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IESC 2

Júlia Mello e Yasmin Avelino


Med 009

Política Nacional de Atenção Básica

- Surgiu em 2006 sendo capaz de proporcionar segurança e


- No contexto do Pacto pela Vida foi bem-estar à população.
publicada a primeira edição da PNAB,
onde ampliou a AB ao incorporar os Importância da AB: é conhecida como
atributos da APS “porta de entrada”dos usuários no sistema
- Teve uma segunda edição em 2011 (que de saúde, é o atendimento inicial.
foi atualizada pela portaria 2488) e uma Caracteriza-se por um conjunto de ações de
terceira edição em 2017 saúde, no âmbito individual e coletivo, que
- É o resultado da experiencia acumulada abrange a promoção e a proteção da
por um conjunto de atores envolvidos saúde, prevenção de agravos, diagnóstico,
com o desenvolvimento e a consolidação tratamento, reabilitação, redução de danos
do SUS e manutenção da saúde com o objetivo de
- Afirmação de uma AB acolhedora, desenvolver uma atenção integral.
resoluta e que avança na gestão/
coordenação do cuidado dos usuários Principios da AB:
nas RAS • Universalização
- ESF é modelo prioritário para AB no • Acessibilidade
Brasil (que visa à reorganização da AB no • Coordenação do cuidado/vínculo e
páis, de acordo com os preceitos do SUS) continuidade
- Precisa prestar serviços a família em • Responsabilidade
território definido e controle social, onde • Humanização
a atuação fica sob responsabilidade de • Equidade no acesso
uma equipe especializada (ACS da AC + • Integralidade
agentes sanitários) • Participação
- Tem uma importância muito grande
porque é uma soma (de movimentos Art. 1 - a PNAB considera os termos AB e
profissionais, profissionais da saúde, APS como termos equivalentes, de forma a
usuários, gestores.. todos contribuindo associar a ambos os princípios e as
para o SUS) diretrizes.

Objetivo da PNAB Componentes da AB:


Estabelecer a revisão de diretrizes e normas - Médico
para a organização da AB, eSF e o PACS. - Enfermeiro
- Auxiliar ou técnico de enfermagem
Papel da APS: alinhar processos de - ACS
trabalho em meio à crise sanitária, seja na
oferta de serviços da unidade ou no
acolhimento,

Júlia Mello
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Evolução da PNAB
2015: V e VI Fórum Nacional de Gestão
da AB; reuniões com os coordenadores
estaduais da AB
2016: reuniões com os conselhos
profissionais; reuniões da comissão
Tripartite; criação de grupo de trabalho
sobre AB
2017: aprovação da CIT

Vigilancia em Saúde (PNAB, 2018)


- Vigilancia Epidemiológica
- Vigilancia Sanitária
- Vigilância em Saude Ambiental
- Vigilancia em Saúde do Trabalhador

Tipos de Equipe:
- eSF
- eAB
- eSB
- NASF-AB
- eACS

Níveis de Atenção à Saude:


• Primário (contato inicial para
prevenção e redução de riscos de
doenças)
• Secundário (formada pelos serviços
especializados em nível ambulatorial
e hospitalar - média complexidade)
• Terciário

NASF
Foi criado com o objetivo de ampliar a
abrangência e o escopo das ações da
Atenção Básica, bem como sua
resolutividade. Propõe que essas equipes
multiprofissionais passem a
complementar não só equipes de Saúde
da Família, mas também equipes de AB
“tradicionais”.

Júlia Mello
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médicos (32 são para a eSF e 8

Portaria 2488 para a rede de urgência do


município)

