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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ

CENTRO DE ENGENHARIAS E CIÊNCIAS EXATAS

CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

GIOVANA RENOSTO

HELOISA CHIAMENTI

KAUAN SOARES

LETICIA MACEDO

NATACHA SILVA

ESTUDO DE SUPERFÍCIES EQUIPOTENCIAS E CAMPOS


ELÉTRICOS

Relatório entregue ao Prof. Dr.


Fernando Espinoza como requisito
parcial de avaliação da disciplina de
Física Geral e Experimental II do curso
de Engenharia Química da
Universidade Estadual do Oeste do
Paraná – Campus Toledo.

TOLEDO- PARANÁ

OUTUBRO DE 2019
RESUMO

A atividade consistiu na medição dos potenciais elétricos em vários pontos de uma cuba
eletrolítica retangular gerados pela diferença de potencial de eletrodos de geometrias diversas
para a identificação das superfícies equipotenciais criadas. Para tanto, fez-se o uso de uma cuba
de vidro, eletrodos de diversos formatos, solução salina (~200g L-1) para o transporte dos
elétrons e uma fonte geradora com capacidade aproximada de 23 V. A experiência baseou-se
em três configurações: eletrodos cilíndricos, duas barras paralelas e a composição destas últimas
com um anel central. Os resultados indicaram que as superfícies equipotenciais tendem a seguir
a geometria dos eletrodos, isto é, das fontes geradoras de diferença de potencial. Para o caso
dos cilindros, visualizou-se circunferências acêntricas; retas verticais foram observadas para o
caso dos eletrodos paralelos e uma composição de efeitos foi observada na configuração com
as barras e o anel, pois as superfícies eram a soma do efeito circular do anel – nas proximidades
deste – com o efeito vertical das placas paralelas. Além disso, pôde-se verificar a ortogonalidade
entre as superfícies e as linhas de campo elétrico geradas pela eletrização dos eletrodos,
constatando as direções dos vetores do campo do eletrodo de maior para o de menor potencial
elétrico.
1. INTRODUÇÃO
Uma carga puntiforme quando se está isolada no espaço, consegue gerar um
campo elétrico ao seu redor. Logo, tem-se que qualquer ponto que estiver a uma
mesma distância dessa carga possuirá o mesmo potencial elétrico, desse modo
fazendo-se gerar uma superfície equipotencial esférica. De maneira análoga
pode-se encontrar superfícies equipotenciais no campo elétrico uniforme pois
tem-se linhas de forças paralelas e equidistantes entre si.
Desse modo sabe-se quer as linhas de campo são as linhas traçadas de
maneira que a tangente em cada ponto direciona o vetor campo elétrico
resultante. Por meio dessas linhas pode-se definir de maneira qualitativae a
intensidade do campo, baseando-se pela determinação do fluxo do campo
elétrico. Quanto maior for à densidade de linhas, conseguira assim encontar um
campo elétrico mais intenso. Porem se analisarmos superfícies fechadas o fluxo
consequentemente será associado à quantidade de carga elétrica envolvida, e é
determinado pela Lei de Gauss. (NUSSENZVEIG, 1996)
Uma maneira mais simples de realizar uma analise sobre o deslocamento de
partículas localizados em um campo elétrico é utilizando o conceito das
superfícies equipotenciais. Uma superfície equipotencial demonstrada na figura
01 é definida como uma superfície conformada por pontos que se encontram ao
mesmo potencial.( SULTOWSKIet al, 2009).

Figura 01 - Superfície Equipotencial perpendicular às linhas de força.


Analisando-se cargas pontuais, observa-se que as superfícies
equipotenciais são esferas concêntricas, e os potenciais diminuem com o inverso
da distância partindo-se da fonte do campo. De modo que não há uma variação
do potencial quando há o deslocamento sobre a superfície equipotencial. E
devido a não se ter variação do potencial nota-se que o trabalho realizado por
um campo elétrico sobre uma partícula quando ela se move entre dois pontos
localizados sobre a mesma equipotencial é nulo.
Quando uma partícula se desloca no mesmo sentido de uma linha de
força, encontram-se potenciais elétricos cada vez menores, e como o seu vetor
campo elétrico é sempre perpendicular à superfície equipotencial pode-se definir
por consequência que a linha de força que o tangencia também é perpendicular
ao mesmo.

Figura 02- Variação de potencial elétrico em relação ao deslocamento.

