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Outros Títulos de Interesse

nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde


Redação de Trabalhos Acadêmicos
Como transpor os resultados de seus estudos da maneira correta quan-
do é chegado o momento de redigir um trabalho? As orientações sobre A Odontologia à Luz do Direito
André Luis Nigre
a confecção de trabalhos acadêmicos são tantas e tão dispersas que o
objetivo deste manual, completo e elucidativo, é ser a base para a con- A Prática Médica no Interior do Brasil
Clóvis Eduardo Ramos Tomasi
sulta de normas e preceitos que permeiam a redação científica.
Bioética e Enfermagem
Nesse ponto, Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências William Malagutti

Biológicas e da Saúde visa suprir a necessidade, presente em todas as Elaboração de Teses e Dissertações
Fátima Namen
áreas acadêmicas, de uniformizar e tornar inteligíveis as publicações
científicas. Deu-se tratamento especial às normas que regem os traba- Ética, Pesquisa e Políticas Públicas
Flavia Mori Sarti /
lhos publicados no campo das Ciências Biológicas e da Saúde, podendo Gislene Aparecida dos Santos
também servir de guia para a padronização de trabalhos em outras áreas
Nutrição Experimental
de conhecimento. Tereza Ibrahim

São apresentadas, de forma objetiva e didática, questões relativas aos O Atuar do Cirurgião-Dentista
André Luis Nigre
projetos de pesquisa, trabalhos de conclusão de curso de graduação,
O Atuar Médico – Direitos e
dissertações, teses e artigos de revisão, além de diretrizes para a utili- Obrigações, 3a ed.
zação dos programas Word® e PowerPoint® e a pesquisa em sites, como
PubMed, SciELO e BIREME. Em outras palavras, um item fundamental
Redação de André Luis Nigre

Saiba mais sobre estes e outros títulos em


para elaborar trabalhos acadêmicos.
Trabalhos Acadêmicos nosso site: www.rubio.com.br

Sobre o Autor nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

Nutricionista pela Universidade Federal


de Pernambuco (UFPE).
Especialista em Saúde Materno-Infantil
pela Universidade de São Paulo (USP). Haroldo Ferreira

Haroldo Ferreira
Mestre em Nutrição pela UFPE.
Doutor em Saúde Pública pela Fundação
Oswaldo Cruz (FioCruz).
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do
CNPq.
Professor Associado da Faculdade de Nu-
trição (FANUT) da Universidade Federal
de Alagoas (UFAL).
Professor Permanente do Programa de
Pós-Graduação em Nutrição da FANUT/
UFAL.
Conselheiro do Conselho Nacional de Se-
gurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).
Conselheiro do Conselho Estadual de Segu-
rança Alimentar e Nutricional de Alagoas.
Presidente da Associação Alagoana de Nu-
trição (ALNUT).

Capa – Redação de Trabalhos Acadêmicos.indd 1 18/10/2011 12:19:51


Redação de Trabalhos Acadêmicos nas
Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

Haroldo da Silva Ferreira


Nutricionista pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Especialista em Saúde Materno-Infantil pela Universidade de São Paulo (USP).
Mestre em Nutrição pela UFPE.
Doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.
Professor Associado da Faculdade de Nutrição (FANUT) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da FANUT/UFAL.
Conselheiro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).
Conselheiro do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Alagoas.
Presidente da Associação Alagoana de Nutrição (ALNUT).
Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde
Copyright © 2012 Editora Rubio Ltda.
ISBN 978-85-64956-05-6
Todos os direitos reservados.
É expressamente proibida a reprodução
desta obra, no todo ou em partes,
sem a autorização por escrito da Editora.

Produção e Capa
Equipe Rubio

Editoração Eletrônica
Elza Maria da Silveira Ramos

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Ferreira, Haroldo da Silva


  Redação de trabalhos acadêmicos nas áreas das ciências biológicas
e da saúde / Haroldo da Silva Ferreira. -- Rio de Janeiro : Editora Rubio,
2011.

  Bibliografia.
  ISBN 978-85-64956-05-6

  1. Monografias acadêmicas - Redação 2. Pesquisa - Metodologia 3. Saúde - Pesquisa


4. Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCC) I. Título.


11-11526 CDD-001.42

Índices para catálogo sistemático:


1. Monografias acadêmicas : Produção : Metodologia da pesquisa  001.42
2. Pesquisa : Metodologia  001.42
3. Trabalhos de conclusão de curso de graduação :
Produção : Metodologia da pesquisa  001.42

Editora Rubio Ltda.


Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo
20021-120 – Rio de Janeiro – RJ
Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783
E-mail: rubio@rubio.com.br
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Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Dedicatória

Ao meu pai (in memoriam), Aristides Miguel, que foi um exemplo de


obstinação em busca de seus objetivos.
À minha mãe, Neusa Ferreira, cujo colo, até hoje, representa meu porto
seguro.
À minha esposa, Monica Lopes, que sempre me deu carinho e apoio
incondicional.
Às minhas filhas, Suzana Danielly, Juliana Maria, Carla Mariana, Maria
Clara; ao meu filho, João Pedro; e à minha neta, Flavinha, que são a
razão da minha vida.
A todos, dedico este trabalho com muito amor e carinho.
Agradecimentos

Ao meu colega de trabalho, Prof. José de Souza Leão, que fez a leitura
crítica da versão preliminar e participou com valiosas sugestões.
À Profa. Monica Lopes, que contribuiu na edição das figuras apresenta-
das no Capítulo 6, Informática Aplicada à Investigação Científica.
Aos meus alunos que, em sua ânsia de aprender, sempre me motivaram
a fazer o mesmo.
Aos profissionais da Editora Rubio, que em muito melhoraram o conteú-
do do texto final do livro com seu minucioso trabalho de revisão e suas
inúmeras sugestões apresentadas.
A todos, os meus mais sinceros agradecimentos.
Prefácio

