Você está na página 1de 11

APOSTILA PARA O CURSO DE APERFEIÇOAMENTO

DE SARGENTOS 2021.1

MILITARES NA ADMNISTRAÇÃO DA AERONÁUTICA


VOLUME BIZURADO

COMUM

CAS

IMPRESSO EM CASA
CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS
VOLUME BIZURADO

Apostila Bizurada da Disciplina Militares na Administração da Aeronáutica


do Curso de Aperfeiçoamento de Graduados Sargentos – CAS.

OBS IMPORTANTE: RESUMO FEITO COM BASE NA


APOSTILA MILITARES NA ADMINISTRAÇÃO DA
AERONÁUTICAPARA O CAS 2021.1, DE AUTORIA DO
SO SAD LEMOS.
SALIENTA-SE QUE O CONTEÚDO FOI ELABORADO
COM O OBJETIVO DE TORNAR O APRENDIZADO
MAIS LEVE E DIVERTIDO, NÃO POSSUINDO O
INTUITO DE OFENDER PESSOAS, INSTITUIÇÕES,
CRENÇAS OU QUAISQUER OUTROS TIPOS DE
CONVICÇÕES FILOSÓFICAS, POLÍTICAS OU SEXUAIS.
OUTROSSIM NÃO HÁ O OBJETIVO DE OBTENÇÃO
DE LUCRO OU QUALQUER TIPO DE VANTAGEM.

BONS ESTUDOS!

2S Cavalaria RODRIGO

Edições(es):
1a Edição: Eu
2a Edição: Eu mesmo
3a Edição: Irene

Revisor(es) Pedagógico(s):
Gaguinho

Revisor(es) de Diagramação:
Stevie Wonder

BRASIL
2021
CAPÍTULO 1 - ESTADO E PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
TÓPICO 1.1 - CONCEITO E OBJETIVOS

ESTADO
O exercício de um poder político, administrativo e jurídico, exercido dentro de um determinado território e imposto
para aqueles indivíduos que ali habitam.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
OBS.: FALOU EM ADM PÚBLICA, A BUSCA PELO INTERESSE COLETIVO/PÚBLICO SEMPRE ESTARÁ PRESENTE
- Objetiva (lembrar de objeto)
Atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve para assegurar os interesses coletivos.

- Subjetiva (lembrar de sujeito...pessoa)


Conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a Lei atribui o
exercício da função administrativa do Estado.
(OBS.: órgão é uma unidade de atuação que integra uma pessoa jurídica.
A melhor forma de entender os termos é pensando no corpo humano.
Nosso pulmão não consegue se casar ou comprar alguma coisa. Nem
nosso fígado ou coração. Porém todos eles juntos nos formam, uma
pessoa natural possuidora de direito e obrigações. Capaz de comprar,
vender, casar, etc.) O Ministério da Defesa é um órgão da pessoa jurídica
União, por exemplo.

- Aspecto operacional, administração pública é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico dos serviços
próprios do Estado, em benefício da coletividade.
- Direta: Municípios , União, DF e Estados (MUDE)
- Indireta: Fundação Pública, Autarquia, Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública (FASE)

Segundo Maria Silvia Zanela Di Pietro oconceito de Adm Pública se divide em dois sentidos.

Funcional, Material Formal, Subjetivo


ou Objetivo (FuMO): atividade concreta ou Orgânico(For SuOr): conjunto de
e imediata que o Estado desenvolve, sob órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a
regime jurídico de direito público.
ADM PÚBLICA lei atribui o exercício da função
administrativa do Estado.
A noção de Governo está relacionada com a função política de comando, de coordenação, de direção e de fixação de
planos e diretrizes de atuação do Estado.

ELEMENTOS DO ESTADO (PoTeS)

Povo: é o elemento humano, grupamento social organizado.


Não se confunde com a ideia de nação, que representa um grupo social com
atributos comuns: étnicos, culturais, língua e religião.
População, por sua vez, é o conjunto de residentes no território, sejam eles
nacionais ou estrangeiros (bem como os apátridas ou heimatlos).
Território: Espaço geográfico onde reside determinada população.
Soberania: É o exercício do poder do Estado, internamente e externamente.

PODERES DO ESTADO:
Legislativo, Executivo e Judiciário. A noção da separação dos poderes foi intuída por Aristóteles, mas foi aplicada
pela primeira vez na Inglaterra, em 1653.
Sua formulação definitiva, porém, foi estabelecida por Montesquieu, na obra “O Espírito das Leis”.

