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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO


DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS E LITERATURA
LICENCIATURA EM LETRAS- LÍNGUA PORTUGUESA
MORFOSSINTAXE I
DOCENTE: EDNALVO APOSTOLO CAMPOS

DISCENTES: JOSAFÁ MARTINS DE AZEVEDO


INGRID PAMPLONA ZENKER

2021

Exercício 1

Questão 1

A partir dos textos indicados, apresente conceitos e exemplos de:

(1) Raiz: a raiz é o morfema nuclear de uma palavra, denominada como o elemento
básico que expressa sua base significativa, sendo também sua unidade irredutível.
Ou seja, não pode ser dividida. Dessa forma, a raiz é o componente comum a
todas as palavras que pertencem a uma mesma família.
Exemplo: terra, terreiro, terreno, terráqueo.

(2) Radical: radical é o elemento que contém o significado básico de uma palavra e a
partir do qual pode constituir-se uma família de palavras. Ao contrário da raiz,
ele não concentra sua significação de um aspecto diacrônico (histórico), e
sim sincrônico (independente da raiz histórica).
Exemplo: enterrar, enterro, enterrado.
(3) Flexão: é a modificação de uma palavra para expressar diferentes categorias
gramaticais, como modo, tempo, voz, aspecto, pessoa, número, gênero e caso.
A conjugação é a flexão dos verbos; a declinação é a flexão
de substantivos, adjetivos e pronomes.
Exemplo: o colega > os colegas / a menina > as meninas

(4) Derivação: A derivação é um processo de formação de novas palavras pelo


acréscimo de afixos a um radical.

Exemplo: Chuva, chuvisco, chuvarada.

(5) Morfema, morfe e alomorfia:


- Morfema: é a menor parte abstrata e indivisível da palavra que tem relação com
a significação.
Tipos de morfema
1- Morfema lexical: Essa parte da palavra também é conhecida como radical,
que é o núcleo que abriga a significação externa da palavra.
Exemplo: comer – comia – comem – comilão: com é o morfema lexical da
palavra comer.
trabalho – trabalhador – trabalham – trabalhoso: trabalh é o morfema lexical
da palavra trabalhar.
2 – Morfema gramatical: Os morfemas gramaticais são as unidades internas de
significação das palavras. Esses se juntam com o radical e indicam a classe
gramatical da palavra.
Exemplo: respeito → desrespeito
planta → plantação.
- Morfe: concretização dos morfemas; é a sua representação gráfica.
- Alomorfe: Quando um morfema é representado por mais de um morfe, temos o
fenômeno linguístico alomorfia.
Exemplo: injusto / ilegal: [in] ~ [i] → duas formas para um significado (algo
negativo).
subaquático / soterrar: [sub] ~ [só] → duas formas para um significado (algo que
está embaixo da superfície terrestre).

(6) Neutralização: fenômeno morfológico que se produz quando se anula a


oposição entre dois morfemas pelo aparecimento de um morfema único. A forma
verbal falaram (3.ª pessoa do plural) pode ser comum ao pretérito perfeito e ao mais-
que-perfeito; tanto se refere ao singular falou como ao singular falara.

(7) Morfema zero: o Morfema Zero é a ausência de desinência. Assim, não


necessita de qualquer desinência para encerrar o seu sentido. A ausência da letra
“s” no final de uma palavra, por exemplo, pode indicar que a mesma se apresenta no
singular. Exemplo: sol, livro, mês.
(8) Os conceitos de palavra e vocábulo formal e das formas: livre, presa e
dependente:
- Palavra: unidade linguística com significado próprio e existência independente, que
pode ser escrita ou falada;
- Vocábulo formal: é a unidade a que se chega quando não é possível uma nova
divisão em duas ou mais formas livres, possui forma livre indivisível;
- Forma livre: vocábulos formais que podem ser pronunciados isoladamente e,
apesar disso, expressar ideias completas, exemplos disso são, luz, planta, flores.
- Forma presa: só aparece ligada a outra e por ela condicionada. Só tem valor
quando cominada com outra forma livre ou presa. Exemplo: re, des, in.
- Dependente: Estas não são livres, porque não constituem, isoladas, um
enunciado; e não são presas porque são separáveis como vocábulos formais.
Admitem, diferentemente das outras, intercalações de novas formas entre elas,
relativas ao vocábulo com quem se relacionam, sintaticamente. Exemplo: a, de, que.

Questão 2

Quais os argumentos os estruturalistas utilizam para a postulação de Morfema Zero?


Postule Morfemas Zero para as conjugações verbais, postulando paradigmas
verbais que possam apresentar esse Morfema.

R: Pode-se classificar uma ausência significativa quando há o desaparecimento do


morfema. Contudo, existem teorias divergentes quanto à adoção do morfema zero, já
que em palavras como sol, livro e mês não se faz necessário frisar o morfema zero
para o feminino, já que não há marca positiva fazendo alguma diferenciação. A
oposição de gênero se faz através de formas marcadas para o feminino pela
desinência [a] e de formas sem marcação para o masculino, concluindo-se que o
masculino é definido automaticamente pela ausência da marca.
Exemplo:
autor + Ø
autor + a
peru + Ø
peru + a
freguês + Ø
fregues + a

Já para diferenciar plural, faz-se o uso da marcação com o [s] e o singular,


automaticamente, pela ausência significativa do morfema.
Exemplo:
tigre + Ø
tigre + s
belo + Ø
belo + s.

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