- Cada eSF deve ser responsável por no


De 21 de outubro de 2011, aprova a PNAB,
máximo 4.000 pessoas (a média
estabelecendo diretrizes e normas para a
recomendada é de 3.000)
organização da AB, eSF e PACS.
- O numero de ACS precisa ser suficiente
para cobrir 100% da população
Define e dispoe sobre: principios e
cadastrada (cada ACS pode ter no
diretrizes gerais, responsabilidade de todas
máximo 750 pessoas - e de 6 a 12 ACS
as esferas de governo, infraestrutura e
por eSF)
sistema logístico para o funcionamento,
educação permanente e apoio institucional,
A equipe multipro ssional precisa conter:
especialidades de cada estratégia (eSF,
médico generalista ou da família e
PACS, eSB).
comunidade, enfermeiro, auxiliar ou técnico
de enfermagem e ACS. Pode acrescentar
eSF:
também cirurgião dentista ou especialista
Visa reorganiza o da AB no Pa s, de
em saude da família, auxiliar e técnico de
acordo com os preceitos do SUS, e tida
saude bucal.
pelo Minist rio da Sa de e gestores
estaduais e municipais, representados
Fundamentos e diretrizes da eSF:
respectivamente pelo CONASS e
- territorio adscrito
CONASEMS, como estrat gia de expans o,
- Possibilitar o acesso universal e contínuo
qualifica o e consolida o da Aten o
a servicos de saúde
B sica por favorecer uma reorienta o do
- Adscrever os usuários e desenvolver
processo de trabalho com maior potencial
relações de vínculo e responsabilidade
de aprofundar os princ pios, diretrizes e
entre as equipes
fundamentos da aten o b sica, de ampliar
- Estimular a participação dos usuários
a resolutividade e impacto na situa o de
- Coordenador a integralidade em seus
sa de das pessoas e coletividades, al m de
vários aspectos, trabalhando de forma
propiciar uma importante rela o custo-
multiprofissional e em equipe.
efetividade.

Das funções na RAS:


- É a principal portaria da AB, onde
- ser base
acontece o contato preferencial dos
- Ser resolutiva
usuários com o sistema de saude
- Coordenar o cuidado
- O principal objetivo da AB é que, por ser
- Ordenas as redes
a porta de entrada dos usuários, tem o
objetivo de orientar sobre a prevenção
de doenças, solucionar os possíveis casos
de agravos e direcionar os mais graves
para níveis de atendimento superiores.
- Dispõe de 40 semanais para todos os
profissionais de saúde, com exceção dos

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O Tratamento fora do domic lio dever ser
Programação Pactuada Integrada (PPI) programado e pactuado por meio da PPI e
ter reflexo direto nos limites financeiros
que cada gestor do SUS dispor .
É um processo instituído no âmbito do SUS,
onde são definidos e quantificados as acoes A elabora o da PPI deve partir da base
de saúde para população residente em municipal, configurando tamb m as
cada território, para garantia de acesso à responsabilidades do estado na busca
população dos serviços de saúde crescente da eq idade, qualidade da
aten o e conforma o da rede.
PPI não pretende responder a todas as
n e c e s s i d a d e s d e p ro g r a m a ç ã o d a s O processo de programa o deve ser
Secretarias Estaduais ou Municipais de c o e re n t e c o m o P l a n o D i re t o r d e
Saúde, restringindo apenas a alguns Regionaliza o em cada estado, por ser
aspectos e questões de interesse ou de fundamental para a explicita o do papel
responsabilidade. de cada munic pio no sistema estadual de
sa de.
Objetivo: organizar a rede de serviços
dando transparência aos fluxos 5 eixos - diretrizes
estabelecidos e definir os limites financeiros • Centralidade da AB (áreas de atuação:
destinados à assistência da população saúde da criança/do adolescente/da
própria e das referencias recebidas de mulher/ do idoso, saúde bucal, Malária,
outros municípios Tuberculose)
• P a r â m e t ro s p a r a a P ro g r a m a ç ã o
- PPI é a quantificação das acoes descritas (recomendações técnicas para orientar
no Plano de Saúde, a partir de gestores na hora de planejar e priorizar
parâmetros definidos para uma acoes de saúde. Esses parâmetros são
população. resultados de um trabalho envolvendo
- PPI é integrada com Acoes de Vigilância todas as áreas técnicas do MS)
- Foi implantada pela 1a vez em Goiás, em •Conformação das aberturas
2002 programáticas (é de responsabilidade do
município e, para acoes de média a alta
Cada município deve ter a programa o complexidade, devem ser encaminhadas
das a es que ir executar para ent o e orientadas pelas clinicas de acordo com
negociar com os outros gestores a a distribuição de leitos e serviços)
programa o das a es que ser o • Processo de programação e relação
referenciadas, conforme o Plano Diretor de intergestores (possui etapa preliminar -
Regionaliza o. onde define as diretrizes gerais, etapa de
O gestor municipal deve conhecer as programação municipal e etapa de
necessidades do seu munic pio, a consolidação da PPI estadual - onde
qu a n t i d a d e de u s u rios que ser o precisa identificar os limites de cada
atendidos, quantidade de usu rios município)
encaminhados para o atendimento de • Monitoramento e avaliação (após fazer a
refer ncia em outros munic pios, e PPI é fundamental adotar mecanismos
conhecer as especialidades profissionais e para avaliação e monitoramento,
os recursos tecnol gicos demandados. buscando manter coerência com os
processos de gestão)

