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República de Angola

Ministério da Administração Pública,


Trabalho e Segurança Social

UNIDADE DE APRENDIZAGEM IV
Unidade de Formação de Curta Duração 22
“MÁQUINAS AGRÍCOLAS – BOAS PRÁTICAS DE
UTILIZAÇÃO E GESTÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS”
República de Angola
Ministério da Administração Pública,
Trabalho e Segurança Social

Unidade de Formação de Curta Duração


22
“MÁQUINAS AGRÍCOLAS – BOAS PRÁTICAS DE
UTILIZAÇÃO E GESTÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS”

PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS GERAIS

1. APRESENTANDO A UNIDADE DE FORMAÇÃO DE CURTA


DURAÇÃO – “MÁQUINAS AGRÍCOLAS – BOAS PRÁTICAS DE
UTILIZAÇÃO E GESTÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS” (Nº 22)
APRESENTAÇÃO
Uma Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD) é um conjunto metodológico
organizado segundo uma lógica de desenvolvimento de um percurso formativo, e
que propõe suportes formativos adequados à aquisição dos conhecimentos e
2
competências esperados.
Para garantir que o percurso formativo conduza a uma efectiva apropriação dos
conhecimentos e competências e que estes se venham a traduzir em práticas
adequadas e tecnicamente sustentadas, a UFCD traça um caminho para o percurso
formativo, facilitando o trabalho do formador na gestão do percurso formativo e o
do aluno/formando, na gestão da sua própria aprendizagem.

OBJECTIVOS
Esta UFCD, integrada na Unidade de Aprendizagem IV, tem por Objectivo principal
proporcionar conhecimento sobre as máquinas agrícolas, os diferentes tipos e as suas
características e a forma de fazer uma gestão adequada das mesmas.
Os Objectivos Específicos, apresentam-se do seguinte modo:
• Proporcionar informação adequada sobre Máquinas Agrícolas, os diferentes
tipos e as suas características;
• Proporcionar conhecimento técnico sobre a manutenção e a adequada gestão
das mesmas;
• Facultar conhecimento técnico e prático para aquisição de competências
básicas para a sua condução.
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2. ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO DA FORMAÇÃO


Para garantir que os Objectivos sejam alcançados é essencial, nesta lógica de
desenvolvimento de formação mais focada no aluno/formando, ser dada especial
atenção aos ambientes/contextos de aprendizagem, aos processos/mecanismos de
aprendizagem que neles decorrem e aos suportes/recursos de apoio que vão
possibilitar as melhores estratégias de desenvolvimento da formação.

Como a Formação tem, necessariamente, uma componente teórica, essencial para a


aquisição e consolidação de conhecimentos e uma forte componente prática, para
aplicação técnica dos conhecimentos e realização efectiva de operações práticas,
faremos aqui uma breve referência aos dois contextos de aprendizagem, assim como
aos processos e mecanismos que vão estar mais presentes em cada um desses
contextos.

OS CONTEXTOS FORMATIVOS/CONTEXTOS DE APRENDIZAGEM

Os Contextos Formativos/Contextos de Aprendizagem são os ambientes, espaciais,


físicos, afectivos, pedagógicos e didácticos onde decorrem estratégias de interacção
entre formador e alunos/formandos, tendo em vista a dinamização de percursos de
aquisição de conhecimento. Esta UFCD, pelo conjunto de componentes informativas/ 3
/conceptuais/teóricas que integra e, ao mesmo tempo, pela exigência de aplicação
prática e experimental das mesmas, vai desenvolver-se em Contexto Formativo de
Aula, para momentos de Aprendizagem mais relacionada com a recepção e
assimilação da informação e em Contexto Formativo de Trabalho de Campo, para a
componente mais prática e Experimental.
A Documentação de Apoio ao Percurso Formativo será constituída, pois, por um
conjunto de recursos informativos estruturados para a aquisição de informação e
conhecimentos para suporte das práticas.
Consideremos, então, um Contexto mais enquadrado num ambiente propiciador de
recepção e consolidação de informação e conhecimento documental, a que
chamaremos “Contexto Formativo Sala/Biblioteca (Teórico-Prático)” e um outro
Contexto de Formação, focado no trabalho de campo, na prática experimental em
contexto oficinal, na aplicação de conhecimentos ao saber fazer, a que chamaremos
“Contexto Formativo Trabalho de Campo/Oficina (Prático-Experimental)”.

