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GRUPO ESCOLAR PORFESSOR LOURENÇO FILHO – ANEXO MATAS SANTA FILOMENA - PI

PROFESSOR(A): JACILENE ARAÚJO SOARES


ÁREA DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS
COMPONENTE CURRICULAR: FILOSOFIA
SÉRIE/TURMA: 1ª SÉRIE TURNO: NOTURNO
ALUNO(A):

FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS

O início da busca por explicações lógicas para compreensão


do mundo

Os filósofos pré-socráticos iniciaram o processo de produção do


conhecimento da filosofia grega. A denominação atribuída a esse grupo de
pensadores se justifica pelo fato de que eles antecedem Sócrates, um dos mais
importantes nomes da filosofia clássica e um dos fundadores do pensamento
filosófico ocidental.

A teorias que integram a produção intelectual dos filósofos pré-socráticos foram


desenvolvidas no período compreendido entre os séculos VII ao V a.C. Durante
esse período a natureza teve papel fundamental para a produção do
conhecimento. Ela era utilizada como fonte para as explicações sobre a origem
do ser e do mundo.

É por essa razão que os pensadores pré-socráticos também podem ser


chamados de “filósofos da physis” ou ainda “filósofos da natureza”. Neste artigo,
vamos conhecer alguns desses pensadores e os elementos que unificavam o
pensamento desse período da história da filosofia.

O que caracteriza a filosofia pré-socrática

Os filósofos pré-socráticos estão organizados em diferentes escolas de


pensamento. Contudo, é possível dizer que esse coletivo heterogêneo partilha
o mérito de ter rompido com a estrutura de pensamento predominante naquele
período. É com os filósofos pré-socráticos que tem início o processo de transição
da consciência mítica para a consciência filosófica. Isso acontece,
justamente, devido à busca de justificativas lógicas e racionais para a origem das
coisas.

Desse modo, é possível dizer que os filósofos pré-socráticos abandonam as


explicações fornecidas pela mitologia grega. Esse processo é iniciado por Tales
de Mileto, que nega a cosmogonia – sistema de explicações para a criação do
universo a partir da atuação dos deuses – e dá início à cosmologia - explicações
lógicas e racionais acerca do surgimento do universo. Por essa razão, o período
pré-socrático também é denominado cosmológico.
Os filósofos pré-socráticos destituíram os deuses da centralidade na produção
do pensamento. (Imagem: Pixabay)

O rompimento proposto pelos pré-socráticos implica em reposicionamento de


lugares sociais de importância. A natureza passa a ocupar o lugar de
centralidade para compreensão do universo que era atribuído aos deuses. E a
tentativa de encontrar na natureza os esclarecimentos acerca do surgimento do
universo é um elemento que vai caracterizar a produção filosófica desse período.
Esse processo era realizado por meio da análise empírica do ambiente em que
viviam.

Também caracteriza a produção intelectual desse período a busca por relações


de casualidade entre os fenômenos observados na natureza. E o movimento
empreendido pelos filósofos na tentativa de encontrar o princípio ou elemento
primordial capaz de explicar todos os fenômenos da natureza (arché). Para o
primeiro filósofo, Tales de Mileto, esse elemento era a água.

O redirecionamento das formas de inteligibilidade do mundo promovido pelos


filósofos pré-socráticos torna-se possível devido a fatores como a diversidade de
povos que integravam a região da Grécia Antiga; o desenvolvimento do comércio
e da navegação; e as relações de contato estabelecidas com outros povos, em
especial, os egípcios e os babilônicos.

Principais filósofos pré-socráticos

A maior parte dos filósofos pré-socráticos não deixou produção escrita, além
disso, muito do que foi redigido se perdeu, foi destruído ou apresenta
pensamentos bastante fragmentados. Por esses motivos, é muito difícil a
produção de um estudo aprofundado acerca do que foi produzido por esses
intelectuais. Contudo, alguns deles se destacam pelas relevantes contribuições
dadas para a cosmologia.

Tales de Mileto
Esse é o mais importante entre os filósofos do período pré-socrático, pois foi o
primeiro a romper com a tradição do pensamento da cosmogonia. Para ele, a
água era a origem de tudo e, desse modo, ela estaria na composição de todas
as coisas existentes no mundo. A premissa existente em sua filosofia afirma que
“tudo é um”.

Anaximandro de Mileto

Anaximandro foi discípulo de Tales e, assim como seu mestre, acreditava na


existência de um princípio primordial que explicaria o universo, mas discordava
dele ao definir que esse elemento seria o ápeiron e não a água. Ainda segundo
Anaximandro, esse princípio era infinito e indestrutível.

Pitágoras de Samos

O nome desse filósofo é bastante conhecido devido ao “Teorema de Pitágoras”


que faz parte do conteúdo programático de matemática, a outra disciplina a que
ele se dedicou. Inclusive, de acordo com Samos, os números são a alma das
coisas e, por consequência, seria a matemática o elo entre os elementos do
universo.

Parmênides de Eleia

A estrutura do pensamento desse filósofo foi deixada em forma de poema. Nesse


texto, ele afirma existir uma “via de verdade”, na qual podemos encontrar o
pensamento verdadeiro, ou seja, racional, e uma “via de opinião” que é
construída a partir da crença nos sentidos (audição, visão, paladar, tato e olfato).

Heráclito de Efeso

Esse filósofo defende a mudança como condição essência das coisas. Para ele,
todas as coisas estão em constante processo de mudança, sendo esse caráter
mutável essencial ao universo.

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