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PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS

TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS
Prof. Dr. Methodio Godoy
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

INTRODUÇÃO
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

SISTEMAS DE PROTEÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ASPECTOS BÁSICOS

▪ Como se pode medir valores de corrente ou


tensão em um circuito de tensões elevadas?

REPRODUZEM ISOLAM DO
OS SINAIS DE CIRCUITO DE AT
TENSÃO E OS MEDIDORES
CORRENTE

TRANSFORMADORES
DE
INSTRUMENTOS
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE
INSTRUMENTOS
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS
▪ São transformadores cuja função é reproduzir
os sinais de tensão ou de corrente que circula
pelo enrolamento primário num nível de tensão
compatível com a classe de isolamento dos
equipamentos de medição, proteção, comando
e controle.
▪ Se dividem em:
• Transformadores de Corrente ou TC e
• Transformadores de Potencial ou TP.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS
▪ Se dividem em:
▪ Transformadores de Corrente:
• Medição e
• Proteção.
▪ Transformadores de Potencial,
• Indutivos e
• Capacitivos.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES
DE CORRENTE
TRANSFORMADORES
DE POTENCIAL

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE CORRENTE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

LIGAÇÃO DO TC (EM SÉRIE)

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

LIGAÇÃO DO TP (EM PARALELO)

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS
PARA PROTEÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ASPECTOS BÁSICOS
▪ Em vários países os enrolamentos secundários
dos TC's são padronizados em 5 A, hoje o valor
de 1 A é adotado.
▪ A tensão do enrolamento secundário dos trans-
formadores de potencial é padronizada em:

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ASPECTOS BÁSICOS
▪ Transformadores de potencial quase não cau-
sam problemas no que se refere à proteção,
mas são críticos para instrumentação e medi-
ção (requerem boa exatidão);
▪ Transformadores de corrente são um problema
constante para a proteção, (necessidade de re-
produzir elevadas correntes com componen-
tes DC) porém não trazem maiores problemas
para a instrumentação e medição.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

SINAIS DE
CORRENTE
E TENSÃO
DOS TIs

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ENTRADA DA CANALETA NA SALA DE


COMANDO

SALA DE COMANDO

CANALETA COM CABOS


DO PÁTIO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

Fiação que vem do TP para o


quadro de proteção na sala
de comando.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

QUADRO DE PROTEÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DISJUNTOR

Fiação que vem do quadro de


proteção para o quadro de
comando do disjuntor

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CABANA DE RELÉ

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

QUADRO DE FIAÇÃO DE MPCC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

SISTEMA SUPERVISÓRIO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE
▪ São os transformadores de instrumentos que
reproduzem no enrolamento secundário a cor-
rente que circula pelo enrolamento primário.
▪ Os TCs de proteção devem reproduzir as cor-
rente de falta que são elevadas e sem saturar,
enquanto os TCs de medição devem ter requi-
sitos de precisão mais exigentes.
▪ TCs são utilizados para suprir aparelhos que
apresentam baixa resistência, como as bobinas
de corrente de amperímetros, relés, medidores.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE PARA


PROTEÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

USO DO TC

O TC opera com tensão variável, dependente da corrente


primária e da carga ligada no seu secundário.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE CORRENTE
▪ O secundário de um TC não pode ficar em
aberto pois pode acarretar em elevadas sobre-
tensões o que pode causar riscos aos trabalha-
dores e danos ao patrimônio.
▪ Devido à ligação em série, a corrente que
circula no primário do TC é muito maior que a
corrente de magnetização, com o secundário
aberto não existe a reação à corrente do se-
cundário, produzindo assim elevadas tensões
no secundário do TC.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ASPECTOS
CONSTRUTIVOS DOS TCs
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

