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Primeiro: Trace uma linha mestra.

Procure um lugar onde não será incomodado. É hora de sonhar; mentalize e escreva as
principais idéias e cenas que pretende colocar no livro. Assim você irá construir a linha mestra
do que acontecerá na sua obra.

Segundo: Cuide de seus personagens.


Crie os protagonistas e personagens da sua obra. Responda as seguintes perguntas para cada
personagem: Qual é o nome completo do personagem? Qual a idade?  Qual é o seu grande
objetivo? De quê ele gosta? Quais coisas ele não gosta? Como foi o seu passado? Como são
seus sentimentos? Como são seus pensamentos.  Lembre-se quanto mais completa for a
personalidade de seu personagem, mais convincente e cativante ele será.

Terceiro: Tenha em mente a evolução da história


Você está contando uma parte da vida de seus personagens, assim tenha em mente que
precisa haver uma evolução. Eles começam o livro em uma situação e no decorrer do livro eles
devem evoluir para outra situação. 

Quarto: Pense nos obstáculos que o protagonista irá enfrentar


Lembre-se de que o protagonista deve enfrentar um antagonista. Esta trama pode assumir
diversas formas: Luta entre o bem e o mau (ou mocinho e bandido), A luta pela sobrevivência,
A luta interna entre estados de espírito conflitantes, etc.

Quinto: Use um linguagem objetiva, evite textos rebuscadas


Escreva sobre pessoas e sentimentos. Coisas do dia-a-dia, jeitos das pessoas de falar e de se
expressar.

Sexto: Prefira frases curtas


Use sempre frases curtas. Abuse dos diálogos. Coloque ritmo, como o rufar de tambores, como
o bater do coração. Liberte a imaginação do leitor, faça ele viajar com você. Faça com que ele
se envolva e visualize o universo que você está criando.

Sétimo: Leia e releia o seu texto


Revise os parágrafos com carinho, reescreva e reestruture se for necessário. Peça para
alguém, que entenda de gramática, para corrigir os possíveis erros. Peça opiniões das pessoas
que são próximas a você.  Escute os bons conselhos. Leia e releia o seu livro, faça alterações
até ficar ótimo.

Oitavo: Projeta e divulgue a sua obra


Registre a sua obra na Fundação Biblioteca Nacional  (http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=28).
Envie para várias editoras. Evite os pensamentos pessimistas, acredite sempre na resposta
positiva. 

Nono: Mantenha o pensamento positivo


Desenhe a capa do seu livro e a coloque num lugar onde você possa ver todos os dias. E,
sempre que olhar para o desenho, tenha pensamentos positivos com relação ao seu livro.
Mantenha em sua mente a imagem de sua obra nas livrarias. Imagine pessoas folheando o seu
livro e carregando-o para o caixa. Imagine as pessoas felizes ao lerem o seu livro.

Décimo: E mais importante


Nunca, jamais desista de seu sonho. Lembre-se só você pode definir se seu sonho irá se
realizar ou não. Então escolha o sim.
Como escrever um livro
Como não tenho a mínima idéia sobre o que você vai escrever, vou partir do princípio que seja um livro de
ficção. Mas as dicas servem para outros tipos de livros também.

