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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

STHEFANY SUWENNY SANTOS

PATOLOGIAS CONSTRUTIVAS EM REVESTIMENTOS DE


FACHADA

NATAL-RN
2019
Sthefany Suwenny Santos

Patologias construtivas em revestimentos de fachada

Trabalho de Conclusão de Curso na modalidade


Monografia, submetido ao Departamento de
Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte como parte dos requisitos
necessários para obtenção do Título de Bacharel
em Engenharia Civil.

Orientador: Prof. Dr. Paulo Waldemiro Soares


Cunha

Natal-RN
2019
Seção de Informação e Referência
Catalogação da Publicação na Fonte. UFRN / Biblioteca Central Zila Mamede

Santos, Sthefany Suwenny


Consumo de água. 2. Sistema de Abastecimento de Água. 3. Índice de
Perdas. 4. Simulação Computacional. I. Sales, Lindolfo Neto de Oliveira. II.
Medeiros, Djalma Mariz. III. Título.

RN/UF/BCZM CDU 626.21


Sthefany Suwenny Santos

Patologias construtivas em revestimentos de fachada

Trabalho de Conclusão de Curso na modalidade


Monografia, submetido ao Departamento de
Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte como parte dos requisitos
necessários para obtenção do Título de Bacharel
em Engenharia Civil.

Aprovado dia 29 de novembro de 2019.

___________________________________________________
Prof. Dr. Paulo Waldemiro Soares Cunha - Orientador

____________________________________________________
Prof. Dr. Paulo Eduardo Vieira Cunha – Examinador interno

____________________________________________________
Eng. Fernando Antônio Galvão Gondim – Examinador externo

Natal-RN
2019
Dedico este trabalho a minha mãe,
a minha força para sempre continuar.
AGRADECIMENTOS

Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus por nunca desistir de mim e me mostrar o


tamanho da minha força todas as vezes que pensei em desistir.
Ao meu orientador Prof. Dr. Paulo Waldemiro Soares Cunha que me acolheu como
orientanda e me guiou nesse trabalho.
A todos os meus professores do curso por todo o conhecimento adquirido durante a
graduação.
A minha família por estar do meu lado e me ajudar a ser quem eu sou.
As minhas amigas que estiveram comigo para compartilhar os momentos de vitória e
me ajudar nos momentos difíceis.
E a todos que de alguma forma me incentivaram nessa caminhada.
RESUMO

Patologias construtivas em revestimentos de fachada

É notória a evolução da construção civil desde o seu surgimento, tanto no


desenvolvimento dos materiais utilizados, nos processos construtivos e nas técnicas
empregadas. Nesse contexto, os sistemas de revestimentos de fachada exercem função
essencial na estética e técnica das edificações. Entretanto, as fachadas são as áreas mais
expostas às intempéries e, consequentemente, as mais suscetíveis ao surgimento de patologias
construtivas, que afetam o seu desempenho e, em casos mais graves, causam acidentes. Em
sua grande maioria, essas anomalias estão relacionadas com problemas os quais podem ser
evitados, como a ineficiência dos projetos, má qualidade dos materiais e falhas na execução
dos serviços. Assim, o estudo acerca das manifestações patológicas mais recorrentes é
imprescindível para entender suas causas, origens e consequências e, dessa forma, evitar ao
máximo a ocorrência, além de contribuir para as melhores maneiras de recuperação.

Palavras-chave: Construção civil. Durabilidade. Correção. Desempenho


.
ABSTRACT

Constructive pathologies in facade cladding

The evolution of civil construction since its emergence is notorious, both in the development
of the materials used, the construction processes and the techniques employed. In this context,
facade cladding systems play an essential role in the aesthetics and technique of buildings.
However, facades are the areas most exposed to the weather and, consequently, the most
susceptible to the emergence of constructive pathologies, which affect their performance and,
in more severe cases, cause accidents. For the most part, these anomalies are related to
problems that can be avoided, such as project inefficiency, poor material quality and service
delivery failures. Thus, the study of the most recurrent pathological manifestations is essential
to understand their causes, origins and consequences and thus to avoid the occurrence as well
as contributing to the best ways of recovery.

Keywords: Construction. Pathologies. Coatings. Facades.


LISTA DE FIGURAS

FIGURA PÁGINA
Figura 1 - Fatores de degradação atuantes sobre fachadas 18
Figura 2 - Camadas constituintes do revestimento argamassado 21
Figura 3 - Fissuras horizontais 24
Figura 4 - Fissuras verticais 25
Figura 5 - Fissuras inclinadas 26
Figura 6 - Fissuras mapeadas 26
Figura 7 - Abridor de fissuras 27
Figura 8 - Aplicação de material flexível para o tratamento de fissuras 28
Figura 9 - Aplicação de tela de poliéster para o tratamento de fissuras 29
Figura 10 - Revestimento com descolamento em placas 30
Figura 11 - Revestimento com descolamento com pulverulência 31
Figura 12 - Eflorescência em revestimento argamassado 32
Figura 13 - Eflorescência em revestimento cerâmico 33
Figura 14 - Bolor em fachada de edifício 34
Figura 15 - Vesículas em revestimento argamassado 35
Figura 16 - Junta de movimentação em fachada 38
Figura 17 - Afastamento entre as placas cerâmicas 40
Figura 18 - Descolamento de revestimento cerâmico 41
Figura 19 - Superfície de placa cerâmica com gretamento 42
Figura 20 - Juntas de assentamento 43
Figura 21 - Deterioração das juntas de assentamento 44
LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO PÁGINA
Gráfico 1 - Desempenho com e sem manutenção 13
Gráfico 2 - Incidência das causas de patologias no brasil 14
Gráfico 3 - Distribuição da origem dos acidentes prediais 15
LISTA DE QUADROS

QUADRO PÁGINA
Quadro 1 - Critérios de classificações das argamassas 20
Quadro 2 - Classificação das argamassas conforme suas funções 21
SUMÁRIO

