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Um Irmão para o Chefe - Série Lidando com os

Chefes - Parte 8
Lexy Timms

Traduzido por Ju Pinheiro


“Um Irmão para o Chefe - Série Lidando com os Chefes - Parte 8”
Escrito por Lexy Timms
Copyright © 2017 Lexy Timms
Todos os direitos reservados
Distribuído por Babelcube, Inc.
www.babelcube.com
Traduzido por Ju Pinheiro
Design da capa © 2017 Book Cover by Design
“Babelcube Books” e “Babelcube” são marcas comerciais da Babelcube Inc.
UM IRMÃO PARA O CHEFE
Livro 8
Série Lidando com os Chefes
Por
Lexy Timms
Copyright 2016 by Lexy Timms
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, armazenada ou introduzida em um
sistema de recuperação ou transmitida, de qualquer maneira ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou
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Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares, marcas, mídia e incidentes são produtos da imaginação da autora ou
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reconhece o status de marca registrada e proprietários de marca registrada dos vários produtos citados nesta obra de ficção que
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Copyright 2016 by Lexy Timms
Índice Analítico
Página do Título
Página dos Direitos Autorais
Página dos Direitos Autorais
Página dos Direitos Autorais
Série Lidando com os Chefes
Nova Série com Alex da Série O Chefe
Encontre Lexy Timms:
Descrição:
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Conselheiro Sênior para o Chefe Sinopse:
Nota da Autora:
Encontre Lexy Timms:
Série Lidando com os Chefes
Nova Série com Alex da Série O Chefe
Mais por y Lexy Timms:
Série Lidando com os Chefes
O Chefe
O Chefe Também
Quem é o Chefe Agora
Ame o Chefe
Eu Aceito, o Chefe
Uma Esposa para o Chefe
Empregado pelo Chefe
Um Irmão para o Chefe
Conselheiro Sênior para o Chefe
Para Sempre, o Chefe

PRESENTE PARA O CHEFE


Conto de Natal (3.5)
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PRESENTE PARA O CHEFE
(Lidando com os Chefes: Livro 3.5)
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Nova Série com Alex da Série O Chefe

Quente e Bonito, Rico & Solteiro...quão longe você está disposto a ir?
Conheça Alex Reid, CEO da Reid Enterprise. Bilionário extraordinário, esculpido à
perfeição, de derreter a calcinha e atualmente solteiro.
Descubra mais sobre Alex Reid antes que ele começasse na série Lidando com os
Chefes. Alex Reid participa de uma entrevista com R&S.
Seu estilo de vida é como a sua aparência bonita: duro, rápido, de tirar o fôlego
e disponível para jogar bola. Ele é perigoso, charmoso e determinado.
Quão perto do limite Alex está disposto a ir? Estará ele disposto a fazer qualquer
coisa para conseguir o que deseja?
Alex Reid é o primeiro livro na Série R&S – Rico e Solteiro. Apaixone-se por estes
homens quentes e sensuais; todos solteiros, bem-sucedidos e à procura do amor.
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Descrição:
Da autora best seller, Lexy Timms, chega um romance sobre um bilionário que irá fazê-la
desmaiar e se apaixonar de novo.
“Temos voado como os pássaros e nadado como os peixes, mas ainda não aprendemos o
simples fato de caminhar na terra como irmãos.” – Martin Luther King, Jr.
Mark Reid, com seu irmão, Alex, estão construindo uma dinastia de poder. Um atrás de
escritórios corporativos e arranha-céus; o outro através do clube social de elite de um country e
golfe club da alta sociedade onde os ridiculamente ricos podem jogar golfe, falar sobre negócios
e acertar algumas bolas.
Com Jamie mais em casa do que no trabalho, Alex encontra-se desejando estar com ela ao
invés de se concentrar no império de bilhões de dólares que ele construiu. Tentando encontrar
algum tipo de equilíbrio, ele percebe que uma das duas coisas que ele ama sofrerá não importa o
que ele faça - a família ou Reid Enterprises.
Enquanto isto, o country club de Mark está no noticiário e interessando cada CEO e socialite nas
redondezas. Animado com a rapidez que ele está crescendo, Mark segue a ética de trabalho do
seu irmão, embora ele mal consiga acompanhar. Sua jogadora de golfe profissional, Erika, está
fazendo o que pode para ajudá-lo a ter sucesso. Ciúme corre alto entre os dois quanto a excesso
de trabalho e homens e mulheres ricos e bonitos flertando dentro do country club.
A natureza competitiva do irmão começa a piorar o relacionamento entre eles e quando um
azarão sorrateiro decide que destruir Reid Enterprises é sua prioridade máxima, Alex é deixado
em uma posição vulnerável. Quando o jogo vira, Mark poderá ser o único que pode salvar o seu
irmão desta vez, mas eles voltarão aos velhos hábitos e irão afastar-se?
Até onde você está disposto a ir pelo seu irmão? Quanto você está disposto a arriscar?
Isto é um romance sensual, NÃO erótico.
Conteúdo
Série Lidando com os Chefes
Nova Série com Alex da Série O Chefe
Encontre Lexy Timms:
Descrição:
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Conselheiro Sênior para o Chefe Sinopse:
Nota da Autora:
Encontre Lexy Timms:
Série Lidando com os Chefes
Nova Série com Alex da Série O Chefe
Mais por Lexy Timms:
Capítulo 1
As solas dos sapatos lustrosos de trabalho de Alex estalavam tranquilamente no mármore do
saguão enquanto ele atravessava do elevador até o seu escritório, um ritmo constante sob o
barulho dos seus funcionários realizando suas tarefas. Ele acenou com a cabeça para Justin na
mesa da secretária e de novo para a Srta. Eriksson enquanto ela seguia com o seu próprio tap-
tap-tap rápido dos saltos altos. Ele atravessou a porta do seu escritório e a fechou atrás dele.
Parado na mesa, Alex olhava pela janela para a vista de Manhattan se espalhando abaixo
dele e sentiu o ímpeto inebriante do poder. Tudo isto, este prédio orgulhoso entre os arranha-céus
de uma das maiores cidades do mundo, ele tinha construído. Reid Enterprises e tudo que veio com
isto era dele.
E, no entanto, enquanto ele se sentava na grande mesa de madeira polida e ligava o
computador para começar o dia de trabalho, ele não conseguia deixar de sentir que algo estava
faltando.
Menos de um ano atrás Jamie estava aqui com ele, trabalhando na sala ao lado, agora
ocupada pela Srta. Eriksson. Mesmo depois de todos os meses que tinham se passado depois que
os gêmeos nasceram, ele ainda sentia falta da presença de Jamie e não somente porque ela era a
melhor AP que ele ou qualquer outra pessoa já tinha tido. Ele sentia falta dos seus encontros
amorosos no escritório dele e a maneira como ela iria sorrir para ele quando ele passava por ela
nos corredores. Alguns dias ela passava para deixar coisas ou para administrar uma reunião, mas
estes eventos eram poucos e distantes entre si. Ela tinha os gêmeos para cuidar, afinal de contas e
mesmo com a babá lhe dando algumas horas extras por dia, ela se recusava a tirar tempo
suficiente para vir trabalhar por mais de uma ou duas horas e normalmente só trabalhava de casa.
Alex compreendia isto, mas não significava que ele não gostaria que ela pudesse estar aqui com
ele, ajudando-o a manter a empresa que ele tinha construído funcionando sem problemas e longe
das mãos dos inimigos.
Alex rosnou baixinho na sua garganta com o pensamento. Ele tinha certeza que tinham se
livrado de Nicholas depois do que aconteceu com Gina. Ele tinha sido gentil o suficiente para
resolver com o homem fora dos tribunais e este foi o agradecimento que recebeu: um terço da sua
empresa comprada em silêncio dele. Este era apenas outro motivo pelo qual ele precisava de
Jamie aqui, com ele. Ele tinha perdido seu irmão para o campo de golfe e sua esposa para ficar
em casa por causa da maternidade e por mais que ele odiasse admitir, estava se sentindo um
pouco solitário no topo.
Ele nunca tinha se sentido desta maneira em relação ao seu trabalho antes. Mesmo antes de
conhecer Jamie, quando as coisas estavam começando a ser demais para ele levar adiante
sozinho, ele nunca tinha sentido nada menos do que seguro em sua posição. Agora ele estava
tentando se defender dos intrusos sem a família com a qual ele tinha se acostumado a trabalhar
lado a lado e em algum lugar a certeza que ele poderia lidar com qualquer coisa sozinho tinha
desaparecido.
Pelo menos o negócio de Mark estava indo bem.
Ele não tinha passado no country com a frequência que teria gostado depois que o seu irmão
abriu oficialmente — havia muito a fazer com o seu próprio negócio e quando ele não estava
trabalhando, estava com os gêmeos e Jamie, mas estava ouvindo coisas boas sobre ele dos clientes
que tinham visitado. Eles não tinham dito nada além de elogios paras as instalações e para o
próprio Mark e Alex estava orgulhoso do irmãozinho com quem outrora ele tinha recusado
praticamente o menor contato.
Que diabos?
Outro cliente tinha vendido metade das suas ações, Alex viu quando olhou para a tela do
computador. Sua mandíbula contraiu. A empresa não estava em nenhum perigo real. Ele tinha
convencido dois dos acionistas a venderem para ele e ele possuía 52% da empresa, mas isto não
significava que a Sunrise Investments possuindo 38% não fosse uma preocupação. O resto dos
acionistas era leal a ele, mas ele tinha acreditado que alguns daqueles que tinham vendido
também eram. Qualquer um faria qualquer coisa por muito dinheiro e Nicholas tinha dinheiro
suficiente e charme suficiente para comprar muitas coisas que ele não deveria ter sido capaz de
colocar suas mãos. Como as ações de Alex. Como a secretária que estava com ele desde o
nascimento da Reid Enterprises.
Não importava, ele prometeu a si mesmo. Ele não deixaria Nicholas lhe dizer como administrar
a sua empresa, não importa quantas ações ele tinha conseguido devorar. Alex era o dono da Reid
Enterprises. Era dele e de mais ninguém e certamente Nicholas não iria tirá-la dele. Ele balançou a
cabeça e acomodou-se para começar a trabalhar antes que o dia ficasse mais tarde.
O tempo passou. A hora do almoço veio e foi embora e Alex mal percebeu. Ele estava
completamente concentrado nos números que estava examinando, os telefonemas que ele estava
dando. A Srta. Eriksson aparecia de tempos em tempos para lhe dar algum arquivo ou algumas
informações. Era duas e meia quando ele finalmente desviou o olhar da tela que tinha estado
encarando pelas últimas horas e encontrou Zander parado na porta do seu escritório.
“Sabe,” seu conselheiro sênior disse, atravessando a sala e deixando-se cair na cadeira na
frente de Alex, “Fiquei parado lá por provavelmente dez minutos esperando para ver quanto
tempo levaria para você me notar.”
“Tenho muita coisa na minha mente,” Alex respondeu, enviando o e-mail que estava concluindo.
Ele ergueu os olhos de novo. “O que posso fazer para você, Zander?”
“Você pode comer alguma coisa, para começar. Emelie disse que você ainda não comeu.”
“Não vejo como isto seja da conta da Srta. Eriksson se ainda não almocei.”
Zander suspirou. “É da conta dela porque eu lhe disse para me dizer. E é da minha conta
porque eu recebi um telefonema da sua esposa na semana passada com ordens para garantir que
você não estava se esquecendo de comer por dias inteiros. Eu diria que ela o conhece muito bem.”
Jamie tinha telefonado para garantir que ele estava almoçando? O conhecimento aqueceu
Alex. Logo depois que eles se conheceram, quando ela tinha desmaiado no chão do seu escritório
por correr demais e não comer o suficiente, ele tinha assumido a tarefa de garantir que ela
estivesse comendo a cada duas horas. Agora parecia que os papéis estavam invertidos e ele não
conseguiu se importar muito. Era bom saber que sua esposa estava pensando nele.
“Tudo bem,” ele disse. “Irei comer alguma coisa.”
“Bom.” Zander levantou-se e deixou uma pasta sobre a sua mesa. “Depois que você comer, este
é o arquivo Berwick. O analista responsável quer que você dê uma olhada nele.”
Alex estendeu a mão para a pasta e Zander pigarreou.
“Se você não comer, vou ligar para Jamie e contar para ela. Leia o arquivo depois.”
“Você está ultrapassando os seus limites, Zander,” Alex avisou, mas sorriu de qualquer maneira.
Zander apenas sorriu para ele e saiu do escritório de novo.
Talvez, Alex pensou, observando-o ir, Jamie gostaria de satisfazer suas preocupações com os
seus próprios olhos. Fazia muito tempo desde que ele a tinha visto. Ele estendeu a mão e pegou o
telefone, pressionando o botão de discagem rápida, em seguida levando-o até a orelha e
ouvindo-o tocar.
“Ei, querido,” Jamie disse, atendendo no segundo toque. “O que foi?”
Ela parecia um pouco ofegante, como se estivesse correndo ou rindo e Alex sorriu.
“Tentando acompanhar os gêmeos?”
“Algo assim. Você pensaria que lavar as mãos de um bebê seria fácil, mas é
surpreendentemente difícil, especialmente agora que eles aprenderam a caminhar. Dê um mês e
estarei perseguindo-os por toda a casa.”
Alex riu. “Você já comeu, querida?”
Houve uma pausa no outro lado da linha. “Não,” Jamie disse. “Estava ocupada alimentando as
crianças. Por quê?”
“Apenas me perguntando se você gostaria de deixá-los com a babá por mais ou menos uma
hora e vir me encontrar para almoçar.” Ele segurou o telefone com um pouco mais de força. “Sinto
sua falta.”
“Eu adoraria,” Jamie respondeu. Ele podia ouvir seu sorriso mesmo através do telefone. “Dê-me
dez minutos para me aprontar e estarei a caminho. Onde vamos nos encontrar?”
“Naquele café a poucos quilômetros daqui?” Alex sugeriu. “Coisa fácil para comer em uma
quantidade razoável de tempo e eles têm um ambiente agradável.”
“Parece bom,” Jamie disse. “Até daqui a pouco.”
“Até daqui a pouco.”
Alex desligou o telefone e olhou para a pasta que Zander tinha deixado na sua mesa. Ele tinha
dez minutos antes de precisar sair. Não faria mal dar uma olhada rápida nela, ver com o que o
analista estava tendo dificuldade. Ele tinha dito para Zander que iria esperar até ter comido, mas
o homem não era o seu chefe. Ou a sua mãe. Ele abriu a pasta.

***

“Aí está você,” Jamie disse quando Alex entrou apressado no restaurante quinze minutos depois do
que ele tinha pretendido.
Ela levantou-se do seu assento e Alex deu um passo à frente para passar os braços ao redor
dela, beijando-a demorado e lento em um pedido de desculpas assim como uma saudação. Levou
um instante, mas ela derreteu contra ele da maneira que ela sempre fazia, quente, suave e
perfeita e Alex a abraçou mais perto, relutante em afastar-se.
“Lamento, querida,” ele disse quando finalmente recuou. “Decidi que tinha tempo para dar uma
olhada rápida em algo enquanto você estava se preparando e isto levou um pouco mais de tempo
do que eu pensei. Não pretendia deixá-la esperando.”
Ela franziu os olhos para ele. “Imagino que possa perdoá-lo desta vez. Mas da próxima vez
que você me convidar para almoçar e aparecer tarde, você vai receber.”
“Receber o quê?”
Jamie pareceu pensativa. “Não sei,” ela decidiu. “Lidarei com isto quando for o momento. Então
é melhor não chegar a isto.”
“Prometo nunca me atrasar de novo,” Alex disse com sinceridade e sua tentativa de um olhar
severo dissolveu-se no sorriso que ele sabia que estava escondido por baixo disto.
“Tudo bem, então, você está perdoado. Agora, o que vamos comer? Estou morrendo de fome.”
Alex estava com fome também e ele levou alguns minutos para examinar o menu, decidindo o
que queria pedir.
“Como estão os gêmeos?” ele perguntou quando tinha se decidido.
Jamie, ainda olhando o seu menu, levantou um dedo e Alex esperou que ela terminasse de
escolher o prato que ela queria. Sua mente flutuou de volta ao trabalho. Ainda havia muito que
precisava ser feito para manter Nicholas fora das suas costas para sempre. Um pouco disto era
estratégia, mas um pouco disto exigiria sorte e ele não tinha certeza se isto seria o suficiente. Antes
que as tentativas para minar a sua empresa tivessem vindo à tona, ele estava lentamente dando
cada vez mais do seu trabalho para Zander, mas agora ele não poderia se dar ao luxo de deixar
outra pessoa assumir a liderança, o que significava mais tempo no trabalho. E mais tempo longe da
sua família. Não era uma circunstância sobre a qual ele estava particularmente feliz.
“Ok,” Jamie disse. “Sinto muito, querido. Descobri agora o que eu quero.”
Ele arrastou sua atenção de volta para ela e sorriu. “Então. Os gêmeos?”
“Eles estão indo bem,” ela disse, fechando o menu e colocando-o de lado. “Mas eles sentem a
sua falta durante o dia.”
Alex suspirou. “Sinto a falta deles durante o dia também. Você sabe disto. Quero estar mais em
casa, mas esta bagunça com Nicholas...”
“Eu sei.” Jamie estendeu a mão sobre a mesa e entrelaçou seus dedos com os dele. “Mas iremos
superar isto. Exatamente como temos superado todo o resto.”
Ele queria acreditar nisto, mas desta vez parecia diferente. Da última vez ele teve Jamie ao seu
lado durante tudo. Ele não tinha perdido o seu apoio, mas não ser capaz de estar com ela e não
ser capaz de estar com os seus filhos estava cobrando seu preço. Alex não sabia como ele poderia
equilibrar os dois. Manter os dois flutuando com tudo tentando puxar seu negócio para baixo. E se
sua família fosse arrastada para baixo com ele?
A garçonete apareceu ao lado da sua mesa, um bloco de papel na mão e perguntou pelos
seus pedidos. Alex deixou Jamie pedir primeiro e em seguida deu a sua escolha. No pano de
fundo da sua preocupação, o sanduíche realmente não parecia tão apetitoso mais, mas ele sabia
que Jamie não ficaria feliz se ele não comesse.
“Talvez eu possa chegar em casa cedo na sexta-feira,” ele disse quando o som dos sapatos da
garçonete afastando-se deles tinha desaparecido no barulho de fundo geral. “Podemos ter algum
tempo em família. “E depois você e eu podemos ter algum tempo mamãe e papai a sós.”
“Eu adoraria.” A mão de Jamie apertou com um pouco mais de força ao redor da dele. “Faz
muito tempo desde que conseguimos isto.”
“Eu não a levei para cama há dois dias?” Alex provocou.
“Vê? Muito tempo,” Jamie disse. “E na sexta-feira serão quatro dias. Esta é uma quantidade de
tempo ridícula.”
Alex riu. “Te amo,” ele disse, baixo e sincero. “Você me sustenta, Jamie. Nunca deixe de ser
você.”
Ela se inclinou um pouco mais perto da mesa e ele a encontrou no meio do caminho para
roubar um beijo rápido antes que a placa de madeira entre eles ficasse muito desconfortável.
“Não acredito que eu poderia mesmo se quisesse,” ela disse enquanto sentava-se de novo.
“Então é uma coisa boa que você goste de mim da maneira que sou.”
“Sempre,” Alex prometeu. “Exatamente como você é.”
Capítulo 2
“Temos um problema.”
Mark virou-se para encarar o seu gerente de cozinha, que estava parado com uma prancheta
nas duas mãos, parecendo estressado.
Ele suspirou secretamente e forçou um sorriso no seu rosto. “Com o que eu posso ajudá-lo,
Michael?”
“O envio do produto está atrasado. Temos quinze reservas para o jantar hoje à noite e
nenhuma batata para o especial.”
“Então mude o especial,” Mark disse, passando pelo homem alto e calvo e indo na direção das
cozinhas para que ele pudesse chegar até o seu quarto e trocar de roupa antes que a equipe do
noticiário chegasse.
“Não podemos simplesmente mudar o especial,” Michael gaguejou enquanto acompanhava. “Já
anunciamos o menu para a noite. É isto que as pessoas vão estar esperando.”
“Você já ligou para a empresa de entrega e gritou com eles?” Mark perguntou.
“Tentei isto, Sr. Reid. Não é culpa deles. O caminhão estourou um pneu vindo para Jersey. Eles
vão tentar transferir a remessa, mas não há garantia que eles conseguirão isto para o chefe usar
a tempo de acrescentá-lo na preparação do jantar.”
Mark passou a mão pelo cabelo e se perguntou de novo por que ele tinha se convencido a
administrar um negócio. “Ok,” ele disse. “Então mande alguém pegar as batatas. Deve haver
algum lugar na vizinhança da cidade de Nova York que tenha o que precisamos. Se você precisa,
peça para dois ou três lugares. Irei pagar pela gasolina e um bônus para seja quem for que fizer
a viagem.”
Quando ele se virou, Michael estava olhando para ele como se ele fosse louco, mas acenou
com a cabeça e saiu correndo, sem dúvida para tentar recrutar alguns dos ajudantes para fazer a
viagem para que ele não precisasse. Mark não compreendia o que havia de tão difícil sair e
pegar batatas, mesmo se você realmente precisasse de cem quilos delas. Balançando a cabeça ele
subiu a escada até seu quarto dois degraus de cada vez e praticamente jogou-se no chuveiro.
Quando ele tinha concordado que a equipe do noticiário viesse se apresentar no Little Lake
Country Club ele tinha esperado que isto fosse mais sem percalços, mas as batatas não era o
primeiro problema que eles tinham tido. Parecia que no minuto em que alguém estaria observando,
as coisas que estavam funcionando perfeitamente desmoronavam. Vá entender. Agora, eles tinham
uma hora para terminar de conseguir tudo pronto e Mark ainda não estava no seu terno de ‘dono
de um country club da alta sociedade’.
Graças a Deus por Erica, honestamente. Sem ela, ele tinha certeza que o lugar seria uma
bagunça depois do dia que eles tinham tido, mas ela estava sempre onde ele precisava que ela
estivesse e tinha um sentido inato para o que precisava ser feito para deixar as coisas em ordem.
Se ele tivesse tido mais tempo, Mark poderia ter parado para se demorar em outras coisas que
ele gostava sobre Erica. Como a sua aparência na cama dele naquela manhã. Mas estes
pensamentos levariam a lugares que ele não deveria estar indo com uma hora para terminar de se
aprontar e, portanto, de maneira relutante, Mark voltou suas considerações para tudo que
precisava estar preparado para a noite e manteve seu banho rápido.
Alguns minutos depois, vestido com um terno confortável, ele voltou para o andar de baixo, com
cuidado para evitar qualquer um carregando uma bandeja de comida. Conseguir uma bagunça no
seu terno não era algo com o qual ele queria lidar.
“A questão das batatas foi resolvida?” ele perguntou quando passou por Michael na cozinha e
o gerente assentiu. “Bom.”
Ele saiu para a parte principal da sede do clube, olhando para o grande salão em frente onde
os convidados se reuniam e enfiando a cabeça no salão de baile. Tudo parecia imaculado. A
equipe de limpeza tinha feito um trabalho excelente. De lá, era para o green para ver se todos os
treinadores tinham chegado e sabiam seus papéis. Havia alguns convidados caminhando pelo
campo de golfe e Mark sabia que no momento em que a equipe do noticiário chegasse, a multidão
que se apresentou no início da noite teria terminado de entrar, portanto haveria muitas pessoas
para a câmera ver. Na verdade, ele tinha convocado especificamente alguns dos seus clientes mais
ricos para garantir que as pessoas vissem quem jogava golfe em Little Lake.
A primeira notícia sobre o clube tinha sido apenas uma sinopse, mais porque Alex era mais
famoso do que ele. ‘Irmão de Bilionário Inaugura um Country Club’ ou algo assim. Mas desta vez a
história era sobre Mark e seu negócio e ele tinha toda a intenção de garantir que ela fosse não
somente favorável, mas brilhante.
“Você parece que está elaborando um plano para assumir o mundo,” Erica disse, afastando-se
de um grupo com o qual ela estava conversando para ficar apenas um pouco mais perto dele por
decoro.
“Só pensando sobre o artigo que eles vão fazer sobre nós,” Mark disse, respondendo ao
sorriso dela com um sorriso. “Então acho que algo assim, sim.”
“Oh, eu compreendo,” ela riu. “Bem, tenho certeza que vai ser ótimo. Antes que você perceba
estaremos sobrecarregados com membros.”
“Você tem mais fé na imprensa do que eu,” Mark disse. “A maneira como eles trataram Alex
realmente não inspirou muita crença no seu senso de fair play ou honestidade.”
“Você está sendo abordado pelo canal de golfe, não um canal de fofocas,” Erica disse,
colocando uma mão no seu ombro. “É uma coisa completamente diferente. Confie em mim, isto vai
ser exatamente o que o country club precisa para realmente decolar.”
Mark olhou para ela, erguendo as sobrancelhas. “Quando você se tornou tão otimista?” ele
exigiu, provocando apenas um pouco.
“Quando peguei você,” ela respondeu.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa sobre isto ela tinha ido embora, rebolando de volta
para os convidados que ela tinha estado orientando e Mark observou o gingado dos seus quadris
com desejo. Com sorte, a equipe do noticiário seria rápida sobre o seu trabalho, porque ele tinha
negócios próprios que queria cuidar. O mais rápido possível.
“Sr. Reid,” a voz de um jovem disse por cima do seu ombro e Mark arrastou os olhos para
longe do bumbum de Erica para encontrar um dos caddies aguardando pela sua atenção. “Eles
querem você na sede do clube. A equipe do noticiário acabou de estacionar.”
“Obrigado, Derrick,” Mark disse, começando imediatamente a subir a encosta até o prédio no
alto.
Era isso. Hora do show.
Ele alcançou a sede do clube e entrou por uma porta lateral a tempo de dar as boas-vindas
ao repórter e sua equipe entrando através do saguão principal. As câmeras já estavam gravando
e ele se sentiu um pouco consciente de si mesmo no olhar deles, mas lembrou-se que Alex saberia
exatamente o que dizer em uma situação assim e se seu irmão poderia fazer isto, ele poderia
também. Eles não veriam nada além de confiança nesta entrevista.
“Bem-vindo ao Little Lake Country Club,” ele disse, dando um passo à frente e oferecendo a
mão para o repórter. “Sou Mark Reid, dono do estabelecimento.”
“Sr. Reid,” o repórter disse. “É um prazer conhecê-lo Sou Jason. Estamos felizes por estar aqui
no seu clube e mal posso esperar para dar uma olhada ao redor.”
“Fico feliz em ouvir isto. E muito feliz em levá-lo para um tour, se você estiver pronto?”
“Pronto e disposto,” Jason respondeu e deu a Mark o tipo de sorriso que os apresentadores
sempre pareciam ter: grande, branco e cheio de dentes muito retos.
“Fantástico,” Mark disse. “Se você me seguir por aqui posso lhe dar um tour da sede do clube e
depois iremos para o green e irei deixá-lo dar uma olhada nele, se estiver bem?”
“Parece um plano,” o apresentador disse.
Mark o conduziu pelo saguão para o grande salão com os sofás e a lareira que
provavelmente seria mais popular no inverno e no outono que se aproximava rápido do que era
agora. É claro, ele não disse isto para as pessoas do noticiário. Mesmo assim, havia alguns clientes
espalhados pelo mobiliário de couro extravagantemente acolchoado, com taças de vinho ou copos
de uísque nas mãos. Mark acenou com a cabeça para todos eles e todos eles, de maneira
profissional, ignoraram a equipe do noticiário, provavelmente mais do que acostumados em ver os
paparazzi por perto.
De lá, Mark os levou para o salão de baile com seus pisos de madeira polidos e candelabros
de cristal. “Esta sala, como o resto da sede do clube, estará disponível para reservar para
casamentos ou festas,” ele disse enquanto entravam. “E, é claro, realizaremos alguns dos nossos
próprios eventos aqui, particularmente quando o clima ao ar livre se tornar mais frio. E bem por
aqui,” ele continuou, “é o restaurante.”
Ele era tão bem decorado quanto o resto do lugar, com mesas pesadas de madeira escura e
cadeiras confortáveis. Um bar completamente abastecido ficava em uma extremidade da sala, ao
passar pela porta que eles tinham acabado de entrar e no lado oposto havia um pátio com vista
para o campo de golfe. Ele observou a câmera girar panoramicamente, obtendo uma visão
completa da sala e dos clientes que já estavam sentados para jantar. Eles ainda não estavam
completamente cheios, mas isto não era necessariamente uma coisa ruim quando você estava
servindo os ricos e famosos. Eles gostavam de exclusividade.
“No andar de cima,” ele disse para a equipe do noticiário, “há suítes para conferências
privadas, grupo da noiva e coisas do gênero assim como os meus próprios aposentos”
“Você mora aqui então?” Jason perguntou, virando-se para olhar para ele.
“Que melhor lugar para viver?” Mark perguntou. Era algo que ele já tinha planejado dizer e
ficou satisfeito em ter uma abertura para isto. “Tenho paz e tranquilidade, belas vistas e acesso
fácil a um restaurante e bar bem equipado. Todas as comodidades que um homem poderia
querer.”
Jason riu, mas Mark não estava completamente seguro que ele foi sincero sobre isto. Então eles
começaram a sair para o pátio.
“Você não estava brincando sobre a vista,” o apresentador disse quando eles estavam
parados na beirada da lajota, olhando para a encosta do green estendendo-se abaixo e as
árvores que o emolduravam.
“Há trilhas de caminhada através daqueles bosques,” Mark disse. “Tudo bem iluminado e
cuidado, é claro e temos nosso próprio pequeno vinhedo no lado sul do prédio.”
“O que você pode nos dizer sobre o campo em si?” Jason perguntou, começando a descer o
caminho para o driving range e o primeiro buraco.
“Uma parte do campo já estava assim quando compramos a propriedade,” Mark disse.
“Realmente tive uma grande parte dele reformado para dar aos nossos convidados algo um pouco
mais interessante do que a pista original e demos ao resto uma pequena modernização para que
combinasse com as áreas mais novas.”
Eles estavam mais perto do início da pista agora e poderiam ver com mais clareza as pessoas
nas partes que eram visíveis a partir do seu ângulo. Era uma pista grande e havia áreas de
árvores e pequenas colinas e depressões que escondiam alguns dos jogadores. À esquerda estava
o driving range, onde Erica e alguns dos outros jogadores profissionais de golfe estavam dando
aulas. Mark conduziu a equipe do noticiário naquela direção.
“Este, é claro, é o driving range. Tenho vários treinadores na equipe, todos eles excelentes.”
Erica afastou-se do homem que a estava ensinando e aproximou-se deles, sorrindo para Mark.
“Erica,” Mark disse. “Minha treinadora mais antiga.”
Ela virou seu sorriso para a câmera e Mark a observou trabalhar a sua magia. Ele escondeu
um sorriso. Parecer convencido antes que a entrevista sequer tivesse terminado provavelmente
irritaria as pessoas. Mas ele realmente tinha uma espécie de expressão convencida; ele sabia quão
bom era o lugar ele tinha. E que funcionária fantástica.
“Você gosta de trabalhar em Little Lake, Erica?” Jason estava perguntando quando Mark voltou
sua atenção para eles.
Ele estava dando um sorriso quase grande demais para ela. Ela retribuiu o sorriso de maneira
doce, ignorando seu interesse muito óbvio.
“É o meu emprego dos sonhos,” ela disse, em pé na frente da câmera em seu top pastel
perfeitamente ajustado e saia preta, o cabelo loiro comprido amarrado para trás em um rabo. Ela
parecia a fantasia de todo golfista rico. “Trabalhei como treinadora em muitos clubes de golfe, mas
Little Lake é absolutamente o melhor.”
“Você parece muito enfática sobre isto,” Jason riu. “O que você diz para as pessoas que dizem
que você é tendenciosa? Você está dizendo isto pelo salário ou porque você quer dizer isto?”
“Nunca digo nada que não tenho a intenção,” Erica disse e desta vez ela não estava sorrindo.
“Nem pelo salário ou qualquer outra coisa. Se eu não gostasse realmente de Little Lake, não teria
ficado. Mas tenho um chefe incrível aqui e um local de trabalho bonito.” Sua boca curvou nos
cantos de novo. “Sem mencionar uma comida realmente boa. O que há para não gostar?”
Fora da visão da câmera, Mark lhe deu um sorriso que ele esperava não parecesse tão
apalermado como ele parecia no seu rosto. Ele também esperava que a equipe do noticiário não
visse, porque ele tinha bastante certeza que isto deixou sua atração por ela dolorosamente óbvia.
“Por que, de fato?” Jason perguntou e a câmera girou panoramicamente para longe dela.
Mark endireitou-se quando ela se voltou para ele e deu-lhe um sorriso mais profissional.
“Mais alguma coisa que você gostaria de ver, Jason?”
O apresentador balançou a cabeça. “Não se você precisa estar em outros lugares, Sr. Reid.
Vamos gravar alguns B-roll, mas você é bem-vindo para voltar aos seus deveres se isto for melhor
para você.”
“Vocês deveriam ficar e jantar, se tiverem tempo,” Mark disse. “Por minha conta.”
Ele os viu trocando olhares e Jason olhou para o seu relógio. Quando ele olhou para cima, seu
sorriso era mais genuíno do que a coisa de mau gosto que ele tinha usado para a câmera.
“Na verdade, isto parece ótimo, Sr. Reid. Definitivamente preciso experimentar esta comida
sobre a qual tenho ouvido tanto. Faremos o resto da nossa gravação enquanto a luz ainda está
boa e depois iremos até a sede do clube.”
“Até mais então,” Mark disse.
Eles viraram e afastaram-se, obviamente indo encontrar um bom pano de fundo para as
declarações de abertura e encerramento de Jason sobre o clube e assim que eles estavam fora de
alcance Mark desmoronou aliviado.
“Contente que acabou?” Erica perguntou, sua voz divertida.
“Muito contente,” Mark disse. “Compreendo que isto é bom para o clube, mas não tenho certeza
como Alex lida com a imprensa regularmente. Manter a máscara da perfeição por tanto tempo é
cansativo.”
Ela estendeu a mão e apoiou no seu bíceps. “Você se saiu muito bem, Mark. Confie em mim. Isto
vai trazer muitas pessoas.”
Ele sorriu para ela. “Espero que sim. Enquanto isto, é melhor garantir que nada desastroso
aconteceu na cozinha antes que a equipe do noticiário vá procurar pelo jantar e provavelmente
você deveria voltar para o seu aluno.”
A mão no seu bíceps apertou, apenas gentilmente e em seguida ela deixou cair de volta ao seu
lado. “Te vejo hoje à noite?” ela perguntou antes de se afastar.
“Oh,” Mark disse. “Definitivamente.” Ele sorriu para ela. “Temos de celebrar afinal.”
Ela riu e em seguida estava voltando para o seu cliente e Mark virou-se e começou a subir a
encosta, desejando que nada tivesse dado errado.
Capítulo 3
Era seis horas e Alex ainda não estava em casa.
Jamie suspirou e rolou o caminhão na sua mão gentilmente pelo chão para que Benton pudesse
agarrá-lo. Ele deu uma risadinha quando ele ficou ao seu alcance e deu um empurrão com a maior
força possível que seu corpinho poderia reunir, enviando-o deslizando de volta para ela. Ela sorriu
apesar da frustração com seu marido. Era difícil ficar zangada perto dos gêmeos quando eles
estavam felizes, como se eles emitissem uma aura de alegria que o resto da humanidade era
incapaz de resistir. Ao lado do seu irmão, Lilli estava brincando com o cavalo de brinquedo,
virando-o para frente e para trás em uma imitação da maneira como Christine normalmente
brincava com eles.
Fazia uma semana desde que sua irmã conseguiu passar para fazer uma visita e ela tinha
parecido um pouco mais estressada do que Jamie teria gostado. Obviamente a transição para a
força de trabalho não tinha sido completamente tranquila, não importa o quanto Mark elogiasse
seu trabalho ético. Jamie tinha dito que ele se certificasse de manter um olho na sua irmã,
garantisse que ela não cedesse sob o peso das novas responsabilidades. Felizmente, ele tinha dito
que ela parecia estar melhorando ultimamente. Jamie teria de ver Christine por si mesma para ter
certeza, mas se ela estava feliz no seu trabalho, então Jamie estava feliz por ela.
Ela rolou o caminhão de volta para Benton e se perguntou se deveria, talvez, ligar para Alex.
Ela não tinha tido notícias dele desde que ele saiu do trabalho, além da breve mensagem de texto
que ele estaria em casa um pouco mais tarde do que tinha planejado e que ele a amava. Mas isto
tinha sido há duas horas e ele tinha lhe garantido que estaria em casa por volta das cinco.
Suspirando, Jamie levantou-se do chão e pegou o telefone da mesa, sentando-se de novo a tempo
de ter de se desviar do caminhão de brinquedo que teria causado uma aterrissagem muito
desconfortável.
“Dê a Mamãe apenas um segundo, Benton,” ela disse, retornando o caminhão para ele de
novo. “Ela precisa ver onde Papai está.”
Benton, é claro, não compreendeu e imediatamente empurrou o caminhão de volta com as duas
mãos. Jamie pressionou a discagem rápida para o número de Alex e enviou o brinquedo rolando
pelo chão de novo.
Tudo que ela conseguiu foi o correio de voz e seu leve aborrecimento tornou-se bruscamente
preocupação. E se ele já tivesse deixado o trabalho? E se algo tivesse acontecido? Ignorando o
caminhão desta vez quando ele parou aos seus pés, Jamie discou o número da recepção no andar
de Alex.
“Reid Enterprises,” uma voz de mulher vagamente familiar disse após dois toques. “Emelie
falando. Como posso ajudá-lo hoje?”
O que a AP estava fazendo atendendo o telefone da recepção?
“Srta. Eriksson, aqui é a Sra. Reid. Parece que não consigo entrar em contato com meu marido e
estava me perguntando se você pode me dizer onde ele poderia estar.”
“Oh, Sra. Reid,” a Srta. Eriksson disse, o sorriso na sua voz, de alguma maneira audível
tornando-se um pouco mais brilhante. “O Sr. Reid ainda está aqui no seu escritório. Ele ficou lá a
tarde toda trabalhando em umas das contas do grande investidor. Você precisa que eu o chame
para você?”
É claro que ele estava. Simples assim, a irritação de Jamie estava de volta. Por que ele não
tinha, no mínimo, enviado uma mensagem de novo para que ela soubesse o que estava
acontecendo? Por que ele não tinha atendido a sua ligação?
Benton, rejeitado no seu jogo para frente e para trás, tinha engatinhado pelo chão e
reclamado o caminhão para si mesmo, rolando-o na perna de Jamie. Ela o pegou com gentileza
colocou-o a alguns centímetros de distância, encorajando-o em silêncio para levá-lo em outra
direção.
“Não,” ela disse. “Obrigada. Apenas queria me certificar que ele não tinha deixado o
escritório ainda. Se ele aparecer, diga que sua esposa ligou?”
“É claro, Sra. Reid,” a Srta. Eriksson disse. “Irei garantir que ele saiba o mais rápido possível.”
“Obrigada,” Jamie disse. Ela fez uma pausa. “Oh e Srta. Eriksson? Por que você está
atendendo na recepção ao invés de Justin, se não se importa que eu pergunte? Ele está bem?”
“Ele foi para casa doente hoje à tarde,” a Srta. Eriksson disse, obviamente não incomodada
com a pergunta. “Apenas redirecionei as ligações da recepção para o meu telefone pessoal assim
não precisaríamos trazer alguém lá de baixo para cuidar delas. Tem sido um dia bastante
tranquilo que eu posso dar conta das ligações e fazer o meu próprio trabalho. Mas tenho certeza
que Justin estará de volta em um ou dois dias.”
“Se você o ver antes de mim, poderia dizer que eu espero que ele esteja se sentindo melhor? E
obrigada por me informar.”
“Não é um problema, Sra. Reid. Tenha uma noite adorável.”
“Você também.”
Ela tinha de conceder a Srta. Eriksson. A mulher era uma AP muito eficiente. Talvez não tão
eficiente como ela tinha sido se você perguntasse a Alex, mas ela sabia como fazer o seu trabalho.
Embora ela tenha tido receio sobre eles contratando outra AP tão cedo, Jamie estava contente que
Alex e Zander tinham alguém para ajudá-los a manter as coisas funcionando sem problemas. Eles
não tinham tempo para cuidar de todas as coisinhas que precisavam ser feitas todos os dias além
dos seus próprios trabalhos.
Benton rolou o carro na sua perna de novo e Jamie riu, levantando-se rapidamente para
colocar o telefone sobre a mesa de novo onde nenhum dos gêmeos poderia colocar suas mãos, em
seguida segurou o caminhão e conduziu-o em um círculo ao redor de Benton na direção de Lilli.
Pelo menos, ela pensou enquanto se acomodava entre eles de novo, fazendo barulhos de motor
para o caminhão que atraiu a atenção, com olhos arregalados, de Lilli, ela tinha os gêmeos. E ela
não iria deixar uma coisinha como Alex estando atrasado arruinar a sua noite ou a deles.