EVOLUÇÃO DOS TCs

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE CORRENTE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE CORRENTE
▪ O TC tem N1<N2, dando uma corrente I2<I1.
▪ O enrolamento primário é constituído de pou-
cas espiras (duas ou três) de cobre de grande
secção.
▪ São projetados e construídos para uma corren-
te nominal padronizada em 5A.
▪ Nos TC’s usados para alimentar equipamentos
eletrônicos digitais tem sido muito utilizado a
corrente secundária de 1 A.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE CORRENTE
▪ O secundário de um TC não pode ficar em
aberto pois pode acarretar em elevadas sobre-
tensões o que pode causar riscos aos trabalha-
dores e danos ao patrimônio.
▪ Devido à ligação em série, a corrente que
circula no primário do TC é muito maior que a
corrente de magnetização, com o secundário
aberto não existe a reação à corrente do se-
cundário, produzindo assim elevadas tensões
no secundário do TC.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADOR DE CORRENTE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DO TC QUANTO AO
ENROLAMENTO PRIMÁRIO
▪ TC TIPO ENROLADO: enrolamento primário
envolve mecanicamente o núcleo do trafo;
▪ TC TIPO BARRA: primário constituído por uma
barra montada permanentemente através do
núcleo do transformador;
▪ TC TIPO JANELA: sem primário próprio, cons-
tituído por uma janela através do núcleo, por
onde passa o condutor do circuito primário;
▪ TC TIPO BUCHA: projetado para ser instalado
sobre a bucha de equipamento elétrico.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DO TC QUANTO AO
ENROLAMENTO PRIMÁRIO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO BARRA
▪ Enrolamento primário é uma barra fixada no
núcleo do TC;
▪ Os TC’s tipo barra fixa em são empregados em
painéis de comando de baixa tensão com ele-
vada corrente, para proteção e para medição.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO ENROLADO
▪ É aquele cujo enrolamento primário é constituí-
do de uma ou mais espiras envolvendo o nú-
cleo do transformador.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO JANELA
▪ Não possui enrolamento primário fixo;
▪ É constituído por uma abertura através do nú-
cleo, por onde passa o condutor que forma o
circuito primário;
▪ Muito utilizado em painéis de comando de
baixa tensão para pequenas e médias corren-
tes.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO JANELA

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO BUCHA
▪ Semelhante ao TC tipo barra, porém sua
instalação é feita nas buchas de equipamentos
(transformadores, disjuntores, etc.), que funcio-
nam como enrolamento primário;
▪ São empregados em transformadores de
potência para uso, em geral, na proteção dife-
rencial, quando se deseja restringir ao próprio
equipamento o campo de ação desse tipo de
proteção.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO BUCHA

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TIPO BUCHA

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC NÚCLEO DIVIDIDO
▪ TC tipo janela em que parte do núcleo é se-
parável para facilitar o enlaçamento do condu-
tor primário;
▪ Utilizado na fabricação de equipamentos ma-
nuais de medição de corrente e potência.
▪ Normalmente conhecido como alicate ampe-
rimétrico.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC NÚCLEO DIVIDIDO

45
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOSDE INSTRUMENTOS
TRANSFORMADORES

TC NÚCLEO DIVIDIDO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DO TC QUANTO AO
ENROLAMENTO PRIMÁRIO

▪ TC COM VÁRIOS ENROLAMENTOS PRIMÁ-


RIOS – são TCs com vários enrolamentos pri-
mários que podem ser conectados em série e em
paralelo para prover a adequada corrente nominal.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TCs COM MÚLTIPLOS ENROLAMENTOS


PRIMÁRIOS
▪ Possui vários enrolamentos primários distintos
isolados separadamente;
▪ As bobinas primárias podem ser ligadas em
série ou em paralelo, propiciando duas rela-
ções de transformação.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DO TC QUANTO AO
ENROLAMENTO SECUNDÁRIO

▪ TC COM VÁRIOS ENROLAMENTOS SECUNDÁ-


RIOS – são TCs com vários enrolamentos se-
cundários.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TCs COM MÚLTIPLOS ENROLAMENTOS


SECUNDÁRIOS
▪ Possui vários enrolamentos secundários iso-
lados e montados cada qual em seu próprio
núcleo;
▪ O enrolamento primário enlaça todos os secun-
dários, formando um só conjunto;
▪ Cada núcleo pode ter uma destinação distinta,
com medição e proteção no mesmo equipa-
mento..