CAPÍTULO PÁGINA
1 – INTRODUÇÃO 12
1.1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS 12
1.2 – JUSTIFICATIVA 16
1.3 – OBJETIVOS 16
1.3.1 – OBJETIVO GERAL 17
1.3.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS 17
1.4 – ESTRUTURA DO TRABALHO 17
2 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FACHADAS 18
3 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS
20
3.1 – FISSURAS E TRINCAS 22
3.1.1 – FISSURAS HORIZONTAIS 23
3.1.2 – FISSURAS VERTICAIS 24
3.1.3 – FISSURAS INCLINADAS 25
3.1.4 – FISSURAS MAPEADAS 26
3.2 – DESCOLAMENTO OU DESTACAMENTO 29
3.2.1 – DESCOLAMENTO EM PLACAS 29
3.2.2 – DESCOLAMENTO COM PULVERULÊNCIA 31
3.3 – EFLORESCÊNCIA 31
3.4 – BOLOR E FUNGOS 34
3.5 – VESÍCULAS 35
4 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM REVESTIMENTOS CERÂMICOS 37
4.1 – DESCOLAMENTO DAS PLACAS CERÂMICAS 39
4.2 – GRETAMENTO 42
4.3 – DETERIORAÇÃO DAS JUNTAS 43
5 – CONCLUSÕES 46
REFERÊNCIAS 47
1 – INTRODUÇÃO

1.1 – Considerações iniciais

Desde o início da civilização, o homem vem adquirindo conhecimento sobre a


construção civil, cada vez mais se preocupando com a estabilidade e a segurança das
edificações, com o desenvolvimento dos materiais, processos construtivos e técnicas
empregadas nas construções. Esse processo de aprimoramento tem como principal objetivo
oferecer edificações adaptadas às necessidades e exigências do seu mercado consumidor.
O desempenho de uma edificação depende das exigências do usuário na sua
concepção, da manutenção durante o seu uso e também das condições de exposição do
ambiente em que ela será construída. Nesse contexto, o estabelecimento do desempenho é
determinado qualitativamente através de critérios de desempenho fixados pela NBR 15575
(2013) a fim de determinar os níveis de segurança, conforto e resistência que cada um dos
sistemas que compõe um imóvel (estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações) deve
apresentar. Por isso, devem ser projetadas de maneira a atingir requisitos básicos de
desempenho e durabilidade ao longo de sua vida útil.
Além disso, as edificações são construídas para atender aos seus usuários de maneira
satisfatória por um determinado período de tempo, levando em consideração manutenções
frequentes (vida útil da estrutura). Essas manutenções são necessárias para o incremento do
desempenho que vai diminuindo com o decorrer do tempo (devido à exposição aos agentes
que degradam as construções), como pode ser observado no gráfico abaixo.

12
Gráfico 1 - Desempenho com e sem manutenção

Fonte:http://periciasflorianopolis.blogspot.com

Entretanto, mesmo com todo o avanço tecnológico na área, conforme afirma Herdeet
(2016), nas últimas décadas, as construções foram responsáveis por um grande aumento de
reclamações por apresentarem um desempenho insatisfatório devido à manifestação de
patologias construtivas. Esses problemas além de afetarem a durabilidade, afetam a estética, a
utilização e a segurança das edificações.

A palavra patologia tem origem no grego, onde Páthos significa doença e Lógos,
estudo, e é amplamente utilizada nas diversas áreas da Ciência. Esta terminologia
passou a ser adotada em áreas da engenharia e no caso das edificações significa
estudo das “doenças” (anomalias ou problemas) que causam a redução do
desempenho de um ou mais sistemas integrantes da edificação. (JÚNIOR, 2017, p.
11)

“As patologias são modificações estruturais e/ou funcionais causadas por disfunção no
organismo (construção), ou seja, tudo que promove a degradação do material ou de suas
propriedades físicas ou materiais”. (NEUMANN, 2017, p.317)
Assim, patologia das edificações é o ramo da engenharia civil que estuda a
identificação das causas e dos efeitos das anomalias que causam o envelhecimento precoce
das construções, além de elaborar o seu diagnóstico e correção.

As anomalias e falhas constituem não conformidades que impactam na perda


precoce do desempenho real ou futuro dos elementos e sistemas construtivos, bem
como na redução de zua vida útil projetada. Podem comprometer, portanto:
segurança; funcionalidade; operacionalidade; saúde dos usuários; conforto térmico,
acústico e luminoso; acessibilidade; durabilidade; vida útil, dentre outros parâmetros
de desempenho. (SILVA, 2019, p. 17)
13
Ademais, as características construtivas atuais favorecem o aparecimento de
patologias nas edificações. Isso é causado pela busca excessiva de economia e a necessidade
de se construir em um menor intervalo de tempo, em detrimento da busca de conhecimento
mais aprofundado e aperfeiçoado dos materiais e métodos construtivos, diminuindo, assim, a
segurança nas construções.
Na maioria das vezes, as patologias construtivas não ocorrem apenas por um fator
isolado, mas por um conjunto de fatores, que trazem prejuízos para o desempenho da
estrutura, causam grande impacto na estética da edificação e, em situações extremas, podem
ocasionar graves acidentes.
Não é surpreendente a grande variedade de causas para o surgimento de defeitos nas
construções, tendo em vista a quantidade de materiais e técnicas envolvidas em uma
construção, a diversidade de condições que caracteriza os espaços construtivos, a
multiplicidade de uso das edificações e os erros de projeto ou execução. (SEGAT,
2005, p. 26)

Segundo Piancastelli (2014), as principais causas de manifestações patológicas no


Brasil estão associadas à execução da obra, conforme se observa no gráfico abaixo.

Gráfico 2 - Incidência das causas de patologias no Brasil

Fonte:https://www.unumarquitetura.com

Assim, é possível perceber que, aproximadamente, metade das imperfeições


construtivas é devido à má execução dos serviços, o que está relacionado com o emprego de

14
profissionais despreparados e sem a supervisão de engenheiros e arquitetos. Outra
porcentagem significativa é oriunda da falta ou ineficiência de projetos e a utilização
inadequada da edificação. Em contrapartida, apenas uma pequena parte ocorre devido a
eventos os quais não podem ser planejados (fortuitos), o que evidencia a urgência em estudos
sobre patologias na construção civil.
Além disso, em torno de 1/3 dos acidentes em edificações são decorrentes de
anomalias construtivas, como mostrado nesse outro gráfico.