GESTÃO DA APRENDIZAGEM EM CADA UM DOS CONTEXTOS

Para aprender a “Saber Fazer”, no caso desta UFCD sobre “Máquinas Agrícolas – Boas
Práticas de Utilização e Gestão do Parque de Máquinas” o aluno/formando tem de
adquirir um conjunto de informações e conhecimentos técnicos para aprender a lidar
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com as máquinas agrícolas, saber utilizá-las e fazer a sua gestão de um modo


adequado. É necessário, então, um contexto de Aprendizagem inicial, em Sala de Aula
e (ou) Biblioteca, onde seja possível garantir que vão decorrer as seguintes
aprendizagens (a título de exemplo):

• Leitura da informação facultada;


• Assimilação dessa informação através de estratégias de memorização e
compreensão;
• Consolidação da informação através de exercícios e partilha na sala de aula;
• Complemento da informação através de pesquisa, na Biblioteca ou na Sala de
Aula, utilizando recursos diversos;
• Compreensão da informação recebida tendo em vista a sua aplicação prática.
O Exercício Prático que leva ao “Saber Fazer”, exige um contexto de Aprendizagem
onde se possa aplicar o que se aprendeu, para permitir ao aluno/formando a
utilização das máquinas no contexto da Cidadela.

Neste contexto de trabalho de campo/trabalho oficinal, as aprendizagens a


desenvolver devem incluir as que vamos identificar (a título de exemplo):

• Conhecimento das Máquinas Agrícolas, das suas características e das suas


4 funções;
• Aprendizagem técnica sobre o modo de as utilizar e conduzir;
• Aprendizagem técnica sobre o modo de gerir e manter o parque de máquinas
no quotidiano de trabalho;
• Aplicação das aprendizagens na organização do trabalho sempre que
necessárias.
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GUIÃO DE TRABALHO “MÁQUINAS AGRÍCOLAS


– BOAS PRÁTICAS DE UTILIZAÇÃO E DE GESTÃO
DO PARQUE DE MÁQUINAS”

I – DOCUMENTAÇÃO DE APOIO/INFORMAÇÃO

DOCUMENTO 1

MÁQUINAS AGRÍCOLAS E BOAS PRÁTICAS – BREVE INTRODUÇÃO

O agricultor e o instrumento agrícola andam lado a lado desde o início da História


do Homem, onde ferramentas agrícolas simples, criadas pelos próprios, facilitavam
diferentes tipos de trabalhos para a implementação e manutenção de diferentes 5
culturas. A criação de ferramentas, como a enxada, a catana, a foice manual, entre
outras, aconteceu conforme a necessidade de realizar diferentes actividades
agrícolas, sempre com o objetivo de aumento de produção e de produtividade. Ao
observar as diferentes tarefas necessárias para as implantações de culturas,
percebeu-se que a existência de máquinas de múltiplas acções tornariam mais fácil
a realização das atividades agrícolas, como também proporcionariam benefícios na
produção, em volume e qualidade. Por essa razão, começaram a criar implementos
mais resistentes e de múltiplas tarefas, obtendo assim um invento complexo
chamado máquina agrícola, envolvida por um sistema de funcionamento de
diferentes peças para a realização de um ou mais trabalhos. A modernização dos
instrumentos foi evoluindo ao longo do tempo, ocorrendo uma substituição
progressiva do trabalho manual pelo trabalho mecanizado.
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.
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DOCUMENTO 2