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DO TC QUANTO AO
NÚCLEO
▪ TC COM VÁRIOS NÚCLEOS – são TCs com
vários enrolamentos secundários com várias
aplicações medição operacional , medição de
faturamento e proteção.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DO TC QUANTO
AO TIPO DE ISOLAMENTO
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ISOLAMENTO DO TC
▪ Os principais aspectos construtivos estão rela-
cionados ao tipo de isolamento interno (a seco,
a gás e a óleo), a carga nominal e a aplicação
para proteção e medição.
▪ De um modo geral os TC’s a óleo isolante são
os mais usados para tensões acima de 69 kV.
▪ Os TCs isolados a gás SF6 (hexafluoreto de
enxofre) são ainda uma novidade no Brasil

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

APLICAÇÃO
▪ A óleo isolante (com papel) utilizado em ten-
sões maiores ou iguais a 69 kV. Permitem uma
melhor transferência de calor e por conse-
guinte melhor refrigeração. São indicados para
correntes elevadas e alta tensão.
▪ A seco recobertos por isolantes a base de
epóxi. São mais seguros porém apresentam
limitações para tensões e correntes mais ele-
vadas.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

QUANTO AO TIPO DE ISOLAMENTO


▪ A óleo isolante (com papel) utilizado em ten-
sões maiores ou iguais a 69 kV.
• Permitem uma melhor transferência de calor e

por conseguinte melhor refrigeração. São indi-


cados para correntes elevadas e alta tensão.
▪ A seco recobertos por isolantes a base de epóxi.
• São mais seguros porém apresentam limi-

tações para tensões e correntes mais ele-


vadas.
▪ A gás SF6.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

QUANTO AO TIPO DE ISOLAMENTO


ISOLAMENTO EM PAPEL- ÓLEO (ATÉ 800 kV)

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ISOLAMENTO EM PAPEL- ÓLEO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

QUANTO AO TIPO DE ISOLAMENTO


ISOLAMENTO A GÁS SF6 ( ATÉ 800 KV)

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

QUANTO AO TIPO DE ISOLAMENTO

ISOLAMENTO A SECO (ATÉ 138 KV)

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSIFICAÇÃO DOS TCS


TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TECNOLOGIAS DE CONSTRUÇÃO DE TCs

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TANK TYPE

▪ Enrolamento Primário Isolado.


▪ Corrente Primária Limitada.
▪ Núcleos no Tanque Inferior.
▪ Flexível para Tamanhos de
Núcleos.
▪ Parte Ativa no Tanque inferior.
▪ Baixo centro de gravidade.
▪ Possibilita sistema simples de
compensação do volume de óleo.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TANK TYPE x CORE TYPE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORE TYPE

▪ Enrolamento primário não isolado,


▪ Elevada corrente primária,
▪ Núcleos isolados na parte superior,
▪ Espaço para núcleos limitado,
▪ Parte ativa no tanque superior,
▪ Centro de gravidade em ponto
elevado,
▪ Sistema complexo para
compensação do volume de óleo.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TANK/CORE TYPE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CENTRO DE GRAVIDADE

Centro de
Gravidade

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

NÚCLEO MAGNÉTICO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

COMPORTAMENTO TÉRMICO
▪ A avaliação do comportamento térmico destes
equipamentos é um dos itens de maior preocu-
pação para garantia de operação sem falhas
ao longo de sua vida útil.
• Perdas por Efeito Joule,
• Perdas por Histerese e Correntes de Foulcault,
• Perdas Dielétricas
▪ O aquecimento excessivo usualmente provoca
arcos internos.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

PERDAS NO TC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ARCO INTERNO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ENSAIO DE ARCO INTERNO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC A GÁS SF6

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DISPOSITIVOS ÓPTICOS DE MEDIÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DISPOSITIVOS ÓPTICOS DE MEDIÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DISPOSITIVOS ÓPTICOS COMBINADOS

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DISPOSITIVOS ÓPTICOS DE MEDIÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

COMPONENTES DE UM TC
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

POLARIDADE DO TC
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

POLARIDADE
▪ A polaridade indica o modo como os enrola-
mentos primários e secundários estão enrola-
dos no núcleo magnético, são simbolicamente
expressas por marcas de polaridade ou pontos.
▪ A corrente primária Ip entra pela marca de
polaridade e a corrente secundária Is sai pela
marca de mesma polaridade, de forma a que Ip
e Is estejam em fase.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

