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Minas perdeu sua ligação ao mar pelas mãos do capital.

Há quem se recorde, ainda hoje, da ferrovia “Baiminas”. Foi uma extensão ferroviária
que ligava o Vale do Jequitinhonha ao arraial de Ponta de Areia na Bahia, da qual se
depreendeu mais de 60 anos de trabalho para ser enfim inaugurada, tendo sua existência se
limitado aos anos de 1942 a 1966, quando fora desativada.

Como muitos sabem, o processo de industrialização no Brasil tornou-se adepto ao


sistema de modernização dos veículos automobilísticos usado pela maioria dos Imperialistas,
fazendo com que a malha ferroviária, em sua grande maioria, fosse extinta para dar vasão às
estradas onde passariam os caminhões, para que estes fossem o substituto “moderno” do
transporte de insumos levados à industrialização.

Neste meio tempo, não foram só as malhas ferroviárias dedicadas ao transporte de


insumos que foram expurgadas do mapa do país, também, fora necessário por interesse dos
mesmos governos imperialistas que estimulavam o crescimento do comércio de veículos
automotivos que os transportes férreos destinados ao transporte público, fossem extintos do
país.

Não eram poucas as paisagens e as belezas naturais dos dois estados, pelo qual se
passava a ferrovia, reluziam aos olhos dos passageiros a cada estação as belezas naturais do
Jequitinhonha, além, das dezenas de construções criadas especialmente para abarcar os
turistas que ali passavam, como os cinemas, os pequenos mercados e as feiras em geral.

O dano não fora só cultural, a destruição da linha férrea que cortava a mata atlântica,
ainda, resultou no desemprego de diversos mineiros e baianos, dos quais dependiam da
existência desta, seja para o comércio rural, seja para o recebimento dos viajantes em seus
estabelecimentos de comércio. Especula-se que mais de dois mil empregos foram perdidos
com o fim dos trabalhos da linha férrea.

Muitos foram os viventes que necessitaram migrar de suas terras, pois, dependiam do
comércio criado pela existência da linha férrea. Em Teófilo Otoni, se pode ver o que restou da
linha férrea na figura da primeira Locomotiva da “Bahia e Minas”, denominada pelos índios da
região de Poxixá (nome inspirado em um chefe indígena da região do período colonial).

A rota era percorrida em um dia, tamanha a força da locomotiva, porém, hoje em dia
sua existência resta apenas na memória dos dois povos e, sua finalidade resta encabeçada pela
ideia Imperialista de substituir as máquinas férreas pelos caminhões e carretas que entopem
as estradas pelo Brasil a fora.

Pela destruição causada pela ganância desenfreada do Capital, hoje, se faz presente na
memória e na canção triste de Milton Nascimento, denominada de “Ponta de Areia”, a última
parada da linha férrea.

Seguimos lutando, a ferro e fogo para que possamos preservar as belezas e as


tradições de nossas Minas Gerais.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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