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CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL

MÓDULO II
I – A Constituição Federal na ótica
das Igrejas
II – As Igrejas e o Código Civil em
vigor Lei 10.406/02
III – Direito e Legislação para pastores,
capelães e Igrejas
IV – Direito trabalhista e Previdenciário
do Pastor
V – Tributos e Impostos para igrejas
VI – Elaboração de Estatutos para
igrejas, associações e Ongs.

Central de Atendimento: Telefone: (xx11) 3229-9277 - nosso site: www.institutouniverse.com.br

Rua Brigadeiro Tobias nº 247 - Cj. 1219 –- bairro Santa Efigênia - São Paulo-SP CEP 01032-000
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CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL

MÓDULO II
Sumário

DISCIPLINAS/UNIDADES

UNIDADE 1: A Constituição Federal na ótica das Igrejas 04

UNIDADE 2: As igrejas e o Código Civil em vigor Lei 10.406/02 09

UNIDADE 3: Direito e Legislação para pastores - capelães e Igrejas 18

UNIDADE 4: Direito trabalhista e previdenciário do pastor 25

UNIDADE 5: Tributos e impostos para Igrejas 31

UNIDADE 6: Elab. de estatutos para Igrejas, Associações e Ongs 42

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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DICAS PARA UM BOM APRENDIZADO DURANTE O CURSO

Organizem seus horários de estudos, procurando variar seu planejamento do


programa, alternando entre ler, escrever, resolver atividades. O ideal seria dedicar 2
(duas) horas diárias ao seu estudo. Sabemos, porém,
Que em determinados dias à disponibilidade de tempo será pequena e, em outros,
será bem maior, havendo uma compensação natural;
Estabeleça um tempo de reserva, pois imprevistos podem ocorrer.
O planejamento só é racional se os períodos de estudos corresponderem ao seu
ritmo de vida e forem previstos pausas e tempo livre para descanso.
Melhore sua concentração através de um programa de treinamento pessoal,
observando os seguintes pontos:
· Estude uma coisa de cada vez;
· Separe as fases de trabalho das de descanso;
· Sempre que possível, estabeleça horário para estudar;
· Avalie suas capacidades e estabeleça metas possíveis de atingir.

Lembre-se que você não está sozinho, ou sozinha colocamos a sua disposição para
tirar suas dúvidas em relação aos conteúdos, atividades, e exercícios no decorrer do
curso.
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Unidade
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL NA ÓTICA DAS IGREJAS

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O pastor deve conhecer as Leis básicas que apóiam e normatizam o sistema brasileiro
de igrejas e associações. A Constituição de um país é o conjunto de artigos maiores
que dominam a nação, que fornecem as regras de conduta para todos os habitantes do
território. É o esqueleto e ossada de todas as leis e códigos da pátria. Nenhuma lei
menor seja nível federal, estadual ou municipal, não pode ferir ou ir contra a Lei Maior,
que é Magna. A Carta Magna pode e deve ser modificada, de quando em quando, pelo
Congresso Nacional, para ajustar-se com a nova realidade que a cada dia vai surgindo,
pois, a lei deve ser social e dinâmica, devendo acompanhar a evolução de um povo.

Em nível mundial, a Constituição mais velha é a de Israel, com 10 artigos, e serviu de


base para noções e cópias de todas civilizações do passado e moderno, por meio dos
dez mandamentos e os comentários da Lei em Levítico, Números, Deuteronômio etc. A
Inglaterra chegou pelos usos e costumes e data de vários séculos, seguindo assim
vários outros países. Quando um país se torna independente, o primeiro, passo que
providencia, é fazer uma Constituição para regulamentar a conduta do povo, depois os
códigos menores e específicos para cada ramo do direito. Para um país democrático,
sempre a Constituição libera o povo para implantar qualquer tipo de credo e religião e
não oficializa nenhuma religião como a nacional. A Argentina oficializou o catolicismo,
mas não impede o ingresso dos evangélicos e, da mesma forma, o Iraque, ou melhor,
todos os países árabes oficializaram o Islamismo, que também, em tese, não impede o
ingresso dos evangélicos ou outras religiões.

O Brasil, especificamente, já teve 6 Constituições, a atual é a sétima:


A 1ª foi de 1824, feita 2 anos após a independência, pó D. Pedro I, favorecia o Império
e os grandes proprietários.
A 2ª foi em 1891, convocada pelo governo provisório, não puderam participar as
mulheres, analfabetos, soldados, padres e menores de 21 anos – só atendeu aos
grandes.

A 3ª foi em 1934, após a revolução de 1930, convocada por Getúlio Vargas.

Já puderam participar as mulheres, maiores de 18 anos, e alguns representantes de


sindicatos de empregadores e empregados. Reconheceu o direito de greve e a
liberdade para sindicatos funcionarem.

A de 1937 foi a 4ª. Getúlio Vargas fechou o Congresso, tornou-se ditador e teve apoio
das Forças Armadas. Copiou a Constituição da Polônia, por isso teve apelido de
“Polaca”. Passou a controlar os sindicatos, ampliou o poder, proibiram greve e
organização de partidos políticos. Criou censura para a comunicação e governava
apenas por Decretos-Leis.
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Em 1946, chegou a 5ª Constituição, com a queda de Vergas, elaborada pelo povo. Os
soldados e analfabetos continuaram sem o direito a voto. Foram eleitos 320 deputados,
entre fazendeiros, industriais e elite.

Em 1967, a 6ª. Em 1964, João Goulart foi deposto pelos militares, com o apoio da elite,
banqueiros e industriais. Cassaram os deputados contrários ao regime e convocaram
juristas para elaborarem a 6ª Constituição e a entregaram ao Congresso, que teve 42
dias para aprová-la.

Em 1969, foi feita uma emenda para torná-la mais autoritária ainda. O executivo ficou
com enormes poderes e a eleição do presidente tornou-se indireta – feita por um
Colégio Eleitoral; criou-se o bipartidarismo; a censura voltou a existir ferrenhamente.
Cada AI (ato inconstitucional) fortalecia mais ainda o presidente militar. Depois, na
década passada, aceitaram o colégio escolher civis para presidente e, afinal, a
campanha DIRETAS JÁ trouxe a democracia total para o povo brasileiro.

A última e 7ª foi promulgada em 05/10/1988, pela Assembléia Nacional Constituinte,


representação do povo em geral em todos os seus seguimentos. Continha no corpo
246 artigos, mais 74 artigos de disposições, e atualmente já se encontra com várias
emendas (17 até Emenda de 1998). E se subdivide nos seguintes Títulos.

I. – Fala dos princípios fundamentais;


II. – Dos direitos e garantias fundamentais;
III. – Da organização do Estado;
IV. – Da organização dos poderes;
V. – Da defesa do Estado e das Instituições Democráticas;
VI. – Da tributação e do orçamento;
VII.– Da ordem econômica e financeira;
VIII - Da ordem social;
IX. - Das disposições constituintes gerais e, finalmente, das transitórias.

02 – A CONSTITUIÇÃO E OS RITUAIS RELIGIOSOS

Primeiramente apresentamos noções gerais sobre a Constituição, as Constituições


brasileiras e a integridade de nossa última, a vigente atual.

Agora, convém analisar alguns artigos específicos quanto á liberdade espiritual ou


religiosa, ou seja, A Constituição Federal na ótica das igrejas.

No Brasil, é livre a instalação de qualquer religião, por qualquer cidadão, exceto


(menos) aquelas que contém rituais contrárias à lei (exemplos são as que defendem a
bigamia ou racismo, as que praticam rituais ocultistas, onde torturam pessoas ou
depravam menores, como em determinados ramos do espiritismo).

Qualquer religioso pode abrir uma porta (igreja), registrar em cartório de registros de
pessoas jurídicas, inscrever-se perante o CNPJ, e obter alvará de funcionamento na
Prefeitura.
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Selecionam-se no mínimo 3 (três) pessoas maiores e capazes, sendo: um presidente,


um tesoureiro e secretário, publica-se um edital de convocação de assembléia, lavra-se
a ata e elabora-se o estatuto social.
No Brasil, as religiões cristãs são livres tão bem-vindas, que até é tolerado pelo fisco o
funcionamento sem a documentação, até porque as religiões são as grandes
benfeitorias da sociedade, pois sempre combatem o uso e tráfico de drogas, pregam
contra a criminalidade e a favor da moral, bons costumes, família e paz social. Sempre
o Brasil apóia e defende a infiltração da religião nos órgãos públicos, cadeia,
penitenciária e escola, pois todos sabem que a verdadeira paz, amor e conciliação de
conflitos, apenas se fazem evidentes quando Deus está presente no coração. Sempre
os religiosos vêm prestando aconselhamento e consolação junto a presídios, hospitais
e lugares públicos e, em Agosto de 2005, começaram a surgir leis estaduais, como no
Rio de Janeiro, para regulamentar esses serviços espirituais e religiosos, que há mais
de 70 anos vinham sendo prestados, agora como o nome de Capelão e, no concursos,
exigem, dentre outros requisitos, os cursos de teologia e de pastor.

03. A CONSTITUIÇÃO E AS CONVENÇÕES.

Cada grupo de religião juridicamente é distinto por uma razão social, que quase
sempre é identificada pelo nome de fantasia e, para equiparação de usos e costumes e
entendimento doutrinário, possui os seus regimentos e até estatutos, estudados e
modificados anualmente em Convenções. Se uma Denominação é pequena,
localizada, única ou com poucas filiais, lógico! Para não ocorre a necessidade de ter ou
criar uma convenção nacional só para si, então participa de alguma Convenção que
agrega as igrejas autônomas. Se determinada denominação já possui várias filiais,
então os problemas começam a aparecer e tornam-se prudentes o princípio de
convenções periódicas, para reunir os seus obreiros e normatizar regulamentos e
traçar princípios reguladores de condutas.

No Brasil, também é livre a criação de convenções e ligamentos de igreja a esta ou


àquela convenção. Hoje, praticamente todas as igrejas são autônomas e
independentes, e existe entre as igrejas uma enorme freqüência de mudança, filiação
ou desligamento de convenção. A convenção que cobra pesada mensalidade ou
anuidade ou até mesmo dízimo do dízimo, que exige transferência de patrimônio e que
tenta impor normas exageradas, a tendência é o seu enfraquecimento ou extinção.
Outros fazem questão de participar de convenções, pois os fiéis, as demais igrejas, a
sociedade em geral e as autoridades brasileiras enxergam as igrejas e pastores
convencionais com mais respeito, consideração e, realmente, no Brasil ainda existe
este preconceito de ser clandestino, quem não estiver coligado ou filiado. Ainda há
pouco, existiam convenções tão avarentas, que exigiam a transferência de todo o
patrimônio das igrejas para elas e, hoje, ficaram abandonadas.

Contudo, entendimentos que os usos e costumes devem ser regionalizados, pois o


Brasil é muito grande, cada região é um tipo de povo com cultura diferenciada, e pode
ou não, aceitar a cultura do povo outra região, o carro deve cantar de acordo com o tipo
de carga do local. Se o pastor sentir que se reprimir, por exemplo, a aeróbica, a
coreografia, a música gospel e o rock evangélico, a dança e o lazer (clube com
natação, futebol e skeit e outros), a calça esporte, tamanho do cabelo e uso de jóias
etc., então esse pastor deve liberar o que entender não muito errado, para não perder o
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seu povo a favor de uma igreja mais liberal, principalmente os jovens e também para
não dificultar o ingresso de novos membros em seu templo, mas, se sentir que a
comunidade local não aceita esse ou aquele costume, então deve selecionar apenas o
que não for prejudicial.

A televisão, a Internet, o rádio, o jornal e as revistas, escolas, clubes e a própria


música, tem globalizado a cultura e forma muito profunda e, como a religião está
envolvida, direta e intimamente, com a cultura, então a religião, nesses últimos anos,
mudou completamente seu estilo e forma e as igrejas que não seguirem a cultura dos
povos, tendem a ficar vazias ou ter muita dificuldade para sobreviver com meia dúzia
de pessoas. Então, concluímos que convenção para usos e costumes, já não tem mais
finalidade, não somente no Brasil, como em todo planeta. Cada religião tem que apoiar
e exigir o que corre na área regional.

Quanto a entendimentos doutrinários, como divórcio, por exemplo, que sempre


produziram calorosos debates em convenções e sempre tivemos correntes divergentes
de pensamentos, esse assunto, sim, foi e sempre será alvo de deliberação de culpa.
Não é bom que o divorciado trabalhe como pastor, dentro dos cinco primeiros anos da
separação ou do novo casamento na mesma cidade e, como amasiado, de forma
alguma não pode exercer o pastorado, dá muito mau exemplo e escandaliza a obra e
não honra o nome de Jesus.
Como a Constituição não é religiosa e sempre procura não intervir nas igrejas, então
fica a cargo das Convenções trataram desses assuntos morais e espirituais. Entretanto,
se a lei sancionar algo que venha ferir os princípios morais, a igreja não poderá apoiar,
como: casamento de pessoas do mesmo sexo; legalização do aborto; feriado nacional
de reverência e culto a ídolos e liberação do uso e consumo de drogas, dentre outros
assuntos polêmicos, que poderão aparecer neste começo de “século moderno”.

No passado, ainda bem que nossas Constituições não foram copiadas da Itália, nem da
Espanha, mas tivemos influência direta da Constituição dos EUA e, por isso, não se
oficializou o catolicismo; apenas e tão somente nossos primeiros pais, portugueses,
eram por demais católicos, mas na culpa política, sempre concedeu uma liberdade
religiosa, por meio das Constituições passadas.

04. A PRESTAÇÃO DE ASSISTÊNCIA RELIGIOSA NAS ENTIDADES CIVIS

O artigo 5º VIII, da nossa Carta Magna, diz “é assegurada, nos termos da lei, a
prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”
e as constituições estaduais copiaram esses artigos.
O Brasil reconhece o grande valor que tem as igrejas, conclama, pode e conta com o
apoio das igrejas, nas cadeias principalmente, pois é sabido que o crime é praticado
por uma pessoa que não tem Deus e a religião aproxima e reconcilia o ser humano
com Deus e, por isso, faz-se necessário um religioso para ajudar na recuperação
desses presidiários. O trabalho evangelístico dentro das cadeias é muito proveitoso na
recuperação da moral, dos bons costumes e da fé cristã, são inúmeros obreiros que
temos, que se converterem dentro das grades, e hoje são pessoas exemplares em
nossa sociedade; até mesmo obreiros que ainda continuam presos, mas que dão
exemplar testemunho para os colegas das celas, para a carceragem, guarda e direção
do presídio. E muitos já fizeram conosco os cursos de teologia e até de pastor.
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Indiretamente, a Constituição está reconhecendo que o homem sem Deus é realmente


um instrumento de carne, vícios, crimes, fraquezas e pecados mil, usado na mão do
diabo e que, por outro lado, o ser humano com Deus torna-se um templo habitável do
Espírito Santo, restaurado e revestido da moral, santidade e bons costumes, exemplo
que a nossa sociedade carece.
Então se conclui que a lei, por si, não consegue restaurar e recuperar o marginal, e os
próprios doutrinadores e legisladores chegaram à conclusão de que apenas o
corrompe mais, consideram que a cadeia e cumprimento de pena, da forma como está,
é uma verdadeira escola e faculdade de criminalidade e marginalização, vez que fica
detida uma pessoa primária, que, por exemplo, pela primeira vez furtou um botijão de
gás e o colocam junto a veteranos do tráfico, do latrocínio, de seqüestradores e outras
pessoas de alta periculosidade e, então esse iniciante vai ter 24 horas/dia de aulas
práticas junto com o bandido, e então vai sair mil vezes pior do que entrou. O Brasil,
diante das dificuldades, diante do sistema carcerário e penitenciário falido, apela para
as religiões e a lei das execuções penais traz artigos específicos normatizando,
regulando, apoiando e até exigindo esse apoio religioso e muitos são os grupos
evangélicos que hoje temos em todos os presídios, agora regulados pelas leis de
capelaria ou capelanias como mais conhecido. A lei não pode apoiar esta ou rejeitar
aquela denominação, quando muito, para maior segurança e precaução contra os
falsos, podem sim, exigir um documento ou credencial da idoneidade e da religiosidade
apresentada e oferecida, no caso uma carteira de pastor, do conselho ou da convenção
ou um diploma de pastor. Para os cursos de capelanias então exigindo curso de pastor
e de teologia.