Gráfico 3 - Distribuição da origem dos acidentes prediais

Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br

As origens das patologias podem ser classificadas como:


 Congênitas: Patologias que surgem ainda na fase do projeto, ocasionadas pela
inobservância de normas técnicas e/ou negligência de profissionais.
 Construtivas: Patologias oriundas da execução da obra, causadas por mão de
obra desqualificada, materiais de baixa qualidade e falta de metodologia durante a execução.
 Adquiridas: patologias que aparecem durante a vida útil da estrutura e são
causadas pela interação com o meio onde estão inseridas.
 Acidentais: Patologias causadas por algum fenômeno atípico, não determinado
em projeto.
As construções em geral têm um ciclo de vida útil, porém alguns critérios podem
acelerá-lo ou retardá-lo. Estudos apresentam três requisitos básicos para obter uma
boa construção e evitar dor de cabeça: um bom projeto, execução e reparos à medida

15
que o tempo exige. A falta ou falha de alguns desses requisitos pode acarretar uma
série de falhas na construção, conhecidas como patologia. (ERAT et al, 2016, p.26)

Logo, para que uma edificação apresente um satisfatório desempenho técnico e


construtivo é necessário que haja uma correta concepção e desenvolvimento dos projetos,
envolvendo seus materiais e técnicas a serem empregadas; um rigoroso controle de execução,
tanto na qualificação da mão de obra, quanto na observância das normas técnicas; uso
adequado da edificação; além de possíveis manutenções quando necessário.

1.2 – Justificativa

A sistematização das causas e consequências das manifestações patológicas em


revestimentos de fachadas, objetivo desse trabalho, é essencial para que haja seu correto
diagnóstico e, consequentemente, a determinação dos métodos e técnicas mais adequados a
serem aplicadas na sua correção. Uma vez que, de acordo com Lottermann (2013) em alguns
casos a identificação da anomalia construtiva não pode ser determinada através do seu estudo
visual, sendo necessário um estudo mais criterioso em que sejam investigados projetos,
execução da obra e como ela reage a certos estímulos.

Essas patologias em edificações – ou vícios aparentes, de acordo com o código do


consumidor – são extremamente importantes, visto que podem assinalar um estado
de perigo potencial para a estrutura ou a necessidade de manutenção para evitar
comprometimentos futuros ou ainda provocar inseguranças e revoltas aos
moradores. (VIEIRA, 2016, p. 4)

Ademais, como já foi ressaltado, a manifestação de uma patologia construtiva está


associada a falhas ocorridas durante a realização de uma ou mais etapas da construção de tal
maneira que o seu diagnóstico adequado permite identificar em que etapa o problema teve
origem e, assim, responsabilizar judicialmente o responsável.
Além disso, de acordo com Neumann et al (2016) gestores imobiliários e clientes
sofrem com esses problemas, que ocorrem em 98% das edificações. Dessa forma, o estudo
das patologias nas edificações é fundamental para a conscientização das construtoras e
profissionais da área acerca da importância em investimentos na prevenção do surgimento de
patologias e, dessa forma, evitar gastos de pós-ocupação desnecessários.

1.3 – Objetivos

16
1.3.1 – Objetivo geral

Realizar uma revisão bibliográfica acerca da metodologia de análise e solução das


principais patologias na construção civil relacionados ao revestimento de fachadas.

1.3.2 – Objetivos específicos

 Realizar uma abordagem geral das manifestações patológicas em fachadas;


 Apontar as manifestações patológicas de maior incidência em revestimentos
argamassados;
 Apresentar as principais patologias em revestimentos cerâmicos;
 Diagnosticar as prováveis causas e origens das manifestações patológicas em
fachadas;
 Contribuir com dados para possíveis intervenções em revestimentos de
fachadas;

1.4 – Estrutura do trabalho

A estrutura deste trabalho é desenvolvida ao longo de cinco capítulos.


O primeiro capítulo, já apresentado, compreende a introdução sobre o assunto
estudado, apesentando o objetivo geral e os específicos do trabalho, como também a
justificativa do tema escolhido e a estrutura no qual será apresentado.
O segundo capítulo apresenta uma abordagem teórica acerca das manifestações
patológicas em revestimentos de fachadas.
O terceiro capítulo realiza uma abordagem acerca das principais manifestações
patológicas em revestimentos argamassados, causas geradoras das anomalias, bem como
possíveis intervenções para essas manifestações.
O quarto capítulo trata das principais patologias relacionadas aos revestimentos
cerâmicos e suas causas, como também possíveis tratamentos.
Por fim, o quinto capítulo realiza as conclusões obtidas com esse estudo.

17
2 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM FACHADAS

De acordo com a NBR 13755 (1996), revestimento externo é um conjunto de camadas


superpostas e intimamente ligadas, constituído pela estrutura, suporte, alvenarias, camadas
sucessivas de argamassas e revestimento final, cuja função é proteger a edificação de
intempéries e dar acabamento estético.
“O edifício como um todo é formado por um conjunto de elementos que exercem
funções distintas com o princípio básico de protegê-lo, para que essa possa exercer ao longo
de sua vida útil”. (ANJOS, 2016, p. 16). Dessa maneira, um bom desempenho das fachadas é
fundamental, não apenas do ponto estético, mas também do ponto técnico, pois elas
desempenham o papel de vedação da ação direta de agentes agressivos, além de melhorar o
desempenho térmico e acústico da edificação.
As fachadas são as regiões do edifício mais sujeitas ao aparecimento de patológicas,
uma vez que estão sujeitas a uma grande variedade de ações ligadas tanto a fenômenos de
origem natural, como a própria utilização da edificação, como pode ser observado na figura
abaixo. Assim, necessitam de uma maior atenção quanto à manifestação de patologias
construtivas.

Figura 1 - Fatores de degradação atuantes sobre fachadas

Fonte: https://www.iau.usp.br

18
É possível observar nas fachadas das edificações fenômenos prejudiciais ao seu
aspecto que indicam a ocorrência de patologias, como por exemplo:
 A pintura encontra-se parcialmente ou totalmente fissurada;
 Formação de manchas de umidade, com desenvolvimento de bolor;
 A superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variadas;
 Formação de manchas brancas (eflorescência) na superfície do revestimento;

A execução da fachada deve ser orientada por um projeto específico e realizada por
profissionais qualificados, utilizando materiais determinados em projetos, para que
manifestações patológicas como trincas, fissuras, perdas de aderência, gretamentos e
mudanças de coloração, dentre tantos outros problemas tenham sua ocorrência
minimizada. (JÚNIOR, 2017, p. 11)

Segundo Antunes (2010), a manifestação patológica em revestimento de fachada


nunca é atribuída a uma única causa, geralmente é resultado da combinação de inúmeras
variáveis como:
 Falhas de materiais;
 Falhas na especificação;
 Falhas decorrentes do processo executivo;
 Deformação higroscópica;
 Deformação térmica;
 Deformações estruturais.

