UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS CAMPUS BELO HORIZONTE FACULDADE DE EDUCAÇÃO

ÂNGELA TUPINAMBÁ DE MORO DANIELLA SOARES DA SILVA MARIANA ARAÚJO VAZ NILDA SILVA CARVALHO SIRLENE DE SOUSA CRUZ DRUMOND

O DIRETOR ESCOLAR COMO COMPONENTE DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

BELO HORIZONTE 2010

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS CURSO DE PEDAGOGIA / FaE UEMG

O DIRETOR ESCOLAR COMO ELEMENTO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

Monografia apresentada a Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais como requisito parcial para a conclusão da graduação em Pedagogia.

Orientação: Profª.: Ivonice Maria Rocha

BELO HORIZONTE 2010

DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho a todos os pedagogos que acreditam que a educação de hoje fará a diferença no amanhã para uma sociedade melhor e mais democrática.

AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Deus, por nos dar saúde e forças;

Aos nossos familiares e amigos, por nos compreender e nos amar;

Aos nossos mestres, por tanto nos acrescentar;

E a nós, por cada vez mais superar.

O senhor mire e veja...o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais ainda que não foram terminadas, - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão. João Guimarães Rosa. 1986.

Rede Estadual de Minas Gerais. Como metodologia para o desenvolvimento da pesquisa de campo utiliza-se a pesquisa qualitativa com foco observacional. Para realização desta pesquisa utilizou-se como fundamentação teórica a legislação vigente e bibliografia acerca da gestão democrática para análise. professores. enfocando a gestão democrática e participativa nas escolas. Palavras chave: Gestão democrática. entrevistas estruturada e semi-estruturada. pedagogos. síntese e composição das idéias. sob suas próprias óticas. Com o presente trabalho o grupo tem como objetivo compreender a atuação do Diretor escolar como elemento fundamental para o exercício da gestão democrática da rede pública estadual em Belo Horizonte. .RESUMO Este estudo surge na perspectiva de analisar a situação vivida pelos diretores.O trabalho buscou problematizar as principais questões relacionadas à atuação do Diretor no âmbito escolar. funcionários. alunos e pais das escolas públicas. Diretor escolar. e enfocar alguns aspectos relacionados ao cotidiano desses profissionais. como também à função do Diretor dentro desse novo modelo organizacional.

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS GD E. IEMG PPP SECOM SEE.E.MG UFMG VeM consed Gestão Democrática Escola Estadual Instituto de Educação Minas Gerais Projeto Político Pedagógico Seleção competitiva interna Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais Universidade federal de Minas Gerais Vallourec & Mannesmann Tubes Conselho nacional de secretários de educação .

...................................participação ...... 12 1. 17 1..............2...............eleição: um caminho em construção .... 26 2.........3..........................Progestão ..1...........................o diretor frente à gestão democrática ............................................2................................... 39 4...1.competências do gestor escolar ......................................2..1..............a eleição de diretores . 45 .....3.........................descentralização .................................. 25 2.2.realidades distintas: múltiplos olhares ...................2............ 19 1..........3..........................................................................3.........................................2................A gestão democrática da educação: do conceito aos princípios .................................................. 27 2............... 28 3....... 23 2.... 17 1........................................ 13 1..................o manual de orientação..................................................... 15 1.. 20 1................................SUMÁRIO INTRODUÇAO ............O DIRETOR ESCOLAR EM MINAS GERAIS ..................os princípios da gestão democrática .. 16 1.........METODOLOGIA DO TRABALHO ..2..............................conselho de classe. 28 2.................................atribuições e funções do diretor escolar: .......5..................3.........3...............................................transparência ...............................3............................................... 21 2.2...3........................2...............sobre o processo de eleição do diretor em Minas Gerais ...........................................2.....1.............. 10 1................3..........projeto político pedagógico ...............................definição da metodologia .......................3.........4........................... 23 2...3..........................................a avaliação .6....... 40 4........... 18 1....... 16 1.............................................gestão democrática: o que determina o sucesso? .................................1..... 44 4.................3.........................Elementos da gestão democrática: mecanismos de participação da comunidade escolar ..................................................... 13 1............................................................................................. 34 3........................................................o guia do diretor escolar...............................3..............3................... 33 3.....2......2.coleta dos dados ..................................4............................ 15 1..........................................................................................tratamento dos dados .................................................................os conceitos ..............4............colegiado .. 27 2........... 20 1.................2.................................................................2....................................... 32 3.....................2......................grêmio estudantil ...A GESTÃO DEMOCRÁTICA NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICA ....2......................................3...............................3.............................ANÁLISE DOS DADOS.......1...... 35 4........1..................... 37 4.........................................................................................indicação enquanto possibilidade democrática ...............................

.. 50 ...................CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 48 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................

suscitou no grupo o interesse de aprofundar a pesquisa neste elemento que compõe a gestão democrática.INTRODUÇÃO O presente estudo tece considerações acerca da Gestão Democrática e seus elementos. Ao final dos anos 80 e início dos anos 90 foram marcados pela reformulação da organização e da gestão da educação no Brasil. reconhecer a prática do gestor escolar frente aos . no que tange ao administrativo. Neste contexto a Gestão Democrática foi instituída na forma da lei pela Constituição Federal de 1988. Como considera Luck (2001 p. uma prática de gestão autoritária e conservadora. voltada na maioria das vezes para o burocrático-administrativo e colocando em segundo plano uma ação transformadora. que busque no cotidiano escolar a contribuição de todos os envolvidos no processo educacional. o Diretor Escolar é figura de suma importância. visto que uma liderança democrática consciente o auxiliará na transformação das práticas de gestão da escola. Este forma de gestão tem como princípios a descentralização. observando se o diretor escolar em sua prática possibilita a efetivação de uma gestão participativa confrontando a teoria estudada e a prática desse profissional. participativa. Nesse contexto. É objetivo deste estudo. Buscando por meio deste estudo compreender se realmente existe uma prática democrática por parte do diretor escolar nesta perspectiva de gestão. pedagógico e recursos humanos. A discussão sobre a gestão participativa torna-se relevante à medida que ainda se configura. sabemos no mesmo instante se o diretor é um bom gestor. compreender a atuação do diretor escolar como componente deste tipo de gestão instituída na rede pública estadual. Compreender a atuação do diretor implica em. pois a marca de sua administração fica evidente em todos os espaços da escola. Quando entramos em uma escola. no âmbito escolar. tendo como principal enfoque a atuação do diretor escolar na rede estadual de Educação em Minas Gerais.” Em função deste novo cenário. 37) “a escola tem a cara do diretor. a participação e a transparência dos processos educacionais.

. a técnica de análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin. O terceiro capítulo retrata acerca da metodologia de pesquisa utilizada para o desenvolvimento do trabalho. Os procedimentos metodológicos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa estão à luz de Alda Judith Mazzotti e Fernando Gewandsznajder que são a pesquisa qualitativa com foco observacional. Os ambientes e os sujeitos foram escolhidos pelo processo de similaridade. A última sessão trás as considerações finais das autoras à pesquisa. identificando na prática os limites e as possibilidades da construção democrática da gestão escolar. 1986).processos de planejamento e execução coletiva. relacionando a prática do diretor escolar com a legislação vigente e o referencial teórico que fundamentam esta pesquisa. neste trabalho. ANDRÉ. Para interpretar os dados coletados através das entrevistas com os diretores das escolas foi utilizada. Espera-se que este trabalho venha contribuir para uma reflexão sobre a gestão escolar democrática. No quarto capítulo as autoras estabelecem uma análise dos dados coletados relacionando-os com o referencial teórico estudado. O segundo capítulo nos trás um amplo referencial teórico acerca do papel do diretor escolar em Minas Gerais delineando suas funções atribuições e características do cargo na perspectiva da gestão democrática. de forma a mostrar o cotidiano escolar em toda a sua riqueza de significados e relações. para que se compreenda o importante papel dessa instituição na formação dos sujeitos (LÜDKE. entrevistas estruturada e semi-estruturada. Este estudo está dividido em cinco grande capítulos intitulados: o primeiro apresenta um sucinto histórico sobre a gestão democrática da educação.

a reconstrução dos direitos civis e políticos. que reivindicava um país democrático culminou na reelaborarão da Constituição Federal no ano de 1988. O art. A década de 1980 caracteriza-se como um período de abertura política.A GESTÃO DEMOCRÁTICA NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICA Este capítulo inicia-se com a contextualização da Gestão Democrática em sua trajetória histórica. Apresentam-se ainda neste capítulo os mecanismos e elementos de participação da comunidade escolar que constituem a gestão democrática. Seguidamente pontua-se seu conceito e seus princípios. item VI desta constituição. Neste período. negligenciados durante o período militar. Suscitavam iniciativas de formulação e implementação de políticas educacionais no intuito de unir os interesses populares. como os movimentos grevistas. as mobilizações nas universidades estimuladas pelo movimento estudantil e as greves operárias dos metalúrgicos do ABC paulista. Também se destaca nesse período. como também o desenvolvimento de políticas voltadas para a democratização da educação brasileira. ou seja. O ano de 1970 foi um período de grandes efervescências políticas e sociais no qual a sociedade brasileira vivenciou um processo de luta pela redemocratização do país. houve uma tentativa de resgate do estado de direito. que culminou com a transição do regime militar para o regime civil. refletindo a preocupação com o significado social e político da educação. . suas discussões giravam em torno da qualidade da educação pública e a democratização do ensino. Novos movimentos sociais foram organizados. Os educadores mobilizavam-se em torno da reconstrução da função social da escola. apresenta a gestão democrática na forma da lei. a mobilização do movimento dos trabalhadores da educação. com conquistas democráticas para a educação pública e para a sociedade brasileira. A pressão da sociedade civil.1. 206.