 Passo 1 – Defina exatamente a história do livro. Nada de começar a escrever para ver “que
bicho vai dar”. Que história você quer contar? Quem são seus personagens? O que aconteceu com
eles?
 Passo 2 – Faça um resumo da história toda. Como é que começa, o que acontece durante e o
que acontece no final. Sim, você precisa saber o que acontece no final. Se não souber isto, você não
tem um livro, sua história está capenga. A surpresa é só para o leitor, não para você.
 Passo 3 – Baseado em seu resumo, reescreva a história, colocando agora mais detalhes.
Nomes, lugares, acontecimentos, descrições. Agora você já tem uma idéia melhor sobre o rumo da
sua história.
 Passo 4 – Leia com atenção o resumo anterior. O que está faltando? O que o seu personagem
precisa fazer mais? É necessário incluir mais personagens? Lugares? Acontecimentos? Refaça o
resumo.
 Passo 5 – Se o resumo está lhe dando uma boa idéia dos acontecimentos, personagens e
locais, é hora de começar a escrever. Ah, sim… você pensou que já estava escrevendo… não. Agora
é que a onça vai beber água. O resumo não é para o leitor e sim para você. Mas não o atire na lata do
lixo. Ele será útil mais tarde, para vender seu livro. você quer vender o livro, pois não?
 Passo 6 – Muito bem, hora de escrever pra valer. Em primeiro lugar, nada de começar com: “era
um vez..”, ou “nos idos de…”. Nada mais amador e chato que isso. Vá direto ao assunto. Por
exemplo: “José consultou seu relógio, olhou em volta mais uma vez e dirigiu-se rapidamente para a
porta de saída.”. Frases deste tipo prendem a atenção do leitor. Ele vai querer saber onde José
estava, porque saiu rápido. E – é claro – quem é José.
 Passo 7 – Antes de começar, você deve definir quem está contando a história. No exemplo da
introdução acima, alguém está contando a história de outra pessoa. A história é contada na terceira
pessoa. Neste caso, quem conta a história é quem sabe tudo. O que aconteceu, o que está
acontecendo e o que vai acontecer. Outra maneira, é colocar-se no lugar do personagem e contar a
história na primeira pessoa. No caso, esta introdução ficaria mais ou menos assim: “Consultei o
relógio, olhei mais uma vez em volta e caminhei rapidamente em direção à porta de saída.”. Via de
regra esta última maneira de escrever o livro é mais fácil. Entretanto, o personagem não sabe tudo,
ele vai vivendo a história.
Como escrever “cenas” em um livro
Um livro geralmente é dividido em capítulos. Mas não é escrito assim. Não é usual – principalmente em
livros de ficção – definir primeiro os capítulos e depois escrever. A história simplesmente vai se
desenvolvendo. Depois, são definidos os capítulos, conforme os acontecimentos, épocas, etc.

As cenas são como elos de uma corrente. Elas são resposáveis pela importante tarefa de prender a
atenção do leitor. Se você conta a história de uma só tacada, há boas chances de que se torne monótona.

Se você ler um livro de ficção de um autor americano, prestando muita atenção, poderá perceber que o
livro todo é composto de cenas. Terminou uma, começa a outra. É desta maneira que o escritor faz com
que você simplesmente sinta vontade de “devorar” o livro.

Portanto, antes de aprender “como escrever um livro”, você deve aprender como escrever cenas. Uma
cena é composta basicamente de duas partes. Cena e sequela, que são divididas da seguinte maneira:
Cena

 Objetivo
 Conflito
 Desastre
Sequela

 Reação
 Dilema
 Decisão
Tomaria muito tempo e espaço explicar detalhadamente esta maçaroca toda. Mas creio que é possível ter
uma idéia geral somente com os nomes dos componentes da cena:

 Objetivo – o que vai acontecer na cena


 Conflito – o desenrolar da cena
 Desastre – o final da cena (chamado de desastre porque o herói sempre se dá mal, vencendo –
é claro – só no final)
 

 Reação - o que acontece ao personagem depois do desastre


 Dilema  – onde o personagem fica em dúvida sobre o que fazer
 Decisão – quando o personagem se recompõe e parte novamente para a ação
 

Repare nos filmes de ficção, ação, policiais. Não é bem assim? Pois sua história pode – e deve – ser
escrita desta maneira. O círculo cena-sequela se repete indefinidamente, até que, no final, você dá a
vitória ao personagem. Ou não. Você pode matar o pobre e deixar seus leitores “um pouco”
decepcionados.

Estes dois conceitos (resumo e cena) são relatados com mais detalhes no site de Randy Ingermanson.
Na verdade, o primeiro, que chamo de resumo, é chamado por ele de snowflake method (método do floco
de neve). Se você lê inglês, vale a pena conferir.
De qualquer maneira, pretendo em breve aprofundar-me no assunto. Um artigo só não é suficiente. Nem
para isso, nem tampouco para explicar em detalhes como escrever um livro.

Software para escrever livros


Há alguns anos comecei a utilizar um software chamado yWriter. É grátis e ajuda bastante a organizar um
livro. O programa divide seu livro em capítulos e cenas, com recursos para armazenar dados de
personagens, locais, etc.

É muito mais simples escrever um livro usando este software. Porque a certa altura, você certamente
precisará consultar um dado anterior e, se estiver tudo num processador como o word, você pode se
embananar. Siga o link  yWriter e confira. Também é em inglês, mas tem até tradução para português.
Este programa contraria um pouco o que eu disse no princípio, porque divide o livro em capítulos antes
que seja escrito. Entretanto, você não precisa levar tudo a ferro e fogo. Como o programa permite mover
cenas e consultar rapidamente o que se escreveu anteriormente, não vejo problema algum. Basta usar
com discernimento e lógica.
Por outro lado, se você for escrever um livro técnico, por exemplo, a divisão em capítulos e cenas é
perfeita. Não deixe de experimentar. Além do mais, como já disse, o yWriter é grátis. Mas o autor aceita
doações. Nada mais justo.