O fazer ciência envolve um conjunto de normas, protocolos e rubricas


próprias, a fim de que este se faça uniforme e democraticamente inter-
cambiado entre a comunidade de cientistas, leitores, pesquisadores e
seus difusores.
Neste sentido, a questão da linguagem da ciência se torna primor-
dial. Desvios do padrão de conhecimento compartilhado podem provo-
car incompreensões mútuas e recíprocas, capazes de prejudicar o esfor-
ço de partilha implícito em toda a atividade de pesquisa.
Assim, Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Bio-
lógicas e da Saúde se reveste de importância e valia ímpares. Se em to-
das as áreas há a premissa da necessária uniformização das publicações
científicas rumo à disseminação inteligível do conhecimento; no campo
das Ciências Biológicas e da Saúde, este esforço se torna ainda mais per-
tinente.
A contemporaneidade nos oferta conquistas inegáveis e inimaginá-
veis em todos os campos do saber. E nos domínios do conhecimento
das Ciências Biológicas e da Saúde, este conhecimento cada vez mais se
amplia e se refina, com colaboração indelével da academia, das universi-
dades e dos centros de pesquisa.
Seja em nível de graduação ou de pós-graduação, a diversidade de
trabalhos acadêmicos nesta seara vem experimentando uma valiosa e
producente elevação quantitativa e qualitativa. Ressalte-se o fato de que
o volume de publicações – de papers a teses de doutorado – vem tam-
bém registrando grande crescimento, em especial em nosso país. Nossa
Universidade Federal de Alagoas se orgulha em também integrar este
contexto de produção científica em crescente.
Quantos alunos e alunas de graduação e de pós-graduação não são
acometidos por dúvidas quanto à forma correta de redigir e de transpor
para a superfície dos editores de textos os resultados de seus estudos?
Quantos alunos e alunas não são vitimados pelo caráter disperso das
orientações quanto a esta escrita, nem sempre aglutinadas de modo didáti-
co e aprofundado em uma única publicação guia, completa e elucidativa?
E são justamente estas lacunas que a presente publicação pretende
preencher e preenche com clareza e justiça. O empreendimento de es-
clarecer tópicos do vasto universo da metodologia científica é um dos
meios para se primar pela qualidade indispensável e pela contundên-
cia salutar no desenvolvimento científico e tecnológico. Daí, trabalhos
como este, redigido com empenho pelo professor Haroldo da Silva
Ferreira, possuem o valor imensurável de contribuir, de modo global,
com a ciência e com a academia.
Ressalte-se que a dimensão da presente obra não se resume ao texto
científico em si, como comumente se conhece. Isto porque a abordagem
do professor Haroldo trata desde a proposição do projeto de pesqui-
sa, etapa essencial em qualquer itinerário de descoberta e investigação
científica, à apresentação de trabalhos com recursos computacionais de
multimídia, há muito comuns no universo de escolas e universidades.
Se a meta alagoana – e também nacional – é aumentar os índices
de formação em nível superior na graduação e na pós-graduação com
garantia de qualidade e de inserção no cenário brasileiro e mundial, te-
mos com esta publicação um elemento de diferencial competitivo. Isto
porque ao ofertar generosamente o passo a passo rumo a tornar público
os resultados de horas, dias, meses e anos de dedicação a um objeto de
pesquisa, este manual extrapola seus objetivos formais compondo uma
ampla diretriz de apresentação do conhecimento elaborado por pesqui-
sadores das Ciências Biológicas e da Saúde.
Possamos contar em nossa Universidade Federal de Alagoas, assim
como nas demais instituições de ensino superior e pesquisa nacionais,
com feitos valorosos como este que originou o livro. Ademais, podemos
também ver o exemplo desta iniciativa ser disseminado entre os outros
domínios do conhecimento e áreas de estudo, já que é fato a necessidade
de se estimular este debate para o bem da ciência.
Honra-nos escrever estas linhas de abertura porque, além do inegá-
vel mérito acadêmico, esta obra sistematiza e coletiviza os ensinamentos
que o professor Haroldo vem, há anos, dividindo com nossos alunos e
alunas. Trata-se de uma obra que nasceu do solo sagrado da sala de aula
e se expande agora em texto na busca por dirimir dúvidas e orientar
estudantes Brasil afora.
Certamente uma iniciativa que engrandece nossa instituição, fo-
menta a produção científica e permite o diálogo de setores de estudo
específicos com seus públicos-alvo e com os demais segmentos da socie-
dade, beneficiados com mais este apoio rumo à escrita, à leitura e à com-
preensão da ciência.

Eurico de Barros Lôbo Filho


Vice-Reitor (2003-2011), Reitor eleito (2011-2014)
da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Apresentação

Este manual é resultado de textos produzidos pelo autor na disciplina


“Metodologia Científica Aplicada ao Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC)” e no módulo “Metodologia do Trabalho Científico”, pertencen-
tes, respectivamente, ao Curso de Graduação em Nutrição e ao Mestra-
do em Nutrição da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de
Alagoas (UFAL).
Sua publicação objetiva atender à necessidade de nortear o trabalho
de orientadores e alunos na elaboração de trabalhos acadêmicos rea-
lizados no âmbito das instituições de ensino e pesquisa das áreas das
Ciências Biológicas e da Saúde. Pretende-se que, com o uso deste ma-
terial, eles estejam aptos a trabalhar de acordo com as normas vigentes
e os preceitos da redação científica, reduzindo as dificuldades e o tem-
po investido nessa tarefa. Portanto, haverá mais tempo disponível para
maior atenção ao conteúdo e à contribuição científica advinda dessas
investigações.
No contexto deste manual, trabalho acadêmico diz respeito aos tex-
tos elaborados por alunos, sob supervisão de um orientador, como exi-
gência curricular para conclusão de cursos, bem como os projetos de
pesquisa que os precedem e artigos científicos que os sucedem. Serão
abordadas em específico questões relativas aos projetos de pesquisa, tra-
balhos de conclusão de curso de graduação, dissertações, teses, artigos
originais e artigos de revisão, documentos estes assim definidos:
ƒƒ Projeto de pesquisa: documento que descreve o planejamento de
um processo de investigação científica, enfatizando a questão a ser
resolvida no contexto de um tema específico e apresentando os ob-
jetivos, as razões que justificam sua realização, o caminho metodo-
lógico a ser utilizado, os recursos necessários e o cronograma de
desenvolvimento das atividades.
ƒƒ Trabalho de conclusão de curso: documento que representa o resul-
tado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto esco-
lhido, o qual deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, do
módulo, do estudo independente, do curso, do programa e de outros
ministrados. É recomendado aos alunos que o tema escolhido para
estudo seja um assunto ou área de interesse a ser investigado do
qual o aluno tenha afinidade. Deve ser feito sob a coordenação de
um orientador.*
ƒƒ Dissertação: documento que representa o resultado de um trabalho
experimental ou da exposição de um estudo científico retrospectivo,
de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objeti-
vo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o
conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade
de sistematização do candidato. É feito sob a orientação de um dou-
tor e visa à obtenção do título de mestre.*
ƒƒ Tese: documento que representa o resultado de um trabalho expe-
rimental ou da exposição de um estudo científico de tema único e
bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação ori-
ginal, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em
questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa
à obtenção do título de doutor.*
ƒƒ Artigo original: divulga os resultados inéditos de pesquisas e per-
mite a reprodução destes resultados dentro das condições citadas
no mesmo.**
ƒƒ Artigos de revisão: destinam-se à avaliação descritiva e analítica de
um tema, tendo como suporte a literatura relevante de artigos já
publicados, devendo-se levar em conta as relações, a interpretação e
a crítica dos estudos analisados.**

Exceto para os artigos, tomou-se como referencial o conjunto de


normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), fórum oficial reconhecido pelo governo brasileiro para o es-
tabelecimento de normas técnicas e que representa o Brasil na Orga-
nização Internacional para Padronização (ISO, do inglês International
Standards Organization).
Em virtude da atual tendência das instituições em adotar o modelo
com inclusão de artigos em substituição ao estilo monográfico para ela-
boração dos trabalhos acadêmicos, criou-se uma seção destinada a tratar
dessa abordagem. Pelo mesmo motivo, um capítulo foi introduzido com
a finalidade de tratar das diretrizes para redação de artigos científicos.
Neste, considerando a globalização no processo de produção e divulga-
ção científica, adotaram-se as recomendações contidas no documento ela-
borado pelo Comitê Internacional de Editores de Periódicos Médicos

*Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: informação e documentação: tra-


balhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
**Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Instruções aos autores. Disponível em:
<http://www.scielo.br/revistas/rbsmi/pinstruc.htm>. Acessado em: 20 de janeiro de 2011.
(International Committee of Medical Journal Editors), denominado Re-
quisitos Uniformes para Manuscritos Submetidos a Periódicos Biomé-
dicos (Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical
Journals).*
Espera-se que o conteúdo apresentado seja útil aos objetivos pro-
postos, contribuindo para facilitar e qualificar a produção científica de
alunos e docentes das instituições de ensino e pesquisa das áreas das
Ciências Biológicas e da Saúde. Alerta-se, contudo, para a existência de
um viés decorrente da formação do autor, fundamentado na Epidemio-
logia e nos métodos quantitativos.
Todas as críticas e sugestões serão muito bem-vindas. Considerando
o caráter dinâmico do conhecimento e da redação científica, um traba-
lho desta natureza demanda atualizações periódicas, oportunidade em
que o feedback dos leitores será levado em consideração.