OS DIFERENTES TIPOS DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS E SUAS FUNÇÕES

A utilização de diferentes máquinas agrícolas é hoje em dia determinante para o


aumento da produtividade e torna-se responsável pela diferença na produtividade
das áreas agrícolas cultiváveis. Quando a sua utilização é adequada e eficiente na
sua aplicação, gerindo bem o tempo e a área onde a máquina vai ser utilizada, pode
acarretar um lucro satisfatório para o produtor rural. No que diz respeito às
operações agrícolas diretamente envolvidas no manejo mineral, em função da
nutrição das culturas, relacionadas com aplicações de correctivos, a utilização das
máquinas é fundamental, pois associadas a outros factores de produção podem
maximizar a produtividade das culturas.
Para que a cultura implantada apresente as melhores condições de
desenvolvimento e produção, deve dar-se cuidadosa atenção ao acto de semear e
adubar, os quais deverão ser realizados eficientemente seguindo recomendações
agronómicas, principalmente no que se refere à densidade, espaçamento e
profundidade de deposição das sementes, juntamente com a quantidade e 7
localização do adubo.

DIFERENTES TIPOS DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

Numa fazenda ou numa instituição onde se desenvolve a Agricultura, podemos


encontrar um parque de máquinas constituído por:
• Distribuidoras de fertilizantes;
• Semeadora-adubadora em linha;
• Semeadoras de fluxo contínuo;
• Conjunto trator/semeadora;
• Transplantadoras;
• Cultivadores;
• Fumigadores;
• Nebulizadores;
• Pulverizadores.
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O PARQUE DE MÁQUINAS EM FOTOS

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DOCUMENTO 3

A GESTÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS – EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS

FREQUÊNCIA DA MANUTENÇÃO, LIMPEZA E LUBRIFICAÇÃO

A questão da frequência da manutenção é muito importante: é através dela que


se prolonga a vida de uma máquina, pelo que, realizada a manutenção
adequadamente e com eficiência, a máquina tende a durar muito mais tempo,
reduzindo os gastos sobre ela caso aconteça algum incidente ocorrido pelo factor
clima e reacções múltiplas.
O cliente, ao adquirir qualquer tipo de máquina, verifica de imediato o custo de
manutenção, custo de peças, intervalo de manutenção, e tempo que leva a
manutenção. Todos estes itens, entre outros, são avaliados passo a passo pelo
usuário. Nenhum produtor compra uma máquina que exija alta demanda de
manutenções.
Responsável para identificar a dinâmica da máquina, este item mostra-nos a
eficiência de uso da máquina distribuidora, percebendo durante um período de um 9
ano, se ela é utilizável nas distintas culturas de Inverno e Verão. Algumas máquinas
podem ser utilizadas para várias culturas, mas também depende do estágio no qual
a cultura se encontra, devido ao seu porte, mas nota-se que nos estágios iniciais os
modelos que se encontram neste trabalho satisfazem qualquer tipo de actividade
agrícola.
Este requisito é muito importante; é através dele que notamos a complexidade e
a tecnologia de cada máquina. O investimento do fabricante neste quesito tem
influência na realização da actividade agrícola, por se trabalhar na maioria das vezes
com fertilizantes de tamanho de partículas não padronizadas, aplicando assim
partículas mais pesadas em primeiro, caso não tenha dispositivo homogeneizador, e
pela tendência de agrupamento dos próprios devido a movimentos feitos pelas
máquinas. No caso de esteiras, tem-se o grande cuidado na realização constante da
homogeneização dentro do reservatório.
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DOCUMENTO 4

A MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA E AS NOVAS TECNOLOGIAS

SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO E DE MANUTENÇÃO

A optimizacão da gestão da manutencão passa quase necessariamente pela


utilização de sistemas de informação. Existem no mercado diversas aplicações que,
por sua vez, possuem muitas características comuns, embora muitas vezes apenas
os diferentes layouts as diferenciem.
Neste ponto será tomado como referência o Sistema Modular Integrado de
Terologia (SMIT), o qual possui as seguintes características:
• Sistema Modular Integrado, o que significa ser um sistema de informação
desenvolvido de forma modular, integrando os vários módulos necessários à
gestão da manutenção e com capacidade para integrar novos módulos;
• Terologia é o conceito que lhe está subjacente, e que é definido como a
utilização combinada de técnicas de investigação operacional, de gestão de
informação e de engenharia, com o objectivo de acompanhar o ciclo de vida
10
das instalações e equipamentos; inclui a definição das especificações
referentes à sua aquisição, instalação e recepção, assim como a gestão e o
controlo da sua manutenção, modificação e substituição e, ainda, o seu
acompanhamento em serviço.
Actualmente, o SMIT é composto pelos seguintes módulos:
• Objectos de Manutenção (OM);
• Clientes dos OM;
• Fornecedores;
• Técnicos;
• Ferramentas;
• Peças de Reserva;
• Ordens de Trabalho (OT);
• Pedidos de Intervenção;
• Diagnóstico de Avarias;
• Planos de Manutenção;
• Gráficos de Gantt.
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Só com o acompanhamento das intervenções de manutenção, o seu registo


histórico, o planeamento das acções seguintes, é que se poderá garantir um
adequado ciclo de vida dos equipamentos a custos racionais.
A utilização destes sistemas em oficinas e em empresas ou cooperativas de
aluguer de equipamentos agrícolas é particularmente relevante.

NOVAS METODOLOGIAS DE GESTÃO

Com a evolução dos vários conceitos de manutenção, e com o desenvolvimento


de novas abordagens e metodologias aplicadas a outras vertentes da gestão,
designadamente na área da qualidade e da produção, a actividade de manutenção
passou a entrosar-se, a incluir e a adequar esses novos conceitos, tais como a TPM, a
Lean Maintenance, os 5S, ou ainda ferramentas, tais como o ciclo PDCA ou a SMED.
Seja qual for a perspectiva pela qual forem vistos estes novos conceitos e
ferramentas, representam importantes contributos para o incremento da qualidade
do desempenho da actividade manutenção e, por consequência, para o
funcionamento a custos racionais dos equipamentos agrícolas.
Admite-se que, neste sector, a aplicação do conceito de Manutenção Produtiva 11
Total (Total Productive Maintenance, TPM) pode representar o aprofundamento do
paradigma que advém da relação do operador com a máquina que se verifica nas
máquinas agrícolas. Os cinco pontos em que assenta a TPM são os seguintes:
1) Estabelecer objectivos que maximizem a eficácia dos equipamentos;
2) Estabelecer um sistema global de manutenção produtiva que cubra
integralmente o ciclo de vida dos equipamentos;
3) Obter o envolvimento de todos os departamentos, tais como, de planeamento,
de operacões e de manutenção;
4) Obter a participação de todos os membros, desde a chefia superior aos
operários;
5) Reforçar a motivação do pessoal, criando pequenos grupos autónomos de
manutenção produtiva.
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DESENVOLVIMENTOS FUTUROS

A actividade de manutenção é claramente uma das que mais desenvolvimentos e


inovacões tem trazido para o seu seio e, por consequência, para todas as actividades
onde tem um papel relevante. O sector das máquinas agrícolas, face à sua
especificidade, quer no que respeita à grande diversidade de empresas que envolve
quer à dispersão geográfica onde se insere, integra-se numa vertente onde a
manutenção mais pode contribuir para a racionalização de custos e para o enfatizar
do seu papel estratégico como factor de competitividade. Nesta perspectiva, os
seguintes desenvolvimentos futuros admitem-se como relevantes para este tipo de
equipamentos:
– Modelação 3D de equipamentos e desenvolvimentos de modelos 3D
interactivos, seja para apoio a manutenção planeada e para a resolução de avarias,
designadamente em locais remotos, seja para a formação quer local quer via
e-learning;
– Manutenção condicionada de máquinas agrícolas baseada na leitura on-line
remota de dados com transmissão através de dispositivos IP e redes GSM;
12 – Manutenção condicionada suportada por sistemas inteligentes, auto-
aprendentes e com capacidade de auto-diagnóstico e resolução de avarias.
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DOCUMENTO 5