19
3 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS

De acordo com a NBR 13529 (2013) a argamassa para revestimento pode ser definida
como uma mistura homogênea de agregado(s), miúdo(s), aglomerante(s) inorgânico(s) e água,
contendo ou não aditivos ou adições minerais, com propriedades de aderência e
endurecimento. Usualmente, os aglomerantes inorgânicos utilizados são o cimento Portland, a
cal hidratada e o gesso. A escolha de qual aglomerante ou a mistura que será utilizada
depende da aplicação da argamassa.

Com o objetivo de regularizar, proteger e uniformizar as superfícies, os


revestimentos argamassados podem ser definidos como um revestimento de
múltiplas camadas, capaz de recobrir a superfície de concreto ou alvenaria, ao
mesmo tempo em que cria um substrato adequado para receber o acabamento final.
(SOUSA, 2018, p. 1)

As argamassas podem ser classificadas de acordo com os critérios apresentados no


quadro 1 e também de acordo com suas funções, como mostra o quadro 2.

Quadro 1 - Critérios de classificações das argamassas


Critério de classificação Tipo
Quanto à natureza do aglomerante Argamassa área
Argamassa hidráulica
Quanto ao tipo de aglomerante Argamassa de cal
Argamassa de cimento
Argamassa de cimento e cal
Argamassa de gesso
Argamassa de cal e gesso
Quanto ao número de aglomerantes Argamassa simples
Argamassa mista
Quanto à consistência da argamassa Argamassa seca
Argamassa plástica
Argamassa fluída
Quanto à plasticidade da argamassa Argamassa pobre ou magra
Argamassa média ou cheia
Argamassa rica ou gorda
Quanto à densidade da massa da argamassa Argamassa leve
Argamassa normal
Argamassa pesada
Quanto à forma de preparo ou fornecimento Argamassa preparada em obra
Mistura semipronta para argamassa
Argamassa industrializada
Argamassa dosada em central
Fonte: CARASEK, 2007.

20
Quadro 2 - Classificação das argamassas conforme suas funções
Função Tipo
Para construção de alvenarias Argamassa de assentamento (elevação de
alvenaria)
Argamassa de fixação ou encunhamento
(alvenaria de vedação)
Para revestimentos de paredes e tetos Argamassa de chapisco
Argamassa de emboço
Argamassa de reboco
Argamassa de camada única
Argamassa para revestimento decorativo
monocamada
Para revestimentos de pisos Argamassa de contrapiso
Argamassa de alta resistência para piso
Para revestimentos cerâmicos Argamassa de assentamento de peças
(paredes/pisos) cerâmicas (colante)
Argamassa de rejuntamento
Para recuperação de estruturas Argamassa de reparo
Fonte: CARASEK, 2007.

No procedimento tradicional, o revestimento argamassado é composto de, no mínimo


três camadas: chapisco, emboço e reboco (figura 2), com as seguintes funções: o chapisco é a
camada de preparo da base, elemento de ligação entre a base e o substrato, garantindo uma
melhor aderência, devido a sua superfície rugosa; já o emboço é a camada de regularização,
propiciando uma camada homogênea para receber outras camadas e o reboco, camada final
que pode ou não receber outra camada decorativa.

Figura 2 - Camadas constituintes do revestimento argamassado

Fonte: http://www.mpsnet.net

21
Porém, atualmente, esse tipo de revestimento é composto de duas camadas: o chapisco
e o reboco massa única ou reboco paulista o qual é desempenado, podendo ficar com
acabamento liso (alisado com desempenadeira metálica) ou camurçado (alisado com
desempenadeira de madeira revestida de feltro ou esponja).
De modo geral, as argamassas devem apresentar as seguintes propriedades:
 Aderência;
 Resistência mecânica;
 Capacidade de absorver deformações;
 Permeabilidade a água;
 Durabilidade.
Segundo Júnior (2017) os principais fatores que interferem na durabilidade da
argamassa é a qualidade de seus materiais constituintes, sua composição ou traço, os
processos de execução e fatores externos, como intempéries, poluição atmosférica e umidade
de infiltração.
As principais patologias em revestimentos argamassados são:

3.1 – Fissuras e trincas

De modo geral, as fissuras e trincas são a perda da integridade física do revestimento e


ocorrem quando as tensões suportadas pelo material são inferiores às deformações solicitadas,
assim, elas surgem para a liberação dessas tensões, ocasionando um alívio no sistema.

A fissuração é um problema relacionado às patologias existentes nas construções,


sendo ela de grande interesse nos vários segmentos que abrangem a engenharia civil,
principalmente por estar diretamente ligada à resistência dos materiais (relação entre
o módulo de elasticidade e a capacidade de deformação) – o que acaba por acarretar
em grandes custos no pós-obra, além de grande incômodo perante os usuários do
imóvel. (MUCI et al, 2014, p.17)

A NBR 9575 (2010) classifica as aberturas maiores que 0,5 mm e menores que 1 mm
como trincas, as aberturas maiores que 0,05mm e menores que 0,5mm como fissuras e as
menores que 0,05mm como microfissuras.
Para Anjos (2016), fissuras superficiais ou microfissuras, normalmente, não
ocasionam diminuição na segurança de componentes estruturais, porém toda manifestação
que não atende o desempenho esperado requer atenção.

22
Elas também podem ser classificadas, de acordo com a sua atividade, como ativas ou
passivas. Conforme afirma Zanzarini (2016), fissuras ativas são aquelas em que há variação
em sua espessura e/ou comprimento decorrente das alterações nas condições que as
provocam, enquanto as fissuras passivas são aquelas que se encontram estabilizadas, não
havendo variação da sua espessura e/ou comprimento no decorrer do tempo.
Logo, segundo Olivari (2003), no caso de existência de trincas nas paredes de
alvenaria é importante verificar se ela aumenta ou se está estabilizada. Se ela aumenta, pode
haver problemas de fundação ou na estrutura, o que requer atenção, já se ela encontra-se
estabilizada, o caso não é grave, mas além de afetar a estética, poderá causar problemas, como
a infiltração.
As fissuras/tricas estão relacionadas principalmente a:
 Movimentações térmicas ou higroscópicas;
 Atuação de sobrecargas;
 Deficiência ou ausência de juntas de movimentação;
 Deformabilidade excessiva das estruturas;
 Recalques diferenciais de fundação;
 Retração de produtos à base de cimento.

