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LETHICIA BEATRIZ

Importante saber porque a partir da


Raquianestesia, Peridural e curvatura podemos direcionar as agulhas;
Bloqueio Periférico nas vertebras lombares é inclinado as
agulhas de raquianestesia e epidural com
Tipos de anestesia:
o corpo para cima.
• Anestesia geral: anestesia todo o corpo
• Bloqueios neuroaxiais: anestesia epidural Barreiras de Proteção do SNC:
e raquianestesia (sub-aracnóidea)
• Locorregionais: anestesia de algum • Crânio
segmento do corpo como braço, perna • Meninges (de fora para dentro, dura
etc. mater, aracnoide e pia mater)
• Líquido cerebrospinal (líquor): entre a
Anestesia Geral: aracnoide e a pia-mater.
É uma completa, contínua e reversível depressão • Barreira hematoencefália
das funções do SNC, que leva a perda da
consciência, eliminação da dor e perda da
atividade muscular (relaxamento).

Fases:

• Indução (início)
• Manutenção
• Recuperação (desde o termino da
aplicação até o restabelecendo completo
da consciência do paciente)
A principal diferença entre a anestesia epidural e
Tipos:
subaracnoide:
• Venosa: através da veia (acesso periférico) A anestesia epidural é feita no espaço entre o
• Inalatória: através da inalação dos gases. periósteo e a dura-máter (espaço epidural)
• Balanceada: mista (venosa e inalatória), a
mais empregada. Raquianestesia é feita no espaço entre o
• Combinada: a anestesia geral mais outro aracnoide e a pia-máter, espaço subaracnóideo.
tipo de anestesia, seja a raquianestesia,
peridural ou bloqueio periférico.

Bloqueios neuroaxiais:
• Corresponde ao bloqueio peridural e sub-
aracnoidea (raquianestesia)

Anatomia da Coluna Vertebral:

• Coluna vertebral: Medula término:


 7 cervicais
• Nascimento: L3
 12 torácicas
• Adulto: 60% termina no L1, 30% na T12 e 10%
 5 lombares
L3.
 Sacro (5) e cóccix (4)
• 4 curvaturas
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• O espaço mais seguro para se ter uma Em procedimentos mais longos (4 horas)
raquianestesia são os espaços L3-L4 ou L4-L5. como na plástica.
• Saco dural • Combinada: associada com a anestesia geral.
Se faz a anestesia geral e anestesia epidural. A
Bloqueios peridurais:
peridural vai dará analgesia e a geral vai dar
• Alto: T2 a T4 relaxamento. Utilizada em cirurgias plásticas e
• Intermédio: T5 a T8 oncológicas.
• Baixo: T9 a T12 Obs: a anestesia peridural pode ser feita em dois
Raquianestesia: ABAIXO de L2 (por conta da locais, ex. cirurgia plástica: tanto na região
presença da medula espinhal) torácica como lombar.