***

Era quase dez horas quando Alex finalmente entrou na cozinha. Jamie, que estava sentada na sala
de estar com um livro, ouviu o som da porta abrir e fechar e em seguida seus passos pelo chão.
Ela não desviou o olhar do que estava lendo. As crianças já tinham ido para a cama há quase
duas horas.
“Ei,” ele disse quando entrou na sala de estar e a viu. “Sinto muito, estou atrasado, querida.”
Jamie deslizou um marcador entre as páginas e fechou o livro, colocando-o de lado. “Uma
mensagem,” ela disse baixinho. “E depois você aparece quase cinco horas atrasado. Tive de ligar
para a sua AP para descobrir onde você estava.”
Alex parou na porta, olhando para ela como se não soubesse sobre o que ela estava falando
e a irritação de Jamie se disseminou em uma raiva imediata. Teria levado cinco minutos para pegar
o telefone e ligar e eles poderiam ter evitado esta coisa toda. Mas, é claro, ele não poderia parar
para pensar nisto quando estava no trabalho. “Você fez isto?” ele perguntou. “Eu tinha meu
telefone comigo.”
“Você não atendeu,” Jamie disse. “E você não ligou. Finalmente liguei para a recepção e
consegui a Srta. Eriksson, que me disse que você não tinha sequer deixado o escritório apesar do
fato que já era uma hora depois do que você deveria estar em casa. Naquele momento imaginei
que não iria vê-lo pelo resto da noite de qualquer maneira, então poderia muito bem não tentar
ligar de novo.”
“Jamie...” Alex disse. Ele sentou-se ao lado dela, a pasta apoiada na extremidade do sofá e
deu-lhe um pedido de desculpas com o olhar.
Ainda zangada com ele, Jamie não conseguiu deixar de notar quão bonito ele ficava na luz
dourada da lâmpada em que ela estava lendo. Ela queria estender a mão e passá-la sobre as
linhas amadas do seu rosto, atraí-lo para um beijo e levá-lo para a cama, mas primeiro ela queria
uma explicação.
“Sinto muito,” Alex disse e ele soava assim. Ele parecia exausto. “Não tinha intenção de ficar
até tão tarde, mas foi apenas uma coisa depois da outra hoje. Ainda estou tentando impedir que
os demais acionistas não vendam nenhuma parte das suas opções e acreditava que eu os tinha,
mas um dos nossos maiores investidores quase vendeu hoje. Nicholas está oferecendo um preço que
não vale pelas ações, é por isto que ele tem sido tão ridiculamente bem-sucedido em comprá-las
de mim, mesmo de pessoas que tem possuído ações na Reid Enterprises há anos. Eles poderiam
continuar com a empresa e ganhar dinheiro lentamente ao longo do tempo ou podem aceitar o
acordo de Nicholas e ter um punhado de dinheiro imediatamente. Alguns deles estão nitidamente
mais impacientes do que informados. E ele pode se dar ao luxo de seduzi-los porque não é como
se ele realmente precisasse do dinheiro. Ele apenas quer me foder.”
Raiva drenando dela, Jamie estendeu a mão e passou gentilmente para cima e para baixo
pelas costas de Alex. “Ele não vai conseguir tirar a empresa de você,” ela disse com firmeza.
“Não,” Alex concordou, “mas pode causar todos os tipos de problemas com tanta influência que
ele tem e não há realmente nada que eu possa fazer sobre isto. Esta oportunidade passou há
muitos anos. Uma vez que a empresa é pública, você não pode retomá-la.”
“Certamente seu conselho não vai ouvir Nicholas?”
Alex riu, mas o som foi agudo e triste. “Meu conselho está tentando me dizer que Nicholas é
algum tipo de dádiva de Deus. Um CEO experiente com uma empresa extremamente bem-
sucedida, blah, blah, blah. Como se eu não fosse estas coisas e mais. Nicholas não tem um passado
em investimentos. E está tentando ativamente sabotar a Reid Enterprises, mas tenta convencer o
conselho disto. Eles vão começar a me acusar de ser um teórico da conspiração. Honestamente não
ficaria surpreso se ele tivesse comprado metade deles.”
Ele se debruçou no seu braço e Jamie mudou de posição para que ela pudesse se apoiar com
mais segurança no encosto do sofá, a cabeça de Alex descansando no seu peito. Ela passou os
dedos gentilmente pelo seu cabelo e ele suspirou.
“E se eu conversar com ele?” ela perguntou após um instante de silêncio. “Ele gostava de mim
antes. Talvez ele irá me ouvir.”
Ela sentiu Alex ficar tenso nos seus braços. Obviamente ele não gostou da ideia. Ele sempre
tinha odiado qualquer coisa que a colocasse e Nicholas no mesmo lugar, especialmente depois que
eles tinham saído em um encontro. Mas ele não poderia deixar seus problemas pessoais ficarem no
caminho do negócio... não se ele queria ser capaz de lidar com o problema Nicholas e ela lhe
disse isto.
“Não me sinto confortável em ter você em qualquer lugar perto dele, Jamie,” ele disse, virando
a cabeça para olhar para ela. “O homem é um imoral e não há como dizer o que ele fará. Ele
arruinou a vida de Gina para a sua própria diversão mesquinha.”
“Mas eu sei o que ele é, Alex. Não é como se ele fosse me seduzir.”
“Não, mas ele poderia ter alguns outros truques na manga.”
“Bem,” Jamie disse, os dedos ainda se movendo pelo cabelo do seu marido, “alguém tem de
fazer algo. E obviamente ele não vai ouvir nada que você tiver a dizer. Ou até mesmo concordar
em encontrá-lo, provavelmente. Então você terá de enviar alguém com quem ele realmente estará
disposto a ter uma conversa — se ele ainda está disposto a ter uma conversa comigo — e quem
conhece o negócio bem o suficiente para lidar com quaisquer bolas curvas que ele tenta
arremessar.”
“Ainda não gosto disto,” Alex rosnou e Jamie quase riu.
“Sei que você não gosta,” ela disse, “mas não precisamos decidir agora. É apenas uma opção
sobre a qual podemos pensar.”
“Eu imagino.”
Desta vez, em vez de parar o seu acariciar leve na sua nuca, Jamie passou a mão ao longo da
sua coluna, sentindo os músculos nas suas costas. Ainda tão sólido e definido como quando eles se
conheceram e ela queria isto. Ela o queria.
“E se esquecemos sobre os negócios por um tempo,” ela sugeriu, abaixando a voz um pouco
mais para tornar seu significado mais claro, a mão deslizando pelo lado externo do quadril de
Alex, “e pensamos sobre algo mais agradável?”
Alex endireitou-se, recuando para que pudesse encontrar seus olhos. “Você está se oferecendo
para mim, Sra. Reid?”
“Seduzindo-o, eu acho,” Jamie disse, somente um pequeno sorriso movendo-se sorrateiramente
através do rosto sério que ela estava tentando usar.
Ele riu. “Bem, neste caso, acho que seus esforços foram bem-sucedidos.”
Antes que ela pudesse se levantar ele estava em pé e a pegou nos seus braços. Os braços
dela ao redor dos seus ombros, segurando firme, mas ela confiava que ele não iria deixá-la cair
quando começaram a subir as escadas, ambos rindo. Alex nunca a deixou cair. Ela não acreditava
que ele começaria agora.
Capítulo 4
“Nós conseguimos!”
Mark riu do entusiasmo de Erica estourando a rolha da champanhe e observando-a
transbordar em um ímpeto de bolhas enquanto ele a servia em duas taças. “Tudo que nós fizemos
foi ficar por perto e parecer bonito para as câmeras,” ele comentou, entregando uma das taças
para Erica. “Ocasionalmente oferecer uma frase de efeito. Nem vimos a história. Poderia ser
terrível.”
“Não vai ser terrível,” Erica disse, seus dedos esguios passando ao redor da flute de
champanhe. “Vai ser brilhante! E este lugar estará transbordando de convidados. Você verá.” Ela
sorriu para ele, doce e sedutora e ergueu a taça que estava segurando. “Ao sucesso. E ao Little
Lake Country Club.”
Balançando a cabeça, Mark levantou a mão e tocou sua taça com gentileza na dela. “Ao
sucesso,” ele repetiu. “E ao Little Lake Country Club.”
Ambos beberam.
“E,” Mark disse, erguendo sua taça de novo, “a melhor instrutora de golfe profissional do clube.
E a mulher mais linda no estado de Nova York.”
As bochechas de Erica coraram levemente de rosa e seu sorriso ampliou. “É mesmo, Sr. Reid?”
“Oh, absolutamente,” Mark disse, colocando sua taça de lado e avançando para passar um
braço ao redor da cintura de Erica, puxando-a. “Na verdade, acho que provavelmente você é a
mulher mais bonita em toda a Costa Leste.”
“Sabe, este tipo de lisonja excessiva é completamente...”
Mark a interrompeu com um beijo antes que ela pudesse terminar a sua reclamação. Por um
instante, ela ficou imóvel e assustada nos seus braços e em seguida ela afundou nele com um
suspiro, um dos seus braços deslizando ao redor dos ombros dele para ajudar a segurar o peso
do seu corpo e sua boca se abriu sob a pressão dos seus lábios para permitir que ele deslizasse a
língua para dentro e a saboreasse. A mão que não estava na sua cintura deslizou para baixo, por
cima da curva das suas nádegas e em seguida envolvendo a parte de trás da sua coxa para
puxá-la mais para perto.
Eles se separaram, mas somente o suficiente para respirar antes que eles estivessem juntos de
novo, desta vez movendo-se com o beijo, tropeçando para trás em direção a cama.
“Camisa fora,” Mark ordenou entre beijos.
Ele a soltou o suficiente para passar os dedos por baixo da bainha, puxando-a por cima da
sua cabeça e jogando-a para o lado. Um minuto depois foi a vez do seu sutiã e em seguida a sua
própria camisa estava sendo arrancada pelas mãos dela e eles estavam pressionados juntos, pele
com pele.
“Você realmente sabe como celebrar,” Erica riu na sua boca.
Mark não respondeu. Ele deu-lhe um pequeno empurrão e ela caiu para trás sobre a cama
quando a sua extremidade a pegou por trás dos joelhos. Seus olhos encontraram os dele e ele
sorriu para ela uma vez antes de deixar seu olhar percorrer o corpo dela, absorvendo o subir e
descer do seu peito com a respiração e suas pernas compridas e nuas por baixo da saia curta.
“Quer saber,” ele disse, baixando a voz. “Pensando bem ...”
Ele a pegou ao redor dos quadris e a virou gentilmente puxando suas pernas para trás de
modo que ela ficou de quatro. Ela gemeu e balançou para trás nele e ele não perdeu tempo em
tirar qualquer coisa do caminho, apenas puxou sua calcinha pelas coxas e virou a parte de trás da
saia para cima, abrindo a sua própria calça e empurrando-a pelos quadris apenas o suficiente
para lhe dar espaço.
Quando ele deslizou para dentro dela, Erica sibilou seu nome entre os dentes, os quadris já
girando para encontrar a sua primeira investida.
“Assim?” ele rosnou, puxando-a para encontrá-lo, com as mãos ainda ao redor dos seus
quadris. Ele podia sentir a pressão do osso nas suas mãos.
“Porra,” ela suspirou. “Sim. Porra, sim, Mark. Vamos lá.”
Esta foi toda a resposta que ele precisava para acelerar o ritmo. Nenhum dos dois estava com
disposição para levar isto devagar. A alegria da vitória ainda estava correndo no seu sangue e
ele sabia que Erica devia sentir a mesma coisa, podia senti-lo na maneira como ela se movia contra
ele, duro e com fome.
Não havia muito espaço para conversar. Ele inclinou-se, pressionando os lábios em um ombro e
depois no outro, espalhando beijos pela pele macia, em seguida mordendo apenas com força
suficiente para deixar uma marca. Erica gemia e ofegava. Seus dedos estavam enroscados nos
lençóis com tanta força que ele podia ver os nós dos seus dedos ficando brancos com o esforço.
“Quanto tempo você vai durar, querida?”
Ela balançou a cabeça, dando uma risada ofegante. “N-Não muito.”
Ele não iria durar muito também, não com ela se contorcendo de maneira tão entusiasmada
debaixo dele. Mark alcançou por baixo dela com uma mão e passou os dedos pelo seu esterno
para segurar um dos seus seios na mão, acariciando o polegar por cima do mamilo até que suas
costas arqueassem no toque. Ele deu um último puxão pequeno e seguiu para o outro lado,
trabalhando nele da mesma maneira, apreciando o som entrecortado da sua respiração.
“Mark,” ela disse, baixo e urgente. “Mark.”
A mão que tinha estado provocando seus seios deslizou para baixo e ele pressionou o polegar
no seu clitóris, apenas fricção suficiente para ela balançar com o movimento dos seus corpos. Ela
fez um som desesperado na parte de trás da sua garganta e seus quadris moveram-se mais
rápidos contra os dele. Mais carente. Mark encontrou seu ritmo e sentiu o seu próprio orgasmo
acumulando, contraindo seu corpo.
“Vamos lá,” ele rosnou. “Goze para mim.”
Ela estremeceu e ficou tensa e em seguida ele o sentiu percorrendo através dela e ele a
acompanhou por cima da borda, o prazer explodindo através dele. Luzes dançavam atrás das
suas pálpebras fechadas e fogo cantava através dos seus nervos.
Ambos caíram no colchão, as pernas de Mark ameaçando parar de sustentá-lo. Ele puxou-se
para fora e caiu na cama sobre as suas costas e Erica virou-se para esticar-se ao seu lado. Por um
minuto eles ficaram assim, recuperando sua respiração. O coração de Mark parou lentamente de
bater tão alto nos seus ouvidos. Ele sentiu quando ela se moveu, provavelmente tirando a calcinha
completamente e em seguida ela ficou imóvel de novo, apenas respirando.
“Uau,” ele finalmente disse.
“Sim,” Erica suspirou. “Isto foi... Uau,” ela disse, como senão conseguisse pensar em uma palavra
que descreveria isto melhor.
“Sabe,” Mark riu, “sempre pensei que aqueles filmes ou programas de TV onde o casal
desmorona na cama para conversar sobre quão incrível a experiência deles foi, tinha um diálogo
realmente idiota, mas agora acredito que eles estavam apenas refletindo com exatidão o
vocabulário que somente alguém que acabou de ter um sexo realmente bom é capaz.”
“Você parece ter se recuperado,” ela comentou.
Mark virou-se o suficiente para olhar para ela, colocando uma mão no seu quadril. Ele pensou
sobre fazer outra piada, algo para fazê-la rir de novo, mas havia outras palavras subindo na sua
garganta.
“Estou feliz que você ficou,” ele disse finalmente. “Depois daquela noite com os sprinklers há
algumas semanas.”
Ela sorriu. “Quer saber algo? Eu também.”
A mão dela passou ao redor da parte de trás do seu pescoço e atraiu-o para um beijo
demorado e lento que Mark aproveitou completamente. Quando eles se afastaram, ambos estavam
respirando com um pouco mais de dificuldade de novo.
“Costumava acreditar que Alex tinha sorte,” Mark disse, deitando novamente e puxando Erica
com ele para que ela pudesse deitar a cabeça no seu ombro, os seios pressionados no seu lado.
“Mas agora acredito que eu possa ter mais sorte.”
Ele não se virou para olhar para ela, mas conseguiu ouvir a sobrancelha erguida na sua voz.
“É mesmo?”
“É,” Mark disse, inclinando a cabeça para o lado o suficiente para que ele pudesse ver o alto
da sua cabeça. “Tenho uma das melhores instrutoras de golfe do estado, que também é
incrivelmente sexy e na minha cama. E acabamos de ter um sexo incrível. Acredito que estou me
saindo muito bem.”
Erica riu. “Isto é verdade, eu imagino. Mas, se eu fosse você não ficaria convencido ainda, Sr.
Sortudo.”
“Quem disse algo sobre convencido?” Mark protestou. Sua mão deslizou para baixo, passando
ao redor da perna dela e puxando-a por cima da dele de maneira que ele pudesse deslizar os
dedos entre as suas coxas por trás, acariciando apenas as pontas ao longo do seu sexo ainda
molhado. “Não acho que eu disse nada sobre considerar isto como garantido,” ele continuou
esfregando para frente e para trás. “Eu disse?”
Seus quadris giravam no toque, balançando-a contra a sua coxa e ela balançou a cabeça.
“Não,” ela respondeu. “Não, acho que você não disse.”
As palavras morreram em um gemido baixinho e Mark sorriu.
“Vê?”
Ele os girou de maneira que ela estava deitada de costa e em seguida ele inclinou-se sobre
ela, apoiando seu peso nos antebraços. Ela balançou para cima, tentando conseguir um pouco de
fricção, mas ele não permitiu que ela tivesse alguma.
“Mark,” ela disse.
“Hmm?”
Não foi realmente uma pergunta e ele não esperou pela sua resposta, apenas inclinou a
cabeça para baixo de maneira que ele pudesse atrair um dos mamilos entre os seus dentes,
passando a língua rapidamente sobre o pequeno botão sensível e enrugado. Erica mudou de
posição debaixo dele e ele resistiu ao desejo de sorrir. Uma das suas mãos encontrou o outro
mamilo e ele provocou ambos enquanto ela gemia e estendia a mão para ele, emaranhando os
dedos no seu cabelo e balançando os quadris.
Ele brincou até que ela estava fazendo sons suaves constantes, alternando entre a boca e os
dedos em cada lado. Amanhã, quando se vestisse, ela sentiria a maneira como ele a tinha tocado e
pensaria sobre ele o dia inteiro enquanto seus mamilos sensíveis roçavam no sutiã.
Finalmente, Mark recuou, pressionando um beijo no vale entre os seios e em seguida movendo-
se ao longo do seu esterno até a barriga, onde ele fez uma pausa para provocar seu umbigo com
pequenas mordidas e a ponta da língua.
“Você é um maldito provocador,” ela rosnou acima dela. “Você sabe disto?”
Mark não respondeu, apenas a beijou de novo, tão baixo na sua barriga que seus lábios
quase roçaram no alto do seu monte.
“Vamos lá,” ela disse, desta vez gutural e implorando. “Não me provoque.”
Ele não conseguiu parar de sorrir contra a sua pele, mas desta vez ele se moveu para baixo,
abrindo gentilmente as suas pernas para que ele pudesse obter mais espaço entre elas e
colocando-as sobre os seus ombros. Suas mãos deslizaram por baixo do seu bumbum, inclinando os
quadris dela para cima de maneira que ele pudesse se inclinar e arrastar a língua lentamente ao
longo dela. Ela estremeceu debaixo dele, os quadris empurrando enquanto ela gemia.
Movendo a mão um pouco, Mark a abriu com os polegares e desta vez sua língua delineou
suas dobras internas, demorando sobre o clitóris enquanto ela ofegava e ondulava, os dedos dos
pés dobrando nas suas costas. Outra lambida demorada e lenta e mais uma e ela estava
desmoronando lentamente sob a sua boca. Mark desenhava círculos ao redor do seu clitóris com a
língua, puxando-o para dentro da boca. Acima dele, ela estava xingando, palavras misturadas
com o seu nome e ‘por favor’ e ‘não pare.’
Ele amava quão sensível ela era.
Desta vez, quando sua língua acariciou sobre o clitóris, Mark deslizou dois dedos para dentro
dela, acariciando os lugares que ele sabia que fariam o prazer inflamar sob a sua pele. Se os
sons que ela fazia eram algo para confiar, definitivamente ele estava sendo bem-sucedido.
Mark podia sentir, sob as suas mãos, que os músculos dela estavam ficando mais tensos, todo
seu corpo se movendo em direção ao orgasmo de novo. Seus dedos se moveram um pouco mais
rápido, sua língua trabalhou um pouco mais duro e ele a sentiu tremer, tão perto da borda. Ela
suspirou seu nome e ele parou. Parou de lamber, parou o movimento dos seus dedos. Ele sentiu o
colchão sacudir quando a mão dela bateu nele e ele escondeu um sorriso.
“Mark,” ela rosnou.
Ele passou a ponta da língua sobre o seu clitóris apenas uma vez.
“Porra!” Ela ofegou. “Mark, então me ajude, se você não me tocar...”
Ela sequer teve tempo para terminar a frase antes que ele tivesse se inclinado e lambido
rápido e duro seu clitóris, os dedos de repente movendo-se de novo. Erica gozou com um pequeno
grito chocado, seu corpo ficou tenso e trêmulo antes que ela afundasse de volta no colchão,
respirando com dificuldade.
Mark endireitou-se, lambendo o gosto dela dos lábios.
As pálpebras caíram pesadas enquanto ela o observava.
“O que você queria?” ele perguntou de maneira inocente.
Erica não se deu ao trabalho de falar, apenas o afastou.
Ele riu. “Acho,” ele disse, passando uma mão ao redor do pênis, duro de novo após fazê-la
gozar para ele, “que alguém vai ter de cuidar disto.”
Ela levantou a cabeça apenas o suficiente para olhar para ele.
“Você conseguiu isto,” ela disse, deixando a cabeça cair no colchão. “Você cuida disto.”
“Depois de tudo que eu fiz para você,” Mark disse, fingindo tristeza. “Isto é tão rude, Erica.”
Foi a vez de ela rir. “O que você quer, Mark?”
Ele a examinou, das bochechas coradas até as coxas abertas, sua atenção demorando nos
mamilos, ainda firmes e avermelhados da sua boca. Maldição, ele adorava saber que ela não
teria nenhuma escolha a não ser pensar sobre ele, que no momento em que a noite chegasse ela
estaria desesperada para cair na cama juntos.
Mark posicionou-se em cima dela, estendendo as mãos e segurando os seios, acariciando os
polegares sobre os mamilos para fazê-la se contorcer. As mãos dela deslizaram por baixo das
dele e em seguida as substituiu, pressionando os seios juntos de maneira que ele pudesse deslizar
seu pênis entre eles. Mark gemeu e balançou os quadris, as mãos provocando os mamilos dela de
novo. Ele olhou para o seu rosto, os lábios entreabertos e as pálpebras semifechadas e ouviu os
pequenos gemidos e suspiros de quase demais. Quando ele fechou os dedos apenas um pouco
mais duro ao redor dos seus mamilos, ela empurrou debaixo dele, ofegando e foi isto.
O prazer disparou através dele e ele derramou-se sobre a sua pele, o nome dela nos seus
lábios.
Capítulo 5
UMA SEMANA DEPOIS
“O que você diz de levarmos os amendoins para sair hoje?” Alex sugeriu durante o café da
manhã, limpando uma migalha perdida do rosto de Lilli. “Poderíamos ir a algum lugar divertido.”
Jamie tomou um gole do café que ela não tinha terminado e olhou por cima da borda da
xícara para o seu marido. Ela amava observá-lo com os gêmeos, ver o quanto ele se importava
com os seus filhos. Ele era realmente o melhor homem que ela poderia ter encontrado. Bonito,
devotado e um pai incrível. O que mais ela poderia querer?
Um pouco menos viciado em trabalho, uma parte dela sugeriu, mas Jamie afastou o pensamento.
Alex tinha estado atrasado na noite passada, mas ele havia mais que a recompensado por isto e
agora estava em casa o dia inteiro, com a promessa de ignorar o trabalho. Eles tinham dado o
final de semana de folga para Briana.
Era exatamente o que Jamie queria.
“Onde você estava pensando?” ela perguntou, colocando a xícara sobre a mesa e
atravessando a cozinha para passar os braços ao redor dos ombros dele.
Ele recostou-se nela com um suspiro satisfeito. “Não sei. Qual é um bom lugar para levar as
crianças em Nova York?”
Jamie riu. “Sabe, realmente não pensei muito sobre isto. Acho que a maioria das atrações da
cidade serão um pouco adultas demais para eles.”
“Que tal a praia?”
“Você tem certeza que isto é seguro?”
Alex inclinou a cabeça para trás para olhar para ela. “Não vamos deixá-los correr sozinhos,
querida. Mas eles poderiam brincar na areia. Pegar um pouco de sol. Será divertido.
Empacotaremos algumas das sobras e teremos um piquenique.”
Parecia tentador. Jamie não tinha estado na praia desde o seu casamento/lua de mel. Isto não
seria a mesma coisa, mas um pouco de sol e ondas poderia ser o tíquete perfeito para um sábado
preguiçoso.
Ela fez uma pesquisa rápida no Google pelas praias locais enquanto Alex preparava o almoço
e em seguida eles arrumaram as crianças e o cooler no carro e foram para a praia. Jamie decidiu
enquanto eles desciam do carro que tinha sido uma boa ideia no final das contas. A praia não
estava tão cheia como ela esperava que estivesse e a brisa da baía era fresca no sol do final do
verão. Alex a ajudou a tirar os gêmeos do carro e colocar os chapéus de sol e em seguida eles os
carregaram para um local na praia onde eles poderiam observar as ondas.
Benton e Lilli tentaram jogar o máximo de areia possível em quem estivesse mais próximo.
Apesar do fato que ela tinha certeza que estaria encontrando areia em lugares muito
desconfortáveis mais tarde, Jamie encontrou-se rindo.
“Estou contente que decidimos fazer isto,” ela disse, olhando para Alex. “Senti saudades de
você.”
Ele estendeu a mão pelo cobertor e segurou a mão dela. “Senti saudades de você também.
Prometo, Jamie que vou tentar estar mais em casa. Sei que as coisas têm sido difíceis ultimamente,
mas estaremos na frente de Nicholas em breve. E quando tudo isto estiver atrás de nós, podemos
apenas relaxar.”
Ela esperava que isto fosse verdade. Só que algo sempre parecia surgir. Durante todo o
relacionamento deles, às vezes ela sentia que tinha sido uma coisa ridícula depois da outra. Todas
as vezes que isto se estabilizava havia um novo problema para superar e às vezes ela se
perguntava se a vida deles teria sido mais fácil sem tanto dinheiro envolvido.
“Sabe o que deveríamos fazer?” Alex disse, invadindo os pensamentos que estavam tomando
uma direção que Jamie não queria que eles fossem.
Jamie olhou para cima. “O quê?”
Ele sorriu para ela e Jamie sentiu uma pequena centelha de desejo no seu centro. Ele era tão
sexy. “Deveríamos construir um castelo de areia.”
Foi uma surpresa tão grande que Jamie riu. Ela olhou para os gêmeos. “O que vocês acham?”
ela perguntou. “Querem construir um castelo de areia com Papai?”
Lilli deu um sorriso grande e banguela e Benton acenou as mãos no ar.
Jamie tomou isto como um sim entusiasmado. “Deveríamos ter trazido baldes,” ela disse
enquanto eles se moviam com os gêmeos para mais perto da linha d’água onde a areia estava
úmida e fácil de moldar. “Então realmente estaríamos no negócio.”
“Na próxima vez,” Alex disse, segurando as mãos minúsculas de Benton na sua e orientando-o
para bater a areia sobre o pequeno monte que eles tinham formado.
Não parecia muito com um castelo, mas Jamie sabia que os gêmeos não iriam reclamar sobre
isto. Ela pegou as mãos de Lilli nas suas, seguindo o exemplo de Alex e elas somaram os seus
esforços aos dos rapazes, construindo outra pequena colina de terra e dando tapinhas no formato
indistinto de uma torre.
Todo o empreendimento durou cerca de cinco minutos, o que foi o tempo necessário para Lilli
decidir que era muito mais divertido derrubar as torres do que construi-las. Alex balançou a
cabeça enquanto a observava gritar de deleite, transformando seu castelo torto em uma pequena
pilha triste de areia. Benton, sempre feliz em se juntar a sua irmã em uma bagunça gratuita,
acrescentou suas mãos gorduchas ao esforço. O sorriso indulgente no rosto de Alex era um que
Jamie tinha certeza que veria muito mais perto dos gêmeos — e especialmente Lilli — do que ela
ficaria feliz. Mas ela realmente não poderia ficar ressentida com ele quando ela provavelmente
iria mimá-los tanto quanto o pai deles estava nitidamente planejando.
O telefone de Alex tocou no seu bolso e ele o pegou para olhar para a tela.
“Você precisa atender isto?”
Ele olhou para ela ao mesmo tempo em que passava o polegar pela tela para atender. “É
Zander. Eu lhe disse para não ligar a não ser que fosse importante. Será uma ligação rápida.”
“Estaremos aqui quando você tiver terminado,” Jamie disse, oferecendo um sorriso que ela
esperava que fosse de apoio.
Não houve resposta. Alex já tinha levado o telefone ao ouvido e estava se afastando deles,
acenando com a cabeça para algo que Zander estava dizendo.
“Parece que Papai vai estar ocupado por um tempinho,” Jamie disse, movendo-se de maneira
que ela estava sentada entre os gêmeos e o mar apenas para o caso de um deles decidir correr
para ele. Eles não pareciam particularmente incomodados pelo fato que Alex tinha acabado de se
afastar, o que Jamie imaginou era um ponto positivo. Com sorte quando eles tivessem idade
suficiente para notar as partidas repentinas, estas seriam poucas e distantes.
Balançando a cabeça, ela construiu outra torre improvisada e observou os gêmeos reduzi-la
rapidamente a areia espalhada. Apesar da sua frustração com o negócio afastando Alex de novo,
ela sorriu. Era difícil observar a quantidade de prazer que eles tinham em esmagar o castelo de
areia em pedaços e permanecer irritada.
Os minutos passaram e Alex ainda não tinha voltado. Jamie desviou o olhar das torres que
estava construindo para Lilli e Benton e examinou a praia por ele, mas não conseguiu distinguir seu
corpo familiar em lugar nenhum na sua linha de visão e se perguntou onde ele tinha ido. Qual era
a conversa que era tão importante?
Quando olhou para baixo de novo, Lilli não estava lá.
Jamie sentiu seu coração parar. Ela tinha acabado de desviar o olhar por um segundo. Como
isto poderia ser tempo suficiente para sua filha ter desaparecido? Seus olhos examinaram a praia
freneticamente, o coração acelerado.
Lá. Lilli estava a um metro e meio dela, caminhando na direção da água. Jamie pegou Benton
tão rápido que ela deve tê-lo assustado, correndo através da areia para pegar a mãozinha de
Lilli na sua e pegá-la de volta. Ela percebeu à medida que fechava os dedos ao redor dos dedos
da sua filha que ela estava tremendo e caiu de joelhos, as pernas muito fracas para sustentá-la.
“Não,” ela disse com firmeza, virando Lilli para olhar para ela. “Não fazemos isto, Lilliana!
Você me compreende? Não fugimos da Mamãe.”
Lilli olhou com os olhos arregalados para Jamie, depois de volta para o mar e Jamie a puxou
de novo apenas com força suficiente para obter a sua atenção.
“Lilli! Não fuja de mim. Não.”
Ela não sabia se isto tinha algum efeito ou não. Ela sabia que Lilli conseguia compreender a
palavra não, mas não sabia se sua filha compreenderia por que isto estava sendo dito ou que ela
tinha feito algo errado. Benton estava lutando para escapar do seu abraço, sem dúvida para que
ele pudesse correr para a água e Jamie o soltou, mas segurou firme a sua mão. Ambos estavam
puxando-a, tentando fazê-la levá-los até a margem da água. Eles apontavam, balbuciando na sua
linguagem de bebê que ainda não eram palavras.
Onde diabos estava Alex?
Como se convocado pelo pensamento, houve passos na areia atrás dela e Jamie esticou o
pescoço para encontrar Alex olhando para ela, um sorriso divertido no rosto.
“Eles estão parecendo muito sérios sobre chegar até a água.”
“Lilli,” Jamie disse, de repente à beira das lágrimas, “quase chegou. Sem mim. Porque eu
desviei o olhar por um segundo e então ela tinha desaparecido.”
O sorriso de Alex desapareceu e ele inclinou-se para pegar Lilli apesar dos seus protestos,
segurando-a nos seus braços.
Jamie pegou Benton e levantou-se. “O que não teria acontecido,” ela disse, “se você tivesse
ficado conosco.”
Ele estendeu a mão para ela e Jamie hesitou apenas por um instante antes de entrar no
abraço oferecido, enterrando o rosto no ombro do seu marido e respirando fundo e demorado.
“Ela poderia ter chegado até a água,” ela disse, sua voz ficando presa na garganta. “Se eu
tivesse sido apenas um segundo mais lenta, ela poderia ter feito isto.”
Seu braço apertou ao redor dela. “Está tudo bem, querida. Você chegou aqui. Ela está aqui.
Ela está segura. Os dois estão.”
Os dois estavam seguros. Jamie assentiu contra o ombro de Alex, ainda trêmula, mas capaz de
respirar de novo. Nada ruim tinha acontecido. Estava tudo bem.
“Sinto muito por ter me afastado,” Alex disse gentilmente.
Jamie olhou para cima. Ela balançou a cabeça enquanto saia dos braços de Alex, puxando
Benton para uma melhor posição no seu quadril enquanto ele se contorcia e protestava por estar
sendo seguro. Ela suspirou. “Está tudo bem,” ela disse. “Era importante ou você não teria atendido.”
“Era importante,” Alex disse, “mas já cuidei disto agora. E você é o que importa.” Ele olhou para
os gêmeos e depois de volta para Jamie, o sorriso no seu rosto de novo. “O que você diz de levá-
los e apresentá-los para o oceano?”
Jamie riu, o resto da tensão finalmente desaparecendo dos seus músculos. “Sim,” ela disse,
“tudo bem. Vamos fazer isto.”
Apesar das suas tentativas entusiasmadas de antes para correr de braços abertos para ele, os
gêmeos não ficaram muito impressionados com a água do oceano, que tão ao norte realmente não
era tão quente mesmo no final do verão. Lilli bateu nele com uma mão, depois olhou para os seus
dedos e sacudiu-os, tentando se livrar da sensação da água.
Alex riu. “Acho que não é tão excitante quanto ela pensou que seria.”
“Acho que não,” Jamie concordou, sorrindo para ele por cima das cabeças dos gêmeos.
Benton escolheu aquele momento para enfiar a mão que tinha mergulhado na água na boca e
imediatamente fez um barulho de desgosto que deixou Jamie e Alex rindo de novo.
“Ok,” ela disse quando a alegria deles tinha desaparecido. “Provavelmente deveríamos voltar
para a praia e alimentá-los um pouco.”
Desta vez os gêmeos não estenderam as mãos para o oceano quando Jamie e Alex
começaram a carregá-los para longe. Provavelmente eles apreciariam isto um pouco mais em
alguns anos quando realmente fossem autorizados a brincar nele, mas por enquanto Jamie estava
feliz que eles não pareciam mais tão animados sobre isto. Se isso significasse sem mais tentativas
de correr desacompanhado, ela respiraria um pouco mais fácil.
Eles tiraram a comida do cooler que tinham trazido com eles e colocaram sobre o cobertor,
alimentando a si mesmos entre as porções para os gêmeos. A brisa do oceano estava apenas
fresca o suficiente para compensar o calor do sol e ao redor deles havia outras famílias rindo e
brincando. Sob o barulho da atividade deles, a quietude rítmica das ondas fornecia um cenário
sereno. Era exatamente o que Jamie tinha desejado.
Sua família precisava de momentos assim. Tempo para apenas relaxar, ficar juntos, criar
vínculos e compartilhar a luz do sol e o som do oceano. Ela sabia que Alex sabia disto e queria ser
uma parte disto, mas ele parecia lutar contra a implementação do conceito. Com tudo que estava
acontecendo na Reid Enterprises encontrar tempo para dar uma escapulida era difícil. Se ele
apenas entregasse mais do controle para Zander, ele poderia relaxar um pouco. Passar algum
tempo com eles sem ter de se preocupar sobre o seu telefone tocando.
Quando os gêmeos nasceram, Jamie tinha pensado que iria conseguir que ele fizesse isto, soltar
um pouco as rédeas da empresa e passar mais tempo em casa. E ele tinha, até certo ponto. Não
havia mais dias de quinze horas. Sem cair na cama à meia-noite ao voltar do trabalho. Mas ela
queria que eles tivessem mais. Mais dias como este, sentados juntos em um cobertor e observando
as ondas.
De alguma maneira, Jamie faria isto acontecer.
Capítulo 6
Mark acordou uma semana após a entrevista para o noticiário com o sol derramando pela janela,
a luz visível mesmo através das pálpebras fechadas, Erica enroscada no seu peito e envolvida nos
seus braços. Realmente não era uma maneira ruim de ser acordado. Na verdade, era uma maneira
muito boa de acordar e Mark sorriu quando a mulher no seu abraço se agitou, ainda não
completamente acordada e aconchegando-se mais perto. Seus braços apertaram ao redor dela.
“Mmmm... dia,” Erica disse sem abrir os olhos.
“Bom dia,” Mark respondeu, sua voz soando baixa e rouca. Havia também um sorriso na sua
voz para combinar com aquele no seu rosto. “Deveríamos nos levantar.”
Erica suspirou e Mark riu, levantando a mão para passá-la pelo seu cabelo. “Vamos lá.
Levante-se. Infelizmente tenho coisas para fazer esta manhã.”
Ela abriu um olho e deu-lhe um olhar que transmitiu a sua falta de interesse definitiva em se
levantar, mas após um momento ela abriu ambos e Mark afastou os braços para que ela pudesse
se alongar e bocejar, levantando-se. Enquanto ele se sentava, ela rastejou para fora da cama,
inclinando-se para vasculhar as gavetas, que eles tinham designado como dela, por algo para
usar.
“Bem,” Mark disse, sabendo que ela não se importaria em ouvir, “esta é uma visão adorável.”
Erica deu uma balançadinha deliberada com os quadris que fez Mark gemer baixo na
garganta e desejou que ele não tivesse coisas para fazer no final das contas, porque havia coisas
muito melhores que eles poderiam estar fazendo aqui. Sozinhos. De preferência antes que Erica
vestisse as roupas. Ela olhou para trás por cima do ombro para ele, completamente ciente do que
ela tinha acabado de fazer e deu-lhe um sorriso que foi completamente doce demais para ser
crível.
“Se tivéssemos mais tempo,” ela disse, “Eu deixaria você dar uma olhada mais de perto. Mas
como você comentou com tanta firmeza, temos lugares para estar. E coisas para fazer. Você está
administrando um lugar muito frequentado pelos ricos e famosos hoje em dia.”
Era verdade. Desde que a matéria sobre o country club tinha sido transmitida, o fluxo de
clientes tinha sido — se Mark fosse honesto consigo mesmo — quase mais do que eles poderiam
lidar. O que não era uma reclamação. Ele queria que o country club fosse bem-sucedido desde o
início. Mas a carga de trabalho estava estressando todo mundo. Eles teriam de contratar mais
pessoal.
E as coisas estavam tensas com Erica. As preocupações constantes de administrar um negócio
expandindo rapidamente não fazia com que Mark fosse exatamente a pessoa mais agradável
para estar perto; ele sabia disto. E Erica não aceitava isto muito bem.
Mas na noite passada tinha sido bom. Para ambos. E o sexo tinha sido incrível. Mark abotoava
sua camisa enquanto observava Erica colocar a maquiagem e se perguntou se havia alguma
maneira de conseguir uma repetição da performance mais tarde.
Ao sair do quarto ele inclinou-se para roubar um beijo, sustentando o rosto dela com gentileza
na sua mão e demorando um momento longo e delicioso sobre a sua boca. Depois era o andar de
baixo e os negócios, os prazeres do quarto deixados de lado até que o dia de trabalho tivesse
passado.