Desta forma as escolas públicas brasileiras passaram a dispor de mecanismos que buscam garantir uma ação educativa mais democrática. é organização. com base nos princípios presentes na constituição. foi criada a lei 10. . p. desempenhar seu papel. com a participação da sociedade civil nos colegiados de ensino e na escolha democrática de dirigentes. gerência. 985). contemplando assim a gestão democrática na forma da lei. é direção.nº 9394 define e regulariza o sistema de educação brasileiro. 214 da Constituição Federal. A gestão relaciona-se com a atividade de impulsionar uma organização a atingir seus objetivos. resguardando os princípios constitucionais de gestão democrática.os conceitos Gestão (do latim gestio – Õnis) significa ato de gerir. é tomada de decisão.2.172. cumprir sua função. Sancionada em 1996. 1. administração.O processo de redemocratização ocorrido no país e a organização política no campo educacional.2. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) .12).A gestão democrática da educação: do conceito aos princípios 1. assegurada pelo amparo legal. que dispõe sobre a elaboração do Plano Nacional de Educação e estabelece metas a serem cumpridas num prazo de 10 anos. Segundo o Guia do Diretor Escolar (2008. Em cumprimento ao art.1. (Holanda Ferreira. propiciaram a elaboração de novas diretrizes para a educação. gestão é administração. p. destaca a criação de um sistema nacional de educação. 1999. em conjunto com a constituição de 1988.

quer sejam a respeito dos aspectos pedagógicos. sobre o povo e para o povo. que vem de duas palavras gregas. tendo como horizonte a universalização do ensino para toda a população. nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. “demos e cratos”. dos recursos humanos e financeiros. É definida como poder do povo. (p.12) aponta que: Uma gestão democrática requer a participação da comunidade escolar nos processos que se evoluem em permanente formulação e em implementação coletiva de metas.34) A Gestão Democrática (GD) expressa às possibilidades de mudanças profundas na educação. bem como o debate sobre a qualidade social dessa educação. objetivos. O Guia do Diretor Escolar (2008. p. quer sejam relativos à gestão administrativa. significa "povo" e “poder”. no planejamento. O poder de democratização baseia-se em quatro pilares: a liberdade para todas as pessoas.Para Santos (1978. na tomada de decisões. . votar e ser votado. Essas mudanças são caracterizadas pela importância da descentralização e participação de todos os segmentos da comunidade escolar de forma consciente e esclarecida sobre questões fundamentais de seu trabalho dentro da escola. A gestão democrática da educação nas palavras de Luce e Medeiros (2008): Está associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institucionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na formulação de políticas educacionais. item que será relevante para o presente estudo. na definição do uso de recursos e necessidades de investimento. a igualdade de todos em direitos e a participação na gestão da coisa publica. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola. na execução das deliberações coletivas.13) democracia. p. estratégias e procedimentos da Escola.

.21): [.. a descentralização promove a autonomia nos aspectos relacionados à gestão da escola. por si ou por seus representantes.2. Ainda segundo Luck (2000. A decisão coletiva possibilita maior envolvimento dos diferentes atores na definição dos rumos e da realização dos propósitos educativos da instituição escolar.. também. no contexto da educação. na construção da autonomia. p.] a descentralização é um meio e não um fim.os princípios da gestão democrática 1.1. aos destinatários do serviço público.descentralização Segundo Paro (2001. tendo como objetivo a melhoria da qualidade do ensino. canaliza e desenvolve seu potencial. pelo trabalho social. uma vez que os componentes da comunidade escolar podem compartilhar das decisões em todos os setores da organização escolar. voltada para o fortalecimento da escola como organização social comprometida reciprocamente com a sociedade. “a descentralização do poder se dá na medida em que se possibilita cada vez mais.2. [.2. O poder descentralizado é um aspecto fundamental da Gestão Democrática. nas tomadas de decisão”.. p.2. o que assegura maior compromisso de todos. ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento da cultura do grupo em que vive. A descentralização possui um papel fundamental na construção da autonomia da escola. é.] a autonomia.57). Nessa perspectiva. coletivamente compartilhado. . sua participação efetiva. um meio para a formação democrática dos alunos.1. Segundo Luck (2000). o homem se torna um ser humano e desenvolve à medida que. assim como esta. consiste na ampliação do espaço de decisão.

Diante disso. instituir suas diretrizes pedagógicas e administrativas.participação “O trabalho escolar é uma ação de caráter coletivo. monitoramento e avaliação de planos de ação. 1.transparência O critério da transparência é indispensável para a consolidação da gestão democrática. é possível promover a gestão democrática superando o exercício do poder centralizado. Freitas. o Estado não poderá deixar de cumprir sua função mantenedora dos recursos financeiros.3. 1. na tomada de decisões.2. nas palavras de Luck. Assim. pode-se dizer que a escola possui autonomia para gerir seus recursos. O envolvimento da comunidade deverá ser efetivo em todos os segmentos escolares. implementação. visando os melhores resultados do processo educacional. direta ou indiretamente. Entretanto. é imprescindível para o sucesso da gestão escolar participativa.2. administrativos e pedagógicos .2. Mediante a prática participativa. 13). na solução de problemas.2. na proposição. realizada a partir da participação conjunta e integrada dos membros de todos os segmentos da comunidade escolar” (LUCK. sejam eles financeiros. do processo educacional no estabelecimento de objetivos. sentem-se parte da realidade e não apenas um simples elemento para executar objetivos instituídos pela unidade de ensino. Girling e Keith (2002): O envolvimento de todos os que fazem parte. 2002. que propiciem o bom funcionamento da escola. O acesso de todos às informações relevantes sobre os assuntos escolares.2. Ao mesmo tempo. A participação proporciona aos membros da comunidade escolar a oportunidade de conduzir o próprio trabalho e serem responsáveis pelos resultados.

onde os interesses da comunidade são sistematicamente avaliados e revitalizados. nas palavras de LIBANEO (2003. Para não ser autoritária e conservadora. Enfim. consultivas e fiscalizadoras. das metodologias. terá de ser o instrumento do reconhecimento dos caminhos percorridos e da . ela assenta no respeito a todos os alunos de usufruírem ensino de qualidade.67). a avaliação terá de ser diagnóstica. do currículo.1. p. A avaliação [. Desta forma seus componentes assumem um papel importante frente às questões escolares. pois assumem funções deliberativas. a avaliação é um instrumento para a formação cidadã. Além disso.Elementos da gestão democrática: mecanismos de participação da comunidade escolar 1. contribuindo na condução e avaliação de todo o processo de gestão escolar. Segundo Luckesi. deverá ser o instrumento dialético do avanço. terá de ser o instrumento de identificação de novos rumos. ou seja. por meio de uma relação transparente.3.3.a avaliação Na perspectiva da Gestão Democrática.] deve estar a serviço das funções sociais da escola. dos objetivos de ensino. o momento avaliativo deixa de ser um momento autoritário e de repressão e passa a ser uma ocasião de reflexão para ações que contribuam para o desenvolvimento da instituição e do aprendizado dos alunos. O papel dos conselhos e assembléias escolares é imprescindível. da proposta pedagógica da escola.. 1.influenciará na tomada de decisão e principalmente nas negociações entre os representantes dos interesses locais.

responsável pela separação entre concepção e execução do fazer pedagógico.identificação dos caminhos a serem perseguidos. individualizada e elitista. As reuniões estruturam-se a partir dos objetivos definidos de acordo com as necessidades pedagógicas evidenciadas ao longo do desenvolvimento do projeto pedagógico da escola. A participação dialógica.conselho de classe O Conselho de Classe é uma instituição colegiada presente na organização da escola cujo objetivo compreende acompanhar e avaliar o desempenho pedagógico dos alunos por meio de um processo de discussão. pontuando e reforçando a escola como espaço de emancipação. como foco principal do processo de reflexão e o envolvimento de todos os alunos de todas as turmas. No contexto dos novos paradigmas educacionais. fragmentária. o conselho de classe traduz na possibilidade de superação de heranças de uma cultura tecnicista da educação. É reunião dos professores de uma turma com múltiplos objetivos. acompanhada pela parcelarização do conhecimento e gerada na organização institucional verticalizada. fornecendo dados e encaminhamentos para o trabalho dos professores. Para Paulo Freire (1987).3. reflexão e analise dos processos de ensino e de aprendizagem dos alunos. consequentemente. entre outros destacamos: avaliar o aproveitamento dos alunos e da turma . sobre a performance da prática docente. Conforme esclarece ROCHA. das diversas etapas ou séries tornam o conselho de classe diferente das demais instituições colegiadas. 1. a democracia perpassa a avaliação educacional. criativa e democrática de todos os professores das diversas áreas do conhecimento incluindo os temas transversais. do especialista e do diretor.2. sendo um momento para análise sobre o desempenho pedagógico dos alunos e de reflexão e. (1995). a concentração na avaliação da aprendizagem.