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NOB

Consideram como “municipalizados”


Norma Operacional Básica do SUS dentro do SUS, os munic pios que
apresentarem como requisitos b sicos:
NOB é o instrumento normativo infralegal - cria o dos Conselhos Municipais de
maior de operacionalização dos preceitos Sa de;
da legislação que rege o SUS. - cria o do Fundo Municipal de Sa de;
- Plano Municipal de Sa de aprovado
Define as compet ncias de cada esfera de pelos respectivos Conselhos;
governo e as condi es necess rias para - Programa o e detalhamento do Plano
que Estados e Munic pios possam assumir de Sa de;
as responsabilidades dentro do Sistema. - Contrapartida de recursos para a sa de
S o instrumentos utilizados para a defini o do seu or amento.
de estrat gias a partir da avalia o
peri dica de implanta o e desempenho NOB 91: objetivo dificultar o processo de
do SUS. financiamento e descentralização do SUS,
favorecendo as instituições privadas de
Estabelece condições de gestão do saúde.
município - a habilita o dos munic pios s NOB 92: manteve o INAMPS como órgão
diferentes condi es de gest o significa a responsável pelo repasse de recursos
declara o dos compromissos assumidos financeiros aos municípios e estados. Ou
por parte do gestor perante os outros seja, continuou utilizando o instrumento
gestores e perante a popula o sob sua convencional como forma de transferência
responsabilidade. dos recursos aos estados e municípios.
NOB 93: proporcionou um amplo processo
No que aperfeiçoa a gestão do SUS, a de municipalização da gestão com
NOB aponta uma reordenação do modelo habilitação dos municípios nas condições
de atenção à saúde de nindo: papéis de de gestão criadas (incipiente, parcial e
cada esfera de governo, instrumentos semiplena).
gerenciais para que os Municípios e NOB 96: promoveu um avanço no processo
Estados superem o papel exclusivo de de descentralização, criando novas
portadores de serviços, mecanismos e condições de gestão para os Municípios e
fluxos de financiamento, acompanhamento, Estados, caracterizando as
controle e avaliação no SUS, superando os responsabilidades sanitárias do município
mecanismos tradicionais, centrados no pela saúde de seus cidadãos e redefinindo
faturamento de serviços produzidos e competências de Estados e Municípios.
valorizando os resultados advindos de
programações com critérios Objetivos gerais da NOB 96: caracterizar a
epidemiológicos e desempenho com responsabilidade sanitária de cada gestor,
qualidade. reorganizar o modelo assistencial, aumentar
a participação percentual da transferencia
regular e automática

Júlia Mello
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Norma Operacional da Assistência à Tem como foco central estabelecer um
Saúde (NOAS - 01 e 02) c o n j u n t o d e p r i o r i d a d e s a s e re m
assumidas pelos gestores das três
“promover maior equidade na aloca o de esferas. As prioridades estão expressas em
recursos e no acesso da popula o s objetivos, metas e indicadores, que são
a es e servi os de sa de em todos os definidas nacionalmente, mas que
n veis de aten o atrav s da conforma o permitem que os gestores indiquem
de redes articuladas e cooperativas de situações a partir da realidade local.
aten o referidas a territ rios delimitados”
- Constituído por um conjunto de
Estrategia da NOAS SUS 01/02: compromissos sanitários, expressos em
- plano Diretor da Regionalização e Plano objetivos de processos e resultados da
Diretor de Investimentos análise da situação de saúde do país e
- Fortalecimento da Gestão Publica das prioridades definidas pelos governos.
Estadual e Municipal e do Comando - Significa uma ação prioritária no campo
Unico em cada nível de governo da saúde que deverá ser executada com
- Novas formas de habilitação de Estados. foco em resultados e com a explicitação
inequívoca dos compromissos
orçamentários e financeiros para o
alcance desses resultados.
Portaria 399
6 Prioridades pactuadas:
• Saúde do idoso (com 60 anos ou mais)
Na perspectiva de superar as dificuldades, • Controle do cancer de colo de útero e
os gestores do SUS assumem o mama
compromisso público da construção do • Redução da mortalidade infantil e
PACTO PELA SAÚDE 2006, anualmente materna
revisando, com base nos princípios • Fortalecimento da capacidade de
constitucionais do SUS, ênfase nas respostas às doenças emergentes e
necessidades de saúde da população. endemias, com ênfase na dengue,
hanseníase, tuberculose, malária e
O Pacto pela Saúde divulgou a influenza
consolidação do SUS, aprovando as • Elaborar e implantar a Promoção da
Diretrizes Operacionais de 3 componentes: Saúde com ênfase no adoção de hábitos
Pacto Pela Vida, em Defesa do SUS e saudáveis e combate ao tabagismo
Gestão. • Qualificar a eSF como modelo de AB

Pacto Pela Vida Estabelece Diretrizes para a gestão do


sistema nos aspectos da: Descentralização,
Regionalização, Financiamento,
É o compromisso entre os gestores do SUS
Planejamento, Programação Pactuada e
em torno de prioridades que apresentam
Integrada – PPI, Regulação, Participação
impacto sobre a situação de saúde da
Social e Gestão do Trabalho e da
população brasileira.
Educação na Saúde.

