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Cultura, Língua e Comunicação (CLC)

CLC 7 – Fundamentos de Cultura, Língua e Comunicação

Objetivo do trabalho: no final deste trabalho os formandos deverão ser capazes de ler e
interpretar um editorial, definir este tipo de texto, conhecer as suas características, reconhecer a
sua intencionalidade comunicativa, identificar a sua estrutura e respectivo conteúdo, e associar
capas de periódicos a editoriais mediante o assunto destes.

Grupo I

Questionário A

Leia com atenção o texto que se segue e depois responda às questões que abordam as
características de tipologia textual em análise.

Há quem não acredite, mas ele existe

Editorial de José Manuel Fernandes (14.01.2017)

Quem espera quatro horas, ao frio, noite dentro, para ver uma exposição de pintura? Os
portugueses.
Quem esgota os espetáculos de qualidade, da ópera à dança, que passam pelas nossas grandes
cidades? Os portugueses.
Quem transformava um longo fim-de-semana numa maratona familiar em que se saltitava de
sala de concerto em sala de concerto no Centro Cultural de Belém para não perder pitada da
defunta Festa da Música? Ainda os portugueses.
Quem torna num sucesso, esgotando sessões, um festival de documentários? De novo os
portugueses.
É costume dizer que os portugueses só apreciam telenovelas e jornais desportivos. Ou que só se
mobilizam pela Seleção. Ou ainda que são incapazes de apreciar uma obra de vanguarda. É
mentira.
O que nos últimos dias se passou na Fundação Gulbenkian com a exposição retrospetiva de
Amadeo de Souza-Cardoso (ou o que se está a passar em Amarante no museu com o seu nome)
mostra que não é necessário ir a Madrid, a Paris ou a Londres para enfrentar horas de espera
para poder entrar para uma grande exposição. Venha ela a Lisboa ou ao Porto, e teremos casas

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cheias. E nem sequer é necessário que o artista exposto seja "fácil", ou um "clássico". Basta
haver uma política coerente de programação e promoção, como a que tem existido, felizmente
desde a sua inauguração, na Fundação de Serralves, e exposições como In the Rough: Imagens
da natureza através dos tempos na Coleção Boijmans ou Francis Bacon atraem facilmente mais
de cem mil visitantes.
Por outras palavras: o nosso problema não é "criar públicos para a cultura" - o que está por
demonstrar ser fácil de fazer distribuindo subsídios para aumentar a chamada "oferta cultural de
qualidade"; o nosso problema é responder à solicitação dos públicos que existem e que só não
aparecem porque muito do que lhes é oferecido pura e simplesmente não tem qualidade. Ou,
então, é-lhes oferecido com a sobranceria de quem entende que é um "criador" e, como tal, é-lhe
indiferente ter ou não público desde que tenha dinheiro no banco ao fim do mês.
A quantidade de dinheiro que se gasta neste país a manter instalações culturais faraónicas e
vazias dava para manter três ou quatro eventos como a Festa da Música - não daria era para
satisfazer bairrismos e clientelas. Ou para mostrar "obra feita". Contudo, protestamos menos
pelo desaparecimento de uma Festa da Música (quantos miúdos tiveram naqueles dias, nestes
últimos, o seu baptismo da grande música? quantos se começaram a interessar pelo que
desprezavam?) do que por um teatro municipal do Porto deixar de acolher espetáculos para 30
pessoas quando tem lugar para centenas.
Uma só exposição como a sobre Amadeo faz mais pela educação do gosto dos portugueses do
que milhares de microeventos de "criadores" que não estão dispostos a correr os riscos e a
trilhar os caminhos difíceis que Amadeo percorreu antes de morrer - e morreu sem ser famoso
ou rico, como morreram Van Gogh ou Pessoa. Mas uma exposição como aquelas só na
Gulbenkian. Como só com o modelo de gestão de Serralves (e, esperemos, da Casa da Música)
é possível ter coerência na ação e prolongar no tempo essa coerência. Os frutos colhem-se
depois.
(fonte propositadamente omitida)

Características Gerais

1. Onde podemos encontrar este tipo de texto?


Jornais Generalistas
2. O que acha da sua dimensão?
O editorial, é directo e incisivo, bem composto, serve como critica á sociedade
Portuguesa actual.
3. Qual é o assunto tratado?
O autor retrata o típico povo Português na sua cultura.

