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TESTE DE AVALIAÇÃO | 1.º PERÍODO | PORTUGUÊS – 6.

º ANO

Grupo I - Oralidade

1. Antes de iniciares a audição da rubrica RTP Ensina sobre Mauro Martins, lê o questionário.
Agora, ouve atentamente a rubrica (https://ensina.rtp.pt/artigo/eufonio-o-sopro-bonito/) e
responde às questões.
2. Tendo em conta a audição, seleciona a opção correta, de forma a obteres afirmações
verdadeiras.

2.1. A expressão “já correu boa parte do mundo”, no contexto em que ocorre, significa que
(A) Mauro Martins é um atleta de alta competição.
(B) Mauro Martins já tocou eufónio em vários países.
(C) Mauro Martins já viajou pelo mundo todo.

2.2. O músico diz-nos que o amor pela sua terra é renovado quando
(A) regressa de qualquer viagem, especialmente quando vem de uma cidade grande.
(B) regressa de uma cidade grande.
(C) regressa de qualquer viagem, especialmente quando vem de umas férias prolongadas.

2.3. Mauro Martins afirma que a sua paixão pela música se deveu
(A) ao facto de o avô o ter obrigado a ouvir saxofone todos os dias.
(B) ao facto de ter assistido a um espetáculo de uma banda filarmónica onde o avô
tocava.
(C) ao facto de ter assistido a um espetáculo de música com o avô.

2.4. Eufónio é um instrumento “primo da tuba e do trombone”. A expressão sublinhada diz-nos


que
(A) existe uma ligeira relação entre os três instrumentos.
(B) não existe qualquer relação entre os três instrumentos.
(C) existe uma relação próxima entre os três instrumentos.
3. Seleciona as três opções corretas.
(A) O músico revela que se apaixonou pelo eufónio devido ao seu som harmonioso.
(B) Nesta reportagem, percebe-se que este é um instrumento muito barato.
(C) Mauro Martins lançou o primeiro CD de eufónio a solo.
(D) Este álbum contempla diferentes elementos, daí ser eclético.
(E) Mauro Martins teve de estudar música numa escola bastante distante de casa.

Grupo II – Leitura e Educação literária

A
5Lê, com atenção, o texto.
Mário Laginha
por Paulo Costa Dias

10Edição impressa | Mário Laginha cativa imediatamente pelo sorriso e, posteriormente, por
muito mais. Tudo nele parece natural, franco e amável. Da relação com o piano e com a
música, à forma como prepara uma refeição, a simplicidade e generosidade dos seus gestos
refletem uma personalidade inspirada que gosta de partilhar, sem medo; que é talentosa, sem
sobranceria; e que é alegre, com responsabilidade.
15
Foste considerado um menino-prodígio do piano, mas não foste um menino-prodígio à
força pois não?
Não. Bem, não nos costumamos autoclassificar dessa forma. Eu, realmente, tinha muito jeito
e gostava muito de tocar piano. Acho que há mais gente do que nós imaginamos a poder ser
20assim considerada. O talento não é uma coisa tão rara como as pessoas pensam, mas, juntar
o talento com a vontade de trabalhar esse talento, isso, sim, é uma coisa mais rara. Eu
adorava tocar piano, por isso não ia estudar contrariado – aliás, a minha mãe tinha de me ir
tirar do piano para ir jantar. Aos 10 anos, já tocava muito bem, porque, basicamente, tinha
um prazer enorme em tocar.
25
E depois tiveste o grande ato de revolta da tua adolescência, que foi querer tocar
guitarra e deixar o piano. Porquê? Porque era pop?
Não, porque é o instrumento por excelência da adolescência. Havia o fascínio dos grupos
de rock, onde a figura do guitarrista é simbólica, e é o instrumento que se toca à volta da
30fogueira – embora eu, aos 11 anos, ainda não pudesse fazê-lo (risos). Não tive professor
nenhum, fui um autodidata, ao contrário do que aconteceu no caso do piano.
5