***
O telefone estava tocando de novo. Na recepção, Christine atendeu a linha, respondendo sem
problemas e Mark virou a cabeça na direção da cozinha, onde inevitavelmente estaria
acontecendo algum tipo de problema com algo que ele precisava consertar desesperadamente,
como de costume.
“Sr. Reid.” O chefe de cozinha o encontrou assim que ele entrou. “As couves que chegaram são
de uma qualidade terrível. Algumas delas meio apodrecidas. Não posso servi-las para os
convidados.”
E lá estava o problema, exatamente como ele tinha esperado. Honestamente, eles estavam
abertos por tempo suficiente que a cozinha não deveria estar tendo problemas com coisas tão
mundanas e se tinham, deveriam ser capazes de lidar com isto sem ele. Mas, é claro, eles não
poderiam. Mark suspirou.
“Sr. Reid,” disse uma voz atrás dele. “Você tem um Sr. Burwick na linha dois, exigindo falar com
o dono do country club. Ele não aceitará um não como resposta.”
“Chef Blake,” Mark disse. “Vá em frente e ligue para a empresa fornecedora. Você recebeu a
minha autorização. E fale com o gerente responsável por esta coisa. Provavelmente ele é uma
ajuda melhor do que eu seria.”
Ele atravessou o saguão de novo, pegando o telefone que Christine ofereceu.
“Sim,” ele disse. “É o Sr. Reid, dono do Little Lake Country Club. Como posso ajudá-lo?”
A voz que veio pela linha era excessivamente alta. “Sim. Sr. Reid. Obrigado por falar comigo.
Acho que perdi minha carteira enquanto estava visitando. Você se deparou com algo no perdidos
e achados?”
“Se a carteira de alguém tivesse sido encontrada, isto viria diretamente para mim,” Mark disse.
“Mantemos quaisquer objetos de valor perdidos e encontrados no meu escritório. Não houve nada
assim hoje ou ontem.”
“Então foi roubada,” o homem no outro lado disse. “E estou considerando o clube responsável.”
Mark passou a mão pelo cabelo, fazendo uma pausa para apoiar-se em uma das paredes que
estava fora do caminho o suficiente assim ele não seria atropelado por nenhum dos funcionários
movendo-se para cá e para lá entre a cozinha e o restaurante, mas também não ao alcance do
olho do público. A última coisa que ele precisava era ter uma discussão com um cliente na frente da
sua clientela, mesmo pelo telefone.
“Sr...”
“Sr. Hill.”
“Sr. Hill,” Mark disse. “Se a sua carteira foi roubada enquanto você estava no clube — e você
não tem nenhuma prova disto — mas se foi, então não somos responsáveis. Era sua propriedade
pessoal e estava no seu corpo. Não temos nenhuma responsabilidade. Há sinais postados
nitidamente nos vestiários, salas de fitness e vários outros lugares por todo o clube. Se a sua
carteira realmente...”
“Você está me dizendo que vai simplesmente ignorar o fato que a minha carteira foi roubada
na sua propriedade?” O Sr. Hill exigiu, gritando no telefone em um volume muito maior do que era
educado ou realmente necessário.
“Sua melhor opção em um caso como este é chamar a polícia,” Mark disse, obrigando a voz a
permanecer calma. Ele não gritaria com o homem. Seja qual fosse a atitude do cara, ele era um
cliente e Mark tinha uma reputação como empresário para manter. Uma reputação que, em alguns
dias, estava começando a parecer cada vez menos importante em face das coisas que algumas
pessoas pensavam que elas poderiam se safar. Mas ele não tinha chegado tão longe por nada.
“Avise-os que você acredita que sua carteira foi roubada. Sugiro imensamente que você ligue para
o seu banco e cancele seus cartões de crédito se ainda não fez isto. Eles serão capazes de ajudá-
lo muito melhor do que nós.”
“Irei garantir de mencionar isto na minha resenha do seu estabelecimento,” o Sr. Hill disse
bruscamente.
A linha desligou.
Mark endireitou-se, balançando a cabeça e começou a voltar para a parte principal da
cozinha para lidar com as couves. A bobagem sem fim tinha que se estabilizar em algum momento.
Eventualmente, todo mundo se estabilizaria e eles teriam uma clientela regular e uma máquina bem
azeitada de country club. Mas Alex poderia ter avisado que administrar um negócio seria tão
caótico antes de encorajá-lo a fazer isto.
Talvez Mark mencionaria isto na próxima vez que eles conversassem.
Enquanto isto, ele tinha uma dúzia de outras coisas para lidar antes que a multidão de sábado
à noite aparecesse em algumas horas e ele devesse bancar o socialite e empresário

***

No momento em que o serviço de jantar terminou e o salão de baile abriu para danças e drinques,
Mark tinha certeza que estava prestes a dormir em pé. Tinha sido uma coisa após a outra depois
da ligação do Sr. Hill e nem todas foram tão agradáveis quanto aquela discussão. Mas foi um
pequeno alívio ser liberado das partes mais exigentes do trabalho e autorizado a circular através
dos convidados, verificando se eles estavam se divertindo e ocasionalmente parando para
conversar com um ou outro.
Pelo menos, até ele olhar na direção do lado mais distante da sala e encontrar Erica entre dois
homens bem vestidos, uma taça de champanhe na mão e um sorriso no rosto. A mandíbula de Mark
contraiu. Esta era uma das coisas que ele não gostava sobre socializar após o jantar nos finais de
semana. Sempre havia alguém ou mais de um alguém tentando conseguir a atenção de Erica e na
maioria das vezes ela estava feliz em concedê-la, como se ela não percebesse exatamente o que
eles estavam querendo.
Ele se aproximou do pequeno grupo com cuidado para ficar fora da sua linha de visão.
“Então, Erica,” ele ouviu um dos homens dizer, parado muito perto dela. “O que traz você a
Little Lake? Planejando fazer turnês de novo no próximo verão?”
“Na verdade,” Erica disse, “trabalho aqui. Como uma das instrutoras de golfe. Então é onde eu
passo todo o meu tempo hoje em dia.”
“Oh. Bem, então. Imagino que teremos de estar no nosso melhor comportamento.” O loiro alto
deu um sorriso para Erica que ela teria de ser cega para não perceber que era um convite
flagrante e trocou um olhar com o homem moreno mais magro ao lado dele. “Não gostaria de ter
problemas com os funcionários.”
Erica riu e tomou um gole da taça de champanhe nas suas mãos, a cabeça inclinando
ligeiramente para o lado. “E você? O que traz você ao country club, Arthur?”
“Oh, você sabe, o que traz a maioria das pessoas. Golfe. Boa comida. Uma chance de ver as
pessoas ricas e entediadas tentarem fingir que estão se divertindo.”
Mark viu as sobrancelhas de Erica erguerem. “Você acha que elas não estão?”
“É difícil de dizer,” Arthur disse. “Elas têm o hábito de sempre parecer vagamente constipadas
e você nunca sabe se é porque elas realmente estão ou porque estão tentando dizer que acham
toda a situação tão terrivelmente grosseira ou algo assim.”
Ela riu de novo e Mark resistiu ao desejo de rosnar. Eles estavam apenas conversando, ele
lembrou a si mesmo, pegando uma taça de vinho de uma das bandejas que estavam circulando ao
redor da sala nas mãos dos garçons. Erica não estava fazendo nada errado e ele realmente
deveria estar entretendo alguns dos clientes, mas isto não impediu o ciúme de azedar no seu
estômago.
“Então você não é rico? Ou entediado?”
O homem que ela tinha chamado de Arthur sorriu. “Nenhuma das acima. Imagino que você
poderia me chamar de muito abastado, mas algumas das pessoas por aqui me fazem parecer
pobre em comparação. Não sou um dos multimilionários, casa nos Hamptons e iate na baía. E, se
estou sendo honesto, aprecio o valor estético dos countries clubs mais do que o ambiente social.
Estou aqui basicamente para tirar fotos.”
Isto chamou a atenção de Mark. Aparentemente a de Erica também. Ela aproximou-se um
pouco mais. “Você é um fotografo?”
Arthur assentiu. “Sim. O tipo que até ganha um pouco de dinheiro com as suas fotografias de
vez em quando. Richard apenas vem junto porque não tem nenhum lugar melhor para estar. Mas
ele é completamente antissocial.”
Seu sorriso tornou a provocação óbvia até mesmo para Mark, que realmente precisava se
recompor e ir falar com alguns dos seus outros convidados. Estes dois obviamente estavam indo
bem. Erica os tinha sobre controle, apreciando completamente a sua noite. Ele apenas parecia não
conseguir se afastar. Ainda protelando, ele viu o olhar sombrio que o amigo de Arthur lhe deu o
que foi arruinado pela contração mínima do canto da sua boca.
“Nem tanto assim,” Richard disse, com um sorriso conspiratório para Erica que pareceu muito
como flerte de onde Mark estava, “já que é impossível encontrar uma oportunidade para dizer
algo perto de Art.”
Foi a vez de Arthur encarar. Ele fez isto de maneira muito mais convincente.
Erica riu. “Então por que você está aqui, Richard?”
“Sou um escritor,” o homem respondeu. “Vim aqui por inspiração.” Ele lançou um olhar para
Arthur com o canto dos olhos, o sorriso ampliando de maneira preguiçosa. “Arte anula isto
implacavelmente.”
“Não há nada para anular,” Arthur disse. “Já vi o tipo de coisa que você escreve.”
“Você vê?” Richard disse. “Ele é um tirano.”
Arthur deu ao outro homem um olhar semicerrado, mas Mark estava mais preocupado com o
fato que ele estava se aproximando muito de Erica. Muito perto, na verdade, para o seu conforto e
ele considerou intervir.
“Se você acha que ela vai escondê-lo,” Arthur disse. “Acho que você está enganado.”
O olhar de soslaio que ele deu para Erica era definitivamente flerte. Mark deu um passo para
frente.
“Realmente não,” Richard disse para Arthur. “Ela é apenas mais bonita do que você.” Outro
sorriso na direção dela. “E ela tem um cheiro mais agradável.”
“Lisonja,” Erica disse, “não irá levá-lo a lugar nenhum, sabe.”
“Você é,” Arthur disse aproximando-se pelo outro lado, “uma mulher muito bonita. Tem certeza
que lisonja não fará nada por você?”
A sobrancelha de Erica levantou-se e ela deu um olhar para ambos que Mark sabia que
significava que ela não estava nem um pouco interessada. “O que é isto? Hora de elogiar Erica de
todos os lados?”
“É exatamente isto,” Richard disse. “Você está merecendo completamente.”
E foi realmente isto. Já era o suficiente. Mark deu um passo à frente.
“E também completamente não interessada,” Erica disse justo quando ele alcançou o seu lado.
“Lamento, meninos.”
Ela virou-se para Mark, oferecendo-lhe um sorriso, depois olhou para os homens que estavam
tentando flertar com ela e agora estavam nitidamente cientes que estavam se movendo em algo
que não eram bem-vindos porque ambos deram vários passos para trás.
“Arthur, Richard,” Erica disse, como se não tivesse notado a mudança repentina na atitude deles.
“Este é o meu chefe e o dono de Lake Country Club. Mark Reid.”
Ele poderia ter comentado que também era o seu namorado, mas eles realmente não tinham
discutido rótulos ainda e Mark não iria correr o risco de ser derrubado na frente deles e dando-
lhes a ideia que eles eram bem-vindos para flertar com Erica no final das contas. Porque eles não
eram.
“Prazer em conhecê-los,” ele disse em vez disso. “Espero que vocês estejam apreciando o seu
tempo conosco.”
“Oh, absolutamente,” Arthur disse, estendendo a mão para aceitar com firmeza a mão que
Mark tinha oferecido e dando-lhe um cumprimento amigável. Obviamente ele tinha decidido que
não ficaria ofendido com o surgimento repentino de Mark ou o fato que Erica estava nitidamente
fora dos limites. “Você realmente tem um lugar agradável aqui, Sr. Reid. Definitivamente faz jus a
propaganda.”
Seu amigo reservado assentiu, aceitando a mão de Mark e cumprimentando-o também. “Um
bom lugar para passar algumas horas, com certeza.”
“Foi um prazer conhecê-la, Erica. E você, Sr. Reid,” Arthur disse. Ele virou-se e afastou-se,
Richard acompanhando e Mark os observou ir.
“Caras legais,” Erica disse.
Mark não comentou. Ele não começaria uma briga por algo que não tinha sequer acontecido,
especialmente quando a última discussão deles tinha sido sobre isto. Ele sorriu para ela e roçou
uma mão no seu quadril, um toque rápido que outra pessoa poderia tomar por um acidente se eles
realmente pegassem o gesto. “Eles eram,” ele disse. Ele suspirou. “Infelizmente, preciso ir me
misturar com o resto da sala de novo.”
“Coitadinho,” Erica riu. “É uma prova tão grande ser o famoso dono de um country club
famoso.”
“Ha, ha,” Mark respondeu, balançando a cabeça para ela antes que ele se afastasse, abrindo
caminho entre os pequenos grupos de pessoas no limite da pista de dança.
Na verdade, não era fácil ser o famoso dono de um country club famoso, mas ele poderia lidar
com isto. Tudo valeria a pena no final.
Capítulo 7
Jamie estava na cozinha quando Alex desceu na manhã seguinte, fazendo panquecas na suave luz
dourada que inundava através das janelas. Ela também estava usando apenas uma das suas
camisas sociais.
Alex parou imediatamente na porta.
Depois da praia, ela estava feliz, mas ele não tinha perdido o fio de tensão correndo através
dela, provavelmente por causa do telefonema que ele precisou atender e Lilli correndo para a
água. Ele não perguntou sobre isto, não querendo perturbar a noite agradável que eles estavam
tendo enroscados no sofá com os gêmeos na cama e um filme. Mas eles não tinham feito sexo e de
repente ele foi fortemente lembrado disto. E ainda mais fortemente do quanto ele a desejava.
“Os gêmeos ainda estão dormindo,” Jamie disse, sem desviar o olhar da panela. “Então pensei
que poderíamos tomar o café da manhã.”
Ele não estava surpreso. Eles estiveram agitados nas primeiras horas da manhã. Com um pouco
de sorte eles dormiriam por mais uma hora ou duas. Talvez três. Mas ele não disse isto. Ele ainda
estava olhando.
“Alex?” Jamie virou-se e pegou a expressão no rosto dele. Ela sorriu. Era uma expressão que
Alex considerava como particularmente perigosa e ele sabia que ela sabia exatamente o que isto
fazia com ele. Assim como ela sabia o que ela estava fazendo quando tinha decidido não usar
mais nada além de uma das suas camisas grandes demais naquela manhã. Aparentemente ela
queria isto tanto quanto ele.
Jamie olhou para seus pés descalços e suas pernas nuas e depois para ele. “O quê?” ela
perguntou como se não soubesse, aquele mesmo sorriso perverso ainda na sua boca e ele queria
beijá-lo dela.
Quando ele não respondeu, ela voltou para as panquecas ainda borbulhando na panela,
cantarolando alguma pequena canção para si mesma com uma indiferença estudada que
provavelmente era apenas para deixá-lo ainda mais louco.
A camisa pulava muito perto da metade das suas coxas, mais perto dos seus quadris. Alex
queria passar as mãos pela extensão das suas coxas, queria colocar seus dedos nela e queria
muito mais do que ele pretendia fazer completamente. Com um rosnado de aprovação, ele diminuiu
a distância entre eles e colocou as mãos na curva da sua cintura, arrastando-as para cima para
passar os polegares pela sua caixa torácica plana. Até onde ele poderia dizer, ela não tinha se
dado ao trabalho de colocar um sutiã e ele já estava semiereto na sua cueca. Ultimamente ele
tinha estado preocupado sobre eles como um casal, sobre o efeito que o trabalho estava tendo,
mas talvez este fosse um sinal que eles resolveriam isto.
Ou apenas um sinal que Jamie estava tão faminta por sexo como ele. Ela sempre esteve. Era
uma das muitas, muitas coisas que Alex adorava sobre ela.
Ele sentiu sua respiração ficar presa. As mãos dele subiram para segurar o peso dos seus seios
através da camisa, mais pesados desde que ela tinha tido os gêmeos e ele passou os polegares
sobre os mamilos duros.
Ela ofegou.
Seja o que fosse que estivesse acontecendo no trabalho, naquele momento Jamie era toda
dele. Ele pressionou-se nela por trás, sentindo a curva do seu bumbum no seu pênis e passou os
braços ao redor da sua cintura. Ela mudou de posição, empurrando com mais força contra ele, mas
toda sua atenção aparentemente ainda estava nas panquecas que ela estava virando na panela.
Como se ela não pudesse senti-lo.
“Bom dia, querida,” Alex conseguiu finalmente falar, os lábios no pescoço dela.
“Dia,” Jamie respondeu, virando-se o suficiente para lhe dar um beijinho no rosto e Alex gemeu
baixinho na sua garganta quando o bumbum dela esfregou nele de novo.
Ela girou os quadris, lento e devagar e foi tudo que ele poderia fazer para não a inclinar
sobre o balcão. O fato que ela estava parada na frente de um forno quente foi a única coisa que
o impediu.
“É melhor você terminar com estas panquecas em dez segundos, Sra. Reid,” ele rosnou no seu
ouvido. “Porque, de qualquer maneira, vou arrastá-la para fora desta cozinha.”
Jamie estremeceu contra ele até os dedos dos pés.
“Imagino que você terá de comer panquecas frias então,” ela respondeu, mas desligou o fogo.
No minuto em que ele foi desligado, a mão de Alex estava ao redor da sua cintura, puxando-a
para a sala de estar e para o sofá. Ele não iria esperar até que eles chegassem no andar de
cima. Ele sentou-se, puxando-a sobre o seu colo e ela riu.
“Temos um quarto, sabe.”
“E é um quarto muito agradável,” Alex disse, inclinando-se para beijá-la, lento e duro. Sua
boca se abriu para ele, doce e fácil e ele colocou uma mão na parte inferior das suas costas,
atraindo-a para mais perto. Quando ele interrompeu o beijo, ambos estavam ofegando. “Está
também muito, muito distante e não vou perder meu tempo subindo para lá quando temos um sofá
muito agradável bem aqui.”
Jamie riu e ele a silenciou com outro beijo, seus lábios nos dela e em seguida descendo sobre a
curva do seu pescoço. As mãos dele passaram ao redor dos seus quadris. Quando elas deslizaram
para baixo, alisando o tecido da camisa para o calor das suas coxas ele ficou imóvel. Em seguida
ele moveu as mãos por baixo da camisa até que ele tinha certeza que ela estava sem calcinha.
Seu pênis pulou na cueca quando seus dedos deslizaram sobre a pele.
“Diga-me algo, Jamie,” ele disse, baixo e quente, inclinando-se mais perto para sussurrar as
palavras no seu ouvido de maneira que ela arqueou contra ele e deixou a respiração escapar em
um suspiro. “Há quanto tempo você estava na cozinha usando somente a minha camisa sem nada
por baixo dela?”
“Mmm. Uma hora?”
Alex rosnou e uma das suas mãos deslizou para emaranhar-se no cabelo dela, inclinando
gentilmente sua cabeça para trás para que ele pudesse beijar ao longo da linha da sua
mandíbula. Ele podia sentir os picos duros dos seus mamilos através do tecido fino da camisa e ele
a desejou. Queria a boca sobre eles.
“Maldição, mulher. Você me deixa completamente louco.”
“Eu tento,” ela respondeu, as palavras interrompidas em um suspiro quando a mão dele
apertou seu cabelo e sua boca encontrou a dela de novo, seus quadris empurrando na curva das
suas nádegas.
Seus dedos passaram ao redor do pescoço dele, as unhas arranhando a pele e Alex finalmente
afastou-se do beijo, sentando-se ereto o suficiente para que pudesse conseguir a mão entre eles
para começar a abrir os botões de modo que os lados da camisa caíssem ao redor dela, expondo
seus seios e a linha não tão plana da sua barriga. Ela estava consciente sobre isto, tinha estado
desde que os gêmeos nasceram, mas Alex tinha se certificado em dizer para ela com a maior
frequência possível que ela era bonita. Sexy. Tudo que ele queria. Ele não tinha dito isto o
suficiente desde que as coisas começaram a ficar mal no trabalho. Isto teria de ser remediado. Ele
iria lhe mostrar neste momento.
Jamie se contorceu, olhando para ele através dos seus cílios, a língua passando rapidamente
para umedecer os lábios. Se ela não parasse com isto eles não chegariam muito longe.
Seus quadris giraram sobre os dele, seu corpo mudando de posição de modo que o balançar
deles esfregaria seu pênis no lugar onde ela já estava molhada. Ela deve ter estado pensando
sobre isto o tempo todo em que estava na cozinha, nua por baixo da cobertura inadequada da
camisa, esperando que ele descesse e a encontrasse assim.
Porra.
Seu polegar esfregou círculos na coxa dela e em seguida ele deixou a mão deslizar para cima,
os dedos rastreando a sua barriga até a parte inferior do seu seio. Ela gemeu baixinho. O girar
dos seus quadris ficou mais rápido, mais carente.
“Alex,” ela ofegou. “Pare. Maldição.”
Ele sabia o que ela quis dizer. Mas ela não tinha dito isto e, portanto, as suas mãos pararam,
imóveis contra a sua pele.
Seus olhos, com as pálpebras semicerradas, abriram bruscamente e ela gemeu no fundo da
garganta. “Não foi isto que eu quis dizer e você sabe disto.”
“Estava apenas fazendo o que você disse, querida,” Alex respondeu, sorrindo para ela. “Não
era o que você queria?”
“Queria que você parasse com a provocação,” ela retrucou.
Seus dedos arrastaram pela parte interna da sua coxa. “Você quer dizer isto?”
“Maldição, Alex.”
Ele riu e finalmente cedeu, inclinando-se de novo para morder gentilmente sua clavícula, a boca
movendo-se lentamente para baixo até que ele conseguiu pegar um dos mamilos entre os dentes, a
língua seguindo o exemplo rapidamente. A outra mão mergulhou entre as suas pernas, a parte de
trás do seu dedo indicador pressionada nas suas dobras.
Ela gemeu e ele imitou. Porra, ela estava tão molhada para ele. Tão pronta e ele a desejava.
Ele pensou em empurrar a camisa pelos seus ombros, deixando-a cair, mas ele gostava da maneira
como ela a emoldurava. Gostava do roçar do tecido na sua pele e o fato que era a sua camisa,
abraçando-a da mesma maneira que ele.
“Porra,” Jamie disse. “Vamos lá, Alex. Por favor.”
De maneira obsequiosa, Alex levou os dedos até o seu clitóris, sussurrando um ‘Eu te amo’ no
vale entre os seus seios. Ela também disse isto, as palavras misturadas em outro gemido suave.
Seus dedos pressionaram para dentro dela, enchendo-a e ela se contorceu neles.
“Diga o que você quer,” ele disse. “Como você me quer, querida?”
“Mais,” Jamie respondeu. “Porra. Qualquer coisa. Apenas mais.”
Alex acariciou os dedos nas suas paredes internas.
“Mais, assim?” Era para ser provocador, mas ele não alcançou o tom certo. Ele a desejava
também, estava tão duro que doía. Mas não queria apressar isto. Seu polegar esfregou sobre o
clitóris e ele deslizou outro dedo para dentro.
“Alex...” Ela não conseguiu dizer o resto, seja o que fosse que ela quisesse dizer. Suas coxas
tremeram e seu corpo empurrou.
“Sim,” Alex rosnou. “Dê-me isto. Vamos lá. Quero vê-la. Sentir você gozando.”
Um pequeno suspiro surpreso e ela estava gozando, os dedos agarrando seus ombros e ele
inclinou-se para engolir os sons que ela fazia assim eles não acordavam os gêmeos.
Quando ele recuou, ele lhe deu um momento, deixou que ela recuperasse o fôlego enquanto
seu coração desacelerava. Mas ela não tinha acabado e ele sabia disto. Uma vez nunca era o
suficiente para eles. Ele olhou para ela, os lábios entreabertos e inchados pelo beijo e seu cabelo
caindo solto ao redor do rosto e onde quer que isto levasse era melhor ir rapidamente porque ele
queria seu pênis nela. Precisava senti-la ao redor dele
Aparentemente ela se sentia da mesma maneira, porque estava se contorcendo de novo,
balançando sobre os seus dedos como se eles não fossem o suficiente.
“Alex. Vamos lá. Me fode. Preciso de você me preenchendo.”
“Nenhum por favor?” Alex provocou, apesar do quanto ele desejava lhe dar exatamente o que
ela queria.
Ela não lhe deu um e ele beijou lentamente pelo seu corpo até suas coxas, permitindo que ela
sentisse seu hálito na pele dela e ela se contorceu debaixo dele. Suas mãos emaranharam-se no
cabelo dele e puxaram apenas o suficiente para lhe dar uma direção muito flagrante.
Ele sorriu para a sua esposa impaciente e em seguida sua boca estava sobre ela, a língua
deslizando entre as suas dobras, lento como se ele tivesse todo o tempo que poderia desejar, como
se ele estivesse simplesmente se divertindo. Ele passou a ponta dela sobre o clitóris e Jamie jogou a
cabeça contra o sofá, gemendo. Ele lambeu círculos ao redor do clitóris e em seguida esfregou
com a língua. Jamie gemeu, agarrando seus ombros, seu cabelo.
Ele amava que ela tivesse uma reação tão forte a ele. Não conseguisse ter o suficiente dele.
Alex abocanhou seus lábios externos, sentindo a pele suave e mergulhou a língua para passar
entre eles, saboreando a sua umidade e subindo, apenas roçando no seu clitóris. Jamie
choramingou no seu bíceps, os dedos puxando de novo o seu cabelo. Alex não se importava. Ele
queria sentir o quanto ela desejava isto.
A mão dele desceu para abri-la e ele pressionou para dentro com a língua, contornando a sua
abertura, todos os seus sentidos sobrecarregados com o sabor e os sons dela. De Jamie. A mulher
que ele amava mais do que a própria vida. Ele nunca deixaria de amar a maneira como ele
poderia fazê-la sentir. A língua moveu-se rapidamente sobre a sua entrada antes de mover-se
para circular seu clitóris, levemente, de maneira provocadora, sem tocar, deixando-a carente,
desesperada, implorando, esperando até que ele pudesse dar tudo isto para ela. Outra carícia da
sua língua por cima e ao redor do pequeno feixe sensível de nervos e em seguida ele passou
levemente sobre ele e se não fosse pela sua mão no quadril dela mantendo-a no lugar, ela teria
empurrado contra ele, perseguindo sua boca com o som baixo do prazer na sua garganta.
“Alex, por favor.”
Mas ele não prestou atenção nisto, a língua ignorando seu clitóris e descendo para saboreá-la
de novo, a mão apertando ritmicamente o seu quadril. Era tudo que ele poderia fazer para não
possuí-la bem ali, mas ele queria que ela pedisse por isto. Ela ofegou seu nome de novo e ele
deslizou dois dedos para dentro dela. Foi um deslizar fácil; ela estava tão molhada por ele. Ele
lambeu lento e com firmeza no lugar que ela mais queria. Em seguida fechou a boca sobre o seu
clitóris, chupando e lambendo com a língua.
Suas mãos envolveram as coxas dela, mantendo-a aberta, mantendo-a imóvel enquanto ele
provocava de novo, traçando linhas sobre o clitóris, ao longo das suas dobras até onde ela estava
molhada, desejando e vazia. Ele desenhou círculos ao redor da sua abertura com a ponta da
língua até que ela estava implorando com palavras que tropeçavam umas nas outras.
“Alex, por favor me fode. Por favor. Maldição.” Sua voz ficou mais carregada. “Agora!”
E porra. Foi isto. Ele não pôde deixar de gemer, levantando o suficiente para que pudesse
puxar sua cueca para baixo, as mãos de Jamie ajudando, tão ansiosas quanto as dele. Alex a
inclinou para trás no sofá, suas pernas bem abertas e inclinou-se sobre ela com os dedos debaixo
dos seus joelhos para mantê-los lá enquanto ele pressionava para dentro.
Seus braços passaram ao redor dele, puxando-o para mais perto e ele gemeu.
Ela ofegou. “Porra. Sim. Alex.”
Ele movia-se dentro dela com investidas longas e lentas e ela as encontrava com o girar dos
quadris, tomando-o o mais profundo que ele poderia ir. Assim ele poderia olhar nos seus olhos, ler
o prazer se movendo pelo seu rosto e ele não iria durar. Ele se permitiu mover-se mais rápido, mais
duro. Faminto por ela da maneira que ele tinha estado desde que tinha entrado na cozinha.
Ela se sentia tão bem ao redor dele. O mundo inteiro se reduziu a apenas eles dois, Jamie nos
seus braços e suas mãos no cabelo dele, puxando-o para baixo para outro beijo enquanto seu
corpo arqueava com força contra o dele. Seu grito foi abafado pela sua boca enquanto ela caia
sobre a borda do orgasmo mais uma vez. Desta vez Alex acompanhou, o prazer explodindo
através dele, deixando-o ofegante e mole no seu rastro.
“Sugiro que façamos isto de novo com mais frequência,” ele disse quando se lembrou como
falar, a cabeça descansando no peito de Jamie, “mas não sei se sobreviveria a isto.”
Jamie riu, seu corpo sacudindo debaixo dele com o movimento e Alex apertou os braços ao
redor dela, querendo apenas ficar deitado ali e abraçá-la pelo maior tempo possível. Ele não
queria pensar sobre trabalho ou Nicholas ou qualquer outra coisa além dela. Como ela se
encaixava nele. O quanto sua vida significava com ela nela. Ele nunca tinha percebido o que
estava perdendo antes de conhecê-la. Agora, ele sabia que não poderia viver sem isto.
“Tenho de admitir que não sabia que a resposta seria tão entusiasmada.”
Alex inclinou a cabeça para trás para olhar para ela. “Sério? Você estava perambulando pela
cozinha nua por baixo da minha camisa e não achou que eu ficaria entusiasmado sobre isto?” Ele
riu. “Acho que talvez você fracassou em compreender as minhas prioridades.”
A mudança foi repentina. Em um minuto ela estava dócil e feliz contra ele e no seguinte ela
estava se levantando sobre os cotovelos, obrigando-o a se mover para que pudesse encontrar os
seus olhos. Ela estava sorrindo antes, mas agora isto tinha desaparecido.
“Fracassei?” ela perguntou baixinho
“Você vai realmente fazer isto agora?” Alex perguntou. “Deixe isto em paz, Jamie.
Resolveremos isto mais tarde.”
“Mais tarde quando? Na próxima vez que você chegar do trabalho uma hora atrasado? Na
próxima vez que você receber uma ligação enquanto estamos em um passeio em família e tenho
de cuidar dos gêmeos sozinha e um deles quase se afoga?” Ela se afastou dele, sentando com os
joelhos puxados para o peito e a camisa ainda solta ao seu lado.
Alex endireitou-se para uma posição sentada, olhando através do espaço que tinha, de
repente, se tornado um golfo entre eles. “Lilli não quase se afogou,” ele disse gentilmente. “Ela não
chegou perto da água porque você a pegou. Porque você é uma boa mãe, Jamie.”
Jamie balançou a cabeça. “Eu permiti que ela se afastasse em primeiro lugar. Sabia que
apenas um segundo era tudo que precisava, mas mesmo assim eu me esqueci de observá-la
porque estava procurando por você. Tentando ver se você tinha acabado com a ligação e estava
voltando.”
“Jamie,” Alex disse gentilmente.
Ela balançou a cabeça. “Não. Ouça, Alex. Sei que as coisas têm sido difíceis no trabalho
ultimamente. Mas, honestamente, sinto que estou fazendo isto sozinha. E não posso fazer isto.
Podemos cuidar de Nicholas, mas não se você passar todo o seu tempo no escritório. Você está me
deixando de fora.”
“Então o que você quer que eu faça, Jamie? Devo apenas ficar parado e deixar Nicholas
arruinar minha empresa?”
“É claro que não. Sei o quanto a Reid Enterprises significa para você, Alex. Mas é para isto que
você tem pessoas como Zander. Para que você não tenha de lidar com tudo isto sozinho. É para isto
que você me tem. Sou sua esposa, Alex. Estou aqui para apoiá-lo.”
Alex abriu a boca para falar, mas o som da babá eletrônica surgindo para a vida na cozinha
o interrompeu.
Jamie suspirou. Balançando a cabeça, ela levantou-se e abotoou a camisa. “Preciso ir cuidar
das crianças,” ela disse olhando para ele. “Você faça o que precisa fazer.”
Quando ela foi embora, Alex ficou sentado por um longo minuto no sofá, os cotovelos apoiados
nos joelhos e o rosto descansando entre as mãos. Ele nunca tinha pretendido que chegasse a isto.
Antes que o problema com Nicholas tivesse começado, ele estava se preparando para começar a
entregar o seu negócio para os seus conselheiros e passar mais tempo em casa com sua esposa e
os gêmeos recém-nascidos, mas então tudo tinha ido para o inferno e agora sua família estava
pagando o preço.
Era óbvio que ele não poderia continuar fazendo isto com eles. Mas ele não sabia o que iria
fazer. Deixar a Reid Enterprises cair nas garras de Nicholas para que ele pudesse destruí-la por
causa de uma vingança mesquinha por alguma esnobada que Alex sequer se lembrava — ou
porque ele tinha casado com Jamie e Nicholas a desejava — não era algo que ele poderia fazer
também. Não depois do tempo que ele tinha passado criando sua empresa. Depois que ele a tinha
erguido do nada. Ele tinha feito isto. Sozinho. Sem um pingo de apoio de ninguém. Jamie não
conseguia ver que ele simplesmente não poderia deixá-la cair? Era uma empresa bem-sucedida e
próspera. Dane-se Nicholas ou qualquer outra pessoa que achava que tinha o direito de tentar
detê-lo!
Ele passou a mão pelo cabelo e se perguntou o que ele tinha feito para merecer estes tipos de
complicações. Ele sempre tinha tido um problema com família e estava começando a achar que
talvez isto tivesse sido sua culpa o tempo todo.
Como ele tinha avisado Jamie antes que eles se cassassem, ele não tinha muita sorte no amor.
Com o tempo ele tinha pensado que estava aprendendo a fazer melhor, mas ultimamente tinha
ficado óbvio que ele havia superestimado suas habilidades. Talvez ela estivesse melhor sem ele.
Que diabos ele iria fazer?
Capítulo 8
O problema em administrar um country club era que Mark não tinha finais de semana de folga. Na
verdade, até agora ele realmente não tinha tido nenhum dia de folga, provavelmente era por isto
que ele estava começando a sentir que se não conseguisse uma folga de verdade em breve ele
iria perder isto.
Era sempre uma coisa depois da outra. Se não era o campo de golfe, era a cozinha. E se não
era isto então a equipe de garçons tinha algo que eles precisavam de ajuda ou os instrutores
precisavam de uma folga ou estavam tendo problemas com um golfista, os carrinhos de golfe
estavam destruindo o gramado ou a grama não foi cortada na altura certa. A lista era
interminável. Ele poderia ter tido um sonho de querer administrar um country club, mas isto não
tornava a realidade nem um pouco mais fácil.
Também não ajudava que ele e Erica estivessem brigando. Ela tentava ajudar, mas achava que
ele estava fazendo demais. Mark discordava. Ele não poderia desistir de nada disto. Como ele
deveria acompanhar o legado de Alex se não poderia lidar com um pouco de horas extras? Ele
não seria o irmão menos importante, não agora que ele tinha seu sonho nas pontas dos dedos e as
pessoas estavam afluindo para o seu negócio.
Ele apenas tentava sorrir e suportar.
Mark não odiava as segundas-feiras. O que havia para odiar quando não tinha um final de
semana que ele não estivesse desistindo? Contudo, ele realmente odiava as quartas-feiras. Por
algum motivo, elas sempre pareciam durar mais. Talvez fosse o fato que eles estavam no meio da
semana e então ele sentia que o tempo levava uma eternidade. Provavelmente isto não fazia
sentido, levando-se em consideração que o trabalho tinha se arrastado continuamente por semanas,
mas era como ele se sentia. Quartas-feiras eram uma droga. Realmente.
Esta quarta-feira em particular teve mais do que a sua cota de problemas, mas à medida que
a tarde chegou as coisas começaram a se acalmar e Mark sentiu que poderia finalmente ter um
momento para respirar.
Foi quando, é claro, uma das golfistas decidiu se aproximar dele.
Ela parecia o tipo de mulher que passava muito tempo nos campos de golfe. Suas roupas eram
impecáveis, o tipo de coisa que você poderia ver em um catálogo voltado para as mulheres cujos
maridos trabalhavam nos escalões superiores das empresas do Fortune 500. E não havia como
negar que ela era bonita. Talvez não igual a Erica, mas quem era?
Quando a mulher se aproximou, ela sorriu para ele. Mark tomou isto como um bom sinal. A
maioria das pessoas que estava prestes a fazer uma reclamação não sorria para ele.
“Posso ajudá-la?” ele perguntou quando ela parou na sua frente.
“Honestamente,” ela respondeu, a voz um pouco baixa, “espero que você possa. Estou
procurando pelo dono.”
“Este seria eu,” Mark respondeu. “O que posso fazer por você?”
“Bem,” ela disse lentamente. “Na verdade, apenas queria dizer o quanto apreciei minha
experiência aqui. Você tem um lugar realmente bonito. Um campo de golfe adorável. Pars
perfeitos. A equipe é maravilhosa.”
“É muito gentil da sua parte dizer isto.” Mark sorriu calorosamente para ela. Talvez ele poderia
convencê-la a deixar um comentário no site.
Ela riu, abaixando a cabeça para olhar para cima através dos cílios. “Tenho certeza que você
ouve coisas assim o tempo todo.”
“Realmente ouço coisas boas, se vou ser honesto,” Mark admitiu, mas sorriu, seguindo o jogo à
risca. “Mas nem sempre de fontes tão adoráveis.”
O sorriso que ela lhe deu obviamente estava destinado a ser coquete e Mark se perguntou se
deveria recuar um pouco antes que ele desse a ideia errada. Contudo, ela era uma cliente
pagante e era seu dever garantir que ela estivesse se divertindo. Ele não via nenhum perigo em
um pequeno flerte inofensivo. Era por isto que eles chamavam isto de inofensivo, certo?
“Agora quem está sendo gentil?” ela provocou. “Mas não posso dizer que eu me oponho a
lisonja.”
“Apenas garantindo que você aprecie a sua experiência ao máximo,” Mark disse. “Aliás, caso
você não saiba, meu nome é Mark Reid. Você pode me chamar de Mark.”
“Prazer em conhecê-lo, Mark. Sou Anna Blake.”
“Então, Srta. Blake, além de aceitar seus elogios sobre o meu country club, o que eu posso fazer
por você?”
“Oh, por favor, me chame de Anna.”
“Anna, então,” Mark disse, sorrindo para ela e se perguntando estranhamente se ela era uma
Sra. ou Srta. “Há algo mais que eu possa lhe oferecer?” A poucas centenas de metros de distância,
ele podia ver Erica ensinando para outro convidado um giro do golfe. Ela não olhou para eles,
mas de repente Mark sentiu como se tivesse feito algo errado. Ele não tinha ficado irritado com ela
no outro dia porque os homens estavam flertando com ela? Como ela se sentiria sobre o fato que
ele estava nitidamente flertando com umas das clientes?
“Mark?” A voz de Anna estava um pouco preocupada. Sua mão roçou nos seus braços e Mark
virou-se assustado para olhar para ela.
“Minhas desculpas,” Mark disse. “Estava apenas pensando.” Ele sorriu para ela. “Há muita coisa
envolvida em administrar um lugar como este e às vezes eu fico distraído pensando sobre todas as
coisas que ainda preciso fazer.”
Anna deu uma risadinha. “Tenho certeza que você fica. Eu fico distraída com muita frequência e
não tenho um country club inteiro para administrar. Deve ser muito trabalho. Você nunca se cansa?”
Por um minuto Mark queria confessar que ele, realmente, ficava cansado. Que estava
começando a se perguntar se tinha feito a escolha certa ao querer administrar o country club em
primeiro lugar. Ele não fazia ideia que seria tão intenso. Ele se conteve, percebendo que dizer isto
a ela não faria bem para nenhum dos dois. E poderia lhe dar ideias que ela era mais íntima com
ele do que ele realmente sentia que ela era.
Quando olhou de novo para Erica, ela estava olhando para ele. Mesmo de onde ela estava,
ele podia dizer pela sua linguagem corporal que ela estava pouco satisfeita com a companhia
dele. Mark deu-lhe um pequeno encolher de ombros, pequeno o suficiente que Anna, em pé ao seu
lado, não perceberia a não ser que ela estivesse procurando por isto. O que ele deveria fazer?
Ele não poderia simplesmente ignorar os convidados só porque elas eram mulheres atraentes. Por
que ele estava tentando justificar-se?
Ele sorriu de novo para Anna, mantendo seu tom completamente amigável. “Oh, você sabe,” ele
disse, “todo mundo fica cansado às vezes, mas é um trabalho que eu realmente aprecio. Quis
administrar um country club desde que era criança. Quem realmente consegue viver seus sonhos? E
ei, consigo jogar todo o golfe que eu quero.”
A piada não era realmente tão inteligente ou engraçada, mas Anna riu.
O som de passos na grama alertou Mark para a presença de Erica. Ele virou-se para ela,
captando seu cheiro e sorriu nervoso para ela. Ela parecia menos satisfeita do que ele tinha
esperado. Contudo, assim que ele tinha percebido isto seu rosto mudou para um sorriso
excessivamente doce.
“Mark,” Erica disse, “quem é esta?”
“Erica, esta é a Srta. Anna Blake. Ela é um dos nossos novos membros do clube. Estava apenas
mostrando o lugar e explicando algumas das vantagens de ser um membro aqui.”
O sorriso de Erica parecia doce, mas suas arestas eram cruéis enquanto ela o voltava para
Anna. “Prazer em conhecê-la, Srta. Blake,” ela disse. “Espero que você esteja apreciando sua
estadia no country club até agora.”
“Oh, absolutamente.” Anna deu um sorriso que era tão ácido quanto o de Erica. “Estou
apreciando muito. Mark tem sido tão gentil. Ele é realmente um anfitrião excelente.”
Mark estava começando a ter a sensação que ele tinha entrado em algo que ele deveria ter
permanecido fora. Ele realmente não compreendia a maneira como as mulheres se comunicavam. É
claro, ele poderia dizer o que elas queriam dizer quando diziam isto, mas quando faziam aquela
coisa onde fingiam estar felizes e nitidamente estavam zangadas, ele começava a ter problemas.
Sua ex-esposa tinha feito isto. Muito.
“Então, Srta. Blake, você está aqui sozinha?” Erika perguntou incisivamente, surpreendendo
Mark ligeiramente.
Anna balançou a cabeça, seu cabelo escuro brilhante derramando sobre seus ombros com o
movimento.” Não, realmente,” ela respondeu. “Estou aqui com um amigo.”
“Oh? E quem este poderia ser?”
Anna examinou o campo de golfe e parecendo localizá-lo, levantou uma mão e acenou no ar
tentando chamar sua atenção. Funcionou.
O homem que se aproximava era alto e de cabelo escuro, com um pouco de grisalho distinto, o
tipo de atraente que parecia estar presente nas famílias ricas. Ele sorriu de maneira encantadora
para eles.
“Este é Nicholas,” Anna disse.
“Nicholas,” Mark disse lentamente. “Não o Nicholas da Sunrise Investments?”
O homem pareceu surpreso, mas sorriu. “Na verdade, sou o Nicholas da Sunrise Investments.
Não esperava que você conhecesse o nome.”
As sobrancelhas de Mark ergueram, a simpatia desaparecendo do seu rosto. “Eu realmente
converso com o um irmão em uma base regular, sabe.”
Uma das mãos de Erica passou ao redor do braço de Mark quando Nicholas começou a
franzir o cenho e ela sorriu para Nicholas e Anna, a expressão tensa desta vez mais do que ácida.
“Se vocês nos desculparem por um momento,” ela disse, puxando-o para longe.
Mark deixou-se ser arrastado por alguns metros para a esquerda, mas balançou a cabeça
quando ela tentou ir mais longe. “O quê?”
“Você realmente acha que é uma boa ideia ter aquele tipo de atitude com um cliente?” ela
sussurrou.
“Você pode não estar ciente disto, Erica, mas ele está tentando arruinar o meu irmão. Ele está
comprando as suas ações em uma tentativa de arruinar o seu negócio completamente.”
“Na verdade, estou ciente disto,” Erica retrucou. “Você me contou sobre isto, lembra? Mas seu
irmão tem isto sob controle, não é? Então por que criar um problema aqui só porque ele irrita seu
irmão? Se qualquer coisa, você está ajudando Alex. Você está pegando um pouco do dinheiro de
Nicholas. É uma coisa ruim deixar seus inimigos enriquecê-lo?”
Isto realmente não era o que ele teria esperado ouvi-la dizer.
Também era sexy. Mark sacudiu-se. “Deixar meus inimigos me enriquecer não será uma boa
desculpa quando Alex aparecer exigindo saber por que estou servindo seu arqui-inimigo no mundo
dos negócios. Este cara tentou foder com Alex e Jamie. Ele não é nada além de problema.”
“Quem diz que Alex precisa saber?” A mão de Erica apertou um pouco ao redor do seu braço.
“Quero dizer, pense nisto, Mark. Ele é rico. Tão rico quanto Alex, se não mais. Você deveria ver a
gorjeta que ele me deu. O homem é rico e não tem medo de exibir isto por aí. Isto e sua presença
poderia realmente ser boa para o clube. As pessoas vão querer estar onde ele está. Ele é um
homem popular. E já me disse que gosta de ter muitas das suas reuniões de negócios durante o
golfe. Então ele estará trazendo outros clientes assim também. Você o expulsa e muitas das outras
pessoas irão com ele ou realmente não virão. Você realmente quer isto?”
A mandíbula de Mark ficou tensa enquanto ele considerava as possibilidades. Alex ficaria
irritado com ele se descobrisse sobre Nicholas. Mas somente se ele descobrisse, certo? Ele estava
brincando com fogo aqui e sabia disto. Não importa o que ele fizesse, ele perderia de alguma
maneira. E Erica tinha um ponto sobre o dinheiro e a habilidade do homem em trazer outros
clientes. Ele não iria sacrificar um quarto da sua base de clientes para evitar irritar Alex. E se Alex
descobrisse, ele sempre poderia explicar. Seu irmão, de todas as pessoas, compreenderia colocar
seu negócio antes das outras preocupações.
Ele suspirou. “Tudo bem,” ele disse, puxando seus pensamentos de alhures e olhando para
Erica. “Irei bancar o agradável. Mas ele faz uma coisa fora da linha e está fora. Não me importa
quantos clientes ele traz para cá.”
“Você conseguiu isto,” Erica respondeu.
Ela soltou seu braço e eles voltaram para onde Nicholas e Anna ainda estavam esperando,
dando-lhes um olhar expectante.
“Bem?” Nicholas perguntou. “Haverá um problema?”
Mark deu um sorriso que ele sabia que não saiu completamente genuíno, mas foi educado e isto
era o que importava. Desde que ele tinha uma negação plausível, o homem não poderia acusá-lo
de nada além de cortesia profissional. “Bem-vindo ao Little Lake Country Club,” Mark disse.
“Esperamos que vocês apreciem a sua estadia conosco.”
O sorriso de resposta de Nicholas foi como o gato que comeu o rato e por um momento Mark
se perguntou se ele tinha tomado a decisão errada. Mas nenhuma ameaça veio com isto. Nicholas
apenas disse que tinha certeza que iria e voltou para o driving range.
“E você, Anna,” Mark disse para a mulher, que ainda estava protelando. “Espero que você
aprecie seu tempo aqui também.”
Ela sorriu, abaixando a cabeça para olhar para ele através dos cílios. “Oh,” ela disse, “Tenho
certeza que continuará a ser uma experiência maravilhosa. Afinal de contas, você administra o
lugar muito bem.” Ela virou-se para acompanhar Nicholas e Mark sentiu Erica olhando para ele.
“O quê?” ele perguntou, virando a cabeça para olhar para ela.
“Sério?” ela exigiu, a voz baixa o suficiente para que os convidados uma dúzia de metros de
distância não seriam capazes de ouvir. “Você vai cair naquele ato de simpatia?”
“Ato de simpatia?” Mark respondeu. “Estava apenas sendo educado.”
“Oh, claro que estava.” Erica cruzou os braços sobre o peito. “Você vai ser educado assim
para toda mulher atraente que vier aqui?”
“Vou ser educado assim para todo cliente, independentemente se é uma mulher ou não.” Mark
aproximou-se dela. “E realmente não sei sobre o que você tem para reclamar. Vi você com aqueles
dois caras na outra noite.”
“Que dois... você está brincando comigo, certo? Arthur e Richard? Você está falando sério? Não
estava fazendo nada com eles. É claro, eles estavam flertando, mas antes que você aparecesse eu
iria me livrar educadamente deles. Só que você apareceu antes que isto fosse possível. E como
você disse, estava apenas garantindo que eles apreciassem a sua experiência aqui. Realmente não
é algo sobre o qual convocar o tribunal.”
“Então, o quê? Você está autorizada a flertar como parte de fazer o seu trabalho, mas eu não
estou autorizado a ser talvez um pouco coquete com algumas mulheres que estarão mais propensas
a voltar por causa disto? Você não acha que é um pouco de dois pesos, duas medidas? Quem é o
dono do clube?”
Erica rosnou para ele e girou nos calcanhares, voltando para o homem que ela estava
ensinando antes que ela viesse descobrir o que estava acontecendo com Anna. Mark a observou ir.
Ela realmente ficava bem quando estava zangada. Talvez ele devesse lhe dizer isto, algum dia,
quando ela já não estivesse zangada com ele.