POLARIDADE
▪ Diz-se que um transformador de corrente tem
polaridade subtrativa, por exemplo, quando a
onda de corrente, num determinado instante,
percorre o primário de P1 para P2 e a onda de
corrente correspondente no secundário assu-
me a trajetória de S1 para S2.
▪ A maioria dos transformadores de corrente tem
polaridade subtrativa, sendo inclusive indicada
Somente sob encomenda são fabricados TCs
com polaridade aditiva.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

SIMBOLOGIA E POLARIDADE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

POLARIDADE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

POLARIDADE
▪ Os transformadores de corrente destinados ao
serviço de medição, relés de potência, etc. são
identificados nos terminais de ligação primário
e secundário por letras convencionadas que
indicam a polaridade para a qual foram cons-
truídos e que pode ser positiva ou negativa.
▪ São empregadas as letras, com seus índices,
P1, P2 e S1, S2, respectivamente, para desig-
nar os terminais primários e secundários dos
transformadores de corrente.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ERROS DE RELAÇÃO
NUM TC
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ERRO DE RELAÇÃO DE
TRANSFORMAÇÃO
▪ É aquele que é registrado na medição de cor-
rente onde a corrente primária não é exata-
mente o produto da corrente lida no secundário
pela relação de transformação nominal.
▪ Se deve à influência do material ferromagné-
tico de que é constituído o núcleo do TC são
relevantes quando se trata de transformadores
de corrente destinados à medição.
▪ A corrente no primário do TC deve estar entre
10% e 100% da corrente primária nominal.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ERRO DE RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ERRO DE RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO

▪ A corrente Ie é a correntes responsável pelo


erro do TC, quanto maior a corrente medida em
relação a nominal menor será o erro de relação
e o erro de ângulo de fase.
▪ Esta precisão não é tão relevante para o uso
do TC para proteção.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ERRO DE RELAÇÃO DE
TRANSFORMAÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ERRO DE ÂNGULO DE FASE

▪ É o ângulo (β) que mede a defasagem entre a


corrente vetorial primária e o inverso da corren-
te vetorial secundária de um TC.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR DE CORREÇÃO DE UMA RELAÇÃO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARACTERÍSTICAS
ELÉTRICAS DE UM TC
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ESCOLHA DA CORRENTE NOMINAL


▪ O TC não suporta sobrecarga e deve ter sua
corrente primária nominal escolhida de 10% a
40% maior que a corrente máxima em regime
contínuo.
▪ Os TCs são projetados normalmente para a
temperatura ambiente média de 35 º C.
▪ Os valores padronizados de corrente são múl-
tiplos decimais de 10, 12,5, 15, 20, 25, 30, 40,
50, 60 ou 75 A.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ESCOLHA DA CORRENTE NOMINAL


▪ Adequar com o circuito de maior corrente de
emergência;
• Linhas (capacidade de emergência ou de
curta duração)
• Transformadores (1,5 In)
• Banco de capacitores: 1,25 In (aterrados) e
1,35 In (bancos isolados)
▪ Cuidado especial com TCs que precisam de
precisão elevada na medição e na entrada em
operação a In (cor. nominal) é inferior a 10%.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ESCOLHA DA CORRENTE NOMINAL

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

ESPECIFICAÇÃO DE UM TC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
▪ Os seguintes dados são complementares a es-
pecificação de um TC:
• Nível de Poluição Ambiente,
• Temperatura Ambiente (temperatura média
diária),
• Altitude ( Quando maior que 1000m) e
• Característica de Excitação Secundária.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE PRIMÁRIA
NOMINAL
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE PRIMÁRIA NOMINAL


▪ As correntes primárias nominais e as relações
nominais são padronizadas por norma. (NBR
6856).
▪ As relações nominais apresentadas nas tabe-
las são baseadas na corrente secundária nomi-
nal de 5 A.
▪ Podem ser utilizadas, também, correntes se-
cundárias nominais de 1 A.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE PRIMÁRIA NOMINAL


