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TESTE DE AVALIAÇÃO SUMATIVA – Turma A1

LEIA ATENTAMENTE, ANTES DE RESPONDER, O ENUNCIADO DE CADA


QUESTÃO
 
GRUPO I  
Este grupo é constituído por 10 questões de escolha múltipla. 
COTAÇÃO: 10 x 8 pontos = 80 pontos
Selecione a alternativa CORRETA:
1.Qual das seguintes questões é tarefa da filosofia da religião?

a. Qual é a religião com maior número de crentes?


b. São boas as razões apresentadas pelos teístas para provar que Deus
existe?
c. Quem esteve na génese do Cristianismo?
d. Qual é a mais antiga das religiões?
 
2. O agnosticismo:

a. afirma a existência de Deus.


b. suspende o juízo acerca da existência de Deus.
c. afirma que o nosso conhecimento tem limites e por isso afirma a
existência de Deus.
d. afirma que o nosso conhecimento não tem limites e por isso nega a
existência de Deus.
 
3.O ateísmo é uma conceção segundo a qual:

a. Deus é omnipotente mas não infinitamente bom.


b. Deus é sumamente bom, criador, omnisciente, omnipotente e intervém
na história da humanidade.
c. Deus faz parte da natureza.
d. Deus não existe.
 
4. Segundo os teístas, Deus é o criador de tudo o que existe. Esta
afirmação implica que:

a. Deus criou-se a si próprio.


b. Deus criou este universo mas poderia ter criado outro qualquer.
c. Deus sabe de tudo o que acontece.
d. Deus é sumamente bom.
 
5. A hipótese de que Deus não poderia ignorar o que acontece é
problemática porque põe em causa:

a. a eternidade e a bondade de Deus.


b. a transcendência e a omnipotência divinas.
c. a omnipotência e omnisciência divinas.
d. a omnisciência a bondade divina.
 
6. A hipótese de que Deus é criador de tudo o que existe no universo,
incluindo o mal, é problemática porque põe em causa:

a. a bondade divina.
b. a eternidade de Deus.
c. a omnipotência divina.
d. a omnisciência divina.
 
7. Considere as seguintes proposições:
                  1. O argumento cosmológico assenta na ideia que Deus é o motor
de tudo quanto existe.
                  2. O argumento do desígnio é a posteriori.
                  3. O argumento ontológico é um argumento por analogia.
 

a. 1 é verdadeira; 2 e 3 são falsas.


b. 1 e 2 são verdadeiras; 3 é falsa.
c. 1 é falsa; 2 e 3 são verdadeiras.
d. 1 e 3 são falsas; 2 é verdadeira.
 
8.S. Tomás de Aquino designa Deus como a “causa primeira” porque é:

a. o primeiro ser que resulta da causa primeira.


b. o ser maior do que o qual nada pode ser pensado.
c. um ser que não depende de nada e que é causa de outros seres.
d. o efeito da causa primeira.
 
9. A prova da existência de Deus baseada na ideia que no ser perfeito
está implícita a existência é também designada de:

a. argumento cosmológico.
b. argumento teleológico.
c. argumento ontológico.
d. argumento do mal.
 
10.  Pascal defendeu que:

a. a crença em Deus é irracional.


b. a crença em Deus baseia-se unicamente na autoridade da Bíblia.
c. mesmo que a existência de Deus seja improvável, é mais racional
acreditar em Deus do que o inverso.
d. mesmo que a existência de Deus seja provável, é menos racional
acreditar em Deus do que o inverso.
 
 
 
GRUPO II
Este grupo é constituído por 4 questões, com alíneas, de resposta objetiva,
curta e média.
COTAÇÃO
1.1. 30 pontos 2.2. 30 pontos
2.1. 30 pontos 3. 30 pontos
1. Considere o seguinte texto:
“Por estranho que parece, também o ateu assenta a sua negação na existência
de Deus ou da vida depois da morte num ato de fé. (…) O crente e o ateu
encontram-se (…) no mesmo plano: o crente não pode demonstrar a existência
de Deus nem a vida eterna, (…) o ateu não pode demonstrar que Deus não
existe ou que a morte é o termo definitivo da existência da pessoa. No que se
refere a Deus ou à vida depois da morte, as posições do crente assentam na
crença, com base na confiança ou desconfiança. Evidentemente, sendo
humanos e, portanto seres racionais (…) todos têm de apresentar razões para
a sua fé, pois esta, se quiser ser verdadeiramente humana, não pode ser
cega.”
Borges, Deus e o Sentido da Existência

1.1. Concorda com a frase sublinhada? Justifique.


Eu não concordo com esta frase. A fé é a firme convicção de que algo
existe, é acreditar firmamente em algo, normalmente Deus, sem que seja
necessário provas da existência da nossa crença, bastando a adesão
emocional de cada um a essa crença. A razão é o que dá inteligibilidade ao
real, a tudo aquilo que conseguimos ver e é através desta que provamos a
existencia de algo. A fé não depende da razão, sendo estas conceitos
diferentes, logo, não necessitamos de provas para acreditarmos em Deus,
não precisamos de ter razoes para a nossa fé.
 