TÓPICO 1.2 - PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO


Administração Burocrática: vê o interesse público como o interesse do próprio Estado.
Administração Gerencial: os integrantes da sociedade são vistos como clientes dos serviços públicos.

TÓPICO 1.3 - PRINCÍPIOS EXPRESSOS CONSTITUCIONALMENTE


Atentar para o fato de que estes são os princípios EXPRESSOS (existem os implícitos)
TODO MUNDO TEM QUE OBEDECER O LIMPE!!! GERAL...

LEGALIDADE
Adm Pública só faz o que a lei manda, o particular faz o que a lei não proíbe.

IMPESSOALIDADE
Lembrar que a CF proíbe que conste nome, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos em publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos
públicos.
MORALIDADE
Maurice Hauriou: a atuação da Administração Pública deve observar não só a lei, mas a própria moral, porque nem
tudo que é legal é honesto.
A constatação da imoralidade na prática de ato administrativo levará à sua anulação, que poderá ser anulado pela
própria Administração (autotutela) ou pelo Poder Judiciário (controle de
legalidade).
Além do agente público que praticou o ato imoral, o particular que tenha concorrido com a conduta, com ou sem
objetivo de beneficiar-se, poderá ser responsabilizado.
Veda-se o nepotismo.

PUBLICIDADE
A administração tem o dever de oferecer transparência de todos os atos que praticar e de todas as informações que
estejam armazenadas em seus bancos de dados referentes aos administrados, salvo exceções (ex.: intimidade, vida
privada, honra, imagem, fonte, interesse social, etc)

EFICIÊNCIA
Manter ou ampliar a qualidade dos serviços que presta ou põe à disposição dos administrados, evitando
desperdícios e buscando a excelência na prestação dos serviços.

TÓPICO 1.4 - PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO
O interesse coletivo prevalece sobre o do particular.

PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO


São vedados ao administrador da coisa pública qualquer ato que implique em renúncia a direitos da administração,
ou que, de maneira injustificada e excessiva, onerem a sociedade.

Tais princípios são os pilares do regime jurídico-administrativo.

AUTOTUTELA
É o controle exercido sobre os próprios atos, com a possibilidade de anular ou convalidar os ilegais e revogar os
inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário.
(Anular começa com vogal...ilegal começa com vogal; revogar por conveniência e oportunidade é discricionariedade.
Revogar começa com consoante, discricionariedade começa com consoante. E convalidar é consertar o ato de acordo
com alguns critérios)
Também pode ser o poder que tem a Administração Pública de zelar pelos bens que integram o seu patrimônio, sem
necessitar de título (sentença) fornecido pelo Poder Judiciário.

Tutela
Pra não confundir (com autotutela), também é chamada de Supervisão Ministerial ou Controle Finalístico.
Ocorre quando a Adm Direta cria um ente da Indireta e exerce sobre ele uma supervisão, para verificar se ele está
fazendo aquilo para o qual foi criado.

SUPERVISÃO MINISTERIAL (tutela)


PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE
Razoabilidade: a atuação administrativa deva se dar de maneira equilibrada e
coerente, com bom senso, a partir de limites racionalmente aceitos.

Proporcionalidade
adequação: o meio utilizado deve ser compatível com o fim buscado;
exigibilidade: a conduta deve ser necessária, sendo o único meio menos gravoso para alcançar o fim público;
proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens > desvantagens.

PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS


Os serviços públicos não podem parar, devendo manter-se
sempre em funcionamento, dentro das formas e períodos
próprios de sua regular prestação, dada a importância que a
execução de tais serviços representa para a coletividade.
Decorrência relevante do princípio da continuidade dos serviços
públicos é o fato de o texto constitucional tratar a greve dos
servidores públicos não como um direito autoexecutável. (Aqui
ele faz uma breve citação sobre a classificação das normas
constitucionais, que podem ser plenas, contidas ou limitadas. Em
resumo, se elas podem produzir efeitos desde já, ou se precisam
de complementação por uma lei, por exemplo. O direito de greve precisa de uma lei).

CAPÍTULO 2 - PODERES VINCULADOS À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


TÓPICO 2.1 - PODERES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
São poderem que DEVEM ser utilizados na busca da promoção e defesa dos interesses públicos.

VINCULADO: A lei tipifica, de forma objetiva e clara, a situação em que o agente público deve agir e
que comportamento deve ser adotado. Não há margem de discricionariedade.