(...)
Mas cultivaste o rock sinfónico. O que sentes quando ouves essas bandas hoje?
Os heróis da época da minha adolescência eram os Genesis, os Emerson, Lake & Palmer, os
35Gentle Giant, os Jethro Tull, os Yes, os Black Sabbath, os Deep Purple. Não os ouço por
sistema, mas, quando se proporciona, tenho aquela nostalgia típica, sinto-me transportado
para uma época que é sempre especial na nossa vida: a adolescência. Algumas coisas eram
chatas, mas havia grandes temas, grandes músicos, e acho que foi uma época que teve a sua
importância na história do rock.
40(...)
Uma referência da época para ti, e não só, foi o Luiz Villas-Boas e o Cascais Jazz. O
que ficou desse tempo?
O Villas-Boas foi das pessoas mais importantes para que existisse jazz numa época em que
havia um enorme obscurantismo cultural. O Villas-Boas transmitiu o seu amor ao jazz a uma
45população que não sabia nada de jazz, e fez isso contra tudo e contra todos, nadando contra
uma corrente muito forte, de frente, com grande sacrifício, usando o seu dinheiro sem
nenhum proveito próprio, coisa que eu acho sempre muito importante. Ele é o alicerce de
uma casa que agora tem muitos quartos, tem telhado e tudo.
(...)
50Esta tua postura, para um músico, envolve riscos. Se passas a vida a correr esses riscos,
pergunto-te se o risco é a tua profissão.
(Risos) Por esse lado, sim. Uma das coisas que fui aprendendo com o tempo é que se nos
dedicarmos muito a sério a uma coisa e se essa coisa acabar por ter uma identidade forte – é
uma das coisas em que eu não sou modesto, o que eu tenho feito tem uma cara – há sempre
55gente que acha incrível e há sempre gente que não gosta nada. Há de haver alguém que não
gosta nada daquilo que eu faço, mas acho isso natural. Se não incomodamos ninguém, então
é porque não fazemos nada que tenha realmente interesse. Ainda agora fiz um projeto com
guitarra portuguesa, entre o jazz e o fado – de que tem pouco, mas que é o que as pessoas
esperam da guitarra portuguesa. Gostei de o fazer, mas não tenho dúvida nenhuma de que
60haverá gente que vai achar aquilo meio esquisito. (risos)

(http://espiraldotempo.com/2015/08/19/mario-laginha-em-entrevista-exclusiva/ - consultado a 07/11/2020


Texto com supressões)
TESTE DE AVALIAÇÃO | 1.º PERÍODO | PORTUGUÊS – 6.º ANO
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Responde, de forma completa, às questões que se seguem:

1. Seleciona, de 1.1. a 1.4., a única opção correta de acordo com o sentido do texto.

1.1. O texto transcrito é

(A) uma notícia.


70 (B) uma entrevista.
(C) um texto de enciclopédia.

1.2. A afirmação “O talento não é uma coisa tão rara como as pessoas pensam, mas, juntar o
talento com a vontade de trabalhar esse talento, isso, sim, é uma coisa mais rara.” (ll. 11 e
12) revela que

75 (A) o músico considera que muitas pessoas têm talento, mas não o aproveitam.
(B) o músico se sente superior aos outros, pois conseguiu juntar talento e vontade.
(C) o músico se sente particularmente feliz por ser diferente dos outros.

1.3. O motivo pelo qual o músico declara “fui um autodidata” (l. 22) prende-se com

(A) o facto de este ser muito teimoso.


80 (B) o facto de este não querer desapontar os seus amigos.
(C) o facto de este ser muito curioso.

1.4. Na expressão “Não os ouço por sistema” (ll.26 e 27), o pronome pessoal destacado
refere-se

(A) aos seus amigos.


85 (B) aos seus músicos preferidos.
(C) aos seus parceiros musicais.

2. Justifica, de forma completa, a opção escolhida na questão 1.1., mencionando a estrutura


dessa tipologia textual.

90__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________
10
__________________________________________________________________________
95______
3. Apresenta três características que definem Mário Laginha enquanto músico, justificando
com expressões textuais.
100__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________

1054. Explica o sentido da frase “Ele é o alicerce de uma casa que agora tem muitos quartos,
tem telhado e tudo.”, (ll. 38 e 39), considerando o contexto em que ocorre.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
110__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
______________________________