Júlia Mello
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Lei 8142 É preciso aprender a interagir com o


conhecimento e o saber popular. É preciso
fazer com que as duas for mas de
Aprovada em 28 de dezembro de 1990, conhecimento interajam entre si.
pelo presidente Fernando Collor. A construção compartilhada é uma de suas
marcas, sendo que busca o “fazer com” o
Dispõe da participação da comunidade nas povo e não “para” o povo.
acoes de saúde, criando assim, Conselhos
de Saúde e Conferencias de Saúde e O intelectual não deve se aproximar da
também sobre as transferencias “favela” com uma lista de problemas e
intergovernamentais de recursos financeiros críticas prontas, sem interagir, sem discutir
na área da saúde. com ele.

Estabelece que as Conferencias de saúde: A Educação Popular compreende todo e


Reuna-se há cada 4 anos com a qualquer ser humano como produtor de
representaria dos vários segmentos sociais, conhecimento, reconhece que o contexto
para avaliar a situação de saude e propor de cada estudantes importa, e respeita a
diretrizes para a formulação da politica de cultura, os conhecimentos populares,  os
saúde nos níveis correspondentes. valores e habilidades individuais que todos
trazem consigo.
É competência dos conselhos de saúde
atuar: na formulação e controle das É possível definir a Educação Popular como
politicas de saúde, estabelecer estratégias, uma teoria de conhecimento referenciada
tracar diretrizes, estimular a participação na realidade, com metodologias
comunitária, estabelecer critérios para a incentivadoras à participação e ao
implantação de unidades de saúde, propor empoderamento das pessoas permeado
critérios para a programação orcamentaria e por uma base política estimuladora de
fiscalizar os recursos financeiros. transformações sociais e orientado por
anseios humanos de  liberdade,  justiça
e igualdade.

Educação Popular Lugar da Educação Popular no SUS


A educação popular acontece na relação
dos serviços com a população,
principalmente na AB, nos territórios
É um movimento pedagógico e politico cobertos pela eSF, pelos ACS e Agentes de
tipicamente latino-americano, sendo Paulo Vigilância em Saúde que atuam junto à
Freire um dos principais disseminadores população e fazem a mediação entre os
deste método. - É um método que valoriza saberes técnico-científicos da saúde e os
os saberes prévios do povo e suas saberes e práticas populares.
realidades culturais na construção de novos Os ACS são educadores e cuidadores,
saberes trabalhadores que colaboram muito com a
construção de um modelo de atenção com
A educação é vista como ato de base na realidade e nos modos de vida.
conhecimento e transformação social,
tendo um certo cunho político.

Júlia Mello
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É um lugar estratégico, porque valoriza as e se divertem. Dele faz parte ambientes