DISCRICIONÁRIO: o administrador tem a liberdade de praticar a ação, observando critérios de


conveniência, necessidade, oportunidade e conteúdo do ato, mas dentro dos limites impostos
pela lei. Há análise do mérito administrativo.

HIERÁRQUICO: distribuir e escalonar as funções de seus órgãos e a atuação de seus


agentes, estabelecendo assim a relação de subordinação. Importante esclarecer que
hierarquia se caracteriza pela existência de níveis de subordinação entre órgãos e
agentes públicos, sempre no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.

Esse poder caracteriza-se pelo poder de comando de agentes administrativos superiores


sobre seus subordinados, contendo a prerrogativa de ordenar, fiscalizar, rever, delegar
tarefas a seus subordinados.
DISCIPLINAR: poder de punir internamente não só as infrações
funcionais dos servidores, sendo indispensável não só à apuração
regular da falta, mas também as infrações de todas as pessoas sujeitas
à disciplina dos órgãos e serviços da Administração.
Deve sempre assegurar o contraditório e ampla defesa antes de se
aplicar sanção.

REGULAMENTAR: aquilo que cabe ao Chefe do Poder Executivo


da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, no
sentido de editar normas complementares à lei, para sua fiel
execução. (Presidente, Governador, Prefeito)

Regulamento Executivo: complementa ou dá fiel execução à lei.


Ou seja, não pode inovar o ordenamento jurídico.
(OBS.: caso prático da caserna. Recentemente a TNU dos Juizados
Especiais deu a seguinte decisão: “O militar promovido tem direito
ao recebimento integral do auxílio-fardamento no valor de um
soldo do novo posto ou graduação, mesmo que tenha recebido a
mesma vantagem anteriormente dentro do prazo de um ano,
sendo ilegal a limitação imposta pelo art. 61 do Decreto n.
4.307/2002.
Para o relator do Pedido de Uniformização, Juiz Federal Paulo
Cezar Neves Júnior, o referido Decreto, ao estabelecer limites aos
valores de pagamento do auxílio-fardamento, acabou por
estipular exigência ou impor limitação não prevista em lei.”)
Regulamento Autônomo: inova na ordem jurídica, porque estabelece normas sobre matérias não disciplinadas em
lei.
Expressa-se também por meio de resoluções, portarias, deliberações, instruções, editadas por autoridades que não o
Chefe do Executivo. A CF outorga aos Ministros de Estado competência para “expedir instruções para a execução das
leis, decretos e regulamentos”. Os regimentos são instrumentos pelos quais os órgãos colegiados estabelecem
normas sobre o seu funcionamento interno.

DE POLÍCIA: prerrogativa conferida à Administração


Pública para, na forma e nos limites legais, condicionar
ou restringir o uso de bens, o exercício de direitos e a
prática de atividades privadas, com o objetivo de
proteger os interesses gerais da coletividade. É um poder
de vigilância.
(OBS.: esse poder não é restrito apenas às polícias.
Quando acerto 28 questões no CAS ANVISA, corpo de bombeiros, milico quando de serviço na
guarda também o tem. Para não confundir o poder com a
instituição polícia, pode-se chama-lo também de
Limitação Administrativa)

PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA


Manter a ordem pública em geral, atuando em situações em que é possível a prevenção de possíveis cometimentos
de infrações legais. Incide sobre atividades e sobre bens, não diretamente sobre os cidadãos, uma vez que não
prende ninguém. (não confundir prisão com a condução à autoridade policial)

TÓPICO 2.2 - PODER DE POLÍCIA JUDICIÁRIA E DE POLÍCIA INVESTIGATIVA


A CF estabelece uma distinção entre as funções de polícia judiciária e as funções de polícia investigativa.
Atribuições da Polícia Federal: (IPAD)
- Infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou
internacional e exija repressão uniforme;
- Prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, o contrabando e descaminho.
- Apurar infrações penais contra a ordem política e social
- Detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de
suas entidades autárquicas e empresas públicas;

Funções de polícia investigativa devem ser entendidas as


atribuições ligadas à colheita de elementos informativos
quanto à autoria e materialidade das infrações penais. (OBS.:
elementos de informação são as “provas” colhidas na fase de investigação.)
A expressão polícia judiciária está relacionada às atribuições de auxiliar o Poder Judiciário, cumprindo ordens
judiciárias.
Polícia Civil tem funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais.
A Polícia Militar, via de regra, exerce a função de polícia administrativa (ostensiva), objetivando prevenir, impedir a
prática de delitos. Atuará, excepcionalmente, como polícia investigativa quando seus membros cometerem delitos.
Incumbe à polícia judiciária militar cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar.