De acordo com Antunes (2010), o surgimento de trincas e fissuras pode acarretar na


manifestação de outras patologias, visto que estas se constituem em caminhos favoráveis à
penetração de agentes agressivos externos, principalmente a água. Esses agentes podem
ocasionar, por exemplo, o aparecimento da eflorescência, manchas de umidade, bolor,
descolamento das placas cerâmicas.
Sob o ponto de vista econômico, a ocorrência de fissuras pode causar gastos elevados
na tentativa de recuperação, além de ser comum a reincidência.
As fissuras e trincas podem, ainda, serem classificadas de acordo com sua direção em:

3.1.1 – Fissuras horizontais

As fissurais horizontais apresentem-se ao longo do comprimento da edificação (figura


5).

23
Figura 3 - Fissuras horizontais

Fonte: https://ippolitoengenharia.com.br

Entre as causas para sua manifestação pode-se citar:


 Expansão da argamassa por hidratação retardada do hidróxido de magnésio da
cal;
 Expansão da argamassa de assentamento;
 Adensamento da argamassa de assentamento dos tijolos ou blocos;
 Falta de amarração entre a parede e a viga superior ou encunhamento precoce
da alvenaria;
 Deformação excessiva da laje;
 Recalque da base;
 Elevação capilar devido à deficiência ou falta de impermeabilização da base.

3.1.2 – Fissuras verticais

As fissuras verticais encontram-se ao longo da altura da edificação (figura 6).

24
Figura 4 - Fissuras verticais

Fonte: https://forumdacasa.com

Entre as causas dessa anomalia pode-se citar:


 Falta de amarração da parede com os pilares ou outros elementos de apoio;
 Resistência à tração dos componentes igual ou inferior a da argamassa;
 Retração da alvenaria.

3.1.3 – Fissuras inclinadas

As fissuras inclinadas (figura 5) ocorrem principalmente devido à:


 Acentuada concentração de tensões junto às extremidades de portas e janelas;
 Ausência de vergas e contra vergas nas portas e janelas.

25
Figura 5 - Fissuras inclinadas

Fonte: http://entendaantes.com.br

3.1.4 – Fissuras mapeadas

Essas fissuras apresentam-se nas edificações em direções aleatórias e irregulares e se


distribuem por todo o revestimento argamassado (figura 6).

Figura 6 - Fissuras mapeadas

Fonte: http://www.grupogrotta.com.br

26
Essa patologia construtiva pode ter como causas:
 Retração da argamassa da base devido à cura inadequada/inexistente do
cimento, procedimento responsável por fornecer umidade suficiente para que as reações de
hidratação e carbonatação dos aglomerantes ocorram adequadamente;
 Movimentações térmicas e higroscópicas (causadas pela variação da
temperatura e absorção da umidade) diferenciais entre revestimento e estrutura;
 Desempeno excessivo, ou antes, do tempo adequado;
 Consumo elevado de cimento, teor de finos elevados e consumo elevado de
água de amassamento.
O tratamento de fissuras com atividade reduzida pode ser feito da seguinte maneira:
primeiramente, realizar uma abertura no formato de “v”, com auxílio de um abridor de
fissuras (figura 7), as dimensões serão de acordo com a especificação do fabricante do
material que preencherá o sulco. Depois deverá ser feito a limpeza do sulco e aplicação do
fundo preparador. Em seguida, deverá ser feito o preenchimento do sulco com material
flexível (figura 8), como selante acrílico, massa PVA ou acrílica aditivada com resina, em
duas demãos, esperando intervalo de 24 horas entre demãos para que a movimentação da
fissura não seja percebida no acabamento final, devem também ser aplicadas duas demãos de
tinta acrílica sobre o material que preencheu o sulco, com intervalo de 6 horas entre as
demãos, para finalizar, deve ser realizado o acabamento final.

Figura 7 - Abridor de fissuras

Fonte: http://silverata.com.br

27
Figura 8 - Aplicação de material flexível para o tratamento de fissuras

Fonte: http://techne17.pini.com.br

Já quando se trata da recuperação de fissuras que apresentam uma maior


movimentação o seguinte procedimento pode ser adotado: inicialmente deve ser retirada uma
faixa do revestimento com centro na fissura e realizar a limpeza da base com um pincel. Em
seguida, é feita a regularização da base a fim de garantir a perfeita aderência da tela de
poliéster que será aplicada posteriormente. Depois de aguardar o tempo correto da secagem da
argamassa de regularização, é feita a aplicação da fita plástica de polipropileno para formação
da ponte entre a base e o revestimento (esse isolamento tem o objetivo de permitir que o
trecho sem aderência trabalhe em conjunto para absorver a movimentação cíclica da fissura).
Após a aplicação da fita plástica, é realizada a aplicação da tela de poliéster (figura 9) por
meio de resina acrílica, de maneira que ela fique esticada e evite seu alongamento pela
solicitação dos esforços de tração. Em seguida, é executada uma ponte de aderência, com a
mesma resina utilizada para colar a tela, para o recebimento do revestimento em argamassa ou
gesso (recuperação rígida) ou ainda massa PVA aditivada (recuperação flexível). Para
finalizar, após aguardar o período de secagem, é realizado o acabamento final.

28
Figura 9 - Aplicação de tela de poliéster para o tratamento de fissuras

Fonte: https://i.ytimg.com

Vale salientar que as duas formas de recuperação são apenas algumas das
possibilidades, pois dependendo da origem das fissuras e do ambiente em que a edificação se
encontra, a maneira de recuperação será totalmente diferente uma da outra. O que comprova a
extrema importância na realização correta no diagnóstico dessa manifestação patológica para
que não ocorra a reincidência das fissuras.

3.2 – Descolamento ou destacamento

Essa manifestação patológica consiste na separação de uma ou mais camadas dos


revestimentos da argamassa, devido à falta de aderência entre as camadas que constituem o
sistema de revestimento, tornando-o instável estruturalmente. Apresenta extensão variável,
podendo atingir áreas restritas, mas também todo o revestimento externo.
“O destacamento não está necessariamente associado à queda do revestimento ou das
placas cerâmicas, e sim ao desprendimento das mesmas, que pode ser observado através do
estufamento da camada de acabamento” (ANJOS, 2016, p.29).
O descolamento pode apresentar-se das seguintes maneiras:

3.2.1 – Descolamento em placas

29
O descolamento em placas (figura 10), geralmente, ocorre entre o emboço e a base,
podendo apresentar-se difíceis de serem quebradas ou quebradiças e, em ambos os casos,
apresentam som cavo ao serem percutidas.

