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DESENVOLVIMENTO HUMANO II

Agatha de Mello Salera – 3°Sem / Alicia da Costa Silva – 3°Sem


Thayná Costa Rodrigues - 2°Sem / Patrícia Bezerra Ramos – 3°Sem
Jessica Oliveira De Souza – 3°Sem / Vanessa Matos Rapahel – 3°Sem

Relatório de transformações físicas, psicológicas e sociais típicas da adolescência.

Freud

Freud considerou a adolescência como um período determinado geneticamente, e


diz que a puberdade se configura em um momento no qual a sexualidade aflora,
ou seja, período em que a sexualidade desabrocha.

Freud afirmava que na puberdade, que está compreendida entre 09 a 13 anos, o


indivíduo revive o Complexo de Édipo, que é o conjunto organizado de desejos
amorosos e hostis que a criança sente em relação aos pais, porém de forma
invertida, ou seja, o sujeito deslocará esse amor a um objeto externo, vai em busca
de alguém que se assemelha ao objeto que ele constituiu ao longo dos anos
dentro de si, por meio do registro inconsciente de suas sensações e emoções,
especialmente nas relações com os pais.

Em seu texto denominado Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905),


Freud afirma que, já na infância, podemos observar uma escolha objetal, que se
caracteriza fortemente na puberdade. Para ele, essa escolha significa que o
“conjunto das aspirações sexuais orienta-se para uma única pessoa, na qual elas
pretendem alcançar seus objetivos” (FREUD, 1905/2006, p. 188).

Portanto para psicanalise, a sexualidade nao se inicia na puberdade, mas sim


desde o nascimento. Por isso Freud dividiu o desenvolvimento humano em fases:
fase oral, fase sádico-anal, fase fálica, período de latência e puberdade. O tema
central dessas fases é a sexualidade. Cada etapa é constituída de uma (ou mais)
zona erógena, ou seja, zona de prazer.

Anna Freud
Para Anna Freud a sexualidade humana se concentra em dois pontos importantes.
O primeiro deles é o “período sexual dos primeiros anos de infância” – momento
em que são registrados os principais caminhos no desenvolvimento e na
organização sexual, e são determinadas as questões relacionadas à “normalidade
e anormalidade do indivíduo” e sua “capacidade ou incapacidade de amor”. O
segundo é o climatério, "quando se registra um declínio nas funções físicas
sexuais, os impulsos genitais têm suas últimas manifestações e os impulsos pré-
genitais se restabelecem" (FREUD, 2006a, p. 100).
Para Anna Freud, quando comparamos o ego da infância com o da puberdade
percebemos diferenças tanto em relação ao conteúdo, ao conhecimento e às
capacidades que o compõem – ou seja, a maneira como o ego consegue se
relacionar com o mundo externo – como também nos mecanismos de defesa
utilizados para se proteger das ameaças externas e internas, quando o ego entra
em conflito com as pulsões do id (FREUD, 2006a).
Para a autora, na adolescência, a atitude do ego diante do id é essencialmente
determinada pela estrutura psíquica desenvolvida na infância e na fase de latência.
O conflito que se estabelece entre eles, nesse momento, pode encontrar duas
saídas: 1) o id, fortalecido, supera o ego, não deixando nenhum sinal de “caráter
prévio do indivíduo”, fazendo com que a entrada na vida adulta seja tumultuada,
cedendo às pulsões, sem controle; 2) o ego vence a disputa com o id, emergindo e
consolidando este caráter individual desenvolvido no período de latência,
possibilitando o controle dos impulsos (FREUD, 2006a, p. 106).

Entrevista

Entrevistado: Nauam Lindemberg de Oliveira Santos

Idade: 13 anos

Morador de Guarulhos/SP

1- Como você se sente sendo um adolescente?

É ruim porque essa é a fase que o adolescente quer liberdade, assim como eu,
mas os pais com medo do perigo do mundo não deixam eu sair. O bom é as
namoradinhas da minha idade, ah também descubro várias coisas que serve
pra ensinar. Tipo experiência como chegar às minas.

2- Como foi pra você descobrir a sexualidade, puberdade?


Muito difícil no começo, pois não sabia lidar com as mudanças do meu próprio
corpo, espinhas, ter desejos, porque hoje em dia aprendemos literalmente tudo
pela internet, sou bem resolvido com minha sexualidade.

3- Qual a relação que você tem com seus pais?

Péssimo, nada que eu os faço aceitam, nunca entramos em acordo, sempre


tem discussões e brigas feias, eles deveriam ser mais abertos, mais
amigos.

4- Qual a maior dificuldade que um adolescente enfrenta, em sua opinião?

Não ser ouvido, se sentir sozinho, por vezes até me isolo e fico jogando.

Considerações sobre a entrevista:

Podemos observar exatamente o que está na aula 2, no qual o adolescente


busca consolidar sua própria identidade através de posicionamentos, é o momento
em que há o afastamento familiar, sentimentos de liberdade e solidão, e o luto pela
perda do corpo infantil. Tudo que está presente na aula 2, é evidenciado nessa
entrevista.

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