DIFERENÇAS ENTRE POLÍCIA ADMINISTRATIVA E POLÍCIA JUDICIÁRIA

REGRAMENTO QUEM EXECUTTA PENALIDADES


P. Adm Direito Administrativo Órgãos da Adm. Pública Sobre produtos e serviços
Direito Penal e Processo
P. Jud Em regra, Polícia Civil e Federal Em regra, sobre pessoas.
Penal

TÓPICO 2.3 - CARACTERÍSTICAS DO PODER DE POLÍCIA (Limite DAC)

AUTOEXECUTORIEDADE (faz sem precisar de ninguém)


São aqueles que podem ser materialmente implementados pela administração,
de maneira direta, inclusive mediante o uso de força, caso seja necessário, sem
que a Administração Pública precise de uma autorização judicial
prévia.

COERCIBILIDADE (faz sem que você goste ou não)


Imposição coercitiva das decisões adotadas pela Administração Pública.
Não existe ato de polícia de cumprimento facultativo pelo administrado.

DISCRICIONARIEDADE (faz se quiser)


Pode praticar com certa liberdade de escolha e decisão, sempre dentro dos
termos e limites legais, quanto ao seu conteúdo, seu modo de realização, sua
oportunidade e conveniência administrativa.

LIMITES DO PODER DE POLÍCIA


A lei impõe alguns limites quanto à competência, à forma e aos fins almejados
pela Administração Pública, não sendo o Poder de Polícia um poder absoluto.
Todo e qualquer ato administrativo poderá ser levado à análise de legalidade
pelo Poder Judiciário.

TÓPICO 2.4 - ABUSO DE PODER


É um gênero que comporta o excesso e o desvio. Pode ser por conduta
comissiva ou omissiva.
Excesso de Poder: ocorre quando o agente público atua fora dos limites de
sua competência. (transgressão leve punida com mais de 10 dias de detenção)
Desvio de Poder (Desvio de Finalidade): ocorre quando a atuação do agente é
pautada dentro dos seus limites de competência, mas contraria a finalidade
administrativa que determinou ou autorizou a sua atuação. (transferência de militar para outra OM como forma de
punição)

CAPÍTULO 3 - ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


TÓPICO 3.1 - NOÇÕES BÁSICAS

Sanções: Perda da função pública, Indisponibilidade dos bens e Ressarcimento ao erário


(PIRes)
Pode resultar em ação penal.
Possui natureza jurídica de ação civil e começa pelo juiz de primeiro grau. (natureza jurídica
seria onde a ação, por exemplo, poderia ser encaixada/classificada no Direito. Ex.: gato se
enquadra nos felinos; cachorro nos caninos...tipo isso)

Quem pode praticar atos de improbidade (sujeito ativo): agentes públicos (em sentido amplo) e particulares que
induzam (criam a ideia na cabeça do agente) ou se beneficiem de forma direta ou indireta.
Quem pode ser sujeito passivo de improbidade (sujeito passivo):
- administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal,
dos Municípios, de Território;
- empresa incorporada ao patrimônio público;
- entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do
patrimônio ou da receita anual;
- praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de
órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de
cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à
repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

Lesão ao erário: se o erário perdeu grana, o agente qu deu causa tem que ressarcir; única que admite forma culposa.
Enriquecimento ilícito: se o agente ganhou grana (ou o terceiro), tem que devolver.
Em ambos os casos a autoridade deve representar ao MP.
O sucessor responde nos limites da herança. (Ex.: meu pai lesionou o erário em R$500.000,00. Deixou uma herança
pra mim de R$400.000,00. Perderei os quatrocentos mil. Os cem mil faltantes, não poderão ser retirados do meu
patrimônio. Se, por outro lado, ele me deixou uma herança de R$800.000,00, terei pra mim R$300.000,00, já que os
quinhentos mil serão para o ressarcimento ao erário lesado)

(OBS.: atos de improbidade administrativa: 1 - enriquecimento ilícito; 2 - lesão ao erário; 3 - atos que atentam contra
os princípios da Administração Pública; 4 - concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário –
guerra fiscal)

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (PEAO)


- (sujeito) Passivo;
- Elemento subjetivo: dolo ou culpa;
- (sujeito) Ativo;
- Ocorrência de ato danoso descrito em lei.

