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MAPA DESCRITIVO DO PROCESSO Nº Processo: 5.16.00


NOME DO PROCESSO: CÂMERAS OPERACIONAIS PORTÁTEIS (COP)
MATERIAL NECESSÁRIO
1. Uniforme operacional.
2. Cinturão preto com complementos.
5. Transceptor Fixo, Móvel ou Portátil.
6. Câmera Operacional Portátil (COP) com o respectivo acessório de fixação.
7. Relatório de Serviço Operacional (RSO).
8. Formulário PM O-58 (Registro de Ocorrência).
8. Caneta.
9. Terminal Portátil de Dados (TPD).
10. Espargidor individual.
ETAPAS PROCEDIMENTOS
Funcionamento do equipamento 1. Funcionamento do equipamento.
2. Classificação dos dados.
Uso do Equipamento
3. Uso da Câmera Operacional Portátil.
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POP: 5.16.01
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO
DE SÃO PAULO
ESTABELECIDO EM:
FUNCIONAMENTO DO
EQUIPAMENTO REVISADO EM:
Nº DA REVISÃO:
ATIVIDADES CRÍTICAS
1. Verificação do equipamento e do nível da bateria, antes do serviço, a fim de
confirmar seu correto funcionamento.
2. Realização de teste do equipamento e classificação.
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES
1. Ao receber o equipamento do Serviço de Dia, a sequência abaixo de verificação
deve ser feita nesse ambiente e na presença do PM que entregou o equipamento.
2. Ligar o equipamento, conforme orientação do manual do fabricante.
3. Verificar o nível da bateria. Caso não esteja carregada, devolver o equipamento ao
Serviço de Dia para substituição.
4. Teste de gravação:
4.1. apontar a câmera para um local onde não haja pessoas e gravar por 5 segundos;
4.2. clicar no botão fotografia para registrar uma foto de teste;
4.3. revisar o vídeo e verificar se há gravação de imagem e áudio e se a fotografia foi
registrada. Caso negativo, devolver o equipamento ao Serviço de Dia para
substituição.
5. Verificar se o software da COP está funcionando corretamente de acordo com o
manual do fabricante.
6. Acoplar a COP no EPI, utilizando-se do sistema de acoplagem fornecido. A COP
deverá ser acoplada na parte superior do tronco, sobre o colete de proteção
individual no uniforme de verão ou sobre a jaqueta no uniforme de inverno, de
forma a permitir, quando embarcado na viatura, que a COP possa gravar a visão
do para-brisa e, quando desembarcado, o enquadramento correto de todas as
cenas, conforme figura 1 e 2.
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Figura 1

Figura 2
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7. A tela da COP, nos equipamentos que a possuam, deve estar voltada à frente, de
forma a permitir que as pessoas percebam que estão sendo filmadas. Esta ação
está fundamentada na dissuasão de maus comportamentos pelo fato das pessoas
estarem sob vigilância e sendo gravadas em vídeo.
8. O policial militar somente poderá desligar a tela (apenas a tela e não interromper a
gravação) nas situações em que o recurso exponha a risco sua vida, integridade
física, ou para tomar testemunhos e recolher provas, de interesse público, se a
situação exigir.
RESULTADOS ESPERADOS
1. Que o PM receba o equipamento e saiba colocá-lo em operação.
2. Que o PM saiba realizar os testes de funcionamento de hardware e software.
3. Que o PM saiba acoplar a COP ao seu uniforme e ajustá-lo para o funcionamento
esperado.
AÇÕES CORRETIVAS
1. A COP não liga. Verifique se o problema é bateria descarregada devolvendo o
equipamento para o Sv de Dia.
2. A COP liga, está carregada, mas não grava conteúdo:
2.1. Verificar se o equipamento foi colocado na docking station para descarregar as
imagens e se os dados gravados foram enviados para o servidor, pois a memória
pode estar cheia;
2.2. Caso a memória esteja livre e o problema persista, desligue e ligue o
equipamento e refaça o teste de gravação;
2.3. Caso o problema persista, devolver o equipamento ao Sv de Dia.
3. A COP foi acoplada em outras partes do uniforme. O equipamento deve ser
recolocado na parte superior do tronco, conforme figura 1.
POSSIBILIDADES DE ERRO
1. O PM entrar de serviço e não realizar os testes de funcionamento.
2. O PM acoplar a COP em local diverso do padronizado.
3. O PM não saber operar o equipamento por não ter lido o manual do fabricante.
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POLÍCIA MILITAR DO DIAGNÓSTICO DO TRABALHO