bem como uma gestão escolar mais democrática.d. chegar a um conhecimento mais profundo do aluno e promover a integração dos professores e de outros elementos da equipe da escola. conforme definições indicadas no seu Projeto Político Pedagógico. p. Segundo Maria Auxiliadora Machado (s. professores e especialistas na gestão da escola. 1.como um todo. A credibilidade e fortalecimento do colegiado escolar estão relacionados às competências decorrentes da organização e funcionamento da escola. parcerias.colegiado A instituição denominada Colegiado Escolar vincula-se ao cumprimento da função social.3. formas alternativas de participação da comunidade. pedagógica e política da educação escolar. favorecendo sua crescente autonomia pedagógica. caixa escolar. proposta pedagógica. sistema de avaliação. O Colegiado Escolar é um órgão coletivo de decisões e análise de toda a organização e funcionamento da escola. currículo.) a idéia central relacionada a criação dos colegiados nas unidades de ensino consiste em ampliar a participação de pais.3. deliberativas e fiscalizadoras relacionadas às questões técnicopedagógicas e administrativo-financeiras da escola como: plano de desenvolvimento da escola. É importante ressaltar que não é função do Conselho apenas se deter sobre o comportamento e notas dos alunos e sim promover mecanismos de ação que valorizem e apóiem o ensino. administrativa e financeira. (1984. conselho de classe e outros assuntos que têm interferência na vida . As normas definidas pela Secretaria de Estado da Educação para o funcionamento do colegiado nas escolas dar Rede Estadual deliberam sobre as suas atribuições consultivas. promovendo maior integração da escola com a comunidade.9) O Conselho de Classe é um dos mais importantes e indispensáveis instrumentos de atuação na escola formal por se tratar de única reunião de professores institucionalizada e oficial dentro do calendário escolar. calendário escolar. regimento.

ou seja. pais e alunos (maiores de 15 anos). já que as mesmas especificidades sociais perpassam por este espaço. debates e outros de interesse da comunidade escolar sob a coordenação de uma diretoria eleita por seus componentes. e gestores. ampliando a responsabilidade do diretor em cumprir com a comunidade que se torna coresponsável aos objetivos escolares devido à participação no processo de escolha. funcionários.grêmio estudantil Grêmio Estudantil é um mecanismo democrático constituído pelos estudantes cujo objetivo é promover eventos culturais. artísticos. serviçais. professores.a eleição de diretores A escola é o reflexo da sociedade. A eleição para diretores e vice-diretores constitui-se num primeiro instrumento de democracia na escola. Isto favorece o espaço democrático escolar. professores. a democracia. especialistas. a violência. de estudantes. 1.3. de lazer. a cultura. sendo elemento fundamental na democratização dos processos de poder da unidade escolar. de modo que tenhamos o partilhamento do poder.escolar. 1. A eleição deve ser cada vez mais aprimorada e articulada a outros mecanismos.3.5. Por meio da eleição a vontade e os desejos da comunidade escolar são contemplados. As normas indicam ainda que o colegiado deva ser composto por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar. os sujeitos. instigando a discussão de todos os segmentos que representam o colegiado.4. . a compreensão do poder como exercício de paz. DOURADO (2008) acredita que a eleição de diretores é crucial para o processo de gestão democrática.

6. O PPP significa também rupturas com paradigmas que representam o engessamento das práticas no interior da escola. que significa lançar adiante.projeto político pedagógico De acordo com Ferreira (1975) projetar vem do latim “projicere”. lança-se para adiante tendo em vista a concretização de seu projeto educativo em sua prática cotidiana. Ele expressa o ideal de educação e sociedade de uma comunidade escolar numa atitude autônoma em relação às esferas administrativas superiores. 1. já que na perspectiva da Gestão Democrática. com suas práticas centralizadoras. nas discussões de possibilidades de ações na escola e na comunidade. fazendo com que estes tenham voz ativa e participativa junto aos professores.3.O Grêmio Estudantil pode representar os estudantes de determinada unidade escolar nos processos decisórios. Essa representação é assegurada pela Lei Federal Nº 7. Por meio da abertura de espaços de discussões e participação nas decisões. O Grêmio é um órgão composto somente de estudantes e para participar é necessário estar regularmente matriculado e freqüente. juntamente com a comunidade escolar. a escola é o lugar de concepção e realização de seu projeto educativo. de debate e diálogo apoiado em reflexões e ações coletivas. o Grêmio estudantil. coordenadores e diretores auxiliando-os na programação e construção de regras dentro da sua escola. Sua dimensão políticopedagógica caracteriza uma construção ativa e participativa dos diversos segmentos . para conceber um lugar político. pode contribuir efetivamente para a construção de relações democráticas no âmbito da escola pública. Este conceito expressa com propriedade o sentido de um Projeto Político Pedagógico (PPP). de 04 de novembro de 1985 e tem como objetivo contribuir para fomentar a participação dos alunos nas atividades da escola. além de ser um espaço de aprendizagem e conscientização política.398. de forma mais organizada.

sejam eles na escola ou na sociedade. críticos e envolvidos com os ideais estabelecidos. Todo esse movimento visa a promoção das transformações necessárias e desejadas pelo coletivo escolar e comunitário. as pessoas ressignificam as suas experiências.pedagógico é ação humana transformadora. funcionários. Nesse sentido o projeto político. . dão sentido aos seus projetos individuais e coletivos. pais e mães. reafirmam as suas identidades.alunos e alunas. refletem as suas práticas. demonstram seus saberes. professores e professoras. indicam novas possibilidades e propostas de ação. resultante de um planejamento dialógico. ao ser verificado enquanto ações intencionais que contribuirão significativamente na formação de cidadãos responsáveis. reafirmam e atualizam os seus valores na troca com outras pessoas. estabelecem novas relações. por conter os compromissos sociopolíticos de um grupo e as pedagógicas. coletivo e participativo de construção da autonomia da escola Desta forma. comprometidos. Ao desenvolvê-lo. direção e toda a comunidade escolar. resgatam. o PPP apresenta-se em duas dimensões indissociáveis: as políticas.escolares .

na segunda avaliase a titulação dos candidatos e sua capacidade de liderança sendo esta última avaliação feita pela comunidade escolar através de uma eleição. Diante desse novo fato. desde o processo de provimento ao cargo até o seu desafio frente à Gestão Democrática nas escolas. para avaliar competências técnicas.O DIRETOR ESCOLAR EM MINAS GERAIS Este capítulo tem como foco apresentar a função do diretor escolar em Minas Gerais.diretor. através do processo de seleção competitiva interna (SECOM) processo este constituído de duas etapas: na primeira etapa.d. Por outro. a participação da comunidade escolar passou a ser determinante na escolha do diretor e vice. A Lei n° 10. (Silva. os candidatos submetiam-se a uma prova. s. demonstrando suas atribuições. e em contraposição a essas articulações. determinados setores se articulavam no intuito de se tentar caracterizar a seleção competitiva interna como uma forma de concurso. os segmentos sociais que há muito lutavam pelas “diretas para diretor de escola” se mobilizaram para que a regulamentação do dispositivo constitucional referente ao provimento no cargo de diretor de escola se configurasse como um processo “eletivo” e não como “concurso”. a eleição direta para diretor de escola passa a ser objeto de discussão tanto na esfera dos profissionais da educação quanto na área de atuação do governo estadual. como meio para o provimento do cargo de diretor escolar. funções e subsídios para o exercício à função. por um lado. Em seu artigo 196.) . com a promulgação da nova Constituição Estadual de Minas Gerais. estabeleceu-se a seleção competitiva interna.sobre o processo de eleição do diretor em Minas Gerais Em Minas Gerais.2.486 de julho de 1991. 2. Os embates políticos em torno dessa questão se acirraram nesse momento tendo em vista que. Dessa forma.1. regulamentou o artigo 196. a questão da eleição de diretor escolar iniciou-se em 1989.

o vice-diretor passou a ser indicado diretamente pelos candidatos a diretor.º 852. Determina também que poderão participar do processo de indicação de Diretor e de Vice-diretor. licenciatura plena ou graduação acrescida de formação pedagógica docente. civil e penal nem ter sido punido disciplinarmente nos 05 (cinco) anos anteriores à data da indicação para o cargo ou função. para concorrer ao cargo é necessária a aprovação no exame de Certificação Ocupacional de Dirigente Escolar da SEE-MG e possuir formação para o magistério. por votação. indicará a chapa que julgar apta para a gestão da escola. de 22 de dezembro de 2006. no caso de servidor efetivo. O candidato à vaga deve estar em exercício na Escola Estadual para a qual pretende candidatar-se na data de inscrição ao processo de indicação e ter obtido pontuação igual ou superior a 70 (setenta) pontos no último período da Avaliação de Desempenho Individual – ADI ou na última etapa em que foi submetido à Avaliação Especial de Desempenho – AED. A Comunidade Escolar. esta é a legislação vigente no estado de Minas Gerais.A partir de 1996. através de curso de pedagogia. estabelece critérios e condições para a indicação de candidatos ao cargo de Diretor e à função de Vicediretor de Escola Estadual de Minas Gerais. A resolução define que a Comunidade Escolar fará a indicação de servidor ao cargo em comissão de Diretor e à função de Vice-diretor dentre as chapas inscritas conforme critérios estabelecidos nesta Resolução. A resolução da SEE-MG n. No caso de Diretor. servidores que comprovem deter a função pública estável ou estar designado no cargo das carreiras de Professor de Educação Básica ou Especialista em Educação Básica. em especial a movimentação financeira e bancária e não estar respondendo a processo administrativo. curso de licenciatura curta ou curso normal de nível médio dependendo da especificidade da escola. e em 1999 a primeira etapa do processo de eleição foi eliminada. O pretenso diretor deve possuir habilidade para exercer plenamente a presidência da Caixa Escolar. . Atualmente.