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4. Este texto manifesta um carácter: Expositivo? Argumentativo? Expositivo-


argumentativo?
Expositivo-Argumentativo
5. Este texto é Assinado? Não assinado?
Este texto é assinado.

Definição

6. Tente dar a definição de um texto deste tipo.


Este texto fala dos Portugueses a nível cultural e o quao a sério a levam,não se
importando se chove ou se faz calor, se efetivamente houver algum tipo de evento, Seja
algo mais ou menos criativo, o povo Português estará presente.
Mas a fraca oferta de um nível cultural elevado, mas muita variedade, faz com que os
Portugueses não “saibam apreciar o que é bom”.

Intencionalidade comunicativa

7. Qual será a intenção do autor de um editorial?


O autor tenta chamar á razão , acerca dos Portugueses, que por falta de escolha,
acabam a admirar o que custumavam repugnar.

Estrutura

8. O editorial obedece à típica estrutura tripartida de qualquer texto escrito: introdução,


desenvolvimento e conclusão. Delimite-a.
Introdução:” Quem espera quatro horas, ao frio, noite dentro, para ver uma exposição de
pintura? Os portugueses.
Quem esgota os espetáculos de qualidade, da ópera à dança, que passam pelas nossas
grandes cidades? Os portugueses.
Quem transformava um longo fim-de-semana numa maratona familiar em que se saltitava
de sala de concerto em sala de concerto no Centro Cultural de Belém para não perder
pitada da defunta Festa da Música? Ainda os portugueses.
Quem torna num sucesso, esgotando sessões, um festival de documentários? De novo os
portugueses...”

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Desenvolvimento: É costume dizer que os portugueses só apreciam telenovelas e jornais


desportivos. Ou que só se mobilizam pela Seleção. Ou ainda que são incapazes de apreciar
uma obra de vanguarda. É mentira.
O que nos últimos dias se passou na Fundação Gulbenkian com a exposição retrospetiva
de Amadeo de Souza-Cardoso (ou o que se está a passar em Amarante no museu com o seu
nome) mostra que não é necessário ir a Madrid, a Paris ou a Londres para enfrentar horas
de espera para poder entrar para uma grande exposição. Venha ela a Lisboa ou ao Porto,
e teremos casas cheias. E nem sequer é necessário que o artista exposto seja "fácil", ou um
"clássico". Basta haver uma política coerente de programação e promoção, como a que
tem existido, felizmente desde a sua inauguração, na Fundação de Serralves, e exposições
como In the Rough: Imagens da natureza através dos tempos na Coleção Boijmans ou
Francis Bacon atraem facilmente mais de cem mil visitantes.

Conclusão: Por outras palavras: o nosso problema não é "criar públicos para a cultura" -
o que está por demonstrar ser fácil de fazer distribuindo subsídios para aumentar a
chamada "oferta cultural de qualidade"; o nosso problema é responder à solicitação dos
públicos que existem e que só não aparecem porque muito do que lhes é oferecido pura e
simplesmente não tem qualidade. Ou, então, é-lhes oferecido com a sobranceria de quem
entende que é um "criador" e, como tal, é-lhe indiferente ter ou não público desde que
tenha dinheiro no banco ao fim do mês.
A quantidade de dinheiro que se gasta neste país a manter instalações culturais faraónicas
e vazias dava para manter três ou quatro eventos como a Festa da Música - não daria era
para satisfazer bairrismos e clientelas. Ou para mostrar "obra feita". Contudo,
protestamos menos pelo desaparecimento de uma Festa da Música (quantos miúdos
tiveram naqueles dias, nestes últimos, o seu baptismo da grande música? quantos se
começaram a interessar pelo que desprezavam?) do que por um teatro municipal do Porto
deixar de acolher espetáculos para 30 pessoas quando tem lugar para centenas.
Uma só exposição como a sobre Amadeo faz mais pela educação do gosto dos portugueses
do que milhares de microeventos de "criadores" que não estão dispostos a correr os riscos
e a trilhar os caminhos difíceis que Amadeo percorreu antes de morrer - e morreu sem ser
famoso ou rico, como morreram Van Gogh ou Pessoa. Mas uma exposição como aquelas
só na Gulbenkian. Como só com o modelo de gestão de Serralves (e, esperemos, da Casa
da Música) é possível ter coerência na ação e prolongar no tempo essa coerência. Os frutos
colhem-se depois.