As Prefeituras também, para evitar charlatanismo ou ferimento às normas legais,


poderão exigir o mesmo para expedição de um alvará, da mesma forma o cartório de
títulos e documentos e a Receita Federal, para expedição do cadastro nacional.
O mesmo artigo da garantia de igualdade e liberdade a todas as religiões,
independente de sua denominação. Nenhuma religião ou igreja é mais do que as
outras, todas são iguais perante a lei. Contudo devemos respeitar os direitos dos
outros. A após as 22 horas ou o impedimento do sossego o vizinho, a qualquer hora
seja. Ainda fazer botim de ocorrência e a justiça iniciar processo de perturbação contra
o sossego alheio contra a diretoria e ou o pastor da igreja, e o TCO é remetido para as
pequenas causas criminais. Ainda mais, o vizinho ofendido pelo barulho ou perturbação
pode ainda mover uma indenização por danos morais (argumentar ainda a perda do
sono, stress, fadiga, nervosismo, etc.) provocado pela falta de sossego e a justiça, com
certeza, ainda determina o fechamento de todas as portas e janelas da igreja e aplica
multa diária (no Rio de Janeiro, sempre tem ocorrido multa variável de até 30 mil reais
por culto/dia, para cada reunião que desobedecer à sentença) e ainda uma indenização
de 10 a 300 mil reais a favor do ofendido. Já teve até caso de sentença obrigando a
igreja a colocar acústica igual a boates, para o som não perturbar mais o vizinho.
Temos que dar exemplo, fazendo pouquíssimo barulho até as 22 horas e nenhuma
perturbação após esse horário, com isso iremos fazer amizade com todos eles e afinal
ganhá-los para Deus. Já acompanhei e sempre tenho acompanhado muitas igrejas em
delegacias e m fóruns onde são rés, em ações criminais e cíveis, às vezes não são
pesadas criminalmente, mas civilmente podem custar penhora de toda bancada, som e
o prédio, se for próprio, ou penhora de bens do presidente ou da diretoria. Vamos
corrigir e vigiar os nossos jovens, que gostam muito de barulho e não sabem das
pesadas conseqüências . Esses rigores da lei não se confundem com privação por
motivo de crença, nem com o embaraço do artigo 19, inciso I, da Constituição Federal.
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Unidade
AS IGREJAS E O CÓDIGO CIVIL EM VIGOR LEI 10.406/02

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Após entrar em vigor o Código Civil, em 11 de janeiro de 2.003, que violou frontalmente
tal princípio ao incluir as igrejas entre as Associações, desrespeitando, uma tradição
antiga que, considerava tais instituições como sociedades pias ou religiosas.

Esse princípio consta do art. 5º, VI, da Constituição Federal, garantindo a todos,
liberdade de credo e culto.

A igreja como associação (arts. 53 a 61 do Código Civil)

Pelo Código Civil, entende-se Associação como a união de pessoas que se organizam
para fins não econômicos.

Note-se que tal definição equipara as igrejas evangélicas a pessoas jurídicas de caráter
secular, o que não acontecia na vigência do Código Civil anterior.

Entre outras conseqüências, isso significa que todos os estatutos das igrejas locais
(mesmo aquelas que têm CNPJ para toda a denominação, deverão adequar o seu
estatuto em conformidade com essa nova legislação civil).

O estatuto da igreja no artigo 54 do NCC, está definido o que o estatuto da igreja deverá
conter:

Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:

I – a denominação, os fins e a sede da associação;

II – os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados;

III – os direitos e deveres dos associados;

IV – as fontes de recursos para sua manutenção;

V – o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos;

VI – as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução.

Note-se que tais requisitos não são facultativos; são obrigatórios. Se o estatuto da igreja
local deixar de conter um só deles que seja, será passível de nulidade.

4) A exclusão do associado

Como a igreja local, para os fins de direito, é considerada uma associação, seus
membros passaram, então, a ser considerados associados.
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Pergunta-se: o que fazer quando for o caso de se excluir um associado (membro)?

02. Principais questões trazidas pelo Código à igreja cristã.

Especialmente no caso de denominações e ou ministros do evangelho que primem


pelo extremo rigor e por uma rígida disciplina, a exclusão de um membro poderá trazer
graves conseqüências para a igreja local, inclusive condenação a pagar indenização
por danos morais e a própria reintegração do membro associado ao rol da igreja.

Nem pensar em fazer os chamados linchamentos morais, em que é convocada uma


assembléia geral e o membro a ser excluído é humilhado, de todas as formas possíveis
e imagináveis, antes de uma desonrosa exclusão. Isso agora, definitivamente, é coisa
do passado.

5) A exclusão do associado (II)

Diz o Código Civil, em seu artigo 57:

Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, obedecido o


disposto no estatuto; sendo este omisso, poderá também ocorrer se for reconhecida a
existência de motivos graves, em deliberação fundamentada, pela maioria absoluta dos
presentes à assembléia geral especialmente convocada para esse fim.

Parágrafo único. Da decisão do órgão que, de conformidade com o estatuto, decretar a


exclusão, caberá sempre recurso à assembléia geral.
Note-se que a exclusão deverá sempre ser fundamentada, isto é, o associado sempre
deverá saber porque está sendo excluído, terá amplo direito de defesa e poderá, ainda,
interpor recurso (tanto administrativo quanto judicial) da decisão desfavorável a ele.

A igreja local deverá tomar muito cuidado quando da exclusão de um membro. O


estatuto deve definir claramente qual é o órgão que deliberará sobre a exclusão de
membros, quais os motivos que podem levar um associado a ser excluído e evitar,
neste último caso, o uso de termos vagos e genéricos (juridicamente falando, é claro),
como por exemplo: proceder em desacordo com a sã doutrina ou desobedecer a
Palavra de Deus.

A exclusão do associado (III) Uma perigosa conseqüência da inclusão da igreja entre


as associações, diz respeito à questão da possibilidade de uma questão, outrora de
caráter meramente eclesiástico-administrativo, possa, de acordo com a nova legislação
civil, acabar nas barras dos Tribunais.

Reza o artigo 5º, XXV, da Constituição Federal:

Art. 5º. XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a
direito. Quer dizer que, a partir de 11 de janeiro de 2.003, todo aquele excluído do rol
de membros de uma igreja, poderá pleitear em juízo a sua reintegração a tal rol, bem
como pedir a condenação da referida igreja a pagar-lhe uma indenização por danos
morais. Reitera-se:deve-se observar todos os requisitos legais quando da exclusão de
membro, para diminuir ao máximo a possibilidade da igreja local vir a ser acionada na
justiça por tal ato.
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A exclusão do associado (IV) É a letra do artigo 186 do Código Civil.

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar
direito ou causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Isso
é o que se denomina, em direito, de ilícito civil. A grosso modo, seria uma espécie de
"crime civil".

À cada crime corresponde uma pena. E qual seria a pena para a prática de qualquer
uma das condutas previstas neste artigo (incluindo provocar danos morais)?

Segundo o artigo 927 do CC, em seu caput: Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186
e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. A admissão do associado. Uma
outra questão que deve preocupar a igreja evangélica, é a questão dos critérios que
devem ser utilizados quando da admissão de associados.

No caso da não admissão de alguém como membro da igreja local chegar ao Poder
Judiciário é bom que se lembre que o juiz, bem como os Tribunais, para julgar tal litígio,
irão adotar critérios legais, e não bíblicos, para dar seu veredito.

Vias de regra, as igrejas evangélicas não aceitam, como seus membros, casais que
vivam em união estável. Do ponto de vista legal, porém, tal recusa é discutível desde a
entrada em vigor da atual Constituição Federal.Diz a Carta Magna, em seu artigo 226,
em seu § 3º: Art. 226. § 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união
estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua
conversão em casamento. Pelo CC, em seu artigo 1.723, caput: Art. 1.723. 12) O papel
das crianças e dos adolescentes nas assembléias gerais

Esta é uma questão que deve ser devidamente analisada, sob pena da igreja sofrer as
conseqüências de eventuais descuidos ou omissões. Pelo Código Civil, a maioridade
civil, isto é, a capacidade de exercer os chamados atos da vida civil, tem início apenas
quando a pessoa completa 18 (dezoito) anos de idade.

Antes dessa idade, então, seria recomendável que o membro da igreja não tivesse o
direito de votar nas assembléias gerais da igreja. Já ouvi a seguinte saída para tal
questão: os membros com idade inferior a 18 anos só poderiam votar em questões que
envolvessem assuntos meramente eclesiásticos, mas não para assuntos de natureza
secular. Tudo bem, mas respondo com uma pergunta: com a entrada em vigor do CC,
como podemos definir o que é uma questão meramente eclesiástica e o que é uma
questão de natureza secular, no que se refere à igreja?

Outra questão que surge a respeito de tal assunto, e que certamente causará muita
polêmica: será que os membros menores com idade inferior a 16 (dezesseis) anos
poderiam votar, se fossem representados por seus pais ou representantes legais e os
menores com mais de 16 e menos de 18 anos poderiam votar, se fossem assistidos por
seus pais? Respondo com duas outras questões: como fazer nos casos em que os pais
desses menores não são crentes? E, mesmo que os pais fossem evangélicos,
poderíamos simplesmente pedir uma autorização por escrito aos pais ou teríamos que
pedir autorização judicial, à Vara da Infância e da Juventude?
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São casos a se pensar. A assembléia geral.

Determina o artigo 59, do Código Civil: Art. 59. Compete privativamente à assembléia
geral:

I – eleger os administradores;
II - destituir os administradores;
III – aprovar as contas;
IV – alterar o estatuto.

Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos II e IV é exigido o voto


concorde de 2/3 (dois terços) dos presentes à assembléia especialmente convocada
para esse fim, não podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a maioria
absoluta dos associados, ou com menos de 1/3 (um terço) nas convocações seguintes.

No caso do atual estatuto da igreja local prever quorum diferente para tais deliberações,
tal quorum deverá ser modificado, para se adequar àquele previsto no artigo acima
exposto.

A assembléia geral (II)

Segundo o artigo 60 do Código Civil:


Art. 60. A convocação da assembléia geral far-se-á na forma do estatuto, garantido a um
quinto dos associados o direito de promovê-la.

Outra questão interessante: qual seria a melhor forma de se convocar a assembléia


geral? De qualquer modo, essa forma deverá estar discriminada no estatuto.

Algumas sugestões:
a) aviso dado pelo pastor no(s) dominical (ais), de púlpito;
b) publicação no boletim da igreja;
c) publicação em jornal local;
d) cartaz afixado no quadro de avisos da igreja.

15) A assembléia geral (III)

Encerrando o assunto, gostaria de lembrar da questão das congregações. O que fazer


quando a igreja local tem congregações em locais distantes da cidade onde tem sua
sede, como por exemplo, bairros periféricos, outras cidades, outros estados e, até
mesmo, outros países?

Os membros de tais congregações devem ser considerados como membros da igreja


local e tais congregações devem ser consideradas como filiais da associação.

Alguém pode perguntar: como é que eu vou fazer para convocar membros das
congregações do sertão do Nordeste, do Alto Xingu, da África etc.
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A dissolução da associação (I)

Parece estranho falar de fim da igreja, mas é mais uma conseqüência de termos sido,
pela nova legislação civil, equiparados a entidades seculares sem fins lucrativos.

É o dizer do artigo 61, caput, do Código Civil:

Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de


deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art.
56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou omisso
este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal de fins
idênticos ou semelhantes.

Para evitar maiores problemas, deve haver previsão, no estatuto, para quem será
destinado o patrimônio da igreja no caso de dissolução da mesma.

Também é prudente explicitar que os membros da igreja não serão titulares de quotas ou
frações ideais de tal associação.

A dissolução da associação (II)

É a letra do § 1º do artigo 61 do CC:


§ 1º. Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos associados,
podem estes, antes da destinação do remanescente, receber em restituição, atualizado o
respectivo valor, as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação.

Isso significa que o estatuto deve deixar bem claro que, em caso da dissolução da igreja,
seus membros não terão direito, antes da destinação do remanescente referida no texto
legal anterior, de receber em restituição, atualizado o devido valor, as contribuições que
tiverem prestado ao patrimônio dessa associação.

A omissão da igreja, neste caso, poderá ter conseqüências terríveis: os membros terão o
direito à restituição de todos os dízimos, ofertas e demais doações que tiverem feito à
associação!!!.

A dissolução da associação (III)

Segundo o § 2º do artigo 60 do Código Civil:

§ 2º. Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no Território, em que


a associação tiver sede; instituição nas condições indicadas neste artigo, o que
remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou
da União.

Em outras palavras, se o estatuto nada disser a respeito, e não houver (como realmente
não há) instituição de fins semelhantes aos da igreja onde ela tiver sua sede, o restante
de seu patrimônio irá direto para o governo, caso tal associação venha a ser dissolvida.
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O uso do púlpito (I)

Um problema que já existia, segundo a legislação vigente após a Constituição de 1.988,


que já previa a indenização por dano moral, e que agora torna-se mais importante, com a
entrada em vigor do Código Civil, é a questão do uso adequado do púlpito.

A igreja deve tomar o máximo cuidado em relação a isso. Os pregadores devem evitar
fazer críticas a outros ministros do evangelho, a outras igrejas locais, a outras
denominações e, até mesmo, a outras religiões.

Também deve ser evitada qualquer tipo de "bronca" a ser dada à igreja ou a algum
membro em particular. As famosas "exortações à igreja" igualmente podem tornar-se
fonte de sérias dores de cabeça para a associação.

Outro detalhe importante é a questão dos testemunhos.

Muitas vezes, algum irmão mais exaltado pode acabar por dizer o que não deve quando
tem um microfone nas mãos, sob o pretexto de um hipotético "mover do espírito". Como
Deus não é Deus de confusão, melhor tomar cuidado com esses irmãos pretensamente
"espirituais", sob pena de ter que pagar uma alta indenização por danos morais a quem
se sentir ofendido.

O uso do púlpito (II)

Diz a sabedoria popular que o peixe morre pela boca. No caso, é a mais pura verdade.
Devemos tomar cuidado com o que dizemos quando fazemos uso do púlpito, para não
corrermos o risco de ter que pagar indenizações de 10, 20, 30 mil reais ou mais...

O mesmo se aplica a declarações feitas através da mídia, como por exemplo jornais,
revistas, rádio, televisão aberta, TV a cabo, fax, Internet, boletins da igreja etc.

É bom que se diga que já há igrejas pagando tais indenizações, então, neste caso,
estamos lidando com algo que já é real, e não com uma simples hipótese.

O uso do púlpito (III)

Outra questão refere-se a pregadores convidados pela igreja para fazer pregações,
participar de congressos, conferências etc. Deve-se evitar convidar pregadores
polêmicos ou por demais radicais. Não é difícil imaginar que tais convidados podem vir a
causar sérios problemas para a igreja, se suas línguas agirem como verdadeiras
"metralhadoras giratórias", desferindo virulentos ataques contra pessoas e/ou
instituições.

Encerrando o assunto, não poderíamos esquecer de outra atitude que pode gerar sérios
problemas para a igreja: permitir que incrédulos venham a fazer uso do púlpito. Isso vem
acontecendo com freqüência em certas igrejas locais e denominações e é uma conduta
que deve ser devidamente analisada pela associação.
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3. A responsabilidade civil dos diretores e membros da associação (I)

Este é o texto do artigo 50 do Código Civil:

Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de


finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou
do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica.

Este artigo trata da chamada desconsideração da personalidade jurídica, que é uma


teoria jurídica que já vinha sendo adotada pelo Código de Defesa do Consumidor, e que
agora também está sendo adotada pelo Código Civil.

Normalmente os bens da associação (Igreja), respondem pelas dívidas da mesma, e os


bens de seus administradores e membros não são atingidos.

Em certos casos, porém, os bens pessoais dos administradores podem vir a responder
por tais dívidas (casos previstos no artigo acima mencionado), como, por exemplo, no
caso da igreja vir a ser condenada por danos morais e seu patrimônio não ser suficiente
para honrar tal compromisso.

A responsabilidade civil dos diretores e membros da associação (II)

E no caso, por exemplo, de alguém, de má-fé, fundar uma igreja e, após ter arrecadado
uma boa quantia, resolver desaparecer, fugindo com o dinheiro e deixando a associação
sem fundos para saldar seus compromissos financeiros? Neste caso, muito
provavelmente os membros de tal igreja acabarão respondendo com seus bens
pessoais...

O direito de vizinhança (I)

Diz o artigo 1.277 do Código Civil, em seu caput e parágrafo único:


Art. 1.277. O proprietário ou possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as
interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que a habitam,
provocadas pela utilização de propriedade vizinha.

Parágrafo único. Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização,


a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e
os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança.

Uma questão que deve merecer atenção especial é o que se refere ao direito de
vizinhança, especialmente no que tange à questão do excesso de ruído. Se não houver
outra saída, a igreja deve equipar-se com material especial (isolamento acústico) que
não deixe o excesso de ruído chegar à vizinhança, para evitar futuros problemas.

Igualmente é bom que se conheça o código de posturas municipais, em particular no que


diz respeito à lei do silêncio, bem como ficar atento ao Estatuto da Cidade, na parte que
trata da elaboração do chamado Plano Diretor.
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A igreja deve participar da elaboração do Plano Diretor, que é obrigatório para cidades
com população acima de 20.000 habitantes, sob pena de tal plano diretor vir a
determinar que várias áreas da cidade onde tal igreja se localiza, não poderem ser
utilizadas para a edificação de novas igrejas.

O direito de vizinhança (II)

Geralmente, a chamada lei do silêncio determina que o horário compreendido entre as


22 horas de um dia e às 6 horas do dia seguinte é reservado ao descanso, devendo-se
evitar fazer ruído em tal período. O que muita gente não sabe, porém, é que mesmo
dentro do período em que se pode fazer ruído, tal ruído tem suas limitações.

Sendo assim, mesmo no horário compreendido entre as 6 da manhã e às 22 horas, não


se pode produzir ruído excessivo, principalmente se a igreja estiver localizada em zona
residencial.

É necessário estar atento a possíveis fontes de problemas com vizinhos, em especial


ensaios de orquestras, bandas ou corais, vigílias e comemorações. Tudo isso pode e
deve ser feito, porém sempre respeitando a legislação vigente.