***

Mark não teve uma chance de falar com Anna de novo. Ele circulou pelo campo e pela sede,
conversando com o convidado ocasional e lidando com o milhão de pequenas crises que fizeram o
resto do dia. Aparentemente Erica tinha se tornado difícil de encontrar ou estava ignorando-o
porque todas as vezes que ele passava ela estava muito ocupada para sequer olhar para cima.
Mark não disse nada para ela sobre isto. Se ela queria ficar amuada, estava tudo bem. Mas ele
esperava que ela se acalmasse no momento em que o clube fechasse.
Infelizmente este não foi o caso. Quando Mark finalmente se arrastou para os seus aposentos
depois que o prédio finalmente tinha sido fechado e o carro do último funcionário tinha deixado o
estacionamento, ela estava sentada rigidamente em uma das cadeiras, um livro nas mãos que ela
nitidamente não estava lendo no momento em que ele abriu a porta, porque ela estava olhando
por cima do livro para ele
“Sim?” Mark disse, desfazendo o nó da gravata e afrouxando-a com um suspiro de alívio.
“Quero conversar sobre o que aconteceu mais cedo,” Erica disse, colocando o livro para baixo
sem marcar a página. “Talvez poderíamos ter lidado com isto melhor.”
“Nós?” Mark riu. “Acho que lidei com isto muito bem. Era você com o problema de ciúme
irracional.”
Os lábios de Erica se achataram em uma linha fina, os olhos semicerrando. “Não aja assim,
Mark. Ao que parece você estava com ciúme de Arthur e Richard, independentemente do fato que
estávamos fazendo a mesma coisa. É por isto que estou tentando abordar isto como uma adulta
madura.”
“Então agora sou imaturo? Irei lhe dizer algo, Erica. Nós não estávamos fazendo a mesma
coisa. Eu estava conversando com a mulher. É claro, ela estava flertando um pouco, mas não estava
entregando o tipo de besteira flagrante que Arthur e Richard estavam empurrando. E você
permitiu que eles escapassem com muito disto antes de dizer uma palavra para detê-los.”
Ela balançou a cabeça. “Inacreditável. Tento abordar isto com algum grau de humildade e
reconheço que poderia ter falado com você de maneira um pouco mais agradável sobre a mulher
com quem você estava conversando e você se vira e me trata como se eu tivesse cometido algum
pecado horrível. Sim, eles estavam flertando. Homens sempre flertam comigo.” Ela jogou uma mão
para cima. “Caso não tenha percebido, geralmente sou considerada muito atraente. Os caras vêm
até mim. Não peço para eles. Mas muitos deles ficam bastante ofendidos quando você diz que não
está interessada, então como estou tentando mantê-los felizes com o clube, vou adiar este momento
a fim de ter uma melhor chance da minha rejeição não acabar com eles indo embora.”
“Uau,” Mark disse, tirando o paletó. “Você fala sobre humildade e em seguida inventa algo
assim. O quê? Homens não lidam com a sua rejeição porque você é simplesmente tão maravilhosa e
perfeita?”
Sua expressão endureceu. “Na última vez que verifiquei, você era um dos caras que acha que
eu sou maravilhosa.”
Não era bem assim que Mark tinha pretendido que isto fosse. “Sou,” ele disse, de repente
sentindo-se culpado. “Eu acho.”
“A não ser que mais alguém concorde com você?” Erica exigiu. “Então minha aparência é
nitidamente exagerada e eu deveria me calar?”
“Não.” Mark suspirou e deu um passo para frente. “Realmente não é isto. Você está certa.
Reagi de maneira exagerada e não deveria ter falado com você assim sobre isto. Não é sua culpa
que aqueles caras estivessem tentando tão duro entrar na sua calça.”
“Não,” ela disse bruscamente, “não é. E é bom que você queira se desculpar agora, mas por
que não fez isto mais cedo? Por que teve de tornar isto uma coisa tão grande onde eu estou
errada?”
Havia mágoa na sua voz e no seu rosto e Mark queria avançar e tomá-la nos braços. Ele
resistiu ao desejo. Obviamente ela não estaria com disposição para isto.
“Acho que estou apenas... É muito estresse sobre mim, administrando o country club e isto tem
me deixado zangado de maneira irracional sobre as coisas.”
“Sei que é muito estresse sobre você,” Erica disse e sua voz tinha suavizado. “Tento ajudá-lo o
máximo que posso. Você sabe disto.”
“Eu realmente sei.”
Ela suspirou e os braços cruzados relaxaram apenas um pouco. “Então, você realmente não
está zangado comigo pelo que aconteceu com aqueles rapazes?”
Mark queria dizer que não estava. Ele realmente queria. Mas fez uma pausa, apenas por um
instante porque ele realmente achava que ela poderia ter dito algo mais cedo.
Erica deve ter visto isto no seu rosto, porque ela o interrompeu antes que ele pudesse sequer
falar, balançando a cabeça.
“Você é inacreditável, sabe disto? De qualquer maneira o que faz você acreditar que tem algo
a dizer sobre com quem eu converso?”
Ele olhou para ela. “Você quis dizer isto? Sério? Como se você não estivesse dormindo na minha
cama todas as noites? Dividindo as minhas gavetas? É claro que eu tenho algo a dizer sobre com
quem você conversa.”
“Não,” ela disse. “Você não tem. O fato que estou transando com você e que talvez até
tenhamos o que eu chamaria de relacionamento – embora hoje à noite tenha colocado isto em uma
situação tênue, para o registro, porque você está agindo como um idiota – não significa que você
pode opinar sobre com quem eu falo ou como. Não vou dar para você ou para qualquer outra
pessoa este tipo de controle sobre mim!”
“Mas você quer isso comigo?” Mark exigiu. “Foi você quem ficou zangada primeiro. Eu estava
disposto a deixar a coisa toda com aqueles rapazes passar. Não disse nada sobre isto para você
na noite em que isto aconteceu por um motivo, sabe. Mas você tinha de ficar toda irritada sobre o
fato que eu estava conversando com uma convidada. O que é o meu trabalho.”
“É o meu trabalho também!”
Mark avançou. “Se você sabe disto, então por que está agindo assim por causa do fato que eu
estava fazendo o meu trabalho assim como você?”
“Porque...” Erica parou, afastando-se e ele passou uma mão ao redor do seu braço, puxando-a
para trás, mas ele tomou cuidado para não fazer disto um puxão. Nada que pudesse machucá-la.
Não importa quão zangado ele estivesse, ele não ficaria físico com ela assim. “Porque eu estava
com ciúme, ok?”
Isto o fez ficar imóvel. “Sério?”
“Sim. Sério. Não é como se você não fosse o tipo de cara que poderia escolher quem você
quiser. Talvez eu estava apenas um pouco insegura sobre o fato que você estava conversando com
uma mulher rica com seios muito maiores do que os meus.”
Risada borbulhou para fora do peito de Mark antes que ele pudesse impedir. “Era sobre isto
que você estava chateada?” Ele deu um passo para frente, a mão ainda no seu braço e ela foi
forçada a se mover com ele, recuando para a cama. Seu rosto estava rosado e ela não
encontraria seus olhos.
“Bem, não sou exatamente bem-dotada neste departamento,” ela murmurou. “E ela era. E
exibindo isto.”
“Querida,” Mark disse, dando-lhe um pequeno empurrão que a enviou tropeçando para trás
sobre o colchão e se arrastando sobre ela para puxar sua camisa por cima da cabeça antes que
ela pudesse protestar. Ele a jogou para o lado e começou a soltar o fecho do seu sutiã. “Seus
seios. São perfeitos.”
Sua boca tornou-se mais fina. “Sim, certo. Você está apenas dizendo isto porque quer transar
comigo.”
“O que eu pensaria que seria um sinal que estou muito feliz com os seus seios. Levando-se em
consideração a quantidade de tempo que passei desejando colocar minhas mãos neles.”
Ela olhou para ele e com cuidado Mark soltou seu rabo de cavalo, deixando as mechas loiras
derramarem sobre o travesseiro.
“Tem certeza sobre isto?”
“Tão certo quanto estou do fato que você é sexy como o inferno e que se eu não entrar dentro
de você nos próximos... oh, trinta segundos, vou ficar muito decepcionado.”
Ele abaixou a mão e abriu seu jeans, tirando-o também e isto pareceu chamar sua atenção,
porque no instante seguinte ela estava se movendo também, trabalhando nos botões que
mantinham a sua camisa fechada tão rápido que ele tinha certeza que ela quase arrancou um
deles. Ele puxou a calça para baixo, acrescentando-a a pilha de roupas no chão e eles estavam
apenas com suas roupas íntimas, somente duas camadas finas de tecido entre eles. Mark colocou as
mãos nos quadris de Erica e a virou de bruços. Ela ofegou, um som pequeno e surpreso que foi
direto para o seu pênis.
“Quer saber algo?” ele perguntou enquanto puxava a calcinha pelas suas coxas, chutando a
cueca para fora.
“Merda. O quê?”
Ele abaixou uma das suas mãos para se alinhar e em seguida pressionou, puxando-a para
trás, sobre o seu pênis no mesmo instante e ouvindo seu gemido à medida que ele a enchia.
“Estava com ciúmes também,” ele rosnou no seu ouvido.
Sua primeira investida foi dura e rápida e Mark não desacelerou. Suas mãos ainda estavam
ao redor dos seus quadris, segurando com força suficiente que ele se perguntava se elas
deixariam hematomas e se Erica iria se importar com eles. Ela não parecia ter nenhum problema
com o ritmo que ele tinha estabelecido. Seu corpo estava balançando para trás para encontrar
cada investida, gemidos derramando dos seus lábios como se ela não conseguisse contê-los. E
porra, era bom. Era ótimo. Se isto era o que acontecia quando eles brigavam, Mark não se
importaria em ter mais algumas ocasionalmente.
“Maldição,” ela ofegou. “Mark. Mais!” Seus dedos estavam enroscados nos lençóis, os nós dos
seus dedos tinham ficado brancos com a força da sua pegada. Mark deixou escapar um gemido
baixo na garganta para se misturar com os sons que ela estava fazendo com cada respiração.
Uma das suas mãos deslizou para baixo, por cima da sua barriga de modo que ele pudesse
encontrar seu clitóris com dois dos seus dedos, esfregando círculos sobre ele para combinar o ritmo
das suas investidas. Erica praticamente gritava e ele estava feliz que não havia ninguém por perto
para ouvi-la porque ele queria a mulher bonita debaixo dele toda para si mesmo, gritos e gemidos
incluídos. Ela era dele assim como os sons que ela fazia.
“Estou...Mark...”
Ele não cedeu, manteve o ritmo áspero e os círculos firmes sobre o clitóris e com outra investida
ela estava convulsionando ao redor dele enquanto gozava, seu grito abafado nos lençóis.
Se ele fosse gentil, teria permitido que ela recuperasse o fôlego depois disto, mas Mark não
estava se sentindo particularmente caridoso. E ele sabia que ela não teria nenhuma objeção em ir
para outra rodada. Ele puxou para fora, caindo de costas no colchão.
“Para cima. Vamos lá. Erica. Quero vê-la.”
Ela olhou para ele e por um momento ele achou que havia julgado mal e em seguida ela
estava balançando uma perna por cima dos seus quadris de modo que ela estava montada sobre
ele, abaixando-se sobre o seu pênis ainda duro. Mark gemeu, as costas arqueando e levantou a
mão para segurar seus mamilos entre as pontas dos dedos, girando-os até que eles endureceram
ainda mais sob o toque. Erica praguejou baixinho.
“Amo ver você me cavalgar,” ele disse enquanto ela começava a se mover, as mãos deslizando
sobre os músculos ondulantes da sua barriga e depois de volta para cima, segurando o peso dos
seus seios. “Você é maravilhosa, Erica. Nunca pensei diferente.”
Erica inclinou-se para frente, em cima dele, ainda balançando para trás no seu pênis e Mark a
puxou para baixo com uma mão nas suas costas, arqueando para cima de maneira que ele
pudesse conseguir um daqueles mamilos entre os dentes.
“E seus seios são perfeitos,” ele disse quando recuou. “Enchendo minhas mãos da maneira
certa. Não importa o que alguma garota no campo de golfe tem, querida. Ela não me tem. É você
que eu quero. Você é... Porra.”
Ele não seria capaz de manter a conversa, não com Erica tão quente e apertada ao redor
dele, as unhas fazendo pequenas marcas em meia lua no seu peito. Era apenas dor suficiente para
tornar o prazer mais agudo e ele já tinha feito com que ela gozasse uma vez.
“Sim,” Erica estava dizendo em cima dele. “Sim. Mark.”
“Perto?” ele disse.
Ela apenas assentiu, o movimento um pouco frenético e moveu-se mais rápido sobre ele.
“Vamos lá, então. Goze para mim. Porra.”
Erica não precisou de mais encorajamento do que isto. Um instante depois ela estava
arqueando com o prazer, todo seu corpo estremecendo. A visão de Mark ficou branca e depois
escura e prazer o atingiu como fogos de artifícios.
No final, ele ficou deitado ofegante no colchão com Erica esparramada no seu peito.
“Bem, esta não foi uma maneira ruim de fazer as pazes.”
Ela riu. “Não. Acho que não foi. Se é assim que sempre superamos uma briga, acho que
ficaremos bem.” Sua cabeça levantou e lhe deu um beijo rápido e pouco casto. “Mas neste
momento acho que preciso de um banho.”
Mark a observou se levantar e em seguida ela estendeu a mão, convidando-o sem palavras
para acompanhar. Ele não precisou ser convidado duas vezes.
Capítulo 9
“Você já viu isto?” Alex exigiu, largando o tabloide no balcão da cozinha com um tapa.
Jamie mal olhou de onde ela estava dando o café da manhã dos gêmeos. As coisas estavam
tensas entre eles desde a última discussão. Alex ainda não sabia o que iria fazer sobre equilibrar
os negócios e a família e parecia que Jamie não estaria falando muito com ele até que ele
decidisse. Ela não tinha sido completamente hostil, mas tinha sido menos do que amistosa e eles não
tinham feito amor em dias. Ele poderia argumentar que a queria de volta no trabalho, mas ela não
estava com pressa de voltar. Ela estava zangada, embora não fosse admiti-lo.
Não que Alex a culpasse. Obviamente ela sentia que ele valorizava o trabalho mais do que ele
a valorizava e as crianças e isto a estava afetando.
O problema era que ele não poderia se obrigar a simplesmente desistir da empresa. Ele não
queria. Nem achava que precisava. Não importa o que ele fizesse, ele perderia algo e ele estava
determinado que não fosse Jamie. Mas ele não queria perder mais nada da Reid Enterprises do
que ele precisasse e os últimos dias tinham sido muito caóticos para se afastar. O que significava, é
claro, que para Jamie que parecia que ele realmente não tinha tomado nenhuma decisão.
“O que é?” Jamie finalmente disse quando Alex não disse mais nada, olhando para cima do
pequeno pote de purê de maçã que ela estava alimentando os gêmeos com porções alternadas.
“Isto,” Alex disse tenso, inclinando a revista para cima de maneira que ela pudesse ver a capa:
uma foto de Nicholas em pé no green no country club de Mark, conversando com Mark como se
não houvesse nada errado entre eles.
As sobrancelhas de Jamie se ergueram.
“Você pode acreditar que ele faria isto comigo?” Alex exigiu, olhando para a capa de novo.
Ele balançou a cabeça. “Realmente achei que estávamos nos dando bem, Jamie. Éramos irmãos de
novo. Mas agora ele está passando tempo com Nicholas, de todas as pessoas. Não sei o que vou
fazer.” Era o tipo mais profundo de traição na sua opinião.
“Talvez você deveria respirar,” Jamie disse. “E, na verdade, pensar um pouco sobre isto antes
que você faça algo precipitado. Porque vocês são irmãos e ele realmente se importa com você. Ele
sempre se importou.”
“Oh, certo,” Alex disse. “Ele sempre se importou tanto comigo que ele e o meu pai nunca
fizeram nada para tentar me recuperar depois que eu fui embora.”
“Eles também tentaram!” Jamie retrucou bruscamente. “Ou você não se lembra de todas as
vezes que Mark ligava para você e tentava convidá-lo para as coisas? E o fato que o seu pai quis
vê-lo antes de morrer? Não posso falar pelo seu pai, mas Mark tem tentado. Nos anos em que
conheço você, ele sempre tentou. Parece mais que foi você que se recusou a falar com eles.”
Isto doeu. Alex virou-se para olhar para a sua esposa. “Você vai tomar o lado dele ao invés
do meu?”
“Quando você está sendo insensato,” Jamie balançou a cabeça, “sim. Eu vou. Porque culpado
até que se prove o contrário não é como jogamos por aqui e você de todas as pessoas deveria
saber como a imprensa pode distorcer uma situação. Por tudo que sei, ele expulsou Nicholas da
propriedade imediatamente depois daquela foto. Ou Nicholas armou a coisa toda.”
“Ele não fez isto,” Alex disse, a voz categórica. “Eu li a história. Aparentemente Nicholas tem
estado jogando lá por quase uma semana e levando muitos dos seus amigos com ele.
Provavelmente os mesmos amigos que ele está tentando roubar de mim na sua tentativa
desesperada para arruinar a empresa que eu passei minha vida construindo!”
“Acalme-se,” Jamie disse, levantando-se e colocando o pote de purê de maçã no balcão. “Você
vai assustar Benton e Lilli.”
Alex congelou com a boca aberta, já pronto para retrucar, mas conseguiu se conter e não disse
nada. Ele olhou para os seus filhos, que estavam observando-o com os olhos arregalados como se
não acreditassem no que estava acontecendo. Eles eram muito pequenos para compreender o que
era uma briga, mas estava claro que eles compreendiam o suficiente para ficarem assustados e
talvez até mesmo chateados com o seu tom. Imediatamente Alex se arrependeu de ficar tão
exaltado.
“Sinto muito,” ele disse mais baixinho. “Não pretendia assustá-los.”
“Apenas tire um minuto e pense sobre isto.” Jamie cruzou os braços sobre o peito e apoiou-se
no balcão. “Seu irmão realmente se importa com você, seja o que for que você possa ter
acreditado em determinado momento. E você sabe que ele se importa porque você viu isto todos os
dias desde o dia em que ele voltou para a sua vida. Então não entre imediatamente na onda de
'Mark é malvado'. Acalme-se e talvez tente realmente conversar com ele antes de decidir qualquer
coisa ou você vai se arrepender disto.”
Provavelmente ela estava certa. Alex sabia disto. Mas isto não o deixava mais inclinado a se
sentir mais gentil sobre o seu irmão naquele momento. Mark sabia como ele se sentia sobre
Nicholas.
“Talvez,” Jamie sugeriu, sentando-se de novo, “ele decidiu que deixar Nicholas jogar no clube
não seria um problema para você, já que isto realmente não afeta o seu negócio. Ou talvez não
permitir que ele jogasse causaria mais obstáculos do que ajuda.”
Alex olhava para ela. “É claro que afeta o meu negócio,” ele sibilou, mantendo a voz baixa.
“Aquele homem tem tentado destruir tudo que eu amo. Se você acha que vou apenas ficar parado
lá e deixar meu irmão fazer amizade com ele...”
Jamie encolheu o ombro e deixou cair de novo enquanto segurava a colher para Lilli de outro
pote. “Bem,” ela disse, “Nicholas vai gastar seu dinheiro lá. Não fazer nenhum. Então talvez Mark
imaginou que não seria errado tirar um pouco de dinheiro do cara que você não gosta,
especialmente em benefício do seu negócio.” Seus olhos se elevaram para os dele. “Não sei se
você faria a mesma coisa.”
As mãos de Alex fecharam-se em punhos e sua mandíbula endureceu até que seus dentes
doíam. “Sério, Jamie? Você acredita que eu trairia meu irmão apenas para fazer um pouco de
dinheiro? Você está realmente convencida que eu não me importo sobre nada além de trabalho?
Já lhe dei a impressão que sou este tipo de pessoa nos últimos meses?”
A expressão de Jamie suavizou. “Alex...”
“Não.” Alex começou a ir para a porta. “Não vou ficar aqui e ouvir isto. Sei que tenho estado
ocupado, mas não sou desalmado. Achei que você sabia disto.” Ele balançou a cabeça. “Você
sabia com quem estava se casando quando disse ‘Eu aceito’. Não mudei nem deveria ter.”
Mesmo quando Jamie se levantou, ele estava saindo, a porta fechando com força atrás dele.
Ele estava saindo da garagem e descendo pela longa entrada em segundos, entrando na
estrada e acelerando. Alex não compreendia como Jamie poderia sequer pensar daquela maneira
sobre ele. Mesmo no seu pior ele a tinha afastado friamente porque estava com medo que
apaixonar-se por ela seria mais um inconveniente do que isto valia a pena. Porque ele tinha
acreditado que o seu negócio era a coisa mais importante no mundo e não tinha tempo para mais
ninguém.
Talvez não fosse uma surpresa tão grande que ela achasse que ele era capaz de se sentir
assim afinal de contas e Alex passou os dedos com mais força ao redor do volante do carro
enquanto se juntava à rodovia que o levaria até o country club de Mark. Ele tinha acabado de
chegar do trabalho, mas não iria deixar isto relaxar e apodrecer e era melhor conversar com
Mark cara a cara sobre isto. Jamie estava certa. Ele não poderia parar de acreditar que seu
irmão se importava por causa de uma foto de tabloide. A imprensa tinha mentido sobre ele várias
vezes que ele deveria ser mais inteligente do que acreditar em qualquer coisa que eles dissessem,
não importa quantas fotos eles tivessem para apoiar isto. Quando ele e Jamie estavam namorando,
eles tinham tentado insinuar que Mark e Jamie estavam saindo por trás das suas costas, pelo amor
de Deus. Por que eles não iriam tentar fazer o mundo pensar que Mark estava agora agindo por
trás das suas costas com Nicholas?
Ele tinha tentado manter todo o assunto fora da imprensa, mas, é claro, de alguma maneira
eles tinham conseguido fazer isto. Provavelmente com a ajuda de Nicholas. Ele queria que todo
mundo soubesse que ele estava enfrentando Alex Reid. E quando ele ganhasse, ele queria todo
mundo antecipando isto, esperando para congratulá-lo.
Mas ele não iria ganhar.
Alex não iria permitir. E quando o idiota perdesse, ele poderia finalmente perceber que tudo
que atacar Alex Reid iria conseguir para ele era problema.
Mas tudo isto era algo que ele teria de lidar mais tarde porque agora o problema em questão
era Mark e seja o que fosse que Mark pensava que estava fazendo com Nicholas. Os
pensamentos de Alex repassaram o problema várias vezes enquanto ele dirigia e ele ainda estava
pensando sobre isto quando entrou na área do country club e subiu para a sede para encontrar
seu irmão.
Mark estava na cozinha, lidando com algum problema. Quando ele viu Alex, ele virou-se para
olhar para o homem com quem ele estava conversando e disse que precisaria tirar alguns minutos.
O gerente da cozinha assentiu e afastou-se apressado. Mark saiu da cozinha e, após um momento
de hesitação, conduziu Alex pela porta para o gramado na parte de trás do prédio, seguindo em
direção do vinhedo que eles estavam começando. Era um lugar que as pessoas provavelmente não
seriam capazes de ouvi-los discutindo e Alex sabia que Mark já devia saber por que ele estava
ali.
Mark balançou a cabeça. “Olhe, Alex,” ele disse imediatamente, “sei o que você provavelmente
viu e não vou dizer que não é ruim, mas quero que você saiba que não é porque estou tentando
sabotá-lo, eu juro.”
Alex parou. Ele estava certo. Mark tinha visto o tabloide também e não tinha negado que tinha
estado conversando com Nicholas. Preparando-se para ser paciente, Alex respirou fundo e deixou
isto sair de novo e quando falou, ele não gritou. “Então o que aconteceu, Mark?”
A expressão do seu irmão mais novo estava arrependida. “É...” ele começou a dizer e em
seguida parou. “Ok, então o que aconteceu é que Nicholas apareceu aqui e eu iria expulsá-lo.”
“Mas...” Alex provocou.
“Mas,” Mark continuou, “então percebi que talvez não fosse uma ideia tão boa. Sei que você e
ele não se dão bem e que ele tem sido realmente terrível, mas não é como se eu o estivesse
ajudando com algo. Estou apenas pegando o seu dinheiro. E ele traz muitos outros clientes pela
primeira vez. Se eu o perco, poderia perder um punhado da minha clientela.”
“Porque as ligações de Nicholas valem dinheiro?” Alex enfureceu-se. Ele queria dar um soco na
cara do seu irmão. Que idiota!
“Honestamente pensei que você compreenderia.”
Exatamente como Jamie tinha dito. Ele achou que não estava fazendo nada errado. Ele achou
que estava administrando seu negócio como Alex. Alex passou uma mão pelo cabelo e girou nos
calcanhares, afastando-se pela grama curta verde. Quando virou-se de novo, ele balançou a
cabeça. “Não é isto que eu teria feito, Mark,” ele disse e sua voz saiu um pouco mais dura do que
tinha pretendido.
“Não é?” Mark perguntou. “Quero dizer, não estou dizendo que você é algum tipo de corrupto
implacável, mas você não arriscaria todo o seu negócio só porque alguém que você se importa não
gostava de um cliente que gasta muito. Ele vem aqui, joga golfe, paga o dinheiro. Não sei em que
tipo de risco isto coloca você.”
“Isto me coloca em risco,” Alex disse bruscamente, “porque ele acha que pode chegar até mim
através de você! Você é meu irmão. O único motivo que ele realmente apareceu para jogar aqui é
por que ele quer saber se você vai ser um peão para ele.”
“Oh, não poderia ser porque o meu negócio realmente vale o tempo de alguém. Quero dizer,
não é a grande Reid Enterprises, então por que alguém iria querer realmente vir aqui sem algum
tipo de motivo dissimulado?” A voz de Mark elevou-se para igualar-se a dele. “Obviamente você é
o irmão Reid muito mais interessante.”
“Não foi isto que eu quis dizer,” Alex disse. “Apenas quis dizer que Nicholas não é o tipo de
pessoa que você pode confiar, Mark. Ele não faz nada só porque ele quer. Ele faz isto para que
possa obter uma vantagem na competição. Seja o que for que ele quer aqui, ele não está apenas
jogando golfe pelo prazer disto. Você sabe o que aconteceu com Gina.”
“E você acha que vou permitir que ele chegue até mim da maneira que ele fez com Gina?”
Mark perguntou. Sua voz estava mais suave, mas sua expressão dizia que ele não estava menos
zangado com a insinuação. “Não é como se eu fosse permitir que ele me levasse para jantar e
comprasse presentes caros para mim. Não vou entregar seus cartões de crédito corporativos para
ele.”
Alex suspirou. “Não, Mark. Maldição! Você acha que eu não sei disto? Não estou acusando
você de ser idiota ou seja o que for que você acha que estou acusando você. Estou apenas
perguntando por que diabos você acha que é uma boa ideia deixar um homem, que está tentando
destruir a subsistência do seu irmão, ficar e jogar golfe no seu country club. Como se não houvesse
nenhum problema. Como se a família não fosse mais importante.”
“Talvez porque seja parte da minha subsistência,” Mark respondeu. “Só porque eu não construí
Little Lake desde que eu tinha dezoito anos não significa que isto não vale algo para mim ou que
não seja importante. Eu me importo com isto.”
Alex encontrou os olhos do seu irmão. “Se é assim que você realmente se sente sobre isto, que
dinheiro para o country club é mais importante para você do que o fato que ele está obviamente
tentando usá-lo contra mim, então acho que vou ter de retirar meu financiamento do Little Lake.
Você quer jogar bola? Ser o grande empresário? Afinal de contas, você tem muito agora sem mim.”
Ele se virou e depois voltou-se de novo. “Somente compartilhei isto com você em primeiro lugar
porque somos família.”
A expressão de Mark ficou desanimada. Por um momento ele apenas olhou para Alex,
balançando lentamente a cabeça. “Ótimo,” ele disse. “Está tudo bem, Alex. Se é a maneira como
você acha que tem de ser sobre as coisas, então não vou dizer nada sobre isto. Mas,
honestamente, sinto que retirar o financiamento do negócio do seu irmão e definitivamente causar-
lhe dificuldade financeira é algo um pouco mais errado de maneira concreta do que não expulsar
um homem do seu negócio só porque ele é um idiota.”
“É mais do que isto e você sabe disso, Mark.”
“Você nunca ouviu o ditado ‘Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda’?”
Se a situação não tivesse sido tão séria Alex poderia ter rido, mas como estava ele não sentia
vontade de rir nem um pouco. Depois de todo o trabalho que eles tinham feito para construir um
relacionamento, Mark iria simplesmente jogar isto fora assim. Honestamente ele não conseguia
acreditar nisto. Independentemente do que ele tinha dito para Jamie, Alex sabia que sempre tinha
sido Mark empurrando para que eles se reconciliassem. Então por que ele não se importava
agora?
“Não vou ouvir mais desculpas,” Alex disse. “De qualquer maneira, você vai fazer o que quiser.
Você pode começar a me enviar os pagamentos do empréstimo que eu fiz no primeiro dia do mês.
Considere-se com sorte por que não vou cobrar juros.” Ele virou-se e afastou-se.
Mark caminhou na direção dele, ele ouviu o som dos passos na grama. Mas então ele parou.
Seu irmão tinha decidido não ir atrás dele. Aparentemente o relacionamento não era tão
importante afinal. Balançando a cabeça, Alex entrou no carro e foi para casa, sem olhar nenhuma
vez por cima do ombro para o irmão que ele tinha acabado de deixar para trás. De novo.
Capítulo 10
“Você tem certeza que está bem, Jamie?” Christine perguntou pela segunda vez.
Jamie ergueu os olhos da taça de vinho que ela estava encarando melancolicamente e tentou
encontrar um sorriso para a sua irmã. “Sim,” ela disse. “Estou bem.”
Christine balançou a cabeça. “Realmente não acredito nisto, sabe. Não sou idiota, Jamie.”
Ela soou tanto como a antiga Christine que Jamie virou-se para olhar para sua irmã, as
sobrancelhas erguidas.
“Primeiro,” Christine disse, fazendo uma pausa para levar a taça até os lábios para tomar um
gole. “Trabalho no country club. E estava lá quando Alex apareceu com todos os tipos de pouco
feliz. E segundo, conheço você bem o suficiente para ver quando você está triste.” Ela desviou o
olhar. “Só porque eu ignorei isto antes não significa que eu não sei.”
Jamie suspirou. Ela não tinha ouvido a história completa do que tinha acontecido entre Mark e
Alex ainda, só sabia que Alex tinha chegado em casa na noite passada mal-humorado e mal tinha
falado com ela antes de subir zangado para a cama. Quando ela tinha rastejado na cama com
ele mais tarde, ele estava dormindo ou fingindo estar e ela realmente não tinha estado com
disposição para verificar. Se ele queria agir como se o mundo inteiro estivesse contra ele, isto era
sua prerrogativa, mas ela não iria fazer a vontade dele nisto. “Bem, sei que você sabe que as
coisas não têm estado tão bem ultimamente. Quero dizer, com Alex.”
“Sei que Mark não tem estado feliz ultimamente e que a discussão com Alex pareceu realmente
chateá-lo, mas não sei o que causou isto. Também sei que você tem estado triste ultimamente, mas
você realmente não falou sobre isto também, exceto para dizer que Alex estava lidando com
coisas no trabalho.”
“Bem,” Jamie disse lentamente, “há este homem chamado Nicholas. Ele costumava ter uma
queda por mim, na verdade. Continuava tentando conseguir que eu saísse para jantar com ele
quando Alex e eu começamos a namorar. Eu fui uma vez, mas estava muito apaixonada com Alex
para realmente estar a fim dele. Na época, achei que ele era um cara legal.”
Christine assentiu.
“Para encurtar a história, ele tentou ajudar Alex ao convencer a secretária que estava com ele
desde que a Reid Enterprises começou a autorizar para si mesma um novo cartão corporativo e
começar a comprar coisas totalmente inadequadas com ele. Para mostrar quão sobrecarregado e
distraído Alex estava ou algo assim. É claro isto acabou com Gina sendo demitida e acho que
Nicholas tem sorte que ele não acabou na cadeia. Alex fez um acordo com ele e nós pensamos
que era o fim disto. Só que agora ele está de volta e tem estado comprando em segredo ações de
Alex. O que significa que Alex tem passado quase todo seu tempo no trabalho tentando lidar com
isto, porque ele não entregará nenhum dos problemas para as pessoas que ele contratou para
ajudá-lo com os problemas.”
Ela não conseguiu deixar a frustração fora da sua voz e a expressão de Christine mudou,
tornando-se simpática.
“E você está chateada que ele está passando tanto tempo no trabalho em vez de em casa com
você e os bebês?”
Não foi isto que Jamie tinha dito, mas não era exatamente difícil de adivinhar. Ela assentiu.
“Sim. Acho que estou um pouco chateada sobre isto. Quero dizer, ele deveria reduzir o excesso de
horas extras e as horas loucas desde que os gêmeos nasceram e eu não sei se ele teria ou não,
mas parece que ele está usando a coisa com Nicholas como uma desculpa para não fazer isto.
Compreendo que ele se importe com a empresa, mas ele é dono de ações suficientes agora que
Nicholas não pode comprá-la dele e, portanto, não há motivo para ele estar tão preocupado. E
não compreendo por que ele não pode dar um pouco da sua carga de trabalho para Zander, se
há realmente um motivo para ainda estar preocupado e realmente passar algum tempo em casa
conosco.” Jamie olhou para sua mão, girando a aliança lentamente ao redor do dedo. “Parece que
não somos tão importantes para ele quanto seu negócio e não gosto de me sentir assim.”
Christine colocou uma mão sobre a dela, parando o movimento nervoso de Jamie. “Sei que é
realmente uma droga acreditar que a primeira prioridade do seu marido é seu trabalho. Quero
dizer, não sei por experiência. Não sei se Stephen tinha alguma prioridade que não fosse 'Fazer o
que eu quero independentemente das consequências,' e trabalhar realmente não era algo que ele
queria fazer muito, mas o que estou dizendo é, talvez você está sendo um pouco dura demais. Alex
se importa sobre o seu negócio, sim. Ele o construiu. É algo para se orgulhar. Mas ele também se
importa sobre você, Benton e Lilli. É óbvio todas as vezes que alguém está na sala com vocês.”
Por um momento, Jamie apenas olhou para sua irmã em silêncio. “Ok,” ela disse finalmente,
“quem é você e o que você fez com Christine, porque isto não é algo que eu esperava que algum
dia você dissesse.”
Um canto da boca de Christine ergueu-se em um sorriso ligeiramente hesitante. “Bem, estou
lendo um punhado de livros de autoajuda e fazendo exercícios de identificação de emoções com o
meu terapeuta. Aparentemente não sou capaz de compreender a maneira como as outras pessoas
sentem, o que eu imagino seja uma melhoria.”
Jamie riu. “Acredito que você sempre soube. Apenas acho que você não sabia como se
importar após ser criada por alguém como Mãe, que nunca se importou com ninguém além de si
mesma e o que ela queria.” Ela fez uma pausa, tomando um longo gole da sua taça de vinho e
depois a colocando de lado. “Então o que você acha que eu deveria fazer?”
“Acho que você deveria tentar acreditar que Alex não se importa sobre o trabalho mais do
que ele se importa com você. Dê-lhe um pouco de tempo para lidar com o fato que ele vai ter de
desistir de um pouco do controle sobre o seu bebê. Não permita que isto seja algo que fique entre
vocês permanentemente, porque vocês são perfeitos um para o outro. É tão óbvio. E ele a faz feliz,
Jamie. Não quero ver você perder isto, sabe?”
“Não sei como você de repente se tornou uma conselheira matrimonial,” Jamie disse,
balançando a cabeça. “Mas estou feliz que você fez isto.”
Christine sorriu para Jamie por cima da borda da sua taça de vinho e em seguida a levantou
para tomar um gole.
O garçom aproximou-se da mesa, sorrindo e colocou uma bandeja de aperitivos, que elas
tinham pedido para compartilhar, na frente delas. Jamie deu um aceno de cabeça e ele foi
embora de novo, deixando-as sozinhas.