2.atribuições e funções do diretor escolar: Ao diretor escolar são atribuídas funções que abrangem aspectos pedagógicos. evitando-se o privilegio de algumas em detrimentos de outras de igual importância para o bom funcionamento da rotina escolar. Compete ao diretor escolar. pois. p. estimulando a participação dos pais. promovendo a constante elevação dos níveis de aprendizagem dos alunos. indispensáveis ao exercício ao cargo de diretor escolar. mas abordar as mais importantes dentre varias outras. No entanto. A ele cabe zelar para que a escola eleve os padrões de aprendizagem de seus alunos. manter em evidência que. deve-se observar e considerar a complexidade do ambiente escolar e neste sentido. Para o bom desempenho de tais atribuições. Não se pretende aqui fazer um aprofundamento em tais atribuições. e de toda a comunidade escolar nas diferentes ações desenvolvidas na escola. o modelo de gestão democrático pode auxiliar ao diretor a desempenhar suas várias funções dentro da escola. então se corre o risco de restringir-se à simples substituição de pessoas no poder. Passe-se a partir de então a um breve relato das atribuições do diretor escolar conforme normas elaboradas pela SEE/MG. atuando e coordenando para a organização e o . financeiros e burocráticos conforme as normas estabelecidas pela SEE/MG. perder de vista o legítimo anseio da democratização da escola enquanto espaço educativo para a participação e a cooperação necessárias ao exercício da cidadania. se a proposta de eleição de diretor for considerada como a única garantia de democratização da escola.PRAIS (1990. representar a escola oficialmente.2. Uma vez que ele encontrará dentro da própria instituição parceiros que o ajudarão no comprimento de suas responsabilidades.109) ressalta que: Deve-se. e assim. é importante que o diretor desenvolva uma visão global das funções a ele atribuídas.

monitorando o registro da freqüência e conduzindo a avaliação de desempenho da equipe garantindo a legalidade e regularidade dos atos praticados pela escola privilegiando a autenticidade da vida escolar dos alunos. alocando servidores conforme interesse da escola. Ao estimular o desenvolvimento profissional dos professores e demais servidores em sua formação e qualificação.competências do gestor escolar De acordo com a legislação vigente em Minas Gerais. as Avaliações Internas e Externas da Aprendizagem.3. O Projeto Pedagógico da Escola. O Plano de Intervenção Pedagógica representam a vida da escola. 2. pelos bens patrimoniais e pelo mobiliário escolar.desenvolvimento do projeto pedagógico. cabe ao Diretor Escolar articular as formas da gestão e direcioná-las para o foco central do fazer da Escola: o ensinar e o aprender. observando a sua fidedignidade e prazos estabelecidos. o diretor ainda tem como responsabilidade zelar pelo prédio. Foco à Gestão Pedagógica é a exigência principal da Escola que se busca hoje: garantir o sucesso dos alunos e propiciar ações que impeçam o fracasso são propósitos permanentes para a garantia do sucesso escolar. Também necessita prestar contas das ações realizadas durante o período em que exercer a direção da escola e a presidência do Colegiado Escolar. a Gestão Financeira e a Gestão Administrativa. promovendo sua manutenção. A ele cabe assegurar a regularidade do funcionamento da Caixa Escolar e ainda fornecer os dados e informações solicitadas pela SEE/MG. Na parte administrativa. cabendo ao diretor escolar direcionar estas práticas pedagógicas para que todos se conscientizem da . reforma e ampliação. quando necessário. observando e cumprindo as orientações emanadas da SEE/MG e a legislação vigente. São três os direcionamentos para a Gestão Escolar em Minas Gerais: a Gestão Pedagógica. divulgando seus resultados e tomando medidas para resolver os problemas apontados nas avaliações. o diretor escolar eleva o nível do quadro de pessoal. apoiando a realização da avaliação pedagógica.

Todas essas atividades devem ter por objetivo a busca ao sucesso no desempenho de todos. o emprego transparente dos mecanismos de democratização da Escola. na aquisição de material didático-pedagógico. 2.o manual de orientação No intuito de subsidiar o trabalho dos diretores escolares da rede estadual de educação.o guia do diretor escolar A SEE-MG juntamente com a diretoria de capacitação dos gestores.3.1. na aquisição do material necessário ao funcionamento da Escola. e. na capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais da educação. no desenvolvimento e implementação do Projeto Pedagógico.2.3. 2. suas implicações na vida escolar dos alunos e desde a sua aprendizagem aos processos burocráticos dos registros. foi elaborado pela SEE-MG o Manual de Orientação e O Guia do Diretor Escolar. trabalho esse que implicará na qualidade da educação e assegurará a aprendizagem em todos os tempos da Escola. a aplicação e desempenho do processo pedagógico. elaborou O Guia do Diretor Escolar quem tem por finalidade subsidiar o desenvolvimento do . O zelo pela vida funcional de seus servidores. O direcionamento administrativo é o cumprimento das leis e planos da Escola. O Manual de Orientação visa orientar e organizar o desenvolvimento das atividades previstas a serem desenvolvidas no processo de indicação de candidatos ao cargo de Diretor e à função de vice-diretor das escolas estaduais.responsabilidade coletiva do trabalho. na avaliação da aprendizagem. A Gestão Financeira tem por objetivo cuidar para que os investimentos sejam empregados na conservação do prédio e do patrimônio escolar. sobretudo.

O novo conceito de gestão supera o de administração. Essas transformações demonstram uma democratização da escola caracterizada pela administração participativa. sendo de competência da Diretoria de Capacitação de Gestores a sua implementação.4. É coordenado em nível nacional pelo CONSED e no Estado de Minas Gerais. a mesma adverte que “não basta uma mudança semântica. Vitor Paro (1993. O guia orienta os processos de planejamento. 2. p. 2000). nos diferentes contextos escolares.CONSED. Segundo Uhle (1994. pela SEE-MG por meio da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Humanos. existente desde 2004.79).3. propõe a transformação social por meio de uma administração escolar transformadora: . O programa tem como objetivo capacitar gestores competentes e comprometidos com a efetiva aprendizagem de seus alunos e com elevação da qualidade do ensino público no Estado.Programa de Capacitação dos Gestores.164).o diretor frente à gestão democrática A nova Constituição Federal 88 contemplou movimentos em prol da educação. 2.Progestão Concomitante aos subsídios acima citados existe o PROGESTÃO . uma vez que envolve a participação da comunidade nas decisões que são tomadas na escola (LUCK. “o termo administração foi substituído pelo termo gestão”. mas essencialmente uma cultura que valorize os princípios democráticos”.3.trabalho destes profissionais. financeiras e pedagógicas. p. implementação e avaliação das ações administrativas. alterando o termo administração pelo termo gestão. elaborado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação .

2000. presta contas e submete à avaliação da equipe o desenvolvimento das decisões tomadas coletivamente. Conforme oportunamente caracterizado por Flávio de Toledo (1994. 2003. pois contempla a organização e o funcionamento de todo o ambiente escolar. Percebeu-se que não cabe ao Diretor apenas administrar e sim ser uma figura que proporcione a participação de toda a comunidade da escola.] o diretor coordena. as responsabilidades decorrentes das decisões acompanham o desenvolvimento das ações. não se referem apenas à democratização interna da escola. 335). Essa alteração de gestão sinaliza o surgimento de uma concepção na qual o papel do gestor é redefinido. para ser: [. A gestão passa a conceber um ambiente autônomo e participativo. É de importância fundamental ressaltar o trabalho do Diretor escolar. 16). delega aos membros da equipe escolar.. na construção do ambiente educacional e promoção segura da formação de seus alunos (LUCK. OLIVEIRA e TOSCHI.34). p. motiva. um mobilizador. mas também ao fortalecimento da unidade escolar externamente. que centraliza em si as decisões.. p. o que provoca o trabalho coletivo e partilhado por várias pessoas para alcançar objetivos comuns. E mais [. p. um articulador da diversidade para dar unidade e consistência. (LIBÂNIO. Sobre o papel do diretor. mobiliza. lidera. conforme suas atribuições específicas.] um gestor da dinâmica social. é abandonada a função de fiscalização e controle.. “a criação de um clima propício à motivação e ao desenvolvimento das pessoas como a missão .As vantagens de uma Administração Escolar participativa. um orquestrador de atores. em que as decisões são tomadas pelo grupo..

realiza-se (p. tomar decisões conjuntas (2005). Percebe-se a necessidade de compreensão por parte dos gestores sobre a diferença entre o discurso e a ação conforme afirma Hora (2006): [. para promover melhores condições da escola. Democracia não se concede. p. A participação não depende de alguém que “dá” abertura ou “permite” sua manifestação. Este passa a ser valorizado por sua capacidade de influenciar.. compartilhar responsabilidades e poder. motivar.] democracia só se efetiva por ações e relações que se dão na realidade concreta. desenvolver e manter um sentido de comunidade na escola. em que a coerência democrática entre o discurso e a prática é um aspecto fundamental.” A Descentralização da educação ampliou as responsabilidades da escola. identificar e resolver problemas.133). É relevante pontuar que a qualidade da escola não se restringe ao Diretor mas também implica mudanças nas características pessoais e profissionais de toda a comunidade escolar. conquista-se. estimular o trabalho em equipe. o gestor passa a assumir o papel de coordenar a ação dos diferentes componentes da comunidade escolar na tomada de decisões coletivas. Conforme Ramos (1992. tende-se a atribuir uma maior importância à figura do gestor.. partilhar informações. Carvalho reforça esta idéia: No atual modelo de gestão. visto como “liderança empreendedora”.fundamental de uma gestão justa e inteligente do patrimônio humano de uma organização. a motivar o trabalho em conjunto e solucionar seus problemas de forma autônoma.36) .