O direito de vizinhança (III)

Quando se fala em direito de vizinhança, a igreja logo pensa em problemas com ruído,
mas esse não é o único problema que pode acontecer. Não se pode esquecer que há
outras questões que podem vir a provocar sérias desavenças entre a igreja e seus
vizinhos.

Um exemplo é o verdadeiro depósito de lixo em que os membros de certas igrejas locais


transformam a vizinhança do templo, quando há reuniões regionais ou congressos da
denominação.

Isso é uma questão bem séria, tanto em termos de péssimo testemunho da igreja
perante a sociedade não-cristã, quanto em relação às conseqüências legais que tal ato
pode vir a ter. Os usos e costumes

Este assunto é particularmente importante em termos de Brasil, pois os usos e costumes


foram criados em nosso país e muitas igrejas ainda os adotam.

Observe-se que nosso estudo não visa debater se tal doutrina é bíblica ou não, ou
mesmo se é legalista ou fundamentalista. Estamos, agora, interessados em saber das
implicações legais que ela pode trazer.

Para expor tal tema de forma reduzida, diremos que já houve igreja que foi acionada na
justiça por causa dos usos e costumes (inclusive, tal fato chegou a ser noticiado na
televisão aberta) e, em primeira instância, foi condenada a pagar 30 mil reais ao membro
que se sentiu prejudicado.

Quando um juiz vai julgar uma causa, ele julga de acordo com a Lei; não julga de acordo
com a Bíblia, e muito menos de acordo com certas peculiaridades próprias de
determinadas correntes religiosas.
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O administrador provisório

Reza o artigo 49 do Código Civil:

Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, a requerimento de


qualquer interessado, nomear-lhe-á administrador provisório.

Esse artigo é uma inovação do Novo Código Civil, que poderá, se não forem tomadas às
devidas cautelas, criar sérios problemas para a igreja cristã.

Traduzindo-se para termos mais simples: se a igreja estiver sem pastor e não houver, no
estatuto, a previsão de quem irá substituí-lo interinamente, o juiz, se algum dos membros
da associação reclamar, irá nomear um administrador provisório.

Ressalte-se que a lei não obriga o magistrado a nomear um membro da própria


associação para exercer tal cargo, o que significa que ele poderá ser membro de outra
denominação cristã, de outra religião e até mesmo (pasmem) ser ateu!!!.
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Unidade
DIREITO E LEGISLAÇÃO PARA PASTORES.

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Nesta unidade, iremos tratar de Direito e Legislação para pastores - Capelães e Igrejas,
pois é de suma importância um pastor evangélico, ter um conhecimento básico de
Direito e legislação geral voltado para igrejas.

01. Escarnecer de alguém por motivo de fé.

O Código Penal Brasileiro, em seu artigo 208, diz que: “Escarnecer de alguém
publicamente, por motivo de crença ou função religiosa, impedir ou perturbar cerimônia
ou prática de culto religioso, vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.
Pena de 01 a 12 meses, com aumento de 1/3, quando ocorrer violência”.
O pastor, ou qualquer membro da igreja, não pode, de forma alguma, escarnecer,
zombar, impedir, ou impedir ou perturbar cultos, sob pena de comparecimento da
polícia e suspensão do culto em desordem e com risco de lesões ou morte e
encaminhamento dos problemáticos e envolvidos para a delegacia para assinar o TCO
ou, se chegar a vias de fato, e chegar a ter lesões, e de acordo com a gravidade das
lesões, fazer corpo de delito e até ser preso em flagrante e dar início ao inquérito, com
tramitação no fórum de pequenas causas ou das grandes causas, conforme a
gravidade (a indenização civil de danos morais e até materiais, fica a cargo de escolha
do ofendido, em correspondência ao valor pretendido) e sentença ao réu.

Se o problema for contra o pastor, é prudente, contudo, que tente resolver de uma
forma conciliadora o assunto, para não escandalizar o trabalho de Deus. É prudente,
até mesmo, a suspensão do culto e aconselhamento ao agressor. Em segunda
hipótese, que tenha apenas uma conversa com o policial e que sta disposto a perdoar
e não tocar o problema para frente, em terceiro caso, que se dirijam à delegacia, mas
não se inicie o inquérito e apenas o Dr. Delegado faz uma advertência, explicação ao
agressor sobre a gravidade do processo e da eliminação da primariedade.
Quando o problema envolver pastor e igreja, deve-se fazer de tudo para terminar e
resolver o caso amigavelmente.
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Porem, se o caso persistir pela quarta vez, já se torna necessário o TCO ou inquérito,
para o agressor ver que realmente há leis que protegem cultos e pastores, contudo,
existem até aqueles pastores que preferem perdoar tudo ou mudar de localidade. Bom
senso. Se depender de nós, deve ter paz com todos os homens.
Da mesma forma, é crime tratar com desprezo ou vilipêndio, algum objeto ou ato
religioso. Entende que pode ignorar ou fazer de conta que não está vendo, pois
ninguém é obrigado a prestar atenção naquilo em que não tem fé, mas não podemos,
por exemplo, chutar uma santa/imagem ou um de encosto em público.

02. Calúnia, Difamação e Injúria.


Quase idêntico ao item anterior, existem 3 outros: Calúnia previsto no artigo 138;
Difamação no artigo 139 e Injúria no artigo 140, ambos do Código Penal, para os casos
de imputar falsamente fato definido como crime, ofensa á reputação ou à dignidade e
decoro.
Todos esses 3 artigos anteriores, tanto o pastor pode ser vítima, como ser réu. Deve
tomar todo cuidado possível, ter muita segurança no que falar ou, ao comentar em
público as notícias de outros. Inimigos há muitos, os maiores são os próprios irmãos,
principalmente os de outras denominações concorrentes, e para complicar mais ainda,
existem aqueles que são falsos, fracos e não regenerados (lobo vestido de ovelha, joio
passando por trigo).

O processo criminal pode terminar em negociação no juizado especial criminal e civil


de pequenas causas, mas; o civil de maior valor tramita na justiça comum e estamos
cheios de processos em nossos tribunais, por danos morais e materiais, origem desses
artigos, que variam de 3 a 50 mil reais. Quando nossos seminaristas e obreiros forem
ofendidos em alguns casos desses, aconselhamos a perdoar tudo e não iniciar nada na
justiça e entregar tudo nas mãos de Deus.

03. Dano Material, Moral e à Imagem.

A Constituição Federal no seu artigo 5º incisos V e X, sobre o dano material, moral e à


imagem. Antigamente, era costume nas igrejas ler a exclusão de um membro ou
obreiro, diante do plenário ou até em convenções, publicar relação em jornais ou
periódico, mas, hoje isso não pode mais existir. A partir da nova Constituição de 1988,
ficou muitíssimo perigoso; as igrejas de hoje estão preferindo a exclusão secreta na
secretaria ou silenciosa do membro que cometeu falha perante a doutrina, igreja e
perante o ministério, apenas não permite mais ao errado o uso da palavra e a
convocação para oportunidade, até que o mesmo pessoalmente confesse o erro, se
arrependa e proponha reconciliação, para daí a alguns dias ou meses voltar às
atividades normais da igreja, dependendo da gravidade da repercussão do problema.

Todos as regras, regulamentos, normas e regimentos, devem ser por escrito e o


membro, ao assinar o livro de rol de associado, deve receber uma cópia de todo
regulamento, com um recibo de ciência, ou quando não fixar no mural ou quadro de
avisos da igreja. Assim, em caso remoto de algum problema, a igreja pode se defender,
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Argumentando que apenas estava fazendo cumprir as leis internas, que é o estatuto,
regimento e decisão da diretoria e assembléias. Quem estiver envolvido na direção
administrativa e eclesiástica da igreja é obrigatório a cumprir as normas regimentais.
Toda pessoa que se identificar com a igreja deve ter uma cópia do regimento, para
obediência artigo por artigo.

O inciso X do mesmo artigo 5º da Constituição, afirma que “ são invioláveis a


intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à
indenização, dano material ou moral decorrente de sua violação”; então aqui o pastor
não pode exigir confissões de pecados ou segredos. Também não pode forçar ao
pagamento de dízimos e entrega de ofertas, apenas deve fazer alguma coisa, nos
limites da persuasão e do livre convencimento, explicando as vantagens, conveniências
e desvantagens espirituais. Nunca, jamais pode condicionar dinheiro à cura
(charlatanismo) e libertação (exploração da fé), também já foram vários os processos
contra pastores e igrejas por cobrança abusivas e extorsão relacionada com dízimo.
Escândalo pode ser evitado.

Se um pastor for agredido moralmente pelo rádio, televisão ou jornal, pode requerer em
juízo o direito de resposta, no mesmo espaço e hora, para desagravar a ofensa, caso o
agressor não venha a retratar-se ou ceder o seu espaço para o desagravo, depois de
notificado extrajudicialmente, conforme artigo 5º, inciso V, da Constituição. Além da
indenização por danos morais, que vai de 5 a 500 mil reais.

04. Direito Penal

Um pastor evangélico tem que saber fazer critica e autocrítica sobre sistema
penitenciário, sistema penal; saber a diferença sobre o roubo a mão armada;
seqüestro, com ou sem morte, e morte por acidente de trânsito. É muito fácil o pastor
criticar a lei das execuções penais, basta citar o número da Lei, 7.210, de 11/07/1984
(esta lei fala da aplicação da lei penal, tipos de cadeias e penitenciárias, a assistência
que o Estado deve prestar ao preso; colônia agrícola e industrial; casa do albergado e
anistia). Deve sempre argumentar que cadeia é uma escola de delinqüência, onde o
primário que furta um relógio de dez reais fica cumprindo pena junto com o terciário
que já traficou, roubou e matou dezenas de vezes. As penitenciárias, ou cadeias
deveriam ter alas ou sessões para cada tipo e quantidade de crime, para se recuperar
de qualquer delinqüência ou desajuste social e preparar o criminoso para o trabalho
honesto pós-cadeia.

Conforme o clima da palestra ou local, deve-se apoiar a prisão perpétua para dois
homicídios; ou para um latrocínio; ou para um seqüestro com morte ou um estupro com
menor de 15 anos ou dois tráficos e, existe pastor corajoso, em determinadas
circunstâncias, defender a pena de morte para 3 homicídios; ou dois latrocínios; ou dois
seqüestros com mortes; ou 3 estupros; ou 3 tráficos. É bom saber, e de quando em
quando lembrar, que o homicídio está no artigo 121 (em crimes de morte ou de
tentativa contra a vida, os populares é que são os juízes com os nomes de jurados,
onde a justiça escolhe as melhores pessoas da sociedade comum e geral para
composição e participação); aborto, 124; lesão corporal, 129; calúnia, 138; difamação,
139; injúria, 140; ameaça, 147; seqüestro, 148; furto, 155; roubo, 157 (quando ocorre
ameaça ou violência contra a pessoa ou o objetivo); estelionato, 171 (cheque sem
fundo); receptação, 180 (comprar objeto roubado); escarnecer de alguém na igreja ou
chutar a santa, 208; estupro, 213; motel, 229; bigamia, 235;
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Charlatanismo, 283; curandeirismo, 284; passar dinheiro falso, 289; assinatura falsa,
299; identidade falsa, 307; fazer justiça com as próprias mãos, 345.

Também é muito fácil o obreiro decorar a lei de combate ao uso e consumo de drogas:
Lei nº 6.368 de 21 de Outubro de 1976, e nesta lei basta saber dois artigos, o de
número 12, que condena o traficante com penas de 3 a 15 anos, e o artigo 16, que
condena o usuário a pagamento de multa ou trabalho comunitário, e ainda argumentos
de que, se o tráfico for para menores dentro, dentro ou mesmo perto de escolas ou em
clubes, a pena então é agravada e aumentada. Explicar que para o tráfico de drogas
não há fiança ou liberdade provisória, é crime hediondo e o castigo é pesado. Nos
argumentos, deve-se falar que as terras onde se produzem drogas podem ser
desapropriadas para a reforma agrária e os bens usados no tráfico, podem ser
confiscados.

Sem dúvida, droga será o assunto mais badalado para este começo de século e em
qualquer debate ou reunião em associação de bairro, entidade ou escola, torna-se o
assunto principal, sempre se encontra adesão de: mães, escolas, demais autoridades
ou religiosos, para dar alguma ajuda ou pedir alguma orientação. O obreiro deve
enfocar os aspectos maléficos das drogas, perante a sociedade, família, escolas,
trabalho e baixa estima, bem como sempre sugerir alguma forma de repreensão e
socialização e declarar apoio total a alguma mãe que, porventura, estiver com algum
problema assim em casa ou em família. A igreja, se não tiver, deve destacar pelotão de
aconselhamento com o comando de um pastor auxiliar, para visitar casas de
recuperação de viciados, requerer subvenções junto à Prefeitura, Estado e Federação,
junto aos órgãos competentes, como COMEN, CNAS e ainda providenciar ampliação
de espaço e área de produção agrícola.

Todo pastor deve saber ao menos a Lei do Estatuto da Criança e do Adolescente


“8.069/90” e sempre se atualizar sobre as alterações. Visitar o Conselho Tutelar e estar
em contato com as (os) conselheiras(os). Saber algo sobre os direitos fundamentais;
direitos e obrigações dos menores; entidades e atendimentos; penas especificas para
menores infratores (liberdade assistida), internação etc.); obrigação dos pais de reparar
os danos materiais e até morais; comentar sobre constantes torturas cometidas contra
menores indefesos e inocentes; é prudentes não apoiar, nem reprimir as penas para os
menores infratores; salvo os não primários, salvo para aqueles que socialmente estão
até mais vividos do que qualquer um maior. Muitos entendem que, para esses, deveria
haver punições pesadas, de igual para igual, como um criminoso adulto, e ser refeito,
com urgência, o Código Penal, com referência às penas para adolescentes não
primários, já a partir dos 16 anos. O pastor, principalmente aquele que acompanha a
assistência social e albergado da igreja, deve defender a criação de mais cursos
profissionalizantes ou albergues, com trabalho remunerado para nossos menores de
rua e abandonados, defender maior assistência pública a menores, com mais
conselhos tutelares, mais psicólogos e mais médicos pediátricos e para adolescentes.

A escola e a sociedade, hoje, passam por maus momentos com referência aos
adolescentes: alguns cometem infrações com grave ameaça e violência á pessoa;
outros não são mais primários; não cumprem medidas impostas pela justiça e fogem
dos internatos (Art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente).
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E todas as cidades encontram muita dificuldade para manter essas crianças em um


lugar apropriado, mais seguras que estão e vigiadas, aparecem as drogas! É o
momento do pastor ou assistente social da igreja comparecer nas palestras e palestrar,
sobretudo com os adolescentes, direção e pais, dizendo e conscientizando que: a
droga é um veneno que deixa o cérebro fraco, doente e desregulado e acarretam
também centenas de doenças nos pulmões, coração, fígado, rins, sexo, nervos e
músculos em geral; também na audição, visão, paladar e tato.

Argumentar que quem usa drogas perde o interesse pelo estudo e o trabalho, perde a
razão de viver e o amor pela família, e quem usa ou trafica droga tem morte prematura
e precoce e tende ao internamento em manicômio e penitenciária. Quem usa droga
delinqüe com mais facilidade, pois justamente a consciência fica corrompida, deturpada
e sem razão. Aconselhar a nem usar fumo e álcool, pois provocam centenas de
doenças também.

Elogiar quem não usa drogas, porque realmente a vida fica saudável, sadia, pura e
repleta de visão, elogiar o interesse de estudar daquele que não dá ouvidos às drogas;
visão da formatura e de ser vencedor, do prazer que dá à família, à escola e de ser
benquisto na sociedade e bem visto pelas autoridades.

O ministrante deve noticiar e convidar para os dias de cultos na igreja, que tem
ministrações exclusivas para jovens e mães com filhos problemas e de imediato já
deixar bem claro para todos que somente Deus tem o verdadeiro remédio que liberta o
ser humano do vício das drogas, pois isso é um problema espiritual e maligno.

Portar recortes de noticiários de jornais e revistas que falam sobre as mortes e doenças
provocadas pelas drogas; falar sobre os herbicidas colocados nas folhas de drogas e
lavoura de fumo e das mortes por overdose e dos venenos químicos que colocam nas
drogas laboratoriais.

05. Direito Civil

Direito Civil é do direito que regula as relações da vida civil entre pessoas. Devido à
amplitude da matéria, no dia-a-dia o pastor deve conhecer e saber muita coisa dessa
Lei 10.406/02 que é o Código Civil em vigor. Sendo assim, de quando em quando o
pastor deve citar alguma coisa. Pois fica encarregado do aconselhamento da igreja, e
deve saber também noções de tudo no que diz respeito este Código, pois todos os
dias, além das questões espirituais, os membros apresentam questões sociais e civis e
confiam muito nos líderes que estão na direção. Existe igreja que tem até
departamento jurídico á disposição dos fiéis, com perguntas e respostas.

Para abrir uma igreja, o estatuto deve ser elaborado com base nos artigos 53 a 61; a
seguir destacamos algumas colocações dessa lei.