“Então,” Jamie começou pegando um dos palitos de muçarela e dando uma mordida. Outrora
ela nunca teria comido algo assim na frente da sua irmã, mas hoje em dia Christine nunca a
criticava pelo que ela comia. Ou sobre o quanto ela pesava. E Christine estava realmente comendo
comida suficiente para ser mais do que pele e ossos, o que fazia Jamie se sentir muito melhor. Era
bom ver sua irmã saudável e feliz. E falando em feliz... “Agora que já lidamos com os meus
problemas como as coisas estão indo para você? Não te vejo muito desde que você começou a
trabalhar em Little Lake.”
Não houve uma resposta imediatamente. Christine estava ocupada mastigando. Ela engoliu e
encolheu os ombros. “Tem sido um pouco ocupado,” ela disse. “Acho que finalmente estou pegando
o jeito, sabe, realmente trabalhando, o que é uma coisa boa. Não sei se é o emprego que eu quero
ficar para sempre, mas por enquanto gosto disto e mantém as contas pagas.”
“Você está fazendo algo que não seja trabalhar?”
“Bem,” Christine disse, abaixando a cabeça para esconder um sorriso que Jamie ficou surpresa
ao ver que era realmente tímido. “Eu meio que conheci alguém.”
“Conheceu?” Jamie inclinou-se um pouco para frente contra a mesa. “Quem? Conte-me!”
Sua irmã respondeu com uma risada e fez uma pausa para pegar outro aperitivo do prato.
Quando terminou de comer ela tomou um gole de vinho e Jamie se perguntou exatamente por
quanto tempo ela iria protelar. “Eu o conheci no trabalho,” Christine finalmente disse. “Ele é um cara
realmente agradável. E completamente maravilhoso.”
“Rico?”
Christine balançou a cabeça. “Tenho certeza que ele é, mas isto realmente não importa mais
para mim. Há coisas mais importantes.”
“Quão maravilhoso ele é?” Jamie provocou.
“Quão legal ele é,” Christine respondeu um pouco rígida, mas sorriu para Jamie. “Quero dizer,
ele não é nada como Stephen.” Ela girou a taça entre os dedos, pensativa. “Nunca pensei,” ela
continuou, “que eu superaria Stephen, honestamente. Mesmo quando comecei a seguir em frente e
realmente me tornar alguém diferente, alguém que não era a mulher reclamona que eu costumava
ser, eu ainda me agarrava a Stephen. Ele era esta coisa familiar. Mas ele não se importava. E levei
muito tempo para descobrir isto. Quando fiz isto, ficou um pouco mais fácil, mas não sabia se algum
dia isto iria embora.”
“Mas foi?” Jamie perguntou.
“Um dia, honestamente, eu apenas acordei e tinha desaparecido.” Christine encolheu os ombros
um pouco e balançou a cabeça, como se não soubesse como descrevê-lo para Jamie, que estava
ouvindo atentamente. “Conseguia me lembrar de amá-lo e estar tão envolvida nele que todo
mundo fora da nossa pequena bolha parecia como um inimigo se ele quisesse que fossem. E eu me
lembrava como isto doeu quando ele foi embora. Mas não doía mais. E não estava mais cega
demais para ver o que ele tinha feito.” Ela olhou para Jamie e deu uma risada curta e brusca.
“Agora, estou realmente feliz que ele esteja na prisão. Acho que é onde ele pertence.”
“Estou feliz também,” Jamie disse. “O fato que você ainda se sentia assim sobre ele estava
apenas tornando você miserável e você está muito melhor sem ele, Christine.”
Sua irmã sorriu. “Sim, sei disto agora. E como eu disse, Karl é completamente diferente de
Stephen. Nem mesmo é comparável. E acho que é uma coisa realmente boa, com toda honestidade.
Não quero nada que me lembre dele, especialmente não em um relacionamento.”
“É uma coisa boa,” Jamie disse. Ela estava tão feliz por Christine, honestamente. Sua irmã tinha
passado por muita coisa nos últimos anos e ela merecia algo bom na sua vida. Alguém que cuidaria
dela e a amaria melhor do que Stephen. “Vocês já saíram em algum encontro?”
Christine balançou a cabeça. “Não, mas vamos sair na sexta-feira, na verdade.” Ela sorriu.
“Vamos jantar e ver um show depois. Estou realmente aguardando ansiosa por isto.”
“Bom,” Jamie disse. “Você deveria. E eu quero ouvir todos os detalhes assim que você voltar.”
“Todos os detalhes,” Christine disse. “É claro.”
Silêncio caiu entre elas. O restaurante estava cheio de conversas murmuradas, mas nenhuma
era alta o suficiente para perturbar a paz na mesa delas. Jamie comeu mais algumas coisas e
embora estivesse tentando ficar feliz por Christine não conseguiu evitar a maneira como seus
pensamentos estavam flutuando de volta para Alex e a briga que eles tinham tido. Tinha sido
realmente tenso entre eles desde então, embora Jamie tivesse tentado se desculpar. Alex tinha
dado alguma desculpa sobre estar ocupado e tinha se afastado e Jamie estava com um pouco de
medo que ela tinha cometido um erro que não seria capaz de ser consertado.
Depois de tudo que eles tinham passado juntos, ele desistiria por causa disto?
Ele não poderia. Jamie não seria capaz de aceitá-lo se ele fizesse isto. Ela apenas teria de ir
para casa e garantir que ele não tivesse a chance de cozinhar mais na raiva remanescente da
briga deles. Eles eram mais fortes do que uma discussão boba e ela provaria isto para ele.
“Obrigada,” ela disse, olhando para Christine.
Sua irmã, a caminho de pegar outra batata da pilha no canto do prato, fez uma pausa. Ela
parecia surpresa. “Pelo quê?”
Jamie sorriu. “Por me lembrar que não importa quão difícil as coisas fiquem, preciso continuar
lutando por aquilo que Alex e eu temos.”
Capítulo 11
Mark ainda não conseguia acreditar que Alex tinha simplesmente ido embora.
Depois de todo o tempo que eles tinham passado tentando ser irmãos de verdade de novo,
seria apenas isto? Por causa de algo que, até onde Mark poderia ver, realmente não era um
problema tão grande como Alex estava fazendo parecer? Nicholas era mau. Pessoas realmente
faziam negócios com pessoas que elas não gostavam o tempo todo. Como ele tinha dito, ele não
iria sair correndo para convidar Nicholas a qualquer momento e se o cara estava usando o seu
country club para reuniões de negócios, então Mark seria capaz de manter um olho nele. O que
ele tinha dito sobre manter os inimigos mais perto, ele realmente quis dizer isto.
Merda, ele tinha trabalhado para Alex. Ele sabia em primeira mão do que Nicholas era capaz.
É claro, Alex poderia ter percebido isto se tivesse se dado ao trabalho de parar e pensar por
um momento. Ele teria sabido para confiar em Mark tivesse ele se dado ao trabalho de tentar ter
um relacionamento com a sua família ao crescer. Tudo que Alex tinha era raiva do passado. Alex
não tinha sido fácil quando criança, mas ele deveria ter simplesmente confiado em Mark. Eles eram
irmãos. Mark não iria fazer nada para machucá-lo. Ele não tinha demonstrado isto várias vezes?
Ele não tinha tentado de tudo para se reconciliar com Alex? Era o último desejo do seu pai e agora
eles estavam retrocedendo em tudo que eles tinham conseguido criar juntos.
Suspirando, Mark deixou a cabeça cair entre as mãos.
Ele não sabia o que iria dizer para Erica. A coisa toda era meio que culpa dela, honestamente.
Se ela não estivesse tão determinada em manter Nicholas por perto por causa das boas gorjetas
que ele dava, ele teria mandado o homem embora assim que ele percebeu que era Nicholas. Mas
ele não era muito bom em dizer não para as pessoas que amava e realmente não era muito bom
em dizer não para Erica. Então agora ele tinha conseguido perder Alex de novo.
Ele balançou a cabeça. Ele estava dando desculpas, mas não conseguiu evitar.
Como se em uma deixa, a porta abriu e Erica entrou. Ela estava assobiando alegremente como
se não fizesse ideia que algo tinha acontecido naquela tarde entre Mark e Alex. O som irritou os
nervos de Mark. Ele sabia que ela sabia. Ninguém tinha ouvido a discussão, mas as pessoas os
tinham visto sair juntos e viram Alex ir embora alguns minutos depois. Mark sabia exatamente que
tipo de fofoca se espalhava entre a equipe do restaurante.
“Você poderia parar?” Mark perguntou, a mandíbula tensa. “Tenho uma dor de cabeça terrível
neste momento.”
O assobio foi interrompido e em seguida havia passos se movendo pelo chão e o peso leve de
Erica acomodou-se no sofá ao lado dele. Um dos seus braços passou ao redor dos seus ombros.
“Ei,” ela disse com gentileza. “Qual é o problema?”
Mark reprimiu uma risada amarga. “Qual é o problema que meu irmão basicamente acabou
de me repudiar. De novo.”
“Ele o quê?”
Ela pareceu bastante chocada, portanto não dever ter ouvido o suficiente da fofoca. Ou talvez
a fábrica de fofocas apenas não tinha matéria-prima suficiente. Ele tinha certeza que ninguém
sabia o que ele e Alex tinham dito um para o outro, mas o fato que Alex tinha decidido que eles
não eram mais família não era algo para não levar a sério.
Ele levantou a cabeça para que pudesse encontrar seus olhos. “Alex,” ele disse, “decidiu que já
que o estou traindo ao permitir que Nicholas e seus amigos joguem aqui, não sou mais família.
Precisarei pagar o empréstimo que ele me fez para comprar o terreno para o country club.”
Erica fez uma espécie de som engasgado e chocado. “Sério?”
“Sério,” Mark respondeu, a voz categórica. “Alex e eu temos um passado. Algumas coisas
aconteceram com ele no ensino médio. Meu pai basicamente o expulsou e ele foi embora. Nós só
começamos a falar de novo faz pouco tempo. Isto não é algo para fazer piadas. Alex está
falando muito sério. Não somente estou perdendo meu irmão de novo, mas vou perder este lugar
também.”
Erica afastou-se do sofá e levantou-se, caminhando pela sala. “Isto é ridículo,” ela disse
enquanto virava na direção dele. “Não é como se você ajudou a destruir a empresa dele, pelo
amor de Deus. Tudo que você fez foi não expulsar alguém muito rico que gasta muito dinheiro em
bebidas caras e dando gorjetas para os funcionários. O que ele esperava que você fizesse?
Corresse o risco de perder um punhado dos seus melhores clientes porque o negócio dele é mais
importante do que o seu? Nada que Nicholas faça aqui vai ter qualquer impacto sobre ele.”
Estes foram exatamente os pensamentos que ele estava tendo desde a discussão com Alex, mas
Mark balançou a cabeça. “É uma questão de lealdade. Deveria ter sido mais inteligente,” ele disse.
“Meu primeiro instinto foi expulsá-lo da propriedade e eu deveria ter ficado com isto.”
“Melhor do que o quê? Você não fez nada, Mark.” Sua voz era insistente. “Você não fez nada
para que, alguém que não seja louco, ficasse zangado.”
“Meu irmão,” Mark disse, os dedos agarrando o sofá, “não é louco.”
Erica olhava para ele. “Hum. Tenho certeza pela maneira que ele veio aqui e gritou com você
por administrar o seu próprio negócio da maneira que você quer administrá-lo e não da maneira
que ele quer, é loucura. Como você chamaria isto exatamente?”
“Eu diria que ele está tendo um problema e em vez de ajudá-lo a consertá-lo apenas piorei as
coisas.”
“Como você deveria ajudá-lo a consertá-lo exatamente?”
“Ao não permitir que a pessoa que ele mais odeia jogue golfe no meu country club?” Mark
sugeriu, soando mais consigo mesmo quando disse isto. “Nicholas está expulso a partir de hoje.”
Erica jogou as mãos no ar. “Você realmente vai fazer o que ele diz sobre isto? Depois que ele
o rejeitou? Tenho certeza que há melhores maneiras de fazer as suas boas ações semanais, se você
acha que isto é necessário.”
“Ele é meu irmão,” Mark disse, levantando-se do sofá e afastando-se de Erica. “Não sei o que
você espera que eu faça. Não me importar sobre ele?” Ele balançou a cabeça. “Nicholas é
realmente um bastardo nojento.”
Um rosnado de frustração o acompanhou enquanto ele se dirigia para a porta, mas Mark não
se virou para reconhecê-lo. Se Erica teria problemas com ele administrando seu negócio como ele
queria, então isto era problema dela, não dele, mas ele não iria ficar sentado e não fazer nada
enquanto esperava secretamente que Jamie não-tão-secretamente persuadisse Alex a não odiá-lo
de novo.
“Tem certeza?” Erica perguntou, alcançando-o apesar dos seus passos mais longos. “Quero
dizer, você realmente tem certeza que esta é a melhor ideia”
“Provavelmente não a melhor ideia,” Mark disse. “Mas é o que eu posso fazer e terá de ser o
suficiente.”
“Nicholas não fez nada para você!”
“Não,” Mark concordou, “ele não fez. Mas está machucando o meu irmão e isto significa algo
para mim. Mesmo se isto aparentemente não signifique muito para Alex mais. Ele é meu irmão.
Minha família. Farei o que for preciso para que ele veja isto.”
“Isto é ridículo,” Erica disse bruscamente. “Ouça. Que bem isto vai realmente fazer para alguém
se você banir Nicholas das instalações? É claro, poderia satisfazer o desejo mesquinho de Alex por
vingança, mas Nicholas não vai se importar. Ele apenas irá encontrar algum outro lugar para
conversar, jogar golfe e beber vinho com os seus amigos. E quando ele fizer isto, ele está fora do
seu alcance.”
Mark parou no meio do passo e virou-se para olhar para Erica, os olhos semicerrados. “Você
está sugerindo que eu continue permitindo o acesso de Nicholas para que eu possa espioná-lo?”
Erica encontrou o seu olhar. “Estou apenas sugerindo que se você realmente quer ajudar o seu
irmão a lidar com o empresário ardiloso tentando sabotar os seus negócios, você poderia ter de
ser um pouco ardiloso.”
Ele olhava para ela. Erica era uma instrutora de golfe. Ele não a imaginava como alguma
garotinha sorrateira introduzindo-o na espionagem corporativa, não importa como você quisesse
chamar espionar o rival do seu irmão enquanto ele jogava golfe para que você pudesse levar as
histórias sobre as suas reuniões de negócios para o seu irmão.
“Como eu deveria fazer isto?” ele perguntou. “Não posso exatamente segui-lo pelo campo e
esperar que ele deixe escapar algo que poderia ajudar Alex.”
Franzindo o cenho, Erica inclinou a cabeça ligeiramente para o lado. “Hmmm... parece que só
temos duas opções então,” ela disse e esperou até que Mark assentisse para continuar. “A primeira
é que implantamos escutas. Microfones escondidos nos vários itens de golfe ou tanto faz. Isto
significa que não seremos capazes de ouvir tudo que eles dizem, mas deveríamos conseguir muito
disto. Com sorte o suficiente para fazer algo com isto. A outra opção, que provavelmente é muito
mais simples e muito menos ilegal, é que pagamos para seja qual for o caddie transportando as
coisas de Nicholas para observá-lo e nos informar se ele diz ou faz algo interessante.”
Parecia como algo saído de um filme de espionagem. Mais como uma idiotice completa e Mark
riu mesmo assim. “Sério? Uma rede informal de espiões recrutada a partir dos caddies. Sim. Isto
definitivamente soa como uma oportunidade para salvar o dia.”
Erica deu um soco no seu ombro e Mark respirou fundo com os dentes cerrados. Ela não o
machucou, mas seu toque também o abalou.
“Ouça-me,” ela disse. “Estou falando sério aqui. Sei que é um pouco estranho, mas não vejo o
que você tem a perder ao tentar.”
“Bem, poderíamos perder um monte de coisas. Começando com todos os nossos clientes se eles
descobrem que estávamos gravando as pessoas ou fazendo que suas conversas sejam trazidas até
nós.”
“Quem vai contar para eles?”
Mark balançou a cabeça. “Não é tão simples. Ninguém precisará contar para eles. Tudo que é
preciso é apenas um registro de áudio vazado e eles descobrirão. É ilegal. Talvez os caddies, no
entanto ... eles seriam mais difíceis de pegar e depois provar qualquer coisa, então eles realmente
poderiam ser a melhor escolha se quisermos ser discretos. Mas há também a chance que um deles
poderia decidir contar para Nicholas o que está acontecendo. Então estamos ferrados. Não
importa como fazemos isto, o que você está sugerindo que façamos é definitivamente muito ilegal.”
“Bem, há sempre o método ‘Faça nada e se livre da sua melhor chance de descobrir algo’, que
você está prestes a empregar com grande sucesso, tenho certeza.”
Parte de Mark estava começando a se perguntar se ele tinha cometido um erro enorme quando
decidiu namorar Erica, porque obviamente ela não conhecia a lei ou realmente não se importava
em segui-la. A outra parte estava se perguntando se talvez ela estava certa. E se ele estivesse
certo o tempo todo e a melhor maneira de ajudar Alex era manter Nicholas aqui?
“Você está me dizendo para quebrar a lei,” Mark disse.
Erica olhou para ele e encolheu os ombros com naturalidade. “O que é mais importante? A lei
ou o seu irmão?”
Capítulo 12
Alex ainda estava acordado quando Jamie chegou em casa da sua noitada com Christine. Ele
estava sentado no sofá assistindo TV com uma expressão que dizia que ele realmente não dava a
mínima para o que estava passando.
Com cuidado, Jamie sentou-se ao seu lado. “Alex,” ela disse, a voz tranquila.
Ele virou-se para olhar para ela e ela ficou surpresa com a quantidade de dor nos seus olhos.
Quase sem perceber o que estava fazendo, ela estendeu a mão para passá-la no seu rosto e ele
inclinou-se nela como se não pudesse viver sem isto. Eles estavam se machucando tanto ao não
conversar.
“Desliga a TV,” Jamie sussurrou, “e sobe comigo?”
Alex pegou o controle remoto e desligou a televisão. Em silêncio, ele a seguiu para o quarto
deles. Ela verificou os gêmeos e foi para o quarto. Alex a seguia sem falar.
“Sinto muito,” Jamie disse assim que eles estavam sentados na beirada da cama. “Desculpe-me
por brigarmos.” Sua voz ficou presa na garganta. “Odeio que as coisas estejam assim entre nós.
Sei que você está lidando com muita coisa agora. Também sei que você nos ama, mesmo se precisa
passar um tempo extra no trabalho. Eu não deveria presumir nada. Não posso presumir nada, isto
não é justo.”
“Eu lamento também, Jamie,” Alex disse assim que ela terminou de falar, sua voz rouca como se
ele tivesse estado chorando ou estivesse à beira das lágrimas. “Não deveria tê-la tratado com eu
fiz nos últimos dias.”
“Eu o perdoo,” Jamie disse imediatamente. “É claro que eu o perdoo, Alex.”
“E eu perdoo você,” Alex disse. Ele sorriu. “Embora não haja nada para perdoar. Eu tenho
passado muito tempo no trabalho e talvez uma parte disto é que eu usei este problema com
Nicholas como uma desculpa. É difícil deixar algo que você tem estado construindo há tanto tempo.
Mas a família é mais importante. Você é mais importante, Jamie.”
Jamie passou um braço ao redor dos seus ombros e inclinou-se para um beijo que foi
demorado e lento, a língua dele reivindicando sua boca de novo, seus corpos reaprendendo um ao
outro após alguns dias separados. Quando se sentaram de novo, ambos estavam sorrindo, a
respiração vindo um pouco mais rápido. Alex pegou uma das suas mãos, entrelaçando seus dedos
juntos.
“Senti saudades de você,” ele disse e mergulhou a cabeça para respirar o cheiro de Jamie na
curva do seu pescoço. Ele gemeu. “Maldição, Jamie.”
Jamie estremeceu um pouco com a sensação agradável e provocadora do seu nariz roçando
na pele fina sobre o seu pulso. “Senti saudades de você também.”
Ela tinha. Fazia muito tempo desde que eles tinham se tocado assim, desde que aquela briga
idiota tinha ficado entre eles. Havia sempre a chance que os gêmeos poderiam acordar, mas já
fazia um tempo que eles estavam dormindo a noite toda e Jamie pretendia tirar proveito de cada
segundo que eles tinham.
Os lábios de Alex roçavam suaves e macios na sua pele. Os dedos de Jamie apertaram com
um pouco mais de força ao redor daqueles que estavam entrelaçados com eles, deixando sua
respiração sair um suspiro cuidadoso. Alex beijou seu pescoço de novo, mordiscou gentilmente na
sua curva. Em seguida ele se afastou o suficiente para encontrar os olhos de Jamie.
“Quanto tempo você acredita que temos?” ele perguntou. “Quanto tempo antes de ativarmos a
lei universal que diz que pais só podem fazer sexo uma determinada quantidade de tempo e
então um filho deve acordar e interrompê-los?”
Jamie riu. “Honestamente, não sei. Por que apenas não começamos e vemos aonde vamos?”
Obviamente Alex tomou isto como um sinal que Jamie estava pronta e disposta a começar,
porque um braço deslizou ao redor da sua cintura e a puxou para o seu colo. Jamie, ainda rindo,
não ficou particularmente chateada com a mudança. Ela soltou a mão de Alex para passar os
braços ao redor do pescoço do seu marido e apoiou-se no seu peito. As mãos dele se
acomodaram nos seus quadris.
“Senti sua falta,” Alex disse, mas ele já tinha dito isto, desta vez com o nariz deslizando ao
longo da clavícula de Jamie através da sua camisa. “Na verdade, senti muito a sua falta.”
Jamie deixou sua cabeça inclinar para trás um pouco para lhe dar mais espaço, os dedos
deslizando para cima para emaranhar gentilmente nos cachos na nuca de Alex. Ele sorriu.
“Você deveria me mostrar o quanto você sentiu a minha falta,” ela sugeriu, a voz ficando um
pouco mais baixa, saindo ofegante.
“Oh, eu deveria, não é?” Alex sorriu contra a sua pele, ao mesmo tempo em que a mordiscava
repentinamente em uma repreensão brincalhona. “Acho que você está gananciosa, esposa minha.”
“Poderia estar,” Jamie concordou prontamente. “Ou talvez eu o deseje demais.”
Isto conseguiu-lhe outro beijo, profundo, faminto e reivindicando e Jamie pressionou mais perto
do peito de Alex, os braços apertando ao redor dele. Ela amava a maneira como Alex beijava,
como se não houvesse nada melhor em que ele pudesse pensar. Como se tudo que importava era o
momento e Jamie envolvida no seu abraço. Alex sempre a beijava com se ela significasse o mundo
para ele e Jamie não conseguisse obter o suficiente disto.
“Neste caso,” Alex disse quando o beijo foi interrompido, “talvez você deveria me mostrar o
quanto você me quer.”
“Isto não o torna ganancioso também?”
Alex riu. “Talvez eu a deseje também.”
Jamie deu-lhe um olhar que dizia muito nitidamente que ela estava com ele, mas cedeu a
sugestão com uma risada suave.
Escorregando do colo de Alex, Jamie ficou facilmente de joelhos no carpete macio. Alex
deslizou para a beirada da cama e Jamie levantou a mão para abrir o botão do seu jeans. Ela
ouviu a respiração de Alex e sorriu, deixando a língua deslizar para fora para umedecer seu
lábio inferior. Seus olhos se elevaram até o rosto dele enquanto puxava o zíper para baixo e ela
sorriu para a expressão ali, para a fome nos seus olhos azuis.
Suas mãos empurraram o jeans de Alex para baixo até a metade da coxa, para fora do
caminho e ele levantou-se para ajudá-la. Alex já estava ficando duro na sua cueca e o seu
contorno era óbvio. Jamie levantou a mão e deslizou a palma ao longo da curva dura,
pressionando para baixo apenas o suficiente para fazer Alex sibilar baixinho e balançar no toque.
Ela amava observá-lo desintegrar-se sob a sua mão. Seus dedos. Amava saber que poderia
excitá-lo tão facilmente. Após dias sem sexo, eles estavam quase desesperados por isto.
Jamie esfregou Alex com muita gentileza através da cueca até que uma mão veio e pegou seu
punho, apenas com força suficiente para deixar uma dorzinha para trás.
“Pare de provocar,” Alex rosnou, olhando para ela com uma expressão severa que ela tinha
certeza que era meio falsa, mas aquele rosnado não era. As palavras estremeceram pela coluna
de Jamie e direto para o pequeno acumulo crescente de calor na parte inferior da sua barriga.
“Entendi,” Jamie respondeu, abaixando os olhos e virando o rosto para que ele roçasse no
pênis ainda vestido. Ela escondeu o sorriso quando viu a mão de Alex agarrar as cobertas e ouviu
o gemido que ficou preso na sua garganta.
Ela puxou para baixo a cueca boxer justa e passou a mão ao redor da carne quente e nua.
Alex gemeu e Jamie deixou escapar um suspiro. Ela lambeu os lábios de novo, desta vez de
maneira inconsciente. Porra. Alex era bonito em todos os lugares e ela era lembrada do quanto
todas as vezes que tirava suas roupas.
Levantando os olhos para o rosto de Alex de novo, Jamie inclinou-se e pressionou os lábios na
cabeça do pênis de Alex, lento e quase reverente, só para ouvir a maneira como isto fazia a
respiração de Alex ficar presa no seu peito. Seus dedos emaranharam-se no cabelo dela, apenas
firme o suficiente para puxar. Ele arrastou Jamie gentilmente para frente até que ela não teve
outra escolha a não ser abrir a boca e deixar seu pênis deslizar entre os seus lábios, pesado
contra a sua língua.
Jamie deixou os olhos fecharem, inclinando a cabeça para trás um pouco para dar um melhor
ângulo para Alex, gemendo enquanto sua boca era preenchida completamente. Nem sempre ela
queria isto rápido e duro, mas às vezes ela queria e a excitava quando Alex estava muito excitado
para ir devagar, quando ele apenas exigia o que ele queria. Eles ainda não estavam bem neste
ponto. Jamie levantou as duas mãos para passar ao redor das suas coxas por algo em que se
segurar. Alex a puxou para trás e em seguida para frente de novo, um pouco mais rápido, mas
nunca duro o suficiente que ela não pudesse se afastar se ela quisesse, preenchendo-a um pouco
mais profundo. O pênis de Alex atingiu a parte de trás da sua garganta e Jamie permitiu que ele
deslizasse mais profundo, respirando pelo nariz.
“Porra,” Alex disse acima dela. “Jamie...”
Jamie gemeu ao redor dele de novo e foi recompensada com um tremor e um suspiro. Os
dedos de Alex apertaram seu cabelo. As mãos de Jamie nas suas coxas apertaram com gentileza,
dando uma permissão silenciosa.
As mãos de Alex deslizaram para baixo de modo que ele emoldurasse seu rosto, orientando-a
para trás e desta vez quando ele a puxou para baixo de novo, ele não parecia estar pensando
nem um pouco se Jamie poderia tomá-lo, somente o que ele queria e o que ele queria era a boca
de Jamie ao redor dele. Jamie gemeu ao redor dele, os dedos agarrando o denim do seu jeans.
“Bonita,” Alex estava dizendo. “Perfeita. Porra, Jamie.”
Outra investida e os polegares de Alex acariciavam gentilmente as maçãs do seu rosto. Jamie
levantou a mão e passou os dedos ao redor da sua bola, ondulando-a gentilmente e ouvindo o
palavrão de Alex. Se ela pudesse sorrir, sua expressão teria sido apenas um pouco convencida.
Os quadris de Alex empurraram e Jamie moveu a mão para a outra, repetindo o girar dos
dedos. Alex gemeu e foi isto. Seu sêmen derramou na parte de trás da sua língua, pela sua
garganta e Jamie recuou lentamente, lambendo os lábios.
“Alex,” ela suspirou.
Alex estava caído na cama como se seus ossos mal pudessem sustentá-lo e as mãos ainda no
rosto de Jamie. Elas puxaram para cima e Jamie elevou-se mais nos seus joelhos e inclinou-se para
o beijo que Alex reivindicou. Suas mãos a seguravam perto. Sua boca abriu a dela, a língua
reivindicando cada canto.
Quando ele recuou, sua mão deslizou entre eles e a palma pressionou contra Jamie através do
seu jeans, fazendo seus quadris empurrarem e sua respiração ficar presa.
“Porra,” ela ofegou. “Alex, por favor.”
Uma das suas mãos envolveu o braço dela, ajudando-a a ficar em pé e em seguida as duas
mãos de Alex estavam manuseando desajeitadamente o seu jeans e Jamie o ajudou a empurrá-lo
para baixo e para fora, chutando-o para longe.
“Sim,” Alex estava dizendo, ainda um pouco ofegante. “Maldição, Jamie. Mal posso esperar
para tirá-la destas roupas.”
Sua calça tinha saído então e a calcinha acompanhou rapidamente. Alex a puxou para a cama,
em seguida passou uma mão ao redor da sua coxa e abriu suas pernas. Jamie caiu apoiada nos
cotovelos sobre o colchão com um gemido, a cabeça inclinando para trás. Alex inclinou-se como se
ele não pudesse resistir ao arco do pescoço de Jamie e lambeu a curva.
“Por favor.” Ela não tinha pretendido dizer a palavra, mas sabia que Alex gostava de ouvi-la.
“Porra.”
“O que você quer, querida?” Alex mordiscou a curva da sua mandíbula. “Você quer meus
dedos?”
Jamie assentiu um pouco rápido demais. “Inferno, sim. Por favor.”
Outro beijo, desta vez pressionado no vão na base do seu pescoço e a mão de Alex deslizou
entre as coxas de Jamie. Ela ofegou quando elas deslizaram sobre o seu sexo, pressionando entre
os lábios onde ela estava pronta para ele.
“Já tão molhada para mim, Jamie,” Alex rosnou no seu ombro. “Exatamente o que eu quero.”
Jamie arqueou no toque e seus dedos agarraram os lençóis quando Alex deslizou um dedo
para dentro dela. Ele recuou e em seguida havia dois, dilatando-a, deslizando com facilidade na
evidência escorregadia do seu desejo.
“Porra. Alex. Vamos lá.”
Os dois dedos acariciaram o lugar dentro dela que fazia o prazer inflamar ao longo dos seus
nervos e Alex riu, baixo e satisfeito, quando as costas de Jamie arquearam. Outra carícia lenta e
provocadora e então os dedos de Alex dobraram para cima, pressionaram com força, esfregaram
círculos lentos que fizeram Jamie ofegar por ar entre os gemidos balbuciados. Porra. Era quase
demais e Alex sabia disto, sabia exatamente como desmontar Jamie.
“Como isto se sente, querida?”
“Bom,” Jamie respondeu, ofegante. “Realmente bom, Alex. Porra.”
“Vai gozar para mim, querida? Quero ver isto.”
“Sim. Sim.”
Três dedos então, ainda acariciando, circulando, parando para bater naquele lugar sensível e
fazê-la gemer. Jamie agarrava o nada, as unhas arranhando os lençóis com o movimento das suas
mãos desesperadas. Era bom. Era perfeito. Outra carícia, Alex inclinando-se e mordiscando seu
ombro, sua clavícula. Os dentes puxaram seu mamilo e Jamie gritou baixinho.
“É isto. Faça um pouco de barulho para mim, querida. Deixe-me ouvi-la.”
Outra carícia firme e Jamie deixou o barulho que queria escapar, sair sossegado. Seus quadris
balançavam nos dedos dele, implorando da mesma maneira que sua boca estava. Seus olhos
abriram e ela olhou para o branco total do teto do seu quarto sem realmente percebê-lo.
“Vamos lá, querida. Goze para mim.” Sua voz caiu para um rosnado. “Goze para mim, Jamie.”
Isto foi tudo que foi preciso. Prazer arqueou através dela e Jamie gozou com um soluço, as
pernas tremendo e os braços escorregando de debaixo do peso do seu corpo. Ela ficou deitada
nas cobertas e tentou se lembrar de como respirar de maneira adequada enquanto os dedos de
Alex desaceleravam e suavizavam suas carícias, levando-a lentamente para baixo.
“Maldição,” ela suspirou quando sabia como fazer palavras de novo. “Alex...”
Alex a pegou e puxou para perto e Jamie deitou a cabeça no seu ombro com um suspiro. Uma
mão quente acariciava para cima e para baixo pelas suas costas. Jamie virou a cabeça e roçou os
lábios no seu pescoço.
“Sente-se bem?”
“Eu?” Jamie riu. “Eu me sinto incrível. Não sei se serei capaz de andar novamente, mas eu me
sinto ótima.”
Ela foi respondida com uma risada e os dedos de Alex deslizando pelo seu cabelo.
“Acho que aceitarei isto como um elogio.”
“Bem, você deveria, porque foi um.”
Jamie mudou de posição um pouco no colo de Alex, talvez mais do que era necessário, seu
bumbum esfregando deliberadamente no seu pênis e Alex gemeu.
“Você está falando sério, Jamie? Você quer de novo depois disto?”
“Sempre quero isto de novo,” Jamie respondeu, virando-se nos braços dele para que ela o
montasse, os braços ao redor do seu pescoço e os seios pressionados na rigidez quente do seu
peito.
Suas mãos caíram para passar ao redor dos quadris dela e ela os girou, escorregando no seu
pênis e sentindo que ele começava a ficar duro debaixo dela.
“Vê?” ela disse, sorrindo para ele. “Você quer isto também.”
“Porra. Sim. Você é irresistível, querida. Se algum dia eu tiver você se contorcendo nua no meu
colo e não ficar duro, você poderá querer me levar ao médico.”
Jamie riu e balançou-se para baixo de novo, deslizando uma mão entre eles para que pudesse
acariciá-lo a uma ereção completa. Não demorou muito. Ela o segurou no lugar, esfregando o
clitóris na cabeça do seu pênis até que ele estava praguejando, as mãos agarrando os quadris
dela com mais força.
“Você é uma provocadora,” ele disse enquanto a levantava, Jamie mudando de posição para
que ele pudesse acariciar ao longo do seu sexo para pressionar na sua entrada.
“Sou?”
“Sim,” ele rosnou. “Uma provocadora terrível, Jamie Reid.”
E então suas mãos estavam puxando-a para baixo sobre a sua extensão e Jamie desistiu de
provocar completamente, os braços passando ao redor dele por apoio enquanto ele a preenchia.
Ela levantava com o empurrão das suas mãos e em seguida deslizava para baixo de novo,
acelerando para o ritmo que ambos conheciam de tantas outras noites passadas assim. Sua cabeça
descansou no ombro dele enquanto ela se movia e uma das mãos dele levantou de modo que ela
pressionava o espaço entre as suas omoplatas, segurando-a perto.
“Jamie,” ele disse e desta vez não havia um rosnado na sua voz. Ela estava baixa e dolorida
com desejo e Jamie sentiu o eco do seu desejo espiralando através dela. “Porra. Senti tanto a sua
falta.”
As mãos dele apertaram, tentando puxá-la ainda mais para perto.
“Dividimos a mesma casa, mas temos sido estranhos nela durante dias e eu odiei cada minuto.”
“Eu também senti sua falta,” Jamie respondeu, ainda balançando nele. “Não vamos mais brigar
assim. Nunca.”
Ele riu e se havia lágrimas escondidas nisto, Jamie não comentou sobre elas. “Não sei se isto é
possível, mas prometo que sempre farei o meu melhor para fazer as pazes com você de novo. De
preferência antes que o dia tenha terminado.”
“Fechado,” Jamie disse e em seguida ambos tinham acabado com as palavras, os únicos sons
entre eles, os sons dos seus corpos se movendo juntos, os sons do prazer que eles davam um ao
outro e tomavam um do outro.
Era isto que Jamie estava sentindo falta. Mais até mesmo do que o aspecto físico, mas ela tinha
sentido falta disto também. Mas esta proximidade. Alex ao redor dela e dentro dela, tão perto
quanto outra pessoa jamais poderia estar. E ela sabia que ele tinha sentido falta disto também.
Ela não iria permitir que as brigas se arrastassem assim de novo. Era terrível para ambos. Sexo
sempre parecia consertar as coisas entre eles.
Mas ela não iria pensar mais sobre isto. Ela iria pensar sobre Alex, suas mãos na pele dela e
seu hálito quente na curva do seu pescoço, seu corpo debaixo dela. Ela estremeceu com o prazer
destas coisas e sentiu o prazer construindo para um pico lento. Foi mais suave desta vez, mais lento
e mais gentil e quando ela gozou foi como uma luz tomando conta dela, perseguindo quaisquer
sentimentos ruins persistentes. Ela sentiu Alex segui-la sobre a borda, suas mãos apertando com
força apenas por um instante antes que ele relaxasse e ambos afundassem de novo na cama.
Deitada sobre o seu peito, Jamie levantou a cabeça e afastou o cabelo desgrenhado da testa
de Alex.
“Eu te amo,” ela disse, inclinando-se para pressionar os lábios na sua mandíbula. Seu rosto. Sua
boca. “Eu te amo muito, Alex.”
Uma das suas mãos levantou para passar gentilmente ao redor da parte de trás do pescoço
dela e Alex a beijou de novo, preguiçoso e explorando. “Eu te amo também,” ele disse quando se
afastou. “Mais do que qualquer coisa, Jamie. Eu juro.”
Desta vez ela acreditou nele. Qualquer outra coisa que pudesse vir, eles tinham um ao outro de
novo e o resto do mundo não poderia tocar nisto. Contentes na satisfação sexual, eles se
enroscaram juntos debaixo das cobertas e dormiram.