Sob certos aspectos. qualidade total denota o compromisso com a qualificação dos recursos humanos envolvidos. p. de avaliações a respeito das questões . (.. tendo em vista que qualidade provém deles.. de si. Qualidade total é. questão de competência humana. p. oriunda até mesmo do estudo do processo psíquico dos elementos envolvidos. Inovação exige talento e talento se obtém na medida em que se apóiem a criatividade.87) afirma que: Cabe ao diretor envolver toda a equipe da Escola num processo contínuo de discussão sobre o sentido da Educação no contexto concreto da sociedade brasileira. processo de construção e participação.) Qualidade significa a perfeição de algo diante das expectativas das pessoas. De acordo com os esclarecimentos. mesmo que trabalhe em conjunto. estas são até saudáveis. p. Weiss (1991.11): Qualidade é uma dimensão de intensidade.).29) observa que “cada pessoa deve conhecer suas responsabilidades individuais. Kanaane (1991. debates.. cada subordinado. Qualidade é. onde o SER predomina o TER. Sob o mesmo ponto de vista. Este autor (p. assim.). Ele deve transformar sua Escola num verdadeiro centro de informações. Como esclarece Demo (1994. devendo ser removidas com abordagem franca...34) afirma que: "O fato de as pessoas desconhecerem as conseqüências do sucesso ou do fracasso constitui uma razão importante para que elas não dêem o melhor possível de si”. (. a inteligência e a visão empreendedora dos seres humanos envolvidos no processo educativo. Na acepção mais básica.3) assegura que são necessárias apropriações de novos conceitos: Sabe-se que mudanças geram resistências em grau proporcional ao estilo pessoal de cada dirigente.. Severino (1992. em equipe”. (. p.A Escola de Qualidade que se pretende construir tem na inovação sua mola propulsora.

transparente e autônomo. Estimulando assim. . Com isso pressupõe-se que o Diretor Escolar tem um papel frente a gestão democrática no sentido de promover um ambiente participativo. procurando firmar a posição da Escola ante esses contínuos desafios. toda a comunidade a envolver-se efetivamente na gestão participativa da educação.sócio-político-culturais que têm repercussão sobre a Escola.

optou-se pela “Pesquisa Qualitativa”. 3. situações. O material obtido nessa pesquisas é rico em descrições de pessoas. dão significados às suas condutas. permite um enfoque de uma dada realidade. o pesquisador pode partir de observações mais livres deixando que as hipótese e idéias surjam. ao contrário. A metodologia está intimamente ligada ao pesquisador com seus valores. acontecimentos. detalhando as etapas da metodologia selecionada para o desenvolvimento deste trabalho. Os sujeitos pesquisados são sujeitos de cultura que dão sentido às suas ações. suas idéias. As questões do cotidiano devem ser transformadas em objeto de .METODOLOGIA DO TRABALHO Neste capítulo serão apresentadas informações sobre como se realizou as pesquisas bibliográfica e de campo.3. sua forma específica de problematizar esta mesma realidade. seria incoerente se falar em metodologia neutra. seu olhar singular sobre a realidade pesquisada. Não há presença marcante de tabelas estatísticas ou dados numéricos. já que existe uma relação de reciprocidade entre eles. a medida em que realiza os trabalhos de pesquisa. assim como se reverenciam em si mesmos e nos outros.definição da metodologia Tendo em vista a alcançar os objetivos traçados neste trabalho. pois a mesma busca o cotidiano das experiências vividas e os sentimentos envolvidos. inclui transcrições de entrevista e de depoimentos. a abordagem indutiva. Em se tratando de uma pesquisa no campo da educação.1. porque não existe pesquisador neutro. o que significa que não há necessidade de partir de hipóteses delineadas e fazer deduções. o que implica a idéia de superação do sujeito (pesquisador) do objeto da pesquisa (realidade estudada). rejeita a idéia de “neutralidade do pesquisador. sua filosofia de vida.

por entrevistas semi-estruturadas. também chamadas focalizadas. perceber a grande importância deste profissional para a efetivação da gestão democrática. 3. o entrevistador faz perguntas específicas. no decorrer da pesquisa. Foi realizado um levantamento bibliográfico e entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado. Nestas. Rubin & Rubin (1995) descrevem uma variada gama de tipos de entrevistas qualitativas. com vista a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. objetivando aprimorar idéias ou descobrir intuições. por ser o que mais se adequa ao objetivo fundamental deste trabalho possibilitando através dos estudos bibliográficos e as entrevistas com diretores. mas também deixa que o entrevistado responda em seus próprios termos. distinguido-as pelo grau de controle exercido pelo entrevistador sobre o diálogo.2. dimensões e circunstâncias que com elas se relacionam. e posterior análise de exemplos que estimulem a compreensão do tema do trabalho. quando o entrevistador tem pouca clareza sobre aspectos mais específicos a serem focalizados. Este tipo de entrevista é geralmente usado no início da coleta de dados.coleta dos dados A coleta de dados. o entrevistador introduz o tema da pesquisa.investigação. . se deu através de entrevistas estruturadas e semi estruturadas. Nas entrevistas não estruturadas. indo além do contexto imediato e analisando os aspectos. Partindo desse conhecimento. sendo esta ultima baseada em um roteiro previamente elaborado pelas integrantes do grupo. e é frequentemente complementado. optou-se por esse método. O roteiro da entrevista baseiou-se em quatro focos relacionados aos temas “diretor escolar e gestão democrática”. que integra este trabalho. pedindo que o sujeito fale um pouco sobre ele. que pretendem proporcionar maior familiaridade com o problema. eventualmente inserindo alguns tópicos de interesse no fluxo da conversa. Realizou-se este trabalho utilizando pesquisas exploratórias.

a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. buscando-se melhor compreensão de uma comunicação ou discurso. extrair os . tratando dos elementos estruturados propriamente ditos que foram os três últimos focos relatados anteriormente. as experiências destes profissionais no cargo de diretor e o perfil destes gestores na perspectiva da gestão. O terceiro foco denominado “Eleição: um caminho em construção”. e os limites e suas possibilidades frente à realidade educacional de cada escola visitada”.O primeiro foco denominado “Realidades distintas: múltiplos olhares” objetivou explanar as características profissionais dos entrevistados. constrói-se através de um ir e vir contínuo e tem que ser reinventada a cada momento”. O segundo foco diz respeito “à prática da Gestão democrática por parte dos entrevistados. ressalta a importância do processo para o desenvolvimento da gestão democrática e questiona a opinião dos entrevistados sobre este importante processo. foi utilizada. “análise de conteúdo é uma técnica que não tem modelo pronto. a partir daí. utilizada para estudar e analisar material qualitativo. O último foco tratou da “prática de indicação de diretores ao exercício do cargo” e quis saber dos entrevistados a relevância deste processo para a prática de uma boa gestão na perspectiva de gestão democrática. por sua vez. neste trabalho. elaborou-se um roteiro estruturado em dois itens: o primeiro com os elementos sócio-biográficos dos profissionais e o segundo.tratamento dos dados Para interpretar os dados coletados através das entrevistas com os diretores das escolas. 3. Na construção do roteiro de entrevista. as ideológicas e teóricas. podendo. Para esta autora. além de relacionar suas características gramaticais.3. A análise de conteúdos é um conjunto de técnicas de análise das comunicações.

aspectos relevantes para a pesquisa em questão. . que funciona por operações de desmembramento do discurso em unidades. Diante deste pressuposto e com base nas respostas obtidas através de questionario semi-estruturads. Dentre as diversas técnicas existentes na análise de conteúdos escolheu-se para este trabalho especificamente a análise categorial. utlizou-se categorizações para organização dos dados obtidos. Estes resultados serão amplamente analizados no próximo capítulo.

Este relato impulsionou a investigação acerca da divergência entre a legislação vigente e a realidade deste recorte educacional.ANÁLISE DOS DADOS Neste capitulo apresentam-se as análises dos dados coletados ao longo do desenvolvimento da pesquisa. À luz de Paulo Freire foi possível perceber alguns pontos dentro da gestão democrática que condizem com o pensamento deste grande educador. (FREIRE. burocrático e ao mesmo tempo pedagógico. Iniciou-se uma entrevista informal com a vice-diretora desta escola. 1987. Esta fala demonstra que a prática de indicação ao cargo de diretor escolar continua ocorrendo nos dias de hoje. percebeu-se a importância política desta pesquisa. a pesquisa de campo iniciou-se no mês de Março/2010. já que a revelação em sua fala foi contraria a toda pesquisa realizada até o momento. p. diversificado. O relato desta diretora suscitou dúvidas no grupo com relação ao processo de eleição. Os homens trabalhando em conjunto se libertam das amarras produzidas pelo Estado. Diante desta realidade da rede estadual. mesmo com o respaldo legal sobre a: . durante a minha carreira no Estado”. já que “os problemas da escola estão profundamente enraizados nas condições globais da sociedade (FREIRE. Constava-se uma situação de indicação de diretor escolar. ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão por intermédio do mundo”. A primeira visita realizou-se em uma escola da rede estadual na região Centro/Sul de Belo Horizonte. Ninguém liberta ninguém. percebeu-se a realização de um trabalho árduo. Funcionária da rede pública há seis anos e com experiência em diversas escolas da rede inclusive no interior do Estado.4.52) Com base nas pesquisadas realizadas e a produção dos capítulos I e II. onde o que era indicado torna-se eleito. A interpretação destes dados foi realizada baseada no referencial teórico utilizado. 1987)”. a entrevistada expôs: “Nunca presenciei uma eleição de diretor escolar.

