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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CEAD-MODALIDADE ONLINE
CURSO TECNOLOGIAS EM GESTÃO FINANCEIRA

PROJETO INTERDISCIPLINAR APLICADO A TECNOLOGIA EM GESTÃO


FINANCEIRA – (PROINTER IV- PARCIAL)

PROPOSTA: ADMINISTRAÇÃO E ANÁLISE FINANCEIRA DE UMA


ORGANIZAÇÃO E SUAS ANÁLISES.

TAINARA DOS SANTOS DE COSTA RA: 2800842546

JORCELI DE BARROS CHAPARRO


TUCURUÍ - PA
2016
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...................................................................................................03

A IMPORTÂNCIA DE UM PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA UMA


ORGANIZAÇÃO................................................................................................04

ESTUDO DE RETORNO FINANCEIRO POR MEIO DO VALOR PRESENTE


LÍQUIDO (VPL) REFERENTE A DETERMINADO INVESTIMENTO................05

ANÁLISE E CÁLCULO DO PAYBACK .............................................................06

ANÁLISE DA GESTÃO DO CAPITAL DE GIRO...............................................07

CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................08
INTRODUÇÃO

BREVE HISTÓRICO
Para entender como funciona a análise financeira hoje em dia, é importante conhecer
sua evolução através dos tempos, para que então se possa demonstrar o quanto ela é
importante para os mais diversos usuários. Segundo MARION (2002) a história da
evolução
da análise das demonstrações contábeis iniciou por volta de ± 4000 a.c., sendo tão
antiga
quanto a própria contabilidade, onde em sua forma primitiva, encontra-se os primeiros
inventários de rebanhos (principal atividade econômica do pastoreiro) e a
preocupação com
sua variação de riqueza ( variação de rebanho).
Ja o termo análise de balanço surgiu no final do século XIX, onde os
banqueiros solicitavam as demonstrações As empresas que desejavam contrair
empréstimos. E
por existir de inicio somente o balanço é que surgiu a expressão análise de balanços.
Com o tempo, começaram a exigir outras demonstrações para análise e concessão
de
crédito, como a demonstrações do resultado do exercício. A análise de balanços
surgiu e
desenvolveu-se dentro do sistema bancário sendo praticamente obrigatória nos Estados.
De acordo com MATARAZZO (1998:23):
Em 1915, determinava o Federal Reserve Board (Banco Centrdosdos) que só poderiam ser
redescontados os títulos negociados por empresas que
tivessem apresentado seu balanço ao banco, medida que consagrou definitivamente
o uso de demonstrações financeiras com base para concessão de crédito.
Como não havia uniformidade quanto à apresentação das demonstrações, o Banco
Central dos Estados Unidos, em 1918, lança um livreto que incluía formulários
padronizados para Balanço e Demonstrações de Lucros e Perdas, bem como um
esboço de procedimentos de auditoria e princípios de preparação de demonstrações
financeiras.
Análise das demonstrações contábeis, segundo IUDICIBUS (1998:20) 6: "a arte de
saber extrair relações fiteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos
relatórios
contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso".

Para ASSAF NETO ( 2001:48 ) o objetivo da Análise de Balanços é:


A análise de balanços visa relatar, com base nas informações contábeis fornecidas
pelas empresas, a posição econômico-financeira atual, as causas que determinam a
evolução apresentada e as tendencies futuras. Em outras palavras, pela análise de
balanços extraem-se informações sobre a posição presente e futura (projetada) de
uma empresa.
Na busca pela transformação de dados em informação de modo que este possa ser útil
ao tomador de decisões, é preciso que o analista utilize-se de uma metodologia, on

A IMPORTÂNCIA DE UM PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA UMA


ORGANIZAÇÃO


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Um bom planejamento financeiro é a principal arma estratégica para que os


empreendedores sejam capazes de determinar suas metas financeiras de curto e longo
prazo, a partir da análise da situação financeira da empresa e orientando a tomada de
decisões sobre o negócio. Neste sentido, um planejamento financeiro consiste em uma
ferramenta administrativa que o gestor utiliza para reconhecer o cenário atual do
empreendimento, estuda os caminhos possíveis que se poderia tomar e viabiliza a rota
para essas metas serem alcançadas, com a prospecção dos recursos disponíveis.