***

Quando o telefone tocou, Jamie estava preparando o jantar. Os gêmeos estavam sentados nas
suas cadeiras altas, rabiscando em um papel na tentativa de colorir. Jamie pegou o telefone
tocando, virando-o com uma mão para verificar o identificador de chamadas enquanto agitava o
molho de macarrão requentado com a outra. Quando ela viu o nome, ela o pegou e deslizou a tela
para atender.
“Mark,” ela disse. “Ei.”
“Ei, Jamie,” a voz de Mark disse no outro lado da linha. Ele parecia desanimando. “Desculpe
ligar para você bem na hora do jantar, mas este é o primeiro minuto que fui capaz de dar uma
escapulida hoje. As coisas estão uma loucura por aqui.”
Jamie achou que ele parecia que estava cansado também. Como se o trabalho constante do
negócio talvez também fosse demais para ele. Ela não disse isto. Provavelmente ele não queria
ouvi-lo. “Está tudo bem. Ainda estou preparando o jantar e Alex ainda demorará um pouco para
vir comer.”
Ele estava na academia, exercitando um pouco das suas frustrações nos equipamentos de
exercício.
“Na verdade, é sobre isto que eu queria falar com você,” Mark disse. “Alex. Não sei o quanto
você ouviu, mas nós tivemos uma briga e ele basicamente decidiu me renegar.”
A mão de Jamie apertou ao redor da colher que ela estava segurando. “Sei que vocês
brigaram. Ele chegou em casa com um humor terrível naquela noite e Christine disse algo sobre isto
quando sai com ela recentemente. Mas eu não sabia disto.”
“Bem, eu compreendo por que ele fez isto, eu acho. Mas não é...” Mark interrompeu a si mesmo
com um suspiro. “Não quero perder o que construímos juntos, Jamie. Não deixei que Nicholas
jogasse golfe aqui para machucar Alex. Apenas não achei que deixar algum cara rico, que
nenhum de nós gosta, gastar seu dinheiro no meu negócio fosse prejudicar alguém. Acho que não
pensei bem sobre isto.”
Jamie levou um momento para considerar as suas próximas palavras, os olhos na panela do
molho de macarrão. “Acho,” ela disse com cuidado, “que talvez para algumas pessoas não seria.
Mas Alex odeia Nicholas depois de tudo que aconteceu e seu relacionamento com ele ainda é
bastante novo, não importa o quanto ele tenha crescido neste período. A combinação destas coisas
significa que ele não se sentia tão seguro com você e vê-lo entretendo alguém que tentou sabotá-
lo a cada passo do caminho o machucou, Mark.”
“Eu sei,” Mark disse. “Sei que fiz isto. Porra. Não era isto que eu pretendia fazer.”
Ela achou que parecia que ele estava caminhando, respirando um pouco rápido demais.
“Mas, ouça, Jamie. Eu tenho um plano, ok? Um que ajudará Alex. E quando ele vê o que é,
tenho certeza que ele me ouvirá de novo. Enquanto isto, você poderia pelo menos conversar com
ele? Dizer que eu realmente não estou tentando trai-lo? Que eu me importo com ele?”
“É claro que conversarei com ele, Mark. Não gosto desta separação.” Jamie fez uma pausa,
levou a colher aos lábios para soprá-la com cuidado para que ela pudesse provar o molho.
Praticamente pronto. “Sobre o que é este plano que você está falando?”
“Não posso contar,” Mark respondeu. “Sei que parece meio tolo, mas confie em mim. Você
saberá quando for o momento.”
Não era tão tolo quanto preocupante, mas Jamie não pressionou o assunto. Os dois Reids
poderiam ser teimosos como uma rocha quando você os pressionava e ela realmente não queria
passar meia hora tentando quebrar as defesas de Mark.
“Irei falar com Alex,” ela disse porque era realmente a única coisa a dizer.
“Obrigado,” Mark disse. “Sério, Jamie. Obrigado por tudo. Realmente não teríamos um
relacionamento se não fosse por você.”
“Só... tenha cuidado, ok, Mark? Porque não quero que você se machuque.”
“Não vou me machucar, Jamie. Eu prometo. As coisas vão apenas melhorar. Para todos nós.”
A ligação encerrou. Jamie colocou o telefone para baixo e ficou olhando para ele por um
momento, as sobrancelhas franzidas. Seja o que fosse que Mark estava planejando, ela não sabia
se isto era realmente seguro e ficou um pouco preocupada. Ela desligou o calor sob o molho de
macarrão e em seguida começou a servir o macarrão da outra panela sobre o fogão, enchendo
uma tigela para ela e Alex e em seguida duas menores para os gêmeos, colocando-as onde elas
poderiam esfriar antes de dar para os gêmeos
Quando isto estava terminado, ela pegou seu telefone de novo e enviou uma mensagem de
texto rápida para Christine, pedindo para ela manter um olho em Mark. Pelo menos assim ela
saberia se ele fizesse algo nitidamente idiota.
Alex apareceu na porta da cozinha, o cabelo ainda despenteado após secá-lo com a toalha
depois do banho, vestido com uma camiseta e uma calça jeans velha. Jamie resistiu ao desejo de
lamber os lábios quando olhou para ele, mas ele deve ter visto o desejo no seu rosto porque
quando ele sorriu, foi perverso. Mais tarde, ela prometeu para si mesma. Mais tarde eles teriam
todo o tempo do mundo.
Ela colocou as tigelas na mesa e ela e Alex assumiram seus lugares de cada lado dos gêmeos.
“O treino foi bom?” ela perguntou.
“Na verdade, foi ótimo,” Alex respondeu enquanto servia o molho sobre o seu macarrão.
“Esqueci quão bom poderia ser ficar físico assim. As coisas têm estado tão ocupadas ultimamente
para me permitir isto.”
“Bem,” Jamie disse, sorrindo de maneira doce para ele no outro lado da mesa. “Teremos de
garantir que você tenha a chance de ficar físico com mais frequência.”
Alex riu e Jamie pegou a concha do molho de macarrão, colocando um pouco no seu próprio
prato e sorriu para o seu marido. Os gêmeos deram uma risadinha porque o pai deles estava
rindo e tudo estava certo com o mundo.
Capítulo 13
Quanto mais Mark tinha pensado sobre isto, mais ele sentia que talvez Erica tivesse um ponto afinal
de contas. Nicholas poderia não ter infringido nenhuma lei, mas ele sabia que o que estava
fazendo era errado. Se ele iria tentar arruinar a vida de alguém, Mark não iria se esquivar de
garantir que ele pudesse impedir as maquinações de Nicholas.
Mesmo assim, ele comprou os aparelhos de gravação com dinheiro. Ele não era um idiota. Um
tolo, talvez, mas definitivamente não um idiota.
Desde a discussão, Erica o evitava. Mas depois que ele saiu e comprou as escutas, Mark lhe
disse que ela estava certa. A lei não significava tanto quanto seu irmão. Ajudar Alex era mais
importante. E ele a abraçou e disse que ela era importante também. Desde que o clube tinha
ficado popular, o relacionamento deles tinha sofrido, os fios dele desfiando da mesma maneira que
ele estava preocupado que o relacionamento de Jamie e Alex estava. Ele gostaria de ter
conversado com Alex sobre isto, garantido que tudo estava bem, mas ele não tinha tido exatamente
a oportunidade e não iria ter uma de novo até que ele fizesse algo que chamasse a atenção do
seu irmão.
Quando ele tinha conversado com Jamie, ela tinha prometido que falaria com Alex, mas ele não
tinha muita esperança pelo resultado disto. De todas as pessoas ele sabia exatamente quão
teimoso seu irmão poderia ser. O que significava que ele tinha de conseguir algo bom sobre
Nicholas.
As gravações eram na maior parte um punhado de conversas sem sentido entre diferentes
convidados. Mark não ouviu mais do que alguns minutos de qualquer uma delas que não tivesse
Nicholas. Ele não iria violar a privacidade de mais ninguém se pudesse evitar. Mas ele realmente
não sabia o que estava procurando com Nicholas e este era o problema.
Durante o dia, ele ainda cuidava do country club. A carga de trabalho não tinha ficado mais
leve. Se qualquer coisa, tinha aumentado. Mas ele tinha começado a entrevistar novos funcionários,
incluindo um gerente que poderia lidar com muitas das emergências cotidianas que estavam
começando a deixá-lo exausto.
Na verdade, isto tinha sido ideia de Erica. Ela parecia ter muitas delas ultimamente. Não que
Mark se importasse. Ele estava usando toda a ajuda que poderia conseguir.
À noite, Mark ficava acordado até tarde e examinava as gravações que eles tinham. Ao longo
da última semana, Nicholas tinha estado somente em três e todas elas tinham sido completamente
inúteis. Ele não falava sobre Alex ou Reid Enterprises. Ele nem mesmo falava sobre negócios
realmente e Mark começou a se perguntar se ele usava a perspectiva das reuniões de negócio
como uma desculpa. Talvez ele apenas queria vir até aqui para jogar golfe e escapar das coisas
que ele deveria estar fazendo para os seus negócios. Mark tinha o mesmo desejo às vezes. Mas
não para o golfe. O golfe realmente não o levaria muito longe das suas responsabilidades.
Ele estava começando a desistir da esperança de realmente conseguir algo quando, cerca de
duas semanas depois que ele tinha instalado os microfones, ele pegou uma conversa e ouviu o
nome do seu irmão. Ele rebobinou.
“Então,” Nicholas estava dizendo quando ele começou a tocar a gravação de novo e Mark
aumentou o volume apenas um pouco. “Alex Reid está determinado a não permitir que eu consiga
minhas mãos na sua empresa. O que é, sem dúvida, admirável. Ele comprou ação suficiente da sua
própria empresa que não importa quem eu compre, não vou ter a maioria.” Ele riu e o som de uma
bola sendo acertada ecoou na gravação. “Isto não significa que não serei capaz de influenciar seu
conselho de diretores. Pelo menos persuadi-los na direção que eu quero que eles vão.”
“E que direção é esta?” uma voz desconhecida perguntou.
“Acho que isto se tornará evidente quando tiver acontecido,” Nicholas respondeu.
Era isto. Não havia mais nada e Mark fechou o laptop com um pouco de força demais,
levantando-se e afastando-se dele. Então Nicholas estava obviamente planejando algo. Erica
estava certa sobre isto e sobre como pegá-lo. A pergunta era: o que ele estava planejando?
A resposta para esta perguntou veio mais cedo do que ele tinha esperado.