a entrevistada esclareceu que “este fato ainda ocorre devido às especificidades de algumas escolas e situações. alunos e pais. vários são os motivos que necessitam da intervenção da SEE-MG . de 20 de dezembro de 1996. Deparou-se com o processo de escolha de diretor na rede pública estadual de ensino. da Gestão democrática e do papel do diretor escolar nos dias de hoje. para promover a gestão competente nas escolas estaduais e aumentar a participação da Comunidade Escolar no processo de eleição de diretor. funcionários da escola. inciso VI: gestão democrática do ensino público. Dos programas de capacitação dos gestores que abrangem vários municípios do Estado. com a participação da comunidade escolar. 206. é uma das manifestações democráticas mais expressivas da participação política na gestão do processo formativo escolar. A fala da entrevistada elucidou acerca da legislação e sua execução nas escolas. Nesta visita questionou-se sobre como se dá o processo de eleição e o por quê de ainda existir o processo de indicação de diretores. que define condições e critérios para o exercício do cargo de diretor e à função de vice-diretor. previsto na Constituição Cidadã de 1988. 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – nº 9. A entrevistada relatou a importância do Colegiado Escolar bem como seu funcionamento. nas quais a SEE-MG tem que intervir”. reafirmado no Art. uma vez que constatou-se a existência desta prática em algumas escolas da rede estadual. No intuito de compreender esta realidade. De acordo com as explicações da entrevistada. professores. na forma da lei. visitamos a Secretaria de Educação de Minas Gerais em Abril/2010. Na SEE-MG entrevistou-se uma funcionária do setor de capacitação dos gestores do estado de Minas Gerais. no Art. a SEE-MG elaborou a Resolução nº 852 de 22/12/2006. Quanto aos casos de indicação de diretor escolar.Eleição direta para o provimento do cargo de diretor de escola pública. Segundo a entrevistada.394. É um exercício prático e pedagógico de cidadania.

Optou-se observar estas duas realidades buscando responder o problema de pesquisa: Há realmente uma prática democrática por parte do diretor escolar na perspectiva de gestão? Ou há uma prática democrática do diretor escolar independente de sua forma de eleição X indicação. candidatos que não preenchem os critérios e condições exigidos pela SEEMG e candidatos que apresentam o perfil mais adequado para exercer a função em determinadas escolas. tem 49 anos e é solteiro. Ainda na entrevista. Com base nas informações adquiridas na visita à SEE-MG decidiu-se ampliar esta pesquisa de campo visitando duas escolas da Rede Estadual de Ensino. tomou-se conhecimento do Programa de Capacitação dos dirigentes escolares. Por isso ocorrem exceções à regra. o PROGESTÃO. 4. Diante deste cenário percebeu-se que as intervenções são necessárias devido à complexidade da Rede Estadual de Ensino. Direito e Administração Pública. representa uma contribuição inovadora no campo da formação continuada via Educação à Distância. Sendo uma escola onde o diretor foi eleito pela comunidade escolar e outra escola onde o diretor foi indicado pela SEE-MG. que exercem ou pretendem exercer a direção das escolas de Educação Básica. Atua na educação há trinta anos. exonerações de cargos. Psicologia.1.como: em casos de falta de candidatos ao preenchimento da vaga. para os gestores da rede estadual de Minas Gerais e tem como meta capacitar os profissionais do magistério da rede. que neste trabalho será designado de “A”.realidades distintas: múltiplos olhares O primeiro entrevistado. é do sexo masculino. Suas áreas de formação são História. O programa desde 2004. .

gestão democrática: o que determina o sucesso? A segunda pergunta feita na entrevista quis saber como o entrevistado descreve o momento atual quanto às possibilidades de uma pessoa ter sucesso como gestor de escola pública no Brasil. 4. De acordo com o Guia do Diretor escolar (2008:15).2. Acredita também que o fato de ter cursado uma pósgraduação em administração pública pesa na escolha.” A partir desta afirmação identificou-se na fala do gestor “A” a coerência entre esta teoria com seu relato contrapondo com a fala da gestora “B” que demonstra não perceber a gestão da escola relacionada ao o processo de ensino e aprendizagem. de outra instituição. O candidato também ressaltou que é vice-diretor. pois a clientela muda rápido e. é casada. “o professor que fica no cargo de gestor por muito tempo perde a abordagem do aluno”. formada em Letras com habilitação em Português e Inglês e exerce o cargo de gestora há três anos. que neste trabalho será designada pela letra “B”. tem 46 anos. Demonstrou na resposta que a escola considera a experiência do candidato em questão quando há necessidade de escolher. A gestora “B” respondeu à pergunta dizendo que o que a levou a ocupar o cargo foi “a vontade de sair da sala de aula.A segunda entrevistada. algo que a estressava muito”. o entrevistado “A” disse que é gestor por idealismo. Também falou sobre “a possibilidade de ascensão profissional”. de tempos em tempos. Disse que. “cabe ao Gestor Escolar articular todas as formas da gestão. direcionando-as para o foco central do fazer da Escola: o ensinar e o aprender. “A experiência de ser gestor ajuda a colocar em prática experiências vivenciadas e „algumas idéias‟. a seu ver. pela terceira vez. . volta para o cargo de professor. Perguntados sobre o que os levou a ocupar o cargo de gestor escolar.

p. O Guia do diretor escolar pontua características necessárias ao diretor escolar na perspectiva da Gestão Democrática. considerando as dificuldades. Nesse diapasão. sem desconsiderar os limites do sistema de ensino e as restrições dos recursos materiais. Segundo Santos gestão escolar na modernidade é um grande desafio: Ao analisarmos o papel dos gestores escolares na modernidade é necessário estabelecer parâmetros para a formação coerente com as demandas atuais. tão comuns na escola brasileira. as expectativas da Comunidade Escolar e articula a adesão de todos os segmentos na gestão dos planos e projetos da escola.16). pois o grupo a ser gerido não é uma escolha sua”.(Guia do diretor escolar p. limitações na estrutura física e de pessoal”. alguém que consegue aglutinar as aspirações. Esta idéia de Santos se relaciona à fala do gestor “A”. (2008. humanos e financeiros.12) .O entrevistado “A” define a gestão da coisa pública como “um desafio. Os problemas existentes na escola são vistos como forma de elaboração de proposta que favoreçam melhorias dentro da escola. Há entraves burocráticos. As teorias de gestão devem iluminar um novo caminho. porém sem abdicar do ideal e da crença na possibilidade de mudanças. dentre elas: Ser articulador – Líder cooperativo. o sucesso só é possível a líderes. já que os desafios e entraves existentes na gestão são mencionados. especialmente no que tange ao satisfatório desenvolvimento pedagógico. “Conhecimento e liderança são fundamentais ao sucesso do gestor. O gestor “A” disse ainda que: O gestor de escola pública é desafiado o tempo todo pela comunidade escolar e pelos órgãos públicos. sob pena de tornar a escola inviável. entretanto não são o foco da gestão. os desejos.

(2008. Existe o Progestão. Não vejo por parte do Estado o oferecimento de condições favoráveis para a realização de capacitação profissional. “O diretor me liberou para fazer um curso. mas o baixo salário não proporciona a possibilidade de grandes capacitações. predominando a concepção do transplante das teorias da administração de empresas para o ambiente escolar. não vê muita coisa que possa ser levada em consideração para contribuir com o sucesso do gestor. Desta forma.Esta característica necessária ao diretor escolar vai de encontro à fala do gestor “A”. De tal sorte. A formação dos gestores educacionais e escolares. oferecido pelo Estado. a articulação entre todos os elementos envolvidos na GD propicia maiores chances de alcançar o sucesso escolar. A gestora “B” respondeu que. ao longo dos últimos anos. os gestores de escolas públicas jamais passaram por cursos de administração ou já tiveram qualquer prática. „seguro‟ aqui para você”. pois para isso tenho que me ausentar e ele disse: pode ir. não tem garantido [. Também disse que. (Gestora “B”) Disse ainda que não existe uma organização apropriada para suprir a falta do professor que ausenta para capacitar-se. a possibilidade de sucesso na gestão de escola pública passa necessariamente pelo desenvolvimento de líderes que tenham embasamento técnico robusto para o exercício da função.. Faço uma capacitação na UFMG a qual não pago. Concluindo. se quiser. administrar aprendendo o essencial ao exercício do cargo acaba por gerar mais conflitos do que soluções. como a comunidade escolar e os órgãos públicos. dentro da sua realidade.. tem que buscar por si mesma alguma capacitação. e participo de seminários que instituições privadas oferecem para a escola. p. Em grande número.] a construção da especificidade dos processos de gestão da escola. que demonstra articular a sua prática com os demais elementos envolvidos na escola.51) . O gestor “A” acredita que a ocupação do cargo exige conhecimento técnico sólido.

Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão . “Permaneço professor.Diante das falas dos gestores e da teoria citada. porém possível. torna-se possível administrar com sucesso. alunos. a partir de uma análise da sua atuação. acabo por ter abordagem prática. estou administrador. o gestor “A” ressaltou que teve uma formação escolar ampla e uma prática ao longo do tempo que facilitam o exercício da sua função. o favoritismo e a neurose coletiva que travam o processo”. Lamentou que muitas escolas são administradas como espaço doméstico. Disse ainda que a prática docente também é fundamental ao trabalho. global. bastam boa vontade e honestidade.51) Quando questionado sobre o que pode ser levado em consideração. Não é mais possível pensar a escola com funções divididas. 15º. junto aos professores e alunos. (SANTOS 2008. Quando se tratam as questões da escola com objetividade e fundamento. “É preciso eliminar o conceito de que. especialistas e dos próprios administradores”.p. a autonomia da escola é assegurada no artigo 15º: Art. Atribuiu esta “pouca autonomia” aos abusos cometidos no passado por diretores que desviavam verbas e promoviam corrupção. portanto não atuo propriamente como profissional de administração”. idealista. mas como uma instituição organizada de forma sistêmica. a entrevistada “B” disse que a pouca autonomia que o cargo possibilita dificulta o sucesso. “Urge que se dê um caráter profissional às relações que se estabelecem na escola. funcionários. mas não é tudo”. percebe-se a necessidade de ultrapassar a fragilidade da formação de administradores escolares. “às vezes uma extensão da vida pessoal e familiar dos professores. Ao responder a segunda pergunta. de modo a "exorcismar" o amadorismo. sem alongar em discussões infrutíferas. para administrar uma escola. De acordo com a LDB. para alcançar sucesso nesta profissão. É um bom começo. Nas intervenções relativas à prática pedagógica.

“Ela acontece com ampla participação dos diversos seguimentos da comunidade escolar. observadas as normas gerais de direito financeiro público.eleição: um caminho em construção A terceira pergunta foi: “O processo de eleição de diretor escolar é uma prática na rede estadual de ensino de Minas Gerais. 2008 p. Você tem conhecimento de quando. Sobre este processo de eleição do diretor escolar. após a aprovação dos candidatos em prova específica de conhecimentos sobre gestão escolar”. A fala da entrevistada vai de acordo com SANTOS. disse que “se dá após a aprovação do eleito pela Secretaria de Estado de Educação”. assim. Salienta que atualmente “a burocracia impede muitas ações benéficas para a escola”.3. Sobre a investidura no cargo. Percebe-se com a fala da gestora “B”.financeira. que na prática a autonomia diverge da teoria.” 4. pois os recursos demoram a chegar.16 “a estrutura das escolas é centralizada e burocratizada. a gestora “B” disse que o processo democrático dá abertura para “cobrar”. dificultando o sucesso da escola na qual trabalha. pois sendo a própria comunidade que o escolheu se sentem mais próximos e mais responsáveis pela realização dos . como ocorre com os próprios órgãos centrais da SEE. “os objetivos almejados não são alcançados”. E. E que “não se tem notícia de eleito rejeitado pela administração pública”. como e por que isso ocorre?” O entrevistado “A” lembrou em sua resposta que a eleição de diretor de escola da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais ocorre de três em três anos. o que provoca falhas na comunicação organizacional e morosidade dos serviços.

Ambos os entrevistados concordam em suas falas que a eleição é a maneira mais adequada para a provisão do cargo de Diretor escolar. 4.” (Paro. a gente bate cá. sem sombra de dúvidas. mais oportuna e mais viável opção.trabalhos. a SEE-MG pode contribuir para a perda de uma conquista tão importante quanto à gestão democrática que gera participação política dos membros da comunidade escolar. Você concorda com essa colocação? Por quê?” A gestora “B” concorda com o que foi colocado pela pergunta. expectativas e interesses para uma prática pedagógica mais adequada. Este teórico reforça a fala dos entrevistados ao reafirmarem a importância da participação para a concretização de práticas democráticas no ambiente escolar.4. A defesa da eleição como critério para a escolha de diretores escolares está fundamentada em seu caráter democrático. 89) considera esta como “a mais democrática e. por envolver todos os interessados da comunidade escolar em práticas mais democráticas dentro da escola.17). O futuro ideal do homem só se dará numa sociedade participativa” (BORDENAVE 1994 p. se compararmos com as citadas anteriormente”. 2001). ZABOT (84 p.indicação enquanto possibilidade democrática A quarta pergunta foi: “Ao indicar diretores escolares. Cada vez mais se verifica o desenvolvimento de uma concepção segundo a qual os usuários têm o direito de se familiarizarem com o modo de agir pedagógico da escola e podem contribuir com sua opinião. Pois quando um gestor é interventor ou designado pode ter ou não um vínculo com aquela comunidade. que muitas vezes “batiam na mesa e impunham ordens”. Disse já ter vivenciado a prática de diretores indicados. “Tudo indica que o homem só desenvolverá seu potencial pleno numa sociedade que permita e facilite a participação de todos. Agora. Salientou ainda que esta mudança de atitude faz com que a participação aumente e garante aos . reflexão sobre cidadania e leitura de mundo. “se ele bate lá. a melhor. Temos voz ativa”.

“por sorte. Assim. E. E. Maestro Vilas Lobo. Respondeu ainda não saber fundamentar objetivamente os motivos ensejadores desta prorrogação indefinida. Para o gestor “A” a questão proposta é controvertida: Há situações que realmente exigem uma intervenção. Já se tem quatro anos e acha que este ano terá eleição. Concluiu. O diretor é voltado para o crescimento profissional dos discentes. se o diretor eleito não satisfaz a comunidade. Por exemplo. . em casos como do IEMG. por fim. Acredita que. (Gestor “A”). por isto. com a escolha democrática. “Este sim é indicado. tem o interventor para substituir. E. “a vida escolar não fica centralizada na vontade soberana da direção”. (Gestor “B”). A assertiva das entrevistadoras vem de encontro com o meu ponto de vista. Antônio Carlos e E. e de mostrar mais seu trabalho. Mas nada oferecido pela SEE. Ela também deu exemplo de como acontece na instituição onde ela atua: O diretor da escola veio como interventor dois anos e depois com eleição foi eleito. após a superação das situações que ocasionaram a intervenção. volta o processo democrático de eleição”. a ação dos diretores é fiscalizada pelo colegiado que é eleito com ampla participação dos membros da comunidade escolar e tem representatividade de todos os seguimentos”. O critério passa pelos gestores da Secretaria de Estado da Educação. as intervenções prorrogaram indefinidamente. (Gestor “A”) O gestor “A” acrescentou que. Acredito que mesmo provocando conflitos na escola e alguns dissabores pelas disputas internas. o melhor caminho para o exercício da cidadania seja a participação efetiva dos membros da escola na escolha de seus gestores.professores a oportunidade de fazer mais colocação. busca sempre oportunidades de participação em seminários congressos para nós. Assim que haja eleição. O grande gargalo é a prorrogação indefinida desta intervenção. Explicou ainda que.

no exercício da democracia e na competência da construção coletiva do projeto pedagógico que reflita o projeto de homem e da sociedade que se quer”.“que a direção eleita não é garantia de uma gestão democrática e participativa e que. p. Sua fala pode ser fundamentada no pensamento de FERREIRA (2006. a direção indicada não é impedimento à democracia e à participação”.113) ao afirmar que: “a direção se constrói e se legitima na participação. . O relato do entrevistado “A” demonstra que participação pode ser construída independente da forma de provisão do cargo.

contribuem com as relações interpessoais compreendendo as diferenças e priorizando sempre o bem comum. uma vez que permitiu aprofundar conhecimentos acerca da Gestão Democrática.a eleição . Os princípios que norteiam a Gestão Democrática proporcionam a valorização da escola. conforme averiguado nos referenciais teóricos utilizados para realização deste estudo. da comunidade e consequentemente do gestor escolar.CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho foi de extrema relevância. conhecer a dinâmica da escola pública por meio de visitas e observações. O diretor escolar é o elemento que contribui com a divulgação e atualização de informações. sendo possível vivenciar e desenvolver a democracia no dia-a-dia da escola. buscando elevação do padrão de qualidade do ensino ofertado. grande marco da Gestão Democrática. o grupo trilhou caminhos que suscitaram dúvidas como. Constatou-se através da análise das respostas dos entrevistados visões e concepções diferentes de educação que são expressas no conteúdo das respostas . conforme necessidade local. concretizando assim a participação entre toda a comunidade. e principalmente.mas não o seu determinante. por isso duas realidades de diretor escolar são retratadas neste estudo (retirar fora de lugar) Para chegar às conclusões aqui relatadas. focar nas ações desempenhadas pelo diretor escolar. na forma de indicação de diretor. por exemplo. cria situações de diálogos dentro da instituição escolar. nesta perspectiva de gestão. a descoberta de situações onde a eleição de diretores deixa de existir para vigorar intervenções da SEE/MG. A eleição de diretor escolar. Contrariando desta forma o princípio fundamental da democracia . provocou no grupo interesse em aprofundar conhecimentos nesta temática. As ações do diretor escolar. construída a partir da ação coletiva. Pensar em Gestão Democrática é acreditar em uma educação com importância social. trabalha por melhorias dentro da escola como um todo e envolve-se na elaboração do projeto político pedagógico.

mas tão somente ser um estudo onde futuras pesquisas sobre o tema poderão se apoiar. Ambos concordam que sem esta prática. seja pela comunidade ou indicado pela SEE/MG. Nas duas realidades observadas constatamos que há uma prática democrática exercida pelo diretor escolar. Porém. independente da forma de egresso à ocupação do cargo. não é o fator determinante para a efetivação da Gestão Democrática. Logo. de acordo com suas especificidades e desafios diários. contribuem com esse novo modelo de gestão. a Gestão Democrática não se concretizaria e. a forma como o diretor de escola é eleito. possuindo uma democracia onde todos tenham voz e vez. convergem para a implantação de práticas democráticas nas escolas pesquisadas. a educação necessita ser entendida como um bem público. A democracia é um princípio sem fim. pautados em realidades mais justas e igualitárias para todos. a participação deve existir em todas as ações que se nomearem ser democráticas. que cada realidade requer atuação diferenciada por parte de seu gestor. Esta pesquisa não pretendeu esgotar o assunto. fundamentado no diálogo como estratégia de resolução de conflitos e encontro de pessoas que comungam ideais semelhantes de sociedade. onde se respeite a especificidade de cada escola. . ambas as experiências. Assim sendo. O trabalho está a disposição de toda comunidade escolar e acadêmica na qual deseja se interessar e saber um pouco mais acerca da temática abordada. os diretores. atuam no sentido de fomentar a participação da comunidade nas tomadas de decisão dentro da escola. que dessa maneira.dos diretores das escolas pesquisadas. por isso. Nos espaços pesquisados. Verificou-se também.