Desse modo, tem-se que o objetivo dessa prática é analisar e demonstrar


uma forma de representar o potencial elétrico e linhas de campo elétrico além de
identificar os pontos que se encontram ao mesmo potencial elétrico. Busca-se
também traçar as configurações de linhas de campo e das superfícies
equipotenciais entre diversos conjuntos de eletrodos e analisar a relação entre
elas.
2. EMBASAMENTO TEÓRICO
A geração de campos elétricos permite encontrar ou estabelecer
superfícies cujo valor de potencial elétrico seja o mesmo em quaisquer pontos
pertencentes a estas superfícies, sendo estas denominadas superfícies
equipotenciais. Uma linha de tal superfície é conhecida como linha equipotencial,
sendo tradicional referir-se a mesma como o lugar geométrico dos pontos
caracterizados por possuírem o mesmo potencial, sendo sempre
perpendiculares às linhas de força (Figura 03)

Figura 03: Representação da superfície equipotencial com as linhas de força


Fonte: FCUL, online

Quando uma força eletrostática age em uma partícula de um sistema, é


possível associar uma energia potencial elétrica ao sistema, sendo que, se a
configuração deste sistema muda de um estado inicial para um estado final, a
força eletrostática exerce um trabalho sobre a partícula. Deste modo:

∆𝑈 = 𝑈𝑓 − 𝑈𝑖 = −𝑊 (01)

Sendo assim, considerando uma carga de teste q 0, deslocando-a de um


ponto ao outro em um campo elétrico, a diferença de potencial elétrico da
mesma, em tais pontos é o negativo do trabalho realizado pela força
eletrostática, através do campo elétrico, sobre esta carga, durante o movimento.
Logo, a força eletrostática apresenta seu caráter conservativo, ou seja,
independe da trajetória realizada pela partícula:
𝑟2 𝑟2
(02)
∆𝑈 = 𝑈(𝑟2) − 𝑈(𝑟1) = − ∫ 𝐹 (𝑟). 𝑑𝑟 = − ∫ 𝑞. 𝐸 (𝑟). 𝑑𝑟
𝑟1 𝑟1

Considerando o ponto inicial como sendo o ponto de referência, com


localização especificada e, atribuindo-se o valor arbitrário de energia potencial
da carga teste neste ponto como sendo nula, a energia potencial de uma carga
teste em qualquer ponto é igual ao negativo do trabalho realizado sobre a carga
pelo campo elétrico, conforme citado anteriormente, quando esta se move do
infinito até o ponto especificado. Portanto, a energia potencial por unidade de
carga tem um único valor em qualquer ponto do campo elétrico, sendo
denominado potencial elétrico:

𝑈 (03)
𝑉=
𝑞0
Sendo possível também reescrever a energia potencial eletrostática em
termos do trabalho por unidade de carga, onde o Campo elétrico ocasiona
variação de potencial eletrostático:

𝑃
∆𝑈 (04)
∆𝑉 = = − ∫ 𝐸⃗ . ⃗⃗⃗
𝑑𝑙
𝑞0 𝑟𝑒𝑓

O campo elétrico é a força em uma carga de teste dividida pela sua carga
para cada local no espaço. Por ser derivado de uma força, é um campo vetorial.
O potencial elétrico é a energia potencial elétrica de uma carga de teste dividida
pela sua carga para cada local no espaço e por ser derivado de uma energia, é
um campo escalar. Esses dois campos estão relacionados através de uma
integral de linha representada pela Equação 05.

− ∫ 𝐸 𝑑𝑟 = ∆𝑉 (05)

Ou ainda, podem ser relacionados através da Equação 06.

𝐸 = −∇𝑉 (06)
Onde:
𝜕 𝜕 𝜕
∇= 𝑖̂ + 𝑗̂ + 𝑘̂ (07)
𝜕𝑥 𝜕𝑦 𝜕𝑧

Procurando-se pontos do espaço no entorno de eletrodos eletricamente


carregados que satisfaçam a condição que dV=0, nota-se que as linhas de
campo elétrico necessitam sempre serem perpendiculares as superfícies
equipotenciais. Dessa forma, para qualquer deslocamento sobre a superfície
equipotencial não haverá variação do potencial e o operador ∇𝑉 sempre lhe será
um vetor normal à superfície

∇𝑉. 𝑑𝑙 = 0 (08)
3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 MATERIAIS

Para a realização da prática, utilizou-se para a montagem do circuito elétrico


duas fontes de tensão alternada de 20 e 26 V, um voltímetro analógico com
escala de 0 a 30 V, um uma chave liga-desliga, fios com terminais, pino banana
e de jacaré e um fio com ponta de prova. Utilizou-se uma cuba de formato
retangular e fundo raso, feita de acrílico, contendo um papel milimetrado na base;
dois pares de eletrodos metálicos, um cilíndrico e um paralelo, afastados entre
si em 140 mm dentro da cuba; solução salina (~200 g.L-1 de NaCl) feita em um
béquer para servir como condutor entre os eletrodos.

