente dos grandes empreendimentos. Uma das diferenças básicas é que os processos das funções de negócio
 são realizados pelas mesmas pessoas ou até por uma única pessoa, dependendo do porte da pequena empresa.

Uma tentativa de formalizar um organograma, em muitos casos, identificará mais áreas organizacionais do que pessoas para dividir a responsabilidade por elas. Com poucos recursos
humanos e muitas funções a realizar, o pequeno empresário, em fase inicial de negócios, precisa aumentar a sua dedicação em termos de alocação de tempo, desfazendo deste modo a ilusão de
que abrir uma empresa é sinônimo de trabalhar menos.

A função organizacional na empresa significa estabelecer a melhor maneira de integrar os participantes, colaboradores e diretores sócios, nos processos de trabalho desde a produção até a
entrega dos produtos e serviços aos clientes ou consumidores.

As funções organizacionais são conjuntos de tarefas interdependentes, orientadas para um objetivo singular. Cada uma das funções contribui para a realização da missão,
propósito ou tarefa total de uma organização. Todas as organizações de um mesmo ramo de atividades têm aproximadamente as mesmas funções. (Maximiano, 2002, p. 117)

Em um negócio iniciado, cada pessoa e cada grupo de pessoas têm atribuições específicas que contribuem para a realização do objetivo. Assim, como as organizações são especializadas
em determinados objetivos, as pessoas e os grupos que nelas trabalham também são especializados em determinadas tarefas. A divisão do trabalho é o processo que permite superar as limitações
individuais por meio da especialização. Quando se juntam as pequenas contribuições especializadas, realizam-se produtos e serviços que ninguém conseguiria fazer sozinho. As diversas tarefas
especializadas precisam ser combinadas e integradas, porque são interdependentes. Portanto, a função da estrutura organizacional é definir formalmente como as tarefas são distribuídas,
agrupadas e coordenadas.

As empresas, por estarem mudando em função das novas tecnologias, dos mercados altamente dinâmicos e da competição global, revolucionam os relacionamentos comerciais. À medida
que essas empresas atenuam suas fronteiras tradicionais, para responder a esse ambiente de negócio mais fluido, as funções que as pessoas desempenham no trabalho e as tarefas que executam
se tornam correspondentemente difusas e ambíguas.

As empresas do mundo inteiro chegam a uma conclusão óbvia: os níveis gerenciais precisam ser erradicados; em lugar de pirâmides de gerentes de nível médio, que raramente se comunicam uns
com os outros, surge a organização horizontal que pode ser definida como aquela em que se reduzem os níveis hierárquicos existentes na empresa, de modo que todos os empregados fiquem mais
próximos da clientela. A organização horizontal, ao promover a maior proximidade com a clientela, eleva o nível de comprometimento e responsabilização das pessoas da organização, tornando-as
parte ativa de todo o processo. Uma das mais importantes vantagens desse modelo residiria justamente nesse ponto, além, é claro, de viabilizar movimentação decisória restrita a poucos níveis
hierárquicos.

O controle em empresas de pequeno porte


O controle em micro e pequenas empresas requer um sistema de avaliação. As pequenas empresas, conforme evoluem gerencialmente, geram um modelo de controle que deixa de ser
exercido pela experiência dos recursos humanos chave para o uso profissional de indicadores que possibilitem a avaliação organizacional.

Assim, o controle em uma organização é de natureza dinâmica e contínua, cujas aspirações, políticas e planos são empreendidos por meio de ações; a avaliação destas ações é possível
mediante o estabelecimento de critérios de desempenho, que, por sua vez, fundamentam um conjunto de padrões de referência para os indicadores de desempenho. Com base em um sistema de
medição pode-se comparar o comportamento dos indicadores com os padrões estabelecidos, e então realizar as intervenções necessárias para adequar as ações das funções organizacionais ou
mesmo o planejamento estratégico. É, pois, necessário estabelecer indicadores de desempenho para as micro e pequenas empresas que permitam avaliar cada função, processo e sub-processo
gerencial que seja representativo para o sucesso empresarial, conforme as suas aspirações estratégicas.

A cultura de uma empresa


A cultura de uma organização pode levá-la ao sucesso ou ao fracasso, pois muitas decisões de uma empresa são tomadas com base nas normas, valores e comportamentos que definem a
sua identidade, a sua cultura.
Desta forma, a cultura de uma organização geralmente é criada pela diretoria da empresa para ser assimilada e entendida por seus funcionários. É o que explica a importância de se realizar um
estudo da cultura de uma empresa antes de se desenvolver um plano de negócios. Devemos conhecer os conceitos, as filosofias, os comportamentos esperados dos profissionais que devem ser
comunicados de uma maneira que assimilem a mudança, que terá de ser implantada sem ameaças ou sem imposição. A mudança acontece tranquilamente somente se o indivíduo aceitá-la.

É importante destacar que a cultura organizacional não é algo que se possa descrever detalhadamente, mas é percebida por um profissional que entra na empresa, por um cliente que vem
visitá-la, por exemplo. Os que já fazem parte, muitas vezes não percebem o diferencial no dia-a-dia. Isso só começa a acontecer quando conhecem outra empresa ou trocam experiências com
pessoas que vivenciam outra realidade.

Ela é responsável pelos diferentes tipos de produtos, serviços e atendimento encontrados em uma empresa, e, desta forma, vale aqui esclarecer que a cultura de uma empresa é um conjunto
formado pela tecnologia empregada na fabricação dos produtos e na prestação de serviços; nas normas, crenças e valores que foram espontaneamente criados ou impostos ao negócio; nos
sentimentos manifestados pelos respectivos colaboradores ou participantes do negócio.

Qualquer que seja a proposta, ou a prioridade, a ser considerada na análise do conceito, o importante é que a cultura é como algo que se impregna na pele de quem está na organização e
que, de forma explícita ou implícita, submete todos os que participam da organização a um conjunto comum de regras. Ela costuma ser tão forte, e poderosa em algumas organizações, que
desrespeitá-la pode ser perigoso: aqueles que se arriscam costumam perder a cabeça ou o emprego.

Não se afronta, portanto, a cultura organizacional impunemente. O fundamental é que uma empresa, em geral, tenha ou venha a ter uma identidade.

Por sua vez, a cultura de uma sociedade também influencia a cultura das empresas nelas inseridas, e isso é o que faz as diferentes formas de atendimento ao público. Podemos aqui citar
como exemplo o atendimento feito em supermercados nas cidades do interior e nos da capital; esses, por sua vez, também diferem no atendimento em função dos bairros onde estão localizados.
Cabe ao empresário empreendedor impor a cultura de sua empresa.

Ao escolhermos a oportunidade que vamos explorar, especificamos os serviços a prestar ou os bens a fabricar, que são os meios que concretizam o atendimento às necessidades dos
clientes, ou consumidores, expressos na tecnologia empregada; as orientações recebidas para a confecção desses itens representam as normas a serem seguidas; já o relacionamento entre os
colaboradores e sócios diretores surge dos diversos sentimentos entre eles mantidos.

Portanto, analise e oriente, ou ainda, reoriente a forma de função organizacional que você pretende para o seu novo negócio.

Última atualização: quarta, 28 Jul 2021, 12:42

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