EXEMPLOS DE BOAS PRÁTICAS COM NOVAS TECNOLOGIAS EM


ANGOLA

Angola viu o seu potencial agrícola, antes muito produtivo, aniquilado por 27
anos de guerra civil, mas está a relançá-lo para diversificar a economia, muito
dependente do petróleo, e garantir a segurança alimentar da população.
“Produzimos 120 mil ovos e mil litros de leite por dia, mas gostaríamos de
produzir muito mais e transformar esta propriedade numa quinta rentável e
moderna”, explica José Bettencourt, director-adjunto de uma exploração situada 480
quilómetros a sudeste de Luanda.
A quinta, de nome Aldeia Nova, ocupa nove mil hectares, emprega 300 pessoas e
sustenta quase 600 famílias de agricultores, cada uma com três hectares de terra e
um contrato de venda dos seus produtos. Desde Abril de 2011 que quase dez mil
milhões de dólares foram investidos na Aldeia Nova por um fundo de investimento
do grupo israelita Mitrelli, estando a gestão entregue a uma sociedade privada
angolana. O projecto conta com o apoio do Ministério da Agricultura. Esta 13
exploração agro-pecuária, como outras lançadas no país, quer simbolizar a
renovação da agricultura angolana e permitir o desenvolvimento de uma produção
nacional capaz de substituir as
omnipresentes importações d e outros
países africanos, da Europa e do Brasil. Para
inverter a tendência, o executivo angolano
anunciou uma série de medidas: irrigação,
construção de equipamentos eléctricos,
criação de centros de formação agrícola e de
distribuição de produtos, e a abertura de
uma linha de crédito de 350 milhões de
dólares para os agricultores e a
implementação de novas tecnologias na
Agricultura com apoio de empresas do
mundo.
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II – GUIÃO DE ACTIVIDADES CONTEXTO TEÓRICO-PRÁTICO

SALA/BIBLIOTECA

Proposta de Trabalho

A Proposta de Trabalho inclui cinco Actividades que devem ser realizadas ao longo
desta Unidade Teórico-Prática, como estratégia formativa de acompanhamento do
percurso de aprendizagem dos alunos/formandos. Com a realização das Actividades
será mais fácil:

• Assimilar a informação sobre “Máquinas Agrícolas – Boas Práticas de

Utilização e Gestão do Parque de Máquinas”;

14 • Garantir que a mesma está consolidada e que os conceitos e conhecimentos

técnicos estão prontos a ser utilizados;

• Permitir uma Auto Testagem do conhecimento adquirido;

• Possibilitar um melhor acompanhamento do percurso da aprendizagem do

aluno/formando por parte do formador.


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ACTIVIDADE Nº 1

Procedimentos:

Utilizando o Documento 1 complete a Grelha de Validação de Informação abaixo


colocada, assinalando com “V” as que considera Verdadeiras e com “F” as que
considera Falsas.

GRELHA DE ACTIVIDADE Nº 1

1.1 O agricultor e o instrumento agrícola andam lado a lado desde o início da


História do Homem, onde ferramentas agrícolas simples, criadas pelos
próprios, facilitavam diferentes tipos de trabalhos para a implementação e
manutenção de diferentes culturas.
V --------- ou F --------------
1.2 A criação de ferramentas, como a enxada, a catana, a foice manual, entre
15
outras, foram acontecendo mas sem haver relação com a necessidade de
realizar diferentes actividades agrícolas.
V --------- ou F --------------
1.3 Ao observar as diferentes tarefas necessárias para as implantações de culturas,
percebeu-se que a existência de máquinas de múltiplas acções, tornaria mais
fácil a realização das actividades agrícolas.
V --------- ou F --------------
1.4 A modernização foi evoluindo ao longo do tempo, de modo que hoje ocorre
uma substituição progressiva do trabalho manual pelo trabalho mecanizado.
V --------- ou F --------------
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ACTIVIDADE Nº 2