▪ Para fins de medição deve ser escolhida como
corrente nominal a corrente mais próxima
possível da corrente a ser medida para mini-
mizar o erro.
▪ Em situações onde a corrente a ser medida vai
aumentar com o tempo deve ser adotado um
TC com vários enrolamentos primários.
▪ Como o TC não suporta sobrecarga deve ser
escolhida a corrente nominal acima da maior
corrente de sobrecarga esperada.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

RELAÇÕES DE
TRANSFORMAÇÃO
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE NOMINAL
▪ (-) separa correntes nominais de diferentes en-
rolamentos. Ex.:300-5, 300-5-5 (2 secundá-
rios);
▪ (X) separa correntes primárias nominais ou
relações duplas. Ex.: 300x600:5 cujos enrola-
mentos podem ser ligados em série ou
paralelo;
▪ (/) usada para separar correntes primárias ou
secundárias nominais ou derivações. Ex.:
300/400-5 ou 300-2/5.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

RELAÇÕES NOMINAIS SIMPLES

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

RELAÇÕES NOMINAIS SIMPLES

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

RELAÇÕES NOMINAIS SIMPLES

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

RELAÇÕES NOMINAIS DUPLA E TRIPLAS

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

BURDEN OU CARGA
NOMINAL
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARGA NOMINAL OU BURDEN NOMINAL


▪ É a carga na qual se baseiam os requisitos de
exatidão de um transformador para instrumen-
tos.
▪ As cargas nominais são designadas, de acordo
com a ABNT, por um símbolo formado pela le-
tra C seguida pela potência aparente, em volt-
ampères, na frequência de 60 Hz, correspon-
dente à corrente secundária nominal.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARGAS NOMINAIS - ABNT

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARGAS NOMINAIS - ANSI

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARGAS NOMINAIS - IEC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CARGAS NOMINAIS - RESUMO

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSE DE EXATIDÃO
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSE DE EXATIDÃO
▪ É o valor máximo do erro, expresso em por-
centagem, que pode ser introduzido, pelo
transformador de instrumentos, na indicação ou
no registro de um instrumento de medição, em
condições especificadas.
▪ É importante destacar que a classe de exati-
dão é dada na maior relação.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSE DE EXATIDÃO
▪ Exprime nominalmente o erro esperado do TC
levando em conta o erro de relação de transfor-
mação e o erro de defasamento entre corrente
primária e secundária.
• 0,1 – Medição e calibração em laboratório;
• 0,3 – Medição de faturamento;
• 0,6 – Medição operacional;
• 1,2 – Amperímetros e registradores gráficos;
• 3,0 – Instrumentos de medida de ponteiros;
• 5 e 10 – Proteção.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC DE MEDIÇÃO
▪ No caso de um TC para serviço de medição,
indica-se a classe de exatidão, seguida do
símbolo da maior carga nominal, com a qual se
verifica esta classe de exatidão.
▪ Cada enrolamento secundário deve ter indica-
da sua classe de exatidão seguida da carga
nominal correspondente.
▪ Pela ABNT: 0,3 C50,
▪ Pela ANSI: 0,3 B2.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSE DE EXATIDÃO
▪ A classe de exatidão 3 não tem limitação de
erro de ângulo de fase e o seu fator de corre-
ção de relação percentual (FCRp) deve
situar-se entre 103 e 97% para que possa ser
considerado dentro de sua classe de exatidão;
▪ Para TC´s destinados à proteção, diz-se que a
classe de exatidão é 10, quando o erro de rela-
ção percentual, durante as medidas efetuadas,
desde a sua corrente nominal secundária até
20 vezes é de 10%.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSE DE EXATIDÃO ABNT

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CLASSE DE EXATIDÃO IEC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE
PARA PROTEÇÃO
▪ Os transformadores de corrente para serviço
de proteção, quanto a sua impedância interna,
se subdividem em duas classes: A e B
▪ CLASSE A : são TCs que possuem alta impe-
dância interna, isto é, com reatância de disper-
são do enrolamento secundário possui valor
apreciável em relação à impedância total do
circuito secundário, quando este alimenta sua
carga nominal. Geralmente, são TCs com bo-
bina primária enrolada sobre o núcleo.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC CLASSE A – ALTA REATÂNCIA