*International Committee of Medical Journal Editors. Uniform Requirements for Manus-


cripts Submitted to Biomedical Journals. The New England Journal of Medicine 1997;
336(4):309-16.
Sumário

1 Projeto de Pesquisa........................................................... 1
Introdução......................................................................... 1
Escolha do tema................................................................ 2
Estrutura do projeto de pesquisa........................................ 4
Informações adicionais..................................................... 35
Normas gerais de formatação........................................... 36

2 Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso


(Estilo Monográfico)....................................................... 41
Introdução....................................................................... 41
Estrutura do trabalho....................................................... 42

3 Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso


(Modelo com Inclusão de Artigos)................................... 67
Introdução....................................................................... 67
Estrutura do trabalho....................................................... 68

4 Citação, Sistema de Chamada e Referências.................... 75


Introdução....................................................................... 75
Citação............................................................................ 76
Sistema de chamada (apresentação de autores no texto)... 79
Referência Bibliográfica.................................................... 85
Referência........................................................................ 94

5 Estrutura e Diretrizes para a Elaboração


de um Artigo Científico.................................................... 95
Introdução....................................................................... 95
Artigo original.................................................................. 98
Artigo de revisão............................................................ 111
Publicação em eventos científicos................................... 120
Referências.................................................................... 128
6 Informática Aplicada à Investigação Científica............... 131
Introdução..................................................................... 131
Utilização do Word na edição de textos......................... 131
Utilização do Powerpoint® para elaboração de pôster...... 143
Ferramentas para pesquisa bibliográfica.......................... 150
Referências.................................................................... 174

Apêndices
A Modelo de Projeto de Pesquisa (Projeto de
Trabalho de Conclusão de Curso).................................. 175

B Esboço de Trabalho Acadêmico de Conclusão de


Curso (Dissertação em Estilo Monográfico).................. 207

C Esboço de Trabalho Acadêmico de Conclusão de


Curso (Tese em Estilo com Inclusão de Artigos)............ 235

Anexos
A
Procedimentos Adotados pelo Programa de
Pós-Graduação em Nutrição da UFAL para
Dar Entrada no Pedido de Diploma............................... 261

B Conflito de Interesses.................................................... 263

Índice Remissivo............................................................ 265


Projeto de Pesquisa
1
“A imaginação é mais importante que o conhecimento”
Albert Einstein

| INTRODUÇÃO
A maioria dos cursos de formação acadêmica impõe ao aluno, como
requisito para conclusão, a elaboração e apresentação de um trabalho
científico. No caso dos cursos de graduação, essa é, quase sempre, a
primeira vez que o aluno se defronta com a necessidade de um trabalho
dessa natureza. Alguns desses alunos tiveram a oportunidade de partici-
par de programas ou estágios de iniciação científica, chegando ao final
do curso com maior nível de maturidade para o cumprimento dessa
tarefa. Contudo, mesmo nesses casos, poucos passaram pela experiência
de “pensar” e escrever o projeto que deu origem à investigação realizada,
haja vista que, na maior parte dos casos, tais projetos são definidos e
redigidos a priori pelos respectivos orientadores.
Entre os objetivos encontrados com maior frequência nos textos
que definem as diretrizes relacionadas às competências e habilidades
desejáveis na formação dos profissionais dos mais diferentes cursos
está a capacidade de desenvolver pesquisa científica. Sem dúvida, para
atingir tal objetivo, esses cursos deveriam estar estruturados para tra-
balhar o método científico e o desenvolvimento do raciocínio crítico
do início à sua concretização. Como nem tudo é perfeito, só no final do
curso muitos alunos se deparam com a necessidade da pesquisa. Isso
quase não ocorre na pós-graduação (mestrado e doutorado), já que a
ideia de produção científica está intrinsecamente relacionada à exis-
tência desses cursos e, portanto, seus alunos já iniciam o curso preo-
cupados com a pesquisa que irão desenvolver para gerar suas teses ou
dissertações.
Seja qual for a situação, torna-se evidente a importância dessa etapa
na formação do aluno. Para isso, será necessário capacitá-lo e motivá-lo
de modo sistemático para a investigação científica, cujo êxito, por sua
4   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

continuará sendo efetuada durante todas as etapas de realização do estu-


do, finalizando, apenas, quando todo o trabalho de redação do relatório
final estiver concluído. Contudo, é recomendável que já no projeto seja
apresentado um capítulo denominado Revisão da Literatura, elemento
quase sempre obrigatório no relatório final - quase sempre porque em
algumas instituições pode ser substituído por um artigo de revisão.
A Figura 1.1 esquematiza a sequência de eventos que culmina com a
redação do projeto de pesquisa.

| ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA


O projeto de pesquisa é o planejamento de uma investigação, seja qual
for a sua natureza ou finalidade. Define os caminhos e procedimentos
na abordagem a um certo problema ou objeto de estudo. Uma pesquisa
bem planejada não garante o seu sucesso, mas, com certeza, é impres-
cindível para a realização de um trabalho de boa qualidade. O projeto
em sua íntegra deverá apresentar a estrutura indicada na Figura 1.2.

Parte externa
A Norma Brasileira (NBR) 14724:2011 da Associação Brasileira de Nor-
mas Técnicas (ABNT) não faz referência ao projeto de pesquisa, mas,

Figura 1.1 

Fluxo de eventos até a


redação do projeto de
pesquisa

Figura 1.2 

Itens da estrutura de um
projeto de pesquisa
Projeto de Pesquisa 5

por analogia aos demais trabalhos acadêmicos e conforme recomendava


a NBR 14724:2005, a capa deixou de fazer parte dos elementos pré-tex-
tuais, passando a compor o que nessa nova versão se denomina “parte
externa” (nos demais trabalhos acadêmicos a lombada também recebeu
o mesmo tratamento).

Capa
Devem constar os dados da instituição, título do projeto, nome do autor,
local e ano de publicação. Como opção, pode-se introduzir a logomarca
da instituição (Figura 1.3).

Figura 1.3 

Modelo de capa para


projeto de pesquisa
10   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

seguida a numeração progressiva dos títulos e subtítulos, os quais de-


vem reproduzir com fidelidade o que está no texto.

Numeração progressiva
Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, sugere-se a nu-
meração progressiva para as seções do texto.3 Os títulos dos capítulos (se-
ções primárias), tais como Introdução, Revisão da Literatura, Métodos etc.,
por serem as principais divisões do texto, devem iniciar em folha distinta,
precedida (opcionalmente) de uma folha de rosto específica (Figura 1.6).
Destacam-se de maneira gradativa os títulos e subtítulos dos capítu-
los, utilizando-se os recursos de negrito, itálico e caixa alta. Utiliza-se
na digitação o tamanho de fonte 12 em todos os níveis. A formatação e
a numeração que aparecem no sumário devem ser as mesmas reproduzi-
das, respectivamente, ao longo do texto. Exemplo:
1 SEÇÃO PRIMÁRIA (TÍTULO 1) – CAIXA ALTA, NEGRITO
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA (TÍTULO 2) – CAIXA ALTA, normal
1.2.1 Seção terciária (Título 3) – Caixa baixa (exceto 1a letra),
negrito
1.2.2.1 Seção quaternária (Título 4) – Caixa baixa (exceto 1a letra),
normal
1.2.2.2.1 Seção quinária (Título 5) – Caixa baixa (exceto 1a letra), itálico

É preciso redobrar os cuidados para que títulos e subtítulos e a devida


numeração atribuída no sumário sejam reproduzidos com fidedignidade
no corpo do trabalho.
Os títulos sem indicativo numérico (errata, agradecimentos, lista
de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos,
sumário, referências, glossário, apêndices, anexos e índice) devem ser
centralizados, redigidos com fonte Arial ou Times New Roman, corpo
14 e em negrito.

