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A Velhice e o envelhecimento

Idoso - A Organização Mundial da Saúde classifica cronologicamente como idosos as pessoas


com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e com mais de 60 anos de idade em
países em desenvolvimento.

As pessoas idosas têm habilidades regenerativas limitadas, mudanças físicas e emocionais que
podem diminuir a qualidade de vida dos idosos. Podendo levar à Síndrome da Fragilidade,
conjunto de manifestações físicas e psicológicas de um idoso onde poderá desenvolver
doenças.

O estudo a respeito do processo de envelhecimento designa-se gerontologia, e o estudo


das doenças que afectam as pessoas idosas é chamado de geriatria.

Na maior parte do mundo, as mulheres vivem, em média, quatro anos a mais que os homens.

A terceira idade é uma etapa da vida de um indivíduo. A época em que uma pessoa é
considerada na fase da terceira idade varia conforme a cultura e desenvolvimento da
sociedade em que vive. Em países classificados como em desenvolvimento, por exemplo,
alguém é considerado de terceira idade a partir dos 60 anos. Para a geriatria, somente após
alcançar 75 anos a pessoa é considerada de terceira idade.

Com a chegada da terceira idade, alguns problemas de saúde passam a ser mais frequentes,
e outros, incomuns nas fases de vida anteriores, começam a aparecer.

Os direitos do idoso

Conforme o Estatuto do idoso, que entrou em vigor a 1 de Outubro de dois mil e três:

Art. 10 § 2º O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e


moral abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideias e
crenças, dos espaços e dos objetivos pessoais.

A discriminação etária, generacional ou ainda etaísmo é um tipo de discriminação contra


pessoas ou grupos baseado na idade. Quando este preconceito é a motivação principal por
trás dos actos de discriminação contra aquela pessoa ou grupo, então estes actos se constituem
em discriminação por idade.

Idadismo (com origem anglo-saxónica - Cavanaugh) é um termo que designa estereótipo,


preconceito ou discriminação baseados na idade, neste caso, especificamente face a pessoas
idosas, atitude que persiste e influencia o modo como olhamos as pessoas idosas e como nos
comportamos face a elas.

Embora etaísmo (também conhecido como idadismo) possa referir-se ao preconceito contra
qualquer grupo etário, a discriminação por causa da idade está geralmente associada a duas
faixas etárias específicas:
 Adolescentes: (etaísmo contra adolescentes é também chamado "adultismo"), a quem
são atribuídos as características estereotipadas de imaturos, insubordinados e
irresponsáveis;
 Terceira idade: são rotulados de lentos, fracos, dependentes e senis.

 Gerontofobia – medo do envelhecimento; evitar a ideia de velhice, dado que a ela


corresponde uma série de imagens e de representações (doença, inactividade,
depressão, aborrecimento e incapacidades várias), largamente difundidas e,
sobretudo totalmente contrárias à sociedade “juvenilizada” que nos rodeia e
inspira.

A gerontologia é um campo de estudos interdisciplinar que investiga os fenómenos


fisiológicos, psicológicos e sociais e culturais relacionados com o envelhecimento do ser
humano. É um campo multiprofissional e multidisciplinar. Embora a Gerontologia envolva
muitas disciplinas, a pesquisa repousa sobre um eixo formado pela Biologia, pela Psicologia e
pelas Ciências Sociais. O aparecimento desta nova ciência deveu-se à importância dos idosos
como um grupo específico, dotado de uma cada vez maior relevância estatística e social, acerca
do qual era absolutamente necessário saber mais.

A gerontologia difere da geriatria na medida em que esta última é o ramo da medicina


(especialidade) associado ao estudo, prevenção e tratamento das doenças e da incapacidade em
idades avançadas.

O aumento da expectativa de vida (ou esperança de vida) e o envelhecimento da população


mundial têm preocupado cada vez mais cientistas, intelectuais e formuladores de políticas
públicas. O crescimento da gerontologia nos últimos anos é um reflexo dessas transformações.

Geriatras são médicos especializados no cuidado com o idoso e têm sua formação variável em
diferentes países, mas geralmente esta passa por uma formação generalista (medicina interna,
medicina de família, etc.) e a seguir são treinados nos aspectos específicos da saúde do idoso.
Em geral os geriatras têm de passar por um exame de qualificação para a especialização para
obter um título ou certificado de especialista.

Conceito e estereótipos sobre o envelhecimento

Envelhecimento - Processo que, devido ao avançar da idade, afecta toda a pessoa, bio-psico-
socialmente considerada, isto é, refere-se a todas as modificações morfo-fisiológicas e
psicológicas que têm repercussões sociais e são consequência do desgaste do tempo.

O envelhecimento consiste numa perda progressiva e irreversível da capacidade de


adaptação do organismo às condições mutáveis do meio ambiente. Trata-se de um processo
complexo, diferencial (específico de cada pessoa), contínuo (embora em tempos diferentes),
inelutável e irreversível.
O fenómeno refere-se à idade cronológica, biológica, psicológica, social e ainda cultural,
residindo a sua explicação numa pluralidade de factores.

Características normalmente associadas aos idosos:

- crise de identidade provocada por ele e pela sociedade;

- diminuição da auto-estima;

- dificuldade de adaptação a novos papéis e lugares bem como a mudanças profundas e rápidas;

- falta de motivação para planear o futuro;

- atitudes infantis ou infantilizadas, como processo de mendigar carinhos;

- complexos diversos, devido, por exemplo, à diminuição da libido e do exercício da


sexualidade;

- tendência à depressão, à hipocondria ou somatização e mesmo tentações de suicídio;

- surgimento de novos medos (como o de incomodar, de ser um peso ou estorvo, de


sobrecarregar os familiares, medo da solidão, de doenças e da morte);

- diminuição das faculdades mentais, sobretudo da memória;

- problemas a nível cognitivo (da memória, linguagem, solução de problemas), a nível


motivacional e afectivo.

Luísa Berger num estudo de 1995 identificou sete estereótipos a respeito dos idosos:

O idoso visto como uma pessoa doente, infeliz, improdutiva, necessitada de ajuda,
conservadora, igual a todos os outros velhos, sofrendo de isolamento e de solidão.

Há factores que agravam a imagem negativa do idoso frente a si mesmo (auto-imagem e auto-
estima) e frente aos outros, como a reforma, a viuvez, as condições de saúde, a sexualidade, a
família, a situação económica e financeira, o estatuto sócio-económico, a etnicidade.

Uma percepção frequente sobre os anciãos é que eles gastam e não produzem; existe geralmente a
ideia de que as pessoas idosas, mesmo não estando doentes, são incapazes de se desenvolverem;
outra ideia é a de que a velhice corresponderia a uma ‘segunda infância’: com infantilização,
dependência e diminuição da responsabilidade individual dos idosos, conduzindo a uma inevitável
redução do seu estatuto social.

“A visão de que as pessoas idosas são no mínimo incompetentes e talvez até senis, é parcialmente
responsável pela tendência da sociedade para discriminá-las”. (Hoffman, Paris e Hall)
O envelhecimento activo é uma terminologia indicada pela ONU para as políticas públicas
relacionadas com o envelhecimento e estabelece a optimização das oportunidades de saúde a fim
de aumentar a qualidade de vida, à medida que as pessoas envelhecem.

(Ver ficha de trabalho)

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