Mas quais são os fundamentos e atributos que um planejamento financeiro preciso e


adequad

o a sua empresa deve conter? Leia mais neste post e descubra como beneficiar seu
empreendimento e sua renda.

Por que você deve fazer o planejamento financeiro?


Quando o gestor tem à sua frente um planejamento financeiro, poderá organizar as
diretrizes para fazê-la crescer de forma sustentável, desviando do perigo de dificuldades
financeiras e de falir. Será possível administrar as receitas de modo mais eficaz,
entendendo de quanto recurso será necessário para o pagamento de impostos e outras
despesas mensais, e ainda verificar os gastos e despesas que podem ser cortados ou
diminuídos.

O aumento no fluxo de caixa admite uma melhor análise sobre quais os investimentos
podem aperfeiçoar seu bem-estar financeiro global. O gestor vai entender melhor seus
resultados, trazer objetivos financeiros mensuráveis, controlar suas entradas e saídas de
recursos e abordar seu orçamento de maneira muito mais dinâmica e eficaz. Ou seja, ter
um planejamento financeiro é um expediente de alta relevância não só para a
manutenção do negócio, mas para seu desenvolvimento.

O planejamento financeiro reúne um conjunto de ações e controles, desde acompanhar


contas até preparar orçamentos, tudo em prol do monitoramento e melhor desempenho
das finanças da empresa. Portanto, a ordem de instrumentos pode variar de negócio para
negócio, mas em geral, engloba pelo menos a gestão do fluxo de caixa e a idealização
orçamentária da empresa. São esses fatores, principalmente, que vão permitir que sejam
desenhados roteiros de metas e objetivos a serem conquistadas, além de compreender
quais ações devem ser tomadas para a execução desses propósitos.
Estudo de retorno financeiro por meio do Valor Presente Líquido (VPL)
referente a determinado investimento

Como calcular a viabilidade de um projeto utilizando técnicas de


análise de investimento: Payback Simples, VPL e TIR

Executamos projetos por diversos motivos: pessoais e organizacionais.

Do ponto de vista pessoal, executamos projetos para, por exemplo, abrir um novo negócio
(empresa); expandir ou melhorar um negócio já existente; fazer aquele curso ou viagem
sonhada há tempos; entre outros projetos.

Do ponto de vista organizacional, para: lançar um novo produto ou serviço; abrir uma nova
filial ou ramo de negócio; criar ou reestruturar uma área ou unidade organizacional etc.

O fato é que todo projeto, sendo ele pessoal ou organizacional, terá um custo (orçamento do
projeto) que deverá ser desembolsado ao longo da duração do projeto. Até aqui tudo bem.

O “problema” é que todo projeto, por definição, é único. E justamente por ser único detém
outra característica que torna a decisão de desembolsar aquele orçamento ao longo da
duração do projeto difícil: todo projeto tem riscos associados.

Para ajudar o investidor na sua decisão – se vale a pena (se é viável) investir em um projeto
determinado montante (orçamento do projeto) – existem as técnicas de análise de
investimento.

Nesse artigo serão mostradas 3 técnicas de análise de investimento: Payback Simples, Valor
Presente Líquido (VPL) e Taxa Interna de Retorno (TIR).

Classificação do artigo

Área foco: General Business Skills (GBS) [Habilidades e conhecimentos gerais em gestão]

Nível de conhecimento: General [Básico]

1. Viabilidade técnica, estratégica e econômica-financeira

Ninguém ou nenhuma organização deseja investir tempo e esforço (inclui-se aí os recursos


humanos e máquinas e equipamentos) com projetos que não apresentem viabilidade.

Por esse motivo, os projetos passam por um estudo ou análise de viabilidade, que pode ser
técnica, estratégica e econômica-financeira.
1.1. Viabilidade técnica

Na viabilidade técnica observa-se se o projeto atende aos requisitos técnicos, tais como:

• existência de conhecimento e tecnologia necessários para a realização do projeto.