3.2 MÉTODOS

Inicialmente montou-se o circuito elétrico enchendo a cuba com a solução salina


previamente preparada e, tendo as conexões feitas aos eletrodos cilíndricos,
posicionados respetivamente nas posições (90 mm,0) e (-90 mm,0), mediu-se o
potencial no centro da malha milimetrada, sendo essa a primeira curva
encontrada, antando-se posteriormente mais duas curvas de potenciais
diferentes e constantes em cada curva. O procedimento foi repetido para um par
de eletrodos paralelos com e sem a adição de um anel metálico posto no centro
da malha milimetrada.

Vale ressaltar que foram identificados qual eletrodo apresentava potencial 0 e


qual apresentava potencial máximo antes das medições, além da solução salina
ter sido trocada após a realização de uma medição de potencial para um par de
eletrodos, pois esta não apresentava mais eletrólitos na solução, visto ter-se
percebido a formação de gás cloro na superfície dos eletrodos e a variação de
potencial para uma mesma posição.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 - Superfícies equipotenciais para dois eletrodos cilíndricos

Utilizou-se dois eletrodos retos e paralelos nas posições (-7cm,0) e (+7cm,0)


dentro da cuba. Colocou-se a solução eletrolítica na cuba e mantendo o circuito aberto
com a chave liga-desliga, ligou-se a fonte de alimentação do circuito (23V corrente
alternada). Identificou-se o eletrodo de potencial mínimo (zero), sendo este o eletrodo
localizado na posição (-7cm,0), e identificou-se o eletrodo de potencial máximo (24 V),
estando este localizado na posição (+7cm,0). Depois, foram coletados 10 pontos com
mesmo potencial para os seguintes potenciais: 8V, 10V, 12V, 14V e 16V, os valores
obtidos se encontram na Tabela 01 a seguir.

Tabela 01 - Pontos equipotenciais com dois eletrodos cilíndricos

Voltagem 8 10 12 14 16
(V)
Ponto(mm) x y x y x y x y x y
1 25 0 15 10 0 10 -10 0 -25 0
2 25 10 15 20 0 20 -10 10 -25 10
3 25 20 15 30 0 30 -10 20 -25 20
4 30 40 15 -10 0 40 -15 30 -25 30
5 35 50 15 -20 0 50 -15 40 -30 40
6 25 -10 15 -30 0 -10 -15 50 -35 50
7 25 -20 15 -40 0 -20 -15 60 -40 60
8 30 -40 15 -50 0 -30 -10 -10 -25 -10
9 35 -50 20 -60 0 -40 -10 -20 -25 -20
10 35 -60 20 -70 0 -50 -15 -30 -25 -30

Conhecendo as linhas de campo, e também observando qualitativamente


a dispersão dos dados, era esperado uma superfície equipotencial no formato
de uma circunferência em volta do cilindro. Para poder avaliar este
comportamento, realizou-se a regressão não linear destes dados respeitando a
equação da circunferência:
(𝑥 − 𝑎 )2 + (𝑦 − 𝑏 )2 = 𝑟 2
𝑜𝑢

𝑦 = 𝑏 + √𝑟 2 − (𝑥 − 𝑎)2 (𝑠𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑖𝑜𝑟)

Inverteu-se os eixos x e y para realizar a regressão por questões de


logística do software, obtendo-se o Gráfico 01:
Gráfico 01: Superfícies equipotenciais com dois eletrodos cilíndricos

80

60

40

20

0
-50 -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40
-20

-40

-60

-80

8V 10V 12V 14V 16V

Baseado no gráfico, é possível plotar uma curva de tendência para simular


o lugar geométrico dos pontos de mesmo potencial, ou seja, as superfícies
equipotenciais. A Tabela 02 apresenta as representações das curvas das
superfícies equipotenciais:

Tabela 02: Descrição geométrica das superfícies equipotenciais


Potencial elétrico Equação
8V (x+265.7)2+(y+0,01)2=60862.89
10V (x-265,7)2+(y+0,01)2=60862,89
12V x=0
14V (x+424,5)2+(y-9,5)2=173696,5
16V (x+424,5)2+(y-9,5)2=173696,5