ENROLAMENTO PRIMÁRIO ENROLADO


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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE
PARA PROTEÇÃO
▪ CLASSE B: são TCs que possuem baixa im-
pedância interna, com reatância de dispersão
do enrolamento secundário de valor despre-
zível em relação à impedância total do circuito
secundário, quando este alimenta sua carga
nominal.
▪ Geralmente, são TCs de núcleo toroidal, com
enrolamento secundário uniformemente distri-
buído sobre o núcleo. A espira primária apre-
senta a capacidade de suportar altas correntes.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC CLASSE B – BAIXA REATÂNCIA

ENROLAMENTO
PRIMÁRIO EM
BARRA

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE
PARA PROTEÇÃO
▪ Para a proteção a precisão não é determinante e
sim reproduzir uma corrente sem que ocorra a
saturação do TC.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR DE SOBRECORRENTE
▪ É a relação da corrente máxima simétrica de curto e a
corrente primária nominal para que a precisão de sua
classe de exatidão seja mantida.

▪ Pela ABNT e ANSI o fator de sobrecorrente usado é 20.


▪ As classes de exatidão usadas para proteção são 2,5%,
5% e 10%.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR DE SOBRECORRENTE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR DE SOBRECORRENTE

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE
PARA PROTEÇÃO
▪ São enquadrados, pela ABNT, nas classes de
exatidão 5 e 10. Segundo as normas ANSI, exis-
te apenas a classe 10.
▪ Considera-se que um TC para serviço de prote-
ção está dentro de sua classe de exatidão quan-
do o seu erro de relação percentual não for su-
perior ao valor especificado, desde que a cor-
rente secundária varie da corrente secundária
nominal até a corrente igual a 20 vezes a corren-
te secundária nominal.
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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC DE PROTEÇÃO
▪ Na indicação da classe de exatidão se indica
também, a classificação do TC quanto à impe-
dância interna e em seguida a tensão secundá-
ria que aparece nos seus terminais quando
circula pela sua carga secundária uma cor-
rente igual a 20 vezes a sua corrente secundá
-ria nominal.
▪ Esta tensão é obtida multiplicando-se a impe-
dância da carga nominal por 20 vezes a cor-
rente secundária nominal, 5 ou 1 A.
130
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CURVA CARACTERÍSTICA DE EXCITAÇÃO


SECUNDÁRIA DE UM TC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC DE PROTEÇÃO
▪ No caso de um TC para serviço de proteção a
classe de exatidão pelas normas ANSI, é
omitida, pois se tem apenas a classe de 10%, e
não de 5% e de 10% como na ABNT.
▪ Pela ABNT: 5A800, (ou 10B800)
▪ Pela ANSI: T800.
▪ Pela ABNT: 10B800 (ou 5B800)
▪ Pela ANSI: C800

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR TÉRMICO
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR TÉRMICO NOMINAL


▪ É o fator que multiplica a corrente primária nomi-
nal de um TC, para obter a corrente primária
máxima que ele é capaz de conduzir em regime
contínuo, sob frequência nominal e com a maior
carga especificada, sem exceder os limites de
elevação de temperatura especificados.
▪ Pela ABNT, os fatores padronizados são: 1,0 –
1,2 – 1,3 – 1,5 – 2,0. Pela ANSI os fatores são:
1,0 – 1,33 – 1,5 – 2,0 – 3,0 – 4,0.

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FATOR TÉRMICO NOMINAL

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE SUPORTÁVEL
DE CURTA DURAÇÃO
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE SUPORTÁVEL DE CURTA DURAÇÃO

▪ É o valor eficaz da corrente de curto circuito si-


métrica que o TC deve suportar durante um
segundo.
▪ Esta corrente define a suportabilidade térmica
do TC a correntes de curto circuito.
▪ Para tempos menores que 5 segundos:

137
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VALOR DE CRISTA DA CORRENTE


SUPORTÁVEL DE CURTA
DURAÇÃO
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VALOR DE CRISTA DA CORRENTE


SUPORTÁVEL DE CURTA DURAÇÃO
▪ É o valor de crista da corrente primária que um
TC é capaz de suportar, durante o primeiro
meio ciclo, com o enrolamento secundário em
curto sem se danificar mecanicamente, devido
às forças eletromagnéticas resultantes.
▪ Pela ABNT o valor de crista nominal da corren-
te suportável é igual a 2,6 vezes o valor da
corrente suportável nominal de curta duração.