ESTADO DE SÃO PAULO OPERACIONAL

SUPERVISOR: SUPERVISIONADO:
NOME DA TAREFA:
DATA: ___/___/___ Nº PROCESSO: Nº POP: Funcionamento do
Equipamento.
ATIVIDADES CRÍTICAS: SIM NÃO OBSERVAÇÕES
1. O PM soube ligar o equipamento?
2. O PM soube realizar as verificações
de funcionamento de hardware e
software da COP?
3. O PM conseguiu realizar a gravação
de teste do equipamento?
4. A COP foi acoplada corretamente?
5. A COP foi corretamente ajustada
para o melhor campo de visão
frontal?
6. A tela da COP, nos equipamentos
que a possuam, está voltada para
frente de forma a permitir que as
pessoas percebam que estão sendo
filmadas?
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POP: 5.16.02
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO
DE SÃO PAULO
ESTABELECIDO EM:

CLASSIFICAÇÃO DOS DADOS


REVISADO EM:
Nº DA REVISÃO:
ATIVIDADES CRÍTICAS
1. Classificação correta dos dados gravados na Câmera Operacional Portátil (COP).
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES
1. Classificar as informações das COP no próprio equipamento, de acordo com a
indicação no manual do fabricante. A classificação poderá ser feita por cinco
etiquetas eletrônicas.
2. Sempre deverá ser registrado em relatório próprio, RSO e no formulário PM O-58
o número dos vídeos produzidos pelas COP envolvidas no cenário.
3. O responsável pela escrituração (condutor da ocorrência) deverá coletar todos os
números identificadores dos vídeos de todas as COP envolvidas e incluir no
formulário PM O-58, independentemente do registro que cada PM poderá fazer
no seu relatório próprio e RSO. Essa ação é necessária tendo em vista que em
uma única ocorrência, mais de um vídeo pode ser produzido pela mesma COP,
como também muitas COP de outros PM podem produzir outros vídeos também
relacionados à mesma ocorrência.
4. Orientar as autoridades, mesmo aquelas com competência legal sobre o fato,
para que solicitem formalmente, ao Cmt de Cia, cópias de vídeo, foto ou áudio,
5. Inserir no formulário PM O-58 os números dos vídeos relacionados às
ocorrências de polícia judiciária ou polícia administrativa que demandem registro
em boletim de ocorrência. Caso ainda não exista campo específico para tal, fazê-
lo no histórico (relatório da autoridade).
6. Orientar as partes de uma ocorrência que o pedido de acesso aos dados das
COP deve ser feito pela via judicial.
RESULTADOS ESPERADOS
1. Que o PM classifique todas as gravações realizadas com a COP.
2. Que a escrituração da rotina de classificação dos dados das COP seja realizada
corretamente.
3. Que o PM inclua no relatório próprio, RSO e no formulário PM O-58, os números
identificadores de cada vídeo, foto ou áudio produzidos pelas COP.
4. Que o PM responsável pelo registro da ocorrência (condutor) colete todos os
números identificadores dos vídeos de COP de outros PM que tenham relação
com o fato, incluindo-os no formulário PM O-58.
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AÇÕES CORRETIVAS
1. Caso haja falha na etiquetagem dos vídeos pelo próprio equipamento ou o
modelo em uso não dispuser deste recurso, o PM deverá realizar a classificação
no relatório próprio, RSO e no formulário PM O-58.
2. Se o PM, equivocadamente, realizar classificação não condizente com os fatos,
deverá comunicar seu superior hierárquico e, motivadamente, solicitar à Cia PM
a alteração no sistema; caso o equipamento não permita correção, no seu próprio
software.
3. Se o PM acionar involuntariamente o modo gravação da COP, registrando
informações sem interesse policial, deverá cientificar CGP e CFP, estes por sua
vez, confirmarão a classificação na Cia PM. Deverão ser lançados os dados em
RSO ou no formulário PM O-58, conforme o caso.
POSSIBILIDADES DE ERRO
1. O PM não efetuar a classificação ou realizá-la de forma errada.
2. O PM não registrar os dados gravados nos respectivos relatórios próprios, RSO e
no formulário PM O-58.
3. O PM condutor da ocorrência não coletar todas as provas produzidas pelas COP,
incluindo as registradas por outros PM, que tenham relação com o evento.
ESCLARECIMENTOS
1. Etiquetas Eletrônicas:
1.1. Teste (T) – Teste de funcionamento do equipamento;
1.2. Acidental (AC) – Gravação acionada involuntariamente e que contenha
informações sem interesse policial.
1.3. Polícia Judiciária/Militar (PJ) – contém informações de interesse policial e
que podem compor evidências ou provas de processos em geral. Como por
exemplo, podem ser citadas as ocorrências que têm desdobramentos em
Delegacias de Polícia ou Plantão de Polícia Judiciária Militar - PPJM e que
demandem registro e investigação, assim como flagrantes, captura de
procurados, roubos já ocorridos, lesões corporais etc;
1.4. Polícia Administrativa (PA) – contém informações de ações policiais que não
demandam encaminhamentos à Delegacia de Polícia para registro dos fatos.
Basicamente, são classificados com esta etiqueta todas as ações de polícia
administrativa. Como exemplo, pode-se citar as abordagens policiais,
notificações de autuação de trânsito, busca e varredura, incursões em
comunidades, operações bloqueio e pinçamento, atendimentos de ocorrências
nos quais só a atuação PM é suficiente para solucioná-las etc;
1.5. Treinamento (Tr) – Esta etiqueta deve ser usada quando os vídeos
produzidos tiverem relação com instrução e treinamento. Por exemplo, pode-se
citar uma preleção sobre abordagem em que um dos PM seja responsável por
gravá-la ou aulas nas escolas de formação etc.
2. Relatório próprio: é um formulário físico ou eletrônico destinado ao registro de
todos os dados produzidos pelas COP de uma US no turno de serviço.
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POLÍCIA MILITAR DO DIAGNÓSTICO DO TRABALHO