Figura 1.6 

Exemplo de folha de rosto


anterior aos capítulos do
trabalho
24   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

QUADRO 1.1   Caracterização dos principais estudos epidemiológicos

Classificação Nome Unidade de análise


Relato de caso Indivíduos
Descritivo
Série temporal Indivíduos/coletividades
Ecológico Agregado
Observacional
Transversal Indivíduos
Analítico
Casos e controles Indivíduos
Coorte Indivíduos
Ensaio clínico randomizado
Indivíduos (pacientes)
controlado
Experimental
Ensaio de campo Indivíduos (saudáveis)
Ensaio comunitário Indivíduos saudáveis de uma comunidade

População, amostra e amostragem


ƒƒ População: é o conjunto de indivíduos que ocupa uma certa área
em um determinado intervalo de tempo. Em estatística, representa
a totalidade de indivíduos dentro de uma área de amostragem deli-
mitada no espaço e no tempo sobre a qual serão feitas inferências.
ƒƒ Amostra: consiste em um subconjunto retirado da população a fim
de que seu estudo possa fornecer informações sobre aquela popula-
ção. Se essa amostra foi obtida de forma adequada, chega-se a resul-
tados que podem ser imputados à população.
ƒƒ Amostragem: quando se realiza um estudo quase nunca são exami-
nados todos os elementos da população em que se está interessado.
Isso decorre de motivos operacionais, financeiros e de tempo, entre
outros. Todavia, pode-se trabalhar com uma parte da população e,
a partir das estimativas realizadas nesse subconjunto, estender os
resultados para a devida população. Para isso, a amostra deve ser
planejada de modo adequado, o que se faz por meio de amostragem,
que é a técnica para se obter uma amostra de uma população.

Uma amostra bem planejada visa não só ser representativa do uni-


verso do qual foi retirada, mas, também, reduzir o erro amostral decor-
rente da variabilidade que cada amostra pode apresentar em relação a
outras amostras e ao próprio universo e, ainda, eliminar a presença de
vieses que possam levar a conclusões equivocadas.
Portanto, em um levantamento amostral devem-se definir com ob-
jetividade a característica a ser pesquisada e a população de interesse.
Um dos meios de se conseguir representatividade é fazer com que o
processo de amostragem seja, de alguma maneira, aleatório, ou seja, to-
talmente ao acaso, evitando-se a parcialidade (vício ou viés) na seleção.
Projeto de Pesquisa 37

Figura 1.8 

Exemplos de alguns
tipos de gráficos
Fonte: SOUNIS, 1975.12

O projeto deve ser digitado em papel A4 (210mm × 297mm), fonte


Times New Roman ou Arial, corpo 12 para o texto e em espaço de 1,5
nas entrelinhas. No caso das citações diretas longas (quando ocupam
mais de três linhas) e nas notas de rodapé, utilizar fonte com corpo 10 e
espaço 1 nas entrelinhas.
O layout de página é definido no formato retrato, com margens de
3cm à esquerda e na parte superior e de 2cm à direita e na parte inferior.
Quando houver necessidade de configurar a página para o formato “pai-
sagem” (em geral para incluir tabelas, figuras etc.), a margem superior
(na qual ocorrerá a fixação no processo de encadernação) deverá passar
a ter 3cm, mantendo as demais 2cm (Figura 1.9)
Todas as folhas do projeto, a partir da folha de rosto, devem ser con-
tadas em sequência, mas não numeradas. A numeração é colocada, a
partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no
canto superior direito da página.
A NBR 14724:2011 faculta a possibilidade de imprimir nos dois la-
dos da folha, exceto para os elementos pré-textuais. Neste caso, seguem-
se as seguintes normas de paginação e configuração de página:
ƒƒ Os elementos pré-textuais devem iniciar no anverso da folha, com
exceção dos dados internacionais de catalogação na publicação (fi-
cha catalográfica) que devem vir no verso da folha de rosto.
ƒƒ As folhas com os elementos pré-textuais devem ser contadas, mas
não numeradas (considerar apenas o anverso, já que não haverá im-
pressão no verso).
ƒƒ As margens devem ser para o anverso, esquerda e superior de 3cm
e direita e inferior de 2cm; para o verso, direita e superior de 3cm e
esquerda e inferior de 2cm.
ƒƒ A numeração das páginas deve ser colocada no anverso da folha, no
canto superior direito; e no verso, no canto superior esquerdo.
Projeto de Pesquisa 39

Figura 1.9 

(continuação)

No Capítulo 6, Informática Aplicada à Investigação Científica apre-


sentam-se alguns procedimentos para formatação do documento utili-
zando-se o software Word® para Windows®.

| Referências
  1. Minayo MCS. Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. 6. ed. Petrópolis:
Editora Vozes; 1996.
  2. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6028: informação e documenta-
ção: Resumo: Apresentação. Rio de Janeiro; 2003.
  3. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6024: Informação e Documenta-
ção: Numeração progressiva das seções de um documento escrito: Apresentação.
Rio de Janeiro; 2003.
  4. Barros AJP, Lehfeld NAS. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópo-
lis: Vozes; 1999.
  5. Almeida Filho N, Rouquayrol MZ. Elementos de metodologia epidemiológica.
In: Epidemiologia & Saúde. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. p.
149-177.
  6. Ferreira LM. (Coord.). Orientação normativa para elaboração e apresentação de
teses. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora; 2008. 84 p.
Trabalhos Acadêmicos
de Conclusão de Curso
(Estilo Monográfico) 2
“Ninguém caminha sem aprender a caminhar,
sem aprender a fazer o caminho caminhando,
refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.”
Paulo Freire

| INTRODUÇÃO
Neste capítulo, serão abordadas as questões relativas à estrutura, à forma
e ao conteúdo dos trabalhos acadêmicos de conclusão de curso, sejam
de graduação (conhecidos como TCC), de especialização ou decorren-
tes dos cursos de mestrado (dissertações) e doutorado (teses). Salvo
diferenciais específicos determinados pelas instituições em que os traba-
lhos são realizados, todos apresentam a mesma configuração; só diferem
no nível de complexidade exigido na definição do objeto de estudo e
nas abordagens metodológicas e analíticas. No caso específico das teses,
demandadas para conclusão de cursos de doutorado, a originalidade do
estudo é um dos requisitos, enquanto para os trabalhos de conclusão de
curso e dissertações não há essa exigência. Assim estimado, neste texto,
o termo “trabalho de conclusão” será empregado de modo indistinto
para se referir ao TCC, à dissertação e à tese. Quando for necessário, será
chamada a atenção para eventuais diferenças relacionadas a esses traba-
lhos. Contudo, considerando a tendência crescente das instituições de
ensino de substituir o estilo monográfico pelo modelo com inclusão
de artigos, esse estilo específico será tratado no Capítulo 3, Trabalhos
Acadêmicos de Conclusão de Curso (Modelo com Inclusão de Artigos).
Para os iniciantes em pesquisa, segundo Barros & Lehfeld (1986),1,
é mais importante que se preocupem em aplicar o método científico
do que em enfatizar os resultados obtidos em seu trabalho de con-
clusão. O objetivo desses principiantes deve ser aprender a percorrer
as fases do método científico e a colocar em operação técnicas de
investigação, tornando-se, nesse processo, cada vez mais capacitado
a realizar pesquisas. O estudante, apoiando-se em observações, aná-
lise e conclusões obtidas por meio de uma reflexão crítica, vai, aos
poucos, formando o seu espírito científico, processo este que requer
Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso (Estilo Monográfico) 45

