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Faculdade Paraense de Ensino – FAPEN

Curso: Bacharelado em Direito.


Disciplina: Atividades Práticas Supervisionadas.
Professora: Addélia Neirão.
Aluna: Ingrid Quaresma de Souza.
RA: 02340010795

RELATÓRIO
AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO PERANTE O TRIBUNAL DO JÚRI

Cartório: Comarca de Campo Grande. Data: 20/02/2017.


Ação: Ação Penal. Processo nº: 0036594-49.2013.8.12.0001.
Juiz: José de Andrade Neto. Local: 1° Vara do Tribunal do Júri.
Autor: Ministério Público Estadual. Promotor de Justiça: Bolivar Luis da Costa
Vieira.
Réu: Thiago Augusto Garcia Watanabe. Advogado: Carlos Olimpio de Oliveira Neto.

Por determinação da professora, fomos incumbidos de assistir 10 (dez)


audiências de forma virtual no site de audiências online, podendo escolher
quais audiências queremos assistir. Onde iremos obter certificados das
mesmas e as informações necessárias para fazer o relatório de cada uma
assistida.

Iniciada a audiência de Ação Penal de Julgamento Perante o Tribunal


do Júri, que se deu no dia 20 de fevereiro de 2017, nesta data, o acusado
THIAGO AUGUSTO GARCIA WATANABE foi submetido a julgamento, nos
termos da decisão interlocutória de pronúncia, sendo esse presidida pelo MM.
Juiz José de Andrade Neto, em substituição legal com ele, o Assessor Jurídico
do Gabinete do seu cargo, Leonardo Cavallini Ribeiro. Presentes também, o
Promotor de Justiça Bolivar Luis da Costa Vieira e o Advogado Carlos Olimpio
de Oliveira Neto, acompanhado do bacharel em Direito Gabriel Fonseca.

O MM. Juiz presidente, após resolver sobre as escusas, abriu a urna


que continha as cédulas com os nomes dos 18 jurados e, tirando-as da
mesma, contou-as em voz alta e à vista de todos os presentes, repondo à urna
as relativas aos jurados que permaneceram em número de 18 e fechando-a em
seguida.

Em seguida declarou então, assim, instalada a sessão e determinou ao


Porteiro de Auditório que se procedesse ao pregão do julgamento.

Foi anunciado que iria proceder ao julgamento do acusado Thiago


Augusto Garcia Watanabe, nos autos de ação penal supracitada, em que figura
como vítima Márcio Ferreira dos Santos. Não houve arguição de nulidade neste
momento, de conformidade com o art. 571, inciso V, do Código de Processo
Penal.

A seguir, foi procedido ao sorteio dos jurados para compor o Conselho


de Sentença, tendo lido os impedimentos, suspeições e incompatibilidades dos
art. 448 e 449 do Código de Processo Penal e as advertências do § 1º do art.
466 do mesmo Código.

Foram tomados os depoimentos das testemunhas Marcos André Lima,


Valkiria Mendes e Cecilia Renata Soares. Em seguida foi a vez do acusado ser
interrogado.

Diante disso o MM. Juiz Presidente declarou que iria dar início aos
debates orais. Foi dada a palavra ao Ministério Público, que pugnou pela
condenação do acusado nos termos da decisão de pronúncia. Já a Defesa
Técnica sustentou as seguintes teses e subteses: a) absolvição do acusado por
ausência de materialidade da tentativa de homicídio; b) absolvição diante da
ocorrência da legítima defesa; c) desclassificação do delito de tentativa de
homicídio para o crime de lesão corporal leve. Não houve réplica.

Submetido a julgamento nesta data, o egrégio Conselho de Sentença


acolheu a tese defensiva de ausência de materialidade da tentativa de
homicídio, de modo que fica o acusado absolvido da imputação inicial.

Em face do exposto, acolhendo a soberana decisão do Conselho de


Sentença, julgo improcedente a pretensão acusatória deduzida pelo Ministério
Público Estadual em face do acusado Thiago Augusto Garcia Watanabe,
qualificado nos autos, para o fim de absolvê-lo da imputação relativa à prática
do crime previsto no art. 121, caput, c/c art. 14, inciso II, ambos do Código
Penal, em relação à vítima Márcio Ferreira dos Santos, o que faço com base no
art. 386, II, do CPP. Dando assim por lida e publicada em plenário.

Nada mais havendo a observar, damos por findo o presente relatório.

Belém/PA, 10 de Novembro de 2021.

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