1. Ler muito. 
Não basta ler clássicos ou famosos ou da sua área técnica, é preciso ler com
abrangência.
Quando se lê desde histórias de vampiros até os mais recentes experimentos
culturais, passando pelos infantis e os de divulgação científica, ficamos com uma
noção do que está sendo feito, publicado, gostado, ousado.
Esse sentimento do que é praticado pelos colegas autores dá uma noção de onde
podemos ir mais longe, onde temos que nos conter, o que os leitores de hoje
têm apreciado.

2. Entender as editoras e o mercado


Tem gente que associa a palavra mercado a lixo cultural e acha que estou
sugerindo que escrevam romances ou autoajuda com perfil de bestsellers.
Não é isso. 
O que vejo escritores profissionais fazendo é entender o que acontece na área
em que escrevem. Para isso olham para as editoras de seu segmento e
acompanham os acontecimentos.
Os que escrevem fantasia sabem quais são as editoras que publicam fantasia, os
títulos que fizeram sucesso nos últimos ano, os autores que têm o que dizer.
Os acadêmicos sabem quais são as editoras acadêmicas abertas a novos autores,
que investem na sua área, que divulgam os livros nas feiras, os assuntos que têm
motivado polêmicas.
De novo, saber como o mercado se comporta ajuda a adotar uma postura de
colaboração com o editor, de levar algo que o profissional do livro queira,
procure, disponha-se a financiar.
E também ajuda a não entrar em totais roubadas de editoras que não são
editoras, que querem vender serviços ilusórios tão-somente.

3. Criar maneiras de se comunicar com leitores


Livros são diálogos com os leitores. Esses leitores se manifestam pela internet
hoje em dia, e chegar a eles é imprescindível para se ter uma carreira.
Blogues lidos, sites acessados, eventos populares são sinais para editores que o
autor já fala com seu público. São também mecanismos de divulgar as obras
publicadas e provocar sua leitura.
Não basta ser publicado, é preciso ser lido. E para isso nada melhor que um
canal de comunicação aberto com os leitores potenciais e reais.

4. Participar ou criar redes de escritores


Sempre funciona melhor quando não estamos sozinhos, quando participamos de
um movimento, um grupo, uma tendência.
Se o grupo não existe, sugiro que você crie um. Poetas alternativos do Nordeste,
jovens budistas, professores de biologia marinha, todo escritor pode fundar um
grupo ou associar-se a pessoas com interesses semelhantes e juntos criarem
maneiras de se divulgar, promover eventos e ser publicados.
Editores e leitores e a mídia prestam mais atenção a grupos que a indivíduos,
aproveite que estamos numa era de comunicação fácil e organize-se.

Fazendo assim, você tem a chance de publicar não um mas vários livros, e que
algum deles faça sucesso, talvez muito sucesso.
Adicione aos favoritos
Compa
http://www.escrivonauta.com/passagens-descritivas-parte-i-cenario/
Cenário – Tempo e espaço
Todos nós sabemos o que significa cenário, principalmente quando estamos falando de uma
peça de teatro, mas o cenário literário é um pouco mais que isso, afinal o autor precisa descrever
o cenário deixando que o leitor visualize tudo, e é aí que as coisas começam a complicar.
Muitos autores principiantes tem dificuldades no começo para descrever cenário, nos meus
primeiros livros por exemplo, você encontra a escassez de descrição de cenário. Aqui vão
algumas dicas e sugestões que podem ajuda-lo nessa hora.

O tempo e espaço:
Muitas histórias se passam em um curto período de tempo; outras têm um enredo que se
estende por muitos anos. O tempo em um conto, geralmente é mais curto em relação ao
romance e a novela, nestes o transcurso do tempo é mais dilatado. No romance, novela e conto,
o tempo é fictício, ou seja, correspondem aos eventos da história. Por isso, o tempo da história
nem sempre coincide com o tempo em que ela foi escrita ou publicada.
É importante também, não confundir o tempo do narrador com o tempo da ação(eventualmente
pode ser o mesmo). Exemplo: “Eu tinha onze anos”, afirma o personagem-narrador. Pelo
pronome pessoal e o verbo no pretérito podemos perceber que o tempo da ação está no passado,
mas, o da narração, no presente da história.
No romance, novela e conto há dois tipos fundamentais de tempo: o cronológico ou histórico e o
psicológico ou metafísico.