experiências de vida, de trabalho, de luta e constru dos e ambientes naturais. Sendo
de resistência como fontes de sobretudo, um espa o de rela es de
aprendizagem e saber; reconhece a cultura, poder, de informa es e de trocas.
arte, espiritualidade e os saberes populares
para a construção do vínculo comunitário. A Os serviços de saúde devem se adaptar às
educação popular reforça a necessidades da população, e não o
indissociabilidade entre educar e cuidar, contrário.
atos que devem estar comprometidos com
a formação humana e com a construção de Território x Vigilancia
um mundo livre da opressão. Territ rio o local do evento a partir do
qual se organiza as a es de promo o,
Educação Popular em Saúde propõe preven o e controle destes eventos.
acoes em 4 eixos estratégicos:
- participacao, controle social e gestao Desa os para a AB
- Formação e comunicação de Superar a reparti o do territ rio em reas
conhecimento pol tico-administrativas de a o em sa de
- Cuidado em saude para uma compreens o da din mica interna
- Intersetorialidade e diálogos dos territ rios (como a vida acontece, como
multiculturais. os processos sociais do cotidiano se
desenvolvem- territ rio vivo)
Principios:
- Diálogo Territorialização
- Amorosidade Processo de se habitar e vivenciar um
- Problematizacao territ rio, a partir da obten o e an lise de
- Construção do conhecimento informa es sobre as condi es de vida e
- Emancipação sa de de popula es
- Compromisso com a construção do
projeto democrático e popular.
Objetivos da Territorialização:
- delimitar um território abrangente
Território - definir a população e apropria-se do
perfil da área e da comunidade
- reconhecer dentro da área de
A territorialização do SUS significa organizar abrangência barreiras e acessibilidade
os serviços de acordo com o território, ou - levantar problemas e necessidades
seja, conhecer o território, que é onde a - identificar o perfil demográfico
vida acontece. - identificar e dialogar com lideranças
formais e informais
É necessário conhecer o território, conhecer - potencializar os resultados e recursos
a sua população, o ambiente, e as suas presentes neste território.
relações. A partir disso, é possível conhecer
as suas necessidades e, então, organizar o Instrumento para a Territorialização:
serviço de forma eficaz. - observar e registrar (registro de campo)
- Entrevistas/questionários
Consiste em lugar com limites definidos - Mapeamento
onde as pessoas vivem trabalham, circulam - Uso de fotografias

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ensino para prospecção e transferência de
Sistemas de Informação da Saúde tecnologia e metodologia de informática
e m s a ú d e , s o b a c o o rd e n a ç ã o d o
Secretário-Executivo
Os Sistemas de Informação da Saúde (SIS)
são compostos por uma estrutura capaz de
garantir a obtenção e a transformação de
dados em infor mação, em que há
profissionais envolvidos em processos de
seleção, coleta, classi cação,
armazenamento, análise, divulgação e
recuperação de dados.

Para profissionais da saúde, o envolvimento


na construção de instrumentos de coletas,
treinamentos para captação correta dos
dados e o processamento da informação
são importantes, uma vez que possibilitam
maior domínio dessa área do
conhecimento.

O Departamento de Informática do SUS


(DATASUS) desempenha um papel de
importância na condução do processo de
informação na saúde, responsável por:
• Fomentar, regulamentar e avaliar as
ações de informatização do SUS,
direcionadas para a manutenção e o
desenvolvimento do sistema de
informações em saúde e dos sistemas
internos de gestão do Ministério;
• Desenvolver, pesquisar e incorporar
tecnologias de informática que possibilitem
a implementação de sistemas e a
disseminação de informações necessárias às
ações de saúde, em consonância com as
diretrizes da Política Nacional de Saúde;
• Manter o acervo das bases de dados
necessárias ao sistema de informações em
saúde e aos sistemas internos de gestão
institucional;
• Assegurar aos gestores do SUS e
órgãos congêneres o acesso aos serviços
de informática e bases de dados,
man¬tidos pelo Ministério;
• Definir programas de cooperação
técnica com entidades de pesquisa e

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Lei 141

Lei Complementar 141 3 - Vigilância em Saúde: constituído por 2


É uma lei de âmbito nacional, aplicável a componentes:
todas as esferas de governo e foi elaborada • Vigilância e Promoção da Saúde;
com intuito de regulamentar a Emenda • Vigilância Sanitária.
Constitucional 29.
4 - Assistência Farmacêutica: constituído
Publicada em 13 de janeiro de 2012 por 3 componentes;
• Básico
- Dispõe sobre os valores mínimos a serem • Especializado
aplicados anualmente pela União, • Estratégico
Estados, Distrito Federal e Municípios em
ações e serviços públicos de saúde; 5 - Gestão do SUS:
estabelece os critérios de rateio dos • Qualificação da gestão do SUS;
recursos de transferências para a saúde e • Implantação de ações e serviços de
as normas de fiscalização, avaliação e saúde.
controle das despesas com saúde nas 3
(três) esferas de governo; alem de 6 - Investimentos na Rede de Serviços de
revogar dispositivos das Leis nos Saúde: é exclusivo para a realização de
8.080/90 e 8.689/93. despesas de capital, mediante
apresentação de projeto, encaminhado
Uma das principais conquistas da Lei 141 pelo ente federativo interessado ao
foi detalhar 6 despesas que são Ministério da Saúde.
consideradas gastos com saúde, onde são • Dispõe sobre os valores mínimos a serem
constituídos por componentes, de acordo aplicados anualmente pela União, Estados,
com as especificidades de suas ações e os Distrito Federal e Municípios em ações e
serviços de saúde pactuados : serviços públicos de saúde;
• Estabelece os critérios de rateio dos
1 - AB: constituído por 2 componentes: recursos de transferências para a saúde e as
• O PAB fixo= é um valor praticamente fixo normas de fiscalização, avaliação e controle
e só varia conforme a população do seu das despesas com saúde nas 3 (três) esferas
município de governo
• PAB variável = irá variar de acordo com o
desempenho do Gestor e da sua equipe.