Obs: na anestesia peridural nem sempre tem o


Anestesia peridural-epidural:
bloqueio motor, as vezes dependendo da dose o
• Anestesia que resulta da administração de
paciente vai continuar mexendo os pés ou volta
anestésico local no espaço peridural ou
rapidamente a mexer, diferente da
epidural da coluna.
raquianestesia que tem sempre o bloqueio
• Indicações: cirurgias abdominais, parto
motor.
vaginal, cesáreas (porém devido a menor grau
de relaxamento é utilizado a raquianestesia), Raquianestesia
ginecológicas, urológicas, plásticas de mama e • Anestesia que resulta da administração de
abdômen e cirurgias nos MMII anestésico local no espaço subaracnóide.
• Pode ser classificada em: • Bloqueio reversível das raízes anteriores e
 Cervical: utilizada para anestesia de posteriores, gânglios das raízes posteriores e
cirurgias membros superiores. de partes da medula.
 Torácica: utilizada para cirurgias plásticas • Dessa forma o anestésico vai se transmitir das
de mama raízes anteriores e posteriores da medula e
 Lombar: utilizada para cirurgias vai haver a perda das atividades sensitivas e
abdominais motoras.
 Sacral (caudal): utilizadas em • Perda da atividade autônoma, sensitiva e
procedimentos pélvicos motora.
• Indicações: apendicectomia, cirurgias
Na anestesia epidural apenas se anestesia um
ortopédicas (ex. fraturas de fêmur),
segmento do corpo.
procedimentos obstétricos (cesariana, é a
Obs: na raquianestesia dependendo da dose da mais segura para o feto), procedimentos
anestesia se tem o bloqueio tanto da região oncológicos abdominais.
torácica inferior até os membros inferiores. • Empregada na coluna lombar (abaixo de L2)
• Pode ser classificada em:
Tipos de anestesia epidural:
 Simples
• Simples: empregada apenas uma dose de  Continua (devido as dimensões do cateter
anestésico no início da sua administração. serem muito pequena, não se utiliza mais
Utilizada em procedimentos rápidos. Duas a na prática)
três horas de duração.  Combinada (raquianestesia + anestesia
• Continua: além da dose inicial, colocar-se um geral), geralmente utilizada em cirurgias
cateter no espaço epidural e através dele oncológicas abdominais, ex. câncer de
coloca-se mais anestesia ao longo da cirurgia. intestino.
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Obs: na apendicectomia se faz a raquianestesia e  Diminuição da FC, principalmente quando o


sedação endovenosa. nível anestésico chega na região torácica (T1-
T4) isso ocorre por causa que as fibras
Obs: não se faz anestesia geral na cesárea pois os
cardíacas estão nessa região→paciente pode
opioides passam para o bebê
ter bradicardia (mais proeminente em
Obs: não pode dá calmante para gestante; anestesia epidural torácica)
• Sistema respiratório: Diminuição do volume
da reserva expiratória. Principalmente na
epidural torácica
Técnica da anestesia peridural:
• Utiliza-se seringa de vidro que oferece • Sist. Gastrointestinal: Aumentando da
uma resistência, quando atingir o espaço peristalse, ocasionando náuseas e vômitos.
peridural ocorre a perda da resistência e Por exemplo na cesárea.
o ar é transmitido para o espaço • Sistema renal: Retenção urinária (por isso
peridural; é retirada a seringa de vidro e cirurgias maiores o paciente fica sondado)
aplicado o anestésico local. • Outros: diminuição da resposta adreno-
• Utiliza-se a seringa de vidro para que se cortical, diminuição do sangramento,
evite chegar até o espaço subaracnoide. diminuição do tromboembolismo.
• No trauma há grande liberação de
catecolaminas, como há anestesia raquidiana
e epidural faz com que se tenha diminuição
das catecolaminas, anestesia geral é melhor.