Procedimentos:

Utilizando o Documento 2 complete a Grelha de Validação de Informação abaixo


colocada, assinalando com “V” as que considera Verdadeiras e com “F” as que
considera Falsas.

GRELHA DE ACTIVIDADE Nº 2

1.1 A utilização de diferentes máquinas agrícolas é hoje em dia determinante para


o aumento da produtividade e torna-se responsável pela diferença na
produtividade das áreas agrícolas cultiváveis.
V --------- ou F --------------
1.2 Quando a sua utilização é adequada e eficiente na sua aplicação, gerindo bem
16 o tempo e a área onde a máquina vai ser utilizada, o lucro do produtor rural
diminui.
V --------- ou F --------------
1.3 Para que a cultura implantada apresente as melhores condições de
desenvolvimento e produção, deve dar-se cuidadosa atenção ao acto de semear
e adubar.
V --------- ou F --------------
1.4 Distribuidoras de fertilizante, semeadoras-adubadoras em linha ou de fluxo
contínuo, transplantadores, cultivadores, são máquinas agrícolas próprias de
um Parque de Máquinas adequado à produção agrícola.
V --------- ou F --------------
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ACTIVIDADE Nº 3

Procedimentos:

Utilizando o Documento 3 preencha a Grelha de Completamento de Informação


abaixo colocada, preenchendo com a palavra certa o espaço em branco.

GRELHA DE ACTIVIDADE Nº 3

1.1 A questão da frequência da ------------ é muito importante, é através dela que se


prolonga a vida de uma ------------, na qual é realizada a manutenção ------------
e com ------------ a máquina tende a durar muito mais tempo, reduzindo os
----------- sobre ela caso aconteça algum ----------- ocorrido pelo factor ------------
e reacções ------------.
1.2 O ------------ ao adquirir qualquer tipo de ------------ verifica de imediato o custo
de ------------, custo de ------------, intervalo de ------------, e tempo que leva a
------------, todos estes itens entre outros são avaliados ------------ a ------------ pelo
------------. 17
1.3 Algumas ------------ podem ser utilizadas para várias ------------, mas também
depende do ------------ a qual a cultura se encontra, devido ao seu ------------, mas
nota-se que nos estágios iniciais os ------------ que se encontram neste trabalho
satisfazem qualquer tipo de actividade ------------.
1.4 Este ------------ é muito importante, é através dele que notamos a ------------ e a
------------ de cada ------------.
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ACTIVIDADE Nº 4

Procedimentos:

Utilizando os Documentos 4 e 5 complete a Grelha de Validação de Informação


abaixo colocada, assinalando com “V” as que considera Verdadeiras e com “F” as
que considera Falsas.

GRELHA DE ACTIVIDADE Nº 4

1.1 A optimização da gestão da manutenção passa quase necessariamente pela


utilização de sistemas de informação.
V -------- ou F --------
1.2 Existem no mercado diversas aplicações que, por sua vez, possuem muitas
características comuns e têm sempre layouts iguais.
18 V -------- ou F --------
1.3 Sistema Modular Integrado é um sistema de informação desenvolvido de
forma modular, integrando os vários módulos necessários à gestão da
manutenção.
V -------- ou F --------
1.4 Terologia é o conceito que lhe está subjacente, e que é definido como a
utilização combinada de técnicas de investigação operacional, de gestão de
informação e de engenharia, com o objectivo de acompanhar o ciclo de vida
das instalações e equipamentos.
V -------- ou F --------
1.5 Só com o acompanhamento das intervenções de manutenção, o seu registo
histórico, o planeamento das acções seguintes, é que se poderá garantir um
adequado ciclo de vida dos equipamentos a custos racionais.
V -------- ou F --------
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ACTIVIDADE Nº 5 – ACTIVIDADE FINAL