2. «Hoje sabemos – ou pelo menos julgamos saber – que o universo começou
com um Big Bang há cerca de catorze mil milhões de anos e que a Terra se
formou cerca de nove mil milhões de anos depois disso. Mas, podemos
perguntar, o que causou o Big Bang? O que explica o facto de haver um
universo em vez de nada? Esta questão exige algum tipo de resposta, e aqui,
uma vez mais, pode-se sugerir que a hipótese da criação divina proporciona
aquilo de que precisamos.»
James Rachels, Problemas da Filosofia, Gradiva, 2009, Lisboa, pp. 44-45.
 

2.1. Identifique e explique, por palavras suas, o argumento a favor da


existência de Deus presente no texto.
O argumento presente no texto é o argumento cosmológico de S. Tomas de
Aquino, que defende que Deus existe. Este argumento defende que tudo
tem uma causa(teoria da causalidade) e que, por este motivo, não pode
existir uma serie infinita de causas, sendo necessário existir uma causa
primeira, que criou tudo. Como não existe nada no universo capaz de ser a
causa de si mesmo, concluímos que esta causa é Deus, visto que este não
está inserido dentro do universo, é um ser sobrenatural que pode ser a
causa de si mesmo. Logo, Deus criou-se a si mesmo, e o Big Bang, que
criou o universo, e assim sucessivamente.

2.2. Explique, por palavras suas, uma objeção ao argumento.


 Uma das objeções a este argumento é que o argumento é ininteligível. O
argumento refere que tudo tem uma causa e que Deus pode causar-se a si
mesmo porque está fora do âmbito de tudo, do Universo, e até da nossa
compreensão. Logo, Deus tem de ser sobrenatural. Se Deus está fora do
nosso âmbito de compreensão, então supostamente nunca conseguiríamos
chegar a este argumento, o que o torna inatingível/ininteligível.
 
3. “Independentemente de Deus existir ou não, o que importa é ter fé em
Deus.” Concorda? Justifique.
 Eu concordo com esta afirmação. De acordo com o fideísmo de Pascal,
mesmo que não acha provas da existência de Deus, o mais razoável é
acreditar em Deus. Eu concordo com isto, pois, como a aposta de pascal
explica, se Deus existir e nós formos crentes, só podemos ganhar, ganhamos a
vida depois da morte, ganhamos o infinito, e se este não existir mas
continuarmos a ser crentes, não temos nada a perder, visto que acreditamos
em algo que não existe, mas não sabemos disso. Se não formos crentes e se
Deus existir, temos tudo a perder, visto que já não podemos viver eternamente,
mas se Deus não existir, também não temos nada a ganhar, não alterando
nada na nossa vida.
 
 
ENSAIO FILOSÓFICO – Turma A1
 

1. Considere o seguinte texto:


«… mas, se “Deus não pode criar o melhor dos mundos possíveis”, se Deus
não pode criar um mundo que seja tão bom quanto possível, como é que se
pode afirmar que Deus é omnipotente e perfeitamente bom? A objeção ainda
se pode acentuar mais: se Deus é conhecedor das verdades morais, ou seja,
sabe tudo aquilo que é verdadeiramente bom, então saberá como o mundo
poderia ser o melhor possível, ou mesmo como o mundo poderia ser
perfeitamente bom, à imagem da própria perfeita bondade de Deus. Ora, se
assim é, e se Deus é omnipotente, então porque razão “Deus não pode criar o
melhor dos mundos possíveis´'?»
 
Miguel Moutino, Duas perspetivas sobre o problema do mal

 
Partindo do texto, elabore um breve ensaio sobre o problema do mal, no qual
deve:
     Apresentar uma tese que responda ao problema sublinhado no
texto.
     Formalizar um argumento, na forma canónica, em defesa da tese.
     Avaliar argumento quanto à validade, à solidez e cogência.
     Apresentar uma objeção e uma contra objeção.
 
 
 
 
Nota: A correção terá em conta os seguintes critérios e cotações:

Argumentação 160 pontos

Rigor conceptual -
20 pontos
Comunicação 

Autonomia - Criatividade  20 pontos

Total 200 pontos

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