Figura 2.3 

Exemplo de lombada para


trabalhos acadêmicos de
conclusão de curso
Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso (Estilo Monográfico) 59

Figura 2.13 

Sequência em
que os elementos
pré-textuais, além
da capa, devem
ser organizados
no corpo
do trabalho
acadêmico
de conclusão de
curso

alterações da proposta inicial, as quais, apesar disso, ainda são estreita-


mente relacionadas. Nesse caso, o autor deverá “problematizar” em sua
introdução de modo a se articular com a nova realidade. Na realidade
do trabalho acadêmico ocorre, também, necessidade de mudar por com-
pleto o projeto proposto, e nessa situação é óbvio que toda a introdução
deverá ser refeita.
Em quaisquer circunstâncias do trabalho acadêmico, a introdução terá
sempre a função de fornecer informações sobre a natureza, a importância
e as razões para a realização da pesquisa. Para isso, diversos subitens são
Trabalhos Acadêmicos de
Conclusão de Curso (Modelo
com Inclusão de Artigos) 3
“A ciência não passa do bom-senso exercitado e organizado.”
Aldous Huxley

| INTRODUÇÃO
A principal fonte de produção científica no Brasil são os programas de
pós-graduação vinculados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES), órgão pertencente ao Ministério da Educa-
ção (MEC).1 No rigoroso sistema de avaliação adotado por esse órgão, a
ênfase recai sobre a quantidade e a qualidade da publicação procedente
do que é pesquisado pelos docentes e alunos desses programas.2 Nesse
processo, os cursos que receberem notas menores do que 3 não são auto-
rizados a funcionar ou são descredenciados se já estiverem em operação.
Esse sistema de avaliação tem gerado enorme pressão no âmbito
das instituições que dispõem de cursos de mestrado e/ou doutorado.
Para serem bem-sucedidas nesse processo, suas coordenações requerem
de seus docentes uma produção científica compatível com as exigências
da CAPES para que, pelo menos, se mantenham em seu atual conceito.
Assim, o docente que não conseguir publicar certo número de artigos
em revistas de boa qualificação (na maioria, pelo menos três artigos por
triênio) é descredenciado do curso, ficando impossibilitado de receber e
orientar novos alunos.
Sem dúvida, esses programas buscam estratégias que se baseiam
em suas avaliações internas, objetivando fomentar a produção cien-
tífica do seu grupo. Nessas avaliações, percebeu-se que muitas dis-
sertações e/ou teses de boa qualidade cumprem, apenas, a função
burocrática estabelecida como norma para a conclusão do curso. Isso
ocorre muito em virtude de o aluno, ao final do curso, retornar ao
seu local e rotina de trabalho e, em grande parte das vezes, não ter
qualquer motivação para transformar seu trabalho de conclusão em
artigo científico, tornando possível sua publicação em um periódico
especializado.
Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso (Modelo com Inclusão de Artigos) 69

três (elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textu-


ais), conforme descrito na Figura 2.1 do capítulo anterior. Para a parte
externa, não existem diferenças entre os dois modelos. Logo, aqui serão
abordados apenas os componentes da parte interna.

Parte interna
Elementos pré-textuais
Praticamente não existem diferenças entre os dois modelos, trabalhos
acadêmicos de conclusão de curso em estilo monográfico e em modelo
com inclusão de artigo, de maneira que as diretrizes para sua formatação
e redação podem ser consultadas nos itens respectivos do Capítulo 2,
Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso (Estilo Monográfico).
Uma atenção especial deve ser dada à elaboração do resumo (e, por
conseguinte, do abstract), uma vez que neste deverá constar, além das
abordagens já citadas, um esclarecimento sobre como o trabalho está
organizado, enfatizando os títulos dos artigos inseridos, seus objetivos,
métodos, principais resultados e conclusões. No final, apresentam-se
as conclusões do trabalho como um todo, conclusões estas articuladas
com os objetivos propostos no início do resumo. Para distingui-lo dos
resumos relativos aos artigos que serão inseridos no capítulo de resulta-
dos, este será denominado Resumo geral, conforme consta no exemplo
a seguir (Figura 3.1).

Elementos textuais
Os elementos textuais são representados pelos seguintes itens:
ƒƒ Apresentação.
ƒƒ Revisão da literatura. (Pode ser substituída por um artigo de revisão,
mas, nesse caso, este capítulo não existirá, e o respectivo artigo apa-
recerá no capítulo de resultados.)
ƒƒ Métodos.
ƒƒ Resultados (artigo de revisão opcional ou substituto do capítulo de
revisão da literatura; artigo original).
ƒƒ Considerações finais.

Apresentação
Texto preliminar que, em um trabalho de conclusão cujo estilo seja o
de inclusão de artigos, substitui a tradicional introdução constante nos
trabalhos em estilo monográfico. Todavia, mantém as mesmas funções
esperadas de uma boa introdução. A justificativa para a utilização dessa
nomenclatura baseia-se no fato de que os artigos introduzidos represen-
Citação, Sistema de
Chamada e Referências 4
“O homem branco riscou na areia um círculo pequeno e falou ao pele
vermelha: Isto é o que os índios sabem. Depois, riscando um círculo
maior em torno do pequeno, acrescentou: E isto é o que o branco sabe. O
selvagem tomou o bastão e traçou um círculo ainda maior, abrangendo
ambos os círculos, e disse: Isto é o que branco e vermelho não sabem.”
Carl Sandburg

| INTRODUÇÃO
Citações são menções no texto a informações obtidas de outros traba-
lhos, cuja função é esclarecer ou fundamentar os argumentos ou análi-
ses do autor.1 Na redação científica, o texto deve ter embasamento na
literatura ou nos resultados do próprio trabalho. Qualquer frase intro-
duzida sem atender a essas características deve deixar evidente que de-
corre da interpretação ou especulação do autor, ou seja, nada pode ficar
sem fundamentação. Assim, toda informação constante de um texto que
tenha sido extraída de outro texto é denominada “citação”, e a fonte
original deve ser obrigatoriamente identificada por meio de um “sistema
de chamada” que remete à respectiva referência. Esta é definida como
“um conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um
documento, que permite a sua identificação individual”.2 Por exemplo:

Considerando os riscos e benefícios advindos da utilização da mul-


timistura, não se justifica sua utilização como estratégia de pre-
venção da desnutrição. (FERREIRA; CAVALCANTE; ASSUNCAO,
2010).
FERREIRA, H. S.; CAVALCANTE, S. A.; ASSUNCAO, M. L. Compo-
sição química e eficácia da multimistura como suplemento dietéti-
co: revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, suppl. 2,
p. 3207-3220, 2011.