Nota-se que apenas a superfície equipotencial de potencial 12V não


apresenta geometria semelhante à uma circunferência, que pode ser comparada
com a base de um cilindro. Como os cilindros apresentam separação, as
circunferências não poderiam ser concêntricas, e isto está explicito na Tabela
XX.
A visualização das superfícies equipotenciais permitem determinar as
linhas de campo e o vetor campo elétrico, pois as linhas de campo são sempre
perpendiculares às superfícies equipotenciais. Construiu-se, assim o desenho
das linhas de campo na Figura 04:

Figura 04: Linhas de campo para eletrodos pontuais cilíndricos carregados


positivamente

Através da Figura YY, sentido do vetor campo elétrico pode ser


estabelecido. É notável que os eletrodos geram um campo elétrico divergente.

4.2 - Superfícies equipotenciais para dois eletrodos paralelos

Utilizou-se dois eletrodos retos e paralelos nas posições (-9cm,0) e


(+9cm,0) dentro da cuba. Colocou-se a solução eletrolítica na cuba e mantendo
o circuito aberto com a chave liga-desliga, ligou-se a fonte de alimentação do
circuito (23V corrente alternada). Identificou-se o eletrodo de potencial mínimo
(zero), sendo este o eletrodo localizado na posição (-9cm,0), e identificou-se o
eletrodo de potencial máximo (25 V), estando este localizado na posição
(+9cm,0). Depois, foram coletados 10 pontos com mesmo potencial para os
seguintes potenciais: 8,5V, 10,5V, 12,5V, 14,5V e 16,5V, os valores obtidos se
encontram na Tabela 03 a seguir.
Tabela 03 - Pontos equipotenciais com dois eletrodos paralelos

Voltagem 8,5 10,5 12,5 14,5 16,5


(V)
Ponto(mm) x y x y x y x y x y
1 30 0 17,5 0 0 10 -17,5 0 -32,5 0
2 30 10 17,5 10 0 20 -15 10 -32,5 10
3 30 20 17,5 20 2,5 30 -15 20 -32,5 20
4 30 30 17,5 30 2,5 40 -15 30 -32,5 30
5 30 40 17,5 40 2,5 50 -15 40 -32,5 40
6 30 50 17,5 50 2,5 60 -15 50 -32,5 50
7 30 60 17,5 60 2,5 -30 -15 60 -32,5 60
8 30 -10 17,5 -10 2,5 -40 -15 -10 -32,5 -10
9 30 -20 17,5 -20 2,5 -50 -15 -20 -32,5 -20
10 30 -30 17,5 -30 2,5 -60 -15 -30 -32,5 -30

Foi possível plotar os pontos coletados e visualizar a curva formada para


cada potencial, gerada pela diferença de potencial elétrico das barras, fixadas
como retas paralelas, apresentadas no Gráfico 02.

Gráfico 02: Superfícies equipotenciais com dois eletrodos paralelos

80

60

40

20

0
-40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40
-20

-40

-60

-80

8,5V 10,5V 12,5V 14,5V 16,5V

A Tabela 04 apresenta as representações analíticas das curvas de


superfícies equipotenciais encontradas.
Tabela 04: Representações analíticas das curvas de superfícies equipotenciais

Potencial elétrico Equação


8,5V x=30
10,5V x=17,5
12,5V x=2,5
14,5V x=-15
16,5V X=-32,5

Assim como nos eletrodos cilíndricos, nota-se que as superfícies


equipotenciais dos eletrodos paralelos seguem a geometria do eletrodo.

As superfícies equipotenciais são ortogonais às linhas de campo elétrico,


por conta disso, pode-se representar os vetores campo elétrico para esta
conformação, os mesmos estão apresentados na Figura 05.

Figura 05: Linhas de campo para placas paralelas (placa positiva à direita e negativa à
esquerda)

Através da imagem é possível também estabelecer o sentido do vetor


campo elétrico, sendo ele da placa positiva para a placa negativa.
4.3 - Superfícies equipotenciais para dois eletrodos paralelos e um anel central

Utilizou-se dois eletrodos retos e paralelos nas posições (-9cm,0) e


(+9cm,0) e um anel de diâmetro 5cm localizado na origem dos eixos dentro da
cuba. Colocou-se a solução eletrolítica na cuba e mantendo o circuito aberto com
a chave liga-desliga, ligou-se a fonte de alimentação do circuito (23V corrente
alternada). Identificou-se o eletrodo de potencial mínimo (zero), sendo este o
eletrodo localizado na posição (-9cm,0), e identificou-se o eletrodo de potencial
máximo (25 V), estando este localizado na posição (+9cm,0), o potencial medido
na origem equivale a 12,5V, sendo este o mesmo para todas as posições dentro
do anel. Depois, foram coletados 10 pontos com mesmo potencial para os
seguintes potenciais: 8,5V, 10,5V, 12,5V, 14,5V e 16,5V, os valores obtidos se
encontram na Tabela 05 a seguir.