TÓPICO 3.2 - ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. Aqui,
não há enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário.
CAPÍTULO 4 - FORÇAS ARMADAS E AERONÁUTICA
TÓPICO 4.1 - FORÇAS ARMADAS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (1988)
As FA são instituições permanentes e regulares.
Constituição de 1824 – Força Armada de Mar e Força Armada de Terra;
Constituição de 1891 – primeira a conferir a condição de permanentes;
Constituição de 1946 – introduziu a composição tríplice das FA (até porque a FAB só foi criada em 1941).
As FA são permanente porque nunca poderão ser dissolvidas, salvo se criada uma nova Constituição.
Hierarquia militar consiste na ordenação da autoridade por postos e graduações dentro da estrutura organizacional
das Forças Armadas.
Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições.
Comando político: Chefe do Poder Executivo Federal.
O comando tático e operacional: Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Caso o militar da ativa seja empossado em cargo, emprego público ou função pública civil, duas situações poderão
ocorrer, conforme a natureza do vínculo e nos termos da lei:
- o militar em da ativa que tomar posse em cargo ou emprego público civil PERMANENTE será transferido para a
reserva, com a ressalva dos cargos de saúde;
O militar da ativa que tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil TEMPORÁRIA não eleitoral, ainda que
da administração indireta, ressalvada a hipótese dos cargos de saúde, ficará agregado ao respectivo quadro, sendo,
depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva.

TÓPICO 4.2 - ADMINISTRAÇÃO DA AERONÁUTICA


É parte integrante da Administração Pública Federal e a ela se subordina segundo normas legais.

O Regulamento de Administração da Aeronáutica tem por finalidade: (DEsDe)


Disciplinar as atribuições e os encargos dos diferentes agentes públicos;
Estabelecer procedimentos gerais e alguns específicos para a Administração das Organizações Militares (OM) do
COMAER.
Definir as atribuições dos Agentes da Administração e de demais detentores de bens, de valores e de dinheiros
públicos, sob responsabilidade da Administração Direta deste Comando;

CAPÍTULO 5 - RESPONSABILIDADES NA ADMINISTRAÇÃO DA AERONÁUTICA


TÓPICO 5.1 - RESPONSABILIDADE FUNCIONAL
Decorre do Princípio da Prevalência e Relevância do Interesse Público e do Princípio da Transparência dos atos e dos
fatos administrativos praticados pelos agentes na gestão das atividades da Organização.
Este tópico foi praticamente um ctrl c + ctrl v do art. 279 ao art. 284 do RADA.

TÓPICO 5.2 - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA


Mais de um responsável pela obrigação.
Voto vencido formalizado e justificado em documento o ISENTA DE RESPONSABILIDADE.
Será responsável solidário aquele que deixar de comunicar ao superior as faltas e omissões de subordinados.

TÓPICO 5.3 - RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL OU PESSOAL


A responsabilidade recai sobre aquele que fez o parecer.
OBS.: sempre que puder acarretar punição, deve-se conceder contraditório e ampla defesa a quem quer que seja.
Presença de advogado é facultativa.
O agente responsável por bens, valores e dinheiros públicos e de
terceiros responderá pelos (QUEPE)
Quantias recebidas, até que justifique o seu emprego;
Emprego indevido dos bens, valores e dinheiros sob a sua guarda;
Pagamentos ou distribuições que efetuar;
Erros de cálculo.

As sanções do RADA são independentes das do RDAER.


TÓPICO 5.4 - CASOS FORTUITOS E MOTIVOS DE FORÇA MAIOR
ISENTAM de responsabilidade o agente e verificam-se no fato necessário, cujos efeitos não eram possíveis de serem
evitados ou impedidos.
O agente deve levar o caso imediatamente e por escrito à autoridade a que estiver subordinado.

TÓPICO 5.5 – GENERALIDADES


A responsabilidade deve ser apurada em processo administrativo.
As esferas administrativa, civil e penal são independentes.
O militar fez besteira no exercício da profissão, o COMAER responde (independente de dolo ou culpa –
responsabilidade objetiva). Depois ele (o comaer) processa o milico em ação de regresso para reaver o money
perdido, se tiver havido dolo ou culpa do milico.
A isenção de culpa, quando for o caso, só beneficiará o responsável que tenha tomado as providências adequadas e
da sua alçada para evitar o prejuízo.
ordem -> ponderação -> se continuar -> cumpre por escrito -> após cumprido responde por escrito que a ordem foi
executada.
A sanção civil será aplicada, observada a legislação pertinente:
- ao agente responsável direto pelo dano ou prejuízo apurado; e
- aos agentes que tenham agido com imprudência, imperícia ou negligência (culpa).

Você também pode gostar