B
115Lê, com atenção, o texto.
O Flautista de Hamelin

Os ratos desde sempre lá tinham estado e sempre lá haviam de estar. Enchiam as


caves, os esgotos e os subterrâneos. Mas, como tinham o bom gosto de se manterem
120escondidos, não se dava pela sua presença. E que diriam vocês se, de repente, os ratos –
ratos grandes, ratos de esgoto e ratos do campo, ratos cinzentos e ratos de água, em suma,
todos os ratos possíveis e imaginários – se fartassem de estar escondidos e viessem,
esfomeados, ao ataque? Foi o que aconteceu em Hamelin. Os ratos encheram-se de ousadia,
saíram dos seus escuros esconderijos e invadiram tudo. Assaltavam os cães e matavam os
125gatos, entravam nos berços e mordiam as crianças, comiam o queijo dos caldeirões onde
estava o coalho, lambiam a sopa nas conchas das cozinhas, abriam os barris dos arenques
salgados e faziam ninhos nos chapéus. A cidade fora invadida por um estranho ruído que
cobria qualquer outro som. As paredes das casas vibravam desde os alicerces e em toda a
sua área tremiam. Era uma mistura de apitos agudos, de guinchos, de chamamentos. Um
130roçar, um espernear, um ranger contínuo que fazia dores de cabeça.
Ao fim de uma semana as pessoas já não podiam mais. Os valentes habitantes de
Hamelin, impacientes, começaram a dizer:
- Eh! Bonito serviço! Temos um presidente da Câmara preguiçoso, uma assembleia
que dá vontade de rir. E pensar que viajavam com fatos forrados de arminho, que comem e
135bebem à nossa conta. Agora basta!
E dirigiram-se em conjunto ao palácio do município. Sim, aquele mesmo, o do
relógio. Era dia de sessão. Na sala do Conselho não faltava ninguém: nem o presidente da
Câmara – um tipo
pequeno, mas gordíssimo, com a pele de tal forma esticada que parecia poder rebentar de um
140momento para o outro, e com uns grandes olhos de carneiro mal morto, sobre os quais as
pálpebras caíam como os estores de uma loja à hora de fechar – nem os membros da
assembleia. Estes últimos tinham o mesmo aspeto bem alimentado do presidente, o mesmo
ar meio adormecido de quem engana, de quem vê as moscas a voar, de quem coça as
barrigas das pernas, de quem faz desenhos na ata da assembleia. Em suma, um triste
145espetáculo.
- Um ruído... barulho na praça... – disse o presidente. Levantou-se pesadamente do
seu cadeirão e abriu uma das janelas da sala. Melhor seria que o não tivesse feito. Mal
assomou à janela, vieram da multidão, não apenas assobios, vaias, ofensas e pragas, como
também uma intensa chuvada de frutos, de ovos estragados, de hortaliças. Um verdadeiro
150dilúvio!
- Basta, velhos gordalhaços! – ouvia-se gritar. – Têm de encontrar uma solução.
Pensam que os elegemos para mandriarem de manhã à noite? Aterrado com aquela espécie
de revolução, o presidente fechou a porta o mais rápido que lhe foi possível, mas não o
suficiente para evitar que um chorrilho de maçãs podres se fosse esborrachar nos bancos dos
155conselheiros.
- Ai de mim, senhores! – exclamou, então, o gordo homenzinho. – Era capaz de
vender este uniforme por dez tostões, acreditem! Ah! Se eu pudesse estar a milhas daqui!
“Digam, façam...” É fácil ordenar a uma pessoa que puxe pela cabeça... E depois... E agora,
senhores?
160 Naquele preciso instante ouviu-se um estranho rumor, proveniente da porta da
entrada. Parecia um esfregar contínuo e abafado.
- Quem é? Serão os ratos?
A porta entreabriu-se e, na sala do Conselho, entrou a personagem mais extraordinária
que já se viu em Hamelin desde o ano da sua fundação. Vestia um manto longuíssimo,
165dividido em dois, metade amarelo e metade encarnado. A sua estatura era alta, magra e seca.
Tinha os olhos azuis e penetrantes como alfinetes, a cabeleira longa e fina, encarnado-
escura. No seu rosto, sem barba nem bigode, exibia um estranho sorriso.
- Por Deus! – exclamou um conselheiro. – Mas quem é este?
- A mim – acrescentou um outro – lembra-me a figura que fará o meu bisavô João
170Joaquim quando, no dia do juízo, ressuscitar do seu túmulo frio.
O homem dirigiu-se lentamente para as cadeiras do Conselho e disse:
15

- Que vossas Excelências se dignem escutar-me. O acaso quis que eu fosse dotado de
um poder mágico. Por esse meio posso atrair todas as criaturas que existem na terra. E
quando digo “todas”, são mesmo todas: todos os seres que rastejam, que voam, que nadam e
175que correm, das toupeiras aos sapos, dos leitões às víboras. As pessoas chamam-me “o
Flautista Mágico”...

Robert Browning, Os mais belos contos do mundo, Civilização, 1994


(Texto adaptado e com supressões)
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas, na tua folha
de prova.
180
1. Classifica o narrador quanto à presença, justificando a tua resposta.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
185
2. Transcreve do texto a expressão que te permite localizar a ação no espaço.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

190 3. Procede à caracterização física e psicológica do Presidente da Câmara, fundamentando a tua


resposta com exemplos do texto.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
195 __________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4. Identifica o recurso expressivo presente na expressão “Tinha os olhos azuis e penetrantes


como alfinetes (...)”, (ll. 42 e 43), comentando o seu valor expressivo.
200 __________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
205
20

Grupo III – Gramática

1. Identifica a função sintática das expressões sublinhadas, associando-lhe a letra correspondente.

210
1. Este músico é Mário Laginha. A. Complemento direto
2. O músico compôs muitas músicas. B. Complemento indireto
3. O jornalista fez-lhe várias perguntas. C. Sujeito simples
4. Caros leitores, apresento-vos Mário Laginha. D. Sujeito composto
5. Os leitores adoraram ler este texto. E. Vocativo
F. Predicado

Chave: 1________ 2_______ 3_________ 4________ 5_______

2. Reescreve as frases que se seguem, substituindo as expressões sublinhadas por pronomes pessoais.
215 Faz as alterações necessárias.

a) Os leitores desta revista ouvem muitas músicas.


__________________________________________________________________________

220 b) Mário Laginha não faz magia sem trabalho.


__________________________________________________________________________

c) O músico dá vida às músicas.


__________________________________________________________________________
225
3. Preenche os espaços com o tempo e modo verbal indicados entre parênteses.

a) Este músico já ___________________ (ganhar - pretérito perfeito do indicativo) vários


prémios, pois a sua arte _________________________ (ser- presente do indicativo)
230 excelente.

b) O público ________________________________________ (reconhecer - pretérito mais-


que-perfeito composto do indicativo) o mérito do músico há muitos anos.

235 c) Os músicos _____________________________ (ver - pretérito imperfeito do indicativo)


na paisagem uma forma de inspiração.

d) Se ouvires música, __________________________ (conseguir - futuro do indicativo) uma


vida mais feliz e tranquila.
4. Preenche a tabela, indicando a classe de palavras a que pertence cada um dos vocábulos
240
destacados na passagem que se segue:
“Uma das coisas que fui aprendendo com o tempo é que se nos dedicarmos muito a sério a uma
coisa e se essa coisa acabar por ter uma identidade forte – é uma das coisas em que eu não sou
245 modesto, o que eu tenho feito tem uma cara – há sempre gente que acha incrível e há sempre
gente que não gosta nada. Há de haver alguém que não gosta nada daquilo que eu faço, mas acho
isso natural. Se não incomodamos ninguém, então é porque não fazemos nada que tenha realmente
interesse. Ainda agora fiz um projeto com guitarra portuguesa, entre o jazz e o fado – de que tem
pouco, mas que é o que as pessoas esperam da guitarra portuguesa. Gostei de o fazer, mas não
250 tenho dúvida nenhuma de que haverá gente que vai achar aquilo meio esquisito.”

vocábulo classe vocábulo classe


coisas não
dedicarmos agora
essa com
eu o
modesto esquisito

Grupo IV

255 “A música é tão importante na vida humana que existem pessoas que não conseguem viver sem
ela, desde a hora de acordar até à hora de ir dormir. Ao acordar para se sentirem com mais energia e
ao deitar para relaxarem e descansarem. Ou seja, a música torna-se num hábito diário.”

Tony Aiex
260
Escreve um texto de opinião onde esclareças e comentes a afirmação anterior, utilizando, pelo
menos, dois argumentos a favor da música.
______________________________________________

__________________________________________________________________________________

265__________________________________________________________________________________

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25
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270__________________________________________________________________________________

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275__________________________________________________________________________________

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280__________________________________________________________________________________

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285__________________________________________________________________________________

Número de palavras: __________