Comodato é um empréstimo gratuito. 579 a 585; mandato é uma procuração para


representação em negócios que, se colocar sem prestação de contas e dando
quitação, não pode mais reclamar valores, 653 a 692;
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Quem assina como fiador ou avalista torna-se responsável solidariamente, a pagar


toda dívida, 818 a 839; quem provoca prejuízo, deve indenizar pelos danos materiais
944 a 954; a sociedade empresária, empresário, comércio de compra e venda, e de
serviços deve ser registrada na Junta Comercial e a sociedade, já as sociedades
simples de profissionais liberais, bem como os estatutos apenas no cartório de registro
de títulos e documentos, 997 a 1.141; usucapião de móvel, são 3 (três) anos; área
imóvel urbana menor que 250m2, são de 5 (cinco) anos; rural até 5 (cinco) alqueires,
são 5 (cinco) anos; se maior de 250m2 ou rural maior de 5 alqueires, são 15 anos,
1.238, 191 da CF e Lei 6.969, e não faz usucapião em bens da família e do poder
público; usufruto pode ser vitalício se estipulado, 1.390; a penhora torna o bem
indisponível, 1.431; não havendo pacto, o regime é comunhão parcial, 1.640 e em caso
de separação, repartem apenas os bens que foram adquiridos juntos.

O regime de separação de bens é obrigatório para menor de 16 e maior de 60, 1.641; a


doação com cláusula de incomunicabilidade não é repartida, 1.669; os alimentos são
devidos à família de sangue, em média de 30% sobre os rendimentos de quem paga,
para suprir as necessidades de quem recebe, 1.694; cabe cadeia de um a doze meses
para quem não paga; pai pode cobrar do filho e ex-marido da ex-esposa ou ex-amásia
1.694 a 1.710; a união estável gera divisão dos bens e alimentos 1.7323.

Para casar, menor de 16 anos deve ter autorização judicial; separação judicial amigável
deve ter um ano de casado, e litigioso, qualquer tempo; divórcio deve ter um ano após
a separação judicial, ou 2 anos de separação de fato e não se faz divórcio, enquanto
não estiver terminada a partilha ou alimentos. Os alimentos são obrigatórios, enquanto
houver necessidade, estando estudando ou não. O filho fora do leio conjugal tem direito
na herança e em alimentos e o DNA exclui outras provas; quem mata alguém
acidentalmente, ou por dolo, fica obrigado a indenizar civilmente por danos morais (dor
da família pela perca do ente) e materiais e alimentos para os dependentes do falecido.

06. Processo Penal e Processo Civil

Muito se houve falar em processo penal e civil, são dois códigos usados pela justiça.
São artigos que conduzem os fatos para uma sentença final. O penal, geralmente,
começa com o BO na delegacia, com inquérito ou TCO, e depois o delegado faz o
relatório e passa para o fórum, onde o MP faz a denúncia e o Juiz colhe as provas,
ouve as partes e prolata a sentença, se for crime contra a vida, vai a júri popular.
O civil inicia com a provocação e pedido de uma parte e o Juiz manda citar a parte
contrária, recebe a contestação, ouve as partes, colhe testemunhas e documentos e
prolata a sentença, dando ou não direito ao pedido pleiteado. Geralmente, cabe
recurso para as capitais dos Estados e Brasília. É importante ocorrer reunião com
obreiros, ao menos uma vez por mês, com a presença dos evangélicos da igreja, que
também são advogados, políticos, profissionais liberais, professores, Juízes,
promotores, delegados, serventuários, servidores públicos, empresários e outras
pessoas graduadas em altos níveis culturais ou financeiros, para dar moral aos
mesmos e, ao mesmo tempo, receber moral dos mesmos, honra a quem tem honra, e
os mesmos explanarem assuntos de interesse da igreja e de conhecimentos culturais e
sabedoria espiritual para todos (e igreja sábia é aquela que consagra e unge a obreiros
todos esses intelectuais comprometidos com a obra eclesiástica da igreja e pessoas de
peso para a obra espiritual e os aproveitam todas as semanas nos trabalhos da igreja).
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Embora o papel principal da igreja seja o espiritual (evangelizar, salvar almas e


discipular ou consolidar), mas isso não a impede de ter voz ativa e participação nas
decisões e reuniões culturais, sociais, assistenciais e políticas, da cidade, do estado e
da federação. Se não quiser envolvê-la toda, ao menos um grupo que entende do
assunto, ligado na área a que se propõe a reunião e o debate deve-se fazer presente,
para levantar a bandeira da igreja e defender a fé cristã.
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Unidade
DIREITO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIO DO PASTOR.

4
Introdução:

O início do direito do trabalho é marcado por externa exploração da mão-de-obra, que


não tinha absolutamente nenhuma proteção ou direito assegurado. Com o tempo, a
classe trabalhadora começou a se conscientizar de que, unida, possuía a força
necessária para reivindicar melhores condições de trabalho e vida.

Os princípios fundamentais do direito do trabalho são:

- Proteção ao trabalhador art. 7º da CF.


- Irrenunciabilidade das garantias legais
- Nulidade de alteração maléfica ao empregado.
- Imunidade em caso de alteração na estrutura jurídica da empresa.

A seguir relacionamos alguns princípios:

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE DIREITO DO TRABALHO

É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as


qualificações profissionais que a lei estabelecer (XIII);
Liberdade sindical (art. 8º.);
Não-interferência do Estado na organização sindical (art. 8º., I);
Direito de greve (art. 9º.);
Representação dos Trabalhadores na empresa (art. 11);
Reconhecimento das CCT’S e ACT’s (XXVI);
Proteção em face da automação (XXVII);
Proteção contra a dispensa arbitrária ou sem justa-causa (I);
Irredutibilidade dos salários (VI);
Igualdade nas relações de trabalho (decorrência do princ. da igualdade);
Defesa da dignidade do trabalhador (resultante do princ. geral da dignidade).

PRINCÍPIO PROTETOR DO TRABALHADOR

Possui a função de tutela do trabalhador, forma de compensar a inferioridade em que


se encontra no contrato de trabalho, pela sua posição de dependência ao empregador,
com uma tutela jurídica que lhe deve ser dispensada; para que se possa promover o
equilíbrio da relação jurídica, entre trabalhador e empregador. Subdivide em 03

IN DUBIO PRO OPERARIO


É princípio de interpretação, que diante de um texto jurídico que possa oferecer
dúvidas a respeito do seu verdadeiro sentido e alcance, o intérprete deverá escolher,
dentre as hipóteses interpretativas viáveis, a mais benéfica para o trabalhador.

PRINCÍPIO DA REALIDADE
Este princípio da prioridade à verdade real diante da verdade formal. Na interpretação
dos fatos revelados pela documentação trabalhista, o intérprete deve agir com o
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cuidado de verificar se o conteúdo do documento coincide com os fatos, tal como na


verdade ocorreram, e este, não aquele, prevalecem.

REMUNERAÇÃO. Arts. 457 e segs.

SALÁRIO = é a remuneração ajustada, ou atribuída ao empregado, como


compensação ou em troca de seu trabalho.
SALÁRIO BASE ou NOMINAL = é aquele que se compõe para servir de base às
indenizações.
SALÁRIO COMPLEMENTAR = é o salário que não é fixado, resultando de
promessas firmadas de trabalho e que se cumprem como comissões,
percentagens, gratificações.

SALÁRIO

SALÁRIO BRUTO = é o valor da soma dos proventos recebidos.


SALÁRIO LÍQUIDO = é o valor total recebido, depois de deduzidos todos os
descontos.
SALÁRIO MÍNIMO= é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo
empregador a todo trabalhador. Este salário deveria ser capaz de satisfazer às
necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte
do trabalhador.
SALÁRIO NORMATIVO ou PISO SALARIAL ou SALÁRIO PROFISSIONAL=
é o menor salário que uma categoria ou trabalhador pode receber pela
prestação de seu serviço, está estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho
ou na Sentença Normativa (dissídio).

SALÁRIO CONTRIBUIÇÃO= é o salário utilizado como base de cálculo para os


benefícios pagos e recebidos do órgão previdenciário (INSS).
SALÁRIO FAMÍLIA= é o valor recebido pelo empregado em razão do número
de filhos que possui, na proporção do respectivo número de filhos ou
equiparados. Terão direito de recebê-lo o trabalhador que receber salário de
contribuição igual ou inferior a R$ 586,19, terá direito de receber de R$ 0,00 à
R$ 0,00 por filho ou equiparado até 14 anos de idade.
SALÁRIO EDUCAÇÃO= Contribuição Social, devida pelas empresas. A
Constituição Federal o prevê como fonte adicional de financiamento do ensino
fundamental público.

GRATIFICAÇÕES PERIÓDICAS

Gratificações são, somas em dinheiro de tipo variável, outorgadas


voluntariamente, a título de premio ou incentivo, para lograr maior dedicação e
perseverança dos empregados. Demonstração de agradecimento,
reconhecimento.
As gratificações periódicas, em sendo habituais, integram a remuneração, por
terem natureza salarial.

GORJETAS
Gorjeta, propina, mancia, pourboir, são denominações encontradas nos diversos
países para exprimir a figura consistente na entrega de dinheiro, pelo cliente de
uma empresa, ao empregado desta que o serviu, como testemunho da
satisfação pelo tratamento recebido.
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Integram a remuneração (art. 457), não podem ser aproveitadas para compor o
salário mínimo obrigatório.

13º. SALÁRIO
Também conhecido como gratificação natalina, pagamento que deve ser
efetuado no final do ano e no valor de uma remuneração mensal. Média dos 12
últimos salários. Fração igual ou superior a 15 dias como mês inteiro. Pago em
02 parcelas.
Primeira parcela paga até 30 de novembro e segunda e última até 20 de
dezembro.

PERIODICIDADE SALARIAL

Art. 459 CLT


O salário poderá ser estipulado: por dia, hora, semana, quinzena ou mês.
O salário deve ser pago em período máximos de 01 mês, salvo comissões,
percentagens e gratificações. A CLT fixa como dia para pagamento do salário,
5º. dia útil do mês subsequente ao do vencimento.

IMPENHORABILIDADE
Os salários são impenhoráveis (art. 649, IV, CPC), salvo para pagamento de
pensão alimentícia.
A justiça brasileira tem admitido descontos dos salários de custas judiciais, como
também penhoras se não houver outro meio de pagamento do devido em
processo judicial.

01. Direitos Trabalhistas e Previdenciários do Pastor

O pastor tem direito aos direitos trabalhistas: férias de 30 dias, acrescidas de 1/3
com base no salário, a cada 12 meses de trabalho; abono para os filhos
menores de 14 anos, conhecido como salário de família. 13º salário em todo
natal, ou proporcional, quando for demitido, FGTS de 8% sobre o salário mensal,
depositado na CEF (Caixa Econômica Federal) e multa de 40% sobre o saldo
depositado quando for demitido; horas extras no mínimo de 50% ao exceder 8
horas/dia (ordinariamente, o trabalho do pastor são 4 horas no período da tarde,
no serviço burocrático, ou visitas, e à noite, 4 horas no culto, incluída a
preparação, oração e relações públicas do término), um dia de folga por semana
(toda segunda, por exemplo, e um domingo ao mês), adicional de mudança, etc.

Direitos previdenciários: aposentadoria por tempo de serviços, aposentadoria


integral com 35 anos de contribuição e 65 anos de idade, aposentadoria
proporcional 30 anos de contribuição e 53 anos de idade. (Com 35 anos de
contribuição aposenta-se com menos de 53 anos de idade). Nas duas opções
tanto aposentadoria integral, ou proporcional, o pastor pode ser registrado como
empregado da igreja ou trabalhando com carnê de autônomo.

Faz jus também, auxílio-doença ou acidente, salário-família e seguro


desemprego; a viúva ou filhos menores e deficientes têm direito a receber a
pensão, e para o caso de pastora, tem direito ainda mais ao auxílio-natalidade
de 4 meses e estabilidade durante a gestação, aposentadoria com 30 anos de
contribuição, ou aos 60 anos de vida.
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02. Direito Trabalhista e Previdenciário

É uma área complexa, variável, dinâmica e mutável quase que anualmente e quase
10% dos membros de uma igreja vivem esses problemas, motivo pelo qual o pastor
deve e precisa saber muita coisa a esse respeito, para ter condições de responder o
que lhe for interrogado. Numa sala pastoral não aparece apenas problema espiritual,
mas mais sociais, e muitos, principalmente onde há muitos novos convertidos.

Deve-se aconselhar a todo empregado exigir anotações em CTPS (carteira de


trabalho e previdência social), dos patrões, para segurança em caso de acidente e
auxílio-doença e, afinal, para facilitar aposentadoria futura. O empregado pode até
fazer a denúncia anônima para os fiscais do MTPS e INSS. Orientar que o trabalho
noturno tem um acréscimo de 20% sobre a hora normal e se inicia às 22 horas de
um dia até às 5 horas do dia seguinte (§ 2º do art. 73 da CLT). A jornada de trabalho
é de 8 horas diárias, com 44 horas semanais e perfazendo 220 horas pro mês. As
horas extras têm um acréscimo de 50 a 100% sobre o valor da hora normal,
conforme sindicato; que deve haver uma folga em domingos e feriados e se,
porventura, trabalhar nesses dias deve receber em dobro. No mínimo, deve receber
o salário mínimo da categoria sindical; e que cada tipo de serviço tem salário mínimo
que varia de 10% a mais; 15%; 30%; 80%, dois mínimos etc. existem categorias em
que o patrão é obrigado a pagar, por exemplo, 4 salários mínimos por 5 horas de
trabalho dia.

Todo empregado tem direito ao: 13º salário em novembro e dezembro, ou


proporcional quando sair; as férias de 30 dias, mais um terço, quando completar um
ano de trabalho ou quando for demitido faz jus às férias proporcionais; FGTS de 8%
sobre o salário do mês, em todo período, multa de 40% quando for demitido. O
empregado tem o prazo de dois anos para cobrar os direitos dos últimos cinco anos
de trabalho.
Todo trabalho perigoso para a vida, o empregado deve receber um aumento de
adicional de periculosidade, que é de 30% sobre o salário contratual do empregado
ou da categoria. As atividades de operações perigosas são aquelas, por sua
natureza ou métodos de trabalho, impliquem contato permanente com inflamáveis
ou explosivos em condições de risco acentuado. O contato do empregado, com
energia elétrica também confere direito ao adicional de periculosidade (Lei nº
7.369/85).

E para todo trabalho em que são consideradas atividades ou operações que por sua
natureza, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites
de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo
de exposição a seus efeitos (art. 189 da CLT), o empregado deve receber adicional
de insalubridade que varia em mínimo de grau de risco de 10% 20% e 40% sobre o
salário base (súmula 228 TST), quem determina o grau de risco é um engenheiro
técnico ou um perito do INSS través de um laudo, gravidade de riscos das doenças
que podem contrair. Caloria, barulhos, cheiros, inflamáveis, alta tensão, explosivo,
tudo tem que ter proteção e tem adicional. Quem trabalha em serviço insalubre ou
perigoso aposenta-se com menos anos e precisa de laudo do INSS para comprovar
o grau e pode trabalhar menos horas por dia. A mulher tem privilégio na duração e
condições de trabalho e proteção à maternidade (4 meses de licença de gestação).
Quem se acidenta na empresa, além de receber auxílio-acidente, tem direito, se não
conseguir aposentar-se, de um ano de estabilidade (não pode ser mandado embora)
após a alta média. Empregado não registrado em CTPS e que não teve cadastro do
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PIS, se demitido, tem direito à indenização substitutiva do valor do seguro


desemprego e dos juros, rendimentos e o do 14º salário PIS.

Parcelas Rescisórios – Direitos a receber.

Dispensa arbitrária ou dispensa sem motivo pelo empregador.


- Saldo de salário
- Aviso prévio
- 13º salário proporcional 1/12 avos.
- Férias proporcionais 1/12 avos
- Férias vencidas se houver.
- Fgts + multa de 40% sobre o saldo depositado.
- Baixa na CTPS e fornecimento da Guias de seguro desemprego.

Pedido de Demissão
- Saldo de salário
- 13º salário proporcional 1/12 avos.
- Férias proporcionais (súmula 171 e 261 TST).

Dispensa por rescisão indireta.


- Aviso prévio
- 13º salário proporcional
- Férias proporcionais
- Fgts + multa de 40% sobre o saldo depositado.
- Baixa na CTPS e fornecimento da Guias de seguro desemprego.

Rescisão por culpa recíproca (decisão judicial).


As verbas são reduzidas pela metade, é regida pela CLT em seu art. 484 e súmula
14 TST.

Dispensa por justa causa.


- Saldo de salário
- Salário de família proporcional aos dias trabalhados.

A justa causa está relacionada no artigo 482, da CLT. Empregado demitido com
justa o FGTS fica retido na CEF, podendo sacá-lo depois de ficar com a CTPS por 3
anos sem novas anotações, ou quando constrói a casa própria, ou se estiver com
Aids ou Câncer, e se falece, a viúva e filhos sacam.

Suspensão e Interrupção do contrato de trabalho,

Na suspensão envolve a cessação temporária, onde o empregado deixa de prestar


serviços, e a empresa não fica obrigada o pagamento de salário nem contar o tempo
de serviço. Ex. faltas injustificadas, auxílio doença após os primeiros 15 dias.
Na interrupção, há necessidade do pagamento dos salários no afastamento do
trabalhador e, também a contagem do tempo de serviço. Ex. licença a gestante,
DSR.
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Empregado que pertence à diretoria do Sindicato ou membro do CIPA tem direito à


estabilidade, a partir do momento em que registra a chapa, até um ano após o
término do mandato. Todo empregado que se sentir lesado, deve procurar um
advogado ou pode comparecer na Justiça do Trabalho, sozinho, para atermar a
reclamação. A justiça marca uma audiência para tentar acordo, e outra pra ouvir
testemunhas e prolatar a sentença e, se o patrão perder, tem que efetuar um
depósito de até 15 salários mínimos, para poder recorrer na capital do estado
(demora de 6 meses a um ano), e se perder novamente, tem que efetuar outro
depósito ainda maior, para recorrer a Brasília – TST. (pode demorar mais de um
ano), depois vêm os cálculos, penhora, embargos e leilão. Em caso de demanda
contra o Poder Público, a demora é maior, não tem penhora e existe o precatório
para pagamento no ano seguinte.