Tabela 05 - Pontos equipotenciais com dois eletrodos paralelos e um anel central

Voltagem 8,5 10,5 12,5 14,5 16,5


(V)
Ponto(mm) x y x y x y X y x Y
1 42,5 0 27,5 0 -2,5 40 -35 0 -52,5 0
2 42,5 10 32,5 10 -2,5 50 -35 10 -4,75 10
3 42,5 20 30 20 -2,5 60 -32,5 20 -45 20
4 40 30 25 30 0 10 -27,5 30 -42,5 30
5 37,5 40 20 40 0 20 -25 40 -37,5 40
6 35 50 17,5 50 0 30 -17,5 50 -35 50
7 32,5 60 15 60 0 -10 -35 60 -32,5 60
8 42,5 -10 32,5 -10 0 -20 -32,5 -10 -47,5 -10
9 42,5 -20 30 -20 0 -30 -27,5 -20 -45 -20
10 40 -30 25 -30 -2,5 -40 -25 -30 -42,5 -30

Foi possível plotar os pontos coletados e visualizar a curva formada para


cada potencial, gerada pela diferença de potencial elétrico das barras e analisar
o efeito do anel central, apresentado no Gráfico 03.
Gráfico 03: Superfícies equipotenciais com dois eletrodos paralelos e um anel central

80

60

40

20

0
-60 -40 -20 0 20 40 60
-20

-40

-60

8,5V 10,5V 12,5V 14,5V 16,5V

O comportamento da superfície equipotencial é útil para o desenho das


linhas de campo elétrico do sistema, que estão desenhadas na Figura 06:

Figura 06: Linhas de campo para placas paralelas e um anel centrado

Ao posicionar o eletrodo em qualquer ponto no centro do anel, a


diferença de potencial era constante, fato explicado pelo desenho das linhas de
campo: não há campo elétrico no interior do anel, onde esse se comporta como
uma gaiola de Faraday.
Neste caso, porém, a determinação de um campo elétrico resultante
genérico não é possível: o próprio desenho das linhas de campo já demonstra a
diferente intensidade do campo em diversos pontos.
5. CONCLUSÃO

O desenho de superfícies equipotenciais parte de um


reconhecimento e tratamento matemático de um conjunto de dados
experimentais. Muitas vezes, são obtidas superfícies não regressíveis, tais que
a avaliação e generalização de uma equipotencial se torna mais difícil e
imprecisa. Por outro lado, superfícies mais genéricas podem ser encontradas, e
o seu tratamento se torna uma grande vantagem numa tarefa difícil: determinar
o vetor campo elétrico exercido por um corpo.
A construção de linhas de campo parte de um conceito básico: estas são
sempre perpendiculares à superfície equipotencial, de modo que, conhecendo
uma variável, a outra é facilmente encontrada. O trabalho entre essas duas
características permite aplicar conhecimentos práticos: campo elétrico e
diferença de potencial estão diretamente interligados. Dada uma diferença de
potencial entre dois pontos, o campo elétrico será tão maior quanto menor for
essa diferença de potencial.
O experimento permitiu avaliar a superfície equipotencial para duas
placas paralelas (retas paralelas à estas placas), um eletrodo cilíndrico (uma
circunferência) e para duas placas paralelas com um anel centrado (superfície
um pouco mais completa). Em todos os casos essas superfícies possibilitaram o
desenho das linhas de campo, a determinação do campo elétrico em relação aos
seus pontos, e a confirmação do decréscimo da intensidade do campo conforme
o aumento da diferença de potencial.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NUSSENZVEIG, Moysés. Curso de Física Básica 3: Eletromagnetismo. São


Paulo, Edgard Blucher, 1981.

SULTOWSKI, L. O. M., BORGES, F. F., SOLER, D. S., BACHINSKI, B. V. B.,


FOGAÇA, A.. Superfícies Equipotenciais. Engenharia de Produção da
Faculdade Educacional de Araucária. 2009.

Potencial Elétrico. Disponível em: <http://www.infoescola.com/fisica/potencial-


eletrico/>. Acesso em: 19 de setembro de 2019.

ESPINOZA-QUIÑONES, F. R. Apostila Física Geral II – Teoria. Toledo, 2019.

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