O texto “Considerando os riscos [...] prevenção da desnutrição” é


uma citação.
O texto entre parênteses “(FERREIRA; CAVALCANTE; ASSUN-
CAO, 2010)” representa o sistema de chamada, neste caso, no forma-
Citação, Sistema de Chamada e Referências 79

Observação: quando houver dois ou mais autores na mesma citação,


como neste caso, estes são colocados em ordem alfabética.

Citação da citação
É a citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao
original. Não deve ser uma situação rotineira, pois todo esforço deve
ser empreendido para se obter acesso ao texto original que se preten-
de citar. Dependendo da situação, o autor ao utilizar uma citação da
citação pode ser induzido a erro se o contexto em que as informações
foram lidas diferir daquele em que o autor original as publicou. Con-
tudo, algumas vezes é quase impossível obter o documento primário e,
diante da importância da utilização daquela informação, lança-se mão
deste recurso.
No texto, coloca-se o sobrenome do autor e ano de publicação do
documento em que não se teve acesso ao original, seguido da expressão
apud (citado por) e, em seguida, o sobrenome do autor e ano de publi-
cação do documento efetivamente consultado. Exemplo:

Segundo Batista-Filho (1991 apud FERREIRA, 2000, p. 129), “é


provável que nenhuma outra situação do processo saúde-doença
esteja tão estreitamente associada às condições socioeconômicas
como o estado nutricional”.

Ou

É provável que “nenhuma outra situação do processo saúde-doen-


ça esteja tão estreitamente associada às condições socioeconômi-
cas como o estado nutricional” (BATISTA FILHO, 1991 apud FER-
REIRA, 2000, p.129).

Observe-se que, nesse exemplo de citação da citação, há um trecho


entre aspas, indicando uma transcrição literal. Portanto, trata-se de uma
citação da citação em relação ao documento original, mas citação direta
em relação ao documento consultado. Tal aspecto justifica a inclusão do
número da página do trabalho consultado no local em que se encontra
o trecho citado. Caso contrário, se não houvesse tido transcrição literal
(citação indireta), não seria necessário incluir tal informação.

SISTEMA DE CHAMADA
(Apresentação de autores no texto)
De acordo com a ABNT, as citações devem ser indicadas no texto por um
sistema de chamada, que pode ser numérico ou autor-data. Qualquer
94   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

ABNT Vancouver
PAFFER, A. T. et al. Association between child Paffer AT, Paula CS, Ferreira HS, Vieira RC, Miranda,
malnutrition and maternal common mental disorders: CT. Association between child malnutrition and
the potential role of associated disability. Journal of maternal common mental disorders: the potential
Epidemiology and Community Health. London, 2010. role of disability. J Epidemiol Community Health.
In press. Disponível em: http://jech.bmj.com/citmg 2010 Nov; [Epub ahead of print; cited 2011 Fev
r?gca=jech;jech.2010.108266v1. Acesso em: 10 fev. 10]. Available from: http://jech.bmj.com/citmgr?
2010. gca=jech;jech.2010.108266v1

| Referências
  1. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10520: informação e documenta-
ção: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro; 2002.
  2. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023: informação e documenta-
ção: referências: elaboração. Rio de Janeiro; 2002.
  3. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10520: informação e documenta-
ção: citação em documentos: apresentação. Rio de Janeiro; 2002.
  4. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10520: informação e documenta-
ção: citação em documentos: apresentação. Rio de Janeiro; 2002.
  5. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023: informação e documenta-
ção: referências: elaboração. Rio de Janeiro; 2002.
  6. International Committee of Medical Journal Editors. Uniform Requirements for
Manuscripts Submitted to Biomedical Journals. N Eng J Med 1997; 336(4):309-
16.
  7. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023: informação e documenta-
ção: referências: elaboração. Rio de Janeiro; 2002.
  8. Spector N. Manual para a redação de teses, projetos de pesquisa e artigos cientí-
ficos. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.
  9. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6032: Abreviação de títulos de
periódicos e publicações seriadas: Rio de Janeiro; 1989.
Estrutura e Diretrizes
para a Elaboração de
um Artigo Científico 5
"Não se chegará jamais à paz com um mundo dividido entre a abundância
e a miséria, o luxo e a pobreza, o desperdício e a fome. É preciso acabar
com essa desigualdade social."
Josué de Castro

| INTRODUÇÃO
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em sua norma brasi-
leira (NBR) 6022,1 define artigo científico como uma publicação de auto-
ria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos
e resultados nas diversas áreas do conhecimento. Nesse mesmo documen-
to, figuram normas que definem sua estrutura e formatação. Contudo, ao
se elaborar o artigo, é preciso respeitar a regulamentação própria de cada
revista. Por essa razão, é recomendável que os autores definam com an-
tecedência para qual revista o artigo será submetido, para, desde o início,
efetuarem a redação segundo os devidos moldes. Todavia, na maioria das
vezes, os autores elaboram o texto usando uma formatação genérica e, só
após a conclusão dessa etapa, considerando as especificidades do assunto
abordado, a relevância e a qualidade do texto produzido (segundo sua
percepção), escolhem a revista mais adequada para submissão. Em segui-
da, consultam a seção Instruções aos autores (disponível nos sites ou no
final dos exemplares na versão impressa da revista) para que todo o texto
seja revisado conforme as normas editoriais ali definidas. Portanto, é esse
formato genérico que será tratado no presente Capítulo.

Nota 1: as revistas científicas apresentam diferentes níveis de qua-


lidade na área de conhecimento em que publicam. O indicador
utilizado com maior abrangência para discriminar esses níveis é o
chamado “fator de impacto”, uma medida calculada levando-se
em conta fatores como o número de artigos publicados em deter-
minado periódico e o número de citações a esses artigos no mes-
mo intervalo de tempo. Quanto maior o fator de impacto, maior o
prestígio da revista e, em consequência, a dificuldade que os auto-
res têm em conseguir que seus artigos sejam ali publicados.
Estrutura e Diretrizes para a Elaboração de um Artigo Científico 111

Figura 5.2 

Prevalência estimada
(%) das modalidades
de aleitamento materno
segundo idade da criança.
Distrito Federal, 1994. A
prevalência de aleitamento
artificial foi obtida por
diferença (100 – somatório
das prevalências das demais
modalidades de aleitamento
materno, estimadas pela
transformação logito).
Os tipos de aleitamento
materno foram definidos
nos seguintes termos:
a) aleitamento exclusivo:
crianças alimentadas
somente apenas no seio
Títulos e legendas materno, sem uso de água,
chás e sucos;
b) aleitamento
Nota: na preparação do manuscrito para submissão, apresenta-se predominante: crianças
cada figura, quadro ou tabela em folha à parte. No caso das figu- alimentadas no seio
materno, às quais
ras, outra página é reservada para indicação dos títulos e legendas. foram administradas,
também, água, chá
e suco, de maneira
| ARTIGO DE REVISÃO isolada ou associada;
c) aleitamento parcial:
Conceito crianças alimentadas no
seio materno e às quais já
A ABNT1 define artigo de revisão como uma publicação que resume, era administrado o leite de
vaca, independentemente
analisa e discute informações já publicadas, fato este que o distingue do da introdução de água,
artigo original que apresenta temas ou abordagens originais. chá, suco ou cereais e;
d) aleitamento artificial:
crianças que não estavam
Classificação sendo alimentadas no seio
materno
Os artigos de revisão se classificam em: Fonte: adaptado de
Sena et al., 2002.13
ƒƒ Revisão narrativa.
ƒƒ Revisão sistemática com ou sem metanálise.

