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Prof. Dr.

Leonardo de Oliveira Mendes


2019
Ciclo Celular – Ciclo de Vida da Célula
Fases do Ciclo Celular

 Intérfase:

 G1:
Célula está aumentando seu tamanho e duplicando seus
componentes citoplasmáticos
 Intensa síntese de RNA e proteínas  necessarios para o
processo de replicação do DNA
Fases do Ciclo Celular
 Intérfase:
 S:
 Duplicação do material genético da célula
 Enzimas envolvidas:
 Diminui a tensão

Abre a molécula DNA 

Adiciona os “iniciadores” da nova


molécula de DNA

Adiciona novos
nucleotídeos

Liga os fragmentos de
Okasaki
Após Duplicação do DNA...
Fases do Ciclo Celular

 Intérfase:

 G2:
 Intervalo entre o término da intérfase e o início da mitose
 Célula continua aumentando de tamanho e duplicando suas organelas
celulares
 Fosforilação de proteínas importantes para o processo de divisão celular
Fases da
Mitose
Prófase

 Espiralização da cromatina –
individualização dos cromossomos
 Afastamento dos centrossomos (2
centríolos) para os pólos formação do
fuso mitótico (organização de
microtúbulos)
 Desaparecimento dos nucléolos e início da
ruptura da membrana nuclear
 Fragmentação de RE e complexo de golgi;
mitocôndrias permanecem intactas
Dissociação da lâmina nuclear
Formação de vesículas
Metáfase

 Membrana nuclear desintegra-se

 Microtúbulos do fuso fixam-se às


cromatides  região do cinetocóro
Metáfase

 Cromossomos alinham-se na placa


metafásica
Anáfase

 Afastamento das cromátides


para os pólos- ascensão polar
 montagem e desmontagem de
moléculas de tubulina
(formadoras dos microtúbulos)

 Aumento da distância entre os


pólos da célula
Telófase

 Chegada dos cromossomos nos polos do


fuso;

 Desaparecimento do fuso mitótico;

 Reorganização da membrana nuclear;

 Descondensação dos cromossomos;

 Reaparecimento dos nucléolos.


Nova Formação do Envelope
Nuclear

 Ocorre ligação de vesículas formadas no


rompimento nuclear nas membrana dos
cromossomos

 Vesículas fundem-se, lâminas nucleares unem-


se e cromossomos descondensam-se
Variação da quantidade de DNA durante o ciclo celular
C – quantidade de cromossomos Célula somática durante a
N – quantidade de DNA interfase: 46 cromossomos não
duplicados (2N e 2C)
MEIOSE (grego: meion = menor)
 Células germinativas
 Redução à metade do número
cromossômico e da quantidade de
DNA
 Formando células haplóides
gametas
 Fenômeno que garante a constância
do número de cromossomos da
espécie
 Ocorre uma duplicação única dos
cromossomos seguida de 2 divisões
consecutivas
 Resultado  4 células haplóides
Meiose I – Reducional  redução do número de cromossomos e
da quantidade de DNA (46 cromossomos duplicados: 4N e 2C
 23 cromossomos duplicados: 2N e C)
Meiose II – Equacional  manutenção do número de
cromossomos e redução da quantidade de DNA (23
cromossomos duplicados: 2N e C  23 cromossomos não
duplicados: N e C)
MEIOSE I
• PRÓFASE I – período demorado, com 5 etapas

Leptóteno Zigóteno Paquíteno Diplóteno Diacinese


• Leptóteno

– Início da condensação cromossômica 


começam a se tornar visíveis
• Zigóteno

– Pareamento dos cromossomos homólogos – sinapse 


formação do complexo sinaptonêmico

– Formação do complexo sinaptonêmico


Complexo Sinaptonêmico
• Paquíteno

– Fácil visualização dos cromossomos pareados ao


microscópio óptico  tétrade ou bivalente

– CROSSING-OVER: Troca de segmentos


equivalentes entre as cromátides não irmãs

– Nódulos de recombinação
CROSSING OVER ou PERMUTA GÊNICA

Troca de fragmentos
de DNA entre
cromátides não-irmãs
COMPLEXO SINAPTONÊMICO E CROSSING-OVER

Complexo Sinaptonêmico NECESSÁRIO CROSSING OVER


Sua presença não é sempre acompanhada de Crossing Over

Nódulo de Recobinação  pré-requisito para Crossing Over


 Nódulos de Recombinação   Crossing Over
 Nódulos de Recombinação  Crossing Over

Nódulos de Recombinação Funções enzimáticas


• Diplóteno

– Início da separação dos homólogos

– Rompimento do complexo sinaptonêmico

– Aparecimento dos quiasmas (“manifestação


citológica de um fenômeno genético anterior, o
crossing over”)
• Diacinese

– repulsão entre os pares (terminalização dos quiasmas)

– condensação cromossômica

– Desorganização nucleolar e fragmentação do envoltório nuclear

– Ligação dos cromossomos às fibras do fuso


• METÁFASE I
– Pares homólogos na placa metafásica
– Máxima condensação

• ANÁFASE I
– Migração dos homólogos para pólos opostos – disjunção
cromossômica
• TELÓFASE I
– Descondensação dos cromossomos
– Reconstituição do envoltório nuclear
– Citocinese

• CITOCINESE
MEIOSE II

Prófase II Metáfase II Anáfase II Telófase II


• PRÓFASE II

– Os cromossomos
reiniciam a condensação

– Formação de dois novos


fusos

– Envoltório novamente
desestruturado
• METÀFASE II

– Alinhamento dos
cromossomos na região
central da célula

– Cada cromátide se liga


pelo cinetócoro a fibras
do fuso opostas
ANÁFASE II

– Migração das cromátides-irmãs


para pólos opostos  disjunção das
cromátides

TELÓFASE II

– Descondensação dos cromossomos

– Reorganização nuclear

– Citocinese

As células produzidas são


geneticamente idênticas?
ETAPAS DA MEIOSE
Vantagens da meiose

Segregação ao acaso dos


cromossomos  cada célula pode
receber o cromossomo materno ou
paterno
+
Crossing over

• Aumento da variabilidade genética


das populações
• Aumento das chances de adaptação
dos organismos
VARIAÇÕES NO CONTÉUDO DE DNA E NO Nº DE
CROMOSSOMOS

4N

2N

1N
Conseqüências da
não-disjunção dos
cromossomos na
anáfase
Síndrome de Down
Trissomia do 21
Síndrome de Turner Monossomia
do Cromossomo X
Os indivíduos não são coisas estáveis. Eles são efêmeros. Os cromossomos
também caem no esquecimento, como as mãos num jogo de cartas pouco depois de
serem distribuídas. Mas as cartas, em si, sobrevivem ao embaralhamento. As cartas
são os genes. Eles apenas trocam de parceiros e seguem em frente. É claro que eles
seguem em frente. É essa a sua vocação. Eles são os replicadores e nós, suas
máquinas de sobrevivência. Quando tivermos cumprido a nossa missão, seremos
descartados. Os genes, porém, são cidadãos do tempo geológico: os genes são para
sempre.
(Richard Dawkins. O gene egoísta, 2008.)

Considerando a reprodução sexuada, explique o que o autor do texto quis dizer ao


comparar cada cromossomo, e o conjunto cromossômico de uma pessoa, às mãos
de cartas que se desfazem assim que são distribuídas. Considerando o mecanismo
de duplicação do DNA, explique a afirmação de que os genes são para sempre.

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