***

Três dias após descobrir a conversa que finalmente tinha alguma prova de que Nicholas estava
aprontando algo, Mark saiu para o campo de golfe para encontrar o homem de cabelo escuro lá
com um pequeno grupo de pessoas. Ele não reconheceu imediatamente todos eles, mas reconheceu
o suficiente. Eram membros do conselho de diretores de Alex. Talvez não todo o conselho, mas o
suficiente para fazer uma grande diferença em qualquer voto ou questão que fosse colocado
para eles. E não importa por que eles estavam aqui, Alex teria de lidar com as consequências a
não ser que Mark pudesse impedir isto antes de começar.
“Olá,” Mark disse, aproximando-se deles. “Como vocês estão hoje? Algo que eu possa
conseguir para vocês?”
“Não,” Nicholas disse, “não precisamos de nada, mas obrigado pela oferta. Estamos aqui
apenas para tirar proveito do seu campo de golfe, como de costume.”
E para tirar proveito do meu irmão. Mark não deixou que este pensamento transparecesse no
seu rosto. Em vez disto, ele sorriu. Muito profissional. Muito educado. “Fico feliz em ouvir isto. É
sempre bom ver um dos nossos melhores golfistas de volta.”
“Você administra o tipo de clube que mantem todo mundo voltando, Mark,” Nicholas disse e
Mark fechou as mãos em punhos ao seu lado. Ele odiou a maneira como o homem disse o seu
nome. Havia algo estranho sobre isto. Algo que pareceu insinuar que Mark era de alguma maneira
inferior a ele.
“Nós tentamos.” Mark sorriu de novo. “Informe para mim ou um membro da equipe se houver
algo que possamos fazer para vocês a qualquer momento. Boa sorte com o seu jogo.”
“É claro,” Nicholas respondeu. “Tenha um bom jogo, Mark.”
Mark virou e afastou-se. Ele não tinha cumprimentado nenhum dos homens ou mulheres com
Nicholas, mas sabia que alguns deles tinham encontrado com ele antes e mesmo aqueles que não
tinham saberiam quem ele era. Ele esperava que a sua presença tivesse lhes causado uma
pontada de culpa que impediria Nicholas de persuadi-los para o seu lado sobre qualquer coisa
que ele os estivesse manipulando.
Em vez de voltar para lidar com os convidados e o restaurante e qualquer outra coisa que
precisasse ser lidado, Mark foi até a recepção e pediu para Christine que, por gentileza,
segurasse as ligações para ele por um breve período. Ela franziu o cenho para ele, sua expressão
um pouco desconfiada.
“Está tudo bem, Mark?”
“É claro,” Mark respondeu. “Está tudo bem. Apenas preciso de um tempo para fazer algo em
particular e telefonemas iriam me distrair do que estou trabalhando.”
Ela não parecia que acreditou nisto, mas mesmo assim concordou com a cabeça. “Ok, então. Irei
segurar as ligações para você.”
“Bom,” Mark disse. “Obrigado. Irei avisar quando estiver pronto para que elas recomessem
novo.”
“Estarei aqui.”
Mark virou-se e afastou-se da recepção, voltando para a cozinha e de lá para os seus
aposentos. Eles estavam vazios a esta hora do dia; Erica ainda estava lá fora ensinando. Ele
caminhou até o seu laptop e abriu, ligando o programa que funcionava com as escutas.
Normalmente ele ouvia as conversas antigas, mas hoje ele iria ouvir aquela que Nicholas e o
conselho de diretores estavam na realidade tendo. Se alguma das informações fosse sensível ao
tempo, ele a teria a tempo.
“Então vejam, cavalheiros,” Nicholas estava dizendo quando o som ligou, “e senhoras, há muitos
fatores para considerar na administração de um negócio como tenho certeza que vocês já sabem.
E um destes fatores é se a pessoa no topo é a certa para o trabalho.”
Os dedos de Mark agarraram a beirada da cadeira em que ele estava sentado, apertando
com força. Nicholas realmente acreditava que iria convencer o conselho de Alex para expulsá-lo
do trabalho? Eles poderiam fazer isto?
“E você está dizendo que a pessoa atualmente administrando Reid Enterprises não é a certa
para o trabalho?” uma voz de homem perguntou.
“Em absoluto,” Nicholas respondeu. “Não me atreveria a dizer para vocês o que pensar. Tudo
que estou dizendo é que, talvez, vocês precisam considerar um pouco mais sobre isto.”
“O Sr. Reid construiu a empresa literalmente do nada,” uma das mulheres no grupo disse. “Ele a
administra há anos e somente ficou mais rentável. Que motivos poderíamos ter para discordar da
maneira como ele tem administrado o seu negócio?”
Mark ouviu Nicholas suspirar.
“Nitidamente,” ele disse, com uma expressão de grande sofrimento, “não estou explicando isto
muito bem.”
Não, Mark achava que ele estava explicando isto perfeitamente. Ele apenas não queria que as
pessoas que ele estava tentando manipular soubessem exatamente o que ele queria.
“Como vocês sabem, as circunstâncias de vida do Sr. Reid e, portanto, suas prioridades,
mudaram drasticamente nos últimos anos. E ainda mais depois que seus filhos nasceram. Antes ...”
Houve o som de um taco acertando uma bola, “ele era completamente devotado a Reid Enterprises.
Completamente preparado para trabalhar até a morte, eu acho, para manter seu negócio
funcionando.”
“E agora ele não está?”
“E agora ele tem uma esposa e dois bebês para pensar. E quando ele está passando todo o
seu tempo no trabalho, ele não está passando tempo com eles, o que tenho certeza é angustiante
para a sua esposa. Jamie o quer em casa.”
Houve um momento de silêncio e Mark desejou que ele pudesse ver o que estava acontecendo,
mas instalar câmeras estava fora de questão.
“Acontece que eu sei,” Nicholas continuou, “que eles brigaram recentemente e que a última
briga foi bastante desagradável.”
Como diabos ele poderia saber disto?”
“Ele brigou com seu irmão também. Todo mundo no country club sabe disto. Eles não sabem
exatamente sobre o que, mas sabem que ele saiu furioso e não voltou desde então. Mark e eu
temos um ótimo entendimento. Ele sabe com seu irmão é. Ele concorda comigo”
Mark respirou fundo e soltou isto lentamente. É claro que Nicholas iria dizer uma merda como
aquela. É claro que ele iria.
“Então o que estou apenas sugerindo é que o Sr. Reid tem estado dividido entre o seu negócio
e a sua família. E eventualmente ele vai ter de tomar uma decisão. Se ele escolhe o seu negócio,
poderia perder sua esposa. Se ele escolhe sua família, então ele não estará trazendo os tipos de
resultados que todos vocês estão acostumados. De qualquer maneira, alguém perde.” Outra pausa.
“Não é que eu acredite que ele esteja fazendo algo errado. Alguém na sua posição estaria tendo
problemas. É que não acredito que seja justo para ele ter toda a pressão da empresa sobre os
seus ombros quando ele também tem uma família para criar.”
Oh, certo. Era exatamente isto que Nicholas pensava. Bastardo nojento.
“Então o que você está dizendo,” uma voz que Mark reconheceu vagamente disse, “é que o Sr.
Reid tem muito sobre os seus ombros.”
“Exatamente.”
Houve outra batida do taco contra uma bola e em seguida Mark ouviu seus passos. Eles
estavam descendo em direção ao green.
“E o que você propõe fazer sobre isto?” uma mulher perguntou.
“Estou propondo que tiremos um pouco do peso do Sr. Reid. Ele precisa estar livre para passar
mais tempo com a sua família sem estar preocupado que o seu negócio sofrerá. Se vocês votarem
por unanimidade para trazer alguém para ajudar com a administração da empresa, então ele
terá de obedecer aos seus desejos, dono majoritário ou não.”
“Ele já tem Zander,” um dos membros do conselho disse. “Que, até onde eu posso dizer, é
excelente no seu trabalho.”
Houve uma risada tranquila que Mark sabia que tinha sido Nicholas.
“Oh, acredite-me, não tenho nada de ruim para dizer sobre Zander. Tenho certeza que ele é
excelente no que faz e que sua ajuda é inestimável para o Sr. Reid. Mas ele também é um
subordinado. O que significa que não pode realmente dizer nada e esperar que Alex ouça.
Porque Alex tem o poder de veto. O que ele realmente precisa é de alguém em pé de igualdade
com ele. Alguém que possa cuidar da empresa da mesma maneira que ele e lhe dê algum tempo
para passar com a sua família.”
“E este alguém seria...?”
Ele, é claro, Mark pensou amargamente. Como se ele não estivesse tentando colocar suas
garras na Reid Enterprises o tempo todo. Quão idiotas eles eram para não ver isto? Talvez fosse o
momento para Alex conseguir novos membros para o conselho, porque os atuais pareciam não
estar se saindo muito bem no seu trabalho.
“Bem,” Nicholas disse, “não posso dizer quem deveria ser, porque não sou exatamente
imparcial. Eu diria escolham alguém que também tem muitas ações da empresa. Alguém que irá se
preocupar genuinamente com ela.”
E Nicholas, por acaso, tinha a maior parte das ações depois de Alex. A mandíbula de Mark
enrijeceu até quase doer. Ele podia ver agora por que Alex tinha sido tão cauteloso com Nicholas
e tão certo que Mark faria algo idiota por causa dele. O homem parecia praticamente hipnotizar
as pessoas. Ele tinha os membros do conselho praticamente comendo na sua mão. Havia mais
alguns, Mark sabia, provavelmente aqueles que ele não tinha sido capaz de pegar, mas eles não
eram uma grande maioria para realmente salvar o lugar de Alex no seu negócio.
É claro, Alex poderia simplesmente demitir todos e administrar o negócio completamente
sozinho, mas isto não ajudaria com a situação familiar de Alex e por mais que Mark odiasse admiti-
lo Nicholas estava realmente certo sobre isto. Alex teria de escolher entre a família e o trabalho e
embora Mark já soubesse o que Alex escolheria, ele não acreditava que o conselho tivesse algum
direito de se imiscuir nesta decisão. Quando Alex escolhesse a família ao invés do trabalho, então
eles poderiam começar a conversar sobre tentar encontrar alguém para ajudar a preencher as
lacunas. Até lá, eles precisavam parar de se envolver.
“Este alguém não seria você, não é?” uma das mulheres perguntou. Ele achava que era a
primeira mulher que tinha falado. Ela não parecia que estava perguntando algo de uma
perspectiva empresarial e sim, que estava flertando com ele.
“Não, a não ser que o conselho considerasse que isto era uma boa ideia,” Nicholas respondeu.
“Não gostaria de presumir nada.”
Ele estava presumindo muitas coisas. Inclusive presumindo que Alex não iria pegá-lo
O que eles precisavam era de uma maneira de expulsá-lo. Fazê-lo vender todas as suas ações
do negócio e garantir que ele jamais compraria mais. O problema era que Mark não tinha ideia
como fazer isto.
A conversa mudou então e eles não falaram mais sobre a Reid Enterprises. Mark tirou os fones
de ouvido que estava usando, colocando-os sobre a mesa com o laptop e ligou para Christine para
avisá-la que ele estava aceitando as mensagens de novo. Não tinha havido nenhuma no tempo em
que ele tinha estado ouvindo Nicholas levar o conselho no papo.
Ele precisava de algo que pudesse provar. Pelo menos para Nicholas. Algum tipo de vantagem.
Ele endireitou-se e puxou o laptop para mais perto, digitando uma busca no Google.
Capítulo 14
O telefone de Alex tocou. Sem olhar para ele, ele pegou e virou, atendendo a ligação. “Alex Reid.”
“Alex,” a voz do seu irmão disse, “é Mark. Ouça. Não desligue. Por favor.”
Ele estava a meio caminho de pressionar o botão para encerrar a ligação, mas Alex parou com
o pedido, debatendo-se internamente. Jamie tinha lhe dito que ele não deveria ignorar seu irmão e
Alex sabia que ela estava certa, mas isto não impedia a raiva de surgir quando pensava sobre o
que Mark tinha feito.
“Se você tem um motivo para a ligação,” ele finalmente disse. “Você tem dois minutos para
explicá-lo.”
“Sei o que Nicholas está aprontando... e sei como me livrar dele.”
Alex ficou muito imóvel. A mão que estava no mouse, folheando páginas, parou. “Você o quê?”
“Sei o que Nicholas está tentando fazer,” Mark disse, muito rápido. “Eu o ouvi conversando com
alguns dos membros do seu conselho.”
“Você o ouviu conversando com membros do conselho?” Alex disse lentamente.
“Sim,” Mark respondeu. “No country club. Ele os trouxe.”
“Ele levou os membros do meu conselho no seu clube?” O cara tinha coragem. Alex tinha de dar
crédito para Nicholas ali.
“Ele estava examinando esta besteira sobre você ter de decidir entre a sua família e seu
negócio e como não é justo para você ter de carregar todo o peso da Reid Enterprises quando tem
uma esposa e bebês em casa. Ele está tentando convencê-los a determinar um parceiro que teria
tanto controle quanto você sobre o negócio.”
“Querendo dizer ele,” Alex disse categórico.
“Este foi o significado que tirei disto. Eles estavam comendo da mão dele. Não sei como ele faz
isto.”
“Ele é um excelente mentiroso.”
Não houve nenhuma resposta de Mark e no silêncio Alex examinou as notícias nos seus
pensamentos. Então Nicholas estava tentando se esgueirar na sua empresa através do seu
conselho. Não era uma surpresa. Mas o fato que Mark soubesse era. E Mark tinha dito que sabia
como impedir isto.
“Então o que você está propondo para detê-lo?”
Houve outra pausa no outro lado da linha e Alex se perguntou se Mark tinha mudado de ideia.
“Contratei um detetive particular,” Mark disse. “E consegui algumas informações sobre
Nicholas.”
Isto parou Alex imediatamente. “Você fez o quê?”
“Olhei o passado de Nicholas,” Mark disse. Alex podia ouvir o nervosismo na sua voz.
“Honestamente não sei por que você não fez isto antes. Um cara tão poderoso e tão corrupto tem
de ter algum tipo de sujeira no seu passado. Ele tentou cobrir isto, mas não conseguiu esconder
toda a evidência, não importa quanto dinheiro ele jogou para isto.”
“Jogou para o quê?” Alex exigiu.
“Preciso lhe dizer pessoalmente,” Mark disse.
“Você acha que ele vai descobrir se você me contar pelo telefone?”
“Não,” Mark disse. “Mas eu realmente gostaria de conversar com você cara a cara, Alex.”
“Sim,” Alex disse. “Ok, Mark. Passe em casa quando você tiver um tempo hoje à noite. Estarei
em casa em algum momento depois das cinco ou das seis.”

***

Mark bateu na porta às seis e Jamie apressou-se para abri-la. Alex observava da cozinha
enquanto ela envolvia seu irmão em um abraço. Jake dançava ao redor dos seus pés,
choramingando animadamente. Quando ambos entraram na sala, Alex deu um passo à frente e,
após um momento de hesitação, abraçou seu irmão também. Os braços de Mark abraçaram-no
com força por um instante e em seguida ele estava recuando, sorrindo. A expressão era um pouco
insegura, mas estava lá.
“Presumo que você decidiu me deixar voltar para o grupo familiar?” ele perguntou, nem tanto
uma piada como ele tinha obviamente esperado que seria porque sua voz hesitou no fim.
Alex olhou para Jamie, que lhe deu um olhar que dizia que era melhor ele dar a resposta certa
e ele sorriu para Mark. “Sim. Acho que não sou tão bom em guardar rancor como eu costumava
ser.”
Mark riu e um pouco do peso saiu dos ombros de Alex. Apesar da sua idiotice, o
relacionamento deles não tinha sido completamente destruído.
“Conte o que você tem sobre Nicholas.”
Jamie voltou para os gêmeos, que estavam sentados em um cobertor no chão, brincando com os
blocos. Ela agachou-se ao lado deles, mas Alex poderia dizer que ela ainda estava ouvindo a
conversa.
“Certo,” Mark disse, tirando uma pasta que ele estava carregando debaixo do braço e
deixando cair sobre a mesa. “Então, na última vez,” ele continuou, “você não mandou prender
Nicholas porque não conseguiu provar nada contra ele, o que significava que ele estava livre para
voltar. Desta vez, você ainda não pode provar nada contra ele no lado empresarial. Ele é muito
cuidadoso para isto. Não sei se isto sequer funcionará como evidência policial, mas você pode
definitivamente tornar isto conhecido na imprensa e ninguém vai querer colocá-lo como um sócio na
Reid Enterprises depois disto. É hora de usar a mídia da maneira que eles gostam de devorar
merda sobre você.”
Mark abriu a pasta e revelou várias páginas de informações digitadas assim como uma
pequena pilha de fotos. Alex pegou a primeira e se viu olhando para um carro com a frente
amassada, marcas de derrapagem na estrada atrás dele.
“O que é isto?”
“Isto,” Mark disse, “é o carro que Nicholas bateu, matando o motorista.”
Houve um suspiro de Jamie e então ela estava parada ao lado deles, olhando para as fotos
também, uma mão sobre a boca.
“Como você sabe que foi ele?”
“Havia uma testemunha na cena que anotou a placa do motorista em fuga. Curiosamente, a
ligação nunca deu em nada. O oficial responsável pelo caso simplesmente abandonou isto e todo
mundo meio que esqueceu. Enquanto isto, um Aston Martin outrora muito bonito apareceu em uma
das partes menos agradáveis da cidade, toda a identificação removida. Nenhum proprietário
jamais se apresentou para reivindicá-lo, mas Nicholas realmente prestou queixa na polícia
declarando que o seu próprio carro, coincidentemente aquele que apareceu dois dias depois, tinha
sido roubado.”
“Se o carro foi roubado ou até mesmo se ele alega que foi,” Alex disse, “então não há
nenhuma prova que ele o estava dirigindo”
Mark tirou outra foto da pilha, esta é uma foto de câmera de tráfego mostrando Nicholas
atrás do volante de um carro. “Esta foi tirada na noite da batida. Na verdade, poucos minutos
antes. Ninguém investigou sobre isto.”
Alex afastou-se da pasta sobre o balcão, seus pensamentos rodopiando. Nicholas tinha batido
em alguém e fugido, depois pagou para a polícia cobrir isto. Você não poderia pagar a polícia,
não é? Ou poderia ser preciso somente um policial ruim.
“Não consigo acreditar que ele faria algo assim,” Jamie disse. Ela fez uma pausa. “Na
verdade, consigo.” Balançando a cabeça, ela voltou para os gêmeos que estavam completamente
alheios a tensão acontecendo acima das suas cabeças, arrulhando e dando risadinhas enquanto
construíam torres de blocos e as derrubavam de novo.
Alex olhou para as fotos. “Se levamos isto para a imprensa,” ele disse lentamente, “é isto para
Nicholas.”
“Meus pensamentos exatamente.” Mark sorriu. “E acho que levamos para a polícia também.
Mas mesmo se eles não puderem fazer nada sobre isto, a imprensa não vai deixar o dinheiro ficar
no caminho. Ele não pode pagar todos eles. Eles vão se divertir muito.”
“E como você disse, quando as pessoas souberem que ele é um assassino, não vão aceitá-lo em
nenhum lugar perto da Reid Enterprises. Mesmo se ele ainda mantiver as suas ações, o conselho
não vai ouvir nada que ele disser. Ele poderia vender barato e causar um pequeno dano, mas a
empresa é grande o suficiente para se recuperar disto.”
Pela primeira vez desde que ele tinha descoberto que a Sunrise Investments estava comprando
suas ações, Alex conseguia ver uma luz no fim do túnel. E quando eles tivessem cuidado disto... Ele
virou-se para olhar para Jamie, observando-a balançar um bloco enquanto o segurava na direção
dos gêmeos, Lilli estendendo a mão para agarrá-lo. Quando isto estivesse acabado, ele poderia
entregar um pouco da carga de trabalho para Zander e passar mais tempo em casa com sua
família, onde ele pertencia.
“Então,” ele disse, virando para Mark, “como fazemos isto?”
“Deveríamos ir até Nicholas primeiro?” Jamie perguntou. “Avisá-lo sobre o que temos e pedir
gentilmente para recuar? Talvez ele teria a chance de sair sem perder sua reputação.”
“Por que deveríamos fazer isto?” Mark perguntou. “Ele não tem feito nada além de atormentar
você e Alex. Você realmente acha que ele merece uma chance? Bancar o bonzinho com este cara
não vai detê-lo. Ele precisa ser atingido com força. Ele é implacável.”
“Não importa se ele faz ou não,” Alex disse. “Se vamos até ele com isto antes de irmos com
outra pessoa, ele encontrará uma maneira de se safar. Ele tem muito dinheiro e bons advogados.
Tem de ser um grande choque para que ele não possa sair à frente disto.”
Jamie suspirou. “Ok. Você está certo. Acho que apenas odeio a ideia de ir atrás de alguém
assim.”
“Ele veio atrás de nós assim,” Alex lembrou. “Ele não vale a sua simpatia, Jamie. Você lembra o
que ele fez com Gina.”
A expressão de Jamie endureceu e ela assentiu. “Sim. Eu me lembro. Ok. Nicholas vai cair.”

***
Foi muito fácil conseguir a história na imprensa. Tudo que eles tiveram de fazer foi enviar
anonimamente cópias dos arquivos relevantes para meia dúzia de publicações diferentes e o resto
seria feito por eles. Os arquivos que eles enviaram para a polícia, Alex também enviou sem a sua
identidade anexada. Ele não queria chegando em Nicholas que ele tinha estado envolvido. Não
quando isto poderia colocar Jamie e os gêmeos em perigo.
A notícia fez sucesso rápido. Havia mais de uma dúzia de artigos sobre a colisão e fuga em
questão de horas. Alex não as leu, mas leu por alto as manchetes, Jamie lendo sobre o seu ombro.
GRANDE ERRO DO BILIONÁRIO.
CEO da Sunrise Investments Pagou a Polícia.
Cadeia parar Nicholas de novo?
“Acho que está feito então,” ela disse, endireitando-se enquanto Alex fechava a janela do
navegador.
“E já vai tarde,” Alex concordou. Ele virou-se para olhar para ela, levantando-se da cadeira e
passando os braços ao redor da sua cintura para puxá-la para ele.
Jamie inclinou a cabeça para trás assim poderia encontrar seus olhos, o sorriso que tinha sido
muito raro ultimamente, no seu rosto.
“Acho,” ele rosnou, “que você e eu temos algum tempo perdido para compensar.”
“Oh? É mesmo?”
Em vez de responder, Alex inclinou-se para pressionar seus lábios nos dela, sua boca abrindo
para o beijo para que ele pudesse saboreá-la. Seus braços levantaram para envolver o seu
pescoço e Alex estava a cerca de dois minutos de pegá-la e carregá-la para o andar de cima
quando seu telefone tocou. De maneira relutante, eles se separaram.
“Será apenas um minuto, querida,” Alex disse enquanto pegava o telefone, atendendo sem
olhar a tela.
“Que diabos você acha que está fazendo?” Nicholas gritou antes que ele sequer tivesse
colocado o telefone na orelha. “Não tente negá-lo! Sei que foi você quem enviou aquela história
para a mídia! Não sei como diabos você conseguiu isto, mas você está passando dos limites aqui.”
“Passando dos limites da mesma maneira que você? Da mesma maneira que você fez minha ex-
namorada fingir que estava grávida? Da mesma maneira que você tentou se esgueirar usando
Gina? Da mesma maneira que você tentou mexer com Jamie? Ou você quer dizer da mesma
maneira quando você decidiu tentar se inserir na minha empresa ao manipular os membros do meu
conselho com bobagens sobre como eu não poderia lidar com Reid Enterprises e ter uma família ao
mesmo tempo?”
No outro lado da linha, Nicholas ficou em um silêncio assustado por um minuto. “Não sei sobre o
que você está falando,” ele finalmente disse.
“Não?” Alex olhou para Jamie, que estava parada na porta com os braços cruzados sobre o
peito, obviamente ciente com quem ele estava falando. “Porque soube por uma fonte fidedigna
que você levou vários deles para jogar uma rodada de golfe no Little Lake Country Club. Que,
como você pode se lembrar, é de propriedade do meu irmão, Mark. Ou você se esqueceu disto?”
Nicholas gaguejou. “Seu irmão é um idiota.”
“Sério? Ele é o culpado aqui? Você achou que não importaria para ele que você estivesse
tentando me sabotar por anos? Somos uma família, Nicholas. Família cuida uns dos outros.”
“Então família também caí junto, Alex,” Nicholas cuspiu.
“Não,” Alex disse, “não caí. E aqui está o porquê.” Ele deu alguns passos para frente, em
seguida girou nos calcanhares e caminhou na outra direção. “O único motivo pelo qual você
escapou com o seu comportamento completamente desleal é porque você é rico e porque você em
uma boa reputação. Mas não importa quanto dinheiro você tem agora, Nicholas. Meu conselho não
vai deixar você chegar perto deles. Todas aquelas pessoas que teriam seguido você quando você
deixou o country club de Mark antes que isto acontecesse, não vão a lugar nenhum com você
agora. Você não cometeu apenas algum tipo de mancada empresarial. Você matou alguém. E
embora alguns policiais possam ter olhado para o outro lado porque você acenou um pouco de
dinheiro debaixo do nariz deles há oito anos, eles não podem agora. O país inteiro está os
observando; eles querem saber que até mesmo os homens ricos não estão acima da lei. E a mãe
daquela criança que você matou? Ela não vai embora.” Alex balançou a cabeça. “Na verdade,
quase sinto pena de você. Porque você perdeu toda a sua influência. Suas ações já estão caindo.
Sua reputação está arruinada. E no momento em que você conseguir tudo isto de volta, você vai
ser praticamente um ninguém que não haverá nada que você possa fazer comigo ou com a minha
empresa.”
“Por quê?” Nicholas sibilou. “Por que fazer isto assim, Alex?”
“Porque você não iria parar. Tentei ser legal sobre isto, mesmo depois do que aconteceu com
Gina, mas você continuou vindo atrás das coisas e das pessoas que eu me importo e eu não
poderia deixar isto continuar acontecendo. Então eu detive você.”
Houve um silêncio no outro lado da ligação.
Então Nicholas riu, um som curto e mordaz. “Imagino que todos nós fazemos o que é preciso,”
ele disse.
A ligação encerrou.
“Acho que sim,” Alex disse baixinho. Nicholas não tinha nada. Nenhuma influência. Nada com o
que retaliar.
“Fazer o quê?” Jamie perguntou, vindo do seu lugar ao lado da porta.
Alex ergueu o olhar do telefone na sua mão e sorriu para ela, estendendo a mão e passando
os braços ao redor dela assim que ela se aproximou. “O que precisamos fazer,” Alex disse, “para
manter nossas famílias seguras.”
Ela olhou para ele. “Então acabou?”
“Acabou,” Alex respondeu. “De verdade, desta vez.” Ele sorriu para ela, absorvendo as linhas
do seu rosto e atraindo-a para mais perto para sentir a pressão quente do seu corpo contra o
dele.
“E acho que você e eu estávamos no meio de algo.”
Em vez de lhe dar uma chance para responder, ele a pegou nos braços e a carregou para o
andar de cima ao som da sua risada.
Capítulo 15
“Acho que estou finalmente pegando o jeito disto,” Mark disse, olhando para o campo de golfe
enquanto o sol se pondo o pintava de ouro. “Ou pelo menos descobrindo como continuar com cinco
horas de sono e em um modo constante de crise.”
Erica, parada ao seu lado de braço dado com ele, riu. “Acho que na verdade é o primeiro. As
coisas parecem ter se acalmado um pouco ultimamente.”
“É verdade que não tenho de lidar com tantas emergências de cozinha,” Mark disse, virando-se
apenas o suficiente para olhar para ela. “Graças a Deus pelo novo gerente. Não sei se poderia
ter continuado administrando este lugar sem alguma ajuda. Não sou nenhum cozinheiro. Gosto de
comer, não descobrir como cozinhar.”
“É bom que você percebeu isto no início.” Erica pressionou-se um pouco mais perto do seu lado.
“Muitas pessoas continuam tentando fazer isto por conta própria até que desmoronam sob a
tensão.”
“Alex nunca fez isto,” Mark comentou. “Ele apenas continua e continua e continua. Não importa
o quanto acumule sobre ele. Jamie é da mesma maneira. Tivemos de praticamente arrastá-la para
fora do escritório depois que os gêmeos nasceram.” Ele encolheu os ombros. “Acho que é por isto
que eu estava tentando fazer tudo isto sozinho aqui. Queria estar à altura do meu irmão.”
Erica virou-se e uma das suas mãos acomodou-se na sua bochecha, virando-o para que ele
encontrasse os seus olhos. “Você não precisa estar à altura de Alex,” ela disse. “Você é ótimo
apenas sendo você. E este lugar que você administra está indo muito bem sob o estilo de
administração de Mark Reid.”
Estava. Depois de todas estas semanas, as coisas estavam finalmente se acalmando. O
restaurante estava funcionando sem problema e os suprimentos para a cozinha estavam chegando
a tempo. Nada tinha dado terrivelmente errado ultimamente. Mark tomou isto como um sinal
positivo. Apesar de todas as lutais iniciais, este country club era o que ele estava destinado a ser. E
ele estava destinado a fazer isto com Erica ao seu lado.
Ela estava olhando para o campo de golfe, a luz do sol captando seu cabelo e dourando as
linhas do seu rosto e Mark tinha certeza que ele nunca tinha visto nada mais bonito do que ela
naquele momento. Ele ainda não tinha contado para ninguém, mas estava pensando em olhar
alianças. Talvez não imediatamente; ele não queria se apressar em nada, especialmente não
depois da sua ex-esposa e das discussões que eles tinham tido ao longo das últimas semanas, mas
ele traria o assunto à tona com Alex e veria o que o seu irmão achava. Ele já sabia que Jamie
estaria a bordo. Jamie estava tentando arranjar uma garota legal para ele há muito tempo.
E falando em Jamie, Mark lentamente afastou-se da vista e deu um passo na direção do
estacionamento onde o carro estava à espera.
“Pronta para ir?” ele perguntou para Erica.
“Pronta,” ela disse.
A meio caminho do estacionamento, Mark parou, dando tapinhas nos seus bolsos.
“Droga. Acho que deixei as chaves do carro no prédio.”
Erica ergueu a sobrancelha para ele, a boca curvando em um sorriso. “Você deixou as chaves
do seu carro? Sério, Mark?”
“Sim, sério. Irei pegá-las. Levará apenas um segundo.” Ele saiu correndo antes que ela pudesse
responder, mas ele tinha certeza que ela teria muito tempo no carro a caminho da casa de Alex e
Jamie para zombar dele. Ele tinha certeza que as chaves ainda estavam na cômoda. Quando
alcançou o prédio ele desacelerou para uma caminhada rápida, acenando com a cabeça para
alguns clientes à medida que passava por eles em direção a cozinha e a escada que conduzia aos
seus aposentos.
Christine estava sentada na escada. Ela olhou para cima com os olhos arregalados com o som
dos seus passos e ele notou com uma onda de preocupação que havia rastros de lágrimas no seu
rosto. Ele desacelerou seu passo e em seguida parou completamente, acomodando-se ao lado
dela.
“Ei,” ele disse. “Qual é o problema?”
Ela balançou a cabeça, como se não fosse responder.
“Sou seu irmão. Bem, cunhado. Irmão para todos os efeitos. Você sabe que pode me contar as
coisas,” Mark sorriu para ela. “Prometo não divulgá-las para nenhuma outra alma viva.”
Christine conseguiu um sorriso fraco. “É realmente uma bobagem.”
“Eu duvido. Apenas me conte.”
Seus ombros caíram e ela suspirou. “Provavelmente você não sabe porque realmente não falei
sobre isto com ninguém além de Jamie, mas eu conheci um cara aqui. Karl. Ele foi realmente legal. E
eu sai com ele em um encontro que foi realmente muito bem. Achei que poderíamos realmente ter
uma chance juntos.” Ela balançou a cabeça. “Tive outro encontro com ele na noite passada e
quando estávamos nos preparando para sair sua esposa ligou.”
As sobrancelhas de Mark ergueram. “Ele disse que era sua esposa no telefone?”
“Não.” Christine riu um pouco, ainda chorosa. “Ele não precisou me dizer. Ele tinha o telefone
alto o suficiente que eu poderia ouvir o que estava sendo dito e era óbvio pela maneira como ele
falava com ela. Depois que ele desligou, eu o fiz me contar.”
Com cuidado, movendo-se de maneira bastante lenta que Christine poderia se afastar se
quisesse, Mark passou um braço ao redor dos seus ombros. Ela enrijeceu, como se estivesse
surpresa pelo contato e em seguida relaxou, apoiando a cabeça nele.
“Isto é terrível, Christine, sinto muito.”
“Sabe o que é engraçado?” Ela não se virou para olhar para ele enquanto falava e sua voz
estava suave. “A antiga eu — aquela que era tão terrível com Jamie — teria simplesmente seguido
em frente. Eu não teria me importado que ele fosse casado porque minha mãe me ensinou que a
felicidade de mais ninguém importa tanto quanto a minha. Estava pensando sobre isto quando fui
embora. Pensando sobre como em determinado momento eu poderia ter sido feliz com ele. Ou feliz
até que ele me contasse que não iria deixar sua esposa porque eles nunca deixam e eu me
perguntei o que isto quer dizer sobre mim que eu sequer considerei isto.”
“Diz que você é uma boa pessoa,” Mark respondeu. “O fato que você pensou sobre como você
poderia ter feito há muito tempo e reconhecer que talvez houvesse uma parte de você que
gostaria que ainda pudesse agir assim não significa que você ainda é esta pessoa. Você foi
embora quando descobriu que ele era casado. É isto que importa.”
“Apenas pensei que éramos uma combinação tão boa.”
O braço de Mark apertou um pouco ao redor dos ombros esbeltos da sua cunhada. “Ninguém
que trairia a sua esposa é uma combinação boa para alguém como você, Christine. Seja o que for
que você pudesse ter sido no passado, você é o tipo de pessoa que agora merece muito melhor do
que isto.”
Ela olhou para ele finalmente e desta vez o sorriso que ela deu foi genuíno. “Você é realmente
gentil por dizer isto.”
“É apenas a verdade.”
Eles ficaram sentados por mais um minuto em silêncio, mas Mark sabia que se ele não saísse
logo Erica viria procurando por ele e provavelmente ele deveria se levantar. Ele deixou o braço
escorregar dos ombros de Christine para que pudesse se levantar e em seguida estendeu a mão
para ela.
Ela a aceitou, levantando-se.
“Você vai jantar na casa de Jamie hoje à noite?” ele perguntou.
“Eu deveria.”
“Bem, então, você não deveria perder isto.” Mark começou a subir a escada, fazendo um gesto
para Christine acompanhá-lo para que ele pudesse pegar as chaves na cômoda. “Você pode
pegar uma carona comigo e Erica se quiser. Iremos deixá-la em casa na volta e você pode tirar o
dia de folga amanhã. Iremos descobrir uma maneira de levar seu carro até você.”
“Isto é realmente doce, mas acho que prefiro não tirar o dia de folga, se você não se importa.
Mais tempo para pensar sobre isto não é realmente o que eu quero”
Mark pegou as chaves que estavam exatamente onde tinha achado que estariam e virou-se
para olhar para Christine. “Você não precisa se não quer, é claro. Compreendo o valor de
trabalhar suas frustrações. Mas, por favor, não hesite em vir até mim se algum dia você precisar de
algo.” Ele seguiu para a porta de novo, fazendo uma pausa para sorrir para ela por cima do
ombro. “Você é família, Christine. Vou estar sempre aqui para você.”
“Não preciso de uma carona,” Christine disse, “mas poderia aceitar esta sua oferta em algum
momento. Obrigada. E, sabe, eu o considero família também, então se você precisar de algo a
oferta vai no sentido contrário também.”
“Você conseguiu isto,” Mark disse, lançando um sorriso para ela. “Irei me certificar em pensar
sobre coisas com as quais eu possa desperdiçar seu tempo.”
Isto conseguiu uma risada dela e Mark sentiu-se realizado.
“Verei você na casa de Alex e Jamie, certo?” ele perguntou enquanto se separavam no final da
escada.
Christine assentiu e sorriu. “Te vejo lá.”
Capítulo 16
Jamie abriu a porta na primeira batida e sorriu quando viu Erica e Mark parados no outro lado.
“Oi! Entrem. Meu pai já está aqui, então sintam-se à vontade para juntarem-se a ele na sala de
estar com os gêmeos se quiserem. Alex está concluindo uma ligação e em seguida descerá.”
“Parece bom,” Mark disse, já passando por ela, Erica acompanhando.
Ela os observou ir com um sorriso. Erica era realmente boa para Mark. Ele parecia mais feliz
com ela. Mais brilhante. E ela parecia que gostava de estar perto dele. Jamie não tinha tido muita
chance para realmente conversar com ela, mas iria se certificar de conseguir isto em breve. Ela
queria saber mais sobre a mulher por quem seu cunhado estava tão apaixonado.
Um momento depois outra batida anunciou a chegada de Christine, que parecia um pouco
cansada, mas sorriu quando Jamie a conduziu para dentro.
“Você está bem?” Jamie perguntou.
“Sim,” Christine disse Jamie não estava completamente certa se acreditava nela, mas Christine
assentiu. “Quero dizer, irei ficar.”
Havia uma história e Jamie queria saber, mas se sua irmã não queria trazer isto à tona hoje à
noite ela poderia deixar isto por um tempo. Deveria ser uma ocasião feliz para todos eles,
celebrando o fato que Reid Enterprises estava fora de perigo e que Little Lake Country Club
estava ficando forte. E, de maneira mais privada, era uma celebração do fato que Alex começaria
a entregar mais do seu trabalho para Zander para que ele pudesse começar a passar mais tempo
em casa com ela, Lilli e Benton. Era uma noite boa.
Quando Jamie e Christine entraram na sala de estar, Mark estava no chão com os gêmeos
fazendo sons de laser com, de todas as coisas, um cachorro de brinquedo. Os gêmeos estavam
completamente satisfeitos com as suas palhaçadas e Jamie apenas balançou a cabeça, apoiando-
se no batente da porta para observar enquanto ele voava o cachorro ao redor deles em círculos.
Erica, empoleirada na beirada do sofá, tinha uma expressão no rosto que Jamie tinha certeza que
significava que ela estava pensando que bom pai Mark seria e Jamie não se deu ao trabalho de
tentar esconder seu sorriso com a ideia. Eles teriam as crianças mais lindas.
Passos atrás dela alertaram Jamie da presença de Alex, que passou um braço ao redor da sua
cintura e apoiou o queixo no alto da sua cabeça, observando seu irmão brincar com Lilli e Benton.
Ela o sentiu sorrir.
“Acho que ele deveria ter alguns filhos em breve, huh?” ele sussurrou apenas alto o suficiente
para Jamie ouvir.
“Ele poderia,” Jamie disse, olhando para Erica, que ainda estava observando Mark com um
tipo de olhar apaixonado no rosto que Jamie tinha certeza que Alex tinha visto.
Christine, que parecia um pouco mais feliz do que quando entrou pela porta, decidiu se juntar a
Mark no chão então e ele entregou-lhe um bloco, que ela imediatamente enviou atrás do avião
cachorro, os dois rindo. Benton e Lilli gritavam e tentavam pegar os brinquedos. Jamie, rindo, olhou
para cima e descobriu que a expressão de Erica tinha azedado, seus lábios pressionados com
força e a mandíbula cerrada.
“Ou talvez não,” ela disse, “se ele não avisá-la que não há nada acontecendo entre ele e
minha irmã.”
Alex riu. “É melhor ele fazer isto muito em breve, pela aparência disto.
Da cozinha atrás deles, o temporizador do forno soou e Jamie bateu palmas para chamar a
atenção das várias pessoas reunidas na sala. “É o jantar,” ela disse, sorrindo quando todos eles
olharam para ela e Alex recuou para permitir que eles seguissem para a cozinha enquanto Jamie
tirava o assado do forno e o colocava no centro da mesa onde já havia pratos fumegantes de
purê de batata e milho. Quando ela se virou, Mark tinha Benton nos braços e Benton estava dando
risadinhas enquanto seu tio fazia cócegas debaixo do seu queixo. Christine estava segurando Lilli,
murmurando para ela com uma voz muito baixa para Jamie ouvir.
Seu pai já tinha se sentado à mesa e Jamie deixou a mão cair no seu ombro enquanto
passava. Ele olhou para cima e sorriu. Isto, Jamie pensou enquanto Alex colocava o último dos
copos de água na frente das pessoas e Mark e Christine colocavam Lilli e Benton nas suas cadeiras
altas, é exatamente o que uma família deveria ser. Todos eles juntos, rindo e sorrindo e Alex em
casa. Não ficaria mais perfeito do que isto
Ela sentou-se à mesa e olhou para a pequena reunião com um brilho quente no seu peito.
“Obrigada, pessoal, por vir hoje à noite,” ela disse quando o barulho tinha se acalmado o
suficiente para que ela pudesse falar. “Sei que falei sobre uma tradição de jantares de domingo
antes e isto meio que desmoronou, mas eu realmente gostaria de começar a fazer isto de novo.”
“Todos vocês são bem-vindos para vir ao country club alguns domingos também,” Mark disse.
“Se você não quiser cozinhar.” Seu sorriso era desavergonhado. Ele sabia que Jamie não tinha
cozinhado.
Ela olhou para ele. “Isto é tão doce, Mark.”
“Apenas fazendo o meu dever de irmão.”
“Você vai cozinhar quando for a sua semana?”
Ele colocou a língua para ela.
“Poderíamos nos revezar,” o pai de Jamie sugeriu. “Ter um na minha casa às vezes.”
“Isto seria ótimo, Pai.”
“Agora que isto está decidido,” Alex disse, “eu realmente gostaria de comer.”
Jamie riu para o aceno ansioso de concordância de Mark, balançando a cabeça. “Tudo bem.
Não irei tomar mais do deu precioso tempo. Ataquem.”
Eles fizeram isto, passando os pratos para lá e para cá e enchendo seus pratos. Em pouco
tempo o som da risada estava flutuando para o teto, Mark aparentemente fazendo o seu melhor
para fazer Christine sorrir e parecendo convencido todas as vezes que ele a divertia com algo
ridículo. Ele realmente teria de conversar com Erica, Jamie pensou, observando o rosto da outra
mulher todas as vezes que a atenção de Mark se afastava dela, mas ela estava feliz em ver sua
irmã e cunhado se dando bem. Antes que os gêmeos nascessem, ela não tinha acreditado que seria
sequer capaz de apresentar Christine para Mark, muito menos ter os dois sentados juntos na
mesma mesa, jantando sem que qualquer briga surgisse.
Mas aqui estavam eles. Todos eles. Bem, nem todos. Jamie reservou um pensamento breve para
a sua mãe, esperando que para onde quer que ela tivesse ido desta vez que ela estivesse pelo
menos segura, mas feliz que eles não tinham de dividir o jantar com ela. Ela tinha feito o seu
melhor e simplesmente não havia como falar com a mulher mais velha.
A mão de Alex esbarrou na dela e Jamie olhou para cima para encontrá-lo observando-a com
preocupação, percebendo que ela tinha ficado um pouco perdida nos seus pensamentos. Ela
sacudiu-se para fora deles.
“Estou bem, querido. Estava apenas pensando.”
Ele deu uma porção de purê de batata para Benton e olhou de novo para ela. “Sobre o quê?”
Na mesa, Mark tinha feito com que Erica contasse uma história sobre algum cara que ela
aparentemente tinha estado instruindo que tinha flertado com ela e Christine estava balançando a
cabeça, o pai de Jamie rindo. Jamie olhou de novo para o seu marido e deu um sorriso lento e
perverso.
“Você não gostaria de saber, Sr. Reid.”
Seus olhos escureceram e ela sentiu um pequeno arrepio agradável de calor. De repente, ela
esperava que o jantar acabasse um pouco mais rápido.

