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Resumo

O procedimento experimental para avaliar a lei de Charles consiste numa montagem que
liga um balão de fundo chato isolado contendo ar que terá sua temperatura alterada variando
assim seu volume. Será ligado ao balão uma mangueira que ficará dentro de uma proveta virada
para baixo imersa em água, ou seja, a variação do volume do ar no balão será analisada através da
variação do volume analisada na proveta. Para que não haja vazamento de ar na aparelhagem
deve-se testar a vidraria e se haverá ou não uma diferença na altura da coluna de água mesmo
elevando a proveta cerca de 2,5 cm de altura. Considerando que não haja perda de ar, inicia-se o
procedimento. Sabendo que V= constante X T, a n, p constantes para lei de Charles, espera-se que
o gráfico relacionando volume e temperatura represente uma função linear.

1.Discussão de dados
A lei de Charles é uma lei limite e atua com a pressão constante, dessa forma o volume
ocupado pelo gás é diretamente proporcional a sua temperatura absoluta, ou seja, durante a
construção do gráfico percebe-se que se trata de uma função linear e que as proporções entre o
volume ocupado pelo gás e as temperaturas atingidas tendem a formar uma reta crescente com o
aumento da temperatura. Na lei de Charles trabalha-se com a temperatura na unidade Kelvin,
então, como atualmente não é possível obter conclusões no zero absoluto são usados extensões
aproximadas e esperadas de dados já obtidos (Figura 1). É válido destacar que como o experimento
é uma prática ele permite que ocorra erros, como montagem do equipamento, leitura equivocada
dos dados e manuseio indevido, além disso existe a possibilidade de erros dos equipamentos como
vidrarias mau calibradas gerando resultados um pouco diferentes do esperado. Com os dados
obtidos (Tabela 1) sintetizamos um gráfico e o resultado foi bem próximo do esperado, entretanto
existe os erros, já citados, que causaram algumas perturbações, fator que não afetou no
entendimento e na eficiência da prática realizada (figura 2). Assim, podemos concluir que os
resultados obtidos e o gráfico traçado são bem semelhantes à lei de Charles que é o resultado
esperado, então pode-se perceber que o experimento realizado usando a graduação de uma
proveta para identificar a variação do volume do gás em função da temperatura fornece dados
satisfatórios para a prática efetuada.
Gráfico da lei de Charles.

(Figura 1)

Tabela de dados experimentais


(Tabela 1)

Temp Volu
eratu me(
ra ml)
278.1
5K 31
283.1
5K 42
287.1
5K 57
289.1
5K 59
292.1
5K 68
294.1
5K 75
296.1
5K 81
298.1
5K 87
300.1
5K 93
302.1 96
5K

Pressão constante

120

100 96
93
87
81
80 75
68
Volume (ml)

Volume
57 59
60 Linear (Volume)
Linear (Volume)
42
40
31

20

0
278.15K 283.15K 287.15K 289.15K 292.15K 294.15K 296.15K 298.15K 300.15K 302.15K

Temperatura

(Figura 2)

2.Conclusão

Observando o experimento realizado


pode-se perceber que o resultado obtido foi
extremamente próximo ao esperado, com
uma função linear tipo Y=aX+b com o volume
sendo variado em função da temperatura
fornecida pelo banho termostatizado do
balão de fundo chato. O gráfico sintetizado
com os dados obtidos não geram uma reta
perfeitamente linear por se tratar de uma
prática, possibilitando a ocorrência de erros.
Com isso foi possível analisar e confirmar a
eficiência e a importância da lei de Charles
para o estudo e entendimento dos gases.

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