2 – Atenção de média e alta


complexidade Ambulatorial e Hospitalar:
também constituída por dois componentes:
• Limite Financeiro da Média e Alta
Complexidade Ambulatorial e Hospitalar
(MAC)
• Componente Fundo de Ações
Estratégicas e Compensação (FAEC)

Júlia Mello
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Conferencias de Promoção da Saúde


DECLARACAO DE ALMA-ATA

Cartas da promoção de saúde: são


Conferência Internacional sobre Cuidados
documentos importantes resultantes do
Primários de Saúde em Alma-Ata, Setembro
processo de discussão e construção coletiva
de 1978.
sobre os conceitos fundamentais abordados
no contexto da Promoção da Saúde,
Realizada pela OMS em Alma-Ata, na
realizado em várias partes do mundo.
República do Cazaquistão
- Expressava a necessidade de ação
Atenção Primária e Promoção da Saúde
urgente de todos os governos, de todos
(1973-1974)
que trabalhavam nos campos da saúde e
Debate realizado em varias partes do
do desenvolvimento e da comunidade
mundo visando superar a orientação
mundial para promover a saúde de todos
centrada no controle da enfermidade.
os povos do mundo
- Afirmava que, a partir de 10 pontos, os
2 eventos em destaque:
cuidados primários de saúde precisavam
• Abertura da China Nacionalista ao mundo
ser desenvolvidos e aplicados em todo o
exterior
mundo com urgência, principalmente nos
• Movimento Canadense desenvolvido a
países em desenvolvimento.
partir do Relatório Lalonde.
- A saúde era entendida como “completo
bem-estar físico, mental e social, e não
No relato das missões enviadas à China
simplesmente a ausência de doença ou
em 1973 pede a inclusão da: organização
enfermidade”.
da comunidade local, atenção aos anciãos,
p ro m o ç ã o d o d e s e n v o l v i m e n t o d e
Alma-Ata foi um marco para o mundo, onde
industrias caseiras, organização do povo
foi o primeiro destaque dado à atenção
para cuidar da saude ambiental, realização
primária em termos globais.
de cuidados preventivos e tratamentos,
apoio à manutenção da ordem social no Traz a ideia de ideia de universalidade, e
tráfego, promoção de campanhas de saúde propõe isso no contexto de um sistema de
em todos os níveis visando substituir velhos saúde.
costumes e mobilizar a comunidade.
nela, uma das principais metas deve ser a
Relatório de Lalonde: Dá uma importância de que todos os povos do mundo, até o
para 3 elementos (biologia humana, ano 2000, atinjam um nível de saúde que
ambiente e hábitos de vida). lhes permita levar uma vida social e
O relatório enfatizou a responsabilidade de economicamente produtiva.
cada individuo em mudas seus
comportamentos para melhorar sua saúde.

Junção de Alma-Ata, Promoção da Saúde


e Cidade Saudável = deter mina a
participação e a responsabilidade da
sociedade na formulação de politicas
favoráveis à saúde.

Júlia Mello
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CARTA DE OTTAWA (1986) DECLARACAO DE ADELAIDE (1988)

Primeira Conferencia Internacional sobre Conferencia Internacional em Adelaide, na