ESTADO DE SÃO PAULO OPERACIONAL

SUPERVISOR: SUPERVISIONADO:
NOME DA TAREFA:
DATA: ___/___/___ Nº PROCESSO: Nº POP: Classificação dos
Dados.
ATIVIDADES CRÍTICAS: SIM NÃO OBSERVAÇÕES
1. O PM realizou a classificação dos
dados da COP corretamente?
2. O PM registrou corretamente os dados
gravados pela COP no relatório
próprio, RSO e no formulário PM O-
58?
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POP: 5.16.03
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO
DE SÃO PAULO
ESTABELECIDO EM:
USO DA CÂMERA
OPERACIONAL PORTÁTIL
REVISADO EM:
(COP)
Nº DA REVISÃO:
ATIVIDADES CRÍTICAS
1. Ligar ou desligar a COP quando necessário.
2. Não permitir que os dados da COP sejam extraviados, duplicados, copiados ou
apagados.
3. Gravação de todas as interações de interesse policial.
4. Informação às partes que a COP está ligada e gravando.
5. Gravação da motivação de própria voz antes de desligar a COP.
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES
1. A COP faz parte do uniforme do PM como integrante do seu equipamento de
proteção individual (EPI) quando a ele for alocada uma unidade do dispositivo.
2. É terminantemente proibido ao PM alterar, editar, copiar, duplicar ou apagar
qualquer gravação de áudio, vídeo ou foto realizado por meio das COP.
3. É terminantemente proibido ao PM realizar gravação do conteúdo das COP por
outros equipamentos (telefones celulares, câmeras, gravadores etc.).
4. Todos os integrantes de uma US devem estar equipados com COP.
5. Caso a quantidade de COP disponíveis não atenda ao efetivo de serviço, a
distribuição deverá garantir que haja pelo menos 1 (uma) COP por US, na
seguinte ordem de precedência:
5.1. Programa Radiopatrulha;
5.2. Programa RPM;
5.3. Programa ROCAM;
5.4. Programa Policiamento Escolar;
5.5. Programa Policiamento Comunitário;
5.6. Programa de Força Tática;
5.7. Policiamento a pé;
5.8. Outras modalidades de policiamento.
6. Antes de iniciar o serviço, o PM deverá proceder a um teste de funcionamento da
COP de acordo com a recomendação do fabricante.
7. Ressalte-se que as ações policial-militares, como as que serão abaixo
exemplificadas, devem ser ações planejadas, portanto, o acionamento da COP
deve ser realizado antes da ação propriamente dita.
8. Situações em que a COP deve ser ligada para registrar os fatos:
8.1. a COP deve ser ligada em todas as interações com o público, exceto aquelas
em que não haja interesse policial sobre o fato, como por exemplo os contatos
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com a população durante o patrulhamento para informações, conversas