PRODUTO EM EXPECTATIVA: Criar e construir um “Painel Informativo sobre


”Máquinas Agrícolas – Boas Práticas de Gestão e Utilização do Parque de Máquinas”
para uso didáctico

Conteúdos e Competências em Expectativa

• Pesquisa, Aprofundamento e Análise Crítica do tema


• Elaboração de conteúdos e layout para o “Painel” a criar e executar
• Selecção dos materiais a utilizar em função do tipo de Painel a realizar
• Execução do Painel
• Apresentação do Painel

Procedimentos:

Pretende-se, com esta actividade final levar os alunos/formandos, em dinâmica de


grupo, a produzir um “Painel Didáctico” que seja motivador, interessante e que possa
19
constituir um elemento de visualização informativa na sala de aula ou na Biblioteca.
Pretende-se também, o desenvolvimento das competências de pesquisa e
comunicação (soft skills) essenciais para a qualidade global da aprendizagem.

Procure então, numa lógica de trabalho projecto, concretizar as seguintes etapas:

1.1 Em dinâmica de Grupo, organizar a informação já recolhida e fazer pesquisa

complementar, se necessário (texto, imagens, observação in loco).

1.2 Elaborar os conteúdos/tópicos/evidências essenciais para elaborar um rascunho

do layout do Painel.

1.3 Executar o Painel em formato físico.

1.4 Apresentar o trabalho em Plenário Turma e promover troca de ideias sobre a

temática.
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Procedimentos de Avaliação
As grelhas de Actividade que constam do Guião do Contexto Teórico-Prático são
grelhas de consolidação de informação e conhecimento, mas que podem ser utilizadas
pelo formador para avaliar o percurso e o processo de aprendizagem dos
alunos/formandos, avaliando cada uma das actividades desenvolvidas, sempre numa
perspectiva formativa e de acompanhamento dessa aprendizagem.

A “Grelha Geral de Avaliação de Desempenho I” (contexto teórico-prático), abaixo


apresentada, permite registar a Avaliação de cada aluno/formando em cada
actividade, de um modo muito simples, utilizando a tipologia de avaliação constante
da escala de avaliação.

GRELHA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO I

Nome do Aluno Actividade Actividade Actividade Actividade Actividade TOTAL


1 2 3 4 5
ou
20
Grupo de
Trabalho

Legenda e escala de avaliação:


1 – Fraco (ou Nunca/Não Adequado/Não Satisfaz)
2 – Suficiente (Alguma Frequência/Medianamente Adequado/Satisfaz)
3 – Bom (Bastante Frequência/Bastante Adequado/Nível Qualidade Bom)
4 – Muito Bom (Muito Frequente/Muito Adequado/Nível Qualidade Muito Bom)
5 – Excelente (Sempre/Totalmente Adequado/Nível Qualidade Excelente)
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III – GUIÃO DE ACTIVIDADES CONTEXTO PRÁTICO-EXPERIMENTAL

TRABALHO DE CAMPO

Proposta de Trabalho

A Proposta de Trabalho inclui duas Actividades que serão realizadas em contexto


prático-experimental, sendo a gestão temporal das mesmas da responsabilidade do
formador, dada a importância da constante análise do contexto de implementação.

Com a realização das Actividades será mais fácil:

• Aplicar a informação e o conhecimento apreendido;

• Consolidar a aprendizagem das técnicas a aplicar nas ”Máquinas Agrícolas – 21


Boas Práticas de Gestão e Utilização do Parque de Máquinas” em todas as suas

etapas e operações;

• Corrigir e melhorar, através da prática monitorizada, a aplicação dos

conhecimentos e técnicas para uso e manutenção das Máquinas Agrícolas.


