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UNOPAR

PEDAGOGIA

IVONETE DA SILVA RODRIGUES

RELATÓRIO DE
ESTÁGIO GESTÃO EM AMBIENTES NÃO ESCOLARES

Ponta Porã
2020
IVONETE DA SILVA RODRIGUES

RELATÓRIO DE
ESTÁGIO GESTÃO EM AMBIENTES NÃO ESCOLARES

Relatório apresentado à UNOPAR como requisito


parcial para o aproveitamento da disciplina de
Estagio de Gestão em Ambientes não escolares do
curso de Pedagogia.

Ponta Porã
2020
1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS

Embora um curso de Pedagogia apresente diversas possibilidades que o pedagogo


pode desenvolver, a função do pedagogo escolar é a atividade que apresenta o maior campo
de estudo e de trabalho ao egresso da Pedagogia. O Parecer CNE/CP 5/2005 (CONSELHO
NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2006) dispõe que pela graduação de licenciatura, o pedagogo
poderá assumir papéis que vão desde a atuação na educação infantil, educação nos anos
iniciais, cursos de nível médio, educação profissional em âmbito de serviços e apoio escolar e
formação docente até áreas não escolares, como pedagogo hospitalar, pedagogo empresarial,
entre outros.
Na formação dos professores há um compromisso com as politicas públicas para a
educação, este compromisso pressupõe um amplo comprometimento desses profissionais para
que com as diferentes instituições de ensino tanto escolar quanto não escolar, as quais prezam
pelas melhorias nos índices de real inclusão social e a implementação social de ações que
possam levar aos alunos educação de qualidade.
A resolução CNE/CP N1 ‫ﹾ‬, DE 15 DE MAIO DE 2006.Art 4‫ﹾ‬, nos mostra que:
Parágrafo único. As atividades docentes também compreendem participação na
organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando:
I- Planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avalição de tarefas
próprias do setor da Educação;
II- Planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avalição de
projetos e experiências educativas não escolares;
III- Produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo
educacional, em contextos escolares e não escolares.

Da mesma forma, a prisão é outro espaço onde o pedagogo ganha destaque, pois a
educação tem como objetivo a readaptação e a reinserção do indivíduo na sociedade. O
educador nesses ambientes tem a função de integrar as práticas educativas ao conceito
histórico e cultural, às mídias e tecnologias, e promover a qualificação profissional. Campos
como a Pedagogia nos meios de comunicação; no museu; no turismo e no sindicato são
ramificações ainda escassas bibliografias para a formação do pedagogo, os referenciais
teóricos encontrados na maior parte visam à formação do pedagogo para atuar como
professor.

De acordo com o que foi exposto no artigo pode se afirmar que fica evidente que a
atividade do pedagogo extrapola o âmbito escolar. O trabalho se desenvolve de modo formal e
informal, caracterizando, então, um campo multidisciplinar de aplicação das práticas
educativas. Podemos ver isso no nosso âmbito atual por conta da pandemia as aulas virtuais
cresceram 100 % a forma de ensino vem se transformando de uma forma revolucionária pois
muitos pedagogos, tiveram que se aperfeiçoar em vídeo aulas, projetos de desenvolvimentos
virtuais para os alunos do ensino fundamental, tendo em vista a maior aprendizagem por meio
virtual.
Portanto, essas são uma das maneiras que o profissional deve se desenvolver de acordo
com suas ferramentas de trabalho, procurando sempre melhorar sua forma de ensino seja ela
uma gestão escolar, educação especial, pedagogia empresarial, pedagogia hospitalar entre
outras funções que o pedagogo exerce.
2 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)

2.1 Qual a função do regimento no ambiente escolar?


De caráter legal, ele é um manual prático. O regimento escolar é um documento que
apresenta as regras de funcionamento da instituição e deve ser conhecido por todos da
comunidade e pelos colaboradores das instituições seja elas públicas ou privadas. Algumas
coisas já são definidas por dispositivos legais e não temos como interferir, mas as
especificidades da unidade precisam ser construídas de maneira coletiva e democrática com
toda a comunidade escolar.
De acordo com PACHECO, 2012;
Os educadores precisam pensar nas possibilidades de fazer com que os alunos se
apropriem dos conteúdos escolares, independente do seu QI. Para isso, é necessário
buscar estratégias que efetivamente oportunizem a participação das pessoas com
deficiência intelectual em tudo o que for possível, junto as demais pessoas, sejam
elas deficientes ou não. (SHIMAZAKI, PACHECO, 2012, p. 65)