Grupo II

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Leia os excertos que se seguem, e que se referem a editoriais aos quais foram propositadamente
retiradas algumas informações.
Depois observe com atenção as capas de jornais e revistas que lhe são apresentadas.
Seleccione, então, as capas que preferencialmente possam corresponder a cada um dos
editoriais.

A
Guerras novas, métodos velhos
A história é conhecida: há mais de uma semana os iranianos prenderam 15 marinheiros
britânicos, entre eles uma mulher, que patrulhavam as águas do Chat-el-Arab, na fronteira entre
o Irão e o Iraque. O Reino Unido protestou e os iranianos acusaram os seus militares de terem
violado as fronteiras e entrado no Irão ilegalmente num acto que classificaram imediatamente de
espionagem. (…)

B
A nódoa de Júlia
A Casa dos Segredos chegou ao fim e a hora é de balanço. O reality show da TVI não alcançou
as audiências do Big Brother, também ninguém acreditava que elas viessem a ser idênticas ou
melhores, mas os números, quase sempre a roçar o milhão e meio de espectadores, são bem
agradáveis, o que abre portas a uma segunda edição, já em Março ou em Outubro.
Paulo Abreu
C
O (…) e a lei eleitoral

O que está em causa é proibição expressa de sondagens nas últimas 48 horas (o que leva alguns
jornais a anteciparem o dia da publicação, como faz o Expresso) e no seu espírito está
igualmente a condenação da propaganda eleitoral que vise influenciar o sentido de voto. Isto é
valido tanto para a vertente noticiosa como publicitária.
João Marcelino

D
O site oficial do FC Porto reforçou hoje o seu reconhecido fanatismo ao desmentir uma notícia
de (…) com o já habitual recurso ao insulto. (…) Lamentamos que o site portista continue a não
saber confrontar pontos de vista, e mesmo desmentir notícias, ainda que verdadeiras, sem abusar
de imediato da paranóia persecutória que infelizmente o caracteriza. (…)

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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2016.

E
Mas há um dos mineiros-heróis que terá à sua espera um desafio dos diabos. Yonni Barros tem
50 anos e foi o 21º a ser socorrido. Esperava por ele apenas uma das suas duas mulheres: a
mulher a quem ele jurou fidelidade perante Deus decidiu não assistir ao seu resgate. Só lá
estava… a amante dele.
Carlos Seixas

F
Assim, convidamos os nossos concidadãos a, num movimento legítimo e previsto na
Constituição, subscrever uma petição que possa levar o Parlamento à desejável aprovação da
criminalização do enriquecimento ilícito.
Octávio Ribeiro

G
Nas últimas semanas de 2010, Portugal parecia condenado a pedir ajuda, tal foi o aumento
rápido e agressivo das taxas de juro que os nossos credores nos exigiam. Ultrapassando os
míticos 7%. Resistimos ao Natal e ao início de 2011, mas, agora, voltámos a estar no centro do
mundo, e não é pelas boas razões. O calendário das próximas semanas, até à cimeira europeia de
24 de Março, é verdadeiramente alucinante e mostra como estamos, neste momento, a viver um
dia de cada vez.
António Costa
1. Jornais “Populares”
Alineas: A;E

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2. Jornais de “Referência”
Alineas:C;F

3. Jornais Desportivos
Alineas:D

4. Jornais Económicos
Alineas:G

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5. Revistas “Sociais”
Alineas:B

Bom trabalho,

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