139
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NIVEL DE ISOLAMENTO
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NÍVEL DE ISOLAMENTO
▪ É o conjunto de tensões suportáveis nominais
que definem a suportabilidade do equipamento
a esforços elétricos de tensão.
▪ Os esforços elétricos de tensão são:
• Tensões na frequência industrial,
• Sobretensões temporárias,
• Surtos devido a descargas atmosféricas
• Surtos de manobra.

141
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TENSÕES NOMINAIS

142
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NÍVEL DE ISOLAMENTO

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NÍVEL DE ISOLAMENTO

144
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CLASSE DE ISOLAMENTO

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FREQUÊNCIA NOMINAL
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FREQUÊNCIA NOMINAL
▪ Nos sistemas elétricos dos diferentes países
onde os transformadores de corrente são apli-
cados, são normalmente encontradas frequên-
cias de 50 e 60 Hz.
▪ A frequência nominal no Brasil é 60 Hz.

147
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DISTÂNCIA DE ESCOAMENTO
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DISTÂNCIA DE ESCOAMENTO

149
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PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

150
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SATURAÇÃO DE TCs DE PROTEÇÃO


TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TRANSFORMADORES DE CORRENTE
PARA PROTEÇÃO
▪ Os TC’s de proteção devem reproduzir fielmente
no secundário a corrente do circuito secundário,
porém como seu núcleo é construído de material
saturável, a corrente secundária poderá não ter a
forma senoidal e não mais reproduz fielmente no
secundário a corrente no primário.
▪ Os seguintes fatores podem acarretar a saturação
de um TC:
• Elevado burden secundário,
• Elevada corrente primária,
• Assimetria da corrente de curto e fluxo remanente.
152
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SATURAÇÃO DOS TCs DE PROTEÇÃO

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PROTEÇÃO CONVENCIONAL
▪ O valor limite de corrente para saturação do
núcleo é normalmente 20xIn.

154
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SATURAÇÃO AC
▪ A saturação é dita AC quando o valor determi-
nado pela equação a seguir da tensão excede
o valor da tensão máxima secundária.

▪ Este tipo de saturação está associada ao exce-


sso de impedância no secundário ou a eleva-
das correntes de falta.

155
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SATURAÇÃO DC
▪ A saturação é dita DC quando está associada a
componente DC da corrente de curto que faz
com que a tensão de saturação dada pela
equação a seguir exceda o valor da tensão má-
xima do secundário.
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TC PRÓXIMO A ALIMENTADORES COM X/R


ELEVADO
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IEC 60044-6

A IEC prevê que TC’s sejam


construídos para gerar baixo fluxo
remanescente em transitórios
usualmente elevado em religamento
de LT’s

158
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IEC 60044-6
▪ Os TCs projetados para gerar baixo fluxo remanes-
cente em transitórios tem na sua maioria pequenos
gaps da ordem de 0,12 mm.
▪ Segundo esta norma as classes são:
• P – sem limitação do fluxo remanescente,
• TPS - sem limitação do fluxo remanescente,
• TPX - sem limitação do fluxo remanescente,
• TPY – fluxo remanescente não excede 10% do
fluxo de saturação.
• TPZ – fluxo remanescente pode ser desprezado.
159
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TC TPX E TC TPY
▪ TC TPX : O limite de exatidão é definido pelo
erro instantâneo de pico durante um ciclo tran-
sitório especificado. Não há nenhuma limita-
ção para o fluxo remanescente.
▪ TC TPY : O limite de exatidão é definido pelo
erro instantâneo de pico durante um ciclo
transitório especificado. O fluxo remanescente
não excede a 10% do fluxo de saturação.

160
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

TC TPX E TC TPY
▪ TC TPZ : O limite de exatidão é definido pelo
erro da componente AC instantâneo de pico
durante uma energização simples com máximo
deslocamento DC para uma constante de
tempo secundária especificada. Não há requi-
sito para limitação da componente DC.
▪ Os TC TPY e TC TPZ podem ser especificados
para sistemas que utilizam religamentos (fun-
ção 79) onde o magnetismo remanescente po-
de causar operações indevidas.
161
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

EFEITOS DA SATURAÇÃO DO TC
▪ Os relés de tempo inverso ficam lentos,
▪ Desligamentos indevidos devido a proteção
diferencial,
▪ Operação de relés de terra instantâneos,
▪ Os relés de sobrecorrente podem não operar,
▪ A forma de onda da corrente secundária não é
mais senoidal.