Promoção da Saúde, em Ottawa, novembro Australia, em abril de 1988
de 1986
O objetivo da Declaração de Adelaide
A saúde passou a ser reconhecida como
sobre a Saúde em Todas as Políticas é
resultante da determinação social: pobreza,
engajar líderes e os formuladores de
desemprego, habitação precária e outras
políticas de todos os níveis de governo.
desigualdades econômicas e sociais.
A declaração diz que, é mais fácil alcançar
Estratégias principais: fortalecimento dos
os objetivos do governo quando todos os
serviços comunitários, políticas públicas
setores incorporam a saúde e o bem-estar
saudáveis e o favorecimento da
como funções centrais no desenvolvimento
participação popular.
de políticas.
Ela reafirma a importância da promoção à
Também expressa a necessidade de que
saúde e aponta, principalmente, a influência
seja estabelecido um novo contrato social
dos aspectos sociais sobre a saúde dos
entre todos os setores para ampliar o
indivíduos e da população, caracterizando-
desenvolvimento humano, sustentabilidade
se como o “processo de capacitação da
e eqüidade, melhorando as condições de
comunidade para atuar na melhoria de sua
saúde.
qualidade de vida e saúde.
Afirma que a saúde é ao mesmo tempo um
Na carta de Ottawa, a educação em saúde
d i re i t o h u m a n o f u n d a m e n t a l e u m
integra parcela do entendimento de
investimento social, devendo os governos
promoção à saúde, abrangendo em seu
investir recursos em políticas públicas
conjunto cinco estratégias: políticas
saudáveis e em promoção da saúde, para
públicas saudáveis, ambientes favoráveis à
melhorar o nível de saúde
saúde, reorientação dos serviços de saúde,
E para superar as desigualdades entre as
reforço da ação comunitária e
pessoas em desvantagem social e
desenvolvimento de habilidades pessoais.
educacional, buscam incrementar o acesso
Teve a participação de 35 países e resultou e criar ambientes favoráveis, estabelecendo
na Carta de Ottawa, a qual passou a ser alta prioridade aos grupos mais vulneráveis.
referência ao desenvolvimento das idéias
A Conferência ressaltou que devido ao
de promoção à saúde em todo o mundo;
grande espaço entre os países quanto ao
confirma um conjunto de valores: vida,
nível de saúde, os países desenvolvidos
saúde, solidariedade, eqüidade,
têm a obrigação de assegurar que suas
democracia, cidadania, desenvolvimento,
próprias políticas públicas tenham impacto
participação e ação conjunta, entre outros.
positivo na saúde dos países em
desenvolvimento.

Júlia Mello
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DECLARACAO DE SUNDSVALL (1991) CONFERENCIA DE BOGOTÁ (1992)

Conferência Internacional sobre Promoção Conferencia Internacional de Promocao da


da Saúde, em Sundsvall, na Suécia, Junho Saúde (America Latina)
de 1991.
Contexto de saída de governo ditatoriais:
Foi a 3a Conferência Internacional sobre ditadura chilena estendeu-se de 1973 até
Promoção da Saúde, que teve como tema 1990, sendo governada durante todo esse
Ambientes Favoráveis à Saúde e foi a período por Augusto Pinochet. E à ditadura
primeira Conferência Mundial sobre Argentina que existiu de 1976 a 1983.
promoção da saúde, com participantes de
81 países a se engajarem na promoção de A ditadura argentina era administrada por
ambientes mais favoráveis à saúde. uma junta militar que escolheu Jorge Rafael
Videla como presidente do país. O que se
A Conferência enfatiza o tema ambiente viu neste país em sete anos foi uma
não apenas à dimensão física ou natural, perseguição política sem precedentes. No
mas também à dimensão social, econômica, Brasil a ditadura militar se estendeu de
política e cultural. 1964 até 1984.

A declaração aponta para a situação de Nesta conferência se firma a busca a criação


milhões de pessoas que vivem em extrema de condições que garantam o bem-estar
pobreza e privação, em um ambiente geral como propósito fundamental do
altamente degradado que ameaça cada vez desenvolvimento, assumindo a relação
mais a saúde. mútua entre saúde e desenvolvimento na
América Latina.
Ela apela às pessoas de todo o mundo que
se empenhem em tornar os ambientes mais Por conseguinte, o desafio da promoção da
favoráveis à saúde. saúde na América Latina consiste em
transformar essas relações, conciliando os
A Conferência de Sundsvall também interesses econômicos e os propósitos
identificou muitas formas e exemplos de sociais de bem-estar para todos, bem como
criar ambientes favoráveis à saúde. trabalhar pela solidariedade e equidade
social, condições indispensáveis para a
Tu d o e m b u s c a d a e q u i d a d e e
saúde e o desenvolvimento.
biodiversidade.
O papel que corresponde à promoção da
saúde consiste não só em identificar os
fatores que favorecem a desigualdade e
propor ações que diminuam seus efeitos,
mas também em atuar como um agente de
mudança que induz transformações radicais
nas atitudes e condutas da população e
seus dirigentes, origem destas calamidades.