O pequeno empreiteiro pode usar da Justiça do Trabalho (652 III CLT) ou do Juizado
Especial Cível para cobrar diferença de empreitada. O processo é iniciado no
domicílio do empregado ou no local da prestação do serviço.

A doméstica, atualmente tem os mesmos direitos como qualquer ouro empregado,


exceto o FGTS que é opcional.

Aposentadoria para mulher rural ou microprodutora, são 55 anos de idade, e homem


60, e também se for pescador.

A igreja tem que ter uma assessoria contábil com um contador, pois em alguns
casos são burocrático, sendo assim, tem que ser desempenhado por um profissional
habilitado. São poucos os escritórios de contabilidade que presta serviços às igrejas,
de forma completa. Mas podemos aqui citar a Alves Contabilidade e Consultoria.
Que atende São Paulo, e demais Estados site: www.alvescontabilidade.com

Para quem nunca contribuiu ou tem pouca contribuição, no caso de idoso ou


deficiente para o trabalho, existe um sistema que se denomina “Amparo Social ao
idoso ou ao deficiente”, apropriado para pessoas acima de 65 anos, ou menos,
desde seja inválido para o trabalho e se a família for pobre. Agora já podem coexistir
dois ou mais aposentados ou amparados, na mesma residência. Súmula 11. em
caso de falecimento do assistido, a LOA não deixa pensão o dependente.
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Unidade
TRIBUTOS E IMPOSTOS PARA IGREJAS

5
Introdução:

O Direito tributário é o ramo do direito que trata das relações entre o Fisco e o
contribuinte. Fisco é a denominação dada ao Estado quando ele desenvolve atividade
de tributação. A finalidade do direito tributário é limitar o poder de tributação do Estado
e proteger o cidadão contra os abusos do poder estatal.

Em outro conceito podemos dizer que Direito Tributário é a disciplina da relação entre o
Tesouro Público e o contribuinte, resultante da imposição, arrecadação e fiscalização
dos tributos. Poder Contribuinte Originário:

Constituição Federal
Emenda Constitucional
Leis Complementares
Leis Ordinárias
Medidas Provisórias aprovadas pelo Congresso
Resoluções no Senado Federal
Tratados e Convenções Internacionais
Convênios Firmados
Atos Normativos

Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda, ou cujo valor nela se


possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito. A União, Estados e Municípios
e o Distrito Federal podem, por Lei, instituir os tributos de sua competência. Essa
competência é dada pela Constituição Federal.

RECEBE PAGA
Sujeito Ativo Sujeito Passivo
- União - Pessoa Física
- Estados - Pessoa Jurídica
- Distrito Federal
- Municípios

Divisão de espécies de Tributos:

Os tributos são divididos em 5 espécies, assim divididos:


IMPOSTOS – Serve para atender as necessidades gerais da Coletividade. O benefício
não é individual, e sim para a toda a comunidade.
TAXAS – Utilizadas para retribuir o ônus inerente ao exercício regular do poder de
polícia 1 e os serviços específicos e divisíveis (coleta de lixo, licenciamento de
veículos, taxa de inspeção sanitária, etc).
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CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA – São aquelas instituídas em razão de valorização


do particular, em função da realização de uma obra pública. (Prefeitura construiu uma
Praça próxima de um terreno particular e valoriza o local do particular).

EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS – São instituídos visando atender as calamidades


públicas ou guerra externa e investimento público, relevante para o interesse nacional.

CONTRIBUIÇÕES – Que objetivam a regulamentação da economia, os interesses de


categorias profissionais e o custeio da seguridade social e educacional.

Classificações de IMPOSTOS :

DIRETOS e INDIRETOS.

DIRETOS, são aqueles em que o valor econômico da obrigação tributária é suportado


exclusivamente pelo contribuinte sem que o ônus seja repassado para terceiros. Os
impostos diretos incidem sobre o patrimônio e a renda, e são considerados tributos de
responsabilidade pessoal. Exemplo : IRPF, IRPJ, IPTU, ITR, IPVA e etc.

INDIRETOS, são aqueles em que a carga financeira decorrente da obrigação tributária


é transferida para terceiros ficando sujeito passivo obrigado a recolher o respectivo
valor, mas o ônus fica transferido para outrem. Os impostos indiretos são aqueles que
incidem sobre a produção e a circulação de bens e serviços e são repassados para o
preço, pelo produtor, vendedor ou prestador de serviço. Exemplo : IPI, ICMS, ISS,
COFINS e etc. O Sistema Tributário de Arrecadação, ou seja, a arrecadação dos
tributos divide-se em : Federal, Estadual e Municipal.

Os Impostos e Contribuições que iremos estudar são os seguintes:

Competência FEDERAL

IPI – Imposto Produtos Industrializados


PIS/PASEP – Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público
COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
SIMPLES - Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de pequeno Porte.

Competência ESTADUAL

ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre


Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação.
IPVA – Propriedade de veículos automotores.

Competência MUNICIPAL

ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza


IPTU – propriedade predial e territorial urbana (IPTU).
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01. ASPECTOS BÁSICOS ICMS / IPI / ISS

Contribuinte : é a pessoa física ou jurídica, que por ter relação direta com o fato
gerador, a lei atribui a obrigação de recolher o imposto.
ICMS - É qualquer pessoa física ou jurídica, que realize operações relativas a
circulação de mercadorias ou preste serviços de transporte ou comunicação.
IPI - É qualquer pessoa jurídica que execute operações de
industrialização.
ISS - É o prestador de serviços.
Fato Gerador : Motivo da Incidência do Tributo.
ICMS - Na saída da mercadoria do estabelecimento contribuinte ou no início da
prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.
IPI - Na saída do produto industrializado do estabelecimento industrial ou equiparado a
industrial.
ISS - Quando ocorre a prestação de serviços, por empresa ou profissional autônomo,
com ou sem estabelecimento fixo.

Base de Cálculo : Conjunto de Valores, utilizado para cálculo de Tributos.

ICMS - Para estabelecimento de comercialização e industrialização compete a base de


cálculo o valor dos produtos, mais as despesas acessórias (frete e seguro).
IPI - A base de cálculo do IPI é o valor do produto, mais o valor do frete e das demais
despesas acessórias.
ISS – É o valor do serviço prestado.

Alíquota : Percentual aplicado sobre a base de cálculo, resultando assim o tributo para
o recolhimento
IPI - As alíquotas do IPI e suas respectivas classificações fiscais constam na TABELA
DE INCIDÊNCIA – TIPI, Decreto 4.542 de 26 de Dezembro de 2002.
ISS - A alíquota serviços prestados é estabelecida conforme acordo do MUNICÍPIO
onde é PRESTADO ou TOMADO o serviço.

Nota
NÂO CONTRIBUINTE: É a pessoa física ou jurídica quando a mercadoria for
consumida no próprio estabelecimento.

02. PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA

A Lei brasileira distingue as pessoas físicas das pessoas jurídicas da seguinte forma:

Pessoa Física – é o individuo perante o Estado, no que diz respeito aos direitos e
obrigações.

Pessoa Jurídica - perante o Estado é a associação de duas ou mais pessoas numa


entidade, com direitos e deveres próprios e, portanto, distintos daqueles indivíduos que
a compõem.
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03. FORMA JURÍDICA DAS EMPRESAS:

Empresa individual ou empresário: a firma individual é formada por uma pessoa


física. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços (art.966 da Lei
10.406/02).

Sociedade Empresária Ltda: é uma sociedade empresária constituída por dois, ou


mais sócios, é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada
para a produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de
empresa. A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor de suas quotas, mas todos
respondem solidariamente pela integralização do capital social.

Sociedade Simples Ltda: é uma sociedade constituída por pessoas que


reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços, para o exercício de
atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados, não tendo por objeto o
exercício de atividade própria de empresário (art. 981 e 982). São sociedades formadas
por pessoas que exercem profissão intelectual. Exemplos; Médicos, Dentistas, e
Advogados.

Sociedade por Ações: É um tipo societário muito utilizado por grandes


empreendimentos, por conferir maior segurança aos seus acionistas, por meio de
regras mais rígidas.
- Capital social é dividido em ações.
- Cada sócio ou acionista responde somente pelo preço de emissão das ações que
adquiriu.
- Rege-se pela Lei n° 6.404/76 e, nos casos omissos, pelas disposições do Novo
Código Civil.

Nota: A Sociedade Anônima não sofreu alterações pelo novo Código Civil.

Sociedades Cooperativas: de acordo com o previsto no artigo 1.094 do NCC, fica


definido que:
Variabilidade, ou dispensa do capital social.
- Concurso de sócios em número mínimo necessário a compor a administração da
sociedade, sem limitação de número máximo.
- Limitação do valor da soma de quotas do capital social que cada sócio poderá tomar.

Igrejas, Associações: são entidades de direito privado, dotadas de personalidade


jurídica e caracteriza-se pelo agrupamento de pessoas para a realização e consecução
de objetivos e ideais comuns, sem finalidade econômica, isto é, sem interesse de
lucros. As associações e Igrejas somente poderão ser constituídas com fins não
econômicos. Art. 53 a 61 do Código Civil.

Por Lei toda empresa precisa ter um contador responsável por ela, pois o contador é a
pessoa por fazer o registro contábil de uma empresa, acompanhar os dados e indicar
qual regime tributário a instituição deve seguir, orientando o pagamento de impostos e
a divisão de recursos entre os sócios.
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A contabilidade é indispensável em toda empresa independente de seu porte. Sendo


assim, a seguir entraremos na matéria de contabilidade.

LIVROS CONTÁBEIS

Livro Diário
Livro Razão
Livro Caixa

Livro Diário
Foi instituída, pelo decreto lei 486 de 03/03/69 e regulamentada pelo decreto lei 64.567
de 22/05/69. O modelo pode ser definido pela empresa. Destina-se a escrituração do
movimento diário da empresa, devendo ser registrados todos os fatos contábeis que
nela ocorrerem no dia a dia. Sua escrituração não pode atrasar-se por mais de 180
dias. É um livro obrigatório pela legislação comercial, estando sujeito as exigências
intrínsecas e extrínsecas.

Seu registro (autenticação) é feito:


Para empresas comerciais e industriais nas Juntas Comerciais; Para empresas
prestadoras de serviços nos cartórios de registro de pessoas jurídicas. Admite-se a
escrituração resumida do Diário, por totais que não excedam o período de 1 (um) mês,
relativamente às contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede
do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares para registro individual e
conservados os documentos que permitam sua perfeita verificação.

Os documentos que serviram de base para a escrituração deverão ser conservado pelo
prazo mínimo de 5 anos. Estes documentos são: Notas Fiscais, Recibos de Aluguéis,
Contas de Água, Luz e Telefone, Duplicatas, Darfs, GPS (10 anos), Gares, Guias
diversas de Imposto Sindical, Imposto sobre Serviços, Taxas de Licença e
Funcionamento, Taxas diversas que forem pagas, etc.

Livro Razão Controla o movimento de cada conta registrada no diário, separadamente.


Deste livro extraímos o balancete.A escrituração do livro razão passou a ser obrigatória
a partir de 1991 (artigo 14 da lei 8.218 de 29/08/91).

Livro Caixa
Nele são registrados todos os fatos administrativos que envolvam entradas e saídas de
valores na empresa. Dinheiro, cheques e vales. Devemos escriturá-lo diariamente. Foi
instituído pela lei 8.541/92.

04. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA

Receitas auferidas pelas entidades (Igrejas)

Aluguel:
O fisco federal vem entendendo que as receitas de aluguéis oriundas da locação de
bens imóveis dos templos, não estão abrangidas pela imunidade, mesmo que estes
recursos sejam em benefício do culto. Cabe informar, que existe este entendimento,
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mas no entanto acreditamos que em uma discussão judicial este entendimento possa
ser alterado.

No caso de sindicato de trabalhadores (imune), o aluguel recebido da locação de bens


imóveis estará sujeito à incidência do Imposto de Renda sobre o lucro, devendo esta
entidade em relação a esta receita de locação, apurar o imposto de renda com base
no lucro real, presumido ou arbitrado.

Aplicação financeira e poupança

- Entidades Imunes

Os templos de qualquer culto, partidos políticos, inclusive suas fundações, sindicatos


dos trabalhadores, instituição de educação e instituições de assistência social,
consideradas instituições imunes não sofrem o desconto do imposto de renda na fonte
sobre os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável,
desde que a entidade declare a fonte pagadora do rendimento, por escrito em duas
vias, sua condição de entidade imune. (Instrução Normativa SRF 25/2001).

- Entidades Isentas

No caso de instituições filantrópicas, recreativas, culturais científicas e associações


civis, sem fins lucrativos estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda na fonte
sobre os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa ou de renda
variável. Este imposto é considerado como tributado exclusivo na fonte.

Também não estão abrangidos pela isenção do Imposto de Renda os rendimentos e


ganhos de capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou renda variável,
por associações civis sem fins lucrativos que prestem os serviços para os quais
houverem sido instituídas e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se
destinam, conforme determina o artigo 16 da Lei 9.532/97.

Doações

As doações recebidas, desde que vinculadas às atividades essenciais das entidades


sem fins lucrativos, não se sujeitam ao Imposto de Renda da pessoa jurídica.

- Receita de livros, jornais, periódicos e papel de impressão.

Não estão amparados pela imunidade os resultados das atividades das entidades que
se dedicam à industrialização e ao comércio de livros, jornais, periódicos e papel de
impressão.
- Venda de livros religiosos, jornais, discos e artigos de papelaria.

A entidade civil de atividade religiosa que mantém, em suas dependências livraria para
venda de artigos religiosos e donativos de seus seguidores feito nos altares e cofres,
será tributado. (PN CST nº 162/74)

Remuneração dos Dirigentes das Entidades

Escrituração contábil completa e guarda de documentos


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- Normas Brasileiras de Contabilidade

- Livro Diário e Razão


-

Procedimentos contábeis da NBC.

Estabelece critérios e procedimentos específicos de Avaliação, de Registros dos


componentes e variações patrimoniais e de Estruturação das demonstrações
contábeis, e as informações mínimas a serem divulgadas em nota explicativa.

A equação patrimonial clássica não se altera, mas os títulos sim. Ao invés de


Patrimônio Líquido, chamar-se-á “Patrimônio Social”:

Patrimônio Social = ATIVO - PASSIVO (exigibilidades)

As doações, subvenções e contribuições patrimoniais, inclusive as arrecadadas na


constituição da entidade, são contabilizadas no patrimônio social.

Exemplo:

Doação de um imóvel, no valor de R$ 200.000,00, sendo R$ 60.000,00 do valor de


terreno e R$ 140.000,00 do valor de edificações, na constituição da entidade e para
uso desta em seus objetivos estatutários:

D – Terrenos (Imobilizado) R$ 60.000,00


D – Edificações (Imobilizado) R$ 140.000,00
C - Fundo Institucional (Patrimônio Social) R$ 200.000,00

Princípios fundamentais de Contabilidade:

Deve ser aplicado às entidades sem finalidade de lucros o Princípio Fundamental de


Contabilidade bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações
Técnicas e Comunicados Técnicos, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade.

Do registro contábil:

As receitas e despesas devem ser reconhecidas, mensalmente, respeitando os


Princípios Fundamentais de Contabilidade, em especial os Princípios da Oportunidade
e da Competência.

SEGREGAÇÃO DOS REGISTROS CONTÁBEIS

RECEITAS ESPECÍFICAS

As receitas de doações, subvenções e contribuições recebidas para aplicação


específica, mediante constituição ou não de fundos, devem ser registradas em contas
próprias segregadas das demais contas da entidade.

Exemplo:
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Recebimento de uma doação, mediante depósito em conta específica, para aplicação
num projeto de atendimento a menores carentes, no valor de R$ 2.000,00.
D – Banco Cta. Movimento – Projeto Menor Carente (Ativo Circulante)
C - Atendimento a Criança (Receitas de Assistência Social) R$ 2.000,00

05. TRIBUTOS E IMPOSTOS DAS IGREJAS:

Conforme o artigo 150, VI b, da Constituição Federal, as Igrejas são isentas de


impostos, taxas e tributos, asfalto, meio-fio, IPTU, água, etc. (o vereador da igreja pode
e deve formalizar a lei municipal para o que não estiver regulamentado e também
requerer utilidade pública da assistência social e da própria igreja). Até mesmo para
compara de um imóvel ou edificação de um templo, não se para tributos ou ISS.

Os veículos que estão em nome da igreja, não pagam IPVA ou outros impostos. Em
caso de construção civil e, quanto à taxa do CREA, pode-se também juntar cópia do
estatuto social que prova uma entidade sem fins lucrativos. Para obter a isenção.
Mesmo sendo isenta de imposto de renda, a igreja deve ter um contador e apresentar
declaração de renda isenta anual. Por tratar de entidade sem fins lucrativos o que
sobrar no caixa mensal, pode ser distribuído em forma de prebenda ou doação, para o
pastor ou obreiros, até quitar o saldo do mês ou exercício fiscal e base. Prebenda não
caracteriza salário, nem gera vínculo trabalhista.

TRIBUTOS ISENTOS

IRPJ E CSLL DO SUPERÁVIT ATÉ 240.000,00

No exercício em que a entidade obtiver superávit, registra o respectivo IRPJ e CSLL,


como se devido fossem, do respectivo valor.

A alíquota do IRPJ é de 15%, e da CSLL é de 9%. Se o superávit for superior a R$


240.000,00 no exercício de um ano (ou R$ 20.000,00 por mês), devemos calcular o
adicional de IRPJ de 10% sobre o que exceder tal valor.

A contrapartida é uma conta de benefício recebido (conta de resultado).

Exemplo:

Superávit do exercício (12 meses) de R$ 20.000,00


IRPJ = 15% de R$ 20.000,00 = R$ 3.000,00
CSLL = 9% de R$ 20.000,00 = R$ 1.800,00

Registros:

D - IRPJ (Resultado)
C - Impostos Taxas e Contribuições Federais (Benefícios Obtidos –
Gratuidade Resultado) R$ 3.000,00

D - CSLL (Resultado)
C - Impostos Taxas e Contribuições Federais (Benefícios Obtidos –
Gratuidade Resultado) R$ 1.800,00
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Nota: o registro do IRPJ e CSLL é efetuado diretamente em conta de gratuidades
obtidas (resultado) em decorrência da isenção não precisar ser reconhecida
administrativamente pela SRF. No caso do INSS, a isenção depende de prestação de
contas periódica, sujeita, portanto, a evento administrativo futuro e condicional.

PIS/PASEP - ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS

- PIS ENTIDADE IMUNES E ISENTAS

Estão sujeitas ao do PIS/Pasep, na modalidade "folha de pagamento”


I - templos de qualquer culto;
II - partidos políticos;
III - instituições de educação e de assistência social a que se refere o art. 12 da Lei nº
9.532/97;
IV - instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e as associações, a
que se refere o art. 16 da Lei nº 9.532/97;
V - sindicatos, federações e confederações;
VI - serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei;
VII - conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas;
VIII - fundações de direito privado e fundações públicas instituídas ou mantidas pelo
Poder Público;
IX- condomínios de proprietários de imóveis residenciais ou comerciais; e
X - Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB e as Organizações Estaduais de
Cooperativas previstas no art. 105 e seu § 1º da lei nº 5.764/71.

A LEGISALÇAO TRIBUTÁRIA DEFINE AS ENTIDADES:

imunes: templos de qualquer culto, partidos políticos, inclusive suas fundações,


sindicatos de trabalhadores, instituições de educação e instituições de assistência
social;

isentas: instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico, as


associações e conselhos de fiscalização.

Desta forma, essa entidades não contribuem para o PIS/Pasep incidente sobre o
faturamento, mas tão-somente sobre a folha de pagamento, conforme Instrução
Normativa SRF nº 247/2002. Por exemplo, os clubes recreativos (sem fins lucrativos)
contribuem para o PIS/Pasep com base na folha de salários mensal (Solução de
Consulta 6a RF nº 270/2004).

Regime cumulativo ou não-cumulativo

São contribuintes do PIS e da Cofins não-cumulatios:


- as pessoas jurídicas de direto privado e as que lhes são equiparadas pela legislação
do Imposto de Renda, tributadas pelo IRPJ, com base no lucro real; e
- as Entidades ISENTAS do IR em relação "somente" às receitas não decorrentes de
suas atividades próprias. (Pergunta/Resposta nº 861 da DIPJ /2005).
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As Entidades imunes do Imposto de Renda estão enquadradas no regime da
cumulatividade do PIS/Pasep, conforme Lei nº 10.637/2002, art. 8°. Essa lei não
mencionou nada quanto às entidades isentas do Imposto de Renda.

Prática da atividade comercial

As entidades sem fins lucrativos estão enquadradas somente no recolhimento do PIS


modalidade folha de pagamento.

O entendimento que as entidades sem fins lucrativos não contribuem para o PIS
incidente sobre o faturamento em relação a suas receitas de atividades próprias e não
próprias, mas somente em relação à folha de pagamento. (IN SRF nº 247/2002).
16.2 - Alíquota do PIS
As pessoas jurídicas classificadas como imunes (templos de qualquer culto, partidos
políticos, inclusive suas fundações, sindicato de trabalhadores, instituições de
educação e instituições de assistência social) e as isentas (filantrópicas, recreativas,
culturais, científicas e associações civis) devem pagar o PIS/Pasep na base de 1 %
sobre o valor da folha de salários mensal dos empregados assalariados.

Base de cálculo - folha de salário

Entende-se por folha de salários mensal o somatório dos rendimentos do trabalho


assalariado de qualquer natureza, tais como salários, gratificações, comissões, ajuda
de custo, aviso prévio trabalhado, férias, adicional de férias, adicional noturno, horas
extras, 13° salário e diárias superiores a 50% do salário.

Não integram a base de cálculo do PIS folha de pagamento, o salário-família, o aviso


prévio indenizado, a indenização por dispensa, desde que dentro dos limites legais.

Prazo para Recolhimento do PIS

- até o último dia útil da primeira quinzena:


- DARF sob o código 8301 (PIS/Pasep - folha de salários).

PIS e Cofins – Importação

Como regra geral, as entidades sem fins lucrativos (imunes e isentas do Imposto de
Renda) estão sujeitas ao pagamento do PIS/Pasep Importação.

Não será exigido o pagamento dessa contribuição se forem os bens transferidos ou


cedidos:
a)a pessoa ou a entidade que goze de igual tratamento tributário, mediante prévia
decisão da autoridade administrativa da SRF;

b)Após O decurso do prazo de três anos contados da data do registro da declaração de


importação; e
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c)a entidades beneficentes, reconhecidas como de utilidade pública, para serem
comercializados em feiras, bazares e eventos assemelhados, desde que recebidas em
doação de representações diplomáticas estrangeiras sediadas no Brasil (arts. 2° e 10
da Lei nº 10.865/2004).

Crédito do PIS/COFINS Importação

As pessoas jurídicas enquadradas como entidades imunes e isentas do Imposto de


Renda (aquelas sem fins lucrativos), quando sujeitas ao pagamento do PIS/COFINS
Importação, não poderão gerar crédito nas hipóteses de entradas citadas no art. 16 da
Lei nº 10.865/2004, conforme art. 16 dessa mesma lei.

Salientamos que não é permitido a utilização de crédito, pelas pessoas jurídicas


sujeitas à incidência do PIS/Pasep no regime cumulativo, bem como sobre as receitas
de que trata o art. 10 da Lei nº 10.833/2003

Alíquota e base cálculo do PIS/Pasep e Cofins Importação - Entidades sem fins


lucrativos

- Alíquota

Como regra geral, sobre a base de cálculo aplica-se a alíquota de 1,65% para a apurar
a contribuição ao PIS/Pasep Importação e 7,6% para a Cofins Importação.

Prazo e código de recolhimento do PIS/PASEP e Cofins Importação - Entidades


sem fins lucrativos

O momento de pagar o valor do PIS/Pasep e Cofins Importação pela entidade imune


ou isenta do Imposto de Renda, quando sujeita a essa contribuição ocorrerá:

a) na data do registro da Declaração de Importação - DI, no caso de entrada de bens


estrangeiros;

b) na data do pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa, a residentes ou


domiciliados no exterior como contra prestação por serviço prestado;

c) na data de vencimento do prazo de permanência do bem no recinto alfandegário.

Declarações e informações a serem prestadas

- DlPJ - Anual - Entidades sem fins lucrativos

- DlRF - Anual- Retenção na fonte do Imposto de Renda e das contribuições -


Entidades sem fins lucrativos

- Informe anual de retenção na fonte do Imposto de Renda

- Informe do Imposto de Renda na fonte sobre rendimentos pagos a pessoas jurídicas

- Informe anual de retenção na fonte das contribuições (PIS, Cofins e CSLL) -


Entidades sem fins lucrativos

- DCTF - Mensal ou semestral - Entidades sem fins lucrativos


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- DACON – Mensal ou Semestral - Entidades sem fins lucrativos

As entidades sem finalidade de lucro são aquelas em que o resultado positivo não é
destinado aos detentores do patrimônio líquido e o lucro ou prejuízo são denominados,
respectivamente, de superávit ou déficit (NBC T 10.19.1.3).
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ELABORAÇÃO DE ESTATUTOS PARA IGREJAS, Unidade
ASSOCIAÇÕES E ONG,s.

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Introdução

A igreja é constituída por pessoas de ambos os sexos, designadas por membros, que
adaptam como regra única de fé e prática as Escrituras Sagradas. Os membros da
igreja subscrevem a Declaração de Fé aceite pela igreja, a qual constitui integrante do
estatuto. Podem ser membros da igreja as pessoas que declarem aceitar e vivam em
conformidade com a declaração de fé anexa, desde que admitidos pela Assembléia
Geral.
A edição da lei nº 10.406/02, Código Civil, trouxe em seu bojo profundas alterações na
matéria concernente às igrejas e aos partidos políticos, que no código anterior eram
classificadas como pessoa jurídica de direito privado, perfeitamente identificadas, a
primeira no inciso I do artigo 16, como sociedade religiosa, o segundo como pessoa
jurídica independente e especial, no inciso III do mesmo artigo, estando a questão até
então pacífica e sem controvérsia.

O novo código Civil lei 10.406/02, admitiu apenas ter tipos de pessoa jurídica de direito
privado, artigo 44, a saber, associação, sociedade e fundação.

A partir da sua vigência os partidos políticos e as igrejas, bem como suas entidades
mantenedoras, entraram numa espécie de limbo jurídico legal, na lei civil, porque não
podem ser associação, já que não se enquadram na definição legal do artigo 53, pois
não tem fins econômicos strito sensu.

Não podem, também serem sociedades, porque a definição do artigo 981, as afasta
totalmente daquela possibilidade. Resta para as igrejas serem consideradas
fundações, pois assim permite o artigo 62, ocorre, porém que a instituição de uma
fundação tem que seguir, além das normas do atual código, mais a lei específica que
trata daquelas organizações, cujas normas inviabilizam, para as igrejas, sua instituição.

Quanto aos partidos políticos nem isto é possível, porque não foi contemplado a
possibilidade deles se organizarem como fundação, já que seus fins não se enquadram
nas possibilidades legais do artigo 62.

Há também a ressaltar que com a entrada em vigor da lei 10.406/02, as atuais


entidades religiosas e os partidos políticos estão sem definição jurídica, porque não
podem ser associação, nem sociedade, pois os seus fins são religiosos ou políticos e a
transformação em fundação, para as igrejas é inviável legal, técnica e
operacionalmente, além de contrária ao fim a que se destinam, pois fundação também
não pode ter fim econômico, já que pela definição legal, só podem ser instituídas,
segundo o artigo 62, se tiverem fins morais, culturais, ou de assistência, além do
religioso, quanto aos partidos políticos, a própria lei orgânica que os rege, nº 9.096/95,
os impedem de serem fundações.
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Ressalva-se assim a possibilidade, embora remota, das. Igrejas, se tornarem pessoas


jurídicas, via fundação, mas aos partidos políticos não.

Sabemos que uma entidade religiosa, não pode se cingir a apenas um fim, pois a sua
própria manutenção, já presume movimento financeiro, não é este no entanto, o seu
fim teleológico, uma igreja tem fins pastorais, evangélicos, envolve questões de fé, que
por si só é uma questão complexa, portanto limitar sua definição jurídica a uma única
possibilidade é contrariar o bom senso, a lógica da sua essência, é agredir a história
milenar desta instituição, cujo início se perde na bruma do tempo.

Quanto aos partidos políticos tem natureza própria, seus fins são políticos, não se
caraterizam pelo fim econômico ou não, assim não podem ser associação ou
sociedade, nem fundação, porque não tem fim, cultural, assistencial, moral ou religioso.

Fundamento Jurídico

Art. 2o Os arts. 44 e 2.031, da Lei 10.406, de 10 de Janeiro de 2002, passam a vigorar


com a seguinte redação: “Art. 44.

IV – as organizações religiosas; V - os partidos políticos.

§ 1o São livres a criação, a organização, a estrutura interna e o funcionamento das


organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento
ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.

§ 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às


sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código.

§ 3o Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei


especifica.

“Art. 2.031. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às organizações
religiosas nem aos partidos políticos (NR).”

Feitos essas considerações:

A seguir explicaremos passo a passo como fundar uma igreja, uma associação, ONG,
ou uma fundação.
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01. IGREJA:

A Igreja não está mais obrigada a usar o que denominamos de “uniforme


associacional”, compulsório para as associações, como previsto na Lei 10.406/02.

Nota: As entidades religiosas são imunes.

Como Constituir uma Igreja?.

• Primeiro passo: Convocação dos interessados.


• Segundo: Elaboração Estatuto Social;
• Terceiro: Elaboração da Ata de Assembléia Geral de constituição
• Quarto: Registro do Estatuto e Ata da Assembléia de constituição em Cartório de
Registro de Pessoas Jurídicas;
• Quinto:Inscrição na Receita Federal – CNPJ
• Sexto: Registro na Prefeitura Municipal, e Alvará para funcionamento.

O modelo de estatuto a seguir deverão ser ratificadas pelo Cartório que irá efetuar o
registro da documentação, que poderá solicitar outros documentos, ou alterações que
forem necessárias ao registro da documentação apresentada.
Este modelo poderá ser modificado em conformidade com as necessidades dos
usuários interessados; Porém, as alterações serão analisadas conforme a legislação
específica da Pessoa Jurídica a ser registrada.

Importante saber:

Para constituir uma igreja precisa-se de no mínimo 3 pessoas; pastor presidente,


secretário e tesoureiro, que irão compor a diretoria. E no mínimo 2 pessoas para
compor o Conselho Fiscal, (o conselho fiscal ou outros nomes dados nos estatutos é
opcional).

No quadro de dirigentes responsáveis, perante a Receita Federal, irá constar o nome


do Pastor Presidente, e secretário, conforme o que consta da ata de eleição e posse da
Diretoria. já no cartório fica registrado nos arquivos uma via do estatuto e ata com o rol
de nomes de todos membros fundadores da Igreja.

Após você observar o modelo da ata de assembléia, e eleição de posse da diretoria,


você passará a entender melhor.
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02. MODELO DE ESTATUTO.

Estatuto Social
Leis 10.406/2002, 10.825/2003 e 11.127, de 28 de junho de 2005.
(colocar a denominação social)

ARTIGO 1º - DENOMINAÇÃO, SEDE, FINALIDADE E DURAÇÃO

A (colocar denominação social ), é uma Organização Religiosa, neste estatuto designada,


simplesmente, como “Igreja”, fundada em data de (colocar data da fundação) com sede e
foro nesta capital a (colocar endereço completo), Estado de São Paulo, é uma organização
religiosa, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter religioso, com
a finalidade de levar a palavra e os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo a todos os
seres humanos, fundamentada nas Santas Escrituras, independente de classe social,
nacionalidade, sexo, raça, cor e crença religiosa.

ARTIGO 2º - SÃO PRERROGATIVAS DA IGREJA

I. A Igreja tem por finalidade (colocar todas as finalidades que achar necessário).

ARTIGO 3º - DOS ORGÃOS ADMINISTRATIVOS DA IGREJA

São órgãos da Igreja:

I. Diretoria Executiva;
II. Conselho Fiscal.

ARTIGO 4º - DA ASSEMBLÉIA DA IRMANDADE

A Assembléia Geral Deliberativa é o órgão máximo e soberano da Igreja, e será constituída


pela irmandade em pleno gozo de seus direitos. Reunir-se-á na segunda quinzena de janeiro,
para tomar conhecimento das ações da Diretoria Executiva e, extraordinariamente, quando
devidamente convocada. Funcionará em primeira convocação com a maioria absoluta de seus
membros e, em segunda convocação, meia hora após a primeira, com qualquer número,
deliberando pela maioria simples dos votos dos presentes, salvo nos casos previsto neste
estatuto, tendo as seguintes prerrogativas:

I. Fiscalizar os administradores da Igreja, na consecução de seus objetivos;


II. Eleger e destituir os membros da diretoria executiva e conselho fiscal;
III. Aprovar o regimento interno que regulamente as diretrizes e os vários setores de
atividades da Igreja;
IV. Deliberar sobre a previsão orçamentária e a prestação de contas;
V. Analisar e definir o planejamento de trabalho do período seguinte;
VI. Reformular os Estatutos;
VII. Deliberar quanto a dissolução da Igreja;
VIII. Decidir em ultima instância.
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Parágrafo Primeiro - As assembléias gerais poderão ser ordinárias ou extraordinárias, e serão


convocadas, pelo Presidente ou por 1/5 dos membros, mediante edital fixado na sede social da
Igreja, com antecedência mínima de 10 (dez) dias de sua realização, onde constará: local, dia,
mês, ano, hora da primeira e segunda chamada, ordem do dia, e o nome de quem a convocou;

Parágrafo Segundo - Quando a assembléia geral for convocada pelos membros, deverá o
Presidente convocá-la no prazo de 3 (três) dias, contados da data entrega do requerimento,
que deverá ser encaminhado ao presidente através de notificação extrajudicial. Se o
Presidente não convocar a assembléia, aqueles que deliberam por sua realização, farão a
convocação;

Parágrafo Terceiro - Serão tomadas por escrutínio secreto as deliberações que


envolvam eleições da diretoria e conselho fiscal e o julgamento dos atos da diretoria
quanto à aplicação de penalidades.

ARTIGO 5º - DA IRMANDADE

A Igreja, contará com um número ilimitado de membros distinguido em três categorias:

I. Irmãos Fundadores: os que ajudaram na fundação da Igreja, e são relacionados em lista


anexa.
II. Irmãos Beneméritos: os que contribuem com donativos e doações;
III. Irmãos Dizimistas: os que contribuem com dízimos mensais.

ARTIGO 6º – DA ADMISSÃO DOS MEMBROS

A admissão dos membros se dará independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça,
cor, desde que aceite ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, fundamentado nas Santas
Escrituras, o estatuto social e os regulamentos internos da Igreja, e no caso de menor de
dezoito anos, autorização dos pais ou responsáveis, devendo o membro interessado preencher
ficha de inscrição na secretaria da Igreja, que a submeterá à Diretoria Executiva e, uma vez
aprovada, terá seu nome, imediatamente, lançado no livro da irmandade, com indicação de seu
número de matrícula e categoria à qual pertence.

ARTIGO 7º – DA DEMISSÃO VOLUNTÁRIA DO MEMBRO

É direito do membro afastar-se da Igreja quando julgar necessário, comunicando sua vontade a
Diretoria Executiva.

ARTIGO 8º – DA EXCLUSÃO DO MEMBRO

A exclusão do membro se dará nas seguintes questões;

I. Desrespeito as leis de “Deus”;


II. Desrespeito a este estatuto e regulamento interno da Igreja;
III. Desvio dos bons costumes;
IV. Conduta duvidosa, atos ilícitos ou imorais.

Parágrafo Único - A perda da qualidade de membro será determinada pela Diretoria


Executiva.
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ARTIGO 9º - SÃO DEVERES DOS MEMBROS

I. Viver de Acordo com a doutrina e prática da Palavra de Deus, honrando e propagando e


Santo Evangelho segundo as Escrituras Sagradas;
II. Zelar pelo bom nome da Igreja;
III. Defender o patrimônio e os interesses da Igreja;
IV. Cumprir e fazer cumprir o regimento interno;
V. Comparecer por ocasião das eleições;
VI. Votar por ocasião das eleições;
VII. Contribuir em dia com o dizimo;
VIII. Denunciar qualquer irregularidade verificada dentro da Igreja, para que a Assembléia
Geral tome providencias;
IX. Cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto;

ARTIGO 10 - SÃO DIREITOS DOS MEMBROS

São direitos dos membros, quites com suas obrigações espirituais e com a tesouraria da
Igreja:

I. Votar e ser votado em qualquer cargo da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal;


II. Gozar dos benefícios oferecidos pela Igreja na forma prevista neste Estatuto;
III. Recorrer á Assembléia Geral contra qualquer ato da Diretoria.

ARTIGO 11 - DAS APLICAÇÕES DAS PENAS

As penas serão aplicadas pela Diretoria e poderão constituir-se em;

I. Advertência por escrito;


II. Suspensão de 30 (trinta) dias até 02 (dois) anos;
III. Eliminação da irmandade.

Parágrafo Único - Ao acusado será assegurado prévia e ampla defesa, cabendo-lhe


recurso em última instância à Assembléia Geral.

ARTIGO 12 - DA DIRETORIA

A Diretoria Executiva da Igreja, se comporá de quatro membros assim discriminados:


Presidente, Vice Presidente, Secretário e Tesoureiro, e reunir-se-á ordinariamente a cada mês
e extraordinariamente quando houver convocação da maioria de seus membros (a composição
desta diretoria e meramente enunciativa).

ARTIGO 13 - COMPETE À DIRETORIA


(as competências devem seguir a composição contida no art. 12)

I. Dirigir a Igreja de acordo com o presente estatuto e as leis de “Deus”, administrar o


patrimônio social, promovendo o bem geral da irmandade;
II. Cumprir e fazer cumprir o presente estatuto, e as demais decisões da Assembléia Geral;
III. Promover e incentivar a criação de comissões com a função de desenvolver cursos
religiosos, profissionalizantes e atividades culturais;
IV. Representar e defender os interesses de seus fiéis;
V. Elaborar o orçamento anual;
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VI. Apresentar a Assembléia Geral na reunião anual o relatório de sua gestão, e prestar
contas referentes ao exercício anterior;

VII. Admitir pedido admissão de membros;


VIII. Acatar pedido de demissão voluntária de membros.

Parágrafo único - As decisões da diretoria deverão ser tomadas por maioria dos votos, com
participação garantida da maioria simples dos seus membros, cabendo ao Presidente em caso
de empate o voto de Minerva.

ARTIGO 14 - COMPETE AO PRESIDENTE

I. Representar a Igreja ativa e passivamente, perante os Órgãos Públicos, Judiciais e


Extrajudiciais, inclusive em juízo ou fora dele, podendo delegar poderes e constituir
advogados para o fim que julgar necessário;
II. Convocar e presidir as reuniões da Diretoria Executiva;
III. Convocar Assembléias Ordinárias e Extraordinárias;
IV. Juntamente com o tesoureiro abrir e manter contas bancárias, assinar cheques e
documentos contábeis;
V. Organizar um relatório contendo balanço do exercício financeiro e os principais eventos
do ano anterior, apresentando-o à Assembléia Geral Ordinária;
VI. Contratar funcionários ou auxiliares especializados, fixando seus vencimentos, podendo
licencia-los, suspende-los ou demiti-los;
VII. Apresentar a Assembléia Geral Extraordinária relatórios financeiros solicitados em caráter
de urgência, através de Assembléia Geral Extraordinária especialmente convocada para
este fim, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, por requerimento de 10% (dez por
cento) dos fiéis, ou por dois membros do Conselho Fiscal, que especificarão os motivos
da convocação;
VIII. Criar departamentos patrimoniais, culturais, sociais, de saúde e outros que julgar
necessários ao cumprimento das finalidades sociais, nomeando e destituindo os
respectivos responsáveis.

ARTIGO 15- COMPETE AO VICE PRESIDENTE

I. Substituir legalmente o Presidente em suas faltas e impedimentos e presidir comissões


criadas pela Diretoria Executiva;
II. Substituir o Secretário em suas faltas e impedimentos;
III. Substituir o Tesoureiro em suas faltas e impedimentos.

Parágrafo Único – Em caso de vacância, de qualquer um dos cargos acima referidos,


caberá ao Vice Presidente, acumular o cargo vago, até eventual eleição por parte da
Assembléia Geral.

ARTIGO 16 - COMPETE AO SECRETÁRIO

I. Redigir e manter transcrição em dia das atas das Assembléias Gerais e das reuniões da
Diretoria;
II. Redigir a correspondência da Igreja;
III. Manter a ter sob guarda o arquivo da Igreja;
IV. Dirigir e supervisionar todo o trabalho da Secretária;
V. Dirigir o departamento social, promovendo o seu perfeito funcionamento e entrosamento,
buscando recursos financeiros, junto a Iniciativa Privada e Órgãos Municipais, Estaduais
e Federais;
VI. Elaborar, promover e executar os eventos sociais da Igreja;
VII. Elaborar, promover e executar os eventos culturais da Igreja;
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VIII. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao
seu departamento.

ARTIGO 17 - COMPETE AO TESOUREIRO

I. Manter em contas bancárias, juntamente com o presidente, os valores da Igreja,


podendo aplicá-lo, ouvida a diretoria;
II. Assinar com o Presidente, os cheques;
III. Efetuar pagamentos autorizados e recebimentos;
IV. Supervisionar o trabalho da tesouraria e contabilidade;
V. Apresentar ao Conselho Fiscal, balancetes semestrais e balanço anual;
VI. Fazer anualmente a relação dos bens da Associação, apresentando-a quando solicitado
em Assembléia Geral;
VII. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao
seu departamento.

ARTIGO 18 - DO CONSELHO FISCAL

(Este conselho é opcional)

O Conselho Fiscal, que será composto por três membros, e tem como objetivo indelegável
fiscalizar e dar parecer sobre todos os atos da Diretoria da Igreja, e terá as seguintes
atribuições;

I. Examinar os livros de escrituração da Igreja;


II. Opinar e dar pareceres sobre balanços e relatórios financeiro e contábil, submetendo-os
a Assembléia Geral Ordinária ou Extraordinária;
III. Requisitar ao Tesoureiro, a qualquer tempo, documentação comprobatória das operações
econômico-financeiras realizadas pela Igreja;
IV. Acompanhar o trabalho de eventuais auditores externos independentes;
V. Convocar Extraordinariamente a Assembléia Geral da irmandade;
VI. O Conselho Fiscal reunir-se-á anualmente na segunda quinzena de janeiro, em caráter
ordinário e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Presidente da Igreja, pela
maioria simples dos membros ou pela maioria dos membros do próprio conselho fiscal.

ARTIGO 19 - DO MANDATO

As eleições para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal realizar-se-ão conjuntamente de dois


em dois anos (o período deste mandato é opcional) , por chapa completa de candidatos
apresentada à Assembléia Geral, podendo seus membros ser reeleitos.

ARTIGO 20 - DA CONVOCAÇÃO

As eleições para o Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal serão convocadas pelo Presidente
da Diretoria Executiva, mediante edital fixado na sede social da Igreja, com antecedência
mínima de 10 (dez) dias do término dos seus mandatos, onde constará: local, dia, mês, ano,
hora da primeira e segunda chamada, ordem do dia.

Parágrafo único - Pode ser eleito, todo membro maior de 18 (dezoito) anos, quites com o
dizimo e as obrigações espirituais, e estar inscrito na Igreja a pelo menos 24 (vinte e quatro)
meses.
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ARTIGO 21 - DA PERDA DO MANDATO

A perda da qualidade de membro da Diretoria Executiva ou do Conselho Fiscal, será


determinada pela Diretoria Executiva, sendo admissível somente havendo justa causa, assim
reconhecida em procedimento disciplinar, quando ficar comprovado:

I. Malversação ou dilapidação do patrimônio social da Igreja;


II. Desrespeito as leis de “Deus”;
III. Desrespeito a este estatuto e regulamento interno da Igreja;
IV. Desvio dos bons costumes;
V. Conduta duvidosa, atos ilícitos ou imorais;
VI. Abandono do cargo, assim considerada a ausência não justificada em 03 (três) reuniões
ordinárias consecutivas, sem expressa comunicação dos motivos da ausência, à
secretaria da Igreja;
VII. Aceitação de cargo ou função incompatível com o exercício do cargo que exerce na
Igreja;

Parágrafo Primeiro – Definida a justa causa, o diretor ou conselheiro será comunicado,


através de notificação extrajudicial, dos fatos a ele imputados, para que apresente sua defesa
prévia à Diretoria Executiva, no prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento da
comunicação;

Parágrafo Segundo – Após o decurso do prazo descrito no parágrafo anterior,


independentemente da apresentação de defesa, a representação será submetida à Assembléia
Geral Extraordinária, devidamente convocada para esse fim, onde será garantido o amplo
direito de defesa.

ARTIGO 22 - DA RENÚNCIA

Em caso renúncia de qualquer membro da diretoria ou conselho, o cargo será preenchido


pelos suplentes quando houver.

Parágrafo Primeiro – O pedido de renúncia se dará por escrito, devendo ser protocolado na
Secretária da Igreja; que no prazo de 60 (sessenta) dias no máximo, da data do protocolo, o
submeterá a deliberação da Assembléia Geral;

Parágrafo Segundo - Ocorrendo renúncia coletiva da Diretoria e Conselho Fiscal, qualquer


dos fieis poderá convocar a Assembléia Geral que elegerá uma comissão eleitoral de 05 (cinco)
membros, que administrará a entidade, fará realizar novas eleições no prazo de 60 (sessenta)
dias. Os membros eleitos nestas condições complementarão o mandato dos renunciantes.

ARTIGO 23 - DA REMUNERAÇÃO

A Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da Igreja, não perceberão nenhum tipo de


remuneração de qualquer espécie ou natureza pelas suas atividades exercidas na Igreja.

ARTIGO 24 - DA RESPONSABILIDADE DOS MEMBROS

Os membros, mesmo que investidos na condição de diretores e conselheiros, não respondem,


nem mesmo subsidiariamente, pelos encargos e obrigações sociais da Associação.
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ARTIGO 25 - DO PATRIMÔNIO

O patrimônio da Igreja será constituído:

I. Dos dízimos e ofertas dos membros;


II. Das doações, legados, bens e valores adquiridos e suas possíveis rendas, e,
arrecadação feita pela Igreja, através de festas e outros eventos, desde de que revertidos
totalmente em beneficio da Igreja;
III. Dos aluguéis de imóveis e juros de títulos ou depósitos;

ARTIGO 26 - DA VENDA

Os bens imóveis e móveis poderão ser vendidos mediante prévia autorização de Assembléia
Geral especialmente convocada para este fim, e o valor apurado, ser totalmente revertido ao
patrimônio da Igreja.

ARTIGO 27 - DA REFORMA ESTATUTÁRIA

O presente Estatuto poderá ser reformado no tocante à administração, no todo ou em parte, a


qualquer tempo, por deliberação da Assembléia Geral, especialmente convocada para este
fim, composta pela irmandade quites com dizimo e suas obrigações espirituais, não podendo
ela deliberar sem voto concorde de dois terços dos presentes, sendo em primeira chamada,
com a maioria absoluta da irmandade e em segunda chamada, uma hora após a primeira, com
qualquer número; ( o quorum para este artigo é livre, sendo o acima meramente
enunciativo).

ARTIGO 28 - DA DISSOLUÇÃO

A Igreja, poderá ser dissolvida a qualquer tempo, uma vez constatada a impossibilidade de sua
sobrevivência, face ao desvirtuamento de suas finalidades religiosas, ou incapacidade por
carência de recursos financeiros e humanos, por deliberação da Assembléia Geral,
especialmente convocada para este fim, composta pela irmandade quites com o dizimo suas
obrigações e espirituais, não podendo ela deliberar sem voto concorde de dois terços dos
irmãos presentes, sendo em primeira chamada, com a maioria absoluta da irmandade e em
segunda chamada, uma hora após a primeira, com 1/3 (um terço) da irmandade; ( o quorum
para este artigo é livre, sendo o acima meramente enunciativo).

Parágrafo único - Em caso de dissolução social da Igreja, liquidado o passivo, os bens


remanescentes, serão destinados a outra entidade religiosa congênere, com personalidade
jurídica comprovada, com sede e atividade preponderante nesta capital.

ARTIGO 29 - DO EXERCÍCIO SOCIAL

O exercício social terminará em 31 de dezembro de cada ano, quando serão elaboradas as


demonstrações financeiras da Igreja, de conformidade com as disposições legais.

ARTIGO 30 - DOS COMPROMISSOS DA ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA

A Igreja se dedicara às suas atividades através de seus administradores e fieis, e adotará


práticas de gestão administrativas, suficientes a coibir a obtenção de forma individual ou
coletiva de benefícios ou vantagens, lícitas ou ilícitas de qualquer forma, ou em decorrência da
participação nos processos decisórios.
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ARTIGO 31 - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

A Igreja, não distribui lucros, bonificações ou vantagens a administradores, membros,


mantenedores, sob nenhuma forma ou pretexto, e sua renda será aplicada na Igreja, em
beneficio da irmandade, no território nacional.

ARTIGO 32 - DAS OMISSÕES

Os casos omissos no presente Estatuto serão resolvidos pela Diretoria Executiva e


referendados pela Assembléia Geral.

São Paulo, (mesma data da ata de eleição e sua aprovação)

_______________________ _____________________
Nome do Pr. Presidente. Nome do secretário(a)

___________________
Nome do Advogado
OAB.
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03. MODELO DE ATA.

(Nome da Igreja)

ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL E EXTRAORDINÁRIA DE FUNDAÇÃO E APROVAÇÃO

Ás 19:00 (dezenove) horas do dia ---/----/----- (......., ........................................), na Rua


.................., nº ...., bairro ........., nesta Cidade de........, Estado ............ CEP ........, estando
presente, 2 (duas) pessoas maiores, em primeira e única convocação, o pastor, Senhor: (nome
do pastor presidente), saudou a todos com a paz do Senhor Jesus, leu um trecho nas
Sagradas Escrituras juntamente com os irmãos, e em seguida convidou-me a mim: (nome da
secretário/a), para secretariar dita Assembléia Geral, o que entendi de imediato.

Ato 01 - O Senhor presidente fazendo o uso da palavra, declarou abertos os trabalhos,


apontando a necessidade da instalação de uma Associação Religiosa neste local, pelo que o
mesmo apresentou minuta do estatuto da associação religiosa denominada: (nome da igreja),
com sede na Rua ................ nº ....., bairro .............., CEP ........., ...., entidade sem fins
lucrativos e de duração por tempo indeterminados, que depois de lido, comentado e alterados
onde de direito, foi aprovado por unanimidade pelos presentes. Em continuidade foram
arrolados como membros fundadores as seguintes pessoas: (informar os nomes de todos
membros fundadores).