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ACTIVIDADE Nº 1

Conteúdos e Competências em Expectativa

• Utilização e Condução das Máquinas Agrícolas


• Articulação dos conceitos teóricos com as práticas de manutenção das
Máquinas Agrícolas

Procedimentos:

Pretende-se, com esta primeira actividade, dar início ao trabalho de campo, colocando
o aluno/formando na situação de observar, manipular e aprender a utilizar as
máquinas agrícolas.

Procure então:

1.1 Acompanhado pelo formador proceder à observação do Parque de Máquinas da

Cidadela.

22 1.2 Identificar cada Máquina e sua Utilização.

1.3 Visionar o seu funcionamento técnico.

1.4 Acompanhar atentamente as explicações do formador sobre esse funcionamento.

1.5 Estabelecer contacto directo com a máquina e com as operações necessárias à sua

condução.

1.6 Fazer experiência de condução monitorado pelo formador.

1.7 Iniciar a aplicação simulada ou real dos cuidados de manutenção das máquinas.
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ACTIVIDADE Nº 2

Conteúdos e Competências em Expectativa

• Pesquisa, Aprofundamento e Análise Crítica


• Técnicas de Exposição Oral
• Técnicas de Debate e Expressão Argumentativa
• Técnicas de elaboração de Relatório Crítico

Procedimentos:

Pretende-se, com esta segunda actividade, desenvolver competências transversais


(soft skills) essenciais para a qualidade global da aprendizagem.

Procure então:

1.1 Em dinâmica de Grupo, proceder a uma pesquisa aprofundada sobre as

novas tecnologias ao serviço de manutenção das máquinas agrícolas.

Preparar, também em Grupo, um momento de Debate e troca de ideias com


23
toda a turma.

1.2 Elaborar, ainda em dinâmica de grupo, um relatório crítico que apresente as

vantagens desta utilização numa cuidada manutenção das máquinas

agrícolas.

1.3 Elaborar um relatório crítico individual com o resumo do percurso realizado

e do interesse pessoal da aprendizagem.


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Recursos de Apoio
• Terreno da Cidadela Jovens de Sucesso de Cabinda.
• Máquinas Agrícolas.
• Acompanhamento e monitorização dos formadores e outros especialistas.
• Pesquisas autónomas.

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Procedimentos de Avaliação
As Propostas de Actividade que constam do Guião do Contexto Prático-
-Experimental permitem, igualmente, que o formador avalie o percurso e o processo
de aprendizagem dos alunos/formandos, avaliando cada uma das actividades
desenvolvidas, sempre numa perspectiva formativa e de acompanhamento dessa
aprendizagem.

A “Grelha Geral de Avaliação de Desempenho II” (contexto prático-experimental),


abaixo apresentada, permite registar a Avaliação de cada aluno/formando em cada
actividade, de um modo muito simples, utilizando a tipologia de avaliação constante
da escala de avaliação.

GRELHA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO II

Nome do Aluno Actividade 1 Actividade 2 Total

ou

Grupo de Trabalho
25

Legenda e escala de avaliação:


1 – Fraco (ou Nunca/Não Adequado/Não Satisfaz)
2 – Suficiente (Alguma Frequência/Medianamente Adequado/Satisfaz)
3 – Bom (Bastante Frequência/Bastante Adequado/Nível Qualidade Bom)
4 – Muito Bom (Muito Frequente/Muito Adequado/Nível Qualidade Muito Bom)
5 – Excelente (Sempre/Totalmente Adequado/Nível Qualidade Excelente)
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FICHA TÉCNICA DA UNIDADE DE APRENDIZAGEM Nº 22

• Coordenação Geral: Focus Education

• Parceria Institucional: Ministério da Administração Pública,

Trabalho e Segurança Social

• Equipa de Concepção e Produção: Míriam Aço e Daniel Kait

26

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