Figura 10 - Revestimento com descolamento em placas

Fonte: https://www.ebah.com.br

Entre as principais causas para esta patologia estão:


 Argamassa muito rica em cimento e/ou aplicada em camada muito espessa, de
maneira que o peso próprio da argamassa gera uma força gravitacional maior que a adesão
inicial com o substrato;
 Superfície da base muito lisa, impregnada com substância hidrófuga ou
impregnada com pó ou outros resíduos;
 Ausência de chapisco ou utilização do chapisco preparado com areia fina;
 Molhagem deficiente da base comprometendo a hidratação do cimento;
 Grandes variações de temperaturas, que geram tensões de cisalhamento na
interface entre a base e argamassa capazes de provocar o descolamento.
Dessa maneira, o chapisco possui papel fundamental na prevenção dessa patologia, já
que ele aumenta significativamente a aderência entre a base e a argamassa de revestimento.

30
3.2.2 – Descolamento com pulverulência

O descolamento com pulverulência caracteriza-se pela desagregação e consequente


esfarelamento da argamassa quando pressionada manualmente (figura 11).

Figura 11 - Revestimento com descolamento com pulverulência

Fonte: https://www.condominioemordem.com.br

As causas dessa patologia estão associadas ao:


 Excesso de material pulverulentos e/ou torrões de argila no agregado;
 Traço pobre em aglomerantes ou com cal em excesso;
 Tempo insuficiente para carbonatação da cal existente na argamassa;
 Emprego de substitutos da cal sem propriedades de aglomerantes;
 Hidratação inadequada do cimento da argamassa;
 Argamassa utilizada após o tempo de pega do cimento;
 Tempo de estocagem ou estocagem inadequada da argamassa.
O reparo de ambos os tipos descolamentos de argamassa é feito com a retirada de todo
o revestimento afetado, para refazê-lo completamente.

3.3 – Eflorescência

31
Eflorescência é a formação de manchas esbranquiçadas no revestimento que ocorrem,
principalmente, em materiais não esmaltados e porosos. Conforme Pezzato (2010), materiais
utilizados - como a areia, o cimento e a cerâmica - possuem em sua composição sais solúveis
que, na presença de água, se dissolvem e se solubilizam, buscando um caminho até a
superfície, normalmente, pelo rejunte, nos casos de revestimentos cerâmicos. E, quando a
água evapora, os sais ficam depositados.
Argamassas que contenham cal em sua composição são mais suscetíveis à ocorrência
dessa manifestação patológica.
Segundo Sousa (2008), a eflorescência pode ocasionar consequências apenas estéticas,
alterando a aparência do elemento onde os sais se depositam, mas também consequências
agressivas, quando os sais constituintes chegam a causar a degradação profunda do material.

Figura 12 - Eflorescência em revestimento argamassado

Fonte: https://cimentomaua.com.br

Ainda conforme o autor, essa patologia é originada pelos seguintes fatores:


 A quantidade de água (proveniente da presença de infiltração no solo,
vazamento da rede hidráulica ou de quando o rejunte é aplicado antes do tempo de cura da
argamassa de assentamento), pois quanto maior for essa quantidade maior será a quantidade
de sal solubilizado;
 O teor de sais solúveis presente nos materiais;
 A pressão hidrostática, que faz com a solução migre para a superfície;
32
Esses três fatores são igualmente importantes, sendo necessária a presença de todos
para que o fenômeno ocorra. Entretanto, existem outros fatores externos que influenciam para
o surgimento da eflorescência, são eles:
 O tempo de contato, que favorece a solubilização de maior teor de sais;
 A elevação da temperatura, responsável por aumentar a velocidade de
evaporação, além de favorecer a reação de solubilização dos sais;
 A porosidade dos materiais que permite a percolação da solução.
No caso de revestimentos cerâmicos, uma precaução bastante importante para evitar
essa manifestação patológica é garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas
anteriores à execução do revestimento cerâmico.

Figura 13 - Eflorescência em revestimento cerâmico

Fonte: https://www.performance.eco.br

Nos casos em que a eflorescência surgir na alvenaria recém-terminada, ela


normalmente desaparecerá sozinha, pois ainda estão ocorrendo reações.
No reparo dessa patologia, inicialmente deve ser feita a eliminação da infiltração da
umidade, para então realizar a limpeza do local, podendo ser feita com escova de aço e água
em abundância. Também podem ser utilizados produtos químicos para limpar a área afetada,
deve ser atentado para o elemento químico utilizado, pois esse poderá interferir na

33
durabilidade do elemento construtivo. Ao final, se o revestimento estiver pulverulento,
também deve ser feito seu reparo.

3.4 – Bolor e fungos

O bolor caracteriza-se por manchas indesejáveis em tom esverdeada ou escuras e que


exalam cheiro forte (figura 14), sendo consequência do desenvolvimento de micro-
organismos patogênicos, pertencentes ao grupo dos fungos.

Figura 14 - Bolor em fachada de edifício

Fonte: http://www.condominiosc.com.br

Essas manifestações patológicas ocorrem, principalmente, em áreas com umidade


constante ou com pouca exposição ao sol. Devido a isso, é comum o emboloramento em
paredes umedecidas por infiltração de água ou vazamento de tubulações.
De acordo com Sousa (2008), problemas relacionados com a umidade, como a
manifestação de bolor e fungos, ocasionam: prejuízos de caráter funcional da edificação;
desconfortos dos usuários e em casos mais graves afetam a saúde dos usuários; causam danos
em equipamentos e bens presentes nos interiores dos imóveis; além dos prejuízos financeiros.
Para se evitar a manifestação dessa patologia, devem ser tomadas preventivas já na
fase de elaboração de projetos que visem garantir ventilação, iluminação e insolação
adequadas. Como também evitar possíveis infiltrações, as quais podem ser causadas por

34
motivos internos, que são problemas na própria edificação, e por causas externas, que
normalmente são geradas são causadas por ação da chuva e umidade do solo.
O reparo dessa manifestação é feito, eliminando-se, inicialmente, a infiltração da
umidade na área e depois é feito uma lavagem com soluções fungicidas (como a solução de
hipoclorito) para desinfetar a área e, para concluir, faz-se o reparo necessário no revestimento
que estiver pulverulento. Em alguns casos, é recomendada a troca do material contaminado
por outros que resistam à ação do crescimento do bolor.