 Cronológico ou Histórico

É marcado pelo ritmo do relógio, pelo movimento do sol (alternância dia-noite), pelo calendário,
pelas estações do ano. É o tempo visível ao leitor mais desprevenido: este vê a história
desenrolar-se à sua frente. Serve de exemplo, o segundo capítulo de Senhora (José de Alencar);
logo à entrada, observa-se a seguinte cronologia:
“Seriam nove horas do dia. Um sol ardente de março esbate-se nas venezianas que vestem as
sacadas de uma sala, nas laranjeiras.”
O processo narrativo no tempo cronológico pode apresentar os fatos no momento em que estão
acontecendo, isto é, no presente da história, ou, então, no passado, quando já perfeitamente
concluídos. Da mesma maneira, pode também misturar os dois, utilizando a técnica
de  flashback, para um exemplo da técnica leia Whisk a go go.
O flashback tem a função de esticar a trama, apesar que o flashback cumpre papel importante na
caracterização dos personagens e na introdução de elementos explicativos do passado para os
conflitos do presente da narrativa.
Não podemos esquecer que se a história esta passando em outra época temos que levar em conta
os costumes, linguagem, vestuário, da época em questão. Não podemos escrever uma história
que acontece na idade média com as mulheres de calça jeans e todo mundo falando girias. Os
costumes da época em que o texto ocorre é de extrema importancia!
Generos que mais utilizam tempo cronológico:
As narrativas de ação usam o tempo cronológico. As Históricas, que fazem referência a fatos
históricos reais, usam o tempo histórico. Referem-se a épocas passadas e apresentam uma
cronologia que corresponde à realidade histórica do passado.

 Psicológico ou Imaterial

Também conhecido como metafísico. Este tempo não obedece à cronologia, não mantém
nenhuma relação com o tempo propriamente dito. O tempo psicológico acontece no interior de
cada personagem numa ordem determinada pelo desejo ou pela imaginação do narrador ou dos
personagens e reflete suas vivências subjetivas, suas angustias e ansiedades.
Falas como “Ah, o tempo não passa…” ou “Esse minuto não acaba!” refletem o tempo
psicológico. Daí, dizer-se que o tempo psicológico altera-se de pessoa para pessoa. O que
importa,  é o momento da personagem, suas emoções e reflexões.
Para exemplificar, observe esta passagem do conto Missa do Galo (Machado de Assis), em que o
narrador-personagem espera a meia-noite da véspera de Natal:
“Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater
onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso”.
Observe como o tempo para o narrador-personagem e voa. Quer dizer, parecia que voavam,
pois, era esta a sensação que ele, tinha naquele momento.
O Cenário:
Um cenário é composto de elementos físicos e/ou virtuais que definem o espaço cênico, bem
como todos os objetos no seu interior, como cores, texturas, estilos, mobiliário e pequenos
objetos, todos com a finalidade de caracterizar o personagem, e tendo como base os perfis
psicológico e econômico determinados na sinopse ou em um briefing.
Não podemos deixar os personagens voando por aí, o leitor sempre tem que saber onde o
personagem se encontra, pois faz extrema diferença se o personagem esta na sala, na cozinha,
no sótão, no meio da rua. Tudo que o autor descreve para que possamos identificar o lugar faz
parte do cenário.
Podemos fazer isso diretamente:
“Uma sala repleta de móveis sobre o piso de linóleo, móveis pesados, de feitio antigo: o
enorme sofá, a mesa negra, a cristaleira, o relógio…”
Ou ir dando dicas ao longo do texto, o que é claro dificulta para o leitor desatento.
Não podemos também esquecer de citar pequenos gestos importantes dos personagens “E ela
cruzou os braços a altura do peito.” Coisas simples como a expressão facial, gestos com as mãos
pode facilitar a comunicação do texto com o leitor, fazendo com que ele veja claramente a cena e
consiga absorver mais informações tanto sobre a cena quando sobre os personagens envolvidos.
Só tome cuidado para não exagerar na hora da descrição, um texto que passa mais tempo
descrevendo o lugar do que contando a história em si acaba cansado o leitor mais facilmente e
fazendo ele absorver menos a história.

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