Fatores que regulam o nível do bloqueio


peridural:
• Volume e concentração do anestésico
local (massa): utiliza-se maior dose na
cirurgia plástica já no início e através do
cateter complementa ao longo da cirurgia.
• Local da punção (cervical, torácica,
Técnica da raquianestesia:
abdominal, sacral)
• Coloca-se a agulha até o espaço
• Idade: pacientes mais idosos tendem a ter
subaracnoide, ao chegar no espaço ocorre
um nível maior de bloqueio então
a liberação do líquor.
emprega quantidade menor.
• Feita na região lombar
• Capacidade do espaço peridural. Por isso
Efeitos fisiológicos dos bloqueios espinhais que muitas vezes, na plástica, por
(serve para os dois tipos de anestesias) mais exemplo, aplica na região torácica e
visíveis na raquianestesia. lombar.
• Obesidade: fazer com que se precise de
• SCV: mais anestésico
 Queda da PA, devido a diminuição do Débito
• Gravidez pela maior quantidade de vasos
cardíaco e vasodilatação.
é necessária uma menor quantidade de
 Os vasos se enchem de sangue ao aplicar a anestésico.
anestesia, por isso há queda da PA.
 Diminuição da RVP
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Fatores que regulam o tempo da analgesia Fatores que regulam o tempo da analgesia
do bloqueio peridural: na raquianestesia:
• Dose do anestésico local: quanto maior a • Dose do anestésico local: quanto maior a dose
dose maior o efeito/tempo do bloqueio maior o tempo de bloqueio
• Uso da adrenalina e lidocaína • Propriedades dos AL (afinidade proteica,
• Propriedades do analgésico (afinidade por exemplo, se for maior ele atua por
proteica, por exemplo, se for maior ele mais tempo). Ex. bupivacina tem alta
atua por mais tempo). Por isso a lidocaína afinidade proteica.
é utilizada para procedimentos mais POSICIONAMENTO:
curtos • Posição sentado e curvado
• Anestesia peridural: baseia-se na C7 e T7
Fatores que regulam o nível da
• Raquianestesia: Baseia-se na crista ilíaca (L4),
Raquianestesia:
podendo fazer em L3-L4 ou L4-L5
• Baricidade da solução (diferença da
densidade do anestésico e do liquido
raquidiano)
 Se temos um anestesio hiperbárico ele é
mais denso que o líquor, e o anestesio se
propaga mais.
 Se temos um anestésico isobárico ele tem
a mesma densidade do líquor, se propaga
menos e fica mais concentração em
determinada região.
 Bupivacaina hiperbárica
 Cirurgias abdominais se empregam mais • Anestesia peridural: utiliza-se seringa de
anestésicos hiperbáricos; cirurgia perda de resistência
ortopédicas utilizam-se mais isobáricos. • Raquianestesia: chegando no espaço
• Volume e concentração do anestésico subaracnoide e irá ocorrer retorno do
• Barbotagem: aspira o LCR e mistura com o líquor.
anestésico para ser injetado, fazendo com
RAQUIANESTESIA- VIAS DE ACESSO
que o anestésico tenha um feito mais
• Crista ilíaca: L4, fazer no L3-L4 ou L4-L5
prolongado, exemplo cirurgia de retirada
de vesícula aberta.
• Velocidade da injeção: quanto maior a
velocidade maior o bloqueio. Complicações dos bloqueios espinhais:
• Local da punção: quanto mais alto o local • Peridural (epidural):
maior vai ser a propagação do anestésico.  Raqui total: raro, ocorre quando há
perfuração da meninge aracnoide e o
A extensão do bloqueio relaciona-se com a idade anestésico vai para o espaço subaracnóideo.
e altura do paciente. Como a dose é muito alta, o paciente tem
parada respiratória, midríase.
 Absorção sistêmica
 Hipotensão: devido as fibras
cardioaceleradoras, principalmente no
bloqueio torácico.
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 Convulsão: associada mais a intoxicação por  Síndrome neurológica transitória:


anestésico. formigamentos e parestesias que os
 Hematoma e abcessos peridurais pacientes podem apresentar nos
 Quebra de cateter membros devido absorção acentuada dos
 Sequelas neurológicas: relacionadas a anestésicos, fazendo que o efeito dura
possíveis lesões das fibras nervosas, caso seja mais tempo.
administrado grandes doses. (parestesia dos
Anestesia espinal:
MMII, por ex).
Contraindicações absolutas:
 Depressão respiratória (opióide): por conta
do emprego de morfina e Fentanil. • Recusa do paciente
 Lombalgia: agulha (mais grossa que a da • Infecção no local da punção (fazer em
raquianestesia) na coluna vertebral gerando local sem sinal de infecção)
muita dor. • Alergia aos anestésicos locais
• Raquianestesia: • Hipovolemia e choque circulatório (agrava
 Hipotensão a hipotensão)
 Cefaleia • Heparinização plena com coagulograma
 Bradicardia: por causa das fibras alterado (esperar de 12h a 24h)
cardioaceleradoras. Se acontecer na cirurgia,
faz atropina e ela retorna ao normal. Relativas:
 Comprometimento respiratório. Pode atingir • Deformidade da coluna vertebral (ex.
níveis torácicos. escoliose)
 Náuseas e vômitos • Cirurgia prévia da coluna vertebral (devido
 Alterações de nervos cranianos (ex. diplopia). as placas pode ser que não tenha espaço)
 Punção lombar traumática (quando vem • Infecção generalizada com bacteremia:
sangue ao viés de líquor) avaliar risco benefício
 Meningite: se não houver cuidado com a • Hipertensão intracraniana. Ex. tumor.
assepsia. Avaliar risco benefício.
• Coagulopatias: ter preparo antecipado.
• Doença neurológica medular: paraplégico
Complicações da anestesia peridural: cirurgia de fratura.
• Referente aos anestésicos locais:
 Toxicidade sistêmica (injeção endovenosa
ou absorção)
Anestesia locorregional:
 Alergia
Divide-se em:
• Referente a técnica:
 Punção inadvertida da dura-máter: • Anestesia tópica
raquianestesia total, cefaléia pós-punção • Anestesia infiltrativa
da dura-mater • Bloqueios regionais
 Hipotensão arterial
 Náuseas e vômitos ANESTESIA TÓPICA:
 Depressão respiratória. Devido bloqueios • Indicações ideais: Realizadas nas mucosas-
altos trato respiratório superior (ex. para passar
 Infecção (ex. meningites) sonda nasogástrica usa-se xilocaína),
 Hematoma e abscesso peridurais
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conjuntiva (ex. cirurgia de catarata), ouvido, • Exemplos: bloqueio plexo braquial, plexo
ânus, trato genitourinário. cervical, plexo lombossacral.
• Outros (menos eficaz): crioterapia, raspagens, • Indicações:
curetagem de molusco contagioso, punções.  Cuidados de pacientes queimados
 Redução de fraturas e luxações. Ex. fratura de
• Drogas utilizada agentes: lidocaína e
antebraço pode ser submetido a cirurgia com
prilocaína
bloqueio de plexo braquial
• Apresentações: gel, spray, pomada e solução
 Remoção de corpos estranhos
 Incisão e drenagem de abscessos
 No controle da dor
Anestesia Infiltrativas/local: • Contra-indicações absolutas:
• Indicações ideais: pequenos  Recusa do paciente
procedimentos cirúrgicos mais superficiais  Infecção no local da punção
da pele, tecido celular subcutâneo e  Alergia aos anestésicos locais
mucosas exérese de verrugas, cistos de • Contra-indicações relativas:
retenção, nevos, etc.  Discrasias sanguíneas (sangue não coagula de
modo adequado) ou coagulopatias
• Drogas utilizadas agentes: lidocaína,
 Sangramento de difícil controle, necessitando
bupivacaína
de anestesia geral.
• Apresentações: solução (diluição o
 Presença de dano neurológico preexistente
anestésico local com água destilada), o
anestésico pode ser associado a
adrenalina (vasoconstrictores, reduzindo
o sangramento) ou não

Técnica da anestesia infiltrativa:


• Primeiro é realizada a antissepsia da
região (com PVPI ou clorexidina alcoolica)
• Colocação de campo cirúrgico estéril
• Botão anestésico próximo a lesão (com
agulha fina)
• Infiltração de anestésico sob a lesão
→ importância de fazer o bloqueio quanto mais
próximo da saída dos nervos.

BLOQUEIOS LOCORREGIONAIS
• Objetivo: anestesiar uma região delimitada
por um plexo ou nervo especifico
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BLOQUEIO INTERESCALENICO:

• A: M. esternocleidomastoideo
• B: escaleno anterior
• C: escaleno médio
• Representa a abordagem mais proximal de
bloqueio de plexo braquial atuando sobre
seus troncos, imediatamente após sua
formação, contidos entre os músculos
escalenos anterior e médio.
• Insere-se uma agulha e é injetado o
anestésico.

Técnica mais recente do bloqueio interescalênico:

• Por meio do USG, delimita as estruturas,


insere a agulha e injeta o anestésico.

Obs: pacientes com doenças graves respiratórias que


não podem ser submetidos a anestesias gerais
utilizam essa técnica.

ANESTÉSICOS LOCAIS:
• Dose máxima:

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