3.5 – Vesículas

Essa manifestação patológica corresponde ao surgimento de bolhas (figura 15) devido


à umidade que causa a expansão dos componentes do revestimento argamassado. As bolhas
podem apresentar cor branca, preta ou vermelho-ferrugem.
De acordo com Segat (2005), quando as vesículas têm coloração branca, indica a
ocorrência de hidratação retardada de óxido de cálcio da cal, já quando a cor é preta indica a
presença de pirita ou de matéria orgânica na areia e quando têm coloração avermelhada indica
a presença de material ferruginoso na areia.
Nos casos em que há umidade no interior das bolhas, indica aplicação prematura de
tinta impermeável.

Figura 15 - Vesículas em revestimento argamassado

Fonte:http://3.bp.blogspot.com

35
Para o reparo é necessário que o problema da umidade seja sanado, caso exista.
Posteriormente, deve ser retirado todo o revestimento afetado para, então, ser feito a
renovação da camada do revestimento.

36
4 – MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM REVESTIMENTOS CERÂMICOS

Devido à heterogeneidade da aplicação do material cerâmico, eles são divididos em


vários segmentos, no qual a placa cerâmica se encaixa no segmento referente a materiais de
revestimentos, sendo usadas na construção de edifícios em ambientes externos e internos.

Cerâmica é uma composição de argila e outras matérias-primas inorgânicas


produzidas em altas temperaturas e abrange os materiais inorgânicos, não metálicos.
As matérias-primas orgânicas ou naturais são utilizadas da mesma forma que foram
extraídas da natureza, passam por um tratamento físico para eliminação de
impurezas indesejáveis, sem causar mudanças na composição química e
mineralógica dos componentes principais. Matérias- primas, as inorgânicas ou
sintéticas são as que, isoladas ou misturadas com outra(s) substância(s) já passaram
por um tratamento térmico como a calcinação, sinterização, fusão e fusão/redução
ou são produzidas por processos químicos. (PEZZATO, 2010, p. 43)

A NBR 13816 (1997) define revestimento cerâmico como sendo o conjunto formado
pelas placas cerâmicas, pela argamassa de assentamento e pelo rejunte. Sua utilização
apresenta algumas vantagens como:
 Durabilidade;
 Facilidade de limpeza;
 Aspecto estético e visual agradável;
 Elevada impermeabilidade;
 Segurança ao fogo;
 Qualidade no acabamento final;
 Proteção dos elementos de vedação.

Ainda conforme Pezzato (2010), as placas cerâmicas utilizadas em fachadas


necessitam ter características específicas para essa finalidade, tais como: baixa expansão por
umidade, superfície com facilidade para limpeza e resistência às oscilações de temperaturas e
aos raios ultravioletas. Além dessas, pode-se citar outros atributos necessários: baixo grau de
absorção, garras no tardoz para melhor sua aderência, resistência mecânica e resistência à
abrasão superficial.
Na execução do revestimento cerâmico, as juntas de movimentação são de muita
importância, pois são projetadas de maneira a criar descontinuidades no emboço (panos de
revestimentos) com a função de permitir possíveis variações dimensionais. E assim, aliviar as

37
tensões no sistema sem que surjam fissuras que comprometam seu desempenho e a sua
integridade.

Figura 16 - Juntas de movimentação em fachada

Fonte: http://www.juntasdedilatacao.com.br

As juntas de movimentação devem ser preenchidas com material resiliente (material


com capacidade de absorver energia mecânica) e complementadas com material selante até a
face da cerâmica.
A NBR 13755 (2017) recomenda que para revestimentos externos de fachadas as
juntas horizontais de movimentação sejam espaçadas no máximo a cada 3 metros ou a cada pé
direito, na região de encunhamento da alvenaria, e, ainda, que as juntas verticais sejam
espaçadas no máximo a cada 6 metros.
A argamassa colante é uma mistura constituída basicamente de cimento, areia, água e
aditivos que formam uma massa viscosa, plástica e aderente, usada no assentamento das
placas cerâmicas. Ela pode rígida ou flexível, sendo a flexível (contém adições poliméricas) a
mais indicada para revestimentos de fachadas devido a sua maior capacidade de absorver
tensões.
Fissuras, trincas, descolamento e eflorescência são manifestações patológicas comuns
a revestimentos argamassados e cerâmicos. Entretanto, ocorrem com maior frequência nos

38
revestimentos argamassados, uma vez que esses se encontram mais desprotegidos das
agressões do meio externo quando comparados aos revestimentos cerâmicos.
Contudo, há manifestações específicas de revestimentos cerâmicos, como as que serão
tratadas a seguir.

4.1 – Descolamento das placas cerâmicas

“O descolamento é um problema causado pelo incremento da deficiência na aderência


das ligações entre camadas que constituem o sistema de revestimento” (ANTUNES, 2010,
p.52). Essa perda de aderência ocorre quando as tensões atuantes no revestimento cerâmico
ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa
colante e/ou emboço.
Segundo Pezzato (2010) o rompimento da união entre a placa cerâmica e a base de
assentamento pode ocorrer: entre peça e a argamassa de assentamento, na parte interna da
argamassa de assentamento; entre a argamassa de assentamento e a camada de suporte e na
parte interna da camada de suporte.
O descolamento inicia-se com a ruptura na interface entre camadas e com a formação
de bolsões que se propagam tornando o sistema de revestimento instável estruturalmente.
Os primeiros sinais dessa manifestação patológica é a ocorrência de um som cavo
(oco) quando as placas cerâmicas são repercutidas e a existência de áreas em que se observa o
afastamento físico entre as placas cerâmicas e os rejuntes (figura 16). Sendo sua ocorrência
mais comum nos primeiros e nos últimos andares do edifício, devido ao maior nível de
tensões observados nestes locais.

39
Figura 17 - Afastamento entre as placas cerâmicas

Fonte: http://lawtonparente.blogspot.com

As principais causas desse problema são:


 Técnica de execução inadequada que resulta na má qualidade do serviço de
assentamento: falta de controle, do tempo em aberto da argamassa colante, poucas batidas na
peça prejudicando o contato com a argamassa colante, uso de desempenadeira gasta e
preenchimento incompleto do verso das placas cerâmicas
 Erro na especificação do revestimento cerâmico;
 Erro na especificação da argamassa colante ou na sua mistura com água em
excesso;
 Mão de obra sem, ou com baixa, qualificação;
 Movimentação excessiva do edifício;
 Intempéries como variações de temperatura, vento ou chuva que interferem no
assentamento;
 Emboço com baixa resistência superficial e com material pulverulento em sua
superfície;
 Uso de rejunte rígido;
 Falta de juntas de movimentação ou posicionamento inadequado;
 Ausência de detalhes construtivos (como vergas, contravergas e juntas de canto
de parede);

