Você está na página 1de 2

“Por que a gente é assim?


O que ocorre conosco seres humanos durante nosso processo de vida? O que é
exatamente que nos distingue uns dos outros? O porquê de tanta diversidade e com
lidar com isso? Por que o tempo de amadurecimento, crescimento intelectual, moral,
social, espiritual é tão peculiar? E sendo assim, como faz-se possível a
harmonização do convívio entre os seres?
São tantas as questões que se apresentam que fica praticamente impossível
encontrar respostas que sejam satisfatórias. Creio que as medicinas da mente vem
trazendo uma bagagem indiscutível de probabilidades e muitos acertos, mas será
que há mesmo algo que seja uma resposta definitiva? Ou seja, será que quando o
indivíduo consegue exercer controle sobre seus pensamentos, sentimentos e ações
torna-se assim possível o convívio social? E quanto aos outros tantos que já não
dão conta de fazer suas vidas algo tão “praticável”? Como lidar com isso?
Pessoas que ao longo de sua trajetória são verdadeiros colecionadores de vitórias,
de conquistas, que conseguem equilíbrio emocional e se tornam cidadãos
exemplares. Alguns alcançando inclusive notoriedade dentre a maioria da
população, regional e até mesmo mundial. Outros tantos permanecem anônimos
entretanto são de incontestável importância. Havendo os que conseguem se
destacar como celebridade porém sem nenhuma importância coletiva e os que são
anônimos de importância reduzida ao seu habitat natural.
Em fim são muitas as diversidades entre nós todos é obvio, assim como obvio é o
desafio em lidar com isso. O que causa dentro de cada um de nós termos
conhecimento disso? Tantas diferenças que acabam levando a tantas comparações.
Tantas competições. Quantos sentimentos infelizes são alimentados devido a uma
pessoa se ver inferior a outra? Não digo aqui inferior de maneira relacionada a bens
materiais, digo por exemplo intelectualmente, emocionalmente ou fisicamente. Sem
falar até mesmo nos casos de patologias psíquicas.
Se conseguimos amadurecimento como ser humano devido aos processos que
vamos vivenciando ao longo do tempo e se isso é algo que acontece a cada um de
nós de maneira diferenciada, esse passa então a ser a chave das questões
referentes as incompatibilidades entre os indivíduos. No que se diz respeito a
relacionamentos entre casais e respectiva família fica muito evidente quando há as
diferenças e o quanto tais desacordos de pensamentos, atos e desejos influenciam e
são determinantes para o fracasso dessa constituição.
Como será que podemos previamente nos prepararmos, nos adequarmos,
sintonizarmos uns aos outros afim de que tenhamos uma capacidade maior de
entendimento, aceitação, compreensão e harmonização? Sendo o ser humano tão
diferente assim um do outro, como encontrar esse equilíbrio que possibilita a
integração?
Temos várias ferramentas a nossa disposição para nos auxiliar nessa tarefa. Tudo
que já foi estudado e está ai registrado, tudo que é ensinado e demonstrado. Desde
a filosofia, passando pela medicina convencional ou alternativa, chegando aos sub
conceitos que ao menos sugerem cada vez mais a expansão da mente humana
propiciando maior entendimento sobre o que somos e como podemos viver uns com
os outros. Ainda assim parece estar tão distante encontrar respostas para essa
questão. Quando penso na simplicidade das palavras e exemplos de Jesus, sinto
que complexo sou eu por não conseguir assimilar com facilidade o que ele quis
dizer. A própria religião se confunde e se contradiz a esse respeito. Se ele disse
para amar e respeitar, para termos fé e agirmos com os outros como gostaríamos
que agissem conosco, para sermos generosos, altruístas, não nos ofendermos e
quando acontecer perdoar. Foi o que ele fez! Tudo isso parece ser de uma enorme
simplicidade, entretanto está tão distante!
Será que tudo está mesmo dentro de nossa capacidade? Temos mesmo dentro de
nós esse poder de ação? Será que é tudo uma questão de ajustes? Será que as
respostas já estão mesmo ai? Há os que estudaram, aprimoraram e colocaram em
prática seus conhecimentos a serviço da humanidade. De várias formas diferentes.
Será então que basta segui-los? Será que é mesmo uma questão do nosso ego?
Somo nos mesmos quem nos sabotamos e dificultamos nossa trajetória. E como
deixar de ser um ser humano assim? Para que tanta complexidade? Como agir mais
próximo disso tudo ai que Jesus falou e fez? Acho que fica muito notório nos
momentos da vida em que quando isso acontece ou seja quando pensar e praticar o
bem é algo que fazemos, naturalmente a vida flui de maneira mais suave, mais
significativa, mais prazerosa, mais alegre e feliz. Tenho certeza de que entrar em
estado de equilíbrio emocional, espiritual, mental nos traz grande alivio. Ser capaz
de viver sem passar pela vida simplesmente “atropelando” a si mesmo e aos outros.
Sendo um pacificador, conseguindo ser alguém em que se possa confiar, entregar
se deixar guiar.
Sabemos que existe um número enorme de variações de Psicopatologias e claro
que isso pode responder muitas ou talvez até todas as perguntas que deixei ao
longo desse texto. Entretanto como o próprio estudo diz e pode ser referenciado na
apostila IBPC no 7º módulo quando fala da Classificação dos Transtornos
Mentais, em sua conclusão na pag 81. Diz que mesmo com todos os estudos
desenvolvidos até aqui, ainda há muito o que se saber sobre a mente humana. Não
há uma resposta única e definitiva para tanta complexidade.

Você também pode gostar