informais, orientações, as relações entre os policiais militares durante o serviço
etc;
8.2. o PM, em regra, sempre gravará vídeos com áudios. Os casos em que sejam
utilizados apenas áudio ou foto devem ser justificados pelo PM no próprio áudio,
no RSO e no formulário PM O-58;
8.3. não há necessidade da COP estar ligada e gravando o patrulhamento
ininterruptamente. A exigência estará sempre relacionada ao interesse policial;
8.4. uma vez ligada a COP, sempre que for seguro e possível, o policial militar
deve informar às partes que a cena está sendo gravada: “Sr/Sra, eu estou
usando uma câmera e, neste momento, estou gravando esta cena”. Não há
necessidade de consentimento para acionar a COP e/ou continuar com a
gravação. Nos equipamentos que disponham de tela, esta deve estar ligada e
direcionada às pessoas para que estas possam ver que estão sendo filmadas.
9. No entanto, nas seguintes situações, exemplificativas, a COP deve,
obrigatoriamente, ser ligada:
9.1. em todo atendimento de ocorrência despachado pelo COPOM ou quando
acionado diretamente por populares ou por iniciativa própria. No caso de
ocorrência despachada pelo COPOM, a COP deve ser acionada assim que a
US for requisitada, permitindo que o áudio do COPOM com as informações
iniciais seja gravado;
9.2. em qualquer interação em que haja o uso da força. Entenda-se uso da força,
todas as suas fases, desde a presença e verbalização até o uso da arma de
fogo;
9.3. em episódios de morte ou lesões decorrentes de oposição à intervenção
policial, a COP deverá ser entregue ao Comandante de Força Patrulha – CFP
que ficará com a custódia do equipamento até que seja realizado o upload do
conteúdo ao armazenamento;
9.4. em todas as abordagens policiais até a liberação da parte, encaminhamento a
locais intermediários ou até o destino final (Delegacia de Polícia, PPJM,
Delegacia de Polícia Federal etc.).
9.5. em todo apoio relacionado com a atividade policial em que seja requisitado,
determinado ou voluntariamente compareça para auxiliar na resolução da
ocorrência (exemplo: apoio a roubos em andamento, acompanhamentos,
ocorrências com disparo de arma de fogo, abordagens policiais etc.);
9.6. a regra é que todo PM em apoio ligue sua COP assim que receber
determinação para tal ou quando passe a participar da ação. Na hipótese de
chegar ao local e constatar que não há campo de interesse policial, poderá
então desligar o equipamento conforme as regras já estabelecidas;
9.7. em todos os acompanhamentos a veículos ou perseguições a pessoas a pé;
9.8. em todas as fiscalizações, quer sejam de trânsito urbano ou rodoviário,
ambiental e qualquer outra realizada pela Instituição;
9.9. em acidentes em geral (de trânsito, aéreo, fluvial, marítimo, ferroviário,
incêndios, deslizamentos, inundações, catástrofes, calamidades etc.);
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9.10. em todas as situações de busca e varredura em edificações ou terrenos, quer


sejam em áreas urbanas ou rurais, mesmo que não motivadas por uma
ocorrência policial. Isto inclui incursões em comunidades carentes e
congêneres;
9.11. em todas as conduções de partes a outros órgãos e pelo tempo em que a
custódia ou responsabilidade estiver a cargo da autoridade PM;
9.12. sempre e por qualquer motivo, quando terceiros sejam colocados em viaturas
da Polícia Militar para qualquer fim;
9.13. sempre que o policial militar perceber que uma interação passe a constituir
fatos de interesse para registro policial;
9.14. em manifestações públicas, reintegração de posse e outras operações
policiais de grande envergadura, o comando irá determinar estrategicamente
quais policiais militares deverão permanecer com o equipamento ligado
ininterruptamente, de acordo com a posição no terreno, tipo de missão e por
período específico. Os demais policiais militares devem seguir as regras gerais;
9.15. em qualquer operação policial (Bloqueios relâmpago, Pinçamento etc.);
9.16. em qualquer interação com pessoas emocionalmente abaladas ou com
distúrbios relacionados à saúde mental;
9.17. se o PM ficar em dúvida sobre acionar ou não a COP, deverá ligá-la. A regra
geral sempre será gravar todos os eventos de interesse policial.
10. Situações exemplificativas em que o acionamento das COP não é
necessário:
10.1. em todas as interações e situações em que não haja interesse policial;
10.2. patrulhamento em geral, orientação ao trânsito, pontos de estacionamento e
visibilidade e outras atividades cotidianas da rotina policial em que não haja
interesse policial para registro;
10.3. pausas para refeições;
10.4. necessidades fisiológicas;
10.5. assuntos administrativos;
10.6. conversas informais entre policiais militares e entre estes e a comunidade,
mesmo que durante o serviço, as quais não reúnam interesse policial;
10.7. contato entre superiores e subordinados para tratar de assuntos de serviço ou
particulares;
10.8. em reuniões de preparação tática, preleções, sala de aula, reuniões de
serviço etc;
10.9. locais intermediários enquanto as partes não estiverem sob responsabilidade
dos policiais militares (hospitais, repartições públicas em geral etc.). A partir do
momento em que as partes voltem à custódia dos policiais militares, a COP
deverá ser ligada novamente;
10.10. Delegacias de Polícia Civil ou Polícia Federal, a partir do momento da
apresentação da ocorrência e desde que as partes já estejam sob custódia de
outra autoridade;
10.11. em caso de encaminhamento de partes para outros destinos, como perícias
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ou atendimento hospitalar, a COP deverá ser ligada sempre que a custódia


retornar para os policiais militares;
10.12. nas dependências dos quartéis da PMESP;
10.13. salas de audiências do Poder Judiciário;
10.14. se, em qualquer destas situações, surgir uma situação adversa,
confrontacional, de crime, de acusação de má conduta de policial militar,
reclamação do atendimento dos policiais militares, o PM poderá ligar o
equipamento para gravação, porém deverá gravar a justificativa com a própria
voz para tal ato e seguir as normas para uso das COP.
11. Gravação com a tela desligada:
11.1. O policial militar somente poderá desligar a tela (apenas a tela e não
interromper a gravação) em situações em que o recurso exponha a risco sua
vida ou integridade física ou para tomar testemunhos e recolher provas
quando, no interesse público, a situação exigir;
11.2. nas situações acima, o desligamento da tela (com continuidade da gravação)
deverá ser justificado posteriormente em relatório, bem como no momento da
gravação mediante registro de voz, desde que isso não coloque os policiais
militares em situação de risco;
11.3. nos casos de gravações de declarações que possam resultar em
autoincriminação de pessoa em tese autora de crime e já sob a custódia, o
desligamento da tela deverá estar acompanhado da comprovação, na
gravação, da ciência dos direitos constitucionais do preso, em especial o
direito ao silêncio.
12. Interrupção de gravação:
12.1. se for solicitado ao PM para que a COP seja desligada, deverá haver análise
da situação. Porém, se a solicitação encontrar respaldo na lei para a proteção
de direitos fundamentais e os fatos não se constituírem em interesse policial, o
PM deverá, antes de desligar a COP, gravar sua fala motivando tal ato.
12.2. nos casos de depoimentos de testemunhas, o policial militar pode orientar à
pessoa que não deseja ser filmada, quanto a possibilidade de gravar somente
o áudio ao realizar suas declarações, a possibilidade de gravar somente o
áudio, por meio de recurso do próprio equipamento, ou deslocando a lente da
COP para outro ponto;
12.3. nos casos que envolvam vítimas de crimes sexuais, agressão e abusos contra
crianças e adolescentes, o PM poderá desligar o equipamento para evitar
exposição desnecessária da intimidade das vítimas, porém, sempre
justificando o ato por meio da gravação de sua voz. Cessado o momento de
exposição da intimidade, a COP deve ser ligada novamente;
12.4. em casos de revistas íntimas (onde há necessidade de retirada de roupas) o
local da revista deve ser filmado em 360° e, depois de explicado o motivo, a
COP deverá ser desligada antes de proceder à busca pessoal. Exceção deve
ser feita nos casos em que o revistado passar à condição de confronto ou
surgir interesse policial para fazer prova.
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13. Finalização da gravação:


13.1. uma vez iniciada a gravação pela COP, o PM só poderá desligá-la quando não
houver mais interesse probatório (interesse policial). Isto significa que o local
está controlado, as vítimas, testemunhas e acusados já fizeram suas
declarações e a cena do crime ou da ocorrência já foi devidamente registrada
em vídeo;
13.2. o PM deve informar ao CGP (que por sua vez acionará a cadeia de comando
da informação: CFP, Supervisor Regional/Cmt de Cia, Superior de Sobreaviso,
Cmt de Btl) sobre toda gravação de cena que constitua prova importante para
o registro da ocorrência, por exemplo: imagens de um flagrante, de um crime
em andamento, da prisão de criminosos etc;
13.3. cabe ao PM informar outras autoridades com competência sobre os fatos
(autoridades de polícia judiciária como Delegados de Polícia, Comandantes de
OPM e Oficiais de Polícia Judiciária Militar) que registrou provas importantes
no seu equipamento;
13.4. o PM deverá comunicar, seguindo a cadeia de comando da informação, a
gravação de qualquer evento que possa materializar as ações desencadeadas
durante o policiamento, com desfecho positivo, por exemplo prisão de
criminosos após acompanhamento, flagrantes, salvamentos, auxílios diversos
ao cidadão, dentre outros, com o propósito de oferecimento das imagens com
grande potencial de fortalecimento da imagem institucional em tempo hábil
para serem difundidas pela Agência de Notícias do Centro de Comunicação
Social (CComSoc);
13.5. é responsabilidade do PM apontar circunstâncias que tenham sido objeto de
registro pela COP e que possam ensejar crise de imagem para a Instituição ou
exploração negativa, para avaliação do Comandante da Unidade local,
cabendo a este análise em relação à necessidade de ciência às autoridades
superiores, bem como acionamento, via canal técnico, dos Oficiais de plantão
na Sala de Imprensa do CComSoc, oferecendo condições de delineamento do
posicionamento oficial da Polícia Militar sobre o ocorrido, em antecipação aos
questionamentos;
13.6. além de poder acessar os vídeos produzidos no seu turno de serviço, é direito
do PM ter acesso imediato aos dados da COP por ele tomados ou por outros
policiais militares, quando esteja sob investigação pela sua conduta, porém o
momento e o local para acessar estas informações serão deliberados pelo
CFP;
13.7. o PM deverá entregar o relatório próprio preenchido e assinar a devolução da
COP no livro de controle do Serviço de Dia ou sistema informatizado. O
relatório próprio deve ser preenchido com os dados dos integrantes da US, ou
seja, o formulário não é individual, mas sim de cada US;
13.8. ao término do serviço, o PM deverá entregar a COP ao Serviço de Dia para
recarga, descarregamento dos dados e upload ao servidor;
13.9. o policial militar do Serviço de Dia deverá observar o estado de conservação
do equipamento, o seu funcionamento e realizar o registro de devolução no
sistema de controle adotado pela Cia PM.
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RESULTADOS ESPERADOS
1. Que o PM esteja apto a gravar todas as interações de interesse policial.
2. Que, respeitando os direitos constitucionais dos cidadãos, seja dado
conhecimento do conteúdo da gravação da COP às autoridades competentes.
3. Que o PM preencha corretamente o relatório próprio e entregue ao Serviço de
Dia ao final do turno.
4. Que o PM entenda que é o responsável por informar às autoridades competentes
que registrou prova ou evidência importante.
5. Que os fatos positivos sejam comunicados com maior realismo pelo uso de
imagens e áudios das situações reais, fomentando a boa imagem institucional.
6. Que as crises de imagem possam ser administradas pontualmente com as
informações corretas, em tempo oportuno ao posicionamento institucional e que
a transparência na transmissão desses fatos seja garantida.
AÇÕES CORRETIVAS
1. Caso, por qualquer intercorrência, a COP passe à condição de inoperante
(defeito técnico, danos no equipamento, extravio etc.):
1.1. reportar imediatamente ao CGP ou função equivalente, e este, por sua vez, irá
informar ao CFP;
1.2. registrar em RSO o horário em que tal fato ocorreu ou no formulário PM O-58
em caso de atendimento de ocorrência que exija a lavratura do documento,
independentemente das medidas relacionadas à apuração por responsabilidade
civil, administrativa ou penal.
2. Caso o PM não tenha informado às partes que a cena está sendo gravada,
deverá fazê-lo assim que possível e, mesmo que a ocorrência esteja encerrada,
deverá contatar as partes para informá-las da existência dos dados.
3. Se por qualquer motivo a COP não foi ligada quando deveria, o PM deverá fazê-
lo imediatamente após cessar o fato impeditivo e gravar uma declaração
explicando os motivos de não ter ligado o equipamento.
4. Caso sejam acionados acidentalmente o vídeo, áudio ou foto da COP, devem ser
classificados como “Acidental”.
5. Se a gravação for interrompida por situação alheia à vontade do PM:
5.1. registrar o fato em RSO e/ou no formulário PM O-58;
5.2. constar o período de inoperância e o possível motivo;
5.3. informar imediatamente o CGP/CFP para a troca do equipamento.
POSSIBILIDADES DE ERRO
1. O PM não ligar ou desligar a COP quando deveria.
2. Gravar cenas não recomendadas.
3. Permitir que pessoas não autorizadas tenham acesso aos dados.
4. Não informar às partes que a cena está sendo gravada.
5. Não informar seus superiores no caso de mau funcionamento do equipamento e
não registrar em RSO e/ou formulário PM O-58.
6. Não entregar a COP ao CFP ou função equivalente quando envolvido em
ocorrências de morte decorrente de intervenção policial e resistência à prisão
seguida de lesão corporal.
7. Usar a COP para gravar cenas não relacionadas ao serviço policial (brincadeiras,
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interesse particular etc.).


8. Não cientificar a gravação de cenas que possam ensejar crise de imagem para a
Instituição.
ESCLARECIMENTOS
1. Interesse policial: comporta todas as situações em que a gravação da cena
possa constituir prova administrativa ou judicial e que, portanto, são de coleta
obrigatória ao PM, como autoridade de polícia administrativa. A coleta da prova
deve atender aos anseios de todas as partes, de forma imparcial: ao Estado, aos
cidadãos e ao próprio PM.
2. O emprego das COP proporciona a gravação imparcial de eventos que envolvem
as atividades do PM. Estas gravações podem ser úteis para compor conjunto
probatório e incrementar a força dos testemunhos, afirmações e escriturações
policiais. As gravações também protegem os policiais militares de falsas
acusações de conduta irregular e podem servir para o aprimoramento
profissional e treinamento. O máximo de cuidado deve ser tomado para que os
dados das COP não sejam mal geridos e utilizados. Violações relacionadas com
divulgações não autorizadas dos dados de multimídia serão objeto de apuração
disciplinar, sem prejuízo de outras medidas que o caso requeira.
3. Todas as imagens e áudios produzidos por equipamentos pertencentes ou não à
PMESP, mas tomados no desenvolvimento de sua missão constitucional, por
policiais militares em serviço, são de propriedade da Instituição.
4. As COP só podem ser utilizadas por policiais militares em serviço. É
terminantemente proibido utilizar as COP para gravação de imagens e áudios
que não tenham relação com o serviço policial.
5. Dados de imagem, áudio e vídeo que contenham informações privadas
extremamente sensíveis, uma violação na segurança dos dados, má gestão das
informações ou divulgação inapropriada e sem autorização das partes podem
expor a intimidade e vida privada das pessoas e prejudicar as relações de
confiança com a comunidade, expor a segurança e integridade física das partes
e prejudicar a persecução criminal.
6. Para utilizar a COP o PM deve ser treinado na operação do equipamento e
respeitar as regras de emprego.
7. Quando a Polícia Militar grava as imagens de um crime em andamento, a
intimidade ou vida privada são relativizadas para a proteção de outros bens
jurídicos, como a vida ou integridade física.
8. É possível a gravação de ação policial em flagrante delito no interior de
residência, desde que preenchidos todos os requisitos legais, como a existência
de fundamentação prévia e idônea nos casos de ingresso contra a vontade do
morador.
9. Em se tratando de pessoa em tese autora de crime e que já está sob a custódia
da Polícia, a gravação de suas declarações deve ser precedida da ciência
quanto à gravação e de seus direitos constitucionais, como o de ficar calado,
mediante registro na própria gravação.
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POLÍCIA MILITAR DO DIAGNÓSTICO DO TRABALHO


ESTADO DE SÃO PAULO OPERACIONAL
SUPERVISOR: SUPERVISIONADO:
NOME DA TAREFA:
Uso da Câmera
DATA: ___/___/___ Nº PROCESSO: Nº POP:
Operacional Portátil
(COP).
ATIVIDADES CRÍTICAS: SIM NÃO OBSERVAÇÕES
1. O PM ligou ou desligou a COP quando
deveria?
2. O PM gravou apenas cenas de
interesse policial?
3. O PM cuidou da segurança do
conteúdo multimídia não permitindo
extravio, cópia, adulteração ou
divulgação dos dados?
4. O policial militar informou às partes
que a COP estava ligada e gravando?
5. O PM registrou em RSO e/ou
formulário PM O-58 qualquer alteração
no funcionamento do equipamento?
6. O PM gravou declaração de própria
voz ao desligar a COP?
7. O PM soube realizar a classificação
dos dados gravados?
17

DOUTRINA OPERACIONAL

PROCESSO: CÂMERAS OPERACIONAIS PORTÁTEIS (COP)


DESCRIÇÃO LEGISLAÇÃO
Art. 144, § 5º, 1ª parte, da Constituição Federal; letra
“a”, “b” e “c” do art. 3º do Decreto-lei federal nº
667/69 (com redação dada pelo Decreto-lei federal
Atribuições das Polícias Militares nº 2010/83); LAZZARINI, Álvaro. A Segurança
Pública e o Aperfeiçoamento da Polícia no Brasil.
Revista A Força Policial. São Paulo: Polícia Militar
do Estado de São Paulo. Nº 5,. jan/mar, 1995
Art. 5º incisos II, III, XIII, XV, XVI, XXII,XXXIX, XLII,
XLIII, XLIX, LIV, LVI, LVII, LVIII, LXI, LXII, LXIII,
Preceitos constitucionais
LXIV e LXV e art. 216, § 2º, tudo da Constituição
Federal.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo
Brasileiro, 26. ed. São Paulo: Malheiros, 2001;
Poder de Polícia Art. 78 do Código Tributário Nacional; LAZZARINI,
Álvaro e outros. Direito Administrativo da ordem
pública. 3.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998.
LAZZARINI, Álvaro. Poder de Polícia e Direitos
Humanos. Revista A Força Policial. São Paulo:
Polícia Militar do Estado de São Paulo. Nº 30;
LAZZARINI, Álvaro e outros. Direito Administrativo da
Arbitrariedade e
ordem pública. 3.ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998;
discricionariedade da ação
MAURÍCIO GARIBE e CEL PMESP ALAOR SILVA
policial
BRANDÃO. Os Limites da Discricionariedade do
Poder de Polícia. Revista A Força Policial. São
Paulo: Polícia Militar do Estado de São Paulo. Nº
23.
Inciso LXIII do art.5º da Constituição Federal; §§ 1º e
Condução das Partes
2º do art. 1º do Decreto Estadual nº 19.903/50
Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal de nº
Uso de algemas
011; Decreto Estadual nº 57.783/12.
Condução de partes envolvidas
Art. 69 caput e parágrafo único da Lei federal nº
em infração penal de menor
9.099/95.
potencial ofensivo.
Art.66, inciso I, da Lei das Contravenções Penais; art.
319 do Código Penal; Lei Federal Nº 9.099/95 c.c. Lei
Apresentação de ocorrência na
Federal Nº 10.259/01 (dispõe sobre a instituição dos
repartição pública
Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da
competente
Justiça Federal); Resolução SSP 233, de 09SET09;
Decreto Estadual nº 57.783, de 10FEV12.
Artigo 342 do Código Penal.
Testemunha
18

Art. 202 e art. 206 do Código de Processo Penal.

Normas Operacionais de
Diretriz nº PM3-008/02/06, de 01AGO06.
Policiamento PM – NORSOP

Diretriz PM5-001/55/06, alterada pela Ordem


Complementar nº PM5-001/05/09, de 09DEZ09, e
pela Portaria nº PM5-003/511/11, publicada no
Comunicação Social
Boletim Geral nº 105, de 06JUN11; Diretriz Nº PM5 -
001/55/09; Portaria Nº CCOMSOC-1/103/18,
publicada no Bol G PM 100, de 30MAI18.

Acesso à Informação Lei Federal nº 12.527/11

Garantia do acesso e
classificação de informações Decreto Federal nº 7.724/12
sob restrição de acesso
Regulamentação do acesso a
Decreto Estadual nº 58.052/12
informações
Classificação de documento,
dado ou informação sigilosa
e pessoal no âmbito da
Decreto Estadual nº 61.836/16
Administração Pública direta
e indireta

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