• adequação às leis e normas, tanto do estado e país onde o projeto será realizado, como às
normas internas da própria organização.

1.2. Viabilidade estratégica

Na viabilidade estratégica observa-se se o projeto atende aos requisitos estratégicos, tais


como:

• adequação ou contribuição aos objetivos estratégicos traçados no planejamento estratégico


da organização, se o projeto for corporativo;

• adequação ou contribuição aos objetivos estratégicos da área ou unidade de negócio, se o


projeto for tático ou operacional;

• adequação ou contribuição aos objetivos pessoais de médio e longo prazo, quando o projeto
é pessoal.

1.3. Viabilidade econômica-financeira

Na viabilidade econômica-financeira observa-se se o projeto atende aos requisitos econômico


e financeiros, tais como:

• existência de fontes de financiamento disponíveis e acessíveis no mercado, para assegurar os


recursos financeiros necessários para a realização do projeto.

• disponibilidade de recursos financeiros suficientes para realizar o projeto e manter o


produto/serviço do projeto operando.

• o fluxo de desembolso do projeto é factível.

• o retorno esperado com o produto/serviço do projeto é adequado ao investimento realizado


no projeto.

O foco deste artigo é na viabilidade econômica-financeira dos projetos.

2. Em que momento é calculado a viabilidade do projeto


A necessidade de cálculo da viabilidade de um projeto surge basicamente em três momentos:

a. após a elaboração do Termo de Abertura do Projeto, mas ainda na fase de iniciação do


projeto.

O resultado do cálculo da viabilidade servirá como um dos insumos para a


aprovação/autorização para o início da fase de planejamento do projeto. Neste caso, os dados
para o cálculo de viabilidade do projeto serão em sua maioria estimados, pois os recursos,
escopo, riscos e demais variáveis de um projeto são definidos e confirmados somente na fase
de planejamento. Temos assim, somente uma viabilidade estimada do projeto.

b. ao final da fase de planejamento do projeto.

Como dito anteriormente, na fase de planejamento os recursos, escopo, riscos e demais


variáveis de um projeto são definidos e confirmados. Assim, os dados para o cálculo de
viabilidade do projeto são determinados e específicos, sendo possível obter uma viabilidade
definitiva, ou mais concreta do projeto.

O resultado do cálculo da viabilidade servirá como um dos insumos para a


aprovação/autorização para o início da execução do projeto.

c. na análise de uma solicitação de mudança no projeto, durante a fase de execução.

Durante a execução de um projeto, pode surgir a necessidade de realizar uma mudança. E toda
mudança, antes de ser autorizada, deve ser analisada. Nessa análise, os impactos da
implementação da mudança são identificados e, normalmente, cenários são elaborados. Para
subsidiar a escolha/decisão por um desses cenários, a viabilidade de cada cenário é calculada.

É importante frisar que o resultado do cálculo da viabilidade em qualquer um desses


momentos pode ser: inviável. Neste caso, o projeto pode ser cancelado antes do início (nos
casos “a” e “b” acima) ou finalizado com insucesso (no caso “c” acima). No artigo Entendendo
o básico dos projetos há uma tabela que exemplifica situações em que o fim do projeto é
alcançado.

Em qualquer um dos casos o Gerente do Projeto, Patrocinador e demais partes interessadas


querem confirmar se vale a pena (se é viável) iniciar ou continuar o investimento necessário
para a realização do projeto.

3. O fluxo de caixa de um projeto

A saída e entrada de recursos financeiros (dinheiro) no projeto é chamada de fluxo de caixa.

Durante o projeto o fluxo de caixa é negativo. Isto é, há somente saída de recursos financeiros.
Ao fim do projeto, quando o produto ou serviço está pronto e é comercializado, em tese, o
fluxo de caixa é positivo. Há entrada de dinheiro.

Resumindo, durante o projeto, melhor dizendo: durante o ciclo de vida do projeto, há


despesa/investimento; e durante o ciclo de vida do produto/serviço há receita ou recuperação
do investimento feito no projeto.

No artigo Entendendo o básico dos projetos há uma explicação mais detalhada da relação do
ciclo de vida do projeto com o ciclo de vida do produto ou serviço.

4. Payback simples

Payback, ou prazo de recuperação do investimento, é uma das técnicas de análise de


investimento mais utilizadas. Esta técnica calcula o período (prazo) que o investidor irá precisar
para recuperar o capital investido. Nesse sentido, o payback permeia desde o ciclo de vida do
projeto até o ciclo de vida do produto. Talvez por este motivo seja dita como uma metodologia
apropriada para projetos com risco elevado.

Sob o ponto de vista do payback, o projeto é considerado viável quando o prazo encontrado
como resultado do cálculo for menor que o prazo desejado para a recuperação do
investimento.

Exemplo:

- Orçamento do projeto: 10.000,00

- Prazo do projeto: 1 ano

- Receita anual obtida com a comercialização do produto/serviço no final do projeto: 3.000,00

- Prazo desejado para recuperação do investimento: 5 anos

Payback = Valor do investimento ÷ Valor da receita esperada

Assim,

Payback = 10.000 ÷ 3.000 = 3,3 anos

Conclusão:

Como o prazo desejado para recuperação do investimento era de 5 anos e o cálculo do


Payback resultou em um prazo de 3,3 anos, o projeto é considerado viável.
O Payback também é utilizado para a escolha entre dois projetos.

Exemplo:

- Orçamento do projeto A: 10.000,00

- Prazo do projeto A: 1 ano

- Receita anual obtida com a comercialização do produto/serviço no final do projeto A:


3.000,00

- Orçamento do projeto B: 7.000,00

- Prazo do projeto B: 1 ano

- Receita anual obtida com a comercialização do produto/serviço no final do projeto B:


2.000,00

Payback projeto A = Valor do investimento ÷ Valor da receita esperada

10.000 ÷ 3.000 = 3,3 anos

Payback projeto B = Valor do investimento ÷ Valor da receita esperada

7.000 ÷ 2.000 = 3,5 anos

Conclusão:

Como o Payback do projeto A foi 3,3 anos e do projeto B foi 3,5 anos, o projeto A é
considerado mais viável que o B.

É importante ressaltar que alguns projetos na área de construção civil, marketing e TI, por
exemplo, geram entregas (que são produtos e/ou serviços) ao longo do projeto e que já
podem e muitas vezes são comercializados antes mesmo da data final do projeto como um
todo. Neste caso, o período de payback, obviamente, será menor do que de um
projeto que comercialize o produto/serviço somente no final do projeto como um todo.

Os pontos negativos do Payback simples são:

i. não considerar o custo do dinheiro ao longo do tempo, isto é, não considerar os juros.

ii. o enfoque ser somente na variável tempo.

iii. não considerar a receita após o período de recuperação do investimento.


5. VPL – Valor Presente Líquido

O VPL, em inglês chamado de NPV – Net Present Value, é considerado uma técnica sofisticada
de análise de investimento.

O VPL é obtido descontando o fluxo de caixa a uma taxa especificada, trazendo, dessa forma,
todos os valores para a situação inicial – a um valor presente líquido.

Essa taxa especificada normalmente corresponde a uma de retorno mínimo que deve ser
obtido por um projeto.

Sob o ponto de vista do VPL, o projeto é considerado viável quando o resultado do cálculo for
maior do que zero, pois isso quer dizer que o projeto dará um retorno maior do que a taxa
especificada.

Exemplo:

- Orçamento do projeto: 10.000,00

- Receita com a comercialização do produto/serviço no 1º ano: 2.000,00

- Receita com a comercialização do produto/serviço no 2º ano: 2.500,00

- Receita com a comercialização do produto/serviço no 3º ano: 3.000,00

- Receita com a comercialização do produto/serviço no 4º ano: 3.500,00

- Taxa de desconto (i): 2%


VPL = - 10.000 + 1.960,78 + 2.402,92 + 2.826,97 + 3.233,46

VPL = - 10.000 + 10.424,13

VPL = + 424,13

Conclusão:

Como o VPL foi maior do que zero, então o projeto é considerado viável.