org.anped.96.gov. Constituição (1988).br/legislacao acessado em: 12/08/2010 BRASIL. 2 ed. Aprova do Plano Nacional de Educação. articular e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar? Módulo II – Luiz Fernandes Dourado. 2001. Couto Maria. 2001. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional”. Agência Financiadora: FAPESB Disponível em: http://www. 2005.PNE. BRASIL. 168 p. CONSED. Piracicaba. BRASIL. O método nas Ciências Naturais e Sociais: Pesquisa Quantitativa e Qualitativa.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES-MAZZOTTI. LDB “LEI n. ed.presidencia. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação. CARVALHO. São Paulo: Saraiva.172. Organização do texto: Juarez de Oliveira. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. de 20. Fernando. Autonomia da Gestão Escolar: Democracia e Privatização.1998. Brasília. A Descentralização Da Gestão Da Educação E A Municipalização Do Ensino. DF. (Série Legislação Brasileira). Diário Oficial da União. de 09 de janeiro de 2001. PROGESTÃO: como promover. Lei 10. Alda Judith. Tese (Doutorado em Educação). São Paulo: Thomson. 1990. Lei 10. Universidade Metodista de Piracicaba. duas faces de uma mesma moeda.º 9394.05. Como Temas De Estudos Recentemente Produzidos No Brasil. CUNHA.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT05-2059--Int. Brasília-DF. BRASIL. 10 jan. 4.12. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providencias. de 9 de janeiro de 2001.172.pdf em 9/10 . GEWANDSZNAJDER. BRASIL. Elma Júlia Gonçalves de. – Ufba – GT: Estado e Política Educacional / n.Disponível em: www. Conselho Nacional de Secretários da Educação 2001. Marisa Ribeiro Teixeira Duarte – coordenação geral de Maria Aglaê de Medeiros Machado.

Conferência Nacional da Educação Básica. Escolha de dirigentes escolares no Brasil. A Holística. PAULO. DIAZ BORDENAVE.php?option=com_content&task=view&id=10340 em 8/10 DOURADO. . Educação e Qualidade. Gestão democrática da educação : atuais tendências. Rio de Janeiro: Paz e Terra.2006.br/index. FREIRE./CE/. Carapeto.B. FREIRE. 1991 KANAANE. Paulo./PLS20080415344. nº 29. L. ed.DEMO. Brasília/DF : Anpae.Revista IMES: Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano do Sul..br/sil/Comissoes/. HORA. Pedagogia do Oprimido. Roberto.. São Paulo: Papirus. O que é participação. 95) DOURADO. Desenvolvimento do Potencial Humano e Gestão de Recursos Humanos. 17. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa. F..F. KANAANE. Roberto.senado. Universidade Federal de Goiás. nº 23. A. 1987. . as mudanças de paradigmas e o desenvolvimento gerencial. 1994. Ed. 3. L. 1999. Relatório final de pesquisa. Set/Dez. SP: Papirus. Disponível em: http://portal. p. 8ª ed. 1994.rtf acessado em 12/04/10. Medo e ousadia.gov. 1998.gov. Pedro. . e COSTA. Juan. 1994. Disponível em: webthes. São Paulo. Rio de Janeiro: Paz e Terra.. São Paulo: Cortez 5.(Coleção primeiros passos. 1987. FERREIRA. 2008. novos desafios. Criatividade. Gestão democrática na escola: Artes e ofícios de participação.Ano VIII. Brasiliense. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Denair Leal da. M. Set/Nov. 1993. Syria.mec. HOLANDA FERREIRA. (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico) Campinas..Revista IMES: Ano X. .

11-34). n° 72 (Gestão Escolar e Formação de Gestores. In: Em Aberto. In: LUCE. Educ.ed. 2003. Avaliação da Aprendizagem Escolar: Apontamentos Sobre a Pedagogia do Exame. 2007. FREITAS. MEDEIROS. Dispõe sobre o provimento da direção das unidades estaduais de ensino. OLIVEIRA. In Tec. estrutura e organização. LUCKESI. Gestão Democrática na e da Educação: concepções e vivências. Sherry. Gerson Moreira. Progestão: Guia didático. João Ferreira de. 1998. – Guia Didático: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação. Brasília. A DIMENSÃO PARTICIPATIVA DA GESTÃO ESCOLAR. M.. V. LUCK. Maria Aglaê de Medeiros. Brasília. Programa de Capacitação para Gestores Escolares. A escola participativa o trabalho do gestor escolar. São Paulo. Cortez.) Gestão Escolar e Democrática: concepções e vivências. Petrópolis. Kátia S. Cipriano Carlos. Guia do tutor.B. p. M. Rio de Janeiro: DP & A. Disponível em: . José Carlos. Lei n. Rio de Janeiro: Vozes. 4. L. CONSED.. MEDEIROS. LIMA. I. Heloísa. Maria Auxiliadora M.1991. José Carlos. MACHADO. KEITH. I. JARDIM. Perspectivas da Gestão Escolar e Implicações quanto à Formação de seus Gestores. 2001. P. Porto Alegre: UFRGS. . 10486. Mirza Seabra.B. TOSCHI. LUCE. MACHADO. Brasília: 2001. LIBÂNEO. Rio de Janeiro..LIBÂNEO. LÜCK. Jun de 2000. Heloisa.20 (101) Jul/Ago. Maria Aglaê de Medeiros. P. 2001 MACHADO. de 24 de julho de 1991. Educação Escolar: políticas. GIRLING. MINAS GERAIS. (Orgs. 2008. L.. Heloisa. Roberto. Gilson. LUCK.

Constituição Estadual do estado de Minas Gerais: MINAS GERAIS. 16-18. PARO.. 1993. 306/307. PARO. Guia do diretor escolar.05. Constituição do Estado de Minas Gerais. Resolução n.anped. 1990. 2001. p. MINAS GERAIS.. MINAS GERAIS. . 2001b. Secretaria do estado da Educação. Agência Financiadora: CNPq. MINAS GERAIS. Maria de Lourdes Melo. Belo Horizonte: SEE.São Paulo: Cortez. Dispõe sobre o 2º Fórum Mineiro de Educação.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT05-2780--Int. Estrutura da escola e prática educacional democrática. Escritos sobre educação. 2003. São Paulo: Xamã. Vítor H. Secretaria de Estado de Educação. Administração Escolar: Uma introdução Crítica.. Manual de orientação. de 30 maio 2001.2008. Resolução. Informativo MAI de Ensino..-jul. Vitor Henrique.MINAS GERAIS. jun. Belo Horizonte: Editora Del Rey. Vitor Henrique. SEE-MG n. PARO. Secretaria do estado da Educação.6ª ed. Campinas. MINAS GERAIS. Papirus. Secretaria de Estado de Educação. USP – GT: Estado e Política Educacional / n. Vítor H. 2002. Disponível em: http://www. Administração Escolar: Uma introdução Crítica.º 852. 53.org.pdf acessado em 26/09q2010 PRAIS. de 22 de dezembro de 2006. Administração colegiada na escola pública. A educação pública em Minas 2003/2006: o desafio da qualidade. MINAS GERAIS. SP. 1993. 2 ed. n. PARO.6ª ed.São Paulo: Cortez.

M. vol. . Milioni. PEREIRA. 1992. Conselho de Classe: burocratização ou participação. Wanderley Guilherme. SANTOS. jan. PAULA. Antonio J.anped.A Administração Educacional: Sua Transformação e o Perigo da Corrupção da Linguagem. D. SEVERINO. 17. 1984. TOLEDO. ROCHA. 1986.. impasses e perspectivas Disponível em: http://www. 1984. Noádia Munhoz. Alves. Marcelo S. 10. Fernanda Motta de. Águeda B. Pereira. Eleições para diretores escolares: uma importante conquista democrática. São Paulo: 1991.In: FONSECA . Gestão democrática na escola pública das gerais: os caminhos percorridos e seus sujeitos. ( 1994. ed.Donald.PDF. __________./jun.e ampl. WEISS.São Paulo: Atlas. Redsta Brasileira de Administração da Educação. Rio de Janeiro: F. e outros. Any Dutra Coelho da. Motivação & Resultados: como obter o melhor de sua equipe.RAMOS. Acesso em: 21/09/2010. Flávio de. 1978. Cosete. Dicionário de recursos humanos / Flávio deToledo. B.79) . UHLE. Rio de Janeiro: Qualitymark. Poder e política: crônica do autoritarismo brasileiro. A formação profissional do educador: pressupostos filosóficos e implicações curriculares. Excelência em educação: A escola de qualidade total. Rio de Janeiro: Forense Universitária. In: Revista Ande. . p. SILVA. Porto Alegre. Nircélio.. 1991 ZABOT. UFMG/ FAE 2004. n. . Tradução Marta e Guido Mortara-São Paulo: Nobel.org.br/reunioes/23/textos/0502p. Escolha de dirigentes escolares em minas gerais: trajetória histórica. 2 (1): 88-93. 3. rev.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful