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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Pêndulo Físico

Carlos André Souza Santos


Cesar Augusto Soeiro
Lucas Moura de Jesus
Iuri Salvador Barreto Silva
Jonas Nogueira Barreto

Salvador
Março 2021
Resumo
Movimento periódico é o movimento de um corpo que retorna regularmente para uma
posição após um intervalo de tempo fixo. Podemos identificar vários tipos de movimento
periódico em nosso dia a dia, como por exemplo, o movimento de uma criança em um
balanço no parque ou o pêndulo de um relógio antigo que oscila de um lado para o outro.
O pêndulo físico, ou pêndulo composto, é qualquer sistema suspenso por um ponto O,
que pode girar em torno de um eixo horizontal que passa por este ponto. Ele compreende
uma vasta gama de situações reais, e não se sujeita às condições quase ideais definidas
para o pêndulo simples. Por conta da pandemia de covid-19 o experimento foi
desenvolvido em casa, e de forma remota entre os participantes a fim de conservar o
isolamento social, com materiais de fácil acesso. Fotos e vídeos serão anexados junto
com o relatório, para visualização dos materiais utilizados e como o sistema foi construído.
Neste experimento será feito um estudo da dependência da frequência com relação à
distância do eixo de rotação ao centro de massa. Por fim foi possivel analisar o fenômeno
das oscilações através do experimento do pêndulo físico e os resultados provaram que as
relações e dependências indicadas pelos teoremas e leis são coerentes e condizentes
com a realidade.

Procedimento experimental e Discussão


Materiais utilizados:
1. Régua de acrílico;
2. Trena
3. Chaves de fenda fina (para perfurar a régua);
4. Haste metálica (para usar como eixo de oscilação)
5. Cronômetro;
6. Balança de cozinha.
7. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) - luva e óculos de proteção.

O procedimento experimental foi desenvolvido da seguinte maneira, com ajuda de


um hidrocor foram marcadas 11 posições entre em uma metade da régua, então os pontos
marcados foram perfurados, utilizando uma chave philips quente(todas as medidas de
segurança foram seguidas). Utilizando uma balança de cozinha, foi medida a massa da
régua com. Utilizando uma trena, foi medido o comprimento total da régua, e as distâncias
s entre cada um dos furos e o centro de massa (CM) da régua. Para cada furo, foram
medidos os tempos de 10 oscilações e os valores podem ser vistos na tabela.
Tabela 1 Tabela sugerida no roteiro do experimento.

Massa da
10
régua m(g)
Comprimento
31
L(cm)
Furo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Distância s ao
15,00 13,50 11,90 10,70 9,40 8,30 7,10 6,10 4,80 3,50 2,10
CM (cm)
Tempo de 10
9,1 8,96 8,77 8,72 8,55 7,82 8,8 8,99 9,63 10,82 11,89
oscilações(s)
Período (T) 0,91 0,89 0,87 0,87 0,85 0,78 0,88 0,89 0,96 1,08 1,18

Observando a figura 1 é possível notar que quando s se aproxima do CM as


oscilações levam mais tempo para acontecer, quando essa distância se aproxima da
metade do tamanho total da régua (L/2), atingimos os valores mínimos.

Figura 1 Gráfico da distância s em função do periodo.

(1)
Seguindo a equação 1, dada pelo roteiro, esperava-se que houvesse uma relação
de potência entre o período de oscilação, a distância do centro de massa e o eixo de
oscilação. Analisando graficamente na figura 2, percebemos uma distribuição dos 4
últimos pontos da medição como o princípio de uma curva decrescente, condizente com
uma potência de coeficiente angular positivo expoente negativo. Essa relação também se
verifica usando o método dos mínimos quadrados onde a equação 2 é encontrada.
𝑦 = 1,46𝑥 −0,27

Figura 2 Dados de periodo para os 4 menores valores de s

Apesar de um ponto destoante, é possível ver na figura 3 a relação de


dependência linear entre os valores de (T²s/4π²) em função de s².
Figura 3 (T²s/4π²) em função de s²

Tomando como premissa que:


𝑇²𝑠 𝐼𝑜
= (3)
4𝜋² 𝑚𝑔

E que:
𝐼𝑜
= 𝑎𝑠 2 + 𝑏 (4)
𝑚𝑔

Temos que:

𝑚𝑔 = 𝑎 (5)

𝑎
𝑔= (5)
𝑚

Observando a equação 3, podemos notar uma relação de dependência


quadrática entre o momento de inércia e a distância s. Essa relação é coerente com o
teorema dos eixos paralelos que também relaciona os dois termos dessa forma. Por fim,
utilizando a equação 5 conhecendo o valor de a = 0,104 e o da massa 0,01kg, o valor
da gravidade encontrado é de 10.4 m/s², que é coerente e próximo ao da teoria.

Conclusão
Tomando o roteiro de aula como base, foi provado que o experimento
desenvolvido tem grande valia para o estudo das oscilações, com ênfase no
pêndulo físico. O principal objetivo que era estudar a relação entre período de
oscilações e a distância s, entre o CM e o eixo de rotação da régua, foi atingido
com êxito.
Foi possivel observar que o periodo das oscilações atinge seu ponto
máximo quando s se aproxima de 0 e mínimo quando está próximo de L/2.
Também foi visto através de manipulações matemáticas, que a relação quadrática
entre a distância s e o momento de inércia I0 é existente e coerente.
Por fim e como teste dos resultados experimentais, levando em conta os
erros de medição e associados ao MMQ, foi possivel encontrar um valor plausivél
para a acelaração da gravidade g = 10,4 m/s².

Referências

[1]HELENE, Otaviano. Metodos dos Minimos Quadrados. Editora Livraria da


Física, 2006.
[2] HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física,
vol 3, 6ºed. Tradução de André Soares de Azevedo e José Paulo Soares de
Azevedo, Rio de Janeiro, LTC Editora, 2003.

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