Ato 02 - em continuação, o senhor presidente formulou a chapa da mesa diretora para o


quadriênio de ......./..... a ...../......, que depois de aprovada por todos, os mesmos entraram na
posse dos seus respectivos cargos, e ficou assim constituída:

Mesa Diretora
Qualificação da Diretoria:

Presidente: ......................................, brasileiro, .........., profissão............, RG. ................ SSP-,


e CPF(MF) nº ...................., residente e domiciliado na Rua R......................., nº ..... .... bairro de
.......Cidade.....Estado.........; CEP .................

Vice-Presidente : ...................................., brasileira, .............., comerciante, RG. ...........SSP-,


e CPF (MF) nº ................ residente e domiciliada residente e domiciliada na Rua ..............., nº
.... bairro ........, Cidade.............Estado..........; CEP.................

Secretária Geral: ...................................., brasileira, .............., comerciante, RG. ...........SSP-, e


CPF (MF) nº ................ residente e domiciliada residente e domiciliada na Rua ..............., nº ....
bairro ........, Cidade.............Estado..........; CEP.................

Tesoureiro(a): ...................................., brasileira, .............., comerciante, RG. ...........SSP-, e


CPF (MF) nº ................ residente e domiciliada residente e domiciliada na Rua ..............., nº ....
bairro ........, Cidade.............Estado..........; CEP.................

NOTA: Vice-presidente, 2º secretário(a), 2º tesoureiro(a) é opcional .


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DO CONSELHO FISCAL

O Conselho Fiscal, será composto por quatro membros conforme qualificação abaixo:

(nome do membro): ......................................, brasileiro, .........., profissão............, RG.


................ SSP-, e CPF(MF) nº ...................., residente e domiciliado na Rua R.......................,
nº ..... .... bairro de .......Cidade.....Estado.........; CEP .................

(nome do membro) : ...................................., brasileira, .............., comerciante, RG.


...........SSP-, e CPF (MF) nº ................ residente e domiciliada residente e domiciliada na Rua
..............., nº .... bairro ........, Cidade.............Estado..........; CEP.................

(nome do membro): ...................................., brasileira, .............., comerciante, RG.


...........SSP-, e CPF (MF) nº ................ residente e domiciliada residente e domiciliada na Rua
..............., nº .... bairro ........, Cidade.............Estado..........; CEP.................

Ato contínuo, o senhor Presidente ofereceu a palavra para quem dela quisesse fazer uso,
porém, havendo declínio, o mesmo deu por encerrada a Assembléia Geral, da qual lavrei a
presente Ata em 3 (três) vias de igual teor, as quais vão por mim assinadas juntamente com o
Pastor Presidente, para que produza os fieis e legais efeitos.

São Paulo, ........ de ............ de 2008.

__________________________ _______________________
(nome do pastor) (nome do secretário(a)
Pr. Presidente Secretaria Geral
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04. Como Constituir uma Associação sem fins lucrativos

• Convocação dos interessados

• Assembléia Geral de constituição

• Membros fundadores

• Aprovação das características da organização

• Aprovação do estatuto social

• Eleição dos primeiros dirigentes

• Registro do Estatuto

Conceito

O conceito de associação está expresso na Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002 no


artigo 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizam
para fins não econômicos. Constituição federal, art. 5º inciso XVII – liberdade de
associação para fins lícitos.

Este conceito deve ser cuidadosamente analisado, pois, a união simples e pura de
pessoas pode classificar uma grande variedade de outras pessoas jurídicas. A
finalidade é a principal característica para a diferenciação da associação das demais
pessoas jurídicas, porém a nomenclatura estabelecida em nosso Código Civil deve
ser esclarecida.

"fins não econômicos"

A finalidade "não econômica" substituiu a finalidade "não lucrativa" que confunde-se


os conceitos. Quando dizemos que uma associação não pode exercer atividade
econômica, acreditamos que o legislador estabeleceu a tradução da realidade,
embora a associação não tenha finalidade econômica, ela poderá ter a finalidade
lucrativa desde que esses lucros retornem em forma de investimento na própria
instituição ou em instituição de fins idênticos ou não.

Registro

A associação é pessoa jurídica de direito privado e deve ser registrada no Cartório de


Registro Civil de Pessoas Jurídicas por se tratar de uma sociedade civil que detém
finalidade não econômica.
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Finalidade

Na maioria das vezes as pessoas vêem na associação uma forma de ganhar dinheiro
fácil e rápido, uma vez que a mesma não recolhe determinados impostos podendo ser
passível de imunidade. Cumpre alertar aos interessados no que tange às penalidades
pelo exercício de atividade adversa ao que está disposto no estatuto social.

A fiscalização do Ministério Público é permanente em pessoas jurídicas deste


segmento, tendo em vista os benefício da Lei quanto a isenção ou imunidade dos
impostos.

As associações segundo a legislação vigente, Lei 10406 de 10 de janeiro de 2002, do


Código Civil, podem ter por fim:

- cultural;
- científico;
- de assistência;
- sociais de qualquer espécie;
- outros, desde que não econômicos.

Constituição e Administração

As associações são criadas por meio de atas de constituição, documento gerado


quando um grupo de pessoas com a finalidade proposta reúne na condição de
associados, denominada “assembléia geral”, cria a referida entidade, atribui-lhe uma
denominação, endereço e cargos aos associados, dentre eles o de presidente, vice-
presidente, tesoureiro, secretário, membros do conselho fiscal etc.

Quando da elaboração da ata de constituição deve-se dar posse aos eleitos, pois, não
basta a eleição dos dirigentes. Estes para exercer funções conferidas pela assembléia
geral deverão estar investidos do poder concedido por esta.

Encerrada a assembléia geral, a ata e o estatuto devem ser redigidos e encaminhados


ao cartório do município sede da entidade para registro.

A administração é exercida de acordo com as regras dispostas no estatuto social e


regimento interno votados e aprovados pela assembléia geral.

Compete a assembléia geral de forma exclusiva a eleição da diretoria executiva, do


conselho fiscal, apreciar os recursos contrários às decisões advindas da diretoria
executiva, definir e decidir acerca das alterações estatutárias, decisões quanto a
alienação, transigência, hipoteca ou permuta de bens patrimoniais, aprovação das
contas, apreciar, votar, vetar, alterar ou sancionar o regimento interno.
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Compete à diretoria executiva a elaboração do regimento interno, do relatório de


prestação de contas, podendo ser semestral ou anual, fixar anualmente o valor da
contribuição dos associados após parecer do conselho fiscal ou de forma prevista no
estatuto ou regimento interno, e submeter a aprovação da assembléia geral; buscar
parcerias públicas ou privadas, contratar e demitir funcionários, convocar a Assembléia
Geral ordinária ou extraordinária etc.

O presidente terá atribuições distintas, dentre elas, presidir a assembléia geral e as


reuniões da diretoria executiva, firmar juntamente com o primeiro tesoureiro os títulos
de crédito de titularidade obrigacional da associação, procedendo da mesma forma
para autorização de pagamentos em espécie, ou seja, pagamento em dinheiro, moeda
corrente do País.

O vice-presidente que substituirá o presidente quando necessário, deverá assumir o


mandato em função de vacância do cargo de presidente e auxiliá-lo de forma efetiva.

As associações deverão criar e nomear o conselho fiscal, o qual terá como abjeto a
fiscalização dos atos da associação quanto a contabilidade, examinar balanços,
balancetes, relatórios financeiros e patrimoniais, enfim examinar todas as contas e
aprová-las ou não, por meio de relatórios que serão apresentados a assembléia geral.

A administração terá seus cargos aprovados pela assembléia geral por prazo
determinado previsto no estatuto ou regimento interno; somente após esta aprovação
tomará posse.

Mandato é o limite de tempo que terá uma pessoa natural delegada para exercer uma
função na associação.

Associados

Os associados são as pessoas naturais que irão compor uma associação, detentores
de direitos e obrigações.

Os associados devem ter iguais direitos, reservado ao estatuto dispor sobre categorias
especiais de associados com prerrogativas distintas.

Salvo disposição em contrário no estatuto a qualidade de associados é intransmissível.

Quando o associado é detentor de fração ou quota do patrimônio da associação, em


caso de morte do mesmo, a herança não garante a associação dos herdeiros, salvo
disposição expressa no estatuto.

A exclusão de associados somente se dá por meio de assembléia geral constituída


especialmente para esse fim,
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obedecidas às normas estatutárias, por justa causa fundada em motivo grave, ciente o
associado da ordem do dia da assembléia.

Nenhum associado poderá ser impedido de exercer função ou atividade que lhe tenha
sido legitimamente atribuída pela lei ou norma estatutária.

OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público

Como os fins de uma entidade civil deste segmento é cultural, social, educacional,
técnico ou científico, é natural que o governo participe e dê apoio para as mesmas.

Através de adequações estatutárias e prazos de funcionamento que são estabelecidos


pela legislação específica no âmbito federal, estadual e municipal, a entidade poderá
requerer apoio financeiro governamental.

As associações já constituídas que se adequarem a estas normas poderão receber


verbas do Poder Público para sua manutenção.

Porque Constituir uma OSCIP ou não.

As OSCIP’s se distinguem das demais associações pela abrangência de seu campo de


atuação, ou seja, “Organização das Sociedades Civis de Interesse Público”. O próprio
conceito, a própria nomenclatura, determina que estas entidades tenham por finalidade
social a abrangência do interesse público.

Exemplo de uma Associação Civil OSCIP: “Associação de Proteção aos Consumidores


de Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais” ; “Associação de Proteção aos Direitos
dos Deficientes Físicos do Brasil” etc. Estas colocações são simbólicas e a título de
exemplo. Para que se configurem como tal, no modelo de estatuto anexo, verificar o
conteúdo do Art. 34, incisos I a VIII e seu parágrafo único, e o disposto no Art. 40,
incisos I a VIII, exceto o inciso IX, que deverá constar de qualquer estatuto. Sem esta
abrangência, a associação não será de utilidade pública.

Se a proposta de criação de uma associação não é de interesse público, veja o modelo


anexo de estatuto, diferente do estatuto de constituição de OSCIP, onde não contém o
disposto no Art. 34 e 40 acima descrito.

Exemplo de uma associação que não seja de utilidade pública: “Associação do


Comércio Varejista de Auto Peças de Belo Horizonte” ; “Associação de Proteção aos
Usuários de Cartão de Crédito do Brasil” . Se o estatuto for omisso quanto ao disposto
nos artigos 34 e 40 acima descritos, a associação não será de direito público, ela não
se enquadra como tal.
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05. COMO CONSTITUIR UMA FUNDAÇÃO

Como visto, as fundações nascem de um ato constitutivo representado pela inequívoca


manifestação de vontade do instituidor, declarada através de escritura pública ou
testamento, no sentido de se fazer a dotação patrimonial, composta por bens livres e
desimpedidos, isto é, bens sobre os quais não deve pesar ônus algum, como hipoteca,
penhora, vínculos de inalienabilidade, etc., e a determinação do fim (lícito) a que se
destina (CC, art. 62), tudo sob a tutela do MP, exceto nas hipóteses já aludidas alhures.
O Código Civil de 2002 introduziu poucas modificações (arts. 62 a 69) na legislação
anterior, mas significativas. Serão examinadas com atenção pelo notário e pelo
registrador. Este usará, em relação à fundação, os mesmos critérios utilizados para
analisar o estatuto social de uma associação.
A apreciação do ato constitutivo (estatuto) pelo MP deverá ocorrer antes mesmo da
lavratura da escritura pública, quando a constituição se der por esta forma, bem como
dos registros em Cartório - o Registro Civil das Pessoas Jurídicas, onde a fundação
adquirirá personalidade jurídica e o Registro de Imóveis, onde se procederá à
transferência da propriedade quando, da dotação, constar bem imóvel. Caberá ao MP do
Estado em que a fundação terá sede apreciar o estatuto , podendo aceitá-lo, sugerir
modificações ou rejeitá-lo.

Resumindo: Art. 62 – para criar uma fundação, o seu instituidor fora, por escritura
pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se
destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

• Fiscalização do Mistério Público


• Fundo patrimonial expressivo
• Maior parte – Associação Civil

ONG – Organização não - governamental

A motivação de constituir uma ONG parte de uma coletividade que já atua, informalmente,
ou deseja atuar na promoção de uma causa justa, com o objetivo de contribuir para a
construção de um mundo mais justo, solidário e sustentável.
Além da tendência inata do homem para viver em sociedade, trata-se de reconhecer que
existe, além das vontades individuais, uma vontade coletiva, cuja força reivindicatória, no
intuito de obtenção de resultados, é inquestionavelmente maior.

O nascimento de uma ONG é apenas um dos primeiros passos de sua trajetória; desafio
maior é sua existência ao longo do tempo: exige dedicação, responsabilidade e
profissionalismo.

Com sua constituição formal, através do registro do ato constitutivo perante o Registro Civil
de Pessoas Jurídicas onde está localizada sua sede, a ONG (associação ou fundação)
adquirirá personalidade jurídica distinta da de seus integrantes, podendo, a partir daí, agir
em seu próprio nome (movimentando recursos, contratando pessoas, promovendo ações
civis públicas, etc...). O registro da pessoa jurídica em Cartório é equiparável ao registro de
nascimento de uma pessoa física: é preciso tornar público sua existência. Além da
personalidade jurídica, o registro confere ao ato jurídico autenticidade, segurança, eficácia
e publicidade.
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Composição da ONG – Posse da Diretoria

Não existe regra para a estrutura de administração – convencionado de acordo com o


interesse da instituição.

Presidente: Vice (s); Secretario (s);


Tesoureiros (s); Diretores (s); Conselhos (s) – vitalício, consultivo, delibertativo.
Obrigatoriedade de uma Assembléia – Geral.

A seguir entraremos no enfoque que é Administração de igrejas, denominada como


entidade sem fins lucrativos, ou econômicos.

06. CONSTITUIÇÃO JURÍDICA JUNTO AOS ÓRGÃOS CABÍVEIS, ATAS E


AVERBAÇÕES.

Conclusão:

Constituição Jurídica junto aos órgãos públicos Cartórios, Ministério da Fazenda etc, Ata
de Assembléia Geral Extraordinária, Ata de Assembléia Geral Ordinária, Regularização
dos Livros Sociais, Assessoria Estatutária - elaboração atualização, revisão e adequação
do Código Civil Brasileiro conforme Lei 10.406/2002.

Para orientar, a fundar uma igreja vamos apresentar aqui um passo a passo do
processo de formação:

1º Passo: Inicialmente, é necessário reunir todas as pessoas interessadas em formar


a igreja.

2º Passo: Construindo o Estatuto Social.


O Estatuto Social é um instrumento “legal” básico para a formação de uma igreja,
composto por um conjunto de normas que servem para estruturar administrativamente e
disciplinar o seu funcionamento, estabelecendo também os direitos e deveres, para
escolha de seus dirigentes, o tempo estipulado para o mandato, as funções dos diferentes
órgãos administrativos, as punições aos desvios de conduta, as formas de julgamento,
entre outras diretrizes essenciais ao bom funcionamento do empreendimento.
Para construir o Estatuto Social, é importante seguir as seguintes etapas:

a) Constituir uma comissão provisória formada por integrantes da igreja para organizar
o processo de formação;

b) Elaborar a minuta do Estatuto Social em reunião com todos os integrantes da igreja.


Após a elaboração da minuta, que deve ser aprovada por todos os presentes,
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procurando evitar o esquecimento de algum item importante e/ ou a inclusão de artigos
que firam a lei. Feita esta revisão, a minuta deve ser lida novamente por todo o grupo.

c) O regimento interno pode ser escrito neste mesmo processo.

d) Organizar e marcar a data, local e horário da Assembléia para a constituição da


igreja;

e) Publicar edital de convocação da Assembléia.

QUAIS OS ÓRGÃOS A REGISTRAR UMA IGREJA

Após o estatuto elaborado, e ata de assembléia de constituição, elaborar requerimento


de cartório de registro de pessoas jurídicas.

Orientações Gerais para Registrar

1. REQUERIMENTO:
O Representante Legal da sociedade (geralmente o presidente) deverá formular
requerimento dirigido ao Oficial da Serventia, solicitando o registro da entidade. Deverá
ser utilizado, preferencialmente, o requerimento padrão fornecido gratuitamente no
Registro. Obs: não esquecer: a firma deverá ser reconhecida.
2. ESTATUTO
O estatuto da sociedade, além de outros dispositivos, deverá obrigatoriamente, conter:
Denominação: É o nome da Igreja, sociedade ou associação etc. O Cartório
procederá a pesquisa para apurar a eventual existência de sociedade com nomes
idênticos. Nesse caso será recusado o registro.
Sede Social: A sede social é local onde a Igreja, ou sociedade está localizada e
realiza suas atividades administrativas. Declarar a Rua, número, bairro, cidade, etc. A
comarca deverá ser a mesma da Serventia que fará o registro.

Registro: Registrar o Estatuto e Ata da Assembléia de constituição em Cartório de


Registro de Pessoas Jurídicas.

Inscrição: Após registro fazer inscrição na Secretaria da Receita Federal – CNPJ


Registro: na Prefeitura Municipal, e Alvará para funcionamento.
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A nossa finalidade é proclamar o Evangelho de Jesus Cristo, pois é a mensagem


que anuncia a forma como Deus oferece reconciliação com a humanidade, o
perdão dos pecados e a vida eterna através do Senhor Jesus.

Sendo assim, este curso é oferecido a todos(as), independente de religião ou


nomenclatura de igreja, só Jesus Salva!.

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