Revisão narrativa
Os artigos de revisão narrativa se distinguem daqueles classificados
como de revisão sistemática em virtude de seus objetivos e, em conse-
quência, dos métodos empregados em sua elaboração. Ao contrário dos
artigos de revisão sistemática, são publicações que, necessariamente,
não visam responder a uma pergunta específica ou testar uma hipótese.
Sua proposta é descrever e discutir o que existe de mais avançado em
relação a um determinado assunto (estado da arte).6
Estrutura e Diretrizes para a Elaboração de um Artigo Científico 115

O símbolo da Colaboração Cochrane é formado por uma fi-


gura que representa, em sua parte central, um gráfico de me-
tanálise de sete ensaios clínicos randomizados. A metanálise
que serviu de modelo para a figura foi relativa a um estudo
sobre gravidez e cuidados perinatais. Cada linha horizontal
simboliza o resultado de um desses trabalhos. Eles procura-
vam responder à pergunta: o uso de corticosteroides no período
próximo ao nascimento de bebês prematuros diminui a mortalidade
neonatal? O resultado dessa metanálise indicou uma resposta
afirmativa para a questão e isso está representado em gráfico
pelo losango na parte inferior esquerda do gráfico.
Tal estudo permitiu adotar essa prática clínica como conduta
baseada em evidências, com um saldo de muitas vidas salvas
em todo o mundo.
Fonte: Centro Cochrane do Brasil.19

Recomenda-se que a revisão sistemática seja efetuada em sete passos


(Cochrane Handbook):18
ƒƒ Formulação da pergunta: como em qualquer outra pesquisa, uma
revisão sistemática deve ser iniciada com a formulação de uma per-
gunta que norteará a elaboração do projeto, cuja realização terá
como propósito encontrar a resposta adequada a essa indagação.
ƒƒ Localização e seleção dos estudos: devem ser utilizadas todas as
fontes de busca para localização e identificação dos estudos de rele-
vância para a área de estudo em questão (MEDLINE, SciELO, Co-
chrane Controlled Trials Database etc.). Para cada uma dessas fontes
utilizadas deve ser detalhada a estratégia de busca utilizada.
ƒƒ Avaliação crítica dos estudos: são critérios para determinar a vali-
dade dos estudos selecionados. Essa avaliação crítica permite deter-
minar quais estudos serão utilizados na revisão. Os que não preen-
cherem os critérios de qualidade deverão ser citados, com a devida
explicação do motivo de sua exclusão.
ƒƒ Coleta de dados: devem ser observadas nos estudos e resumidas to-
das as variáveis estudadas, além das características do método, dos
participantes e dos desfechos de interesse, que permitirão determi-
nar a possibilidade de comparação dos estudos selecionados.
ƒƒ Análise e apresentação dos resultados: os estudos deverão ser agru-
pados segundo suas semelhanças (características em comum). Cada
um desses agrupamentos deverá ser preestabelecido no projeto, bem
como a forma de apresentação gráfica e numérica, para facilitar o
entendimento do leitor. Quando aplicado um método estatístico na
análise e na síntese dos resultados dos estudos incluídos, tem-se uma
revisão sistemática com metanálise.
Informática Aplicada à
Investigação Científica 6
“Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata!”
Gonzaguinha

| INTRODUÇÃO
Com o avanço tecnológico observado no campo da informática, existe
uma infinidade de aplicativos que são executados na internet, bem como
diversos softwares de grande utilidade na prática científica. O objetivo
deste capítulo é apresentar algumas dessas ferramentas, ilustrando os
procedimentos básicos para sua utilização.
No que diz respeito ao emprego desses recursos, pode-se comparar
com o aprender a andar de bicicleta. Por mais que se domine a teoria, só
se aprende mesmo na prática. Assim, neste capítulo não se tem a preten-
são de oferecer um “curso” de informática, mas apenas mostrar o ponto
de partida. O caminho a ser seguido será construído pelo “caminhar”
individual de cada leitor à frente de seu computador.

| UTILIZAÇÃO DO WORD NA EDIÇÃO DE TEXTOS


O Microsoft Office Word é um processador de texto criado por Richard
Brodie em 1989 para ser utilizado em computadores com o sistema
operacional DOS. Mais tarde foram criadas versões para o Microsoft
Windows (1989) e outros sistemas operacionais. Hoje em dia, faz parte
do conjunto de aplicativos do Microsoft Office.
Entre a infinidade de aplicações desse software, neste texto serão de-
talhadas aquelas relacionadas à formatação do trabalho acadêmico.
Antes de tudo, será necessário conhecer melhor a interface do pro-
grama, de maneira mais específica da versão conhecida como Word
2007. A Figura 6.1 reproduz a chamada “faixa de opções”, em que se
destacam as “guias”, os “botões de comando” e os “grupos de comando”.
Dentro de cada uma das guias, encontram-se grupos de tarefas com-
postos por botões de comando. No caso apresentado na Figura 6.1, os
134   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

Procedimento:
ƒƒ Coloque o cursor sobre o parágrafo a ser formatado.
ƒƒ Na guia “Início”, acione o grupo “Parágrafo”.
ƒƒ Na caixa de diálogo correspondente (Figura 6.3), no campo “Geral”,
no item “Alinhamento” marque “Justificada”.
ƒƒ No campo “Recuo”, marque 8cm à esquerda.
ƒƒ Em “Espaçamento entre linhas” marque 1,5 linha.
ƒƒ Pressione “OK”.

O texto original assumirá a seguinte aparência:

Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Facul-


dade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas como requi-
sito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Nutrição.

Exemplos de aplicação desse procedimento podem ser visualizados


nas Figuras 1.4 e 2.4 (Modelos de folha de rosto para projetos e trabalhos
acadêmicos de conclusão de curso), respectivamente, nos Capítulos 1 e 2,
Projeto de Pesquisa e Trabalhos Acadêmicos de Conclusão de Curso (Estilo
Monográfico), respectivamente.

Definição de tipo e tamanho de fonte


O usuário pode elaborar seu texto definindo uma infinidade de fontes e
em diversos tamanhos:

Figura 6.3 

Caixa de diálogo
“Parágrafo”
138   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

ƒƒ Após esse procedimento, todas as páginas serão consecutivamente


numeradas em seu canto superior direito. Posicione o cursor sobre
o número de página que não deve aparecer e dê dois cliques, o que
acionará a guia “Design” e respectivos grupos e botões de comando.
Ative “Primeira Página Diferente”, conforme demonstrado na Figura
6.7. O número de página deixará de ser apresentado.
ƒƒ Repita o procedimento nas demais páginas nas quais não devem ser
apresentados os respectivos números de página.

Algumas pessoas com dificuldade em realizar esse procedimento,


preferem preparar o texto em documentos distintos: um arquivo para os
elementos pré-textuais e outro para os elementos textuais. Nesse caso
surge um novo problema. No arquivo dos elementos textuais, ao se in-
serir a numeração de página, esta será iniciada pelo número 1, quando
o correto seria o valor seguinte ao número de páginas dos elementos
pré-textuais. Neste caso, procede-se da seguinte maneira:
ƒƒ Acione a guia “Inserir” e, após, clique no botão “Número de Página”;
escolha a opção “Formatar Números de Página”. No quadro que se
abre, defina qual número deve ser apresentado na página especifi-
cada (Figura 6.8) e clique em “OK”: a página receberá a numeração
que foi definida e as seguintes, a numeração subsequente.