Enquanto o regimento fundamenta as bases legais de como a escola funciona, o PPP


define as estratégias para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. Por isso,
os dois documentos devem conversar entre si. O PPP diz, por exemplo, qual a concepção de
avaliação da escola. No regimento, existirá um capítulo sobre avaliação, descrevendo quais
critérios definem a aprovação e qual média o aluno deverá ter.
As secretarias estaduais e municipais de educação disponibilizam em seus sites
oficiais modelos básicos de regimento para que as escolas possam construir a sua versão com
base em uma referência comum. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) e outros marcos legais estaduais e municipais fazem parte do conteúdo de
todo regimento escolar.
Por falar sobre toda a comunidade escolar, o regimento deve ser um documento
público, seja em versão online ou impressa. Portanto, é importante que todos o
conheçam.  Rever o conteúdo do regimento periodicamente nos finais de período letivo, por
exemplo, é uma oportunidade para coordenadores e docentes revisitarem os pactos aprovados
pela comunidade.  

2.2 Quais aspectos são contemplados em um regimento escolar?


Devem ser considerados aspectos legislativos de acordo com sua aplicação no país,
estado e município, levando em consideração os princípios adotados pela Secretaria de Estado
da Educação, estes constituem a base para promover a discussão, a reflexão e a tomada de
decisão pelos membros da escola. O regime escolar deve ser pautado em uma gestão de
participação efetiva de professores, alunos, pais, comunidade, de forma democrática, que
resulte em um ensino de qualidade, valor, fortalecimento e autonomia.
Corroborando com essa ideia, Zabot (1986) explica que:
[...] é desta participação que se originará a sua legitimidade. É dela que surgirá a
possibilidade de o Regimento Escolar não se transformar em letra morta, ou em
documento nascido de imposições legais, para preencher as estantes e arquivos da
escola ou da Secretaria da Educação. (ZABOT, 1986, p. 64).

Os aspectos contemplados em um regime escolar, nada mais é do que determinar os


horários que os alunos chegam e saem, regras de direitos e deveres de todos da
comunidade escolar e informações detalhadas sobre funcionamento de cada campo da escolar.
De acordo com LIBANEO, (2001):
O pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa,
direta ou indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e
assimilação de saberes e modos de ação, tendo em vista objetivos de formação
humana previamente definidos em sua contextualização histórica. (LIBANEO,
2001, p.11)
Este regime deve estar de acordo com uma proposta de gestão democrática, assim ele
possibilitará a qualidade do ensino, fortalecendo a autonomia pedagógica e valorizando a
participação da comunidade escolar que está representada através dos órgãos colegiados.
3 CONHECER A ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA

3.1 Descreva quais são as principais atribuições do(a) diretor(a) da escola.

O gestor escolar é a figura central de uma instituição de ensino. Com


responsabilidades que vão desde a gestão de contas até a gestão dos relacionamentos, ele
precisa ser polivalente para conseguir desempenhar com maestria todas as responsabilidades
que são inerentes ao seu cargo, além disso, ele também precisa ser capaz de enxergar as
possibilidades e inovar.
Conduzir a escola à evolução constante é um grande desafio. Toda escola precisa de
equilíbrio em sua condução. O diretor é o responsável por tratar com igualdade os pilares
administrativo, pedagógico e comunitário. 
De acordo com Lopes Neto (2005, p.54):
Na escola, e muitas vezes no contexto educacional mais amplo, frequentemente se
considera que tais discursos são independentes – “o que ensinar” e os valores. Uma
das formas de afirmar essa independência é considerar que as regras de transmissão
de um conhecimento escolar - o ritmo das atividades de ensino, a lógica de
organização desses saberes - derivam dos saberes de referência, associados ao
discurso instrucional. No entanto, na medida em que o discurso instrucional é
deslocado de seu contexto original e relocalizado no contexto educacional é
produzida sua transformação em outro discurso: o discurso pedagógico. Tal
transformação é desenvolvida por sua associação ao discurso regulativo e pela
interveniência da ideologia, um conjunto particular de efeitos dentro dos discursos.
Primeiramente, o diretor precisa ser administrador. É preciso conhecer os pontos
fracos e fortes da escola e decidir como os recursos financeiros serão empregados, instalações
adequadas, espaços limpos e organizados, objetos em bom estado, tudo isso está sob controle
de quem dirige a instituição.
Como sabemos o diretor não trabalha sozinho, ele é assistido por
uma equipe capacitada para cumprir diferentes tarefas, em diferentes níveis. Mas tudo precisa
passar pela avaliação atenta do diretor escolar. Além de gerir os recursos financeiros,
auxiliado por um departamento especializado no assunto, o diretor também precisa
administrar os recursos humanos.
 Outras funções do diretor escolar:
 Realizar reuniões periódicas com os pais, professores e coordenação da escola;
 Supervisionar o Projeto Político Pedagógico (PPP);
 Gerenciar a atuação da equipe docente;
 Organizar eventos escolares;
 Envolver a comunidade escolar no dia a dia da instituição;
 Implementar as políticas públicas e diretrizes estabelecidas por órgãos
governamentais;
 Realizar a gestão financeira da instituição;
 Analisar e acompanhar o desenvolvimento dos alunos.

3.2 Descreva a atuação desse profissional quanto ao atendimento aos alunos e aos
docentes.

O diretor escolar tem o papel de traçar os objetivos e metas da instituição de ensino a


respeito do aprendizado e do método de ensino que será aplicado na escola. Por isso, cabe a
ele realizar reuniões com professores, orientadores e coordenadores para entender as
necessidades de seus estudantes e encontrar a solução para os imprevistos que podem ocorrer.
Libâneo (2001) apresenta uma análise do que chama de “sociedade pedagógica”
destacando a relação da pedagogia com praticamente todos os segmentos sociais, mas ressalta
que:
[...] a Pedagogia como campo de estudos específicos vive, hoje, no Brasil, um
grande paradoxo. Por um lado, está em alta na sociedade. Nos meios profissionais,
políticos, universitários, sindicais, empresariais, nos meios de comunicação, nos
movimentos da sociedade civil, verificamos uma redescoberta da Pedagogia. [...]
Enquanto isso, essa mesma Pedagogia está em baixa entre intelectuais e
profissionais do meio educacional, com uma forte tendência em identificá-la apenas
com a docência, quando não para desqualificá-la como campo de saberes
específicos. (LIBÂNEO, 2001, p. 4).

O diretor escolar em casos específicos de conflitos, considerados brutos, ele acaba por
intervir, mas apenas em casos extremos. Para atender os docentes sempre buscam atender os
pedidos de materiais, fazer reuniões, chamar representantes de pais e alunos para que saiba o
que fazer com determinado acontecimento é sempre importante para o convívio escola/
comunidade.
Segundo Barretto e Sousa (2004, p. 660), “demandam mudanças na concepção de
conhecimento e de aprendizagem, na ocupação do espaço e do tempo escolar, bem como na
própria função da educação escolar, vindo a constituir um caminho potencial para a
democratização do ensino”.
 Para que isso seja possível, é necessário contar com um sólido planejamento de todas
as atividades que serão desenvolvidas no decorrer de cada ano letivo.
4 PLANO DE AÇÃO