162
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

MEDIDAS PARA MITIGAR OS EFEITOS DA


SATURAÇÃO DOS TCs
▪ Redução do burden,
▪ Aumento da relação do TC,
▪ Aumento da seção do núcleo,
▪ Limitação do valor da corrente de curto,
▪ Aumento da tensão secundária nominal do TC,
▪ Utilização de TCs auxiliares,
▪ Utilização de relés digitais que tenham firmwa-
re que linearize a curva de saturação, corrigin-
do a corrente vista pelo relé.
163
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CURVA CARACTERÍSTICA DE EXCITAÇÃO


SECUNDÁRIA DE UM TC
▪ É a curva característica que representa a ten-
são secundária que o TC entrega em função da
corrente de excitação.
▪ Essa curva é expressa em escala bi-loga-
rítmica com a tensão secundária no eixo das
ordenadas e a corrente de excitação nos eixos
das abcissas.

164
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CURVA CARACTERÍSTICA DE EXCITAÇÃO


SECUNDÁRIA DE UM TC

165
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TCs INSTALADOS JUNTO A BANCO


CAPACITORES
▪ Tanto na energização, quanto na descarga de
capacitores devido a um curto circuito ocorre a
circulação de correntes de elevadas frequên-
cias.
▪ Essas correntes induzem tensões de alto valor
no secundários dos TC’s e em todos os dispo-
sitivos associados.
▪ Caso essa elevada tensão ultrapasse os valo-
res máximos suportáveis deve-se instalar dis-
positivos de proteção de surtos.
166
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TC PRÓXIMO A BANCOS SHUNTS

167
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PROTETORES SECUNDÁRIOS DOS TCs

168
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DADOS DO TC

169
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DADOS DO TC

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CURVA DE SATURAÇÃO

171
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

DADOS DO TC

172
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

SEÇÃO DO NÚCLEO
▪ Projetar o núcleo para um TC consiste em de-
terminar a área principal.
▪ Os fatores, que influenciam são:
• corrente primária,
• carga nominal,
• resistência secundária do enrolamento,
• classe da exatidão,
• fator de saturação avaliado o comprimento do trajeto
magnético.

173
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SEÇÃO DO NÚCLEO DE ACORDO COM A


SATURAÇÃO
▪ K é uma constante que depende do material para aço
silício de gãos orientados usa-se 25.
▪ (FS)ALF é o fator de saturação.
▪ Isn é a corrente secundária nominal,
▪ Zn é o burden mais a impedância interna do TC,
▪ Ns é o numero de espiras do secundário.

174
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FIAÇÃO
▪ Os sinais de corrente e tensão dos TIs são
levados em canaletas até a casa de comando.
▪ Os cabos devem ter impedância máxima de 0,5
ohms.
▪ Em subestações muito grandes a solução é
distribuir os equipamentos de MPCC em salas
de proteção distribuídas nas subestações e de
lá convertida as correntes medidas em sinais
digitais e encaminhados em fibra ótica para a
casa de comando.
175
TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

FIAÇÃO
▪ O acoplamento elétrico e magnético com outros
circuitos que compartilham a mesma linha elétrica
ou as proximidades.
▪ O uso de relés digitais e as distâncias envolvidas
entre os equipamentos de pátio (TIs) e os equi-
pamentos de MPCC tem contribuído para a impor-
tância das impedâncias dos cabos na carga dos
TIs.
▪ É importante ainda levar em consideração o aque-
cimento de outros cabos que compartilham a mês-
ma canaleta.
176
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CORRENTE SECUNDÁRIA DE 5 A

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

CORRENTE SECUNDÁRIA DE 1 A

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COMPARAÇÃO DE NÚCLEOS DE 5 A x 1 A

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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS

PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

180
Methodio Godoy
e-mail: methodiovg @gmail.com

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