***

No momento em que todo mundo foi embora, Jamie estava mais do que pronta para que fosse
apenas eles dois. Ela acenou enquanto a porta fechava atrás de Mark e Erica e em seguida virou-
se para apoiar-se no peito de Alex. Os gêmeos tinham sido colocados na cama uma hora antes
com a ajuda de Christine e a casa estava tranquila. Alex estendeu a mão, a ponta dos dedos
afastando uma mecha desgarrada de cabelo para longe do rosto de Jamie e em seguida
arrastando uma linha suave pelo seu rosto.
“O que você acha de irmos lá para cima?” ele perguntou como se já não soubesse a resposta
“Mmm.” Jamie fechou os olhos, apoiando o rosto na sua mão quente. “Isto está bem para mim.”
Surpreendia Jamie quão pouco Alex precisava fazer para deixar todo o seu corpo vivo. Ele
somente teve de tocar seu rosto e pequenos arrepios já percorriam sua coluna, ela já imaginava
suas mãos no seu pescoço, costas e ombros. Calor estava acumulando-se sob a sua pele. Ela o
queria agora. Mas isto não era nada novo; ela sempre o queria.
“Jamie,” ele disse, a voz baixa e um pouco rouca, arrastando o dedo pela sua boca.
Ela moveu rapidamente a língua para fora para roçá-la nele, em seguida beijou a sua ponta,
sentindo Alex estremecer sob o toque e sorrindo um pouco convencido com quão fácil ela poderia
afetá-lo em troca.
Ele acariciou seu rosto, aproximando-se o suficiente que seus narizes estavam se tocando. Com
apenas um pouco de esforço, seus lábios poderiam estar se tocando a qualquer momento. Jamie
quase inclinou-se para cima para fazer isto acontecer. Os dedos de Alex arrastaram pelo seu
cabelo e em seguida sobre a parte de trás do seu pescoço e Jamie suspirou, estremecendo um
pouco com o prazer disto.
Era ridículo o quanto ela o desejava. Quão fácil e naturalmente seu corpo respondia a ele, até
mesmo para coisas tão pequenas e simples como o toque da ponta dos seus dedos no seu rosto e
pescoço. Os casais não deveriam querer menos sexo à medida que o tempo passava? Parecia que
ela estava sempre querendo mais e Alex definitivamente não estava reclamando. Ele deslizou a
mão ao longo da coluna.
“Gosto das suas mãos,” Jamie disse, abrindo os olhos para olhar para ele. “Não sei se algum
dia eu disse isto antes, mas elas são mãos boas.”
Alex riu, acariciando seu rosto de novo com a mão que não estava repousando na parte
inferior das suas costas. “Não sei se isto é doce ou apenas estranho.”
“É completamente normal,” Jamie protestou. “Na verdade, elas são mãos muito boas. Você
pode fazer um monte de coisas com elas.” Ela deu-lhe um longo olhar por baixo dos cílios.
“Comigo.”
Seu sorriso bonito ampliou-se em uma risada. “Agora estamos chegando em algum lugar.”
“Estamos chegando em algum lugar,” ela concordou, trazendo a mão dele até a sua boca para
que ela pudesse beijar cada dedo, em seguida beijando o dorso da sua mão e olhando para ele
de novo. “Onde você gostaria de ir?”
“Acho que eu já disse,” Alex disse, sua voz um pouco mais rouca. “Para o quarto. Onde posso
fazer coisas com você.”
Foi a vez de Jamie de rir e ela recuou rapidamente assim ele não poderia pegá-la, puxando-a
com ele pela mão que ela ainda segurava. “Para o quarto então,” ela disse e ele acompanhou.
Eles caíram na cama juntos, Alex inclinando-se sobre ela, ambos respirando um pouco mais
rápido.
“É onde você quer estar?” Jamie provocou.
“Bem...” o sorriso de Alex assumiu uma aresta maliciosa, “posso pensar em alguns outros lugares
onde um poderia gostar de ir.”
“Oh?” De repente ela estava estremecendo com antecipação e desejo. “Conte.” Ela passou uma
mão lentamente pela extensão do seu peito largo e musculoso. “Eu quero ouvir.”
As mãos de Alex deslocaram para a parte de trás do seu pescoço, empurrando para o lado os
cachos macios do seu cabelo antes de pressionar no músculo ali, massageando de uma maneira
que a fez quase ficar mole. Maldição, era bom. “Que tal isto?”
Jamie ajustou-se ligeiramente para que ela pudesse inclinar a cabeça para frente, dando-lhe
melhor acesso ao seu pescoço e ombros. Pelos próximos poucos minutos, Alex trabalhou gentilmente,
mas com firmeza na área, liberando a tensão acumulada que parecia não ter desaparecido
completamente mesmo depois que a bagunça com Nicholas acabou. Jamie deixou seus olhos
fecharem, deleitando-se na atenção e sensação das mãos dele na sua pele.
“Isto é bom, querida?” Alex perguntou.
“Oh, sim,” ela quase gemeu as palavras. “Exatamente assim.”
Por mais um minuto ou dois, pelo menos e em seguida ela iria insistir que ele fosse para mais
alguns lugares, porque por mais agradável que a massagem fosse, havia muito mais dela que
precisava ser tocado. Ela imaginou as consequências desta linha de pensamento, os dois nus,
suados e cansados, emaranhados juntos na cama. Ela sabia exatamente como seria. Qual seria a
sensação.
“Alex...” Desta vez ela gemeu.
Ele rosnou e ela pressionou mais perto dele, desejando — precisando — seu corpo contra o
dela. “Jamie?” ele perguntou, o hálito quente na sua orelha e enviando o calor inflamando através
dela.
Ela inclinou a cabeça para cima, passando uma mão atrás da parte de trás do seu pescoço e o
atraiu para baixo para beijar sua boca bonita duro. Eles se derreteram um no outro, os braços
dele ao redor da sua cintura, as mãos dela segurando seu rosto e eles se beijaram de novo. E mais
uma vez e a língua dele lambia seus lábios, procurando entrada e ela deixou que ele a tivesse,
gemendo de novo com o gosto dele.
Quando Jamie afastou-se, ela estava sem fôlego, doendo com desejo.
“Alex...” ela gemeu e deslizou as mãos do seu rosto para o peito, percorrendo de novo as
linhas familiares dos músculos logo abaixo do tecido fino da sua camisa. As pontas dos seus dedos
moveram-se cada vez mais para baixo até que eles pairassem bem no cós da sua calça.
“Vire?” ela pediu e Alex ergueu as sobrancelhas para ela, mas fez como ela disse, rolando
sobre suas costas.
Jamie posicionou-se em cima dele, montando sua cintura, as mãos pressionadas no seu peito. Ela
inclinou-se para frente, um sorriso brincando nos seus lábios e o beijou com gentileza no pescoço. E
em seguida, o sorriso ficando mais amplo, ela o mordeu.
“Jamie!” As costas e pescoço de Alex arquearam e ele rosnou seu nome através de dentes
cerrados, fazendo com que ela estremecesse e girasse os quadris contra os deles.
Ela não conseguiu reprimir o sorriso amplo que irrompeu no seu rosto e Alex olhou para ela
como se quisesse fazê-la pagar por isto, mas permaneceu imóvel debaixo dela, as mãos ao redor
das suas coxas. Seus polegares acariciavam círculos sobre a pele ali e Jamie não sabia se seria
capaz de levar isto tão devagar como tinha planejado afinal de contas porque ela o desejava
com desespero
“Tire sua camisa,” Jamie disse já alcançando os botões.
Uma risada ofegante escapou dele. “Como se você precisasse pedir,” ele retrucou, as mãos
alcançando os botões de maneira que ele estava desabotoando os superiores e ela os inferiores.
Eles se encontraram no meio e Jamie levou um momento para admirar a vista enquanto sua camisa
abria
Ela beijou seu pescoço de novo, com gentileza desta vez, sem morder e em seguida começou a
beijar uma trilha até o seu peito, deixando suas unhas se arrastarem levemente ao longo dele
enquanto ela seguia em frente. As mãos dele apertaram ao redor das suas coxas de uma maneira
que sugeria que era melhor ela começar com isto antes que ele assumisse o controle. Jamie sorriu
para ele e continuou descendo até que ela parou no seu cós. Após um momento de pausa, ele
rosnou seu nome e ordenou para ela “Mova-se um pouco mais rápido. Porra. Jamie...”
Ela puxou lentamente sua calça e cueca pelas suas pernas e jogou-as de lado.
Ele já estava duro e Jamie não perdeu nenhum tempo em passar as mãos ao redor da sua
extensão. Ela lhe deu um olhar demorado e acalorado por baixo da cortina do seu cabelo loiro.
“Jamie. Vamos lá, querida. Quero sentir esta sua boca perfeita.”
Sorrindo, de maneira amável Jamie inclinou a cabeça e passou os lábios ao redor dele.
Alex gemeu, os quadris balançando para cima nas suas mãos pressionadas neles para mantê-
los para baixo. Seus dedos emaranharam-se no cabelo dela, as mãos no alto da sua cabeça.
“Jamie,” Alex gemeu. “Porra. Jamie.”
Sua reação foi todo o encorajamento que ela precisava. Ela pensou em esperar por um
segundo, permitindo que Alex recuperasse o fôlego, mas não, ela queria mantê-lo bem na borda
até que ele não conseguisse aguentar mais. Ela queria ouvi-lo gemer por ela. E, se ela fosse
honesta consigo mesma, ela não conseguiria esperar também.
Ela arrastou a língua pela extensão do seu eixo, para cima e ao redor da cabeça, beijando a
pontas antes de tomá-lo inteiro na sua boca mais uma vez.
Ele estremecia enquanto ela trabalhava sua boca nele, as mãos apertando o cabelo dela, mas
não o suficiente para puxar. Ele tentou dizer algo, talvez o seu nome, mas uma rispidez gutural
pareceu ser o único som que saiu e Jamie permitiu-se sentir um pequeno rubor de orgulho com a
sua habilidade de reduzi-lo a isto. Tão faminto por ela.
Os sons que ele fazia eram o encorajamento suficiente para continuar fazendo exatamente o
que ela estava fazendo. Sua cabeça balançava para cima e para baixo na sua extensão, a língua
saboreando cada parte dele que ele tinha para oferecer. Ela amava a sensação dele na sua
boca. Amava a maneira como a sua cabeça se debatia nos lençóis como se ele pudesse aliviar um
pouco da pressão assim. Normalmente era ela implorando por mais. Era agradável vingar-se de
vez em quando e enlouquecer um pouco seu marido forte e bonito.
Ela tinha uma mão ao redor da sua base, a outra na sua coxa musculosa e ela podia senti-lo
ficando tenso, seu corpo contraindo com força com prazer e desejo. Já perto da borda.
“Jamie,” ele ofegou, esticado como um fio debaixo dela e ele agarrou seu cabelo, fechou os
olhos e falou com os dentes cerrados. “Jamie. Porra. Eu vou gozar.”
Ela não parou.
De repente ele ofegou e ficou imóvel. Cada tendão no seu corpo pareceu tensionar enquanto
ele transbordava, pulsando e derramando-se na sua boa. Ele estava dizendo algo incoerente que
poderia ter sido o seu nome. Quando ele terminou, ele desmoronou de volta sobre a cama,
respirando com dificuldade.
“Jesus,” ele ofegou. “Jamie. Você é incrível.”
Ela olhou para ele, em seguida de maneira lenta e deliberada lambeu a ponta do seu pênis,
sorrindo quando ele empurrou e xingou baixinho. Risada borbulhou do seu peito.
Ele olhou para ela e em seguida estava rindo também, um som cansado e feliz. Ele estendeu a
mão e passou os braços ao redor dela, puxando-a para cima para deitar ao lado dele. “Te amo,
Jamie.” Ele a beijou uma vez, duas vezes, em seguida afastou o cabelo do seu rosto. “E não só
porque você é a mulher mais quente do mundo e sua boca é perfeita.”
“Lisonja não irá levá-lo a lugar nenhum,” Jamie acusou sem calor. Ela aproximou-se mais dele.
“Eu te amo também.”
Um silêncio confortável e satisfeito prolongou-se entre eles. Por um minuto Jamie apenas
apreciou ficar deitada ali, os braços dele envoltos com firmeza ao redor dela e seu corpo
pressionado tão perto do dela. Em um minuto ela começaria a exigir a sua própria satisfação, mas
até lá ela apenas queria apreciar a satisfação prolongada no abraço do seu marido.
“Você está quente,” ela finalmente disse e sua mão foi até o peito dele e acomodou-se ali.
“Gosto quando você fica assim.”
Alex deu-lhe um olhar que sugeria que ele estava se perguntando o que tinha acontecido com
ela. “Acho que suado poderia ser uma descrição melhor.”
“Isto também.” Ela olhou para ele. “Mas também nu e sorrindo.” Ela sorriu, lançando a sua voz
um pouco mais baixo. “E exausto.”
“Bem, teremos de nos certificar que você me tenha assim com mais frequência,” ele disse e
Jamie estava mais do que bem com isto.
Ela girou os quadris, jogando uma perna por cima da dele de maneira que ela pudesse
balançar-se na sua coxa. De repente as roupas que ela estava usando pareciam uma constrição
muito grande e ela escorregou para fora dos seus braços para que pudesse se ajoelhar e tirar o
suéter que ela tinha usado para o jantar, em seguida saiu do jeans. Sua calcinha acompanhou e ela
estava tão nua quanto ele. Ela deixou-se cair de novo de maneira que ela estava ajoelhada sobre
ele e em seguida inclinou-se e o beijou.
Isto deveria ser breve, apenas um roçar rápido da sua boca na dele, mas Alex passou uma
mão ao redor do seu pescoço e a arrastou para ela de novo, beijando-a demorado e lento até
que ela estivesse sem fôlego e tonta de desejo. Quando ela recuou, Alex olhou para ela, aqueles
olhos azuis quentes com apreciação e amor. Ele passou as mãos grandes pela sua cintura para
segurar o peso dos seus seios nelas, os polegares acariciando os mamilos e fazendo sua coluna
arquear.
Ele estava duro de novo debaixo dela. O estômago de Jamie vibrou e uma poça de calor tinha
se espalhado da sua cintura para baixo. Ela balançou os quadris, esfregando-se nele e fazendo
os dois gemerem.
“Diga-me o que você quer, querido.” Ela olhou para ele, estendido na cama deles. “Diga-me.”
Ele agarrou seus quadris com força em suas mãos. “Quero você, Jamie.” Sua voz foi um
rosnado de novo, aquele som que sempre fazia todo o seu corpo corar com desejo. “Quero você.”
“Você me tem,” ela respondeu e a vibração no seu estômago floresceu em um desespero
incandescente.
De repente as mãos de Alex nos seus quadris os virou, de modo que ela estivesse olhando nos
seus olhos e Jamie agarrou seus ombros. Ele pressionou-se dentro dela e ela gemeu.
“Te amo,” ele disse, baixo e quente e com desejo. “Maldição, Jamie, eu te amo tanto.”
“Eu te amo também,” ela sussurrou enquanto ele encontrava seu ritmo, balançando contra ela,
preenchendo-a com cada investida. “Eu te amo tanto, Alex.”
Ele empurrou os quadris, conduzindo mais de si mesmo para dentro dela, gemendo com o tipo
de prazer que a fazia balançar para cima para encontrá-lo, sua barriga contraindo e todo seu
corpo quente.
“Diga-me,” ela ofegou de repente, olhando no seu rosto que era tão familiar agora, tão
querido. “Diga que você me quer.”
Alex olhou para ela, seus olhos ardendo com o mesmo desejo ardente que ela podia sentir
queimando sob a sua própria pele. “Quero você.” Ele rosnou as palavras na sua garganta, a mão
deixando seu quadril para se arrastar abaixo do seu umbigo, abaixo da sua cintura até que seus
dedos se enterraram entre as suas coxas e encontraram o que eles estavam procurando.
“Quero você, Jamie,” ele disse enquanto seus dedos esfregavam, movendo-se rapidamente
para frente e para trás sobre a pequena protuberância do seu prazer, fazendo com que ela
engasgasse seu nome, além do desejo firme na sua garganta.
“Quero você,” ele disse de novo, os dedos se movendo cada vez mais rápido, encorajado pelos
gemidos ávidos de Jamie, pelo balançar dos seus quadris. “Quero você, Jamie. Quero você.”
Ela respirou fundo bruscamente, o nome dele caindo da sua língua. Seus dedos ainda estavam
nela, aumentando a pressão e o desejo ansioso e dolorido. Ela estava balançando contra ele cada
vez mais rápido, não conseguiria parar mesmo se quisesse, não conseguia pensar mais.
“Quero você, Jamie,” ele disse, baixo e urgente. “Preciso de você. Te amo.”
“Oh, por favor,” ela gemeu, todo seu corpo quente e arqueando, tanta pressão acumulada e
ela estava tão perto. Tão perto. “Oh, por favor, oh, por favor.”
Alex empurrou-se mais dentro dela e ela se contorcia e balançava naquela sensação perfeita,
corpos unidos, balançando e precisando. Prazer disparou através dela, queimando ao longo dos
seus nervos e Jamie explodiu com isto, gritando seu nome de novo enquanto ela gozava.
“Jamie...” Seu nome nos lábios de Alex, um rosnado baixo de prazer e desejo e cada musculo
no corpo dele estava de repente tão esticado com um fio prestes a arrebentar. Ele estremeceu de
repente, ofegou e a seguiu.
Ele caiu sobre ela, ambos respirando com dificuldade.
“Alex...” Até mesmo dizer isto pareceu um enorme esforço.
Alex deslocou seu peso apenas o suficiente de modo que ele não estaria apoiando-se
completamente nela e ela podia sentir seu coração batendo contra as costelas, um ritmo para
combinar com o batimento frenético do seu. Ele passou um braço por cima dela e pressionou-se no
seu lado. Nenhum dos dois falou enquanto seus corações e respirações desaceleravam.
“É apenas eu,” Alex disse finalmente, “ou nós somos realmente bons nisto?”
Jamie riu. “Não,” ela disse, “acho que somos realmente bons nisto.”
“Então fico feliz em saber que não estou imaginando isto,” ele disse, rindo com ela, sua mão
levantando para deslizar pelo cabelo dela. “Quanto mais apaixonado estamos, melhor é o sexo, eu
acho.”
“Bem, então não é de admirar que seja tão incrível.”
Sua boca encontrou a dela e o beijo foi lento, doce e perfeito.
“Apenas pense,” Jamie disse quando eles se separaram de novo. “Quando você não está
trabalhando doze horas por dia, podemos fazer isto com muito mais frequência.”
“Vou estar aguardando ansioso por isto,” Alex respondeu, “e por mais tempo com os
amendoins. Eles estão crescendo tão rápido. Não quero perder isto.”
Ele mudou de posição então, subindo na cama para que ele pudesse puxar as cobertas para
baixo e Jamie rastejou para cima ao lado dele.
“Você não vai perder isto,” ela disse, acomodando-se com a cabeça no seu peito e ouvido o
batimento lento e constante do seu coração no escuro. “Você vai estar aqui para cada parte disto.”
Seu braço passou ao redor dela, abraçando-a. “Eu vou,” ele prometeu. “Sempre, Jamie. Não
vou a lugar nenhum.”
Capítulo 17
“Grande dia hoje, não é?” Zander disse alegremente enquanto Alex saia no seu andar.
Alex sorriu para o homem que estaria assumindo um pouco do trabalho que ele finalmente tinha
sido persuadido a delegar. Ele não estava completamente seguro quando tinha decidido promovê-
lo, como Zander se sairia com um lugar mais proeminente na empresa quando o outro homem
sempre tinha parecido trabalhar melhor nos bastidores, mas a escolha tinha provado ser uma boa;
Zander não sido nada além de ajuda desde a promoção.
“Não sei realmente se é um evento tão grande,” Alex disse. “Mas tenho de dizer que, na
verdade, estou aguardando ansiosamente chegar em casa em uma hora decente hoje à noite.”
Na verdade, isto o surpreendeu, o quanto ele estava aguardando ansiosamente por isto. Não
que ele não quisesse ir para casa e passar um tempo com Jamie e os gêmeos, mas Reid Enterprises
tinha sido a coisa mais importante na sua vida até que ele conheceu Jamie e mesmo depois ele não
estava seguro que queria desistir do enorme papel que isto representava. Ou o papel que ele
desempenhava nela. Ele tinha se perguntado se, quando chegasse o dia, ele iria se ressentir por
ter de entregar uma parte da sua empresa nas mãos de outra pessoa. Agora que isto estava aqui,
ele estava descobrindo que estava apenas feliz em saber que voltaria para casa em um horário
razoável que Jamie estaria feliz e que ele teria mais horas no dia para passar com seus filhos ao
invés de atrás de uma mesa.
“Mais poder para você,” Zander disse e Alex levantou a mão em um aceno breve antes de
entrar no seu escritório.
Ele não estava desistindo da Reid Enterprises completamente, pelo menos. E ele não teria de se
preocupar mais sobre Nicholas. O CEO da Sunrise Investments não tinha conseguido escapar do
longo braço da lei uma segunda vez e seu julgamento estava marcado para o final de janeiro. Até
lá, ele estava solto em fiança, livre para continuar a administrar a sua empresa, mas sua reputação
tinha tido uma reviravolta dura para o pior e a maioria das pessoas não queria ter muito a ver
com nenhum dos dois. O que estava bem com Alex. Isto significava que Nicholas não tinha poder
suficiente para ameaçá-lo. Mesmo com sua presença reduzida no escritório, Reid Enterprises estaria
segura. Ela era uma boa empresa. Bem construída. Ele tinha confiança que ela ficaria bem mesmo
se ele não estivesse lá para supervisionar quase todos os minutos de todos os dias.
Ainda sentindo a leveza agradável que vinha com o fato de saber que estaria indo para casa
para uma esposa feliz após um dia de trabalho mais curto do que aqueles que ele estava
acostumado a ter, Alex puxou os arquivos financeiros que tinha marcado para examinar ao longo
da última semana quando um dos contadores os tinha trazido para a sua atenção. Provavelmente
nada demais, ele tinha dito, apenas uma discrepância nos números que poderia ser resultado de
algum tipo de erro de cálculo, mas seria melhor se Alex verificasse isto. Os registros financeiros
eram tediosos, mas se havia algo acontecendo com eles, Alex queria saber.
Ele rolou a página para baixo do primeiro relatório, fazendo uma pausa de vez em quando
para verificar duas vezes os números. E então ele parou. Lá, ele podia ver, estava a discrepância
que o contador tinha comentado. Não era algo tão óbvio a não ser que você fosse alguém que
trabalhava com números diariamente. Apenas uma pequena quantia inferior ao que Alex achava
que deveria ser. Ele verificou os números.
Sim. Estava inferior. A mandíbula cerrando, Alex abriu um novo arquivo e marcou o problema,
em seguida seguiu em frente.
Havia outra anomalia. E em seguida, alguns documentos depois, outra.
Elas não eram como as cobranças óbvias que tinham começado a aparecer na conta da
empresa quando Gina tinha sido um peão para os truques de Nicholas. Estas eram ligeiras
flutuações nos números mensais de investimentos. Flutuações que não deveriam ter estado lá. E
todas as vezes, elas afetavam os números para uma empresa diferente, o que deveria ter
tornando isto menos suspeito, mas agora que ele tinha visto o padrão Alex não conseguia acreditar
que não era nada além de proposital.
Ele ligou para o contador que tinha enviado os documentos e perguntou o tinha feito ele notar
a mudança nos números porque não era grande o suficiente que teria se destacado imediatamente
como uma bandeira vermelha a não ser que você já estivesse procurando por isto.
“Bem,” o contador disse, sua voz nervosa. “Este é realmente o problema... Não notei isto
sozinho. Um dos funcionários da TI me disse que tinha notado um dos empregados abrindo arquivos
que pareciam não ter nenhuma ligação com os negócios acontecendo no momento. Então ele
examinou isto e me disse para verificar os números nos relatórios financeiros para ver se a trilha
conduzia para onde ele achava que conduzia.”
“E conduziu,” Alex disse. “É por isto que você trouxe isto para mim.”
“Exatamente, Sr. Reid. Apenas imaginei que se algo está dando errado, você gostaria de saber
sobre isto mais cedo do que mais tarde.”
“Você sabe que empregado estava puxando os arquivos?”
“Não. Mas posso dizer que o cara da TI que trouxe isto para mim foi Lebowitz.”
“Irei ligar para ele então,” Alex disse. “Obrigado, Sr. Martin. Você foi muito útil.”
Ele encerrou a ligação com o contador e ligou para a mesa do Sr. Lebowitz. A ligação foi
atendida imediatamente.
“Olá, Sr. Reid. O que posso fazer por você?”
“Ouvi dizer que você esteve envolvido em indicar um problema em potencial para um dos
contadores,” Alex disse.
“Oh. Sim. Eu estive. Havia alguns documentos passando e sendo puxados que eu achei que era
um pouco estranho, então imaginei que era uma boa ideia dizer algo para alguém.” Sr. Lebowitz
falava quase rápido demais. Como se estivesse correndo através do que ele tinha para dizer
assim não seria interrompido. Mas Alex achava que se lembrava de ter se encontrado com o
homem antes e ele tinha estado igualmente apressado, então provavelmente não era um sinal de
atividade suspeita.
“Eu aprecio isto. Mesmo se não há nada acontecendo, é melhor examinar mais profundamente
algo e estar errado do que realmente não olhar.” Alex fez uma pausa e em seguida continuou.
“Você pode me dizer que funcionário estava solicitando os arquivos?”
“Bem,” a voz nervosa disse, “Só sei por causa do número do empregado associado aos e-mails.
Mas até onde eu posso dizer, Sr. Reid, foi Zander.”
Alex balançou para trás na sua cadeira. Com certeza isto estava errado. Ele tinha acabado de
entregar uma grande parte da administração da sua empresa para Zander. Ele confiava nele
completamente. De maneira nenhuma, seu braço direito estava roubando dinheiro dele.
Ele percebeu que não tinha respondido.
“Certo,” ele disse. “Bem, obrigado, Sr. Lebowitz. Irei examinar isto.”
O outro homem disse algo que Alex não ouviu e ele desligou o telefone, colocando-o de volta
sobre a mesa com um pouco de força demais. Por que coisas como esta sempre insistiam em
acontecer com ele? Justo quando ele estava chegando perto de finalmente ter conseguido um
equilíbrio entre trabalho e família, outro problema tinha de surgir e ficar no caminho. E Zander?
Alex balançou a cabeça. Não poderia ser Zander. Ou se fosse, havia algum tipo de mal-entendido
e tudo tinha sido feito de maneira legítima. Alex não poderia acreditar no contrário.
Mas a mulher que tinha estado com ele desde que ele começou a construir sua empresa não o
tinha traído por Nicholas?
Nicholas não poderia estar envolvido desta vez, mas Alex percebeu que não poderia estar tão
confiante que iria simplesmente fingir que nada tinha acontecido quando obviamente tinha.
Suspirando, alcançou o botão que o ligaria com a mesa da secretária.
“Por favor, mande Zander para mim,” ele ordenou. “O mais rápido possível.”
Ele recostou-se na sua cadeira e esperou.
O FIM
Conselheiro Sênior para o Chefe
Em julho de 2016
Conselheiro Sênior para o Chefe Sinopse:

É difícil dizer quem apoia você e quem está parado atrás de você apenas o tempo
suficiente para traí-lo.
A vida dos irmãos Reid é qualquer coisa menos comum.
O bilionário Alex Reid está tentando conciliar sua empresa enorme sendo um
marido, pai e irmão enquanto ao mesmo tempo tenta impedir aqueles que estão
tentando tomar sua empresa. Quando dinheiro grande entra em cena, é somente jogo
duro.
O campo de golfe e country club de Mark está se tornando rapidamente um dos
melhores do país. Mais do que rápido, na verdade. Ele mal consegue acompanhar o
ritmo e as oportunidades que estão surgindo no seu caminho. Como seu irmão, quando
o trabalho começa a consumi-lo, ele irá perder o foco da garota parada ao seu
lado?
Quando você está no centro das atenções, sempre há aqueles que querem
derrubá-lo. A coisa mais triste sobre a traição é que ela nunca vem dos seus inimigos -
mas daqueles que você nunca suspeitou ser o inimigo

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Nota da Autora:
Obrigada por ler a Série Lidando com os Chefe!
Mudei o ponto de vista da série ligeiramente ao acrescentar Mark e Alex na
mistura. Esta ainda é a história de Jamie, apenas pareceu que era hora de mostrar
mais algumas perspectivas.
Espero que você ainda esteja amando a bagunça emaranhada da família. O Livro
9, Conselheiro Sênior para o Chefe, está programado para ser o último livro da série.
Se os fãs quiserem mais, por favor me avisem! Do contrário, a maioria silenciosa
ganhará
Sempre adoro ter notícias dos leitores e ver o que eles estão achando dos
personagens. Se eles gostariam de saber mais ou ver mais sobre outro personagem.
Minhas informações de contato estão na próxima página!
Sinceramente, Lexy xx
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Eu Aceito, o Chefe
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Nova Série com Alex da Série O Chefe

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Conheça Alex Reid, CEO da Reid Enterprise. Bilionário extraordinário, esculpido à perfeição, de
derreter a calcinha e atualmente solteiro.
Descubra mais sobre Alex Reid antes que ele começasse na série Lidando com os Chefes. Alex
Reid participa de uma entrevista com R&S.
Seu estilo de vida é como a sua aparência bonita: duro, rápido, de tirar o fôlego e disponível
para jogar bola. Ele é perigoso, charmoso e determinado.
Quão perto do limite Alex está disposto a ir? Estará ele disposto a fazer qualquer coisa para
conseguir o que deseja?
Alex Reid é o primeiro livro na Série R&S – Rico e Solteiro. Apaixone-se por estes homens quentes
e sensuais; todos solteiros, bem-sucedidos e à procura do amor.
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Às vezes o coração precisa de um tipo diferente de salvação... Descubra se Charity


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terminar a escola de medicina para se tornar uma médica, ela escolhe um caminho
diferente e levanta fundos para os hospitais – novas alas, equipamentos, seja o que
for que eles precisem. Só que há um hospital que ela ficaria feliz em nunca colocar os
pés novamente - o do pai dela. Então, claro que ele a contrata para criar o baile de
gala para o seu sexagésimo-sexto aniversário. Charity não pode dizer não. Agora
ela está trabalhando no único lugar que ela não quer estar. Só que ela está atraída
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Algum dia ela provará para o seu pai que ela é mais do que uma aluna evadida
da escola de medicina? Ou irá sua atração por Elijah evitar que ela repare a única
coisa que ela quer desesperadamente consertar?
** Isto NÃO é Erótica. É um romance e uma história de amor**
* Esta é a parte 1 de uma série romântica de oito livros. Ela realmente termina em
suspense*
Série Heart of the Battle
Celtic Viking
Em um mundo atormentado pela escuridão, ela seria sua salvação.
Ninguém deu a Erik uma escolha quanto a se ele lutaria ou não. O dever para com
a coroa pertencia a ele, o legado do seu pai permanecendo além da sepultura.
Tomada pela beleza do campo cercando-a, Linzi faria qualquer coisa para
proteger a terra do seu pai. A Grã-Bretanha está sob ataque e a Escócia é a
próxima. Em uma época que ela deveria estar concentrada em pretendentes, os
homens do seu país foram para a guerra e ela é deixada sozinha.
O amor estará disponível, mas irá a paixão pelo toque do inimigo desfazer a sua
forte impressão primeiro?
Apaixone-se com este romance viking celta histórico.
*Existem três livros nesta série. O livro 1 irá terminar em suspense.
*Nota: isto NÃO é erótica. É um romance e uma história de amor.

Município de Knox, Agosto 1863.


Little Love Affair, Livro 1 na série de Romance Sulista, da autora best seller Lexy
Timms
Os sentimentos estão intensos após a batalha de Gettysburg e embora o
recrutamento ainda não tenha chegado em Knox, “Bloody Knox” irá reivindicar vidas
no próximo ano enquanto os cidadãos tentam evitar o recrutamento da União. O
irmão de Clara, Solomon, está desaparecido e Clara foi deixada para administrar a
fazenda da família, cuidando da sua mãe e da sua irmã mais nova, Cecelia.
Enquanto isto, feridos na batalha de Monterey Pass, mas ainda capazes de
escapar das forças da União, Jasper e seu amigo Horace estão perdidos e morrendo
de fome. Jasper quer encontrar seu caminho de volta para a Confederação, mas
sente-se obrigado pela honra a levar Horace de volta para a sua família, embora o
homem pareça relutante.
NOTA: Esta é uma série de romance, livro 1 de 3. Todas as suas perguntas não
serão respondidas no primeiro livro.
A Viagem de Recrutamento
Descrição do livro:
A atleta universitária aspirante Aileen Nessa está achando o processo de
recrutamento além de assustador. Ser classificada como a número 10 do mundo nos
100m com obstáculos aos dezoito anos não é um golpe de sorte, embora ela acredite
que aquela corrida única, onde tudo encaixou-se de maneira mágica, poderia ser. As
universidades americanas não parecem pensar assim. As cartas estão chegando de
todo o país.
Enquanto encara o desafio de diferenciar entre o compromisso genuíno de uma
universidade com ela ou apenas promessas vazias de treinadores em busca de
talentos, Aileen dirige-se para a Universidade de Gatica, uma universidade Divisão
Um, em uma viagem de recrutamento. Sua melhor amiga se atreve a ir apenas para
ver os rapazes bonitos no panfleto da universidade.
O programa de atletismo da universidade vangloria-se de possuir um dos
melhores corredores com obstáculos do país. Tyler Jensen é o campeão NCAA da
universidade na corrida com obstáculos e vencedor do prêmio Jim Thorpe como o
melhor defensive back no futebol. Seus incríveis olhos azul-esverdeados, sorriso
confiante e barriga de tanquinho dura como rocha mexe com a concentração de
Aileen.
Sua oferta para tomá-la sob sua asa, caso ela decida vir para Gatica, é uma
proposta tentadora que a tem se perguntando se poderia estar com um anjo ou
fazendo um acordo com o próprio diabo.
AQUELA QUE VOCÊ NÃO PODE ESQUECER!
Da autora best seller Lexy Timms, chega um romance de clube de motoqueiros que irá
fazer com que você queira comprar uma Harley e apaixonar-se novamente.
Emily Rose Dougherty é uma boa garota católica da mítica Walkerville, CT. Ela
tinha, de alguma maneira, conseguido se meter em um punhado de problemas com a
lei, tudo por que um ex-namorado decidiu dificultar as coisas.
Luke “Spade” Wade é dono de uma loja de consertos de motos e é o Capitão da
Estrada para o MC Hades' Spawn. Ele fica chocado quando lê no jornal que sua
antiga paixão do ensino médio foi presa. Ela sempre foi aquela que ele não poderia
esquecer.
Irá o destino permitir que eles se encontrem novamente? Ou o que acontece no
passado, é melhor deixar para os livros de história?
** Este é o livro 1 da Série Hades' Spawn MC. Todas as suas perguntas podem não
ser respondidas no primeiro livro. Por favor, observe que ele realmente acaba em
suspense **
.
Sua classificação e suas recomendações diretas farão a diferença

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