Descrição da situação-problema (índice 1- Gestão de resultados educacionais


de reprovação) 2- Gestão participativa/ democrática
3- Gestão Pedagógica
4- Gestão de Inclusão/ Sócio educação
Proposta de solução (a escola que temos 1- Escola de Superação devido ao índice de
hoje) reprovação;
2- Organização e atuação significativa das
instâncias colegiadas;
3- Os professores participam das
capacitações continuadas/Às vezes eles
utilizam abordagens atualizadas;
4- A escola recebe os alunos com
necessidades educacionais especiais
(definitivas ou temporárias).
Objetivos do plano de ação (a escola que 1-Melhoria da Qualidade educativa;
pretendemos): 2-Instâncias colegiadas instituídas para
definir e traçar as metas necessárias;
3-Aplicação das metodologias trabalhadas
nas capacitações de professores e recursos
tecnológicos;
4-Superar as necessidades educacionais
especiais através dos estudos apropriados de
inclusão.
Abordagem teórico-metodológica A abordagem usada foi de Paulo
Reglus Neves Freire, onde se enquadra o
princípio "ler o mundo" defendendo sempre
como objetivo de a escola ensinar o aluno a
ter perspectiva de criação e produção de
conhecimentos buscando sempre um melhor
desempenho.

Recursos o que vamos fazer ações (curto, 1-Focar a atenção especial aos alunos e
médio e longo prazo) professores no que diz respeito ensino
aprendizagem, acompanhando o rendimento
escolar e a frequência do aluno, utilizando
os programas que agem em parceria para
essa superação: PDE- Escola, Mais
Educação, Sala de Apoio, com o objetivo de
fortalecer a autonomia da gestão escolar e
aumentar os índices educacionais deste
estabelecimento (Ideb);

2-Deliberar ações discutidas e definidas em


reuniões ordinárias e extraordinárias durante
a gestão;
3-Deliberar ações discutidas e definidas em
reuniões ordinárias e extraordinárias durante
a gestão;

4-Estudar e analisar na semana Pedagógica e


nos conselhos de classes os alunos com
necessidades educacionais especiais e
acompanhar a organização das adaptações
curriculares.

Considerações finais Após esse plano de ação o diretor como


líder, deverá acompanhar o trabalho
pedagógico, administrativo com a equipe
pedagógica, com base nas atribuições de
cada trabalhador em educação. Entender as
principais normas legais relativas à gestão
dos alunos boletim de frequência, atestados
médicos e boletim de notas.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização deste trabalho possibilitou novos conhecimentos e experiências a respeito


da atuação do pedagogo nas escolas, onde se conhece um pouco sobre a política de
democratização e como o seu envolvimento implica na pratica das atividades dos alunos.
No mesmo também foi abordado o assunto sobre eleição para diretor que se aplicam
totalmente por meio da votação de todos os envolvidos na escola, e de como é importante
fazer essa escolha porque o diretor é o responsável por todo esse ambiente.
Destaca-se também que é de suma importância para se refletir e instigar os professores
a discutir e buscar conhecimento para a melhoria do ensino e aprendizagem dos alunos
inclusos, assim é um desafio permanente para o trabalho do pedagogo, abrindo a possibilidade
de novas pesquisas e, consequentemente, aprofundamento de novos conhecimentos
Desta forma vemos que o bom planejamento de aulas deve-se estar aliado as novas
tecnologias e informações para que o cotidiano dos alunos estejam ligados a sala de aula e
isso estimule a criatividade e o diálogo entre diretores, professores e alunos.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

Barretto; Mitrulis (2001 2005)

COLE, Michael (Org.). Vigotski, L.S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos
processos psicológicos superiores. 5ª ed. São Paulo: Marins Fontes, 1996.
FUNDESCOLA. Como elaborar o plano de desenvolvimento da escola. Brasília: MEC, 1999.

https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/21884/21884_3.PDF acesso 19/10/2020

LIBÂNEO, J. C., Pedagogia e pedagogos: inquietações e busca. Disponível em:


http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Peda
gogia2/apedagogiaepedagogos.pdf Acesso em 25/10/2020
LOPES NETO, A. A. Bullying: Comportamento Agressivo entre Estudantes. Jornal de
Pediatria, (Rio J.) nº. 81, nº.5 suppl. Porto Alegre nov. 2005. 164 – 172.
.PAIN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre:
Artmed, 1985.
SHIMAZAKI, Elsa Midori; PACHECO, Edilson Roberto (Org.). Deficiência e inclusão
escolar. Maringá: Eduem, 2012.
ZABOT, Nircélio. O regimento escolar como instrumento de organização administrativa e
pedagógica da comunidade escolar. Revista Brasileira de Administração da Educação, Porto
Alegre, v. 4, n. 2, p. 63-66, jul./dez. 1986.

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