Júlia Mello
Med 009

CONFERENCIA DE JAKARTA (1997) GENEBRA: REDE DE MEGAPAÍSES (1988)

4a Conferencia Internacional sobre Rede de Megapaíses para a Promocao da


Promoção da Saúde, em Jakarta Saúde

Inicia um período de hegemonia capitalista Nasce de um reconhecimento da OMS de


global, onde os EUA emergem como impactar a saúde mundial por meio de
potência política. alianças específicas na transformação da
saúde.
Dentro disso, a Conferência de Jacarta, foi
a primeira a incluir o setor privado no apoio Os países precisam atingir 60% da
à promoção da saúde. população do mundo: Bangladesh, Brasil,
China, Índia, Indonésia, Japão, México,
Afirma que a saúde é um direito humano Nigéria, Paquistão, Federação Russa e
fundamental e essencial para o Estados Unidos da América.
desenvolvimento social e econômico,
sendo a promoção da saúde elemento Combinando esforços, os megapaíses
fundamental para o desenvolvimento da podem direcionar os seus graves temas de
saúde. E traz a pobreza como maior ameaça saúde, reforçando as atuais tendências
à saúde. mundiais na direção de resultados mais
positivos em saúde.
Também fala sobre o desenvolvimento das
cidades urbanas e a dinâmica do trabalho 5 metas:
como um comportamento mais sedentário,
- Melhorar a base de informações sobre à
resistência a 05 antibióticos e a outros
promoção da saúde
medicamentos disponíveis, maior uso
abusivo de drogas e a violência civil e - Desenvolver a saúde promovendo
doméstica como ameaça à saúde. estratégias

Doenças infecciosas novas e emergentes e - Mobilizar os recursos existentes


o m a i o r re c o n h e c i m e n t o s o b re o s
problemas de saúde mental requerem - Aumentar a colaboração intersetorial por
urgentes providências. É vital que a meio de agencias governamentais e
promoção da saúde evolua para fazer frente não-governamentais
aos determinantes da saúde.
- Direcionar as questões comuns aos
megapaíses

Para essas metas, a Rede tem 7 objetivos:


melhorar a capacidade nacional de
promoção da saúde, aumentar a
consciência e o reconhecimento de
promoção da saúde, implementar
estratégias de promoção da saúde,
fomentar a eficiência, desenvolver e manter
as pesquisas, disseminar as politicas e
incrementar as questões de promoção da
saude na agenda política nacional.

Júlia Mello
Med 009

DECLARAÇÃO DO MÉXICO (2000) Portaria de Financiamento de Informação da Saúde

Promoção da Saúde: Rumo a maior


equidade - 5a Conferencia Internacional
sobre Promoção da Saúde, na cidade do Portaria n 2.979, de 12 de novembro de
México, em 5 de junho de 2000 2019

Reforça a importância das ações de Institui o Programa Previne Brasil


promoção à saúde nos programas e
políticas governamentais, no nível local, Estabelece novo modelo de financiamento
regional, nacional e internacional. de custeio da Atenção Primária à Saúde no
âmbito do Sistema Único de Saúde, por
- Confirma o valor das ações intersetoriais meio da alteração da Portaria de
para assegurar a implementação das ações Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de
de promoção e ampliar as parcerias na área setembro de 2017.
da saúde.
Inclui pagamentos por capitação
- Procurou avançar no desenvolvimento
ponderada e por desempenho e incentivos
das prioridades da promoção de saúde
para estratégias e programas. A capitação
para o século XXI identificadas em
o c o r re r i a s e g u n d o o s re g i s t ro s d e
Jacarta e confirmadas pela Assembléia
população cadastrada nas eSF, pelo perfil
Mundial da Saúde de 1998:
demográfico dos cadastrados e pela
• Promover a responsabilidade social em classificação geográfica rural-urbana
matéria da saúde definida pelo IBGE.
O pagamento deve ser baseado no
• Ampliar a capacitação das comunidades monitoramento quadrimestral de
e dos indivíduos indicadores clínicos, definidos a cada ano:
- inicialmente, em 2020 seriam focados nas
• Aumentar a “inversão” no gestantes, saúde da mulher, saúde da
desenvolvimento da saúde criança e nas doenças crônicas.
- Em 2021, seriam adicionados indicadores
• Assegurar a infra-estrutura necessária à
relacionados a Infecções Sexualmente
promoção da saude e fortalecer sua base
Transmissíveis (IST), tuberculose e saúde
cientifica
bucal, e subtraídos aqueles referentes a
• Reorientar os sistemas e serviços de gestantes e doenças crônicas.
saúde - Em 2022, seriam mantidos somente os
indicadores de IST, adicionando outros
para saúde mental e doenças crônicas,
além de alguns “Indicadores Globais”.

Também seria financiado ações de saúde


bucal e promoção da saúde, estratégias
específicas como o Consultório na Rua,
Equipes Ribeirinhas, UBS Fluviais,
Microscopistas, Saúde Prisional e do
Adolescente.

Júlia Mello
Med 009

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