Elaboração de tabelas
Duas formas permitem a elaboração de tabelas, partindo ambas da guia
“Inserir” e, depois “Tabela”. A partir dessa sequência, escolhe-se “Inserir
Tabela” ou “Desenhar Tabela”. Como se verifica na Figura 6.9, exis-
te, ainda, a opção “Tabelas Rápidas”, em que tabelas pré-configuradas
encontram-se disponíveis.

Figura 6.7 

Configuração de numeração
de página
Informática Aplicada à Investigação Científica 141

Figura 6.11 

Caixa de diálogo para


inserção de linhas ou
colunas

Figura 6.12 

Caixa de diálogo “Mesclar


Células”

Figura 6.13 

Caixa de diálogo “Dividir


Células”

TABELA 6.1     Tabela inicial

Prevalência de anemia
Municípios Amostra Leve Moderada Grave Total
n (%) n (%) n (%) n (%)
Maceió 2.000 180   9,0 80 4,0
Arapiraca 1.500 180 12,0 75 5,0

TABELA 6.2     Tabela com células mescladas e com células divididas

Prevalência de anemia
Municípios Amostra Leve Moderada Grave Total
n (%) n (%) n (%) n (%)
Maceió 2.000 180   9,0 80 4,0 40 2,0 300 15,0
Arapiraca 1.500 180 12,0 75 5,0 45 3,0 300 20,0
Informática Aplicada à Investigação Científica 143

Para esta última alternativa, marque/desmarque os botões laterais do


campo “Visualização”. A tabela corretamente configurada deveria ter a
seguinte aparência:

Tabela – Prevalência de anemia em crianças menores de 5 anos de idade, segundo


município de residência e grau de severidade

Prevalência de anemia
Municípios Amostra Leve Moderada Grave Total
n (%) n (%) n (%) n (%)
Maceió 2000 180   9,0 80 4,0 40 2,0 300 15,0
Arapiraca 1500 180 12,0 75 5,0 45 3,0 300 20,0
Fonte: dados fictícios.

Outra alternativa interessante e muito útil para a edição de tabelas é


a utilização dos botões de comando disponíveis na guia “Design”. Esta
guia só aparece disponível quando o cursor está no interior de uma ta-
bela. Ao fazer isso e clicar na guia “Design”, a faixa de opções assume a
seguinte aparência (Figura 6.16):
Ao acionar o botão “Desenhar Tabela”, o cursor do mouse assume
um formato de lápis. Com ele é possível “desenhar” novas células, li-
nhas ou colunas. Caso já existam, mas não estejam apresentadas (função
bordas), basta clicar ou arrastar o lápis sobre a linha e elas aparecem
para impressão. Logo, a função dividir células pode ser executada facil-
mente com essa funcionalidade.
Efeito oposto é obtido ao se acionar o botão “Borracha”. O cursor
assume a aparência de uma borracha com a qual se pode apagar linhas
e, portanto, mesclar células.
Observe-se, ainda, na Figura 6.16, a existência de uma série de bo-
tões com os quais se pode editar a figura: alterar a cor e a espessura das
linhas, criar padrões predefinidos, alterar a cor de preenchimento no
interior das células etc.

UTILIZAÇÃO DO POWERPOINT® PARA


ELABORAÇÃO DE PÔSTER
O PowerPoint®, um dos aplicativos que integram o Microsoft Office, é
um programa que permite a criação e a exibição de apresentações. Seu
objetivo é informar sobre um determinado tema, fazendo uso de ima-
gens, sons, textos e vídeos que podem ser animados de diferentes ma-

Figura 6.16 

Faixa de opções Design de


tabelas
Informática Aplicada à Investigação Científica 149

A Figura 6.24 ilustra alguns slides com planos de fundo configurados


conforme as diversas alternativas anteriormente mencionadas.
Conforme já alertado, os tons utilizados nos planos de fundo podem
se confundir com os que foram empregados nos textos e figuras que deve-
rão ser apresentados no pôster. Para evitar tal inconveniente, procede-se
da seguinte forma:
ƒƒ Clique com o botão direito do mouse para ativar a caixa de diálogo
“Formatar Plano de Fundo”.
ƒƒ No último item da caixa de diálogo, em que consta um controle des-
lizante denominado “transparência”, faça o devido ajuste até obter
uma boa visualização de todos os elementos constantes do banner.
Veja na Figura 6.25 a distinção entre dois slides, sendo o primeiro
sem atenuação da transparência e o segundo com redução de 50%
dessa propriedade.

Concluída a elaboração do banner, é fundamental verificar o resulta-


do final no modo “Visualização de Impressão” antes de salvar o material
para impressão (em virtude das dimensões do pôster, esse trabalho cos-
tuma ser realizado por empresas especializadas). Isso é importante, pois
em muitas ocasiões o que se vê no modo de edição não é exatamente o
que será visto no modo de impressão. Além disso, quanto à resolução
das figuras, fotos etc., elas podem ser adequadas para impressão em uma
folha de papel ofício, mas não em um banner. Para isso, clique no Botão
Office (ícone no canto superior esquerdo da tela), vá em “Imprimir” e
depois em “Visualização de Impressão”. O banner será mostrado na tela
exatamente como será impresso.
Outra alternativa, também recomendada, é imprimir o arquivo no
formato reduzido no tamanho de uma folha de papel (ofício ou A4):

Figura 6.24 

Slides configurados com


diferentes preenchimentos
de planos de fundo. Sólido
(A); gradual (B); textura
(C); imagem de
arquivo (D); imagem do
Clip-art (E)
Informática Aplicada à Investigação Científica 159

Figura 6.36 

Indicação do endereço da
página do PubMed

Figura 6.37 

Digitação da revista de
interesse no “campo de
pesquisa”

Figura 6.38 

Janela do PubMed
indicando resultados para
a procura de artigos pelo
critério “American Journal
of Clinical Nutrition”

ƒƒ Já no âmbito da janela em que consta o resumo do artigo em questão,


clique sobre o nome da revista (como indicado pela seta na Figura
6.39). Na caixa de diálogo que surgir, clique na opção “NLM Catalog”.
ƒƒ Aparecerá uma tela com todas as informações sobre a revista, tal
como seu título completo e abreviado, local de edição, entre várias
outras informações (Figura 6.40).
168   Redação de Trabalhos Acadêmicos nas Áreas das Ciências Biológicas e da Saúde

Ao clicar em um dos serviços, no do LILACS, por exemplo, apresen-


tam-se as 878 referências ali localizadas. A Figura 6.53 demonstra esse
resultado.
Da mesma forma, no SciELO é possível realizar a seleção e o envio
das referências selecionadas para e-mail, impressão ou exportação, con-
forme informações já disponibilizadas.
Nem todos os documentos que são localizados na BIREME estão
disponíveis na íntegra em formato eletrônico. Em alguns casos, apenas o
acesso ao resumo e/ou abstract é disponibilizado. Se a leitura do material
na íntegra for necessária, o usuário deverá lançar mão de alguns meios,
que serão discutidos em seção mais adiante.

Realizando buscas pelo Dot.Lib


A Dot.Lib distribui conteúdo acadêmico e profissional on-line a várias
instituições em todo o mundo, nos mais variados formatos de publica-
ções eletrônicas. Em seu site é possível realizar busca por periódicos,

Figura 6.53 

Página de resultados de
uma pesquisa na BIREME,
utilizando-se o termo
“anemia crianças” pelo
método “por palavras”, na
opção “LILACS”