40
 Grau de solicitação do revestimento.

Embora a indústria brasileira de revestimentos cerâmicos tenha avançado muito


inovando tecnologicamente os sistemas de produção e aumentado a qualidade do
produto e sua capacidade de produção, os casos de destacamento de placas em
fachadas têm crescido e se tornado um tema de frequente discursão. (PEZZATO, p.
25, 2010)

Essa patologia é considerada uma das mais sérias, devido à probabilidade considerável
de acidentes, colocando em risco a vida de pessoas, e aos custos necessários para sua
recuperação.
Figura 18 - Descolamento de revestimento cerâmico

Fonte: https://www.aecweb.com.br

A recuperação dessa patologia é bastante trabalhosa e onerosa, uma vez que o reparo
localizado nem sempre é suficiente para sanar o problema, que acaba voltando a ocorrer em
outras áreas. Assim, muitas vezes é necessária a retirada total do revestimento cerâmico,
podendo-se chegar até o emboço e refazer um novo revestimento de fachada, seja ele
cerâmico ou não.
Além disso, para que o problema não ocorra novamente é recomendada a elaboração
de um projeto de revestimento de fachada, por profissional qualificado, com a indicação
correta de todos os materiais que compõe o sistema de revestimento cerâmico e o método de
assentamento que deverá ser adotado.

41
4.2 – Gretamento

O gretamento é formado por uma série de aberturas menores que 1 mm, causando um
efeito craquelado, com aparência de teia de aranha (figura 18) que ocorrem na superfície
esmaltada das placas cerâmicas. Esse processo de surgimento de fissuras pode ocorrer tanto
durante a fabricação das peças, como também após o seu uso.

Figura 19 - Superfície de placa cerâmica com gretamento

Fonte: https://www.aecweb.com.br

Essa anomalia ocorre devido à incompatibilidade de dilatação entre a massa e o


esmalte da placa, causando, assim, a perda da integridade da superfície da peça, que pode
ficar limitado a um defeito estético ou evoluir para trincas, e, consequentemente, o
descolamento da peça.
As principais causas dessa manifestação patológica são:
 Expansão por umidade, que é o aumento das dimensões das peças cerâmicas,
de forma lenta e gradual, causado pela absorção de umidade;
 Baixa qualidade da placa cerâmica;
 Absorção excessiva de parte das deformações da estrutura;
 Retração da argamassa de fixação.
A má qualidade do material usado e dos processos envolvidos na fabricação são
fatores determinantes para o surgimento dessa anomalia. Sendo assim, é essencial o uso de
cerâmicas de qualidade.
42
Por se tratar de uma patologia irreparável, a correção dessa patologia é feita com a
troca de todo o revestimento danificado.

4.3 – Deterioração das juntas

As juntas de assentamento, também conhecidas como rejuntes, podem ser definidas


como o espaço livre entre placas cerâmicas adjacentes, preenchidas com material flexível,
chamada de argamassa de rejuntamento (figura 19).

Figura 20 - Juntas de assentamento

Fonte: https://www.quartzolit.weber

A largura das juntas varia de acordo com o tamanho das placas cerâmicas, tendo como
principais funções:
 Facilitar o assentamento das placas e seu ajuste na posição final correta;
 Permitir a absorção de deformações, de modo que não haja tensões
prejudiciais;
 Disfarçar a variação dimensional intrínseca das placas cerâmicas, permitindo o
alinhamento do revestimento;
 Permitir combinações estéticas que valorizem o acabamento final da fachada;

43
 Evitar a entrada de água e elementos potencialmente prejudiciais na parte de
trás das placas cerâmicas;
 Facilitar a remoção e troca de placas que venham a necessitar de reparos.
Assim, como as juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico
e pela capacidade de absorver deformações, a sua deterioração compromete o desempenho
dos revestimentos cerâmicos.

A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução, através de


processos de limpeza inadequados. Estes procedimentos de limpeza podem causar
deterioração de parte do material aplicado (uso de ácidos e bases concentrados), que,
somados ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas por
movimentações estruturais, podem causar fissuração (ou mesmo trincas) bem como
infiltração de água. (OLIVEIRA, 2009, p. 26)

A deterioração também ocorre devido ao envelhecimento natural do material de


preenchimento e nos casos em que a junta é preenchida apenas superficialmente, formando
uma capa frágil que pode desagregar-se após alguns meses da obra ser entregue. Isso ocorre
quando a junta é muito estreita, como no caso de porcelanatos, ou quando rejunte perde a
trabalhabilidade rapidamente devido à temperatura elevada do ambiente.
Além disso, as juntas ainda podem ser comprometidas devido à utilização de material
inadequado ao seu preenchimento, materiais rígidos, que não permitem as movimentações que
atuam sobre o revestimento de fachada.

Figura 21 - Deterioração das juntas de assentamento

Fonte:http://2.bp.blogspot.com

44
Para evitar a manifestação dessa patologia deve existir o controle da execução do
rejuntamento, do preenchimento das juntas, como também da escolha adequada de materiais
de preenchimento.
E para o seu reparo, é recomendado à execução de um novo rejuntamento nas áreas
comprometidas, com o cuidado de preencher toda a junta e não apenas superficialmente.

45
5 – CONCLUSÕES

Portanto, de acordo com a revisão bibliográfica feita, percebe-se a carência de


pesquisas e registros sobre patologias na construção civil, o que acarreta na repetição de erros
em projetos e construções, como também no retardamento de inovações técnicas que
minimizem cada vez mais as anomalias nas edificações. Logo, o conhecimento sobre os
problemas que as edificações podem vir a apresentar relacionando-os com suas causas
reduziria a probabilidade desses eventos ocorrerem.
Constatou-se também que uma parte significativa das causas das patologias é
decorrente de falta de cuidados nos projetos, na construção ou na utilização das edificações.
Dessa forma, conclui-se que para minimizar a incidência de patologias construtivas em
revestimentos de fachadas é imprescindível um projeto de revestimento com todas as
especificações necessárias, no qual contemple a qualidade do processo dos materiais e da
execução, como também do uso e da manutenção ao longo da vida útil do edifício.
Além disso, também é evidente a necessidade da preparação técnica de engenheiros,
arquitetos e demais profissionais envolvidos no processo de construção para que, além de
trabalharem na prevenção das patologias, eles possam realizar o correto diagnóstico e o
tratamento mais adequado para cada situação.

46
REFERÊNCIAS

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paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante –
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13816: Placas cerâmicas


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